Latest / Jota Jota Podcast / O QUE É ÉTICA E MORAL?(CLÓVIS DE BARROS) | JOTA JOTA PODCAST #102
Transcript
- 0:01Se você algum dia encontrar um gênio.
- 0:04E você tiver a leveza de espírito.
- 0:09De pedir AO gênio que vai te atender na hora ali, o que você
- 0:13quiser. Se você tiver a leveza de
- 0:16espírito de dizer, eu gostaria de conseguir ajudar as pessoas
- 0:20mais do que eu posso. Agora, neste momento, é possível
- 0:24que você tenha atingido um nível de elevação espiritual que te
- 0:28tirou? Da mesquinharia, dos conforto,
- 0:32de comezinhos de ocasião. Era essa mensagem que eu queria
- 0:36deixar. Alô, alô, turma do Jota Jota
- 0:44podcast episódio número 103 hoje de especial, prepare-se, porque
- 0:49hoje você vai aprender muito, vai ampliar sua percepção, sua
- 0:53visão sobre alguns assuntos importantes da sua vida e depõe
- 0:57vai descobrir coisas novas sobre esse convidado e também vai ser
- 1:02acredito, né? Influenciado em diversas do seu
- 1:05pensamento. Não tenho a menor dúvida disso.
- 1:07Eu estou aqui recebendo hoje um grande.
- 1:09É amigo, uma influência muito importante na minha vida e tenho
- 1:13certeza que na vida de muitos brasileiros também, professor,
- 1:16pesquisador, palestrante, mas acima de tudo, para mim, um
- 1:20grande pensador, né? Então está aberto ao pensamento,
- 1:23está aberto AO aprendizado contínuo e eu tenho 11 relação
- 1:28muito próxima com ele. Pelo lado professoral e também
- 1:31porque recentemente eu descobri que ele foi nadador dos bons,
- 1:35né? Que conseguiu aí ter também uma
- 1:37história muito positiva na natação.
- 1:38Estou recebendo hoje no Jota Jota podcast professor.
- 1:41Clóvis de Barros Filho. Obrigado, professor, por ter
- 1:44vindo, rapaz, obrigado pelo convite por ter aceito um prazer
- 1:47zasso toda vez que eu sento com o filósofo, eu lembro do meu
- 1:50pai. Porque meu pai, ele foi a pessoa
- 1:54que me apresentou a filosofia. Meu pai era um senhor, é.
- 1:59Que não terminou a escola morou em Sergipe, sobretudo uma
- 2:03cidadezinha chamado Maruim. É negro que passou pobreza,
- 2:09preconceito, ralou, estudou. É Na Na escola, mas não fez
- 2:15faculdade EE ele era um filósofo, cara.
- 2:20Ele era um filósofo, e eu lembro quando era menino.
- 2:22Devia ter uns belos 1011 anos. Eu não gostava de ler.
- 2:27E na estante da casa, lá dos meus pais, tinha aqueles aquelas
- 2:31coleções, daqueles daquelas jornais de domingo, que que eu
- 2:35acho que meu pai pagava um a mais e vinha Oo jornal em um
- 2:39livro, então tinha o homem. Se tinha lá é Nelson Mandela,
- 2:43vinha num domingo à noite, domingo, vinha Fidel Castro.
- 2:46Anoto. Domingo vinha a Madre Teresa de
- 2:48calcutá, anota domingo, via Buda, Maomé, Jesus, grandes
- 2:52pensadores, e eu vi aquela coleção de livros.
- 2:55Eu falo a caraca, por que que é o pai?
- 2:57Lê isso? Eu também gosto chato ele, eu
- 3:00lembro ele me falando assim, Joel.
- 3:03Você tem que ser um filósofo. Eu falei, o que?
- 3:06Que é ser filósofo, filósofo? É aquele cara que gosta da
- 3:11pergunta? E ele é envolvido.
- 3:14Ele idolatra aquela dúvida, mas ele parte de que ele não tenha
- 3:18resposta, eu não entendi nada que ele estava falando, mas hoje
- 3:21eu sei o que ele estava falando, meu pai, ele gostava de pensar.
- 3:25E ele gostava de se aprofundar no pensamento, e quanto mais ele
- 3:28pensava. Parece que ele queria pensar
- 3:31cada vez mais, só que eu achava aquilo chato.
- 3:35E hoje, hoje eu gosto, ó, eu, hoje eu gosto muito.
- 3:38Então toda vez que eu trago um professor em um pensador aqui no
- 3:42meu podcast, eu, eu lembro dele, ele faleceu já tem 7 anos.
- 3:45Eu sinto saudade dele, eu tenho certeza que tem muita influência
- 3:48dele estar aqui contigo e ele adorar te conhecer, cara.
- 3:52Ele, aliás, ele viu o vídeo do do brio e ele achava, assim, que
- 3:56legal, que legal. Então obrigado por estar aqui.
- 3:59É só fiz esse essa, essa abertura, porque é importante,
- 4:02interessante porque. Você me encontra e lembra do seu
- 4:08pai, eu te encontro. Eu lembro do meu.
- 4:10Que era fanático por natação. Me incentivava super a nadar,
- 4:16queria que eu nadasse muito mais e eu achava aquilo um saco.
- 4:22Então, como você vê, a semelhança é muito grande.
- 4:28Isso é por que será que ele quer que eu nade tanto, né?
- 4:32E, enfim, EE eu reconheço hoje que graças a meu pai, eu tive 11
- 4:39vida muito saudável, né? Sobretudo durante esse período,
- 4:43uma vida. Muito, muito potente do ponto de
- 4:46vista físico. Aham é compensando certas
- 4:50dificuldades típicas de asma, de coisas que poderiam ter tornado
- 4:55a minha adolescência muito ruim. E graças a esse esforço do meu
- 5:00pai, foi uma adolescência muito pujante, muito boa.
- 5:05Eu quero fazer uma pergunta que eu quero pegar um pouco nessa
- 5:07linha do da filosofia, tenho, eu tenho uma pergunta muito
- 5:10importante para fazer, mas antes eu vou dar um recado, aqui, eu,
- 5:12eu quero só dar um recado aqui do nosso.
- 5:15O nosso patrocinador desse episódio, que eu acho que você
- 5:18conhece que é insider, ela te mandou um presentinho, sabe, que
- 5:21presentinho isso aqui, professor?
- 5:23Isso aqui é uma cancha, Zita c de um tecido.
- 5:27Oh, pegue subir pelas paredes é, olha, olha como é o nome desse
- 5:32tecido aqui até tem aqui, ó, é uma under shirt é undershirt
- 5:36olha pra pra mim, vai suar que uso embaixo da camisa para
- 5:42proteger olá de axilas, transpira Tesla.
- 5:47É exatamente isso que ela faz, somente isso protege, não é de
- 5:50suor. Olha, mantém a temperatura,
- 5:54camiseta de alta tecnologia, modela o corpo.
- 5:57É isso aí, ó. Olá, vou ler aqui, ó conhecida
- 6:01como segunda pele, evita aquela marca de suor embaixo do braço.
- 6:04Então, se você tem aquela marquinha de sol embaixo do meu
- 6:06irmão, tem isso, né? Marcelo, não é isso, mas é a
- 6:09famosa pizza, não vai ter mais pizza, acabou, pizza, acabou,
- 6:12pizza galera, acabou, pizza, outra coisa também, ó também é
- 6:15feito com uma camada de tecido tecnológico e não passa
- 6:19humildade, você fica bacana, dá ensider galera da insider aqui
- 6:22ó, tamo dando esse presente para você, professora.
- 6:25Então isso é assim, ó, muitíssimo obrigado, querido.
- 6:27Aqui ó, valeu galera da insider. Se vocês quiserem saber mais
- 6:30sobre esse material, que é recostar na tela.
- 6:34I. Então o seguinte, ó cupom de
- 6:37desconto, Joel j 12 link na descrição para você que quer ter
- 6:41uma camiseta de alta tecnologia e não quer mais pagar pizza.
- 6:44Acabou pizza, mas hoje é um Belo dia para comer a piscina hoje,
- 6:48hoje. Hoje, pode?
- 6:51Não, mas é minha pizza low carb e sem sem, sem, sem.
- 6:56Valeu, galera da insider, sempre apoiando.
- 6:58Aí a gente não. Podcast eu ia começar com uma
- 7:01pergunta antes antes, calma aí, quem não está inscrito no canal
- 7:04tem que dar essa lembrada porque se não é essa, está vendo essas
- 7:07pessoas aqui é ficar tudo para me dar bronca.
- 7:09Ele fica assim, ó. Então se inscreve no canal.
- 7:11Se você não é inscrito no canal ativa, a notificação no sininho.
- 7:14Se você está no Spotify, clica aí no nas estrelinhas, né?
- 7:19E se você não é inscrito no Spotify, você se escreve, por
- 7:23favor, no Spotify é hoje. Eu recebi uma pergunta.
- 7:27Filosófica a algumas horas atrás.
- 7:31Aqui no na, no escritório, e eu quero começar com essa pergunta.
- 7:36É a pergunta que foi feita para mim foi assim, ó Joel, por que
- 7:40que você acredita? Que você ficou conhecido com o
- 7:45seu trabalho? Eu queria te fazer essa
- 7:48pergunta, porque hoje você é uma.
- 7:51Você é uma pessoa conhecida e reconhecida, conhecida pela sua
- 7:55obra e reconhecida. É até por pessoas que não
- 7:59necessariamente estudam a sua obra, mas já te ouviram falar?
- 8:04Por que que você, eu quero saber se você concorda com isso,
- 8:07primeira coisa EE, ao que você atribui o seu o seu
- 8:11reconhecimento hoje no Brasil? Bom, a internet não é um então,
- 8:19é. Eu.
- 8:23Comecei a dar aula 1988. I.
- 8:30Eu, como não tinha nenhuma. Nenhum facilitador, né?
- 8:37Eu fui da aula aonde foi possível, né?
- 8:43EE. Portanto, eu trabalhava,
- 8:45digamos, é num segmento muito pouco nobre da da academia, né?
- 8:54Instituições é menos reconhecidas.
- 8:58O ruim e aí eu vim vindo vindo, vindo nesses lugares.
- 9:01Eu era adorado, portanto, eu tenho por esses lugares um
- 9:04carinho imenso, né? Um é muito mais tarde.
- 9:11É pessoas dessas instituições me encontraram em cenários
- 9:16completamente, é outros de grande prestígio e me saudaram,
- 9:23me homenagearam. E eu tenho um carinho imenso
- 9:26pelo tempo que eu pegava o trem para ir trabalhar e tal.
- 9:31Então é eu, dava aula para esse pessoal.
- 9:36É, naturalmente, era um pessoal. Pouco selecionado pelo
- 9:41vestibular e com dificuldades de formação de base imensas, né?
- 9:49E foi aí que eu aprendi a explicar.
- 9:53Um, eu eu aprendi a explicar para quem tinha dificuldade de
- 9:57entender. Você entende, não é?
- 10:01É então diferente. Semente de muitos colegas
- 10:06professores da USP que, por exemplo, fizeram mestrado e
- 10:10doutorado na USP, já começaram a dar aula na USP.
- 10:12Só deram aula na USP para o filé mignon dos alunos da USP, et
- 10:17cetera. Essa não foi a minha trajetória.
- 10:20A minha trajetória foi é longa. Eu entrei para dar aula na USP.
- 10:26Eu já tinha mais de 15 anos de vida como professor
- 10:30universitário. I.
- 10:35E mesmo durante o período que eu que eu dei aula na USP sem a
- 10:39internet, eu era. É um professor bem visto pelos
- 10:46alunos. Pelos colegas, nem sempre, mas
- 10:49pelos alunos, né? E é.
- 10:53Eu era sempre paraninfo patrono. Isso é um bom termômetro?
- 10:57Sim, né? Coisa, mas eu era completamente
- 11:00anônimo, anônimo, né? Então eu era.
- 11:05É zero conhecido fora da escola onde eu trabalhava.
- 11:12Aí eu fui dar aula na casa do saber que foi o primeiro passo
- 11:16que eu dei fora da universidade. Mas eu passei a ser conhecido
- 11:22dentro da casa do saber, e eu fui para lá junto com o Karnal.
- 11:26Pondé, veja só, é. É, foi uma leva aí que começou a
- 11:32que saiu da universidade, começou a conversar com a
- 11:35sociedade através da casa do saber, mas eu continuei.
- 11:39Zero conhecido fora daí do caso da USP e da casa do saber.
- 11:46É, foi graças a internet. Que o meu trabalho começou a ser
- 11:54apresentado, digamos, então esse vídeo do bril, um dos primeiros
- 11:58vídeos que circulou, né? É esse vídeo é na verdade uma
- 12:04bronca que eu estou dando aos é nos alunos da universidade, além
- 12:09da da ECA, né? Então, Claro que é o vídeo está
- 12:13todo descontextualiza. Como costumam ser todos esses
- 12:17vídeos, né? Ninguém sabe exatamente o que
- 12:19aconteceu antes, nem o que aconteceu depois é só aquilo,
- 12:22né? Mas ficou engraçado, é eu ali
- 12:25disse coisas que eu não retiro, né, que as pessoas precisam
- 12:30estudar mais, precisam ter vergonha na cara, precisam é,
- 12:33precisam ter vergonha de não conseguir entender as coisas
- 12:38para poder se motivar para ir atrás, ler uma vez 2 ×, 3 vezes
- 12:43e não aceitar a derrota. Não é intelectual muito rápido,
- 12:48não é? Assim como acontece no esporte,
- 12:50por exemplo, você perde, mas vende caro a derrota, né?
- 12:54Então é, é eu não retiro nada do que eu disse ali.
- 12:59E esse vídeo me deu uma visibilidade.
- 13:01Aí veio A Entrevista no Jô, é? Lembro.
- 13:05Em entrevista para o Jô Soares foi um divisor de águas, mas
- 13:10veja, é. A audiência do programa do Jô na
- 13:15televisão foi normal, digamos assim.
- 13:18Foi numa sexta-feira, foi tardíssimo.
- 13:21Eu entrei na no último bloco, né?
- 13:25E tardiamente e tal. E a audiência na televisão foi
- 13:29normal, trivial. Mas alguém, Claro, pegou lá.
- 13:34Os melhores momentos, botou num negócio.
- 13:37É. Foi um cara do Espírito Santo,
- 13:38cujo. Cujo blog dele lá não sei como
- 13:43chamava na época é tinha, sei lá, 500, 600 pessoas vendo.
- 13:51E ao fazer isso, ele, sei lá, foi a 15, 20000000 é bom.
- 13:56Aí é realmente mudou, não é? Nós estamos falando aí de 10
- 14:01anos atrás pra pra arredondar, né?
- 14:0410 anos atrás, mudou porque porque eu passei a ser
- 14:08identificado por muita gente na rua, não é?
- 14:12É e é interessante porque é uma identificação prazerosa,
- 14:16carinhosa. É uma identificação.
- 14:20É. É onde as pessoas reconhecem
- 14:23que. Elas têm comigo algumas lições
- 14:27de vida. É, não tem muito a ver, não com
- 14:30a minha vida académica propriamente dita.
- 14:33Tem muito mais a ver com o modo como eu me manifesto do que
- 14:37propriamente com o que eu digo. Mas não importa, foi positivo e
- 14:43graças a internet, esse reconhecimento de fato, ele ele
- 14:47existe, né? Ele é real e, em alguns casos
- 14:51ele é. Ele é surpreendente, como no
- 14:54caso de de Portugal, por exemplo, ou de Angola, aonde a
- 14:58impressão que eu tenho que, proporcionalmente é ainda maior,
- 15:02né? É, porque.
- 15:05Eu tenho como provar isso, não é?
- 15:07É, eu tenho o meu podcast, né? Oo inédito a pamonha que é não é
- 15:13de entrevistas, só eu que falo tal.
- 15:16E eu tenho a. O mapa, né?
- 15:19De audiência, né? É Internacional do podcast sim.
- 15:25E assim é, vamos lá e eu tenho também por estado no Brasil,
- 15:29então é sim. Então já o estado de São Paulo
- 15:32tem 40000000 de habitantes, o Portugal tem 10000000 de
- 15:35habitantes e Portugal tem muito mais ouvintes do que o estado de
- 15:38São Paulo, onde eu moro, sim, então é.
- 15:41É muito surpreendente. É e não é porque eu, eu, eu sou
- 15:45daqui, eu, eu, eu falo português brasileiro, eu dou exemplos de
- 15:51pamonha, um português não sabe o que é uma pamonha, não existe
- 15:55isso, né? Então há uma.
- 15:57Há uma expectativa de que aqui seja o meu curral eleitoral,
- 16:02digamos assim. EE não, não é não é em alguns
- 16:05lugares é. Há um apreço pelo trabalho muito
- 16:10importante. Isso é muito bonito, né?
- 16:12Porque? Porque você acaba recebendo um
- 16:15abraço. Fala de um garçom, de uma
- 16:18confeitaria na cidade do Porto, que tem no seu celular.
- 16:24Todos os vídeos, todas as aulas todas e que te assiste
- 16:29diariamente e que se emocionar porque nunca podia imaginar que
- 16:34eu fosse entrar na confeitaria, aonde ele serve sanduíche tal?
