Latest / Rádio Livre com Nonato Lima / Programa Rádio Livre - 08 de julho de 2024
Transcript
- 0:00A Universitária FM apresenta Rádio Livre conversando nas
- 0:05ondas do rádio. A
- 0:30gente está no ar da cidade verte pra falar e ouvir,
- 0:34pra dançar e para ficar feliz, pra ser livre. Rádio
- 0:38Livre, Rádio Livre. Rádio
- 1:16Livre, Rádio Livre. Há 7 horas e 36 minutos os
- 1:18destaques do Rádio Livre desta segunda -feira, 8 de
- 1:21julho de 2024. Um projeto que transforma
- 1:26assassinato de LGBT que ia mais em crime de ondo
- 1:31avança na Câmara dos Deputados. Ministra
- 1:34da Educação dá um parecer contra a censura ao livro
- 1:37A Vesta Pelle do escritor Jefferson Tenorio. Eolência
- 1:42contra jornalistas no encontro da extrema -direita
- 1:44no final de semana em Santa Catarina. Virada
- 1:48nas eleições da França com a vitória da esquerda, é
- 1:51tema de entrevista com o economista e professor da
- 1:53FC Fábio Sobral. Rádio Livre, Rádio Livre.
- 2:01Apresentação no Nátulima. Bom
- 2:07dia a você que nos acompanha ao vivo aqui no
- 2:09Universitário FM 17 ,9, o Rádio Livre. E
- 2:13os nossos cumprimentos a você que também nos
- 2:15acompanha no podcast Rádio Livre com o Nátulima. Um
- 2:23projeto da Câmara dos Deputados que visa
- 2:26estabelecer o LGBTI SIDU como homicÃdio qualificado e
- 2:33qualificá -lo como crime de ondo avança na Câmara dos
- 2:37Deputados. Na sexta -feira a Comissão dos
- 2:40Direitos Humanos, minorias e igualdade racial da Câmara
- 2:43aprovou o projeto de Lei nº 7292 de 2017, basizado
- 2:48de Lei d 'Andara em homenagem à travesti, d
- 2:51'Andara dos Santos, espancada e assassinada a tiros, a
- 2:55quem fortaleza em 2017. Na Comissão o texto recebeu a
- 3:00posição dos deputados, oposição dos deputados
- 3:03bolsonaristas, claro, com cinco votos contrários de
- 3:08parlamentar do Partido Liberal e dos republicanos.
- 3:12Republicanos liberais e bolsonaristas,
- 3:15claro que votaram contra, né? O
- 3:18texto apresentado pela Deputada Federal do PT,
- 3:20aqui do Ciara, Luiz Yannilins, em 2017, altera
- 3:24o Código Penal e a Lei de Crimes é de ondos para
- 3:28endurecer penas relativas aos assassinatos motivados
- 3:31por ódio contra a população LGBT. Mais
- 3:34o projeto de Lei sofre modificações pela relatora
- 3:39da Comissão deputada Erika Kokai do PT do Distrito
- 3:42Federal para ampliar a definição de LGBT sÃdio
- 3:47como homicÃdio cometido contra homossexuais,
- 3:50bissexuais, travestis, transexuais e intersexos por
- 3:56motivação de ódio e intolerância. Segundo
- 3:59a deputada Erika Kokai, a mudança na lei vai corrigir
- 4:03graves injustiças que são cometidas contra esses
- 4:06grupos sociais. No parecer aprovado, a relatora
- 4:10cita a ação direta de inconstitucionalidade por
- 4:14omissão ADO do Supremo Tribunal Federal, que em
- 4:17agosto de 2023 equiparou os crimes de LGBTfobia Ã
- 4:22injúria racial e defende que o Parlamento cumpra seu
- 4:26papel. Segundo dados da ONG, grupo gay da
- 4:30Bahia em 2023 foram registradas 257 mortes
- 4:36violentas de pessoas LGBT que ia mais no Brasil. De
- 4:40acordo com o Observatório de Morte e Violências,
- 4:44LGBTI, mas apenas em janeiro, entre janeiro e
- 4:48abril deste ano, já foram 61 assassinatos motivados
- 4:53por LGBTfobia. Organizações de direitos humanos deram
- 4:58si o que o paÃs é um dos que registra maiores taxas
- 5:02de assassinatos contra essa população. Milagres
- 5:07acontecem, a Câmara, Comissão dos Direitos
- 5:10Humanos aprova, vamos esperar, ainda é cedo para
- 5:16comemorar, mas a Comissão dos Direitos Humanos
- 5:18minorias igual da racial da Câmara aprovou o projeto. Ã
- 5:22o projeto 7 .292 de 2017, chamado Leidandara de
- 5:28Autoria da Deputada Federal do PT do Ciará, Luiziane
- 5:32Lins, o projeto é de 2017. A
- 5:37Câmara não é de vagar mesmo, já devia ter sido
- 5:39aprovado isso, esse projeto há muito tempo. Por
- 5:43que? Porque está aà a violência à s
- 5:46vistas, para todos verem e precisa de medidas legais,
- 5:53dentre outras, como essa, por exemplo.
- 6:06Fala, uma das motivações das
- 6:08greves no serviço pro Federal tem sido uma tal
- 6:12emenda 32 de 2020 do governo anterior, que
- 6:18tentava chamar de reforma administrativa, que foi uma
- 6:22destruição do serviço público e um ataque aos
- 6:25servidores públicos. Pois bem, um dos itens da luta
- 6:30era retirar de tramitação essa tentativa da emenda
- 6:3632, PEC 32, projeto de emenda constitucional, que
- 6:41ameaçava o serviço público e os servidores públicos. A
- 6:45PEC não foi retirada do Congresso, porém, esta
- 6:52semana, a semana que passou, a Ministra da
- 6:57Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Estérreo
- 7:00Duque, deu uma entrevista a CNN Brasil e disse que o
- 7:05governo pretende fracionar a reforma administrativa em
- 7:09diversas iniciativas. Segundo Estérreo Duque, a PEC 32
- 7:15de 2020 do governo anterior não será usada como base
- 7:19para as discussões. Ainda bem, no lugar dessa PEC
- 7:2532, serão projetos de lei com revisão de decretos e
- 7:31acordos, dentre outras iniciativas que serão usadas
- 7:36para fazer a reforma administrativa. Estérreo
- 7:40Duque disse o seguinte, que a reforma administrativa que
- 7:42está no Congresso, a chamada PEC 32, tem um
- 7:45foco punitivista de redução do Estado no fim da
- 7:48estabilidade do servidor público. São
- 7:52pontos com os quais o governo do presidente Lula
- 7:55e o Ministério da Gestão não têm concordância
- 7:58absolutamente desse Estérreo Duque. Ali
- 8:02era um enfoque, segundo o Estérreo Duque, puramente
- 8:05fiscal e segundo ela o governo pautará a reforma
- 8:12administrativa a partir de 3 eixos que diz a ministra
- 8:16Estérreo Duque, 3 eixos para a reforma
- 8:19administrativa do Estado brasileiro. Primeiro
- 8:22funcionários, criarem incentivos, avaliar o
- 8:25desempenho, distribuir melhor os salários ao longo das
- 8:29carreiras. Esse é o foco nos funcionários.
