Latest / História pros brother / Origem dos palavrões
Transcript
- 0:00Agência de podcast.com.br Conta essa história aí, brother.
- 0:06Origem dos palavrões. Vamos lá.
- 0:16Alexandre, esse episódio veio a calhar no dia de hoje pra você,
- 0:19hein? Eu tô irritado.
- 0:20Você tá irritadinho. Tô trocando, parando os
- 0:23remédios, trocando os negócios. Tô puto.
- 0:25Não quero nem explicar. Tô mantendo o cu também.
- 0:28Só tá ruim de cabeça, né? Vamos ficar com isso.
- 0:31Ruim. A indústria...
- 0:32Olha aí. Me fudeu.
- 0:34A denúncia aí, ó. E esse vai ser um episódio com
- 0:36palavrões. É, ué.
- 0:38Esse episódio vai ter muito palavrão, por quê?
- 0:40Seu borra-botas. Borra-botas?
- 0:42Você inventou ou não existe? Não, isso existe.
- 0:45É um xingamento, sei lá, nos trinta.
- 0:46Caralho, borra-botas. Que maneiro.
- 0:48Não conhecia. Acho que você pode estar
- 0:50mentindo também, importante. Mas eu quero falar sobre a
- 0:54origem dos palavrões, mas eu quero falar do conceito de
- 0:56palavrão também. Que eu acho que a gente descobre
- 1:00o palavrão com a velhice, né? Quando a gente é criança, existe
- 1:03todo um tabu, né? Criança não pode falar palavrão.
- 1:06Esse palavrão aqui não pode, aquele lá não pode.
- 1:09E aí você fica sem saber, pô, é errado ou não é?
- 1:13Mas meu pai fala, mas eu não posso falar.
- 1:16Sabe, todo esse conflito que existe sobre palavrão é muito
- 1:18interessante. E a gente vai falar sobre o que
- 1:21é um palavrão, da maneira um pouco mais técnica.
- 1:24Sobre por que eles existem. E vou falar, óbvio, da origem
- 1:28dos palavrões mais clássicos pra gente.
- 1:30E até de palavrão worldwide. Quero falar de palavrões pelo
- 1:34mundo afora. Bonito.
- 1:35Mas antes de começarmos, Alexandre Níquel...
- 1:39Vamos lá. Você tá com uma vontade mesmo de
- 1:42gravar comigo, cara? Eu não tô, cara.
- 1:45Não é isso. É que tu chega enchendo o saco,
- 1:47cara. Tá bom.
- 1:49Me responde uma coisa. Você pode escolher um palavrão
- 1:52pra não ser mais palavrão e ser liberado.
- 1:55Qual é o palavrão que você escolhe?
- 1:57Pra liberar. Ah, eu acho que o vai te fuder é
- 2:00um... Vai te fuder é forte.
- 2:01É, eu acho que... É porque eu falo meio, às vezes,
- 2:05soa meio agressivo. Soa meio agressivo.
- 2:08E eu não quero ser, assim, tipo, ah, alguém fala alguma coisa,
- 2:10ah, não, vai te fuder, tu e tua família.
- 2:13É tipo, é muito... A família também.
- 2:15É, sei lá, comum, erro pequeno, assim.
- 2:18E eu não quero soar agressivo, né?
- 2:20Entendi. Mas eu tento cada vez menos
- 2:21falar palavrão, cara. Eu não acho legal mais.
- 2:24Ah, é? Não acho mais legal, não.
- 2:26Já saiu. Acabou.
- 2:28Não treina mais. Não treina mais.
- 2:30Daqui pra frente o palavrão vai deixar de...
- 2:32Não tá tão legal mais falar, cara.
- 2:34Acho... Acho que eu tenho que ter mais
- 2:36recurso. Olha!
- 2:38Falta de vocabulário? Você acha que...
- 2:39É, eu acho que... Pô, tem outras formas de me
- 2:43expressar. Eu acho muito...
- 2:46Muito preguiçoso. Olha...
- 2:48Tá bom, aí é uma forma de enxergar.
- 2:51Então, galera, anota aí. Não, palavrão não vai...
- 2:54A onda é outra, galera. Show, show palavrão.
- 2:57Show palavrão. História para os brothers sem
- 2:58palavrão. Beleza, muito bem.
- 3:01Todo mundo sabe que o palavrão é uma palavra, uma expressão
- 3:04ofensiva, vulgar, inapropriada, mas é importante lembrar que é
- 3:07para contextos sociais e culturas específicas e em tempos
- 3:12específicos. Tem palavrão que antigamente
- 3:16significava uma parada normal e hoje é algo inaceitável e
- 3:20vice-versa. Tem palavrão que hoje em dia já
- 3:22perdeu a conotação agressiva, chula, e ganhou uma outra
- 3:26conotação. O que define o palavrão é a
- 3:29cultura, o tempo, o ambiente e as pessoas que estão falando
- 3:33também. Tu fala muito, né?
- 3:34Bastante palavrão, né? Acredito que eu fale.
- 3:36É. Eu acho que eu sou...
- 3:38Tem o lance do Rio de Janeiro, assim, ser mais informal, assim.
- 3:42Isso, é tipo, até na educação, sabe, eu acho que tem um clima
- 3:46positivo com palavrão incluído. Porque eu acho que existe esse
- 3:50lance do, tipo, você quer ser legal, quer deixar todo mundo
- 3:53confortável, mas você não quer ser o otário.
- 3:56Então, você que também joga uns palavrões pra, né, botar, tipo
- 4:00assim, ó, não tô deixando ninguém montar em mim, não.
- 4:04Tá ligado? É complexo, é complexo.
- 4:06Mas tô ajudando todo mundo. É foda, mas no Rio de Janeiro
- 4:10tem bastante. O lance, Alexandre Níquel, é que
- 4:12essas palavras agressivas, elas são um tabu.
- 4:16Mas é justamente o fato de ser um tabu que faz a gente querer
- 4:21usar. Sabia disso?
- 4:23É justamente o fato da palavra, sei lá, porra, ela não ser uma
- 4:27palavra aceitável, que você quando topa o dedo na cama, você
- 4:32vai lá e grita porra. é muito foda, porque eu entendo essa
- 4:35lógica e tal, mas eu lembro que tinha um corte de um podcast de
- 4:40algum, esses podcasts tem alguém muito burro falando sempre e aí
- 4:44era, o cara queria acabar com o racismo legal e era tipo, porque
- 4:52ah, como é que é é que não podia falar algumas coisas que se
- 4:55pudesse falar e todo mundo falasse, não ia mais ser
- 4:58racismo, sabe tipo, as pessoas podiam usar qualquer expressão
- 5:03É, porque daí... Legal, legal, legal.
- 5:09Você pode usar qualquer expressão racista, porque se
- 5:10todo mundo usar... E tu só não podia falar, era um
- 5:13bagulho assim, só não podia falar de racismo, porque é tipo
- 5:17suicídio, tá ligado? Tu não...
- 5:21Tu não menciona, porque é um bagulho que só de tu falar, já
- 5:25vai ter... Ah, gera!
- 5:28Agora, se o lance é tu ser racista e não falar sobre, essa
- 5:34era a teoria do cidadão, assim. Legal, cara.
- 5:38Muito bem. Eu acho que fica aí então uma
- 5:41possível solução para acabar com o racismo.
- 5:43Vamos estudar e ver se é bom. Não endosso essas ideias, cara.
- 5:46Deixaram claro. Muito bem, cara.
- 5:49Então, tem estudos da BBC, um artigo da BBC que divulgou uns
- 5:52estudos, na verdade, mostra que, de fato, xingar alivia a dor,
- 5:56cara. É um fato.
- 5:58Tipo assim, se você se machuca...
- 6:01Pegaram pessoas... As pessoas se machucaram...
- 6:04E aquelas pessoas não podiam falar palavrão e outro grupo
- 6:07podia. De fato, as pessoas que gritaram
- 6:09palavrão... Elas pararam de se sentir dor
- 6:11mais rápido. Bizarro.
- 6:14Também o mesmo estudo descobriu que pessoas conseguem mais força
- 6:17física... Depois que xinga.
- 6:20É sério, cara. É bizarro.
- 6:22Aí calma aí. É, tipo isso.
- 6:25Vamos, porra. E aí o palavrão também serve pra
- 6:30aumentar vínculos sociais, tá ligado?
- 6:31Você tá num ambiente. E aí nesse ambiente você...
- 6:35Pô, você tá todo formalzão, você não cria um laço tão forte com a
- 6:40pessoa. Mas se você chega assim...
- 6:43E aí, doidão? Cheguei arrombado.
- 6:46A galera vai tipo assim, ah, eu sou amigo desse cara.
- 6:48Galera, reunião de trampo. Primeira coisa, se você
- 6:52encontrou o cara numa reunião de trampo, tu já chega no...
- 6:55E esse cu aí, né? Já chega assim.
- 7:00Pra virar amigo, galera. Pra ser amigo da galera, pô.
- 7:04Pra virar amigo, pra virar amigo.
- 7:06Mas então é isso. Chega na reunião desse jeito que
- 7:10não tem erro. Não tem nenhum erro.
- 7:12Beleza. Então fica a dica aí.
- 7:13Mais uma dica. Hoje a gente tá de cudo.
- 7:15Bem, Alexandre, a gente percebe que o...
- 7:19O palavrão, ele de fato tem poder, e é justamente o tabu que
- 7:24envolve no palavrão que dá esse poder pra ele, né?
- 7:28Ele alivia a dor, porque você não pode falar, e aí você fala
- 7:31algo que não pode, e aí isso meio que dá uma compensada, você
- 7:35se expressa, como aquele sentimento de dor é intenso,
- 7:38você se expressa intensamente, saca?
- 7:41Muito bem, Alexandre, eu quero falar... sobre algumas origens
- 7:45históricas de alguns palavrões. E uma coisa que é interessante é
- 7:49que muitos deles focam em funções corporais, atos
- 7:54sexuais... Ah, sexo!
- 7:57É, falei a palavra chave do podcast.
- 8:00E aí nós temos... Vamos fazer um podcast de sexo?
- 8:04Ei, vamos fazer um sexocast? É, sexo...
- 8:09Cara, se não tem o SexoCast, eu não acredito.
- 8:11Procura aí, quanto é que tem o SexoCast?
- 8:13Tem, pô, tem vários. SexoCast, um espaço tranquilo e
- 8:19sem julgamentos para discussão de temas como sexo, gênero,
- 8:22relacionamento e sexualidade em geral.
- 8:25Vamos, time. SexoCast, moleque.
- 8:28Absurdo, absurdo. Ah, então vamos fazer um nome
- 8:30mais criativo. Papo de Sexo.
- 8:32Caralho! Quantos podcasts tem com esse
- 8:36nome, cara? Muito foda, muito foda.
- 8:38Muito bem. E aí, né, o SexoCast, ele pode
- 8:41entrar aqui com certeza, né? Já que eu vou falar um pouquinho
- 8:43sobre fuder. Alexandre Aníquio.
- 8:47Sim, eu falei. Fuder, que o fuck, né, em
- 8:52inglês. E aí, nós também temos...
- 8:54Em inglês. Que bom que tu explicou pra
- 8:57audiência, né, cara? E também tem, como eu falei,
- 9:00função corporal. Você tem o merda.