- 16:39Então isso é muito, muito, muito legal.
- 16:42Então há um reconhecimento Claro que é.
- 16:47Que é o vamos dizer a apreensão do que eu digo é em níveis muito
- 16:55diferentes, dependendo do repertório.
- 16:57De com quem eu estou falando? Mas o fato de eu dar muitos
- 17:01exemplos. É e são exemplos muito
- 17:05concretos, muito simples de entender.
- 17:09Eu acabo capillary zandona chegando.
- 17:12É em lugares que eu nunca podia esperar, então é uma autêntica
- 17:17revolução. É eu não seria?
- 17:22Eu, se eu continuaria sendo um professor anônimo e aplaudido
- 17:28dentro da minha escola. Se não fosse a internet é.
- 17:32Foi assim que que eu fui impactado contigo, não é?
- 17:36A foi a internet. E depois, obviamente, eu fui
- 17:39estudar mais você vir outros temas que você fala, mas o Brew,
- 17:43ele toca, ele me tocou porque quando você fala, o cara vai lá
- 17:49e pega Kant, hã? Não precisa ler tudo.
- 17:54Pega só um trecho, fica lendo. Mas fica lá e então aqui eu fui
- 17:59pegando aquele teu, aquela tua forma, né?
- 18:02Eu fui porque aquele teu estilo se envolve com aquilo?
- 18:05Se isso não for para você, fica de novo, não dorme, não come,
- 18:08não faz xixi, cara, melhor a tua capacidade intelectiva e aí você
- 18:13vai melhorando a bom se isso não for para você, dei meu máximo,
- 18:16então aquilo sabe? Brew, cara, sabe Brew deixar de
- 18:19ser tos quinho e tal. Aquele provocador demais, aquilo
- 18:24é aquilo é. Aquilo é cara, aperta mais.
- 18:28Aí você não vai espanar. Aperta mais que tem suco aí e a
- 18:33natação tem a ver com isso. Total, porque quando você entra
- 18:37e cai ali para nadar, você pode ser o Ricardo Prado.
- 18:42Pode ser o Joel, ou pode ser eu. Cada um com os seus recursos.
- 18:48Mas você cai ali, você morre de não conseguir sair da piscina,
- 18:54não é? o Sol chegou em último.
- 18:56Não importa, você sai extenuado dali e naturalmente que essa
- 19:02formação é uma formação aplicada ao mundo do estudo.
- 19:08O cara escreveu tal coisa velho, eu não saio daqui hoje e quanto
- 19:12eu não entender essa porra que esse cara escreveu?
- 19:15Porque não é possível, não é? Não é?
- 19:17Eu brinco. Fui, é, é, tomei leite ao nascer
- 19:22tem o cérebro do tamanho normal, né?
- 19:25Comi tal então se o cara escreveu eu vou entender, né?
- 19:31E assim isso. Eu aplico a qualquer coisa às
- 19:33vezes, às vezes não alcança, às vezes demora, às vezes mais, mas
- 19:38não vou entregar a rapadura, hã, isso aí não é pra mim não, não
- 19:43existe isso, não existe isso, pois não na de tão rápido, mas
- 19:46eu vou atravessar essa piscina, cara.
- 19:49Eu, Claro. E assim é, é, o cara pode
- 19:53ganhar, mas eu vou morrer do lado dele aqui, sim, não vai
- 19:58escapar. Sabe quando está nadando e o
- 20:01cara que é o campeão da oi tá ali do lado e você em em você
- 20:06gruda no cara, aí o cara abre um pouquinho só não é?
- 20:09É do da cintura para baixo, não passo, não é e olhando ali e
- 20:15vai, vai, vai quando você vê, você já está azul o mundo.
- 20:20Já está, OA células está e você fala não, você não vai escapar,
- 20:26é só meio corpo. É só meio corpo daqui, não vai
- 20:28mais então com o cante é numa coisa quer dizer porra cara
- 20:34nasceu lá em Cannes, Berg. A prússia, sei Lava, né?
- 20:39Cidadezinha do tamanho de Vargem Grande do Sul, nunca viajou,
- 20:43nunca viajou, é sentava lá no lugar dele e tal e tirava aquele
- 20:49negócio dos seus estudos, do seu trabalho, do seu pensamento.
- 20:53É, olha, é EE todo o mundo inteiro reconhece como genial,
- 20:57importantíssimo. Eu vou sentar.
- 21:00Vôlei é um é pra mim não, não entendi nada.
- 21:06Isso não, não. Sheila escreveu, eu entendo pelo
- 21:10menos isso. Porra, o cara tirou da página em
- 21:13branco. Eu já tenho a página escrita, eu
- 21:17só preciso entender, não, nunca entrou na minha cabeça não
- 21:20entender sim, sabe sim. Então o professor está lá EE eu
- 21:25sempre tive uma vida escolar tumultuada.
- 21:29Por causa desse meu, dessa minha convicção que é muito antiga,
- 21:32não é? O professor chega lá e põe lá
- 21:35logaritmo. É mudou de assunto, mudou de
- 21:38tela lugar, aí ele bota uma log LUG de a na base b é igual AX,
- 21:45aí ele põe uma seta assim bem elevado.
- 21:48AX, é igual a mas você levanta a mão.
- 21:52As entenderam de desculpa, assim é, não entendi nada não.
- 21:58Mas se logo de ar na base eu achei seu sinal que berra, pois
- 22:02não, isso aí, sim, bom, eu soube da onde isso veio, o que isso
- 22:05tem a ver com o mundo, né? Aham que isso tem a ver com a
- 22:09minha vida, para o que que logaritmo tem a ver com a minha
- 22:12existência? Eu, certo tal?
- 22:14E aí é em muitos momentos eu percebi que o professor também
- 22:19não tinha a explicação para me dar, não é que ele não tinha o
- 22:23hábito. De dar esse tipo de explicação é
- 22:26que realmente eu não tinha. Então, qual é a graça da
- 22:28história? É que muitas das coisas que eu
- 22:30aprendi são ilhas cognitivas. É dentro dali, dentro, dentro
- 22:35dali, eu até que me viro só um logaritmo, né?
- 22:41De diminuir o logaritmo de vidro, multiplico, faça uma
- 22:44equação, mas não, aquilo não comunica com mais nada, aquilo
- 22:50acaba e termina ali. Ele é uma ilha cognitiva.
- 22:55Você entendeu? Então você vai lá não, cara, de
- 22:57jeito nenhum, você não é, é, é, é, é, me dá mais tarde é, eu fui
- 23:06fuçar então sabe aqueles gráficos do covide e tal?
- 23:10Tudo é equação logarítmica. Então ele poderia, ele tinha
- 23:16como me dar esclarecimentos, sim, de como é que aquilo
- 23:20amarrava com coisas de extraordinária importância.
- 23:25Porque muita tudo do que chegar e botar log de a na base b ele
- 23:30gosta disso. É como se fosse uma música em
- 23:32chinês, não é? Quer dizer uma coisa que não faz
- 23:35sentido nenhum? EE eu sempre tive essa mania de
- 23:41levantar a mão e dizer, sabe o que que é?
- 23:44Não entendi. Nunca tive, nunca tive problema
- 23:50de dizer que não entendi, aham, então, e ainda as a para os
- 23:54colegas que me acham burro, eu peço desculpa por atrasar o
- 23:59ritmo da sala, mas é que eu realmente não entendi, né?
- 24:04E aí, muitas vezes, o professor, muito preparado, muito bom,
- 24:08tinha garrafa vazia. EE dava uma aula sobre aquilo e
- 24:13nossa espetacular e tal e todo mundo agradecia.
- 24:17Que muitas vezes não era o caso e aquilo ficava por ali mesmo,
- 24:20né? Morria ali mesmo.
- 24:21Então na hora que eu fui dar aula, a minha preocupação era
- 24:25sempre essa. Olha, é bom, o nosso assunto é
- 24:29esse e eu sempre me preocupo em começar a explicar da onde eu
- 24:34acho que o aluno está, sabe, não é?
- 24:37Então, se eu fosse ensinar logaritmo, não seria em nada
- 24:41parecido com o que eu aprendi, porque eu ia pegar o cara.
- 24:47Escuta, você é se deslocar tantos passos, não sei que tem
- 24:53uma coisa para lá e aí a chegar numa frequência não sei quê e
- 24:57tal. Isso aí dá para ser medido desse
- 24:59jeito, daquele jeito. Ó pá, logaritmo pode.
- 25:01Olha que loucura que legal. E Papá um foguete, não sei, ó
- 25:05né? Ele faz uma trajetória tal, isso
- 25:08dá pra você, né? Então, por exemplo, pra você
- 25:11botar um foguete, uma nave especial, um satélite, por
- 25:16exemplo, num. Um planeta como Marte, você tem
- 25:20que entender que eles lá, eles têm 111 gravidade diferente da
- 25:24Terra e tal. Então se você for rápido, vai
- 25:27ser rebentou foguetes, se você for devagar demais, ele não, ele
- 25:30não. Ele não chega no chão, então
- 25:32você tem que ir na única velocidade possível.
- 25:35É o logaritmo que vai permitir definir isso aí, né?
- 25:40Pufe, né? Então, é, é aí, o cara vai lá
- 25:43nossa, e aí sim, depois de 2, a log de a na base b aí sim, né?
- 25:49Então é, eu acho que é. Qual é a graça da história?
- 25:55É, é justamente por querer que o meu repertório fizesse sentido e
- 26:03que as coisas pudessem estar ligadas entre elas, de alguma
- 26:07maneira que eu pudesse vinculá-las e brincar com elas e
- 26:13associá-las e et cetera, que eu cobrava de quem me ensinava, é
- 26:20facilitadores para isso, né? É, eu me lembro lá do professor
- 26:25burro de o que é? Tinha lá suas frases.
- 26:30Dificílima, né? E aí ele falou lá, uma história
- 26:34que eu que eu conto sempre mais, enfim, é, ela é muito boa.
- 26:39Os circuitos de consagração social serão tanto mais eficazes
- 26:43quanto maior a distância social do objeto consagrado, né?
- 26:47Aí eu gravava aula, era primitiva coisa.
- 26:50Ela gravava gravador de fita, né?
- 26:53Eu fiz doutorado ali na década de 80, gravador de fita gravava
- 26:58anfiteatro grande e tal, e depois eu a noite botava a fita
- 27:04aí escrevendo, né, pra por causa do francês, melhorar o
- 27:08ortografia, tal a gramática e também pra pegar aquelas ideia,
- 27:13se ver. E aí você pega e escreve, né?
- 27:16O circuito do consagração social.
- 27:20Aí você lê os circuitos de consagração social, serão tanto
- 27:25mais eficazes quanto maior a distância social do objeto
- 27:30consagrado. Aí você pega naquela coisa bom,
- 27:32você se porra falou isso. Eu vou entender do que se trata,
- 27:36né? Aí você pega e fala bom.
- 27:39Vamos ver se falando rápido, melhor, não é?
- 27:42Então, o circuito Consolação são, sabe, não sei, 70 não é?
- 27:45Aí você vai os os até aqui não tem erros.
- 27:50Os circuitos? Circular de consagração, puta
- 27:57culto de consagração. Mas consagração tem a ver com
- 28:01com com reconhecimento tanto ver com então circuitos, percursos
- 28:06de consagração social, né? Consagração social, celebridades
- 28:11e reconhecimento aval serão tanto mais eficazes.
- 28:15Quer dizer, Oo. É uma consagração.
- 28:18Vai deixar o cara famoso mesmo e reconhecida quanto maior for a
- 28:23distância? Do não sei o que falar, caralho,
- 28:27velho aí, bom. Na aula seguinte, levantei a
- 28:30mão, coisa que ali não se fazia mesmo, né?
- 28:34Mas a vantagem de você ser um estrangeiro é essa?
- 28:37Ninguém não, não é foda. Se vai me achar a borracha e
- 28:41falei, porra, o senhor falou na aula passada e eu tinha lido
- 28:44tantas vezes que eu decorei que os circuitos de consagração
- 28:47social serão tanto mais é, não entendi porra nenhuma, né?
- 28:52Aí o cara olhou e falou. Mas é Claro, não é?
- 28:57Eu falei então. É não pra mim, né?
- 29:02Assim não pra mim. Aí ele me deu 3 exemplos, vê o
- 29:05que que é? Quando o cara joga bem, bola não
- 29:08é pelo falou. Você vai lançar um livro e você
- 29:11é elogiado pela mesma frase, assim que Oo elogio é o mesmo, é
- 29:16o mesmo é pela sua mãe. Pelo seu melhor amigo, professor
- 29:22e por um cara que dá aula em uma universidade que você não
- 29:25conhecia. Pergunto a você, intuitivamente,
- 29:28qual é o elogio que te consagrei mais?
- 29:32Não é o da sua mãe e do melhor amigo ou de alguém que você não
- 29:35conhecia. É você olha todo mundo olhando
- 29:38para você, você viu? Acho que é que eu não conhecia
- 29:41há. É, e depois depois é o do colega
- 29:45e depois o da mãe. E porque?
- 29:47Porque a mãe é suspeita, a mãe vai elogiar sempre a mãe,
- 29:50entende? E aí ele pegou e falou bom, mas
- 29:53se se um cara que você não conhecia o elogio consagra mais
- 29:57o outro, que é colega, consagra menos a mãe, consagra menos.
- 30:01Qual seria o que consagraria zero, menos do menos do menudo?
- 30:06Eu virei, falei o próprio. Não é Oo chegar e dizer eu sou
- 30:10do caralho, não vale nada. Ele pegou e falou, viu como?
- 30:16É, Claro. Aí virou as costas e foi embora.
- 30:20Eu falei, velho, eu não entendi a porra da frase.
- 30:23Não é possível que eu não tenha entendido a explicação, mas aí,
- 30:26se a gente retomar os circuitos de consagração.
- 30:30Portanto, a eficácia do elogio serão tanto mais eficazes quanto
- 30:33maior a distância social do objeto consagrar, né?
- 30:38Se eu tô aqui, né, minha? Eu me elogiou.
- 30:41Distância zero o valor do consagração, zero meu, meu irmão
- 30:45me elogia pouco, meu amigo pouco.
- 30:49Minha mãe pouco, mas aí tal agora, se você vai a Harvard e
- 30:55um cara que nunca me viu me faz, faz de mim o mesmo elogio.
- 31:00O valor de consagração é imenso, portanto é a.
- 31:05Há uma relação direta entre a eficácia de um de um
- 31:12reconhecimento e a distância social de quem reconhece.
- 31:17Por? Isso ficou Claro, e de tal
- 31:22maneira que integrou o meu repertório de maneira
- 31:26Cristalina. Mas foi preciso levantar a mão e
- 31:30dizer o né? Do jeito que está, não houve
- 31:34ponte de sentido, então constrói uma ponte de sentido para mim.
- 31:39E aí ele construiu, porque ele era bom de bola.
- 31:42Ele constrói muito, embora não fosse preocupado com isso, não.
- 31:46No final é, não é todo o professor que se preocupa com o
- 31:51aluno, né? Mas é, uma vez solicitado, ele
- 31:56rapidamente construiu alguma coisa que me permitiu é chegar a
- 32:01essa conclusão que, no final das contas, é um pouco bastante
- 32:04óbvia, né? Mas é é dita de um jeito muito
- 32:07legal, muito bacana, muito esclarecedor.
- 32:10Que deixa a coisa muito, muito, e isso é um exemplo lindo do que
- 32:14significa aprender. Eu vejo, eu vejo 2 grandes, é
- 32:20ferramentas maravilhosas aí. A primeira é que é permitido.
- 32:28Falar que não sabe muitas pessoas não falam, né?
- 32:30Muitas pessoas falam, é, elas acham que elas não podem falar?
- 32:34Eu não sei. E sim, é permitido.
- 32:36E a segunda é que essa iniciativa de dizer não sei, ela
- 32:40tem que ser da pessoa que tá afim de aprender.
- 32:43Eu, eu, eu tive uma experiência muito parecida e foi uma
- 32:46professora que fez isso comigo. E eu nunca contei isso no meu
- 32:49podcast. Vou contar hoje eu fiz mestrado
- 32:51também na USP. Então eu sou um cara que veio de
- 32:54Santos, fui fazer mestrado na USP e tem toda aquela prova.
- 32:57A primeira coisa que você tem que fazer é participar de um
- 32:59grupo de estudos. Eu participei lá no grupo de
- 33:02estudos, tinham 22 cabeças, 21 que eu achava brilhante e a
- 33:06minha que eu achava da baixada santista.
- 33:10E o meu professor fala, ó só, tem uma vaga, 22 cabeças, eu
- 33:13estou. Eu acho que ninguém daí vai
- 33:14entrar e eu falei, porra, vai ter que ser eu.
- 33:18E aí, 8 meses depois, a gente faz a prova antes de fazer a
- 33:23prova, o meu professor escreve, olha, se você carta de intensão,
- 33:27se você for aprovado. Eu estou.
