Latest / Só Pod Ser História • Podcast / Só Pod 60 - Meu ex acha que eu ainda sou dele
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- 0:00Meu marido, de quem eu estou prestes a me divorciar, age como
- 0:04se fosse o dono de mim só porque a gente tem um filho juntos e
- 0:08ninguém está me levando a Sério, nem mesmo a polícia.
- 0:22E aí, galera? Bem vindos a mais um episódio do
- 0:25só pode ser história, eu sou a Isa.
- 0:28E como vocês pediram, eu trouxe a continuação da história da opi
- 0:36de ontem. Então se você não ouviu ou não
- 0:39assistiu o episódio de ontem volta pra entender todo o rolê.
- 0:43Mas o resumo é, o episódio de ontem foi sobre sogras e na
- 0:48segunda história a opi deixa uma continuação que eu não quis
- 0:52trazer no episódio porque não tinha a ver com sogras.
- 0:55E vocês pediram. E eu, mais do que feliz, trouxe.
- 0:58Então vamos lá. O título dessa história é meu
- 1:02marido, de quem eu tô prestes a me divorciar, age como se fosse
- 1:06o dono de mim. Só porque a gente tem um filho
- 1:09juntos e ninguém tá me levando a Sério, nem mesmo a polícia.
- 1:15Antes de eu começar, é importante dizer que as
- 1:18histórias que eu vou ler aqui hoje, elas contêm tópicos de
- 1:23stalking. De perseguição?
- 1:25Então, se esse é um tópico sensível pra você, por favor,
- 1:29ouça com cautela ou considere não ouvir esse episódio.
- 1:33Ela começa dizendo, só deixando claro, eu não tô pedindo o
- 1:38conselho de relacionamento porque nem existe mais um
- 1:41relacionamento aqui. Eu só tô desabafando sobre uma
- 1:45coisa que, infelizmente é muito comum, ser mulher e não ser
- 1:50levada a Sério quando a própria segurança tá em jogo.
- 1:54Eu comecei a namorar esse cara quando eu tinha acabado de fazer
- 1:5718 anos e ele tinha 21, quase fazendo 22.
- 2:02E aí eu engravidei. Minha família, que é bem
- 2:06católica, me julgou muito por isso.
- 2:09Então, quando ele sugeriu da gente fugir pra casar, eu
- 2:12aceitei. A gente casou e depois eu
- 2:15descobri que foi porque a mãe dele, que é uma cristã super
- 2:19rígida, convenceu ele a fazer isso.
- 2:22A gente resolveu essa situação e seguiu em frente, mas a minha
- 2:26sogra se metia muito em tudo. Em outubro do ano passado, eu
- 2:31decidi que eu já tinha chegado no meu limite.
- 2:34Eu me mudei, a gente fez algumas sessões de terapia juntos, mas
- 2:38eu comecei o processo de divórcio porque ele claramente
- 2:41não queria cortar o cordão umbilical que ainda prendia ele
- 2:45e a mãe. Só que o divórcio tá andando a
- 2:48passos de tartaruga por causa dele.
- 2:51Ele atrasa pra assinar papel, falta em reunião esse tipo de
- 2:55coisa. E nesse tempo que ele tá
- 2:58ganhando, sendo irresponsável. Ele começou a me perseguir antes
- 3:03de eu entrar com o divórcio, lá no final do ano.
- 3:06Eu quase nunca via ele por acaso em público.
- 3:09De repente, depois que o divórcio foi iniciado, eu
- 3:13comecei a ver ele em todo lugar. Loja, trabalho perto da minha
- 3:18casa e até na frente do consultório do meu médico.
- 3:22Em janeiro, eu confrontei ele porque eu vi o carro dele passar
- 3:26pela minha casa 2 vezes em menos de 1 hora.
- 3:30E a resposta dele foi, eu tenho direito de ficar de olho na mãe
- 3:34do meu filho? Ele já chegou ao ponto de pagar
- 3:37as minhas compras quando, coincidentemente, me encontrou
- 3:42no mercado. E ainda falou pro caixa que eu
- 3:45sou a esposa dele. Teve um dia que eu tava num café
- 3:48tentando fazer coisas da faculdade e eu ainda nem tinha
- 3:51terminado o café que eu pedi. Quando o barista veio me trazer
- 3:55outro dizendo, seu marido pagou pra você?
- 3:58Eu olhei em volta e ele não tava dentro do café, ele tava no
- 4:03carro do lado de fora. E ainda teve a audácia de acenar
- 4:07pra mim. Teve outro dia que eu saí para
- 4:10tomar café com um amigo e quando eu cheguei em casa, ele estava
- 4:13lá fora no carro, me esperando perguntando quem era a pessoa
- 4:17que estava comigo. E o pior, ele nem tenta negar
- 4:21que ele está me seguindo. Eu tenho documentado todas as
- 4:25vezes que eu encontro tirando foto e ele sabe disso.
- 4:29Ele simplesmente não se importa. Eu tento ao máximo ser discreta.
