Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dra. Sandra Davi Traverso: O Diferencial do Veterinário de Suínos | Ep. 274
Transcript
- 0:05Estanuar o primeiro podcast da suno -cultura brasileira,
- 0:09o SunoCast. Siga
- 0:23nos nas redes sociais e o YouTube Spotify para ter
- 0:26acesso a conteúdo técnico atual, de qualidade e
- 0:29reverente e gratuito. O SunoCast só é possível
- 0:35através do apoio de empresas inovadoras e que
- 0:37apoiem a educação continuada na suno -cultura brasileira.
- 0:40Seva sempre com você, além da
- 0:43saúde animal. Giga alta performance sem
- 0:46esforço. Polinutri nutricião animal juntos
- 0:49vamos mais longe. Olá, sejam todos muito bem
- 0:58-vindos para mais uma edição do nosso SunoCast. Meu
- 1:01nome é Guilherme Abrantes, sou rosto do programa. Esse
- 1:04aqui é um programa dinâmico, um programa
- 1:06democrático leve e aberto, com uma gama imensa de
- 1:10profissionais da nossa área da suno -cultura, feito por
- 1:14nós e para nós e a fins. E
- 1:17eu sempre digo quem são os nossos clientes, os nossos
- 1:20consumidores do programa, são os alunos, são os
- 1:24professores, são os futuros alunos, os produtores,
- 1:28futuros produtores. Então quem está na academia e eu
- 1:33sempre chamo a atenção dos nossos consumidores,
- 1:36importantíssimos também os nossos não consumidores.
- 1:40Tenho o prazer hoje de receber a
- 1:42Sandra da Vila Traverso, ela que é veterinária
- 1:45formada com mestrado e doutorado em patologia
- 1:50animal pelo Universidade Federal do Jogará do Sul.
- 1:54E hoje ela é professora
- 1:55titular da Escondida de Suína, patologia especial no
- 1:58VESC, em larges. Sandra, fiz aqui uma apresentação
- 2:03do Cepxão, que é uma apresentação fria, na
- 2:06leitura de Currículo. A gente passa anos para
- 2:09construir um currículo e alguém lê em 30 segundos.
- 2:14Mas seja muito bem vindo,
- 2:15Sandra, é um prazer falar contigo. E
- 2:18eu gostaria de cara assim, saber quem que é a Sandra
- 2:21da onde veio, para onde foi a gente sabe, mas da
- 2:25onde veio e como surgiu esse interesse pela
- 2:29veterinária, esse interesse específico pelo rango da
- 2:33sanidade animal. A gente fala em patologia,
- 2:35mas estamos lidando com a sanidade. E
- 2:38para mim é um prazer falar com quem está na sanidade
- 2:42e mirando hoje basicamente em dois públicos, que estão
- 2:47na academia, que são os alunos falando com uma
- 2:49professora e também os nossos consumidores e os
- 2:52nossos não -consumidores. O que a gente pode garantir
- 2:56do nosso produto nessa cadeia fantástica que é a
- 2:58sua cultura? Para contigo, a sua apresentação,
- 3:01Sandra. Oi, Gliérmica, uma alegria
- 3:04conversar, uma alegria que está aqui, participar, a
- 3:07gente vê tanta gente participando, eu assisto os
- 3:09programas também. Então, uma alegria. Muito,
- 3:12muito obrigada pelo convite. Você
- 3:15perguntou de onde eu sou, né? Eu
- 3:16sou de Hervaldoeste, interior de Santa Catarina.
- 3:20Tudo faz parte da grande
- 3:22Hervaldoeste. Vocês que alguém conhece a
- 3:24região, a Juaçaba, a Luzerni, a Valvelha, tudo
- 3:26faz parte da grande Hervaldoeste. E
- 3:29eu sou um exemplo clássico daquela frase de... A
- 3:36palavra convence, mas o exemplo arrasta, Gliérmica.
- 3:39Eu sou filha de uma mãe,
- 3:41professora e de um pai veterinário e me tornei uma
- 3:43veterinária professora. Então,
- 3:46gente, a fruta nunca cai longe do pé, né? Então,
- 3:50foi essa paixão. Na verdade, eu sempre quis
- 3:53lidar com bovinhos. Quando eu fui para a faculdade,
- 3:55eu queria lidar com bovinhos. Queria
- 3:57clínica de grandes e queria bovinho de cor. E
- 4:01aí, me corromperam na patologia. Eu
- 4:05consegui bolsa já no começo da faculdade, no quarto
- 4:08semestre, entrei para a patologia e aí o Dal
- 4:11mudava e o Céus Pilate, que eram os três
- 4:13professores do laboratório, na época que eu estava, me
- 4:16corromperam. Então, eu aprendi muito com os
- 4:19três. Com o Dalmo, que era um
- 4:21professor que todo mundo tinha muito medo dele, eu
- 4:25aprendi a gostar de suínos, aprendi a gostar de fazer
- 4:27necropia com o Dalmo. Então,
- 4:29uma coisa assim... Eu fui construindo porque eu
- 4:32nunca pensei que eu ia dar aula específica de sentar
- 4:34de suínas. Eu dei muito tempo à aula de
- 4:37patologia geral, patologia especial, de plantas e aí
- 4:41quando a professora se aposentou, a Eliana se
- 4:43aposentou e começou a passar a cadeira de mão em
- 4:47mão em aluno substituto, o professor substituto, não
- 4:51que não seja um professor esbons, mas é diferente
- 4:54porque quando você vai fazer extensão, vai fazer
- 4:57pesquisa, só a professora efetiva capaz de fazer. E
- 5:01aí eu e o Cristani nos reunimos e disse assim,
- 5:04como é que nós vamos fazer? Quem
- 5:05vai assumir a cadeira? Um de nós dois vai ter que
- 5:07assumir a cadeira. E aí ficou nesse impasse e
- 5:11disse assim, essa larga cadeira é larga azotecnia,
- 5:15a parte de suína e cultura da agronomia e a gente
- 5:20perde esse gancho para trazer o agrônomo para a
- 5:24área da suína e cultura. E aí eu abracei a patologia
- 5:31de suína. E aí quando eu comecei a me
- 5:34aprofundar na sanidade suína, porque é muito
- 5:36diferente, né? Ah, a patologia é uma coisa, a
- 5:39sanidade suína é muito mais complexa, né? São
- 5:43focos diferentes, né? São focos diferentes, são coisas
- 5:47diferentes que você tem que ministrar em aula, uma das
- 5:49coisas que os alunos mais dizem, né? Professora,
- 5:52não vai ser aula de patologia, eu falei como tu
- 6:01disse, né? Não só, ela é importante não
- 6:06só por os que querem suína e cultura, mas também por
- 6:09os que não querem suína e cultura, né? Por
- 6:11os que querem clínica de pequenos, às vezes eu digo
- 6:14para eles, não interessa o que vocês vão trabalhar.
