Latest / RetinaPro / Live #172: Quais remédios podem causar doenças na retina? | Dr. Alexandre Rosa e Dr. Gabriel Botelho
Transcript
- 0:00Fala galera. Sejam todos muito bem vindos a
- 0:02mais uma live aqui da retina pro meu nome é Alexandre rosa.
- 0:05Sou médico oftalmologista, professora aqui na universidade,
- 0:09um dos colaboradores sócios aqui da da rede na pro.
- 0:12A gente está nesse nosso projeto de trazer conhecimento de forma
- 0:16gratuita pra todas as pessoas que podem ter interesse.
- 0:20Em saúde visual, como manter se saudável e doenças relacionadas
- 0:24à visão? Os avisos que a gente sempre
- 0:27gosta de passar para todo mundo, né?
- 0:29Então aqui na descrição desse vídeo você vai encontrar alguns
- 0:31links importantes, o link para comunidade no Facebook e para
- 0:35você fazer parte do grupo do WhatsApp, tem também AO áudio
- 0:40desse podcast, desculpa desse dessa live se transformando
- 0:43podcast. Você pode escutar os
- 0:45navegadores, o link vai estar aqui na descrição desse vídeo.
- 0:49E você pode nos acompanhar nas outras mídias sociais.
- 0:52Lembrando que está transmitindo essa live pra outras mídias, né?
- 0:56Está transmitindo pro diretamente pro YouTube, onde é
- 0:59o nosso foco principal. Estamos transmitindo pro
- 1:02Instagram e também pro Facebook. Então você que está nos
- 1:05escutando. Em outras plataformas que não
- 1:08sejam o YouTube, a gente interage com o pessoal aqui no
- 1:12chat aqui do lado do chat do YouTube.
- 1:14Então, se você tem alguma dúvida sobre algum medicamento que
- 1:17possa influenciar nas em doenças da retina hoje é o tema da live
- 1:22sobre hoje é, entendemos da live de hoje.
- 1:25É sobre isso, né? E não deixe de deixar o seu like
- 1:29seu joinha aí, porque isso ajuda com que o nosso canal tenha cada
- 1:32vez mais repercussão e um alcance cada vez maior.
- 1:35Nessa nossa missão de trazer conteúdo de qualidade para todas
- 1:38as pessoas. Bom, vamos lá, vou já chamar
- 1:41aqui meu colega que vai dividir aqui comigo a noite de hoje, que
- 1:44é o doutor Gabriel Botelho. Fala, Gabriel, tudo bem?
- 1:48Fale meu amigo, tudo beleza. Que prazer estar aqui com vocês.
- 1:52Meu nome é doutor Gabriel Botelho.
- 1:54Eu sou médico oftalmologista, especialista terrentine Vita e
- 1:57trabalho aqui na. A gente na própria equipe, né?
- 1:59E hoje a gente vai falar sobre um tema muito interessante, né,
- 2:02que são medicações que podem causar dano ocular, né?
- 2:05Medicações sistêmicas que podem causar toxicidade ou está
- 2:10relacionado a algum tipo de doença ocular, né?
- 2:12Então isso é muito interessante, até para quando a gente for é
- 2:15fazer o uso desses medicamentos, né?
- 2:17Ficar alerta para procurar o oftalmologista, fazer seu check
- 2:20up, né, e fazer o acompanhamento conforme a necessidade.
- 2:26Perfeito. Já tem até uma pergunta aqui
- 2:28sobre um medicamento, alguma questão de vitaminas, a gente
- 2:32vai deixar as dúvidas pra serem respondidas no final.
- 2:35Gabriel, e vamos, vamos trocando aqui.
- 2:38A gente sabe que tem inúmeros medicamentos que podem levar a
- 2:42problemas, é de retina, né? Mas talvez tem alguns que são
- 2:46mais comuns, outros que são não tão comuns, né?
- 2:50Então a gente se por alguns aqui pra gente poder.
- 2:53É falar na live de hoje, né? Nesse bate-papo que a gente vai
- 2:56ter com nossos internautos, pra gente tentar ser o mais objetivo
- 3:00possível. Então cansar as pessoas e a
- 3:03gente ser 11, coisa bem direta, como a gente costuma fazer, né?
- 3:06Se nossa live costuma durar entre 35 e 40 minutos, então
- 3:09vamos ver se a gente consegue, nesses próximos minutos, abordar
- 3:13esse tema específico aí, Gabriel, o que a gente tinha
- 3:17separado de início era pra gente falar o primeiro.
- 3:21O primeiro medicamento que pode trazer problemas para retina
- 3:25seria a cloroquina, né? Então a cloroquina, que foi
- 3:28muito utilizada Na Na época da pandemia, né, teve toda aquela
- 3:32aquela discussão de cloroquina Sérvia ou não serve para o
- 3:35COVID, né? E aí foi um medicamento que
- 3:38acabou entrando muito Na Na cultura popular imaginário
- 3:43popular, né? Todo mundo acabou descobrindo o
- 3:46que que é a cloroquina. E aí eu queria que a gente
- 3:48abordasse um pouquinho esse tema, né?
- 3:50Pra que que serve cloroquina que que ela inicialmente é designada
- 3:56pra utilizar e quais as os problemas que a gente pode ter
- 3:59com o uso de cloroquina nos olhos, especificamente na
- 4:02retina, né? Muito bom, né?
- 4:05Excelente. Então assim a gente vai falar
- 4:06sobre medicações que causam toxicidade ao olho, né?
- 4:09A retina, especificamente. Só lembrando, né?
- 4:12O olho é igual uma máquina fotográfica.
- 4:14A gente tem a lente da máquina, que é o cristalino, a lente
- 4:17natural que faz o foco de luz. E esse foco, ele vai cair sobre
- 4:21a retina. A retina é o filme fotográfico
- 4:23da máquina, né? Então a retina, ela vai
- 4:26transformar a imagem em estímulo nervoso pro cérebro interpretar
- 4:30como visão. Então a gente está falando aqui
- 4:31de medicamentos que vão causar é, digamos, danos nas camadas
- 4:36específicas da retina, principalmente epitélio
- 4:38pigmental e o fotorreceptor, né, que é a é, digamos assim, a área
- 4:41principal. Então a gente vai ter
- 4:43medicamentos que vão. Se acumular na retina, tem
- 4:47medicamentos que vão dar estresse oxidativo, ou seja,
- 4:50morte celular vai destruir a retina, né?
- 4:52E também temos alterações microvasculares.
- 4:55Então começando com o mais famoso, né, que é a cloroquina e
- 4:57a hidroxicloroquina, né? Que para quem não sabe, é um
- 5:00antimalápico que ele está principalmente sendo usado nos
- 5:03pacientes com lúpus. Ele tramatoso sistêmico, que é a
- 5:05trilha de reumatoide, é uma medicação fantástica para o
- 5:08controle dessas doenças, mas. A gente tem que ter cuidado no
- 5:13uso dela e assim o uso prolongado sem acompanhamento
- 5:17pode estar associado a toxicidade, a toxicidade na
- 5:21retina, ela não aparece de repente, é aquele paciente que
- 5:24usa mais de 5, 10 anos, né, uma dose um pouquinho alta e a gente
- 5:29pode ter essa, essa toxicidade. Ela se instala silenciosamente,
- 5:34é algo progressivamente muito lenta, né?
