Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dr. Edison Magalhães: Sanidade com Base em Dados é Funcional? | Ep. 302
Transcript
- 0:00Para a suincultura Americana, por exemplo, AA agora o impacto
- 0:03dela é de um bilhão de dólares anual.
- 0:05Para a suincultura Americana é um impacto, vamos dizer assim,
- 0:07epidêmico. Tem diversos trabalhos aí com
- 0:10com dados de campo, por exemplo, voltando para a realidade do
- 0:12Brasil, pra micoplasma, pra pra pra influenza, de falar aí de de
- 0:16de 2 a 4 USD por cabeça do impacto de micoplasma, por
- 0:20exemplo. Então por isso que aqui nos
- 0:21Estados Unidos, com com base nos números, né?
- 0:24Nessa eu eu sei qual que é o impacto no meu animal de creche
- 0:26terminação a nível de sistema. Se tá custando aí de 2 a 3 USD
- 0:30por cabeça, vou eliminar micoplasma.
- 0:32Então já é uma realidade aqui de fazer eliminação de micoplasma,
- 0:36né? Sem fazer a depopulação é do
- 0:38rebanho. E lógico, você vai chegar aí até
- 0:408, 9 USD de impacto por cabeça, que é um impacto altíssimo
- 0:44quando você começa a ter AA tríplice coroa, vamos dizer
- 0:46assim daqui, que é a pires, influenza e micoplasma, que aí é
- 0:49o é, vamos dizer assim, é o desastre.
- 0:52Está no ar o primeiro podcast da suinocultura brasileira, o
- 0:56suinocast. O suinocast só é possível
- 1:03através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 1:06educação continuada na suinocultura brasileira.
- 1:10Top Gen, onde você encontra as matrizes mais completas do
- 1:13mercado? A excelência está no nosso DNA
- 1:18polinutre nutrição animal. Juntos vamos mais longe.
- 1:23Alga Prime DHA da corby, o Omega 3 de algas para nutrição suína
- 1:30cerva sempre com você, além da saúde animal dsm firmenich,
- 1:37moldando o futuro dos cuidados com suínos.
- 1:41Olá, sejam todos muito bem vindos para mais uma edição do
- 1:44nosso swinotest e esse que é um programa leve, um programa
- 1:48democrático aberto. E voltado pra pra produção, pra
- 1:54quem é da produção, pra quem tá querendo entrar na produção.
- 1:56Tanto professores, alunos, produtores, filhos e produtores,
- 2:02os nossos consumidores e os nossos não consumidores também.
- 2:05Meu nome é Guilherme brantes, sou Rossi do programa e hoje um
- 2:09convidado bastante especial no programa Internacional.
- 2:14Hoje o Edson Magalhães, o Edson, que é veterinário.
- 2:18É mineiro, formado pela federal de bellândia e hoje ele é
- 2:25professor na iora state University, onde também fez o
- 2:30seu mestrado e doutorado. Edson seja muito bem-vindo.
- 2:36Nós já fomos colegas de empresa, né?
- 2:39Oo Edson vem é, já teve pela Na Na iniciativa privada também.
- 2:44Nós acabamos por um período sendo colegas.
- 2:48O prazer falar e acompanhar o teu trabalho que tu tá fazendo
- 2:51aí fora seja muito bem-vindo. Eu fiz a tua descrição aqui, uma
- 2:55leitura do currículo que a gente chama uma leitura fria, né?
- 2:59EE, eu gostaria de de de começo aqui, de te dar as boas vindas e
- 3:04perguntar quem que é o Edson magarretes, da onde veio e como
- 3:09que foi parar aí nos Estados Unidos é e falar um pouco da tua
- 3:14função, o que? O que tu tem feito, como que?
- 3:17Como que tudo isso começou no interior de Minas?
- 3:21Acredito, né? Que que tu nasceu em Minas?
- 3:24Acredito que é que seja isso pelo sotaque, né?
- 3:26Que é uma briga de sotaques, né? E mas seja muito bem-vinda.
- 3:29A palavra está contigo e conta um pouco aí da da tua história.
- 3:34Beleza, Guilherme, prazer estar aqui é sou o Edson Magalhães, é
- 3:39de Uberlândia, igual como você, comentou.
- 3:42E assim eu não tenho. Oo meu background assim, eu não
- 3:46tenho muita parte de de suinocultura ou parte de
- 3:48fazenda, mas o meu pai trabalhava na parte Na Na
- 3:52iniciativa privada, na parte nutrição animal com suínos e
- 3:55aves e ele sempre trabalhou nessa área, principalmente
- 3:59suínos e aves, e eu gostava bastante disso.
- 4:01Então já desde pequeno quis trabalhar nessa parte de
- 4:04trabalhar ou com suínos e aves. E aí decidi fazer faculdade de
- 4:08veterinária. Desde o início eu foquei na
- 4:10suinocultura, foi a que eu me identifiquei mais, sempre
- 4:12fazendo estágio, trabalhando em Granja, fazendo parto e tive
- 4:17oportunidade de vim para os Estados Unidos fazer estágio
- 4:19durante a época da aped em 2013, e voltei para Uberlândia,
- 4:24terminei a faculdade e falei, agora vamos trabalhar no campo,
- 4:29né? Até agora foi só estágio, vamos,
- 4:31vamos trabalhar. Tive a oportunidade de trabalhar
- 4:33no Mato Grosso, numa Granja, é. De, de, de, de circo completo,
- 4:38onde eu era Oo gerente de, de, de winto finish, nessa Granja,
- 4:41lá no Mato Grosso, quis pegar essa perspectiva de ser gerente,
- 4:45né? De trabalhar com, com com
- 4:47funcionários, entender a parte de gestão de pessoas para
- 4:49entender depois se a gente quer ser um veterinário EE, pedir
- 4:53para o pessoal fazer seguir a nossa recomendação.
- 4:55A gente tem que entender como é que é o dia a dia da Granja, né?
- 4:58Depois eu fui gerente de 3 UP LS na em Brasília, um produto
- 5:02independente. E fui trabalhar Na Na
- 5:04agroindústria, onde eu fiquei quase 3 anos.
- 5:07Aí antes de vim pra cá, em 2019, fazer o meu mestrado e doutorado
- 5:11com o professor Daniel linhas aqui Na Na r state University.
- 5:14E eu fiz o mestrado e doutorado, ambos focar ali na parte de de
- 5:18epidemiologia animal EE também na parte de de de data Science,
- 5:22de análise de dados. E é onde eu estou hoje.
- 5:26É vindo pro departamento de animal Science, the Portland.
- 5:30É, estou como professora aqui no numa posição que se chama de
- 5:33inovated swind systems. Então é uma posição nova, onde é
- 5:37é a minha função, é fazer a parte.
