Latest / Café com Dungeon / Regras Representam #0076
Transcript
- 0:00Às vezes a gente tem aquela pilha errada de botar um filme
- 0:03que vai deixar a gente pra baixo em diz que a gente não tá muito
- 0:07bem já. Olha, eu resolvi, em determinado
- 0:10momento, ver o filme irreversível, do Gaspar Noé.
- 0:14É mais ou menos como você ouvir aquela música depret quando você
- 0:18você não tá muito legal, sabe? Foi o que aconteceu comigo.
- 0:22Eu acho que vale a pena a gente ver filmes que deixam a gente
- 0:25mal, mas a gente tem até legal pra ver isso, não, a gente não
- 0:28aguenta, né? Ou.
- 0:29Abraçar a fossa, mesmo conscientemente, e vir um que
- 0:31vai dar perigoso, mas vale a pena, o irreversível.
- 0:36Eu fiquei mal da cabeça ali, desgraçado, uns 3 dias pelo
- 0:40menos, mas foi uma experiência incrível, apesar dele começar o
- 0:44filme já quebrando a tua cara, né?
- 0:47Ele já começa ali com uma câmera solta aleatória, usando ângulos
- 0:52estranhos na fotografia. Às vezes parece que é de
- 0:56propósito pra te irritar. E você vai percebendo que é
- 0:59mesmo parece que o diretor, ele começa a quebrar toda essa
- 1:04estrutura intencional de composição que a gente vê no
- 1:06cinema, né? De botar a câmera em
- 1:08determinados ângulos, em dividir a tela, né?
- 1:11De um jeito que a gente identifique facilmente o
- 1:13ambiente ou entenda, né? Os personagens e tudo mais.
- 1:17Ele quebra isso. Ele até usa a rotação da câmera
- 1:21num sentido estranho, ele vai meio que girando com a câmera.
- 1:25Isso tudo vai deixando você num mal estar gigantesco desde o
- 1:28início do filme. Pra piorar, ele começa a usar
- 1:32umas frequências de som ali quase subliminares, que vão
- 1:35dando um desconforto gigantesco. Pra piorar, ele ele tem cenas
- 1:40ali muito escuras ou com com paletas de cores meio
- 1:43avermelhadas, uma coisa que passa uma tensão e uma deprê bem
- 1:47forte assim, eventualmente, até ele ele traz algumas cenas
- 1:51vívidas de com cores naturais, assim, da da natureza mesmo.
- 1:55Mas é tudo muito bem construído pra te causar desconforto onde
- 2:00ele acha que tem que ter. A intencionalidade dele é muito
- 2:03forte. E essa câmera que causa
- 2:07confusão? Ela te tira referência, ela te
- 2:10tira o tempo de entendimento do que tá acontecendo na ficção.
- 2:15Ele só te dá a oportunidade de entender melhor o que tá
- 2:19acontecendo botando a câmera fixa.
- 2:22Quando acontecem 2 cenas muito violentas no filme, ali o ângulo
- 2:27coloca a gente em contato com o alvo da violência e o agressor
- 2:34agride a gente também na cena. Isso acontece numa cena de um
- 2:40abuso sexual do filme seríssimo. E acontece também numa cena de
- 2:45assassinato, com um extintor de incêndio, que também é
- 2:48fortíssima. Cena deixa você.
- 2:51Desgraçado. E ele é inclemente, o que ele te
- 2:53mostra cada detalhe. E aí o filme começa tenso, né?
- 3:01Sem sem uma câmera que tem uma direção, parece que ela tá
- 3:04solta, ela vai deixando você desnorteado.
- 3:07Conforme você começa o filme, você começa, não consegue se
- 3:09apegar a nada ali e você vai percebendo aos poucos que o
- 3:13filme tá sendo contado em reverso.
- 3:15A ordem das cenas é de trás pra frente.
- 3:18Então você aos poucos vai vai percebendo isso, né?
- 3:21EE, você passa da metade do filme ali, meio que já sabendo
- 3:25que o que vem pela frente na narrativa, né?
- 3:30Vai ser duro, né? Então ele vai terminando cada
- 3:33vez menos tenso no jeito de filmar, na direção de arte da
- 3:38coisa. Mas apesar dele ser menos
- 3:42incômodo e menos louco, você meio que sabe o que vem pela
- 3:45frente. Ele já fez o seu estrago.
- 3:48Ele já te desgraçou. Eu demorei para me recuperar.
- 3:52O filme de fato é irreversível. E o que é isso que tem a ver com
- 3:56ORPGA forma do Gaspar Noé? É gravar o filme.
- 4:00Ele ele tirou de você a possibilidade de engajar com a
- 4:05ficção em em outros momentos. E a gente pode falar no episódio
- 4:0823 da primeira temporada aqui sobre esse fenômeno de regras no
- 4:12jogo que elidem a ficção, ou seja, regras que o que
- 4:15obscurecem ou que. É, tiram a gente da ficção, né?
- 4:20Elas deixam a ficção de escanteio?
- 4:23É. E a gente analisou bastante esse
- 4:26fenômeno, né? E a gente vem entendendo que o
- 4:30filme, de forma geral, ele faz isso também, né?
- 4:33Ele aliena a gente da ficção em muitos momentos.
- 4:36A gente fica assim, sem sem ter onde se pegar pra entender o que
- 4:40tá acontecendo, principalmente no início ali, que leva até as 2
- 4:43cenas mais cruéis que o filme vai trazer pra gente.
- 4:49Por outro lado, quando a gente quando a gente engata no jogo de
- 4:52uma forma mais concreta, a gente se permite trabalhar a ficção
- 4:56com mais detalhes, com mais um segundo a segundo, né?
- 5:00Esse zoom que a gente dá vai dando cada vez mais detalhes.
- 5:04A gente vai mergulhando cada vez mais profundamente nessa ficção.
- 5:07E a gente vai concretizando ela na nossa cabeça, né?
- 5:11É, isso acontece no filme somente quando a gente vai
- 5:15perceber essas cenas de violência.
- 5:16Muito cruéis, né? E aí esses detalhes começam a
- 5:20ficar inclemente no jogo. A gente também tem que ter
- 5:23consciência, assim como Gaspar não é teve do que lidir, né?
- 5:28Então, quando a gente fala aí que as regras elidem, ocultam
- 5:31suprimem, né? E a gente pode entender que é
- 5:36como se a gente tivesse jogando um jogo que traz ali a perícia
- 5:40de Dungeon mirim, entender que quando a gente usar essa
- 5:43perícia, quer dizer que o nosso personagem.
- 5:45Foi numa dangeon e voltou e ou não, né?
- 5:49Se ele se ele for malsucedido, ele pode não ter voltado da
- 5:53dangeon. Se ele teve de repente um
- 5:55sucesso gradual ali baixo, ele voltou com poucas coisas ou sem
- 5:59recursos. Se ele voltou com muito sucesso,
- 6:01ele voltou com muito Tesouro. E a gente escolheu nesse momento
- 6:05aplicar uma regra que elide a ficção da dangeon em si.
- 6:10Por outro lado, se a gente quer um jogo que aborde essa danjo, a
- 6:13gente vai explorar corredor, a corredor a gente vai explorar
- 6:17ali, sala por sala, porque é isso e faz sentido para o jogo.
- 6:21Assim como no filme do Gaspar Noé, o que ele quis mostrar para
- 6:25você, onde ele quis que você engajasse com a ficção, fosse
- 6:27naquelas cenas absolutamente cruéis, em que ele te mostra
- 6:30cada detalhe sem refresco, de forma inclemente?
- 6:34Quando ele te dá um ar, você já tá meio traumatizado.
- 6:38Então ele só não elide. Quando Ele Quer massacrar você,
- 6:42essa é a proposta do filme dele, pô, qual a proposta do seu jogo,
- 6:45né? Algumas regras ajudam o game
- 6:48designer ou a mesa a fazer a curadoria da experiência no
- 6:52grupo ali, né? É, e a gente falou isso, essa
- 6:56expressão curadoria da mesa foi a que o Gui utilizou, o Gui of
- 6:59dela, e ela descreve muito bem o que acontece, né?
- 7:02A gente pode tentar entender quando eridir e quando não
- 7:06eridir. Deixando para as interações mais
- 7:08detalhadas, né? Mais próximas desse mergulho na
- 7:11ficção, quando o jogo ou grupo entenderem que, Ah, isso aqui a
- 7:17gente quer experimentar no zoom cada segundo, né?
- 7:21Sala, sala, corredor, a corredor.
- 7:24E falando assim, parece que a eles vão sempre vai alienar a
- 7:27gente, né? E que eridir é negativo
- 7:31necessariamente. A primeira vez que eu arranhei
- 7:33esse assunto foi o episódio 499 da primeira temporada do café
- 7:36com dângel, episódio da Taverna platônica chamada alienação.
- 7:41Eu mesmo, eu acho que dei entender isso, principalmente
- 7:43sabendo que eu tava experimentando nesse momento com
- 7:47regras de não elisão, né? Regras que tentassem elidir o
- 7:51mínimo possível, né? Como por exemplo, as regras que
- 7:53eu tava fazendo, que eu tava usando lá de não abolir, né?
- 7:57Quer dizer, de abolir os testes de atributo ou de perícia.
- 8:02Né? Em troca de um faz de conta mais
- 8:06pormenorizado, mais no zoom, mais na ficção concreta, né?
- 8:10De forma que, se o grupo de repente quer passar pela dângeo,
- 8:13eu tentava fazer com que cada interação dessa dângeo fosse
- 8:16significativa dentro da ficção, sem que rolagens pulassem essa
- 8:21interação. E no irreversível.
- 8:24No filme do Gaspar Noé, eu não recomendo ninguém assistir sem
- 8:27estar muito bem de cabeça, né? A gente vê um diretor muito
- 8:30competente usando a sua mídia, o cinema, com muita consciência,
- 8:34com muita intencionalidade, né? Ilidindo eventualmente a ficção,
- 8:38mas, por outro lado, construindo, né?