- 5:36Então não é do dia para noite. E aí nós temos exames
- 5:40fantásticos. Que podemos detectar essa
- 5:43toxicidade, essa alteração da retina secundária ou cloroquina
- 5:48de uma maneira que o paciente ele vai, a gente vai perceber
- 5:51esse dano, onde que o paciente tenha qualquer tipo de sintoma.
- 5:54E a gente tem esses 3 principais exames, que é o campo visual
- 5:58central, que é o campo visual 1012, a autofurecinografia, que
- 6:02pra quem não sabe, ele é um exame que é estuda
- 6:04principalmente com OPR. É um exame não invasivo.
- 6:08Onde a gente vai? De estudar a retina desse
- 6:11paciente de uma forma bem detalhada.
- 6:12A gente tem alterações precoces nesse paciente quando a gente
- 6:16tem o uso prolongado da da cloroquina e também a tomografia
- 6:20de coerência ótica, né? O famoso oct também é um exame
- 6:23não invasivo. É que a gente tem na clínica
- 6:26111, aparelho super legal, que ele faz uma Geografia sem
- 6:30contraste junto com a tomografia.
- 6:32Então a gente tem mais detalhes, a gente consegue estudar, ter
- 6:35mais informações, né? Daquele paciente.
- 6:37Então juntando esses esses 3 exames, a gente consegue ter,
- 6:41digamos, uma avaliação detalhada daquele paciente que faz uso
- 6:45prolongado, né? Então o que que a gente
- 6:46recomenda? Geralmente a gente fazer esses
- 6:48exames que a gente chama de beise line, ou seja, o paciente,
- 6:51ele começou a usar a medicação, ele deve procurar oftalmologista
- 6:55já quase sempre o reumatologista ele encaminha, né?
- 6:58Quando ele vai fazer o uso da cloroquene e encaminha pra
- 7:00gente, olha, colega, estou encaminhando esse paciente aí só
- 7:03pra te ver como é que está. A Regina dele e a gente faz
- 7:06esses exames que chamam de exame de base, né?
- 7:08E a partir daí a gente vai acompanhar conforme AAO uso
- 7:13prolongado, né, da medicação. E o importante é fazer esse
- 7:17acompanhamento pra gente perceber quando a toxicidade ela
- 7:21ela acontece, mas numa fase precoce que não gera um dano
- 7:24visual significativo. E a partir do momento que essa
- 7:27toxicidade está documentada. A gente, claro, vai optar por
- 7:32suspender, né, a medicação, tentar trocar por outra
- 7:35medicação que tenha a mesma. Então esses são os 3 principais
- 7:39exames, né? Mas a título de curiosidade, nós
- 7:41temos também 11 exame muito legal, que é o
- 7:44eletroretinograma. É um exame que a gente estuda a
- 7:47função a um do olho, né? A, digamos assim, AA
- 7:51eletrofisiologia do olho. A gente não é um exame que a
- 7:53gente vê AA estrutura do olho, a gente vê como é que ele
- 7:56funciona. Fisiologicamente, né?
- 7:58A gente coloca uns eletrodos no olho e 111 cúpula, que o
- 8:03paciente coloca o rosto e dispara algumas luzes.
- 8:05E a gente tem um eletrohotinograma que avalia a
- 8:08parte central da retina, que é a mácula, que é eletrotinograma
- 8:12multifocal, e ele também pode detectar, né?
- 8:15Esse dano precoce na retina a gente tem redução da
- 8:19sensibilidade central. É só que é um exame mais difícil
- 8:22da gente conseguir. Então esses 3 anteriores, né,
- 8:25que eu comentei, já são exames que são.
- 8:27É suficiente para o acompanhamento do paciente, né?
- 8:31Que usa a cloroquina? Perfeito, Gabriel.
- 8:35Então vamos só tentar é deixar mais mais simples para os nossos
- 8:40internautas, né? Então a cloroquina, ela afeta
- 8:44essa estrutura que você falou do olho, né, que é a retina, que é
- 8:47a parte posterior do olho, especificamente uma camada que
- 8:50fica logo abaixo da retina, que é o epitélio pigmentado, então
- 8:54explicar para os pacientes que é como se fosse o alicerce da
- 8:56retina, né? Região de sustentação da retina,
- 9:00né? A gente tem 2 tipos de de
- 9:03moléculas relacionados a cloroquina, né?
- 9:05A hidroxicloroquina, que hoje é basicamente o que a gente
- 9:11prescreve. O pessoal da reumato prescreve
- 9:13para essas doenças somatológicas que você falou, né?
- 9:15Lupus artístico matose, né? Então a gente, eles usam
- 9:18bastante nesse tipo de doença. E um sal mais antigo, que era o
- 9:23de fosfato de cloroquina. O de fosfato de cloroquina, ele
- 9:27está muito mais associado a essas doenças, essas
- 9:31impregnações na retina, do que a hidroxicloroquina.
- 9:34Hidroxicloroquina tem um perfil de segurança para o olho maior
- 9:40do que o de fosfato, né? O de fosfato cloroquina ele é
- 9:43mais tóxico para retina do que a hidrox, né?
- 9:46E aí, como você bem falou, né? Ou a hidroxicloroquina, na
- 9:52verdade. Vamos vamos tirar a hidroxica
- 9:54esse negócio da cloroquina, ela causa essa doença reitiniana
- 9:57através do acúmulo prolongado desse do uso desse medicamento.
- 10:03Então, se o paciente utilizar por uma semana, 2 semanas,
- 10:06enfim, um mês, ele não vai ter uma cloropatia por cloroquina.
- 10:10Ele vai ter isso só se utilizar por muitos e muitos anos.
- 10:14Depois de 5 anos, 10 anos utilizando que ele pode ter é.
- 10:20E pode ter, né? Não necessariamente ele vai ter,
- 10:22pode ter essas lesões cloroquina.
- 10:24Você falou uma coisa que eu acho que é muito importante.
- 10:26É importante a gente frisar, né, que é essa questão do exame
- 10:29inicial, né? Então, o reumatologista, ele
- 10:31precisa encaminhar o paciente pra poder fazer essa avaliação
- 10:35inicial antes de de começar o remédio, né?
- 10:38Porque se o paciente já tiver alguma alteração ocular, né?
- 10:43Alguma lesão de pitale pigmentado que é essas células
- 10:46onde vão depois da cloroquina ou alguma outra lesão que dificulte
- 10:51a avaliação ou dificulte a percepção.
- 10:56Que aquele paciente pode ter uma lesão por cloroquina a gente
- 10:59contraindica o uso né, que é muito importante isso.
- 11:02Às vezes os pacientes é saberem disso, né?
- 11:05Então se você já toma cloroquina, né?