- 8:32O outro foco, digitalização,
- 8:35expandir e aperfeiçoar a reforma de serviços digitais
- 8:39aos cidadãos, na União, nos Estados e nos municÃpios. E
- 8:44o terceiro eixo é estrutura. Elaboraram
- 8:47um projeto de lei para a reforma do Decreto, Decreto
- 8:51Lei número 200, de 1967, que dispõe -se sobre a
- 8:56organização da máquina federal. Era
- 8:58um decreto da ditadura. Era não é, não é, continua
- 9:01valendo de certo modo, em muitos aspectos. Então
- 9:05são esses três eixos. Um foco nos funcionários
- 9:08públicos, na digitalização dos serviços e na
- 9:11estrutura, na organização da máquina federal. A
- 9:17ministra Estérreo Duque também afirmou que o
- 9:19governo já tem adotado medidas para corrigir
- 9:23distorções em várias categorias do serviço
- 9:25público. Segundo ela, a lógica seguida é a
- 9:28de reajustes menores para nÃveis iniciais de carreira
- 9:33e novos critérios para a progressão. A
- 9:37ministra da gestão de inovação, Estérreo Duque
- 9:40cita, os últimos acordos com os funcionários do
- 9:42Banco Central e delegados da PolÃcia Federal como
- 9:46exemplo da nova lógica. Também
- 9:49citou a estratégia nacional do governo digital lançada
- 9:5321 de junho pelo governo do presidente Lula. 7 horas
- 10:0045 minutos. Rádio livre, apresentação no Nato
- 10:10Lima. O
- 10:30movimento de resistência islâmica, o Ramas, está
- 10:35guardando a resposta do Estado Israel sobre a
- 10:38proposta de cessar fogo. Ã o que informa autoridades
- 10:42palestinas ligadas ao Ramas. E
- 10:46cinco dias depois, o paÃs ter aceitado uma parte
- 10:51fundamental do plano dos Estados Unidos que busca
- 10:53encerrar os nove meses de massacra em Gaza. O
- 10:58primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deveria
- 11:01realizar consultas nesse domingo sobre os próximos
- 11:04passos na negociação do plano de três fases que
- 11:09foi apresentado em maio pelo governo dos Estados
- 11:11Unidos. E está sendo mediado pelo
- 11:14Qatar e pelo Egito. O objetivo é acabar com o
- 11:18massacre na Palestina, sobretudo em Ramas, ou
- 11:22melhor em Ramas, não em Gaza, que é governado pelo
- 11:25Ramas, e libertar 120 reféns israelenses detidos
- 11:29pelo Ramas. Outra autoridade palestina, com
- 11:33conhecimento das deliberações sobre cessar fogo, disse
- 11:37que Israel estava em negociação com o Qatar. O
- 11:41primeiro ministro Netanyahu disse que as negociações
- 11:43contamam aranjas da semana, mas não deu nenhum
- 11:45cronograma detalhado. O Ramas abandonou a exigência
- 11:51de que Israel primeiro se comprometesse com cessar
- 11:54fogo permanente, antes de assinar um acordo. Em
- 11:57vez disso, o Ramas disse que permitiria negociações
- 12:03para alcançar esse objetivo durante a primeira fase de
- 12:06seis semanas. O Ramas aceita discutir
- 12:09durante a primeira fase de seis semanas. Enquanto
- 12:12isso, o massacre na Palestina continua. O
- 12:17genocÃdio continua. 747 A apresentação no Nato Lima A
- 12:38defensoria pública da União se manifestou a respeito da
- 12:41impossibilidade da aplicação jurÃdica de uma tese que
- 12:47está se autodenominando racismo reverso no Brasil.