- 9:03Tá ligado? E o merda, que é literalmente o
- 9:07excremento, né? Você tá cagando e aí você faz
- 9:10merda. Outra explicação muito boa.
- 9:11Verdade, é uma forma de explicar, realmente.
- 9:14Em latim, é uma coisa interessante, que algumas
- 9:17ofensas em latim eram mais focadas em entidade.
- 9:22Como assim? Quando vocês xingavam o Deus, o
- 9:24porra Zeus do caralho, tá ligado?
- 9:27Isso que era ofensa no latim antigo.
- 9:28Só que não tinha o porra e não tinha o caralho.
- 9:31É verdade, olha aí. Zeus!
- 9:32É... Malditos eu, tá ligado?
- 9:34Não acho que não tinha nem o maldito, né?
- 9:37Ou tu falava mal dos deuses, era isso?
- 9:39Isso, você xingava os deuses. E por quê?
- 9:42Por que o palavrão era xingar os deuses?
- 9:45Porque de fato aquilo representava algo proibido.
- 9:49Era um tabu, tá ligado? Pra caramba.
- 9:51E como a nossa sociedade, né, na moral judaico-cristã, também um
- 9:55lance de sexualidade, né, não pode fazer isso, não pode
- 9:58transar com pessoas do mesmo gênero.
- 10:01Então, os palavrões, eles têm a ver com esses tabus, entendeu?
- 10:05Eles ficam rondando esses lugares.
- 10:06No grego e no chinês, por exemplo, né, a Grécia também
- 10:09tinha muito com Deus, né, tipo Zeus e tal.
- 10:12Mas eles focavam muito em familiares.
- 10:15Hum. Tá ligado?
- 10:16Então, tipo assim, você falava...
- 10:17Tipo um filho da puta. Ah, tá.
- 10:19Os palavrão, os palavrão da China e da Grécia, meu irmão...
- 10:23É tudo com família. É tudo com família.
- 10:25Ah, eu acho legal. Tu gosta de...
- 10:27Ah, pô, se tu não sabe, a tua mãe sabe.
- 10:31Ah, legal, é verdade. Não, mas é, o quanto eu falo da
- 10:33tua mãe... É surpreendente, assim.
- 10:35É, saudade. Tá bom, tá bom, vamos lá.
- 10:39Mas aí, Alexandre... Diz que o ursinho dela tá
- 10:43voltando. Tá, ursinho, legal.
- 10:45Muito bem, Alexandre. Agora que você, né, sabendo
- 10:48disso tudo, será que você consegue criar um palavrão?
- 10:51Pô, é difícil, né, cara? É que eu acho que se eu olhar
- 10:55pra pessoa, eu consigo. Não, mas é porque, tipo assim...
- 10:58Se a gente escolher um ouvinte, assim...
- 10:59Ah, ouvinte, vamos lá. Pensa no ouvinte.
- 11:03Nessa figura aí, quase metafísica, né?
- 11:06Ele, esse ouvinte ou essa ouvinte, como é que ele é?
- 11:09Como é que ela é? Tipo...
- 11:11Pensa, porque você pensando no que ela acredita...
- 11:13Eu acho que tem xingamentos que são family friendly, que são
- 11:18legais, assim. Tipo, quando tu pega coisas que
- 11:21são universalmente ruins, tipo coisas relacionadas, por
- 11:24exemplo, água de salsicha, sabe? É bonitinho.
- 11:29É bonitinho e não é agressivo, sabe?
- 11:32Aqueles negócios que ficam no ralo da pia, que tu tira com o
- 11:35ferrinho, não sei qual é o nome daquilo.
- 11:37Mas eu acho que tem um xingamento family friend mais
- 11:42fofo e mais chicoanismo nesse meio, assim.
- 11:47Legal. Mas você...
- 11:48Porque senão você não vai muito, vai sempre pro sexual,
- 11:52escatológico de... Ou que tu enfia alguma coisa,
- 11:55tipo bafo de pizza, assim, sabe? Legal.
- 11:57Vai muito pra esse lado. Mas, pô, você não acha que dá
- 12:00pra ser um pouco criativo com as coisas proibidas?
- 12:03Tipo o quê? Tipo, o que que é proibido?
- 12:04Vamos falar outra coisa, além de sexo e que tem tabu e...
- 12:08Outra coisa além de sexo? Qual os outros...
- 12:11Fala tabus aí. vamos lá, é tabu um homem ter a conta paga pela
- 12:17mulher eu acho que tipo é óbvio que o palavrão ele é idiota, é
- 12:23baseado em porra nenhuma é baseado em coisas idiotas cocô
- 12:26todo mundo faz, sexo todo mundo faz mas né, mesmo assim mas eu
- 12:31tô falando de tabu o assunto é tabu é massa chamar alguém de
- 12:35criança coach criança coach criança pastora Criança pastora.
- 12:41Tem coisa por aí. Eu acho que pegar coisas sociais
- 12:45que são o pior da sociedade. E aí eu acho que sempre vai pra
- 12:49esse caminho. O caminho do coach é muito
- 12:51batido, mas o criança ajuda. Parece o Léo Lynch fazendo
- 12:56palavrão. Tem alguma coisa aí, mas eu não
- 12:58sei. Eu queria pensar em algo
- 13:00menos... Não é ofensivo, menos...
- 13:03Agressivo. Escatológico e sexual.
- 13:06Eu não queria algo... Tá.
- 13:07Tipo, eu não queria, sabe? Tipo, cu de gamela ou alguma
- 13:10coisa que fosse... Já tem cu, né?
- 13:11É, tipo, eu não queria... É porque se não for pro cu, não
- 13:15tá agressivo, né? É, então...
- 13:18Eu vou trabalhar nisso aqui, vou lapidar.
- 13:19Beleza. Eu precisava olhar pros ouvintes
- 13:21pra pensar, cara. Olhando pra meia dúzia, quando
- 13:24eles estão na minha mente, eu consigo pensar em coisas ruins.
- 13:27Perfeito. Agora, Alexandre, vamos pro tema
- 13:29do episódio em si, que é o que tá todo mundo esperando, que é a
- 13:32origem dos nossos palavrões. A gente tem palavrões como
- 13:36merda, foda. Vitinho, só deixa eu te
- 13:38perguntar uma coisa. Quando se um dia tu decidir ter
- 13:42um filho, adotar um filho, sei lá, como é que vai ser a tua
- 13:45relação com isso? Tu pretende deixar ele falar
- 13:47palavrão? Quando tu pretende deixar ele
- 13:48falar palavrão, tu vai evitar ao máximo?
- 13:52Eu evito, vou tentar evitar ao máximo.
- 13:54Eu acho que... Óbvio que não é uma regra, né?
- 13:57Acho que cada um cria o seu filho do seu jeito.
- 13:59Mas eu acho que eu gostaria que o meu filho soubesse comportar
- 14:04socialmente. E falar palavrão socialmente pra
- 14:09caralho, assim, vai atrapalhar. uma criança que fala palavrão,
- 14:13vai ficar tipo assim, pô, não quero que ele durma na casa do
- 14:15filho do Vito. Ah, não, não anda muito com o
- 14:17filho do Vito não, porque ele é muito sujo, fala muita besteira.
- 14:21E aí, pra isso, eu iria estimular.
- 14:24E aí, obviamente, eu teria que diminuir a quantidade de
- 14:26palavrões que eu diria. É, isso é foda, né?
- 14:30É difícil se acostumar, a gente não nota, né, cara?
- 14:32Eu queria falar menos palavrão. Tá aí uma boa coisa pra pensar
- 14:36nos meus últimos doze mil dias de vida.
- 14:38Doze mil? Eu tenho doze mil, eu calculei.
- 14:41É bem pouco, eu acho. Cara, é muito pouco.
- 14:44Porque eu botei a expectativa de vida do brasileiro, né?
- 14:47E eu tô morrendo em dois mil dias.
- 14:48É setenta, sessenta e oito? Acho que é setenta e dois, uma
- 14:50coisa assim. Setenta e dois.
- 14:51É. E aí eu meio que tô morrendo,
- 14:54velho. Perfeito.
- 14:56Legal. Pra cima o episódio, galera.
- 14:58Mas é louco, né? Doze mil dias é realmente muito
- 15:00pouco, cara. Cara, eu tava pensando em fazer
- 15:02um contador disso, né? Como é que eu faço pra... pra
- 15:06fazer um grande relógio de dias que eu tenho na minha vida, e eu
- 15:09tava desenhando isso porque eu tô doente, então eu tava em
- 15:11casa... É pensando na sua possível
- 15:13morte, né? É foda, é foda.
- 15:18Eu não tinha pensado nessa coincidência.
- 15:22Legal, legal. Muito bem, Alexandre, vamos
- 15:24começar com merda. Merda.
- 15:26Merda é meio óbvio, mas tem uma coisa interessante.
- 15:29Merda é literalmente cocô, excremento, né?
- 15:33E a gente usa pra muita coisa, né?
- 15:35Quando algo dá errado, uma merda.
- 15:36É porque tem cheiro ruim, né, cara?
- 15:38Não, e também é tipo assim, algo que pode te infeccionar, tu pode
- 15:42pegar uma doença com merda, cheio de merda em volta da casa,
- 15:45uma hora tu fica doente também, tá ligado?
- 15:47É realmente algo negativo, né? E no teatro tem outro
- 15:51significado, né? Você tá ligado?
- 15:53Ah, é tipo os caras falam pra... Merda, fala pro outro.
- 15:56É tipo... Boa sorte.
- 15:57É, boa sorte, assim, né? E a história do merda, como boa
- 16:01sorte, que é maneiro. Porque, tipo assim, não é nada
- 16:03comprovado, mas provavelmente indica que quando o...
- 16:08Principalmente na Idade Moderna, um pouco da Idade Média, quando
- 16:12uma peça teatral era assistida, tinha...
- 16:15As carruagens iam pra frente dos teatros, tá ligado?
- 16:18E aí, quanto mais carruagem ficava na frente do teatro,
- 16:21melhor a peça tava tendo. A peça tava tendo.
- 16:24E aí, mais cocô de cavalo tinha pela rua, em frente ao negócio.
- 16:28Ah, que bonitinho. Então, quanto mais merda,
- 16:31melhor. E aí, óbvio, né?
- 16:32Que tem o lance artístico. Artista é foda, né?
- 16:35Artista é uma desgraça. Ele transcende.
- 16:37E aí... Que é, tipo assim, brincar com
- 16:40isso, né? Tipo assim, olha que ironia.
- 16:42Quanto mais merda, melhor. Saca?
- 16:44Esse é o xingamento, né? Artista.
- 16:46Olha isso. Olha o artistinha.
- 16:48O artistinha. Cara, artista, pra mim, é de
- 16:50boa. Mas poeta é foda.
- 16:52Poeta é foda. Artista passa.
- 16:55Mas poeta... Cara, eu não gosto quando a
- 16:59pessoa chama de mestre. Por que não?
- 17:02Puta, velho, me vem uma dor do peito, não sei por quê.