- 11:07EEO teu o teu médico ainda não falou sobre exame de fundo de
- 11:10olho, conversa com ele Pra Ele poder encaminhar você pra um
- 11:13oftalmologista e você fazer esse exame de de rotina, né?
- 11:18Exame simples que é o exame de fundo de olho, né?
- 11:21E aí isso que o Gabriel falou, né?
- 11:23A gente em geral lança mão desses.
- 11:26É 3 exames que são exames importantes pra gente poder
- 11:29fazer, né? A tomografia de coerência ótica,
- 11:32OACP, né? A autofluorescência que é um
- 11:35exame é também bem simples de ser feito e uma fotografia do
- 11:41fundo do olho, né? Pra você documentar que a que
- 11:43não tem nenhuma adesão ou que tem alguma alteração pra você
- 11:46poder comparar, né? Então é sempre importante.
- 11:49A gente ter esse parâmetro, né? Como o Gabriel falou de do Marco
- 11:53Zero, né? Como é que tá hoje e você
- 11:55acompanhar com o passar do tempo, mas apesar dessas
- 11:58precauções, né, como eu falei, literalmente é um medicamento
- 12:01que ele é bastante seguro, né? Então ele a incidência de
- 12:05macropatia é muito, muito baixa, né, principalmente relacionado a
- 12:09hidroxicloroquina. Então na maioria dos casos a
- 12:11gente é documenta, né, mas são paciente que.
- 12:15É evoluem de forma bem insatisfatória, né?
- 12:20Diferente da de fosfato de fosfato de cloroquina.
- 12:22A gente via mais lesão no passado, né, do que a gente vê
- 12:24agora. Bom, vamos lá, Gabriel, é só
- 12:28relembrando, né? O pessoal que está nos escutando
- 12:29aí nas outras plataformas, no Facebook, no Instagram, está
- 12:32interagindo com as pessoas aqui através do chat do YouTube,
- 12:36então se você tem alguma dúvida sobre o tema da live de hoje,
- 12:39que é sobre medicamentos que podem levar a doenças na retina.
- 12:43Deixa aqui no chat que a gente vai esclarecer é as suas dúvidas
- 12:48sobre isso. Então o segundo medicamento que
- 12:51a gente é, precisa conversar um pouco.
- 12:53Gabriel também é um medicamento também é utilizado muito na
- 12:56reumatologia, mas também outros médicos utilizam.
- 12:59O pessoal da ortopedia é alergista, otorrino, que é o
- 13:03corticoide, né? O corticoide poucas pessoas
- 13:07sabem, né, mas pode também dar problemas na retina, né?
- 13:10Às vezes problemas até. Bem sérios, né?
- 13:13E eu queria que a gente conversasse um pouquinho sobre o
- 13:16uso do corticoide na e essas suas consequências para as
- 13:20doenças da retina. Muito bom, né?
- 13:24Então o corticoide é uma droga amplamente utilizada, né, pra
- 13:26diversas condições. E a gente tem é associação, né?
- 13:31Do uso do corticoide oral, inalatório, né, que são aquelas
- 13:37aquelas. É aquelas Bombinhas, né?
- 13:40Que que treinasal, que usa até na pele, né?
- 13:45Então a gente tem associação, qualquer coisa que tenha
- 13:48absorção sistêmica com uma condição que é na retina, que é
- 13:52a chamada coreo. Retinopatia serosa central, né?
- 13:56Um nome bem longo aí esquisito, mas em resumo, né, de forma bem
- 14:00simples de explicar, a coreo retinopatia central é o cúmulo
- 14:03de líquido embaixo da retina na área central chamada mácula, né?
- 14:08Então esse líquido que forma uma espécie de bolha, né, acaba
- 14:15atrapalhando a visão, né? Então a pessoa, ela acaba tendo
- 14:18a visão borrada, embaçada uma mancha central, as linhas podem
- 14:22ficar, é o rosto das pessoas podem ficar tortas, né?
- 14:25Parece que está vendo. O paciente falou pra mim, olha,
- 14:28parece que eu estou vendo através da água, né?
- 14:31Então eles têm essa condição que é associada ao uso de.
- 14:36Corticoide, né? Então, se um paciente ele está
- 14:38usando o corticoide, começa a ter visão embaçada, de
- 14:40distorção, de maneira súbita, né, ou ou até lenta progressiva,
- 14:46ele deve procurar um oftalmologista, porque o
- 14:48corticoide, ele está associado a essa condição que agora a
- 14:51etnopatia central, felizmente, né, 90% dos pacientes, né.
- 14:56É uma condição que ela resolve sozinha, né?
- 15:00Ela tem resolução espontânea. Basta a gente tirar aquele fator
- 15:05de risco, né, que geralmente é o corticoide ou até estresse.
- 15:09Ansiedade associado, sendo mais comum em jovens, né?
- 15:13Adultos, principalmente homens de meia idade.
- 15:15Então a gente retirando esse fator causador, em 90% dos
- 15:19pacientes, esse líquido ele absorve sozinho e aí o paciente,
- 15:23ele segue a vida dele normalmente fica bem de visão,
- 15:2610% dos pacientes não absorve e a gente lança mão de tratamento,
- 15:30né? A gente faz.
- 15:32É os exames que são necessários pra gente guiar esse tratamento.
- 15:36O tratamento a gente faz geralmente com com laser, que
- 15:39chama laser micropussado, né? Então a gente, digamos assim, é
- 15:45é trata essas regiões de vazamento por onde tá vazando
- 15:49esse líquido pra retina, aí o dia que tu absorve geralmente o
- 15:52paciente, ele fica bem também, né?
- 15:54Mas a gente claro que tem que diagnosticar esse paciente numa
- 15:58fase precoce, né? Não dá pra.
- 16:00Diagnostcasse o paciente naquela fase crônica, né?
- 16:02Que o paciente já está há meses com aquele líquido.
- 16:04Quando aquele líquido ele fica meses, a gente pode ter prejuízo
- 16:08funcional de longo prazo pra esse paciente, mesmo que que
- 16:13absorva. Então essa coreoetinopatia sero
- 16:16central, né? É uma condição muito.
- 16:18Eu vejo muito no consultório, né?
- 16:19Acho que o Alexandre deve ter ver bastante também, mas
- 16:22felizmente, né, a gente retirando esse fator associado
- 16:26que às vezes não é fácil de. De achar, né?
- 16:28São vários fatores. Eu tenho um paciente, uma vez
- 16:31que ele estava retomando uns soros e tinha parece que
- 16:34testosterona no soro, uma coisa assim e de e pode ser que tenha
- 16:38sido um fator causador também, né?
- 16:40Então ele tem diversas condições que podem estar associadas a
- 16:44essa, elas centrais. Vezes a gente faz um trabalho de
- 16:45detetive, né, pra procurar qual foi aquele fator que causou a
- 16:50aquele acúmulo de líquido. Então em resumo, é isso aí, né,
- 16:52Oo tratamento é é também eficaz. A maior parte dos pacientes se
- 16:57saem muito bem, né? Basta a gente regularizar aí
- 17:00esse tratamento. É, eu acho que isso é importante
- 17:04a gente conversar, né, sobre essa doença, que é uma doença,
- 17:07às vezes até bem é. Não vou falar subdiagnosticada,
- 17:12mas eu diria que ela é talvez mal conduzida por médicos que
- 17:17não estão tão acostumados com o tratamento disso, né?
