Latest / Café com Dungeon / Manifesto dos Jogos Expressionistas #0110
Transcript
- 0:00Na comunidade do café eu tenho uma discussão bem recorrente com
- 0:04o Daniel Haidar, que é um assinante do café e um amigo
- 0:07aqui, inclusive mora próximo de mim.
- 0:09Ele se sentiu muito atingido uma vez com as críticas que eu fiz
- 0:14pro vampiro, a máscara que pra mim, né?
- 0:17Um jogo que não não se entende muito bem é não entende muito
- 0:22bem uma agenda que ele possa propor pros jogadores e que isso
- 0:25faz dele um jogo inconsistente no game play.
- 0:28E isso é uma coisa que para mim é conhecida na comunidade, né?
- 0:30O ruído entre essa história de um horror pessoal e você
- 0:35controlar sua besta interna versus esse jogo de Power
- 0:39Rangers da noite, né? E de bestas que na verdade estão
- 0:42muito mais importados com Power creep, né?
- 0:45E tudo mais. Eu acho que também, de certa
- 0:49forma, essa essa adolescência do RPG.
- 0:53É também era era nítida no dayd, né?
- 0:55O dayd de transição, aquele dayd ali dos anos 80 pros anos 90.
- 1:00É essa história do dayd se entender como um jogo de contar
- 1:04histórias, mais ou menos nesse mambo jambo dos rickman, né?
- 1:08E isso pensando o dayd se entendia, SIM, 1 jogo de contar
- 1:13história, um jogo de criar narrativa, um jogo que precisa,
- 1:17né, reforçar essa narrativa pra poder funcionar legal e.
- 1:22Isso versus um jogo que traz um recorte todo feito em torno de
- 1:28desafios pertinentes ao mundo ficcional de jogo, que era o que
- 1:31efetivamente ODED, tinha ferramentas pra fazer, então
- 1:36também tinha 11 patinada na agenda do jogo.
- 1:39Você não sabia se tava jogando pra contar história, porque se
- 1:41você tivesse, você não tinha ferramentas pra tal.
- 1:44E se você seguisse as ferramentas, você estaria indo
- 1:47contra o que o próprio jogo propõe ali, o que ele passa a se
- 1:51construir em torno. Pra tentar, sei lá, fazer umas
- 1:54gambiarras e funcionar. Como por exemplo, o próprio
- 1:57texto do jogo. Dizer que você pode fazer dars,
- 1:59fuding, ignorar o resultado do dado de acordo com o que você
- 2:03deseja. Isso pra mim é um traço de um
- 2:05jogo que não tá entendendo muito bem a própria agenda e precisa
- 2:08construir um espaço em que o jogador possa decidir a revelia
- 2:12do que o próprio jogo traz. O jogo não te ajuda.
- 2:15Pelo contrário, o jogo te prejudica, então ele tem que
- 2:18abrir mão de de te prejudicar e te dar Liberdade pra
- 2:22simplesmente deixar ele de lado quando ele estiver atrapalhando
- 2:25seu jogo. E é eu.
- 2:29Eu acho que isso é uma coisa interessante, porque o Dani, ele
- 2:32fala que o barato dele no vampiro é vivenciar aqueles
- 2:36personagens dentro daquela sociedade, naquele ambiente
- 2:40específico, naquelas situações, e que essa, no fundo, seria a
- 2:44agenda. Que ele percebe no jogo ou que
- 2:46pelo menos ele gostaria de ter dentro daquele jogo ou que ele
- 2:50gosta de experimentar dentro do vampiro.
- 2:53E eu discordo que isso seja a agenda do vampiro, né?
- 2:56O próprio nome do jogo ali, do do sistema, que é o sistema
- 3:00storyteler do vampiro, da da segunda edição, primeira edição,
- 3:03sei lá, é. Eu acho que nesse ponto, Dani
- 3:06deve até concordar comigo, é diz que o jogo se voltava à
- 3:09construção de uma história, inclusive ele trazia técnicas de
- 3:12roteiro, como. Flashback coisas assim pra
- 3:15tentar entregar isso? É, mas assim eu discordo e eu
- 3:21acho que isso é o principal e isso seja uma agenda de jogo
- 3:26como um todo, mesmo que que seja dentro do que o Dani quer, né?
- 3:31E não necessariamente dentro do que o vampiro propõe.
- 3:34Ou seja, o Dani pode falar, olha, eu quero jogar esse jogo
- 3:38pra poder vivenciar um vampiro. Ainda assim, isso me parece
- 3:41muito mais um desejo pessoal ou uma agenda que ele vai tentar
- 3:45pessoalmente cumprir dentro daquele jogo, mas que não seja
- 3:48uma agenda lúdica que seja possível de acontecer.
- 3:52Eu tenho. Eu sou um pouco cético em
- 3:54relação a isso. Eu ainda não vi e não consigo
- 3:57imaginar isso como agenda fazendo, sei lá como o fiasco
- 4:03faz quando ele diz que a agenda dele é a construção de uma
- 4:06narrativa específica. Ou quando o Oly o fantasy diz
- 4:09que a sua agenda específica é o foco nos desafios internos da
- 4:14ficção? Eu não consigo ver alguém falar
- 4:17não. Os desafios desse jogo são
- 4:18atrelados a representar o meu personagem, né?
- 4:20A interpretar esse personagem aqui dentro daquela ficção.
- 4:24Eu entendo que muita gente joga para isso, para vivenciar o
- 4:27personagem, né? O que galera chama de rodeplay
- 4:31mesmo é, eu sei que tem uma. A gente pode discutir muito a
- 4:34respeito do termo rodeplay, do termo interpretação.
- 4:37É o do que seria a representação, né?
- 4:39Pra mim, a representação é uma coisa mais teatral,
- 4:41interpretação é você se entender naquele papel, é isso, seria o
- 4:45role play? Exato, e a gente fala dentro do
- 4:48RPG, mas ao largo disso, né? É, eu não conheço nenhum RPG que
- 4:53consiga propor uma agenda focada Na Na Na interpretação do
- 4:58personagem. Por outro lado, Eu Acredito que
- 5:00todo RPG tem role play, eu não estou dizendo que não tem, eu
- 5:03estou falando, na verdade é que todos têm.
- 5:06É os papéis no dayd clássico, por exemplo, um mago, um
- 5:09guerreiro, você é um anão, você é um elfo que está vivendo aí
- 5:12100 anos de vida. Já acho que isso tudo nessa
- 5:16toda, essa, esse, esse arquétipo, né, dos personagens,
- 5:21são papéis que você vai desempenhar dentro daquele jogo,
- 5:24dentro da proposta dele. Não somente esse é esse
- 5:27arquétipo, mas também as qualidades desse personagem, né?
- 5:32Tanto no espaço intraficcional, né?
- 5:36É quanto nas influências mecânicas e com impactos óbvios
- 5:39no diálogo criativo entre os entre os jogadores.
- 5:42Então é, é, é rode play demais. Quando você está com um bárbaro,
- 5:46você fala, eu ataco, e quando você está com uma água e você
- 5:49fala que você vai se esconder, é isso, é uma é uma decisão, né?
- 5:53Que que me parece não somente tática, mas ela é uma decisão
- 5:57que você toma, toma pela natureza do seu personagem
- 6:00naquele espaço, nas condições que ele se encontra.
- 6:03E isso é rode play, não só, não necessariamente.
- 6:06Você vai estar fazendo role play somente quando faz interação
- 6:08social. Role play é um pouco mais amplo
- 6:10do que isso, é você, você desempenhar um papel, né?
- 6:13Você interpretar o que seria aquele papel naquele ambiente
- 6:16específico da ficção, é e isso. E pra isso a gente pode trazer
- 6:21até aqui a noção de posicionamento ficcional que eu
- 6:24trabalhei na primeira temporada do café com Dungeon em mais de
- 6:27um episódio. Vou até deixar eles linkados
- 6:29aqui, mas que é um conceito que eu conheci através do Dungeon
- 6:32World. Mas que já era trabalhado de
- 6:34alguma forma, talvez não fosse nome ali No No, no apocalipse
- 6:37World, né? E também, de forma geral, No No
- 6:41no apocalipse holding. Jing é e também que aparecia
- 6:44bastante na forj, principalmente nas discussões a respeito de
- 6:48ficção. Primeiro, né, o Fiction first e
- 6:51que e que a gente vai ver também no blog do Vincent Baker, o
- 6:54lamplin, em que ele fala mais ou menos de posicionamento da
- 6:57seguinte forma, é, ele chama de posição, né?
- 7:01Eu acho. A posição de um jogador é o
- 7:03conjunto total de de todas as opções de jogo legítimas
- 7:08disponíveis para ele nesse momento do jogo.
- 7:12EE, isso parece uma definição simplória, mas no verdadeiro é
- 7:15bem profundo e interessante, porque ele tá dizendo que é
- 7:18justamente é sobre essa interface, né?
- 7:21O jogador naquele ambiente lúdico específico, naquele mundo
- 7:25simulado específico com tudo que ele pode fazer.
- 7:29Ali, naquele naquele espaço, né? E aqui ele diz que inclusive
- 7:34isso se refere AAA vários fatores e processos, né?
- 7:38Incluindo aí o os fatores ficcionais e determinam AA
- 7:42posição do jogador, mas também outros que não são ficcionais
- 7:46são interpessoais, et cetera. Dentro Joel fantasy, que é o
- 7:51estilo de jogo que eu proponho para lei de clássico, a gente
- 7:54trabalha com a ideia de centro de interface.
