Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #395 Grandes Momentos do Rádio Esportivo com Osmar Santos, Pedro Luiz, Fiori Gigliotti, José Carlos Araújo e outros craques do microfone
Transcript
- 0:03Peças raras você tem sintonia com?
- 0:06Rádio. Olá, tudo bem?
- 0:09Eu sou o Marcelo abud e seu podcaster radiofônico e estou de
- 0:13volta com nossas peças raras hoje com um material muito
- 0:19especial do início dos anos 90 na TV Cultura, quando o grandes
- 0:25momentos do esporte era transmitido aos finais de
- 0:28semana. Você vai ouvir e acompanhar em
- 0:31vídeo, se estiver no YouTube ou no Spotify, uma matéria, um
- 0:36documentário sobre rádio esportivo feita pelo repórter
- 0:41elvideo Matos. É um material esplendoroso
- 0:46incrível. A emoção que você vai sentir ao
- 0:49relembrar desses grandes momentos do rádio esportivo.
- 0:54Um. Animal, um animal.
- 0:56Um animal, um animal. Mau mau, mau mau.
- 1:02A fúria é mais do que uma expressão.
- 1:04É um rito que sai da garganta para excitar os ouvidos de
- 1:08milhares de torcedores grudados nos radinhos.
- 1:11Essa legião de apaixonados está sempre na dependência de uma voz
- 1:15carregada de emoção. Se for para o gol, se for.
- 1:18Para o Gomes, chama que eu vou. Se for para o Gomes, chama que
- 1:20eu vou. Mas os donos, as vozes do rádio
- 1:23esportivo, vão muito além da emoção que eles conseguem
- 1:26extrair de uma partida de futebol.
- 1:29No jogo pela sedução de quem ouve as narrações, os locutores
- 1:32de hoje usam e abusam da imaginação e transformam uma
- 1:37transmissão, um som de novas palavras e sons eletrônicos.
- 1:50Sou eu, veio da sala de aula, aí casalzinho chegou pra mim de
- 1:54jeans, veio rasgado, sujinho e tal.
- 1:57É, cara, dá pra sacar aí dos Dentinho, aí semzinho, aí eu
- 2:02digo assim, dá, aí eu pichei 100 pra cada um, né, 100 pra cada
- 2:06um. Aí ele olhou pra mim, mas bem
- 2:08doidão, né, olhinho vermelho e tal, miudinho chegou e disse
- 2:11assim, valeu. Aí digo, pô, esse valeu, é um
- 2:15clima pra mim. Então quando a baita numa jogada
- 2:18na área, digo assim, valeu, entendeu?
- 2:20Quer dizer, as coisas vieram surgindo assim.
- 2:23De repente, o primeiro. Destaque de hoje.
- 2:25Vem do Fluminense. E hoje, o preto americano, a
- 2:27partir de 8 e meia da noite, pela Globo e você?
- 2:30Vai ver o jogo. Vindo dual sei.
- 2:32O Mendes e os 3. Gances, eu acho que tem a parte
- 2:43jornalística que você tem que transmitir, informar ao pinar o
- 2:47gol, o lance, o drible, o que está acontecendo fora do estado.
- 2:50E a parte artística? Porque no rádio você não tem
- 2:53imagem, você segura no Gogó, você mesmo, você tem que ser um
- 2:56pouco espetáculo. Hoje, inclusive, copiou muita
- 3:04coisa que eu tinho e eu criei aqui.
- 3:07Ele introduziu lá e alguns caras introduziram No No interior, no
- 3:11colégio, dando aula. Eu, quando não sabia o nome de
- 3:14um aluno para não desvalorizar, eu dizia o garotinho, vem cá.
- 3:18Então isso aí foi pegando, sala de aula também.
- 3:21Mas o ripa natulipa, o pimba na gordo, sim, é quase uma criança,
- 3:23um garoto numa boate fala, é ripa, natulipa, o que é isso que
- 3:27tá lá no futebol, fala no jogo, eu preciso arrumar um pouquinho
- 3:30isso aí. Ripa natulipa pimba na gordo,
- 3:32sim, é que eu já chamava a bola de gordo, sim, então as criações
- 3:34são assim, entendeu? Algumas próprias e outras
- 3:37tiradas de segmentos da sociedade e transportadas para o
- 3:41futebol. Pessoa.
- 3:45Você se lembra do primeiro jogo que você narrou?
- 3:47Me lembro uma tragédia, me lembro que eu eu quase faço xixi
- 3:52nas calças. Foi no campo Fluminense, na
- 3:54época do tornei início, tornei início.
- 3:57Era o grande festival de apresentação dos clubes.
- 3:59É antes do início do campeonato. Ou seja, antes da primeira
- 4:03rodada do campeonato, era uma festa, um negócio que deveria
- 4:06voltar, né? Porque empolgava você, torcedor,
- 4:08por exemplo, IA pro pro Pacaembu, digamos, às 11 da
- 4:11manhã, ou IA pro estádio do Fluminense às 11 da manhã?