- 17:05Mas por que, tipo, não é... Eu acho, pra mim, eu acho
- 17:08otário, tipo poeta, assim. Ah, a pessoa que fala mestre,
- 17:12ela tá, tipo, sendo... Se eu chegar no ouvintinho, ô,
- 17:14mestre, me fala... Ah, mas isso na...
- 17:17Você fala mestre na língua informal, né?
- 17:21Sim, sim. Fala mestre, beleza?
- 17:22Tipo assim, né? É, eu não gosto.
- 17:25Esse é um que eu não gosto. Mas você não tem muitas vari...
- 17:28Tipo assim, que no Rio, a galera chama de almirante, às vezes.
- 17:32É bizarro. Ah, mas aí tudo bem.
- 17:33Pô, mas almirante... Almirante é meio legal, cara.
- 17:36Pô, tá almirante? Eu não sabia.
- 17:38Eu queria que me chamasse de almirante.
- 17:39Ô, almirante, você quer um negócio...
- 17:41Não tem isso, não? Não, adorei.
- 17:43Tem coca e fanta aqui, almirante.
- 17:44Não? Que legal, velho.
- 17:47Almirante é forte, é. Almirante é forte.
- 17:49Muito bem. Alexandre, nós temos o famoso,
- 17:52que eu acho que estamos falando do top um, que é o foda.
- 17:57Foda e todas as variedades do foda, que é foder, vai se foder,
- 18:02não fode. Os tempos verbais do verbo foder
- 18:06está tudo incluso dentro do palavrão.
- 18:08E no latim é futuere e em espanhol é joder.
- 18:13Em francês é... Italiano é...
- 18:17E todos eles é... Foda.
- 18:19Foder. Né?
- 18:19Nenhuma coisa. E todos eles tem...
- 18:21Tem mesmo que... Meio que a mesma entonação,
- 18:24assim. Meio que a mesma ideia.
- 18:25Mesmo que a mesma ideia. É.
- 18:26Meio que o mesmo contexto de palavrão.
- 18:29Porque dá pra usar pra tudo, né? Dá, mano.
- 18:31O foder, né? E as suas variedades...
- 18:35Sou de variante. É muito maneiro, assim.
- 18:37É muito forte. É tipo...
- 18:40É inacreditável como algo pode ser foda positivamente e algo
- 18:43ser foda negativamente perfeitamente.
- 18:45Assim, a gente entende muito bem.
- 18:48Muita... Praticamente é só um lance que é
- 18:51a entonação que diz... Mas o Japão, né, eu ia falar
- 18:55isso depois, o Japão, ele não tem tantas palavras, no
- 18:58vocabulário de palavrão deles não é muito longo.
- 19:01Agora, eles, a entonação das palavras trazem a conotação
- 19:07agressiva de ofensa. Ah, deve ser bem fácil de
- 19:09aprender japonês por causa disso.
- 19:11Ação desgraçada, velho. Também tem um lance lá de...
- 19:14Como é que eu posso dizer? Como você se refere à pessoa,
- 19:17né? Tipo, se é irmão mais velho é
- 19:20uma coisa, se é irmão mais novo é outra.
- 19:22E aí se você chama... Se é uma pessoa mais velha, você
- 19:25chama de um jeito. Se é uma pessoa mais nova, chama
- 19:27de outro. E aí uma ofensa muito normal é
- 19:30você se referir à pessoa mais velha como alguém mais novo.
- 19:33Que aí é tipo assim, tá investindo pra cabaço.
- 19:36Aqui no Brasil, como é que é? Cabaço.
- 19:38Chamam de cabaço. Muito bem.
- 19:40Um outro bem conhecido é o caralho, né?
- 19:43Também uma expressão aí no top cinco, top três, de repente.
- 19:46Que o caralho também serve pra muita coisa.
- 19:48O caralho, né? Ele vem...
- 19:51A gente tem discussões, né? Mas provavelmente é de línguas
- 19:54romanas da Península Ibérica. No castelhano é o carajo, né?
- 19:58No galego é o caralho, com dois Ls, e o catalão é caral.
- 20:02E aí, a etimologia dessa palavra é incerta, mas tem um filólogo
- 20:07que é o Juan Coromines. Ele acha que tem a ver com o
- 20:12povo celta, porque cario significa pedra ou rocha.
- 20:16E aí tem algo a ver com... Um peru duro.
- 20:20Eu não sei porque eu achei que ele tinha a ver com mastro.
- 20:23Não, então, essa é uma outra explicação, como eu falei, a
- 20:26origem é incerta. Tem uma outra explicação, essa
- 20:28do mastro tá falando, é porque a Academia Portuguesa de Letras,
- 20:31ela afirma isso. E aí tem gente que não sabe se é
- 20:33bem isso mesmo, não. Que é o seguinte, no meio de
- 20:37alguns navios tinha um mastro grandão e lá em cima tinha uma
- 20:41cesta. Tá.
- 20:42Tá ligado? E essa cesta é da onde a
- 20:45galera... É o que a galera chama de
- 20:46caralho. Então tem a ver com o masto
- 20:48grandão ser um caralho. Mas é tudo relacionado ao peru.
- 20:51Tá ligado? É sempre.
- 20:53É sempre ele, galera. Freud tinha razão.
- 20:57E aí outras teorias também acham que deriva do latim caraculum,
- 21:01que significa estaca. Caraculum.
- 21:03É uma estaca também a ver com a piroca.
- 21:07Muito bem. Nós temos aqui, cu.
- 21:09Esse é forte demais, né? Cara, são duas letrinhas.
- 21:12Que frase foda. Nós temos aqui, cu.
- 21:15E cara, ele é um... Muita energia com uma zona de
- 21:19impacto pequena. É um soco só, seco, tá ligado?
- 21:22É o do Bruce Lee aquele, né? É, que ele bota a mãozinha e tá,
- 21:25é o corpo. Papo é.
- 21:28Provavelmente não. Ele tem a ver, a origem dele vem
- 21:31do latim, que é culus, porque também significava anos, assim
- 21:35como aqui no português. E em espanhol é culo, espanhol e
- 21:40italiano, mas uma coisa que a gente não sabe é como que isso,
- 21:44em que momento que isso virou, ganhou a conotação negativa.
- 21:47Porque antigamente era só o culus, é o anos.
- 21:49Tipo, anos não tem a conotação ofensiva.
- 21:53Tá ligado? Mas cu tem.
- 21:55E por quê? Saca?
- 21:56Antigamente, em que momento que o cu veio?
- 21:58Olha, essa é a grande frase. Em que momento, galera?
- 22:04E aí, obviamente, que o cu tem as suas variedades.
- 22:07Você pode falar, vai tomar no cu.
- 22:09Você pode falar, tô com o cu na mão.
- 22:11Botar o cu na reta. Tirar o cu da reta.
- 22:16Por que não? Por que não?
- 22:19Encher o cu de dinheiro, cair o cu da bunda, cu doce, olha que
- 22:26foda, e o cu virado pra lua. E no Rio Grande do Sul tem o cu
- 22:30de cachorro, né? É, mas essa é bem regional, né?
- 22:33Que é o quê? Basicamente significa o quê?
- 22:35Não, é, tipo, só uma pessoa ruim, basicamente.
- 22:37É um cu de cachorro? É, o cu de cachorro.
- 22:40É, tipo, um xingamento, assim. Mas, tipo, mas sim, mas
- 22:42significa, tipo, tão merda. É.
- 22:45Não é nada muito profundo, nada muito erudito.
- 22:48Dá pra um amigo chamar outro de cu de cachorro.
- 22:50É, eu tenho muito orgulho do Verdun, que é o outro.
- 22:55Do genosso ou o cu de cachorro, não é isso?
- 22:58Não, mas não é só isso. Tu nunca viu o vídeo do...
- 23:00Pra quem não sabe, o Verdun é um lutador de... de MMA aí, um dos
- 23:04maiores, e ele é gaúcho. E aí tem uma coletiva de
- 23:06imprensa, não sei se você já viu.
- 23:08Tony Ferguson, que é um outro lutador, e o Fabrício Verdun.
- 23:12E o Tony Ferguson é um mexicano, não, americano, com descendência
- 23:17mexicana. E aí eles estão na coletiva de
- 23:19imprensa, e o Verdun tá falando com um repórter, e ele tá
- 23:23falando com outro repórter. E ele chega, e esse Tony
- 23:26Ferguson fala, ô, ô, cala a boca.
- 23:29Só que o Verdun é tipo um peso pesado, e o cara é um...
- 23:32Aí ele levanta, eu sei que... Só que daí ele começa a xingar
- 23:35em vários idiomas. E aí ele...
- 23:38Vai tomar no cu o cu de cachorro, vou te quebrar.
- 23:41Só que depois ele mexe as frases em inglês, espanhol e os cu de
- 23:44cachorro no meio. E é muito foda, porque o cu de
- 23:48cachorro é muito Praça de Porto Alegre.
- 23:50E tá lá rodando o mundo, né? E aí em inglês umas partes...
- 23:53Putz, é lindo, é lindo demais. Obrigado.
- 23:56Obrigado por esse momento, Verdun.
- 23:58Muito bem. Tem tempinho pra mim?
- 24:00Opa! Tem tempinho pra minha pessoa?
- 24:02Tem, tem assim, tá bem? Pra eu falar a palavra da KTO?
- 24:04Ah, eu não sou religioso, mas tá bom.
- 24:06Não é religioso? Não.
- 24:07É. Até esse chão arder em chamas e
- 24:12levar tua família. Ah, legal.
- 24:14É, o único jeito de salvar tua família.
- 24:16Não, acho que eu não posso falar isso, né?
- 24:17É, cara, eu acho que não. Não, é...
- 24:20KTO é um site que não tem nada a ver com o que eu falei antes.
- 24:23que é fácil de colocar o dinheiro é fácil de tirar o
- 24:30dinheiro tem tudo que é coisa pra apostar lá, coisas
- 24:33legalizadas futebol, basquete só no futebol tem masculino,
- 24:37feminino campeonato estadual aquele campeonato europeu de
- 24:42cara que fala que trouxe pro Manchester futebol sobra trouxe
- 24:45pro Manchester sou Chelsea esses campeonatos tem também muito
- 24:50obrigado Fácil de colocar o dinheiro.
- 24:53Sim. Fácil de tirar o dinheiro.
- 24:56Se tiver dúvida... Você vai lá no Instagram do KTO
- 24:59Underline Brasil. É o Instagram da KTO, onde
- 25:02pessoas de verdade tiram as suas dúvidas.
- 25:04Você pode perguntar o que você quiser, que vai ter gente lá o
- 25:06tempo inteiro, Alexandre Níquel, pra tirar as suas dúvidas.
- 25:09Mas além disso tudo, também tem um outro negocinho, que é um
- 25:12presente do História Pros Brothers, junto com a KTO, pra
- 25:15você que tá ouvindo. É o cuponzinho de freebatch.
