Latest / SuinoCast · by PPGVET / ESQUENTA SBZ: NOVAS FERRAMENTAS DE DIAGNÓSTICO PARA A SAÚDE INTESTINAL - Dr. Luiz Felipe Caron | Ep. 367
Transcript
- 0:00Na ausência de evidência não significa evidência de ausência.
- 0:05Quando eu não vejo algo, não é porque não existe.
- 0:07Eu só não vejo a métrica que paga a conta é ganho de peso, é
- 0:10conversão, é mortalidade e a condenação.
- 0:13Essas métricas a gente tem que conseguir provar pro produtor,
- 0:16pro técnico, pro extensionista, e elas são dependentes, ou seja,
- 0:21elas são correlacionadas com aquelas métricas que o
- 0:23laboratório aprendeu a criar ao longo dos últimos anos.
- 0:27E o nosso grande esforço tem sido.
- 0:29Gerar estas métricas no laboratório, pensando sempre lá
- 0:34no final da história, eu preciso ver utilidade naquilo, a
- 0:37utilidade é que gera valor, então algo que tem utilidade
- 0:41vale. Claro que a necrópsia é
- 0:42fundamental, mas na suína, infelizmente a necrópsia para
- 0:44nós é sempre depois que morreu. Isso é um é, é uma frase
- 0:48esquisita porque o necropso é sempre depois que morreu, né?
- 0:51Mas o que eu quero dizer é, eu não peço 10 suilos para abrir e
- 0:54ver como é que dá, igual faz no frango, né?
- 0:56Então, muitas vezes a ideia é mostrar que essas medidas elas
- 0:59aparecem antes que um problema de campo apareça e o estresse
- 1:02oxidativo hoje tem sido um bom exemplo de realidade.
- 1:05E as nossas caixas d'água são azuis ou preto, né?
- 1:07A água esquenta. Eu falei, olha, você com sede,
- 1:10beber água 29° é legal, não? Então não bebo o que deveria
- 1:13beber e às vezes a Esperança em gema, né?
- 1:16O que que eu compro pra alguma? Às vezes eu digo, compro uma
- 1:18lata de tinta branca. Ô, isso funciona demais.
- 1:21Mas o que que tá pra vir, o que que tá com vir aí?
- 1:24Ferramenta o que que você acha que serão os próximos 5 anos?
- 1:41O swinocast só é possível através do apoio de empresas
- 1:44inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 1:47suínocultura brasileira, novos líderes em soluções de nutrição
- 1:52inteligente para o crescimento dos negócios na produção de
- 1:55proteína animal. Circunvent CML maior conforto e
- 2:01conveniência para sua Granja, novo anesis, transformando o
- 2:07mundo através da biologia. Autec soluções nutricionais
- 2:13eficientes e sustentáveis para fortalecer a sua inocultura.
- 2:17Cerva sempre com você, além da saúde animal, PPG vet o maior
- 2:25programa de especializações em medicina veterinária do Brasil.
- 2:31Zoetes líder global em saúde animal.
- 2:36Legas o Science mico, toxinas em tempo real através do nirs para
- 2:41decisões mais seguras e eficientes na sua inocultura 59ª
- 2:46reunião da sociedade brasileira de Zootecnia, de 27 a 31 de
- 2:50julho, na UFF, lá em Lavras. Inscreva se sbz.org.br.
- 2:56Olá pessoal, vamos para mais um episódio do swino cast.
- 2:59Meu nome é Vinícius cantarelli, sou roxo dessa plataforma.
- 3:02E sempre trazemos convidados bastante especiais para poder
- 3:05compartilhar seus conhecimentos conosco aqui nessa plataforma de
- 3:08educação continuada, que impacta tanto a cadeia produtiva de
- 3:12swing. E hoje?
- 3:14Hoje eu posso dizer que é um dia especial porque eu chamo aqui o
- 3:19professor Luiz Felipe. Carol é uma das pessoas mais
- 3:24respeitadas e por que não? É uma das figuras mais queridas
- 3:29não só da cadeia suinícola. Mas a vínculo também.
- 3:32Então tem muito conhecimento para compartilhar com a gente.
- 3:35E hoje nós vamos tratar de um tema que eu acho que ele tem, eu
- 3:39acho, não tem certeza que ele tem muita bagagem, vai poder
- 3:41compartilhar com a gente, que é uma coisa que a gente tem
- 3:45conversado bastante, né? Principalmente tem que entrar no
- 3:47pé na academia e no mercado também, que é a questão de
- 3:52geração de valor, né? Então, hoje a gente vai tratar
- 3:55de de um tema. Chamado novas ferramentas de
- 3:58diagnóstico para saúde Internacional da ciência, Paula
- 4:02prática e aí o convidado é mais do que preparado e capaz para
- 4:05isso. Professor Carol, obrigado por
- 4:08ter vindo compartilhar com a gente o teu conhecimento.
- 4:12Conte para gente um pouco do que que é o Carol para quem não te
- 4:15conhece, que eu acho difícil, né?
- 4:18Quem é o Carol? Se fosse para te para se
- 4:20apresentar para uma pessoa que não te conhecesse ainda na
- 4:23cadeia, sinícola que eu acho muito difícil.
- 4:25Vai ser presente pra gente dar início aí a esse tema tão
- 4:27importante. Obrigado mais uma vez.
- 4:32Ok, boa tarde, Vinícius, boa tarde a todos que nos ouvem.
- 4:36Obrigado, obrigado pelo convite, obrigado pelas palavras também,
- 4:40né? É saber que essa é a relação que
- 4:44a gente constrói. Talvez seja o maior exemplo e o
- 4:47maior legado que a gente possa dar, né?
- 4:49Então, se fosse pra eu é fazer uma retrospectiva, entender.
- 4:55Aonde que eu estou hoje dentro dessa cadeia?
- 4:58E como você bem falou, né, a cadeia da proteína animal,
- 5:01principalmente swine, aves é nesses últimos.
- 5:05Vamos lá. Se eu imaginar o dia onde eu
- 5:07ouvi pela primeira vez aquilo que eu trabalho hoje, que é
- 5:10microbiologia e Imunologia, a primeira vez que eu ouvi isso e
- 5:13falei puxa, isso é legal, gostaria de entender mais.
- 5:17Já são 38 anos, então desse 38 anos, eu posso te dizer que.
- 5:24O meu esforço foi para achar uma maneira de melhorar em algo que
- 5:31satisfizesse a minha vontade de conhecimento e que,
- 5:34principalmente, eu pudesse dividir com alguém.
- 5:37Então eu talvez seja como eu me vejo, uma pessoa que tenta fazer
- 5:43pontes, né? Que é conhecer um pouco de tudo
- 5:48ou nada de quase tudo. E conectar as pessoas e os
- 5:54momentos é na produção, porque a gente possa ligar esses pontos e
- 5:59fazer com que aquilo que a gente na academia desenvolve, aquilo
- 6:02que no laboratório a gente pesquisa, tem uma utilidade no
- 6:06campo. E mais do que isso, né?
- 6:08Possa significar um propósito para quem está trabalhando.
- 6:11Então, a palavra que resume para mim, aquilo que eu tento todos
- 6:14os dias fazer, é propósito. Qual que é o meu propósito, né?
- 6:18E o meu propósito é fazer pelos outros, honestamente.
- 6:22Para que aquilo signifique para todos nós aqui o crescimento que
- 6:25a gente precisa. Então é o que eu tenho tentado
- 6:27fazer nesses últimos anos e para aprender.
- 6:30Às vezes a gente brinca que o pessoal ingenuamente acha que eu
- 6:33viajo aí para dar palestra e para ensinar alguma coisa.
- 6:35Não ensino nada para ninguém, eu só viajo para aprender.
- 6:38E quando a gente aprende, é o melhor jeito da gente poder
- 6:40passar para frente. Então essa é a sorte que eu
- 6:42tenho de poder viver assim, de conhecer pessoas como você, como
- 6:46as outras que é, nos tem aí. De forma tão especial, pra poder
- 6:51dividir tudo aquilo que a gente acredita.
- 6:55Fantástico, professor Carol, eu é, concordo 100% com a tua fala,
- 7:02inclusive pra mim, pra meu, pro meu também propósito faz todo
- 7:08sentido, né? A gente que tem esse pé na
- 7:10academia e ao mesmo tempo é tentamos gerar valor de alguma
- 7:15forma na cadeia produtiva, né? Eu fico bastante incomodado.
- 7:19É com quanto que a gente tem de informação, de conhecimento, de
- 7:26potencial de desenvolvimento de tecnologia dentro da academia,
- 7:30das universidades, dos centros de pesquisa de modo geral, né,
- 7:34que poderia estar transformando em valor.
- 7:36E aí eu acho que nós, nós devemos é.
- 7:41Acordar mais pra essa oportunidade aqui no Brasil, né?
- 7:44Nós temos cadeias produtivas que tem animal fortíssimas, né?
- 7:49Somos Fortes em exportação, grandes exportadores inclusive,
- 7:53mas dependemos muito de tecnologias de fora, ou seja,
- 7:58temos que importar tecnologias. Isso sempre me incomodou e eu
- 8:02tenho certeza que te incomoda também, né?