- 4:15Assistia futebol de 11 e meia até 67 da noite os clubes iam
- 4:20sendo eliminados. Era aquele processo, mas era uma
- 4:23festa de apresentação. Quer dizer, era o grande é o que
- 4:25o canter hoje no Joaquim, né? Apresentação de quem vai
- 4:29competir. Então eu me lembro que eu
- 4:32transmiti um canto do Rio em Madureira, era o primeiro jogo e
- 4:35me escalava, esse cara vai jaquele teimoso quando ele cara
- 4:39de rapaz, foi uma tragédia, irradia tão mal, tremia pra
- 4:44caramba e olha que eu já era profissional de outras áreas,
- 4:47quer dizer, pegava o microfone, dominava e tal, mas eu tremi
- 4:50muito porque eu começava a querer, não conhecia em boca
- 4:53dura, técnica, né? Quer dizer, profissionalmente
- 4:56falando, e o emocional afeta. Diretamente no produto final do
- 5:01negócio. Foi uma tragédia.
- 5:03Ainda bem que os caras levaram em consideração que era o início
- 5:06e acreditar em mim e principalmente o maldino Amaral.
- 5:10Pelé, a segundos do gol do século.
- 5:23Esses magos do estilo são, na verdade, aprendizes de um mesmo
- 5:27feiticeiro. Foi nos criativos anos 60 que
- 5:31Valdir Amaral inventou uma nova bosta.
- 5:33Com algumas pitadas de efeitos sonoros e uma dose dupla de
- 5:37ousadia, Valdir Amaral fez uma revolução nas transmissões
- 5:41esportivas pela Rádio Globo do Rio de Janeiro.
- 5:45Pegar um pedacinho dali, um pedacinho daqui.
- 5:47Fui juntando e coisas que eu via quando na rua, quando eu não
- 5:51estava irradiando. Um dos negócios que eu que eu
- 5:53notei é o seguinte, que. É quando o locutor dava o tempo
- 5:58do jogo, 5 minutos não tinha o apito ainda.
- 6:00Hum. Às vezes, Oo.
- 6:01O torcedor ao lado de um quantos minutos que ele disse?
- 6:04Quantos minutos, quando era perguntar o placar, o cara fica
- 6:06nervoso torcendo. Então a primeira coisa, uma Deus
- 6:09que se chamam de pontas, comenta atrás do gol, informa ali sempre
- 6:12fechar a transmissão da no placar, o placar Brahma, o
- 6:16placar da gilete, enfim, de qualquer um.
- 6:18Aqui não vale, não é comercial, não é só para ilustrar e.
- 6:22EE peguei um apito ali. Eu estava um dia no cinema, é
- 6:33solteiro, estava vendo um filme lá e tinha um nortista lá, um
- 6:36Paraibano com a moça na frente, EOEOAA mocinha lá do da do
- 6:41filme, o artista pegou ela a força, deu lhe um beijo, não sei
- 6:44o que lá, força aí, Oo artista estava, eu disse, indivíduo
- 6:48competente, esse que estava aqui.
- 6:51Eu falei, vou botar isso, o cara fizer um golo, eu vou botar ali
- 6:54de indivíduos competentes, 10 é a camisa dele, ô Pelé, indivíduo
- 6:58competente, choveu na horta do Vasco, choveu na horta do
- 7:02Corinthians, do São Paulo, tá entendendo?
- 7:05Colocando isso, botamos um aqui, outro ali, tá entendendo?
- 7:07Tem peixe na rede, a rede, todo mundo sabe o que é, e peixe
- 7:11também, né? Então quando a bola entrava, era
- 7:12o golo, falei, tem peixe na rede.
- 7:14Juntando esse pedacinho de coisas.
- 7:16E usando a linguagem que o povo usava.
- 7:19Deixa comigo, eu diria que no Rio.
- 7:36De janeiro, o Valdir Amaral foi o maior inovador como locutor
- 7:40esportivo e o Jorge Cury? Foi o Narrador de maior
- 7:45potencial de voz é de todos os tempos.
- 7:50Já vai longe o tempo em que a gaitinha de.
- 8:04Ary Barroso tocava anunciando um gol.
- 8:09Era a marca famosa do mais irreverente e apaixonado locutor
- 8:13da história do rádio esportivo brasileiro.
- 8:15Flamengo dos pés a cabeça, Ari despejava o microfone todo o seu
- 8:20amor rubro negro, Exagerado, romântico, brincalhão.
- 8:24Ari Barroso, em suas narrações, encantava os torcedores do seu
- 8:28time na mesma medida que irritava quem gostava do
- 8:31Fluminense, do Vasco ou do Botafogo.
- 8:34Frequentador das noites cariocas, poeta e compositor.
- 8:38Ari deu um toque musical ao ritmo da narração.
- 8:41O gozador um brincalhão para ele, a narração de futebol.
- 8:47Ele me dizia, muitas. Vezes Milton Perus, a maior
- 8:50distração do mundo. Ex locutor.
- 8:52Porque ele perdia muito tempo em compor, ele perdia muito tempo
- 8:57em em escrever. Ele vivia com a cabeça
- 9:00atormentada com a política. Então, quando ele chegava no
- 9:02Maracanã com aquela gaitinha. Ele.
- 9:05Era uma fantasia. Então ataca o Flamengo bala.
- 9:10Com. Esquerdinha que é grande ponta
- 9:12esquerda do Flamengo. Ela era Flamengo a morte, né?
- 9:15Chutou o Esquerdinha chutou na propaganda, sua besta aí, 10
- 9:20minutos depois, gol de Esquerdinha.
- 9:22Mas eu não falei que ele merece um mais tarde?
- 9:24Quer dizer, ele merece. Ele era OA gozação em pessoa e o
- 9:28senhor olhava para o Ary. Barroso, ele sorria.
- 9:31Ele, ele era feito assim, deu uma criatividade.
- 9:34O senhor que acompanha o Aquarela do Brasil?