- 6:16Vocês como veterinário, vocês vão
- 6:19ter que responder, eles vão fazer perguntas para vocês.
- 6:22Agora estourou influência de alta
- 6:24patugenecidade em abes, como é que você, veterinário,
- 6:27você não vai saber responder? Então
- 6:30são coisas que são extremamente importantes,
- 6:32independente da área que tu esteja, né? E
- 6:36eu não é pocholê, eu só pocho nada pelo que eu
- 6:38faço, né? Eu sou suspeita para falar
- 6:39porque eu gosto muito, muito do que eu faço. E
- 6:45num estado como o nosso, num país como o nosso que
- 6:48produz e tem uma cadeia sinicola eficaz, né? A
- 6:52gente pode olhar para o Brasil e ver isso, ver a
- 6:55produção de suínos, ver a importância da economia, o
- 6:59que representa isso para, não só para a Santa
- 7:02Catarina, mas para o país, qual é o tamanho de
- 7:04divisa, qual é o tamanho de emprego, quanto isso
- 7:08movimenta, né? Porque, ah, não é só o comer a
- 7:12carne, o produzir a ração, é o beber arânimo, é o
- 7:15beber, é a bevedor, toda cadeia em si, ela é muito
- 7:18rica, né? Então não é o... só
- 7:23a sanidade de suínas, é tudo que essa atividade
- 7:26representa para a gente, principalmente para a gente
- 7:29que vem no interior, né? Eu
- 7:30não sou de produtora rural, mas cresci dentro das
- 7:34propriedades, o CR me vê do meu pai, o 42,
- 7:37Guilherme. Então era uma época que ele
- 7:40fazia, que ele fez esse meio. A
- 7:50gente tem que ter um respeito pelo produtor, pela
- 7:53pessoa que está lá, né? Você
- 7:55falou aí as pessoas da academia, as pessoas da
- 7:58academia são importantes, mas elas só existem por
- 8:01causa do campo, a gente só existe por causa do campo,
- 8:05não tem... então eles são muito mais
- 8:08importantes, né? A gente tem que fazer, a
- 8:11gente tem que executar a nossa parte, mas nós temos
- 8:13que ter essa posição de saber, nós só existimos por
- 8:17que o campo existe, o campo veio primeiro do que
- 8:19nós. Legal. Eu tinha preparado aqui o
- 8:24material para falar com uma professora de patologia, já
- 8:30escrevi cinco coisas aqui, só na tua introdução, que
- 8:33mudou completamente o caminho, mas vamos lá, é
- 8:36assim mesmo? Assim mesmo. Eu
- 8:39acho que a primeira vez que vou falar com uma
- 8:42pessoa que nasceu em Ervaldo S, no público
- 8:47virtual, e para mim já mete muito, porque eu
- 8:51comecei, eu comecei a minha atividade como extensionista,
- 8:58eu ia para o interior de Ibiã, e a gente tinha na
- 9:02empresa, eu estava ali na Perdião, uma gregia que era
- 9:06a gregia de Ervaldo, e aí em Ervaldo S, uma gregia
- 9:09que a gente dava suporte, que era uma gregia bastante
- 9:12grande na época, com 200 matrizes, hoje é um número
- 9:16bastante pequeno, mas legal falar com alguém do
- 9:19Idervaldo, e também na minha introdução, quando eu
- 9:22falo os futuros, produtores, os futuros, alunos, que
- 9:25legal que tu tenta, é esse fruto que falou aí, e
- 9:29quanto que a gente pode influenciar as pessoas,
- 9:33tomarem que essa nossa entrevista possa influenciar
- 9:36o gente. E eu já falo aqui, quando tu
- 9:41fala da história do Prestrande, que foi o meu
- 9:43último entrevistado, um programa que ainda não
- 9:45saiu, mas quando tu fala de ti e do Prestrande, eu
- 9:50fui um consumidor do teu, do produto de vocês, a
- 9:54gente pode aproveitar muita gente que saiu da Odéssica,
- 9:57de jeito boa, que está no mercado hoje, e que bom
- 10:01que a gente pode falar isso e agradecer
- 10:03publicamente para quem é da academia e ajudou a
- 10:08formatar esse pessoal. E quando tu fala também na
- 10:12questão da sanidade, pegando hoje, a gente não pode
- 10:17deixar de falar de uma coisa que está acontecendo,
- 10:19que é uma prajéria de Alá, alguém vai perguntar, e o
- 10:24veterinário tem que saber, independente da área, que é
- 10:28a tua, que é essa leptospirótica, quais são os
- 10:31riscos, estou resgatando, estão sendo resgatados aí,
- 10:36animais de estimação, mas nos grupos que eu faço
- 10:40parte, que eu resgatei um leitãozinho, que eu resgatei
- 10:44um suíno de fundo de quintal, o que eu faço?