- 8:05Bom que que a gente tem conhecimento estancado dentro
- 8:09das universidades, dentro dos laboratórios, e a gente não
- 8:13consegue extrair isso na forma de tecnologia.
- 8:17Nesse sentido, eu acho que assim, tecnologias de modo
- 8:19geral, né? Seja desenvolver um aditivo, uma
- 8:23vacina, né, ou seja, qualquer outro produto.
- 8:28É interessante, mas hoje eu queria acho que um tema bastante
- 8:32importante pra gente abordar aqui também chama se
- 8:34diagnóstico. Quais as ferramentas de
- 8:38diagnóstico? A proposta nossa pessoal é falar
- 8:40de novas ferramentas de diagnóstico, por exemplo, pra
- 8:45pra saúde intestinal que estão dentro dos laboratórios
- 8:49informações e que as mudanças laboratórios pra poder levar
- 8:52isso pro campo. E aí eu queria te fazer uma
- 8:55pergunta antes da gente ir para o laboratório e tentar externar
- 8:59isso, porque você tem esse essa ponte, você faz essa ponte muito
- 9:02bem. Você, aliás, é exemplo para nós
- 9:04dessa ponte de levar as demandas para o laboratório e do
- 9:08laboratório para o campo gerar valor.
- 9:10Mas antes disso, eu queria te perguntar, por que que nós ainda
- 9:14erramos tanto no diagnóstico, por exemplo, de saúde
- 9:18intestinal? Bom, vamos vamos tentar falar
- 9:25especificamente da cadeia do suíno, né?
- 9:28Para ficar bem segmentado, as grandes diferenças que levam a
- 9:33talvez essa tua pergunta a gente é pensa ainda ainda pensa em
- 9:39diagnóstico? Como achar a resposta certa?
- 9:44E quando um problema aparece, isso significa que a gente não
- 9:49cria histórias. Não cria base de dados, muitas
- 9:53vezes, para aquilo que é a realidade da cadeia durante o
- 9:57processo produtivo. Quando não tem nada acontecendo,
- 10:01uma coisa é você detectar um problema, seja ele com sinal
- 10:06clínico, diarreia ou não, seja simplesmente ganho de peso, e
- 10:11naquele momento você tentar achar a resposta certa para
- 10:15aquilo. Eu acho que a gente erra tanto
- 10:17por essa ideia. Por que?
- 10:19Porque diagnóstico é o contrário.
- 10:21Diagnóstico não é buscar a resposta certa.
- 10:24Diagnóstico é fazer a pergunta certa e fazer a pergunta certa.
- 10:30Coloca gente ao longo da cadeia. Essa palavra é fundamental.
- 10:34Coloca gente ao longo da cadeia, provando que eu não posso
- 10:39esperar o suíno lá em algum momento, mostrar pra mim que
- 10:43algo não tá bem pra daí querer descobrir naquele momento.
- 10:46Eu preciso pensar em cadeia. E cadeia é o seguinte, às vezes
- 10:49a empresa nos diz. Puxa, está com condenação no
- 10:52abate, é, precisamos resolver, pode ser respiratório,
- 10:56digestivo, não importa. E aí quando a gente chega lá,
- 10:58nós dizemos assim, ok, vamos ver problema de condenação no abate,
- 11:01vamos visitar então a fábrica de ração e aí eles olham meio
- 11:05assustados, não, mas o problema é no abatedor, sim, mas isso tem
- 11:09um começo, né? Vamos ver OPL, nós precisamos
- 11:12entender lá as matrizes, né? Como é que prepara essas leitoas
- 11:16aí pra poder falar de condenação, ou seja, a gente
- 11:19ainda. Roda nessa engrenagem de forma
- 11:22um pouco lenta, exatamente pela falta de uma iniciativa.
- 11:26E eu não estou fazendo uma crítica, né?
- 11:28Senão uma constatação daquilo que é muitas vezes o leão que
- 11:31todo mundo mata por dia, né? Mas a falta de criar algo
- 11:36sistemático. Essa seria a ideia, algo
- 11:39sistemático ao longo da cadeia, conectando esses pontos.
- 11:44E eu tenho certeza que isso vai ficar cada vez mais fácil para
- 11:48nós. Hoje, com essas machine
- 11:49learning, com essas inteligências que analisam dados
- 11:54e conectam respondendo aquela pergunta que na epidemiologia a
- 11:57gente adora, é buscar para poder explicar.
- 12:01E muita gente, quando eu falo isso é pede para repetir, né?
- 12:05E depois de repetir, escreve, lê várias vezes para falar, puxa,
- 12:08legal, não tinha pensado nisso, isso não fui eu que inventei.
- 12:11Mas isso explica o que acontece com a gente que é na ausência de
- 12:15evidência, não significa. Evidência de ausência, ou seja,
- 12:21quando eu não vejo algo, não é porque não existe, eu só não
- 12:23vejo. Então o que que eu tenho que
- 12:25fazer? Eu tenho que gerar o valor que
- 12:27está está falando. É gerar o valor baseado naquilo
- 12:30que eu não vejo. Criar alguma forma de ver,
- 12:33descortinar aquilo, seja a qualidade intestinal, seja a
- 12:37inflamação que o animal está passando, seja o tipo de
- 12:41resposta imune, seja aquilo que está invisível para mim.
- 12:44Porque se esperar, ficar visível e daí tomar uma reação.
- 12:48A gente tem uma reação um pouco aleatória.
- 12:51A reação ela precisa ter sentido.
- 12:53E o sentido é a direção que ela toma.
- 12:55E quem dá a direção para reação é o diagnóstico.
- 12:58A 59ª reunião da sociedade brasileira de Zootecnia acontece
- 13:02de 27 a 31/07/2026, na Universidade Federal de Lavras,
- 13:08um festival de ciência e tecnologia na produção animal
- 13:11que combina programação técnico científica, feira
- 13:14agrotecnológica e Festival Gastronômico e cultural.
- 13:18Acesse sbz.org.br barra reunião 2026 e se inscreva.
- 13:29Excelente. Bem, nós sabemos que no campo,
- 13:32na verdade, ainda temos um custo invisível muito grande de um
- 13:37diagnóstico mal feito, né? É isso?
- 13:42É. Tem muitos profissionais que
- 13:46sabem disso, EE ainda não fazem bem, tem outros que nem sabem
- 13:50disso e isso e isso é que é preocupante, né?
- 13:54Mas a gente vamos, vamos pra proposta do nosso tema, né?
- 13:56Porque diagnóstico é uma algo que levaria aqui temas e temas.
- 14:00Tem várias outras formas da gente abordar várias frentes,
- 14:04vários braços, né? Mas dentro da nossa proposta de
- 14:08de ir da ciência pra prática. Antes da gente ir assim,
- 14:12propriamente dito, para o que é o maior propósito aqui nosso
- 14:16hoje. O que que mudou aí dos últimos
- 14:2210 anos? Podemos dizer assim, tá, 15 a 10
- 14:27anos. Quanto a diagnóstico, na tua
- 14:30visão, ferramentas em si. Eu acho que.
- 14:37É para tentar ligar essa essa tua pergunta aí, naquilo que que
- 14:42propõe essa nossa conversa. É entender que nesses últimos
- 14:46anos, as ferramentas de laboratório avançaram bastante.
- 14:51A gente tem cada vez mais oportunidade de medir aquilo que
- 14:56a gente não sabia e não podia medir.
- 14:58Então, de um lado, a gente tem métricas melhores.
- 15:03Vamos traduzir métricas aqui para nós como indicadores.
- 15:06Isso no laboratório tem que estar ligado AA métrica do
- 15:10campo, que é a métrica que paga a conta.
- 15:12A métrica que paga a conta é ganho de peso, é conversão, é
- 15:16mortalidade e a condenação, essas métricas, a gente tem que
- 15:21conseguir provar pro produtor, pro técnico, pro extensionista,
- 15:26que elas são dependentes, ou seja, elas são correlacionadas
- 15:30com aquelas métricas que o laboratório aprendeu a criar ao
- 15:33longo dos últimos anos. E o nosso grande esforço?
- 15:36Tem sido gerar estas métricas no laboratório, pensando sempre lá
- 15:41no final da história. Ou seja, se eu crio uma forma de
- 15:44medir uma inflamação intestinal, ela tem que estar ligada para
- 15:49mim aquilo que interessa para indústria, que é o que?
- 15:51Lucro, né? Então não adianta eu apenas
- 15:54olhar, pelo menos na minha visão, né?
- 15:57Lá no nosso laboratório, pensando em publicar um trabalho
- 15:59científico. Tô dizendo em apenas publicar um
- 16:03trabalho científico. O trabalho científico é
- 16:05fundamental para divulgar, mas eu preciso ver utilidade
- 16:08naquilo. A utilidade é que gera valor.
- 16:11Então, algo que tem utilidade vale.
- 16:14Então vale por quê? Porque nesses últimos 10 anos a
- 16:17gente começou a sair. É exatamente dessa percepção,
- 16:21daquele indicador de laboratório que era às vezes uma proteína
- 16:25que você mede, além do anticorpo que é tão antigo que se mede uma
- 16:29interlocina. É um sinalizador inflamatório,
- 16:33uma enzima do estresse oxidativo, que pra suína
- 16:35sensacional e entender baseado nas possibilidades que a própria
- 16:40indústria dá pra gente de poder trabalhar junto, né?