- 7:56Isso para mim está cada vez mais claro, né?
- 7:58E agora, expresso. É só o fato de você ter um
- 8:01personagem frente a um perigo já te traz qualidade simulada o
- 8:08suficiente para você tomar decisões.
- 8:09E um espaço que não é você que tá ali, é o seu personagem, mas
- 8:13que você vai ter que interpretar ele.
- 8:15Você vai ter que fazer esse esse papel de Hermes trimejistro
- 8:19entre 2 mundos ali e comunicar esses 2 mundos.
- 8:22Porque de uma forma ou de outra, não é você que tá ali, você tá
- 8:25vivenciando aquilo, aquela ficção, através de uma outra, de
- 8:28uma outra persona, de um, de um ente, de um proxy ainda, né?
- 8:33Que que derivada ali das suas construções lógicas e
- 8:36psicológicas também, né? Então é, é, é uma, é um
- 8:41contínuo, por assim dizer. Você tá usando ali a interface,
- 8:44o seu personagem como centro de interface para interagir no
- 8:46mundo que você não faz parte. Então o tempo todo você está
- 8:49interpretando, você vai ter que se imaginar naquele ambiente.
- 8:52Mas ainda além disso, tem, como eu falei, os arquétipos que você
- 8:55segue. Por exemplo, se você é 111 mago,
- 8:59né? E você tá olhando ali uns é o os
- 9:02gladiadores. Pode ser que você não esteja,
- 9:05não tenha grandes pistas de quem vai ser o campeão, anão ser
- 9:08alguma intuição que você tenha se você não tiver vivência
- 9:10daquilo, mas um guerreiro, né? Esse arquétipo do guerreiro no
- 9:14DED. Ele pode perguntar para O Mestre
- 9:16com muita propriedade de falar, mestre, eu, eu já lutei
- 9:18bastante, aí é tipo meu personagem, ele, ele sabe lutar,
- 9:22e eu vejo que, sei lá, tem algum traço de que um desses caras aí
- 9:27é mais Maduro de combate, né? Ele pode fazer essa pergunta
- 9:30para O Mestre, ele bater essa bola a respeito disso, porque
- 9:32isso é uma qualidade, é da ficção do personagem dele, então
- 9:37é essa, esse arquétipo, ele já influencia de uma forma ou de
- 9:41outra. AA, além do próprio local, né?
- 9:44Do do próprio posicionamento do personagem, como o jogador
- 9:47interage com aquele mundo. É ou com aquela expectativa de
- 9:51mundo que seja, né? Em vampiro, a máscara, jogar com
- 9:55tremeri é a mesma coisa, né? Que jogar com um guerreiro no
- 9:58day de clássico. Só que o mais pressupostos de
- 10:02background, né? Você vai lá, faz o teu, o
- 10:05passado dele você escreve, né? Você pode, você, você tem uns
- 10:09antecedentes também que vão dizer coisas sobre seu
- 10:11personagem que vão ser relevantes também.
- 10:13Tem vantagens e desvantagens, né?
- 10:15Que vão impactar no teu personagem, às vezes com
- 10:19mecânica, garantindo esse impacto e às vezes não, né?
- 10:22O jogador tendo que voluntariamente fazer isso.
- 10:24E aí, no caso o Daniel, que adora essa, essa agenda pessoal,
- 10:28provavelmente faria isso. E você tem reforço de XP em
- 10:32torno disso? Pelo menos no vampiro na segunda
- 10:34edição, né? Que eu joguei bastante, eu
- 10:36lembro que tinha você no final da sessão, você meio que tinha
- 10:41que convencer O Mestre de que você atuou dentro do seu papel
- 10:45ali, de acordo com seu background, de acordo com seus
- 10:47antecedentes, de acordo com suas vantagens e de vantagens,
- 10:51natureza, comportamento e tudo mais.
- 10:53Isso traz muitos problemas, né? Porque porque no fundo.
- 10:58Você tem que meio que convencer O Mestre.
- 11:00Então é mais uma questão de convencimento ali do mestre do
- 11:03que uma versão, do que uma questão de você de fato entender
- 11:06quando você ganha. Qual o gatilho de ganho daquele
- 11:08XP, né? É, a gente poderia até pensar, e
- 11:12eu já pensei em fazer isso quando eu jogava magro,
- 11:14principalmente de falar, não, os jogadores todos ganham, eles, a
- 11:18princípio eles ganham todos os pontos de representar,
- 11:21interpretar, de enfim, todos aqueles pontos que tinha nas
- 11:25categorias que o vampiro abordava pra pra dar XP.
- 11:28Mas ele podia perder caso ele não apresentasse, né?
- 11:32Caso ele, ele se deparasse com um dilema, que ele pudesse, de
- 11:35repente, contemplar uma dessas características em expectativa e
- 11:39não contemplar. Ele perderia esse ponto, então.
- 11:43Mas assim, de certa forma, eu percebi que a gente passa a
- 11:46ganhar muito XP no jogo e que aparentemente esse sistema de XP
- 11:51não é feito pra isso, é feito pra não é feito pro jogador.
- 11:55É poder perder se ele demore? Não.
- 11:57A ideia é que o jogador é que ele precise conquistar isso, e
- 12:02esse e essa Conquista passa muito mais por é por ser um, por
- 12:05serem critérios tão subjetivos, passa muito mais por convencer O
- 12:09Mestre no final. Em RPG é a agência, né?
- 12:13Do quando a gente fala de agência, a gente tá falando de
- 12:15agência do jogador. Tem uma zona muito cinzenta para
- 12:19limitar as ações do jogador. Por atitudes que pedem tanta
- 12:23interpretação e subjetividade. O que eu quero dizer com isso?
- 12:27Não é como se o personagem não fosse um proxy e pudesse tomar
- 12:30as decisões por ele mesmo. Ele precisa tomar as decisões
- 12:33através de você, né? Então, tipo, se é que existe
- 12:37esse personagem e no fundo a gente sabe que ele não existe,
- 12:40ele é, ele é também um repertório em construção, né?
- 12:43Eu falei disso no episódio de seu personagem, não existe.
- 12:46Por quê? Porque ele precisa ser
- 12:48construído para existir. E ele vai ser construído
- 12:51justamente pelas suas decisões, pela sua interpretação.
- 12:54E quanto mais tridimensional for o seu personagem, mais Liberdade
- 12:59para atuar dentro dos arquétipos, né?
- 13:02E das expectativas, e fora também você precisa ter, né?
- 13:06Porque tem muitas formas de amar, de odiar, de ser
- 13:09carinhoso, de ser viciado numa coisa, de ser escroto com os
- 13:12outros. Me parece mais importante como o
- 13:15jogador vai construir isso do que o que está sendo
- 13:18estabelecido na ficha. E pra você ter essa construção,
- 13:21muitas vezes você vai precisar, inclusive é de de alternância,
- 13:26né? De você falar cara, aqui o meu
- 13:27personagem vai vai decidir fora disso, vai vai decidir dentro
- 13:31disso. Eu eu interpreto isso aqui, é é
- 13:34é egoísmo da parte dele. Por mais que O Mestre não
- 13:37interprete, por mais que outras pessoas possam não interpretar,
- 13:40você pode estar no seu processo de fazer isso, né?
- 13:43Então, na verdade, a gente só entende, é determinado.
- 13:47Atributo ou qualidade da da da personalidade, quando a gente
- 13:51tem algum contraste, quando a gente tem alguma reabilidade,
- 13:54quando a gente tem um registro do que que é esse próprio
- 13:56personagem, a gente precisa descobrir ele em jogo.
- 13:58O RPG é sobre lacuna, não é sobre alguma coisa prévia que já
- 14:02exista. A gente sabe que não existe
- 14:04mesmo quem defende, né? Oo novo simulacionismo sabe que
- 14:08o mundo de jogo não existe e isso está escrito no próprio
- 14:11manifesto simulacionista, né? Do, do do novo simulacionismo é,
- 14:15é, é. Seria contar com Oo ovo no cu da
- 14:20galinha você dizer que o pessoa personagem já existe porque ele
- 14:23tá ali na ficha, não, ele precisa ser interpretado na
- 14:25mesa, na ficção, né? E pra mim, isso é o meio com que
- 14:30se joga RPG. Interpretar um personagem faz
- 14:34parte, então da mídia do jogo. Se isso pode virar uma agenda,
- 14:38eu adoraria ver acontecer, mas eu nunca vi funcionar, por isso
- 14:41eu sou cético. No vampiro acaba que não
- 14:44funciona, né? Eu é como eu falei lá atrás,
- 14:47você acaba vendo os jogadores perdidos, né?
- 14:49Sem ter uma agenda clara, porque isso em si não é agenda.
- 14:52Se isso fosse suficiente para ser agenda, eu acho que teria
- 14:54acontecido, a gente teria visto Oo vampiro flaanat para essa
- 14:58visão do Daniel, né? E não vir acontecer, é e aí para
- 15:03explicitar isso um pouco mais, eu vou trazer onde funciona, né?
- 15:06Todo jogo tem desafio, a gente sabe disso, todo RPG tem
- 15:09desafio, mas. Tratar o desafio como agenda é
- 15:13diferente, né? Quando você fala que a sua
- 15:16agenda de jogo é focada em desafio dentro da ficção, o
- 15:20recorte da simulação que você faz, né?
- 15:23Ela, ela Visa o desafio. Então você vai começar a
- 15:27trabalhar com categorias de pontos de vida, taco, itens,
- 15:32testes específicos, privação de sei lá de de recursos.