- 10:50Ele é um vetor, de qualquer
- 10:52maneira, ele é um vetor, o que a gente faz nessa
- 10:54situação? Mas isso pode ser um outro
- 10:56capítulo, que eu acho que é essa nossa preparação
- 11:00desse nosso mundo veterinário que ele não tem
- 11:02fim. Ah, o que que o veterinário
- 11:04faz? Me dá uma semana aí que eu
- 11:07te explico o que que o veterinário faz. É
- 11:11uma coisa ampla demais, né Guilherme? Às
- 11:13vezes quando eu vou dar aula para a sanidade,
- 11:15quando eu dou aula para a patologia é mais fácil,
- 11:17porque todo veterinário vai precisar da patologia,
- 11:21independente da área que ele for, uma hora ou outra
- 11:24ele vai se deparar com a patologia. Agora
- 11:26na sanidade de suína fica mais restrito, né? E
- 11:29aí o que eu sempre digo, não fecha as portas, não
- 11:33fecha as portas para ti, mesmo o cara que quer a
- 11:36sanidade de suína, não dá para fecha as portas, você
- 11:40tem que, eu não conheço ninguém que a não ser, em
- 11:44questões políticas ou questões criminosas, eu
- 11:48nunca vi ninguém que morresse porque sabia
- 11:50demais. Então vai para a aula, vai para
- 11:53a aula disposto a aprender. Depois
- 11:56lá na frente a gente nunca sabe, eu nunca imaginei que
- 11:59eu faz da aula de sanidade de suína. Então
- 12:01o quanto você está disposto a aprender, o que você
- 12:04quer aprender? Depois sim você sai dali, eu digo
- 12:08desde conhecimento inteiro, você aprende aquilo
- 12:11transversal na faculdade, quando tu sai com a
- 12:15profunda conhecimento na área que tu está
- 12:17trabalhando, trocou a área que tu está trabalhando, a
- 12:20profunda menor. Agora eu faço aulas de, uma vez
- 12:24por mês, com o mestrado doutorado na sanidade de
- 12:27suína. Tem um veterinário da cidade,
- 12:31que é o César, ele tem doutorado, ele fez doutorado
- 12:35em nutrição e depois de bastante tempo na cidade,
- 12:38que removeram ele para a sanidade de suína. Aí
- 12:41o César entrou em contato comigo e disse, Sandra, eu
- 12:43posso assistir suas aulas? Eu
- 12:45falei, porra de César, mas o que é que tu vai
- 12:46assistir? Ele falou, não, estou faz três
- 12:49anos aqui e eu preciso aprender de sanidade de
- 12:52suína. Então é uma pessoa que tem
- 12:54doutorado um veterinário que diz assim, não, me
- 12:57colocaram, a gente tem que estar disposto para fazer o
- 13:00nosso papel. Então o global e o global da
- 13:05veterinária é muito grande, porque eles perguntam um
- 13:08monte de coisa para a gente. Imaginam
- 13:10em casa três veterinários e ainda estava meu cunhado,
- 13:14então nós estávamos em quatro veterinários em casa
- 13:17e a nossa cadeira entrou e aclamou -se, meu Deus, eu
- 13:20sempre que levaram o veterinário, meu irmão se
- 13:22matava rindo. Eu falei, quatro veterinários
- 13:25em casa e eu vou ter que levar por um quinto. Mas
- 13:28é muito grande, é bem como do Tudiseste, bom, tem
- 13:31alguma coisa que eu não sei. Nós
- 13:33temos, na verdade, não alguma coisa, nós temos uma
- 13:37imensidão de coisas que nós não sabemos, mas as coisas
- 13:41básicas nós temos que saber e nós temos que saber
- 13:45explicar. Não é à toa que a veterinária
- 13:48está na área de saúde, nós estamos na área da saúde e
- 13:50não é de graça. Às vezes o veterinário chega
- 13:54aonde o médico não chega. Então
- 13:57é uma responsabilidade muito grande. Deixa
- 14:03eu te perguntar no global que tu fala, falando agora
- 14:08com uma catarinense, um estado pequeno, com uma
- 14:13produção grande. O Brasil está crescendo, o
- 14:19Centro é, tem as expulsões do Brasil. Santa
- 14:21Catarina sendo um estado pequeno, é um diferencial
- 14:24pela sanidade. E o Brasil é um diferencial
- 14:28por produção do mundo. Eu tive a oportunidade de
- 14:33estar no Congresso há pouco tempo na Espanha e o
- 14:37pessoal fez uma geral do mundo. Como
- 14:39que está o mundo hoje? E o mundo hoje, até vou
- 14:43dividir o que eu vi lá de primeira mão, o mundo hoje
- 14:47está no Canadá reduzindo, o Estados Unidos reduzindo, a
- 14:50Europa reduzindo, a Espanha, legal daí, numa produção
- 14:55legal. E numa palestra aí, uns 30,
- 14:5940 minutos, o palestre falou pelo menos umas 5, 6
- 15:02vezes em Brasil, Brasil crescendo, Brasil
- 15:04diferencial, Brasil. E o pessoal já se acostumou,
- 15:08não é assim, vamos ter cuidado com o Brasil, não
- 15:10é, o Brasil está vindo aí. O
- 15:12que a gente pode fazer ou aprender com o Brasil. Qual
- 15:15que é o diferencial da sanidade do Brasil?
- 15:18Perguntando agora para uma professora
- 15:20específica, por que o Brasil tem esse diferencial
- 15:23da sanidade? Eu acho que é um país
- 15:26abençoado por Deus mesmo, porque não tem como
- 15:29explicar, não tem piers com o número de veterinários
- 15:33que viaja para o mundo inteiro. Então,
- 15:35a gente não tem piers, a gente não tem PED, a gente
- 15:38não tem TGE. Lembra quando foi o mundo, o TGE?
- 15:42Meu Deus, era o TGE, aí quando
- 15:43o TGE chegou no Uruguai, o TGE vai chegar no Brasil.
- 15:47E aí parece que, não, o
- 15:51Brasil tem sorte, não, o Brasil não tem sorte. O
- 15:54Brasil tem veterinários conscientes. Quando
- 15:57a gente viaja, a gente sai, a gente sabe dos
- 16:01riscos que a gente está assumindo. Agora
- 16:03vai todo mundo para Alemanha. Muito
- 16:05bem. Berlim, uma vez o Davi me mandou
- 16:08um vídeo, a tropília de Javali passando no meio de
- 16:13Berlim. Então a gente sabe disso. Não
- 16:17é sorte. O brasileiro tem mania de
- 16:20achar que é sorte, não é sorte a competência. A
- 16:24gente tem muito para aprender, tem. A
- 16:27gente tem muito para melhorar, sempre tem. Mas
- 16:31a gente é muito bom no que a gente faz. Nós
- 16:34somos bons no que nós fazemos e, às vezes, nós
- 16:38não reconhecemos isso. A gente sempre está pensando
- 16:42que o outro país é melhor, o outro país é melhor.
- 16:46Quer ver uma coisa que eu acho
- 16:47desvantajoso, mas ao mesmo tempo é vantajoso,
- 16:51Guilherme? O PCR. Para
- 16:54nós, o PCR é caro. É um método de alinhóstico
- 16:58caro para a gente fazer no laboratório. Só
- 17:01que o PCR, se você não sabe usar direito, ele é
- 17:05um tiro no pé, porque você vai lá e faz o PCR de um
- 17:08positivo. Beleza, o PCR de um positivo. Tem
- 17:13doença? Você sabe para cada doença se
- 17:17existe uma relação do que o PCR positivo com a carga
- 17:20viral ou não. Então a gente sabe que o
- 17:23lausônia, quanto mais elevado é o índice de PCR,
- 17:27a probabilidade de ter doença é maior. Mas
- 17:29e para todas as doenças, isso aí fica azo ou não?
- 17:33Então, como a gente não tem toda
- 17:35essa tecnologia, a gente tem que se garantir muito
- 17:39nisso. Então eu tenho que fazer uma
- 17:42necropia bem feita, eu tenho que coletar um
- 17:44material para microbiologia bem feita, porque eu não
- 17:47tenho as outras, todas as técnicas. A
- 17:50gente fica refém do material que vem de fora.
- 17:53Da importação é caro para a
- 17:55gente comprar aqui, é caro para a gente fazer exame.
- 17:58O laboratório particular ainda
- 18:00é mais fácil, mas para nós que estamos na universidade,
- 18:03que você tem que implorar para não fazer uma
- 18:05licitação, nós na Udesque nós trabalhamos sem
- 18:10técnicos. Em toco, o laboratório são os
- 18:13mestrângios e os doutorângios a uns de
- 18:15gragação. Então nós temos que remar contra
- 18:18a baré, mas aí a gente tem outro ponto muito
- 18:21positivo, porque eu tenho um aluno que quando ele
- 18:25sai para o campo, ele não só sabe interpretar como
- 18:28ele sabe fazer. Não é à toa que quando saiam
- 18:33brasileiro ou quando saiam indiano, ou quando saiam
- 18:36medicano que vai para os Estados Unidos, eles buscam.