- 25:18usando o cupom HPBVINCH HPBVINCH HPBVINCH na sua primeira aposta
- 25:26você vai ganhar vinte por cento em cima da grana que você
- 25:28colocar então colocou cinquenta reais colocou sessenta colocou
- 25:31cem ficou com cento e vinte pra você apostar como você quiser é
- 25:35legal usar essa graninha quem nunca apostou vai de leve tá vai
- 25:40ali põe dois reais aqui te diverte tenta entender como é
- 25:45que são as coisas porque as vezes o cara vai emocionado né
- 25:47Não, não, e outra coisa, às vezes também, o dinheiro, ele é
- 25:50apenas um pequeno salzinho, Alexandre, pra temperar a
- 25:54experiência. Vai chegar uns amigos pra tomar
- 25:57uma cervejinha, pra ver um futebol, pra ver um esporte, pô,
- 26:00bota aí, cada um aposta num time, eu aposto no meu, você
- 26:03aposta no teu, dois reais, três reais, tá bom, é divertido pra
- 26:06caramba, não precisa ser só, tipo, eu vou fazer dinheiro,
- 26:09pode ser só uma forma de deixar mais divertido o momento que já
- 26:12vai ser divertido. É, assim que eu uso.
- 26:15Cateó.com, Cateó.com, Cateó.com. Alexandre, na sua opinião, o que
- 26:20você acha das pessoas que falam muito palavrão?
- 26:23Ah... Tu acha feio?
- 26:25Tu acha... Tá se achando demais?
- 26:28Abaixa a bola aí, tu é muito... Ah, cara, eu acho...
- 26:32Expansivo? Tu tem uma licença de vinte por
- 26:35cento a mais... Vinte, não.
- 26:36Quinze por cento a mais se tu é carioca.
- 26:37Hum... Acho que tu tem essa licença.
- 26:39Hum... Agora, se tu não é, eu acho
- 26:42que... Sei lá, acho legal quem não
- 26:43fala. Acho o contrário, acho que eu
- 26:45não tenho... Acho que eu tenho uma admiração
- 26:47por quem não fala. Olha, hein?
- 26:48Eu acho massa, assim, a pessoa conseguir se expressar e não
- 26:52falar palavrão nunca, assim, sabe?
- 26:55Mas mais porque... Pelo desafio intelectual do que
- 26:58por qualquer coisa. Ah...
- 27:00Tá, tô entendendo o seu ponto. É tipo, pela beleza de como a
- 27:05pessoa se expressa, assim, né? Mais eloquente...
- 27:08Com certeza, se tu não fala palavrão, é muito difícil não
- 27:12ser uma pessoa que se comunica melhor, né?
- 27:15Porque palavrão é tipo... Geralmente uma...
- 27:19Bem gala... Até pelo lance que tu falou
- 27:21aqui. Muitos deles...
- 27:22É uma palavra que serve pra tudo.
- 27:24Então... Às vezes tu te apoia nessa
- 27:27palavra... Ao invés de usar uma...
- 27:29Procurar um vocabulário. Mais precisa, saca?
- 27:31Então acho bonito... Não falar palavrão.
- 27:34E... Vou tentar.
- 27:35Perfeito. Dito isso...
- 27:37Porra... Porra, Alexandre Níquel.
- 27:40Tem uma história bem interessante.
- 27:42Hoje o significado é o esperma, basicamente.
- 27:46Fala tudo com muita vontade nesse episódio.
- 27:48É muito foda. Talvez seja um pouco proposital.
- 27:51Esperma. E aí o porra, ele tem a variante
- 27:58que é poxa, né? O Tom Sabino.
- 28:01Ah, tá, sim, sim. Ele é uma versão family friendly
- 28:04do porra, né? É.
- 28:05O poxa. E outra coisa que dá atenção,
- 28:07né? Mudando um pouco de assunto, é
- 28:09que nossa é uma variante, uma versão family friendly ou
- 28:15protestante friendly de nossa senhora.
- 28:18Me dê amor. É.
- 28:20Tipo assim, nossa senhora é a expressão de espanto.
- 28:23Nossa. Aí olha só, nossa.
- 28:24Nossa. Porque não faz sentido algo ser
- 28:26nosso, tá ligado? E isso causar um espanto.
- 28:29Só pode ter essa origem. Nossa!
- 28:32É verdade. Nossa!
- 28:34É, tipo, nossa é utilizado... Nossa!
- 28:37Você tá variando pra encontrar o significado?
- 28:41Nossa! Nossa!
- 28:43Ah, já virou japonês, né? É, falou que japonês tem o grave
- 28:46depois, né? Nossa!
- 28:48É, tem vários, né? É louco pra caralho.
- 28:51Aprender japonês é foda. Nossa!
- 28:54Tá bom, então. Para com isso, pelo amor de
- 28:56Deus. Pelo amor de Deus.
- 28:58Mas o porra... Agora você fala japonês.
- 29:02O porra tem uma origem maneira, cara.
- 29:03Porque, tipo assim, o porra também é uma arma medieval.
- 29:08Ah, tá. Tá ligado a massa?
- 29:10Aquela arma? Massa.
- 29:11Massa? Não, tô ligado.
- 29:13Massa é tipo um objeto... Cara, como é que eu posso
- 29:18explicar o que é uma massa, cara?
- 29:19É um pedaço de pau com uma bola na ponta, cheio de espinho de
- 29:22ferro. O nome daquilo é massa?
- 29:24É uma massa, é. Ah, não sabia.
- 29:26E aí, em castelhano, é porra, tá ligado?
- 29:30E, de fato, tem a ver com o pênis, né?
- 29:33Tipo, também é uma referência ao peru.
- 29:36E aí, a porra é o que tá na ponta da massa.
- 29:40Tipo... Pra galera, todos os xingamentos
- 29:43tem a ver com... Tem a ver com peru, é,
- 29:44realmente. E aí, né, tem um estreador, acho
- 29:46que não tem o nome dele aqui, cara.
- 29:48Mas ele basicamente falou que uma família de nobres
- 29:50castelhanos era uma família que o brasão tinha cinco dessas
- 29:54massas. E o nome da família é Porra, por
- 29:57causa disso. Hum...
- 29:58Família Porra. Os Porra, os Porra, eles...
- 30:00Ficaram famosos. Pô, eu achei mais legal...
- 30:03Eu não fazia ideia que o nome desse negócio era porra.
- 30:06É. É nome em castelhano antigo, né?
- 30:08E também é louco, porque porra é...
- 30:11Também outro estigamento, também outra palavra, outro palavrão,
- 30:14que é usado pra substituir absolutamente tudo, né?
- 30:17Que porra é essa? Essa porra aqui, ó.
- 30:19Essa porrinha aqui na ponta do meu...
- 30:21Porrinha é bom, né, mano? Porrinha é útil pra caralho.
- 30:24Pega esse corte aí. Essa porrinha aí é muito útil.
- 30:32Não, mas esse episódio ele tem, né?
- 30:34Ele tem a permissão. Só esse corte assim.
- 30:36Só esse de dois segundos. Muito bem.
- 30:39Depois do porra vem o buceta. Buceta, que é com O, não com U,
- 30:45né? Depois que foi virando pro
- 30:47buceta, porque a palavra vai... A língua é viva, né, Alexandre?
- 30:51Você que gosta. Ah, lindo isso.
- 30:53E boceta, que é sinônimo de imagina, ele vem do latim
- 30:58buchis. O buchis, ele é uma caixa de
- 31:02bucho. E bucho é uma árvore.
- 31:04Tá, calma-se. Calma aí.
- 31:06Tinha uma árvore, o bucho. Tá.
- 31:07Com um X. E aí você fazia uma buchis.
- 31:09O que é buchis? É uma caixa com o bucho.
- 31:11Com aquela madeira lá daquela árvore.
- 31:13E aí, beleza. Até aí, tudo bem.
- 31:15O que acontece? Mulheres gregas e romanas em
- 31:18sua... Não vou falar em sua maioria,
- 31:20mas muitas mulheres gregas e romanas...
- 31:22Isso, não generaliza. É...
- 31:24A mulher faz o que ela quiser. Elas procuravam essas buches, tá
- 31:30ligado? Essas caixas, pra guardar objeto
- 31:33de valor. E aí, com o passar do tempo, as
- 31:35mulheres que tinham buches, que guardavam coisas de valor, foram
- 31:40chamadas de boceta. Que é tipo a mulher que tem
- 31:43buches, tá ligado? E aí, como elas guardavam algo
- 31:47de valor dentro dos buches, foi o tesourinho...
- 31:53Da mulher dentro da caixa. Que é o termo correto.
- 31:55Que é o termo correto. Eu gosto do termo perseguida.
- 31:58Eu acho foda demais. A perseguida.
- 32:02E é daí que vem a palavra bolsa também?
- 32:04Não sei. Bolsa, não sei.
- 32:05Pô, parece, né? Bolseta?
- 32:08De um lugar que tu falou que guardava as coisas, né?
- 32:10Pode ser. Pode ser.
- 32:11Faz sentido, mas é muito bonito, Vitor.
- 32:14Muito bonito, né? Bem, puta.
- 32:17Puta, Alexandre, em latim, com dois T's, significa menina.
- 32:21Pô, puta com dois T's é mais legal, velho.
- 32:23É, parece que dá um... enfatiza o T, né?
- 32:25É, não, é legal. Gostei.
- 32:27Puta com dois T's. Muito bem.
- 32:28Em Portugal, hoje, puto ou putinhos é menino ou crianças,
- 32:34em geral, assim, né? Mas puta é confuso.
- 32:37Puta é prostituta mesmo. É realmente...
- 32:40Puto e putinhos. É os guri, os gurizinhos.
- 32:43Os guris, as crianças, né? Aí quando você bota os putinhos,
- 32:46botou as crianças todas. Aí pode ter uma menininha junto
- 32:49ali. Os putinhos.
- 32:50Mas puta é realmente prostituta. Aí realmente não tem o que
- 32:53fazer. É um mistério como que puta
- 32:58virou sinônimo pra prostituta. Talvez seja uma abreviação, né?
- 33:02da palavra prostituta, prostiputa, né, sei lá, algo
- 33:06assim, mas tem uma versão popular, uma origem popular da
- 33:09palavra, na Espanha também, que é curiosa, que é o seguinte,
- 33:14basicamente, na Espanha, a deusa puta era uma divindade romana,
- 33:19agrícola, porque ela era responsável pela poda, das
- 33:25árvores. E poda é puta em latim.
- 33:27Calma, ficou muito confuso. Uma deusa era uma puta.
- 33:30Não, a deusa ganhou o nome de puta.
- 33:33E por que ela ganhou o nome de puta?
- 33:37Por que? Eu tô com medo de falar.
- 33:39Vai ter um ouvinte. Óbvio que vai.
- 33:42Vai, vai, vai. Mas, ó, puta.
- 33:44Por que o nome dessa deusa era puta?
- 33:46Fala três, Vitinho. Não, não.
- 33:47Todo mundo sabe quais são, cara. Vamos afundar esse podcast.
- 33:52Já tá lá embaixo. Vamos lá, vamos lá.
- 33:54Ô, Vitinho, cala essa tua boca, filha da puta.
- 33:57Não, olha só. A gente tá TV Episódio no
- 34:00ranking. Cara, é porque é a menor vitória
- 34:02do mundo, cara. Teve um episódio...
- 34:04A gente tá gigante, velho. Gigante.
- 34:07Esse um episódio, ele pegou o top duzentos.
- 34:11O podcast, não. Mas o episódio pegou o top
- 34:14duzentos. Não, mas embalou, velho.
- 34:15Embalou, agora vai. Você acha que agora ninguém para
- 34:17mais? Não, ninguém...