- 5:41Metade do meu tempo é pesquisa, metade do meu outro tempo é
- 5:43extensão. Então eu não tenho aula onde eu,
- 5:46eu, eu estou ali fazendo o meio de campo entre a universidade e
- 5:49os produtores para trazer essas a parte de inovação do que que
- 5:53está acontecendo. Tanto a nível tecnológico quanto
- 5:56de pesquisa aqui na universidade e aplicar na, no vamos dizer
- 6:01assim, na vida real, assim com com produtores, fazer parceria,
- 6:04então tem bastante coisa com trabalho de de epidemiologia,
- 6:07sanidade, e é usando a cadeira Science, né?
- 6:11Análise de dados como uma das ferramentas, publicação de
- 6:14machine learning, inteligência artificial.
- 6:16Então eu estou eu estou bem feliz e começando agora nessa
- 6:19posição e o futuro é, estou bem animado porque que vai vim aí.
- 6:24As matrizes da top gem carregam a excelência em seu DNA, guiando
- 6:29os produtores e consumidores a um futuro mais sustentável da
- 6:33suinocultura, resultado de 4 décadas com foco em melhoramento
- 6:37de matrizes e agora potencializado através da
- 6:40atualização genética com o que tem de melhor na Suíça.
- 6:45Que bom, muito bom, já anotei algumas coisas aqui.
- 6:50Lembro da nossa última conversa, eu acho que foi em Uberlândia.
- 6:53A conversa pessoal que a que a gente teve, né?
- 6:57É a gente. Acho que na época a gente
- 7:00discutia algum algum problema de sanidade, apesar de eu não ser
- 7:04sanitarista, mas acho que acho que não OOA oportunidade de
- 7:09fazer o estágio pegando de cara. E o Ted da vida é o quanto de
- 7:15ensinamento ou de aprendizagem? Eu eu tive a Felicidade.
- 7:19Vamos vamos chamar de Felicidade de de a gente conhecer os
- 7:22primeiros casos aí do circo vírus em 2000.
- 7:24EE, pouquinho do Brasil, né? Como que a gente luta pra chegar
- 7:29numa em algo que até então era era desconhecido, né?
- 7:33EE, pela tua fala inicial aqui, essa importância que tu tu traz
- 7:39aí é tu falou de Granja, gerente de Granja, gerente desses termos
- 7:45e da importância das pessoas, né?
- 7:46EE falando de e o teu cargo de pesquisa e extensão?
- 7:50A extensão está muito em voga aqui no Brasil, no mundo
- 7:53inteiro, né? É 11 busca aí da, da, de como as
- 7:58pessoas fazerem as coisas e associar tudo aí a análise e a
- 8:02banco de dados. Eu acho que a gente teria muito
- 8:05mais do que meia hora ou 40 minutos que a gente tem aqui pra
- 8:08falar, mas vamos lá e mas eu, eu, antes de do, da do nosso
- 8:13tema aqui que eu gostaria de focar o tema exatamente no que
- 8:17na tua palavra inicial, aí é uma sanidade de precisão.
- 8:20E essa e essa decisão baseada exatamente em dados, né?
- 8:25Mas pra pro nosso aquecimento que pegando um pouco da tua
- 8:29introdução e histórico. O que que o que que tu levou da
- 8:34suinocultura do Brasil basicamente para os Estados
- 8:37Unidos ou ou ou aprofundando um pouco mais AA pergunta, tu
- 8:44comentou aí que tu começou com o Daniel Daniel Linhares, pega uma
- 8:49leva aí de brasileiros que que que deram certo, né?
- 8:53O Brasil hoje é o quarto maior exportador de suínos, né?
- 8:57Produtor e exportador e dentro do pacote suínos, ele está
- 9:00exportando gente. Né, de gente boa, né?
- 9:04Oo que que tu levou do Brasil e que que fez um diferencial aí ou
- 9:10por que tu ficou nos Estados Unidos?
- 9:15Cara, o Brasil, principalmente aí na a suinocultura é a gente
- 9:21leva uma, vamos dizer assim, uma bagagem muito boa, entendimento
- 9:24muito bom do. Do manejo de lidar com com com o
- 9:27pessoal EE também OOOO brasileiro.
- 9:30Assim, no geral, os os que estão aqui, inclusive do do time do
- 9:34Daniel, que é um time que normalmente o pessoal que vem
- 9:36fazer mestrado e doutorado, que já traz uma bagagem de campo,
- 9:40então uma maturidade que que que você leva é Oo.
- 9:45Vamos dizer assim, um algo a mais que o pessoal que está
- 9:47trabalhando e que está na lida da suinocultura e está tendo
- 9:49sucesso, são pessoas que normalmente tem aquele
- 9:52inconformismo positivo, né? Então não aceita muito aquela
- 9:57aquelas coisas que acontecem dentro da Granja e tenta fazer a
- 10:00parceria, criar esses relacionamentos com com os
- 10:03produtores, EEEE, melhorar o dia a dia do do manejo.
- 10:07Então é muito focado em manejo, muito focado em em.
- 10:10Na comunicação, e isso é uma coisa que falta aqui nos Estados
- 10:13Unidos, porque principalmente porque a mão de obra, a
- 10:16quantidade de relação a matriz por por funcionário é, é bem
- 10:20diferente. Então aqui você vai ter Granja
- 10:22com um para 600, um para 550, é até mais em algumas condições,
- 10:27enquanto que no Brasil você vai ter aí um para 70, um para 80,
- 10:30enfim. Então a gente traz essa bagagem
- 10:34e a gente traz esse querendo fazer esse diferencial.
- 10:37É de de melhorar o resultado com essas oportunidades que a gente
- 10:40tem de fazer, de melhorar o resultado.
- 10:42E eu acho que eles veem isso com a com com bons olhos.
- 10:45Então, tanto a nível de de pesquisa, mas também quando a
- 10:48gente vai para dentro da Granja e faz as parcerias com os
- 10:50produtores, enfim, a forma que a gente faz.
- 10:53O brasileiro no geral, ele é ele é bem visto aqui, entendeu?
- 10:57Por essa, por esse tipo de atitude, tem muito essa relação.
- 11:02Certo EE, eu falava no começo e eu gosto sempre de falar isso.
- 11:07Que EEO? Feedback que eu tenho recebido
- 11:09do do programa aqui, que às vezes a gente mira na produção,
- 11:14pô, vamos vamos falar com o Edson e vamos falar de produção,
- 11:17né? Vamos falar com o fulano e vamos
- 11:19direcionar pra alguma coisa de dentro da Granja.
- 11:22Mas o os caminhos da nossa no futuro, eles são infinitos, né?
- 11:28Então, e eu falo sempre de futuros produtores e futuros.
- 11:32A os alunos, né, que estão eventualmente assistindo o nosso
- 11:35programa aqui e ainda indecisos, né?
- 11:38É um leque de oportunidade muito grande, né?