- 16:43Entender que aquilo tá relacionado, ou seja, que aquilo
- 16:48é uma correlação de causalidade. No diagnóstico, essa é uma
- 16:51palavra importante, porque nem toda correlação gera
- 16:54causalidade, ou seja, você cria uma medida, mostra que aquilo lá
- 16:58subiu de 10 pra 100. Mas aquilo não tá ligado nem a
- 17:01mortalidade, nem a baixa de ganho de peso, nem AA
- 17:05condenação, etc. Agora, quando a gente consegue
- 17:07fazer isso repetidamente, o laboratório começa a melhorar,
- 17:10começa a afinar e deixar mais refinado a métrica.
- 17:14E aí se você caminha junto com a indústria e tem que caminhar
- 17:18junto com a indústria, a conversa começa a ter sentido e
- 17:21você começa a dizer puxa, será que então é porque eu medi isso?
- 17:25É. E o valor deu fora daquilo que
- 17:27eu esperava. E gerou aquilo que você tava é
- 17:30olhando, volta o que eu falei atrás, eu tô fazendo a pergunta,
- 17:34e se a pergunta é certa, aí o diagnóstico começa a ter valor.
- 17:37Então, nos últimos anos, eu acho que o que a gente fez foi
- 17:40amadurecer os 2 lados dessa moeda, foi amadurecer o
- 17:44laboratório, amadurecer as pesquisas que a gente faz sem a
- 17:48síndrome de Vira Lata, né? Que é o que se falou.
- 17:50Nós somos referência no Brasil, nós somos referência na produção
- 17:54de proteína animal. E refinar isso pela qualidade
- 17:58disso com o outro lado, que é a maturidade da indústria,
- 18:01entendendo que sim, depende de boas métricas, de bons
- 18:06indicadores que nós aprendemos a gerar no laboratório nos últimos
- 18:0910 ou 15 anos, como você bem falou.
- 18:13Excelente e dentro disso eu sei que faz todo sentido, né?
- 18:19Nós. Ao mesmo tempo que você tá aí
- 18:21com o pé no laboratório, nós estamos com o pé na
- 18:23experimentação, né? No nosso centro de pesquisa
- 18:27geramos muitas informações e tem muitos experimentos, e às vezes
- 18:31testes, experimentos de campo, né?
- 18:33Que nós temos uma performance, temos lá é os resultados de
- 18:40frigorífico, de condenação, né? Enfim.
- 18:45E precisamos de escolher biomarcadores pra poder
- 18:49interpretar e fazer essa correlação até mesmo de
- 18:52causalidade, né? Mas nesse sentido, ainda ainda
- 18:58dentro desse tema dos últimos 10 anos, aí o que que já é
- 19:04realidade e o que que ainda é promessa antes da gente passar
- 19:10pro que que é futuro, o que que é hoje já é realidade, Vinícius.
- 19:14Nós conseguimos fazer isso com bastante aplicabilidade, tá?
- 19:18Com ótimas respostas. Isso ainda é promessa, tá?
- 19:24Isso ainda. Nós estamos no campo do
- 19:25entusiasmo. Perfeito?
- 19:28Essa é uma pergunta muito boa, Vinícius, e eu vou responder ela
- 19:32com a minha experiência. E não significa que ela seja
- 19:35verdade absoluta, porque outras pessoas podem ter outras
- 19:38experiências, mas de qualquer forma, elas respondem do mesmo
- 19:41jeito, né? É quando a gente vê hoje é os
- 19:46resultados desses experimentos. E você é mestre nisso, tem a
- 19:50chance de estar fazendo isso, né?
- 19:51E a gente olha de um lado o experimento, né, que é aquilo
- 19:55que se faz isolando as variáveis, analisando tudo e do
- 20:00outro lado, as experiências, que às vezes o pessoal confunde e
- 20:03chama o experimento de campo, né?
- 20:05Não existe experimento de campo, existe experiência de campo, né?
- 20:09Mas é útil. A experiência responde AO
- 20:11experimento, responde b então quando a gente começa a ver
- 20:14essas 2 coisas rodando junto, a gente consegue é entender porque
- 20:19que hoje, então nós estamos falando aqui dia 15/04/2026, é
- 20:25olhando para trás, com aquelas situações mais robustas que nós
- 20:29temos na nossa experiência de laboratório e de campo, né?
- 20:32Mostrando que medidas de estresse oxidativo, por exemplo,
- 20:36são muito úteis. A gente no suíno consegue é
- 20:40extrapolar isso com aplicações muito práticas, que vão desde o
- 20:45momento do gatilho do estresse. E veja, isso é interessante
- 20:49porque nós temos medidas de estresse oxitativo que são
- 20:52feitas com coleta de sangue. E isso não é sacrifício, né?
- 20:56Outras que são feitas com coleta de músculo, aí é sacrifício,
- 21:00outras com coleta de fígado, mas que no final pode mostrar a
- 21:04dinâmica de enzimas desse estresse.
- 21:06Ou a dinâmica de relações entre nucleotídeos, que também apontam
- 21:09para o mesmo lado e que são muito precoces em predizer um
- 21:14problema? Eu acho que essa é a palavra que
- 21:15nós precisamos trazer cada vez mais para o campo.
- 21:19Predizer é medir algo antes que aquilo esteja acontecendo.
- 21:24Então o estresse oxidativo, por exemplo, ele tem sido muito
- 21:27robusto nos resultados para apontar para nós.
- 21:30Por que que uma diarreia vai acontecer?
- 21:32Às vezes sozinho? Ele não diz.
- 21:35Qual foi a causa? Qual foi a etiologia?
- 21:38Mas ele disse, vai acontecer. E aí a gente põe mais uma medida
- 21:42diagnóstica tradicional, como microbiologia, como biologia
- 21:46molecular. Ou seja, importante é entender
- 21:48que as ferramentas diagnósticas de laboratório, elas não
- 21:51caminham sozinhas, elas são todas complementares.
- 21:54É como se eu pudesse dizer, na sua cultura, isso não é tão
- 21:57realidade para nós, né? Que a necropsia é fundamental.
- 22:01Claro que a necropsia é fundamental, mas no suíno,
- 22:03infelizmente a necropsia para nós é sempre depois que morreu.
- 22:06Isso é uma frase esquisita, porque a necropsia é sempre
- 22:09depois que morreu, né? Mas o que eu quero dizer é, eu
- 22:12não peço 10 suínos para abrir e ver como é que tá.
- 22:14Igual faz no frango, né? Então, muitas vezes a ideia é
- 22:18mostrar que essas medidas elas aparecem antes que um problema
- 22:22de campo apareça. E o estresse oxidativo hoje tem
- 22:24sido um bom exemplo de realidade.
- 22:26Junto com ele, outras proteínas de fase aguda.
- 22:30O que é que são protegidos de fazer agora são aqueles
- 22:32primeiros sinalizadores de uma resposta inflamatória intensa e
- 22:36no suíno isso está muito avançado.
- 22:38A prova disso é que até AAA expectativa é o protocolo de
- 22:42usar anti inflamatório ou anti pirético no suíno é mais
- 22:46realidade do que em outras produções.
- 22:48A gente vê isso que mesmo populacionalmente é traz ganhos.
- 22:53Por quê? Porque a gente baixa o nível
- 22:55inflamatório, o animal ganha mais peso ou para de sofrer.
- 22:59Aí está um dos braços, inclusive do promotor de crescimento.
- 23:02Antibiótico? Mas enfim, a gente consegue
- 23:05também, com essas proteínas de fase aguda, mostrar que algumas
- 23:09intervenções, e isso não é apenas um produto que eu dei.
- 23:12Isso está junto nas experiências, nos experimentos
- 23:15para validar produtos, mas isso está principalmente junto nos
- 23:18processos, ou seja, uma ambiência adequada, uma água de
- 23:23qualidade, uma matéria prima de qualidade, o ambiente com o
- 23:26animal vivo. O estresse térmico que ele não
- 23:29esteja sofrendo, a gente consegue mostrar que essas
- 23:32proteínas, essas agudas, muito antes dizem, vai dar problema,
- 23:36resolva agora. Às vezes, por um calor que o
- 23:38animal tá passando ou, o que é pior, por um frio lá na
- 23:42maternidade ou leitãozinho. Então isso hoje já é realidade.
- 23:46Na minha experiência, o que que eu ainda acho que é promessa e
- 23:50já talvez na transição de promessa para realidade, né, são
- 23:54as análises que nós fazemos de microbioma, né?
- 23:58E aí o microbioma já ligado na próxima etapa, que é o
- 24:02metaboloma. Ou seja, é a partir de coletas
- 24:06muitas vezes não invasivas, que são fezes, né?
- 24:09É ligado AAA qualidade intestinal.
- 24:13Eu me refiro porque na traqueia eu posso fazer a mesma coisa,
- 24:15né? Mas aí é outra realidade.
- 24:17Então, são coletas não invasivas que a partir de metodologias de
- 24:22laboratório, que avançaram muito nesses últimos 10 a 15 anos, a
- 24:25gente consegue fazer um screening.