- 34:19Pô, top duzentos, cara. Muito foda.
- 34:23Tá bom. Vou ficar de olho aqui pra ver
- 34:26se... A gente tem que se comparar com
- 34:27a gente mesmo, cara. É isso aí.
- 34:29E a gente é muito ruim. Esse é o lado bom.
- 34:34Mas muito bem, cara, a deusa puta, ela ganhou esse nome
- 34:36porque ela era a deusa responsável pela poda.
- 34:39Tá. O fato de você podar.
- 34:41Então, podar é puta. É puta em latim, aí a deusa
- 34:44ganhou esse nome. E aí o que acontece?
- 34:45No dia que você podava as árvores, muitas sacerdotisas da
- 34:50puta, elas iam, em honra à deusa, se prostituir.
- 34:55Como assim? Tipo assim, ó, as sacerdotisas
- 34:58da puta... O que é sacerdotisa?
- 34:59Uma mulher que segue a puta. Tá, então as fãs...
- 35:03É, as fãs da puta, elas... O fandom.
- 35:06O fandom, é. Esse fandom, quando era o dia da
- 35:10poda, da árvore, era o dia de puta.
- 35:12Tudo é desculpa, né, cara? Tudo é desculpa.
- 35:14É, tudo é desculpa. Galera, transa aí, cara.
- 35:16Porra, se quer dar, dá, velho. Porra.
- 35:19Dia da poda é foda. Dia da poda, vou ter que dar,
- 35:23mano. Hoje é dia da poda?
- 35:25Putz, eu vou ter que dar. Eu não vou aguentar.
- 35:28É, tô pedindo, tô pedindo, né? Mas isso é uma origem popular,
- 35:34né? Muita gente acha que não tem
- 35:35essa origem. Tá, mas aí elas saíram pra se
- 35:37prostituir. No dia da puta.
- 35:40No dia da poda. Ah, podia existir o dia da puta.
- 35:47Não, mas é bizarro alguém nunca ter pensado nisso, né?
- 35:49O dia da puta? É, tipo, ter voltado com isso,
- 35:51assim, uma loja americana, uma empresa...
- 35:55Uma startup? Cara...
- 35:56Agora veio a ideia. Agora vem a ideia.
- 36:03Se a gente fizer uma startup de datas comemorativas.
- 36:06Startup de datas? É.
- 36:10Tu entra no aplicativo, põe todas as coisas que tu gosta,
- 36:13põe tipo assim, tu prende um formulário gigante e no final a
- 36:19gente dá um dia. Esse aplicativo é muito foda.
- 36:31Faz por Iá. Sete de março.
- 36:35E aí tem uma voz de robô que fala pra aparecer mais Iá ainda.
- 36:39Parabéns, dia sete de março. Dia do apicultor prostituta, fã
- 36:43de dragão, tudo junto, tá ligado?
- 36:45Então, cara, ele vai juntar todas as coisas.
- 36:48E adicionar uma data. E tem como a gente botar na
- 36:51Apple qualquer valor de aplicativo.
- 36:53A gente pode cobrar cinquenta mil reais.
- 36:56Pra cada dia ser um dia, né? Cara, porque aí a gente não
- 37:00precisa vender muitos aplicativos pra construir um
- 37:03unicórnio. Dez, otário, tá bom.
- 37:06Não, se a gente fizer cem milhões...
- 37:11Por compra. Cara, dez clicadinhas, a gente
- 37:15cria um unicórnio, uma empresa de um bilhão.
- 37:17Legal. Quem quiser investir...
- 37:18Galera! Entre em contato com a gente.
- 37:21Legal. Tá aí, Tora.
- 37:22Fica a primeira startup aí do Startup Brothers aí.
- 37:26Essa não é a primeira. Mais triste que essa não é a
- 37:28primeira. Eu tenho tido várias já.
- 37:30Muito bem. Vagabundo, Alexandre.
- 37:32O vagabundo é uma ofensa ou é meio termo?
- 37:35É um palavrão, quer dizer? Ah, hoje em dia até se elege.
- 37:39Olha... Não, essa é...
- 37:43Então, acho que é, né? Depende do contexto, né?
- 37:45Tipo o quê? Se tu for o chorão, não, né?
- 37:47Como assim? Porque você fala, ô vagabundo,
- 37:50tipo assim, tem um negócio disso, tinha as músicas do
- 37:52Charlie Brown, né? É, mas também é usado como, pô,
- 37:55vagabundo fica falando mal de mim.
- 37:57É, por isso que não é necessariamente um xingamento.
- 38:00É, mas pode ser. Pô, cala a boca, eu tô
- 38:02vagabundo. Tem que ir pra mulher forte.
- 38:05Esse tem gente que se ofende de um jeito...
- 38:07É que eu não entendo muito se ofender, né?
- 38:10De forma geral. Aí, pra mim, sempre é um choque
- 38:13quando alguém se ofende. Eu acho engraçadíssimo.
- 38:15E aí, vagabundo... É porque é meio tipo...
- 38:18O que acontece? O vagabundo, ele vem do latim
- 38:20vagabundus mesmo. Com o S no final.
- 38:23E é basicamente alguém que anda sem rumo, tá ligado?
- 38:26E durante a Idade Antiga, o vagabundo era só uma pessoa que
- 38:30não tinha uma morada fixa, não tinha um trabalho estável, que
- 38:33ficava indo pra lá e pra cá. Ah, um nômade digital.
- 38:35É, basicamente, é um vagabundo. É tudo vagabundo, é o que eu vim
- 38:38dizer. Na Idade Média, como as pessoas
- 38:46começaram a se fixar mais, viver em volta de agricultura, cada
- 38:50pessoa tinha uma função na sociedade, o termo ganhou esse
- 38:54peso negativo, tá ligado? E pra mulher é ainda pior,
- 38:57porque a vagabunda... É uma mulher que fica saindo com
- 39:00vários homens. E aí uma vagabunda é um...
- 39:05Porque o homem ser vagabundo nem tem a ver com ele transar com
- 39:08várias mulheres. Pois é, né?
- 39:10Por que será isso, cara? Machismo não é.
- 39:15Vamos tirar logo esse. Nem vem, nem vem.
- 39:20Por que será, cara? Vou pensar, vou refletir sobre
- 39:24isso. Vamos encontrar o significado.
- 39:25Bem, nós temos babaca. Eu vou dizer pra vocês o que é
- 39:28no próximo episódio. Fiquem tranquilos.
- 39:30Eu vou ensinar pra vocês. Eu vou ensinar pra vocês.
- 39:32Babaca, Alexandre. Babaca não é hoje um palavrão,
- 39:37né? Um termo bem levinho e tal,
- 39:39mas... Mas é palavrão, sim.
- 39:41Tipo... Palavrão?
- 39:42Você acha? Eu acho que tem que pensar no
- 39:44palavrão como um governante falaria, se você é um palavrão
- 39:48ou não. Ah, eu acho que os nossos
- 39:52últimos dois falaram pra caralho, eu acho.
- 39:54Então, eu acho que ainda tem um elemento de...
- 39:58Tipo assim, eu acho que qualquer governante que use a palavra
- 40:03babaca ainda tem um impacto, porque é fora do usual de um...
- 40:07Não, beleza, mas não é tão pesado.
- 40:09Não, não. Concordo contigo.
- 40:10O que acontece? Vem do banto, uma língua
- 40:14africana, e significava vagina, tá ligado?
- 40:18No banto. Uma babaca é isso.
- 40:20E aí, daí é uma possível origem da expressão tabaca, que também
- 40:25é vagina. E essa é usada como vagina
- 40:27várias vezes. Eu não conheço essa.
- 40:29Tabaca? Você não conhece?
- 40:30Será que é local? Pode ser.
- 40:32Regional e tal. Mas, enfim, aí babaca perdeu a
- 40:35conotação. Coisas relacionadas à vagina eu
- 40:37não conheço, cara. Nada Beleza, beleza E era um
- 40:42tabu usar babaca E aí como perdeu essa conotação Ela
- 40:46começou a entrar em desuso No hall dos palavrões Não estamos
- 40:50falando nem de um top vinte aqui Babaca é fraquíssimo.
- 40:54Muito bem, nós temos fuck, Alexandre.
- 40:57Oh, inglês! Fuck.
- 40:59O fuck, né, você tem várias publicações na internet que
- 41:03dizem que vem daquele fornication under the consent of
- 41:06the king. Quando uma pessoa era permitida
- 41:09transar pelo rei da Inglaterra, ela...
- 41:13Recebi uma carta... Não é nem carta.
- 41:16É meio... Recebi uma placa na porta com a
- 41:19sigla fuck. Que significa fornicação pelo
- 41:23consentimento do rei. Pô, isso aí...
- 41:25Isso é real? Não.
- 41:27Isso que é o ponto. É falso...
- 41:29E o dicionário de Oxford, ele acha que tem raízes germânicas e
- 41:35indo-europeias. Então, são várias origens
- 41:37diferentes. No sueco e no holandês, a
- 41:40palavra fuck tem a ver com bater, atacar ou mover pra
- 41:44frente e pra trás. Então, deve ser aí, né?
- 41:48Tem a ver provavelmente com algo aí, mas não se sabe.
- 41:51Fornicar é uma boa palavra. Bom, fornicar é uma expressão...
- 41:56Que tinha que voltar, né? Tinha, né?
- 41:58É. Pô, fornicar...
- 42:00Mas aí é sexo de novo. Mas eu gosto de fornicar o
- 42:02suficiente pra estar no nosso palavrão aí.
- 42:05Vai ter familiar no nosso palavrão?
- 42:08Pode ter. Eu acho que...
- 42:10É que é foda pensar num palavrão só, porque eu penso sempre numa
- 42:12frase, sabe? Pode ser uma frase, um palavrão.
- 42:14Mas eu penso num xingamento, é diferente.
- 42:17Não, não, eu acho... Tipo, tu assinou o olho em
- 42:19férias do teu pai, eu acho um... Olha...
- 42:22Eu acho que é um instigamento em vários layers.
- 42:25Então, a pessoa que assina um OnlyFans, teu pai tem um
- 42:29OnlyFans, tu assinou o do teu pai, tem essa relação.
- 42:32São muitas camadas. Assinou o OnlyFans do seu pai,
- 42:36então. Como é que a gente pode abreviar
- 42:39isso? Enfim, vamos pensar.
- 42:41Vamos pensar. Muito bem.
- 42:43Pão lifendo, galera. Tô procurando aqui.
- 42:44Muito bem, cara. No mundo inteiro, as palavras
- 42:47variam, os palavrões variam. E aqui no Brasil, a gente fala
- 42:51palavrão. Em Portugal, o termo usado é
- 42:53calão. Vitinho, pra melhorar o roteiro,
- 42:55tu pode refazer e falar aqui no Brasil não é diferente?
- 43:00Eu adoro quando a pessoa fala, aqui no Brasil não é diferente.
- 43:04Pode deixar a edição antiga, mas eu quero que o Vitinho faça essa
- 43:09também, por favor. Vai.
- 43:11Fala aí que eu gosto quando a pessoa fala, aqui no Brasil não
- 43:14é diferente. Aqui no Brasil não é diferente.
- 43:16Obrigado. Eu não sei, eu acho legal, cara.
