Latest / Decantando Ideias / Decantando Ideias #43: Quando a presença volta a valer mais que a performance
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- Sabe aquela pessoa que envia e meia a noite? Nossa, aquela que emenda 10 reuniões seguidas. Exatamente, essa mesma. Aquela pessoa que parece que tá sempre, sabe, correndo pelos corredores da empresa. Ah, com um computador aberto na mão. Isso. A gente olha para essa pessoa e, bom, o que a gente costuma pensar no mundo corporativo, é que isso é ideal, né? A gente imagina a empresa como um grande relógio suíso. Uhum, onde tudo tem que estar girando o tempo todo. Pois é, a expectativa que a gente cria é... um... de que se o ponteiro tá ali se movendo de forma frenética, o trabalho tá sendo feito. Com certeza. É a adoração por aquilo que pode ser medido, né? Total. Aquilo que é cronometrado, que dá pra exibir num gráfico língu de produtividade. Mas vamos combinar. Isso é uma ilusão de controle muito, muito reconfortante. É um movimento visível a calmanciadade. Sabe, ansiedade corporativa mesmo. Porque o nosso raciocínio padrão hoje ele opera de uma forma muito binária. Como assim, binária? Tipo, a engrenagem girando significa sucesso. E a engrenagem parada, bom, significa defeito. Falha, né? Exato, falha. Só que é que tal problema. O problema surge quando a gente olha para o... um... para o estado atual de quem tá liderando essas engrenagens. Nossa, nem me fale. Unível desgotamento. Os gotamentos sim que permeam os escritórios hoje, ele... Sabe, ele não vem só do volume de trabalho em si. Não, venda vitrine, né? E isso vem da exaustão de viver nessa vitrine e nem terrubta. De ter que provar valor o tempo inteiro. Eu cansaço de... ter que sinalizar produtividade a cada segundo. Aquilo e meio noturno disparado só pra tipo... bater ponto online. Uh-huh. Registrar que tá ali. O agenda lotada que a pessoa exibe, como se fosse um troféu, né? Um troféu de relevância. E, olha, preparando nosso mergulho de hoje, uma inquietação inevitável tomou conta. Eu imagino. Porque um é uma fadiga profunda que nasce justamente desse... desse teatro, sabe? Desse teatro de alta performance. E a ironia central da nossa conversa hoje é que a resposta pra exaustão não tá no novo aplicativo. Não, definitivamente não tá num raque de produtividade. Não tá. O que devolve o fôlego ao uma organização, ao uma equipe, é algo muito silencioso e profundamente nositado. É o antídoto pra performance vazia, né? Que a presença genuína. A presença genuína. Exato. E pra guiar a nossa análise profunda de hoje, a gente vai usar a búsula de Alexandre de Salis. Sensacional. Ele pra quem não conhece é estratégista empresarial, esse efo, e o atual CEO da AES consultoria. Que é uma consultoria desenhada justamente pra transformar negócios em organizações muito resilientes com uma visão clara de longo prazo. E as reflexões que a gente vai decantar hoje vem de onde? Vem lá do texto, quando a presença volta a valer mais que a performance, que é o decantando ideias número 43. Número 43, maravilha. E olha, o que o Alexandre Articula dizafia totalmente a espinha do orçal do nosso entendimento sobre o que realmente significa ser produtivo. Então vamos desembalar essa ideia, porque a provocação dele já começa como imagem belíssima, sabe, sobre a nossa pressa, a pressa crônica que a gente tem em julgar resultados imediatos. Uh-huh. Ele traz o conceito da terceira hora da garrafa. Pra quem tá nos acompanhando agora nesse fim de tarde? Claro. A imagem do vinho ela serve perfeitamente pra ilustrar nossa relação com o tempo. Pensa assim, quando uma boa garrafa é aberta e a primeira táça é servida ali na hora. Que ele primeiro gole, né? Isso. O líquido costuma tatenso, sabe, fechado. E quem julga a qualidade da bebida só pra que ele primeiro gole, fatalmente vai ter uma percepção incompleta. Incompleta e injusta, eu diria. Muito injusta. Injusta com o potencial que tá ali contido. Mas se a garrafa permanece a aberta, tipo, respirando... Deixando o oxigênio a gir. Exato. Na terceira hora, o oxigênio faz o trabalho dele. Camadas e aromas que estavam completamente ocultos. Hmm, começam a emergir. E a lição pra gestão é muito