- 24:27E dizer, toda a população é microbiana, que vive ali, não
- 24:32apenas bacteriana. Hoje a gente tem o nosso
- 24:34laboratório, que nós chamamos de viroma.
- 24:35Não é só vírus, mas não viroma que custa hoje, sei lá, 2 3000
- 24:40BRL. Dizer tudo que tá ali naquela
- 24:42amostra, tudo de fungo, bactéria, vir e aquilo parece
- 24:46então um negócio de muito valor, né?
- 24:49Puxa, eu vou saber tudo que tem aí, na verdade.
- 24:52É, talvez tenha tanto valor que a gente ainda não sabe usar
- 24:55isso. Então isso ainda para mim é
- 24:56promessa. A gente cria tanta informação e
- 25:00tantas bactérias, tantas populações que para mim
- 25:04precisaria apontar para algum caminho.
- 25:06Qual o caminho puxa quando você encontra essa população aqui?
- 25:09Esta bactéria ou estas bactérias significa que o animal vai
- 25:13depositar mais toicinho, significa que ele vai ganhar
- 25:16mais peso, que ele vai ser mais prolífico, significa que vai ter
- 25:19menos crescimento intrauterino, ou seja.
- 25:21Essas são propostas, a gente vai chegar nisso, mas dentro desse
- 25:25desse portfólio, talvez AAA, situação mais palpável que a
- 25:29gente tenha é dentro dessas coletas, pensando em analisar a
- 25:34população microbiana, é analisar a diversidade.
- 25:38Diversidade é uma medida simples, que é conclusão daquilo
- 25:43que você amostrou. E o resultado é prático, tem
- 25:47valor, ou seja. Quanto mais diversidade, melhor
- 25:50para o animal. Quanto menos diversidade, pior
- 25:53para o animal. Então fazer isso em momentos,
- 25:56posicionar isso em momentos importantes, é predizer um
- 25:59problema lá no abatedor. Eu posso fazer isso no desmame,
- 26:02posso fazer isso no nascimento, né?
- 26:05Para poder entender, tá legal? Se tá legal é porque existe um
- 26:09ambiente adequado. Existe uma colonização adequada
- 26:12da porca para o leitãozinho, existe um ambiente bem
- 26:16preparado, existe vazio sanitário, existe desinfecções,
- 26:19tudo aquilo que é muito prático para nós.
- 26:21E aí sim, essa medida, que é muito Moderna, começa a
- 26:25conversar com o que importa para o cliente.
- 26:30Excelente o carlon dentro da dessa gama, vamos dizer assim
- 26:37de. Estresse oxidativo, por exemplo,
- 26:43que proteína de fase aguda. Eu, eu particularmente acho
- 26:46bastante interessante a apitolobina, né?
- 26:50É, apesar de nós precisamos de de ter o tempo dela bem claro
- 26:54ali, dependendo da condição, né? O tempo de coleta ali é muito
- 26:58importante, porque ela não vai ficar te avisando ali o tempo
- 27:02inteiro. Ela tem Picos, né?
- 27:04Se eu tiver errado, você me corrige.
- 27:06Mas de estresse oxidativo, que a gente que a gente sabe das
- 27:10enzimas mais claras aí. Mas quais seriam?
- 27:13A gente escolheu os 3 principais biomarcadores para estresse
- 27:17oxidativo. Quais seriam?
- 27:19Essa primeira pergunta e o segundo, eu quero.
- 27:21Eu queria saber da, na tua opinião, oOoOO tópico,
- 27:29permeabilidade intestinal. Quando a gente fala de
- 27:32microbiota, né, o microbioma metabolômico.
- 27:36Enfim, quando a gente fala de resposta imune, sim, o de
- 27:40estresse, mas no meio desse caminho tem a Barreira
- 27:43intestinal que não sinaliza muita coisa, né?
- 27:47Por exemplo, principalmente relacionado a estresse.
- 27:49Então seria isso. Quais os 3 biomarcadores mais
- 27:52importantes na sua opinião? Lógico que depende do caso, mas
- 27:55os mais importantes, os mais usados, vamos dizer, assim como
- 27:58ferramenta pra estresse oxidativo.
- 28:01E tua opinião sobre marcadores de função de Barreira
- 28:03intestinal? Perfeito é como você falou, isso
- 28:09pode variar, mas de qualquer forma, a gente tem que ter um
- 28:11norte, né? É importante entender, é como o
- 28:14próprio nome diz, e você bem pontua, né?
- 28:17Chama se proteína de fase aguda, né?
- 28:19E como é aguda, a gente tem um tempo, tem um tempo para poder
- 28:22entender isso, né? Acontece com as interleucinas
- 28:25também. É difícil às vezes, criar uma
- 28:28interpretação que sirva sempre. Porque isso tem uma fogalidade
- 28:32muito grande, não é o estresse adaptativo, nem tanto.
- 28:36Ele conversa muito com essa condição inflamatória, porque
- 28:40ele é o gatilho, é o primeiro sinal que aparece.
- 28:42Ele conversa muito com shelf life, ou seja, qualidade de
- 28:46carcaça, ele conversa com qualidade intestinal e etcetera.
- 28:50É daquilo que vem sendo feito. A gente tem visto resultados bem
- 28:54interessantes com as enzimas, com glutacciono.
- 28:57Catalase superóxido de esmutase, então se perguntou 3, poderia
- 29:02dizer, essas 3 são as clássicas, né?
- 29:04Da cadeia do estétativo, que estão ali tamponando e regulando
- 29:08como isso acontece? Então isso, tanto no sangue como
- 29:10no fígado, como no músculo, eles têm uma relevância interessante,
- 29:15tanto é na validação de processos e produtos, como na
- 29:20expectativa do que vai ser a qualidade do da carne depois.
- 29:24Então essas são. Medidas fáceis são simples
- 29:27porque são coletas simples né EE em vias para laboratórios
- 29:31simples e não são caras, são interessantes.
- 29:35Dentro do seu legislativo tem uma outra que é a cereja do
- 29:38bolo, né? A gente já fez isso, tem até uma
- 29:41dissertação do mestrado publicada consumindo, que é a
- 29:44medida. Só que daí em cromatografia, ou
- 29:46seja, em HPLC da relação cistina, cisteína a relação
- 29:52cistina cisteína. Ela tá?
- 29:54É. As publicações chamam isso de
- 29:56impressão digital. Ela tá na impressão digital do
- 29:59que vai ser o estresse do que está ativo.
- 30:02Então ela é uma medida absurdamente precoce de que um
- 30:05problema pode vir a ser. É relacionado durante a
- 30:09produção. É muito interessante, mas ela
- 30:12tem uma limitação ainda muito grande, que é a coleta.
- 30:17A coleta do material, a estabilidade desse material para
- 30:20poder medir no laboratório, ela ainda não permite que a gente
- 30:23possa dizer, ó, coleta em Lavras e manda aqui em Curitiba, que eu
- 30:26vou analisar, não dá, então experimentalmente é legal.
- 30:29A gente põe no grupo experimental, coleta ali, trata
- 30:31a amostra e leva para o laboratório, então ainda é
- 30:33limitado a gente, a gente é um dos grupos que tem trabalhado
- 30:37para criar a estabilidade da amostra.
- 30:40O resultado em si, não tem dúvida, é sensacional, mas ainda
- 30:44falta esse gap aí enorme, tá certo?
- 30:47E aí, pulando pra pra outra parte da tua pergunta, é a
- 30:51permeabilidade que é seria no final a consequência.
- 30:55Não vou chamar afinal, né? Porque tem várias outras coisas,
- 30:58mas uma das grandes consequências de se perder a
- 31:02eficiência produtiva que o animal perder aquela condição de
- 31:06Barreira de células, né? E a passagem tanto de nutrientes
- 31:11como de patógenos? Então, ao invés de ser
- 31:13intracelular, ela fica para celular, quer dizer, ela começa
- 31:16a passar entre a célula e isso não é via de regra, não é
- 31:20desejável. E não é desejável porque eu
- 31:22tenho uma via de absorção natural para nutrientes e tem
- 31:26uma Barreira necessária para os patógenos ficarem no aluno
- 31:30intestinal. Do lado de fora, eu não quero
- 31:32que ele aceda, é o cérebro do animal, ou o fígado, ou seja o
- 31:36que for, né? Ou outro.
- 31:38Enfim, bom nesse sentido. É provar a promobilidade
- 31:42intestional. Ela ajuda muito a entender o que
- 31:45veio antes para gerar essa foto de promobilidade e o que vai vir
- 31:49depois, exatamente porque ela não está ali.
- 31:51E aí de novo, nós tivemos que entender e temos que entender
- 31:54que nos subindo, isso é um pouco diferente na operação.
- 31:57Porque na operação porque a gente pensar o frango, a gente
- 32:00faz uma necropsia de 10 frango e analisa ali visualmente,
- 32:03visualmente, com a experiência de quem faz, olha, tá legal ou
- 32:07não tá legal? Né?
