Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dr. Danyel Dalto: Um Guia Sobre Minerais e Vitaminas para Suínos | Ep. 287
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da suinocultura brasileira, o
- 0:10Suinocast. Então a gente precisa pensar
- 0:13nisso, nas interações entre as vitaminas, nas interações entre
- 0:16vitaminas e minerais, entre vitaminas e aminoácidos.
- 0:20Siga-nos nas redes sociais, YouTube e Spotify para ter
- 0:23acesso a conteúdo técnico atual, de qualidade, irreverente e
- 0:28gratuito. O Suinocast só é possível
- 0:33através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 0:37educação continuada na suinocultura brasileira.
- 0:40TopGen, onde você encontra as matrizes mais completas do
- 0:44mercado. A excelência está no nosso DNA.
- 0:47Alga Prime DHA da Corbyn, o ômega-three de algas para a
- 0:51nutrição suína. Olá pessoal, vamos para mais um
- 0:59episódio do Suinocast. Meu nome é Vinícius Cantarelli,
- 1:02sou host dessa plataforma. Como sempre, trazemos convidados
- 1:06mais que especiais. Hoje, um convidado bastante
- 1:09especial, que tem uma competência enorme no assunto
- 1:11que nós vamos tratar hoje. É um brasileiro que não reside
- 1:15mais no Brasil, está no Canadá, Daniel Bueno D'Alto.
- 1:21Daniel, muito obrigado por aceitar o convite, vai ser um
- 1:24prazer nosso bate-papo aqui. eu gostaria de passar a palavra
- 1:28para você, para primeiro você se apresentar, contar um pouco da
- 1:31sua jornada, de forma resumida, de onde você veio até onde você
- 1:35está hoje no mundo da suinocultura e no mundo da
- 1:37pesquisa. Obrigado mais uma vez.
- 1:41Bom dia, boa tarde aqui para a gente.
- 1:44Muitíssimo obrigado, primeiro de tudo, Vinícius, pelo convite.
- 1:48Para a gente é sempre um prazer poder vir falar um pouquinho
- 1:50sobre o nosso trabalho, sobre as nossas pesquisas, tudo o que a
- 1:53gente faz. Então, como foi dito, meu nome é
- 1:57Daniel Bueno Dalto. Eu venho do interior de São
- 2:00Paulo, numa cidadezinha chamada Votuporanga, no interior de São
- 2:03Paulo. Fiz a minha faculdade na UEL,
- 2:07Universidade Estadual de Londrina.
- 2:10Graduação, pós-graduação também, mestrado e doutorado.
- 2:14No início da minha pós-graduação, eu trabalhava na
- 2:17área de saúde intestinal, qualidade intestinal.
- 2:22Mas no início do doutorado já a gente teve essa oportunidade de
- 2:25vir para o Canadá fazer um período aqui, inicialmente a
- 2:30ideia era passar três anos por aqui, numa área completamente
- 2:34diferente do que a gente vinha atuando, que são os minerais
- 2:36traços e as vitaminas, a gente já topou esse desafio. e viemos
- 2:41para cá, passa três anos, fizemos o trabalho com selênio e
- 2:44vitamina B-seis, que foi a nossa tese de doutorado, e depois
- 2:49desse período surgiram oportunidades de fazer um
- 2:52pós-doc, que acabou se estendendo e se tornando três
- 2:57pós-docs, E ao final desse período, a gente abriu uma
- 3:04oportunidade, o meu orientador, na época, ele se aposentou,
- 3:07abriu essa oportunidade e a gente, em vez de dois mil e
- 3:10vinte, vem trabalhando como pesquisador responsável pelo
- 3:14laboratório de nutrição de monogástricos, com foco em
- 3:18minerais, traços e vitaminas. aqui no Agricultura e
- 3:21Agroalimentar Canadá, que seria semelhante à Embrapa do Brasil,
- 3:27como se fosse a Embrapa aqui do Canadá.
- 3:31A SEVA é um dos principais players no mercado de saúde
- 3:35animal, atuando com inovação e responsabilidade, buscando
- 3:39soluções de saúde inovadoras para todos os animais,
- 3:43contribuindo para o futuro de nosso diverso planeta, moldando
- 3:47cada solução de acordo com as necessidades e desafios do
- 3:50mercado consumidor e compartilhando conhecimentos de
- 3:54alta qualidade. Para não perder nenhuma
- 3:56novidade, siga a Seva Saúde Animal no Instagram, arroba Seva
- 4:01Suínos Brasil. Interessante, interessante.
- 4:06Então, acabou os três anos se prolongando por mais tempo e
- 4:11provavelmente vai ficar por alguns anos a mais aí, Daniel.
- 4:14É, por enquanto, bom, já fazem aí treze anos, né?
- 4:17Vai estar para completar treze anos que a gente está por aqui e
- 4:20a ideia realmente é terminar, fazer a nossa carreira toda por
- 4:23aqui, né? E... passar o resto da vida
- 4:26aqui, provavelmente, né? Excelente, homem, excelente.
- 4:30Bem, de modo geral, é uma jornada bem interessante, assim,
- 4:35afínco na pesquisa, em temas bastante interessantes que
- 4:38acabam se conversando, não tem como, né, Daniel, a gente
- 4:42separar hoje nutrição de saúde e sanidade, né?
- 4:46Você começou com saúde intestinal, depois foi para esse
- 4:48tema. Que aí, pessoal, é o tema que a
- 4:51gente vai trabalhar hoje, que são minerais, traços e
- 4:53vitaminas. Nós não vamos deixar de falar
- 4:58que temos pesquisas, mas precisamos de muito mais
- 5:02pesquisas, né, Daniel? Porque se a gente for pensar em
- 5:06exigências nutricionais, e aí eu não digo só para a espécie
- 5:09suína, para a espécie suína, mas ela está bastante desatualizada.
- 5:13Então informações como a que você vai compartilhar com a
- 5:15gente hoje aqui são muito importantes para a gente não
- 5:20só... Avaliar o que tá acontecendo
- 5:23hoje, né? E validar as informações que
- 5:26estão acontecendo hoje relacionadas à zinc e cobre, por
- 5:28exemplo. Bem como, por que não, né?
- 5:30Trabalhar atualizações das nossas dietas pra não só esses
- 5:36minerais traços, mas pra vitaminas também, né?
- 5:39Então, acho que o nosso Spotify vai ser bem interessante aqui.
- 5:41E eu queria... te provocar logo no início é você dar uma
- 5:45atualização geral, Daniel, de como é que está hoje a questão
- 5:50dos minerais traços e das vitaminas.
- 5:52Se você quiser, fique à vontade, pode focar mais em zinco e
- 5:55cobre, eu sei que você tem trabalhos com selênio também,
- 5:58mas como é que está o cenário atual de pesquisa e de demandas
- 6:04nesse tema? Se a gente pegar historicamente,
- 6:09falando de minerais, traços e vitaminas, são nutrientes onde o
- 6:13volume de pesquisa é muito baixo, historicamente.
- 6:17Se a gente comparar com aminoácidos, por exemplo, com
- 6:21fibras mesmo, o número de trabalhos, principalmente nas
- 6:24vitaminas, é muito baixo. Para alguns minerais a gente tem
- 6:27o zinc e o cobre sendo um pouco mais pesquisado, o selênio um
- 6:30pouquinho, o manganês bem pouco, o ferro antigamente teve uma
- 6:35época que o ferro foi até bastante abordado, mas já faz
- 6:39bastante tempo. Então quando a gente olha as
- 6:42recomendações do NRC, por exemplo, a gente entende que
- 6:46elas estão possivelmente desatualizadas, pelo menos por
- 6:50uma boa parte desses nutrientes, né?