- 4:34Mas as poucas vezes que ele percebeu, ele simplesmente posou
- 4:39pra foto. Eu contei pra minha família e
- 4:41pros meus amigos e eles acham que tá tudo bem, porque ele
- 4:45ainda não me ameaçou. O meu próprio pai, que inclusive
- 4:49pagou o meu advogado de divórcio, chegou a falar pra eu
- 4:53ter empatia com meu ex, porque ele tá perdendo a família.
- 4:57A minha mãe acha fofa ele pagar minhas compras ou mandar coisas
- 5:01pra minha casa. No fim de semana passado eu tava
- 5:05comemorando meu aniversário de 20 anos em casa com alguns
- 5:08amigos e adivinha quem aparece? O meu ex com um buquê de rosas
- 5:14vermelhas, um colar e ainda me mostra uma tatuagem que ele fez
- 5:19com o nome do nosso filho, tentando me convencer a fazer
- 5:23uma igual. E ele ainda disse que pretende
- 5:26tatuar o meu nome também. O irmão dele, que é literalmente
- 5:31a única pessoa decente da família, me convenceu a chamar a
- 5:35polícia. Então, na segunda-feira, um
- 5:37policial veio até minha casa e eu fui tratada como se eu fosse
- 5:42uma criança. Ele falou coisas tipo, você
- 5:46devia ser grata que ele ainda se importa com você.
- 5:49E também você tá muito melhor do que as outras mulheres que eu já
- 5:53vi em situações assim. E ele terminou a conversa
- 5:56dizendo que não IA punir um homem por sentir falta da
- 6:00família. Eu moro numa cidade pequena, bem
- 6:04conservadora, então isso nem me surpreende.
- 6:08Mas mesmo assim isso me afetou muito.
- 6:11Eu não posso simplesmente me mudar por causa da minha
- 6:14faculdade e eu tô com medo. Eu sei que ele não tá me
- 6:18ameaçando e que comparado com outras mulheres, eu até sou mais
- 6:23sortuda. Mas isso pode escalar.
- 6:27Ele tá completamente diferente do homem por quem eu me
- 6:30apaixonei e eu tô com medo e ninguém tá levando isso a Sério.
- 6:34Todo mundo continua me chamando de esposa dele e falando de mim
- 6:38e do meu bebê como a família dele, sendo que sim, o meu filho
- 6:43é a minha família, mas eu não sou mais a família do meu ex.
- 6:48Parece que essa ideia de que mulher é propriedade do marido
- 6:51nunca foi embora de verdade. Porque a gente só é ouvida
- 6:55depois que alguma coisa acontece.
- 6:57Se a polícia me levasse a Sério, nem que fosse pra ter uma
- 7:01conversa com ele, talvez eles tivessem evitando algo muito
- 7:05pior. Eu não entendo porque eu preciso
- 7:07virar a vítima primeiro pra depois ser ouvida, e isso é
- 7:11muito frustrante. Mas alguém já passou por algo
- 7:15assim? Eu não queria me sentir sozinha
- 7:18nisso. Antes de eu ir para os meus
- 7:20humildes, eu vou para os comentários, porque ela
- 7:23responde. Uma pessoa comenta, eu trabalho
- 7:27com direito de família e direito criminal e eu queria poder dizer
- 7:30que isso me surpreende. Mas não surpreende porque é
- 7:34muito comum um cliente, e geralmente são mulheres, contar
- 7:39que o ex começa a aparecer em todos os lugares e quando a
- 7:43gente investiga, descobre que tem rastreador no carro.
- 7:47Só uma dica. Dá uma olhada embaixo do para
- 7:50choque traseiro. Na maioria das vezes é ali que
- 7:53eles colocam, porque é muito fácil.
- 7:56A pessoa passa pelo carro, finge que tá amarrando o sapato e
- 8:00prende um rastreador ali embaixo.
- 8:03Up responde, eu acabei de achar um negócio estranho, tipo um imã
- 8:08embaixo do para choque traseiro. Não é um hertag, mas eu tenho
- 8:12quase certeza de que é um rastreador.
- 8:15Eu pedi para uma amiga dar uma olhada e é definitivamente um
- 8:19rastreador. Eu vou me encontrar com uma
- 8:21policial hoje na delegacia, então eu vou esperar o que ela
- 8:25vai me orientar fazer. Mas eu coloquei de volta no meu
- 8:28carro para ele não saber que eu descobri outro comentário, diz.
- 8:33O policial simplesmente ignorou tudo isso ou me respondeu.
- 8:37Segundo ele, como eu não fui ameaçada, não tem problema.
- 8:42Eu até falei no post que esse idiota chegou a posar em algumas
- 8:46fotos que eu tirei dele e eu contei pra polícia.
- 8:49Tudo que ele manda café, manda flores pra minha casa, paga
- 8:54minhas compras e mesmo assim o policial decidiu que ele só tá
- 8:58apaixonado, de coração partido e não é perigoso.
- 9:03Ele se recusou até a me ajudar a procurar um possível rastreador.
- 9:07E ficou insistindo que ele apareceu em todos os lugares
- 9:10onde eu tô. É só coincidência porque a gente
- 9:13mora numa cidade bem pequena. Ele também disse que, como ele
- 9:17não foi abusivo comigo durante o casamento, então é improvável
- 9:22que ele faça algo agora pra um cara misógino, provavelmente
- 9:26conservador e cristão, porque todo mundo nessa cidade é assim.
