Latest / SuinoCast · by PPGVET / O CUSTO DA HIPERPROLIFICIDADE NA MATERNIDADE - Dr. Caio Abércio da Silva | Ep. 340
Transcript
- 0:00Claro que nós temos que entender que existe 111 promoção
- 0:06constante da suinocultura. No que diz respeito a vários
- 0:09aspectos, é inclusive sanitários.
- 0:13Os ambientes são melhores, mas ao mesmo tempo é esse.
- 0:18Esse ponto é um dos mais críticos.
- 0:19Eu colocaria que. A colostragem de qualidade é o
- 0:24manejo mais importante na maternidade.
- 0:36O swinocast só é possível através do apoio de empresas
- 0:39inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:42suínocultura brasileira zoetes líder.
- 0:45Global em saúde animal. Novos líderes em soluções de
- 0:51nutrição inteligente para o crescimento dos negócios na
- 0:54produção de proteína animal. Novo anesis, transformando o
- 0:59mundo através da biologia. Dsm firmenish moldando o futuro
- 1:05dos cuidados com suínos. Cerva sempre com você, além da
- 1:11saúde animal. Autech soluções nutricionais
- 1:17eficientes e sustentáveis para fortalecer a suinocultura,
- 1:21paxmart transformação digital para o campo polinutre nutrição
- 1:28animal. Juntos, vamos mais longe.
- 1:33Olá, meu nome é Letícia. Eu sou uma das Roses desse
- 1:36programa e hoje nós estamos aqui com o professor Caio Alberto, da
- 1:39Universidade Estadual de Londrina, a famosa well, ele vai
- 1:43falar pra gente. Como que a nutrição vai
- 1:46influenciar na imunidade dos animais especificamente?
- 1:50Como que a gente vai mexer com as fêmeas e com os leitões tanto
- 1:55latentes, desmamados pra gente entender essa Inter relação da
- 1:59nutrição e da imunidade? Então o professor Caio, ele
- 2:03dispensa Apresentações e já passo a palavra, professor, o
- 2:06que que você veio conversar com a gente hoje?
- 2:09Muito obrigado, Letícia, por essa introdução.
- 2:12É de fato, vamos discutir um tema bastante relevante, que
- 2:16afeta diretamente as nossas granjas.
- 2:20Temos vivenciado uma situação que se agrava com a
- 2:24hiperprolicidade das nossas matrizes.
- 2:27É especialmente no que diz respeito a imunidade passiva, na
- 2:31qual é os leitões são completamente dependentes desse
- 2:35primeiro aporte imune. EE é nesse sentido que essa
- 2:39abordagem ela ela se propõe. É, eu queria inicialmente
- 2:44historiar um pouquinho. É sobre essa problemática e de
- 2:49forma bastante sacramentada. A gente sabe que o aumento do
- 2:54número de nascidos é, nós não encontramos um aporte de
- 2:58imunoglobulinas. É na mesma proporção que o
- 3:04número de leitões de uma de uma matriz, né?
- 3:07Aumenta. É, existe na verdade uma eu
- 3:10colocaria assim entre aspas, uma diluição é desse volume de
- 3:16colostro ingerido. É é uma relação então inversa,
- 3:20quanto mais leitões, menos colostro ingerido.
- 3:22E naturalmente, o aporte das imunoglobulinas aí dos
- 3:25anticorpos veiculados por esse produto é não atingem na mesma
- 3:31quantidade, é as demandas requeridas.
- 3:35É claro que nós temos que entender que existe 111 promoção
- 3:42constante da suinocultura. No que diz respeito a vários
- 3:46aspectos, é inclusive sanitários.
- 3:49Os ambientes são melhores, mas ao mesmo tempo é esse.
- 3:54Esse ponto é um dos mais críticos.
- 3:56Eu colocaria que a colostragem de qualidade é o manejo mais
- 4:01importante na maternidade. A dsm firminich pode ajudá lo a
- 4:07preparar, proteger e apoiar a resiliência dos seus leitões,
- 4:11fornecendo experiência local em suínos e soluções completas e
- 4:15personalizadas para ajudá lo a concretizar a sua visão, a dsm
- 4:20firminich está moldando o futuro dos cuidados.
- 4:22Com suínos, posso até te interromper, porque me deu até
- 4:30uma palpitação aqui agora eu que sou da área de sanidade.