- 6:54e que então é necessário sim a gente dar uma olhada na parte de
- 6:58requerimentos, e não só nos requerimentos, mas também como
- 7:03esses nutrientes podem se envolver, como você mesmo falou,
- 7:06Vinícius, com a parte de saúde principalmente, porque quando a
- 7:10gente fala da maioria dos minerais traços, talvez o zinco
- 7:14e o cobre sejam duas exceções, mas quando a gente fala de modo
- 7:18geral de minerais traços e vitaminas, Os efeitos que a
- 7:23gente busca não são necessariamente sobre
- 7:25desempenho. Se você pega uma tiamina, por
- 7:29exemplo, vitamina B-I, e você dobra a concentração de tiamina
- 7:33na ração, você dificilmente vai ver uma resposta a termos de
- 7:36desempenho. Mas quando você começa a olhar a
- 7:39nível de metabolismo, quando você começa a olhar rotas
- 7:42metabólicas mais específicas, por exemplo, produção de energia
- 7:46ou coisas mais profundas a nível celular, É aí que você consegue
- 7:51entender o benefício que esses nutrientes podem causar,
- 7:54inclusive atuando em rotas antioxidantes relacionadas ao
- 7:58sistema imunitário e aí por diante.
- 8:00Então é essa visão que a gente precisa ter, essa mudança de
- 8:04visão que a gente precisa ter ao trabalhar com minerais, traços e
- 8:08vitaminas, não olhar necessariamente para o
- 8:11desempenho, mas melhorar para o que isso pode ajudar. olhar para
- 8:14o que isso pode melhorar em termos de saúde, eu costumo
- 8:18falar de saúde metabólica, como a gente vai melhorar o
- 8:21metabolismo desse animal, tornar o metabolismo desse animal mais
- 8:25eficiente. Quando a gente fala mais
- 8:28especificamente de zinco, Existem diversas abordagens,
- 8:33dependendo da região do mundo que a gente está, a Europa com
- 8:36uma visão mais restrita, reduzindo o nível de óxido de
- 8:38zinco em torno de cento e cinquenta miligramas por quilo
- 8:42na dieta total, ou seja, a gente precisa levar em consideração o
- 8:48nível de zinco nos ingredientes de base, nos grãos, no milho, na
- 8:51soja, você não pode suplementar cento e cinquenta, é cento e
- 8:54cinquenta total. Aqui no Canadá essa abordagem
- 8:58começou a chegar aqui também, mas de forma não tão restrita.
- 9:03Aqui a nova recomendação, que ainda não é obrigatória, é uma
- 9:10recomendação literalmente, mas nos indica os caminhos que vão
- 9:15ser tomados por aqui, é a utilização de trezentos ppm,
- 9:19trezentos miligramas por quilo também na ração total.
- 9:21Ou seja, a gente vê uma tendência de utilização dos
- 9:26níveis basais, dos níveis de nutrientes nos grãos, o que até
- 9:32então a gente não leva em consideração.
- 9:33Normalmente, quando a gente vai formular uma ração, a gente
- 9:35considera que não existe minerais traços, por exemplo,
- 9:39nos grãos, o que é um erro, porque dependendo do grão, pode
- 9:43ter níveis relativamente altos. Lógico, a gente não tem um
- 9:47entendimento tão grande sobre a disponibilidade desses
- 9:52ingredientes. Pode ser que o zinco em um grão
- 9:55de milho não é tão disponível ou tão digestível quanto um zinco
- 10:00que vem de um suplemento, de um suplemento através do premix,
- 10:03por exemplo. Mas nós precisamos levar em
- 10:07consideração essas quantidades. Se a gente pegar, por exemplo,
- 10:10numa dieta canadense, onde se usa bastante canola,
- 10:14principalmente do lado oeste do Canadá, os níveis de canola na
- 10:18ração são relativamente altos, só com a adição de canola na
- 10:23ração você consegue atingir os níveis de zero ponto três ppm de
- 10:27selênio, por exemplo. que é o limite legal aqui no Canadá e
- 10:32uma boa parte da Europa. Se eu não me engano, nos Estados
- 10:37Unidos também existe essa legislação.
- 10:39Então só com a adição desse ingrediente você atinge os
- 10:42níveis de selênio na sua ração. Você não precisaria suplementar,
- 10:46por exemplo. Então a gente entende que é a
- 10:48forma correta também de fazer essa abordagem, né?
- 10:53E a gente tem outros países, voltando ao caso do zinco, como
- 10:56no caso do Brasil e América do Sul de forma geral, onde a gente
- 10:59não tem necessariamente ainda uma legislação indicando quais
- 11:04são os valores máximos de zinco que a gente pode utilizar.
- 11:06Então a gente ainda pode usar níveis farmacológicos de zinco.
- 11:13Os trabalhos que a gente tem realizado aqui nos últimos anos,
- 11:16já fazem aproximadamente oito anos, talvez um pouquinho mais,
- 11:20que a gente tem trabalhado com o zinco e a interação do zinco com
- 11:22o cobre, a gente buscou olhar o outro lado da moeda.
- 11:28A gente sempre trabalha com zinco, altos níveis de zinco,
- 11:31níveis farmacológicos, buscando os efeitos positivos, efeitos
- 11:35antimicrobianos, melhora de desempenho, melhora de
- 11:38morfologia, morfometria intestinal.
- 11:41No nosso caso, a gente queria entender se esses níveis
- 11:44poderiam ser ruins para o animal.
- 11:48Então a gente realizou três trabalhos até agora, onde a
- 11:54gente conseguiu mostrar que trabalhando, quando a gente
- 11:58aumenta os níveis de zinco, por exemplo, de cem ppm para mil
- 12:01ppm, O animal, ele consegue gerenciar, ele consegue modular
- 12:06o metabolismo dele pra manter os níveis de zinco dentro do seu
- 12:09organismo em valores, em níveis relativamente... ou que vão
- 12:16aumentar pouco. Se a gente pensar que você passa
- 12:18de cem para mil, você aumentou dez vezes a concentração desse
- 12:22zinco na ração. No sangue do animal, isso
- 12:24aumenta uma vez e meia. Ou seja, o animal conseguiu
- 12:27gerenciar esse zinco, conseguiu eliminar quando necessário, ou
- 12:31distribuir para os demais tecidos, de forma que o nível
- 12:34sanguíneo não aumentou tanto. Quando a gente passa de mil para
- 12:37três mil, ou seja, um aumento de três vezes na concentração desse
- 12:42zinco na ração, O aumento da concentração no sangue também é
- 12:45de três vezes. Ou seja, a gente vê que chegando
- 12:49a três mil ppm de zinco, o animal não consegue mais
- 12:52gerenciar esses níveis metabólicos.
- 12:57O seu organismo não consegue, por mais que tenha mecanismos
- 13:00homeostáticos, que a gente fala, mecanismos de controle para
- 13:03manter o equilíbrio do organismo, chegado a três mil
- 13:07ppm de zinco, o animal não consegue mais gerenciar esse
- 13:11zinco. E aí você começa a ter níveis
- 13:13excessivamente elevados, tanto no sangue quanto nos tecidos.
- 13:18Esses níveis, apesar de altos, eles não chegam a causar
- 13:21sintomas de intoxicação, por exemplo.
