Latest / Rádio Livre com Nonato Lima / Programa Rádio Livre - 13 de maio de 2024
Transcript
- 0:00A Universitária FM apresenta Rádio Livre conversando nas
- 0:05ondas do rádio. 7 horas e 20 e 8 minutos.
- 0:30A gente está no ar, dá -se
- 0:32divertir, pra falar e ouvir, pra dançar e para
- 0:35ficar feliz, pra ser livre. Rádio
- 0:38Livre, Rádio Livre. Rádio
- 1:12Livre, Rádio Livre. Os destaques do Rádio Livre
- 1:14desta segunda -feira, 13 de maio de 2024. As
- 1:21cheias do Rio Grande do Sul já atingem 30 mil
- 1:24indÃgenas que estão com pouca água e quase sem
- 1:27comida. O governo Lula abre mais um
- 1:31crédito extraordinário de 12 bilhões para atendimento à s
- 1:36vÃtimas das cheias do Rio Grande do Sul. A
- 1:41relação pouco discutida sobre economia e mudanças
- 1:44climáticas, é tema da nossa entrevista hoje com o
- 1:46economista e professor Fabio Sobral. Rádio
- 1:50Livre, Rádio Livre. A apresentação no Nato Lima.
- 2:03Bom dia, estamos começando o
- 2:06Rádio Livre ao vivo na Universidade FM, sete e
- 2:09sete vÃrgula nove megahertz. E
- 2:12você acompanha também nas principais plataformas de
- 2:15podcast. à o podcast Rádio Livre com
- 2:17o Nato Lima. A gente agradece a você que
- 2:19nos escuta neste momento ou em algum momento do dia no
- 2:23podcast Rádio Livre. Acheias
- 2:43e as inudações no Rio Grande do Sul, que ocorrem
- 2:48há quase duas semanas, já afetaram 30 mil indÃgenas.
- 2:54Das 214 comunidades que sofreram
- 2:57transtornos por causa das inudações, 110 foram
- 3:02impactadas diretamente. A ministra dos povos
- 3:06indÃgenas, Sonia Guajajara, disse que cada uma das 9
- 3:10mil famÃlias atingidas, receberá uma sexta básica
- 3:16de alimentos a cada 15 dias. Os
- 3:18números foram divulgados pela ministra dos povos
- 3:22indÃgenas no sábado, Sonia Guajajara. Ela
- 3:25também destacou a importância dos conhecimentos
- 3:28dos povos indÃgenas nos planos nacionais voltados Ã
- 3:32prevenção de desastres e à reconstrução dos locais
- 3:37atingidos. Afredo de apoio emergencial, os
- 3:40povos indÃgenas do Rio Grande do Sul, uma aliança
- 3:42formada por organizações indÃgenas e indigenistas,
- 3:45fez um agradecimento público pelas doações e pelos
- 3:48apoios, todos os apoios que vão chegando para ajudá -los
- 3:53a sair dessa situação difÃcil. Agora,
- 3:59o governo federal anunciou ontem, no domingo, a
- 4:03publicação de uma medida provisória que abre mais um
- 4:06crédito extraordinário, 12 bilhões e 100 milhões de
- 4:11reais para auxiliar os municÃpios do Rio Grande do
- 4:14Sul, afetados pelas enchentes e pelas inudações.
- 4:19Mas o valor total da previsto
- 4:22na medida provisória inclui providências já anunciadas
- 4:27nos últimos dias, como, por exemplo, fortalecimento de
- 4:30linhas de crédito a pequenas empresas, compra de
- 4:33cesta básica, parcelas extras do seguro dos
- 4:37empregos, além da importação de 100 mil toneladas de
- 4:40arroz. O crédito publicado no diário
- 4:43oficial de ontem aumenta para 60 bilhões o total de
- 4:48recursos do governo federal disponibilizados ao Estado
- 4:53do Rio Grande do Sul nas últimas duas semanas, depois
- 4:56do inÃcio das cheias, consideradas o pior desastre
- 5:00climático na história do Rio Grande do Sul. Muitas
- 5:10informações que vêm de lá. Vocês
- 5:11lembram que a gente tinha falado aqui em denúncias de
- 5:14crimes, inclusive de estupro nos locais de abrigo das
- 5:20vÃtimas das inudações. Esse fato foi denunciado Ã
- 5:25ministra das mulheres, se pronunciou sobre o assunto
- 5:29e pediu providências. E agora a gente tem
- 5:32informação de que a Força Nacional vai ajudar na
- 5:35segurança dos abrigos no Rio Grande do Sul, esses
- 5:39abrigos que acolheram pessoas que saÃram de suas
- 5:42casas por causa dos temporais e das cheias, que
- 5:45já deixaram 136 mortos e mais de 100 desaparecidos.
- 5:50O anúncio dessas providências
- 5:51e segurança para os acampamentos, através da
- 5:54Força Nacional, foi dado pelo Ministério da Justiça
- 5:57e Segurança Pública na tarde do sábado, e ocorreu
- 6:01depois que a Secretaria da Segurança Pública do Rio
- 6:03Grande do Sul confirmou a prisão de 11 pessoas que
- 6:07estavam cometendo crimes nos abrigos. Então
- 6:11gente ruim aproveita toda a oportunidade, né? 11
- 6:16presos por crimes nos abrigos das pessoas vÃtimas
- 6:19das enchentes inudações. 300 homens e mulheres da Força
- 6:24Nacional vão estar lá até agora, como essa semana,
- 6:31vai se completando o conjunto dos 300, mas vão
- 6:35chegando. Os militares já estavam
- 6:37auxiliando nos resgate de pessoas atingidas pelos
- 6:41temporais e também no policiamento das cidades
- 6:44vÃtimas das inudações. Cerca de mil policiais militares
- 6:50aposentados lá do Rio Grande do Sul também foram
- 6:52convocados para reforçar a segurança em abrigos. Esses
- 6:56agentes só podem atuar no policiamento dos
- 7:01acampamentos, eles não podem fazer policiamento de rua.