clara aí. Que há dinâmicas que precisam de tempo. Fara é muito poética, lindíssima, mas eu sou pragmático. No mundo real dos negócios, eu preciso trazer a realidade dura aqui da operação. Pode trazer, vamos lá. Hoje, os algoritmos processam análises de risco em, tipo, mil e segundos. Os mercados viram do avesso em questão de horas. Nessa velocidade insana, a ideia de ficar parado. Respirando e observando. É. Observando essa tal de terceira hora, isso soa pra qualquer concejo de administração como... Hmm, ineficiência pura. Como mal-fensa, né? Uma perda de tempo imperdoável. Então a minha pergunta é, por que a gente foge com tanto desespero de simplesmente estar presentes? A gente foge, porque, olha, a cultura corporativa atual ela punhe a invisibilidade. É simples assim. E o Alexandre de Salis mapeia camadas muito, muito precisas para essa fuga. Quais são? A primeira camada mais superficial e prática é que a presença não fotografa bem. Nossa, não fotografa bem? Como assim? Pensa bem, nós existem um indicador chave de desempenho, um KPI, para quem escutou a equipe com a atenção genuina durante 40 minutos. Não tem 10 bordes para isso. Não tenho. A escutativa não geram rastros de dados imediatos no sistema. E como o sistema recompensa exclusivamente, o que é mensurável, o que acontece? A presença é descartada logo na primeira rodada de prioridade. Faz todo sentido. Então, se a presença não entra na planilha de resultados e não geram relatório ali para diretoria, a conclusão lógica seria que as pessoas ao menos aproveitariam esse tempo não rastreável para respirar, né? Seria o ideal, né? Mas não é o que acontece na prática. A ausência de métricas leva a gente para um segundo mecanismo de fuga que tem muito a ver com estados. Exatamente. Porque ter tempo livre, tornou-se um sinal de fraqueza nesse teatro corporativo. Pecado, quase. Total. Declarar que a agenda está em sana, que você não tem tempo nem para almoçar, é o novo símbolo de importância. Se alguém tem tempo para apenas sentar e observar como equipe interagem de antes de um problema... A percepção dos pares é terrível. Sim, a percepção imediata de que essa pessoa não tem demanda suficiente. A osciosidade reflexiva, sabe? Ela é confundido com irrelevância. E irrelevância? E aqui, a gente chega na camada que o considera mais fascinante, sabe? Porque ela mergulha na nossa psicologia, a mesma, nossa psicologia de sobrevivência no ambiente de trabalho. Uh-huh. Se a presença não gera dados e ainda por cima distrói o nosso status de pessoas ocupadas, o fundo do poço dessa fuga, na verdade, é emocional. É o medo da exposição. O medo da exposição? É. O Alexandre aponta que a performance interrupta, sabe a resposta no WhatsApp no primeiro toque, a correrinha infinita. Tudo isso, na verdade, funciona com uma armadura. É um escudo tati. Um escudo perfeito. Quem está correndo... Não é parado para ser questionado sobre suas incertezas. A pessoa está sempre ocupada demais para duvidar de si mesma. E a presença faz o oposto? A presença de arma. Totalmente. Quem permanece sentado a mesa, sustentando o silêncio, escutando de verdade, também está sendo visto. E isso assusta? Assusta muito. O estado de presença espou em cansaços, espou em dúvidas e vulnerabilidades, que a nossa hiperatividade consegue mascar há muito bem. Olha, essa visão da performance como um escudo isso muda o jogo, muda completamente. Mas sendo pragmático de novo, tá? Lá vem. Se a presença não gera relatórios imediados, se ela distrói a ilusão de que somos, sei lá, deuses da produtividade ocupadíssimos. E ainda por cima, retira a nossa armadura emocional? Sim. Como que a gente justifica isso no dia a dia corporativo? Porque até esse ponto da nossa conversa, a presença ela corre o risco de parecer som um traço de personalidade adorável, sabe? Uh-huh. Aqueles líderes fofos, né? É. Aqueles líderes gentibuas, que tem tempo para tomar um café com todo mundo na copa, bater papo. Pois é, e esse é o estereótipo que precisa ser urgentemente desconstruído, urgentemente. Por quê? Porque a sociedade a presença, a gente lesa, ou a sua vida, é um erro estratégico brutal. A presença não é um acessório estético do perfil