- 13:25Mas a nível um pouco mais microscópico, quando a gente
- 13:31começa a olhar nos tecidos, nas células e mesmo um pouco mais
- 13:35além nas mitocôndrias, é aí que você vai começar a ver os
- 13:39problemas que esse zinco pode causar.
- 13:42Então você tem, num primeiro momento... você tem questões
- 13:48negativas em relação ao metabolismo do cobre.
- 13:51Porque quando você aumenta muito os níveis de zinco dentro de uma
- 13:55célula, por exemplo, existem enzimas que respondem muito bem
- 14:00ao zinco. Uma delas tem um nome um
- 14:02pouquinho chato, que é a metalotioneína.
- 14:04Então, quanto mais zinco você fornece ao animal, mais
- 14:08metalotioneína esse animal vai produzir dentro das células.
- 14:12Todas elas, intestino, fígado, todas elas.
- 14:15Só que essa metalotioneína tem uma afinidade muito maior pelo
- 14:22cobre do que pelo zinco. Então você aumentou o zinco,
- 14:26aumentou a metalotioneína. Só que aí essa metalotioneína
- 14:28vem, em vez de se ligar ao zinco, ela vai se ligar ao
- 14:31cobre. Então, como o primeiro órgão por
- 14:35onde o cobre da dieta passa é o intestino, existe uma retenção
- 14:40enorme de cobre no tecido intestinal.
- 14:43Então, ao invés do cobre chegar até o fígado, que é onde é a
- 14:47reserva fisiológica de cobre, ele fica retido no intestino.
- 14:51E o que acontece com isso? Acontece que as células
- 14:54intestinais, o tecido intestinal, ele se renova em uma
- 14:57velocidade muito rápida. Pelo que a gente busca na
- 15:02literatura, a renovação é de aproximadamente vinte e cinco
- 15:05por cento ao dia. Então, em questão de quatro
- 15:08dias, uma semana no máximo, o seu tecido intestinal se renovou
- 15:11completamente. E todo esse cobre que ficou
- 15:14preso dentro da célula intestinal, ele é perdido.
- 15:18E aí o animal entra num período um pouco mais de longo prazo,
- 15:21ele pode entrar numa deficiência em cobre pelo fato de você estar
- 15:25suplementando altos níveis de zinco.
- 15:28E aí eu já recebi uma pergunta uma vez, né?
- 15:31Poxa, então é só aumentar os níveis de cobre, né?
- 15:33Porque aí vai saturar esse mecanismo e o animal vai
- 15:36continuar recebendo. A resposta é não, não adianta.
- 15:39Porque o nível de metalotioneína é tão grande e ela consegue
- 15:43ligar tantas moléculas de cobre que os nossos resultados
- 15:46mostraram que uma dieta onde a gente suplementou baixo nível de
- 15:50zinco e baixo nível de cobre, sem ppm de zinco e sem... alto
- 15:54nível de cobre, na verdade... cem ppm de zinco e cento e
- 15:57trinta ppm de cobre. E o outro, que a gente
- 16:00suplementou com alto nível de zinco, três mil ppm, e os mesmos
- 16:04cento e trinta ppm de cobre, a dieta que tinha o baixo zinco,
- 16:10os níveis de cobre não ficam retidos no intestino, eles vão
- 16:13direto para o fígado, enquanto no outro fica tudo retido no
- 16:16intestino. No mesmo nível de uma dieta com
- 16:19baixo cobre, Então, se você suplementar seis ppm de cobre
- 16:23com baixo zinco ou cento e trinta ppm de cobre com alto
- 16:27zinco, o seu nível hepático e sanguíneo é exatamente o mesmo.
- 16:31Ou seja, você está jogando cobre fora simplesmente por
- 16:36suplementar muito zinco. E aí, esse é o primeiro ponto, o
- 16:41metabolismo do cobre. O segundo ponto é o metabolismo
- 16:44do ferro. O ferro segue mais ou menos essa
- 16:47mesma lógica do cobre. São outras enzimas, mas o
- 16:50mecanismo é basicamente o mesmo. A enzima, em vez de ser a
- 16:53metalotioneína, é uma enzima chamada ferritina.
- 16:56A ferritina também responde aos níveis de zinco Não da mesma
- 17:02forma que a outra enzima. Não é você deu zinco, você
- 17:04aumenta a ferritina. Você deu muito zinco, você causa
- 17:07algumas alterações dentro do intestino semelhante a uma
- 17:10inflamação e a ferritina responde a esse distúrbio.
- 17:17Então aumenta o nível de ferritina.
- 17:19O que acontece? A ferritina se liga ao ferro e
- 17:23você vai ter uma grande acumulação de ferro no
- 17:25intestino. E o ferro é um nutriente que tem
- 17:32um nível de oxidação maior. Então mesmo ele estando ligado a
- 17:35essa ferritina, você corre o risco, ao menos, de ter uma
- 17:39maior oxidação desse ferro. Fora o fato de, assim como o
- 17:42cobre, você ter uma renovação intestinal e esse ferro vai ser
- 17:45todo perdido. Ou seja, ao longo do tempo, os
- 17:48níveis de ferro no organismo do animal não vão aumentar da forma
- 17:52como deveriam. Esse problema com o ferro não é
- 17:56tão grave quanto o problema com o cobre.
- 17:58A gente não vai criar uma anemia, por exemplo, no animal
- 18:02fornecendo três mil ppm de zinco a longo prazo.
- 18:05Mas a velocidade com que o animal vai conseguir depositar
- 18:09ferro no organismo vai ser muito mais baixa.
- 18:12Enquanto um animal com níveis normais de cem, cento e poucos
- 18:16ppm de zinco, em questão de duas ou três semanas, ele tem um
- 18:20aumento expressivo na concentração de ferro no fígado,
- 18:25um animal suplementado com três mil ppm de zinco vai demorar
- 18:29pelo menos o dobro do tempo. E aí, se a gente fizer uma
- 18:33ligação disso com pesquisas relativamente recentes, de dois
- 18:37mil e dezesseis para cá, que tem mostrado que em torno de oitenta
- 18:41por cento dos leitões, eles são desmamados anêmicos ou com
- 18:47deficiência moderada a severa em ferro, a gente entende que eles
- 18:53precisam aumentar os seus níveis hepáticos de ferro rapidamente.
- 18:59E essa suplementação com o zinco vem dificultar todo esse
- 19:02processo. Então, esse é o segundo ponto.
- 19:05E se a gente faz um terceiro ponto ainda, que é indo
- 19:08realmente mais a fundo dentro da célula, quando a gente foi
- 19:10estudar a mitocôndria, a gente observou que quando a gente
- 19:15forneceu altos níveis de zinco, a mitocôndria começou a utilizar
- 19:21mais oxigênio. A gente falou, isso daí deve ser
- 19:23bom, ela está usando mais oxigênio, ela vai produzir mais
- 19:27ATP. Só que a produção de ATP não foi
- 19:30alterada. Na verdade, ela foi reduzida.
- 19:33Então, a mitocôndria consome mais oxigênio e produz menos
- 19:37ATP. Aí a gente falou, poxa, mas por
- 19:40quê? O que está acontecendo?
- 19:42A gente começou a fazer uma triagem de todos os complexos da
- 19:45mitocôndria na cadeia de... oxidativa, fosforilização
- 19:51oxidativa para a síntese do ATP, para a produção de energia.