- 33:31Eu. Eu digo para a universidade que
- 33:33eu estou afim de te orientar e antes de ele me entregar a carta
- 33:36de intenção, ele disse assim, nunca na história que eu
- 33:40entreguei uma carta de intenção, alguém foi reprovado, você não
- 33:43vai ser o primeiro, né, Joel? Eu falei, putz, aí, segura a
- 33:47pressão. A primeira coisa que eu tenho
- 33:49que fazer é uma análise de currículo e na currículo vitae.
- 33:53Currículo Lattes para quem não sabe, o currículo Lattes é sua,
- 33:55é, é o seu, a sua envergadura acadêmica.
- 33:58Segundo, a coisa tem que fazer. Passei próxima etapa, a segunda
- 34:02coisa tem que fazer proficiência em inglês, toph, passei terceira
- 34:05coisa, você tem que fazer, é análise de projeto, tá?
- 34:08Se você, se você for aprovada aqui que você quer dar o quê?
- 34:12Você escreve um negócio, não passei quarta coisa a prova
- 34:15escrita. Passei quinta e última prova.
- 34:18Eu e mais um candidato. Entrevista?
- 34:223 pós doutores na sala e aí começa aquela sabatina, tá tá,
- 34:27tá eu, name e 3 para 2 professores e uma professora e
- 34:31eles começam sabatinando Joel sabatinando Joel, por que que
- 34:34você quer estudar isso? Por causa disso?
- 34:35EE olha só, estou vendo que você trabalha, mas você vai ter tempo
- 34:38de estudar aqui na USP. Vou porque eu estou deixando um
- 34:40trabalho e eu reservei aqui 60% do meu tempo a estudar.
- 34:44Mas como que você vai ver se você mora em Santos?
- 34:45Eu tenho uma motinho chamada é, eu tenho, mas é uma Saara, mas
- 34:49eu ia falar que é o carro lá, né?
- 34:51Eu tenho uma. Aquela Sara lá que eu esqueci o
- 34:54nome é Sara, não é? Eu tenho uma Sara, é e tal e
- 34:57vai, eu falei, tô mandando bem, é agora eu eu faz teu nome até
- 35:01que uma professora. Última pergunta, Joel Kátia
- 35:06Rubio, psicóloga da USP. É faltou você explicar qual é a
- 35:11validade ecológica do seu instrumento.
- 35:16Quando ela me perguntou isso, eu falei, puta merda?
- 35:21Validade ecológica, sabe que eu pensei em Mato?
- 35:26Ecologia, planta? Eu fui para a Floresta e eu
- 35:30falei, eu não sei o que ela está falando.
- 35:34E aí eu falei, deve ser o combustível da moto Saara.
- 35:40E aí eu levantei a mão, sei. Professora.
- 35:45E aí eu falei, perdi. Professora, desculpa, eu não
- 35:48sei. O que é validade ecológica?
- 35:51Na entrevista, Clóvis no final, faltava só da última braçada
- 35:56para chegar gente, gente, e aí ela, hã.
- 35:59Você não sabe, não? Eu não sei.
- 36:01A validade ecológica é o com próximo da realidade.
- 36:04O seu instrumento está na minha cabeça, por que que tu não fala
- 36:08desse jeito? É, né?
- 36:09É que tu não me pergunta desse jeito, é o qual é o próximo?
- 36:12Na realidade, o seu instrumento é e vai avaliar realmente o que
- 36:16ele diz, que ele vai avaliar. Aí eu falei, é isso aí, tu, tu
- 36:19tu tu ver, sei muito obrigado, eu saí de lá cabisbaixo.
- 36:23Arrasado. Falei, perdi, ferrou.
- 36:25Encontrei essa professora 2 semanas depois, na USP, e ela
- 36:28aí, Joel, já saiu a nota já já saiu o resultado.
- 36:32Eu falei, ainda não falei, fui mal na professora.
- 36:34Eu não fui mal dela porque puxa, não sabia o que era a validade
- 36:38ecológica. Aí ela me disse uma coisa muito
- 36:42interessante, ela falou assim, é exatamente esse tipo de aluno
- 36:45que a gente quer. O aluno aqui levanta a mão e
- 36:48pergunta e diz, o que não sabe e parabéns por você ter feito
- 36:52isso. Aquilo para mim foi como uma
- 36:54Liberdade, é pro pra eu falar não sei e dias depois eu recebo
- 36:59uma mensagem, eu tinha sido aprovado no processo seletivo de
- 37:02mestrado, então é esse essa questão.
- 37:04Me me traz que muitas pessoas, elas acham que não é permitido
- 37:10falar, que não sabe. Alguma é?
- 37:12Veja, né, se você, eu. Eu queria te contar uma outra
- 37:16história é porque por enquanto, nós estamos falando do do aluno
- 37:19que diz que não sabe, né? O ruim é, eu estava fazendo
- 37:23doutorado, era 11 revalidação, na verdade de um doutorado,
- 37:29estava lá fazendo um crédito. E aí o cara levantou a mão lá e
- 37:33fez uma pergunta. E aí, a professora?
- 37:39Pegou e falou. Viu?
- 37:43Eu. Eu realmente não sei.
- 37:46Né? Aí todo mundo olhou e tal, olha,
- 37:50vocês estão me olhando, né? Mas é.
- 37:53Então aí ela pegou e falou, eu também não sei nada de
- 37:57odontologia, não sei nada de construção civil, um não sei
- 38:01nada de botânica. Eu também não sei nada de
- 38:04matemática. Vamos ensinar.
- 38:06Então eu não sei nada de quase tudo.
- 38:10Então o fato de eu não saber isso também não deveria causar
- 38:14assim tanta estupefação. Nossa Maria Aparecida bassett
- 38:21GA, uma mulher. Inesquecível não é uma mulher
- 38:26inesquecível, uma professora. Como você disse, libertadora
- 38:31mesmo libertadora, e eu nossa como eu, me escorei como eu
- 38:35aprendi isso, né? Porque quando me tornei
- 38:40professor. E também passei a ocupar, de
- 38:44certo modo, o lugar dela nesses espaços de pós-graduação, et
- 38:49cetera. Quantas e quantas vezes não é
- 38:52porque ela, ela, ela ainda completou.
- 38:54Se eu tivesse que te responder, eu ia responder em cima do senso
- 38:58comum EE aqui não é o lugar, né? É para o senso comum, sim.
- 39:04O senso comum te responde, sim, é o que você tem que obter.
- 39:07Aqui é outro tipo de resposta que eu não consigo te dar.
- 39:11E eu achei que isso foi incrível, porque porque muitas
- 39:15vezes existe uma presunção de que as pessoas sabem tudo sim, e
- 39:21isto é uma presunção estúpida. Eu.
- 39:25Eu gostaria de lembrar de Sócrates sempre, né?
- 39:28Porque no final das contas, a filosofia ocidental começa.
- 39:34Com esta consciência da própria ignorância.
- 39:39Só sei que não sei, né? E o fato de eu não deu, deu
- 39:44saber que não sei. É me faz ou faz de mim o mais
- 39:51sábio dos gregos, não é? É assim no oráculo de delfos,
- 39:56Sócrates foi definido como o mais sábio dos gregos, e
- 40:00Sócrates começou a pensar, pô, como que eu posso ser o mais
- 40:03sábio dos gregos se eu não sei nada?
- 40:07E aí? Então ele concluiu, Claro.
- 40:10O fato de saber que não sei nada faz de mim o mais sábio dos
- 40:14gregos, porque porque outros que acreditam saber o que não sabem,
- 40:20um são menos sábios do que eu. Então você genuinamente ter essa
- 40:27consciência da própria ignorância?
- 40:31Te permite entrar no mundo com o copo vazio?
- 40:36Ou seja. Apto ao enriquecimento.
- 40:41Apto ao aprendizado. Você senta para conversar com
- 40:45alguém, e você genuinamente está com um copo vazio e não numa
- 40:50postura de que não há nada que essa pessoa possa dizer que
- 40:55possa me enriquecer, então eu vou tornar essa conversa uma
- 41:01conversa protocolar. Por quê?
- 41:03Porque eu já tenho o meu copo cheio e tal.
- 41:06Então aí o enriquecimento tornou-se impossível a você.
- 41:10Chega genuinamente com o copo vazio.
- 41:12Ou seja. Você vai de fato dar ao mundo a
- 41:17chance, a oportunidade de ser de data, de ser esclarecedor e, com
- 41:23isso, enriquecer o teu repertório e permitir melhor
- 41:27reflexão, melhor pensamento, et cetera.
- 41:30Então, quando o Sócrates descia para dialogar, ele descia para
- 41:35dialogar de alma aberta, genuinamente oi, tivo, atento ao
- 41:42que estava sendo dito. Não para, é esponjar
- 41:47indiscriminadamente o que era dito mais.
- 41:52Para considerar criticar, avaliar não é sistema.
- 41:58Usar, et cetera, trabalhar em cima.
- 42:01Mas isso pressupõe uma abertura e a abertura pressupõem
- 42:06ignorância. E aí a consciência da ignorância
- 42:10pressupõe humildade, sim. Onde está a dificuldade é que a
- 42:14sociedade cobra outro tipo de postura.
- 42:17Claro, não é? É veja, é no caso de trazer
- 42:23alguém ligado à filosofia, é muito particular a história.
- 42:26Mas se você trouxer aqui um especialista em qualquer área, o
- 42:30que é que se espera dele, num espaço legítimo como seu, né?
- 42:35De manifestação é que o cara chega arrebentando, é o sei
- 42:38isso, eu sei aquilo, eu sou foda, eu coisa eu fiz isso, eu,
- 42:42o Papá eu, né? Então o sujeito já checa xícara
- 42:45transbordando, né? Eu vim aqui.
- 42:48Não é para jogar chá em todo o mundo, imagina se eu vou
- 42:53aprender alguma coisa aqui, não é?
- 42:55Eu. Eu.
- 42:55Eu vim aqui para é dar migalhas aos Pombos.
- 43:01EE naturalmente que essa essa postura, que é uma postura
- 43:06muitas vezes exigida pela sociedade, se não aplaudida pela
- 43:09sociedade, é uma postura pobre. Sim, não é pobre porque.
- 43:15Por que ela inviabiliza? É o aperfeiçoamento da
- 43:21competência intelectiva. Eu Acredito muito, né?
- 43:25É se existe algum traço distintivo da humanidade, é a
- 43:29perfectibilidade. É o aperfeiçoamento, não?
- 43:34Não me parece que seja a capacidade de pensar, porque o
- 43:36gato Epaminondas pensa tão bem quanto eu.
- 43:41É, não é a capacidade de se comunicar, porque os animais se
- 43:44comunicam entre si. Não é?
- 43:46Portanto, não é a sociabilidade. Outros animais também vivem.
- 43:49É em, em muitas vezes em em redes bem estruturadas, de
- 43:54relações. Portanto, Aristóteles erra
- 43:58quando diz que o homem é um animal político, dotado de
- 44:01logoff. Ele é, mas não é só ele que é,
- 44:06agora é a meu ver. Russo diz bem quando diz o que
- 44:11discriminar o humano é a perfectibilidade.
- 44:15Ou seja, a possibilidade de ser humano melhor do que ontem,
- 44:20coisa que com o gato, obviamente não é possível.
- 44:23O gato Epaminondas ele nasceu o gato, ele não é melhor gato?
- 44:26Hoje ele é gato. Como ele era 2 anos atrás e como
- 44:31será nos próximos 15? É.
- 44:35Então é no final das contas essa busca da perfectibilidade.
- 44:41Que eu repito, pressupõe o reconhecimento da própria
- 44:43ignorância e, portanto, pressupõe humildade.
- 44:46Muitas vezes ela é desafiadora, porque a sociedades que
- 44:52frequenta mozi. Não são tolerantes para esse
- 44:55tipo de postura. Você entra num vestiário de
- 44:58clube. E se for o clube de elite?
- 45:02Pior, né? E você vê as pessoas falando?
- 45:07Todas elas são incríveis, todas elas sabem muito.
- 45:13Todas elas têm. Plena convicção de que sabem
- 45:17muito. Então, existe ali uma
- 45:20prepotência exigida, autorizada EE implícita como uma exigência
- 45:27de pertencimento. Aham, se você chegar e disser o
- 45:29terceiro sabe o que que é? Eu não tenho certeza sobre isso.
- 45:33Eu não acho que sobre isso eu não tenho opinião formada, eu
- 45:35não tenho nada a dizer. Tenho enorme dificuldade nesse
- 45:38campo e tal, você será cancelado, é, seja de um jeito
- 45:43mais expeditivo, seja de um jeito mais.
- 45:46Edulcorado, mas você será tirado porque.
- 45:49Porque, velho, esse cara é um, é um frouxo, ele é ele, não, ele
- 45:54não. Ele não se garante, não é?
- 45:56Então, curiosamente, muitas vezes a sociedade cobra uma
- 46:01arrogância ignorante, né? Cobra uma prepotência, é
- 46:07inconsistente. Ela cobra a certeza de um
- 46:12conhecimento que não existe. EE é Claro que veja a
- 46:17contratação de alguém para no mundo do trabalho, se você
- 46:21chegar com uma postura filosófica numa entrevista de
- 46:23emprego, você não conseguirá. Isso que você conseguiu na USP.
- 46:28Um é porque você estava num espaço de lucidez completamente
- 46:36raro. Sim raro e mesmo lá você
- 46:40encontrou. Pessoas especiais, e porque não
- 46:44é? Então é é nada tem a ver com o
- 46:48que aconteceria numa multinacional, numa concorrência
- 46:52enorme. Você chega numa postura como
- 46:55essa, você é massacrado, né? Rolo compressor, porque não é o
- 47:01que não é o que se espera, então é muitas vezes eu penso que se a
- 47:06filosofia fizesse parte da vida das pessoas desde mais cedo, se
- 47:10a filosofia integrasse a vida das pessoas na educação formal.
- 47:14Desde mais cedo, porque na informal sabemos que é aham, já
- 47:19é tarde, né? É, nem todo mundo tem a sorte de
- 47:23ter um pai como você. Né?
- 47:26É, mas na educação formal poderia ser, né?
- 47:30Você lidar com Sócrates desde criança?
- 47:33Sim, poderia te permitir é acender lamparinas do juízo,
- 47:38como dizem os indianos, lamparinas do juízo que
- 47:42permanecem apagadas porque, durante a educação formal, a
- 47:47única coisa que importava era memorizar certas coisas para
- 47:51passar em exames. EE isso é muito empobrecedor.
- 47:56Da vida escolar? Cara, super super super
- 48:00concordo, você estava falando sobre filosofia, tem, tem uma
- 48:04questão. Que eu vejo você responder
- 48:07demais? Moral e ética?
- 48:10O que é? Moral, o que é ética?
- 48:13A segunda coisa eu vejo você, responde mais no com o adendo,
- 48:17internet mudou alguma coisa na moral, na e na ética?
- 48:20Na internet? Mudou alguma coisa com essa
- 48:23turma que está usando rede social?
- 48:24Eles mostram uma coisa na frente da Câmera e por trás eles eles
- 48:28querem dizer outra, eu queria que você, se um pouco sobre essa
- 48:31relação de moral e ética na no mundo hoje da internet.
- 48:36E qual seria e qual é a melhor maneira de ensinar moral e ética
- 48:40para eu tenho 3 filhos, Clóvis, um moleque, tem 3 anos ou tem 1
- 48:44ano? O outro tem 45 dias como pai.
- 48:48Qual a melhor maneira de ensinar ética para os meus filhos?
- 48:51Como, como dono de um negócio com a melhor maneira de sinal
- 48:54moral e ética para a galera que trabalha comigo como
- 48:56influenciador, qual a melhor maneira de ensinar, de mostrar,
- 49:01de mostrar moral e ética aqui nesse canal?
- 49:04Então, queria que você, porque esse é um assunto importante,
- 49:06que a turma te pergunta. E se sempre te pergunta, é
- 49:10porque ele permanece? É, é Claro, não é sobreviver ao
- 49:14senhor, continua. Importante, continua importante.
- 49:17É então vamos lá, vamos ver se eu consigo.
- 49:21Ser Claro. Faz 35 anos que eu tento, Mano.
- 49:29E sempre me perguntas a bendita coisa.
- 49:33Não, não, não, não, e sempre. Eu não consigo a clareza que
- 49:36pretendia, né? Mas vamos lá.
- 49:41Em primeiro lugar, é importante dizer que esses conceitos eles
- 49:45já tiveram outros significados, porque eles são muito antigos.
- 49:49E o significado de uma palavra, ele é vivo.
- 49:56Ele é muito relacionado com o seu uso no mundo, OK?
- 50:00Com aquilo que os porta vozes pretendiam dizer?
- 50:05Poderíamos até dizer que o significado das palavras tem
- 50:08muito a ver com o interesse desse uso dos pelos porta-vozes,
- 50:13né? Que que eles, que que eles
- 50:15queriam com isso? Na verdade, né?
- 50:18Então moral e ética já tiveram outros significados?
- 50:22Então, de certa maneira, como o significado é vivo, o que eu vou
- 50:26fazer aqui é dizer o que eu acho OKEO que eu acho.
- 50:31É acompanhado por um por muita gente.