- 17:20É? Teve até.
- 17:23Teve aqui até o depoimento do Emerson, né, que falando que ele
- 17:26desenvolveu central serosa por corticoide, né?
- 17:29E às vezes o colega né? Oo oftalmologista geral, não,
- 17:34especialista em retina, né? Ele é às vezes anão é uma doença
- 17:39causada pelo estresse. É, fica tranquilo, vai melhorar
- 17:43e às vezes o paciente depois de 3 meses, 6 meses, 8 meses não
- 17:47melhora e acaba protelando um pouco essa esse encaminhamento
- 17:51do do. Do do paciente para o
- 17:55especialista em retina, né? Então como o Gabriel bem falou,
- 17:58né? É uma doença que tem um curso
- 17:59benigno na maioria dos pacientes.
- 18:02Na cerca de 8090 e 200 pacientes resolvem de forma espontânea,
- 18:07mas eles têm esse percentual pequeno de pacientes que podem
- 18:10ter 11 curso, um pouco mais prolongado, o que que é
- 18:13prolongado depois de 3 meses, então, se você.
- 18:17Não teve uma resolução do quadro em até 3 meses.
- 18:19Aí você, o médico, tem que fazer alguma coisa para tentar
- 18:23solucionar esse descolamento seroso da retina, para fazer com
- 18:27que você tenha uma, tente recuperar a sua acuidade visual,
- 18:32né? E aí essa doença ela tá
- 18:34relacionada o como o Gabriel falou, né, a essa essa molécula,
- 18:40né? O cortisol, né?
- 18:42E aí o cortisão, ele aumenta no nosso corpo em determinadas
- 18:45circunstâncias, o estresse é uma delas, né?
- 18:48Às vezes o excesso de atividade física.
- 18:50Gabriel tinha um paciente que ele tava participando de uma
- 18:53competição de supino e tava treinando muito.
- 18:57E aí o over trainer, né? Aquele treino Exagerado também
- 19:01acabou levando ele a ter episódios de centro acionosa.
- 19:05Ele já tinha tido uma centro acionosa no passado e acabou
- 19:07tendo 11 recidiva, né? Então tem vários.
- 19:10Vários fatores que podem causar citrosserosa, né?
- 19:12Mas o corticoide é um fator realmente muito importante.
- 19:15Como ela está relacionada ao cortisol, né?
- 19:17Então Oo corticoide, ele ele eleva o nosso cortisol de forma
- 19:25é artificial, né? Então a gente acaba tendo
- 19:29aumento do cortisol pelo uso do corticoide e isso pode levar a
- 19:33centralcerosa e aí o corticoide que a gente.
- 19:36Que como o Gabriel falou, né, que pode levar a centro
- 19:39asterosa, pode ser desde comprimido, injeção de spray
- 19:43nasal, né? Às vezes até é pomada.
- 19:47Se o paciente tem por exemplo, psorias, né, que você trata com
- 19:50com corticoide e a extensão da área, muito grande, né?
- 19:53Então a absorção dessa pomada pode levar AA acentualcerosa.
- 19:59Então lembrar que. Muitos colegas utilizam, né,
- 20:02corticoide, às vezes de forma prolongada, né, então pra
- 20:05tratamento de dor crônica, né, tratamento de enfim, alergias,
- 20:11né, então é na reumatologia também é utilizado de forma
- 20:15sistemática, prolongada, então é importante que o paciente tenha
- 20:18essa avaliação. Teve alguém que colocou aqui, a
- 20:20Sandra colocou aqui, né? Então um paciente que é
- 20:24transplantado, né, que tem que tomar corticoide o resto da
- 20:27vida. Pois é, Sandra, aí tem que
- 20:29realmente fazer uma avaliação. É importante avaliar porque o
- 20:33corticoide, além da da centralcerosa, né, ele pode
- 20:36causar outras doenças também no olho, né?
- 20:38Uma delas muito comum é a catarata.
- 20:41A gente tem uma catarata relacionada ao uso do
- 20:44corticoide, né, que o corticoide pode dar uma catarata específica
- 20:47no olho, né, então é isso também é importante, você é ver também.
- 20:52Então o Everson voltou a falar que ele tem bronquite, né, faz
- 20:55uso de bombinha, né. As Bombinhas também, né?
- 20:57Tem Bombinhas com corticoide também, né?
- 20:59Então tem que ficar de olho nisso aí também, viu?
- 21:02Anderson, bom, e aí AA central serosa, então é uma coisa que é,
- 21:09eu não sei como é que tu lida com isso, Gabriel, mas eu, eu
- 21:11sempre oriento meus pacientes ao final do do tratamento com a
- 21:15central serosa, olha, realmente o corticoide você tem que evitar
- 21:19ao máximo, né? É falar isso pro paciente, é uma
- 21:22coisa importante, né, porque às vezes o paciente.
- 21:25Vai no colega, ele disse, não, não é, é bobagem.
- 21:28Eu vou passar aqui pra você só 11, só um pouquinho, não vai dar
- 21:32nada e volta, né? Recentemente eu tive um paciente
- 21:36agora que teve 11 amigdalite, e aí ele é super orientado assim,
- 21:41já teve, tem uma central centralza crônica, já tem, teve
- 21:44recidiva nos 2 olhos, é um paciente que já acompanha há
- 21:47muito tempo e ele foi no, no, no.
- 21:51No médico, e aí falou pro médico que não podia usar e aí o médico
- 21:55prescreveu Pra Ele a receita, não, do que eu falei Pra Ele,
- 21:57ele falou que não me prescreveu e aí eu olhei lá, a receita dele
- 22:00tava lá prenome, né, que é um corticoide utilizado pra em
- 22:05alguns casos de de, da pra otorrino, né?
- 22:07Disse, olha esse remédio aqui você não pode usar.
- 22:10E ele chegou no consultório já tipo, sei lá, uns 5 dias usando
- 22:14o remédio, falando que a visão tinha piorado, né?
- 22:17E isso é importante, a gente orientar muito os nossos
- 22:20pacientes, né? Que realmente pra essa situação,
- 22:23pra esse paciente, né, o corticoide, ela é uma
- 22:25contraindicação que eu eu brigo com.
- 22:28Contraindicação relativa, né? A gente tem que evitar ao
- 22:32máximo. Aí eu eu até brinco com o
- 22:34paciente, olha, se estiver morrendo.
- 22:37Está com, sei lá, com COVID pulmão está tomada.
- 22:40A gente sabe que o tratamento COVID passa pelo corticoide,
- 22:43você vai ter que usar, não vai ter jeito, mas a doença do olho
- 22:45vai voltar. Mas qualquer outro cenário onde
- 22:51seja possível a gente ter a escolha, o paciente tem que
- 22:55evitar, né? Como é que tu aborda isso com os
- 22:57pacientes? Gabi?