- 32:09O suíno não dá pra fazer isso, então as medidas de viabilidade
- 32:12tiveram que surgir. Dentre estas, algumas são não
- 32:16invasivas, interessante, e outras podem aparecer depois
- 32:19como uma validação aí, nesse caso, um pouco mais invasiva,
- 32:23né? Das não invasivas, eu poderia
- 32:25pensar aqui rapidamente no fit CO, fit c é uma medida cada vez
- 32:31mais clara, muitas empresas usam, a gente faz muito isso
- 32:34aqui. Que é administrar um marcador
- 32:38via oral e 12 horas depois, depende da tua metodologia,
- 32:43coletar sangue e buscar esse produto no sangue.
- 32:46Ele não deveria estar no sangue porque ele não passa pela
- 32:50Barreira intestinal. Então se ele está dependendo da
- 32:52quantidade, quer dizer que perdeu se aquela Barreira, então
- 32:55a permeabilidade aumentou além daquilo que você gostaria, né?
- 32:59Existe uma permeabilidade necessária para nutrição.
- 33:02É, eu estou falando da probabilidade.
- 33:04Patológico, daquela que você não quer ter, então o fit c é
- 33:07interessante, existe uma outra melhor ainda, né?
- 33:10Só que mais cara, mas nós estamos tentando deixar mais
- 33:13barato e estamos tentando. Isso deve acontecer, eu achava
- 33:15que não, mas até o ano que vem deve acontecer, que é poder
- 33:18criar um equipamento para fazer no campo, ao pé do animal, ali
- 33:21no campo, na hora já saber, isso vai ser muito legal e nós
- 33:24estamos trabalhando nisso. A gente até no laboratório
- 33:27ganhou um financiamento bem legal, agora para aquilo que
- 33:30estava meio parado, sem vontade e sem dinheiro.
- 33:32Agora acho que vai deslanchar. Que é OLPS, que que é OLPSOLPS?
- 33:38Se o pessoal lembrar, é lipo polissacarídeo, né?
- 33:41Que é aquela camada mais externa, a parte mais externa de
- 33:45bactérias grandes negativas. Então tá na esquina que acolhe,
- 33:49é? Tá na sua monela.
- 33:50E, naturalmente, a função da Barreira intestinal é deixar
- 33:53OLPS no intestino, porque ele é um gatilho inflamatório muito
- 33:57grande. Outras pessoas que morrem na UTI
- 34:00morrem de choque endotóxico, né? O que que eu Choco endotóxico tá
- 34:05na UTI, tá em coma, tá lá o intestino perde a probabilidade,
- 34:08o LPs entra, a pessoa entra em choque e morre, né?
- 34:11Então pro animal, isso é uma perda, não pelo choque morte
- 34:13apenas que pode acontecer, mas também pela perda de peso, já
- 34:17que essa informação consome muita energia e muito nutriente.
- 34:21Então quando você vai No No sangue e mede LPs?
- 34:25Você tem uma expectativa de quanto você encontraria por uma
- 34:28passagem natural daquilo que o intestino permite.
- 34:32Se a pernalidade intestinal se perde, entra muito mais LPs.
- 34:37Qual que é a vantagem desse método?
- 34:38Eu não preciso dada, dar nada pela boca, esperar 2 horas,
- 34:41nada, eu só coloco sangue e pronto.
- 34:44O que que falta ainda para virar uma realidade bem legal?
- 34:47É standard, standard quer dizer padrão e padrão quer dizer o
- 34:51que, o que que é bom é 10 ou é 1000, olha.
- 34:54Eu não sei, pra você 10, pra mim 1000, então isso é é é muito
- 34:59fácil de entender uma análise comparativa.
- 35:01Eu tenho um grupo de animais, uma Baia que tá tomando o
- 35:04produto tá ou tá sofrendo estresse e outra não.
- 35:08Aqui tem 10, ela tem 1000, eu entendi que é um contra o outro,
- 35:11muitas das nossas pesquisas são assim, um contra o outro né?
- 35:14Até que se crie padrão é interessante, mas pra frango já
- 35:17tem, já tem números que são padrão, não importa como eu
- 35:20compare, se tem número x é ruim sempre.
- 35:23Então isso tem sido legal, o LPs, então tem sido
- 35:26interessante. A outra coisa que nós também
- 35:28fazemos é medir proteínas que estão ligadas a morte de
- 35:32enterócito. Quando o interócito, né?
- 35:34Que a célula e o intestino morre, algumas proteínas dele
- 35:38caem na circulação, então quanto mais sobe essas proteínas, mais
- 35:42interócito tá morrendo. Isso quer dizer que a
- 35:44premelidade vai piorar. Uma delas é o ifa BP, então
- 35:48medir ifa BP no sangue, ele mostra também que a gente tá.
- 35:53Comprometendo AA Barreira e é importante entender, por isso
- 35:57que eu falo da utilidade, né? Para mim, isso sempre tem que
- 35:59gerar uma contra medida, ou seja, tá bom, e o que que eu
- 36:02faço amanhã no campo, né? É, é e aí é fazer a voltar
- 36:07alguns passos para trás. O que que é a Barreira
- 36:09intestinal? A Barreira intestinal, ela é
- 36:11composta pela Barreira, é microbiológica, então conhecer
- 36:15as bactérias que moram ali pela Barreira física, ou seja, a
- 36:19qualidade da célula ligado a isso que eu falei.
- 36:22A Barreira química, que é a qualidade do muco, que depende
- 36:25de consumo de água, e a Barreira imune, que é a qualidade e a
- 36:30quantidade de células presentes ali na lâmina própria do
- 36:33intestino, que a gente também mede como uma forma de entender
- 36:36uma das Barreiras, só que aí é invasivo.
- 36:38Eu tenho que fazer necropsia e coletar intestino.
- 36:41Aí eu consigo saber quantos linfócitos tem, quais são, se
- 36:44estão ativados, se não tem. Mas aí já é invasivo fazer
- 36:47invasivo. Isso está muito mais ligado ao
- 36:49desenvolvimento pra gente, sabe? Na hora de ajudar a desenvolver
- 36:53produtos ou validar produtos é saber como que aquilo está
- 36:56mudando. Esta Barreira, então é é lembrar
- 36:58sempre dessas 4 Barreiras. Eu gosto muito disso, porque
- 37:01quando a gente vai para o campo, a gente vê lá, é um sistema
- 37:04produtivo. Sofrendo.
- 37:06Eu voltei agora de um de um outro país.
- 37:08E é engraçado, eu perguntava muito porque que no Brasil não
- 37:10fazem é caixa d'água igual aqui, né?
- 37:13Todas as caixas d'água, qualquer Granja, que se for, são brancas,
- 37:16sem exceção nenhuma. E as nossas caixas d'água são
- 37:20azuis ou preta, né? A água esquenta e quando você
- 37:23vai lá esses dias eu tava numa creche e tava com influenza e o
- 37:27cara disse vamos fazer vacina. Aí eu perguntei, a tem sensor No
- 37:31No nos canos, aqui não tem, vamos ver na chupeta que
- 37:34temperatura tá chegando a água e ele mediu, tava 29°, aí eu
- 37:37falei, olha, você com sede, beber água 29° é legal, não?
- 37:42Então não bebe o que deveria beber, se não bebe não gera o
- 37:45muco. Que não gera o muco, a Barreira
- 37:47química, que é uma das Barreiras importantes, se perde, se se
- 37:50perde, vai aumentar a permeabilidade.
- 37:53Então, às vezes a contra medida, ou seja, a solução é que é
- 37:56importante, eu faço uma análise de biomarcador, descubro algo,
- 38:01mas tenho que voltar para o cliente, voltar para a produção
- 38:03e dizer, tá, vamos arrumar isso, tá, mas vamos arrumar como?
- 38:07E às vezes a Esperança ingênua, né?
- 38:09O que que eu compro para arrumar isso?
- 38:11E às vezes eu digo, compro uma lata de tinta branca, pô, isso
- 38:14funciona demais. Por quê?
- 38:16Porque baixa 6° a temperatura na chupeta e daí que que tem a ver
- 38:21vai aumentar a Barreira. Intestino, mais ou menos por aí.
- 38:24Que que a gente gosta de trabalhar?
- 38:28Na sua inocultura, o tempo de decisão faz toda a diferença a
- 38:32pegas. O Science entrega resultados
- 38:34rápidos e interpretados através do Nir, permitindo que a
- 38:38indústria identifique os riscos relacionados às micotoxinas e
- 38:42aja no momento certo. Uma solução inteligente para
- 38:46quem busca eficiência, segurança e melhor desempenho produtivo.
- 38:54Excelente. Eu tava pensando aqui uma
- 38:56questão prática, né? Essa do LPs eu já tinha ouvido
- 39:01falar, mas realmente que bom que vocês estão trabalhando nesse
- 39:03sentido. Não só para experimentação, né?
- 39:06Mas para para para usar como ferramenta prática no dia a dia
- 39:10de Granja. Mas, por exemplo, se eu pego na
- 39:13fase final do suíno, onde eu tenho uma proporção maior de
- 39:21Gran positivo, ou seja, a abundância de bactérias de Gran
- 39:24positivo aumenta a idade, teria um standard diferente, pensando
- 39:32que eu teria menos LPs, vamos dizer assim, nesse lixo
- 39:36intestinal. Veja, é muito.
- 39:40É muito pior do que isso, Vinícius, muito pior, pior do
- 39:43que sentido a idade, sem sombra de dúvida, né?