- 50:34Não, é Claro, não. Não tirei nada Do Nada, mas
- 50:39também não sou máquina. Xerox de definições de
- 50:43dicionário, né, então. É o que eu penso, é que.
- 50:49É moral e ética. Não são a mesma coisa, mas tem a
- 50:51ver. Então não é.
- 50:53Isso, justifica. Estabelecer 11 diferença?
- 50:58É tanto moral como ética. Discutem como deveríamos agir?
- 51:06São Campos do conhecimento que discutem o dever ser da conduta
- 51:11humana. Então, nesse sentido, eles não
- 51:15são. Como a psicologia, por exemplo,
- 51:19a psicologia é uma ciência que estuda o comportamento humano, a
- 51:22sociologia, em grande medida, também estuda o comportamento
- 51:26humano. Antropologia também estuda o
- 51:28comportamento humano, mas são ciências que estudam, digamos,
- 51:31por que o homem e a mulher agem como agem.
- 51:34Então, a moral e a ética não discutem por que as pessoas
- 51:38fazem o que fazem. Elas discutem o que elas
- 51:41deveriam ter feito ou deveriam fazer, o que é completamente
- 51:44diferente, certo? Uma coisa é você discutir, por
- 51:48que que eu dou aula do jeito que eu dou?
- 51:50É outra coisa, é discutir como eu deveria dar aula.
- 51:52São coisas diferentes. Bom.
- 51:54Então é, então, esse é o primeiro passo, é a moral.
- 52:00Ela é. É uma atividade?
- 52:06É da consciência, né? Até daí a expressão consciência
- 52:11moral. A moral é.
- 52:16Uma atividade do espírito. É que busca a identificação dos
- 52:24limites da própria conduta. Em função de princípios
- 52:30entendidos por essa própria consciência, como princípios
- 52:34norteadores dessa conduta, então a moral é o eu que pensa como
- 52:38eu, sobre como eu deveria agir? Claro, é Claro que.
- 52:45Que a consciência vai fazer tudo isto à luz.
- 52:51De um aprendizado no mundo, a luz de uma inserção na sociedade
- 52:55à luz de uma educação, à luz de uma mas a moral é aquela parte
- 53:01do processo em que você com você mesmo, em função do que você
- 53:05acredita, certo, estabelece limites para sua ação.
- 53:11São as é limites. Porque, uai.
- 53:15Porque você. Não faz?
- 53:20Tudo, não é? A moral, ela é particularmente
- 53:26rica. Quando esses limites de impedem
- 53:30um ganho, uma vantagem. Não é a satisfação de um desejo,
- 53:34uma meta, um resultado, então não é.
- 53:38Você está no ponto a quer chegar no ponto BE tem um caminho para
- 53:41chegar no ponto b. Só que esse caminho é um caminho
- 53:44prático, procedimental. Você tem que fazer certas coisas
- 53:47e chegar no ponto. BE, você pensa que você é que
- 53:50isto eu não posso fazer, então você pode chegar no ponto b eu
- 53:53preciso fazer isso, então eu não vou chegar no ponto b porque
- 53:57isso eu não faço, né? Aí só dizer é bom, não?
- 54:02O que que é? Como assim isso eu não faço, não
- 54:04faço hoje tinha que matar alguém, eu não Mato se tiver que
- 54:06furtar alguém, eu não furto, se tiver que violar alguém ou não
- 54:10viola, se tiver que mentir, eu não minto, se tiver que enganar
- 54:14ou não engano se tiver que dar, perceba.
- 54:17Há 11 Monte de limites, um Monte de imagine, um vendedor está no
- 54:22ponto ao ponto BA venda. De um produto e o caminho é
- 54:27dizer que o produto é o que o produto não é, ou seja,
- 54:31aproveitar-se de um conhecimento técnico que o comprador não tem
- 54:35para enganá-lo. Iludi-lo e o vendedor, por uma
- 54:38questão moral diz isto, eu não faço.
- 54:42E eu não faço porque. Porque se eu for olhar no
- 54:45espelho, por exemplo, eu vou me achar um calhorda e eu não estou
- 54:48disposto a este tipo de desconforto.
- 54:50Eu prefiro abrir mão da venda a passar por esse desagrado.
- 54:55Então tá aí, é proposta AA ideia da moral.
- 54:59Acho que você entendeu é, é. Existem muitos momentos da vida
- 55:04que você é. E pensa no que vai fazer?
- 55:09E você, estabelece limites para sua ação.
- 55:12E esses limites para sua ação são com maior ou menor
- 55:15consciência, consequência da aplicação de certos princípios
- 55:19que você não aceita transgredir. Então a você é casado com alguém
- 55:25e com esse alguém você é. Assumiu alguns acordos e assumiu
- 55:31porque quis, por exemplo, de exclusividade de práticas e
- 55:34íntimas, et cetera. E aí aparece alguém muito
- 55:37apetecível e disposto a tudo, muito atrativo, muito sedutor,
- 55:43muito convincente, muito loquaz, muito, é amável, muito.
- 55:50Tudo o que você quiser. Então, bom aí, Claro, existe um.
- 55:5811 pré controle a se envolver, né?
- 56:03Você pode parar a coisa um pouco antes, né?
- 56:05É muito fácil você dizer há, mas eu me apaixonei e eu não
- 56:09controlo isso. Não sabemos muito bem que se
- 56:11você tomar medidas preventivas, é percebendo o que está
- 56:15acontecendo. É dentro de certos limites.
- 56:18Você pode evitar aquilo que depois eu concordo, é meio que
- 56:22inevitável, mas previamente você pode evitar sim.
- 56:26Muitas vezes você diz que não é evitável.
- 56:29Por que você não quer assumir a responsabilidade moral?
- 56:33Não é de ter podido evitar aquilo que acabou acontecendo.
- 56:37É bom. Então eu acho que ficou Claro
- 56:41que a moral é isso. Desse jeito, agora que fique
- 56:44Claro, quando você entra numa sorveteria e você tem 50 tipos
- 56:50de sorvete, escolhe um é o eu pensando com eu, o que que o eu
- 56:54vai comer? Então?
- 56:56Há é uma questão moral? Não, não é porque, porque aí é
- 56:59uma simples preferência. Quer dizer, eu quero morango,
- 57:02mas chocolate está bem também, não é?
- 57:05Quer dizer, é só uma preferência.
- 57:07Então aqui entra um elemento da moral é importantíssimo.
- 57:11É como a moral, não é uma simples preferência escolher
- 57:15morango não é o mesmo que escolher não matar, né?
- 57:20Porque é é Oo chocolate, não é moralmente inferior ao morango.
- 57:26Ele é o morango, é só uma preferência.
- 57:28Agora não matar ou matar tem uma diferença moral importante,
- 57:32então a moral é a obediência de certos princípios, cuja extensão
- 57:37você presume são universalizáveis quer dizer,
- 57:41qualquer um naquele lugar. Poderia pensar mais ou menos
- 57:44como você está pensando, quer dizer, não matar aqui poderia
- 57:48ser evitado como em qualquer outro lugar do mundo, não matar
- 57:51poderia ser evitado em qualquer outro tempo e lugar.
- 57:55A moral, portanto, tem uma pretensão universal e, é Claro,
- 57:59o sorvete de morango não tem essa mesma pretensão.
- 58:02Você não vê nenhum problema de quem está do lado escolher
- 58:04chocolate e está tudo certo. Não há uma inferioridade do do
- 58:10chocolate em relação ao morango, mas você acredita.
- 58:13Que há uma inferioridade do do do leviano que trai o seu
- 58:19cônjuge em relação àquele que luta para não traí-lo, não ou
- 58:24trair, OK? Ficou Claro isso, né?
- 58:27Então, acho que a moral ela começa com um caso concreto.
- 58:32É mentira ou mentira? Roubaram ou não roubaram,
- 58:35enganaram, não enganaram, já passa por um princípio que você
- 58:39suponha universal e volta para uma decisão daquele mesmo caso
- 58:43concreto. Não é moral, portanto ela tem 3
- 58:48etapas, não é? Sendo que a um e a 3 acabam
- 58:51voltando para o mesmo ponto que é AO mundo da vida.
- 58:54Começa e termina no mundo da vida e numa situação concreta.
- 58:58Mas você vai recorrer a um princípio que, a rigor, poderia
- 59:05ser. É usado por qualquer um.
- 59:10Muito bem. Vamos agora a ética não é?
- 59:15A ética é. É uma busca coletiva, né?
- 59:23Então, AA ética, ela é sempre uma iniciativa coletiva.
- 59:29De de? De harmonização das relações a
- 59:35ética busca relações mais harmoniosas, relações mais
- 59:39honestas e relações mais justas dentro de um espaço concreto de
- 59:43convivência. Então, é quando você tem ética,
- 59:46como é relação e convivência é a ética pressupõe 2 pelo menos num
- 59:54a ética de um só chama moral, né?
- 59:56É a ética pressupõe 2 né ou 2000, ou 2 bilhões ou 8000000.
- 1:00:03Ou não é, não é. Não importa muito o número de
- 1:00:06pessoas envolvidas. O que importa é que há é como há
- 1:00:10mais gente há, digamos, um compromisso.
- 1:00:14De é? De delimitação da conduta
- 1:00:19individual? Combinada mente com vistas à
- 1:00:24preservação de um coletivo harmonioso.
- 1:00:28Um, então existe na ética 11 presunção de que a Harmonia do
- 1:00:35coletivo tem uma importância maior do que as veleidades e os
- 1:00:40caprichos e os prazeres e os ganhos individuais, né?
- 1:00:44E a escala é por isso que a ética é muito difícil porque no
- 1:00:48final das contas, você mais os outros, é mais importante do que
- 1:00:52só você, né? E aí?
- 1:00:55E nem todo mundo está preparado para isso, porque muitas vezes a
- 1:00:59educação é uma educação do eu acima de tudo.
- 1:01:03O Sol eu conta aí não tem ética possível.
- 1:01:07Certo? A ética, então, então, olha só.
- 1:01:10Que loucura não tem moral dos advogados, tem moral do advogado
- 1:01:14à do advogado? Pedro temos uma, mas tem ética
- 1:01:17dos advogados, não tem moral dos médicos, tem a moral do doutor
- 1:01:20XA moral, do doutor YA moral, doutor z, mas existe uma ética
- 1:01:25médica, né? Que é coletiva, que é comum a
- 1:01:28todos os mede. Então todo espaço de relações
- 1:01:32que pretendem alguma regulamentação visando o
- 1:01:34aperfeiçoamento da convivência é é passível de uma ética?
- 1:01:41Sejam 2 pessoas interagindo, sejam muitas mais.
- 1:01:47Agora. Diferentemente da moral, aonde o
- 1:01:50princípio é um princípio que tem que ter validade supostamente
- 1:01:54universal, a ética, o princípio é um princípio definido por
- 1:01:58aquele grupo E tem a validade dentro daquele grupo.
- 1:02:01Ele, ele não precisa valer fora dali.
- 1:02:03Não quer dizer, né. Quer dizer, por exemplo, a
- 1:02:06título de exemplo, a disciplina é um princípio ético do
- 1:02:09exército, né? É, em outras palavras, ninguém
- 1:02:13vai querer aplicar a disciplina do exército num asilo de idosos.
- 1:02:19Pois, sabe, é uma que é uma é um.
- 1:02:21É um exemplo de questão ética. Quer dizer, é AA especificidade
- 1:02:25dos espaços de relação, define os princípios éticos mais
- 1:02:30relevantes a serem aplicados naquele espaço.
- 1:02:33Então, a ética sempre será uma Vitória.
- 1:02:38Do que foi Combinado coletivamente sobre é tudo
- 1:02:43aquilo que possa agredir essa combinação, como por exemplo, a
- 1:02:47pretensão individual de algum dos integrantes desse espaço a
- 1:02:50ter uma vantagem privilegiada. Um ganho é descabido,
- 1:02:55desautorizado e simples. Então, se você vê alguém
- 1:02:59fazendo, já que Oo Joel é um exímio nadador, podemos chegar
- 1:03:04um exemplo de piscina que ele conhecerá tão bem.
- 1:03:07Toda piscina tem toalete sem volta.
- 1:03:09Toda ela tem toalete sem volta os toaletes em volta são
- 1:03:13infinitamente menos frequentadores do que os seus,
- 1:03:16é? É usuários, é, é potenciais, né?
- 1:03:22É, em outras palavras, muita gente para não ter o desconforto
- 1:03:26de sair da piscina. E até o toalete acaba se
- 1:03:30servindo da própria piscina para sua aliviar suas suas
- 1:03:35necessidades e com isso determina que os demais que
- 1:03:38estejam na piscina acabem tendo que interagir, seja seja, é, é
- 1:03:44na pele do corpo, seja engolindo água, seja fim, acaba.
- 1:03:48Entendo que tenha agido com os seus excrementos fisiológicos.
- 1:03:51Então, veja, você tem uma vantagem de comodidade, mas que
- 1:03:54agride a convivência, torna a convivência injusta.
- 1:03:57Você tem um privilégio. Indevido, que faz um mal a quem
- 1:04:01é, compartilha daquele espaço. Então não fazer xixi na piscina
- 1:04:05é uma questão ética, importantíssima.
- 1:04:09Né? Eu vejo lá no clube que eu
- 1:04:12frequento. Você tem aulas de hidroginástica
- 1:04:15de 60 minutos e conversando com o professor de hidroginástica, e
- 1:04:21ele me diz, nunca um aluno saiu durante a aula para fazer xixi
- 1:04:25no toalete. Nunca.
- 1:04:26Isso aconteceu. É, e é.
- 1:04:30É muito impressionante, não é porque é possível que todos ali
- 1:04:35tenham tido vontade de fazer xixi e não tenham, é é visto
- 1:04:40nenhum problema em urinar na piscina, sabe?
- 1:04:43Bom a há um outro pormenor da questão ética, né?
- 1:04:47Além de ser uma questão de valores, princípios e normas
- 1:04:51definidos por um certo espaço específico de convivência, é, é
- 1:04:55muito importante deixar Claro o seguinte.
- 1:04:59Que quando você respeita princípios e normas de
- 1:05:01convivência ético, você não só tá respeitando as pessoas cuja
- 1:05:05identidade você conhece. Por exemplo, é?
- 1:05:10Eu não vou fazer isso porque eu vou prejudicar Armando ou
- 1:05:14Joaquim, ou Helena, ou sei que eu conheço.
- 1:05:18Mas desisti. O respeito do que é ético é um
- 1:05:23respeito pelo outro genericamente considerado.
- 1:05:29Vamos imaginar que você pare num num.
- 1:05:33Su. Um restaurante de beira de
- 1:05:36estrada. A decis que os ônibus param et
- 1:05:40cetera, e você vai ao toalete. Então, Claro, está que pode não
- 1:05:45ter ninguém no toalete, né? Então você, digamos, urina de
- 1:05:49maneira é descomprometida, né? Um pouco cai dentro do vaso um
- 1:05:55pouco cai no chão um pouco na tampa, um pouco na parede, um
- 1:06:01pouco, enfim. É, então, é Claro, é é, você
- 1:06:09poderia dizer assim a mas não, não tinha ninguém ali.
- 1:06:14Mas é Claro que existe um usuário potencial daquele mesmo
- 1:06:18vaso. É minutos depois, cuja
- 1:06:20identidade você não conhece. Então, é evidente que a ética é
- 1:06:25o respeito pela autoridade, pelo outro, pela figura do outro.
- 1:06:29Sabendo você a sua identidade ou não.
- 1:06:34O que, o que que é óbvio, né? Então, é muito cínico da sua
- 1:06:38parte dizer, eu vou fazer xixi na piscina porque não tem
- 1:06:40ninguém dentro da piscina agora. Bom, não é possível que você
- 1:06:43seja é lunático a tal ponto de não perceber que, daqui a pouco,
- 1:06:47alterar alguém na piscina, a quem você prejudicará.
- 1:06:52Então? É, acaba ficando.
- 1:06:57Difícil, às vezes. Você se priva de uma comodidade?
- 1:07:03Em nome dos direitos de alguém que você.
- 1:07:06Não conhece, né? De alguém genérico?
- 1:07:10A pergunta muitas vezes essa, por que eu me privaria, né?
- 1:07:14É de uma comodidade. Em nome, eu repito, de um outro
- 1:07:20genérico, cuja identidade ou não conheço.
- 1:07:23E cuja? E é envergadura ética.
- 1:07:27Eu não sei qual é. Certo, não é por que que eu me
- 1:07:32privaria? Se o eventual beneficiário da
- 1:07:36minha ação. Pode ser um canalha, não é?
- 1:07:41Então, é uma pergunta interessante.
- 1:07:43No final das contas, quer dizer, é, é.
- 1:07:45É uma pergunta recorrente, aliás, não sei se todo mundo faz
- 1:07:48xixi no chão, então por que que eu, eu que tenho que fazer xixi
- 1:07:52no vaso, né? Então é, então é essa.
- 1:07:56É uma pergunta interessante. Agora, Claro, é ainda.
- 1:08:02É problemas mais interessantes. Porque você pode envolver.
- 1:08:11Em espaços de discussão, ética, planetários.
