Latest / InovaTec Update / Robô com um só músculo artificial imita o braço do polvo e se dobra em vários pontos
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Robótica. Robô com um só músculo artificial imita o braço do polvo e se dobra em vários pontos. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 20 de outubro de 2026. Imagine um polvo diante de uma pedra. Ele dobra um trecho do braço para contornar o obstáculo e, ao mesmo tempo, estica a ponta para agarrar o que quer. Tudo isso num braço só, sem ossos e sem articulações. Essa habilidade inspirou um novo braço robótico. O trabalho é de Wenci Xin e colegas da Universidade Nacional de Cingapura. Ele foi publicado na revista científica Science Advances. Robôs macios e flexíveis são muito procurados pela indústria e pelos laboratórios. O problema é que, para ter destreza, eles costumam precisar de muitos atuadores. Atuadores são as peças que geram movimento, como motores ou músculos artificiais. Segundo Xin, robôs feitos de várias articulações separadas enfrentam limites parecidos com os dos animais com esqueleto. Daí o interesse pelo polvo. A solução da equipe usa um único músculo artificial, que percorre o braço inteiro. Ele é uma mola feita de liga com memória de forma. Trata-se de um metal que encolhe quando é aquecido pela corrente elétrica e volta ao tamanho original quando esfria. Ao longo da mola há vários pontos de contato elétrico. Quando a corrente passa entre dois deles, só aquele trecho esquenta e se contrai. Escolhendo os pontos, o sistema faz o músculo agir como uma peça longa ou como vários pedaços menores. Os músculos também podem trabalhar em grupo. Dois deles permitem dobrar o braço para os lados. Quatro, dispostos ao redor do braço, permitem movimentos em três dimensões. Num dos protótipos, quatro músculos controlam seis trechos do braço. Um projeto convencional precisaria de vinte e quatro motores para fazer algo comparável. Há ainda um ganho de energia. Num teste, controlar o braço como um trecho único gastou cerca de quarenta por cento menos do que controlar quatro trechos separados. Já dividir o braço em mais regiões permite curvas extras para desviar de obstáculos. Assim, o movimento se ajusta à tarefa sem mudar nada na estrutura. Para mostrar essa precisão, a equipe usou dois músculos para comandar sete regiões do braço. Com uma câmera acompanhando o formato do braço, o sistema fez o robô assumir sozinho as formas das letras N, U e S, as iniciais da universidade. Em outra demonstração, o braço foi preso a um drone. Os mesmos músculos movem o braço e acionam as ferramentas da ponta: uma garra e uma seringa que suga e deposita amostras. Com menos atuadores, os braços ficam mais leves e compactos. Isso pode ajudar robôs pequenos a entrar em máquinas para inspeção ou montagem, a viajar em drones que carregam pouco peso, ou a coletar amostras em lugares perigosos ou difíceis de alcançar. O próximo desafio, segundo a professora Cecilia Laschi, é adaptar a ideia a outros tamanhos, formatos e tipos de músculo artificial. Uma versão menor poderia servir à endoscopia, examinando o interior do corpo com instrumentos finos. E um braço maior e mais forte poderia inspecionar o espaço sob destroços em operações de busca e resgate. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.