- 18:41Aqui da Udesque a gente teve a
- 18:42Fernandinha, a Fernandinha voltou, mas nós tivemos o
- 18:45preço que ficou lá, o Giovanni, Trevisan que ficou
- 18:50lá, então nós temos a Raquel, o Reck que ficou
- 18:52lá. Por que os brasileiros vão e
- 18:55ficam? Porque eles têm um desafio que os
- 18:59outros não têm e a gente tem dificuldade de
- 19:02reconhecer isso. O que a gente precisa também,
- 19:06a gente precisa que eles voltem. É
- 19:08bom ficar lá, dar um status, não, ficou, foi
- 19:12para os Estados Unidos, mas quando é que a gente vai
- 19:15começar a voltar? Porque a gente precisa que eles
- 19:18vão lá, que eles aprendam, mas que voltem. É
- 19:22uma coisa difícil, só que claro, né, Guilherme? A
- 19:25gente tem que saber que não vive no país das
- 19:27maravilhas. Eu sempre brinco com os
- 19:29meninos, né, com os alunos. É
- 19:31ali se no país das maravilhas iam suindo no
- 19:34mundo de madeque. Quem dera se a gente conseguisse
- 19:37seguir a risca, as normas madeque a gente não
- 19:40consegue. E claro que a nossa vida
- 19:42também é assim, você vai ter que botar na balança o
- 19:45que é melhor para mim, o que é melhor para os meus
- 19:46filhos. Qual é a educação que eles vão
- 19:49ter lá, qual é o mundo? A gente sabe que isso pesa,
- 19:52né? É muito romântico dizer volta,
- 19:55é romântico da minha parte, né? Mas
- 19:58eu espero que um dia a gente tenha essa condição
- 20:01de trazer esse pessoal de volta. Nisso
- 20:05aqui eu espero que no futuro a gente consiga ter
- 20:08eles aqui. Eles irem lá, mas mantê -los
- 20:11aqui. Sim. Deixa eu pegar o capítulo
- 20:16antes da volta, deixa eu pegar o capítulo da ida,
- 20:21que eu acho é importante reforçar. E
- 20:24esse eu tenho reforçado quando eu entrevisto
- 20:26professores. Eu falei que eu fui um
- 20:29consumidor aí do produto de vocês. E
- 20:32o mercado hoje está rávido por profissionais. Então
- 20:36é legal esse teu comentário da ida. Bom,
- 20:39a onda que um veterinário pode chegar em qualquer
- 20:42lugar do mundo. O Brasil está sendo
- 20:44reconhecido por isso. Então eu estou em dúvida, legal,
- 20:49pode estar em dúvida, vai fazer um estágio em movido,
- 20:52cultura, seja lá onde for. Para
- 20:54saber o que, também o que não quer fazer. Mas
- 20:57saiba que tem muito espaço, muito espaço. E
- 21:01puxando aqui para a sanidade, eu concordo
- 21:04contigo. Eu tenho pavor da frase que o
- 21:08Brasil tem sorte. Brasil tem sorte, Brasil tem
- 21:11parentena, Brasil tem política, tem acessibilidade,
- 21:14tem reposição internacional, tem os exames todos. E
- 21:18tem todo o acompanhamento veterinário e sanitário. Mas
- 21:23reforçando, pegando essa parte do professor, o que
- 21:30tu falou da interpretação dos exames, o próprio envio
- 21:34de exames, onde que tu já deixou claro a nossa boa
- 21:40posição sanitária do mundo. O
- 21:43que tem de gargalo? Por exemplo, se hoje eu pegar
- 21:46uma carga do arreganho que está perfeita, seja para o
- 21:52produtor, ou seja, o terminado na sua última
- 21:55semana. Se eu pegar uma lesão de
- 21:57patas hoje, uma suspeita de cemí. A
- 22:02gente tem gargalos de velocidade de coleta, de
- 22:09velocidade de chegada, em pontos específicos, em um
- 22:12ponto específico do laboratório, e gargalo no
- 22:17seu entorno. O que a gente pode melhorar
- 22:19nesse pacote? Considerando que a cadeia não para. A
- 22:24cadeia não para. Uma coisa tão engraçada de você
- 22:28falar agora de Seneca, um aluno nosso defendeu com o
- 22:31estrado agora, com o surrogio de Seneca, e a
- 22:34gente pegou todas as amostras de todo o estado,
- 22:37antes de começar a vacinar para a gente ter um
- 22:40perfil. E nós temos que melhorar
- 22:45muito a nossa relação do particular com a defesa
- 22:50sanitária. A gente fala e aí eu tenho
- 22:55a defesa, a empresa não faz isso, a agroindústria
- 22:58não faz isso, a agroindústria diz, a defesa
- 23:01não faz isso. Então, esse diálogo tem que
- 23:06melhorar. Uma coisa que a defesa
- 23:07sanitária está fazendo rápido é entregar os
- 23:10resultados rápidos. No momento que ocorre a
- 23:15notificação, o tramitar da ocorrência, porque tem
- 23:19aquela confusão de notificação, porque pode ser
- 23:22a suspeita. E a ocorrência é quando
- 23:25aquilo realmente é uma suspeita fundamentada, eu
- 23:27vou fazer um do áudio, vou mandar o áudio e isso tem
- 23:30chegado rápido. A defesa tem sido muito boa
- 23:33nisso. Mas essa conversa tem que ser
- 23:36próxima. Eu vou te dar um exemplo,
- 23:39teve em Santa Catarina sobre Algesque. Algesque
- 23:42não, PSSW, na clássica africana, que eles pararam.
- 23:45E aí o que eles viram de
- 23:48coisas assim que são malucas? Você
- 23:52vai montar um galpão para fazer estrutura. Tem
- 23:56que ter energia elétrica para tudo aquilo.
- 23:59Veterinário, a gente é veterinário, a
- 24:01gente não é técnico. O pessoal que está ali, mesmo
- 24:04os veterinários, ajudando a fazer as persão para limpar
- 24:11pneu, por exemplo, não sabe lidar com o bomo costalto.
