Latest / InovaTec Update / Derretimento e quebra, e não evaporação, explicam como rochas espaciais chegam ao chão
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Espaço. Derretimento e quebra, e não evaporação, explicam como rochas espaciais chegam ao chão. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 8 de outubro de 2026. Durante muito tempo, a explicação parecia simples. Uma pedra vinda do espaço entra na atmosfera, esquenta demais e vai virando vapor. Um novo estudo mostra que não é bem assim. O que mais faz essas rochas encolherem é o derretimento e, depois, a quebra em pedaços. O trabalho é de Peter Jenniskens e colegas do Instituto SETI e da NASA, a agência espacial americana. Eles analisaram setenta e cinco quedas de meteoritos registradas em vídeo e em fotos. Enquanto brilha no céu, a rocha é chamada de meteoro, a nossa estrela cadente. Quando chega ao chão, passa a se chamar meteorito. Os pesquisadores descrevem até sete etapas nessa descida. Nem toda rocha passa por todas, porque isso depende de como ela era lá no espaço. Lá no alto, o ar já forma uma onda de choque na frente da rocha. O choque com as moléculas de ar esquenta tudo, e ela começa a brilhar. Conforme desce, o brilho aumenta. Algumas rochas giram tão rápido que o brilho pisca num ritmo regular. Depois vem a bola de fogo. A superfície derrete, e o vento arranca esse material, deixando gotinhas para trás. Por volta de sessenta quilômetros de altitude, o derretimento entra num ritmo estável. Só desse jeito, algumas das rochas perderam até quarenta por cento da massa. Mais abaixo, a pressão do ar aumenta e a rocha se parte. A bola de fogo pode reacender a cada pedaço que se solta. Quando a parte de trás se despedaça, surge um último clarão, geralmente vermelho, e não verde como antes, porque a rocha já está mais lenta. Por fim, os pedaços se apagam, ficam com uma fina crosta de material derretido e terminam a queda levados pelo vento. A quebra trouxe uma surpresa. As rochas começam a se partir quando a pressão do ar à frente delas chega a só um quinto do valor medido em meteoritos encontrados na Terra. Ou seja, elas cedem antes do esperado. A equipe acredita que isso se explique pelo calor e pelas rachaduras deixadas por colisões antigas no espaço. Darrel Robertson, do Centro de Pesquisa Ames, da NASA, explica outro detalhe. Enquanto a traseira da rocha continua inteira, ela cria uma espécie de vácuo atrás de si. Os fragmentos menores são puxados para esse rastro e caem numa faixa estreita do terreno. Quando a traseira se rompe, os pedaços são lançados mais longe. Entender esse processo ajuda a descobrir como essas rochas eram no espaço. E ajuda também a pensar nos casos perigosos. Asteroides de até algumas dezenas de metros costumam ser rochas sólidas, como as estudadas, porque giram mais rápido do que os maiores. Por isso, a equipe diz ter obtido os primeiros dados sobre objetos que vão do tamanho de um carro ao de um quarteirão e que explodem na atmosfera. Foi o que aconteceu em dois mil e treze sobre Chelyabinsk, na Rússia, com um asteroide de uns vinte metros. O estudo foi publicado na revista Meteoritics and Planetary Science. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.