- 12:51Numa nota técnica divulgada na
- 12:54semana passada, a DPU, Defesa da União, aponta a
- 12:59necessidade que as normas que identificam e
- 13:02criminalizam o racismo recebam interpretação
- 13:06histórica, não podendo ser entendidas e aplicadas de
- 13:09forma literal. A manifestação se dá no
- 13:13contexto do julgamento de óbios corpos protocolado no
- 13:17Tribunal de Justiça de Alagoas, em um caso em que
- 13:20se apura, se ouve, em júlia racial contra um
- 13:23homem branco. Elaborada pelo grupo de trabalho de
- 13:28polÃticas etnograciais da Defesa da União, a nota
- 13:32alerta para os riscos de que a tese possa se
- 13:35propagar como uma argumentação válida no
- 13:39judiciário brasileiro. Os defensores públicos
- 13:41argumentam que a lei do racismo, que é a lei de
- 13:45número 7 .716 de 1989, tem por objetivo proteger grupos
- 13:51raciais e historicamente discriminados em razão de
- 13:54sua própria existência. No documento, a Defesa da
- 14:00União cita como responsáveis, ou melhor
- 14:05dizendo, nesse documento técnico, a Defesa da União
- 14:09cita como passiva de ser vÃtima de racismo, por
- 14:12exemplo, a população negra, os povos originários, os
- 14:18praticantes de religiões e religiosidades de matriz
- 14:23africana, os imigrantes africanos e latinos, todos
- 14:26eles pertencentes a grupos silenciados, perseguidos e
- 14:31mesmo exterminados por séculos de colonização
- 14:34europeia nas Américas. Segundo
- 14:36a Defesa da União, não é passÃvel de inclusão nesse
- 14:41grupo, pessoas pertencentes a coletividade historicamente
- 14:45hegemônicas e privilegiadas. A
- 14:48nota também destaca que a identificação das possÃveis
- 14:51vÃtimas do racismo é preciso não esquecer das
- 14:55práticas discriminatórias da sociedade brasileira, que
- 14:58sempre se voltaram a grupos que sofreram e ainda sofrem
- 15:01o processo de marginalização e exclusão social e
- 15:05cultural. A manifestação da Defesa da
- 15:08União pontua ainda a necessidade que as normas
- 15:12que identificam e criminalizam o racismo no
- 15:15Brasil recebam uma interpretação histórica e
- 15:18sistemática e dentro das suas finalidades. Diz
- 15:22a Defesa da União, não é possÃvel utilizar uma norma
- 15:25criada para proteção de grupos e pessoas
- 15:27especÃficas, porque vÃtimas de discriminação racial para
- 15:31salvaguardar indivÃduos e coletividades sem qualquer
- 15:34histórico como sofridor de racismo. Vamos
- 15:40esperar o que vem daÃ, lá no estado de Alagoas, foi
- 15:46Alagoas, foi Alagoas, né? Aseitar
- 15:48essa ideia do racismo reverso. A
- 15:51Defesa da União fez uma leitura, pode ser que
- 15:55agora, depois dessa introdução à lei do
- 15:59racismo, a justiça entenda afinal de contas o que
- 16:03está acontecendo. E não vá na onda que tem
- 16:06sido trabalhada aÃ, sobretudo a partir de fake
- 16:11news, contra a lei que combate o racismo e por
- 16:16vir de consequência, fortalecendo ações racistas
- 16:19e não combatendo como deveria ser. 7 .51 Rádio
- 16:26Livre Rádio Livre Rádio Livre, apresentação no Nato
- 16:34Lima Rádio Livre, entrevista Houve uma virada nas
- 16:40eleições na França, né? Uma nova frente, chamada Nova
- 16:46Frente de Esqueda, Frente Popular, venceu, o grupo
- 16:54liderado por Macron foi para a terceira posição e
- 16:59a extrema direita, na verdade o grupo ligado a
- 17:05Macron ficou em segundo e terceiro, no último lugar
- 17:09ficou a extrema direita, mas exatamente sobre isso
- 17:13que é nossa conversa agora com o economista, professor
- 17:19da Universidade Federal de Será, Fábio Sobral, bom dia
- 17:22Fábio. Bom dia Nounato, bom dia Azul
- 17:25Vint, à Fábio, virada nas eleições da França, em
- 17:29segundo turno, com vitória da Frente Popular, né? Uma
- 17:32virada construÃda em menos de uma semana, diante de
- 17:35uma ameaça concreta da extrema direita, que saiu
- 17:39fortalecida, vitória no primeiro turno e aspirava
- 17:44inclusive a uma maioria absoluta no Parlamento.
- 17:49Afinal de contas, com a ajuda de
- 17:52RaÃ, tudo para driblar a extrema direita, o que
- 17:55significa isso hoje para a França? Para
- 18:02a França e para o mundo. Eu
- 18:05nem queria botar o mundo agora, mas pode, mande
- 18:08brazo. Ã o que? Nounato,
- 18:11não vi. Não, nem ia botar o restante do
- 18:14mundo nessa história, mas é importante você já
- 18:16contextualizar, porque depois vem as outras questões.
- 18:20Sim, os grupos ameaça disso, e
- 18:24a esquerda apresentar uma proposta diferente da Dô, o
- 18:29Macron, eles vem a longo tempo combatendo, houve a
- 18:34percepção de que, na verdade, quem é a oposição
- 18:38ao Macron é a esquerda, a nova Frente, não? E
- 18:43é isso que os rancistas têm rejeitado a ideia de
- 18:50um governo que fez uma reforma previdenciária, que
- 18:54reduz direitos, que favorece os muito ricos, ele é
- 18:58chamado na França, não sei se ele lembra o Sarkozy,
- 19:02né? Sim, bem lembrado. O
- 19:05Sarkozy era chamado presidente dos ricos, ele é
- 19:07chamado de presidente dos ultra -ricos, né? Então,
- 19:14ele foi de, se eu não me engano, diretor, presidente
- 19:19do EC Rock, o maior fundo de investimentos, foi para
- 19:24a Europa. Então, é uma rejeição a essa
- 19:30perda de direitos, e isso significa que esse
- 19:35grupamento de esquerda aparece agora como uma
- 19:39alternativa viável para francesas e franceses de
- 19:46mudança da forma de governar, a esquerda se
- 19:52desliga à esquerda, a esquerda esteve em boa
- 19:54parte, não toda é ela, mas uma boa parte dela,
- 19:57principalmente a parte socialista francês, tem
- 19:59ligado a todas essas retiradas de direitos, a
- 20:04essa subserviência neoliberalista. O
- 20:08principal momento é esse, na verdade há dois momentos
- 20:11emblemados, a derrota da extrema direita fascista e
- 20:16a derrota do projeto neoliberal, não ainda
- 20:21definitivo, mas do projeto neoliberal na França, do
- 20:25presidente neoliberal. Certo, e você diz que tem este
- 20:30impacto para o mundo, que representa a França na
- 20:35geopolÃtica, qual é o impacto? A
- 20:39gente tem que olhar aà a história, durante a ascensão
- 20:43do nazismo na Alemanha, houve a possibilidade de
- 20:48das esquerdas se unirem em candidaturas e combateram e
- 20:53derrotarem o nazismo, então Hitler não teria, que o
- 20:57primeiro é, as primeiras rejeições ele ia derrotado,
- 21:01depois o partido nazista é historioso, em 32. Então,
- 21:07se houve a oportunidade, nessa época as esquerdas
- 21:10não conseguiram se unir. Os grupos comunistas e
- 21:15socialdemocratas não se uniram, socialistas, mas
- 21:19dessa vez eles se uniram, eles aprenderam uma lição
- 21:24histórica importante, mas estamos num momento muito
- 21:27grave da história mundial, em que os grupos nazistas
- 21:33e fascistas ladram todo o mundo todo e preparando uma
- 21:39grande conflagração, um grande sistema de caos.
