Latest / Juanribe / O Fósforo e a Luz do Mundo
Transcript
- 0:05Ela era uma pequena órfã. Sua mãe havia morrido no parto.
- 0:12Que culpa ela teve? Nenhuma.
- 0:17E ela nem compreendia essas coisas.
- 0:20O seu pai não gostava muito dela, porque via naquela menina
- 0:25a responsável pela morte da mãe. E o seu pai se casou com uma
- 0:31mulher muito má, que também desprezava a menina e a colocava
- 0:37para trabalhar na rua, apesar da pouca idade.
- 0:43E o trabalho que essa pequena menina fazia era vender
- 0:47fósforos. Sim, ela vendia fósforos.
- 0:51Passava o dia inteiro na rua oferecendo as suas caixinhas de
- 0:55fósforo, dizendo. Ajude a minha madrasta, meu pai,
- 1:02eles estão desempregados. Compre uma caixinha de fósforo
- 1:06para ajudar. E a cena?
- 1:08Trabalhava pequenininha o ano todo, ficava o dia inteiro na
- 1:14rua, muitas e muitas vezes mal vestida.
- 1:20Mas a sua madrasta não se importava.
- 1:23A única coisa que interessava era quanto você vendeu hoje.
- 1:28Me dá o dinheiro aqui, passe as moedas para cá.
- 1:30Gastou o dinheiro, comprou bala, fez alguma coisa com o dinheiro?
- 1:34Não, não tá tudo aqui, não comi nada o dia inteiro.
- 1:37Ah bom, Ah bom, já já a janta vai ficar pronta.
- 1:41Que aquela mulher controlava todo o dinheiro, explorava a
- 1:44pobre órfã. Numa noite aquela mulher
- 1:50precisando de dinheiro, disse pra filha.
- 1:53Vai sair para trabalhar agora? Você vai vender fósforos agora
- 1:58eu preciso de dinheiro. E colocou a menina para fora de
- 2:03casa com uma dúzia de caixas de fósforo, dizendo, não volte aqui
- 2:09sem me vender nada, porque se não você vai se ver comigo.
- 2:14E não se importou que era uma fria a noite de inverno, frio
- 2:21abaixo de zero. Pois a menina descalça na rua E
- 2:27a pobrezinha saiu, saiu andando, perambulando para tentar vender
- 2:34alguma coisa. Foi no meio de uma avenida que
- 2:40ela teve a ideia de oferecer caixas de fósforo para os carros
- 2:45que paravam no cruzamento. Porém, ninguém abriu o vidro com
- 2:51aquele frio. Ela oferecia, mas ninguém
- 2:54comprava nada. Logo começou a garoar e aquela
- 2:59pequena chuva descia gelada e foi encharcando a sua roupa.
- 3:04E a menina começou a tiritar de frio, mas ela se preocupava em
- 3:09proteger as caixas de fósforo, porque fósforo molhado ninguém
- 3:14compra. A sua preocupação era com a
- 3:17caixa de fósforo e como a chuva aumentava?
- 3:21Com medo que as caixas de fósforo molhassem, ela resolveu
- 3:25se abrigar debaixo de alguma marquise, algum lugar.
- 3:29Encontrou ali um cantinho bem escondidinho, onde podia se
- 3:35abrigar da chuva e ficou no escuro.
- 3:39Totalmente escuro, mas o chão estava gelado e molhado.
- 3:45A menina estava congelada, roupa encharcada, que Ela Foi
- 3:49tremendo, tremendo de frio. Bem que ela gostaria de acender
- 3:54um fósforo para se esquentar um pouquinho, mas se ela fizesse
- 3:58isto, a sua madrasta a espancaria, a castigaria, com
- 4:03certeza. Ah, se ela pudesse acender pelo
- 4:08menos um fósforo, usar só uma caixinha.
- 4:12Então Ela Foi aguentando aquele frio, as suas mãos foram ficando
- 4:17roxeadas, os pezinhos congelados.
- 4:21Ela nem sentia mais, ela tremia de frio, pensou em voltar para
- 4:26casa, mas se lembrou das ameaças da madrasta, não volte aqui sem
- 4:32me vender nada, porque se não você vai vir comigo.
- 4:37Então ela pensou, é melhor eu ficar aqui já, já.
- 4:41Essa chuva passa. Quem sabe eu consigo vender
- 4:45algumas caixas de fósforo? E ela ficou coitadinha ali,
- 4:50esperando mais a garoa, o frio, a chuva.
- 4:53Nada passava e Ela Foi congelando.
- 4:58Então sentindo que o frio estava acabando com ela e com muita
- 5:04fome, muito fraca, ela criou coragem para acender um fósforo.