- 19:55E existe um desses complexos, que é o complexo três, que chama
- 19:58citocromo oxidase. Esse complexo, essa enzima, ela
- 20:03é dependente de cobre. Então, o cobre fica todo ligado
- 20:08lá atrás na metalotioneína e não chega até a mitocôndria.
- 20:12E aí mesmo ela consumindo um monte de oxigênio, esse oxigênio
- 20:16ele simplesmente não é utilizado para a síntese de ATP.
- 20:20Na verdade, o que a gente acredita é que, como está
- 20:23produzindo pouco ATP, a mitocôndria começa a falar,
- 20:26manda mais oxigênio aí para mim, porque eu não estou dando conta.
- 20:29Mas, na verdade, não é que está faltando oxigênio, é que tem uma
- 20:32pecinha do quebra-cabeça que não está funcionando.
- 20:35E, apesar de tudo isso, não existe um aumento do estresse
- 20:39oxidativo, ou seja, tem mais oxigênio, mas não está tendo
- 20:41mais elétrons radicais livres que estão sendo liberados dessa
- 20:46mitocôndria, o que é uma boa notícia.
- 20:48Por outro lado, existe uma enzima antioxidante que também é
- 20:52dependente de cobre, que é a superóxido de esmutase.
- 20:56Então, essa superóxido de esmutase também não está
- 20:59recebendo cobre, e pelo fato de não receber cobre, a sua
- 21:03atividade é diminuída. Então a gente vê numa imagem
- 21:06mais completa da célula, a célula está com a sua defesa
- 21:11antioxidante prejudicada, ela está produzindo menos ATP, o que
- 21:17pode prejudicar o metabolismo celular de forma geral, além de
- 21:22estar levando o animal a uma possível deficiência em cobre e
- 21:27dificuldades no seu metabolismo do ferro.
- 21:29Então, num primeiro momento, ao menos, nessas primeiras uma
- 21:34semana ou duas que a gente suplementa, costuma suplementar
- 21:37altos níveis de zinco na dieta, A menos que o animal esteja
- 21:41sobre um desafio sanitário, um desafio com patógenos, onde o
- 21:46óxido de zinco a níveis farmacológicos vai sim ter bons
- 21:49resultados, mas se não for esse o caso, se o animal está alojado
- 21:53numa condição um pouco melhor, onde ele não está sendo
- 21:56desafiado, as chances desse óxido de zinco ter efeitos
- 22:00negativos são muito maiores do que ter efeitos positivos.
- 22:04É isso que a gente tem tentado demonstrar nos últimos anos.
- 22:09Ô Daniel, muito interessante, muito interessante, excelentes
- 22:12os resultados, que eu acho que corroboram um pouco com alguns
- 22:17achados que a gente tem aqui, não indo tão a fundo, pensando
- 22:22em célula, metabolismo celular, mas por exemplo, o porquê que em
- 22:27alguns controle positivo, o óxido de zinco não está
- 22:31funcionando tão bem, o porquê que às vezes compromete tanto o
- 22:35consumo, então eu estou me lembrando aqui das exigências da
- 22:43Europa, o porquê que eles chegaram a essa decisão em julho
- 22:47de dois mil e vinte e dois, que eles realmente depois de uma
- 22:52série de compilados de estudos, pelo menos o que tinha na
- 22:54literatura, de que os benefícios não superavam os riscos, E ali
- 22:59eles tratavam riscos relacionados ao impacto
- 23:02ambiental, principalmente saturação no solo.
- 23:05Então eles saíram das doses farmacológicas para as cento e
- 23:09cinquenta ppm, porque eles achavam que, achavam não, porque
- 23:13segundo os cálculos deles, a saturação do solo demoraria
- 23:17muito mais anos. Então essa foi a tomada de
- 23:20decisão. Mas eu tive a oportunidade de
- 23:22ler alguns artigos, principalmente revisões, que já
- 23:25tratavam desse tema relacionado ao possível comprometimento na
- 23:29saúde do animal. E isso é que você nos traz de
- 23:33uma forma bastante importante e interessante relacionada ao
- 23:39ferro, e aí eu concordo contigo, né?
- 23:42A gente já ouviu falar e precisamos de tratar isso com
- 23:44mais atenção, a questão de uma possível anemia transitória aí
- 23:49nessa fase de desmame dos leitões, né?
- 23:52A questão da energia, da resposta da mitocôndria, uma
- 23:55resposta antioxidante extremamente importante no
- 23:57pós-desmame. Então, ou seja, Daniel...
- 24:01Nós, aqui no Brasil, vamos imaginar, já começamos, pelo
- 24:06menos na ciência, a termos que gerar resultados ou buscar
- 24:12alternativas ao óxido de zinco em doses farmacológicas, não é
- 24:16só por uma exigência europeia pensando em saturação do solo ao
- 24:19meio ambiente, é pensando na saúde dos animais.
- 24:23E aí esse é um tema que eu quero incrementar um pouco aqui.
- 24:27Você já disse bastante, ou seja, você está trabalhando, pensando
- 24:30em termos celular, obviamente está comprometendo, trazendo
- 24:33risco para os animais, a saúde dos animais.
- 24:36Mas quando a gente trata desses minerais e vitaminas, a gente
- 24:41quer dizer assim, e você falou muito bem da tiamina, foi da
- 24:45tiamina que você falou, não foi? Ou seja, você não vai conseguir
- 24:50fazer um ROI, um retorno sobre o investimento, pensando em
- 24:54desempenho. Mas a pergunta é, hoje nós temos
- 24:59que trabalhar estratégias não só para a busca de desempenho dos
- 25:02animais, melhor ganho de peso, melhor peso ao desmanto, melhor
- 25:05peso ao nascimento, mas sim resiliência dos animais,
- 25:10principalmente no que nós vamos viver, que não é uma onda, é uma
- 25:15realidade de redução do uso de antibióticos.
- 25:20Então o conceito do ponto de vista de programas de saúde vai
- 25:23precisar de ser outro, e não só isso, já incrementando com
- 25:28redução do uso de uma tecnologia bastante importante, que foi
- 25:31bastante importante por muito tempo, que é o óxido de zinco.
- 25:34Como é que você vê isso? Como é que você vê essa questão
- 25:38da gente começar a formular dieta pensando quase como um
- 25:41nutrólogo, não como um nutricionista?
- 25:44É até interessante você colocar essa parte da resiliência, né,
- 25:47eu vou falar aqui, vou citar um trabalho que o meu
- 25:49ex-orientador, né, aqui no Canadá, o doutor Jacques Mat,
- 25:53ele fez, ele era um grande especialista das vitaminas, é um
- 25:57dos maiores nomes aí da nutrição de vitaminas em suínos, e ele
- 26:03fez um trabalho muito interessante com suínos ainda na
- 26:07maternidade, usando vitaminas para trabalhar com o metabolismo
- 26:14da homocisteína. A homocisteína, vamos colocar de
- 26:19forma bem grosseira, é um lixo metabólico.
- 26:22Na medicina humana, ele é... essa substância, esse
- 26:29metabólito, é ligado a diversas condições patológicas, doenças,
- 26:36seja cardíacas, doenças do sistema neurológico, doenças
- 26:40hepáticas, diversos tipos de doenças ligadas, então, à
- 26:44homocisteína. Ou seja, não é algo que a gente
- 26:46quer ter no nosso organismo. E meu ex-orientador, fazendo uma
- 26:52revisão de literatura, ele chegou à conclusão que um suíno,
- 26:56isso foi realmente resultado de pesquisa, um suíno em repouso,
- 27:00um suíno de terminação em repouso, dormindo, ele tem o
- 27:04mesmo nível de homocisteína que um atleta olímpico dos cem
- 27:08metros rasos, que o Usain Bolt. Então, assim, o nosso suíno
- 27:12dormindo tem o metabolismo do Usain Bolt.