- 7:05No caso de Porto Alegre, a
- 7:07Prefeitura anunciou a criação de um abrigo
- 7:09emergencial exclusivo para mulheres e crianças,
- 7:12exatamente em função das denúncias que vinham
- 7:15ocorrendo de crimes sexuais contra mulheres. A
- 7:19unidade vai ser instalada no Foro Regional da Justiça
- 7:23na zona leste de Porto Alegre. Também
- 7:26foram contratados serviços de vigilância privada para
- 7:30os abrigos do municÃpio. De acordo com o governo, até
- 7:35o momento, 2 mil pessoas foram resgatadas pela
- 7:38polÃcia com apoio de embarcações, botes, jet skis
- 7:42e viaturas. E os resgates continuam.
- 7:51Agora, não se sabe quando essa
- 7:53situação do Rio Grande do Sul vai ser atenuada ou
- 7:57melhorada ou resolvida em termos de enchentes e
- 8:01cheias. Por quê? Essa
- 8:03semana, pelas previsões meteorológicas, já começa
- 8:08com um grande volume de chuvas, crescimento do nÃvel
- 8:14dos rios, riscos de deslizamentos e queda nas
- 8:19temperaturas. Na partir de hoje, Porto
- 8:22Alegre pode registrar uma nova cheia histórica com a
- 8:26possibilidade do Lago Guaiba atingir 5 ,5 metros. Nas
- 8:31próximas 48 horas, ultrapassando o limite, já
- 8:35tinha atingido de 5 metros e 30 centÃmetros no dia 5.
- 8:40A trégua nas chuvas pode
- 8:42começar hoje ao longo do dia. Só
- 8:45que aà vem a outra questão. O
- 8:46frio começa a onda de frio. Há
- 8:51chance também de geada no extremo sul do Rio Grande
- 8:53do Sul, porque uma forte massa de ar está
- 8:57ingressando no estado do Rio Grande do Sul a partir
- 9:02de hoje. O Centro Nacional de
- 9:04Monitoramento e Alertas de Desastres, o Semadém, emitiu
- 9:08ontem novo alerta de riscos hidrológicos e geológicos
- 9:12muito altos no estado. O Rio Tacoari ultrapassou os
- 9:1626 metros no domingo à noite, enlageado. O
- 9:20rio CaÃ, que já está com a cota de inudação,
- 9:26apresentará elevação significativa, gerando
- 9:30inudações severas conforme a defesa civil do estado do
- 9:34Rio Grande do Sul. Então, todos os esforços de
- 9:37salvamento, de proteção, de segurança para a população
- 9:42de quase todo o estado do Rio Grande do Sul agora
- 9:44precisam se intensificar e se manter. Inclusive
- 9:48as doações de alimento, a água, todas as formas de
- 9:51apoio, porque realmente a situação continua muito
- 9:55crÃtica. Agora veja bem, enquanto o paÃs
- 10:09se mobilizava para salvamento da população do
- 10:14Rio Grande do Sul vÃtima das enchentes e das
- 10:16inudações e das chuvas e dos temporais, enquanto se
- 10:20fazia isso, o que que os deputados e senadores
- 10:23estavam fazendo? Vou dizer aqui agora, eles
- 10:30estavam no plenário do Congresso Nacional no dia
- 10:339, quinta -feira, derrubando vetos do presidente Lula ao
- 10:40Projeto de Lei 14 .785 de 2023, conhecido como pacote
- 10:47do veneno. Os vetos derrubados é
- 10:51exatamente naqueles pontos que funcionavam, funcionariam
- 10:55como barreira para conter um retrocesso na lei que
- 10:59já está em vigor. A lei que vigora já não é
- 11:02boa, então os deputados resolveram piorar. Enquanto
- 11:05o paÃs se mobilizava para dar água, comida, segurança,
- 11:09conforto, solidariedade, é o povo gaúcho, deputados e
- 11:13senadores se solidarizavam entre eles para implacar de
- 11:19volta o pacote do veneno. Olha
- 11:21o parlamento que nós temos, claro, tem as exceções,
- 11:25tem, claro, tem uma minoria lá que é contra isso, mas
- 11:28é uma minoria mesmo. Os vetos presidenciais
- 11:35derrubados reconheciam as diversas
- 11:40inconstitucionalidades apontadas por organizações
- 11:45cientÃficas como Fiocruz e Abrasco. Também
- 11:50órgãos de fiscalização ambiental já tinham dito
- 11:53que aqueles itens eram não só inconstitucionais, mas
- 11:57altamente prejudiciais da sociedade. Na
- 12:01sociedade civil, inúmeras entidades demonstraram em
- 12:05todo o paÃs, cientistas, demonstraram em todo o paÃs
- 12:08que o pacote do veneno era de fato uma forma de
- 12:12venenar o paÃs, de venenar o povo brasileiro. E
- 12:15aÃ, por isso, o presidente Lula havia vetado 17 itens
- 12:22do pacote do veneno pelos riscos a vida, a saúde, ao
- 12:28meio ambiente, certo? Pois muito bem. Suas
- 12:34excelências do alto das suas remunerações, aqueles
- 12:39que decidem quem vive e quem morre no paÃs, é
- 12:42porque no final das contas, é isso que está sendo
- 12:43decidido aqui. Parlamento que promove o envenenamento
- 12:49está promovendo a necropolÃtica, a polÃtica de
- 12:56morte. Pois muito bem. Sabe
- 13:01o que os senadores estão fazendo, os deputados? A
- 13:03maioria, naturalmente, que tem uma parte que não
- 13:07defende isso, é pequena, mas tem. Senadores
- 13:11e deputados transferem para as responsabilidades do
- 13:15IBAMA, para as responsabilidades.