- 43:21Tá bom, então. O que acontece?
- 43:23Aqui no Brasil, um paneleiro é só uma pessoa que faz panela, tá
- 43:27ligado? Não tem nada demais.
- 43:30Mas em Portugal é uma ofensa extremamente homofóbica.
- 43:32Por quê, cara? Qual a conotação de panela?
- 43:35É um insulto a pessoas homossexuais.
- 43:39Pô, é que não tô vendo a mecânica, mas enfim.
- 43:44Mas palavrão tem dessas, né? As mecânicas são mais distantes.
- 43:49Aqui no Brasil, rapariga é muitas vezes uma prostituta, né?
- 43:54Uma rapariga. Mas em Portugal é uma menina, tá
- 43:57ligado? Uma rapariga é uma menina.
- 43:59É uma criança, menina mesmo, jovem.
- 44:02Aqui no Brasil, bicha... É uma palavra...
- 44:06Uma ofensa a homossexual. Dos anos oitenta, assim.
- 44:09Bem dos anos oitenta, é. Quem usa hoje é só homofóbico
- 44:12mesmo, né? A verdade é essa, né?
- 44:13Tipo assim, quando você fala... Eu acho que deu a volta, velho.
- 44:16Eu acho que deu a volta. Eu acho que...
- 44:18Porque bicha é um bagulho super aceito no...
- 44:21Tu vê um monte de cara gay chamando outro gay.
- 44:23Ô, bicha, não sei o quê. Mas é irônico.
- 44:25Cara, mas é... Mas eu acho que perdeu o peso.
- 44:28Eu acho que é o lance de... Eles se apropriaram, saca?
- 44:33Acho que não tem... Tipo o viado, saca?
- 44:35Entendeu? Ainda, obviamente, tu tem
- 44:38como... Entonação, né?
- 44:39Eu acho que essa apropriação até tira a força do xingamento.
- 44:44Olha aí você concordando com o cara do podcast aí, ó.
- 44:47Do cara do podcast, você deu de exemplo.
- 44:51Mas nesse exemplo, tu acha que bicha perdeu a força de
- 44:56xingamento com o tempo, com a própria galera meio que usando,
- 45:00meio que ironicamente, assim? Não sei, cara.
- 45:03Talvez. Não sei te dizer, não.
- 45:07Bem, de qualquer forma, em Portugal, bicho é fila.
- 45:10Uma fila de pessoas. Então é bem confuso pra nós, né?
- 45:13Eles têm outros palavrões como badameco.
- 45:16Que badameco? Badameco é alguém...
- 45:19Um merda, um merdinha. A pessoa é meio whatever, assim.
- 45:21Um badameco da vida. É, esses badameco aí na rua.
- 45:24Esse é bom, na real, né? É bom, bom demais.
- 45:27Tem o cabrão. Cabrão que é traidor.
- 45:29Uma pessoa que trai. Cabrão?
- 45:30Achei que era corno. Não, o cabrão é o cara que trai.
- 45:34O corno é quem foi traído a corna por um cabrão.
- 45:37Ou, né, o corno também. Carago é uma versão suave de
- 45:41caralho. Quando você quer falar, tipo,
- 45:42poxa, quer a versão mais leve de porra?
- 45:45Aí, carago. Ah, legal ter essa subdivisão.
- 45:47É, isso daí. Níveis, tons, gostei.
- 45:50Verdade. E muito bem.
- 45:52Alexandre, você tem o direito de eleger o maior palavrão do
- 45:57Brasil. Qual que é?
- 45:59Ih, cara. Maior palavrão.
- 46:03É, tipo assim, aquele que é worldwide mais foda.
- 46:06É, que todos têm umas conotações que eu não acho legais de falar.
- 46:10Porra, cara. Não, mas tu tá dizendo...
- 46:13É que eu tô pensando assim, se eu fosse xingar de uma coisa só
- 46:15por causa da vida, eu tô pensando nisso.
- 46:16Não, cara, da onde você puxou isso tudo?
- 46:19Porque eu só fiz a pergunta simples.
- 46:21É que eu tô pensando, se eu fosse falar ele, é deserto.
- 46:25Até se levar um palavrão. É, pensei isso, assim, pra te
- 46:29xingar. O que é isso, cara?
- 46:31É só um palavrão patrimônio nacional.
- 46:33Foi uma piada boba que eu fiz, cara.
- 46:35Não, tô. Foi nem criativa a minha
- 46:37pergunta. Foi só uma perguntinha.
- 46:39Ah, eu tô pensando aí. Tá, mas aí o palavrão do
- 46:41Brasil... Ah, não, é caralho.
- 46:43É o patrimônio nacional. Não, é caralho.
- 46:46Caralho. Pela visão de fora, é.
- 46:48Hum. Acho que eles...
- 46:50Os gringos olham pro Brasil e... Acho que esse é o palavrão...
- 46:54Mais... Que a gente exporta.
- 46:55Mais Brasil, mais Brasil. Então, ele tem uma sonoridade
- 46:58rica, assim, né? É um iô.
- 47:01Essa forma é... Muitas línguas não tem, né?
- 47:04É, tipo assim, é uma coisa diferente.
- 47:06O LH é forte. Eu acho que a sonoridade...
- 47:09E também é um palavrão que serve pra tudo, né?
- 47:11Pô, uma pessoa não criativa é um bom palavrão, né?
- 47:15É. Dá um exemplo.
- 47:16Como é que a gente pode chamar essa pessoa não criativa?
- 47:18Se eu não me engano, a pessoa que não consegue...
- 47:21A pessoa que não consegue imaginar coisas...
- 47:26Ah, tem um nome pra isso. É a fantasia.
- 47:29A fantasia. Que tem a banda também, né?
- 47:31Mas daí a gente vai chamar a pessoa de uma doença, né?
- 47:32Meio ruim. Seu afantasioso.
- 47:34Bom, homofobia pode... Eu não falei que pode.
- 47:38Ué, não, mas se eu afantasioso...
- 47:40Não, afantasioso é ruim. A pessoa não ser criativa é
- 47:43ruim. Mas o que tu teria medo de ser?
- 47:45Hum, boa pergunta. Eu teria medo de ser eleitor
- 47:50do... Não, deixa eu ver.
- 47:54Cara, vamos lá. Um mau pai.
- 47:57Um mau pai é bom, hein? Não, esse daí é muito do
- 47:59caralho. Só que a galera se ofende
- 48:01também. Ué, mas não é pra se ofender,
- 48:03mas é uma ofensa, cara. Eu sei, eu sei, eu sei.
- 48:05Mas é... Esse eu gosto.
- 48:07Eu adoro chamar as pessoas de mau pai, velho.
- 48:09Quem é um mau pai? Vamos lá.
- 48:10Uma pessoa que é um mau pai, ela é o quê?
- 48:12Um A... Um A na frente é bom, né?
- 48:14Porque é negação. Tipo, pai...
- 48:17Paterno, A paterno, pátrido... Eu acho que pode ter uma
- 48:23menção... Pode ser um apelido suave.
- 48:26Um apelido que tem layers, assim, sabe?
- 48:30Ó, se tu chamar... Ao invés de chamar um cara de
- 48:34pai ausente, tu pode chamar ele de ou fumante, porque daí foi o
- 48:40cara que saiu pra fumar, ou não necessariamente um pai ausente,
- 48:43mas o pai que paga a pensão baixa, tipo militão, que paga
- 48:46mil e duzentos reais de pensão. Militão é bom pra caramba.
- 48:49É, militão, eu não sei quanto é que eu tava pensando no militão,
- 48:51porque é uma coisa pública, né? É, mas é uma quantidade, pro que
- 48:54ele ganha, é muito pouco, né? Dez mil, algo assim?
- 48:57Não, cara, menos. E ele baixou.
- 48:59Que isso, cara? Ele fez uma ação pra baixar.
- 49:02Ah, não, agora tá oito. Olha aí!
- 49:05Militão é bom, cara. Deve ter esse palavrão que a
- 49:10galera construiu, né? Tipo, a pessoa foi tão louca que
- 49:16ela criou um palavrão. Militão é bom, cara.
- 49:19Pô, não, deve ter vários. Mas eu fico triste porque...
- 49:22Será que o militão... É realmente um péssimo pai?
- 49:26É. Eu acho que é bem possível,
- 49:27cara. Tá pagando oito mil, pô.
- 49:29Oito mil pra ele, cara. Deve ser uma quantidade de
- 49:31melhores, maiores também. Zagueiros do mundo, pô.
- 49:34No maior time do mundo. Mas pra que a criança vai usar?
- 49:39É um bebê, velho. Não dá nem pra comprar um jato
- 49:42pro bebê. Mas esse advogado militão aí é
- 49:45irado. O cara deve ser muito
- 49:47competente, o advogado. Doideira, mano.
- 49:50Fica aí, né? Tem alguns palavrões aí pra
- 49:51gente usar. Militão, fumante.
- 49:53Dá um outro exemplo de pai ausente aí.
- 49:55Pai ausente? O que o pai ausente faz?
- 49:58O Double Family, o famoso, o cara que tem duas famílias.
- 50:03Mas aí eu discordo. O cara que é pai demais.
- 50:06Exatamente, cara. O cara que tem duas famílias,
- 50:09primeiro, tem gente que não tem família.
- 50:12Perfeito. O cara vai lá e pega duas.
- 50:13É, velho. Então o cara tá construindo
- 50:15famílias. Olha aí.
- 50:17A pessoa ter mais famílias, eu acho moralmente super aceito.
- 50:25Tu acha errado, cara? Quanto mais família, melhor,
- 50:27então, na sua opinião. Eu sou um cara família.
- 50:31Então eu quero mais do que um. Tu quer destruir a família
- 50:35brasileira? Olha aí, é verdade.
- 50:37Bem observado. Cara, mas agora, falando sério,
- 50:42deve ser muito louco ter duas famílias, né, cara?
- 50:44O cara deve ser muito bom de lábia, né?
- 50:47E muita gente não suspeita. E tem muita gente que tem mais
- 50:49de uma família. Tu fica sabendo sempre umas
- 50:52histórias. Eu estudei com uma mina que no
- 50:55terceiro ano ela descobriu que tinha uma colega com a idade
- 50:58dela. Recentemente uma outra amiga que
- 51:01tu conhece Descobriu que... Eu acho que tu conhece.
- 51:05Descobriu que tem mais de um irmão, assim, da mesma idade,
- 51:11assim. Eu acho muito louco isso, cara.
- 51:13Tipo, tu tem essa habilidade de esconder por tantos anos.
- 51:18O bastardo é isso, né? Tipo, filho bastardo.
- 51:20Vitinho. Oi.
- 51:22Eu sou teu pai. Não chora, mentira.
- 51:27Ele tá emocionado agora. Foi muito emocionado.
- 51:29Foi uma referência meio Star Wars, né?
- 51:31De Leves. Tô te mandando um PDF com o DNA
- 51:35aí. Tá escrito assim.
- 51:39Sim, sou um pai. Em Comic Sans, tá ligado?
- 51:45E aí uma foto sua com o ultrassom com o seu rosto na
- 51:51barriga, tipo, confunde tudo, tá ligado?