- 21:45Então, a percepção desse perigo é
- 21:48um negócio importantÃssimo, e mais que ao perceber
- 21:54esse perigo, você não vai fazer governos que retirem
- 21:59direitos das pessoas e joguem essas pessoas no
- 22:03braço da extrema direita, porque a extrema direita
- 22:06vende a si mesmo como se fosse uma outra forma de
- 22:11governar, e não é. Entende? Então, ou você rompe com
- 22:16neoliberalismo, de fato, ou não alterar uma solução
- 22:24muito positiva para o mundo. Os
- 22:26bancos centrais, eles na época da crise 2008,
- 22:31abandonaram neoliberalismo e jogaram dinheiro para
- 22:33caramba o sistema financeiro, né? Abandonaram
- 22:38neoliberalismo para eles, sabe? Certo.
- 22:42Agora falta ser abandonado neoliberalismo para o povo.
- 22:47Agora, já se sabe que... Tem
- 22:50gente vendendo essa vitória da esquerda da França como
- 22:53um desastre. Eu já vi algumas análises
- 22:56desse tipo. Ganhou, mas não ganhou, porque não
- 22:59tem maioria no Parlamento. Mas
- 23:01aà tem uma possibilidade de ter... Primeiro,
- 23:05tudo pela lógica francesa da polÃtica francesa, deve
- 23:08sair daà um primeiro ministro, pela lógica. Mas
- 23:12para ter maioria e governar, precisa de fazer
- 23:17uma aliança. Evidentemente que não vai ser com a
- 23:19extrema direita derrotada. Talvez
- 23:22seja consciente, lá onde vão encontrar o macron.
- 23:28Como ficaria, então, essa... Para
- 23:31além dos agoros de crise, né? Como
- 23:36ficaria, como caminharia, então, essa possibilidade de
- 23:40aliança da esquerda, que rejeitou o projeto de...
- 23:45Super neoliberal, do próprio
- 23:47governo de macron, mas agora precisaria de alguma
- 23:51articulação que não fosse como imagino Arca de Noé
- 23:56da aliança brasileira, né? Quer
- 23:59dizer, o brasileiro tem uma aliança no governo que é
- 24:01Arca de Noé, né? Vai de Aze, né? Exatamente.
- 24:07Eu acho assim, primeiro eles conseguiram, eles devem
- 24:12conseguir a maioria, não a absoluta, pode governar.
- 24:17Isso, exatamente, a maioria
- 24:18absoluta, né? Sozinho. Mas imagine que você, que
- 24:25é escolhido... Eu não duvido que o macron
- 24:27possa dar um golpe nesse ponto, mas imagine que é
- 24:30escolhido um primeiro ministro da esquerda. Ele
- 24:35começa a governar, o propõe medidas como a reversão da
- 24:40reforma prevenciária, que foi feita o ano passado, a
- 24:43base do tiro da pancadaria por parte do macron, da
- 24:48violência mais extrema, eles propõem retirar a reforma
- 24:53prevenciária. Isso vai incendiar a fraça. Os
- 24:58movimentos populares vão, apesar de não ter a
- 25:01maioria absoluta no parlamento, eles vão
- 25:05enfrentar esse movimento. Ou seja, é uma situação
- 25:13diferente da do Brasil. Primeiro,
- 25:15eles têm a maioria. Depois, eles vão propor e desgastar
- 25:20o projeto do macron e dos republicanos de lá e da
- 25:27extrema -direita. Ele vai mostrar que esses
- 25:31outros três grupos, na verdade, fazem parte de um
- 25:35mesmo bloco. Ele vai mostrar para a França,
- 25:39para a França e as franceses no outro projeto.
- 25:44E começa um governo de
- 25:46conflonto. Conflonto com neoliberalismo. Então,
- 25:51é um momento necessário. Quem
- 25:55produziu a volta de fascistas, a cena polÃtica
- 26:02de forma tão alta, as polÃticas do macron, as
- 26:06polÃticas neoliberais, elas só produzem isso. Produciram
- 26:09isso aqui no Brasil, com Bolsonaro. O
- 26:11governo temo é produzir o Bolsonaro. O
- 26:16Aécio Neves produziu o Bolsonaro. Então,
- 26:22a população precisa ver uma outra forma. Aqui
- 26:26no Brasil, uma situação diferente que o governo tem
- 26:29minoria. Eu não sei se o Necredito que
- 26:34haja uma aliança. O Parto LÃngu tem, na
- 26:40verdade, um projeto próprio. E
- 26:43se ele quer alguma coisa concordar com o governo,
- 26:46ele vai concorda. Ã uma forma gerar a guerra.
- 26:49Mas faltou aqui no Brasil falta
- 26:52o enfrentamento que haverá na França. Essa
- 26:56mobilização popular. Para ir mostrando as pessoas
- 27:01quem é quem. Aqui não. Aqui
- 27:05se coloca por anos quentes. Pois
- 27:07é. Eu queria lembrar exatamente
- 27:09isso. Em menos de uma semana, as
- 27:12ruas da França ficaram de fato ocupadas. Houve
- 27:17uma reação popular e o resultado foi até
- 27:21surpreendente. Porque você imaginava na reação,
- 27:24mas talvez ninguém imaginasse na reação do
- 27:27tipo que aconteceu. Impungar a extrema direita para a
- 27:31terceira posição. E estabelecer -se como maioria.
- 27:35Não, absoluta, mas maioria.
- 27:40Agora, pelo que você está
- 27:42sugirindo, os franceses. E não só os franceses, porque
- 27:47tem muita gente que mora lá, não é francês, mas que
- 27:51atuou para essa mudança. O que ocorreu agora. Imagina
- 27:57-se que, pelo que você está descrevendo aÃ, as ruas não
- 28:01vão ficar imunes a esse novo momento. E
- 28:07certamente que essa mobilização não vai parar.