- 8:41De maneira muito forte, a experiência cinematográfica que
- 8:44ele queria que a gente tivesse. A ilusão.
- 8:47Ela pode ser ruim, mas pode não ser também quando a gente tiver
- 8:52uma experiência lúdica interessante.
- 8:55E a gente viu isso no episódio das regras e lidem, né?
- 8:59A gente comentou sobre isso, sobre essa curadoria, o que que
- 9:02seria uma boa curadoria? Mas entender o que iridi é pode
- 9:07ser bom, né? No fim das contas, agora a
- 9:09pergunta é, e quando será que essa elisão, essa ocultação da
- 9:14ficção, não pode acontecer sem que a gente se aliene do jogo?
- 9:20Vamos investigar um pouquinho isso no episódio de hoje.
- 9:28Eu adoro damone, adoro damone. Bom dia, amigos do café com
- 9:40danjo. Estamos aqui para mais um
- 9:41episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito
- 9:45RPG. Meu nome é Rafael balbi.
- 9:47Hoje o meu café ovelha negra acabou.
- 9:50Enquanto não chega outro, eu estou no energizado aqui com.
- 9:53Um sorriso de orelha, orelha, gravando como se não houvesse
- 9:57amanhã para representar legal a empolgação e a qualidade de
- 10:00vida. Café ovelha negra me proporciona
- 10:03nessas manhãs com muito RPG, então eu já estou aqui pedindo
- 10:07mais né? Inclusive, peça o seu também lá
- 10:10em ovelha ponto café na internet e usa o cupom CCD cupom tudo
- 10:15minúsculas né CCD procupom para os ouvintes.
- 10:18Você consegue um desconto para ficar ainda mais gostoso esse
- 10:21café se você quiser. Mais desconto ainda, você pode
- 10:25se tornar um assinante do café com dângio que você vai ter
- 10:27cupons progressivos de acordo com seu com seu com seu nível de
- 10:31apoio. Então quanto mais você apoiar,
- 10:33mais desconto você vai ter. Fora isso, você participa de
- 10:35sorteio dos nossos parceiros, recebe o conteúdo extra,
- 10:38participa de um grupo de Telegram muito legal e ajuda a
- 10:41gente a voltar a ter 5 dias na semana de café com dânjo.
- 10:44Já pensou? Então vamos lá, é consuma ovelha
- 10:48negra aí. E apoia a gente lá, não apoia se
- 10:51né, apoia ponto s barra, café com dângel, vamos pro episódio,
- 10:55mas antes vamos passar na leitura de enquete, como sempre,
- 10:58né? O último episódio aí sobre
- 11:01indies do RPG contra dungeons and Dragons, né, que a gente já
- 11:05analisou o mercado um pouco, EEO game design nisso tudo, né?
- 11:09O game design independente nisso tudo e o nicho principalmente.
- 11:12E eu perguntei no fim do episódio, você ama o de RDEDE
- 11:1670,4% da galera disse que sim. Que odeia, que que ama odiar
- 11:21DED, né? Isso é, eu acho que é um
- 11:22fenômeno interessante, né galera engajada com RPG, que ouve com a
- 11:25fé, mas é muito comum mesmo, né? Nos papos você vê que a galera é
- 11:30não somente um ódio por DED, mas um amor por odiar, né?
- 11:34É interessante, eu, particularmente eu, eu não tenho
- 11:37esse ódio por DED não, apesar de eu achar que bom é, não é tanto
- 11:41a experiência que eu busco hoje em dia, a galera comentou aqui
- 11:44também o André Freitas falou que é importante que existam
- 11:47sistemas de nicho. Só não acredita que as pessoas
- 11:50deveriam torcer pra RPG se manter como um hobby de nicho,
- 11:53quanto mais gente jogando, melhor pra todo mundo.
- 11:56É André assim, principalmente para as empresas que querem
- 11:59vender RPG, né? Melhor pra eles, pra mim legal,
- 12:03eu também sou produtor de conteúdo, pra mim quanto mais
- 12:05gente jogando RPG também é melhor.
- 12:07Mas assim, sinceramente, me parece que ORPG como um hobby de
- 12:12nicho vai deixar de ser nicho que precisa mudar.
- 12:14Será que essa mudança todo mundo quer?
- 12:16Eu não sei, eu acho que possivelmente os caminhos de
- 12:21pasteurização e as coisas tomam para se massificar não costumam
- 12:25me agradar em muitos ramos e outros sim, mas DID parece que
- 12:29não é o caso, né? Isso aí eu vejo muito com DID,
- 12:32interdição, do jeito que a gente vai vendo as coisas acontecerem
- 12:35aí, né? É um jogo que cada vez é, eu
- 12:37tenho menos interesse assim, ainda que eu acho interessante,
- 12:40não me negue a jogar nem nada, né?
- 12:42Eu acho que no nicho a gente acaba normalmente buscando as
- 12:45experiências. É mais específicas ou, sei lá,
- 12:50pelo menos é experiências diferentes ali do que o deyde,
- 12:53que vem massificando bastante as suas, as suas ideias de jogo,
- 12:56né? É, mas valeu o comentário aí.
- 12:59Muito interessante. É também teve aí uma mensagem do
- 13:04do warlord Thiago, é, ele falou que o objetivo da rádio é
- 13:08transformar o deyder em um em uma propriedade intelectual
- 13:12reconhecida na cabeça do público, como a Disney faz com
- 13:14seus personagens. Não existem quadrinhos de Mickey
- 13:18há décadas, mas mesmo assim, em qualquer lugar vem de mochilas,
- 13:21cadernos, canecas e camisetas, e a silhueta é reconhecida em
- 13:24qualquer lugar. A rasbra é conhecida por fazer
- 13:27isso, ou seja, com Transformers jjo uma little poney EDED é
- 13:30somente a próxima da lista. É bem isso aí, cara.
- 13:33O teor do episódio foi bem esse mesmo, ainda que eu acho que
- 13:36talvez não seja tão interessante pros negócios você deixar de
- 13:38fazer o RPG, né? Como o Mickey não aparecer em em
- 13:42desenho, por exemplo. Acho que talvez seja
- 13:44interessante você não abrir mão, né?
- 13:46De ser essa gilete dos RPG, já que você tem a marca que é
- 13:50praticamente sinônimo de RPG. Não tem porque você deixar de
- 13:53produzir RPG, mas fica essa coisa quase como uma.
- 13:56É um espaço ali que você vai mantendo, com o mínimo de
- 13:59investimento possível pra esse nicho que ama.
- 14:02Odiava ODEDO, Fernando Parreira falou, ame DED, odeie o
- 14:08capitalismo é, eu tô muito nessa pegada aí, Fernando, bem isso
- 14:11aí. OJP backner falou, cara, esse
- 14:14episódio veio na hora certa, eu tava pensando nisso, esse, esses
- 14:16dias, pô, interessante. Então toda vez de ter vindo,
- 14:19vindo na hora errada, devia ter vindo antes de você pensar,
- 14:23valeu? Lucas cabreira falou, na
- 14:25adolescência joguei do ID 3.5 até 2004, me afastei
- 14:29completamente do Rob, só me reaproximei em 2022, graças a
- 14:32vaga lembrança de forgotten realms.
- 14:34Voltei então a jogar a quinta edição e, aprofundando a
- 14:37experiência, descobri que queria um jogo menos crunch, mais
- 14:39mortal, com mais agência, então. Conheci o café com dângelo AUSR
- 14:44todo esse novo universo, mas não fosse pelo deats the urden em
- 14:472002, estaria talvez imune à picada do mosquito all fantasy
- 14:51em 2024. É cara, é RPG, né?
- 14:55Eu acho que você descreveu bem aí o colateral que eu chamei,
- 14:58né? Do de como DID acaba trazendo
- 15:02gente pro hobby, né? Fora ODID pelo pelo colateral,
- 15:06por gente que quer se aprofundar na experiência, acaba buscando.
- 15:09É outras possibilidades de jogo, ainda que não seja todo mundo,
- 15:12obviamente uma é uma parte vai fazer isso, mesmo que seja uma
- 15:16parte pequena e a gente no nicho acaba se conhecendo.
- 15:20É isso aí, valeu demais, ô Lucas, o grande hacker Rafael
- 15:25Carneiro Vasques, falou balbi. Alguns comentários, um capítulo
- 15:28da minha dissertação de mestrado eu analiso ORPG entre o
- 15:30romantismo anticapitalista e a indústria cultural, se eu fosse
- 15:35arriscar o que a rasbro quer com DED, suprimir a necessidade de
- 15:39leitura. O produto que é consumido de
- 15:41forma mais lenta, o que possibilitaria um consumo mais
- 15:43célere ou total. Raca eu concordo plenamente
- 15:46contigo, até citei no episódio esse episódio da semana passada,
- 15:51um outro episódio que eu fiz na primeira temporada, que é o de
- 15:54confluência digital, que é bem sobre isso aí que você, que você
- 15:57trouxe cara, que é essa ideia de que a gente tem que tirar cada
- 16:01vez mais problemas pra entrada, né?
- 16:04Do no jogo. E o livro, né?
- 16:07Você ter que ler manuais, principalmente manuais de muitas
- 16:09páginas, né? Às vezes mais de um manual é uma
- 16:12porta de é uma, é uma, é uma curva, né?
- 16:15É muito mais acentuada pra entrar, né?
- 16:18O jogador, ele tem que passar pro por um desafio maior, por
- 16:21assim dizer, principalmente nos dias de hoje, em que a galera
- 16:23tem problemas com leitura, né? Então acaba que já era assim,
- 16:27né? As pessoas veem muito pela por
- 16:30alguém ensinando em vez de ler o livro.