- 9:37Você já imaginou o que é capaz de fazer num campo?
- 9:39De futebol, né? Ele você sabe que ele inventou a
- 9:41gaitinha, né? Sérgio Cabral, jornalista e
- 9:44biógrafo de Ary Barroso. O que ele tem aquela gaitinha na
- 9:47hora do gol é que ele uma vez ouvindo o jogo narrado foi o
- 9:50gabiano neto, América e Botafogo e ele desligou o rádio desperto
- 9:57que o jogo poder a 2. E no dia você disse, eu abri o
- 10:00jornal e foi 3 a 2. É Botafogo.
- 10:05E aí aí ele percebeu que o ouvinte não ouvia o grito de
- 10:09gol, porque na época o locutor tocava no meio do público, não
- 10:12tinha cabine. Ele tem essa asmodomia de agora,
- 10:14não no meio do público. Então as gritaria era maior do
- 10:17que o grito do do speaker, como tu vê na época.
- 10:20E então ele vem queria atrás de um som para marcar o gol.
- 10:27E por pensar, instrumento musical aí até que vai em uma
- 10:29loja de brinquedo aqui no centro do Rio, na rua da carioca.
- 10:34Experimentou vários brinquedos e até que tocou uma daitinha de
- 10:36plástico e pô, que era o homem do bom.
- 10:40E era muito curioso, porque nos gols do Flamengo a netinha não
- 10:43parava em tocar, não é? Eu nem fui, nem ele parava,
- 10:45nunca era interminável. E no gol dos adversários,
- 10:48particularmente do Vasco, porque ele tinha uma antipatia muito
- 10:52grande, é, ele tocava música. Gol do Vasco é política, bom
- 10:58dele, tem uma outra história, ele é um jogo do Fluminense.
- 11:02No campo do Fluminense ele foi proibido de entrar, porque já na
- 11:05época se dizia que a narração do jogo tirava o público do
- 11:09estádio, então não permitiram quem narrasse?
- 11:13E ele então é, transmitiu o jogo de um galinheiro num num numa
- 11:18bizernta e sumiu no galinheiro. E ficou famoso porque fez a
- 11:22amarração, porque ele segundos comentou na época e tal.
- 11:28AA narração com ela perturbada pelos cacaretes cocoricoys, né?
- 11:33Das galinhas e tal, e isso está até era, uma música de lamartini
- 11:36mabo que registrou as 7 dós. No galinheiro serradio para o
- 11:42povo. Cada copa é o anúncio.
- 11:44A galinha voto Mouco transmite BRAB.
- 11:49As famosas tiradas dele assim no Fla Flu, por exemplo, que.
- 11:53Lá vai a bola. Com Telê avança.
- 11:56De Braun. E eu não quero nem ver.
- 11:58Quer dizer, era o Narrador que se recusava a ver Oo ataque
- 12:02adversário. EE as pessoas divertiam, os
- 12:05rubro negros porque viam nele o flamenguista, né?
- 12:08E os adversários que queriam ver o supremo.
- 12:15IA começar a partida, leonidas entrega perache perache leondas.
- 12:19Leondas da vossa peluchetas. De bruneigedlin sanduíche.
- 12:26Viola, mas atenção. Viola voltando.
- 12:29Ele é um animal. É um animal.
- 12:31Atenção. Mal o goleiro defendeu jet.
- 12:36Quando os pais da matéria eram garotinhos, sonhavam com seus
- 12:39botões que um dia iriam emprestar as suas vozes ao
- 12:42futebol. Todo menino que tá com o jogador
- 12:45de clássico deslizar sobre um campo de brincadeira deixa a
- 12:49imaginação viajar até a cabine de um estádio de futebol.
- 13:07O. Ritmo alucinante da narração dá
- 13:10a impressão de que o jogo está sendo disputado em alta
- 13:12velocidade. Ele até vira uma bola.
- 13:15E pede para ser chutado. Para muitos, José Silvério é um
- 13:26Exagerado. Mas é isso que transforma o
- 13:28locutor esportivo em um animador de show nas tardes no domingo.
- 13:32Eu vejo hoje o Narrador esportivo no domingo à tarde
- 13:39como? Uma pessoa que está animando um
- 13:41show, que está dando um espetáculo, ela está animando
- 13:44aquele espetáculo que os jogadores dão.
- 13:46Como você não pode estar no campo, eu estou tendo que
- 13:48transmitir para você aquilo que você não está vendo.
- 13:51E ao. Meu, e como é que você consegue
- 13:52isso? Como é que você transmite dessa
- 13:54impressão de espetáculo a quem está?
- 13:56Ouvindo no isso é uma coisa instintiva, realmente muito
- 13:59difícil. Eu não consigo até hoje
- 14:01explicar. Algumas pessoas dizem que eu
- 14:03irradio e futebol rindo. Eu até hoje não consegui
- 14:07entender isso. Dizem que eu irradio e sorrindo.
- 14:09E eu normalmente não sou um cara que sorri o dia inteiro, mas na
- 14:12hora do jogo realmente parece que eu estou sorrindo.
- 14:19José Silvério até parece mesmo uma metralhadora, mas a arte.
- 14:24De disparar uma saraivada de palavras.
- 14:26Nasceu há muito tempo atrás. No começo dos anos 30, a Rádio
- 14:31Educadora de São Paulo irradiou um jogo entre Paulistas e
- 14:34paranaenses no campo do floresta.