de liderança. Não é um infate. Não é tipo o equivalente a ter um bom gosto para a decoração de escritórios. O Alexandre de Sales é muito categórico nisso. Ele diz, a presença é método. Método. Método. É uma ferramenta de estração de dados invisíveis. Ferramenta de estração de dados invisíveis. Isso é poderoso demais. E é? Porque as informações que realmente deciden o destino de um negócio, elas raramente habitam as planilhas oficiais. Então, nas entrelinhas. Exato. O dado vital, ele está na pausa que o diretor financeiro faz antes de responder a uma pergunta sensível sobre fluxo de caixa. Ele está, sabe, no desvio sutil de olhar de um gerente, quando a nova meta é projetada na tela. Aqui é lengolido em seco, né? Isso. Está na mudança de tom de voz, está na respiração da sala e quem opera no modo performance com armadura está completamente cego e surdo para esses dados. Porque está focado só no próprio... Está focado só entregar a própria fala, mostrar que fez e correr logo para a próxima reunião. Sabe, pensando nessa mecânica de captação de dados, me ocorre uma imagem aqui. Imagina tentar liderar só pelos relatórios de performance, tá? É como tentar compreender a saúde de uma floresta inteira, lendo única e exclusivamente um relatório de satélite sobre a incidência de chuvas no último mês. Nossa, perfeita analogia. O satélite vai lá e vai dizer que, ah, choveu 80 milímetros, é um dado real, inquestionável. Mhm, é um fato. Só que a pessoa que adota a presença como método, ela faz diferente, ela calça a bota, pisa no solo da floresta e sente a textura da Terra. Ela vai acampo. Ela observa-se, apesar daquela chuva toda que o satélite marcou, a água escurreu superficialmente e o solo continua seco por baixo. Ela nota o silêncio dos pássaros que teoricamente deveriam estar ali, né? Exato. A decisão que é tomada com o pé na Terra, ela é infinitamente superior, porque ela utiliza dados orgânicos e contestuais. É, o satélite relata o sintoma, mas o solo revela o ecossistema inteiro e a liderança que confia apenas no satélite é exatamente a mesma que lá na frente é surpreendida quando o equipe inteira pede demissão simultaneamente. E o gestor fica sem entender nada, mas os gráficos de satisfação apontavam normalidade. É sempre assim. E olha essa habilidade de pisar no solo ganhou um peso muito dramático no nosso momento histórico. Por causa da tecnologia, você diz. Por causa da comoditização da eficiência. Ah, a inteligência artificial já consolidou o papel do satélite, vamos-se justos. Consolidou de uma forma absurda. As máquinas já compilam dados, geram relatórios supercomplexos, cruzam variáveis macroeconômicas, elas até dizem um cenário de risco. Tudo em tipo, frações de segundo. É assustadoramente rápido. Então a eficiência operacional deixou de ser o grande diferencial de quem lidera. A eficiência bruta foi e vai continuar sendo terceirizada para os algoritmos. E aí o que que resta, né? O que que resta como vantagem competitiva, intransferível para nós, humanos? Resta justamente aquilo que não pode ser automatizado de jeito nenhum. A capacidade de ler a entrelinha humana. A escuta profunda. A escuta, a equipe sabe visceralmente quando está sendo compreendida por alguém que está inteiro ali no ambiente. E sabe quando está apenas sendo processada por um gestor que olha pro relógio a cada dois minutos. A gente sente isso na pele. O cliente também sente, né? O cliente sente muito quando o atendimento tem densidade, tem foco real. A confiança não é um algoritmo, sabe? Ele é um tecido orgânico. E construir essa confiança através da escuta tenta se tornou o ativo mais escaso e valioso do mercado atual. Onde todo mundo tenta ser rápido, quem sabe aprofundar? Vence. Vence mesmo. Certo, mas vamos colocar isso à prova na prática diária. Porque se a missão agora é pisar no solo, captar todos os sinais, ler os silêncios, arma de veia imediata é o microgerenciamento. Ah, o famoso microgerenciamento. Porque poxa, é a tentativa de estar presente em absolutamente todas as conversas, aprovar cada e meio, sabe monitorar cada pequeno detalhe para garantir que nenhum sinalzinho passe despercebido. É um perigo isso. Como que a gente