- 39:48Não só não só pela qualidade da Barreira que o animal tem, mas
- 39:52também pelo tipo de colonização barra o desafio que ele tem, né?
- 39:58Colonização barra desafio porque tem bactérias normais, né?
- 40:01E as bactérias normais tem os indicadores dela, os marcadores
- 40:05dela, EAO, desafio traz outras. Com a idade, sem dúvida isso
- 40:11muda. Então quando eu te falei que às
- 40:13vezes é difícil de você usar essa medida com um standard
- 40:17dizendo 10 é legal, 100 é ruim, eu não sei, não sei, porque pode
- 40:22ser que nessa condição, a idade que eu estou entendendo não,
- 40:26não, não gera esse número dessa forma.
- 40:29Então isso sim é uma verdade. Por isso, AAAA os experimentos,
- 40:34né? Ou as experiências, um grupo
- 40:36contra outro, né? Um tratamento contra outro, uma
- 40:39condição contra outra, aí fica mais fácil.
- 40:42E quando eu digo que é pior que isso, é que não é apenas a
- 40:45idade. Uma das coisas que mais altera
- 40:48isso, e a indústria aprendeu a ver é nos suínos.
- 40:51Você já tem até uma herança um pouco mais antiga relacionada
- 40:54com o lostragem, mas uma das coisas que mais altera isso é
- 40:57fibra alimentar. Então, dependendo do tipo e da
- 41:01qualidade da fibra alimentar, isso altera drasticamente.
- 41:05Então isso também tem que ser levado em conta.
- 41:08Talvez, talvez todos esses motivos freiem um pouco a
- 41:14criação de um standard até a gente chegar e falar, 10 é bom,
- 41:18100 é ruim. Talvez isso sofrer, anão ser que
- 41:20a gente consiga fazer tanto experimento em tão pouco tempo
- 41:23ou em muito tempo, né? Tanto experimento que consiga
- 41:26repetibilidade, porque o que que vai depende disso, de gerar
- 41:29número, né? Mas quando você analisa um
- 41:31contra o outro, é, é essa é uma das explicações do porquê que às
- 41:35vezes. Com uma medida dessa, com uma
- 41:39proposta que vem lá da Europa, chega aqui e não casa, porque lá
- 41:44tem uma dieta diferente. O trigo entra na formação de uma
- 41:47forma diferente para nós, diferente, a viscosidade do
- 41:50alimento de outra forma e assim por diante.
- 41:52Hoje é o alimento politizado, ganhando cada vez mais espaço.
- 41:55E tudo isso também fazendo junto com a idade, um do uma das
- 41:59variáveis importantes para esses biomarcadores.
- 42:04Excelente Carol. Pra gente ir pra fase final,
- 42:10obviamente tem teria muita coisa aqui pra gente conversar, mas
- 42:13nós temos um tempo e o Carol disse pra já, já, já tinha me
- 42:18dito antes, né? É o único dia que ele tá em
- 42:21Curitiba, no mês de abril. Você imagina o problema que eu
- 42:25arrumei pra minha cabeça? Você acha que ele não vai falar
- 42:27ele não, né, minhas esposa dele, enfim.
- 42:31Então nós temos que nós temos um tempo aqui, mas enfim.
- 42:34Carol, o que que hoje você já citou muita coisa de aplicação,
- 42:38seja para experimentação, seja outras ferramentas, como o
- 42:42estresse oxidativo que você comentou, as proteínas de fase
- 42:45aguda, o microbioma. Aí saindo um pouco desse pra pra
- 42:51pra ser mais real, mas o que que tá pra vir?
- 42:55O que que tá pra vir aí de ferramenta?
- 42:58O que que você acha que serão os próximos 5 anos?
- 43:03Bom, vamos tentar reduzir essa essa resposta aí para não falar
- 43:07de tudo que tá por vir. Porque tá por vir.
- 43:09Muita coisa óbvia, né? Mas é antes de falar de de uma
- 43:14medida em especial ou naquilo que eu acho que é interessante,
- 43:17né? É o que?
- 43:20O que tem que acontecer cada vez mais rápido é a gente ter a
- 43:24possibilidade de medidas não invasivas, certo?
- 43:28Com respostas rápidas. O que que nós temos hoje?
- 43:31Muita possibilidade de fazer coleta, necropsia, mandar para o
- 43:35laboratório dali um meio sem o resultado, não.
- 43:38O que tem que vir e o que realmente está vindo é medidas
- 43:42rápidas, com respostas que estejam relacionadas a coletas
- 43:45não invasivas cada vez mais, ou seja, sangue, fezes, saliva.
- 43:50É pelo até isso a gente tem mineratograma que podem apontar
- 43:57para algum lado. A reação, então?
- 44:00Isso de maneira geral, dentro disso aí, o que que nós
- 44:04deveríamos entender hoje cada vez mais como medidas
- 44:06interessantes para gerar essas contra medidas, essas reações, é
- 44:12o microbioma, ou a análise da microbiota, né?
- 44:15Desde que se tornou uma realidade, na década de 90, vem
- 44:19sendo cada vez mais estudado, para além da própria
- 44:22diversidade, a gente entender grupos bacterianos bons para
- 44:27algum fator. Grupos bateranos ruins, né?
- 44:30Isso vem avançando, mas Eu Acredito que é a próxima.
- 44:35O próximo capítulo disso vai ser ligar, é como que a relação do
- 44:42animal tá acontecendo com essas medidas?
- 44:45E aí talvez o metaboloma seja uma grande expectativa minha
- 44:50também, sabe? A gente não faz muito metaboloma
- 44:53aqui. É algo bem mais complexo do que
- 44:55o microbioma. Que já é algo bastante simples,
- 44:58né? Na geração do resultado, pelo
- 45:00menos na interpretação, ainda não, mas o metabolomo seria você
- 45:04começar a entender a conversa, certo?
- 45:06O quorum sens como que essas bactérias conversam e como que
- 45:11elas se relacionam com o hospedeiro.
- 45:13Então, além de dizer que elas estão ali, que ela aumentou ou
- 45:18que ela baixou, é poder saber se ela tá jogando bem.
- 45:21Saber se ela está cumprindo com aquilo que eu esperaria dela é
- 45:26saber se o animal está competindo na geração de algum
- 45:30metabólito que pode ser bom para o animal, para gerar, por
- 45:34exemplo, colosso de qualidade num outro metabólito que pode
- 45:38ser importante para uma resposta imune.
- 45:40Mais é aguda. Então, como é que eu vou
- 45:43descobrir isso? Entendendo as relações
- 45:46metabólicas entre as bactérias, principalmente bactérias, né?
- 45:50E o animal? E esse é o metaboloma.
- 45:52Eu tenho bastante expectativa que a gente comece.
- 45:56Eu digo expectativa porque tem muitas empresas investindo muito
- 45:59nisso, né? E trazendo isso, que a gente
- 46:02comece. AA deixar mais claro a própria
- 46:05interpretação do microbioma, né, que é entender a população
- 46:09baterana baseado no resultado da interação dela com o próprio
- 46:13animal. Então eu acho que isso é uma das
- 46:15coisas que tem que vir e dentro isso dentro.
- 46:19Dessa é necessidade de a gente criar é coletas não invasivas e
- 46:26que sejam feitas ali em tempo real, a medida em tempo real.
- 46:29Para mim, ela tem uma utilidade muito grande, porque aquilo que
- 46:32vem depois que eu já vendi a carne é serve talvez para outro
- 46:36lote, mas já é inverno, outro era verão.
- 46:39Então é interessante poder medir e amanhã poder tomar uma
- 46:42decisão. Então isso eu acho que tem que
- 46:44vir e tá vindo a própria ideia do ELPS que eu te falei como uma
- 46:48caixinha que é ali você consegue medir, é um outro exemplo,
- 46:51apenas para contextualizar. A gente pode fazer isso numa
- 46:54numa numa UPL um tempo atrás, que foi levar um equipamento que
- 47:00o pessoal desenvolveu e usa. Eu não vejo, eu não vejo muito
- 47:03no campo, mas tá bovino, né? Pra medir é laminite, é, ou
- 47:08seja, o problema locomotor em vaca que é muito comum, né?
- 47:11É e estresse. Mede também um biomarcador, que
- 47:14é o beta hidroxi butirato e o beta hidroxi butirato.
- 47:19Medindo ali com uma coleta de sangue que pode ser da orelha,
- 47:22põe uma gotinha e é igual o medidor de glicose que que a
- 47:25gente usa, sabe? Igual isso aí, põe a gotinha e
- 47:28instantaneamente, em 1 minuto, ele dá um resultado.
- 47:31Nós recebemos esse equipamento do pessoal da Coreia do Sul é
- 47:35que desenvolveu para vaca e testamos em porca.
- 47:37E foi legal quem testou na maternidade numa UPL testando as
- 47:40porcas. E a lei pegada.
- 47:43E aí a gente pegava portas que estavam com score super baixo,
- 47:46sofrendo, lesionadas, e percebeu que aquilo tinha uma utilidade
- 47:50interessante. Então, o que que deve estar por
- 47:52vir também é a chance da gente poder medir essas coisas em
- 47:56tempo real, dizer, olha, já tem um problema, se você não fizer
- 48:00algo agora, o abatedor vai cobrar esse preço.