- 4:34É, está me falando então que já está comprovado que esse aumento
- 4:38do número de leitões ali na entegada está comprometendo a
- 4:43colostragem que AO volume de colostro a quantidade barra
- 4:47qualidade desse colostro não está acompanhando o número de
- 4:50leitões e assim, eu não sei se todo mundo tem noção do que isso
- 4:54significa. Porque, por exemplo, às vezes a
- 4:56gente tem 11 noção geral assim, né, que Ah, a mãe passa
- 5:01imunidade para o leitão, né? Passa anticorpos para o leitão.
- 5:06Mas se a gente for separar, a gente tem 2 momentos, né?
- 5:09Se a gente for pensar, mães e filhos, no geral, os primatas,
- 5:12né? Incluímos nós os seres humanos.
- 5:15A mãe passa muita coisa pelo cordão umbilical, ainda entra
- 5:19útero para o seu filhote, para o seu bebê.
- 5:21Agora, quando a gente está falando de de herbívoros, de
- 5:25carnívoros e de onívoros que não primatas, e a gente inclui os
- 5:29suínos nessa história, a gente não tem tanta transferência de
- 5:33anticorpos e no caso dos suínos, a transferência é um redondo
- 5:37zero, né? Transplacentário vai passar
- 5:40mesmo via colestragem. Então, esse leitãozinho, ele
- 5:43passa pelo canal vaginal totalmente desprotegido e ele
- 5:47vai receber a proteção via colostro.
- 5:49E agora o senhor me fala que o colostro não está chegando na
- 5:52quantidade que esse animal precisa, já está me dando até um
- 5:55treco aqui que eu. AI meu Deus, vamos começar a ter
- 5:57um Monte de problema que já estava solucionado na década
- 6:00passada? Me explica melhor isso aí,
- 6:02professor, por favor. Boa, Letícia, você até é,
- 6:07completou. Um ponto que que de fato.
- 6:10É, é o começo dessa história AO aporte de imunoglobulinas
- 6:16somente acontece, né? Via colostro não há passagem
- 6:21desses dessas macromoléculas pela placenta, consequentemente
- 6:25os leitões não tem nenhuma imunidade, eu coloco, não tem de
- 6:30uma forma um pouco forte. Há uma pequena produção sim, mas
- 6:34as a imunidade proveniente da mãe pela transferência e isso
- 6:39não acontece. Então o problema se agrava de
- 6:42fato por conta da da hiperprolificidade.
- 6:46Existem alguns algumas publicações muito, muito claras
- 6:50que provam que a medida que o número de leitões aumenta, a
- 6:53ingestão de colostro diminui é o colostro.
- 6:57É uma matéria, um produto que a gente tem pouca mobilidade de,
- 7:01de mudança quantitativa, e isso abre então espaço pra.
- 7:06Um questionamento, o que nós vamos fazer se a gente não
- 7:08consegue mexer muito nisso, modular muito isso via nutrição,
- 7:13via recursos, é por meio de aditivos.
- 7:17Digo, no quantitativo, nós temos que nos dirigir pra parte
- 7:20qualitativa. E nesse sentido, há algumas
- 7:23oportunidades. É, isso é bastante apropriado?
- 7:29É. É uma questão premente.
- 7:32É porque, de fato, AAO cenário não é.
- 7:37Não é bom para os leitões. Eu falo assim, diante de tanta
- 7:41tantos aspectos positivos que que avançamos nas várias áreas,
- 7:47você chamou muito atenção das questões multifatoriais.
- 7:51É, nós colhemos hoje mais mortalidade de leitões do que
- 7:54antes. Temos com os os recursos das
- 7:57vacinas, imunizando as fêmeas, os próprios leitões, ainda
- 8:01quadros de diarreia. Que são complexos.
- 8:04Novos vírus apareceram no mercado aí, né?
- 8:07Então o cenário não é um cenário de de sossego, é um cenário de
- 8:13inquietação. Isso se agrava com esse esse
- 8:16viés da limitação do aporte de imunoglobulinas nesse sentido.
- 8:22Letícia, é, existem alguns recursos, né?
- 8:26Nós fizemos 11 avaliação, é um material publicado.