- 24:18Quem sabe lidar com o bomo
- 24:19costalto? Qual é o veterinário que já
- 24:20lidou? Eu lidei com o bomo costalto
- 24:22para o muároco sítio. E daí eu tenho que passar a
- 24:25sua faca na Úrvel, e eu tenho que me esgôzer. Mas
- 24:28qual tem que lidar com isso? Então
- 24:31são todos os gargalos que a gente vai pegando, aí
- 24:34chega na empresa. Você chega, vamos abater. Eu
- 24:39peço, vamos abater? Vamos levar para o frigorífico,
- 24:43porque nós ainda temos aquele problema que nós
- 24:45cindia, meu Deus do céu. A gente vai fazer um abate
- 24:50grande, a gente hoje tem uma pressão da sociedade
- 24:53que antigamente nós não tínhamos. Todo
- 24:58mundo viu aquela escena difícil de serem vistas que
- 25:02aconteceu na China, mas o pessoal não tem noção do
- 25:05tamanho da população de suíno da China. E
- 25:08aqui vai ocorrer a mesma coisa. Beleza,
- 25:11vai ocorrer a mesma coisa. Então
- 25:13vamos encaminhar para um abatedor. O
- 25:15abatedor vai estar disposto a abater e perder a
- 25:19exportação. Quanto tempo nós vamos ficar em
- 25:23guerra entre? Não, vamos enterrar, aí a Fatima
- 25:26tem que liberar, porque é um... Imagina
- 25:29esse... É um cenário crítico. Estora
- 25:33a peste suíne com o corpo. Quando
- 25:36os suíne vão ter que se abater. Qual
- 25:38é a contaminação do impacto do meio ambiente? Então
- 25:44tudo isso a gente tem que pensar. Aí
- 25:45nessas confusões, o que se percebeu? Que
- 25:49a Nória do Abatedoro não cabia a torca. Não
- 25:54cabia a torca. Não cabia a torca. Então
- 25:57você dá uma emergência, você só pensou que você dá
- 25:59uma emergência dessa magnitude. Nós
- 26:03não temos... Ah não, tudo bem. O
- 26:07abatedor foi... Vamos fazer. Nós
- 26:09não temos a estrutura? Quantos
- 26:12passaram por isso? Quantas empresas já passaram para
- 26:16fazer o check list? Bom, se acontecer isso. Então
- 26:20eu acho que para a defesa sanitária estar caindo de
- 26:24maduro, nós começamos a fazer reuniões para
- 26:28decidirmos isso. Antes que isso aconteça. Nós
- 26:35tivemos sorte, por exemplo, com febra fitosa quando
- 26:38estourou aquele surto de febra fitosa no Uruguai,
- 26:42depois veio para a Argentina. Nós
- 26:43já tínhamos parado de vacinar e fazer um ano e
- 26:47meio. Então o Joia não foi tão
- 26:50catastrófico em 2000, porque nós tínhamos um ano e meio
- 26:54só que tínhamos parado de vacinar. Se
- 26:57isso fosse hoje e nós tivéssemos a ingerência
- 27:00política, porque um dos problemas que aconteceu
- 27:02naquilo, foi o governo simepê. Daí
- 27:06o governo simpete, porque ele também faz parte do
- 27:09processo. E não era o governo da
- 27:12defesa sanitária, eu estou falando do governo fora da
- 27:15defesa sanitária, aí começa o estatístico da palpite em
- 27:22biologia, que estatística é muito boa na hora do
- 27:25trabalho. Tem coisa que não é para
- 27:28estatística, tem coisa que é para a sanidade. Então
- 27:34esse pensar coletivo, tirando de lado as vaidades
- 27:41e as necessidades econômicas, precisa estar
- 27:45tardando a ocorrência. Porque
- 27:47se isso entra, nós temos que estar com isso pronto.
- 27:53A empresa tem que estar já
- 27:54pensando nisso, bom, se estoura, o que eu vou
- 27:57fazer? Porque imagina, aí é um abatedor
- 28:01de exportação, você vai perder exportação. O
- 28:04que é melhor? É perder exportação, ou é
- 28:06perder o status, por exemplo, de livre? Mas
- 28:12aí a gente diz, ah, perder exportação, quanto é que o
- 28:15impacto do Fashe II, se ele para exportação? Qual
- 28:19é o impacto disso, não é? Para
- 28:24a empresa, qual é o impacto disso? No
- 28:27estado, porque quanto vai deixar de ser exportado?
- 28:31Então são coisas que nós temos,
- 28:33são detalhes que nós temos que começar a decidir, tem
- 28:37maneira mais séria. Nós não podemos ficar sentados
- 28:42esperando acontecer. Porque o risco é muito grande,
- 28:46hoje o risco com o Javali, nós estamos bem com o
- 28:49Algesque no Sul, nós estamos bem com o Algesque
- 28:52no Sul, até quando? Porque cada vez mais, fazendo a
- 28:57sinrologia, a gente vai encontrando sinrologia nesses
- 28:59acelvajados, até quando? Então
- 29:03nós temos que aproximar e sentar com a maturidade que
- 29:08o assunto precisa. É difícil, né? O
- 29:13bordo está na cadeia mais tempo do que eu. Então
- 29:16sabe muito bem disso. Eu já peguei eliminação do
- 29:21plantel do Algesque. Já tive essa experiência, foi
- 29:25muito pequena, plantel muito pequeno, mas ele é uma...
- 29:30qualquer eliminação, ele é
- 29:32contundente. E a gente teve essa
- 29:34experiência, teve uma experiência, um desafio, com
- 29:38o Covid, né? das indústrias, não podendo lá
- 29:41bater, ou um traduzido a parte, né? E
- 29:44se for preciso fazer uma parte sanitária? Aí
- 29:47eu participei já da contigência de a vitultura,
- 29:52um prédio, uma contigência da vitultura, inclusive com
- 29:58simulação de mídia. Se veio uma mídia me
- 30:02perguntar, ''Pô, tu está batendo, teus animais, por
- 30:04quê?'' ''Meu filho, pode comer essa
- 30:06carne, tu comeria essa carne.'' Então
- 30:08eram situações bem... assim, para ver quem vai ser o
- 30:13portavoz. Mas aí a minha pergunta para
- 30:16ti, eu acho que eu já sei a resposta, mas a onde que
- 30:21está... como que está sendo lidada a
- 30:26contigência desde a academia? Até...
- 30:31esse exemplo de senhora que está indo foi um exemplo
- 30:33de contigência, de simulação de contigência. Mas
- 30:38como frequente isso? Porque isso não está em Congresso,
- 30:41isso não está nos debates aí, né? É,
- 30:45porque é uma coisa que o pessoal não gosta de
- 30:49debater. A gente debate, quer ver, a
- 30:51gente debate muito, ''vamos ver tirante microbiano?''