- 48:04E eu estou vendo lá na UPM para dizer que o abatedor vai cobrar
- 48:06esse preço. Então essa é é talvez a grande
- 48:09jogada. E a gente.
- 48:10Conseguir ligar todos esses pontos pra fazer essas medidas
- 48:14cada vez mais precoces e mais rápidas.
- 48:18Excelente, eu não poderia deixar de perguntar.
- 48:22Pensando que hoje nosso dia a dia tem cada vez mais presença,
- 48:27seja da vida pessoal ou profissional, a tal inteligência
- 48:32artificial, eu não poderia deixar de perguntar.
- 48:36A inteligência artificial vai encurtar esse caminho que nós
- 48:41estamos falando aqui, por exemplo, essa questão de medidas
- 48:45não invasivas com respostas mais rápidas, como é que você vê
- 48:49isso? Eu não quero ser ingênuo porque
- 48:54a minha área não é ti, né? Mas a gente tem feito alguns
- 48:57trabalhos com o pessoal de ti pra ajudar a desenvolver isso.
- 49:01Eu acho que sim. Vinícius.
- 49:02Eu acho que isso vai ser um suporte interessante pra nós.
- 49:06É eu. Eu não vou nem ter tempo de
- 49:09falar tudo que eu puder ver e me deixou impressionado mais
- 49:11recentemente. Mas, em resumo, é prospectar
- 49:17situações que a gente não consegue imaginar fazendo essa
- 49:21medida linear que nós fazemos. O que quer dizer linear é como o
- 49:24nosso cérebro funciona. Então você falou tanto na vida
- 49:26pessoal como no trabalho, né? É, o nosso cérebro funciona
- 49:30assim, 1 + 1 é 22 + 2 é 4, e a gente vai dessa forma.
- 49:35Fazendo a construção do conhecimento, o exponencial, que
- 49:39não é como o nosso cérebro trabalha, ou tem uma ferramenta
- 49:42de tecnologia atrás ou não acontece.
- 49:45E apenas para dar 11 ideia, eu estive numa empresa que cria
- 49:50ferramentas para eliminar Salmonella, né?
- 49:53Bactérias, desafios do campo, e eles me apresentaram 2
- 49:58astrônomos que eles haviam contratado, né?
- 50:01E aí eu conversei com Deus, falei, o que que faz um
- 50:03astrônomo? Num laboratório que trabalha com
- 50:05vírus e bactéria, né? E a resposta dele foi chocante,
- 50:08me sentiu, me sentiu um idiota, né?
- 50:10Realmente, né, como felizmente a gente é muitas vezes, né?
- 50:14E ele me disse assim, olha, vocês coletam tanta amostra,
- 50:18mede tanto vírus, tanta bactéria e geram tantas relações
- 50:23possíveis que você não consegue imaginar o que daqui 1 ano isso
- 50:26pode estar fazendo. Nós criamos fórmulas matemáticas
- 50:31para provar uma Estrela. E você nunca vai ver porque ela
- 50:35já nem existe mais que ela estava lá e que aquilo foi
- 50:38verdade. Um dia e eu fiquei olhando para
- 50:40ele assim, tipo um macaco, né? Falando boa, que legal, faz
- 50:44sentido. E realmente é isso.
- 50:46Ele tava ali levando, né, uma schenlaine, aquele é um é um
- 50:49tipo de inteligência eles criaram, né?
- 50:51Essa empresa em particular criou uma Shin learning para poder
- 50:54acelerar e na prática, gerou um negócio que a gente levava 2
- 50:59anos para chegar num produto. Hoje, 10 dias, como é que pulou
- 51:03de 2 anos para 10 dias se desastrou no maluco, esse bando
- 51:07de gente que consegue pensar de forma exponencial?
- 51:11Então, não tenho dúvida, eu não tenho dúvida que isso vai
- 51:14acontecer. Aonde que eu acho que está o
- 51:16grande gargalo ou necessidade? Isso tudo só vai acontecer se a
- 51:22gente tiver medidas, medidas é sensorização.
- 51:26Então nós temos que aprender ou. Melhorar a sensorização das
- 51:31nossas granjas, dos nossos hinos sensorização.
- 51:34Quer dizer, medir mais coisas. E não é só no animal, né?
- 51:38Aliás, é muito mais do que no animal, né?
- 51:41É o ambiente como um todo e uma vez sensorizado tanta coisa, nós
- 51:47não vamos ter condição de desenhar isso dizendo, vai
- 51:49acontecer isso aí é que entra essas máquinas de aprender
- 51:52rápido, né? Essa inteligência artificial com
- 51:55toda essa alimentação, do que a gente pode sensorizar.
- 51:58É devolver para nós a reação necessária baseado na
- 52:02inteligência que vai precisar da gente ainda, não importa qual
- 52:05seja o tamanho da evolução, não importa.
- 52:08O ser humano ainda vai ser o ponto mais importante dessa
- 52:12cadeia. Quanto a isso, eu não tenho
- 52:14dúvida. O ser humano ainda vai ser o
- 52:16ponto mais importante dessa cadeia.
- 52:18E para que ele cumpra com tudo isso, ele tem que ter uma
- 52:21qualidade importante, que é aquilo que a gente faz nosso
- 52:24trabalho. Você como professor também.
- 52:26É gerar autoestima. Esse é o nosso trabalho.
- 52:29É fazer as pessoas se sentirem bem, saber que elas podem.
- 52:32Aí vai dar certo. Professor Carol sendo professor
- 52:37Carol, muito obrigado pela pela pelos insights.
- 52:41Pessoal eu é como sempre, né? Ainda mais quando a gente chama
- 52:44profissionais gabaritados como professor Carol certamente
- 52:48teria. Um segundo round, um terceiro
- 52:51round. Seria um curso aqui pensando
- 52:54numa plataforma de educação continuada como essa, né?
- 52:58Mas eu queria fazer 11 lembrete aqui para vocês, e na verdade
- 53:02convidá Los, né? É o pessoal.
- 53:05A equipe do swinocast nos abriu para poder fazer esse convite a
- 53:09vocês nos dias 28 e 29 de julho. 2026 desse ano nós vamos
- 53:17realizar os cines sim, pós Mineiros do Cine cultura, em
- 53:19Lavras. Ele vai ser dentro da SBZ, que é
- 53:22da reunião da sociedade brasileira de sociotecnia, que
- 53:24acontece vários exemplos ao mesmo tempo.
- 53:27E o professor Carol vai estar lá trabalhando mais ou menos esse
- 53:30tema, né? Na verdade é um pouco mais
- 53:32diferente, né? É o pesquisador que olha para o
- 53:34mercado e o Carol é a pessoa para falar isso, né?
- 53:37Então, seriam insights que facilitam o desenvolvimento de
- 53:40tecnologias que geram mais valor.
- 53:41E aí nós não vamos falar só de diagnóstico, né?
- 53:44Vão ter outros colegas também, né?
- 53:46O tema central do evento é ciência e prática gerando valor
- 53:49na produção animal. Então eu convido vocês acesse o
- 53:52site aisbz.org.br vai na programação.
- 53:56Eu tenho certeza que vai ser uma ótima oportunidade aí para vocês
- 53:59é conhecerem ainda mais e aproveitar um ótimo evento de
- 54:02qualidade, professor Carol. Nós tivemos, eu tive aqui vários
- 54:08insights, apesar de estar no meio científico, sempre pensando
- 54:11em análise, em biomarcadores, né?
- 54:13Essa última em sites que você nos disse.
- 54:15Ou seja, a sensorização das granjas somada aos biomarcadores
- 54:19de diagnóstico, né? Os diagnósticos, principalmente
- 54:21pensando em medidas não invasivas e respostas rápidas,
- 54:25somada AIA, por exemplo. Eu acho que nós estamos
- 54:27caminhando aí para uma cadeia produtiva muito mais
- 54:30informativa, muito mais profissional.
- 54:34Para facilitar as tomadas de decisão, né?
- 54:37É, eu estou muito satisfeito com a nossa conversa aqui.
- 54:41Mas, como de praxe, eu não combinei isso com você, até
- 54:45porque nem preciso de combinar. Acho que a tua espontaneidade é
- 54:49ultrapassa qualquer planejamento, né?
- 54:51Não tenho dúvida disso, mas normalmente eu faço perguntas
- 54:56mais de cunho pessoal, um livro, um hobby, um que que for.
- 55:01E eu queria te provocar aí você compartilhar com a gente alguma
- 55:04coisa da tua vida pessoal, né? Um hobby que que o caron, por
- 55:09exemplo, que que o caron faz aí nas horas vagas, apesar de não
- 55:12ter hora vaga praticamente, né? Que que se se se podemos
- 55:17trabalhar nessa frente, né? Qual que é o hobby aí do caron?
- 55:24Bom, tudo bem, a gente não combinou, né?
- 55:26Que que eu vou te falar? É, Nessas Horas a gente tenta
- 55:31achar alguma coisa bonita, né, e vender bem caro, né?
- 55:35Aparecer que a gente vale alguma coisa, né?