- 8:31Trabalhamos com um dos recursos que entendemos que corresponde
- 8:37aí a uma dos maiores êxitos nessa questão da modulação, que
- 8:41é o uso de de prebióticos. Os probióticos também cumprem
- 8:44esse papel, mas nesse particular trabalhamos com os prebióticos e
- 8:49especificamente como a beta glucana e deixando mais
- 8:54específico ainda de uma fonte um pouco exótica, que é uma alga
- 8:58marinha. É fonte desse desse carboidrato
- 9:02solúvel que que cumpre muito bem esse papel.
- 9:07Então a proposta foi trabalhar com porcas.
- 9:10É fornecendo esse ingrediente durante o período final de
- 9:16gestação, o momento em que você começa AAAA dar um suporte maior
- 9:22nesse nessa resposta imune e consequentemente, esperar que
- 9:27via colusto isso seja. Transmitido, né?
- 9:31O vem atender aí as demandas dos leitões e estendemos essa esse
- 9:37tratamento ao longo de toda a fase de lactação, então as
- 9:42fêmeas receberam a partir dos 85 dias de gestação até o final da
- 9:47lactação, que correspondeu a uma média de 23 dias.
- 9:53Esse produto versus uma ração absolutamente igual, com os
- 9:57mesmos níveis habitacionais. Mais isenta desse desse aditivo.
- 10:02E avaliamos aí uma série de parâmetros.
- 10:05É claro que o objetivo baseado no que o produto entrega é de
- 10:11fato era, é verificar alguma modulação no aspecto das
- 10:16imunoglobulinas. É, e ficamos assim é até
- 10:21surpresos, porque um prebiótico ele não cumpre só essa função
- 10:25Imuno moduladora. Ele também exerce em nível
- 10:29gastrointestinal. Ali é modulações da microbiota,
- 10:34é melhora a Barreira intestinal. É.
- 10:37E eu condensaria todo esse cenário como uma qualidade
- 10:41intestinal melhor. E aí vem uma consequência
- 10:45paralela, Letícia, que Eu Acredito bastante, que é o
- 10:50aproveitamento melhor dos nutrientes da dieta, e isso
- 10:54respinga naturalmente, é. Em em índices zootécnicos
- 10:59melhores, então AA as questões que abrem, houve uma modulação
- 11:05imune no sentido de mais anticorpos.
- 11:08No colestro? Sim, as razões foram da ordem de
- 11:1220%, aproximadamente. Quando o leitão mamou e
- 11:16avaliamos isso no soro do leitão, colhemos o sangue dele e
- 11:20avaliamos as 3 principais imunoglobulinas ou anticorpos
- 11:25AAGEAM. Nós tivemos uma razão que variou
- 11:29de 50% mais a 150% mais. Olha que coisa bacana, né?
- 11:36Mas isso não foi. É 11 único ponto também aferimos
- 11:42e é possível, usando aí recursos científicos, verificar a
- 11:47produção de de colostro. Identificamos uma produção
- 11:51superior em aproximadamente 30%. Aí você pode me questionar,
- 11:57poxa, Caio, mas você falou que é difícil modular a produção de
- 12:01colostro, né? Eu Acredito nisso, mas houve uma
- 12:04modulação, tá? Foram 120 porcas avaliadas.
- 12:08Quer dizer, tem um respaldo científico importante.
- 12:11No frigir dos ovos, tivemos mais colostro, digo, volume
- 12:17quantitativo e uma qualidade superior pela presença maior
- 12:22estatisticamente significativa de imunoglobulinas.
- 12:25O que que isso representou, né? Embora assim eu não.
- 12:28Sei o que isso representou, professor, vou te interromper,
- 12:31mas agora eu estou mais calma, porque eu comecei esse episódio
- 12:34em pânico, que eu falei, meu Deus do céu, os bicho vão tudo
- 12:37morrer. E agora você está me falando
- 12:38não, que aumentou o volume e aumentou a qualidade.
- 12:42E aí eu já falei, Ah, graças a Deus, porque eu estou vendo
- 12:45aqui. A gente tem assim Oo círculo
- 12:48vicioso e o círculo virtuoso eu vi aí um círculo virtuoso.
- 12:52Você fala, bom, o animal, ele está mais preparado para os
- 12:55desafios sanitários, portanto, ele vai ter menos quadro.