- 16:33Mas de qualquer forma, isso aí é até até na análise que eu trouxe
- 16:36aí, no que eu linquei, né? No episódio uma análise de
- 16:38mercado, eles reconhecem que isso aí é um problema, então
- 16:40certamente isso aí é uma é um sonho molhado da rádio pro que é
- 16:45tirar, né? Oo livro, né como 11 necessidade
- 16:49pra jogar, valeu ó o Rafael o sossigue aí eu não entendo muito
- 16:53sobre nicho de RPG, mas com base no que eu entendi do episódio,
- 16:56se eu fosse traçar um paralelo com o universo do rock.
- 16:58Eu arriscaria dizer que vivemos do total colapso do grunge, a
- 17:01ascensão das boy bands, os selos indie perdidos atrás do novo
- 17:05cool bem e a velha guarda pregando que rock é i de Harley
- 17:09Davidson No No hard rock café com uma camiseta da última turnê
- 17:12dos dos Stones. Vai levar uns 20 anos para
- 17:16começar a perguntar o que eram aqueles covers do unplus do
- 17:19Nirvana? É cara total.
- 17:22Assim é o próprio grunge, né? Já era uma coisa bem formatada
- 17:26do mercado assim. Então é verdade, eu acho que
- 17:29desde os Beatles mesmo, né, a gente vê que é a música Oo rock,
- 17:33né, que nasce negro, inclusive a partir do blues, ele é
- 17:36retrabalhado ali, né? Por o Beatles, é uma boy banz,
- 17:39né? Então o grunge já, já, já
- 17:41aparece no mercado domado, né? É, mas pô, belíssima analogia aí
- 17:45com as bandas de rock, muito interessante, cara, é isso, né?
- 17:48O pasteurização é uma coisa que acontece demais No No, no meio
- 17:52da música, né, o Marcelo. Victor Nigri, trouxe aí que é
- 17:57engraçado, eu comecei no gulps como primeira experiência de
- 17:59RPGE, depois tive algumas experiências de DED.
- 18:02É bizarra falta de agência que o jogo dá para os jogadores PCSE,
- 18:05mestre, cara, eu não sei se ODED, tira a agência, não, cara.
- 18:09Eu acho que ele estimula O Mestre a tirar a agência em
- 18:12muitos pontos, principalmente pelo desenho ruim que faz do
- 18:15mestre. Mas esse problema eu acho que o
- 18:17gulps também tem esse desenho do mestre, um pouco do GM, né?
- 18:21Um pouco equivocado às vezes. Então, acho que não sei.
- 18:24Eu acho que a agência, né, não é exatamente Oo problema, a origem
- 18:29do problema, né, eu acho que é é um sintoma de vários, de vários
- 18:33outros problemas ali e que não é exatamente 11 proposta de quebra
- 18:37de agência, né? Mas é mais uma proposta de
- 18:39desenho, né, desse, desse papel, desse mestre aí, dos dos
- 18:43jogadores. Mas é isso aí, cara, eu entendo
- 18:46o que você fala. Valeu o Lucas l fala como
- 18:49consumidor, não como criador. Talvez ele talvez seja bom
- 18:52desconsiderar a mensagem dele, que é isso, cara.
- 18:54Jamais. Ele diz que concorda com os
- 18:56pontos e discordou da postura diante deles.
- 18:59Ele não consegue se convencer de que DED como porta de entrada é
- 19:02uma coisa boa. Não É o Fim do mundo, longe
- 19:04disso, mas que 1000 outras coisas serviriam melhor nessa
- 19:08função. A IP vai furar a bolha, mas
- 19:12ainda Oo RPG de mesa não vai? E sinto que a culpa do sistema
- 19:16que não sabe e quer ser uma porta de entrada para normes a
- 19:20mão que dá é a mão que tira. Episódio 1010 cara assim, é
- 19:26doido falar isso assim, mas a gente tem um DID que talvez
- 19:31entregue uma experiência bem pasteurizada seja justamente o
- 19:35impulso que as que algumas pessoas vão precisar quando
- 19:37quiserem se aprofundar para sair do DID.
- 19:40Já pensou nisso? Então talvez assim é, ele não
- 19:43seja uma porta de entrada, porque ele não se propõe, né?
- 19:47E acho que dificilmente teria, porque um produto como ODID ser
- 19:51uma porta de entrada pro RPG, ele é uma porta de entrada pro
- 19:53consumo das suas ips, das suas propriedades intelectuais, mas
- 19:58esse colateral ele não tem porque fomentar.
- 20:01Então, tipo, se ele for pasteurizado mesmo, é natural,
- 20:04né? Que quando a pessoa queira se
- 20:06aprofundar, ele não tem nada no DID que vai ajudar ele a se
- 20:09aprofundar muito. Então ele acaba saindo e
- 20:11buscando outras coisas, concorda?
- 20:13Não sei, me parece que fazer sentido, mas obrigado aí pelo
- 20:16comentário. Lucas da abração cara, o Ricardo
- 20:18Santos falou que concorda e na concepção dele, ODID vai morrer
- 20:22como RPGE virar a marca, acho que vai ser um lugar comum, a
- 20:25rasga patrocinar um evento de RPG para vender o seu b hooder
- 20:28de pelúcia, enquanto o que vai ser jogado no evento vai ser um
- 20:30DID genérico, tipo vou jogar DID no jovem nerd, o gano RPG, et
- 20:35cetera. É cara assim, eu acho, eu acho
- 20:37que. Possivelmente vai diminuir muito
- 20:39o investimento da rasbro no DID, né?
- 20:42Ele enquanto RPG mesmo vai ser cada vez menos significante, né?
- 20:47Cada vez menos vulto. Assim vai ser mais uma
- 20:51experiência ali. Mas eu acho que não tem muito
- 20:53porque ela perder esse status, né?
- 20:54ODID é a gilete do RPG, como eu falei há pouco tempo agora, e
- 20:59sei lá, seria meio que perder 111, sei lá, 11 status, né?
- 21:05Você deixar de lado uma coisa que, sei lá, com pouco
- 21:08investimento, você mantém, né? Você vai manter gente chegando
- 21:11pelo RPG. Ainda assim, por curiosidade, é
- 21:13um engajamento com marca, vai ter streamer fazendo, sabe?
- 21:17Eu acho que de repente não, não tem porque abrir mão, mas o
- 21:20caminho é esse que você falou, concordo.
- 21:23O Pedro Ferreira falou que ele adora criar jogos, a maioria
- 21:26deles nunca saiu de um micro grupo de play, testes no máximo
- 21:298 pessoas depois, depois que percebeu o mercado dando espaço
- 21:33para os jogos. Índios.
- 21:34Estou no caminho de lançar algo para contribuir com a
- 21:36comunidade. De certa forma, é muito bom
- 21:38entender que não competimos com ODID diretamente isso.
- 21:41Tive uma Carga Pesada de cobrança.
- 21:43Não precisa ser algo tão grandioso, o jogo precisa ser só
- 21:46interessante, nem que seja para 5 pessoas.
- 21:48Pô, exatamente, cara, esse é o espírito.
- 21:50Pedro, eu acho que a gente está dialogando com comunidades
- 21:53pequenas, né, com nicho. Se a gente tira esse peso do DID
- 21:56das costas, a gente entende que a gente não precisa.
- 21:59Fazer um produto mercado, competir.
- 22:01A gente pode fazer um produto para nossa comunidade, um
- 22:04produto não sentido comercial às vezes, né?
- 22:06Mas também se quiser algo comercial, mas com outra
- 22:09comunicação, outra forma de produzir e tudo mais, é isso aí,
- 22:13valeu? O Cabral falou que sim, ele ama
- 22:15o asterix ou berix, eu também, cara, valeu é nós, pessoal,
- 22:20vamos lá, vamos para o episódio. Ih.
- 22:29Juvenal, e essa cabeça de elfo petrificada aí, Hein?
- 22:33Que beleza, gente, porra, parece aí.
- 22:36É um negócio realista mesmo. Quem esculpiu isso aí mandou
- 22:39muito bem, né? Meu Deus do céu, dá pra ver
- 22:42agonia nos olhos do elfo, é? Rapaz, não sei não, Hein?
- 22:47Acho que isso não foi. Esculpido não sabe quem trouxe,
- 22:51quem trouxe pra capa? Taverna essa cabeça foi aquele
- 22:55maluco lá, o doutor panarev. Aquele cara que saía pros ermos
- 23:01pra incursionar e nunca voltava com os companheiros, mas voltava
- 23:04sempre com o Tesouro. Sabe aquele papo?
- 23:07Então esse cara voltou a ativa, só que dessa vez ele foi e
- 23:11voltou com os amigos. Doideira, né?
- 23:13E voltou com essa cabeça. Aí ele foi atrás de um tal de
- 23:17lagarto basáltico, pelo que eu fiquei sabendo.
- 23:20Eu acho que não é uma escultura. Não acho que isso aí é 11 elfo
- 23:23petrificado, cabeça de um elfo petrificado, né?
- 23:27Essa só restou a cabeça mesmo. Mas enfim, ele falou que eles
- 23:32bordearam ali o Monte quibe, entraram na floresta, na encosta
- 23:37do Monte quibe mesmo, na parte dos fundos, ali do da Montanha.
- 23:41E ali ele falou, que cara, que eles viram umas luzes
- 23:45misteriosas matraqueantes ali e que eram características mágicas
- 23:50daquela região ali, que talvez isso me indica a presença de
- 23:54elfos. Elfos selvagens ali, alguma
- 23:57coisa assim. Uma região mionírica não é elfo
- 24:00comum, desses que você vê por aqui, não uma espécie diferente
- 24:05de elfo. Eles também encontraram a
- 24:08caverna com umas estátuas, parece que é lá que mora o tal
- 24:11do lagarto basáltico. A luz que reflete na poça tem na
- 24:16frente da caverna parece refletir nessas estátuas e dar a
- 24:20impressão que elas estão se movendo.
- 24:23Vai chegar lá. Eles marcaram dessa desse pedaço
- 24:27aí da caverna. Eles marcaram tanto Na Na rocha
- 24:32quanto na vegetação, com barbantes o caminho para
- 24:36facilitar para quem chega lá. E parece que as cores dos dos
- 24:38barbantes é bem coloridas. Assim, para poder atrair atenção
- 24:42dos olhos, eles fizeram umas setas também.