- 9:30A minha situação não é tão ruim assim.
- 9:34E, sinceramente, policiais praticamente não sofrem
- 9:37consequências quando tiram a vida de alguém.
- 9:40Então, se alguma coisa acontecesse comigo, a chance
- 9:44dele ser responsabilizado seria a mínima.
- 9:48E gente, eu sinto dizer que não tem mais nada dela.
- 9:55Eu fiquei meio com medo, sabe? Pensando se ela tá bem, se ela
- 9:59ainda tá aqui com a gente, tipo, eu digo viva mesmo.
- 10:02Se ela conseguiu sair? Eu procurei muito.
- 10:05Não tem nada, nem comentário, nem nada.
- 10:09Então, assim, a gente só pode esperar que ela esteja em
- 10:11segurança, esteja bem. E é claro que eu não posso
- 10:15trazer uma história dessa e não trazer os meios de contato.
- 10:19Se você tiver passando por isso, é, eu só queria apontar algumas
- 10:25algumas falas nessa história que não são verdade.
- 10:28Ele fala que Ah, porque ele não foi abusivo no casamento, é
- 10:31improvável que aconteça alguma coisa, isso não é verdade.
- 10:35E também o fato dele não ter ameaçado que o policial não
- 10:38podia fazer nada. Isso não é verdade, também tá no
- 10:42Brasil, isso é crime, tanto online quanto a pessoa te vendo
- 10:46presencialmente. E aí eu separei um textinho só
- 10:50para eu não esquecer de nenhum detalhe.
- 10:52Então vamos lá, se você está sendo perseguida, não ignore.
- 10:57Registre provas, mensagens, fotos, testemunhas e corte
- 11:02qualquer contato. Vá a uma delegacia,
- 11:05preferencialmente a da mulher, e registre um boletim de
- 11:09ocorrência por estoque. Peça medidas protetivas de
- 11:13urgência para garantir que a pessoa não se aproxime.
- 11:17E se você tiver passando por algo assim, tem algumas coisas
- 11:20importantes que podem ajudar. Não interaja.
- 11:25Bloqueie ele de todas as redes sociais e do seu telefone.
- 11:29Não responda, pois qualquer resposta pode incentivar o
- 11:33perseguidor. Documente tudo.
- 11:36Guarde prints e mails, registro e horários, locais e fotos dos
- 11:40incidentes se você conseguir. Se tiver qualquer objeto
- 11:44suspeito, tipo esse rastreador da história, não jogue fora,
- 11:49guarde como prova. Avise amigos, familiares,
- 11:53vizinhos e no trabalho ou na escola para que fiquem em alerta
- 11:57e compartilha sua localização. Evite caminhos habituais, mude
- 12:03de horário e, se possível, evite ficar sozinha.
- 12:07Aumente a privacidade nas suas redes sociais, oculta endereços
- 12:11e qualquer local de trabalho. Procure a delegacia da defesa da
- 12:16mulher ou uma delegacia comum pra registrar bo e representar
- 12:20criminalmente contra o perseguidor.
- 12:23E se existir qualquer risco imediato, liga 190.
- 12:29É uma coisa gente que a gente tem que falar e a gente tem que
- 12:32ficar ligado, porque eu acho que quanto mais acesso a gente tem,
- 12:37às vezes a gente nem percebe que a gente tá passando por isso,
- 12:41então. Eu digo, como assim?
- 12:44Como amiga mesmo, qualquer coisa que que sentir que não desceu
- 12:49certo, sabe que sentiu incômodo. É, às vezes a gente tem muita
- 12:53mania de pensar, não acho que eu tô viajando, acho que não é nada
- 12:55demais, mas assim confia no que você tá sentindo, sabe?
- 12:59Não deixa pra lá, a gente precisa se proteger sempre,
- 13:03então se você tiver passando por isso, por favor, procure ajuda,
- 13:07siga suas recomendações, pesquise, fale com pessoas
- 13:10também. Não dá pra gente baixar a
- 13:12guarda. A gente sabe que infelizmente a
- 13:15gente tá num ponto crítico assim.
- 13:18Surreal é a gente como mulheres, a gente não consegue de fato
- 13:23ficar em paz. Então, por favor, gente, se
- 13:26cuidem, tá? Por favor.
- 13:28E aí, o que falar dessa história, desse cara assim,
- 13:34gente, infelizmente, nada novo, sabe?
- 13:38A gente vê tanto isso acontecer. E eu imagino assim a frustração
- 13:42que é. E eu entendo, gente que assim,
- 13:44Oo sistema por inteiro, desde que você vai até a delegacia,
- 13:48até se a gente consegue de fato processar essa pessoa e essa
- 13:52pessoa é julgada e condenada, a gente sabe que não é o ideal.
- 13:56É lógico que não é estar longe de ser o ideal, mas não é por
- 14:00isso que a gente não que a gente tem que deixar de procurar esses
- 14:04meios de fazer boletim de ocorrência, enfim.