- 13:19Fiscalização e registro de agrotóxicos,
- 13:24tudo para o Ministério da Agricultura, Pecuária e
- 13:27Abastecimento. AÃ, exclui, sabe quem o IBAMA,
- 13:33que exatamente fiscaliza as questões relacionadas ao
- 13:37meio ambiente, e a anvisa, que por mais ignorante que
- 13:43seja um deputado, deveria se lembrar que a anvisa
- 13:45significa agência nacional de vigilância sanitária. AÃ,
- 13:49o sujeito vai com o voto do povo e aprova o pacote
- 13:52do veneno, tirando a anvisa da fiscalização. E
- 13:56a anvisa é um órgão técnico, é um algo
- 14:00necessário nas decisões, sobretudo em questões que
- 14:06põem risco o uso de agrotóxicos, põem risco a
- 14:12anvisa das pessoas. AÃ, o Congresso está tirando o
- 14:14IBAMA e a anvisa, deixando só o Ministério da
- 14:18Agricultura. Uma irresponsabilidade
- 14:25legislativa. à uma mudança que ameaça a
- 14:30saúde pública, ameaça o meio ambiente. Retiro
- 14:33rigor técnico da fiscalização. A
- 14:36variação do impacto ambiental também vai para o
- 14:38Beleléu. Agora, um detalhe. Acho
- 14:44que você está lembrado, né? Você
- 14:45está lembrada? Muito bem. O
- 14:47Brasil é conhecido como o maior consumidor mundial de
- 14:52veneno. 719 toneladas foram consumidas em 2021. E
- 15:03nos últimos anos de 19 a 22, simplesmente a LÃber...
- 15:10Escancarou, liberou o geral para a
- 15:13entrada de veneno no paÃs. Agora,
- 15:16o que resta daquele perÃodo é esse Congresso que está
- 15:19aÃ. E esse Congresso que está aÃ
- 15:22está exatamente na mesma direção, na mesma linha.
- 15:28Claro que, majoritariamente, na
- 15:30mesma linha do governo anterior. Que
- 15:33não estava nem aà para questões ambientais, nem
- 15:37para a saúde das pessoas. Vocês
- 15:38lembram, né? Vocês lembram. Todos
- 15:42lembram. Os que se aliaram ao sujeito
- 15:47lá e os que foram contra. Todos
- 15:49lembram. Afinal de contas, não foi feito
- 15:53escondido, né? Havia uma estratégia de venda de
- 16:00uma imagem mesmo. O ruim se afirmando como ruim
- 16:05e buscando manter -se no poder. Para
- 16:09fazer óbvio, ruindades. AÃ, se esse pacote do veneno
- 16:16chegar ao Supremo Tribunal Federal... E
- 16:20o Supremo Tribunal Federal derrubar... O
- 16:22que vai acontecer? Vamos dizer, ah, isso é ativismo.
- 16:28Isso é o judiciário se metendo,
- 16:31ele não deve, não vamos dizer isso. Não,
- 16:32claro que não vamos dizer. A
- 16:34gente sabe disso, né? Mas bem que vai ser preciso,
- 16:38né? Afinal de contas, alguém tem que
- 16:41barrar aqueles que adotam uma postura de polÃtica de
- 16:46morte. Agora são sete horas e quarenta
- 16:53e cinco minutos. Rádio Livre, Rádio Livre. Rádio
- 16:59Livre, apresentação no Natulima. Lembrando
- 17:05que você pode nos acompanhar, que é o vivo,
- 17:09como muitas pessoas o fazem, né? Mas
- 17:11pode acompanhar também o podcast Rádio Livre com o
- 17:14Natulima. Eu queria lembrar, na sexta
- 17:17-feira nós fizemos uma entrevista com o sociólogo,
- 17:20doutor de sociologia, Pedro Vito Mendes, aqui no
- 17:23programa, sobre a tese dele, que trata da questão
- 17:26da racialização do Nordestino, em São Paulo. E
- 17:30aà nós recebemos aqui uma mensagem do professor
- 17:32Fernando Sales da UFC, a gente agradece a mensagem
- 17:36do professor, e ele diz o seguinte, ele disse na
- 17:41época que não foi para o que ele chamou, entre
- 17:43aspas, que suma a Avelha, para realizar um treinamento
- 17:46de pós -graduação, exatamente porque ele temia ser
- 17:50discriminado como baiano na época, todo mundo, o Pedro
- 17:53falou nisso, né? No Nordestino ele resumiu tudo,
- 17:57como ba... Não é a forma de ofender os
- 17:59baianos e ofender todo o Nordeste juntos, né? Bom,
- 18:03aà o professor Fernando Sales preferiu buscar um
- 18:07outro caminho, né? Foi para os Estados Unidos, foi
- 18:09para a Europa, e lá foi acolhido, respeitado,
- 18:15conseguiu desenvolver todo o seu trabalho de pós
- 18:18-graduação. Eu agradeço então o professor
- 18:19Fernando Sales, que não só comenta aqui a entrevista e
- 18:26a contribuição do colega Pedro Vitor para a ciência
- 18:30e para a sociedade, mas como confirma, né? Ele
- 18:33confirma aqui o que foi discutido no programa. E
- 18:38eu recomendo, se você não escutou o programa da sexta
- 18:40-feira passado, você pode ouvir essa entrevista com o
- 18:43Pedro Vitor sobre racialização do Nordeste, em
- 18:46São Paulo, que foi no programa da sexta -feira, e
- 18:50você pode acessar nas principais plataformas de
- 18:52podcast, o podcast Rádio Livre, Conanato Lima. O
- 18:55programa da sexta -feira passado, sexta -feira passado
- 18:59foi dia 8, né? Foi 8? Não
- 19:04sei mais. Essa tudo não sei mais o que
- 19:06foi a data. Mas foi sexta -feira passado,
- 19:08olha aà no seu calendário, e já está disponÃvel. Ok?