- 14:37Pela primeira vez, a voz de Nicolau pluma saía no campo de
- 14:40futebol para entrar nas casas de espantados ouvintes através das
- 14:44ondas do rádio. Nicolau Tuma.
- 14:51Eu fui apelidada espírito metralhadora no Rio de Janeiro,
- 14:55em 1934. O que eu digo foi, em 34 eu
- 14:59havia irradiado a corrida da Gávea no Rio de Janeiro, os
- 15:03famosos circuito da Gávea. Eu irradiei no Rio de Janeiro em
- 15:0834 pela rádio Mairinque, veva com uma cadeia de estações em
- 15:10São Paulo, Minas sul do Brasil. Onde eu alcançasse o fio
- 15:19telefônico, chegava lá a nossa voz e Eu Acredito que essa
- 15:24realização também agradou e começaram a me convidar a fazer
- 15:27transmissões e fiz uma transmissão no Rio, no campo do
- 15:30Vasco da Gama, e ao meu lado estava aquele humorista da
- 15:33orenque, veigo Barbosa Júnior, e eu fiz a transmissão no meu
- 15:38estilo rapidíssimo e ele no intervalo de assim dá licença,
- 15:44pegou me e falou assim. Isto não é gente, isto é
- 15:47metralhadora. Vou começar pelo anúncio, né?
- 15:50Que. Era da nova rádio Record, voto
- 15:52de São Paulo trans Divino diretamente do campo do
- 15:54Palmeiras. Seu Patrocínio equitativo da
- 15:55grande sociedade de seguro de vida e que está ativa uma
- 15:57palavra e que está ativa um símbolo, símbolo de garantia e
- 16:00previdência. Faça o seu seguro de vida
- 16:02equitativa para ter a certeza que se o presidente cair em bom
- 16:04terreno é que está ativo uma palavra que está aqui com um
- 16:06símbolo, continua o jogo. Agora, quem pega a bola passa
- 16:09direito para a Band e a Band vírus a 123 passa para a área.
- 16:12Quem? Olha quem dribla. 12 passa de
- 16:15novo para Valdemar de Brito. Valdemar de bito invade a área,
- 16:18dribla 123 chuta e a bola passa raspando da trave.
- 16:22E de que forma você? Voltou para o esporte, para o
- 16:25futebol. Bem, eu sempre, desde menino,
- 16:28gostei muito de futebol. Eu assistia todos os jogos de
- 16:31futebol. Desde garoto eu IA ficar perto
- 16:34da cerca do tinto só para ver o jogo de futebol.
- 16:36Gostei muito e joguei em criança, onde existe hoje o
- 16:39Estádio do Pacaembu. Eu joguei muito futebol com
- 16:42amigos meus. Havia lá um Campo Grande aberto
- 16:45tudo, não havia estado coisa nenhuma.
- 16:47Nós nos juntávamos, aí uns garotos lá e jogávamos o
- 16:50futebol. E sempre gostei.
- 16:53Quando entro por rádio, eu já tinha sido repórter, já estava
- 16:56trabalhando em rádio já há algum tempo.
- 16:58Em 1931 apareceu a perspectiva de transmitir se um jogo de
- 17:01futebol no campo da floresta, onde é hoje a ponte das
- 17:06bandeiras e onde funciona hoje o clube Tietê.
- 17:11Ainda pela rádio educador. Ainda pela rádio educador em 31,
- 17:15eu estava me formando em direito e fiz uma irradiação.
- 17:21Se não me falha a memória, já passado muito tempo, 62 anos
- 17:24passado, foi Paulistas e paranaenses.
- 17:27Os Paulistas ganharam o jogo. Eu fiz uma transmissão tintim
- 17:31por tinté, para explicar direitinho, porque se radiava o
- 17:35lance por lance para fazer, enfim, também uma propaganda da
- 17:39transmissão que eu fazia. Que eu comecei na rádio Record
- 17:43transmitir futebol depois da revolução 32, logo no Campeonato
- 17:47Brasileiro. Era um campeonato que estava
- 17:49interrompido. E prosseguiu, depois da
- 17:51revolução 32, quando começa com o lance, era o seguinte, as
- 17:57primeiras irradiações feitas. Eu precisava explicar ao ouvinte
- 18:02o que era, o que que eu estava fazendo e o que eu estava
- 18:05falando. Então dizer, o senhor faz uma
- 18:08coisa pra entender bem o que eu estou falando.
- 18:10Se eu faço um retângulo na sua frente do lado esquerdo, está
- 18:14julgando, digamos, o Corinthians do outro lado do palestra
- 18:16Itália. Então eu estou irradiando e
- 18:21estou dizendo, esses daqui estão atacando pra cá, que é a entrada
- 18:24aqui, é o portão tal. Então o senhor procure
- 18:29visualizar o que eu estou dizendo.
- 18:33Eu vou tentar transmitir lhe o que está acontecendo no campo,
- 18:36em todas as suas minúcias. Eu dizia um lance por lance,
- 18:41porque nós fomos acompanhar a bola onde ela estiver.
- 18:47O sucesso do speaker metralhadora abriu o caminho
- 18:50para a primeira geração de locutores esportivos do Brasil.
- 18:53Corre zagalo. Parte para o teto da grande
- 18:55área, ataca o Brasil para a condini, para zagalo.
- 19:04O rádio ajudou o futebol a ser um espetáculo, numa época em que
- 19:08as mais belas jogadas eram produzidas dentro de campo.