- 14:06E aqui, por exemplo, a opi nem consegui fazer nada, ela
- 14:10conseguiu mesmo indo a polícia, sabe?
- 14:15É, é difícil viver assim, eu espero assim.
- 14:18Quando eu comecei a pesquisar eu não tinha lido essa história,
- 14:22quando eu fui preparar o roteiro de sobras, eu deixei mesmo pra
- 14:26eu pra eu saber na hora que eu IA gravar com vocês é quando eu
- 14:31fui pesquisar, eu vi que não tinha comentário e não tinha
- 14:33atualização, te juro que. Me deu um negócio que eu falei,
- 14:37meu senhor amado, será que essa mulher está viva?
- 14:39Porque isso acontece demais. É uma consequência muito real do
- 14:47que pode acontecer. Então eu só espero que ela
- 14:50esteja assim, segura, que ela tenha conseguido de fato fazer
- 14:54um boletim de ocorrência contra esse cara e que ela esteja muito
- 14:57longe dele. E gente, é assim, não tem muito
- 15:01o que comentar e eu não vou aqui me estender muito nos meus
- 15:04humildes, porque senão eu vou pra outros temas dentro disso e
- 15:09aí eu vou me perder do foco e vou ficar 8 horas falando até o
- 15:13momento que vocês vão falar, Isa, por favor, você pode calar
- 15:15a boca. E enfim, e aí pra não ficar um
- 15:18episódio muito curtinho, eu trouxe outra história nessa
- 15:21pegada, infelizmente. Gente, é uma história que eu já
- 15:25tinha separado há um tempo. É, ela tem fotos.
- 15:30E pra mim é uma história de terror assim, sabe?
- 15:33Um terror da vida real. Pra mim essa história é de
- 15:36terror da vida real. Então vamos lá, o título da
- 15:41história da opi é do conforto do meu próprio quarto.
- 15:46Isso aconteceu há pouco mais de uma semana e agora que o susto
- 15:50inicial e aquela paranoia mais pesada já deram uma acalmada, eu
- 15:54resolvi contar o que aconteceu comigo.
- 15:58Antes de começar, eu preciso explicar rapidinho como é o
- 16:01prédio onde eu moro, porque isso aqui é muito importante pra
- 16:05entender a história. Eu tenho até algumas fotos pra
- 16:08ajudar a visualizar. Eu, mulher, 21 anos, moro numa
- 16:13cidade nem muito grande, nem muito pequena, perto do centro,
- 16:17mas ainda assim num bairro bem tranquilo.
- 16:20No meu prédio, a maioria das pessoas são mais velhas ou
- 16:24famílias, então é bem sossegado. E por conta da localização, a
- 16:29porta principal do prédio fica sempre trancada.
- 16:33Então ou você tem a chave ou alguém precisa liberar sua
- 16:37entrada pra você conseguir entrar no prédio.
- 16:40Quando você entra, tem uma escada normal.
- 16:43Mas tem um detalhe meio estranho, em cada meio andar tem
- 16:48umas varandinhas pequenas. Eu nem sei exatamente o porquê,
- 16:53porque todos os apartamentos já tem varandas também.
- 16:56Mas às vezes o pessoal usa pra limpar tapete, essas coisas.
- 17:00E isso é importante porque eu moro no terceiro andar e tem uma
- 17:05dessas varandas no segundo andar e meio que dá a visão direta pro
- 17:10meu quarto, tipo, dá pra ver lá dentro.
- 17:15Pra ficar mais fácil de entender, eu até separei algumas
- 17:18fotos. E aí, gente, eu vou colocar
- 17:21aqui, tá? Eu vou falar o que significa
- 17:24colocar aqui e deixar uns um segundinho pra vocês verem essa
- 17:28foto aqui, essa ela diz uma mostra a visão da escada pra
- 17:34entrada dessa varanda. Então olhem aí da escada pra
- 17:41entrada dessa varanda. Então você tá subindo a escada
- 17:44do prédio, essa varandinha aí que você entra, que ela fala que
- 17:48fica em um andar e meio. A outra, que agora vai tá aqui,
- 17:53mostra a visão da varanda direto pra janela do meu quarto.
- 17:58E só de escrever isso já me dá um arrepio.
- 18:02Então essa foto aqui na primeira foto que eu mostrei depois eu
- 18:06vou tentar deixar todo azulado. Eu não sei se vai caber, mas da
- 18:09primeira foto que eu mostrei. Então se você entra naquela
- 18:12varanda e olha pro quarto da alpi, é essa visão que a pessoa
- 18:16tem e a última que é essa daqui. Mostra a visão do meu quarto pra
- 18:24essa varanda. Então, quando a opita no quarto
- 18:27dela e olha pra varanda, é essa imagem que ela vê, certo?