- 19:20Rádio Livre, entrevista. Nós acabamos de falar aqui
- 19:27sobre, há pouco tempo, falamos no Congresso que
- 19:31derrubou os vetos do presidente Lula ao pacote
- 19:35do veneno. E claro que uma das medidas
- 19:41era tirar exatamente o IBAMA da fiscalização, ou
- 19:45seja, que a ambiental fora. Pois
- 19:48bem, nós convidamos hoje o professor Fabio Sobral,
- 19:51professor economista Fabio Sobral, para conversar com
- 19:54a gente sobre a relação entre economia e mudanças
- 19:59climáticas. Bandia, professor Fabio Sobral. Esse
- 20:09abacaxi, né? Tá ouvindo? Parece
- 20:13que cortou um pouquinho aà o primeiro. Ã
- 20:17um bom dia, deseja um bom dia, vamos descascar esse
- 20:19abacaxi. Sim, bom dia, pronto. Agora
- 20:22chegou. Vamos então ver essa questão. Ou,
- 20:26Fabio, as mudanças climáticas, a economia, as
- 20:34várias formas como o mundo trata as questões da
- 20:38economia envolvendo todo o processo de produção,
- 20:41comercialização, etc. Ela funciona como causa e como
- 20:46agravamento das mudanças climáticas, ou é como
- 20:50alguns economistas acham, uma coisa é outra coisa,
- 20:52outra coisa? Não, estão absolutamente
- 20:56interligadas, inclusive porque houve uma forma
- 21:05agressiva de lidar com a natureza. O
- 21:10uso de combustÃveis, vocês primeiro, foi a madeira.
- 21:15Basta ver o que foi tirado
- 21:16primeiro aqui do Brasil, que foi o pal Brasil, né?
- 21:18Sim. Depois o carvão mineral foi
- 21:22a base da indústria inglesa do capitalismo inglês, e
- 21:26olha o gÃsio e gasolina a parte do capitalismo
- 21:30americano. E esse, isso mostra gases
- 21:37extremamente agressivos, eles acumulam calor,
- 21:42principalmente o metano, dióxido de carbono, eles
- 21:46acumulam calor na atmosfera e, ao mesmo tempo, você
- 21:49vai cortar das árvores e vai descendo ainda a
- 21:53cobertura. A toa já é aquecida do
- 21:54planeta, então a economia está inteiramente ligada, é
- 22:00inteiramente responsável pelo aquecimento global que nós
- 22:04vivemos atualmente. Agora, por exemplo, o que as
- 22:07pessoas estão perguntando? E,
- 22:09claro que boa parte da mÃdia não está respondendo,
- 22:12não está indo buscar fontes para estlarecer. Esse,
- 22:16por exemplo, situações graves como essa do Rio
- 22:18Grande do Sul, poderiam ser evitadas ou atenuadas? Sim,
- 22:26poderiam ter sido evitadas ou atenuadas. Não
- 22:30é a toa que o atual governador do Rio Grande do
- 22:34Sul, a doleite, de iniciativa dele, cortou 480
- 22:40itens da lei ambiental mais lançada do paÃs, que era
- 22:45do Rio Grande do Sul, 480 itens. Então
- 22:50você tem uma sociedade agressiva com a natureza, a
- 22:58capacidade de absorção do água, de infiltração da
- 23:01água no sol, de miloimento. As
- 23:03águas se movem com grande velocidade, então elas
- 23:07chegam aos rios ou aos locais maiores barris. E
- 23:10as inundações são extremamente rápidas. Você
- 23:14tem uma enorme devastação do caminho do Rio Grande
- 23:20do Sul até a Amazônia. Se você fizer uma reta, você
- 23:24passa pelo Pantanal, pela própria floresta amazônica,
- 23:28pela região sudeste. Você devastou o Mato Atlético,
- 23:32devastou o Pantanal, devastou Serrada, devastou a
- 23:37floresta amazônica. E se você revertir a
- 23:40cobertura vegetal, a absorção da água, a
- 23:45velocidade com que as coisas ocorrem, então você
- 23:50está produzindo, está sendo produzido. Ã
- 23:53um resultado absolutamente humano. Já
- 23:56dizia um filósofo alemão em outra situação, mas eu vou
- 23:59usar o nome do livro dele, um dos livros dele. O
- 24:03humano demasiado do humano, mas na verdade capitaliza,
- 24:07demasiado, capitaliza. à um que dizia também que
- 24:10nada é tão ruim que não possa piorar, né? Pode
- 24:14piorar muito, muito. Nossa região está muito sob
- 24:21risco, muito ameaçada, pelo escassez hÃdrica. Agora
- 24:26está chupando muito, mas nós, ao longo do tempo, o
- 24:30aquecimento do planeta vai impedir, inclusive, as
- 24:34colheitas, o sol vai ficar mais quente, o guarda vai
- 24:38ficar mais quente, vai ter tremendo água. Nós
- 24:42vamos fazer a sudi, como os últimos governos fazem,
- 24:45a sudi e canais. Que a água apora, pode o
- 24:49açúcar ficar seco e o canal ficar seco, né?