- 15:37Ficou sem água, ficou sem. Como é que você faz um jogo?
- 15:40Né? De de desafio, que o tema dele é
- 15:42exploração dos ermos. Se você ignora tipo recursos
- 15:47como água, comida, EEA, privação, o impacto da privação
- 15:50disso, né? Então esse recorte é um recorte
- 15:52específico de um jogo de desafio?
- 15:55É todo jogo, tem narrativa também, mas.
- 15:59A criação de uma história como agenda também é diferente de
- 16:02você usar a narrativa da na decorrência do jogo, né?
- 16:05Então isso envolve você é fazer um jogo que que ludifique, né?
- 16:10Protagonismo, antagonismo, os props de uma cena, né, é pontos
- 16:15de virada na trama, um enredo e et cetera.
- 16:19Agora, como seria fazer isso? Como representação, né?
- 16:22Trabalhar representação, desculpa, interpretação é.
- 16:27Como? Como agenda de forma
- 16:28satisfatória, eu não consigo enxergar, né?
- 16:31É na pior das na melhor das hipóteses.
- 16:33A gente viu aí o vampiro tentando e outros jogos
- 16:35similares tentando construir esse júri, né?
- 16:38Que na verdade, na minha percepção, mas atrapalha o
- 16:40jogador a construir efetivamente um personagem pra poder ganhar
- 16:44XP do que EE esse XP normalmente visando Oo personagem dele, a
- 16:49bonecagem do personagem dele ou algo assim, é no caso do
- 16:52vampiro. Do que contribuir com a com a,
- 16:54com uma construção mais consciente desse personagem em
- 16:57relação AA ao seu posicionamento dentro daquela ficção, né?
- 17:02É, talvez os lápis tenham muito a me ensinar sobre isso.
- 17:08Talvez o Dani tem algo a me ensinar.
- 17:11Talvez AJ Dragon do under home, com seu manifesto dos jogos
- 17:16expressionistas, tenha alguma coisa.
- 17:19A me ensinar. E é nesse manifesto que a gente
- 17:21vai cair dentro hoje. Simbora.
- 17:24As trevas abraçavam a. Tudo e tudo em que eu podia.
- 17:27Pensar era café, café com anjo. Bom dia amigos do café com
- 17:39d'anjo. Estamos aqui para mais um
- 17:40episódio do seu podcast matinal favorito.
- 17:43Trazendo sempre muito RPG. Meu nome é Rafael balbi, tô aqui
- 17:47sobre a edição primorosa do do nosso editor de áudio tituino, e
- 17:54hoje o meu café é um café que me ajuda a me expressar.
- 17:58Eu me ele me ajuda a me entender melhor como gente, tô brincando.
- 18:03Seria até esnobe falar disso. Foi um café especial, café de
- 18:06pô, tão bom e eu acho que eu me sentiria.
- 18:10Eu me eu estaria me sentindo muito, muito acima dos outros
- 18:13cafés, muito acima de de quem bebe café normal.
- 18:16E não é sobre isso, né? Eu não quero parecer esnobe, na
- 18:18verdade é porque eu não gostava de café muito, bastante assim.
- 18:23Eu bebia muito pouco café. Eu passei, eu eu me encontrei
- 18:26como bebedor de café quando passei a beber café especial,
- 18:29que não é um café da indústria, é um café.
- 18:32Puro que você moia em casa se você tiver moedor, senão você
- 18:35pode pedir moído já, mas eu recomendo, né?
- 18:37E cara, é muito gostoso, faz toda a diferença do mundo.
- 18:40Se você quiser beber um café especial como o meu bebe café da
- 18:44ovelha negra que eu te dou um desconto, vai lá em na internet
- 18:47em ovelha, ponto café, eu te dou um desconto com o cupom CCD que
- 18:51é o cupom pros ouvintes do café com dângio.
- 18:54Se você for assinante do café com dângio aí melhor ainda,
- 18:56porque aí tem cupons progressivos de acordo com o teu
- 19:00nível de apoio. Então, cara, vale muito a pena
- 19:03cola aí torne se um assinante e você vai participar de
- 19:06discussões como essa, né? Que o Dani participa sempre
- 19:09comigo, com outras pessoas ali do café também participam e é
- 19:13muito legal. Fora isso, você recebe conteúdo
- 19:16extra, participa de outros sorteios, recebe outros cupons.
- 19:20Então, cara, é só Vitória, demorou, é bom.
- 19:24Queria também deixar um recado aqui para vocês hoje às 20:00.
- 19:29A gente vai ter 1111 live lá no YouTube do café com Dangelo
- 19:36falando sobre a campanha joil fantasy do do Marcos Gonçalves,
- 19:40que é assinante do café também e que ele vai falar sobre essa
- 19:44campanha dele, a campanha de mesa aberta, né?
- 19:46Ao é o estilo how fantasy com tormenta 20.
- 19:49Olha que curioso. Ele, ele mira, né?
- 19:51No owell fantasy como estilo e tenta chegar lá usando um
- 19:54sistema diferente do que é o sistema padrão ali do Dowell
- 19:58fantasy. Então ele vai contar essas
- 19:59experiências dele e também dar um feedback sobre o estilo para
- 20:03mim. Então se você quiser colar,
- 20:04cara, está muito maneiro. Já é.
- 20:05Já é a quarta live que a gente vai fazer dessa.
- 20:08E está muito interessante, cara. A gente já fez com o
- 20:12guiprovidello, né? Falando do península ancestral,
- 20:14que é uma campanha owhantasy, é com a Ceci do aço, né?
- 20:17Que também é uma campanha owhantasy também com Cássio
- 20:20Miguel, Cássio di Miguel, né, que é ascendente do café também.
- 20:24E que é. Tem aí a campanha dele OA última
- 20:28AA, primeira melodia ou a primeira canção, a primeira
- 20:31canção que é muito maneiro também baseado ali no Rex krall
- 20:35do. O hot Spring guyland, então, é
- 20:37bem interessante. Cola aí hoje 20 horas no YouTube
- 20:41do café com d'anjo já vai lá, já vai, acionando a live lá,
- 20:45apertando o sininho, fazendo tudo que você pode fazer para
- 20:47ser notificado. Aí quando começar a live, você
- 20:50participar com a gente, beleza? E vamos cair dentro do manifesto
- 20:54da j Dragon. Mas antes eu queria fazer 11
- 20:57leitura da nossa enquete. Bom, o último episódio foi um
- 21:01episódio oferecido pela trieditora, que foi na
- 21:04terça-feira agora. EOO tema do episódio foi
- 21:07calendário Sombrio de rounin, RPG que está inclusive à venda
- 21:11lá pela no site da editora tría. É então obrigado aí Bruno da
- 21:16tría pelo pelo episódio, né? O que ofereceu o episódio a
- 21:20comunidade? Foi legal abordar esse assunto.
- 21:22A galera comentou aqui, o Caio silvan falou só o que falta é
- 21:27ser um RPG de bomberman. Eu não entendi muito bem, cara,
- 21:31mas eu acho que deve ser da minha idade.
- 21:32Não sei. Mas bomberman, eu não sei se
- 21:34está falando daquele joguinho clássico, né?
- 21:36Mas se for, não conectei aqui. Qual é?
- 21:39Qual o rolê? Mas valeu o comentário, cara.
- 21:41Depois comenta, aí me me elucide.
- 21:44É, valeu. Emanuel, Max comentou, só queria
- 21:47comentar da minha Felicidade em descobrir agora, após mais de
- 21:50100 episódios, que o café está de volta.
- 21:52Não sei como isso não chegou na minha bolha, mas eu tô feliz que
- 21:55terei muito o que assistir nas próximas semanas.
- 21:58Sucesso sempre. Balbi, pô, tamo junto.
- 22:00Emanuel, cara que legal, muito feliz de de com a tua descoberta
- 22:04aí que você tá empolgado pra ouvir esse material agora,
- 22:07depois comenta aí o que que você achou, tá?
- 22:09O que que você achou aí comparando as as temporadas,
- 22:12manda brasa, ô, sou tudo ouvido. Beleza, é também fazer a leitura
- 22:17aqui da enquete, né? Eu perguntei é se a galera gosta
- 22:20de dunclock e até agora 100% das pessoas disseram que sim, eles
- 22:25gostam de dunclock. É com espaço de agência.
- 22:29E não o inexorável, ou seja, aquele dum klock que os
- 22:32jogadores podem interferir. Aquele dum klock que os
- 22:35jogadores podem é fazer que não aconteça, eles podem impactar de
- 22:40repente nele, né? Em vez do dum klock inexorável,
- 22:44esse dum klock que a gente tem, inclusive No No próprio rolin,
- 22:48que é um dum klock que não haja. Não há o que os jogadores possam
- 22:51fazer que ele ele vai determinar que o jogo vai acabar quando ele
- 22:55quando ele chegar em seu termo. Então, bom, é interessante,
- 22:58vamos ver. Ainda tem bastante dia aí para
- 23:00votação, tá? Não, encerrou hoje é porque essa
- 23:03enquete foi ao ar na terça-feira, então ainda dá
- 23:05tempo de vocês responderem lá, beleza?
- 23:08É, vamos para o episódio. É, cara, foi a gente que
- 23:16resolveu isso aí, tô te falando. A gente saiu da frasqueta,
- 23:19certo? E aí o Rio da viúva, aquele Rio
- 23:23grandão, ele tava seco, só tinha lama e um fiozinho de água.