- 24:45E o caminho parece que é é esse aí pegando ali a encosta do
- 24:49quibe. De repente, mergulhando na mata
- 24:52e subindo numas agulhas que tem ali mais para frente, parece que
- 24:57chega, chega nessa região aí vai contornando até encontrar um
- 25:01Rio. Quando chega nesse Rio, ele
- 25:03empossa ali nessa Cachoeira. Foi ali que eles acharam a
- 25:07cabeça petrificada do elfo. Dá para ver até os poros, né,
- 25:11cara? Doideira.
- 25:13Outra coisa que eles disseram que é para tomar cuidado ali,
- 25:15porque parece que uma porção mais para cá.
- 25:19Do Monte quibe, onde tem um desabamento de Pedra ali, um sei
- 25:23lá, um escoamento de Pedra. Ali parece que tem umas estacas
- 25:26fincadas, mostrando um caminho. Parece que de noite eles viram o
- 25:30pessoal fazendo uma movimentação ali.
- 25:32Deve ser na vale, então é bom ficar de olho.
- 25:37Esse e tantos outros são rumores vindos do jogo do mundo aberto
- 25:43de beergotem se você quiser explorar aventuras como essa.
- 25:48Pode entrar inteiramente de graça no nosso grupo.
- 25:51Siga o link lá no inscritivo do episódio e jogue Beer.
- 25:54Goden com a gente. Você já jogou o thankendl's
- 26:26thankendl. São 10 velas, né?
- 26:28Algo assim. É um jogo que você joga
- 26:29literalmente com 10 velas acesas em volta de uma mesa.
- 26:32Você pode fazer virtual também, mas acho que deve perder muito
- 26:36da graça, né? Dessa experiência sensorial que
- 26:39ele promove. É o episódio 346 do café com
- 26:42dângel, lá atrás, na primeira temporada, falou sobre o
- 26:45thankendl, se você quiser, depois vai ter o link do
- 26:47descritivo do episódio, mas eu vou descrever para você
- 26:49rapidamente, o thankendlus thankendlus é um jogo que
- 26:54acontece numa mesa com 10 velas, né?
- 26:56O mundo foi tomado pelo escuridão e a gente vai
- 26:59construindo os personagens e conforme constrói, vai acendendo
- 27:03as velas. Cada vela representa uma cena,
- 27:06cada vela acesa a gente tem um dado pra rolar num pool.
- 27:10Né? Num é num num conjunto ali de
- 27:12dados que a gente vai jogar em cada cena, em cada cada teste,
- 27:16cada vela que se apaga. O Mestre tem um dado pra rolar
- 27:20no pool dele, né? Então vamos dizer que se a gente
- 27:22tá num determinado momento do jogo em que só só tem 7 velas,
- 27:26os jogadores jogam 7 velas, O Mestre joga 3, né?
- 27:31Cada dado que você joga, o que o grupo joga pra um teste, 6 é
- 27:34sucesso e um é um problema, né? E significa que cada um que você
- 27:38tira. Num teste, é menos um dado na
- 27:42pilha do dado que você está na pilha de dados que você está
- 27:45usando naquela cena. Então vamos dizer que a gente
- 27:47começou uma cena em que jogadores estão jogando 7 dados,
- 27:50tá? É se o jogador num teste tira
- 27:53121, né? O resto das das interações, os
- 27:58testes da da mesma cena vão ser feitos.
- 28:01Em vez de 7 dados com 5 dados, tá?
- 28:05É O Mestre também joga os dados dele.
- 28:07E se ele tirar mais? 6 né, mais resultados. 6 do que
- 28:12o grupo, ele passa a ter o direito de narrar a cena, né?
- 28:16A interação ali e cada cena que se encerra, uma vela se apaga,
- 28:22né? E quando que uma cena se
- 28:25encerra, a cena se encerra e a vela se apaga.
- 28:28Consequentemente, quando alguém tenta fazer alguma coisa, faz o
- 28:32teste e não há sucessos, ou seja, não há nenhum 6, né?
- 28:36E aí O Mestre narra o que acontece e encerra a cena em
- 28:41rolagens que O Mestre assume o controle, ou seja, em que O
- 28:44Mestre tira mais 6 do que o grupo.
- 28:46Os jogadores podem reassumir a narrativa, né?
- 28:50Dessa cena. Mas aí, em troca disso, eles têm
- 28:53que apagar uma cena, uma vela, né?
- 28:55E aí você parte por outra cena. Ou seja, o grupo toma o controle
- 28:59narrativo, mas encerra a cena ali.
- 29:01E aí, menos uma vela. Com isso, a escuridão.
- 29:06Vai tomando conta inexoravelmente
- 29:08irreversivelmente dentro daquele jogo.
- 29:12E aí vamos fazer uma análise agora da ilusão e da
- 29:16representação. Bora em termos de dinâmica de
- 29:21jogo, né? Ou seja, do que acontece no jogo
- 29:23ali, das ações que as pessoas tomam e de como elas se sucedem,
- 29:27né? Quanto mais vela a gente tem,
- 29:30mais dado a gente tem na pilha inicial de cada cena.
- 29:34É na pilha que os jogadores vão utilizar em seus testes.
- 29:37Quanto mais dados a gente tem, mais chances de sucesso.
- 29:40Quanto mais chances de sucesso, mais a gente admite correr
- 29:44riscos. Só que quanto mais a gente
- 29:47admite os riscos, né? É maior chance que a gente
- 29:51assume de perder alguns dados dentro da pilha da cena.
- 29:56E quanto menos dados na pilha, maior a chance da cena acabar.
- 30:00Quanto mais cenas acabarem, menos velas a gente tem no
- 30:03início da cena seguinte. E quanto menos velas, menos
- 30:06dados. E quanto menos dados, menos
- 30:07chances de sucesso, né? Quanto menor a chance de
- 30:09sucesso, menos a gente arrisca. Quanto menos a gente arrisca,
- 30:13menor a chance de sobreviver. Quanto menor a chance de
- 30:15sobreviver, mais angústia e tensão.
- 30:18Quanto mais angústia e tensão, menos luz no jogo essas
- 30:23mecânicas é se somam a mecânicas associadas ali, como por
- 30:27exemplo. O hope, né?
- 30:29São pontos de Esperança que você tem.
- 30:31É durante o jogo que você pode gastar pra rerolar um dado e aí
- 30:35você tira sucesso em 5 ou 6 ou né?
- 30:38Quando você tem ali os jogadores, os personagens, os
- 30:41jogadores, eles têm traces, né, que são características, essas
- 30:44características, elas têm uma pilha de cartas e é a carta que
- 30:47tiver virada pra cima, é a característica que pode ser
- 30:49usada naquela cena. Cada jogador pode usar uma de
- 30:52suas características na cena e aí você queima, né, essa
- 30:55característica Na Na vela. E cada vez que você queima uma
- 30:59característica dessa, ela tem que entrar na narrativa, né?
- 31:03E você pode rerolar. É os zoom que você tirou em
- 31:08determinado teste. Então, se você rolou um teste
- 31:10que tirou muitos zoom, você usa esse esse trade, né?
- 31:13Essa característica você queima, ela é insere ela na narrativa e
- 31:18você você rerola esses zooms que você tirou no texto do livro.
- 31:23Ele fala que ele dá um exemplo, né, de um jogador que fala
- 31:26assim, olha, eu tenho aqui o meu, o meu, minha característica
- 31:31ativa é o alcoólatra, né? E ela tá No No topo aqui da
- 31:35minha, da, da das minhas cartas com as características, eu posso
- 31:39usar ela é. Apesar de eu não saber como ser
- 31:43um alcoólatra, pode me me ajudar a encontrar recursos na cena.
- 31:48Eu gostaria de usar. Aí O Mestre fala, beleza.
- 31:52Desde que o seu, o seu, a sua característica seja a
- 31:55característica que esteja no topo das cartas, ela está ativa
- 31:59e você pode usar, né? Só mantém aí a consciência de
- 32:03que você precisa de você não precisa.
- 32:06É de fato que o que a característica ajude a você AAA
- 32:12superar o conflito da cena. Mas você precisa de alguma forma
- 32:16trazer, né? Essa característica pra narração
- 32:19que você for fazer. Né?
- 32:21E aí o jogador tem um controle narrativo ali da cena, né?
- 32:24É, e aí ele ele tem que ter isso em mente, que quando ele for
- 32:27narrar, ele tem que trazer, né? De alguma forma é esse
- 32:31alcoólatra, né, pro jogo, e aí o jogador que tinha tirado 3 uns,
- 32:36né? No teste dele, ele rerola os um,
- 32:38os uns dele, então um deles cai 5, outro deles cai 4, mas o
- 32:45terceiro dado dele cai um, isso quer dizer que beleza.
- 32:47A cena continua, ele teve sucesso.
- 32:49Mas o grupo todo perdeu um daquela pool ali, daquela
- 32:53daquela pilha de dados, né? Então agora é, se o grupo tinha,
- 32:57sei lá, 5 dados, estava jogando 5 dados, agora o grupo joga 4
- 33:01dados durante aquela cena, e aí O Mestre fala, bom, você você
- 33:07teve sucesso no conflito ali desde é porque você rolou, né?
- 33:11É pelo menos 16, né? Mais inclusive do que O Mestre
- 33:15rolou, então. Você vai ter inclusive o
- 33:18controle da narrativa ali. Os direitos narrativos são seus,
- 33:22é então se você está buscando por por suprimentos ali, né?
- 33:28Que possam te ajudar na sobrevivência, escreve aí o que
- 33:31você encontra. Mas lembra de que você tem que
- 33:34botar, né? Nessa descrição que você der Oo
- 33:38esse essa característica de alcoólatra, aí no exemplo, né?
- 33:41O jogadores só descreveu na narrativa que no meio dos
- 33:44recursos que ele estava encontrando ali.