- 24:53Agora, a China, eu vi aqui um
- 24:57notÃcia que veio no Brasil de fato, dizendo que a
- 24:59China tinha, vem fazendo e não é da semana passada
- 25:03para cá, né? Tem medidas datadas de 2006,
- 25:10por exemplo, criando mecanismos de resposta a
- 25:15emergências desse tipo. Em quatro nÃveis, trata do
- 25:18controle de inudações, a livre de secas, com
- 25:24técnicas de estratégia de controle, cuidando da
- 25:27gravidade e impacto dessas situações, e criando esses
- 25:32mecanismos para conter, para evitar ou para minimizar,
- 25:41né? à uma mitigação dos impactos
- 25:43das mudanças climáticas. A matéria que tem no portal
- 25:47Brasil, fala em 4 .500 reservatórios criados,
- 25:51exatamente, para acumular a água em vez de ela se
- 25:56espalhar aÃ, gerando catástrofe. Claro
- 26:00que a China é um contribuinte para as
- 26:02mudanças climáticas, bastante intenso. Mas
- 26:05paralelamente, desenvolve isso e não é de agora. Em
- 26:092018, eles criaram o Ministério de Gestão e
- 26:11Emergências, que centralizam uma série de funções,
- 26:15exatamente para cuidar dessa situação. Reparação
- 26:18de rodovias, ferrovias danificadas, etc.,
- 26:21abastecimento de água. O Brasil, mesmo não sendo um
- 26:25paÃs comunista, podia fazer isso? Algum
- 26:27tipo. Agora vem a pergunta besta, né?
- 26:30Ã possÃvel. Viabilidade,
- 26:36ou, digamos assim, foi Deus que quis, não tem mais
- 26:40jeito, é isso mesmo? Olha, na possibilidade aqui no
- 26:46Brasil, seria o enorme. E o impacto que o Brasil
- 26:48poderia causar seria mundial, ao invés de
- 26:51somente local. Primeiro, eu vou dar alguns exemplos.
- 26:55Primeiro, a China estava,
- 26:59exclusivamente, chamada Grande Muralha Verde da
- 27:02China, para impedir que as áreas do deserto cheguem a
- 27:07PekÃn, uma grande barreira de árvores que existe antes
- 27:12de PekÃn, que tem funcionado. Existe
- 27:16a grande barreira sendo feita na Ãfrica para
- 27:20impedir que o Sahara avance e ter conquistado o terreno
- 27:26do Sahara. Mesmo nos Estados Unidos, o Rio
- 27:30Hudson, que é abasteceno da Mallorca, gastavam 8 bilhões
- 27:34de dólares para purificar árvores, começaram a plantar
- 27:41árvores e convencer, através de pagamento, os fazendeiros
- 27:47do Rio para plantarem árvores. Hoje,
- 27:52eles gastam 1 bilhão, ou é menos de 1 bilhão, porque
- 27:54você reduziu em várias vezes o que aglasta. Então,
- 27:58o Brasil poderia fazer isso. Poderia,
- 28:01por exemplo, ser os rios. O
- 28:02Rio Jagariba é muito aqui no Brasil, no Ceará. Ã
- 28:06muito coluÃdo. Eu fiz uma viagem à perna
- 28:09buca há pouco tempo, e só percana na mão da Mátria,
- 28:14que é Deus da Mata Atlântica. O
- 28:17próprio governo contribui para isso. Vai
- 28:18fazer uma escola de sargentos do exército na
- 28:22Mata Atlântica, derrubando a área de proteção permanente.
- 28:26E lá tem um canalaviál, ao
- 28:28invés de fazerem no antigo canalaviál, vamos fazer na
- 28:32Mata Atlântica. Você podia ter um programa de
- 28:35recuperação da floresta amazônica, de proteção ao
- 28:38Cerrado. Não devastando o Cerrado, no
- 28:40PiauÃ, no Maranhão, na Bahia, no Tocantins. O
- 28:44Cerrado é um grande reservatório de água dos
- 28:47nossos rios. Preservação do Quantanal, dos Pampos,
- 28:53lá na Mata Atlântica, na região sudeste. E
- 28:57o pessoal pensa que isso é gastar dinheiro. A
- 29:00recuperação das árvores da Catinga. As
- 29:02árvores da Catinga foram arrasadas. Hoje
- 29:04só restou arbústio. A Catinga anteriormente era
- 29:10muito mais arbória. Ou seja, tinha muito mais
- 29:14árvores. Mas isso foi devastado. Nós
- 29:19estávamos vivendo em uma situação de calamidade. Em
- 29:22breve, muito, se há uma calamidade na natureza, em
- 29:26breve, também calamidades humanas. Essas
- 29:28igrejas do Sul vão se tornar absolutamente
- 29:31corriqueiras. Não nórgueres, mas corriqueiras.
- 29:36O Fábio, agora... Olha,
- 29:39o caso da China aqui. Vou trazer de novo a China
- 29:42para a história. Eles tomaram umas medidas, esses
- 29:454 .500 reservatórios, conseguiram controlar mais
- 29:49de 60 bilhões de metros cúbicos de água, só no ano
- 29:52passado. Ãgua de enchente. Os
- 29:55cálculos aqui, pelo menos, reduziu inudações em 1 .299
- 29:59cidades e vilas. Em 1 milhão de hectares de
- 30:04terras árabes. Portanto, a terra é usada para a
- 30:07agricultura. E evitaram, segundo os dados
- 30:10do governo chinês, 7 milhões e 210 mil pessoas
- 30:16se deslocarem de sair de casa. Eu
- 30:20estou dizendo isso aqui para lembrar agora um caso.
- 30:22Tem uma cidade aqui no Ceará,
- 30:24chamada Iguatu, que eu conheço bastante. O
- 30:29que aconteceu com Iguatu? Iguatu
- 30:31tem mais de 1 dezenove de lagoas, grandes, ou tinha.
- 30:34Parte dessas lagoas, dentro da
- 30:38área urbana. Há uma área, um complexo de 3
- 30:42lagoas juntas, e resolveu, sabe fazer o quê? Um
- 30:46loteamento com a Val da Prefeitura. ConstruÃram
- 30:50casas dentro de todo esse território de lagoas. E
- 30:53quando não faltava mais nada de ruim para fazer,
- 30:55botaram a tacadão lá. Esses que tem aqui bem grandão.