- 22:58Eu faço exatamente da mesma forma, né?
- 23:00Eu alerto, entendeu? Até às vezes deixo meu telefone
- 23:04caso colega, né? De, de.
- 23:06Aí eu começo com o colega, geralmente pneumologista, né,
- 23:09rumoto, olha, é, não tem outra medicação que possa substituir o
- 23:13corticoide nesse momento, né? Ou tentar deixar é a doença
- 23:17muito bem controlada pro paciente não usar o corticoide,
- 23:21né? Outra coisa que eu ataco muito é
- 23:22o estilo de vida, né? A pessoa que já teve um episódio
- 23:24de coragem de uma fatia Serasa central, ele tem que ter um
- 23:26estilo de vida saudável, né? Praticar atividade física de
- 23:30maneira normal, né, moderada, não pode ser aquele cara também
- 23:33que. Que é aquele maratonista que faz
- 23:3545 horas de de exercícios físicos, aí também vai ser um
- 23:39fator causador e também evitar tabadismo e bebida alcoólica,
- 23:43né? Tem um paciente muito
- 23:44interessante que a gente acaba ficando amigo, né?
- 23:47Eu fico amigo dos meus pacientes assim, que são crônicos, né, que
- 23:50vão muitas vezes. E ele era um paciente que foi um
- 23:53dos primeiros que eu tratei aqui em melen de serosa central.
- 23:55Eu fiz leis de micro pulso nos 2 olhos.
- 23:57Ele já estava economicamente, né, com AA doença e estava.
- 24:02Em em outro serviço, aí procurou a gente e a gente fez o lesimo,
- 24:05confuça e secou. Foi a primeira vez que ele viu
- 24:07que não secou, ele ficou muito feliz, a visão dele melhorou um
- 24:11pouquinho, não melhorou que a gente queria que melhorasse
- 24:13porque já tinha sinal de curiosidade, só que ele levava
- 24:16um estilo de vida muito ruim, né?
- 24:17Ele, ele saía à noite, EE era tabagista e tudo mais, eu diria
- 24:22muita bebida ao código e conversei, ele mudou o estilo de
- 24:25vida, só que ele disse que o trabalho dele era muito
- 24:27estressante, até que ele pegou, fez um concurso público.
- 24:30EE foi pra Macapá, ele disse que lá que ele IA ser ter uma vida
- 24:34tranquila, só que lá a gente também teve um estresse no
- 24:37trabalho e tudo mais. E aí ele teve recidiva da
- 24:40doença, né, porque voltou a beber e a e a fumar lá em
- 24:44Macapá. Aí depois pegou o avião, veio
- 24:46aqui e tratou de novo, ficou bem.
- 24:48Então o que eu falo pro paciente, principalmente o
- 24:51perfil, né, que que tem ansiedade, né?
- 24:53Eu, eu sempre fui muito ansioso, mas se a gente tentar entender
- 24:56que a vida. É cheia de ciclos, né?
- 24:59Tem os ciclos altos e baixos, mas a gente geralmente a gente
- 25:02consegue resolver as coisas e tem coisas que são inerentes da
- 25:06nossa vontade. Não adianta você se concentrar
- 25:09naquilo que depende de outras pessoas, que você não tem como
- 25:13interferir nada. Não tem como mudar, né?
- 25:15OOA forma como as coisas acontecem.
- 25:19Claro que tem fatores que você vai conseguir controlar, mas
- 25:21outros não. Então tenta se concentrar
- 25:23naquilo que você consegue controlar, né?
- 25:26Então esse paciente, ele era interessante.
- 25:27Ele falava inclusive que ele ele tinha.
- 25:29Ele ficava nervoso pelo jeito que as pessoas iam pensar dele,
- 25:32da dependendo de 42 que eles estão mais.
- 25:34Eu falei, cara, não pensa nisso. Esquece que as pessoas deixam de
- 25:38pensar ou de ti faz o que tu acha que é certo?
- 25:42Aí eu acho engraçado que. Os pacientes serosos, a gente
- 25:45acaba conversando muito, né, que a gente faz essa, essa fase
- 25:48psicológica com eles, né? Eu acho que não é, Ah, Bora
- 25:52encaminhar pra terapia. Claro que eu acho que dependendo
- 25:54do paciente, né, a gente tem que fazer terapia agora eu acho que
- 25:58também jogar essa parte psicológica no consultório,
- 26:01conversar bastante Pra Ele entender que OOA mente dele, tá
- 26:05aí, tá também muito ligada, né, a esses episódios de serosa
- 26:08central e os fatores também, né. Com medicações sistêmicas.
- 26:13Então eu deixo isso daí muito bem claro pro paciente que ele
- 26:16vai ter que dar um jeito de de controlar isso daí na vida dele.
- 26:20Legal, aí teve até uma pergunta aqui do Rogério falando sobre
- 26:24isso, né? O estresse do dia a dia pode
- 26:25levar pro problema da retina. É exatamente isso que a gente tá
- 26:28falando, Hein, Rogério? Então essa doença central
- 26:31serosa, ela tá relacionada diretamente ao estresse por
- 26:34causa do aumento do cortisol e aí só só lembrando, né, deixando
- 26:38aqui os nossos avisos mais uma vez, né?
- 26:39Quem? Está nos assistindo no Facebook
- 26:41e no Instagram, entra aqui no chat do YouTube para poder tirar
- 26:44suas dúvidas a respeito da live de hoje.
- 26:46A gente vai estar separando aqui algumas perguntas já sobre.
- 26:50É medicamentos para a gente poder chegar ao final, né?
- 26:53É só finalizando essa coisa da central serosa.
- 26:55Eu costumo falar que o estresse ele ele encontra uma maneira da
- 26:59de se se manifestar no corpo, né?
- 27:03Então tem pessoas que tem enxaqueca, tem pessoas que tem
- 27:06gastrite, tem pessoas que tem dermatite, né?
- 27:09Tem pessoas que tem, enfim, é outros problemas e tem gente que
- 27:13tem central alcerosa, né? Então então o órgão de choque da
- 27:17de algumas pessoas vai ser um ou outro, né?
- 27:19Então é importante a gente modular isso.
- 27:22E aí é, Gabriel, vamos chegar aqui no na terceira droga, o
- 27:25terceiro medicamento que pode causar problemas é no olho, que
- 27:29aí é o medicamento da moda, né, que é o os inibidores da
- 27:33semaglutida, né? O mais famoso deles aí é o using
- 27:36pick, né, que é a droga da moda. Muita gente usando pra é perda
- 27:42de peso, né? E aí só lembrar aqui, o
- 27:46medicamento foi é criado pro tratamento do diabetes, né?
- 27:51Mas tem esse efeito de controle de peso.
- 27:54E aí as pessoas acabam utilizando de forma meio e às
- 27:56vezes até meio discriminada, né? A gente vê muita gente tomando.