- 28:10Pelo que se percebe da reação
- 28:13contra as reformas de Macron. E
- 28:16agora essa reação contra o avanço da extrema direita
- 28:21na França. Trazendo isso para... Não
- 28:25dá nem para trazer, mas fazendo uma comparação. Não
- 28:28faz mal comparar. No final de contas, claro, nós
- 28:31não temos um parlamentarismo. Nós
- 28:33temos um parlamentar... Para lamentar, não é? Ã
- 28:40um governo para lamentar. à o PeresÃcialismo de Coação,
- 28:45aqui que eu chamei. Pois é, você falou, o
- 28:47Presidencialismo de Coação. E
- 28:49o povo brasileiro, hein? Fábio,
- 28:53o que que aconteceu? Eu me lembro, só um parêntese
- 28:56aqui, bem rápido. Eu me lembro que em 1989,
- 28:58quando houve a primeira derrota da grande
- 29:02articulação pela esquerda, em favor da candidatura
- 29:07do... Então, candidato Lula, Florian
- 29:12Fernandes, que era o petista, foi de Aptado
- 29:16Federal, um grande pensador brasileiro, ele escreveu um
- 29:21artigo que alguém perguntou qual seria o caminho, aÃ
- 29:25ele disse, o caminho é volta às origens, volta à s
- 29:30bases. A gente voltou de 1989, a
- 29:35gente tem sempre dificuldade de ocupar as ruas, eu digo
- 29:39a gente assim, as pessoas que de fato estão
- 29:41identificadas com a democracia, não
- 29:43necessariamente de esquerda, mas pessoas que de fato se
- 29:47identificam com a democracia. Nós
- 29:49temos uma dificuldade para isso, que o 2003 era outra
- 29:53coisa, né? Aham, nós temos uma dificuldade
- 29:58porque isso foi sendo desconstruÃdo. Você
- 30:03lembrou muito bem aÃ, nós tÃnhamos um deputado de
- 30:08federais, inclusive da esquerda e de outro nÃvel,
- 30:10você tinha Floresta Fernandes, você tinha
- 30:14Marida, Conceição Tavares, você tinha Lauro Campos lá
- 30:19de BrasÃlia, você tinha grandes intelectuais, isso
- 30:23desapareceu, né? Os deputados só eram, as
- 30:27lideranças inclusive da esquerda, elas são muito,
- 30:32muito pouco capazes de criar, de dirigir, de
- 30:39propor, elas são um grupo menos expressivo,
- 30:44intelectualmente, sabe? Isso é um problema, você, o
- 30:49próprio PT foi afastando os seus intelectuais dos cargos
- 30:54de direção, ele foi se controlando, foi se
- 30:57bureaucratizado, foi atraindo lideranças sindicais para a
- 31:04gestão do governo, dos governos, isso vai fazendo
- 31:10com que o próprio movimento não se mantém vivo, né? E
- 31:16quando você tem uma greve como a dos professores das
- 31:18universidades federais agora, dos institutos federais, dos
- 31:23técnicos administrativos, que há uma acessação de como
- 31:29se nós estivéssemos traindo o governo, né? Sim,
- 31:33movimento. Popular, os movimentos populares são
- 31:36vistos hoje de forma negativa, sabe? Ação
- 31:42vistos de forma negativa, isso leva a uma paralisia,
- 31:48você acha que é possÃvel resolver tudo por acordos
- 31:53com a cúpula do Congresso e desmobilizar as pessoas,
- 32:00ao contrário, na França, não, na França, esses anos
- 32:03todos contra as reformas do Macron, a Indústria, a
- 32:08Saquille, ou mobilização popular, mesmo contra as
- 32:12reformas que o Partido Socialista francês fez,
- 32:16Françoa, Hollande, sabe? Houve
- 32:20uma luta que manteve as pessoas, conscientes dos
- 32:26seus direitos, né? E vamos dizer assim, é um
- 32:31momento em que a gente vê a própria história francesa,
- 32:37a França fez muitas revoluções, né? Fez
- 32:41em 1789, fez em 1830, fez em 1848, teve duas, em
- 32:481870 teve outra, né? A luta contra os nazistas
- 32:52durante a Segunda Guerra é um tipo de revolução, sabe?
- 32:55Tudo isso está muito vivo na
- 32:57história francesa, né? Bem -vindades, sim. Procega,
- 33:02por favor. Você disse que na França o
- 33:05protestar é um esporte nacional, recorrer a mais
- 33:10um esporte nacional, sabe? Então,
- 33:14aqui faltou isso, ouviu a tentativa de desmobilizar
- 33:18como se os sectores populares fossem cômodos,
- 33:22como se eles tivessem atrapalhando o governo, como
- 33:26se eles tivessem impedindo a chegada de acordos com a
- 33:31classe dominante, mas essas coisas nunca, geralmente,
- 33:35nunca são favoráveis ao forno. Certo,
- 33:38bem -membrado, me corrigir se eu estiver equivocado.