- 30:59Exatamente onde havia mais passagens
- 31:03de água. O que aconteceu agora? Estão
- 31:05lá os bairros, com água de 1 ,5 ou 2 metros. Qualquer
- 31:10chuva, as lagoas voltam. E a Prefeitura tentando
- 31:16resolver o próprio... Atrás de dinheiro, por aÃ, a
- 31:19fora, empréstimo, para atenuar o que não tem
- 31:22atenuação. As lagoas foram em terra. E
- 31:27vão continuar sendo, do jeito que está lá, vão
- 31:30continuar sendo enterradas. E
- 31:31aà as pessoas, os 3 bairros que colocaram essas
- 31:35lagoas, totalmente alagados. Ã
- 31:39bem provável que muitos acreditem que foi Deus. A
- 31:44conclusão besta. Foi Deus. Só
- 31:48está a lei, não é? Só está a lei, não é? Só
- 31:50está a lei, não é? Só está a lei, não é? Ã
- 31:50um crime contra a natureza, quanto as pessoas lagoas.
- 31:53Um crime, assim... Isso
- 31:57ocorreu o tempo todo aqui em Fotoalese. Mais
- 32:01de 400 lagoas, se eu não me engano. E
- 32:03foram reduzidos a menos de 100. Então
- 32:07um crime ambiental, atrás de outro. E
- 32:11depois acham que para ver a natureza dá prejuÃzo.
- 32:17Sim. O prejuÃzo é dado no longo
- 32:22prazo. As pessoas perdem tudo. Perdem
- 32:26seus eletrodomésticos, seus malvers, sua vida fica
- 32:29prejudicada. Fica pra saúde, né? Ã,
- 32:33fica prejudicado também na saúde. Porque
- 32:37se proliferam doenças, né? As
- 32:41pessoas morrem com dengue. A
- 32:43dengue, o mosquito da dengue, é um dos
- 32:46principais, vamos dizer assim, causadores de morte
- 32:50de um mundo. Ã o animal que mais... Pausa
- 32:54a morte de um mundo. A pessoa pode passar tubarão,
- 32:57lião e polpótono. Tá mosquito. Tá,
- 33:01pera? O depretação de um... Então...
- 33:06Não dá na natureza muito caro, muito caro, muito...
- 33:13Olegmático, só do que de vista
- 33:15financeiro, mas... O humano, né? Pois
- 33:19é, de novo, volta o problema da economia, né?
- 33:21Ah, parece ter um terreno ali
- 33:23que é uma beleza. Tem umas árvores, mas a gente
- 33:25manda cortar. Ãs vezes ocorre como se
- 33:27tivesse um local aqui, para ali, para a banda da
- 33:29audiota, que cortara as árvores de noite, para de
- 33:32manhã reta tudo no chão, para não dar tempo de
- 33:35nenhuma reação, né? Ã. E aÃ, bota um prédio de
- 33:39apartamento e, no primeiro Inverno Grande, dá um metro
- 33:43d 'água. Depois vai esqueixar de quem, né?
- 33:46Sim. Só o senhor. O...
- 33:51As prefeituras, em fato, Ã s vezes, geralmente tem sido
- 33:54muito agressivas, né, para a natureza. E
- 33:57com sua história, né? Tem um prédio antigo, vamos
- 34:00derrubar. Sim. Ah... Não
- 34:03dá para recuperar, não. Vamos
- 34:05derrubar. Sabe, ganhar dinheiro é... Ã...
- 34:10A ganância ao extremo. E aÃ, a gente vê os
- 34:15resultados. A natureza é... Precisa
- 34:19ser respeitado. Nós somos um pequenos, né,
- 34:21diante da natureza. Um pequenos ácido do controle
- 34:25da natureza, né? Você... Olha, na própria China,
- 34:31China... Que causam também esses
- 34:33reservatórios. Os rios, o amarelo e azul,
- 34:38né? Não, em Estados Unidos ou em
- 34:40Português. Sim. As inundações deles são a
- 34:44base da facilidade do sol chinês. Quer
- 34:47dizer, você deveria fazer casas, que se adaptam a as
- 34:51inundações já na natureza, né? Ainda.
- 34:55Ao invés de modificar por que você faz reservatórios.
- 35:00Mas as chuvas vão ser cada vez
- 35:02mais intensas. A água da China vem do gelo
- 35:06do Himalaya, que está derretendo. Sim.
- 35:09Entende? Então, mesmo a grande quantidade
- 35:12de reservatórios não vai ser suficiente. Não
- 35:16adianta fazer reesgotos cada vez mais profundos aqui no
- 35:21Brasil. Se as chuvas aumentarem em
- 35:24proporção mais rápida, sabe? Sim.
- 35:27Então, ou você cria barreiras naturais com
- 35:31árvores, com lagouras, sistemas de proteção
- 35:36ambiental, ou não, nós teremos preparados. Nós
- 35:40teremos. Fábio, agora, nessas situações, em
- 35:46geral, a população mais prejudicada é a mais pobre,
- 35:52de novo, está a economia bem clara, né? Sim.