- 23:27Céu tava esquisitaço aquela tempestade girando no alto
- 23:31sugando tudo todo mundo achava que era o fim do mundo é árvore,
- 23:36passarinho até a luz do Sol parecia ser puxado lá pra dentro
- 23:40tava escuro de dia pra ter uma ideia que a gente decidiu subir
- 23:44o Rio na direção daquela muralha tem lá no final, afinal de
- 23:49aparecer que era o fim do mundo, então era melhor morrer se
- 23:50divertindo, não é verdade? E a gente seguiu, seguiu viagem,
- 23:54levamos dias. Comida foi acabando, até que a
- 23:57gente deu de cara com essa Montanha.
- 24:00Chamo de Montanha docarina e tinha uma caverna na base,
- 24:05caverna grandona Funda, soprando um vento muito forte lá para
- 24:09dentro. Tudo era puxado lá para dentro.
- 24:11O Rio seco estava indo para lá, os animais estavam indo para lá
- 24:15também, quase levou o bigode junto.
- 24:19E aí, sei lá por quê. Me veio na cabeça uma música,
- 24:23uma música que eu tinha escutado na frascrita uns dias antes.
- 24:26Comecei a cantar assim, meio que no extinto cara, de repente o
- 24:30vento parou, parou mesmo. Silêncio, aquele silêncio que
- 24:34chega a ser pesado, sabe? Eu e meus amigos nos olhamos, a
- 24:38gente entrou, cara, entrou pra resolver isso de vez e o que
- 24:42tinha lá dentro? Eu só te conto se tu vier mais
- 24:44uma caneca pra cá e traz com espuma, Hein?
- 24:52Esse tantos outros são rumores vindos do jogo do mundo aberto
- 24:58de beergoten. Se você quiser explorar
- 25:01aventuras como essa, pode entrar inteiramente de graça no nosso
- 25:04grupo. Siga o link lá no descritivo do
- 25:07episódio e jogue beergoten com a gente.
- 25:39XO manifesto dos jogos expressionistas por j Dragon,
- 25:44traduzido por Cássio de Miguel. Trabalho, intoxicação, tortura
- 25:50mental, mastigando, comendo, devorando, arrancando raízes.
- 25:56Dores violentas de parto, um golpe de pincel, de preferência
- 26:00atravessando a tela, tropeçando em tubos de tinta.
- 26:05Max paxtain ao definir o expressionismo, há um momento,
- 26:11quando jogamos em que a imaginação dói contra seus
- 26:15próprios limites. Um personagem sente saudade de
- 26:19um mundo que jamais terá uma oportunidade esperançosa.
- 26:23Dá errado, sem culpa de ninguém. Um relacionamento desmorona fora
- 26:27de vista. Existe a sensação de algo real,
- 26:31algo poderoso, algo a mais. E ainda, ainda assim, o jogo que
- 26:36jogamos nos impede de estender a mão para tocar isso.
- 26:40Eu me familiarizei com essa sensação, por acaso.
- 26:44Mas quanto mais direcionei meu jogo para buscá la, mais a
- 26:47perdia. Esses jogos me mostraram a
- 26:51oportunidade da paixão inarticulada.
- 26:54Aprisionada por expectativas sociais estritas e extenuantes,
- 26:58espelhando as condições com as quais eu me via lutando no meu
- 27:02dia a dia, eu quis mais. Comecei a escrever jogos,
- 27:07mergulhando cada vez mais nesse espaço e encontrei amigos
- 27:10criativos em todos os cantos do meio fazendo o mesmo.
- 27:15Todos eles lidavam com a mesma incerteza que eu enfrentava.
- 27:20Como poderíamos dizer aos outros, o jogo?
- 27:24Que procurávamos sem nem sequer saber seu nome a estes jogos, o
- 27:31chamei de jogos expressionistas. Isso é um chamado e busca
- 27:38fornecer uma linguagem compartilhada e identidade para
- 27:42criadores que trabalham em direção a esses objetivos e a
- 27:46darem direção a pessoas interessadas em explorar esse
- 27:50espaço nesse ensaio. Oferecerei, definição e
- 27:54estrutura para ideias de design de jogos expressionistas o que
- 27:59eles são enquanto objetos, enquanto experiências rituais e
- 28:01como movimento. Jogos expressionistas são
- 28:05experiências negociadas moldadas pela tensão irresolúvel entre
- 28:10mundos externos, mecanicamente impostos e mundos internos
- 28:15passionais e inarticulados. Por que o expressionismo?
- 28:21Expressionismo? É um movimento artístico no
- 28:24início do século 20 que emergiu na Alemanha após a primeira
- 28:27guerra mundial. Sua arte retrata o mundo a
- 28:31partir de pontos de vista subjetivos, usando pinceladas
- 28:34ousadas e dinâmicas, particular emoções e perspectivas,
- 28:39priorizando o significado emocional em vez de uma verdade
- 28:43objetiva. O teatro especionista americano
- 28:47frequentemente explora a tensão entre as perspectivas emocionais
- 28:51dos personagens. E a realidade mecanicista fabril
- 28:55na qual estão presos maquinal, de Sophie tredwell, retrata uma
- 29:00jovem lutando para manter qualquer ilusão de sanidade
- 29:04diante de um conjunto incessante de expectativas sociais
- 29:08mecanicistas the Harry AP jodinium new conta a história de
- 29:14um operário de fábrica antes perdido no estado de fluxo de
- 29:18seu trabalho alienado. Da modernidade e forçado a
- 29:22buscar novos sistemas de autodefinição jogos contém tanto
- 29:29a capacidade para expressão artística compartilhada quanto o
- 29:33conjunto de ferramentas necessárias para inspirar
- 29:36obsessão. O estado de fluxo de muitos
- 29:40videogames espelha a violência mental das máquinas caça níqueis
- 29:45e do TikTok, extraindo lentamente dinheiro de quem os
- 29:48consome. As pessoas procuram jogos para
- 29:51desligar seus cérebros enquanto vivem numa sociedade que as
- 29:55empurra a fazê lo a todo momento.
- 29:59A cultura dos jogos, no geral, incentiva a versão ao conflito,
- 30:03culto ao autor, perseguição de incentivos e sufocamento da
- 30:07capacidade criativa. O século 21 expôs as
- 30:11contradições básicas no cerne de sua existência e o fantasma de
- 30:16nossa percepção cultural luta sob o peso.
- 30:19De sua forma trêmula e em ruínas, chamo o movimento de
- 30:24expressionismo para situar historicamente as preocupações
- 30:28de designers modernos de jogos no arcabouço e cultura de seus
- 30:32predecessores, que lutavam contra os mesmos desafios.
- 30:37Enquanto eu enfatizo também como designers expressionistas estão
- 30:40fazendo algo bastante diferente do que existia antes.
- 30:45Fiquei sabendo das conversas com muitos designers engajados em
- 30:49jogos expressionistas e eles foram influenciados direta ou
- 30:52indiretamente pela arte expressionista e pelo teatro.
- 30:55Meus pais são são expressionistas e a forma como
- 30:59meu pai e eu falávamos de arte quando eu era mais jovem
- 31:02influencia profundamente minha perspectiva sobre jogos.
- 31:06Até hoje vale dizer que a minha prática está centrada em RPGs de
- 31:10mesa. Mas escrevi isso para ser
- 31:13inclusiva a qualquer jogo analógico, incluindo jogos de
- 31:16Tabuleiro e lápis. Estou certa de que isso pode ser
- 31:20aplicado, embora talvez por uma lente diferente, também aos
- 31:24videogames. Eu me alinho com uma história de
- 31:28objetivos de design compartilhados ao longo de
- 31:30vários escritores, nas tradições do osr pós Ford livre games e
- 31:36jogos de Tabuleiro. Qualidades críticas dos jogos
- 31:40expressionistas. Em um jogo expressionista, cada
- 31:44personagem possui um mundo interior rico e complexo.
- 31:48Eles são impulsionados por desejos passionais movidos a
- 31:53buscar todo tipo de prazer e tem uma versão verdadeira de si
- 31:57mesmos a qual o anseiam acessar. Isso se considera verdadeiro
- 32:02sobre os personagens, independentemente da quantidade
- 32:05de foco que eles recebam dos jogadores.
- 32:09Mesmo que um personagem pareça um estereótipo plano no início,
- 32:13há um entendimento compartilhado de que se pode desvendá lo e
- 32:17descobrir profundidades escondidas.
- 32:20Essa Riqueza e humanidade permanecem completamente não
- 32:23articuladas pelas regras do jogo.
- 32:27As regras não podem ditar os mundos interiores desses
- 32:30personagens. Eles são vazios, fecundos,
- 32:34implícitos pelas regras, mas deixados sem discrição.
- 32:39O texto do jogo pode oferecer ferramentas para imaginar
- 32:42descritivamente esses mundos interiores por meio de listas de
- 32:46metas possíveis, conselhos particular, personagens menores
- 32:50ou espaço para que os jogadores descrevam seus personagens.
- 32:53Mas o jogo não pode e não deve impor qualquer perspectiva
- 32:58interior particular por meio de suas regras, qualquer imposição
- 33:03prescritiva. Deve ser externa, por meio de
- 33:06controle mental, pressão social, maquinaria ou algo do tipo.
- 33:10Em vez disso, as regras simulam abstratamente a realidade social
- 33:15dos personagens em um jogo expressionista.
- 33:18Elas lhe dizem, qual a expectativa para o seu
- 33:21personagem, como a sociedade o vê e como ele deveria se
- 33:25comportar. Regras definem as normas
- 33:28culturais e estruturas impostas aos personagens por eles mesmos,
- 33:32por suas comunidades. E por seu mundo.