- 27:16Isso significa que ele consome muita coisa, muito nutriente,
- 27:21muitas substâncias, e ele produz muita homocisteína.
- 27:26Então, não é alguma coisa que a gente quer.
- 27:29A ideia era como a gente pode baixar os níveis de
- 27:31homocisteína. A homocisteína é produzida no
- 27:33metabolismo da metionina. Me veio o selênio na cabeça por
- 27:38causa da selenometionina. No metabolismo da metionina.
- 27:42E no metabolismo da metionina, A gente tem três formas, duas
- 27:46formas, vamos falar aí, de se livrar da homocisteína.
- 27:50A primeira delas é remetilando a homocisteína, fazendo a
- 27:54homocisteína voltar a ser metionina.
- 27:57E nesse ponto você precisa de vitamina B-nove, folato, de
- 28:00vitamina B-doze, cianocobalamina.
- 28:03Ou você pode usar a vitamina B-seis. que é a piridoxina, para
- 28:08fazer a homocisteína descer a via metabólica de transfuração
- 28:12para produzir glutationa. Muito interessante, um
- 28:15antioxidante muito interessante. Daí então, meu orientador pegou
- 28:20leitões leves e pesados e fez diferentes suplementações com
- 28:26vitaminas, complexos de vitamina, vitaminas individuais
- 28:29ou complexos dessas vitaminas. Ele chegou à conclusão que a
- 28:35suplementação com vitaminas ajudava sim a reduzir os níveis
- 28:38de homocisteína, e que o leitão leve, ele tinha menos
- 28:44homocisteína que o leitão pesado, o leitão que não crescia
- 28:47muito, que era aquele quase que um refugo, ele tinha menos
- 28:50homocisteína. Isso a gente ficou, mas como
- 28:53assim? Por que o leitão refugo, tem
- 28:56menos homocisteína, por que o leitão que está crescendo bem, é
- 28:59bonito, ele tem mais homocisteína, ele deveria ser o
- 29:02pior, homocisteína é ruim para o metabolismo, deveria ser pior,
- 29:06mas na verdade a gente tem que olhar pelo outro ângulo, que é
- 29:09exatamente essa comparação do Usain Bolt, o leitão que está
- 29:13crescendo rápido, ele tem um metabolismo mais acelerado, ele
- 29:16produz mais, entre aspas, lixo metabólico, Então, o que
- 29:21significa isso? Significa que esse leitão mais
- 29:24pesado, bonito, aquele cabeceira da nossa leitegada, ele está
- 29:27mais predisposto a ficar doente. Sensacional.
- 29:32A gente precisa fornecer nutrientes para esse animal para
- 29:37tornar ele mais resiliente. É exatamente esse o ponto que a
- 29:42gente precisa pensar hoje. E é aí, exatamente nesse ponto,
- 29:46que a gente vem desenvolvendo os nossos trabalhos aqui.
- 29:48Mais uma vez, não é no desempenho, é na saúde, é no
- 29:52metabolismo, é na resiliência desses animais.
- 29:55Por isso que eu relacionei o termo nutrólogo, que a gente tem
- 29:59ido mais na medicina humana, na saúde humana, você buscar um
- 30:03nutrólogo que o cara entende da saúde, não que o nutricionista
- 30:07não, até porque para a saúde humana eles estão relacionados,
- 30:12mas os nossos nutricionistas de suínos ou de aves são mais
- 30:15tradicionais e trabalham com a exigência.
- 30:18E muito legal, Daniel, você trazer esse trabalho do seu
- 30:21ex-orientador, que nós discutimos ele há poucas semanas
- 30:25na linha de pesquisa aqui de saúde intestinal.
- 30:28E a suplementação de folato aumentou para animais com alto
- 30:31desempenho, aumentou a homocisteína, e para os de baixo
- 30:34desempenho, reduziu a homocisteína.
- 30:36No entanto, a redução de homocisteína traz mais
- 30:38resiliência para o animal. Então a gente até se perguntou
- 30:42lá na discussão da linha de pesquisa.
- 30:46Para que caminho nós iríamos? E a resposta foi essa, bem de
- 30:50acordo com o que você falou. Vamos deixar que o animal
- 30:53produza mais e tenha mais homocisteína e estar atento aos
- 30:56programas nutricionais ou sanitários para ele, manejo,
- 31:00etc. Exatamente, é exatamente nesse
- 31:03ponto que a gente precisa trabalhar.
- 31:04A gente não pode, ou pelo menos não seria muito prudente talvez,
- 31:09a gente trabalhar para reduzir desempenho.
- 31:11Não é isso que a indústria busca.
- 31:12Se a gente propor isso, a gente vai estar dando um tiro no pé.
- 31:15Mas a gente precisa dar o suporte para esse animal
- 31:18conseguir ter esse alto desempenho sem que ele esteja
- 31:23mais predisposto a ficar doente. Basicamente essa é a ideia que a
- 31:27gente precisaria ter em mente. E não só em relação à doença, a
- 31:30gente pode falar de estresse por calor, a gente pode falar de
- 31:33diversos desafios que esse animal está predisposto e que a
- 31:37gente pode, melhor, bem ou mal, a gente tem como tentar melhorar
- 31:43ou aliviar todos esses desafios, ou uma boa parte deles, com a
- 31:48nutrição. Daniel, nesse ponto eu estou
- 31:51pensando aqui, eu acho que o caminho que nós estamos seguindo
- 31:55é o mais correto. Que caminho?
- 31:57De tentar trazer, promover pelo menos mais saúde para o animal.
- 32:02Porque se a tendência é, não vou dizer nem realidade, mas a
- 32:07tendência é redução do uso de antibióticos, que tem um outro
- 32:12conceito, redução de uso de óxido de zinco. tem um outro
- 32:17conceito. As alternativas que vêm, e a
- 32:19gente já tem comunicado isso não só na ciência, mas para
- 32:23aplicação de tecnologias também, não adianta você só trabalhar,
- 32:27por exemplo, aditivos alternativos, é um pacote
- 32:30tecnológico instalação, manejo, ambiência, uma série de coisas,
- 32:37programa vacinal. Então, nós estamos no caminho de
- 32:41produzir um suíno cada vez mais, com uma produtividade cada vez
- 32:45maior, com uma eficiência cada vez maior, no entanto, reparando
- 32:49ou estando atento a programas que tragam mais saúde para os
- 32:54animais, e não com antibiótico que provoca desbiose, ou deixa o
- 32:58sistema imune do animal... pouco resistente ou resiliente, ou não
- 33:04deixando o animal no risco, como você deu os exemplos muito
- 33:07interessantes, das doses terapêuticas de óxido de zinco.
- 33:10Exatamente, é aquela famosa expressão, a visão holística,
- 33:16tratamento de uma forma holística de cuidado animal.
- 33:19Até uns tempos atrás eu fiz uma apresentação Falando sobre o
- 33:23óxido de zinco, essa questão dos antibióticos, óxido de zinco e
- 33:27tudo mais, a comparação que eu fiz é que o uso de antibióticos,
- 33:31o uso de nível farmacológico de óxido de zinco é como se a gente
- 33:34estivesse colocando um escudo na frente do animal.