- 30:54São coisas de tirante microbiano
- 30:56que tem que continuar debatendo. Depois
- 30:58a gente pode até falar nisso, mas a gente tem que
- 31:03debater mais do que isso. Santa
- 31:04Catarina agora, todos os veterinários vão passar para
- 31:09um treinamento de sânida de suína. Então
- 31:12eles vão ter dois dias com as diferenciais, né? Então
- 31:17vai ser feito... a diferencial das do... de
- 31:20PIRS e Algesque e das Entéricas, vai ser discutido
- 31:25a doença, feito o... diferencial
- 31:29das outras doenças, primeiro se apresenta a doença,
- 31:33depois a gente discute isso e a aula e técnica de
- 31:37necrópsia e coleta de material para tudo. Porque
- 31:40a gente fica com aquela coisa assim, ''ah, eu vou
- 31:43coletar material para...'' Então
- 31:45tá, tem que coletar o pulmão, tem que coletar o
- 31:47baço, tem que coletar isso. Não
- 31:50é assim, você tem que saber o que você vai
- 31:52coletar como um todo. Se você coletar, bom, você
- 31:56pensar nas doenças principais, você vai coletar
- 31:59tudo, já coleta tudo, não custa coletar tudo. Numa
- 32:04eminência dessas, não custa coletar tudo. Então
- 32:07''ah, eu morri o 20 % do Lote'' hoje não tem mais
- 32:10isso, da obrigatoriedade de a gente avisar quando a
- 32:14gente tinha uma mortalidade mais alta do que 20%. Isso
- 32:17caiu. As notificações, né? Das
- 32:19notificações que a gente precisava notificar se da
- 32:21ASCII, né? Ou o órgão de defesa. Mas
- 32:25a gente precisa fazer isso e uma coisa que não tem,
- 32:28que eu sinto falta, isso é pouco contemplado na
- 32:32graduação. As graduações não têm, a
- 32:37graduação não tem uma parte de defesa sanitária. A
- 32:41gente tem DOIC, que é extremamente importante, mas
- 32:44é defesa como funciona, a importância da defesa. É
- 32:48importante que a gente... O que a gente está vendo,
- 32:50Santa Catarina? Porque como torto, toda classe de
- 32:56profissionais. Nós temos profissionais corretos
- 32:59e profissionais que condutam um pouco de dúvidos. Então,
- 33:03quanto as cidasques tinham contingente grande de
- 33:07pessoas que fazia brusselose e tuberculose, quem fazia
- 33:12era cidasque, nós tínhamos menos notificações. Nós
- 33:17temos mais notificações por quê? Por
- 33:19que que nós temos mais notificações? Estamos
- 33:21escondendo a doença, porque eu cansei de fazer
- 33:23necrópcia, de bovino, daí a gente avisar a defesa, e
- 33:28às vezes você chegava no proprietário e cadê a vaca?
- 33:31Pois é, a vaca eu dei um
- 33:32jeito, tu sabe que eu dei um jeito para pedir um
- 33:35visinho. E aí a gente não pode ter a
- 33:38pressão do dono no veterinário, mas eu preciso
- 33:42de um estado que aumente a contratação. Então,
- 33:47a gente tem que trabalhar com isso, a gente tem como
- 33:50classe de veterinário que luta por isso. Você
- 33:52viu o que aconteceu no concurso para o Mata? Você
- 33:59viu? Vai ter um concurso para o
- 34:01Mata. Não é mais concurso para o
- 34:04veterinário. Todo mundo faz o concurso de
- 34:08todas as áreas, os melhores classificados vão ser usados
- 34:12e você... você não é veterinário para o
- 34:15mapa engenheiro forestal, agronomo, pode cal... Aí
- 34:20a mulher na entrevista disse não tem problema, nós
- 34:22vamos treinarmos. Você vai treinar uma... Então,
- 34:30são coisas assim, ou a gente começa a se
- 34:33posicionar e ir atrás do que a gente precisa fazer
- 34:38para a sanidade ou a coisa vai ficar feita. Nesse
- 34:42sentido, eu acho que pega um pouco da nossa conversa
- 34:45inicial quando a gente falava... vou
- 34:47falar de Brasil e também de Santa Catarina, enquanto
- 34:50que vale o papo, enquanto que é o custo, não o
- 34:54custo da patologia, mas o valor da sanidade, quanto
- 34:59que isso implica, tu estava falando aí do que gera de
- 35:04emprego, eu sempre quando penso em gerar emprego, eu
- 35:07penso em pneu de caminhão. Quanto
- 35:09pneu de caminhão a gente borracharia, quanto que a
- 35:13gente impacta, assim, em quem... eu
- 35:16não me imaginei que não esse cara, então eu não
- 35:18estou nos ajudando, esse faz parte da minha cadeia.
- 35:23É muito ampla a nossa cadeia,
- 35:25para ter essa fragilidade. E
- 35:28aí a gente vê como a gente não tem sorte,
- 35:31Milena, com a imensa maioria dos veterinários que
- 35:35trabalham na suíno e na avicultura, e na bovina de
- 35:39cultura trabalham com seriedade. Não
- 35:43é sorte, é você ter uma pessoa íntegra na cadeia.
- 35:48Quando a gente contrata alguém, a
- 35:50gente tem que contratar pela competência, claro, mas
- 35:54pela conduta. Então isso não é sorte, isso é
- 35:58mérito, é mérito dos nossos veterinários que estão no
- 36:02campo, só que a gente precisa conversar mais, e
- 36:05precisa estar sempre um passo a frente. A
- 36:08gente precisa estar um passo a frente. Nós
- 36:11já vimos, falando de tragédia, porque não tem
- 36:15como a gente não conversar sobre isso, porque agora o
- 36:19Rio Grande do Sul é muito complicado essas chuvas, e
- 36:21é diferente de Santa Catarina, porque Santa
- 36:23Catarina dele adrena para o mar, então ela sobe, leva
- 36:26tudo e ela vai embora rápido. E
- 36:28aquela região do Rio Grande do Sul é varsa, e aquilo
- 36:31é muito mais difícil de drenar. Mas
- 36:34a gente viu, por exemplo, quando dava aquelas
- 36:36enchentes homéricas em Brunnenau, ela dava
- 36:39Brunnenau e Brusque. Aí entrou um, prefeito que era
- 36:43geólogo em Brusque. Diziam que ele ia roubar horrores,
- 36:48porque ele estava roubando, porque ele contratou
- 36:51geólogos e falou, aqui tu tira a população, aqui você
- 36:53faz isso, isso, isso, isso. Alaga
- 36:56horrores as outras cidades, e Brusque está tratando. O
- 37:01que era antes de fazer as duas barrages, e nós ainda
- 37:04temos mais duas, no mínimo para ser feitas, mas o que
- 37:07era antes, os alagamentos, e o que é depois. Então
- 37:11nós temos que trabalhar antes. Então
- 37:15nós estamos vendo isso na natureza, da pior forma
- 37:19possível, nós estamos vendo isso. Eu
- 37:23brinco, que a minha mãe é Santa Catarina, e o meu
- 37:26pai é Rio Grande do Sul. Eu
- 37:27nasci em Santa Catarina, meu irmão nasceu no Rio
- 37:30Grande do Sul, ainda minha família inteira, Gaúcha. Eu
- 37:34passava as férias e verão, ficava em férias e verão,
- 37:38a gente praticamente se mudava para o livramento.