- 33:37Estas são simulações focadas em representar a estrutura
- 33:40subjetiva dessas realidades sociais.
- 33:43Mesmo quando essa essa realidade é injusta, desequilibrada ou
- 33:48narrativamente pouco interessante, os personagens
- 33:51frequentemente estão conscientes de sua posição na vida e de como
- 33:56as regras operam sobre eles, mesmo que seja só do modo
- 33:59metafórico abstrato. Jogar para vencer em um jogo
- 34:03expressionista significa perseguir os objetivos
- 34:05estabelecidos pela realidade social dos personagens.
- 34:10As regras são mediadas através da fricção entre o texto e os
- 34:14jogadores. O texto de um jogo
- 34:17expressionista é frequentemente escrito de uma perspetiva
- 34:20hostil. Frequentemente as linhas entre
- 34:23regras endógenas, diagéticas e hipodiagéticas se embaralham.
- 34:28O texto age sobre todas elas com igual peso e deixo aberto para
- 34:32os jogadores desafiarem e discutirem as regras de modo pós
- 34:36lírico. Jogos especionistas vão insistir
- 34:39em regras impossíveis, contraditórias, desconfortáveis
- 34:43ou confusas, deixando que os jogadores descubram como
- 34:46construir um jogo a partir dos materiais que lhes foram dados.
- 34:51Os jogadores alternam entre experienciar sangramento,
- 34:54alienação e tensão. Eles desejam estar
- 34:57emocionalmente presentes com seus personagens e esperam que
- 35:01seus personagens sejam emocionalmente honestos uns com
- 35:04os outros. As regras impedem que isso
- 35:08ocorra, alienando os jogadores de seus personagens e estes do
- 35:12mundo. Personagens enfrentarão pressão
- 35:15para engajar com sistemas sociais que não se alinham as
- 35:19suas expectativas, moralidade ou desejos do jogador.
- 35:26A jogabilidade ideal frequentemente envolve rejeitar
- 35:28a própria vida interior e conformar se as expectativas
- 35:33sociais dissonância define a tensão entre a narrativa de como
- 35:38os personagens querem se relacionar com outros e as
- 35:41regras que impõem como os personagens devem se relacionar
- 35:45com os outros, a expressão do jogo.
- 35:49Vem da maneira como os jogadores são forçados a moldar suas
- 35:52emoções em resposta aos estímulos que experimentam do
- 35:55jogo. Como designer, você é diferente
- 35:59dos expressionistas históricos porque as regras funcionam como
- 36:02uma paleta limitada. Você deve criar as condições
- 36:06sobre as quais a expressão ocorre.
- 36:10Qualidades secundárias dos jogos expressionistas.
- 36:14Há um número de qualidades que os jogos expressionistas podem
- 36:17ter que eu acho realmente interessante, mas que não
- 36:20acredito serem necessárias para o chamado à ação em torno do
- 36:24especionismo. Elas são incapacidade de
- 36:29resolver a tensão dentro das regras do jogo, exigindo que os
- 36:33jogadores as quebrem para ter alguma chance de alcançar seus
- 36:36objetivos próprios. O uso de componentes de jogo
- 36:40inesperados ou incomuns, como velas, tabuleiros,
- 36:43sobressalentes ou desentupidores.
- 36:47Encorajar jogadores a discutir pró socialmente entre si,
- 36:51questionando o texto das regras construtivamente e engajar em um
- 36:55conflito interpretativo sem perturbar o jogo.
- 36:59Uso astuto de formatação, layout, arte e visuais para
- 37:03permitir que a fricção opere por todo o texto.
- 37:08Ambivalência em relação às ações pretendidas do jogador, com
- 37:11regras que podem ou não ser quebradas ou múltiplos objetivos
- 37:15apresentados ao jogador. Irreverência para com os meios
- 37:20estabelecidos, combinando ferramentas de RP GS, jogos de
- 37:23Tabuleiro, lápis e videogames livremente para alcançar
- 37:27defeitos mecânicos particulares no contexto do RPG.
- 37:32Personagens que não são diferentes de qualquer outra
- 37:35pessoa ou que se tenha explicação diagética de porque
- 37:38eles são diferentes de todas as outras pessoas.
- 37:42No contexto dos board games, haver distância entre as ações
- 37:46imediatas possíveis para os jogadores tomarem, tomarem e os
- 37:50objetivos finais do jogo, ou mesmo um completo desinteresse
- 37:54em vencer e perder. Os neurodivergentes, os
- 37:59deficientes, o erótico, os queer, os.
- 38:02Transfeminizados os os, racializados os subalternos
- 38:09exemplos e contraexemplos algumas escolhas de design
- 38:12particulares em vários jogos atuais que podem ou não se
- 38:16considerarem expressionistas que trabalham em direção aos
- 38:19objetivos que aqui descrevo incluem basicamente tudo que
- 38:25acontece com o trial wendence de kalab, zeine, hoats e Shawn
- 38:30Island. Mas especificamente, a forma
- 38:32como o texto exige não ser interpretado e regras que só
- 38:37podem ser acessadas quebrando as próprias regras do jogo.
- 38:41As moles titulares em mole House, de Joe Kelly e cole
- 38:46Werley, operam de forma não transacional, como pessoas
- 38:49representadas por catas de baralho, entrando e saindo da
- 38:52vida dos outros em posições na mesa.
- 38:56A maneira como são trabalhadas virtudes e vícios em pendragon.
- 39:00De Greg stefford podem arrancar a agência do personagem através
- 39:04de expectativas sociais de como melhor desempenhar suas
- 39:08qualidades de cavaleiro. O texto no blog de zida o sil
- 39:12zidaxil auto playder Revolution é ele mesmo, um manifesto no
- 39:17jogo SR. De pensionista Oo post seminal
- 39:22no blog no blog but you and the Fear of diet jeddem the Camp.
- 39:26É um guia fantástico sobre como abordar um jogo de modo
- 39:29expressionista os papéis e apresentação de gênero de
- 39:33violência sexual empraze the how moph King, the Sage the annagoga
- 39:41como um sistema social imposto que os jogadores estão lutando
- 39:44para reconciliar os interludes poéticos de chubles marvellows
- 39:50Wish grant engine de Jana moron. Representam um raro mecanismos
- 39:55expressionistas gesticulando em direção ao mundo interior que
- 39:57não os que não os sufoca o os prompts em touse and near old
- 40:03Vampire de Tim hutkins, nos quais vampiros inconscientemente
- 40:07replicarão sistemas violentos devido a fome que os governa, as
- 40:11expectativas em em torno de gênero e tempo limitado para
- 40:15autoexpressão social em meu jogo futuro, seven part pack it.
- 40:21Elementos de design de jogos que, embora potencialmente
- 40:24interessantes e valiosos, não falam diretamente ao
- 40:26expressionismo, incluem testes de de persuasão.
- 40:31Em muitos jogos, funcionam como o método de afirmar a
- 40:33interioridade de outra pessoa com base em resultados
- 40:37mecânicos. Isso seria expressionista se o
- 40:39teste de persuasão fosse explicitamente um controle
- 40:42mental ou uma forma de pressão social tisp ponto de experiência
- 40:48como usados em muitos jogos. Atua como uma medida abstrata e
- 40:51objetiva da habilidade de um personagem.
- 40:54Isso seria expressionista se fosse uma medida subjetiva de
- 40:57prestígio ou respeito do personagem.
- 41:01A divisão em apocalipse road de Maggie Vincent Baker entre PJ
- 41:06são os personagens jogadores com play books e pnj personagens não
- 41:11jogadores com regras de ameaça. Isso seria expressionista se
- 41:14houvesse uma razão socialmente determinada para que os
- 41:17personagens fossem divididos. Dessa forma, a forma como o
- 41:22Wonder home aborda a ausência de violência na maioria dos seus
- 41:25play books, permitindo personagens que são totalmente
- 41:28incapazes de lutar contra a violência.
- 41:30De qualquer maneira, o Wonder home se torna mais
- 41:32expressionista quanto mais você se inclina para o play book do
- 41:37veterano que sofre sobre a pressão social de um modo.
- 41:41E os outros play books não sofrem.
- 41:43E também se você joga o Wonder home em um estilo explicitamente
- 41:46puppy play. Um jogo explicitamente não
- 41:49expressionista pode ser jogado de forma expressionista ao
- 41:52simpatizar os mundos interiores inarticulados dos personagens,
- 41:58identificar como as regras moldam e restringir essas vidas
- 42:01internas e jogar deliberadamente dentro do espaço de jogo onde
- 42:06essa restrição ocorre até que o jogo lute e fale.
- 42:10Jogar de modo expressionista é abordar um jogo buscando as
- 42:13qualidades descritas anteriormente nesse manifesto.
- 42:16Um jogo expressionista é aquele que incentiva ou acolhe o jogar
- 42:19expressionista, ou que foi concebido com esse tipo de
- 42:22experiência em mente. Eu sou expressionista.
- 42:27Eu jogo no estilo expressionista.
- 42:29Eu escrevo jogos na Esperança de que outros jogadores o joguem
- 42:32também de maneira expressionista.
- 42:34Os últimos anos foram moldados por uma progressão lenta e
- 42:38gradual rumo ao expressionismo, à medida que cada jogo que
- 42:41projetei abriu caminho para habilitar a minha capacidade de
- 42:44articular esse desejo. Eu sei que outros design sentem
- 42:48da mesma forma. Eu me recuso a fazer jogos tipo
- 42:52caça níqueis. Eu me recuso a fazer jogos que
- 42:54desligam os cérebros das pessoas.