- 33:36Só que por trás desse escudo continua sendo um animalzinho
- 33:40fraquinho. Uma vez que a gente tira esse
- 33:42escudo, ele está ali fraco e exposto, né?
- 33:47aos ataques, que seja do desafio que for.
- 33:49Então, o que a gente precisa não é usar esse escudo, e sim fazer
- 33:54com que o nosso animal esteja mais forte, mais preparado para
- 33:57enfrentar esse desafio. É isso que a gente tem buscado.
- 34:02Nessa linha que a gente entende que seria a forma correta de
- 34:08proceder, E você, agora há pouco, você estava falando sobre
- 34:10a questão ambiental, que lógico, com o óxido de zinco, ela é uma
- 34:14questão muito forte. A gente teve a oportunidade de
- 34:17participar de uma banca de doutorado na Dinamarca, esses
- 34:20meses atrás, onde eles estavam trabalhando com o óxido de
- 34:25zinco, mas não na questão da creche, mas sim na questão da
- 34:29terminação, porque segundo os modelos estatísticos e todos os
- 34:34cálculos que são realizados, por mais que a gente use três mil
- 34:36ppm de zinco no pós-desmame, é na terminação que o impacto
- 34:41ambiental é maior, por conta do volume de ração que você
- 34:44utiliza. e o que esse pessoal chegou à conclusão lá em relação
- 34:50à parte ambiental. Eles fizeram alguns estudos na
- 34:53parte de creche também, eu vou chegar lá daqui a pouquinho, mas
- 34:57na parte de terminação, a conclusão deles era que a gente
- 35:03precisa... não necessariamente diminuir as quantidades de zinco
- 35:10de forma abrupta, por exemplo, tem algumas propostas de alguns
- 35:15pesquisadores falando para deixar de usar zinco, por
- 35:18exemplo, na terminação, ou usar níveis muito baixos, de cinco a
- 35:22dez ppm, Nesse trabalho eles mostraram que quando você usa a
- 35:27estratégia correta, colocando níveis mais elevados em
- 35:30determinados momentos, como por exemplo num pós-desmame você
- 35:34trabalhar com um nível um pouquinho mais alto, porque a
- 35:36exigência do animal ela necessita, vou chegar nesse
- 35:39ponto daqui a pouquinho, e na terminação você trabalha com
- 35:42níveis médios, você consegue ter um ganho ambiental muito maior
- 35:47do que se você trabalhar com níveis baixos, como a União
- 35:49Europeia, por exemplo, nos indica ao longo de toda a
- 35:52cadeia. Eles mostraram isso de forma bem
- 35:55clara, foi um trabalho bastante interessante.
- 35:58Eu acabei de falar que eles trabalharam níveis um pouquinho
- 36:01mais altos no pós-desmame, a conclusão que eles chegaram e
- 36:04que nossos trabalhos aqui corroboram também, vai contra um
- 36:09pouco o que a União Europeia prega, de cento e cinquenta ppm
- 36:12de zinco no pós-desmame. Tanto o trabalho desse grupo
- 36:15quanto o nosso trabalho aqui, tem mostrado que durante as duas
- 36:19primeiras semanas do pós-desmame, o uso de cem a
- 36:22cento e cinquenta ppm de zinco não é o suficiente para cobrir a
- 36:27exigência do leitão. Então, se você fornece cento e
- 36:30cinquenta ppm de zinco para o animal durante as duas primeiras
- 36:32semanas, seja por questão da anorexia, que pegaria
- 36:36principalmente na primeira semana, o baixo consumo de
- 36:39ração, a gente entende que não é suficiente, principalmente
- 36:43durante a primeira semana, Mas ainda assim, na segunda semana
- 36:47do pós-deslame, onde o animal já tem um consumo de ração um pouco
- 36:50mais interessante, o nível de cento e cinquenta ppm de zinco
- 36:53faz com que os níveis sanguíneos e hepáticos diminuam. ou seja,
- 36:58não é o suficiente, diminui em relação ao dia do desmame.
- 37:04Então, o animal foi desmamado duas semanas depois, ele tem uma
- 37:08queda significativa até, não significativa do ponto de vista
- 37:13estatístico, estatisticamente é significativa, mas uma queda
- 37:16expressiva, uma diminuição expressiva das concentrações de
- 37:21zinco no seu organismo. Mostrando que cento e cinquenta
- 37:25talvez não seja o suficiente. Você está criando uma carência,
- 37:28ao menos, de zinco nesses quatorze primeiros dias de
- 37:33pós-desmame, onde o animal não pode estar carente.
- 37:36É um período de um desafio já tão grande para esse leitão,
- 37:39você não pode dar a bobeira de perder ali na nutrição, com uma
- 37:44carência nutricional. Isso seria inaceitável.
- 37:48Esse grupo... eles indicam que a gente deveria suplementar mil e
- 37:53duzentos ppm de zinco na primeira semana do pós-desmame
- 37:57para manter os níveis de zinco estáveis no organismo.
- 38:01E na segunda semana a gente poderia diminuir isso para em
- 38:04torno de setecentos ppm. A partir da terceira semana,
- 38:08cento e cinquenta ppm seria o nível adequado, a gente não
- 38:12teria problema nenhum com isso. A gente poderia, na verdade, até
- 38:14diminuir isso para cem ppm aproximadamente, que o animal
- 38:17não teria problema nenhum. Os nossos resultados aqui
- 38:22indicam que com mil ppm de zinco, a gente não só mantém os
- 38:29níveis estáveis, como consegue aumentar, inclusive, os níveis
- 38:32de zinco no pós-desmame. Então, qual que é a diferença?
- 38:35Por que ela precisou de mil e duzentos para manter o nível
- 38:38estável, a gente aqui com mil conseguiu aumentar?
- 38:41A nossa hipótese de trabalho aqui é a idade ao desmame.
- 38:45Lá eles desmamaram com vinte e oito, aqui a gente desmamou com
- 38:48vinte e um. Talvez um animal desmamado com
- 38:50vinte e oito ele tenha uma exigência nutricional maior.
- 38:53Ainda mais pensando em minerais, por exemplo, onde a
- 38:56transferência através do leite não é muito boa.
- 39:00Para todos os minerais, basicamente, a transferência é
- 39:02relativamente limitada. Então, você desmamando o animal
- 39:06mais velho, você está prolongando o período em que
- 39:10esse animal vai estar consumindo um baixo nível de zinco, cobre,
- 39:14ferro, etc., né? Então a gente faz esse paralelo
- 39:17do zinco, mas também puxando a questão do ferro.
- 39:20Animais anêmicos ou com deficiência de ferro ao desmame.
- 39:24Com vinte e um dias, se a gente aumentar esse desmame para vinte
- 39:27e cinco, vinte e oito, provavelmente a gente vai estar
- 39:31potencializando esse problema. Então essa é a nossa hipótese de
- 39:35trabalho, talvez um desmame mais tardio você precise compensar de
- 39:40alguma forma essa questão nutricional, pelo menos em
- 39:44termos de minerais traços, porque você pode estar
- 39:47dificultando esse início, esse pós-desmame que já é tão difícil
- 39:51para o animal. Então outro ponto aí que a gente
- 39:53precisaria prestar atenção. Excelente, Daniel.
- 39:58Então só confirma para mim. Vamos pensar lá nas
- 40:03recomendações desse estudo na Europa.
- 40:06Seria mil e duzentos na primeira semana ou primeira e segunda
- 40:09semana? Na primeira semana mil e
- 40:11duzentos e setecentos ppm na segunda.