- 11:40EEO Brasil é bem visto, né? Nessa exportação aí de de
- 11:44pessoas é que estão trabalhando também, mas vamos lá pro nosso,
- 11:49pro nosso tema, tu tu fala nessa seriedade, nesse diferencial do
- 11:53do Brasil. Eu eu lembro um pouco do meu
- 11:57começo de carreira. Quando a gente entrava dentro da
- 12:00igreja e ouvia AO produtor, às vezes falava, eu fiz um teste
- 12:04aqui de de a contra b, né? Vamos, vamos esquecer o teste e
- 12:09vamos para o experimentinho, né? Então vamos fazer uma coisa um
- 12:11pouco mais, né? Não, não desmerecendo o que que
- 12:14tinha sido feito, mas tentando botar um pouco de ciência Na Na
- 12:18coisa EEEE isso Eu Acredito que seja o começo dos dados, né?
- 12:23111 dados realmente concretos para que tu possa.
- 12:29É tomar tuas tuas decisões. Mas eu fiquei interessado o
- 12:32Edson quando tu fala nesse teu, nessa tua pesquisa extensão EE
- 12:39que tu e no inovation center inovation swin systems, swin
- 12:46system, já vou ter que perguntar, o que que tem de
- 12:50inovação aí pra pra pra tu nos falar EEEE nessa agregação?
- 12:56É tanto na questão de coleta de dados EE no uso desses dados,
- 13:01né? Muitas vezes a gente tem muitos
- 13:02dados, mas às vezes a gente pode se perder, né?
- 13:06Direcionado aí pra parte de sanidade, ou EEE, mirando a
- 13:12sanidade, como não tratando doenças, né?
- 13:14Evitando doenças. Evitando doença?
- 13:17Exatamente. Guilherme, a nível de de
- 13:20inovação, vamos dizer assim, tem 2 áreas.
- 13:22Eu vou focar em 11 área é, é. São tecnologias, né?
- 13:26Novas aí, câmeras, sensores, enfim.
- 13:28Essa parte eu não foco muito, mas que tem bastante
- 13:31oportunidade, mas que no fim das contas vai exigir uma
- 13:34implementação, um investimento pro produtor.
- 13:37Essa é uma área e que tem bastante espaço e vai crescendo.
- 13:40Vai diminuir o preço no futuro. A segunda?
- 13:45Tu não mexe porque tem o setor da universidade ou é da divisão?
- 13:50Eu tenho. Eu tenho possibilidade de mexer,
- 13:52mas não é o meu foco, eu acho que assim.
- 13:55Eu acho que eu acho que o pessoal que dessas empresas, eu
- 13:59acho que eles precisam mostrar um pouco mais o valor disso.
- 14:03EE enfim, na parte da implementação, eu posso ajudar
- 14:06na validação, entendeu? Então, certo, porque querendo ou
- 14:09não é, no fim das contas, vai exigir o investimento do
- 14:11produtor. E é por isso que eu que eu
- 14:13trabalho nessa segunda área, que é uma área que não é
- 14:17investimento, então é usando que já tem, que são os dados que a
- 14:20gente já coleta focado. Aí meu foco de pesquisa é.
- 14:26Pela, pelo, pelo meu backgrounds, focado na parte de
- 14:28sanidade, mas que pode ser aplicado para nutrição, para
- 14:31outras áreas, que é usar os dados que já são coletados.
- 14:35Então é uma é uma realidade que quando eu tava no Brasil eu
- 14:39vivenciei e eu vi essa, vamos dizer assim, falava, gente, tem
- 14:42tanta coisa que a gente pode fazer com os dados, por que que
- 14:44a gente não não utiliza? Mas quando eu vim para cá, para
- 14:47os Estados Unidos, é a mesma coisa.
- 14:49Então é uma realidade, vamos dizer assim, global.
- 14:52Onde a maioria das das empresas que vão estar trabalhando aí com
- 14:55com essa parte de coleta de dados, enfim, esses softwares,
- 14:59na maioria das vezes, o pessoal está trabalhando com com o que a
- 15:01gente chama de análise descritiva.
- 15:03Então, é basicamente o que que está acontecendo, as médias, os
- 15:06melhores, os piores, a mediana, enfim, e com essa capacidade,
- 15:12essa qualidade que a gente tem em em em em disponibilidade de
- 15:16dados, vem essa outra área que é o daira Science.
- 15:20Que é uma outra área que é bem aplicada nas outras indústrias,
- 15:23por exemplo, é metalúrgica, enfim, produção de carros.
- 15:27O pessoal usa bastante dados, que são processos.
- 15:31E a suinocultura nada mais é também, no fim das contas, do
- 15:34que do que processos, né? E a gente tem informação desses
- 15:38processos ao longo dos tempos, por indivíduo que no caso é
- 15:42fazenda, então. Machine learning, inteligência
- 15:46artificial são conceitos que são aplicados a esse big data.
- 15:50E a gente tem é que é o lado bom.
- 15:53A gente tem muito big data na suinocultura, então aqui é o
- 15:55swing big data. Então o que eu foco para tentar
- 15:59ajudar os produtores, a parte de inovação que eu estou trazendo,
- 16:03que que eu estou focando para sanidade especificamente, é usar
- 16:08essas informações para entender o que que está acontecendo a
- 16:10nível de doença. Igual você falou para prever.
- 16:13Aí prevenir e também fazer a previsão de grupos que vão ter
- 16:18alta mortalidade baseado em dados retrospectivos, que é
- 16:21basicamente você treinar esses modelos de machine learning com
- 16:25dados do passado, para que quando grupos que que vão vão,
- 16:29que estão no campo agora estão tendo o mesmo padrão, o modelo
- 16:33dá um alerta, fala, ó, baseado no passado.
- 16:35Esse tipo de situação vai dar problema lá na frente.
- 16:38Então é isso que eu é essa área que eu estou trabalhando, então.
- 16:41Foquei mais nessa parte, que é o que usar os dados, o trabalhar
- 16:44em cima dos dados que já são coletados hoje dentro da Granja,
- 16:47mais pra sanidade. E essa, esse desafio, desculpe
- 16:53esse desafio. Herson, tu, tu particularmente
- 16:57vocês têm um desafio viral bem mais robusto que que Brasil.
- 17:02Tu acabou de falar do Ted. É o apir, sem dúvida.
- 17:07Influenza, vamos dizer, vamos dizer que o nosso.
- 17:11OOO nosso desafio aqui Brasil é menor é tu fala especificamente
- 17:17desses pontos, é do trabalho da universidade mais direcionado
- 17:22pra esses grandes eventos ou vamos jogar, que são grandes
- 17:26eventos também as perdas sanitárias, mas desse dessas
- 17:30outras é doenças que estão de uma forma epidêmica aí No No
- 17:34mais comuns, vamos dizer, assim como desafios bacterianos ou
- 17:38respiratórios, intéricos. É, é o geral.