- 28:00Pra tudo, né? Esses esses inibidores da
- 28:03semaglutida? Eu queria que a gente
- 28:05conversasse um pouquinho sobre isso aí, né?
- 28:07Como é que a gente? Quais as os problemas que a
- 28:09semaglutida pode causar no olho? Muito bom, então é a
- 28:13semagllotida, né? Um medicamento pra diabetes e
- 28:16emagrecimento, né? São aí na crista da onda, na
- 28:19moda. Então eles ajudam a controlar a
- 28:21glicemia e consequentemente, também é reduzir o peso, né?
- 28:24Então, estudos recentes eles mostraram que alguns pacientes
- 28:27que já tem a retinopatia diabético, ou seja.
- 28:30O paciente ele já tem o tem o dano causado pela diabetes nos
- 28:33ódio, né? Com sangramentos e tudo mais.
- 28:36Se você usar essa medicação, você pode ter uma piora rápida
- 28:40das lesões. É da diabetes no olho, ou seja,
- 28:43uma progressão da retinopatia diabética, né?
- 28:45A visão do paciente pode piorar, principalmente quando há uma
- 28:49queda brusca da glicemia. Isso daí já foi mostrado do
- 28:52passado em vários estudos. E os o endocologista, eles sabem
- 28:55muito bem disso, né? Quando Ah, o paciente, ele tá
- 28:58com uma glicemia, ele chega no consultório com uma glicemia de
- 29:00base muito alta, né, 300, 400. Eles não controlam rapidamente
- 29:06essa glicemia. Isso é um conceito antigo,
- 29:08porque se controlar rapidamente o paciente, ele pode ter 11,
- 29:12piora muito significativa da significativa da gente, não pode
- 29:16tirar diabética e consequentemente, piora da
- 29:18visão. Então assim, vale ressaltar que
- 29:20o não OA sermoglutida não é efeito tóxico direto no olho,
- 29:23né? É um efeito indireto por conta
- 29:25da melhora rápida do metabolismo daquela pessoa que estava
- 29:28totalmente descontrolado. Então a importância, né?
- 29:31Gente, o Alexandre acabou de comentar, né?
- 29:33Ninguém aqui vai tomar esses remédios de forma
- 29:35indiscriminada. Você tem que procurar, né, o seu
- 29:39endocrinologista, Pra Ele prescrever, ver qual é a melhor
- 29:42medicação pro seu caso. Ele vai estudar o seu caso.
- 29:45A medicina hoje ela está personalizada.
- 29:47Cada paciente vai ter um tratamento específico da melhor
- 29:50forma e sempre fazer o acompanhamento conjunto, né?
- 29:53O paciente, ele é diabético, ele vai acompanhar com o
- 29:55endocrinologista, mas ele também sempre vai ter ali o
- 29:58oftalmologista junto com ele, ajudando aí AA prevenir, né?
- 30:03O avanço da retinopatia diabética a gente tem que.
- 30:05Aquele paciente que já tem a gente não pode tirar diabética.
- 30:07A gente tem que estabilizar aquela doença numa fase inicial
- 30:11que quando ela avança já tem muito sangramento, baixa divisão
- 30:14escolamento de Argentina tradicional.
- 30:16A gente já começa a tratar esse paciente de forma mais tardia,
- 30:19né? Já começa atrasado, digamos
- 30:20assim, e aí a chance de melhorar a visão do paciente, ter uma
- 30:24visão de qualidade, quando a gente não pode tirar.
- 30:26A diabética tá muito avançada, é um pouquinho, é bem menor, né?
- 30:30Então a gente quer. Primeiro que o paciente
- 30:32diabético tenha o controle regular da diabética e não tenha
- 30:35a retinopatiar diabética. Mas quando ele tiver, a gente
- 30:39tem que ter é essa retinopatiar diabética numa fase inicial pra
- 30:43fazer um tratamento legal, né? Um tratamento também, digamos
- 30:46assim, eficiente, pra que ela não evolua pra gente estabilizar
- 30:51a doença no olho também, assim como o endocrinologista
- 30:54estabiliza a doença sistemicamente.
- 30:59Perfeito, então é isso, né? Na verdade, como o Gabriel
- 31:02falou, né, não é a semanutider em si, né?
- 31:04É o controle rápido da glicemia que pode causar problema nesses
- 31:08nesses inibidores da semanutider, né?
- 31:11Como osinpic, sobretudo os pacientes, já tem lesão no olho,
- 31:15né? Se ele já tem lesão no olho, tem
- 31:16que ter mais cuidado, né? Esse controle tem que ser feito
- 31:19de uma forma mais. Parcimoniosa é Gabriel?
- 31:23Separei aqui algumas perguntas que as pessoas colocaram sobre o
- 31:27tema da live de hoje pra gente poder ir já ir se encaminhando
- 31:31pro final, né? Lembrando que as pessoas que
- 31:33estão nos ouvindo no Facebook, no Instagram, está respondendo
- 31:36as perguntas aqui sobre o tema da live de hoje no chat do
- 31:39YouTube. Então vou colocar aqui do do
- 31:41Danilo. Ele falou, é sobre os
- 31:43suplementos né? Que acho que é uma coisa
- 31:45interessante, né, esses suplementos que se vendem muito
- 31:47pra doenças de retina, né? Quando é que a gente recomenda a
- 31:52utilização de suplementação para tratamento de doenças da retina?
- 31:57Muito interessante essa pergunta, né?
- 31:59Então a gente tem um grande estudo americano que avaliou
- 32:02vitaminas de antioxidante, principalmente para paciente que
- 32:05tem a chamada degeneração macular relacionada a idade, né?
- 32:09Então, uma degeneração que acomete a retina, principalmente
- 32:12com pessoas de mais de 7080 anos, né?
- 32:15Então a gente tem. É isso aí.
- 32:17E o que que eles descobriram? Que pacientes que usam
- 32:19suplementos com com base de zinco, cobres e argentinas, né?
- 32:24E todas essas, essas medicações, é, eles tiveram uma redução na
- 32:30chance da evolução da degeneração macular da
- 32:33relacionalidade média de 20 a 25%, ou seja, um de cada 5
- 32:37pacientes de fato. Benefício, né?
- 32:40Então essa vitamina. Ela Foi indicada especificamente
- 32:43pra esses pacientes com degeneração macular relacionado
- 32:46a idade, principalmente na fase intermediária da doença ou
- 32:50quando tem 11 fase avançada e um olho indica pra reduzir a chance
- 32:54do olho contralateral. É, digamos assim, tem um avanço
- 32:58da doença, né? Então o que que é importante,
- 33:00né? Não é todo mundo que vai ter
- 33:03indicação dessas, é dessas vitaminas.
- 33:06Não tem porque você sem indicação clínica tomar, porque
- 33:08você não vai ter benefícios, você vai só.
- 33:11Gastar dinheiro e perder tempo que todo dia você vai ter que
- 33:13tomar aquele comprimido, né? Então tudo na medicina é baseado
- 33:17em em estudos, é concretos, estudos sérios, né?