- 33:46Né que iam ser bons pra sobrevivência?
- 33:49Tinha uma garrafa de uísque meio cheia ou meio vazia ali que OE
- 33:52que a boca do personagem chegou a aguar, beleza, tá resolvido.
- 33:56O como que esses recursos foram encontrados nem entrou em jogo.
- 34:00Percebeu essa interação em si, esse conflito em si e os seus
- 34:04detalhes, eles foram omitidos. Né?
- 34:08O jogador não precisa trazer o como, ele só diz que ele entrou
- 34:11ali no galpão e tal, foi percebendo.
- 34:13É mais uma representação que se faz daquele sucesso, né?
- 34:17E aí ele descreve o que ele encontrou e no meio daquilo ele
- 34:20encontrou algo que está gamificado, ele que está
- 34:23representado no jogo, que é a sua, a sua compulsão por álcool
- 34:27ali ou ex alcoólatra ou alguma coisa assim.
- 34:28E aí ele descreve a garrafa, ele estava ali no meio e trouxe para
- 34:32jogo isso, isso é uma cena. Enriquece a ficção e outros
- 34:35jogadores. Ou o próprio mestre vai poder
- 34:36trazer esse elemento pro jogo no futuro, né?
- 34:39Enriquecendo a história. Mas o fato é que é o jogador,
- 34:44né? Ele acaba focando a
- 34:45representação que ele fez a partir do sucesso da jogada, né?
- 34:49E dessa característica que ele queimou do seu personagem e as
- 34:53suas decisões, no fundo se mantiveram em torno, né?
- 34:56Da gestão da luz e da chance das velas apagarem, né?
- 35:01Representando a luta. Contra o que no fim se se
- 35:05aproxima inexoravelmente, que é a escuridão e que É o Fim da
- 35:08vida, né? Ainda sobrevivência.
- 35:11Então acaba que o jogo, né? É a parte jogável, né?
- 35:16As decisões, elas elas estão circunscritas ali, as decisões
- 35:20relativas AA luz mesmo, né? Ao recurso de luz de tá acabando
- 35:25a vela tá acabando, os dados, os meus recursos e tal.
- 35:27O jogador toma decisões assim e ele representa aquilo na
- 35:31narrativa, né? Então a gente tá vendo aí que no
- 35:37fundo a gente elide talvez o que não seja tão importante pro jogo
- 35:42naquele momento. E traz luz, né?
- 35:45A gente põe pra jogo o que importa, né?
- 35:48Como Gaspar Noé fez no filme dele, as cenas que retratam a
- 35:51ficção até os momentos de violência.
- 35:54Ele nem ele nem dá muita oportunidade pra gente engajar.
- 35:57Ele traz até uma experiência meio, meio perturbadora.
- 36:00Até ele dá. 2 socos na nossa cara, né?
- 36:05E bom, me parece que faz esse sentido que no jogo a gente
- 36:08possa também pensar dessa forma, né?
- 36:10Ainda que seja uma mídia diferente e nesse ponto vale a
- 36:13pena, vale a pena a gente entender que, por mais que o
- 36:17Gaspar Noé tenha lançado mão de recurso de câmera, é de jeito de
- 36:22descrever. A cena é sons perturbadores,
- 36:25ângulos perturbadores, rotações perturbadoras.
- 36:28No RPG, isso passa por caminhos de agência.
- 36:32Né? Porque se você tirar o caminho
- 36:33de agência pra pra impressionar os jogadores, aí você está na
- 36:37verdade partindo pra um antejogo, né?
- 36:39Pra um controle, é pra um controle estético que não passa
- 36:43pela mídia do do, do RPGE, pode até prejudicar ORPG enquanto
- 36:47jogo mesmo. Então é assim como Gaspar Noé
- 36:50faz dentro da mídia do cinema, a gente faz isso dentro da mídia
- 36:54do jogo, que é como tem pelos trabalho, é isso.
- 36:56Ele ainda traz canais de escolha pros jogadores.
- 36:59Né? E isso traz impulsos mecânicos
- 37:02que são reinterpretados na ficção.
- 37:05Então, nesse ponto, as regras acabam ajudando os jogadores a
- 37:08representarem, né? E as próprias regras representam
- 37:11o momento que se passa no jogo, né?
- 37:14Isso é muito curioso. Isso tem então, né, essa esse
- 37:18deságue estético do jogo, vamos analisar isso.
- 37:26Mais de 1000 episódios na primeira temporada, um podcast
- 37:32premiado por suas reflexões sobre o jogo, entrevistas e
- 37:35convidados em uma nova temporada com muito a oferecer a
- 37:40comunidade do RPG. Aventureiros?
- 37:47Numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer
- 37:51parte do grupo de Telegram, participar de sorteios e
- 37:55enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e
- 38:02pegue os dados. Apoia.se barra café com Dancing.
- 38:16Contamos com você. Bom para analisar isso.
- 38:32Eu vou começar trazendo aqui aquele modelo MDA que eu vivo
- 38:35citando aqui. Eu acho que nem sempre é tão
- 38:37apropriado para gente analisar RPG, que muitas vezes é jogos de
- 38:41forma geral principalmente, né? Então MDA traz esse modelo de
- 38:45mecânicas, dinâmicas e estéticas, né?
- 38:48O ar sendo estética que é o. A stérix, né?
- 38:52E essas estéticas são sentimentos, né, que a gente
- 38:56percebe a partir das interações do jogo, ou seja, a partir do
- 38:59espaço dinâmico do jogo, que é OD que tá no meio EOM, são as
- 39:03mecânicas. É o que promove, né?
- 39:05O que regula o que influencia esse espaço dinâmico, que no RPG
- 39:09vai muito além das mecânicas em si, né?
- 39:11Mas o fato é que as dinâmicas de jogo, né, que eu descrevi no
- 39:15thankedos ali que são. Justamente essa questão de
- 39:18quanto mais velho a gente tem, mais dado a gente tem na pilha,
- 39:21quanto mais dado a gente tem, mais chance de sucesso.
- 39:23Isso da dinâmica, né? Essas dinâmicas do Ten kendw,
- 39:27por exemplo, elas dizem respeito, né?
- 39:31A decisões de luz, em relação à luz em representação, a ao ao
- 39:37grupo lutando contra essa escuridão, né, que é inexorável,
- 39:41que é irreversível, né? EE isso leva o grupo A
- 39:46representar dentro da história ele que é.
- 39:48As mecânicas impulsionam representações.
- 39:51Elas constroem uma estética, um sentimento geral que é
- 39:55reinterpretado pelos jogadores desse mundo que vai se esvaindo
- 39:58junto com a luz. Entender que as estéticas que a
- 40:02gente consegue provocar com determinadas dinâmicas, né?
- 40:06É a gente nem sempre vai alcançar.
- 40:09Isso, né? Que essas dinâmicas tragam essas
- 40:12estéticas, mas é possível acertar com muita constância.
- 40:15E esse é o trabalho bastante do game designer, do game designer
- 40:18mesmo, de entender ali algumas dinâmicas de jogo que elas vão
- 40:23trazer. Estéticas que a gente associa
- 40:25com a ficção e com OA história que a gente está descrevendo ou
- 40:28com o jogo que a gente está jogando.
- 40:30Isso é um jogo de de ação, de aventura.
- 40:32É importante que essa estética traga esse sentimento, né?
- 40:35E que muitas vezes vai acontecer por associação, né?
- 40:39Se a gente tem uma associação de que a gente tá ficando cada vez
- 40:42mais tenso, a luz tá acabando e tudo mais, a gente vai sentindo
- 40:46esse caminho inexorável, né? É em rumo ao fim do mundo.
- 40:51Isso é muito interessante. Isso traz, essas, essas é esse
- 40:56momento em que a ficção AO os aspectos lúdicos do jogo, a
- 41:02ficção, tudo isso, né? E a e a narrativa, tudo isso vai
- 41:06vai conversando entre si. Pra trazer essas estéticas, né?
- 41:11É, isso acontece bastante no tempo, né?
- 41:15Essa intencionalidade aí que tá a arte do RPG, né?
- 41:19Como o tino gay fala, é, jogos são arte da de mexer com a
- 41:23agência, né, com caminhos de agência.
- 41:25EORPG também passa por isso, né? A intencionalidade tá em como a
- 41:28gente mexe com essas representações, né?
- 41:32Até porque quando a gente fala em engajar com a ficção, em
- 41:35primeiro lugar, de maneira mais concreta.
- 41:38Né, como a gente vê ali no nos OSR que de acordo com o fint,
- 41:42né? Quem joga de acordo com o pink
- 41:44Prime for Woods cool game ou quem joga de acordo com a Yale
- 41:46fantasy, né? A gente evita, né?
- 41:49Muitas vezes é que a regra abstraia, que é a regra elida,
- 41:54né? É a ficção, mas não deixa de ser
- 41:58uma representação que a gente faz.
- 42:01É do mundo imaginar de um repertório que a gente tá
- 42:04trazendo quando a gente trabalha a ficção.
- 42:06No grau concreto que a gente quer dentro do dentro do SR.
- 42:09Também é uma representação. A gente a gente nunca vai estar
- 42:12livre de representar, porque as regras, né?
- 42:15EEO jogo como um todo. Ele passa por momentos ali de
- 42:18abstração, né? Então, quando a gente engaja com
- 42:22a ficção, a gente só tá fazendo, a gente só tá trazendo a ficção
- 42:25de uma forma mais concreta do que a gente vai ver, por
- 42:28exemplo, no Ten kendles em muitos pontos, mas ainda assim
- 42:31haverá essa representação, esse sentimento e, principalmente,
- 42:34essa experiência estética. Né?
- 42:36É que deve passar por canais de agência.