equilíbrio, então, a necessidade de captar esses dados sutis sem sufocar a organização? Aí, que está. A diferenciação conceitual aqui é cirúrgica. Presença não é onipresença. Presença não é onipresença. Não é. E estarem todos os lugares, orbitando cada decisão minúscula da equipe, não é ser um líder presente. Na maioria das vezes, olha, é apenas ocupar espaço e gerar ruído. Geranciadade na equipe. Muito. O líder onipresente, ele criou um campo gravitacional tão pesado, ou redor dele mesmo, que sufoca as pontenidades da tal floresta que ele está tentando observar. Ele espanta os pássaros da floresta. Espanta todos eles. Pra estar inteiramente presente num contexto, é preciso ter a coragem de estar deliberadamente ao zente de vários outros. É a famosa renúncia estratégica. Sim, é brimão. Para conseguir ler uma sala de conselho com profundidade brutal, é preciso abrir mão de controlar as dez reuniões de status dos projetos menores que estão acontecendo no mesmo horário. Exatamente isso. E o decantando ideias número 43, ele usa a figura do Somileir pra materializar linda a mente essa atitude. Ah, o Somileir. Mas não é que ele somileir arrogante, né? Não, o mestre. O verdadeiro mestre, o somelhe de acelência, ele personifica a presença sem invasão. Qual é que ele atua no salão? Imagina a cena. Quando ele caminha pelo salão do restaurante, ele não fica interrompendo as conversas para dar palestras sobre taninos, ou sobre processos complexos de fermentação. Ele não tenta brilhar mais que o jantar. Não, ele não quer ser o protagonista da experiência. O método dele é a observação periférica, uma observação de altíssima precisão. Ele trabalha no silêncio da observação, repara ali em detalhes que são quase microscopicos sem que ninguém na mesa sequer note a avaliação dele. De uma elegância, ele percebe qual convidado está bebendo só a propressão social. Ele identifica quem maltocona a taça porque não gostou da safra, sabe? Ele sente o clima. Ele sente. Ele sente quando a energia de uma mesa cai e a valia, se o próximo vinho deve trazer mais frescor, para reanimar a dinâmica daquela conversa. Atenção desse profeional. Ele existe, por simplesmente, para servir ao ecossistema do salão. Isso. E não para impor a própria autoridade sobre ele. É muito diferente. É a diferença brutal entre entrar numa sala de reunião, dizendo tipo, estou aqui para ouvir vocês, falem agora... O que imediatamente constrói um palco e paralisa todo mundo. Paralisa naturalidade na hora. Diferente de entrar na sala, sentar quieto, reduzir o próprio volume e permitir que o ambiente revelha a sua verdadeira dinâmica. Olha, essa postura exige um nível de maturidade e de segurança interna que é até sustador. É sustador e tem um preço. O trade-off... O custo disso tudo. O custo de adotar a presença como método numa cultura que é totalmente viciada em velocidade é aceitar a peixe a temporária de improdução. E eu quero profundar esse custo, porque a transição prática de um modelo para o outro é justamente onde a maiorismo agadora das pessoas desiste. É onde acorda a rebenta. Vamos imaginar aqui, uma direitora que decide abundonal o escudo da performance. Ela para de responder em meios durante as apresentações, silenciar o celular e passa apenas escutar e processar o que está acontecendo ali na sala. Hum, ela se faz presente. Isso. Aí a reunião acaba. Os pares delas saem correndo para os corredores para as próximas chamadas e ela permanece lá sentada na sala anotando observações sobre a dinâmica humana em que ela acabou de presenciar. E para quem passa no corredor e olha para dentro da sala, ela parece totalmente desconectada. Parece que está lisa em fazenada. Como suportar o peso dessa aparência de ineficiência? Supporta se compreendendo o resultado lá da decantação. Lembra da garrafa de vinho? A terceira hora. A terceira hora da garrafa vai de fato parecer um baita desperdício de tempo para quem tem preça de ficar embriagado de tarefas. O ampar emocional para essa mudança vem dos resultados práticos. Os frutos que a subcrivação gera. Exato. As decisões tomadas a partir desse nível profundo de leitura ambiental, elas evitam crises gigantescas. Crises que os apressadinhos