- 33:20A gente não pode aqui ficar dando vitamina para quem
- 33:23realmente para quem não precisa. A gente vai dar as vitaminas
- 33:26para quem realmente tem necessidade, né?
- 33:28Quem vai ter benefício? Toda vez que a gente indica um
- 33:30tratamento, a gente tem que ter benefício para aquele paciente,
- 33:34né? Não pode.
- 33:35Indicar o tratamento sem ter benefício, senão aquilo ali não
- 33:38vai servir de nada. Então nós temos critérios
- 33:40clínicos pra indicar essas vitaminas, né?
- 33:43Se essa essa é a dúvida, Ah, se eu tomar essas vitaminas eu vou
- 33:47ter é prevenção não, porque OA gente tem que se basear no
- 33:51estudo, né? O que o estudo fala, a gente não
- 33:54pode pegar coisa na nossa cabeça EE levar pro dia a dia.
- 33:58Exatamente, então tem que utilizar pra essa.
- 34:01É doença que o Gabriel falou, né?
- 34:03Com a degeneração macular na forma seca, quando tem os
- 34:06critérios pra pra indicação, eu acho que outra coisa que é
- 34:09importante falar, né, que a gente só tem evidência
- 34:12científica da formulação do ared, né?
- 34:15Não adianta você utilizar outros medicamentos, é, enfim, que não
- 34:19tenham a mesma fórmula, né, que foi é prescrita no estudo,
- 34:23porque a gente não tem embasamento pra saber se vai
- 34:26funcionar ou não, né? Então às vezes eu vou.
- 34:30Você vê na farmácia? Não, esse aqui tem ômega 3, tem
- 34:32não sei o que, mas não segue a mesma padronização que tem no
- 34:36estudo. Então, por exemplo, ômega 3,
- 34:39teoricamente pra degeneração macular não tem tanto benefício,
- 34:42né? Aí tem 11 pergunta aqui do
- 34:44Benício, se tem algum medicamento pra que?
- 34:47Pra quem usa, pra Pressão Arterial alta, né?
- 34:49Se faz mal pra saúde, eu. Não conheço, mas tem AA os
- 34:57antiarrítmos, né, tem a mildarona, né, que pode dar uma
- 35:00passagem na córnea, né? AA córnea é verticilata, mas
- 35:05medicamentos antipertensivos eu não, não, não lembro de algum,
- 35:09tu lembra algum aí dá uma pesquisada aí ver se você lembra
- 35:12de alguma coisa, acho que assim. Tem os efeitos colaterais, né?
- 35:16Eu, por exemplo, o beta bloqueador.
- 35:18Ele pode causar olho seco, né? Sim.
- 35:20Mas na retina? Mas na retina não, né?
- 35:24A gente não tem a. Retina, não.
- 35:25É, tem também uma. Eu lembrei que tem uma nifa de
- 35:31Pina longipina, onde pode causar raramente edema macular, né?
- 35:36Mas é raríssimo isso aí. Eu nunca vi isso aí, mas já foi
- 35:39descrito, né, que é o bloqueador de canal de calça.
- 35:43Ele pode estar associado AAA edema macular, mas isso daí é
- 35:48muito raro, né, gente? Não tem como você.
- 35:51Deixar de usar o seu medicamento pra Pressão Arterial pensando
- 35:55que ele vai ter algum efeito colateral.
- 35:57O benefício do medicamento é simplesmente muito maior e se
- 36:01você apresentar o efeito colateral, a gente vai trocar o
- 36:04medicamento, né? Não pode nunca deixar de tomar
- 36:08medicamento aqui na live a gente traz informação, a gente nunca
- 36:10vai mudar, né? Qualquer tipo de conduta médica,
- 36:13né? A conduta tem que ser dada
- 36:15sempre pelo seu médico, né? A medicina, ela é personalizada.
- 36:19Perfeito. Aí tem uma pergunta da Nádia
- 36:21sobre o canabidiol. Canabidiol altera a visão?
- 36:26Também não. Não conheço nenhum efeito do
- 36:28canabidiol diretamente Na Na Na retina, viu Nádia, então,
- 36:34especificamente para a retina, não, não tenho nenhum
- 36:38conhecimento. Tem alguma coisa grabrite sobre
- 36:40canabidiol? Não, a gente tem os estudos, é,
- 36:44mas assim, nada comprovado, né? A gente sabe que estudo clínico,
- 36:47gente, tem vários tipos de evidência científica, né?
- 36:50Então às vezes a gente lê um estudo, né, Na Na internet, só
- 36:54que às vezes aquele estudo, ele não tem uma metodologia
- 36:56adequada, né? Mas a gente já eu já vi ouvir
- 36:59falar de alguns estudos, né, que que Oo é controverso.
- 37:04O efeito do canabidiol é em glaucoma.
- 37:10É, tem uns que que falam que pode aumentar a pressão, outros
- 37:14diz que podem reduzir, então isso daí não, não tem qualquer
- 37:16tipo de evidência, né? Científica, mas isso aí é todo
- 37:22é. Tem paciente que já relatou olho
- 37:24seco, né? A gente, eu já já tive paciente
- 37:26que ele usava o canabidiol de forma recreativa, né?
- 37:30E ele queixava depois que usava de olho seco, né?
- 37:33Eu não sei se isso daí pode relação também macho.
- 37:37Mas, enfim, não tem. Não tem um estudo, né?
- 37:39Até porque ninguém nunca acho que teve interesse, né?
- 37:42Tem o Manuel que perguntou que assiste a live de Portugal, tem
- 37:48ODMR, seca tonta da la fila, né? Assim como emgrama, receio,
- 37:52receio, prejudicar a visão periférica.
- 37:56É, olha Manuel, a tadalafila, ela é um vasilatador, né?
- 38:01E assim, em relação a é doenças rechinianas, ela também não tem
- 38:08nenhuma comprovação, pelo menos eu não não lembro de nenhum
- 38:12estudo relacionado a isso. Tem a estudos relacionados a uma
- 38:18doença no nervo ótico, que é no nervo ótico, né, que é a
- 38:22neuropatiótica esquemica, mas principalmente quando.
- 38:25É, a dose é maior tá? Então geralmente é era quando se
- 38:30usava o seu denafio a 20 miligramas né?
- 38:32A tadalafio a 5 miligramas tem um perfil de segurança melhor do
- 38:37que o seu denafio a 20 miligramas né?
- 38:40Então é a princípio não vejo nenhum problema pra se usar
- 38:44tadalafil e assim não nenhuma relação também com dmr seca tá?
- 38:49Bom, e pra finalizar aqui tem uma pergunta do do Gabriel.
- 38:53Ele falou boa noite. Tenho um tio que está fazendo
- 38:56tratamento de câncer de próstata, está receoso por fazer
- 38:59filme de catarata, tem alguma contraindicação de medicamentos?
- 39:02Então tem tem alguma restrição de algum medicamento pra câncer
- 39:09de próstata? Essa pergunta é muito
- 39:11interessante, né? Ele deve estar fazendo o câncer
- 39:14maligno, né? Mas a gente tem uma medicação
- 39:16que é usada para hiperplasia prostática.