- 42:39E aí nesse ponto a gente está flanando ali entre OSRSEOEO
- 42:44fantasy, que permitem menos controle mecânico da
- 42:48experiência, né? Passando pra um jogo, como tem
- 42:50kendos que tem, que que elabora um controle, é mecânico muito
- 42:55presente dessa experiência, ou seja, ele encapsula a
- 42:58experiência numa sequência. Mais clara, mais nítida num game
- 43:02loop, mais nítido, que traz ali relações lúdicas, mais fáceis de
- 43:06identificar e que funciona melhor no fim das contas, como
- 43:09produto. Até, por outro lado, ODIDOEO
- 43:12fantasy, por exemplo, ou ODID de acordo com o primer, né?
- 43:16É, eles promovem ali menos controle, né?
- 43:19Porque a ficção é do grupo. Engajar, por outro lado, permite
- 43:22que o grupo faça essa, essa. É essa curadoria da experiência
- 43:27da mesa de uma forma proprietária, né?
- 43:30A gente se sente dono, mas dono da experiência a gente não tá
- 43:33necessariamente, é reconstruindo a experiência que o game
- 43:35designer buscou, né? Isso de certa forma traz um
- 43:38engajamento diferente, que é muito importante também, né?
- 43:42E mas por outro lado, não faz com que esse essa experiência
- 43:45que a gente experimenta do game designer, né?
- 43:48É não seja seja menos RPG ou seja menos importante, na
- 43:52verdade a gente tá representando também.
- 43:54De outra forma, né? O problema tá quando a gente a
- 43:59gente propõe essas representações e elas não
- 44:01encaixam. Por quê?
- 44:03Porque aí a gente tá indo pra dissonâncias ludonarrativas, que
- 44:06de fato ocorrem muito nos RPGs, dado o tamanho é imenso da
- 44:12narrativa ou da ficção, eu prefiro falar e a gente pode
- 44:16analisar isso. Vamos lá.
- 44:19Bom, no episódio 659 do café com dângel.
- 44:23Né? Eu trabalhei aí com com essa
- 44:26ideia de dissolância, dissonância, ludonarrativa, que
- 44:28é um conceito de design de jogos muito presente no videogame, né?
- 44:33Mas que eu abordei junto com o guax.
- 44:34Aliás, um abraço guax, se você tiver ouvindo, saudade de você,
- 44:38é, a gente abordou essa questão de é de, às vezes, as regras.
- 44:42Elas não estão em consonância com a estética que o jogo quer
- 44:45passar, com a narrativa que o jogo quer passar ou com a
- 44:47ficção. É que ela está trabalhando
- 44:50dentro em questão de verossimilhança, né?
- 44:53É pra dar um exemplo disso. A gente pode trazer aí o cult ou
- 44:57os mais novos aí, como dizem que acontece no ordem paranormal,
- 45:01que eu não sei se realmente acontece, mas me parece que sim,
- 45:04que você tem um jogo de terror, ou de suspense ou de horror,
- 45:07alguma coisa assim. Mas que esses jogos, né?
- 45:11O cult. Não estou falando do cult atual,
- 45:13estou falando do cult lá atrás, né, dos anos 90.
- 45:17É, você acaba tendo um jogo que traz muitas estatísticas, traz
- 45:22muitas perícias. Você pode construir o seu
- 45:25personagem de forma que ele se garante muito bem
- 45:28estatisticamente no sistema. E o jogador que sabe bem isso,
- 45:32ele exerce muito domínio sobre o jogo, né?
- 45:35E acaba que quanto mais domínio você exerce.
- 45:38Menos medo você sente, de forma geral.
- 45:40Por quê? Porque você está mais sob
- 45:41controle. Medo, muitas vezes é sobre
- 45:43assim, o sentimento de não ter controle.
- 45:45Eu não estou falando de não ter agência, mas de não ter
- 45:48controle, de tomar decisões às vezes apressadas, no escuro, né?
- 45:53E as suas decisões passam muito mais por uma gestão de poderes e
- 45:57oportunidades táticas do que eventualmente é é a você.
- 46:03É gerir ali uma sobrevivência ou, sei lá, escolher os parcos
- 46:08de recursos que você tem para conseguir chegar na próxima
- 46:10interação. É ou tomar ou, sei lá, se
- 46:14confrontar com dilemas horrorosos?
- 46:15Não, o jogo passa mais por dilemas táticos e acaba que você
- 46:19pode terminar por explodir um cenobita, né?
- 46:24É usando um helicóptero Apache. E, pasme, tem a ficha do
- 46:28helicóptero Apache no cult primeira edição, então o jogo
- 46:32traz isso. Ele não ilide, ele traz.
- 46:35Ele representa muito concretamente o helicóptero
- 46:38Apache, com estatísticas. Então você pode chegar lá e
- 46:41buscar esse helicóptero a Apache e explodir um senobita.
- 46:44Tá dentro do que o jogo traz ali, né?
- 46:46Você consegue eliminar um Arconte, que é tipo um senobita
- 46:49do cult, né? É com uma rolagem bem sucedida
- 46:52na perícia ligada à pilotagem do Apache ou ao manuseio de uma
- 46:56catana, por exemplo. De um catana, por exemplo, você
- 46:58parte o senobita ao meio. Quando, no fundo, o jogo trata
- 47:02de uma deveria tratar, né? De uma espiral psicológica de
- 47:06Almas, enganação, descobrindo a verdade metafísica sombria por
- 47:11trás da realidade, isso acaba se atenuando frente o tal poder,
- 47:15né? A fantasia de poder que é
- 47:17estabelecida nesses jogos. Então aí a gente tem uma
- 47:19dissonância ludonarrativa, né? A gente poderia dizer também uma
- 47:22ludoestética, né? Por assim dizer, a estética que
- 47:25o jogo se propõe. EOO como isso é jogado em si no
- 47:30fugir dos ovos, né? Bem diferente do que acontece
- 47:33com o thankendle, né? Isso acontece também nas
- 47:35mecânicas de dado de uso que ficaram muito famosas no RPG e
- 47:39com black hack for be the lance dados de uso, principalmente se
- 47:43aplicado a gestão de recursos, né?
- 47:45Você fala que você tem um Monte de tocha e que esse Monte de
- 47:49tocha é representado por um D12, sei lá, e toda vez que você usa
- 47:52uma tocha você joga um D12, se cair um.
- 47:55Você agora você tem um D10 de tochas, né?
- 47:58Você não sabe quantas tochas exatamente você tem, sabe que
- 48:00você tem menos, né? Mas enquanto você tiver rolando
- 48:03legal, você continua com seu D12 de flash.
- 48:07E a estética que isso traz, isso deveria trazer, né?
- 48:11Quando você fala de gestão de recursos, né?
- 48:13É você usar os seus itens com sabedoria, você saber poupar.
- 48:18Você tem uma escolha difícil de usar ou não, né?
- 48:20De você controlar o. Fluxo.
- 48:22É isso de uma maneira mais pormenorizada ali.
- 48:25Mas a mecânica, o que ela traz, na verdade, é um sentimento de
- 48:28falta de controle, de assumir risco, né, de contar com a
- 48:32sorte, né? De você, no fundo, acaba se
- 48:35preocupando muito mais quando tá acabando, né?
- 48:39É? Você se preocupa mais com a
- 48:40falta de recurso. E é na falta de recurso que, de
- 48:42fato, aquilo entra em jogo mais forte, né?
- 48:45É, você pode até dizer que Ah, mas é assim, quando você tá com
- 48:48a com cheio de flecha, você não liga muito, isso começa a ligar
- 48:52quando você perde. Será mesmo?
- 48:54Né? Será que isso não não elide a
- 48:56possibilidade do jogador engajar com essa ficção de contar as
- 49:00flechas desde o início, de comprar um Monte, de gerir da
- 49:03forma que ele quiser? Me parece que sim, né?
- 49:06Então a gente tem um problema aí de dissonância, ludonarrativa,
- 49:09na minha concepção, quando a gente usa dado de uso para esse
- 49:12tipo de coisa, né? Você pode falar, Ah, mas eu eu
- 49:15não ligo para isso, né? Eu não quero, na verdade, contar
- 49:18a flecha, a flecha. Bom, então talvez seja o caso de
- 49:20você elidir completamente. É AA gestão de recursos, então
- 49:24se não importa muito, porque retratar no jogo eu entendo, eu
- 49:28sei, eu sou um cara meio avesso a meios, meio meios termos, né?
- 49:31Eu acho que, Ah, se representar mais ou menos, fica meio
- 49:34perdido, entendo quem, eu entendo quem curta, né?
- 49:37Isso aí é o que eu chamo bastante de pasteurização, né?
- 49:40Mas beleza, acho que é possível, né, trabalhar, eu
- 49:44particularmente acho que é é é dissonante, né, em muito ponto,
- 49:48em muitos pontos aí, e acho que. Talvez fosse mais importante
- 49:52ilidir, até para evitar esses momentos de dissonância em que
- 49:55você fala, puxa, mas eu fui tão cuidadoso com as minhas flechas
- 49:58e tive isso azar mudado e agora estou com uma em 4 jogadas aqui
- 50:03é das 35 que eu comprei, sabe? Fica meio estranho mesmo.
- 50:07A gente pode dizer a mesma coisa da perseguição no sistema de kof
- 50:10cutulo, né? Do chamado de kutulo.
- 50:13É em momentos de perseguição a estética que isso desvia
- 50:16imprimir é de afobação, de querer resolver rápido, né?
- 50:19Da gente ver. A ficção evoluindo rapidamente,
- 50:22da gente ver as coisas em jogo e tal.
- 50:25Mas o sistema é é meio trincado, meio truncado, é meio difícil.
- 50:30A gente abordou isso no café com dângeo aqui eu vou deixar
- 50:32lincado No No tinitivo do episódio.
- 50:35Mas a gente pode abordar essa dissonância lutonarrativa da
- 50:38perseguição no futuro. Se o sistema de repente
- 50:41imprimisse uma dinâmica mais afoita com com coisas mais com
- 50:45interações mais rápidas, de repente ele passava mais essa
- 50:48estética da perseguição. Né?