- 42:56Eu me recuso a fazer jogos nos quais as pessoas podem inserir
- 42:59seus personagens originais e escapar dentro deles sem luta.
- 43:04Eu quero jogos que me desafiem e me provoquem, que me forcem a
- 43:08lutar contra os limites duros da sociedade.
- 43:11Eu quero sacudir as Barras da minha gaiola.
- 43:13Proverbial, eu quero jogos com os quais eu posso dialogar.
- 43:17Jogos que confiem em mim para lê Los atentamente, jogos que me
- 43:21exijam que eu pense através deles.
- 43:24Eu quero me dar conta de algo que não sou me envergonhar ser
- 43:29estúpida. Eu quero perder e perder e
- 43:32perder e perder e ainda assim sentir.
- 43:35Eu estou indo a algum lugar. Eu quero jogos que me façam
- 43:38trabalhar para sentir seu gosto. Eu quero eu.
- 43:41Eu quero praticar discordância contra sistemas de merda e leis
- 43:45de merda. Eu quero jogos que me façam
- 43:47sangrar e jogos que me façam encarar o abismo da compreensão
- 43:51humana. E eu quero jogos que me façam
- 43:53apreciar o poder e constrói cada centímetro quadrado da minha
- 43:57vida. Eu quero lutar, mijar, arranhar,
- 44:01morder e amar. Você já viu o blog do café com
- 44:08dângel cola aqui que tem conteúdo, viu?
- 44:11A gente coloca lá no blog algumas traduções de artigos que
- 44:14a gente aborda aqui. Por exemplo, lá eu coloquei a
- 44:17tradução do discurso do Mats feito pelo Philip K.
- 44:21Dick, né? Também botei que a gente
- 44:23comentou aqui no episódio do café com dângel.
- 44:26Eu botei lá também a tradução do regras eliding e os artigos que
- 44:29discutiram nessa linha aí. Um trabalho aí do providelo
- 44:33também. Tradução aí do Dani.
- 44:35Daniel Haidar, o artigo do montola, as regras revisíveis do
- 44:39role plain. Também coloquei o artigo do
- 44:42providelo falando de inspirações para o península ancestral.
- 44:45E minha ideia é sempre colocar mais conteúdo ali, conteúdo
- 44:49escrito falando do material aqui do café com dângelo.
- 44:52Então cola lá, café com dangelo.wordpress.com,
- 44:56inclusive, aceito colaborações. Se você tem vontade de escrever
- 44:59para blog, a gente pode trocar uma ideia a respeito do conteúdo
- 45:02para se vincular lá, beleza? Então cola aí no nosso
- 45:06wordpress. Muito bom o manifesto da Jay,
- 45:18né? Eu acho muito instigante, muito
- 45:20interessante é como ela colocou as coisas aqui, nesse nesse
- 45:25manifesto e mas assim eu achei difícil uma leitura difícil, não
- 45:29é uma leitura muito fácil, é inclusive o os exemplos que ela
- 45:35cita são exemplos para mim ainda difíceis também, que eu não
- 45:38entrei em contato bastante. Tem jogo aí que eu nunca ouvi
- 45:41falar, para falar a verdade, eu vou, vou atrás para poder.
- 45:44Falar um pouco melhor sobre isso no futuro, EE, ver mais com mais
- 45:49profundidade os exemplos que ela dá para tentar entender um pouco
- 45:51melhor. É como ela enxerga isso, né?
- 45:54Como é, como ela traz exemplos, né, de como o jogador vai lidar
- 45:59com um espaço normativo. Ele vai jogar contra a favor
- 46:03disso, como ele joga, despeito de regras de XPE coisa e tal.
- 46:08Mas está tudo ainda bastante. Bastante ainda homogêneo na
- 46:12minha cabeça para eu conseguir analisar com profundidade, né?
- 46:16O texto dela é bem profundo, é bem interessante.
- 46:18É. Acho que tem algumas questões
- 46:20aqui que me trazem alguns insights, né?
- 46:24É, por exemplo, a questão do XP, do do jogador poder decidir a
- 46:29despeito. Da evolução do personagem, do do
- 46:32que é recompensado, a despeito do que o sistema traz para ele.
- 46:37Isso é uma discussão que a gente acabou tendo no episódio
- 46:40anterior aqui sobre XP e Na Na comunidade do do café, de forma
- 46:44geral, a gente quando fala de recompensa, a gente entra de
- 46:47forma geral nessa discussão. É de que, cara?
- 46:50É muito interessante, porque o jogo ele tem um motor no jogo.
- 46:54No jogo de DED clássico, por exemplo, ele tem um motor, é OXP
- 46:58por ouro. Mas ainda assim o jogo se
- 47:00espalha horizontalmente. Em último momento você vai ver
- 47:03os jogadores abandonando a evolução vertical pra pra
- 47:06contemplar e pra EE pra passar por essa evolução mais
- 47:10horizontal, né? É, fora isso, pode ser que
- 47:14durante o jogo apareçam certos dilemas e tenham a ver com isso.
- 47:18Por exemplo, no próprio no próprio keep on the borderlands
- 47:22tem um momento em que é até clássico, né?
- 47:24Que o Gaga que se propõe a uma dangell, em que o grupo.
- 47:27Ele lida com com seres que são considerados monstros, né?
- 47:32Mas ele coloca ali só mulheres e crianças escapando da danja.
- 47:36Uma coisa meio assim é e coloca os jogadores falando bom, são.
- 47:41São pessoas que estão em fuga, em defesas com seus filhos ali.
- 47:44E agora, o que que você faz? Né?
- 47:46Você vai levar em consideração que são são caóticos e devem
- 47:51morrer pela guerra celeste, que acontece que você faz parte,
- 47:55talvez de algum nível, ou você vai seguir ali.
- 47:58O que, o que, o que, naturalmente uma pessoa de boa
- 48:01índole faria, que é não atacar pessoas indefesas em fuga, né?
- 48:06É esse tipo de dilema. É um dilema muito interessante
- 48:08muitas vezes. Assim, das vezes que eu
- 48:11presenciei, eu nunca vi ninguém é optar por tomar partido da
- 48:16ordem contra o caos, eliminar é essas populações, sabe?
- 48:20Pelo contrário, eu vi pessoas deixando de lado, é isso, de
- 48:24certa forma é ir contra o XP que você ganharia por isso, né?
- 48:28E em alguns casos, os jogadores não estão ali simplesmente
- 48:31dentro da caixa de skinner, né? Me parece que, conforme o
- 48:35desenvolvimento do personagem, acontece mesmo no DD clássico.
- 48:38É esse tipo de coisa, vai acontecer o jogador, ele vai ter
- 48:41ali alguns dilemas que inclusive podem ser usados dentro de um
- 48:44bom desafio. Mas por outro lado, eu acho que
- 48:49de fato. Esse desenvolvimento do
- 48:51personagem internamente, né? É, ele acontece de uma maneira
- 48:56muito estacionada no RPG de forma geral.
- 48:58Alguns jogos começam a trabalhar mais isso e a gente vê isso
- 49:01acontecendo muito por inputch mecânico.
- 49:03A mecânica é e chegando pros jogadores e falando como é que
- 49:06você se sente a partir disso aqui?
- 49:08O que que você pretende fazer uma vez que o impulso narrativo
- 49:11é esse? Alguma coisa assim?
- 49:13É, eu não consigo ver exatamente como a gente pode.
- 49:18É tracionar OOOO jogo, né? De especionismo pelo sentimento
- 49:23interno, por ele, ele por si só me parece que a gente vai
- 49:26acabar. É tracionando ele através de
- 49:28desafios, através de dilemas ou através da construção de
- 49:31narrativas. Mas eu acho muito interessante a
- 49:34forma com que a Jay coloca, né? Esse tipo de coisa, porque ela
- 49:38abarca a estética da coisa, desde a concepção do jogo até o
- 49:43manual do jogo, as artes do jogo e tudo mais.
- 49:46E ela larga isso a videogames lápis.
- 49:49EEE, board games também, o que acaba sendo uma proposta.
- 49:54Que talvez seja até supra lúdica, né?
- 49:57Ela alcance um viés artístico em primeiro lugar.
- 50:00O lúdico me parece ficar em segundo lugar por conta dessas
- 50:04questões de como ela aborda a regra.
- 50:06E isso talvez seja até um retorno, né?
- 50:09Do do do RPG atual em alguns níveis para aquela para aquela
- 50:14volatilidade das regras da regra, da regra de ouro que a
- 50:17gente vê no vampiro. Só que agora, AAA, ela está a
- 50:22serviço. Não de uma contação de história
- 50:24especificamente de acordo com o que a DJ traz, mas a partir de
- 50:28uma expressividade artística, né?
- 50:30De como o jogador vai se expressar a partir daquilo que o
- 50:33que combina muito, com uma verve muito grande do RPG atual.
- 50:37Inclusive a gente quando entrevista OOO pessoal da
- 50:40comunidade mais jovem, mais novo no café.
- 50:42Fica mais claro que é encarar o RPG como uma maneira de auto
- 50:46descoberta, né? E o que é muito interessante
- 50:49também dentro desse contexto que a Jay traz, eu fico me
- 50:52perguntando exatamente é, é como isso vai dialogar, né?
- 50:57Com a construção de jogos, então?
- 50:59Para aprofundar isso, eu vou precisar ver os exemplos que ela
- 51:01traz e meditar um pouquinho a respeito disso, pensar um pouco
- 51:04mais profundamente sobre isso, até para rever um ponto outro
- 51:08aqui AA outra coisa que me assalta também, que eu acho
- 51:11legal de comentar, é que a gente tem aqui 111 insight, né?