- 19:12Toda uma geração de locutores com sensibilidade na voz,
- 19:15traduzia cada lance em poesia e o improviso era a alma do bom
- 19:20Narrador. Eu não gosto de escrever ainda
- 19:23hoje eu não gosto de escrever. Fiori gilliotti.
- 19:28Cantinhos de saudade. Eu fazia de improviso, eu vou
- 19:32fazia ave Maria na rádio de Lins, fazia de improviso.
- 19:34Eu sempre fui muito religioso, sinceramente falando.
- 19:37Eu gosto de fazer discurso, gosto realmente tenho facilidade
- 19:41para discursar. Eu nunca, mas nunca escrevi
- 19:44nenhum dos meus bordões. De repente, quando começava o
- 19:48jogo, a gente sabia que todo mundo dizia, apita, o árbitro
- 19:51começa o jogo, aí eu de repente larguei bala.
- 19:54Apito o árbitro abrem, se as cortinas e comece o espetáculo.
- 19:58Torcida brasileiro. O Edson leite gritava, meu
- 20:01Cronômetro marca, eu dancei. O tempo passa quando o goleiro
- 20:06pegava a bola. Todo mundo abraça, abraça, pega
- 20:09firme. Aí eu já comecei, segura com
- 20:11firmeza. No levantamento de bola, todo
- 20:13mundo levanta para a grande área, vai subindo cabeça na real
- 20:16e eu não balão, subindo balão, descendo cabeça na bola e
- 20:19sossega a defesa deste ou daquele time, entendeu?
- 20:22Eu sempre procurei diferenciar todo adeus.
- 20:25Ele traz alguma tristeza e provoca evocações.
- 20:28Mas é preciso justificar o adeus, porque o adeus representa
- 20:33a separação de alguma coisa que vai embora.
- 20:37E na despedida do Pelé, naquele jogo contra a Áustria, senão nos
- 20:40enganamos no Morumbi, quando o Pelé deu a volta olímpica, nós
- 20:44dissemos mais ou menos assim, ele está indo.
- 20:48Embora. Torcida brasileira e
- 20:50empobrecendo os estádios e os espetáculos.
- 20:53E deixando tanta tristeza, deixando saudar Pelé, está
- 20:56dizendo adeus. Ele que escreveu com os pés as
- 21:00mais bonitas poesias da história do futebol.
- 21:04Bonito. Quer dizer coisas assim.
- 21:06Então, a nossa mecânica sempre foi diferente.
- 21:09E por falar no Pelé, bom que vocês sabem que eu irradiei os
- 21:12jogos do pai do Pelé. O dondinho, que foi um jogador
- 21:15de futebol fantástico. No caso do pai do Pelé, filho de
- 21:20peixe e peixinho é porque o dondinho carregou ao longo de
- 21:24toda a sua caveira a disciplina. Cara, que cara que caracterizou
- 21:28o Pelé, o jogo rasteiro, o toque de bola do Pelé.
- 21:33A vivacidade, o jogo de cintura do Pelé.
- 21:35E o dondino talvez tenha sido até melhor cabeçador do que o
- 21:39próprio Pelé, porque o dondinho era mais alto do que o Pelé.
- 21:42Magro e alto, um talento extraordinário.
- 21:52Eu achei que em 52 era hora de de de alçar voos mais altos.
- 21:58Foi quando eu vim pra Bandeirantes.
- 21:59E, por incrível que pareça, a maneira como nós entramos na
- 22:02Bandeirantes foi singular. A nossa carreira, modéstia à
- 22:05parte, tem muita singularidade. Eu vim fazer peste na
- 22:08Bandeirantes em janeiro, então no dia 19/01/52 a direção da
- 22:11Bandeirantes pediu para que eu fizesse um teste, irradiando
- 22:13seleção Paulista e Santos na Vila Belmiro e eu fui seleção da
- 22:17língua de 3 a 21 volta. Eles pediram que eu passasse na
- 22:20Bandeirantes. Passei na Bandeirantes uma e 62
- 22:22horas da manhã, assinei o contrato.
- 22:26E madrugada para começar a trabalhar no dia primeiro de
- 22:29julho de 1952. Eu não queria abandonar assim
- 22:32bruscamente AA rádio de mins e apesar que eu tinha um pouco de
- 22:37medo do porque o clima do interior, principalmente
- 22:39antigamente, era muito diferente do clima de agora.
- 22:42É um clima muito íntimo, um clima muito caseiro.
- 22:45A gente conhecia todo mundo, a gente vivia realmente a poesia,
- 22:49o lirismo, romantismo da época. Quando eu vim pra São Paulo, eu
- 22:55não vim com a família. Eu trouxe minha família 3 meses
- 22:58depois. Eu morava na pensão gera Cruz
- 23:00ali no largo São Francisco. Mas eu chorei muitas noites
- 23:04enfiando a cabeça debaixo do Travesseiro.
- 23:07De saudade da família, de saudade das namoradas,
- 23:09namoradas. A gente tem que colocar no
- 23:11plural que naquele tempo a gente vivia o Encanto do rádio.
- 23:14Quem trabalhava no rádio naquele tempo era um Príncipe Encantado,
- 23:18então a mulherada dava em cima, A gente tinha um Monte de
- 23:20namoradas e naquele clima, naquela naquele festival de
- 23:25sonhos e de e de poesias, a gente também gostava de
- 23:28pescaria, um negócio muito lindo.