- 17:42É no geral, mas igual você, você comentou, é hoje vai ter mais
- 17:48disponibilidade de informação pra essas que são os maiores
- 17:51gargalos, né? Que é virgem a primeira, depois
- 17:54pede e ali influenza e micoplasma são 2 que que, que
- 18:00que vamos dizer assim que os produtores, principalmente as
- 18:04granjas de matriz OPDOPL, estão monitorando aí a nível semanal,
- 18:08então é comum o pessoal. Aquilo que eu falei lá no
- 18:11início, que é no Brasil, a gente tem, vamos dizer assim, uma
- 18:13disponibilidade alta de mão de obra.
- 18:15Aqui é uma realidade diferente. Então o que que eles fazem é
- 18:19vieram, vamos dizer assim, melhorando ao longo do tempo.
- 18:22É como monitorar essas doenças endêmicas nos nossos rebanhos de
- 18:27uma maneira simples e também que não vai exigir tanta mão de
- 18:32obra. Então não dá para chegar EE toda
- 18:34semana sangrar 30 leitão, por exemplo, no desmame.
- 18:37Isso é inviável. Então, foram desenvolvendo
- 18:40ferramentas de amostras populacionais para coletar
- 18:43informação e material desses animais.
- 18:46E isso ao longo do tempo. Você pega um sistema com 5060
- 18:49pls coletando dados semanalmente, tendo resultado de
- 18:53de PCR. Nesse caso, por mais que o PCR
- 18:57tenha, vamos dizer assim, o lado bom e o lado ruim.
- 18:59Mas é uma informação muito boa quando você pensa a nível de um
- 19:02sistema em ao longo de 2 anos. Então esses 4 agentes aí são 4
- 19:07que o pessoal tem tem coletado rotineiramente, monitorando
- 19:10essas granjas, e a gente usa essa informação junto com as
- 19:13outras de de produção, de nutrição, de instalação e
- 19:17ambiência, por exemplo. Certo, e essa coleta que tu
- 19:22chama de uma coleta simples? O que que seria o simples aí?
- 19:25O exemplos práticos, né? OA cordinha lá pra amascar EE
- 19:32esse tipo de coisa. Isso.
- 19:35Isso isso acorda, principalmente é na fase de creche de
- 19:38terminação, que é o para monitorar Pierce Ted, quando
- 19:42você tem uma Granja, que é um rebanho que é negativo, enfim, e
- 19:45ele se contamina, o PCR vai pegar isso e os próprios padrões
- 19:49de CT também. Você consegue ver se há uma
- 19:51reinfecção dentro de um rebanho já vacinado.
- 19:54Tem tem esse tipo de de informação ou se é um pico?
- 19:58É, mas basicamente em creche terminação são os fluidos orais,
- 20:01né? Que são as cordas, que é uma por
- 20:03Baia, você coloca aí num Barracão, aí de 120 m, você pode
- 20:06colocar 6 cordas, e essas 6 cordas você faz um pool e faz um
- 20:10PCR. Então aqui seria.
- 20:13Esse lá uma vez por mês. Uma vez por mês, uma vez a cada
- 20:176 semanas, então pra todos os lotes de creche terminação você
- 20:22teria essa informação? E esse, e esse.
- 20:24Nesse caso você roda aí pra, pra, pra, pra Ted.
- 20:27Você pode. Você pode fazer esse tipo de de
- 20:30análise, só só. Deixa eu aprofundar aqui?
- 20:32Uma vamos lá, uma creche? Uma creche faria de um lote.
- 20:36Então, uma vez ou 2 × 1 creche, sim, pode fazer uma.
- 20:41Vez pra pra pra criar o padrão, entendeu?
- 20:45Então, por exemplo, é teve um sistema que eu trabalhei aqui
- 20:47que a gente tinha todos os dados das UPPs e de todos os lotes que
- 20:51foram abatidos ao longo de 2 anos.
- 20:53E eles tinham esse protocolo de monitoria.
- 20:56É de fazer uma coleta aí a cada 6 semanas para pirce e para pet
- 21:01com esses 6 cordinhas. Então, quando eu peguei esse
- 21:04banco de dados lá de 2 anos de lotes, que dava mais de 3000
- 21:08lotes, e todas essas informações de PCR, a gente começou a linkar
- 21:13esses dados para ver quando que deu positivo.
- 21:16Qual que era o status da fazenda antes no desmame?
- 21:20Então se ela veio positivo e piorou, ou se só manteve, ou se
- 21:24era negativo e teve um surto com 50 dias pós mame e comparar, por
- 21:29mais que assim, Ah, Edson, é é difícil extrapolar esse dado,
- 21:32mas assim, quando você tem muitos dados você consegue
- 21:36extrapolar melhor. Então, por exemplo, a gente viu
- 21:38que os grupos. Que foram desmamados e tiveram
- 21:41um PCR positivo ali nos 30 primeiros dias pós mame pra
- 21:45pearce, com certeza é que a quantificação, né?
- 21:49Dos pcrs menores que 30 tiveram mortalidade de creche terminação
- 21:54muito maior do que os outros. Então esse padrão de de infecção
- 21:58é precoce na creche, vamos dizer assim pra pearce, e isso pode
- 22:02ser aplicado para outros agentes, entendeu esse tipo de
- 22:05análise? Porque aí você pode passar a
- 22:06quanto que está me custando o pearce.
- 22:08No início de creche ou quanto que está me custando?
- 22:10Pierce No No de no na fase de de descrache, né?
- 22:14De creche, de terminação. Se você tem esses dados, é
- 22:18possível então fazer a análise. Se você não tem, você não vai
- 22:21saber, entendeu? Então.
- 22:24Pra creche e terminação essa é uma forma e pra o PD é onde a
- 22:28gente tem mais informação, que hoje em dia tem diversas formas
- 22:32de coletar, que a gente chama essas amostras populacionais.
- 22:35Uma é a é o fluido oral de família que o pessoal chama que
- 22:38é uma corda por por por gaiola da porca.
- 22:42Então a os leitões daquela fêmea na maternidade e a porca, eles
- 22:47todos interagem com a corda. Então é um teste pra pra aquela
- 22:51Baia e você também pode fazer o pool, né?
- 22:53Em vez de testar todas as baias, você pode fazer pool a de 6 de
- 22:5710 gaiolas, é os fluidos de processamento, que é basicamente
- 23:02aquela OOO. A castração do leitão que o
- 23:05pessoal fala, né? O toalete, em vez de jogar os
- 23:08testículos, Oo depois o toalete do leitão é no lixo, você pega
- 23:13aquilo tudo de uma e junta num saco, congela os testículos EE
- 23:19rabo e quando você descongela aquilo, cria um suco, né?
- 23:23Vamos dizer assim, 111111 sanguinolento e aquilo você
- 23:28testa. É uma amostra para todos os
- 23:30leitões que foram fizeram toalete, por exemplo, na semana.
- 23:34E aquilo testa e você tem o PCR positivo ou negativo pra Piers,
- 23:38pra pra pra outros agentes, o pessoal já faz, pra pra pra pcv,
- 23:41por exemplo, enfim. Então são são coisas que o
- 23:46pessoal hoje implementa na rotina da Granja.