- 37:41Então nós crescemos muito, é bem
- 37:44isso, né? Santa Catarina é minha mãe, e o
- 37:47Rio Grande do Sul é meu pai. E
- 37:50nós estamos aprendendo isso com muita dor, está difícil
- 37:54de ver, está difícil de ver, está difícil, está
- 37:59muito difícil. Nós não podemos deixar ficar
- 38:02difícil na sua índice. Nós não podemos, nós precisamos
- 38:05fazer com que isso, alavanque com que isso, se
- 38:09converse com ceredar, com clareza, com parceria. A
- 38:14gente precisa aproximar esses dois setores, e eu
- 38:17acho que é o maior gargalo. Eu
- 38:19acho que é o maior gargalo. A
- 38:20gente sempre tende, é mais fácil a gente olhar o que
- 38:23o outro não fez do que a gente não fez. Isso
- 38:26é assim com todo mundo, né? A
- 38:28gente precisa muito tempo para conseguir olhar isso.
- 38:35Já pensou estar no top 1 % da
- 38:37sunoCultura? Acesse academiasuina .com .br e
- 38:41invista no seu conhecimento. O
- 38:45sunoCash só é possível através do apoio de
- 38:47empresas inovadoras e que apoiem a educação continuada
- 38:50na sunoCultura brasileira. DSM
- 38:53Firminis, moldando o futuro dos cuidados com suinos.
- 38:57Top Gen, onde você encontra as
- 38:58matrizes mais completas do mercado. A
- 39:01excelência está no nosso DNA. Alga
- 39:03Prime DHA da Corbion. O ômega 3 DHA a base de
- 39:07algas para a nutrição de suinos em todas as fases
- 39:09de crescimento. Adicioná -lo às rações, está mais
- 39:12fácil do que nunca. Eu sempre faço essa pergunta
- 39:16para os professores e o pessoal a gente sente e eu
- 39:22falo dessa carência de profissionais, se eu for
- 39:26dentro de uma universidade e hoje a gente tem uma
- 39:28carência de quem quer trabalhar na produção. É
- 39:31uma comunidade, felizmente. E
- 39:33a produção está demandando bastante. Precisa
- 39:35bastante. Quando eu me formei eu ficava
- 39:39catando o emprego porque não tinha. E
- 39:43hoje a gente pede as empresas pede um currículo.
- 39:51Como que está sendo tratado hoje
- 39:53esse impacto dentro para mostrar monetariamente um
- 39:58adorno? Quanto que é um grama de
- 40:00conversão? Quanto que é um percentual 1 % de
- 40:03mortalidade? E esses são exemplos
- 40:08trabalhados. Vamos lá imaginar uma aula tua
- 40:12de lences respiratórias. Eu estou com um desafio aqui
- 40:19de seja lá qualquer surto respiratório. Quanto
- 40:23que essa lesão bonita aqui na necrópsia, a gente está
- 40:27vendo um pulmão todo detonar. Isso
- 40:30aqui eu vou tratar um veterinário querendo brincar
- 40:33ali na clínica e coisa. Mas
- 40:35esse impacto aqui, quanto que ele está me tirando em
- 40:37dinheiro? Quanto que o produtor está
- 40:40perdendo? Quanto que a indústria está
- 40:42perdendo? O que está girando? Isso
- 40:45está sendo tratado nessa questão fílgica monetária. E
- 40:51aí nós temos uma disciplina que é a gerenciamento, que
- 40:54aí é só para quem mais tem. A
- 40:56gente ensina até fazer, desde calcular uma granja
- 41:01calcular tamanho, calcular dimensões e até calcular os
- 41:06custos. Então a gente traz granjas que a
- 41:08gente visita, pega os custos e eles acompanham a
- 41:11gente recuperando as granjas porque tem muito
- 41:14independente em Santa Catarina ainda e às vezes
- 41:17isso é difícil. Então a gente acompanha isso,
- 41:20tenta fomentar. Aí a gente trabalha isso. E
- 41:24na disciplina também. E isso está ficando cada vez
- 41:28mais difícil. Porque aí, tu imagina no mundo
- 41:31hoje em que entra um veterinário que é vegano. E
- 41:37aí você vai dizer que você vai e eu estar na Zé
- 41:39Alçuíno para fazer um diagnóstico. Então
- 41:43a gente tem que estar preparado para conversar com
- 41:46eles e preparado para mostrar para eles o quanto
- 41:49isso é importante. Que aí eu digo, ah isso é
- 41:52muito bonito beleza? Mas a família depende daquele
- 41:57plot. A sanidade do rebanho. A
- 42:00família de... Eu estou cuidando do rebanho
- 42:03mas eu estou cuidando do rebanho e eu estou cuidando
- 42:05da família. Quanto que isso impacta? O
- 42:09que você vai fazer? Aí como tem muita genéia agora
- 42:12é nessa turma, essa turma está bom porque eu tenho,
- 42:15acho que 50 % da turma de sanidade desse ano que é
- 42:18produção. Então quer em bovinhos, quer em
- 42:21equinos, quer em suínos, quer em aves, está uma
- 42:23maravilha. Mas é muito raro isso. E
- 42:28aí às vezes você diz assim, não, mas está dando
- 42:30a lote de circovírus. A primeira coisa que você tem
- 42:33que decidir é o que você vai fazer com o refúgo.
- 42:35Quantos refugos você tem? Você
- 42:37vai para a Naseu Refúgo, você tem estrutura para
- 42:39separar os refugos, você vai entregar para os
- 42:42terminadores de refúgo eles como professora eu falei
- 42:46sim, ou vocês acham que a gente vai pegar aquela
- 42:49carne ali e vai desperdiçar. E
- 42:53não é nem só a carne. É o indivíduo. O
- 42:58indivíduo como eu sou cristã um indivíduo como
- 43:03ser criado por Deus. Eu digo para eles é tão grave
- 43:08a gente desperdiçar carne e como desperdiçar fruta, como
- 43:14desperdiçar salada. Uma coisa é a Minério. A
- 43:20gente fazia aquelas experiências no colégio,
- 43:23você bota água com sal que entra na frigideira, a
- 43:26gente tira água pega e recupera o sal. Você
- 43:29faz isso com o reino mineral com o reino vegetal
- 43:31e o reino animal você não faz. Então
- 43:35o respeito que nós temos que ter por isso é muito
- 43:38grande. E aí isso eu falo para eles
- 43:40o que você vai fazer? Você tem um galpão com 5 mil
- 43:44suínos começa a morrer você vai deixar todos morrerem?