- 18:33Antes de entrar na parte mais tensa mesmo, eu preciso explicar
- 18:37mais uma coisa, o meu prédio também fica atrás de um prédio
- 18:40de uma escola grande. Então eu normalmente nem fecho a
- 18:44cortina porque não tem nada na frente, só um estacionamento
- 18:48grande e vazio durante a noite. E de qualquer forma, quase
- 18:52ninguém fica andando por ali agora, indo pra experiência em
- 18:57si. Era de noite, entre uma quarta e
- 19:00quinta-feira, e como eu não tinha que trabalhar no dia
- 19:04seguinte, eu tava só curtindo meu tempo sozinha, ou seja,
- 19:08vendo YouTube no meu tablet. Aí eu comecei a ouvir um barulho
- 19:13vindo do corredor, tipo passos mais pesados e o som de alguém
- 19:18batendo no corrimão. Como se tivesse bêbado ou só
- 19:22muito cansado. Até aqui não é nada em comum,
- 19:26porque querendo ou não, eu moro em um prédio com outras pessoas,
- 19:30então é normal ouvir barulho até de noite.
- 19:34É aí que a situação começou a ficar estranha, que foi quando
- 19:38eu ouvi os passos pararem no meu andar.
- 19:42Porque a parede do meu quarto, bem do lado da minha cama, onde
- 19:46fica minha cabeça? Fica colada com a parede da
- 19:50escada. Então dava para perceber
- 19:52claramente que a pessoa tinha parado ali.
- 19:56E aí? Nada.
- 19:58Eu não ouvi porta abrindo, não ouvi mais passos, só silêncio.
- 20:05E aquilo me deu um grande desconforto, porque parecia que
- 20:08tinha alguém ali simplesmente parado no corredor, no meio da
- 20:13noite. Depois de um tempo em silêncio,
- 20:16eu ouvi os passos de novo, mas dessa vez mais leves, mais
- 20:21suaves, como se a pessoa tivesse descendo a escada.
- 20:25Aí eu pensei que devia ser alguém bêbado, que entrou na
- 20:28escada errada ou algo assim. Nada demais.
- 20:31A pessoa já tinha ido embora. Então eu continuei ali na minha
- 20:35maratona do YouTube por mais um tempo, até eu começar a ficar
- 20:39com sono. E uma coisa que eu gosto de
- 20:41fazer antes de dormir é olhar pela janela.
- 20:44Tem uma avenida ali no final do estacionamento, então às vezes
- 20:49eu fico só vendo os carros, passando até pegar no sono.
- 20:53Então eu coloquei uma música baixinha, né?
- 20:56Prédio, e comecei a minha sessão de ficar olhando pra janela.
- 21:01Durante a segunda música, eu percebi uma luz pequena e um
- 21:05movimento no canto inferior esquerdo da minha visão.
- 21:10Eu abaixei o olhar e simplesmente congelei.
- 21:15Tinha um homem naquela varanda pequena me olhando por sabe se
- 21:20lá quanto tempo pra dentro do meu quarto, enquanto eu tava só
- 21:25de camiseta e calcinha, depois do que pareceu muito tempo
- 21:30parada, em choque. Mas que provavelmente foram 5
- 21:33segundos. Eu fechei a persiana na hora e
- 21:36fui correndo checar se as 2 portas do meu apartamento
- 21:40estavam bem fechadas e trancadas e graças a Deus estavam.
- 21:46Então eu só vou parar aqui para colocar essa foto, gente, que
- 21:49vocês vão ver aqui que esse cara tava aqui, ó.
- 21:53Ela olhou para o lado esquerdo da onde ela estava e foi aqui,
- 21:57tá vendo nesse corrimãozinho? Onde tem aqui?
- 22:00Ele estava nesse lugar, nesse corrimão, provavelmente
- 22:04segurando a luz, né? 11 lanterna, porque ela viu uma
- 22:07luz ou não, né? Ou talvez ela só viu a luz, sei
- 22:10lá, de celular, alguma coisa espionando ela, e aí ela fechou
- 22:13essa cortina que é essa persiana que aparece e foi deitar.
- 22:18Isso pra mim é uma história de terror.
- 22:20E agora continuando. Depois de um tempo deitada na
- 22:23cama, ainda tremendo, eu percebi que aquele homem provavelmente
- 22:28era a pessoa dos passos. Talvez ele tenha ouvido que
- 22:31tinha alguém acordado no apartamento, ficou ali escutando
- 22:35por um tempo e aí viu a varanda, resolveu ir até lá e percebeu
- 22:40que dava pra ver pelas janelas. Eu não tenho certeza, mas é bem
- 22:45possível que ele já tivesse me visto antes mesmo de eu ir pra
- 22:49janela. Porque eu estava com uma luz
- 22:51acesa no quarto. Lá fora estava tudo escuro e eu
- 22:55não estava com a cortina fechada.
- 22:57Mas se ele não tinha me visto antes, ele com certeza viu na
- 23:01hora em que eu me aproximei da janela.
- 23:03Nesse momento, com aquele desconforto de estar sendo
- 23:06observada sem nem saber a quanto tempo, meu pensamento foi
- 23:11interrompido por um som. A gente juro, se segurem, tá
- 23:16alguém tentando abrir a minha porta?
- 23:19Só que a minha porta é bem segura, então eu não achei que a
- 23:22pessoa conseguiria abrir. Mas aí eu ouvi a caixinha do
- 23:26correio sendo aberta bem devagar, tentando fazer o mínimo
- 23:32de barulho possível. E só de falar isso agora eu
- 23:36ainda sinto aquele arrepio na nuca.