- 35:55Que é os que só tenham de morar se for ou na encosta
- 35:58de um morro, ou na beira de um riacho, Ã s vezes
- 36:02dentro de um lagouro. Ã diferente o casal de
- 36:04Iguatu, que não é assim, foi um loteamento com casas
- 36:06e tudo. Mas, assim, de um modo geral,
- 36:10são as pessoas mais pobres que têm que morar em
- 36:12lugares, que já se sabem que as chamadas, são as
- 36:15chamadas áreas de risco, né? Até
- 36:18nesse aspecto, você queria que houver mudança, né? De
- 36:21capacidade de gestão. Isso. Ã, uma reforma urbana da
- 36:29legislação urbana, onde a concentração de terras nas
- 36:33mãos de pessoas muito ricas fosse alterada, sabe? Você
- 36:39alterada. A legislação só é alterada
- 36:42para beneficiagens muito ricos. Acabaram
- 36:44de criar uma legislação, onde pode ter condomÃnios
- 36:48fechados em fortaleiros, bairros fechados, você
- 36:54privatizou a cidade. Por isso que o fortaleiro vai
- 36:58mudar de lugar, né? Porque a tigária onde ele ficava,
- 37:02vai ser um bairro fechado. Você
- 37:05não pode entrar, não tem acesso. Então,
- 37:10esses mecanismos precisam ser modificados. E
- 37:14agora, eu vi uma pessoa dizendo lá no Rio Grande
- 37:17do Sul, ela dizendo, olha, o mais chocante é porque
- 37:20não atingiu só os pobres essa vez, sabe? Atingiu
- 37:25áreas mais ricas mesmo. E vai ser o normal. Pois
- 37:31é. Hoje a gente não tem mais, não
- 37:36tem mais nenhum lugar no mundo que esteja isento das
- 37:41consequências das mudanças climáticas, né? E
- 37:44eu estou pensando aqui agora, sem querer assombrar,
- 37:46mas já de algum modo ficando um pouco assombrado,
- 37:49e ir assombrando. Eu estou lembrando aqui agora
- 37:52dos rios que cortam fortaleza. Uma
- 37:56chuva relativamente pequena, ou média, atinge a
- 38:01periferia. E a gente vê sempre, a
- 38:03televisão vai mostrar, o pessoal com tudo isso d
- 38:05'água, perde tudo, começa de novo, todo ano é assim,
- 38:08né? O pessoal que mora ali nas
- 38:10margens, porque não tem onde morar. Infelizmente,
- 38:13não tem onde morar e se submete a essa situação.
- 38:17Mais 400 milÃmetros, 600
- 38:19milÃmetros, aà o riacho não suporta, né? Um
- 38:24Pajéu desse não suporta, né? E
- 38:26ninguém sabe a extensão do que seria uma chuva de
- 38:30400, 600 milÃmetros numa cidade como fortaleza. Com
- 38:34certeza aà nós tÃnhamos uma situação que não seria só
- 38:38da periferia, né? Além disso, o fortaleza era
- 38:44costada por riacho, só ali não. Depois
- 38:46de Caxias, toda a vida larga, provavelmente era uma
- 38:49lagoa ou um riacho, né? Sim.
- 38:52As 300 lagoas voltariam, não achou o Edessa? As
- 38:56300 lagoas voltariam. Os riachos, entre elas,
- 39:01voltariam. Então, seria uma catástrofe
- 39:05gigantesca, uma gigantesca, que consequência é muito
- 39:09grave. E isso vai ser o normal, eu
- 39:16não estou querendo usar essa palavra normal, porque
- 39:18não. Isso vai ser o normal daqui
- 39:20para frente, fursos, torreciais, secas,
- 39:24absolutamente descomunais. E a pouca ação, sabe? Pouca
- 39:30ação. Os poderes executivos, sempre
- 39:35ver a ideia de desenvolvimento, a natureza
- 39:39atrapalha o desenvolvimento, o judiciário sanciona
- 39:43essas... E os legislativos é a mesma
- 39:46coisa. A proposta do legislativo,
- 39:49você viu aà o Estado Pacota do Veneno, né? Sim.
- 39:52O presidente Lula vetou 17 itens do Pacota do Veneno,
- 39:58por razões óbvias, né? Pacota
- 40:01do Veneno era um Ãtimo, não só em constitucionais
- 40:04mais itens de necropolÃtica mesmo, de polÃtica de
- 40:08morte. E o Congresso agora, em cima
- 40:12das águas do Rio Grande do Sul, se reuniu e mergulhou
- 40:17no Veneno. Quer dizer, mergulhou o paÃs no
- 40:20Veneno, porque derrubou, parte dos vetos se remarcou
- 40:23a data para derrubar o resto. Então,
- 40:2617 derrubadas de vetos pridenciais no chamado
- 40:32Pacota do Veneno. O Veneno também tem um
- 40:35impacto grande, além dessas consequências imediatas
- 40:39visÃveis, tem um processo invisÃvel de destruição
- 40:42também, não é isso? Isso. A professora da UFC,
- 40:45apresentada, a professora Raquel Rigoto da Medicina,
- 40:48fez um estudo sobre o Veneno, né? As
- 40:53áreas onde o agronegócio é mais exanto, são áreas
- 40:59sujeitas a grande quantidade de pessoas com câncer.
- 41:04Grande, quer dizer, sofrimento,
- 41:07despesas, né? As consequências são
- 41:14gigantescas. E eu basta ver o filme
- 41:20documentário do cineasta Silvio Pember, recomendo as
- 41:25pessoas. O Veneno está na mesa, né?
- 41:30Sim. Tem no YouTube. O
- 41:33Veneno está na mesa ou está à mesa? Eu
- 41:35não me lembro agora da... Eu
- 41:37não tenho correto. Então, uma... Ã
- 41:41uma... Requência... à fim da diversidade
- 41:46biológica, ou seja, o Veneno promove um deserto
- 41:50verde, um deserto de plantas, sem nenhum pássaro,
- 41:54sem nenhum mamÃfero, sem nenhum inseto, né? E
- 41:59o Veneno as pessoas. E o Veneno não fica só lá.