- 33:42Ah, ao contrário do que você
- 33:44citou, da França, ah, no Brasil, uma espécie de, não
- 33:46sei o que você pode chamar, de tradição, de
- 33:49conciliação por cima, assim, está prestes a haver uma
- 33:53mudança aÃ, as elites se juntam e levam aquele
- 33:59momento que podia ser de mudança para um determinado
- 34:03tipo de acordo conservador, e tudo fica como está,
- 34:05muda pouco para não mudar nada. Tem
- 34:08mais ou menos isso no Brasil? Ã,
- 34:11o tempo todo, a história brasileira é isso. Não
- 34:14quer dizer que esses acordos também não sejam
- 34:16banhados de sangue, fazem acordo por cima, mas o
- 34:21povo vive o banho de sangue, de corte de ama, e
- 34:26de muita violência. Então, surge essa ideia dos
- 34:34acordos por cima, e faz parte do presidente Lula, a
- 34:38ideia de, não, é possÃvel fazer a greve, negociar com
- 34:42a direção da empresa, ele é predel assim, né? Sim,
- 34:45é verdade. Mas, mas não é, nem tudo é
- 34:49assim, nem tudo é igual, nem tudo é negociação
- 34:51sindical, existem as lutas polÃticas no paralelo das
- 34:55lutas sindicais, elas exigem uma civilização da sociedade
- 35:00mais humana, o que uma luta sindical não alcança,
- 35:05uma luta sindical pede o ganho salariais ou
- 35:10voluntários, mas, é, pra reservação de emprego, mas
- 35:16na uma luta polÃtica, a luta polÃtica acabou
- 35:20ficando, vamos dizer assim, esmagada por essa compressão
- 35:26sindical da vida brasileira, de que é possÃvel, em
- 35:30certo momento, sentar com os patrões e negociar, mas
- 35:34os patrões não negociam, eles têm clareza que não
- 35:38podem ser de um centÃmetro. Existe
- 35:42a maior rede TV do Brasil, ela hoje dá prejuÃzo na
- 35:48parte em que ela faz novelas, jornais, programas
- 35:52esportivas, o lucro maior dela tá vindo do setor
- 35:57financeiro, entende? Ela tá vindo dessas da
- 36:02especulação financeira, ela não vai fazer acordo com
- 36:06relação a isso, entende? Não
- 36:08vai. E aÃ, isso acaba moldando,
- 36:11inclusive, a forma de interpretar o paÃs, através
- 36:14dos noticiários. Isso, é o próprio. Olha,
- 36:19a gente pensa que é fácil, mas não, eles tentam formar
- 36:22as pessoas na sua visão atrasada o tempo todo, né?
- 36:28à nos programas de violência
- 36:32policial, os programas policiais, isso é um pulto,
- 36:35é um processo de formação, um processo de pedagogia.
- 36:41Nem sempre a pedagogia é boa,
- 36:43né? Nem sempre se ensina coisas
- 36:46boas, né? Então, o tempo todos os programas
- 36:49policiais são para formar as sociedades humanas. O
- 36:53tempo todos os jornais das grandes mÃdias, os jornais
- 36:57escritos também, as mÃdias sociais para formar esse
- 37:03modelo atrasado. Então, a gente enfrenta um
- 37:06monstro, um monstro parecido com o que o escritor em
- 37:11inglês, Jorge Olvio, colocou em 1984 um livro, né? Sim.
- 37:17Um sistema de controle das ideias, de vigilância
- 37:22permanente, sabe? à difÃcil, não é fácil, mas
- 37:26é necessário combater onde nos leva para o nazismo e
- 37:30fascismo. Agora, vamos falar aqui de
- 37:36esperança. Aquele projeto que na Câmara, sob
- 37:39a liderança, vamos chamar de liderança, né? De
- 37:42Arthur Lira, que praticamente era um espécie
- 37:48de projeto de lei do estupro, que assim foi
- 37:50chamado, levou a grande mobilização das mulheres que
- 37:55foram às ruas e empurrar o Lira para um canto assim.
- 37:59A gente não pode dizer ainda
- 38:00que está resolvido o problema, mas houve um
- 38:02regul, porque ele tinha usado 26 segundos do tempo
- 38:07para praticamente impor a urgência do projeto e que
- 38:11seria facilmente aprovado pelo perfil que a gente
- 38:13conhece da Câmara, a maioria da Câmara, né? Ã
- 38:17esse exemplo dado pelas mulheres. Eu
- 38:19podia também usar a unidade e a greve forte dos
- 38:24trabalhadores da educação, doocentes e técnicos com o
- 38:28apoio dos estudantes na área federal. Esses
- 38:31dois momentos aÃ, eles dão indicativo de que o Brasil
- 38:35também pode reverter essa caminhada aà da extrema
- 38:40direita e da direita? Não, não dão indicativo. Soube
- 38:45indicativo que o Lira se achava superior a tudo e a
- 38:48todos, um ditador após um poder. Eles
- 38:56querem esse esquema. O Michel Temer em Portugal
- 39:00teve dizendo isso como defender um novo golpe que
- 39:04agora tem um semipresidionalismo. Nós
- 39:08já voltamos contra o parlamentarismo à época, né?
- 39:12Com plebiscito, né? Com
- 39:14plebiscito. A gente foi conto e eles
- 39:18querem impor esse parlamentarismo para ter o
- 39:20controle. AÃ, agora a esquerda não pode
- 39:24pôr as propostas não liberais, né? Não
- 39:28pode adade defender redução de gastos sociais,
- 39:33desvinculação das verbas, as verbas obrigatórias na saúde
- 39:39e na educação. Não pode. O
- 39:41que é que tá dizendo para as pessoas? Tá
- 39:44dizendo que não tem jeito, que não tem saÃda, que é
- 39:46aça mesmo, que a gente não pode fazer nada. Tem
- 39:50que ter outras propostas, propostas não liberais ainda
- 39:53estão aà para todo lado e no conjunto da esquerda,
- 39:55né? à preciso mostrar para as
- 39:58pessoas que há outra alternativa, só. Certo.
- 40:04Eu ainda tirei um ponto aqui que tem a ver com
- 40:07esse exemplo histórico aà dado nesse momento pela
- 40:11França. A gente tira condições de
- 40:15rever esse modelo brasileiro de polÃtica que é o
- 40:17seguinte, elege o presidente para um lado e empurra um
- 40:20Parlamento horroroso por outro. O
- 40:21que foi o que aconteceu? Aconteceu
- 40:23quando a Dilma, aconteceu com o Lula agora, uma
- 40:27maioria parlamentar extremamente desvinculada do
- 40:32povo brasileiro. Ou seja, essa crise de
- 40:34representação ou essa representação que não é do
- 40:37povo brasileiro, ela pode ser superada nas próximas
- 40:42eleições, que tipo de trabalho tinha que ser
- 40:44feito, né? Eu não estou citando aqui
- 40:46nenhum grupo especificamente, mas sim. Uma
- 40:48representação que de fato representa o povo
- 40:50brasileiro. Pois é, eu tenho estudado um
- 40:55pouco, não muito, mas estudado um pouco sobre
- 40:58reformas eleitorais. As eleições na Inglaterra até
- 41:01o começo do século XX, eram feitas com os credit
- 41:04boards, com carinho de dinheiro, né? Ele
- 41:09ia com carinho de mão, de dinheiro, e daà chamava os
- 41:13eleitores, o pessoal voltava e ele ia pagando ali aos
- 41:16eleitores, só. Então, nós estamos com alguns
- 41:22problemas graves aqui. O primeiro, a compra de
- 41:26lideranças comunitárias, a cada dois anos, vem aquele
- 41:31dinheiro, a liderança comunitária diz que os
- 41:34outros votos têm alguém pagando a ela, sabe? Sim.