- 23:30Como vivia muito com a natureza, Ah, de noite a gente se
- 23:33esparramava em lágrimas. E debaixo do nosso Travesseiro,
- 23:37a gente chorava na cascata da saudade e de qualquer maneira,
- 23:41isso marcou muito. No entanto, fez muito bem pra
- 23:44nós, porque é preciso sofrer, pra gente valorizar aquilo que a
- 23:47gente consegue. Zito não pode ser esquecido.
- 23:56Ele merece ser lembrado. Zito vai ficar por todo o
- 24:01sempre. Incrustado na ternura e na
- 24:05sinceridade do nosso cantinho de saudade.
- 24:14A clareza da informação foi o que marcou o período dos
- 24:17clássicos da locução. Naqueles tempos heroicos, a vida
- 24:21dos primeiros narradores se resumia a um evento esportivo e
- 24:25a um microfone na mão. Eram os tempos da equipe de um
- 24:29homem só. Ou pelo isso, com a velocidade,
- 24:31a rapidez de raciocínio? A.
- 24:33Fotografia exata da jogada? Entendeu?
- 24:36Você ouvir do peito, você sabe? Onde a bola estava, eu não
- 24:52tinha. Eu não tinha uma frase, não
- 24:57tinha uma expressão. Eu acho que o meu trabalho se
- 25:00caracterizava pela, digamos, fidelidade.
- 25:03Eu procurava assistir o jogo em país alta e transmitir para o
- 25:07ouvinte a emoção que eu vivia no campeonato de 58.
- 25:12O gol mais importante do Brasil foi contra o país de Gales,
- 25:15feito em tanto faz. E você narrou?
- 25:17Narrei, você se lembra? Foi resultado até de uma
- 25:21reinício lateral. O país de Gales foi aniversário
- 25:23duro. Se nós perdêssemos, aí nós
- 25:25estávamos fora. Se nós empatássemos, iríamos
- 25:28para o soteio. E o?
- 25:31País de gás estava mais fechado do que a Inglaterra quando o
- 25:34peré percebeu um lance lateral com o Didi e ele fez um sinal na
- 25:39área, deram lhe a bola, ele aplicou um semi chapéu, chapéu
- 25:44de aba curta no zagueiro e colocou a bola entre o zagueiro
- 25:47e o pau direito do Gold e uma distância de 1 m.
- 26:05Você tenha formado a dupla mais famosa do rádio esportivo.
- 26:09Brasileiro. Pedro Luiz e Mário Moraes você
- 26:12podia falar um pouco dessa, dessa parceria?
- 26:15Bom, nós ficamos tão identificados.
- 26:16Trabalhamos juntos durante 20 anos.
- 26:19Começamos na pan. O Mário é o nosso correspondente
- 26:22carioca. Ele chamava do Rio e eu dizia,
- 26:26fala, Mário. E então ficou.
- 26:28Até se tornou o árbitro nos pontos de táxi, né?
- 26:32Um chamado de alô, Pedro. O outro dizia, fala, Mário.
- 26:35Tal a popularidade da dupla. Segundo gol de.
- 26:50Sua Senhoria, o senhor Edson Arantes do Nascimento, Pelé, o
- 26:55Pedro Luiz, nos. Contou uma história.
- 26:57É que ele IA narrar um jogo em Moscou.
- 27:02E quando chegou, você estava lá? Aí a historinha é o seguinte, eu
- 27:06estava. Paulo Planet Buarque.
- 27:10Já na Suécia, para realizar Oo meu trabalho jornalístico.
- 27:16É de acompanhamento do campeonato mundial de futebol e
- 27:20recebi um telegrama do meu jornal e da da jovem pan onde eu
- 27:25também trabalhava. Não era locutor, eu era
- 27:27simplesmente comentarista de futebol.
- 27:30Para que eu me deslocasse para Moscou para transmitir o jogo?
- 27:35Ué, eu tomei o tomei Oo primeiro avião que encontrei lá e fui
- 27:39parar em Moscou e dirigia o népstagio que era Oo estádio.
- 27:45Grande estádio de Moscou, onde iam jogar a União Soviética e a
- 27:51Inglaterra. EEA possei da da da linha
- 27:56telefônica que tinha lá e isso chegou o Pedro Luiz e ficou
- 28:00louca da vida porque achou que eu tinha usurpado AOA, função
- 28:05dele. Quando eu cheguei, tava para
- 28:08começar o jogo, passei por um corredor lá e identifiquei a
- 28:11cabine que estava reservada para nós.
- 28:14Abrimos a porta. Quando eu entro e encontro o
- 28:16Paulo planeta sentado, com o microfone na mão, falando, eu
- 28:19disse, é o planeia muito obrigado, né?
- 28:21Você foi muito gentil, providenciou tudo.
- 28:25Eu tive um contratempo, disse não, eu soube do contratempo,
- 28:29mas eu estou. Isso aqui é da pan Americana, eu
- 28:32vou transmitir pela pan. Bom, mas aí ele já estava
- 28:34comprometido, porque ele estava no aro já na pan Americana aqui,
- 28:38e os diretores da Rádio Bandeirantes esperando de cabelo
- 28:40em pé, aí quando o Paulo relutou.
- 28:43Entraram 2 senhores na cabine, um pegou por causa do braço,
- 28:46botaram o Paulo para a porra da cabine.
- 28:48Me entregaram o microfone e eu disse, alô, Bandeirantes.
- 28:50Saiu pela panna. O mar aqui já estava no ar.