- 23:39Eu tenho 2 portas, graças a Deus.
- 23:42Então ele não conseguia ver direto pra dentro do
- 23:45apartamento, mas eu conseguia ouvir ele.
- 23:48Ele estava respirando meio pesado, engolindo em seco o
- 23:52tempo todo, como se tivesse muito nervoso ou simplesmente
- 23:57perturbado, porque, né? Invadir a privacidade dos outros
- 24:01assim é super normal. Eu acho que eu prendi a
- 24:04respiração e virei praticamente uma estátua completamente
- 24:08imóvel, até ele fechar a caixa do correio e, Do Nada, sair
- 24:13correndo pela escada, dessa vez fazendo bastante barulho.
- 24:18Eu tava tão focada em cada som que eu consegui ouvir a porta do
- 24:22corredor sendo aberta e aí eu só assumi que ele tinha ido embora.
- 24:27Eu não tive coragem de olhar pela janela pra confirmar,
- 24:30porque eu ainda me senti observada.
- 24:33Não aconteceu mais nada naquela noite, mas eu já sabia que eu
- 24:37não IA conseguir dormir. Eu liguei pra minha mãe e
- 24:40expliquei tudo o que tinha acontecido.
- 24:42Como ela IA trabalhar no dia seguinte?
- 24:45Eu não quis atrapalhar o sono dela, pedindo pra vir pra cá ou
- 24:48pra me buscar. Então a gente só combinou de
- 24:51deixar a ligação aberta a noite inteira por vídeo.
- 24:55Eu bebi 2 energéticos péssima ideia, ainda mais com o coração
- 25:00já acelerado daquele jeito, e eu fiquei acordada até amanhecer,
- 25:05até começar a ter gente acordada na rua.
- 25:08Em algum momento eu acabei dormindo sem perceber.
- 25:12Eu não vi mais aquele homem, pelo menos até agora, enquanto
- 25:15eu estou contando isso e espero nunca mais ver.
- 25:19Mas o que aconteceu depois foi o que me deixou ainda mais
- 25:23paranoica. Eu voltei a trabalhar depois
- 25:25disso, na segunda de manhã eu já não tava dormindo direito,
- 25:30acordei cedo, já tava meio Fora de Mim.
- 25:33Mas isso isso me marcou de um jeito que eu não sei explicar.
- 25:39Como eu falei antes, eu tenho 2 portas no meu apartamento e aí
- 25:43quando eu tava saindo pra trabalhar, eu abri a porta de
- 25:46dentro e, pra minha surpresa, na verdade, pro meu desespero
- 25:51total, a porta de fora tava levemente aberta.
- 25:55Eu senti uma vontade absurda de vomitar e de sair correndo pros
- 26:00braços da minha mãe igual uma criança, só pra me sentir
- 26:04segura. Mas não, eu tive que sair pra
- 26:07trabalhar. Eu passei o dia inteiro meio
- 26:10desconfiada, olhando pra tudo, com aquela sensação estranha de
- 26:14que alguém podia aparecer a qualquer momento, como se eu
- 26:18tivesse sendo observada. Eu não tava num estado mental
- 26:22bom. E como eu não ouvi mais nada
- 26:24durante a noite, eu comecei a pensar que talvez eu só tivesse
- 26:28exausta mesmo por não ter dormido direito.
- 26:31Mas uma coisa eu tenho certeza. Eu sou muito grata por ter 2
- 26:36portas, porque do jeito que ele conseguiu abrir aquela porta de
- 26:39fora, tão silenciosamente ele poderia ter entrado no
- 26:43apartamento enquanto eu tava praticamente desmaiada e feito
- 26:48qualquer coisa comigo. Depois disso eu relatei os 2
- 26:52incidentes pra administração do prédio e a gente fez um boletim
- 26:56de ocorrência. Eles prometeram colocar alguém
- 26:59pra vigiar o prédio por um tempo até a situação se acalmar.
- 27:03Eu ainda estou dormindo na casa da Minha Mãe e Eu só espero que
- 27:06quando eu voltar para casa eu esteja segura e que um dia eu
- 27:10consiga me livrar dessa paranoia.
- 27:13Por enquanto eu não vou mais deixar a cortina aberta e nem
- 27:16ficar olhando pela janela à noite.
- 27:18Obrigada por ler. Eu realmente precisava tirar
- 27:22isso de mim. Me fala se isso não é uma
- 27:26história de terror, pra mim isso é uma história de terror.
- 27:32Ou seja, teve a primeira vez que o cara foi lá na varandinha e
- 27:36viu ela. E teve a segunda vez também que
- 27:39a porta dela estava aberta, a primeira porta dela estava
- 27:42aberta. Eu é traduzindo e adaptando a
- 27:44história. A gente foi me dando um
- 27:46desespero de imaginar ela lá, sabe?
- 27:49Eu acho que assim, primeira coisa talvez que eu faria é
- 27:52ligar para polícia, mas também eu teria medo da pessoa me
- 27:54ouvir. E aí sabe um detalhe que eu que
- 27:57eu notei, ela fala que só dá para entrar no prédio.