- 50:50Em vez de ser uma coisa que o sistema é lerda, passa muito
- 50:53tempo para tomar as decisões, para ver o que acontece.
- 50:56E quando a gente vê, a gente tá jogando uma coisa que não parece
- 50:59lá muito, uma perseguição. É um jogo que faz muito bem essa
- 51:03questão da representação estética da coisa, né?
- 51:05É, é o jogo chamado dread, que é um jogo que utiliza uma genga.
- 51:10Você deve ter ouvido falar desse jogo, é.
- 51:12E o jogo dread é um jogo de slasher, né?
- 51:14De terror, assim, de, de, de personagens vão morrendo e tal.
- 51:18E pra isso ele organiza uma torre de gênero e os jogadores
- 51:21vão tirando, né? O que ele diz aqui ele até tem
- 51:2411 pedaço ali do livro dele, né? Do manual de regras, que ele ele
- 51:28chama isso da metáfora da torre. E é muito isso.
- 51:31O jogo se imprime por essa metáfora que você precisa tomar
- 51:34cada vez mais cuidado com as com as ações que você toma.
- 51:37E o jogo vai ficando cada vez mais arriscado, porque o Slash
- 51:40já está se aproximando e quando a torre desaba, um personagem
- 51:43morre, né? É então você.
- 51:46OOO grupo tem que ser cada vez mais cuidadoso com aquilo.
- 51:48Inclusive Oo jogador pode falar, não vou tirar aqui AAA pecinha
- 51:53da genga e o jogo vai meio que ficando cada vez mais perigoso
- 51:57conforme isso acontece, né? EE aí diz aqui né que Oo dread é
- 52:02um jogo de horror e de Esperança.
- 52:04Então é essa questão de você apostar que vai conseguir tirar
- 52:09aquela pecinha da genga e a torre não vai desmoronar.
- 52:12Né? É uma é uma interação emocional
- 52:15que dialoga muito com a estética que o jogo tá a passar, que que
- 52:18o é, com a estética que o jogo quer passar.
- 52:20É. E aí ele diz que essa
- 52:22conjugação, né, da Esperança com horror é acaba trazendo esse
- 52:26desespero, né, que vai se acentuando conforme a torre vai
- 52:30ficando cada vez mais magra. Então é, você tem que você tem
- 52:35que ir é equilibrando, né, esse, esse, esses.
- 52:40É essas interações mecânicas o jogo traz com a ficção que vai
- 52:44sendo construída ali é, e cada ação acaba sendo muito
- 52:48significativa no dread, né? E ela é resolvida por esse
- 52:51equilíbrio metafórico aí, né? Trazendo esses elementos de de
- 52:55horror e de de Esperança, é ainda que isso não não apareça,
- 53:00né? Não tenha Aparecido na ficção,
- 53:03né? Você sabe que o que você está
- 53:04fazendo vai impactar lá, né? As ações que você está fazendo
- 53:08agora, que a torre ainda está. Bem cheia, né?
- 53:10Tá cheia de peça, é ainda tá mais estável, você sabe que isso
- 53:14vai se pagar lá na frente, então isso já é um prenúncio também,
- 53:18né? Ver como dialoga a mecânica do
- 53:21jogo com que aquilo imprime, né? Então é no, no início do jogo, a
- 53:27torre é colocada ali na frente, aquilo ali é um símbolo estético
- 53:30também a ela, aquela torre bem construída, né, bem colocada ali
- 53:35na frente. Né?
- 53:36Então ela vai sendo acessível, ela não tá nada precária, mas
- 53:40com o tempo ela vai se tornando, ela vai se ela vai ficando cada
- 53:44vez mais frágil, assim como os personagens, né?
- 53:47E eles vão sumindo, né? Isso é muito interessante, é,
- 53:51enfim, é, você já começa ali com algumas peças puxadas da da
- 53:56janga, da torre, mas é isso vai variar de acordo com o número de
- 53:59jogadores e aí o jogo começa. É, enfim, tem mecânicas
- 54:03associadas. Ele é um jogo que vai se
- 54:05construindo em cima disso, mas essa construção, ela já está
- 54:09muito bem desenhada ali. Esteticamente aliada AA
- 54:12mecânica, né? Eainesse.eu queria discutir um
- 54:16pouco. É uma certa aversão a elisão que
- 54:19eu ouço de forma geral nos grupos que interagem muito com
- 54:24all fenter e o que dialogam muito com AOSR pautada pelo big
- 54:28primeer frod School Gaming, né que é.
- 54:31Que são. São estilos, né?
- 54:32Que pregam muito essa esse engajamento com a ficção em
- 54:36primeiro lugar, né? Esse mergulho na ficção com zoom
- 54:39no detalhe concreto, antes da gente utilizar mecânicas,
- 54:44inclusive a offantas deixa declarado que a mecânica ela é
- 54:49ferramental e é negociável, né? Ela é uma coisa que a gente usa
- 54:53ali pra resolver impasses quando eles aparecem, né?
- 54:57É. Então a gente nem nem a gente
- 55:00nem tem estabelecido exatamente qual a mecânica que vai
- 55:02aparecer. E é bom o jogador nem contar com
- 55:04isso. A gente tá dialogando na ficção
- 55:06e não faz de conta da ficção em primeiro lugar, antes de haver
- 55:10um momento mecânico que que influencia o jogo.
- 55:13E aí isso faz parecer muitas vezes pros jogadores de que o de
- 55:17que a gente trazer a mecânica é como, como o impulso, né?
- 55:21Da ficção. É uma coisa que é indesejável,
- 55:25né? Uma experiência pior talvez, né?
- 55:28E a gente tá vendo aqui que não necessariamente isso é isso vai
- 55:33contra a experiência do jogo, né, esse esse engajamento
- 55:37ficcional. Ele pode vir a partir dos
- 55:39impulsos mecânicos também, né? Ainda que não seja garantido, é
- 55:43ilegal quando o jogo faz isso bem, quando o jogo não cai, né?
- 55:45Dissonância do dudo narrativa a gente vai ver que o jogo vai
- 55:48funcionar. Né?
- 55:50Então ele pode passar por por por canais muito diferente do
- 55:53que a gente vê dentro do old School, do RPG old School, né?
- 55:57Ainda que o mercado de forma geral traga jogos que que elidem
- 56:01muito, né, e que e que façam o os jogadores engajarem com o
- 56:05jogo primeiro, pela mecânica, a gente descobriu, né?
- 56:09A gente vem descobrindo, vem estudando bastante isso no café
- 56:11com dângel de como fazer, de como ressaltar esse jogo.
- 56:16Em primeiro lugar, pela ficção, sendo a mecânica uma mera
- 56:19ferramenta, um detalhe da das interações que a gente constrói,
- 56:23mas dentro desse nosso nicho aqui muito particular do café
- 56:26com danjo, do zold School, muita gente acaba por conta de desse
- 56:31mergulho, acaba deixando de lado essas essas outras opções
- 56:36mecânicas que outros jogos vão trazer, outras propostas vão
- 56:39trazer, então acaba gerando uma certa 11 certa aversão a essa
- 56:45elisão. Né?
- 56:47É como se a elisão ela fosse uma impossibilidade de um game
- 56:50design, não é, né? É, a gente fica com esse, com
- 56:55essa ideia de que o mergulho na ficção concreta é a única
- 56:59representação possível, mas tá longe de ser.
- 57:02A gente pode fazer essa sintonia fina da elisão e, no fundo, é
- 57:06isso que a gente vai fazer. A gente às vezes é vai poder
- 57:10entender com mais consciência o que ele de do nosso jogo.
- 57:14É como Gaspar, não é? Faz só que a gente tem que ter
- 57:16consciência do quando eledir e do que eledir, né?
- 57:19A gente tem que construir mecânicas que tragam dinâmicas,
- 57:23que imprimam essa estética certa da proposta do jogo, né?
- 57:30Só que a gente vai fazer isso buscando incessantemente que a
- 57:35gente não é, prejudique a agência dos jogadores nesse
- 57:39ponto. E aqui me parece a chave.
- 57:42O Gaspar não é ele ilide. Porque ele tem pleno controle do
- 57:46do filme como mídia e você vê ele utilizando os vários
- 57:49recursos dessa mídia pra isso. No RPG a gente vai fazer isso
- 57:52com o controle da agência, dos mecanismos de agência, das
- 57:56dinâmicas de jogo, que é os que é onde ocorre, onde ocorrem as
- 58:00decisões dos jogadores. E através das decisões dos
- 58:03jogadores e dos seus canais de decisão que a gente vai fazer
- 58:07essa essa sintonia fina da elisão.
- 58:12E se a gente mantiver a agência do jogador e continuar criando
- 58:15canais de representação, não há problema nisso como mestre ou
- 58:21como game designer, né? Entender essa proposta do jogo e
- 58:24ter como norte essa proposta estética, essa proposta que o
- 58:28jogo traz é quando a gente rodar o sistema, vai fazer toda a
- 58:32diferença. O Mestre que entende a proposta
- 58:34do jogo e entende é o nível dessa elisão, né?
- 58:38Dessa, dessa abstração que o que o sistema propõe.
- 58:42Ele vai conseguir representar melhor, junto com o grupo esses
- 58:46impulsos narrativamente, né? E aí, nesse ponto, vale a pena a
- 58:51gente entender que, olha, a gente tá de fato ilidindo uma
- 58:55parte do jogo, que é. É uma ficção que a gente
- 58:59gostaria de muitas vezes de entender, mas que nem sempre
- 59:02isso faz sentido para o jogo. É como a gente olhar o filme do
- 59:05Gaspar, não é, e ficar puto porque ele tá tirando a gente da
- 59:09da gente a possibilidade de entender.
- 59:11Direito à ficção quando a câmera tá lá.
- 59:13Revolta, doida, né? Insana.
- 59:16Pô, cara, se a gente tiver agência dentro do jogo, e se ela
- 59:20e se essa, essas técnicas de ilusão elas tiverem, é, é
- 59:25respeitando a agência e dando canais de representação.