ali vão levar meses tentando apagar. Ah, a presença prevínios incêndios que a performance adora combater para ganhar medalhas depois. Olha, você resumiu perfeitamente. É bem isso. É uma mudança de perspetíveis petacular para quem está escutando a gente. A liderança e matura ela fabrica movimento, né? Ela se agarra, tipo as métricas de tarefas concluídas no dia para justificar o próprio salário, o próprio existência ali dentro. E a liderança madura compreende que o valor dela não está na quantidade de botões que ela perta por minuto, sabe? Está na visão do todo. Está na clareza com que ela enxerga o tabuleiro. Largar o escudo da performance e vazia exige muita coragem. Mas é justamente essa clareza, alcançada por meio dos lencios, da pausa, da escuta, que sustenta longevidade dos negócios. O verdadeiro valor corporativo, ele abandonou a planície do fazer mais rápido e subiu de vez para montar do compreender mais fundo. Compreender mais fundo? Belíssimo. A capacidade de decantar o tempo certo das coisas é o que impede a estrutura inteira de ruína o primeiro sinal de crise. E toda essa nossa exploração de hoje sobre o poder de estar inteiramente lá, de observar e decantar, nos traz um questionamento fascinante para quem acompanha nossa análise. Qual seria? Falamos muito da coragem de ocupar o espaço com a presença genuína, de observar ativamente e se ecossistema. Mas a verdadeira força dessa presença olha não se mede apenas enquanto quem lidera está fisicamente no ambiente. Aí eu teste final da qualidade dessa presença, né? Exatamente. O teste final. Isso cria uma ponte fantástica para a continuidade das nossas reflexões quenzenas. Com certeza. Porque hoje a gente focou no impacto de estar lá. De calçar a bota e pisar no solo. Mas, e quando a liderança sai de cena definitivamente? Quando o ciclo se encerra. Isso. O que acontece com a cultura com... valores com a operação daquela empresa. No nosso próximo encontro, a gente vai investigar exatamente isso, o que continua de pé quando o nome sai da porta. O verdadeiro legado. Vamos mergulhar nas engrenagens do legado e da sucessão estrutural, usando como base o decantando ideias número 44. É o passo lógico e mais do que necessário, né? Como transformar a presença momentânea de um indivíduo na permanência estrutural e cultural de uma organização inteira. Mal posso esperar por essa conversa. Vai ser incrível. Mas olha, antes da gente encerrar o mergulho de hoje, a gente precisa lançar um olhar provocador para algo que a gente não tocou até agora. Nanda. A gente falou extensamente sobre como quem lidera constrói a presença pisando ali no solo da floresta. Mas e quanto ao jovem está lento, sabe? Que estão começando agora num regime que é 100% remoto. Nossa, o trabalho remoto muda tudo. Muda, como é que se constrói o peso da presença? Como é que se aplica a paciência da terceira hora da garrafa? Quando toda a interação humana da pessoa é mediada por uma tela de computador, onde muitas vezes os silêncios costumam ser confundidos com uma simples falha de conexão de internet, sabe? Aquela travada na câmera está mudo, né? Olha, é um desafio colossal pro futuro das organizações que vale a pena deixar no ar. Fica aí a reflexão. Um desafio que as máquinas e os algoritmos certamente não resolverão sozinhos. E para continuarmos refletindo a gente encerra aqui com a provocação brilhante que o Alexandre de Sales nos propõe lá no texto dele. Uma pergunta que demanda silêncio pra ser espondido a internamente. Pensa bem, se as pessoas das nossas equipes fossem vinhos, quantas delas conheceríamos apenas pela primeira taça? Quantas delas não tiveram o tempo e a paciência necessárias pra decantar as suas melhores e mais profundas camadas, não? Fica aí o convite para a escuta, para a paciência e acima de tudo pro abandono daquele escudo pesado da performance vazia. Agradecemos imensamente a compomia de cada um de vocês nesta reflexão profunda. E para não perder nenhuma destas provocações de Alexandre de Sales e continuar decantando ideias conosco a cada quinzena, acompanhe assim a coluna acessando decantar ponto Alexandre de Sales.com.br, um brinde e a presença genuína. E até a próxima.