- 5:13E quando tremendo, ela tirou aquele fósforo da caixa riscou.
- 5:19O primeiro não acendeu porque estava molhado, riscou, o
- 5:23segundo não acendeu porque estava úmido.
- 5:26E assim Ela Foi tentando acender.
- 5:29Até que ela pegou numa caixinha um fósforo seco e acendeu e
- 5:35procurou se aquecer. Com aquela pequena chama que
- 5:40iluminava tudo a sua volta e ela vendo aquele fogo tão bonito,
- 5:45tentando se aquecer, ela imaginou que estava na sua festa
- 5:51de aniversário. E que seria tão bom se agora ela
- 5:55tivesse um bolo na frente dela. Mas quando o fósforo se apagou,
- 6:01ela viu que não tinha bolo nenhum, que não era uma festa de
- 6:06aniversário, que aquela fantasia foi tão bonita.
- 6:11Mas era só uma fantasia. Então ela pegou um outro palito,
- 6:17riscou, mas estava úmido, riscou outro, mas também não acendeu.
- 6:21E foi tentando. Até que novamente um palito se
- 6:24acendeu, que ela tentou se aquecer com aquela chama.
- 6:29Mas ela queria lembrar aquele pensamento que ela teve de uma
- 6:34festa bonita, com bastante gente, que a parede estava
- 6:39iluminada. Ela olhava a chama bonita e ela
- 6:44viu, viu que pessoas bonitas estavam se aproximando dela,
- 6:50pessoas bem vestidas, e ela pensou que era sua fantasia, que
- 6:56ela pensou, eu não vou deixar este fósforo se apagar, porque
- 7:00se não eu vou perder esta visão. Então Ela Foi colocando outro
- 7:06fósforo naquela chama e assim ela mantinha o fogo aceso e
- 7:11quando aquele palito estava para se apagar, ela acendia outro
- 7:16tanto tentando se aquecer. Como manter viva aquela visão de
- 7:21que pessoas bonitas se aproximavam dela, que ela teve
- 7:25exata impressão de que estava vendo o próprio Jesus Cristo
- 7:32vindo na direção dela? Sorrindo e ela tentava manter a
- 7:37chama acesa e ela parece que estava conseguindo, porque a luz
- 7:43estava aumentando. Uma grande claridade estava
- 7:47tomando conta daquele lugar e ela pensava que era o fósforo.
- 7:53Quando Jesus, meigo e sorridente, se aproximou dela, a
- 8:00pequena órfã disse. Jesus, eu sei que é o senhor, eu
- 8:05te reconheço, não deixe o fósforo apagar, porque eu quero
- 8:11continuar te olhando e se a chama apagar eu não te verei
- 8:15mais. Porém, o senhor Jesus disse não
- 8:20temas a partir de agora, estarás comigo para sempre e tomou a
- 8:27menininha nos braços e a levou. Quando aquela noite terrível se
- 8:34acabou e o dia raiou, as pessoas que passaram pela calçada viram
- 8:42ali, encostada na parede, a menina sentadinha congelada,
- 8:50ainda segurava na mão a caixa de fósforo e na outra, o palito
- 8:56apagado. E um sorriso meigo nos lábios,
- 9:02que as pessoas fizeram um roda em volta daquele corpinho e
- 9:06diziam, pobrezinha. Morreu de frio.
- 9:11Tentou se aquecer acendendo os fósforos, mas não conseguiu.
- 9:17E muitas pessoas até choravam. Que morte triste, com fósforo na
- 9:24mão. Morreu de frio e na escuridão.
- 9:29Mas ninguém sabia e sequer imaginava que aquela menina não
- 9:34precisava de um palito de fósforo, porque ela tinha
- 9:38encontrado a luz do mundo que é Jesus Cristo e que naquela mesma
- 9:44noite Ela Foi recolhida pelos braços amorosos do senhor Jesus
- 9:50e para sempre viveria com ele no Reino dos céus.
- 10:27Que as palavras compartilhadas pelo pastor juanribe paliarin
- 10:31neste episódio de podcast possam ter tocado seu coração e
- 10:35fortalecido sua fé. Lembre se sempre do amor e da
- 10:39graça de Deus em sua vida. Se você deseja mais conteúdo
- 10:43inspirador, fique à vontade para seguir o arroba juanribe nas
- 10:47redes sociais. E compartilhar este podcast com
- 10:51amigos e familiares. Que Deus abençoe você e guie
- 10:55seus passos. Este episódio foi um
- 10:57oferecimento do Ministério. Pregadores do telhado?
- 11:01Comunicação a serviço da salvação.