- 29:01Estava jogando as que? Corinthians e Flamengo pelo Rio,
- 29:03São Paulo no Pacaembu. À noite eu estava no gol da do
- 29:06portão. Aqui eu falei Edson, fala
- 29:09Silvio, modificação no Flamengo? Pois não, Silvio, vai entrar
- 29:15Othon no lugar de quem? Silvio vai sair, você não lembra
- 29:20quem era entra quem? Silvio, eu falo, Othon, Edson,
- 29:25não entendi, Othon Edson, repita por favor.
- 29:30Eu falei OT HON, Edson, quem? Silvio, eu falei Edson, aquele
- 29:36hotel que tem na praça do patriarca, ele falou
- 29:39perfeitamente. Do Corinthians sai joaquimzinho
- 29:43operando o Flamengo sai joaquimzinho e entra Comodoro e
- 29:47são Edson. Era uma figura, entendeu?
- 29:50Ele era 111 criatividade. Proximidade da
- 30:11área, muitos dos. Locutores com que eu já
- 30:19conversei se referem ao quase como professor.
- 30:23É todos nós chamamos de professor.
- 30:26Ele tinha, além de uma grande voto, estupendo, improviso,
- 30:31visão total do jogo. Ele tinha também uma qualidade
- 30:36que é vem em todos os grandes locutores.
- 30:39Gostado do trabalho dele, havia uma terminologia de rádio, OA
- 30:44máquina Ademir, OA enciclopédia Nilton Santos.
- 30:49Enfim, o príncipe Danilo daquela época.
- 30:51Que Felicidade. Que graças a Deus poder, daqui a
- 30:564 anos, gritar de novo no intervalo de apenas 4 anos, por
- 31:072 vezes poder um povo. Dentro.
- 31:10De um povo, um. Povo de homem.
- 31:11Gritar Brasil, campeão do mundo. Hoje o Durval do cos é uma
- 31:18lenda, um professor de uma escola por onde passaram todas
- 31:22as outras vozes longe dos gramados.
- 31:30O sonho de quem está começando entra na sala de aula.
- 31:34Para essa Futura geração de locutores, o nervosismo e a
- 31:37inexperiência são superados pela emoção na hora de narrar o gol.
- 31:42Lá vai Pelé com a bola, pegou, parou, olhou.
- 31:46Jogou para trás e veleiro correu para o jogo.
- 31:49Gol, gol é do Brasil, Brasil, Brasil.
- 31:52O fantástico gol aqui em Guadalajara é a patada tônica
- 31:55aqui aceitando novamente tostão com a bola passa por debaixo das
- 31:59penas de Bob more. Tostão vai passar, passou para
- 32:02Pelé, agora Pelé com a bola jeita, passa para Jairzinho,
- 32:05Jairzinho vai chutar, vai chutar, chutou é gol.
- 32:10Do Brasil, qual foi? O locutor esportivo que te deu a
- 32:14maior lição, você ouvindo uma transmissão desse locutor?
- 32:18Olha, eu não sou muito fanático por futebol exatamente, né?
- 32:21Mas eu tenho aquela coisa do pai ouvindo e você está menor do
- 32:25lado ouvindo junto, né? O Fiori gliotti é um que sempre
- 32:27meu pai sempre ouviu a Bandeirantes.
- 32:29Então tinha sempre aquela coisa de eu ficar ouvindo o Fiori, né?
- 32:32Aquele negócio abrem se as cortinas e tal, né?
- 32:35Então ele foi o que teve o maior assim que chamou mais a minha
- 32:38atenção, né? Os.
- 32:42Alunos do curso de locução se inspiraram na turma da era do
- 32:45rádio para narrarem os jogos, mas sempre ligados na televisão.
- 32:50Foi na década de 50 que o rádio esportivo conheceu o seu mais
- 32:53forte concorrente. A imagem ocupava o espaço da
- 32:57palavra e os locutores tiveram que descobrir um novo estilo e
- 33:01um novo ritmo de narração. O Narrador de televisão, ele
- 33:04narra pelo monitor, ele não narra pelo campo.
- 33:08De jogo total, como se você estivesse assistindo uma grande
- 33:12peça no teatro. Então o locutor de televisão
- 33:15estaria voltado para quem está com a fala?
- 33:18O locutor de rádio não, ele está voltado para o cenário todo.
- 33:21Numa transmissão ao vivo no estádio, no local do
- 33:24acontecimento, evidentemente, o Narrador tem 11 visão mais
- 33:27elástica. José Goes.
- 33:30Do espetáculo tem uma visão de 180° de gol a gol e de uma ponta
- 33:34do estádio a outra ponta do estádio.
- 33:36Agora, numa transmissão off tub no estúdio, evidentemente que
- 33:40tudo se restringe AA, aquele limite da telinha, entendeu?
- 33:44Ao que vem e ao que mostra a telinha, apenas isso, nada mais
- 33:48do que isso. Então a gente procura misturar
- 33:51uma emoção da narração, da transmissão com o Som ambiente
- 33:55que chega lá, da da origem, do do do espetáculo.
- 33:58E dá então ao telespectador a sensação de estar acompanhando o
- 34:02jogo como se o Narrador estivesse no estádio.
- 34:06Eu citaria até um detalhe interessante, por exemplo,
- 34:08quando uma equipe está atacando e é um lance assim, em que fica
- 34:12a expectativa de um pênalti, aconteceu ou não aconteceu?
- 34:15Foi ou não foi? O juiz?