- 41:37O outro é o tráfico, não só o tráfico, mas as
- 41:41facções, estão controlando o voto. Mas,
- 41:47nas comunidades. O terceiro problema é o uso
- 41:53de certas igrejas, para controlar o voto, então
- 41:57elas se tornaram talentes permanentes de candidatos na
- 42:03extrema direita e os tribunais eleitorais, não
- 42:10estão coisbindo isso, sabe? Entende?
- 42:14Então, são três problemas que nós temos que resolver.
- 42:20A compra de votos, a inflexia
- 42:23religiosa nas igrejas estão, não é? Um
- 42:28par lá que permanente só para o moado e o domÃnio
- 42:31das facções também, é controlando e impedindo e
- 42:35eliminando graças de esquerda, não é? Entende?
- 42:40Eliminando fisicamente o sinal de semana, inclusive
- 42:44até igrejas católicas, eles mandaram fechar por resso,
- 42:48obedece a uma outra religião, sabe? Morar
- 42:52no Rio de Janeiro, não é? Sim.
- 42:54Então, nós precisamos reverter isso e ao mesmo
- 43:00tempo reverter a própria condição de miséria da
- 43:06sociedade brasileira, para poder as suas pessoas terem
- 43:10mais autonomia, não precisarem de R $ 200 a
- 43:14fada de dois anos. Você tem no Ceará uma situação
- 43:18catastrófica de 4 ,9 milhões de pessoas na miséria ou
- 43:29na pobreza, não é? Entende? Todos esses anos de
- 43:34subsÃdios e governos e tal e essa condição miserável
- 43:40das suas pessoas, levam uma descrença permanente e a
- 43:45compreensão de que o voto não, entre aspas, não
- 43:49resolve nada, não se reforma a própria sociedade
- 43:54brasileira ou é problemático, não é? Ok,
- 43:59meu amigo Fábio Sobral, muito obrigado pela sua
- 44:02participação, boa semana. Eu quero agradecer a boa
- 44:06semana a todos nós, a todos, grande abraço.
- 44:10Segunda -feira a gente volta aqui
- 44:11com alguma novidade, essa vez foi de novo, né? Foi.
- 44:15A pauta saiu de noite. Tem que ser da Inglaterra
- 44:18também. Pois é, nós nem tocamos ainda.
- 44:21Vamos na próxima conversa, vamos
- 44:24trazer essa questão lá da Inglaterra e as diacências,
- 44:30né? O que está acontecendo nesse
- 44:34aspecto da geopolÃtica ou da polÃtica interna de
- 44:38alguns paÃses que tem a ver com as nossas reflexões
- 44:42aqui? Muito obrigado, Fábio. Muito
- 44:44obrigado, obrigado. AÃ foi economista e professor
- 44:55do F .C. Fábio Sobral conversando com a
- 44:57gente aqui. Como faz toda a segunda -feira,
- 44:59né? Toda segunda está aqui com a
- 45:00gente e a gente traz uma reflexão e a experiência, o
- 45:07conhecimento do Fábio para nos esclarecer um bocado de
- 45:11fatos, ideias e problemas a enfrentar. Que
- 45:17o mundo enfrenta, que o Brasil enfrenta, que todos
- 45:18nós precisamos enfrentar. Oito
- 45:22horas e vinte. A apresentação no Nato Lima.
- 45:32à que água não sobe, mas
- 45:34sobe. A caja está avisando. Vai
- 45:38subir a água. A conta, né? A
- 45:41conta de água e esgoto. Sobe
- 45:42um junto com o outro. A água vai junto com o
- 45:45esgoto. Pois é, a partir de agosto, a
- 45:48conta de água e esgoto aqui no Ceará vai subir
- 45:508%. Ã, sempre assim, né? Não
- 45:53tem subidinha abaixo da inflação, não. AÃ
- 45:57a medida é uma revisão tarifária, de forma linear.
- 46:02Para todas as categorias de
- 46:04consumo onde a cajeia se atende. O
- 46:08aumento entre em vigor a partir de 5 de agosto. E
- 46:12essa revisão de valores foi aprovada pela agência
- 46:15reguladora de serviços públicos delegados do
- 46:18Estado, que era ARSE. Com a aplicação de espécie
- 46:21central autorizada pela agência reguladora, a tarefa
- 46:25de serviços de água e esgoto da Cajés passa a
- 46:28ser de R $ 6 ,29 ,00, o metro cúbico. Segundo
- 46:36a Cajés, a revisão leva em consideração o aumento nos
- 46:39custos e a necessidade de garantir o equilÃbrio
- 46:41econômico financeiro da empresa, a operação de
- 46:44sistemas, a manutenção, a expansão melhoria do serviço
- 46:48prestado à população. Além disso, a Cajés considera a
- 46:51necessidade de cumprimento de metas pactuadas de
- 46:54universalização, qualidade e continuidade do serviço de
- 46:56abastecimento de água e esgoto previsto e
- 47:00encontrado. Ou seja, mencerem da Cajés, se
- 47:03a gente que paga mesmo tudo, né? Paga
- 47:06tudo. Agora, subindo preços, meu amigo,
- 47:10universalização fica pra lá, né? Não
- 47:13universaliza. Você lembra que semana passada
- 47:16nós falamos aqui da falta de acesso à água e esgoto
- 47:20de uma população imensa no Brasil? Mas
- 47:25coincidir que é exatamente quem tinha menor renda. Até
- 47:30o salário mÃnimo, sendo que a maioria nem o mÃnimo
- 47:32ganhava. Aà não tinha acesso nem Ã
- 47:34água, nem a esgoto. Agora o curioso é que o
- 47:37equilÃbrio econômico financeiro de empresa da
- 47:40direita reajuste. Mas ninguém se preocupa mesmo
- 47:46com o equilÃbrio econômico financeiro dos trabalhadores.