- 23:49Então você pensa, uma Granja aí um sistema de produção com
- 23:51300000 fêmeas, é ele já já faz parte da cultura do americano
- 23:56deles estarem fazendo isso todas as semanas em todas as granjas,
- 23:58e isso cria um banco de dados gigante.
- 24:01Porque? Peerce tem uma tem um problema
- 24:04muito grande, que é circulação dentro do rebanho em baixíssima
- 24:07prevalência. Então você pode ter vírus
- 24:09circulando em 23 por cento de prevalência.
- 24:12Então, se você não está monitorando toda semana
- 24:15consistentemente, e você está saindo de um surto de peerce,
- 24:20você fala, a minha Granja está livre porque os PCR estão
- 24:23positivo. Às vezes você traz leitor e a
- 24:26leitor, ela não tem uma imunidade, não foi previamente
- 24:29exposta corretamente. E aí isso gera, é como é, como
- 24:32se a gente tivesse colocando mais lenha e num fogo que
- 24:34tivesse apagando, entendeu? Então diz que o pessoal?
- 24:37Toma a decisão, que é a decisão de abrir o rebanho que eles
- 24:40chamam aqui, de trazer leitor, de reiniciar a reposição de
- 24:43fêmea com base nesses PCES semanais, entendeu?
- 24:48Tem até um protocolo e que são aí de 12 a 13 semanas
- 24:52consecutivas com esses resultados de fluido de
- 24:55processamento, que é o testículo da castração.
- 24:58Negativo pra você considerar que a Granja pode mudar de status em
- 25:02é é que eles chamam de unstable pra stable, né?
- 25:05Que é estável e. EE, tô, tô falando aqui.
- 25:10Eu lembro do pessoal do laboratório, da das das
- 25:14múltiplas palestras que sempre que o pessoal de laboratório,
- 25:17dado a falta ou dos das falhas de coleta de material, né?
- 25:22Aqui nós estamos falando de um pool, que é uma coisa muito
- 25:24simples, né? Desse.
- 25:26Desse trabalhar e tu não está mirando especificamente o
- 25:29indivíduo, tá? Tu tá mirando aquele até é uma
- 25:34situação de. É, eu acho que tem 11.
- 25:39Esse esse é um lado bom no Brasil, a gente, o pessoal faz
- 25:42muita coleta individual, vai fazer às vezes muita necropsia,
- 25:45coletar material do de animais. Mas eu acho que a gente tem que
- 25:50também olhar esse outro lado e não falar que um é certo, o
- 25:53outro errado. É tentar casar mais.
- 25:55Entendeu? E aqui o pessoal não faz tanta
- 25:57necropsia porque não tem funcionário, imagina veterinário
- 26:01pra ir pra Granja e fazer coleta.
- 26:03Mas se você tem coletas consistentes com fluidos orais
- 26:07com com é enfim, fazendo essas amostras populacionais que que
- 26:13tem a sua limitação, mas tem um grande número de animais que são
- 26:15amostrados e aí você vai lá? EE, às vezes tem é coletas
- 26:19estratégicas auxiliando isso. Você tem uma informação, vamos
- 26:23dizer assim, é mais assertiva. Então é uma forma que o pessoal
- 26:28está tentando fazer aqui. Inclusive eles padronizaram o
- 26:32laboratório aqui da da universidade, eles padronizaram
- 26:36aqui, a gente está saindo de PCR, tudo que chega pra pra pra
- 26:41pra diagnóstico, com base em tecidos, em material que chega
- 26:44pra fazer necropsia. Então aqui no laboratório eles
- 26:48criaram um padrão que chama the x coat, que é uma codificação.
- 26:52Então, independente se é o patologista XYZ, todos eles tem
- 26:57que dar um relatório, que é padrão.
- 26:59Então, independente da pessoa que tá fazendo o material e
- 27:02dando laudo, é pra lesões, quais sistemas estão sendo é atingidos
- 27:08naquele animal, enfim, tudo fica padronizado.
- 27:10E isso também gera um banco de dados que aí você pode começar a
- 27:13olhar esses agentes endêmicos, né?
- 27:15Estreito glacerella os tipos de lesões, é.
- 27:21Só pra entender que aqui eu fiquei interessado e é seria Oo
- 27:26protocolo, Oo guia de de da análise de tanto da necropsia
- 27:34quanto OOA investigação é a mesma, independente da empresa,
- 27:39é isso? É dentro do laboratório, então
- 27:43dentro do laboratório, dentro do laboratório diagnóstico aqui da
- 27:46da r state, que que hoje é o maior que dos Estados Unidos pra
- 27:50coleta de suíno. Eles têm 1111 padrão de código
- 27:55para cada tipo de lesão. É achados de macroscópicos,
- 27:58vamos dizer assim. Então, quando os patologistas
- 28:01vão fazer o relatório, é meio que tudo por código que é
- 28:05traduzido, é de uma forma padrão, independente da pessoa
- 28:08que tá fazendo, lógico, se ele achar que é uma pleurisia, mas
- 28:12não é. Enfim, mas se ele for reportar a
- 28:14pleurisia, vai sair com um nome específico e não vai mudar de
- 28:17dependendo de quem tá fazendo. Então quando você vai analisar
- 28:20esses dados, aí prum sistema de produção, todas as coletas que
- 28:24foram submetidas, por exemplo, esse, esse, esse trabalho que eu
- 28:27fiz de 2 anos de de de grupos abatidos, aí 30% desses desses
- 28:332400 lotes que foram abatidos, 30% tiveram em algum momento uma
- 28:39coleta de material é de necropsia, necropsia, pra pra
- 28:43mandar pro laboratório, então esse resultado tava disponível
- 28:46pra gente fazer a análise, entendeu?
- 28:49E nesse padrão aí? Padrão mas aí o problema desse o
- 28:53problema dessa informação, Guilherme, é que diferente da da
- 28:57da informação que a gente vem do PCR, que é 11 monitoria padrão,
- 29:03então, se a cada 6 semanas você está coletando e são 6 cordas
- 29:06para o Barracão de 120 m, isso é padrão independente de quem está
- 29:10indo lá. Agora o veterinário ABCD, que
- 29:14vai lá na Granja, escolhe o animal, qual o animal que ele tá
- 29:17escolhendo, quantos animais ele escolhe.
- 29:20Esse é um, é um. É um fator aqui que a gente tá
- 29:23até discutindo com o pessoal que precisa achar uma forma também
- 29:26de padronizar isso pra você lá na frente.