- 1:08:16O meio ambiente, os animais, as plantas, os mares, as águas, os
- 1:08:21oceanos e et cetera, então eu vou me privar em nome da da
- 1:08:24planta. Eu vou me privar em nome da
- 1:08:28árvore. Eu vou perder dinheiro em nome
- 1:08:32de árvore. Senhor, peraí.
- 1:08:37Então, Claro, alguém poderá dizer não, mas é que se você
- 1:08:40prejudica a árvore, acaba prejudicando o humano.
- 1:08:44Que precisa da árvore para ter um ar bom?
- 1:08:49Isso é uma saída, mas essa não é a única saída.
- 1:08:52A única saída é discutir o seguinte, será que a árvore não
- 1:08:55tem é? Participação ética nessa
- 1:08:59história Por Ela. Ou é só por aquilo que ela
- 1:09:02proporciona ao humano? Terceiro problema.
- 1:09:09Eu vou deixar de tomar banho agora para que daqui quem nasça
- 1:09:11daqui 50 anos. Tenha Água Doce para tomar o
- 1:09:17velho, eu existo, eu tô aqui de 50 anos, eu não vou nem está
- 1:09:21mais aqui. Eu nem sei se alguém vai nascer
- 1:09:23daqui 50, como é que eu vou deixar de tomar banho agora ou
- 1:09:25vou diminuir meu banho que é sabidamente de 45 minutos, né?
- 1:09:28Ó, o Joel saía lá da da uni Santa da piscina, é dia frio.
- 1:09:35Ele tomava ducha quente dele, era 4550 minutos debaixo da
- 1:09:39ducha. Assim, ó ou não era era era
- 1:09:42então, porra. Agora, se eu vou, eu vou
- 1:09:44diminuir para 20 minutos, porque daqui 50 anos vai nascer alguém
- 1:09:48que quer beber água, se liga mamão, isso não existe, é, é?
- 1:09:53Você viu, eu existo. Eu estou aqui e daqui 50 anos,
- 1:09:57Oo cara que nasceu problema dele.
- 1:09:59Então aí você diz, bom, então é você, não está?
- 1:10:03De acordo com o que eu estou falando, eu estou sendo um pouco
- 1:10:05irônico, mas é no final das contas, então você tem que
- 1:10:08pensar na possibilidade de se privar de uma vantagem.
- 1:10:11E de uma comodidade em nome do que não existe ainda em nome de
- 1:10:14uma suposição, apenas em nome do do, de um direito presumido de
- 1:10:19alguém que ainda não nasceu. Então você percebe que você tem
- 1:10:24m perguntas interessantes a fazer e que no final das contas,
- 1:10:29estão por trás de problemas que estão na ordem do dia.
- 1:10:33Porque você não entende o que eu estou dizendo, quer dizer, se
- 1:10:36tem alguém, se tem alguém que hoje diz é, nós precisamos
- 1:10:42produzir alimento, porque o Brasil é agro e agro é pop, agro
- 1:10:45é bom e agro é incrível e agro é legal.
- 1:10:49Iago é coisa. Existe alguma dúvida de que o
- 1:10:51agro é importante no Brasil? Nenhuma, né?
- 1:10:54O agro salva nossa economia. O agro incrível é é tudo o que
- 1:10:59eles dizem mais um pouco, ponto. Então é o seguinte, nós estamos
- 1:11:03de mais Terra e aonde que tem Terra, tem Terra onde hoje tem
- 1:11:07árvore, então vamos tirar as árvores, né?
- 1:11:09Então aí. Nós temos 11 problema.
- 1:11:16É. É.
- 1:11:17É. O incremento da nossa força
- 1:11:20produtiva. Agropecuária é um valor
- 1:11:24indiscutível. A proteção da árvore que está lá
- 1:11:28é um valor indiscutível. Então aí é que a ética chega no
- 1:11:34seu último problema é que a ética requer uma hierarquia de
- 1:11:40valores. Para eu poder fazer uma escolha
- 1:11:42de para de de g nó polis para a USP, eu posso ir pela Rebouças
- 1:11:47pela, cerrou corar Pan-Americana ou por dentro da Vila Madalena?
- 1:11:51Um é mais curto ou tomar rápido? O outro é mais bonito, então
- 1:11:54você tem distância, tempo e beleza.
- 1:11:57AE aí, qual que vale mais a distância, o tempo ou a beleza,
- 1:12:04certo? Sem isso eu não faço a escolha
- 1:12:06certa e coletivamente estamos no mesmo problema.
- 1:12:08Qual que vale mais, o incremento econômico da nossa atividade
- 1:12:12agropecuária, ou? Das questões ambientais é tão
- 1:12:16candentes, tão importantes de aquecimento global, de não
- 1:12:18seguir. Ó, então são argumentos
- 1:12:20poderosíssimos de lado a lado envolvidos nessa questão,
- 1:12:24importantíssimos nessa questão, mas que encontrarão, eu diria,
- 1:12:29é. É, eu diria, No No fundamento
- 1:12:33das questões éticas, toda a sua complexidade.
- 1:12:36Não adianta ficar só um xingando o outro é porque não.
- 1:12:40Não vamos sair de onde nós estamos.
- 1:12:42O importante é você ter lucidez para entender o motivo de ser
- 1:12:48tão difícil resolver um problema assim.
- 1:12:52Viu? É eu.
- 1:12:53Eu. Eu te pergunto, é?
- 1:12:55Chutar um gato. Não, não faça isso sim, agora.
- 1:13:01E foi um gafanhoto. E entendi.
- 1:13:05E se for uma ameba bom, isso eu nem vejo.
- 1:13:08Aham eu falei, quer dizer que o direito do animal tem a ver com
- 1:13:11a sua envergadura, né? Quanto maior, mais direito tem.
- 1:13:15O direito cresce em função do número de células, a você
- 1:13:19percebe como é aberrante? Aham.
- 1:13:23Boa, mas o senhor vai resolver todo o senhor nenhum.
- 1:13:27Nem eu e nem ninguém dizer AA função daquele que pensa é
- 1:13:32perceber. Aonde está?
- 1:13:35O Nó último daquilo que está sendo discutido agora é.
- 1:13:43Haverá de parte a parte, argumentos poderosos, quem tem
- 1:13:46uma ética centrada na economia com argumentos incríveis, como
- 1:13:51produzir alimento indispensável? Porque as pessoas têm o que
- 1:13:54comer, eles vão para um lado e quem trabalha com é questões
- 1:13:59ambientais, vai pro outro lado e também tem argumentos
- 1:14:02poderosíssimos na mão? EE é isso aí, um ponto que
- 1:14:07precisa. Que as pessoas sentem com
- 1:14:10lucidez em torno de uma mesa. Sem intolerância, sem
- 1:14:16vociferação, sem raiva, sem nada para que nós possamos encontrar
- 1:14:22soluções, eu diria de compromisso, porque não é
- 1:14:27possível. Que se a gente consegue o
- 1:14:30Progresso e tecnológico que consegue.
- 1:14:33Em algumas áreas, não é possível que não tenhamos a mesma
- 1:14:37inteligência para resolver problemas de valor.
- 1:14:40Como são as questões éticas e Morais?
- 1:14:44Cacete, é. Pegou essa, Malu?
- 1:14:50É só na moral. O Rui, olha, qual é, qual é o
- 1:14:55problema? Há uma erosão do paradigma da
- 1:14:57moralidade. Então, entenda se a pessoa não
- 1:15:01segura a sua onda, a sociedade precisa segurar a onda por ele,
- 1:15:05então, daí por isso que a ética, que todo mundo fala, abra.
- 1:15:08O senhor hoje se fala muito mais de ética do que antes, então
- 1:15:12isso é muito bom, mas só vê porque é porque se você tiver
- 1:15:18uma sociedade onde cada um respeita escrupulosamente todo
- 1:15:22mundo, a questão coletiva perde muito da sua importância, porque
- 1:15:27cada um já vai segurar a sua onda assim, entendeu?
- 1:15:30Se se senta num avião e todo mundo respeita todo mundo lá,
- 1:15:35pumba, agora você ainda não havia onde só tem louco, velho,
- 1:15:40tem que chegar alguém dizer ó, nós vamos nos entender aqui,
- 1:15:44velho, não dá pra ficar dando porrada, todo mundo lá vai, nós
- 1:15:48vamos derrubar essa merda. Então tem que, entendeu?
- 1:15:50Quer dizer, a ética vai se tornando mais importante na
- 1:15:54medida que a consciência moral é frágil.
- 1:15:59Uau, caramba, é verdade. I.
- 1:16:07Qual a melhor maneira de se ensinar ética à educação?
- 1:16:11Educar é é preciso entender que a gente nasce pulsional.
- 1:16:15A gente nasce princípio de prazer.
- 1:16:16A gente nasce querendo, querendo, gozo, querendo
- 1:16:19satisfação pessoal. A gente nasce bicho, então é AO
- 1:16:23processo civilizatório, pressupõe, é na contramão dessa
- 1:16:27natureza pulsional segurar a onda e a civilização tem que
- 1:16:31segurar a onda civilização, tem que dizer OPA, é até aqui, a
- 1:16:34civilização tem que parar e isso se faz por educação.
- 1:16:38EEA educação é passa um pouco por prêmio e castigo, aplausos
- 1:16:42sem dor, sem falar velho, não é assim, sabe?
- 1:16:45Sim, me lembro 11 colega doutorado, diretora de uma
- 1:16:50escola muito importante em Ribeirão Preto e tal, então o
- 1:16:53menininho tal é que dourava acariciar a professora e tal.
- 1:17:00Todo mundo achava bonitinho. 2 anos, 3 anos, você vai 4 anos, 5
- 1:17:06anos. Vídeo continuava acariciando a
- 1:17:08professora, 6 anos, 7 anos. Me continuava, começou a criar
- 1:17:12um constrangimento, tipo acariciando regiões, é
- 1:17:16socialmente já inaceitáveis de acariciar et cetera e tal.
- 1:17:21O que que eu faço aqui o breque, ele agora, porque vocês estão
- 1:17:26forjando um cara que com 14, se ninguém brecar ele com 14, vai
- 1:17:33estar? É achando legal, é, tem que
- 1:17:36brecar, é. É Claro, não é?
- 1:17:40As estratégias educacionais não precisam ser truculentas, mas
- 1:17:44elas têm que ser firmes. Não faça isso, está se voltar a
- 1:17:49fazer, vai ter uma consequência. Desagradável para você, sim,
- 1:17:55desagradável, então é o que que acontece hoje.
- 1:17:59Você tem uma relação familiar aonde a camaradagem é muito
- 1:18:04importante. Meu filho é meu amigo, meu pai é
- 1:18:06meu amigo e aí? Não, não, não.
- 1:18:08O educador não é não se confunde com amigo, educador, diz não.
- 1:18:12E ele ele o educador, entristece para educar o educador é sabe
- 1:18:17que isso não, né, sabe, não é não, né o educadora, ele
- 1:18:20entristece para educar, então o educador não é o parceiro a
- 1:18:25educar porra meu pai, meu parsa e tal, um, né?
- 1:18:29É, é, é, não é? Não, né?
- 1:18:31É preciso. E aí a escola não pode ter no
- 1:18:35educando um simples cliente, porque se não já viu, é,
- 1:18:39entristeceu, chega em casa e diz, fiquei triste há vamos
- 1:18:43trocar de escola? Perdeu o cliente no mercado
- 1:18:46escolar? Coisa está a caminho da
- 1:18:49falência. Então agora a crítica é outra, é
- 1:18:51o que o aluno quiser, pronto nas na em casa não tem na escola não
- 1:18:55tem, não sei não acabaram, não tem limite, aí vem me dizer que
- 1:18:58na geração YA geração z, na geração w.
- 1:19:01As pessoas são assim como se não tivesse havido causa para isso,
- 1:19:06não É Ela aí alguém tem que por limite.
- 1:19:11Pode parecer até conservador o doutor van, não importa o que
- 1:19:15achem, alguém tem que, pô. Limite porque, porque nós não
- 1:19:21podemos viver em civilização. Sem um trabalho?
- 1:19:26De adequação civilizatória. Interno?
- 1:19:31Né, que passa por questões cognitivas, Claro, de de, de
- 1:19:34conhecimento das coisas, mas que passa assim por é.
- 1:19:38É entendimentos Morais e éticos muito claros do que se pode
- 1:19:44fazer e o que não se pode fazer de jeito nenhum.
- 1:19:49Alguém tem que ensinar as. As crianças não, não é o bebê
- 1:19:53não nasceu sabendo isso, não é? É?
- 1:19:56E aí, ó e quem ensinar vai ter que dizer, olha, isso é
- 1:19:59prazeroso, mas não vai fazer sob pena de de dor mesmo.
- 1:20:06A educação pressupõe algum tipo de dor quando princípios de base
- 1:20:12da vida civilizatória são transgredidos.
- 1:20:15É que é tão evidente, mas é curioso a maneira como as coisas
- 1:20:19vão indo, né? É.
- 1:20:22Você mesmo mais tarde na universidade, se você pega uma
- 1:20:26universidade com uma mensalidade altíssima.
- 1:20:30E várias universidades com mensalidades altíssimas disputam
- 1:20:34a nossa elite abastada, né? E aí, o professor pegue e ponha
- 1:20:40o cara para fora da sala de aula.
- 1:20:42O cara pega, chega em casa e diz, borsoi me expulsou aí pra
- 1:20:46bom, avisa lá. Que assim, na próxima você vai
- 1:20:51sair da escola, aí vai pra escola, concorrente p, né?
- 1:20:56E aí, é perder uma mensalidade altíssima?
- 1:21:00Aí o diretor tem a. Missão de ô prestigiar o
- 1:21:06professor disciplinador e bancar.
- 1:21:10A perda do aluno. Ou então banca.
- 1:21:14Ao aluno? E aí, naturalmente, o professor
- 1:21:19acaba percebendo que ele é refém de disposições de apetites, de,
- 1:21:25de veleidades de mimos que contra os quais ele não poderá
- 1:21:30se insurgir, nunca sob pena de perder o emprego.
- 1:21:33É muito bom ouvir isso. É importante ouvir isso.
- 1:21:37É, reforça coisas importantes. Eu.
- 1:21:42Eu vou fazer uma consideração depois de uma pergunta, eu
- 1:21:44lembrei de um momento, eu não vou citar os o lugar.
- 1:21:48Por por uma questão ética, fez muito bem.
- 1:21:53Mas eu quero falar sobre um ato moral que eu tive.
- 1:21:56Eu trabalhava num numa instituição.
- 1:21:59É uma instituição educacional. Um tempo atrás eu tinha um cargo
- 1:22:02importante. E aquela instituição, as portas
- 1:22:08se fechavam às 7 da manhã. Você acha da manhã?
- 1:22:13Os alunos deveriam estar dentro 7 da manhã.
- 1:22:16Não 7 da manhã, as aulas começam, os alunos deveriam
- 1:22:20chegar mais cedo, às 7 da manhã. O portão fecha, meu celular
- 1:22:23toca, era umas 7 e meia. Joel vem para cá, eu já estava
- 1:22:29me trocando para ir. Joel vem para cá porque a
- 1:22:32polícia está aqui. Chamaram a polícia.
- 1:22:35Eu chego meu carro, estaciono. Passo, vou na porta dessa
- 1:22:39instituição. E eu era um a pessoa ali que né,
- 1:22:43que gerenciava o processo inteiro.
- 1:22:46O responsável e eu vou passando pelo espaço.
- 1:22:49A moça da Secretaria colocar a cabeça na janela e Jó chegou.
- 1:22:52O advogado, parece o Jorge, chegou os professores, aparece.
- 1:22:55João chegou que que o Joel vai fazer?
- 1:22:58O que o Joel vai fazer, afinal de contas?
- 1:23:01Lá fora tem um grupo de uns 10 ou 15.
- 1:23:04Professor é a paz. E a polícia está lá.
- 1:23:08O que o Joel vai fazer? E eu chego.
- 1:23:12E me perguntei, o que que eu vou fazer?
- 1:23:16Eu lembrei de uma coisa só. Existem 2 maneiras de fazer as
- 1:23:20coisas na vida, o jeito certo e o jeito errado.
- 1:23:24Eu cheguei na porta e falei, quem foi o pai que chamou a
- 1:23:27polícia? Ato aqui é.
- 1:23:29É aquela gritaria lá na frente que ele gosta, todo mundo
- 1:23:32esquentado é. É um cara, não sei o que falta a
- 1:23:36gente Valente. Eu quero falar com o, com o
- 1:23:40diretor aqui, coordenador, sou eu.
- 1:23:44Sou eu. Eu gostaria de saber quem chamou
- 1:23:46a polícia. Aí fui eu.
- 1:23:50A senhora chamou a polícia porque.
- 1:23:53Porque eu não consegui ver aqui nenhuma, nenhum fenômeno é que
- 1:24:00que suporta o policial do lado é e eu gostaria de pedir desculpa.
- 1:24:03O senhor, o senhor, policial, porque aqui é um lugar de
- 1:24:07educação, tem um muitos professores aqui.