- 55:38É, eu não vou fazer isso porque essa é uma forma de mentir para
- 55:42os outros, né? Mas, óbvio, é, não sei se seria
- 55:46Robbie, talvez o pessoal possa ver aqui.
- 55:48Eu por herança até do do meu pai falecido, já eu, desde
- 55:53pequenininho eu sempre gostei muito de ler, então eu leio
- 55:56muito. Eu não vou chamar de hobby isso
- 55:58porque isso não deveria ser hobby para ninguém, né?
- 56:00Mas é algo que no meu tempo livre eu faço demais, né?
- 56:06É um amigo meu. Um amigo meu me ligou uns dias
- 56:10atrás e falou, puxa, comprei, vou mandar para você um Kindle.
- 56:13Sabe o que que é esse Kindle? Negócio, né?
- 56:15Sim, sim, sim, eu. Falei, porque se eu viajei com
- 56:17essa mochila pesada, com 23 livros, e falei, não.
- 56:21Mas eu, eu gosto de livro porque eu gosto de riscar as páginas,
- 56:24né? E ele falou, não, mas o Kindle
- 56:25você pode riscar também. Não, não, mas é que eu gosto de
- 56:28dobrar a orelha assim, eu dobro a orelha do Rio para lembrar
- 56:30depois. Aí ele falou, não, mas o Kindle
- 56:32você também pode dobrar a orelha, e eu vi que não IA ter
- 56:35como escapar, né? Aí eu falei, mas eu gosto do
- 56:37cheiro, cheiro da folha. Ele falou, pai, então vai a
- 56:39merda, não vou te dar Kindle nenhum e eu não deixei ele me
- 56:43dar o Kindle porque eu gosto, apesar do peso, né, de viajar
- 56:47com com esses livros, então não é o hobby, sabe Vinícius, mas é,
- 56:50é, é, talvez. Seria AA recomendação mais clara
- 56:55para que cada um possa enriquecer as histórias que tem
- 56:57para contar. Isso faz parte do crescimento em
- 57:00que cada um gosta de fazer aquilo que é prazeroso, parece
- 57:04que às vezes foge disso. Então eu gosto muito de pescar
- 57:07também, né? Pescar para mim é como ler um
- 57:09livro, o prazer é o mesmo, entendeu?
- 57:11Eu gosto de pescar tanto quando eu gosto de ler um livro, então
- 57:14todas essas coisas que são prazerosas, elas só são assim
- 57:18porque você entende aonde elas te levam, então talvez a
- 57:21reflexão disso. Ou seja, o seguinte, quando eu
- 57:24pergunto para os alunos do primeiro dia de aula, quem gosta
- 57:26de estudar, e aí um ou 2 levanta a mão, fala, temos 2 mentirosos
- 57:29aqui, né? Ninguém gosta de estudar e fico
- 57:32meio chateado comigo. Falei, pô, mas eu gosto, não,
- 57:34não estudar não é normal, porque não é normal porque ninguém foi
- 57:38convidado para uma festa para estudar a noite inteira.
- 57:39Isso não tem festa para isso, tem festa para dançar, para
- 57:42comer churrasco, as outras coisas não vem ao caso agora que
- 57:46a gente descobre do jeito que foi andar, te levou para algum
- 57:50lugar, estudar te leva para outro lugar.
- 57:53Fica tão prazeroso quanto um churrasco.
- 57:56Então, quando você descobre que aquilo que você está fazendo é
- 57:58apenas um caminho para você chegar no fim, isso é realmente
- 58:03muito prazeroso. E se eu pudesse fechar, não sei
- 58:06se eu devia falar isso aqui, mas como você falou, a gente não
- 58:08combinou. E a espontaneidade, às vezes ela
- 58:10me remete a situações que me fazem lembrar, né?
- 58:14Eu diria, e vou falar a você aqui, você que é um grande
- 58:17amigo, me fez. Ele vai vai me fazer viajar no
- 58:21dia do meu aniversário para dar uma palestra dia 28 aí de julho,
- 58:23né? Então, por conta dessa nossa
- 58:25amizade é, eu vou deixar uma mensagem aqui que eu acho que
- 58:28vale ouro, sabe? E de novo, não é de mim que eu
- 58:31tô falando, né? Mas que seja válido, né?
- 58:34Eu não sei se todo mundo sabe, eu tive 1111 acidente há 22 anos
- 58:41atrás e fiquei em coma lá há 35 dias, é?
- 58:46Se despediram de mim várias vezes assim, deram vela e tal,
- 58:49mas eu sempre tinha os boletos para pagar, então não, não, não
- 58:52foi. É bom ter os boletos que eu tive
- 58:53que voltar para pagar esses boletos, né?
- 58:55E aí eu voltei para casa, tinha perdido 28 kg, imagina, perdi 28
- 59:00kg, tinha uma traqueostomia, tinha que tampar para falar
- 59:03porra, um inferno, né? E eu tava na minha casa e minha
- 59:07esposa na época falou, tem 22 alunos aí fora, vendo aí
- 59:10conversar com você e aí entrou 11 menina que hoje trabalha
- 59:13comigo, né? Ela falou, ó, tem 22 alunos
- 59:16aqui, professor, aí ele leu o nome deles e falou assim, a
- 59:18gente veio aqui, a gente veio aqui pra lhe agradecer e eu ali
- 59:22né, pensando que eu tava tudo cagado.
- 59:26Eu olhei Pra Ela e falei, agradecer o que, José rajeira?
- 59:29Ela falou o seguinte, o senhor deu aula pra nós aí e disse o
- 59:32tempo inteiro a gente não entendia bem, mas o senhor disse
- 59:34pra não preocupar com emprego, não preocupar com dinheiro, não
- 59:38preocupar com nada disso, só preocupa em ajudar os outros, só
- 59:40faz isso que o resto dá certo. Aí ela olhou pra mim e falou
- 59:43assim, o senhor tá vivo? Isso deve ser verdade, não é
- 59:45possível. Me deu um abraço e foi embora.
- 59:48Isso aí pra mim, pagou toda a minha profissão como professor,
- 59:52pagou toda ela e como veterinário também.
- 59:54Então essas coisas são fruto desses hobbies, né, que são o
- 59:58prazer que a gente tem quando encontra, que eles são apenas um
- 1:00:01meio pra chegar num fim maior, né?
- 1:00:03E o fim maior é esse, é poder compartilhar esse momento, como
- 1:00:06eu estou compartilhando contigo aqui.
- 1:00:10Esse é o carona, meus amigos, é? É sempre um grande prazer quando
- 1:00:15eu falo que eu sou convidado pra algum evento em que eu vou
- 1:00:19encontrar o Carol, eu já fico mais motivado de ir, porque nos
- 1:00:25traz Alegria, conhecimento e experiência de vida, motivação.
- 1:00:34Então eu queria aqui em público também te agradecer, meu amigo,
- 1:00:36pela por essa pessoa tão querida.
- 1:00:38Por isso que eu te falei, eu acho que é verdade, né?
- 1:00:42Acho que são uma das pessoas mais queridas da nossa cadeia
- 1:00:45produtiva, que todo mundo te respeita pelo teu conhecimento,
- 1:00:48mas por essa, por esse carinho, por essa forma que você pensa,
- 1:00:52esse sorriso, sempre estamos do teu lado, você contando piada,
- 1:00:55conversando e todo mundo dando risada.
- 1:00:57Por que? Porque o caron está lá, né?
- 1:01:00Não tem como. Eu já tive momentos de não estar
- 1:01:02tão bem, de estar preocupado, estressado, fica aí só uns 10
- 1:01:07minutos do lado do caron, resolve em 1 dia, resolve a
- 1:01:10semana. Muito obrigado por ser essa
- 1:01:12pessoa que traz tanta coisa boa pra nós.
- 1:01:16Eu que te agradeço. Vinícius, obrigado.
- 1:01:18Parabéns pela tua iniciativa. Aí eu sei que não é fácil.
- 1:01:21Parabéns e muito boa. Sorte que você tenha muitos no
- 1:01:24cast pela frente ainda. Se Deus quisermos.
- 1:01:26Amigos, pessoal, agradeço mais uma vez o professor caron.
- 1:01:30Espero que a gente tenha outras oportunidades.
- 1:01:32Nós falamos aqui de temas muito importantes, mas os focos
- 1:01:34central foi diagnóstico, né? Como novas ferramentas?
- 1:01:37O professor caron foi a pessoa. Que eu pensei e era mais
- 1:01:41capacitada. Espero que gostem.
- 1:01:43Participem lá da SBZ dos sines. Vai ser uma ótima oportunidade.
- 1:01:47Confira lá a programação das outras palestras.
- 1:01:50Professor Carol, muito obrigado e.
- 1:01:54Viu? Pode falar, deixa só aproveitar,
- 1:01:56aproveitar dizer, né, você já fez a propaganda, acho que vai
- 1:01:58ser um evento legal. E como você me fez viajar no dia
- 1:02:01do meu aniversário, quem for meu carro tem um porta mala enorme,
- 1:02:04eu vou ter que ir de carro. Então como é meu aniversário,
- 1:02:07fica a dica aí, tá? Tá a dica aí, pessoal, espero
- 1:02:13que gostem. Até a próxima.
- 1:02:14Um abraço a todos.