- 51:18Pelo menos em relação ao well fantasy, trazendo aqui para
- 51:20minha pesquisa, né, é com well fantasy e se ela traz esse, esse
- 51:25esse jogo que. Que promove o espaço interno do
- 51:30personagem para extrapolar para vira jogo, para impactar no
- 51:34jogo, como uma forma de mergulho nessa densidade da alma humana e
- 51:39tudo mais. Eu entendo, né?
- 51:41Essa esse esse viés artístico forte que tem é ele contrasta em
- 51:46muitos pontos com o com o ólefentese, porque eu vejo nesse
- 51:51ponto ólefentese bastante impressionista.
- 51:56Né? Que é um movimento artístico
- 51:58diferente, o interior. E que o objetivo dele não é
- 52:01expressar as emoções do artista, o espaço interno do artista.
- 52:05O objetivo dele é capturar a impressão visual é e fugaz de um
- 52:09momento, né? Que foi observado pelo artista
- 52:12com ênfase na luz e na atmosfera, né?
- 52:15Diferente ali do expressionismo, que é retratar esse momento
- 52:18psicológico do artista. Né?
- 52:20Então é o impressionismo, ele, ele, ele tem um foco no mundo
- 52:25exterior, na percepção sensorial objetiva das cores.
- 52:29Disso tudo. Já o expressionismo é no mundo
- 52:32interior, né? Da psique, da emoção, da
- 52:35subjetividade radical, né? Enquanto o impressionismo, a
- 52:39gente vê pinceladas rápidas, curtas, é contornos diluídos e
- 52:44tal. Inclusive, a gente usa a
- 52:45palavra, né? De pintura impressionista, No
- 52:48No. No all fantasy, né?
- 52:51No blog você vai ver, o COB também usa Aquarela?
- 52:55É, mas eu gosto da de usar o impressionismo, porque é uma
- 52:59técnica, né? Uma boa prática de descrição pro
- 53:02mestre quando ele estiver usando o postor minimalista, porque ele
- 53:05vai dar pequenos borrões na descrição dele, ele vai falar,
- 53:08por exemplo, de uma Chapada ao fundo, que você só vê aquele
- 53:11contorno meio 0,5^(2), na forma como um pão de forma é.
- 53:16No Horizonte. Esse tipo de coisa é uma, é, é
- 53:19uma. É uma técnica que vai fazer com
- 53:21que os jogadores, eles eventualmente possam buscar mais
- 53:23detalhes, mas você faz no início uma pintura geral, né?
- 53:27Dessas impressões que os personagens teriam as impressões
- 53:30sensíveis a respeito do mundo, o que é diferente das pinceladas
- 53:35vigorosas e agressivas que a gente tem no expressionismo e
- 53:38trazem contornos Fortes, escuros.
- 53:41Trazem distorção da forma, da perspectiva, né?
- 53:44Então, o que a DJ Dragon tá propondo é um jogo em que você
- 53:48não tá ali querendo conhecer o espaço, né?
- 53:51A sua exploração, ela é muito mais interna.
- 53:53Ela se volta pra você enxergando enquanto o seu personagem,
- 53:58muito, muito antes mesmo da qualidade da, da da ficção
- 54:02externa, né? É, é usar o personagem como um
- 54:06filtro, mas esse filtro não. Como a gente usa o ladrão, OOO
- 54:09anão, por exemplo, que a gente. Pode dar mais detalhes sobre uma
- 54:12Montanha quando é o anão que tá perguntando em relação a quando
- 54:16é o guerreiro, né? A gente dá mais informações para
- 54:19o anão, porque ele com ele manja de rocha, ele manja de Montanha,
- 54:22então a gente dá mais informações, não é bem sobre
- 54:24isso, é sobre o que esse anão está sentindo, é como é essa,
- 54:29essa tensão que o jogo traz, impacta o anão e como ele vai
- 54:33decidir rompendo, né? Com com o que tem, fora, o que é
- 54:36muito interessante. É bem, bem expressionista mesmo,
- 54:39e é bem diferente do que a gente busca de maneira geral.
- 54:43Quando a gente fala de da exploração, né, de de all
- 54:47fantasy é outra coisa. São os temas comuns, né?
- 54:51No all fantasy a gente trabalha muito paisagem ao ar livre é
- 54:55cena é EE, esse tipo de coisa é também o tema do impressionismo,
- 54:59né? A gente está falando Rex krall
- 55:01aqui da natureza. O impressionismo também traz
- 55:03cenas da vida burguesa parisiense.
- 55:05Mas são retratos, fugazes, jardins, momentos de lazer,
- 55:08coisas rápidas, né? Que é uma coisa que em algum
- 55:12nível, pra se dialogar com o tipo de introdução que a gente
- 55:15faz nas aventuras, por exemplo, de Beer goten, em que a gente
- 55:18tem um primeiro momento ali. Dentro do burgo ou dentro da
- 55:21Vila, né? Que a gente vê pessoas ali
- 55:23interagindo, coisas rápidas, mas eles são um pano de fundo para
- 55:26esse momento, né? Da gente sair para o ar livre,
- 55:29explorar e conhecer essa esse mundo em volta.
- 55:32Já o expressionismo é sob solidão, angústia, morte,
- 55:35erotismo, né? Como coloca j miséria.
- 55:39É críticas sociais, espiritualidade, que eu acho que
- 55:41é um espaço. É um espaço talvez de mais
- 55:45crítica do espaço entorno e não de de de você sair para
- 55:50conhecer, né? De você se jogar naquela
- 55:53experiência. É uma questão de você criticar.
- 55:55Talvez a experiência de você é trazer esse olhar crítico
- 55:58materializando a ficção do jogo, né?
- 56:01É, a gente tem também essa coisa das paletas de cores que os
- 56:05estilos usam. O impressionismo usa cores.
- 56:09Puras, vibrantes e tal, mas elas são usadas para representar o
- 56:13reflexo da luz natural. É, as sombras são meio coloridas
- 56:17e tal, mas já no especionismo as cores são bem intensas, às vezes
- 56:21muito, muito, muito saturadas mesmo, né?
- 56:24Ou seja, as cores bem puras, muito mais puras do que No No
- 56:29impressionismo. Minha impressão é essa, eu acho
- 56:30que é, é o impressionismo usa cores puras também usa, é uma
- 56:34grande saturação, mas o especionismo é isso, muito
- 56:37marcado, muito forte. É.
- 56:39E as coisas às vezes são até arbitrárias, meio antinaturais
- 56:43ali ela, elas são meio que usadas para simbolizar as
- 56:46emoções, simbolizar esse espaço interno, né?
- 56:49É esse vermelho, ele que ele usa utra saturado, pode ser uma
- 56:54angústia. E não que aquele objeto seja tão
- 56:56vermelho assim. Como eu falei, o impressionismo
- 57:00é anterior, ele vem da França, aproximadamente ali em 1870,
- 57:021890, e o impressionismo, ele vem da Alemanha e aí da Áustria
- 57:05ali em 1905 a 1925, né? Então, algumas décadas a frente
- 57:08é, e é isso que você quiser até ver.
- 57:10Aí você pode procurar, por exemplo, o impressionismo, né?
- 57:13Tem o Claude Monet, o Pierre Augusta renoir, tem o Edgar
- 57:16degar, tem o Camilo pissaro, já o expressionismo tem Oo.
- 57:26O edvar Mont, o Ernst do v krishner, vassily kandinsky, que
- 57:31eu adoro, inclusive é é uma pessoa muito importante para o
- 57:35design, né, para o surgimento do design.
- 57:37E o Franz Mark é, são alguns exemplos.
- 57:40E eu vejo muito, ó, eufendas se identificando ali com um
- 57:43impressionismo e não com um expressionismo, que eu acho
- 57:46muito interessante. Mas, por outro lado, a gente vê
- 57:48várias confluências em alguns pontos também.
- 57:50Inclusive é é é legal da gente olhar, né?
- 57:54E vê que também é uma certa rebeldia com as regras do em da
- 57:58gente não usar as regras como elas estão, da gente tentar é é
- 58:02é entender o papel da mecânica, né, da da regra mais dura,
- 58:06entender muito bem o lugar dela, usar com muita parcimônia.
- 58:09Então tem confluências também. Eu ainda tenho que entender um
- 58:13pouco melhor da proposta da jei, mas eu estou muito instigado por
- 58:17isso, para ver é exatamente na prática como como rola isso.
- 58:20Mas enfim, eu acho que isso é bem interessante, eu acho que
- 58:23inclusive esses. Aquilo, esse estilo de jogo que
- 58:27ela propõe, né? Talvez tanto faz se você tentar
- 58:30aplicar ele num jogo de natureza mais mimética, né?
- 58:34De vivência ou de um jogo mais diaegético, de contação de
- 58:38história. Trazendo aqui Aristóteles, né?
- 58:41O sentido de Aristóteles por esses termos, mas eu estou afim
- 58:44muito bastante afim de de pegar aí esses livros que ela esses
- 58:47jogos que ele que ela citou. Eu tenho alguns aqui comigo, né,
- 58:50como Oo talzanil, odvan, pire, aí que o que o Lucas?
- 58:54É, me deu de presente, valeu o Lucas do do Jô, né?
- 58:56E do da gress, opera games e outros, é o underhome.