- 12:59Ele também teve uma melhora na qualidade intestinal, então ele
- 13:02vai absorver mais. E aí se a gente pensar nesse
- 13:05animal desenvolvendo e quando ele tiver um desafio, ele
- 13:09responde melhor, porque a microbiota está melhor.
- 13:12E também sistema imunológico gasta uma energia maluca, né?
- 13:16Então se ele está absorvendo bem é os nutrientes, ele consegue
- 13:20combater, seja lá o que for, sem diminuir o seu crescimento.
- 13:24Então eu só estou vendo vantagens aí.
- 13:26Acho que vocês conseguiram encontrar uma coisa muito
- 13:29interessante que pode ajudar demais o aspecto sanitário aí
- 13:33das granjas. Obrigada.
- 13:34Muito bem colocado, Letícia. E é isso mesmo, né?
- 13:37O que isso trouxe além desses 2? Pontos que eu considero.
- 13:42Como é o grande chamativo do trabalho, né?
- 13:47As consequências, tivemos leitões com 5% a mais de peso é,
- 13:51tivemos 11 quadro de diarreia, embora não estatístico, né, mas
- 13:56com uma casuística aproximada de 30% menor.
- 14:01É é uma característica difícil de ser, é avaliada
- 14:06estatisticamente, ela ela é uma característica que a gente chama
- 14:09de não. Não normal, né?
- 14:11Então, muitas vezes a gente não consegue captar isso
- 14:15estatisticamente, mas assim, do ponto de vista numérico é foi
- 14:19bem, bem diferente. Isso prova de alguma forma o
- 14:23benefício desse desse aporte imune?
- 14:27Bom é, nós não seguimos com os animais pós desmame, mas um
- 14:31suporte dessa natureza. É enquanto lá que tente serve de
- 14:36base para a imunidade que ele vai desenvolver por conta
- 14:38própria. Isso também está bem descrito na
- 14:41literatura e a expectativa é de que esses animais, né, sigam
- 14:46mantendo uma performance melhor em relação àqueles que não
- 14:49receberam. Então esse é um é um cenário
- 14:53bastante motivador e eu acho assim que não quero criar
- 14:58nenhuma indução falando particularmente desse
- 15:02prebiótico. É, a gente sabe que existem
- 15:05vários, é prebióticos comerciais, é disponíveis e
- 15:12baseado no seu princípio, eles deveriam também é ter uma
- 15:16entrega, é de melhora desses pontos.
- 15:20Claro que são moléculas diferentes, tem poderes
- 15:24imunulatórios distintos, e nesse particular tivemos bastante
- 15:28êxito com esse produto. Mas eu não quero fechar que
- 15:32outros não cumpram esse propósito.
- 15:34Ao mesmo tempo, é os probióticos também, né?
- 15:38Que são as bactérias vivas, benéficas aí por uma modulação
- 15:41também muito parecida no trato gastrointestinal?
- 15:45É especialmente na parte da microbiota.
- 15:50É com reflexos aí na produção de ácidos graxos de qualidade de
- 15:55Barreira intestinal. É de renovação de de epitélio,
- 16:00né? Nós temos um animal com um
- 16:02caráter, é de saúde melhor e isso naturalmente leva ele AA
- 16:08uma produção é de competência imune, passando para os leitões,
- 16:14e essa esse benefício, né? Então assim, é das muitas coisas
- 16:22que o melhoramento colocou pra gente como positivo.
- 16:25Eu brinco que o melhoramento. É, faz.
- 16:28A gente dá Três Passos pra frente, mas a gente às vezes tem
- 16:32que olhar e falar, OPA, eu tenho que voltar um.
- 16:34O saldo continua positivo de 2 passos, mas eu tenho que
- 16:38reconhecer que alguma coisa de consequência, às vezes não boa,
- 16:43tem que ser equacionada, né? Ninguém quer voltar a ter menos
- 16:47nascidos, mas nós temos colhido nesse particular 11 leitão como
- 16:53a competência imune. Por uma menor ingestão de
- 16:56imunoglobulinas diluídas por um número maior de leitões menor,
- 17:01né? E ele é prejudicado nesse
- 17:02sentido. Na PPG vet você encontra uma pós
- 17:06graduação 100% voltada para a sua inocultura, com conteúdo
- 17:10técnico e prático que prepara você para os desafios reais do
- 17:13mercado, aprofunde se em reprodução, sanidade, nutrição e
- 17:18gestão e aprenda com especialistas que atuam nas
- 17:21principais agroindústrias. Venha para APPG vet e se torne
- 17:26referência na sua inocultura Moderna.