- 42:03Ele é pulverizado por avião,
- 42:05ele vai longe. Ele está no sol, ele entra nos
- 42:08rios, né? E produz. Hoje
- 42:12já são, não há 500 zonas mortas no oceano, onde
- 42:17grandes rios, que têm a agricultura ao seu redor,
- 42:21chegam no oceano, essas áreas são todas mortas,
- 42:26porque chegam com o Veneno e fertilizante. Quando
- 42:30chegam com o fertilizante, as algas explodem, né? E
- 42:35elas absorvem todo o oxigênio. Eu
- 42:37estou ali, não tem oxigênio, não tem peixe,
- 42:39não tem vida, sabe? Entende?
- 42:42à como lá em Crápeus, tem o rio, né? O
- 42:44rio Potis. Sim. Verde. Verde,
- 42:47verde. O que é aquilo? Foi
- 42:50tão afetado pela matéria orgânica que microalgas se
- 42:55reproduzir e absorver o todo o oxigênio. Ali
- 42:58não tem vida, né? Ou professor Fábio Sobral, uma
- 43:03pergunta besta agora, né? Eu
- 43:05adoro as perguntas bestas, né? Eu
- 43:07também. à porque a pergunta besta é
- 43:11que traz para a gente alguma coisa que não é
- 43:13besta, né? Dá para adiar ao fim do mundo
- 43:16como deseja o grande indÃgena brasileiro, agora
- 43:21da academia, vai de letras... Crenac?
- 43:25Aà eu estou Crenac? Aà eu estou Crenac, é. Ã
- 43:29possÃvel. Ã possÃvel. Agora,
- 43:32exigem mudanças que não são só ambientais, elas são
- 43:38sociais, elas são polÃticas, sabe? E
- 43:43assim, eu acho muito difÃcil, porque não vai ser
- 43:51um fim do mundo. Ah, vem um meteoro, ou o
- 43:55pessoal, meio doido errar os plotiômetros como os
- 43:58anconheários, né? Sim. Não, vai ser vários fins
- 44:04do mundo, sabe? A sequência de fins do mundo,
- 44:08como nós estamos vendo no Rio Grande do Sul. Há
- 44:13muitas famÃlias, a quem for o fim, né? Então,
- 44:17vai ser sequência, infelizmente, que eu tenho
- 44:20a dizer, ou há uma mudança, e o congressozinho,
- 44:24vou usar um termo em estiarem seis, sabe? O
- 44:27congresso fuleragem, né? E bote fuleragem nisso, né?
- 44:33Bote fuleragem, assim, é o auge
- 44:35da fuleragem mesmo, né? Tem as exceções, mas são
- 44:39poucas, né? Não é poucas, o resto é
- 44:41dominado por um povo mesquinho, assim, que odeia
- 44:47a vida, que odeia as Suessuras, que odeia o
- 44:52nosso paÃs, que odeia a natureza, que odeia o
- 44:54mundo, né? Eles são antividas, sabe?
- 44:58Entende? Porque aà a gente pensa
- 45:00que são só os agricultores pressionando o congresso,
- 45:04né? Esses grandes proprietários, né?
- 45:06Mas tem as empresas de vermelho
- 45:08também. Elas estão na conta, né?
- 45:12Pressionando para aqueles votos, sabe? O
- 45:15que é como elas pressionaram, como elas
- 45:17convenceram esse pessoal? Entendendo?
- 45:20E venenaram eles, né? Ã, emvenenaram, só que... AÃ
- 45:25metaforicamente, né? Deve ter sido um veneno doce,
- 45:28né? Não é o nome nem falar nesse
- 45:31veneno, né? Não. Vamos encerrar por aqui,
- 45:35né? Bom, vamos deixar o Sfulerage
- 45:37aÃ, a gente tem que se livrar dele. Ã...
- 45:40Professor Fábio Sobral, economista e filósofo. A
- 45:44vantagem é essa, né? Articula.
- 45:49à possÃvel fazer economia e pensar, né? Ã
- 45:52previso. Não pode pensar além dos
- 45:54números? Ã, é por isso que tinha um
- 45:56economista inglês, Keynes, que dizia que o economista
- 45:59não pode ser só matemática, ele tem que ser filósofo,
- 46:02tem que ser historiador, tem que ser polÃtico, né?
- 46:06Ã... Economia sem pensar nos
- 46:07seres humanos é nazizo. Sem pensar na natureza, é
- 46:12nazizo. Entende? Entendo plenamente. Muito
- 46:17obrigado, Professor Fábio Sobral. Boa
- 46:19semana. Segundo referência, se encontra aqui
- 46:22novamente. Ã a 7 .45. Fico
- 46:24ficando um ano no viadio. Não,
- 46:26mas vamos tentar adiar e vamos reunir aqui. Vocês
- 46:28vão ajudar aqui a gente. Vocês
- 46:31lembram que está de acordo também ajudar a conter o
- 46:34fim do mundo. Tá bom. Um
- 46:36abraço, Fábio. Obrigado. Tudo bom. Fala.
- 46:43Aà foi economista e professor Fábio Sobral, sem
- 46:45papas na lÃngua falando o que a gente precisa de
- 46:48fato falar e discutir, né? Pensar.
- 46:51Pensar criticamente. Pensar isso, né? Aliás,
- 46:53pensar sem criticamente fica até um pouco difÃcil. Falar
- 46:56em pensar. Muito bem. Chegamos
- 46:59ao final do Radio Livre que tem apoio do Cintsef
- 47:02Ciará, o silicato dos trabalhadores no serviço
- 47:05público federal. Até amanhã às 7h30 ao vivo,
- 47:10aqui no Universidade FM com mais um Radio Livre e você
- 47:14acompanha o programa no podcast Radio Livre com o
- 47:18Natulima nas principais plataformas de podcast. E
- 47:21a gente agradece. Amanhã, assiste -lhe, e eu estarei
- 47:24muito em volta com mais um Radio Livre.