- 43:49Aí eles começam são várias
- 43:51coisas que a gente tem que discutir fazer com que eles
- 43:53tenham o crivo a gaiola vamos pegar a gestação
- 44:02coletiva se a gente filmasse aquelas portas
- 44:05brigando e alguém me disse que é bem estar porque
- 44:10elas brilhão de demais elas morrem, às vezes tem vídeo
- 44:13que morre por toda a briga. Então
- 44:16assim, a gente tem que ter um cuidado e tem que
- 44:19explicar para eles, nós temos que sermos, nós não
- 44:21estamos fazendo para ajudar, nós estamos fazendo para
- 44:23melhorar o nosso intuito é esse é esse. Então
- 44:30a gente tem que mostrar para eles a importância
- 44:32disso, que às vezes isso é necessário não tem como e
- 44:38aí às vezes eles romantizam ah, é professora, eu falei
- 44:40ótimo vamos tirar as vacinas que são inoculadas
- 44:46nos ovos vamos tirar os hormônios eu falei quando
- 44:49vocês entrarem num abatedor de exportação, vocês vão
- 44:51ver que a cabeça do suino, ela é cortada no meio para
- 44:54a gente pegar hipófis para fazer o hormônio para quem
- 44:57precisa então tem coisas, às vezes dá até medo de
- 45:01falar porque eu tenho medo, às vezes que eles para,
- 45:04não, então eu não vou mais tomar tal remédio, porque a
- 45:07coisa ficou tão grande isso que é complicado mas a
- 45:12gente tem que mostrar e para o aluno, eu nunca
- 45:15tinha problema eu dou aula para o vetano, dou aula
- 45:17para o vegetariano eles fazem as aulas, mas é isso
- 45:21que leva a maneira com que você mostra isso para eles,
- 45:24e você tem que mostrar, não é só produzir suínos
- 45:29não é só produzir proteína é dar dignidade de
- 45:34sobrevivência para o ser humano quantas pessoas vivem
- 45:38disso, é muita gente é muita gente e aí tu tocou
- 45:42no ponto além da produção direta como alimento e a
- 45:48produção de outras outras matérias primas que os
- 45:53suínos dão, e outros animais não também mas tem
- 45:55um capítulo que não é novo, mas está sendo mais
- 45:58explorado agora na sua cultura, que é o xeno
- 46:01transclante transclante de de órgãos que também está
- 46:06ajudando vai ajudar a muita gente a Cêndria, nosso papo
- 46:12está bom aqui e o gelógio não parou e a gente
- 46:17conversa, eu converso pelo futebol, problema isso mas
- 46:20eu acho que é importante eu estou imaginando que a
- 46:26chamada da nossa conversa vou falar com a patologia
- 46:29sim, porque nós temos falado de patologia e está
- 46:34indo mas eu acho que esse é o e até para dar uma
- 46:38noção para quem está nos escutando o que é o
- 46:41programa aqui não é nós só não estamos sentados tomando
- 46:46o último barro mas é um programa que eu falei no
- 46:50começo, ali aberto e eu acho que são esses pontos
- 46:54que às vezes não surgindo mas o veterinário cuida
- 46:57disso cuida e cuida de muito mais outra coisa ele
- 47:00tem que estar e o patologista vai falar de
- 47:04patologia de outras espécies e esse que é o legal da
- 47:09nossa profissão e talvez a chamada que seja o leque
- 47:16de oportunidades do veterinário mas eu te
- 47:19agradeço muito e eu te pediria assim o que qual
- 47:24que é o teu a vida fora da o seu ócio criativo,
- 47:28fora da veterinária esquece aí todos os veterinários
- 47:31que tu carregas e eu te contigo mas fora do
- 47:35expediente o que tu faz a coisa que eu mais gosto de
- 47:38fazer é ler nadar nadar eu estou sem poder nadar agora
- 47:42porque as horários dos meninos mas eu tenho um
- 47:45problema com água e não posso ver água eu não
- 47:46posso ver água eu sou um pro Xoai esses dias ano
- 47:50passado com julho eu vou botar o pé dentro da água
- 47:55eu falei, tu é louca, eu falei, não estou a pé aqui
- 47:57não vou botar o pé dentro da água a água é o meu
- 48:00ponto fraco e aí nas horas várias como eu digo para
- 48:04os alunos eu ainda evangelizo às vezes eles me
- 48:06dizem Sandra o que tu vai fazer? Não,
- 48:084 da feira noite eu tenho uma exagelização então eu
- 48:11trabalho com criança de 8 a 11 é um mundo muito
- 48:16diferente do que eu faço na faculdade aí tem os
- 48:20trabalhos de prechosos solidários então eu faço
- 48:25coisas assim fora justamente porque pensa um ser humano
- 48:31dois filhos com dois pais veterinários os dois que
- 48:36trabalham com sua inocultura pobre da escritura tem que
- 48:39fazer eles pensar fora da caixa sai, vai fazer outra
- 48:42coisa porque se não eles ficam assim então a gente
- 48:47tenta fazer coisas diferentes assim tenta se
- 48:50policiar para chegar em casa e não ficar falando o
- 48:54tempo inteiro de serviço porque se não complica
- 48:59complica, mas a coisa sem dúvida que eu mais gosto
- 49:02de fazer é na Daile meu Deus do céu tem alguma uma
- 49:08dica de amor que tu tá lendo hoje que possa
- 49:14estimular e o pessoal que nos escuta eu acho que é
- 49:17gostado que faz né, Guilherme a gente fica 8
- 49:20horas por dia trabalhando e na nossa vida produtiva,
- 49:24que é curta né, a gente tem que gostar do que faz
- 49:28e se dedicar porque a porcentagem de coisa que a
- 49:32gente vai ver vai ser muito maior do que a gente
- 49:36não vai ver então se nós vamos dedicarmos nessa nossa
- 49:41vida profissional a gente vai ser um a gente tem
- 49:46que tentar fazer o seu melhor e gostar do que faz
- 49:49ninguém consegue fazer bem feito se não gosta do que
- 49:52faz então tu não gosta troca troca mas goste do
- 49:59que você faz isso é fundamental né legal te
- 50:04agradeço muito pelo pelo que tu, pelas discussões
- 50:09aqui né, sempre é bom falar com pessoas eu tenho
- 50:13essa oportunidade de falar com muita gente né e é
- 50:18legal porque sempre tem coisas para aprender
- 50:20acredito que tu aprende talvez mais do que tu
- 50:23ensinas para as crianças né, por estar com crianças
- 50:26e é legal porque a gente sempre pode ter essa
- 50:29oportunidade te agradeço por poder contribuir aqui com o
- 50:34programa e também por estar formando gente né nós
- 50:38dependemos aí dessa força a distância aí dos professores
- 50:43que estão formando gente e que estão também estimulando
- 50:48as pessoas conta conosco aqui da academia e de bom
- 50:52poder a gente poder ter falar nossa, agradecer a
- 50:55sua oportunidade obrigado aqui, obrigado até mais,
- 51:00até mais tchau, tchau para todos que nos assistirem
- 51:03também depois