- 51:56Cara, tá aí uma boa pegadinha pra você mandar pro seu amigo o
- 52:03DNA. Pega assim, faz um PDF, manda o
- 52:07DNA e faz uma montagem sua com a mãe do seu amigo, antigamente, e
- 52:15tenta alegar a paternidade do seu amigo.
- 52:20Tá bom. Eu acho que esse é o caminho.
- 52:23Isso vai fortalecer a amizade de vocês.
- 52:25Tá bom. As novas ofensas.
- 52:27Ofensa agora sim, só em PDF. É, ofensa em PDF.
- 52:31Ofensa em PDF. Acho que tem alguma coisa aí,
- 52:34hein? Tem, tem.
- 52:36Eu acho que tem alguma coisa aí em cardápio QR Code.
- 52:39Tem alguma coisa aí? Tá beleza, tá beleza.
- 52:41Gostou do episódio, Alexandre? Aprendeu sobre os palavrões?
- 52:43Odiei. Legal.
- 52:44Então é isso, Alexandre. Pior episódio do mundo.
- 52:47Maravilhoso. Victor, só melhore.
- 52:49Tá bom. Então é isso, Alexandre.
- 52:52Essa é a história da origem dos palavrões.
- 52:58Agora a gente vai dar tchau agora.
- 53:00Que eu quero que o Vitinho fale o que ele tá sentindo hoje.
- 53:03Como assim, cara? Fala.
- 53:05Eu tô sentindo bem, sei lá. Bem?
- 53:08Como é que tá teu corpo? Como é que tá teu apetite?
- 53:11Como é que tá tua vontade de viver?
- 53:13Conta mais, fala mais sobre ti pro ouvinte.
- 53:15Tá, eu tô bem, tô bem, eu tô... Quero te entrevistar hoje.
- 53:18Me entrevistar? É...
- 53:21Tô... Bate papo informal, vixi.
- 53:24Bate papo informal? Vamos lá.
- 53:25Mesa de bar. Tá bom.
- 53:27Amanhã eu vou pra São Paulo, inclusive.
- 53:28Ah, é verdade. Tu vai pra São Paulo?
- 53:30É, que eu te falei. A gente vai naquela festa do
- 53:32Demi até. Ah, tá.
- 53:33O Pamplona tá aqui. Ah, maneiro.
- 53:35Vai com a gente também. Eu não lembrava que ele vinha.
- 53:38Mas eu acho que... Ele vem.
- 53:39Não, ele vai trabalhar, né? Ele vai fazer o UFC.
- 53:41Tá. Talvez eu durmo na tua casa, tá?
- 53:43Tá. Talvez eu deixe.
- 53:45Não, é. Tem que ver isso também.
- 53:47Talvez eu... Não, sim.
- 53:48Talvez eu te peço. Talvez tu me deixe.
- 53:51Tá bom. E aí...
- 53:52É isso. Mas por que você...
- 53:53Ontem eu vi um filme. Cara, eu acho que é Os
- 53:56Esquecidos, o filme. Eu vou contar ele todo aqui, tá?
- 53:59Tá bom. Agora nesse episódio.
- 54:03O filme começa... Aquela atriz maravilhosa, Julia
- 54:07Moore. Ela perdeu o filho.
- 54:10Até aí tá triste, né? Até aí tudo bem.
- 54:13Ninguém gosta de perder criança e tal, né?
- 54:16Não vou dizer que é só fazer outra, mas beleza.
- 54:17Beleza. Aí perdeu a criança, trauma,
- 54:20chorando Psicólogo Aí o psicólogo chega pra ela Passa um
- 54:25tempo O psicólogo dela some a foto do filho dela Some a foto
- 54:30Some a foto do filho dela que morreu Aí o psicólogo fala pra
- 54:33ela Não, tu nunca teve um filho Cara, eu achei foda até aí, né
- 54:38Ah, tu tá... Não, tu nunca teve um filho.
- 54:40Tu teve um grande trauma quando tu perdeu o teu filho e criou
- 54:43essa fantasia de tu ter um filho.
- 54:46Até aí, pensei, Julia Moura, essa ideia de filme foda.
- 54:50Cara, resumindo, ela vai atrás, né, pra descobrir se teve filho
- 54:54dela, descobre um outro cara que também tinha perdido o filho
- 54:56junto. A criança morreu num acidente de
- 54:58avião e esse cara era um jogador de hockey.
- 55:04Aí ele não lembra do filho. Ele fala que não é verdade, não
- 55:07tive uma filha. Daqui a pouco ele lembra que
- 55:10teve uma filha. Aí os dois, não, a gente teve
- 55:12filho. Aí o plot twist é porque são
- 55:16extraterrestres fazendo experiências nela pra ver quão
- 55:21forte é o laço da mãe com o filho.
- 55:23Mas no final o amor vence. E o extraterrestre, eu vou ter
- 55:27que voltar depois. E ele voa pra cima do telhado e
- 55:30vai embora. Que isso, cara?
- 55:31Eu não acreditei. Eu fui atrás pra ver se...
- 55:34Eu fui ver o orçamento, o filme se pagou, cara.
- 55:36Deu lucro. E a nota do IMDB é tipo, cinco
- 55:38ponto oito, assim. Não é horrorosa.
- 55:40Cara, peraí, peraí. Então, basicamente, a ideia do
- 55:42filme é... Vamos medir o amor de uma mãe
- 55:45pelo filho na Terra. Porque, aparentemente, lá, as
- 55:48mães amam muito o filho. Isso.
- 55:50O nome do filme é Os Esquecidos, de dois mil e quatro.
- 55:52De dois mil e quatro? Julianne Moore.
- 55:53Maravilhosa. É inacreditável.
- 55:55A ideia é tipo isso, cara. Os E.T.
- 55:58Os E.T. meio que querem fazer uma experiência na Terra.
- 56:01E o E.T. é trouxa. O E.T. é ruim.
- 56:03Por quê? Ah, ele tem a cara de pau no cu.
- 56:05Não, ele falou pra ela que o filho dela morreu, né?
- 56:08Ele é um cara legal. Então o psicólogo era o ET?
- 56:12Todo mundo tava meio junto, assim.
- 56:14Todo mundo era uma galera. Olha isso.
- 56:16Essa pessoa tava fazendo uma experiência e tal.
- 56:18Mas inacreditavelmente ruim, cara.
- 56:21Não recomendo. Que maneiro.
- 56:23Vi o filme da... Comecei a ver a série da Chacina
- 56:26da Candelária também. É badzão isso daí.
- 56:29Pois é, triste, né? É muito bad, muito bad.
- 56:32Eu não lembrava que era tão desgraçado assim.
- 56:35Pô, trinta e pouca criança, filho.
- 56:37Não, eu não sabia que era tanta criança, não lembrava.
- 56:39Acho que os policiais estão soltos, pô, até hoje.
- 56:41Todos, né? É?
- 56:42Eu vi o... É que eu tinha visto do Maníaco
- 56:44do Parque, então eu tava com a barra muito baixa, né?
- 56:46Ah, sim. Aí eu acabei achando, ah, não,
- 56:50ok, porque qualquer coisa servia.
- 56:53Tu viu alguma coisa ultimamente, Vitinho?
- 56:55Cara, eu tô vendo Pinguim, né? Tô muito pilhado na série.
- 56:59Tá acabando. Eu vou começar a ver agora
- 57:02Arkane, que eu adoro. E eu tenho jogado Minecraft.
- 57:07E tu tava falando comigo naquela ideia do podcast lá.
- 57:12O que tu faria? Qual a ideia do podcast?
- 57:14Do Star Wars Brothers, talvez mudar.
- 57:16Vai gravar isso? É, foda-se.
- 57:18Vai estar no final, ninguém vai escutar.
- 57:20Tá bom então. Ah, então, basicamente, a gente
- 57:23tá pensando, a gente tá pensando...
- 57:25Não, não, nem precisa explicar, fala pra mim que cota é dela.
- 57:27Caramba, o Vítio que se foda mesmo?
- 57:30Ele vai entender. Tá bom então, Vítio.
- 57:32Desculpa aí, Vítio, mas cara, eu queria uma parada que pudesse
- 57:35abrir um monte de tópico, tá ligado?
- 57:37Que hoje a gente tem, óbvio que a gente tem muita liberdade, mas
- 57:40a gente tem liberdade relacionada a temas de história,
- 57:42né? Aí, pô, imagina se a gente pega
- 57:43liberdade sobre qualquer coisa. E aí...
- 57:46Porque eu acho que a galera ouve por causa da gente, né?
- 57:48Mas tu não tem medo de aparecer uma frase de grande filósofo, da
- 57:53liberdade demais te prender, te paralisar?
- 57:57Não. Tipo assim, qual seria o tagline
- 58:00do podcast? Acho que seria eu e tu falando,
- 58:03comentando coisas. E aí pode ter episódio que eu
- 58:06conte uma história, pode ter episódio que você fala sobre
- 58:09esse filme aí de maluco. E cinco filmes merda que
- 58:13começaram muito bom. Escrevendo o roteiro do filme
- 58:16perfeito. O outro, situações bosta.
- 58:20Foda-se. Escrevendo o roteiro do filme
- 58:23perfeito, ontem eu tentei recriar com vídeos de
- 58:26inteligência artificial um híbrido entre Ratatouille e
- 58:32Brilho Eterno de Momento Sem Lembranças.
- 58:34Que eu fiquei pensando que seria muito foda se o rato, na segunda
- 58:37temporada... Segunda temporada, segundo
- 58:39filme. Segundo filme, ele se desse...
- 58:41Quando o cozinheiro visse o rato fazendo a comida, tivesse tudo
- 58:44ótimo, mas ele se deu conta que não tem método, tá ligado?
- 58:47Tipo, que ele é um rato, ele não pega as medidas do jeito
- 58:49correto, porque ele não estudou, na verdade, gastronomia.
- 58:52E aí, na segunda temporada, ele vai estudar, né?
- 58:56Ele vai estudar gastronomia pra poder...
- 58:57Porque eles querem ampliar a rede de restaurantes lá.
- 58:59E lá ele conhece uma... O Robin Williams.
- 59:05Enfim, ele conhece uma aluna que é depressiva.
- 59:10É sempre isso, né? E aí, putz, ele começa a
- 59:14desenvolver uma parada com ela, mas ela se mata, tá ligado?
- 59:17E aí o rato entra em profunda depressão, e aí ele decide
- 59:22entrar nesse experimento de tentar esquecer essa ratinha que
- 59:26ele era apaixonado, né? Ah, pelo menos é um rato.
- 59:30Só que nisso ele acaba perdendo também o conhecimento dele de
- 59:33culinária, sabe? Ah, pra esquecer ela, ele
- 59:36esquece também... O conhecimento de culinária
- 59:39dele. É, então é...
- 59:41É muito... Eu tô desenvolvendo aí o
- 59:43roteiro. Se chama Ratatouille II de um
- 59:49ambiente sem lembranças. Cara, é boa ideia.
- 59:56Não é ruim. É ruim, tá achando?
- 1:00:00Tatuí dois de uma mente serenosa.
- 1:00:05Tá. O nome talvez eu não acertei
- 1:00:08ainda. Eu tô pegando ainda, tô pegando
- 1:00:09ainda. Falta lapidar, falta lapidar.