- 40:14E aí as iniciais seriam cento e cinquenta cem ppm?
- 40:18Exatamente. A partir da terceira semana
- 40:20cento e cinquenta, cem cento e cinquenta estaria dentro do
- 40:24requerimento do animal. E no caso de vocês seria mil na
- 40:28primeira semana, setecentos na segunda e cento e cinquenta.
- 40:32No nosso caso aqui, a gente entende que a gente pode estar
- 40:35abaixo de mil. Porque com mil ppm, o pessoal lá
- 40:39da Dinamarca, com mil e duzentos, os níveis sanguíneos
- 40:42permaneceram estáveis. Aqui a gente com mil, a gente
- 40:46conseguiu aumentar os níveis sanguíneos.
- 40:48Então, provavelmente, na nossa condição ao menos, a gente
- 40:52poderia trabalhar com níveis abaixo disso.
- 40:55Eu tenho a sensação em torno de uns Rp.
- 40:58Rp. Rp.
- 40:58Rp. Rp.
- 40:59Rp. Rp.
- 40:59Rp. Rp.
- 40:59Rp. Rp.
- 41:18da saúde que a gente estava falando.
- 41:22Na tua experiência, o que você enxerga, não só como
- 41:25pesquisador, mas como influenciador de profissionais
- 41:32que estão aplicando tecnologia todo dia no campo?
- 41:36Seja alguém que esteja em uma empresa aplicando uma
- 41:38alternativa ao óxido de zinco, ou seja um consultor que está
- 41:42formulando dietas, um nutricionista formulando dietas
- 41:46para... para as diferentes fases produtivas dentro de granja.
- 41:52O que você acha que nós temos que nos despertar para formular
- 41:57dietas, para atender um melhor desempenho, um máximo lucro?
- 42:03e ao mesmo tempo garantir resiliência.
- 42:05Eu sei que é a linha que vocês estão trabalhando, mas se você
- 42:11fosse provocado e falasse assim, Daniel, me falam três pontos que
- 42:15é onde a gente tem que atacar a curto prazo.
- 42:19Quais seriam esses pontos? Essa é uma questão bem complexa.
- 42:24Pensando na minha área de trabalho exclusivamente, eu acho
- 42:28que o zinco, a interação, a gente sempre fala o zinco, mas
- 42:31na minha concepção, minerais, traços e vitaminas, a gente não
- 42:37deveria trabalhar individualmente, a gente tem que
- 42:39trabalhar em conjunto, porque eles interagem tanto uns com os
- 42:43outros, Então em primeiro momento seria sim continuar
- 42:47trabalhando, identificando as melhores relações entre zinco e
- 42:53cobre principalmente, porque trabalhando uma boa relação
- 42:56zinco-cobre você indiretamente resolve um pouco a questão do
- 43:00ferro, E eu diria até mesmo que resolve um potencial problema
- 43:05com o manganês. Por que eu falo isso?
- 43:07Porque o manganês e o ferro têm um metabolismo muito parecido.
- 43:11Eles dividem basicamente todos os transportadores de absorção,
- 43:16transportador intracelular, é muito parecido.
- 43:18Então, se a gente tem um problema com o ferro, muito
- 43:20provavelmente a gente tem também com o manganês.
- 43:23Então, trabalhar bem essa relação zinco-cobre, buscando
- 43:27algo que não seja excessivo, que vai fazer mal para o organismo
- 43:32do animal, como a gente acabou de colocar, mas que também não
- 43:36prejudique, não sejam níveis tão baixos como a União Europeia vem
- 43:39pregando, pelo menos na nossa visão, são níveis um pouco
- 43:42extremos, Ao menos durante a fase inicial de pós-desmâmina,
- 43:48então um trabalho bem importante deveria ser feito nesse ponto.
- 43:52E outros dois pontos que eu falaria, que esses não são
- 43:55basicamente estudados, são relacionados a vitaminas.
- 44:00Eu vou falar primeiro do pós-desmame, depois eu vou falar
- 44:03da gestação, de um trabalho que a gente tem feito.
- 44:06O uso de vitaminas no pós-desmame, na verdade desde o
- 44:09parto, se a gente pegar e dar uma olhada na transferência de
- 44:14vitaminas, transferência transplacentária, transferência
- 44:17através do colostro, a gente vê que a transferência de vitaminas
- 44:21lipossolúveis, vitamina A, vitamina D, vitamina E, a
- 44:24vitamina K a gente não tem muita informação, mas das três
- 44:26primeiras a gente tem, A transferência transplacentária
- 44:30dessas vitaminas é muito ruim. Se a gente compara o nível
- 44:34dessas vitaminas no sangue do leitão ao nascimento, antes de
- 44:38mamar o colostro, e no sangue da porca, a gente tem valores que
- 44:42são de duas a três vezes menor no leitão.
- 44:44Ou seja, não passa do sangue da porca para o sangue do leitão.
- 44:48O que não é o caso das hidrossolúveis.
- 44:50Todo o complexo B, vitamina C, mesmo colina, se a gente for
- 44:55colocar colina dentro do grupo das vitaminas, elas são
- 44:58transferidas de forma relativamente eficiente.
- 45:03Já no colostro, a situação é relativamente boa para as
- 45:08hidrossolúveis, a vitamina D talvez seja um caso excepcional.
- 45:12As hidrossolúveis não é tão bom quanto a transferência
- 45:15transplacentária, mas tem uma boa eficiência de transferência
- 45:18também. O que eu quero dizer com isso?
- 45:22Eu quero dizer que existem algumas vitaminas pontuais que
- 45:26podem ser problemáticas logo no início da vida do animal.
- 45:30A vitamina D, nessa análise que a gente acabou de fazer, seria
- 45:34uma delas. O animal precisaria de
- 45:36suplementação com vitamina D a partir do nascimento, como se na
- 45:39injeção que a gente dá de ferro, suplementação injetável de
- 45:42ferro, a gente precisasse também fazer algo com a vitamina D.
- 45:50O problema da vitamina D é que suplementando ou não o leitão,
- 45:55os resultados que a gente vê não são lá muito expressivos.
- 45:58A suplementação que faz mais efeito em relação à vitamina D é
- 46:01a suplementação materna. E isso pra mim é uma incógnita,
- 46:05porque não transfere muito bem na placenta, não transfere muito
- 46:08bem no colostrum, mas os efeitos no leitão são muito maiores do
- 46:12que a suplementação direta no leitão.
- 46:16Num dos trabalhos que a gente avaliou um pouco essa questão,
- 46:22aonde a gente tinha chegado e foi ali que a gente realmente
- 46:24deu de frente, de cara com o muro, né?
- 46:27é que a gente tentou avaliar os metabólicos da vitamina D no
- 46:32colostro, ver se realmente era a A-Vinc-V, hidroxi, que é a forma
- 46:36circulante, que seria a mais presente.
- 46:38E não era. Existiam outras formas da
- 46:41vitamina D presentes em maiores quantidades no colostro.