- 47:51Aà o salário, melhorar o
- 47:57salário, melhorar a renda, aà é outra coisa. Não
- 48:00há uma preocupação equilÃbrio econômico
- 48:02financeiro. Daà os milhares, milhões de
- 48:06pobres e miseráveis que não têm acesso, inclusive Ã
- 48:11água e esgoto. Durante o Congresso de Estrema
- 48:23-Direita realizado no Balneário Camboriú, em Santa
- 48:29Catarina, a repórter da CNN, Zadora Aires, foi
- 48:34hostilizada e teve que deixar o local depois de
- 48:36ser cercada por participantes do evento de
- 48:39Estrema -Direita. Ela estava se preparando para
- 48:42uma transmissão ao vivo quando o incidente ocorreu.
- 48:45A situação foi transmitida ao
- 48:48vivo e interrompeu o evento por alguns minutos. O
- 48:52apresentador do evento, Paulo VÃtor Sousa, tentou
- 48:55minimizar a situação pedindo que as pessoas se
- 48:58concentrassem no evento da Estrema -Direita. AÃ
- 49:00foi interrompido por xingamentos do povo deles
- 49:05mesmo lá da Estrema -Direita contra o presidente Lula. A
- 49:10repórter da CNN, Zadora Aires, para sair do local
- 49:16foi escoltada por guardas municipais para não ser
- 49:21vÃtima de violência fÃsica. A
- 49:25CNN se manifestou afirmando que a repórter foi
- 49:27hostilizada durante o exercÃcio de sua atividade
- 49:29profissional, confirmou que foi preciso ser retirada
- 49:33para um ambiente seguro mediante a escota. A
- 49:37emissão destacou o profissionalismo da repórter,
- 49:39continuou a hostilidade como ameaça à democracia e
- 49:42liberdade de expressão. Mas não foi o primeiro
- 49:44incidente de hostilidade contra a jornalista nesse
- 49:46evento. No dia anterior, Pedro Augusto
- 49:49Figueiredo do jornal Estadão, Estado de São
- 49:51Paulo, foi empurrado e seguido, depois de
- 49:55questionar, Michel Bolsonaro sobre o indiciamento do
- 49:59marido dela, Missias, no caso das joias, que ele
- 50:03foi indiciado. Por vários crimes, você tem que
- 50:07ser mana passada. Ele mais onze, esse evento lá
- 50:12em Santa Caparina, foi quando o presidente atual
- 50:16da Argentina, Ravier Milleu, se reuniu com o ex daqui.
- 50:22Se reuniram lá para discutir,
- 50:25sabe -se lá o que. Mãe Milleu ganhou um troféu de
- 50:32reconhecimento pela sua indecência polÃtica, só pode
- 50:36ser. Eu não vou nem dizer o nome
- 50:38do troféu aqui, ele ganhou do amigo dele, o indiciado
- 50:41inegÃvel. São jornalistas agredidos da
- 50:46CNN, jornalistas do Estadão. Infelizmente
- 50:50a mÃdia brasileira, os patrões da mÃdia brasileira,
- 50:52continuam submetendo profissionais a trabalho
- 50:56degradante. Ã degradante, sim, cobrir um
- 51:01sub -evento dessa natureza. Como
- 51:05era degradante, é aquele cercadinho do Palácio da
- 51:09Alvorada na gestão do outro lá, até 2022. Ã
- 51:16preciso que os donos dos meios de comunicação comecem
- 51:20a se preocupar um pouco mais. Tem
- 51:22muita coisa para cobrir além das lorotas de um
- 51:28projeto de golpista fracassado e um futuro
- 51:33fracassado e golpista. Não é o homem da Sina. Não.
- 51:39Mas não para por aà os atentados à liberdade de
- 51:44expressão e de imprensa que está previsto nas leis
- 51:52brasileiras. Eu tinha falado aqui semana
- 51:55passada que o autor do livro, a vez da Pelen,
- 51:58Géfiço Renório, tinha sufrido a 16ª abordagem
- 52:03policial racista da vida dele. Pois
- 52:08bem, mas o livro, a vez da Pelen, foi também
- 52:13censurado, foi censurado em Guiás, Mato Grosso do Sul
- 52:16e Paraná. Em maço, depois de uma
- 52:21tentativa de censura baseada na interpretação distorcida
- 52:25e descontextualizada de trechos do livro, a vez da
- 52:29Pelen, houve um pedido de parecer ao Ministério da
- 52:34Educação, para saber se o livro tinha alguma coisa
- 52:37que fizesse ser proibido de circular nas escolas. Um
- 52:43parecer do MEC, Ministério da Educação, considera que
- 52:46o livro, a vez da Pelen, de Géfiço Renório, não faz
- 52:49apologia aos de drogas, nem a violência contra a
- 52:52mulher, nem os de expressão vulgares e sexuais e que
- 52:55as cenas narradas no livro têm coerência interna e
- 52:59podem ser usadas em ambientes colar. Eu
- 53:02li o livro, muita gente nos ouve aqui certamente
- 53:06que leu, quem não leu pode ler, é um livro premiado.
- 53:12A vez da Pelen ganhou o
- 53:14Prêmio Jabuti de Romance Literária em 2021. Ã
- 53:19uma obra importante, inclusive para a gente
- 53:21compreender a realidade brasileira a partir da
- 53:23ficção literária. Com esse parecer do MEC, fica
- 53:27claro que o livro, segundo MEC, pode ser usado
- 53:30tranquilamente, está dentro do Programa Nacional do
- 53:34Livro e do Material didático e pode ser usado
- 53:37e adequado para a turma de primeiro, segundo e terceiro
- 53:40anos no ensino médio. Pronto,
- 53:45está aÃ. Show atrás, né? Parecia
- 53:51que é show, show ignorância. Vamos
- 53:55embora, né? Obrigado pela sua companhia aqui ao
- 53:59vivo e também você que nos acompanha pelo podcast Rádio
- 54:03Livre com o Nonato Lima. Até
- 54:05amanhã, 7h30 ao vivo e com o podcast Rádio Livre com
- 54:09o Nonato Lima. Assis Lima e eu voltamos amanhã.
- 54:13Boa semana. Até
- 54:15lá. Rádio Livre