- 39:19A benigna, né? A tanzima, né?
- 39:23Essa medicação, ela é um. Ela atua bloqueando, né?
- 39:28Os receptores alfabeticos da próxima bexiga, ajudando a
- 39:31pessoa a urinar melhor quando ela está com a com ACP Brasília
- 39:34prostática bem digna. Mas ela também, ela não vai agir
- 39:38só lá na próstata, então ela vai agir também na Íris, né?
- 39:40Reduzindo, digamos assim, o tônus da Íris.
- 39:43Aí deixa a Íris mais flácida e essa Íris mais flácida.
- 39:46Ela vai tender a se movimentar mais na cirurgia de catarata,
- 39:50né? Então é muito interessante que é
- 39:52um medicamento que eu pergunto para todos os homens que eu vou
- 39:55operar a catarata. Você usa ou já usou outra
- 39:57celusima que a partir do momento que ele já usou?
- 40:00Aquela Íris, ela não vai mais ser a mesma, né?
- 40:02Então dá 11 pouquinho mais de trabalho, mas cirurgia
- 40:05cuidadosa, a gente tem todo o material, né, necessário pra
- 40:09fazer uma cirurgia segura, então no câncer de próstata, né?
- 40:12Especificamente eu não sei se tem alguma alguma relação, Eu
- 40:16Acredito que é seguro fazer a cirurgia, desde que o paciente
- 40:19esteja bem clinicamente, né? É sobre os medicamentos, tem que
- 40:23levar, né, que a gente tem que olhar, se ele está usando algum
- 40:26anticoagulante, alguma coisa assim, a gente tem que ficar de
- 40:29olho, mas não. É contra, indica a cirurgia, né?
- 40:32A gente hoje em dia faz a cirurgia com anestesia local, na
- 40:35forma de colírio e sedação, então o paciente não precisa
- 40:38suspender. Geralmente esses anticoagulante
- 40:41caso a que cada caso tem que ser estudado, né?
- 40:44E aí, com relação à próstata, seria mais ou menos isso, a
- 40:47cirurgia. Ela é segura, SIM, 1 tratamento,
- 40:49desde que o paciente esteja bem. Mas tem esse esse adeno da
- 40:52transulose, mas que eu acho muito interessante todo mundo
- 40:54saber, né? Até eu comentei com um
- 40:57urologista uma vez eu falei, cara, se tu pegar algum paciente
- 40:59com mais de 60 anos que tu fores passar a tua zuluzima, já manda
- 41:04é programar a catarata. A gente já opera.
- 41:08Logo que que é uma cirurgia é mais tranquila, né?
- 41:11A gente tem que procurar tranquilidade no nosso dia a
- 41:13dia, né? É isso.
- 41:15Isso era o que? Uma coisa que eu IA até
- 41:16comentar, né? Teve uma live que que eu e o
- 41:19Luciano te falou sobre isso, né? Sobre a tranzulosima.
- 41:22E eu acho que isso é uma recomendação muito interessante,
- 41:25né? Se o paciente vai começar
- 41:27iniciar a transmosima, que é utilizada para hiperplasia
- 41:30prostática, já tem uma certa idade e já tem um início de
- 41:34catarata. Opera logo a catarata porque vai
- 41:36ser muito mais fácil a cirurgia antes de usar.
- 41:40O medicamento não queria operar depois, né?
- 41:43E mas aí que tu falasse, né, vai dar muito mais trabalho, né?
- 41:47Se ele conseguir fazer antes, vai ser muito mais liso Pra Ele,
- 41:51vai ser melhor pra todo mundo, né?
- 41:52Melhor pro paciente, melhor pra recuperação dele, enfim, tudo
- 41:56mais fácil ele poder ter uma recuperação melhor.
- 41:59Gabi, estamos chegando aqui AA 42 minutos, já passamos do nosso
- 42:04tempo aqui que a gente costuma ficar.
- 42:05Queria que tu deixasse as suas recomendações finais aí pra.
- 42:09Pra o pessoal que ficou com a gente até o final aí.
- 42:13Perfeito, né? Então pessoal, a toxicidade na
- 42:15retina, né? Ela é muito rara, né?
- 42:18É em qualquer um desses medicamentos, né?
- 42:21O segredo é o acompanhamento regular, você vai no seu
- 42:24oftalmologista todo ano, né? Independente, Ah, eu não tenho
- 42:26nenhum sintoma, então você deve igual o check up.
- 42:29A gente faz ano de sangue todo ano, então vai no oftalmologista
- 42:32todo ano passa Pra Ele todas as medicações, né que você tá
- 42:36usando? Eu sempre pergunto pros meus
- 42:37pacientes, o que que eles estão usando?
- 42:39Então tem que sempre passar todos esses medicações, porque
- 42:41se tiver alguma medicação aí que tenha risco de estar associado a
- 42:45alguma doença ocular ou até mesmo texto toxicidade, a gente
- 42:49vai pedir os exames que se a gente julgar necessário, né, e
- 42:52vai poder fazer um bom acompanhamento, né?
- 42:54Uma medicina de de qualidade, pra você não ter qualquer tipo
- 42:57de prejuízo na sua visão. Então porque a maior parte
- 42:59desses medicamentos aí que a gente comentou, eles são
- 43:01seguros, né? É muito raro a gente ver hoje em
- 43:04dia a toxicidade ou hidroxicloroquina, né, que é AA.
- 43:09A medicação que é é mais seguro, mas é isso.
- 43:12Um abraço pessoal, até a próxima.
- 43:15Valeu Gabriel. Até mais.
- 43:16Tchau, tchau, um abração pessoal.
- 43:19Muito obrigado a todos vocês que ficaram com a gente aqui até o
- 43:23final, né? Lembrando que a gente está
- 43:24trazendo esse conteúdo de forma gratuita pra todas as pessoas
- 43:27que podem ter interesse em ouvir sobre saúde ocular.
- 43:31Como manter essa saúde visual em dia?
- 43:33A gente entrega esse conteúdo de forma é completamente.
- 43:38É espontânea e é uma coisa que realmente a gente gosta bastante
- 43:42de fazer, né? A gente fazia isso de forma
- 43:43presencial. Depois da pandemia, a gente
- 43:45começou a fazer de forma online e a gente viu que a gente
- 43:48consegue ajudar muitas pessoas, não só daqui da nossa cidade,
- 43:51mas fora da nossa cidade, com informações.
- 43:54É de qualidade, porque a gente acredita em pessoas bem
- 43:57informadas, podem tomar decisões mais consistentes e mais
- 44:01coerentes. É não esqueço de deixar o like,
- 44:04isso ajuda com que a gente tenha cada vez mais.
- 44:08Disponibilidade EAA gente consiga espalhar essa mensagem
- 44:12para mais pessoas, então isso ajuda a gente e se você conhece
- 44:15alguém que possa ter interesse sobre isso, compartilha ao
- 44:18canal, compartilha esse vídeo.