- 29:29Quer fazer análise dos dados? E, por exemplo, tem os
- 29:33relatórios lá que deu Estreito. Você tem certeza que, por
- 29:35exemplo, que todos eram animais, que não era refugo, que era
- 29:39início de sintoma, que estava com sinais de febre, animais
- 29:42saudáveis, enfim, aquele aquele animal ideal para fazer 11
- 29:46coleta de material. Mas a gente não tem esse padrão
- 29:50aqui também tem o padrão de de como criar o laudo, mas não tem
- 29:54o padrão da coleta. Mas essa questão que fala do da
- 30:00entrada do laudo aí. E a questão entra dado bom, sai
- 30:03dado bom, se entra dado disperso, AAA probabilidade de
- 30:09ter um trabalho maior ou ou ou menos confiável também é, é é
- 30:14essa a expectativa, né? É exatamente.
- 30:19Então tem que tomar cuidado com a com como que vai ter
- 30:22interpretar também esses relatórios, esses laudos, né?
- 30:26Mas e mas é esse que é o que é o que é?
- 30:28OX da questão? Acho que a suinicultura
- 30:30Americana, ela esse essas doenças que exigem essa
- 30:34monitoria, é consistentes, é doenças que circulam em baixa
- 30:38prevalência e tem um impacto grande econômico.
- 30:41Tudo isso fez essa indústria ficar dessa forma.
- 30:45E isso a gente utiliza esses dados junto com os outros dados
- 30:48para tentar ajudar na tomada de decisão.
- 30:51Porque aí se você tem esse esse entende esses padrões, você pode
- 30:55começar então a utilizar esses dados pra tomada de decisão
- 30:58Futura. Então o que que tá acontecendo
- 31:01com com esses lotes? Que que tem esse padrão de
- 31:03desmame? Com essas características, eles
- 31:05tiveram um diagnóstico positivo lá Na Na maternidade, com 17
- 31:09dias. A probabilidade desses leitões
- 31:12terem uma mortalidade alta na creche é de 85%.
- 31:17Então já. Marcar 1111 bandeirinha vermelha
- 31:20nesse grupo de animal desmamarra, entendeu?
- 31:22Esse aqui é um grupo, é de disco.
- 31:27EE, esse aprofundamento na epidemiologia é tu falou que tu
- 31:32não tem aluno direto, né? Mas como que está esse
- 31:35interesse? Porque?
- 31:35EE, essa é a essência da veterinária, né?
- 31:38Porque hoje a gente fala nesse banco de dados, nessa análise,
- 31:42na interpretação toda, mas. Como fazer isso?
- 31:47Esse Monte de dados que a gente tem, né?
- 31:50EE, como transformar essa epidemiologia aí entendível na
- 31:55questão financeira, né? Claro que tu tu falou, vai
- 31:58levantar uma Bandeira aí, porque EEA Bandeira ela é, ela sinaliza
- 32:03muito dinheiro mesmo, né? EE, como que o veterinário tá
- 32:07nesse meio campo aí assim? Você diz da da pessoa que tá que
- 32:13tá, se vamos dizer assim, que que a gente tá preparando para
- 32:15fazer esse trabalho ou como que os veterinários estão usando
- 32:19isso? Vou pegar a realidade brasileira
- 32:23que tu pega 11 animal, uma Granja, 11 chabanho, é AAA
- 32:29possibilidade de de kropsis aqui de acompanhamento é mais é é
- 32:33mais real, certo? Para tu explicar ali no campo
- 32:36alguns alguns problemas. Que eventualmente poderão ser
- 32:40problemas numa outra cadeia, Na Na creche ou na terminação.
- 32:45Tu, tu. Trabalhando com banco de dados é
- 32:47mais robusto, mas com com menos, com com menos.
- 32:53É animais ali pra pra serem demonstrados pro produtor nas
- 32:58perdas diretas, né? Nas cadeias anteriores, claro,
- 33:00nas cadeias posteriores o stargo é bem maior, né?
- 33:03É, eu sempre insisto nessa questão, nesses estudos aí, esse
- 33:07aprofundamento da epidemiologia, que eu acho que esse é um é um,
- 33:12é um pecado aí que a gente comete Na Na, na escola da
- 33:16veterinária, como de uma maneira geral.
- 33:20É Guilherme, eu acho que usando essa essa parte de de, de de
- 33:26análise de dados, que, vamos dizer assim, aquela segunda área
- 33:28que eu comentei da inovação que é.
- 33:31Como melhorar assim é Oo uso dessas informações, é justamente
- 33:35pra tentar caracterizar melhor é esses grupos, esses, esses
- 33:39animais, esses lotes, pra quando a gente for tomar a decisão, a
- 33:43gente ter essa informação, entendeu?
- 33:45Então a gente sabe que a gente vai às vezes numa Granja EEEE,
- 33:50tá com sinais claros ali, sei lá, de um surto de de salmonela,
- 33:54entendeu? Mas.
- 33:57Às vezes tem leitão que está vindo do da mesma Granja e isso
- 34:00vamos dizer essa monela aí pós mame.
- 34:03Às vezes tem leitão que está vindo da mesma origem e está
- 34:06indo no produtor YE, ele não tem esses sinais ou ele tem os
- 34:09sinais mais brandos. E às vezes a gente coleta um
- 34:13material, vamos dizer assim, prepara 11 vacina ou então
- 34:17prepara um protocolo de medicação para aquele tipo de
- 34:21realidade. Mas por que que aquele outro
- 34:23lote também não demonstra daquela forma?
- 34:26Então, quando a gente começa a usar as ferramentas de machine
- 34:29learning pra caracterizar esses lotes, a gente consegue entender
- 34:33o que que está influenciando em cada uma das realidades,
- 34:35entendeu? É uma forma, é meio que
- 34:38complexo, pra gente entender, por isso que que que que a gente
- 34:41usa essas ferramentas, que o próprio machine learning, a
- 34:44interpretação do que que está causando ali por trás, ela é
- 34:47complexa. São diversas interações entre
- 34:50vários fatores que o modelo testa.
- 34:52Mas que no fim das contas, ele te dá ó.
- 34:54Esse grupo tem uma alta probabilidade de mortalidade e
- 34:57esse tem uma baixa mesmo que os 2, vamos dizer assim, vieram da
- 35:00mesma origem, mas a condição de alojamento foi x é o manejo
- 35:06desse produtor, é, vamos dizer assim, historicamente ele ele
- 35:10recebe melhor os animais no pós mame esses animais foram
- 35:14alojados numa temperatura melhor e com essas informações você
- 35:18pode achar. Medidas de manejo que a gente
- 35:21pode aplicar de volta pros outros grupos, né?
- 35:24Então grupos que tiveram um desafio, mas que não foi tão
- 35:27forte. Quais são os fatores que estão
- 35:29relacionados com isso? E às vezes tentar replicar isso
- 35:32pra realidade dos outros lotes na no sistema.
- 35:35Então é, eu acho que é esse é o futuro da da, por isso que eu tô
- 35:39focando nessa área que é o veterinário, ele ele sabe disso,
- 35:43ele sabe desses fatores que estão acontecendo, mas a gente
- 35:45não tinha as ferramentas, né? E hoje a gente já tem essas
- 35:49ferramentas, esses modelos, a partir do momento que a gente
- 35:51coleta dados que pode ajudar a gente no nosso dia a dia.