- 59:28Tá tudo bem, né? E acho que isso é uma boa lição
- 59:31que fica concluindo muitas vezes.
- 59:36A gente vai tomar como jogadores mesmo as as nossas decisões.
- 59:41Na esfera mecânica, né, a gente vai atrás de um bônus, a gente
- 59:46vai atrás de queimar uma característica.
- 59:48No the kendle's, a gente vai atrás de tomar uma decisão.
- 59:51Primeiramente, mecânica, né? É isso, não tem problema nenhum,
- 59:56né? A gente vai representar isso na
- 59:58ficção. Ainda assim, se isso fizer
- 1:00:00sentido pro jogo e quando fizer sentido pro jogo, essa mecânica
- 1:00:03do jogo provavelmente vai criar esses canais.
- 1:00:06Isso pode não acontecer. Se tiver ali um desalinho
- 1:00:10estético, né? Se a gente tiver uma dissonância
- 1:00:12ludonarrativa. Mas se tudo estiver certinho, o
- 1:00:15jogador vai comprar naturalmente isso.
- 1:00:17E aí a gente vai experimentar algo interessante, a gente vai
- 1:00:22experimentar algo que é justamente o que o jogo está
- 1:00:24construindo, que o jogo que o jogo está propondo a gente
- 1:00:27construir. E aí nesse ponto, voltando lá
- 1:00:30para o exemplo do Ten kendls, não importa como o cara ser
- 1:00:34alcoólatra. Ajudou ou atrapalhou ele a achar
- 1:00:37os recursos? Isso não importa pro jogo.
- 1:00:39O que importa é como isso foi retratado No No resultado, né?
- 1:00:44Dessa busca por recursos ali na garagem.
- 1:00:48É muito mais sobre a oportunidade do jogador
- 1:00:50representar o seu personagem no meio dessa espiral de escuridão
- 1:00:55e de encerramento irreversível da vida.
- 1:01:05Que livro bonito é esse aí, o Leopoldo?
- 1:01:08É esse é o livro do m, que não o de vintage.
- 1:01:13Que legal. É essas coisas de joguinho, né?
- 1:01:16Que você rola os dados tudo e os dados age, é isso?
- 1:01:20É, acho que é isso também. Mas é esse lance do vintage.
- 1:01:24Jogo antigo, né? Porque quem e quem agia era o
- 1:01:27jogador e não os dava em si. E esse jogo joga como é, é é
- 1:01:34tipo RPG. É diz aqui que é recriação com
- 1:01:39os personagens gerado, que eles chama tu gera o personagem, EE
- 1:01:43joga com ele. Mas que que é vintage o
- 1:01:47Leopoldo? É essas coisas aí que tem 20
- 1:01:50anos já, coisa das antigas, que vai que volta, o pessoal traz de
- 1:01:54volta e depois deixa +20, é isso aí.
- 1:01:57Ah. É que nem eu, então, que eu sou
- 1:01:592 vintage de idade, né coroa já? É só que no caso do livro, é 11
- 1:02:06de 20 só porque é de vintage, né?
- 1:02:09E tu tem esses dados aí, o Leopoldo.
- 1:02:12Mas, mas, é claro, eu ando sempre aqui com meu saquinho com
- 1:02:152 kits de dados de RPG, olha. Então Bora jogar, porque eu
- 1:02:20fiquei me coçando de vontade de aprender a jogar isso aí, como
- 1:02:23os antigos faziam, só que hoje em dia, né?
- 1:02:28Vamos embora? Saiu pela caramelo.
- 1:02:36Jogos OD vintage RPG do DM kirau, edição impressa completa,
- 1:02:41bonita com as mexidas do quiral em cima do DID zero do DIDBXDID
- 1:02:46clássico de forma geral, explorando uma jogabilidade
- 1:02:49ferramental OSR bastante influenciada pelo café com
- 1:02:53dancjo inclusive, então você vai estar mais do que familiarizado.
- 1:02:57Com essa jogabilidade que você é nosso ouvinte, é excelente para
- 1:03:01aplicar com wellfentes e wolfs. Tem os truques preferidos aí da
- 1:03:05blobosfera OSR, desde que você não se esqueça de antecipar os
- 1:03:09perigos, relógio da dângeo, relógio dos erros e muitas
- 1:03:13outras ferramentas com a famosa didática do quiral, quem quer
- 1:03:17dar uma chance para o RPG do escuro não pode perder.
- 1:03:19Essa é uma excelente pedida o agora se você já é Cascudo.
- 1:03:23Mas quer evoluir ainda mais a sua jogabilidade com Liberdade e
- 1:03:27um pacote robusto de ferramentas.
- 1:03:29Esse é o teu jogo. Confere lá no site da caramelo
- 1:03:32jogos no tickets do episódio para esse e outros lançamentos
- 1:03:37de RPG ou School aqui no Brasil. É isso, né?
- 1:03:55Isso eu queria conversar com vocês aqui e queria saber se
- 1:03:58você tem aí interesse num review dos do, do do jogo, né?
- 1:04:03Do tem kendl's aqui no café com dângelo, né não?
- 1:04:0511 episódio apresentando como a gente fez na primeira temporada,
- 1:04:08mas um review mesmo, um review sincerão.
- 1:04:11Abordando, tem que ainda usar luz dessas questões de de
- 1:04:14elisão, de regras e de outras questões interessantes.
- 1:04:17Aqui também é o jogo narrativista, né?
- 1:04:20É de de tendência, narrativista, acho que a galera pode curtir,
- 1:04:23de repente vai dar um pouquinho, é?
- 1:04:25E queria também saber de você. Conta aí pra gente, como você
- 1:04:28pensa sobre essa questão da elisão das regras e
- 1:04:31representação nos seus jogos e nas suas mesas.
- 1:04:34Como é que você trata isso? Conta aí pra gente.
- 1:04:36Bom, é isso, muito obrigado você que fica ouvindo a gente até
- 1:04:39agora. Aí vou deixar os links no
- 1:04:41descritivo do episódio, então vou deixar aí o link dos
- 1:04:43anúncios, mas também Oo link do trailer, né?
- 1:04:47Do irreversível, pra você ver do que se trata.
- 1:04:49Caso você tenha ficado curioso sobre o filme do Gaspar Noé, vou
- 1:04:52deixar também o link pros episódios 449 do café com dângel
- 1:04:55primeira temporada que é o episódio é da Taverna platônica
- 1:04:59sobre alienação. Vou deixar também o episódio 23
- 1:05:03da segunda temporada do café com dângel.
- 1:05:05Que é o regras elidem e suas consequências.
- 1:05:08Vou deixar também o link pro 346 da primeira temporada do café,
- 1:05:11que é o apresentação do sistema teen kendwes.
- 1:05:14Deixar também o link pro episódio 659 dissonância ludo
- 1:05:18narrativa, né? Da primeira temporada do café
- 1:05:22com dângel. Por fim, vou deixar o link pro
- 1:05:25modelo MDA que eu tento cito que já tá aí nos nossos links do do
- 1:05:29café com dângel, mas vou deixar linkado aqui caso você queira
- 1:05:32dar uma lida. No mais, lembrar que você pode
- 1:05:35se tornar um apoiador do café com dângel vai ajudar a gente a
- 1:05:38voltar a ter 5 episódios semanais.
- 1:05:40Então, considera apoiar o projeto e a sua expansão lá em
- 1:05:43apoia.se barra café com dângel é, se você gostou especialmente
- 1:05:49do café com dângel de hoje, você pode deixar pra gente uma
- 1:05:51gorjeta. Manda o seu Pix de
- 1:05:53qualquervaloraipracafecomdangel@gmail.com a gente conta com você.
- 1:05:58Se você tem uma empresa ou uma marca e quer ter um dia na
- 1:06:00semana no café com dângio, você pode financiar um episódio
- 1:06:03semanal do seu podcast e fazer a Alegria da massa rpgista
- 1:06:07consulta a gente aí em café comdangio@gmail.com que a gente
- 1:06:10tem uma proposta especial para você.
- 1:06:12Consulta também a gente sobre parcerias e anúncios.
- 1:06:15A gente trabalha com marcas de RPG e também de outros ramos,
- 1:06:18como café e jogos, tecnologia, mídia e et cetera.
- 1:06:21Se você é produtor de conteúdo, o game design independente,
- 1:06:23acadêmico ou fã e quer participar do nosso projeto,
- 1:06:26manda um e-mail pra gente também que a gente pode conversar a
- 1:06:28respeito e conhecer a tua proposta.
- 1:06:31É por último, mas não menos importante.
- 1:06:34Queria agradecer aqui os nossos assinantes, a galera que torna
- 1:06:36possível essa aventura um obrigado ao pessoal que apoiou
- 1:06:39com nível incentivo, aí é então valeu o Jefferson Antunes dentre
- 1:06:45eles né? Então valeu demais também o
- 1:06:46pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo aí a Dani
- 1:06:49Marques. O Luiz Guilherme dias de Souza e
- 1:06:52o Walter Luiz lada da Silveira é 11, salvo especial para os
- 1:06:56assinantes do nível RPG do Jô, dentre eles o André dotepegas, o
- 1:06:59benatti, o Matheus coletto Vieira Silva, o Pedro Borges, o
- 1:07:03Pedro, o bizziner e o Rudolf Helmut é e um abraço aos membros
- 1:07:08do treinamento, ao el fentes ali e os nossos colaboradores, o
- 1:07:11Abílio Júnior, César Machado, o Daniel Haidar, Diego cestito,
- 1:07:15Douglas bahense, Leo gasparoto, Bruno cov, João burna, Mac EE
- 1:07:18profdello. Também um imenso agradecimento
- 1:07:21ao nosso membro café com balbi, aí o Tiago Augusto, valeuzaço
- 1:07:25Tiago, um abraço e até a próxima pessoal.
- 1:08:30Cara, você falou do velha dele hoje?
- 1:08:32Falei, falei.