- 1:24:09Eu não consegui nem ir no niver nenhum suporte pra esse, pra
- 1:24:12esse teu chamado porque você fechou, fechou a porta, eu
- 1:24:16fechei a porta porque dentro da nossa lógica ética, da nossa
- 1:24:21convenção ética, estava Combinado isso.
- 1:24:24Certo, mas é porque no meu filho veio de longe isso.
- 1:24:29Que tal? E eu lembro que eu falei assim,
- 1:24:31então quando o seu filho chegar atrasado no trabalho, você vai
- 1:24:35chamar a polícia? Então quando seu filho chegar
- 1:24:36atrasado na prova do Enem que acontece muito, você vai
- 1:24:40reclamar. A porta está fechada.
- 1:24:44E vocês não vão entrar? Enfim.
- 1:24:49E eu. E foi um barulho.
- 1:24:51A gente vai na televisão aqui no nosso todo, e aí eu fiquei com
- 1:24:54receio. Eu falei, será que eu fiz a
- 1:24:56coisa certa? Eu liguei pro meu chefe.
- 1:24:59Falei, chefe, é o seguinte. 15 pais para fora.
- 1:25:05Chamar a polícia, falar que vão na TV, que que aconteceu?
- 1:25:09Expliquei, ele falou, Joel, ele que me falou, fala só tem 2
- 1:25:12maneiras de fazer as coisas, certo?
- 1:25:13Errado. Você fez o certo.
- 1:25:15Então isso foi uma, foi um exemplo de impor limites.
- 1:25:19Claro, seguir 11. Relação é absolutamente ética,
- 1:25:24trabalho de educação, de educação e, Claro, Claro.
- 1:25:27Então essa é uma consideração importante que eu quero fazer e.
- 1:25:30Enquanto eu estava te ouvindo, o professor, eu eu refletir sobre
- 1:25:332 coisas, linha linha de trabalho, vamos dizer assim, a
- 1:25:36linha editorial linha do que eu gosto de estudar e sobre um
- 1:25:40conceito que eu eu aprendi, não tem muito tempo que foram sobre
- 1:25:43os conceitos vieses cognitivos. Eu morava em Santos e todas todo
- 1:25:50mês, eu pegava o meu carro e até a Avenida Paulista, que tem lá
- 1:25:54Livraria Cultura. O rali da da Paulista.
- 1:25:58E eu comecei a fazer isso frequentemente frequentemente.
- 1:26:00Frequentemente, 2015, 2016, 2017.
- 1:26:05E eu comecei a chegar lá na Livraria Cultura e falar não tem
- 1:26:09mais livro novo aqui não tem mais autor novo, isso aqui está
- 1:26:13tudo igual, até um dia que eu estudei vieses cognitivos e um
- 1:26:17viés chamado viés da confirmação.
- 1:26:20Todas as vezes que eu ia para a livraria, eu sempre ia no mesmo
- 1:26:25setor e eu ia sempre no na, no, sabe?
- 1:26:28No montinho de livro é, é eu sempre no meu montinho de livro
- 1:26:32e eu saí a subir aquela escadinha e atum e eu e no mesmo
- 1:26:35montinho e via os mesmos livros um e eu e no mesmo montinho da
- 1:26:39mesma do mesmo setor, vendo os mesmos livros, eu concluía o Ho,
- 1:26:43aquela totalidade, pô, não tem mais livro nesse negócio aqui,
- 1:26:47né? É depois que eu entendi viés da
- 1:26:49confirmação. Falei, eu estou com viés da
- 1:26:51confirmação e eu fiz uma pesquisa, quantos livros,
- 1:26:53quantos, quantos títulos tem na Livraria Cultura?
- 1:26:55Eu vi 50000 livros, 50000 tira. Falei pera aí, João, bom, baixa
- 1:27:00a bola, Negão, você está viajando, né?
- 1:27:04Você está viajando. Só que o que eu vou te perguntar
- 1:27:06agora já não é um viés da confirmação, porque eu, eu estou
- 1:27:09com uma dúvida um dentro da minha linha de pesquisa, tem um
- 1:27:13assunto igual na tua linha de pesquisa de de trabalho, que
- 1:27:16ética e moral, um tem um que apareceu mais forte nos últimos
- 1:27:21tempos? E que tem muita gente falando
- 1:27:24que é o propósito. Eu não.
- 1:27:28Eu não me lembro de. De, sei lá, 20 anos atrás, está
- 1:27:32tão forte como está agora nos últimos, talvez 10 ou 8 anos.
- 1:27:37Propósito. E como que a filosofia hoje?
- 1:27:42Essa área de concentração de estudo é pode ajudar as pessoas
- 1:27:45a entender o que é isso, viver. Com isso, e descobrir se é que é
- 1:27:51possível descobrir o propósito. Muito bem.
- 1:27:56Podemos pensar juntos em. Vamos pensar juntos, top.
- 1:28:03É, vamos imaginar que você. Num, numa situação concreta de
- 1:28:15vida como essa aqui. Você está com a sua mente
- 1:28:21ocupada completamente. Pelo que está acontecendo aqui?
- 1:28:27Fazendo suas perguntas, et cetera e.
- 1:28:30A gente pode dizer então, que existe 11 alinhamento da sua
- 1:28:35mente? Com a situação vivida pelo seu
- 1:28:39corpo, digamos assim, não é? Você está onde você está?
- 1:28:43Sim, o seu pensamento está a serviço.
- 1:28:48Da imediatidade da vida é uma possibilidade, não é?
- 1:28:52Vai. Vamos imaginar que.
- 1:28:56Você entra aí. No veículo que vai te levar para
- 1:29:00casa. E você retoma.
- 1:29:06O que aconteceu aqui já é um pouco diferente, porque.
- 1:29:12A sua mente não está concernida? Pela condução do veículo.
- 1:29:18A sua mente está povoada pelo que já aconteceu.
- 1:29:25É uma outra possibilidade. Existe uma terceira
- 1:29:28possibilidade. Que é você?
- 1:29:33Como sempre, estará vivendo aonde está inscrito no mundo.
- 1:29:39A sua mente não está completamente ali.
- 1:29:42Não está preocupada com o que foi, mas estará preocupada com o
- 1:29:47que. Acontecerá?
- 1:29:51Não. Então há.
- 1:29:55Que fique Claro. Uma, antecipa.
- 1:29:59Ação do devir que é realizada naquele instante.
- 1:30:04Imediatamente presente. Ou seja.
- 1:30:09Você não vive o futuro lá no futuro.
- 1:30:12Onde ele está? Isso exigiria.
- 1:30:16Deslocar-se muito rápido é você vive o futuro no presente.
- 1:30:22Porque é estando no presente que a sua mente antecipará.
- 1:30:28Situações? Ainda não vividas, mas por
- 1:30:32viver. É mais ou menos.
- 1:30:35Quando você dirigindo o seu carro, pensa.
- 1:30:38Que você não está com a chave, não deve ter ninguém em casa,
- 1:30:42por exemplo. Então nós vamos aqui chamar de
- 1:30:47futuro esse presente curioso que é um presente aonde a mente é
- 1:30:52povoada por uma antecipação da vida.
- 1:30:58A viver? Então a questão do propósito
- 1:31:01entra nessa terceira categoria. Não é, mas o propósito ele não
- 1:31:07é. Coincidente com essa terceira
- 1:31:11categoria, porque quando você pensa, caramba, não tenho chave
- 1:31:16para entrar, como é que eu vou fazer para entrar e você se vê
- 1:31:19pulando a janela? Isso, isso não é propriamente
- 1:31:22propósito, não é? Então é nós poderíamos dizer que
- 1:31:27o propósito ele é a antecipação do mundo vivida num instante
- 1:31:34vivido pela mente. Portanto, uma o propósito é uma
- 1:31:37produção da mente aonde a mente está.
- 1:31:39Da onde o corpo está, que tem por objeto o devir, mas que é um
- 1:31:46devir. Um devir que resulta de uma
- 1:31:51iniciativa sua. Certo?
- 1:31:56Então, por exemplo, você pensa velho é Corinthians e Palmeiras,
- 1:32:02pênalti. Fala puta, vai sair gol e tal.
- 1:32:06Você está povoado pelo devir humano, não tem propósito
- 1:32:10nenhum. O propósito é assim.
- 1:32:14O mundo acontecerá de um jeito, porque.
- 1:32:18Porque eu. Agirei nesse sentido, então o
- 1:32:24devir antecipado é consequência da sua ação, é consequência da
- 1:32:29sua intervenção no mundo? Está perfeito, isso não
- 1:32:34maravilhoso. Agora, aonde está o propósito
- 1:32:37aqui agora? Propósito aqui, nada está lá.
- 1:32:41Porque lá não é, não é lá, não é a menos que, a menos que falemos
- 1:32:46de astrofísica de coisa, mas é, é o nosso assunto, não é esse o
- 1:32:51nosso assunto é a nossa vida aqui.
- 1:32:53O futuro não é Oo que há, é a possibilidade mental de produzir
- 1:33:02conteúdos, supor. Justamente correspondentes ao
- 1:33:07que acontecerá. E esse com esse mundo
- 1:33:10supostamente é é futuro, é propósito.
- 1:33:16Quando implementado por você, dependente de uma iniciativa
- 1:33:21sua. Portanto, veja o propósito, ele
- 1:33:24pressupõe o ELO de 11 ação que você terá com vistas a.
- 1:33:33Realização de um mundo que você fará advir.
- 1:33:36Portanto, o propósito, são meios e fins futuros.
- 1:33:40Helô cubra 12 no presente. Não é e que tem a ver com uma
- 1:33:45transformação desejada no mundo é envolvendo a si próprio,
- 1:33:49digamos assim. Então é eu vou é me formar, por
- 1:33:54exemplo, né isso? Pode ser em um bar, então você
- 1:33:58não se formou ainda. Você nem entrou na faculdade
- 1:34:00ainda. Eu vou ser médico, então você
- 1:34:03vai empreender tudo o que é necessário para que no futuro,
- 1:34:06você se torne médio. Veja como são meios e fins
- 1:34:09pensados agora com vistas à realização de alguma coisa, né?
- 1:34:13De uma de uma experiência, de uma vivência no mundo que é, é,
- 1:34:18dependerá do êxito é de certas de certas iniciativas, então é
- 1:34:24você tem aí um terceiro elemento do propósito.
- 1:34:27Não há garantia de que esses meios é permitam de fato.
- 1:34:33Né? A implementação dos fins.
- 1:34:37É. É desejados, pretendidos.
- 1:34:41Então, o propósito, ele envolve sempre uma dimensão de desejo e
- 1:34:47uma dimensão de dúvida. Não é?
- 1:34:50Não há nenhuma garantia, como é óbvio de que aquilo que você
- 1:34:55fizer seja o mais adequado, seja o suficiente, seja o necessário
- 1:35:00para que aquilo que você pretende aconteça.
- 1:35:06Está Claro, muito bem. Aí, última coisa, eu quero
- 1:35:10dizer, o propósito costuma ser entendido como um elemento
- 1:35:15organizador da vida. Organizador da vida e Claro, é
- 1:35:21fácil entender porque. Se a nossa Liberdade fundamental
- 1:35:26nos dá 360° de alternativas de percurso a cada segundo, cada
- 1:35:30passo que você dá são mais de 360°.
- 1:35:32Cada passo você dá +360° e isso impor versão geométrica pode te
- 1:35:37imobilizar. Chega 1 hora que você tem tantas
- 1:35:40alternativas existenciais que você não consegue ter lucidez
- 1:35:45para escolher a cada segundo. Portanto, é preciso reduzir.
- 1:35:49É preciso afunilar as alternativas existenciais
- 1:35:53concebíveis. Que o propósito tem esse papel,
- 1:35:58é um papel que eu diria, é, é canalizador.
- 1:36:03Cor de. É, é um certo caminho com vistas
- 1:36:09a redução da complexidade paralisante que advém da nossa
- 1:36:15Liberdade fundamental de a cada segundo.
- 1:36:18É é existir de hoje. Então vamos dar um exemplo, eu
- 1:36:22estou aqui, né? Eu, Claro que eu posso sair
- 1:36:25daqui e abrir uma pousada em Búzios.
- 1:36:27Posso sair daqui e me converter numa numa mulher, né?
- 1:36:31Eu posso sair daqui e abrir um, sei lá, um bordel?
- 1:36:35Em Katmandu, eu posso sair daqui já.
- 1:36:40Esses exemplos já são suficientes para enlouquecer
- 1:36:42porque, né? EE vamos combinar, e eu poderia
- 1:36:45ficar o infinito dizendo o que poderia acontecer saindo daqui
- 1:36:49aí, não dá para viver assim. Então, veja qual é, digamos, o
- 1:36:53papel do propósito, o papel do propósito é afunilar o papel do
- 1:36:58propósito. Ele é primo, irmão da
- 1:37:00identidade, quer dizer, é a identidade, quer dizer, ao invés
- 1:37:05de eu não me preocupar com o que eu sou.
- 1:37:07E viver na mais absoluta Liberdade é criativa em
- 1:37:14potencialidade infinita. Eu.
- 1:37:18Tal qual o gato Epaminondas, me convenço de que sou professor.
- 1:37:21OPA, já sou professor, isso já limita um Val, né?
- 1:37:25Porque se eu souber, eu, sor, ó. A minha dúvida é se eu compro
- 1:37:30pela Amazon na rosa ou se eu vou até a livraria.
- 1:37:33Como as livrarias não existem mais, então é, é nem isso mais
- 1:37:38eu tenho que é me preocupar? Então perceba, já que eu sou
- 1:37:42professor wulf, eu saí de um zilhão para uma dúvida estúpida
- 1:37:47de 2 ou 3. O propósito, como a identidade
- 1:37:51são elementos, é descomplexificar antes da vida
- 1:37:56com vistas a permitir que você caminhe sem se desesperar com a
- 1:38:02infinidade de alternativas existenciais que a cada segundo.
- 1:38:06Na verdade te é atravessam e poderiam te levar a loucura o
- 1:38:12tempo inteiro, então é empobrecedor da vida, é a
- 1:38:15pequena dor da vida, mas é tranquilizadora, apaziguador da
- 1:38:19alma. E com isso, facilitador de um
- 1:38:22certo percurso, afinal de contas, já que eu tenho tal
- 1:38:25propósito, eu só posso mesmo ir por aqui.
- 1:38:27Quer dizer, como o meu propósito é ensinar cada vez melhor, é uma
- 1:38:30coisa que eu me convenci, et cetera e tal, né?
- 1:38:32Então, por exemplo, abrir pousada em Búzios vai me ajudar
- 1:38:35a ensinar cada vez melhor, não é?
- 1:38:37Virar mulher com procedimentos cirúrgicos, vai em si só me
- 1:38:41ajudar é não é por si só, não é abrir 111 bordel em Katmandu
- 1:38:47também, não sei se vai ajudar a me ensinar a mesma não, então.
- 1:38:51Agora é fazer um curso de física na unidade de Colúmbia.
- 1:38:55É pela internet, vamos lá, vai, OPA, não viu?
- 1:38:58Só graças ao propósito, eu rapidamente escolhi um caminho
- 1:39:03em detrimento de outros que foram excluídos como absurdos,
- 1:39:07porque eu arbitrariamente definir um propósito que é que
- 1:39:11tem que ser nobre o suficiente para me convencer da sua nobreza
- 1:39:14e do seu valor e para convencer a sociedade com a qual me
- 1:39:17relacionar de que de fato isso merece ser perseguido.
- 1:39:21E para mim, manter aro firme consistente no tempo.
- 1:39:25Isso sob pena de uma angústia existencial avassaladora, sob
- 1:39:29pena de uma náusea insuportável, porque porque se você não tem
- 1:39:34amarras, tipo, identidade, propósito, et cetera, por mais
- 1:39:37falaciosas que sejam, você flutua de tal maneira que o FWA
- 1:39:41exato tá. Você tá deriva completamente aí,
- 1:39:46né? Por isso que se costuma dizer
- 1:39:47quando, sei lá, o adolescente está lá é ó.
- 1:39:51Para o olhar dos pais perdido não é falta propósito, falta
- 1:39:56referenciais. Falta não sei o que falta, não
- 1:39:58sei que lá é e ele está numa fase é de Liberdade radical de é
- 1:40:05hoje. Eu quero isso.
- 1:40:06Amanhã eu quero aquilo. Amanhã eu quero aquele outro,
- 1:40:07mais ou menos como eu expliquei aqui, né?
- 1:40:09Muitas vezes, então, um propósito é, ponha os pés no
- 1:40:13chão. Resta saber o quanto isso não é
- 1:40:16empobrecedor da existência que é a nossa.
- 1:40:19O nosso papel é problematizar, sempre quer dizer.
- 1:40:22Até que ponto a existência melhora com isso, de fato?
- 1:40:25Claro que haverá alguém de alguma universidade Americana
- 1:40:30botando tudo isso em tabela, entrevistando as pessoas, dando
- 1:40:33números e dizendo, quem tem um propósito na vida é mais feliz
- 1:40:37com quem não tem propósito na vida.
- 1:40:38Aham, porque pergunta, você é mais feliz?