- 28:01Se você tem a chave ou se alguém te libera, então deve ser alguém
- 28:06do prédio, né? Ou sei lá, deixar na porta
- 28:09aberta. Não sei se dá pra deixar a porta
- 28:11aberta no prédio dela, mas gente, é pra ver que assim a
- 28:14gente não tá segura nem na nossa casa de verdade, sabe?
- 28:19E aí, como se não bastasse toda essa história, a gente tem uma
- 28:23atualização dela. Tá bom pra vocês, porque pra mim
- 28:28não tá. Vamos respirar e vamos, ela
- 28:34começa dizendo. Eu já tinha contado antes da
- 28:37minha experiência com aquele cara estranho que ficou me
- 28:40observando pela janela do meu quarto e tudo aquilo que
- 28:43aconteceu. Bom, eu já tinha conseguido me
- 28:47livrar daquela paranoia horrível que ficou comigo por meses
- 28:51depois disso, até isso acontecer agora.
- 28:55Isso aconteceu hoje a mais ou menos 1 hora.
- 28:58Então desculpa se não tiver fácil de entender, porque eu
- 29:01ainda estou bem abalada. Alguns dias a minha caixa de
- 29:05correio, aquela que fica na porta do meu apartamento, tava
- 29:09sendo aberta e depois fechada de leve.
- 29:13E eu não dei muita importância pra isso.
- 29:15Porque eu tinha acabado de voltar de viagem e eu tinha
- 29:19deixado um aviso ali, tipo 100 panfletos, obrigada, pra não
- 29:24encherem meu apartamento de panfleto quando eu voltasse.
- 29:27Acho que aquele tipo de restaurante, sabe?
- 29:29E eu ainda não tinha tirado esse aviso.
- 29:32Então eu só pensei que alguém com pressa de fazer o trabalho
- 29:35quase colocou um panfleto ali, viu o aviso e ao invés de deixar
- 29:40os papéis, só fechou a caixa. Hoje eu cheguei em casa depois
- 29:44de 1 dia bem puxado de trabalho e eu fui praticamente direto pro
- 29:49banho. E o meu apartamento é assim, a
- 29:52porta do banheiro e a porta de entrada ficam a poucos passos
- 29:56uma da outra. Enquanto eu tava no banho, eu
- 30:00ouvi a caixa de correio, abri e fechar de novo.
- 30:04E aí eu já achei isso bem estranho, porque se fosse a
- 30:07mesma pessoa entregando o panfleto, ela já devia ter visto
- 30:11o aviso. E se fosse uma pessoa diferente
- 30:14cada vez? Não é possível que nenhuma delas
- 30:17visse o aviso, né? Eu fiquei meio irritada, mas
- 30:21continuei o banho. Quando eu terminei, fui lá ver
- 30:25se tinham deixado alguma coisa dessa vez e tinham um bilhete
- 30:30escrito num recibo. E tava escrito, eu ainda penso
- 30:35em você, gente, esse é o bilhete, tá bom?
- 30:41Pelo que eu vi, é finlandês, alguma coisa do tipo.
- 30:46Até deu uma pesquisada, que língua é essa?
- 30:50E parece que é finlandês. E aqui nesse bilhete dessa,
- 30:54desse cara completamente doente, tá escrito, eu ainda penso em
- 31:00você, eu vou deixar aqui, enquanto eu leio o resto da
- 31:03história. Sério, me dê um arrepio na hora,
- 31:07um arrepio real. Eu só fiquei parado olhando para
- 31:11aquilo, tentando entender, será que todas as vezes que aquela
- 31:16caixa foi aberta era essa pessoa?
- 31:19E será que é o mesmo cara de antes?
- 31:21O que ficou me observando pela janela?
- 31:24Se for a quanto tempo ele tem me observado de novo?
- 31:28O que ele quer? Isso é alguma brincadeira Pra
- 31:32Ele ou é Sério por que eu? Amanhã eu vou na delegacia de
- 31:38novo pra ver se eles conseguem fazer alguma coisa, porque agora
- 31:42eu tô com muito medo. Eu fechei todas as cortinas e tô
- 31:46prestando atenção em cada barulho que esse prédio faz.
- 31:50Eu tô começando a pensar seriamente que eu vou ter que
- 31:52gastar todas as Minhas Economias pra sair daqui antes de eu ir
- 31:57pra uma breve atualização que na verdade tem 2 atualizações, mas
- 32:00é bem curtinha. Gente, nesse caso aqui não é?
- 32:05É o momento de ficar no mesmo lugar.
- 32:09Então assim, eu nem quero falar se um disso acontecer com vocês,
- 32:13porque eu espero, do fundo do meu coração, que jamais
- 32:15aconteça. Mas lidando com a realidade que
- 32:19a gente tá vivendo, se isso acontece é assim, tchau, sabe?
- 32:24Vai pra casa de um amigo, vai pra casa de uma família, de
- 32:27algum familiar, sabe? Vai pra algum lugar, não fica
- 32:30por favor, no mesmo ambiente. E aí eu vou responder as
- 32:33histórias, as respostas da upi o que que ele quer?
- 32:37A gente sabe muito bem o que esse cara quer.