- 35:55Então falou, ó, esses são os fatores XYZ que estão
- 35:58relacionados a essa realidade mais branda aqui em frente, a um
- 36:01desafio comparado contra isso. E aí a tomada de decisão ela
- 36:06ainda é o futuro também pode ser AA nível de máquina, né?
- 36:11Para tomada de decisão ou para dar 11111. 11 protocolo de de,
- 36:17de, de, de medicação, enfim. Mas hoje a gente utiliza mais.
- 36:21É o bate-papo com base nas informações.
- 36:25Certo? EE, quando tu fala dessa
- 36:28associação, claro, tudo isso está ligado a questão
- 36:31financeira, né? Do do primeiro que tu falou lá,
- 36:34da questão da vamos chamado hardware aí?
- 36:37Da questão que seria. Os investimentos, as
- 36:40instalações, os os sensores, todos esses que que tu falou que
- 36:44já foi claro que que que não é a tua área, mas que todo esse
- 36:48pacote ele tem que ficar em pé economicamente.
- 36:51E é justamente isso que tu tá evitando, né?
- 36:53Essa, esse, esse, esse, essa economia Futura ou o risco de
- 37:00perda financeira hoje, hoje poderíamos sinalizar hoje os
- 37:06impactos aí do mapear. Ou a pédia dessas doenças no
- 37:10sistema americano? Cara, saiu 111, trabalho recente
- 37:18pra suinocultura Americana, por exemplo, AA pirs.
- 37:21Agora o impacto dela é de um bilhão de dólares anual pra
- 37:25suinocultura Americana. Um impacto, vamos dizer assim, é
- 37:29epidêmico. Tem diversos trabalhos aí com
- 37:32com dados de campo, por exemplo, voltando para a realidade do
- 37:35Brasil, pra micoplasma, pra pra pra influenza.
- 37:40É de falar aí de de de 2 a 4 USD por cabeça do impacto de
- 37:46micoplasma, por exemplo. Então por isso que aqui nos
- 37:49Estados Unidos, com com base nos números, né?
- 37:52Nessa eu eu sei qual que é o impacto no meu animal de creche
- 37:55terminação a nível de sistema, se está custando aí de 2 a 3 USD
- 37:59por cabeça. Vou eliminar micoplasma.
- 38:02Então já é uma realidade aqui de fazer eliminação de micoplasma,
- 38:07né? Sem fazer a depopulação é do
- 38:09rebanho. E lógico, você vai chegar aí até
- 38:128, 9 USD de impacto por cabeça, que é um impacto altíssimo
- 38:17quando você começa a ter AA tríplice coroa, vamos dizer
- 38:20assim daqui, que é a Pierce, influenza e micoplasma, que aí é
- 38:24o vamos dizer assim, é o desastre.
- 38:27Mas a maioria das vezes, por isso o pessoal foca muito em
- 38:29micoplasma, porque quando é pierge micoplasma ou é
- 38:32micoplasma e influenza é sempre um impacto maior.
- 38:36Então tem tem sistemas aqui Guilherme que era positivo para
- 38:41micoplasma 150 160000 fêmeas em região de alta densidade aqui No
- 38:46No No No meio Oeste americano que o pessoal eliminou
- 38:49micoplasma de 100% do sistema. Porque eles vêm aí.
- 38:53Tem alguns trabalhos que mostra aí um retorno e investimento aí
- 38:56de quase 5 USD por cabeça em 1 ano após a eliminação, um
- 39:03protocolo de medicação que com certeza tem um custo e tal.
- 39:07Foi até um trabalho do Gustavo, mais ou menos 4 ponto 99 USD por
- 39:11cabeça de retorno dentro de 1 ano após o protocolo de
- 39:14eliminação de micoplasma, justamente pelo o impacto
- 39:18direto, mas também o impacto de eliminar os secundários, enfim.
- 39:22E aí, juntando? Com os dados, assim, como é que
- 39:26a gente faz essa mensuração do impacto de doença a nível de
- 39:30sistema? É também não é exigir nada do
- 39:34produtor de coletar dado novo. Então é voltando naquele ponto
- 39:37de que a gente já tem essas informações.
- 39:39Então a gente sabe as dietas que são usados para cada lote, a
- 39:42gente sabe qual que é o custo daquela dieta.
- 39:44A gente tem uma estimativa, por mais que não é perfeita, de
- 39:48quanto que os animais estão consumindo de ração.
- 39:50A gente sabe quando que os animais estão morrendo ao longo
- 39:52da fase de creche, de eliminação, então a gente sabe
- 39:55que mortalidade de 6% no início e no fim ela é totalmente
- 39:58diferente, né? Então, para cada lote a gente
- 40:01consegue dentro de um sistema, usando essas ferramentas de de,
- 40:05de, de, de data Science, estimar aí como que está sendo o impacto
- 40:10de micoplasma. Por exemplo, ou de de de APP.
- 40:14Enfim, dentro do meu sistema, quando você começa a trazer
- 40:17essas informações de curso de ração, enfim, de toda de, vamos
- 40:21dizer assim, todo esse aspecto que foi um trabalho que a gente
- 40:24fez aqui também, que a gente viu que os surtos de colly que
- 40:28estava dando na creche é dentro de um sistema eles estavam tendo
- 40:32aí mais ou menos um ponto 88 é dólares de de de perda por causa
- 40:36da da colly. Quando a gente começa a
- 40:39considerar aí o custo da ração, daqueles grupos comparado com os
- 40:42outros, enfim. E aí é mais fácil você tomar a
- 40:46decisão, né? Quando você sabe ir, quanto que
- 40:48você vai investir? Quanto tempo você vai esperar
- 40:51ficar negativo. Então, se a conta fechar, é mais
- 40:54fácil tomar a decisão. De uma, de uma maneira geral,
- 40:59penso, é dentro do custo do do terminado.
- 41:05Qual que é o qual que é a participação da sanidade, do
- 41:08custo? Depende do desafio, mas em
- 41:13condições de de de auto desafio é.
- 41:20É uma pergunta complexa, Guilherme.
- 41:24Mas, por exemplo, se você pegar, se você for pegar, Oo micoplasma
- 41:28aí que não é sozinho, que não é um impacto tão grande
- 41:32especificamente. É, não vai ter um impacto tão
- 41:35grande no geral, vamos dizer assim.
- 41:38Mas a gente sabe que o micoplasma ele vai trazer abrir
- 41:40a porta pros outros e aí se você começa a ter aí perdas aí de 9
- 41:45ou 8 USD por cabeça, isso é um impacto muito grande no geral,
- 41:49né? 30 e 40% assim.
- 41:52Então vai depender do do do isso.
- 41:54Falando em mortalidade, se a gente começar a falar também em
- 41:57perda do frigorífico por lesões, que é outro ponto.