- 58:59Eu consigo pegar alguns desses, dar uma olhada, o pendragon é
- 59:02outros, eu vou ter que buscar para ver qual é, para entender
- 59:05um pouco melhor o que ela tá dizendo ali, mas eu tô muito
- 59:07instigado por essa pesquisa, ainda que não seja muito meu
- 59:10barato, aparentemente nesse momento no RPG, né?
- 59:13Eu adoro coisas assim, tenho certeza que eu vou gostar de
- 59:17conhecer coisas assim, de ver isso se desenvolvendo do Dani,
- 59:20por exemplo, desenvolvendo as as ideias dele também que me
- 59:23parecem. Conflui muito mais com o que AJ
- 59:26busca do que com eu, o que eu trago com el fentis.
- 59:30Mas é estou muito curioso de ver isso acontecer.
- 59:33Mas certamente não vou botar minhas mãos nisso agora para
- 59:36criar. Eu certamente eu vou botar as
- 59:38minhas mãos nisso para ver as pessoas criarem e ver onde elas
- 59:41vão. Isso tudo muito interessante,
- 59:44né? E bom, como eu estou curioso.
- 59:48Né, sobre isso aí eu vou deixar para vocês aí. 11 pergunta para
- 59:53enquete, né? Você?
- 59:54Você gosta aí de jogos de natureza expressionista ou você
- 59:57prefere os jogos de natureza impressionista?
- 59:59Te importa mais? O espaço externo do personagem é
- 1:00:03o espaço interno do personagem ou deixar uma terceira opção?
- 1:00:07Talvez não haja uma separação tão grande entre as 2 coisas.
- 1:00:11Vou deixar aí 3 opções para você responder na enquete, e.
- 1:00:15E também é deixar espaço para você comentar, né?
- 1:00:19Você já leu esse esse esse texto aí, o que que você achou?
- 1:00:22Bom, só a título de explicação, tá?
- 1:00:25É isso aqui é uma segunda versão desse episódio.
- 1:00:28A primeira versão, eu cometi o erro, eu garoteei, eu confundi
- 1:00:33as bolas aqui. E botei, né?
- 1:00:36O texto para ser traduzido no miya e a tradução ficou muito,
- 1:00:39muito aquém. É o texto da DJ Dragon ativo,
- 1:00:42uma profundidade muito maior e por isso achei que vale a pena é
- 1:00:46botar 11 edição nova aqui com o texto muito mais fiel, que agora
- 1:00:51está no blog do café com danjo, com tradução do Cássio de
- 1:00:55Miguel, te agradecer muito, Cássio, por essa, por essa ajuda
- 1:00:58que você deu, beleza? Então é isso pessoal, não dê
- 1:01:02mole para IA, porque IA alucina meio.
- 1:01:05E eventualmente ela vai te deixar na mão, então não deixa
- 1:01:07de revisar bastante aí o texto, mesmo que você saiba, né, que
- 1:01:11você esteja aí trabalhando é pra coisa ficar, pra coisa ficar
- 1:01:16redondinha, muitas vezes você não vai ter tempo e nesse ponto
- 1:01:19assim, cara, não dá mole não, volta lá e dá uma conferida em
- 1:01:23tudo, né? Bota a sua mão em tudo, porque
- 1:01:26era extremamente essencial não garotei como eu garoteei.
- 1:01:29Então é isso, pessoal, é no mais, vamos pro encerramento.
- 1:01:39Ei, você já viu? E o Tube do café com cola lá que
- 1:01:43tem conteúdo, viu? Toda quinta às 20:00 a gente tem
- 1:01:47feito conversas com mestres de mesas abertas inspiradas em all
- 1:01:50fantasy. Por exemplo, tem o Cássio que
- 1:01:53foi falar sobre canção da manhã, que é um Rex krall inspirado em
- 1:01:57hot Spring Island. A gente teve um papo com a Ceci.
- 1:02:01Uma campanha dela chamada aço, que é um cenário tropical,
- 1:02:04anticolonial o zanari do Marcos Gonçalves.
- 1:02:07E a gente vai trocar uma ideia sobre essa campanha em que o XP
- 1:02:11vem da libertação da escravidão. Olha que interessante a gente
- 1:02:16tem aí, né? É espaço, inclusive para o
- 1:02:18pessoal, obviamente, trazer sua campanha e divulgar suas mesas
- 1:02:22enquanto eu aqui do café colho o feedback deles e olhar as
- 1:02:26experiências a respeito do estilo ao el fantasy.
- 1:02:29Muito legal, né? Toda quinta, às 20:00,
- 1:02:32quinzenalmente, também às terças, às 20:00.
- 1:02:35A gente está aí com o retorno da IBID.
- 1:02:37Ciclopédia, quinzenal com a tropa clássica, trocando ideias
- 1:02:41sobre IBID. Em seus 50 anos de conteúdo e
- 1:02:44dando também uma passada pelas últimas notícias.
- 1:02:47Então, 100, biano, Brave sword, Luiz dos jogos de 20.
- 1:02:51E eu trocando essa ideia aí, quinzenalmente, às terças, 20
- 1:02:54horas, no YouTube do café com dânjon.
- 1:02:57É, então chega lá, assina, dá joinha nos vídeos que você vê,
- 1:03:00compartilha, troca essa ideia com a gente, que vai ser muito
- 1:03:02legal. É, fora isso, a gente tem
- 1:03:04eventuais game plays aí, até da da galera da comunidade aí, do
- 1:03:08RPG do ojô, é e às vezes até com play, teste de jogos que logo
- 1:03:12mais vão estar no mercado. Então é isso aí, cola no YouTube
- 1:03:16do café com danjo, valeu? Te espero lá.
- 1:03:36Então é isso, muito obrigado. Eu vou deixar os links citados
- 1:03:39no episódio aí né, os links dos do primeiro, os links dos
- 1:03:43anúncios, né, o blog do blog do café com dângel, lembrando que é
- 1:03:46eu estou aceitando colaborações OOO, link do YouTube do café com
- 1:03:50dângel e também o link para você jogar bi agora tem com a gente,
- 1:03:53tem rolado, tá? Tem, tem sido bem maneiro, a
- 1:03:55gente voltou aí com a temporada, então tem rolado bastante.
- 1:03:58Jogo tá bem maneiro, tá quente e tem novidades aí, já tem novos
- 1:04:02rumores aí para serem lançados. É também os links mencionados
- 1:04:06aqui no episódio, né? Então o link para o próprio
- 1:04:09expressionist games manifesto da j Dragon.
- 1:04:12Também o link para o episódio sobre agendas criativas no café
- 1:04:15com dângel, o link para o episódio de simular emular e
- 1:04:19Philip K. Dick, né?
- 1:04:20Que fala dessa coisa do coisa do recorte da ficção, o episódio
- 1:04:23sobre proposta estética no RPG, que eu acho que tem um pouco a
- 1:04:25ver com isso também. No mais, é lembrando que você
- 1:04:29pode apoiar o café com dângio. Se você quiser ajudar a gente a
- 1:04:32voltar a ter 5 episódios semanais, você pode considerar é
- 1:04:36financiar o projeto, né? E a sua expansão lá no nosso
- 1:04:39apoia se apoia.se barra café com dângio.
- 1:04:42Se você gostou especialmente do café de hoje, você pode deixar
- 1:04:45pra gente uma gorjeta, manda o seu Pix em qualquer valor.
- 1:04:48Aí pra café comdangio@gmail.com a gente conta com você.
- 1:04:52Se você tem uma marca 11 empresa e quer ter um dia da semana no
- 1:04:55café com dângio, você pode financiar o episódio semanal
- 1:04:58aqui e fazer a Alegria da massa rpgista consulta a gente aí em
- 1:05:01café comdangio@gmail.com que a gente tem uma proposta especial
- 1:05:05para você. Pode também consultar a gente aí
- 1:05:07sobre parcerias e anúncios. A gente trabalha com marca de
- 1:05:10RPG, mas também com outros ramos aí, como vestuário, cafés,
- 1:05:16jogos, tecnologia, mídia, educação e etcetera.
- 1:05:20Se você é um produto de conteúdo, game designer
- 1:05:23independente, acadêmico ou funk, quer participar do projeto de
- 1:05:25alguma forma colaborar, manda um e-mail para gente que a gente
- 1:05:28troca uma ideia, beleza? No mais, agradecer a galera que
- 1:05:31torna possível essa aventura, os nossos assinantes.
- 1:05:34Então, obrigado ao pessoal que apoia com nível um incentivo,
- 1:05:37incluindo aí o Lúcio Pimentel. Um abraço, cara.
- 1:05:40Valeu demais ao pessoal do nível de apoio, comunidade, incluindo
- 1:05:43aí o Bruno da Silva Assis, o Chico Siqueira e o Luiz
- 1:05:45Guilherme. Um salvo especial para os
- 1:05:47assinantes do nível RPG do Jô, dentre eles o Matheus coleto
- 1:05:51Vieira da Silva, o Caio Palma Fernandes, o Glauber catarino
- 1:05:54rocha, o Gabriel Gomes e yunger lambreras e o Cássio de Miguel
- 1:05:59Paiva. E um abraço aos membros do
- 1:06:02treinamento how fentes, eles são Clayton de não Haidar, o
- 1:06:05Leonardo gasparuto Menin, o Marcos Gonçalves e o Vinícius
- 1:06:09Lourenço. Imenso agradecimento também aos
- 1:06:11membros do café com balbi. É, no caso, o meu grande amigo
- 1:06:15Thiago Augusto. Muito obrigado pelo apoio
- 1:06:18galera. Um abraço e até a próxima.