- 32:39Ele quer abusar de você e possivelmente tirar sua vida.
- 32:43E se é alguma brincadeira para ele ou é Sério para ele, gente,
- 32:46pode ser Sério, pode ser brincadeira.
- 32:48No final do dia, é isso que ele vai querer fazer com você.
- 32:52Ele vai te abusar e vai tirar sua vida muito provavelmente.
- 32:57E por que eu? Porque você é mulher e
- 32:59infelizmente a gente passa por esse tipo de merda que a gente
- 33:04vê todo o Santo dia acontecendo. Então, assim, recado dado
- 33:10aconteceu, boletim de ocorrência conta.
- 33:13Igual tudo que eu falei no começo do episódio, né?
- 33:15No final da primeira história, boletim de ocorrência 190, se
- 33:19você tiver em perigo eminente, se tiver acontecendo alguma
- 33:22coisa na hora, fala para as pessoas, compartilha a
- 33:25localização. É e tenta registrar todas, todos
- 33:30os incidentes. Olha só, por Jesus mesmo.
- 33:34E agora vamos para as 2 últimas atualizações que ela faz.
- 33:39A primeira diz, eu fui na delegacia e eles disseram que
- 33:43iam analisar melhor a situação e vê se conseguem fazer alguma
- 33:48coisa com base nesse recibo, mas no começo a pessoa que me
- 33:52atendeu foi bem arrogante. Sugerindo que podia ser só uma
- 33:56brincadeira de um amigo meu ou até um admirador secreto e
- 34:01basicamente riu da situação. Só que a atitude mudou quando eu
- 34:05falei que a administração do prédio e eu mesma já tínhamos
- 34:09comunicado a polícia sobre outro incidente também.
- 34:12Vamos lá, última atualização dela.
- 34:15As informações do recibo não ajudaram em nada, rastrearam até
- 34:19uma senhora idosa que anda com bengala.
- 34:23E eu nunca vi essa pessoa na vida, não tem como ser ela.
- 34:26Então a suspeita agora é que quem escreveu o bilhete só pegou
- 34:30esse recibo do lixo ou de algum outro lugar e a busca continua.
- 34:37E aí, gente, não temos mais nada também procurei igual uma louca,
- 34:42sabe? Fui atrás.
- 34:44Entrei. Na verdade, a conta da up foi
- 34:46deletada, não sei se ela mesma excluiu.
- 34:49Fui atrás de títulos semelhantes, porque às vezes a
- 34:52pessoa faz outra conta não. Também não achei nada.
- 34:58E, gente, se a gente pode dar nome a isso é stalking.
- 35:03Isso é stalking, ou seja, contato indesejado por mais de
- 35:07uma vez mandou O Presente que você não quer receber.
- 35:11Te mandou mensagem sendo que você já pediu pra parar?
- 35:14A pessoa fica insistindo, fica te encontrando em lugar sem
- 35:18querer. Isso aí tem nome e isso escala.
- 35:22Isso é obsessão e isso é muito perigoso.
- 35:26Então, por favor, sejamos atentas a qualquer tipo de
- 35:32situação que chegue perto disso bo tudo aquilo que eu já falei.
- 35:37E gente, é isso. Só consigo concluir que, de
- 35:40fato, não estamos seguras nem na nossa casa mesmo.
- 35:48E é isso, gente. Histórias muito pesadas, muito
- 35:52difícil de de ler e também muito revoltante saber que a gente é
- 35:57tão é dispensada quando a gente procura ajuda, né?
- 36:02Quando a gente vai em delegacia e a pessoa trata a gente como?
- 36:05Como se nada fosse, também como como se normaliza esse tipo de
- 36:10coisa, tipo, AI não é só um admirador secreto ou é alguém
- 36:13apaixonado por você. AI não, ele só tá fazendo isso
- 36:17porque sente sua falta, vira um discurso que normaliza esse tipo
- 36:21de coisa e não é para normalizar.
- 36:23Então assim é revoltante de tudo, da gente não se sentir
- 36:26segura e ao mesmo tempo todo mundo sabe.
- 36:28Acha que não é nada demais, cara, você ir em uma delegacia e
- 36:31um policial fala isso para você? Mas é isso, gente, sabe?
- 36:36Olha, tem história que é só por Deus mesmo.
- 36:40Me contem o que vocês acharam aí dessas histórias?
- 36:44Eu confesso que eu finalizo esse episódio com o coração na mão e
- 36:49com muito medo por essas mulheres de eu não ter nenhuma
- 36:52atualização de que elas tão bem, tão seguras.
- 36:55E é isso, gente. Antes de finalizar, eu peço por
- 36:59favor pra você seguir o podcast no Spotify.
- 37:02Dê a sua nota, inscreva, se no canal siga as redes sociais que
- 37:07estão aí na descrição. Se você quer mandar sua
- 37:10história, é só mandar por e-mail que também está na descrição.
- 37:13Como vocês sabem, nenhuma história fica completa sem o
- 37:16comentário de vocês, então fiquem muito à vontade para
- 37:20comentar. Muito obrigada por terem ficado
- 37:23comigo até aqui. A gente se vê no próximo
- 37:25episódio, tchau, tchau.