- 42:02Eu eu fiz essa pergunta porque é um eu tenho recebido alguns
- 42:07questionamentos, o pessoal pede pergunta pra mim, por isso aí
- 42:11AAA Embrapa divulga aqui no Brasil OOO custo aberto né?
- 42:16Do do do suide lá 70 a 80% ou vação e eu vou vou te falar
- 42:22números assim, gerais Oo custo capital 6% agora No No último
- 42:27ano e que deu uma aumentada. E aí os custos muito parecidos,
- 42:31aí, 3%, 2283 por cento de frete, de sanidade, não deu.
- 42:37Então são todos muito parecidos ao redor aí de 2 a 3%.
- 42:40Sabe o custo de sanidade, pacote.
- 42:45Claro que. Perdas daí perdas entra no custo
- 42:49total do do animal, né? Mas esse talvez aqui fica uma
- 42:53discussão pra um grupo maior, né?
- 42:55Mas é é importante a gente saber disso.
- 42:57Eu fiz essa pergunta. E fica aqui, tu tá?
- 43:00Falando do do de questões básicas aí da da tríplice coroa,
- 43:03que eu nunca tinha escutado falar EE de coroa, tá tá longe
- 43:07isso e dizer de coroa, né? A gente sempre pensa que pode
- 43:10ser uma coisa, mas a grande luta que os Estados Unidos sempre fez
- 43:14pra pra pirce e tu fala agora de um foco, vamos, vamos, vamos
- 43:20eliminar o que pode ser um pouco mais.
- 43:24Comum, vamos dizer assim, que é o micoplasma, né EEEO impacto
- 43:28que isso pode trazer positivamente, né?
- 43:30Ou pra pra evitar que ele seja o terceiro ponto.
- 43:34Aí EEA gente vê esse movimento no Brasil, né?
- 43:3711 movimento maior pra pra pra rebanhos livres de micoplasma,
- 43:42né, que a gente achava isso uma coisa quase impossível, mas uma
- 43:48realidade que tá que tá mais concreta, né?
- 43:51Ou se concretizando aqui no Brasil também.
- 43:54Sim, é. E o e o, esse, essa, vamos dizer
- 43:59assim, mensurar esse impacto. Aí, vamos dizer assim, do pacote
- 44:01sanitário a nível de sistema, é, é uma coisa que eu acho que é
- 44:06possível a gente fazer também, né?
- 44:08A gente seleciona aí quais são aqueles agentes a partir do
- 44:10momento que a gente está monitorando, porque também tem
- 44:12aquela a questão subclínica, né? Mas quando você está monitorando
- 44:17e consegue ter, tem confiança de que Ah, é isso aqui.
- 44:20É realmente sanitário, enfim, não é manejo, sei lá, ou é a
- 44:24combinação deles que o sanitário está sendo, está aumentando, a
- 44:28gente consegue fazer. É uma boa pergunta.
- 44:30Eu não cheguei a fazer a nível de sistema, então alguns grupos
- 44:33que eu fiz igual, eu te falei. Quando vê, tem essa questão da
- 44:36tríplice coroa. Se você for pensar em quase 9
- 44:38USD por cabeça, aí dá 3040 por cento em alguns cenários é
- 44:42muito, muito alto, é muita coisa.
- 44:44Mas mas Oo interessante é, é medir.
- 44:47Guilherme, eu acho que quando você mede e monitora, você sabe
- 44:51qual que é o agente relacionado àquilo àquele impacto.
- 44:56É por isso que o pessoal tá tomando essa decisão pra
- 44:58micoplasma, entendeu? Se você sabe que é 5 USD por
- 45:01cabeça, é que você tá tendo aí de de retorno de investimento
- 45:05dentro do primeiro ano, pelo menos aqui foram com os dados
- 45:10que foram feito aqui. E isso foi em cima de dados que
- 45:13o pessoal monitorou e sabe realmente que foi micoplasma,
- 45:15enfim, considerando os outros confundidores, enfim, então é é
- 45:19possível tomar esse tipo de decisão quando a gente está
- 45:21medindo sempre. Tá legal o nosso tempo já
- 45:27terminar aqui, Edson, e há muito tempo para.
- 45:31Conversar muita coisa. Quem?
- 45:33Manda ficar tanto tempo sem falar, né?
- 45:35É não, mas legal é, são, são são conversas boas, né, que às vezes
- 45:40a gente não tem a resposta, mas fica o questionamento pra pra
- 45:45pra muitos pensarem juntos também, né?
- 45:48E pra buscar cada um também buscar sua resposta, Edson,
- 45:52deixa eu deixa eu te perguntar uma coisa mais leve aqui, o que
- 45:57Oo que que, o que que Oo estrangeiro.
- 46:02Faz nas suas horas vagas no nos Estados Unidos depois de estar
- 46:06ambientado aí o que? Qual que é o teu?
- 46:08Qual que é o teu ócio aí pra pra tu poder se manter ativo quando
- 46:13tu está trabalhando. O que que tu o que que tu faz no
- 46:15teu momento de lazer? Cara, eu aprendi com com um
- 46:21americano aqui o tal de de no Brasil a gente faz muito, né?
- 46:25De pescar. Eu então gosto de pescar
- 46:26bastante, mas aqui caçar eles é uma cultura aqui do pessoal aqui
- 46:30eu aprendi, entrei nessa. Caçapato faisão é uma coisa que
- 46:34eu gosto de fazer e trazer a cultura brasileira, né?
- 46:37O churrasco a gente não larga, então sempre que dá a gente
- 46:39fazer um fazer um churrasquinho. OPA, coisa boa, tá legal.
- 46:46Te agradeço demais aí. Edson, bom, bom falar contigo.
- 46:49Bom ver brasileiros fazendo história aí nos Estados Unidos.
- 46:54EE, é importante a gente ter esses esses recados, esses
- 46:59esses. Essas acendidas aí de de
- 47:02questionamentos né? Pra pra gente ver como evitar
- 47:06coisas que em desafios que são bastante maiores falando e
- 47:10principalmente de sanidade, né? EE biossibilidade que tem
- 47:14Estados Unidos, EE Brasil que agradeço.
- 47:17Aí a gente se vê No No nosso mundo da suinicultura EE, assim
- 47:23como falando aqui pros nossos ouvintes, né?
- 47:27Assim como eu entrevistei o Edson aqui.
- 47:30A gente tá fazendo uma campanha pedindo é sugestões pra quem nos
- 47:35ouve de de entrevistados, né? De entrevistados e tema.
- 47:40Então pra quem nos ouve, se tem dicas aí de de quem a gente
- 47:45possa é entrevistar, manda aqui no e-mail
- 47:50hello@wisenetflix.com.br e certamente a gente vai atrás das
- 47:57pessoas aí pra nos trazerem. E mais informações, Edson,
- 48:01obrigado. E a gente se vê por aí.
- 48:03Um grande abraço, obrigado. Guilherme, grande abraço, fica
- 48:06com Deus até mais.