- 17:28É, é aquela coisa, né? Quando você faz uma melhoria num
- 17:31aspeto, outros aspectos, tem que evoluir, melhorar junto, né?
- 17:35Exatamente. Não adianta ter só uma evolução.
- 17:38É da genética, se a gente não tem a nutrição, a sanidade, o
- 17:43bem-estar acompanhando. Então é, eu imagino que seria
- 17:46assim, você, você tem um carro, até teve um extro episódio aí
- 17:49que a gente conversou sobre hiperprolicidade com outro
- 17:52colega, vai lá assistir, quem não assistiu ainda é e aí aquele
- 17:56negócio, você coloca uma Ferrari para andar numa estrada de
- 17:58Terra, né? Então tem que estar muito atento
- 18:01a nutrição desse animal, porque senão é um animal que vai
- 18:03superproduzir, mas a tua nutrição não está acompanhando,
- 18:07ou então a nutrição está acompanhando, mas a
- 18:10biosseguridade não está, então ele está com muito desafio.
- 18:13Então você tem lá um carro legal, você melhorou o motor
- 18:16dele, vai ter que colocar um pneu melhor também, vai ter que
- 18:19colocar um freio melhor, vai ter que colocar um para choque
- 18:22melhor, porque senão ele não aguenta a potência daquele
- 18:24motor. Então acho que é isso, é a gente
- 18:27ir dando os passos. Por isso que a equipe
- 18:29multidisciplinar é tão importante, né?
- 18:31Os profissionais das diferentes áreas se conversarem, porque
- 18:35senão fica cada um no seu quadrado e a gente não consegue
- 18:39evoluir isso mesmo junto. Então, muito legal que que a
- 18:42nutrição está atenta a esses desafios.
- 18:46E assim podia ser um desafio só de de repente de peso do animal.
- 18:50Que bom que vocês olharam também a questão imunitária, porque
- 18:53isso influencia diretamente a questão sanitária e também de
- 18:57bem-estar desses animais. Maravilhoso.
- 18:59Trabalho, ele disse, mas você tocounum.eu, estava aqui
- 19:03pensando e eu acabei omitindo, né?
- 19:06Isso está. Também vinculado a essa baixa
- 19:08ingestão, você acabou de mencionar o peso dos leitões ao
- 19:11nascimento. Também é uma equação antagônica
- 19:14a medida que aumenta o número de leitões.
- 19:16O peso ao nascimento reduz, né? O peso médio é muito, embora
- 19:22tenhamos aí é empresas de melhoramento reconhecendo isso e
- 19:27tentando diminuir esse esse efeito de mais prolicidade e
- 19:32menor média de peso ao nascimento.
- 19:35É essa equação ainda ela não foi solucionada.
- 19:38E o que que a gente tem com leitão mais leve, nós temos um
- 19:41menor ímpeto de ingestão. Então não é só 11 volume de
- 19:46colostro que é menor por um número maior de animais, mas
- 19:50também o ímpeto, né? AAA habilidade ou AA força desse
- 19:57leitão em garantir nas primeiras horas.
- 20:00O colostro não dura toda a lactação, né?
- 20:04É nas primeiras horas, uma ingestão suficiente é um
- 20:07problema também. Então isso somado, né?
- 20:10AA questão da da diluição que eu chamei atenção.
- 20:15O peso dele também é um fator negativo nesse momento para ele
- 20:19se garantir. Imunologicamente bem, né?
- 20:23Do ponto de vista aí de imunidade passiva.
- 20:27É, a gente tem que estar atento, realmente esse suíno é 11
- 20:31indivíduo completo, não é só um pedaço, né?
- 20:33A gente tem que olhar o todo para conseguir é gerar o 11
- 20:39animal mais saudável. EE competente possível, né?
- 20:44É uma é é uma teia de aranha, né?
- 20:47Quando você puxa um lado, distorce o outro, né?
- 20:50A gente tem que fazer o ajuste fino.