- 1:40:40Assu e tal, tudo isso parte de premissas metodológicas
- 1:40:43discutíveis. Primeiro que as pessoas é é
- 1:40:46saibam o que isso significa, que elas digam a verdade, é que elas
- 1:40:50estejam de fato mais felizes, porque perseguem um propósito e
- 1:40:52tal. E tudo isso é muito discutível e
- 1:40:55muito problematizava. Amamos então o professor por pra
- 1:41:01onde a gente vai pra lugar nenhum.
- 1:41:03Você acha que eu vim aqui te dar lição do que é certo?
- 1:41:07Tenho o meu, meu é, mostrar que é aquilo que todo mundo diz, é
- 1:41:12bacana. É Claro que tem fundamento, sim,
- 1:41:15mas é Claro que também você já imaginou que um indivíduo vamos
- 1:41:19imaginar a hipótese de um indivíduo que nasceu e pá?
- 1:41:22Meu propósito é esse, olha, ele viveu uma vida que foi só
- 1:41:26excluindo tudo o que poderia ter dado um colorido atravessando
- 1:41:31uma surpresa, um negócio. Ele foi tirando de lado, né?
- 1:41:35Vamos pegar alguma coisa, tipo Jóia você campeão olímpico,
- 1:41:39Ricardo Prado é, sei lá, dia madruga Oh eu não, então o
- 1:41:43seguinte. Campione é nadar, ele, treinar e
- 1:41:47bababá aí barron, pudim, nada treinava puta rola 11, sei lá,
- 1:41:55um vamos velho e se eu quebrar a perna em num, num treinar uma mo
- 1:42:01toquinha de jeito nenhuma e o Zé de jeito nenhum não, não, não,
- 1:42:05não, não, não, não em nome desse propósito é o propósito,
- 1:42:10organizou a vida, organizou a vida agora quem me garante que
- 1:42:13uma vida organizada? É melhor?
- 1:42:20Eu sim. Imagina os pais alucinar,
- 1:42:22desliga esse cara, ninguém nos outros não, mas é velho.
- 1:42:26Nossa função aqui é revolver, a Areia.
- 1:42:29É é problematizar, eu não, não tenho muita certeza disso.
- 1:42:32Eu, eu e a minha vida ela se organizou muito em função da
- 1:42:37minha atividade de explicador, porque em algum momento eu me
- 1:42:40convenci que explicar o meu negócio e por causa disso eu
- 1:42:44fui, né? Pondo de lado, inclusive a
- 1:42:47própria natação, Ela Foi colocada de lado porque não
- 1:42:50tinha nada a ver com o negócio de de seu explicador não, né?
- 1:42:54É lei estudar e ensinar a lei, estudar, ensinar lei, estudar e
- 1:42:57da aula, lei estudar e da aula, lei estudar e da aula lei
- 1:42:59estudar aí na aula, pô, é, é, alcancei o meu propósito.
- 1:43:04Em grande medida. Eu fui além de qualquer
- 1:43:07propósito que eu poderia ter tido, né?
- 1:43:10Lá no começo, imagina se eu poderia imaginar, né?
- 1:43:14Que é enquanto o professor eu teria AA visibilidade que eu
- 1:43:20tenho hoje, não poderia nunca imaginar, porque eu comecei lá
- 1:43:23atrás muito antes da internet. Muito, não poderia nunca
- 1:43:26imaginar, então, muito além do que eu supunha.
- 1:43:29Agora, a quantidade de vidas que eu deixei de viver por causa
- 1:43:33disso. Nossa, nós.
- 1:43:37Nossa, meu amigo, quanta coisa eu disse não, porque.
- 1:43:43É porque, de fato, eram incompatíveis com esse tal
- 1:43:48propósito. Caramba, quanto tempo a gente
- 1:43:50está falando? Já puts, CA ã.
- 1:43:54Tem tem mais espaço para um pouquinho.
- 1:43:56As perguntas sim, vamos, vamos mais um pouco enquanto força
- 1:44:01houver, eu vou responder. Eu quero que você, eu já.
- 1:44:06Eu já vi você falando esse conceito uma vez na internet e
- 1:44:09já vi você falando esse conceito uma vez.
- 1:44:11Que foi a primeira vez que eu te conheci num evento do Thiago
- 1:44:14negro que você foi eu te assiste e você falou do aretê um.
- 1:44:20Eu te vi, e eu não sabia o que era o aretê até te ouvir.
- 1:44:25Eu queria que você, eu. Eu gostaria que você falasse
- 1:44:27sobre o que é e como que foi contigo, mas hoje eu eu tenho,
- 1:44:31eu. Eu tive meu momento do.
- 1:44:34Um da da explosão, né? Foi, é, eu tinha 19.
- 1:44:38Eu tinha 20 anos. Eu vejo uma família, eu vejo uma
- 1:44:42família Nordestina, a minha mãe, branca, meu pai negro, então eu
- 1:44:46eu cresci ouvindo aquelas coisas de vida de gente pobre, meu pai
- 1:44:50batalhador, minha mãe maravilhosamente batalhadora,
- 1:44:53eles muito amorosos com a gente e tal.
- 1:44:56E meu pai é. Ele.
- 1:45:02Eu era meio aquele cara da escola.
- 1:45:04Muito ruim Clóvis, e aí, meu irmão, muito ele, meu irmão, meu
- 1:45:08prodígio. Com 5 anos, meu irmão desenhou a
- 1:45:10casa dele e mostrou pro meu pai assim, meu pai, olha aqui,
- 1:45:14garoto, fenomenal, minha irmã muito, muito responsável, já
- 1:45:17tomava conta de várias coisas em casa.
- 1:45:18Eu com 9 anos era uma nada. E foi quando apareceu a natação
- 1:45:23na minha vida e rapidamente tinha uma habilidade ali.
- 1:45:28E meu pai, ele se envolveu rapidamente com natação, então
- 1:45:31ele começou a conhecer a natação e ele.
- 1:45:34Ele comprou 11 filmadora naquelas de fitinha, nem sei
- 1:45:39como é que fala VHS. Não sei se é isso exatamente.
- 1:45:42Tinha aquele negócio, assim ele filmava e ele filmou um
- 1:45:45campeonato meu e no nome da fita, ele colocou meu Anthony.
- 1:45:49Next. Anthony nesty foi o nadador do
- 1:45:52Suriname o primeiro nadador negro a ser campeão olímpico.
- 1:45:57Ele ganhou do você vai lembrar, ele ganhou do Matt biondi, né?
- 1:46:00Que beyond match beyond, aham. Olimpíada de Seul 1988 100 m
- 1:46:05nado borboleta cravou 53 recorde mundial, Negão o cara virou
- 1:46:10moeda no Suriname, assim cara, e aí meu pai olhava para mim e
- 1:46:14falava assim, você é meu, você é meu Anthony nesty, você é meu,
- 1:46:17meu filho negro, que nada aí, bom.
- 1:46:21Eu não entendi muito bem e meu pai filósofo não é aquele
- 1:46:24negócio todo. Quando eu tinha 19 anos, o meu
- 1:46:28pai e eu estou nadando querendo uma Olimpíada, aquele negócio
- 1:46:30todo nado com 13, nada com 14, nado com 15, com 16.
- 1:46:34Já estou campeão brasileiro com 17, campeão brasileiro.
- 1:46:38Com 19, Campeonato Paulista de natação.
- 1:46:41Júnior e sênior, piscina da uni Santa Joel, 50 m nado borboleta,
- 1:46:47pá bate o recorde Paulista absoluto de 50 m nado roleta.
- 1:46:53Saio da piscina, encontro meu pai, meu pai canta um negócio no
- 1:46:57meu ouvido, assim você não está apenas vencendo, você está
- 1:47:00quebrando Barreira porque dizem que negro não nada.
- 1:47:03Eu fazia educação física. Eu juntei a peça e falei, ó,
- 1:47:05acho que esse vai ser o tema da minha monografia.
- 1:47:09Vou fazer um estudo. Por que que tem poucos negros na
- 1:47:12natação? Na minha cabeça?
- 1:47:13Era porque a questão era fisiológica, então fui para a
- 1:47:17fisiologia. E também, eu encontrei um baita
- 1:47:22de um argumento sociológico. Né, demográfico?
- 1:47:26Ou seja, não tem negro. Conclusão, não tem negro nadando
- 1:47:29porque não tem pobre nadando e a maior parte dos pobres negra.
- 1:47:33Então tem um cara No No no não tem no golfe, não tem na Fórmula
- 1:47:361 e assim por diante. Então foi muito legal aquele
- 1:47:38estudo. I.
- 1:47:41Apresentei minha monografia, tirei nota máxima.
- 1:47:44Aquele negócio foi maravilhoso. Estou nadando uma competição.
- 1:47:48E aparece um professor chamado professor Hudson.
- 1:47:52Na borda da piscina, você é o Joel.
- 1:47:53Sou você. Sabia que o seu TCC?
- 1:47:56A sua monografia foi a primeira a falar sobre esse assunto no
- 1:48:00país. Não sabia, professor.
- 1:48:03Gostaria de te chamar para você falar da sua monografia no
- 1:48:06encontro primeiro encontro. De nada, dores negros no mundo,
- 1:48:13alguma coisa nesse sentido, você vai.
- 1:48:16Vô, me arrumo 20 anos, fui? Quem que tava?
- 1:48:22Quem que veio diretamente do Suriname?
- 1:48:27Que Maravilha para o evento, entra Anthony nesty e eu começo
- 1:48:31a chorar copiosamente e imediatamente.
- 1:48:35Meu pai estava trabalhando e começa a chorar tremer, e eu vou
- 1:48:37para o banheiro do do do lugar. Câmara municipal de fala e ligo
- 1:48:40pro meu pai chorando, pai, pai, pai, Oo Antônio neste está aqui.
- 1:48:44O Antonelli está aqui e tal e meu minha família não pôde ir
- 1:48:47comigo. A única pessoa que foi comigo
- 1:48:49foi meu irmão que tinha 15. Eu subo no púlpito para falar,
- 1:48:54tremendo, gaguejando. Com medo é com todos os
- 1:48:57sentimentos mais maluco que tinha de umas 500 pessoas na
- 1:49:01plateia. Boca seca.
- 1:49:05Anthony, neste do meu lado. E aí eu olho para aquele mar de
- 1:49:10gente e não vejo ninguém a não ser uma cabecinha assim, ó meu
- 1:49:14irmão. E o olho dele brilha, EOE ele
- 1:49:18começa a chorar, me ver no palco, ali.
- 1:49:21Naquele instante eu falei, é isso que eu quero fazer.
- 1:49:24Naquele instante eu falei, é isso que eu quero fazer, o que
- 1:49:27que é isso que eu quero fazer? Eu quero falar.
- 1:49:32Eu Acredito que eu possa falar. Eu Acredito que eu possa
- 1:49:35contribuir com. Eu achava que era história de
- 1:49:37vida, mas eu tive ali um momento, eu eu peguei aquele,
- 1:49:41aquele olhar dele. Mas eu estava numa situação
- 1:49:46desesperadora lá em lá em cima, mas eu tinha visto, eu acho que
- 1:49:50eu criei uma obra importante aqui.
- 1:49:52Agora não sei o tamanho dela. Hoje eu sei que a obra é do
- 1:49:56tamanho que a gente quiser. E eu gostaria que você
- 1:49:59explicasse essa, essa. Esse foi meu aretê.
- 1:50:03Eu gostaria que você explicasse o seu e o que é.
- 1:50:08É a palavra aretê do grego, né? Ela poderia ser traduzida por
- 1:50:17virtude, né? Aí a melhor maneira de entender.
- 1:50:22É quando o pessoal. Pega um músico de excelência,
- 1:50:27né? E chama esse músico de virtuoso?
- 1:50:35Aretê tem um professor italiano chamado Henrique kubert.
- 1:50:41Especializado em Aristóteles. E ele diz assim.
- 1:50:47Aretê é fari bem com ELO que se fala né?
- 1:50:54Que é tão assim? Tão explicativo, não é tão.
- 1:51:02A para fazer bem aquilo que se faz.
- 1:51:07É que são elas, né? O rum.
- 1:51:10Porque? Porque para fazer bem aquilo que
- 1:51:15se faz. É necessário que tenhamos
- 1:51:19recursos de natureza. E esses recursos de natureza?
- 1:51:27A gente poderia chamar de talentos, né?
- 1:51:30Ou seja, a nossa natureza é tal que.
- 1:51:34Facilita certas atividades em detrimento de outras.
- 1:51:38Não, eu, por exemplo. Não é?
- 1:51:42Tem uma natureza, tal k. Sou totalmente inapto para quase
- 1:51:47tudo, vamos dizer. Desportivamente, uma catástrofe
- 1:51:54mesmo, música muito ruim, muito ruim.
- 1:51:59Pouco talento. Então, normalmente o aretê
- 1:52:04requer recurso de natureza. Mas o recurso de natureza não
- 1:52:11basta. Porque do recurso de natureza
- 1:52:16até. A performance.
- 1:52:20Há um percurso imenso. Um percurso imenso de.
- 1:52:26Prática repetida, né? Aquilo que Aristóteles chamava
- 1:52:30de Axis? Repetição mesmo.
- 1:52:35Coisa que nadador sabe. Melhor do que ninguém.
- 1:52:39Do que se trata a verba, tudo vai, volta, vai, volta, vai,
- 1:52:42volta, vai, vou. Então agora é.
- 1:52:51Além disso, né? O aretê parece requerer.
- 1:52:57Hábito. De fazer bem o que se faz, quer
- 1:53:01dizer. Daí a gente costuma dizer que se
- 1:53:04você treina mal, acaba competindo mal, né?
- 1:53:09Porque? A excelência pressupõe que
- 1:53:13estejamos habituados a ela. Para que ela não seja
- 1:53:16excepcional. Então você pega aí um chinês
- 1:53:21desses de. Trampolim?
- 1:53:27Ginástica de trampolim é cama elástica, não é Salto ornamental
- 1:53:31de piscina. Aí você pega Oo chinês.
- 1:53:36E esse chinês, ele trabalha. Com ginástica de trampolim, 10
- 1:53:42horas por dia, sendo que no trampolim 7, né?
- 1:53:46O resto é nós, cá fora e tal roupa.
- 1:53:50Então é aquele movimento que ele vai fazer no momento da
- 1:53:53competição. Ele já fez um bilhão de vezes.
- 1:53:57E desse bilhão de vezes. Ele acertou.
- 1:54:02Com precisão, 9394 por cento. Então você tem aí um hábito de
- 1:54:10fazer bem, o que se faz? No caso do professor.
- 1:54:16Não tem essa por ser ruim, ruim, ruim, ruim, ruim, ruim.
- 1:54:19No momento que ele precisa. Não, não é.
- 1:54:24O professor tem o hábito de fazer bem o que se faz é um
- 1:54:27professor em aretê. Sim, ele é talentoso e ele é
- 1:54:33preparado. De maneira que é.
- 1:54:38Fazer? Aquilo que ele está fazendo, que
- 1:54:42é excelente. É para ele, cotidiano é o dia a
- 1:54:47dia, faz bem, chegou para dar aula.
- 1:54:50A aula vai ser de 9 para cima. Fazer bem aquilo que se faz.
- 1:55:02Então? Um cenário como esse?
- 1:55:07Um cenário de podcast. Ó alguém chega e diz.
- 1:55:16Sexta de Carnaval, vamos. Gravar alguma coisa ou
- 1:55:21Quarta-feira de Cinzas ou no dia da Páscoa, ou no Natal, ou no.
- 1:55:27Vai lá, diz qualquer coisa aí. Passa a régua.
- 1:55:32O objetivo é que te estejam vendo.
- 1:55:41Só que não, nem que eu quisesse. E na hora que eu chego aqui e
- 1:55:48venha a primeira pergunta. Não tem como não dar o melhor.
- 1:55:58E você disse antes de começarmos a gravar.
- 1:56:01Olha, você esquenta e você vai. A mas é bem isso.
- 1:56:10Eu posso até chegar. Blazer os meus 2 minutos.
- 1:56:16De repente, entra. O normal e o normal é o melhor
- 1:56:22que eu consigo, que não é. Um Bum.
- 1:56:28Universal é o meu bom. É o meu bom, então quer dizer a
- 1:56:34que eu estou fazendo e respondendo às tuas perguntas do
- 1:56:38melhor jeito que eu consigo. E é por hábito um hábito
- 1:56:44esculpido em 35 anos de profissão.
- 1:56:49Eu não consigo fazer de outro modo.
- 1:56:53E se eu tiver com 2 livros, eu não consigo?
- 1:56:55E se eu tiver com diarreia, eu não consigo fazer de outro modo.
- 1:57:00Eu farei o máximo que eu puder e se for no computadorzinho, é o
- 1:57:05melhor que aquilo. Permitir isso for é o melhor que
- 1:57:09aquilo. Isso não é heroísmo, é apto.
- 1:57:13É educação, é hábito do Zé. Não estou aqui porque o herói
- 1:57:19trabalha na excepcionalidade. O virtuoso trabalha no
- 1:57:23cotidiano. Um, então não é que eu peguei na
- 1:57:31veia 11 bola excepcional, gol puskas.