- 1:00:15É só a demo, é só a demo. O nome é Placeholder.
- 1:00:20Aham, beleza. Dá, mas ó...
- 1:00:23A gente podia... Aquela ideia que eu e tu, a
- 1:00:25gente já tentou fazer, né? Que é de filme?
- 1:00:28Não, de tristeza. A gente tem doze mil dias pra
- 1:00:36viver. Sim.
- 1:00:38Quer dizer, tu tem mais ainda. Ah, uns quatorze mil, tá ligado?
- 1:00:42Grande diferença. Eu sou grande, mas o meu
- 1:00:44telômero é gigante, cara. Que frase é essa, cara?
- 1:00:48O que é telômetro, cara? Telômetro é ignorante, né?
- 1:00:51Deixa eu escrever, eu não sei o que é.
- 1:00:53Telômero. Telômero?
- 1:00:56São sequências repetidas de DNA que servem como um capuz de
- 1:00:59proteção para o nosso material genético.
- 1:01:02Isso aí... É, basicamente.
- 1:01:05E aí, isso quer dizer, quanto mais tu vai viver, mais
- 1:01:07saudável. Eu tenho, tipo, teoricamente, eu
- 1:01:10sou um pouco mais jovem do que eu sou.
- 1:01:12Saiu no meu DNA. Sério.
- 1:01:15Então eu devo morrer antes. Não, é que eu sou um homem...
- 1:01:18Mas eu tenho... Em compensação, eu sou um homem
- 1:01:20grande. Homens grandes morrem cedo, né?
- 1:01:22Já dizia Renato. Eu pensei que era o terceiro
- 1:01:27filme. Homens grandes morrem cedo.
- 1:01:29Do nada. Homens grandes morrem cedo.
- 1:01:34É um musical de Renato Russo. Homens grandes...
- 1:01:39Ah, legal, legal. Mas o que tem a ver com
- 1:01:42tristeza, depressão que você tá falando?
- 1:01:44Não, olha, irmão, a gente falou...
- 1:01:47Nós dois a gente ia fazer um podcast de tristeza contra o
- 1:01:50baixo astral, de depressão, de...
- 1:01:52A gente poderia pensar alguma coisa.
- 1:01:54Não fazer todo episódio uma terapia, mas...
- 1:01:58Meio que o nosso grupo, o Quilos Mortais...
- 1:02:01É muito confuso pra ouvir isso, né, cara?
- 1:02:03A gente tem um grupo no WhatsApp chamado Iniciativa Quilos
- 1:02:06Mortais. Que é o nosso grupo de...
- 1:02:08Que eu e o Vitinho, a gente se incentiva de modo, às vezes, não
- 1:02:11muito correto. Pra gente ter um pouco...
- 1:02:13Hábitos um pouco mais saudáveis de exercício físico e
- 1:02:16alimentação. Ok.
- 1:02:17E aí, se a gente fizesse um Quilos Mortais macro, e a gente
- 1:02:20poderia adicionar mais coisas, tipo aquelas promessas de fim de
- 1:02:25ano, ou aquelas paradas, e fazer um troço meio, não daily, né,
- 1:02:29mas meio diário, no sentido de registro, e buscas de coisas
- 1:02:37relacionadas a a gente ser um dos seres humanos melhores.
- 1:02:40A gente ser um ser... Tá muito foda, tá muito foda.
- 1:02:44O pitch tá perfeito, cara. Cara, eu mandei três pitches
- 1:02:52hoje, calma. Foi Ratatouille dois, sem
- 1:02:56lembrança. Foi do Renato Russo, o musical.
- 1:03:01É agora aí. Seres, seres humanos melhores.
- 1:03:06Isso tem que ser a tag. Olá, se você está escutando, nós
- 1:03:10somos seres humanos melhores. Tá, eu achei confuso Melhoria
- 1:03:20pros brothers Ah, legal Onde a gente então compartilharia
- 1:03:24Diariamente a parada Não, diariamente é foda, cara Não, a
- 1:03:28gente compartilharia E aí a gente gravaria depois Eu não
- 1:03:32sei, cara, porque eu já tentei rodar Eu tô com essa ideia E tô
- 1:03:36tentando rodar esse teste Lembra que a gente falou Anos atrás de
- 1:03:41experiências históricas Sim, sim Pô, mas tem cem episódios nisso
- 1:03:49aí? Cara, tem pra caralho.
- 1:03:52Porque tem um monte de estudo científico sobre tudo.
- 1:03:55Desde o uso do celular até a luz que a gente vai usar na cama,
- 1:03:58até quanto tempo tu abraça uma pessoa, até som, até, tipo,
- 1:04:04fazer massagem, até ser uma pessoa que massageia os outros,
- 1:04:07até, sei lá, formas que tu estuda.
- 1:04:10A gente pode... cuidar para não ficar muito coach aí, né?
- 1:04:18Tem uma parada para a gente mexer nessa linha.
- 1:04:21Talvez tenha um norte mais macro, porque ser pessoa melhor
- 1:04:24é muito... muito... muito abstrato, né?
- 1:04:30Então, mas eu acho que tem alguma coisa...
- 1:04:32Eu não sei. É porque eu e tu, a gente já
- 1:04:34está de saco cheio de fazer podcast.
- 1:04:36A gente faz muito, né? Não que a gente está de saco
- 1:04:38cheio de fazer, mas a gente faz muito.
- 1:04:39Então tem que ser algo que vá fazer assim, que vá...
- 1:04:44Mexer com a nossa vida. É, que vá deixar as coisas mais
- 1:04:46legais. E o legal é que a gente é bem
- 1:04:48amigo também. Não é?
- 1:04:49A gente é bem amigo, né? Não é?
- 1:04:52Não, eu acho... A gente é muito amigo.
- 1:04:53É, nós somos, cara. Obrigado.
- 1:04:55Eu e o Demian também. Eu sou o melhor, amigo.
- 1:05:00Eu gosto, mas eu só tenho dificuldade pra enxergar um
- 1:05:03lance de longo prazo. Tá ligado?
- 1:05:05Tipo, acho que... E aí, se nós tivermos um escopo
- 1:05:09que englobaria isso, e aí a gente faz isso até o quanto a
- 1:05:12gente quiser, mas esse mesmo escopo permitisse a gente pra
- 1:05:15fazer outras coisas, a gente poderia continuar, entendeu?
- 1:05:18É que eu acho que poderia ser o Níquel e Vitinho contra o Baixo
- 1:05:23Astral e... E fazer o que a gente quiser
- 1:05:25sobre essas coisas. É, mas tem que ter o...
- 1:05:29Eu odeio a expressão, mas vamos lá, o fio condutor.
- 1:05:33Tem que ter. Acho que não pode ser só...
- 1:05:36Mas eu acho que a gente daria muito a liberdade de fazer o que
- 1:05:39a gente tá fazendo agora. Que eu acho que é o que é mais
- 1:05:41legal, assim, né? Ok.
- 1:05:43Eu não sei qual é a pilha dos ouvintes, né?
- 1:05:46Mas acho que a coisa, falando sério, a coisa mais legal que a
- 1:05:48gente pode fazer é foda-se o ouvinte.
- 1:05:51Com todo respeito ao ouvinte, claro, né?
- 1:05:53É, tipo, acho que vai soar mais legal e vai ficar o mais legal
- 1:05:57possível se a gente pensar o menos possível em quem vai
- 1:05:59escutar. Não, a regra número um da minha
- 1:06:01vida nos últimos seis meses, e aí até pode ser um futuro
- 1:06:05episódio desse projeto, é follow the fun, tá ligado?
- 1:06:09Tem que fazer o que é divertido. Uhum.
- 1:06:12Que fica bom, tá ligado? As coisas dão certo, as coisas
- 1:06:15que você faz. Então, eu acho que é meio que
- 1:06:17isso. Tá.
- 1:06:18Follow the fun. Pensa nisso.
- 1:06:21E os ouvintes vão deixar comentários também com ideia, se
- 1:06:23alguém escutou até o final, né? É, cara, se o seu ouvinte não
- 1:06:25entendeu, a gente tá pensando em mudar o Strapless Brother
- 1:06:28profundamente. E é isso.
- 1:06:29É. Mas não é porque qualquer outro
- 1:06:32motivo, assim, só... Não é que não tá dando certo,
- 1:06:35né? Não.
- 1:06:36Cinco anos, né? Cinco anos, velho?
- 1:06:37É, cara, dois mil e vinte que a gente começou.
- 1:06:39Vinte? O Vitinho falou que não tem mais
- 1:06:41nenhum acontecimento histórico relevante.
- 1:06:44Ele falou que tem alguns continentes, que eu não vou
- 1:06:46citar, que ele acha que não vale a pena explorar.
- 1:06:48Que ele falou que só vale a Europa, que é só de lá que vem a
- 1:06:52história. Aí eu falei, não, Vitor, não é
- 1:06:54bem assim, tem culturas ricas no mundo.
- 1:06:56Todo episódio tu fala que tem culturas, cara.
- 1:06:59Mas tem culturas ricas em todos os lugares.
- 1:07:01E tu fala, não, só tem a europeia.
- 1:07:04Tá bom. A gente tá há cinco anos fazendo
- 1:07:07a mesma merda, tá ligado? E aí eu acho que a gente deu uma
- 1:07:10cansada. Né?
- 1:07:13É, o que a gente podia fazer é fazer uma gaveta grande pra
- 1:07:17caralho, a gente tira um mês ou um mês e meio de férias um do
- 1:07:21outro, e aí a gente volta, ainda tendo episódio, pra fazer gaveta
- 1:07:25pro próximo. Tá, e aí faz em paralelo?
- 1:07:29Grava duas vezes por semana? Não, acho que paralelo não
- 1:07:32precisa, cara. Cara, eu tô...
- 1:07:35Deixa eu só ver um negócio aqui...
- 1:07:36Tá gravando, cara. Não tem problema.
- 1:07:39É que tá tocando o interfone. Espera aí, ouvinte.
- 1:07:41Acho que chegou gente aqui, tá tocando o interfone, não consigo
- 1:07:44atender. Tá bom.
- 1:07:45O que tu tá falando mesmo? Não tá apresentando nada.
- 1:07:47Não, eu só... Falei que, enfim, a gente
- 1:07:50gravaria em paralelo ou acabaria com o Shoppers Brother e
- 1:07:55começaria esse. Ah, aí eu acho que depende
- 1:07:57daquela nossa outra conversa. Qual?
- 1:08:01Qual é a nossa outra conversa? Ah, essa outra eu acho que não
- 1:08:03vale ter aqui. Eita, nem sei qual que é, tá
- 1:08:05bom. Não, é...
- 1:08:07Ó, vou fazer... Não tem como ver a imagem.
- 1:08:09Aham. Ah...
- 1:08:12Tá. Esse aqui, né?
- 1:08:13Esse é o segredo. É, esse é o segredo.
- 1:08:14Entendi. A gente vai ter vulnerabilidade
- 1:08:17aqui, mas não toda. Não toda.
- 1:08:19A gente é vulnerável, mas não é otário.
- 1:08:21Ah, é isso então. A gente se fala depois.
- 1:08:24Então tá bom. Beijo, falou, tchau, tchau.
- 1:08:25Beijo, valeu.