- 20:52Pra conseguir puxar cada pedacinho da teia de forma
- 20:55igual, sem arrebentar esse equilíbrio é é um quebra cabeça
- 21:00que a gente tem na mão. Às vezes, Letícia, é só pra
- 21:04talvez, finalizando, é, eu coloco isso como uma pressão.
- 21:09A gente trabalha pressionando os animais, né?
- 21:13Sem que a gente perceba. Mas esse processo ele vai se
- 21:17inserindo no dia a dia pela busca aí de resultados de
- 21:21eficiência econômica. Mais leitões, mais leitões, né?
- 21:25A gente tem as consequências. Alguma delas aí já apresentadas
- 21:28hoje, outras discutidas em outros momentos aí do podcast, e
- 21:32isso me remete a circo virose lá de algumas décadas atrás, quando
- 21:39muito provavelmente por uma pressão é de produção, nós
- 21:47apresentamos a circo virose pro mundo, né?
- 21:50Que explodiu. É quando se resgatou, aí você,
- 21:53na área de sanidade, a presença desse vírus.
- 21:55Ele era anterior, né? AAA ao problema, mas ele se
- 22:00superou. Ele falou, OPA, tô aqui, vou
- 22:02fazer estrago e eu coloco um pouco em cheque.
- 22:06Se algumas dessas viroses novas é de vez em quando relatadas, aí
- 22:11em casos clínicos isolados, em algumas granjas que penam em
- 22:14resolver, né? Esses problemas não provém dessa
- 22:18pressão. Que às vezes a gente não
- 22:20percebe, mas está praticando, né?
- 22:23Com certeza esse ó é um tema para um outro episódio aqui,
- 22:27Hein? Mas sim, muitas das coisas que
- 22:30são colocadas, como é enfermidades emergentes,
- 22:35enfermidades novas, elas não são.
- 22:37Na verdade, elas estão circulando há décadas de forma
- 22:40subliminar. E quando a gente coloca uma
- 22:42pressão em cima do hospedeiro, o hospedeiro não segura.
- 22:45EEA. Doença aparece, né?
- 22:48Porque era simplesmente uma simbiose ou uma infecção
- 22:51subliminar. De repente surge e surge com uma
- 22:54característica diferente, porque aí aquele agente, ele tem AA
- 22:58capacidade de se multiplicar numa taxa que ele nunca se
- 23:01multiplicou, e aí ele pode realmente virar um patógeno.
- 23:05Então tem uma questão de evolução aí, de de
- 23:08microrganismos. Normais, não.
- 23:11Patogênicos pra patogênicos. E tem a ver, sim, com uma
- 23:15pressão do hospedeiro em cima deles ou uma não pressão do
- 23:18hospedeiro, né? Ah, então outro assunto aí que
- 23:21também é. Complexo, né?
- 23:23AAA parte da videologia não tem o domínio, mas é.
- 23:27São agentes aí com uma capacidade de mutação bastante
- 23:29grande. Mas eu também não deixaria de
- 23:32lado essa essa pressão exacerbada e esse desequilíbrio
- 23:36entre, né? Essa Harmonia que você acabou de
- 23:39citar. Então eu acho que também pesa um
- 23:42pouco, isso sim, nessa emergência de algumas viroses,
- 23:46algumas enfermidades aí que que aparecem.
- 23:50Sem dúvida, sem dúvida. Nossa, que bate-papo
- 23:54maravilhoso. Adorei conversar sobre esse
- 23:57tema. Eu acho que dava pra gente
- 23:58marcar mais uns 3 episódios só pra conversar sobre essa relação
- 24:03de imunidade, nutrição e desenvolvimento dos animais.
- 24:07E ó, fica. Fica uma dica aí, de repente,
- 24:09vamos marcar aí um super episódio gigante com todos os
- 24:13hosts e vários convidados de diferentes áreas e fazer um
- 24:17super programa aí de pelo menos 1 hora para todo mundo poder
- 24:19falar à vontade, quem sabe? Legal, boa ideia, fico à
- 24:23disposição. Te agradeço então, pelas
- 24:26contribuições. Muito obrigado por ter trazido
- 24:29de uma forma tão clara um assunto às vezes tão complexo,
- 24:32que está lá nos artigos científicos.
- 24:34E espero te ver em breve. Obrigada e até mais, até mais
- 24:37pessoal. Tudo de bom?