- 1:57:37O mais bonito. Nunca mais eu acerto aquela não.
- 1:57:42A virtude não é isso. A virtude é assim, de cada 100,
- 1:57:4699 é caixa. Né?
- 1:57:52Então, é. Aquele que me contrata.
- 1:57:58Para uma fala, uma palestra, um sim, que uma vá sim, pode
- 1:58:03oscilar. Pode?
- 1:58:04Claro, se eu tiver com uma enxaqueca, vai ser pior do que
- 1:58:08se eu não tiver com enxaqueca, mas.
- 1:58:10Mas a disposição de fazer o melhor essa existirá sempre.
- 1:58:18Então veja que é interessante. Pode haver excelência sem ser
- 1:58:22bom, né? Você entende o bom como é um
- 1:58:26protocolo objetivo, aplicável a qualquer um, o excelente pode
- 1:58:31estar abaixo do bom, porque o cara está dando o melhor de si.
- 1:58:36E não é bom? Não é bom, vai o seu.
- 1:58:41O quê? Até porque esse bom não é.
- 1:58:46Esse bom, tudo depende se o cara tá numa Olimpíada ou tá, né?
- 1:58:51No na quermesse. Lula é uma pato casados e
- 1:58:57solteiros, a grama, tudo. De qualquer maneira, ele está
- 1:59:00dando o que ele pode. Existe um hábito, caiu ali, é
- 1:59:06pra valer. EE Eu Acredito que a educação
- 1:59:12para a excelência tem no esporte um excelente caminho.
- 1:59:18Porque nada melhor do que o esporte.
- 1:59:21Para que você converta isso de ser para valer um hábito.
- 1:59:27Está aos seus lugares, não é a suas marcas, eu sou do tempo de
- 1:59:33um senhor que morava ali na rua Lisboa, que ia com coisas lá no
- 1:59:37baby barioni. Senhorzinho.
- 1:59:39Ele tinha um Monte de troféu e tal, não é do seu tempo esse
- 1:59:43cara que dava a largada, mas ele deu a largada na federação
- 1:59:46Paulista de natação, uns 30 anos e era sempre ele as suas marcas.
- 1:59:51Ele por hora que deu o pai velho o olho.
- 1:59:56Trava, e você vai. Olha, isso é.
- 2:00:03Um, então não tem essa de mais ou menos, não tem 80% quando
- 2:00:09quando está valendo medalha é um pouco aqui.
- 2:00:14Não tenho 80% quando está valendo uma medalha.
- 2:00:17É um pouco na palestra, é um pouco no evento para 5000 é um
- 2:00:22pouco no Allianz Parque, né? 30000 pessoas, sei lá, velho,
- 2:00:2730000 pessoas, você sai e é. Não há o que que vai acontecer,
- 2:00:32vai acontecer o que sempre acontece, eu vou no talo da onde
- 2:00:36eu puder a mas não tem retorno de quando preciso me ouvir eu já
- 2:00:41sei o que eu tenho aí ao né? E aquela puta e energia né?
- 2:00:48Sais, teno ado dali. E por que você faz isso, né?
- 2:00:53Vamos combinar o teu nome já é meio conhecido, Mano vai na
- 2:00:57manha, não é aparece ali tal, diz o que tem que dizer passa a
- 2:01:03régua profissionalmente, vai quando não consigo.
- 2:01:09Eu não consigo 35 anos que eu faço de outro jeito, não
- 2:01:12consigo. Eu.
- 2:01:13Eu precisaria me policiar? Para não ir no talo das minhas
- 2:01:18possibilidades. Isso é aretê.
- 2:01:22Né? Isso é aretê.
- 2:01:26Farei bem com ELO que se faz. É, mas é com regularidade, não
- 2:01:32é? É com regularidade.
- 2:01:34Tem 11. Historiador italiano chamado
- 2:01:37Alessandro barbeiro não é você que está me ouvindo.
- 2:01:40Pode entrar lá, né? Usa internet a ponto lá no
- 2:01:44Google? Alessandro barbeiro histórico é
- 2:01:47esse, com esse. STURIC, ó Alessandro barbero.
- 2:01:53Então ele tem 200 aulas na internet ou 300 ou 1000, sei lá.
- 2:02:00Então, ali você vê o que é, excelência.
- 2:02:04Nunca é menos do que o máximo. E não importa a pergunta, não é
- 2:02:13vende todo lado. Vender, uau uau, uau.
- 2:02:17E você vê que há ali um empenho ali.
- 2:02:21Um é, eu sei, nossa pega um cara, né?
- 2:02:24Como o Karnal, né? Num tem como ser ruim, vamos
- 2:02:29dizer, né? É, é um cara habituado, ele é
- 2:02:33habituado a não perder palavra a não perder frase ele vai, ele
- 2:02:38tem aquilo ali são. Anos de estudo e de preparação,
- 2:02:43décadas de estudo e de preparação, não tem erro, cor.
- 2:02:48Tela não é não. Você viu o cara dando uma aula?
- 2:02:53Eles dão nó em pingo dágua. EE olha, dá um nó em pingo
- 2:02:57dágua, jogando é, é de terno e gravata jogando, né?
- 2:03:02Ou assim nossa e porque? Porque se habituaram a ser
- 2:03:08incríveis. O senhor tá incrível.
- 2:03:12Sem se dar conta de que é incrível.
- 2:03:15Não. Nádia co Manente.
- 2:03:21Então, é. Bola a gente pega aí 1500.
- 2:03:27A gente teve o djan madruga, mas um pouco antes tinha um
- 2:03:30português que nadava 1500 aqui chamado Luiz José Luciano,
- 2:03:34namorado e eu. Quando era moleque, eu, Emilly,
- 2:03:38500 e ele nadava velho. Aqui não tinha para ninguém aqui
- 2:03:42na natação doméstica, o namorado nadando e papa e ele entrava ela
- 2:03:47pá, pá, pá, pá, pumba, viada, pá, pá, pá e do jeito que ele
- 2:03:52começava ele terminava. E tal, e ele chegava e era
- 2:03:56aquilo e acabou e levava em coisas, né?
- 2:03:59Se tinha, é mais perto, mais longe, mas não sei o quê e tal.
- 2:04:03É incrível. Então, em cada segmento de
- 2:04:06atividade você tem o virtuoso, é o cara habituado.
- 2:04:09A fare, bene con ello, que FA. Pra mim deu deu, né?
- 2:04:20Tá bom, essa é é, fechou sem peito, com a perna forte.
- 2:04:27Cabeça encaixada no final, é cabeça encaixada.
- 2:04:34Professor, o que se a turma quiser te encontrar nas redes
- 2:04:37sociais? Quais são as redes que você está
- 2:04:40presente? Todas?
- 2:04:43Todas, tá lá no Instagram, Instagram.
- 2:04:46LinkedIn, tic TOC, todas. Nós temos o inédita pamonha, que
- 2:04:53é OOO co, irmão. Toda quinta-feira, uma reflexão
- 2:05:00sobre a vida. É diferentemente.
- 2:05:08É a gente. Resolveu optar por.
- 2:05:17Por um apoio, é? Pulverizado?
- 2:05:22Então as pessoas que. Porque.
- 2:05:25A gente decidiu isso para não ficar tão dependente assim das
- 2:05:29deliberações de marketing das grandes empresas patrocinadoras,
- 2:05:32que nem sempre é. Vem na filosofia um filão
- 2:05:37mercadológico e eu respeito é o que é então aqueles que gostam
- 2:05:42desse assunto podem fazer as suas, né?
- 2:05:4510 BRL por mês, lá é a cota que está sendo prevista, faz se
- 2:05:50quiser e quando quiser, et cetera, EE é incrível como as
- 2:05:55pessoas se mostram muito mais solícitas do que.
- 2:05:59Do que eu imaginaria que se mostrasse e tal, então acho
- 2:06:02muito legal. OE tem o hashtag partiu pensar.
- 2:06:08Que é um pouco diferente do inédita pamonha inédita pamonha.
- 2:06:12É um espaço livre de reflexão. Hashtag partiu pensar, é um
- 2:06:14programa, aham de ensino de pensamento fora da caixa de
- 2:06:19reflexão, onde esse programa está nas tá em todos lugares
- 2:06:22está no Spotify, Spotify, ube, todo lugar.
- 2:06:26Só não entendi Oo inédito a pamonha.
- 2:06:28O pessoal pode pagar por mês. É, é uma assinatura.
- 2:06:32Não, não é um pode contribuir, é uma, é um apoio voluntário e
- 2:06:37onde que? Como é que ele faz isso à ele?
- 2:06:39Entra lá, tem toda todo episódio, eu no Spotify é eu.
- 2:06:46Eu digo, olha para apoiar, ó, taunton está aqui, ó, galera.
- 2:06:51Então vamos apoiar o inédita pamonha aqui.
- 2:06:54Olha só, estamos colocando um link agora está do inédita para
- 2:06:57mim agora estamos colocando o link para a turma lá apoiar
- 2:06:59também é. Eu penso que é o futuro, porque.
- 2:07:05É o apoio mais. Consolidado, sólido.
- 2:07:14É o apoio do grande número. Não é?
- 2:07:19I. E é o apoio daqueles que
- 2:07:22genuinamente gostam do gostar, fazendo.
- 2:07:26E nem sempre esses que genuinamente gostam são aqueles
- 2:07:30que têm o poder decisório dos grandes patrocínios, não é?
- 2:07:34Então, é por isso que é legal ser apoiado por quem
- 2:07:38genuinamente curte. O que você faz, né?
- 2:07:42Então isso é uma coisa que a gente começou estar fazendo um
- 2:07:46mês. E é incrível, porque.
- 2:07:50Arrisca mozi, né? E nossa.
- 2:07:55As manifestações, assim são surpreendentes, porque a partir
- 2:08:00de 10 BRL, cada um faz o que quer.
- 2:08:03E como a nossa sociedade é uma sociedade muito heterogêneo, não
- 2:08:06é. Não é 10 BRL, é significativo
- 2:08:10para muita gente. Não é muita coisa pra pra muita
- 2:08:12gente também. Então aí é, as iniciativas são
- 2:08:17as mais variadas e. E muito alegradoras para nós,
- 2:08:22porque mostram o mesmo o apreço e o desejo de que as coisas
- 2:08:25continuem funcionando, né? Então eu fiquei muito, muito
- 2:08:29feliz com todas essas possibilidades EE cada vez mais
- 2:08:33animado para nós. Vamos ter um curso agora de.
- 2:08:38Por conta do do público que eu tenho em Portugal, né?
- 2:08:42A gente vai fazer um curso que é a filosofia de Fernando Pessoa.
- 2:08:47Uma espécie de. De agradecimento aos.
- 2:08:52Aos portugueses não é a literatura, nem a poesia, nem de
- 2:08:57Fernando Pessoa, é a filosofia. Na literatura de Fernando
- 2:09:00Pessoa, tipo Fernando Pessoa e schopenhauer, Fernando Pessoa e
- 2:09:04Nietzsche, Fernando Pessoa e Horácio.
- 2:09:08Porque Fernando Pessoa. É um horaciano, né?
- 2:09:14Carpe diem. É bom?
- 2:09:17Nós vamos ter um curso de introdução à mitologia grega,
- 2:09:21com 149 vídeos de 15 a 20 minutos.
- 2:09:24O que é? Acho que a maior iniciativa de
- 2:09:27mitologia grega de que eu tenho ciência na internet é uma, é um,
- 2:09:33é uma varredura exaustiva dos deuses gregos e as histórias e
- 2:09:39as coisas, aquelas coisas fantásticas, né?
- 2:09:42E eu comecei a gravar e eu vou me emocionando, me encantando,
- 2:09:48batendo no peito. Se você não achou isso do
- 2:09:51caralho, desliga velho, porque você não tem que estar aqui e
- 2:09:55tal. EE muito legal esse curso, então
- 2:09:59a gente está fazendo um Monte de coisa ao mesmo tempo e muito
- 2:10:03feliz de estar fazendo tudo isso porque.
- 2:10:06Porque é o único jeito que a gente tem de de ter certeza de
- 2:10:09estar fazendo o máximo. Para colaborar numa sociedade
- 2:10:14que é, nem sempre no ensino médio ou no ensino fundamental.
- 2:10:19Teve contato com a mitologia? Nem sempre, né?
- 2:10:22É, nem sempre tem contato com a filosofia, nem sempre tem
- 2:10:26contato. Então tudo o que eu faço
- 2:10:28permite, né? Algum tipo de singela
- 2:10:32contribuição compensatória? E são muitos os professores de
- 2:10:37filosofia que usam o material para suas aulas e isso me deixa
- 2:10:41muito feliz, né? Muito feliz, todo dia aparece um
- 2:10:45professor da rede pública mesmo, da rede privada, que manifesta
- 2:10:51usar os os podcast net da pamonha partiu pensar et cetera,
- 2:10:56para ilustrar, é a suas aulas e isso é.
- 2:11:02Nossa, isso como eu te disse, vai muito além de qualquer
- 2:11:05propósito. Que Maravilha.
- 2:11:09Foi uma honra te receber, foi delicioso, todo um aprendizado
- 2:11:14incrível. Eu ficaria aqui muito tempo.
- 2:11:17Eu quero ter mais oportunidades dessa, espero ter.
- 2:11:21E toda vez que eu trago um convidado aqui, eu faço uma
- 2:11:23última pergunta e finalizo meu podcast e a pergunta é o
- 2:11:26seguinte, professor. É, não será o que é a vida não,
- 2:11:30né? Porque, mas.
- 2:11:32Em algum momento? Antônio Abujamra em provocações
- 2:11:36me perguntou 4 vezes, em seguida, o que é a vida?
- 2:11:40E a saia foi injusta. AO, infelizmente, perdemos
- 2:11:44Antônio Abujamra, mas ganhamos Joel.
- 2:11:48Que eu vi várias vezes essa resposta.
- 2:11:50Teve uma coisa que me me me me chama muito atenção quando você
- 2:11:54foi dar resposta? O que a vida aí você mandou?
- 2:11:58Ele, Clóvis, o que é a vida? Você mandou.
- 2:12:01Clóvis o que a vida você mandou e quando ele levanta, vamos,
- 2:12:04vamos abraçar você, você faz assim a.
- 2:12:08Você não levanta ao mesmo tempo. Isso a tis feito é, o negócio
- 2:12:14foi físico. Ali você falou, pô.
- 2:12:16Caraca meu, fui incrível aquilo assim e vem você.
- 2:12:21Foi mesmo, foi. Foi maravilhoso.
- 2:12:23Foi um grande momento, um grande momento.
- 2:12:25A pergunta que eu faço no final do podcast, se você pudesse,
- 2:12:28professor, dar uma mensagem para todas as pessoas no mundo e essa
- 2:12:31mensagem vai chegar como se fosse uma mensagem de outdoor e
- 2:12:34que teria lá embaixo, professor Clóvis, que mensagem seria essa?
- 2:12:39Nem sempre o valor da vida tem a ver com um ganho para si.
- 2:12:44Mas pode ser. Com um oferecimento, uma entrega
- 2:12:49ou um ganho para o outro. Proporcionado por você.
- 2:12:55É, se você algum dia, encontrar um gênio.
- 2:13:01E você tiver a leveza de espírito.
- 2:13:06De pedir AO gênio que vai te atender na hora ali, o que você
- 2:13:10quiser. E você tiver a leveza de
- 2:13:13espírito de dizer, eu gostaria de conseguir ajudar as pessoas
- 2:13:16mais do que eu posso agora, neste momento.
- 2:13:20É possível que você tenha atingido um nível de elevação
- 2:13:23espiritual que te tirou? Da mesquinharia, dos conforto,
- 2:13:29de comezinhos de ocasião. Era essa mensagem que eu queria
- 2:13:33deixar leite. Está pronto para dar outro tiro
- 2:13:36de sem peito em já descansou, tá?
- 2:13:40Não. E o pior são esses 10 de 100 ou
- 2:13:4310 de 200, com 10 ou 12 segundos de de intervalo, que no segundo
- 2:13:49você já percebe que já está sofrendo e tem que baixar o
- 2:13:53tempo, né? Por enquanto, você deu os mais
- 2:13:56fracos, chega no oitavo. Você está com o coração na boca
- 2:14:01e tem que dar 2 mais Fortes do que os 8.
- 2:14:05Primeiro está velho e aí não pode ter comido 3 dias antes,
- 2:14:10porque se não volta. Senhoras e senhores, esse foi o
- 2:14:14professor Clóvis, não podcast obrigado, professor.
- 2:14:17Obrigado. Foi uma honra pra galera, então,
- 2:14:20por favor, se você ainda não segue aqui o nosso canal, se
- 2:14:22inscreva no canal ativa a notificação, siga o professor
- 2:14:25nas redes sociais, mande mensagem Pra Ele e compartilhe
- 2:14:28esse material que foi incrível. Eu tenho certeza que você gostou
- 2:14:31e que mais pessoas vão gostar também.
- 2:14:33Um grande abraço. A gente se vê no próximo Jota
- 2:14:35Jota podcast, valeu, tchau.