- 34:17Marcou ou não marcou? A gente vai pela reação do do do
- 34:21jogador de defesa, o jogador de ataque, porque o árbitro
- 34:23geralmente está fora de foco. Se o jogador de defesa reclama e
- 34:26o jogador de ataque se se anima todo e levanta o braço
- 34:30comemorando, então fica a certeza de que o juiz marcou
- 34:33realmente o pênalti. Agora, se o jogador de defesa
- 34:36permanece tranquilo, o jogador de ataque reclama, então fica AA
- 34:40impressão de que o ato fica a certeza de que o ato.
- 34:42Não marcou nada. A história do Zero a Zero.
- 34:48Ah, o Osho é verdade. O Osho é o seguinte, a bem da
- 34:50verdade não é criação. Minha, não.
- 34:52Walter Abrão. Eu sou Franco a dizer, tenho
- 34:55dito, mas o pessoal atribui a mim APRK 30 do Lauro Boris e
- 34:59Castro Barbosa, que ainda hoje eu vi.
- 35:01Ou no rádio, uma repetição daqueles programas, daquela
- 35:03dupla fantástica é que usava o Osho zero x zero, né?
- 35:07Zero x zero x no meio, e eu adotei o Osho, até mesmo eu acho
- 35:12que o Osho define bem esse jogo até agora não.
- 35:16Motorista de praça e acompanhamento do dia preto
- 35:18atrás dele e o trânsito todo parado.
- 35:21Pô, que trânsito tá? Osho?
- 35:22Não, a televisão é uma espécie de legenda para clichê.
- 35:27Então olha aí, olha aí, olha aí, olha aí, olha aí o Ademir.
- 35:31E aí o Ademir, depois que passou a dizer, olha aí o Pelé, olha aí
- 35:36o rivellindo, olha aí o Clodoaldo, enfim, a gente mudou.
- 35:41Olha o Félix, não? Não, não, não, não.
- 35:44Boa Félix. Essa é sua e assim por diante.
- 35:47Mudou tudo, vejam os senhores entre aquela época.
- 35:52Em que se rodava o filme, se revelava a bordo ou se esperava
- 35:56a noite inteirinha para que o filme ficasse revelado, a
- 35:59corrida aos aeroportos, o embarque do filme e o telegrama
- 36:03anunciando a chegada do filme, o toda a temarge no Galeão para
- 36:07tirar o filme. Até hoje, quando a gente apenas
- 36:12fala com no México e os senhores ouvem aqui a gente conta.
- 36:17Como é que o Pelé fez? Como é que o Gerson fez?
- 36:20O Gerson apanhou a pelota lá vai, Gerson prepara entrega para
- 36:23Pelé. Girou, Pelé devolveu para Jair
- 36:26recebe, Jair, arranca Bela ponta cruzou pelo auto sol Pelé gol,
- 36:30gol do Pelé. Bom, mudou.
- 36:32Muito. E daqui a 1 mês, 2 meses, os
- 36:36senhores vão ter tudo isso a cores?
- 36:40Vejam que coisa maravilhosa. Que caminhada.
- 36:44Compotas de 7 léguas. Deu a televisão, acompanhou o
- 36:49que o futebol fez, saiu daqui, voltou com o título de
- 36:53tricampeão e agora, vejam os senhores da televisão, começou
- 36:58com o seu filmezinho vindo por avião e agora lhes dá o
- 37:03espetáculo a cores. Que beleza é este mundo de
- 37:08tecnologia? Talvez o poder da imagem tenha
- 37:18ofuscado a magia do raio, mas nada poderá pagar a intimidade
- 37:23que existe entre o locutor e o torcedor quando a emoção deles.
- 37:27Parte em direção ao. Gol acúsculo de jogo torcida
- 37:30brasileira vai o Brasil apertando a defesa da Alemanha
- 37:34carrega a seleção brasileira foge, vai embora pela direita e
- 37:36de Monte de mundo ergando na ponta esquerda recolhe por ali
- 37:39domínio com facilidade capô mortesce no peito nograma
- 37:41recuprada aí Raí dominando passou por alemão, jogou na boca
- 37:45do gol Bahia, Bahia pode sair o. Gol da Vitória, o gol do
- 37:48delínio. O gol do título.
- 37:49Atenção, a torcida brasileira escapou do alemão cara a cara
- 37:52com o goleiro. O goleiro saiu, procura a bola e
- 37:54Bahia dançou gingou pelo outro lado.
- 37:56Preparou junto, é bom. É gol, vai?
- 38:04Ir um a zero. Para o Brasil, gol do título.
- 38:12Brasil outra vez. Campeão do mundo, torcida
- 38:17brasileira canta Esse foi o nosso especial do
- 39:17rádio esportivo, a partir da matéria feita pelo elvideo Matos
- 39:21para o grandes momentos do esporte da TV Cultura no início
- 39:26dos anos 90. Por hoje é isso, eu conto com a
- 39:29sua participação. Pode nos escrever.
- 39:32Deixe os seus comentários nas nossas redes, seja no YouTube,
- 39:35no Spotify, no Instagram, onde você nos acompanhar, deixe o seu
- 39:40comentário, avalie o nosso podcast também.
- 39:43Tudo isso é muito importante, o joinha que é tão tradicional no
- 39:48YouTube, né? As mensagens no Spotify, o
- 39:52compartilhamento. Conto com você e até a próxima,
- 39:56quando voltamos com mais peças raras por aqui.
- 40:02Essas rádios você tem sintonia com.
- 40:06Rádio.