- 46:46Então, o que a gente tem, a nossa hipótese hoje, né, é que o
- 46:51colostro, ele sirva, vamos colocar dessa forma, como uma
- 46:55via de excreção, de eliminação de vitamina D do corpo da porca,
- 46:59só que essas formas excretórias, a XXIV, XXV, entre outras, que
- 47:04estão presentes em grandes quantidades no colostro, elas
- 47:07podem ter uma função metabólica muito importante no leitão, que
- 47:11a gente ainda não conhece. Talvez a via metabólica da
- 47:14vitamina D no leitão use de forma mais eficiente esses
- 47:19outros metabólitos, que na nossa concepção são secundários, que
- 47:23não têm efeitos tão significativos, mas para o
- 47:25leitão recém-nascido, início de desenvolvimento, elas sejam
- 47:29preferenciais até. Outras duas vitaminas que logo
- 47:35ali no primeiro dia de vida podem ser potencialmente muito
- 47:40problemáticas e que a gente não tem dado a menor atenção, é a
- 47:44piridoxina, vitamina B-seis, e a biotina, que é a vitamina B-sete
- 47:49ou B-oito, depende de onde você estiver.
- 47:53A piridoxina é muito bem transferida, ela é transferida
- 47:57relativamente bem na placenta, relativamente bem no colostro,
- 48:03Mas do primeiro dia de vida, antes do colostro, até o
- 48:06terceiro dia de vida, o animal consome mais de sessenta por
- 48:10cento da vitamina B-seis que ele tinha no organismo.
- 48:14Em questão de vinte e quatro a quarenta e oito horas.
- 48:17Não vou nem colocar três dias, é de vinte e quatro a quarenta e
- 48:19oito horas. No caso da biotina, ele consome
- 48:23de oitenta a noventa por cento. A gente pode falar, talvez não
- 48:27tenha piridoxina e biotina suficiente no colostrum.
- 48:31Tem, e tem relativamente bastante.
- 48:34Então, realmente o animal consome muito.
- 48:37A gente pode pensar, poxa, mas consome pra quê?
- 48:40Quando a gente fala de biotina, a gente lembra de qualidade de
- 48:42casco. Pra que um leitão precisa de
- 48:45qualidade de casco, recém-nascido?
- 48:47Mas a biotina não é só qualidade de casco.
- 48:49A principal função da biotina é no metabolismo lipídico.
- 48:53É na gliconeogênese, é na síntese de ácidos graxos.
- 48:59Eu não me lembro exatamente se são os saturados ou os
- 49:01insaturados, mas é na produção de ácidos graxos no organismo.
- 49:04É na gliconeogênese, ou seja, na produção de energia.
- 49:07Se a gente pensa no leitão no primeiro dia de vida, o que ele
- 49:10precisa? Produzir calor para não morrer
- 49:12de frio. Ele precisa depositar, criar
- 49:16gordura marrom ao redor dos rins.
- 49:18Enfim, ele precisa de um metabolismo lipídico muito
- 49:22acelerado. Já no caso da piridoxina, o que
- 49:25ela faz? A piridoxina está em mais de
- 49:27cento e quarenta reações do metabolismo, a maioria delas
- 49:30ligadas a aminoácidos. Poxa, o que isso tem a ver com o
- 49:33primeiro dia de vida? É o crescimento do leitão.
- 49:37O leitão quase que dobra de peso a cada semana, ele precisa
- 49:40depositar muita proteína, ele precisa de um metabolismo de
- 49:44aminoácidos extremamente acelerado.
- 49:47Então essas duas vitaminas, Elas precisariam ser mais bem
- 49:52estudadas, principalmente nesse início de vida.
- 49:55No caso da biotina, esses níveis baixos de biotina continuam ao
- 50:01longo da vida toda do animal, só começam a aumentar por volta da
- 50:05fase de crescimento, quando a microbiota do intestino grosso
- 50:10do animal produz biotina o suficiente porque o suíno
- 50:15normalmente não precisaria de suplementação de biotina, porque
- 50:19a microbiota do intestino grosso produz e o animal consegue
- 50:22absorver, só que isso começa a acontecer a partir da fase de
- 50:25crescimento. Antes disso, o animal não tem, a
- 50:27microbiota não produz o suficiente.
- 50:30No caso da piridoxina, o animal começa com níveis altos, no
- 50:34primeiro dia cai, como eu falei, e depois ao longo da lactação
- 50:38começa a aumentar, chega no desmame, esse nível cai de novo.
- 50:44Muito provavelmente por conta do estresse do desmame e tudo que
- 50:47isso acontece, que isso cria no organismo.
- 50:50Então são duas vitaminas muito pouco estudadas, mas que
- 50:53mereceriam ser vistas de outra maneira.
- 50:57E falei que eu ia voltar na gestação, a gente fez um
- 51:00trabalho agora onde o objetivo principal, ele está em andamento
- 51:03ainda, a gente nem terminou as análises de laboratório, o
- 51:08objetivo principal desse trabalho era avaliar se porcas
- 51:13suplementadas com altos níveis de vitaminas responderiam
- 51:16melhor, se dariam uma resposta imunitária melhor a uma vacina
- 51:20contra E. coli, por exemplo, e se a transferência de
- 51:26imunoglobulinas desses animais seria mais eficiente, através do
- 51:30colostrum, por exemplo, se seria mais eficiente aos seus leitões.
- 51:34Ou seja, altos níveis de vitamina, melhora a resposta
- 51:37imune da porca, melhora a transferência para o leitão, o
- 51:40leitão tem menos diarreia durante a lactação, menos
- 51:43diarreia no desmanho. Esses resultados a gente,
- 51:47infelizmente, ainda não tem para compartilhar com vocês, mas o
- 51:49que a gente tem é o desempenho reprodutivo da porca.
- 51:52E nos impressionou, porque esse conjunto de vitaminas fez com
- 51:58que as porcas, principalmente as leitoas, o efeito principal é
- 52:03nas leitoas. Essas leitoas têm uma menor
- 52:06perda de gordura durante a lactação, comparada a leitoas
- 52:11controle, ou seja, elas perdem menos condição corporal, menos
- 52:14espessura de gordura. a homogeneidade dessas leitegadas,
- 52:19das leitoas, não das multíparas, apenas das leitoas, a
- 52:23homogeneidade, a leitegada é mais homogênea, Então a variação
- 52:27de peso dentro da leitegada é muito menor e não é diferente do
- 52:32peso do controle. Então não é que varia menos, mas
- 52:35os animais são mais leves. Não, os animais têm o mesmo
- 52:38peso, só que varia menos. Outra questão interessante é que
- 52:42os animais que foram suplementados com esse complexo
- 52:44de vitaminas, as leitegadas eram mais homogêneas em tamanho.
- 52:50Então, enquanto no tratamento controle a gente tinha
- 52:52leitegados com oito leitões e outros com vinte e dois, no
- 52:55tratamento com alto nível de vitamina, isso ficava muito mais
- 52:59equilibrado ao redor de quatorze a quinze leitões.
- 53:02A gente tinha muito menos adoções nesse tratamento por
- 53:05conta disso, inclusive, né? Fora a questão de peso, a gente
- 53:11teve também um melhor ganho de peso nesses animais, só que teve
- 53:18um ponto que a gente achou bastante interessante, apesar de
- 53:22ser negativo em relação a esse tratamento, que foi um menor
- 53:26peso ao desmame e uma maior variação de peso ao desmame,
- 53:31que... se continuou até os quarenta e dois dias de vida, ou
- 53:35seja, vinte e um dias ali, três a quatro semanas depois do
- 53:39desmame, o peso desses animais que vieram de porcas
- 53:43suplementadas com vitaminas foi um pouco menor e variou mais.
- 53:47Então, o que a gente tem tentado buscar entender hoje...
- 53:51Bom, primeiro, a suplementação com vitaminas aparentemente agiu
- 53:56no sistema energético da porca, trabalhando ali na questão da
- 54:00gordura, na perda da gordura, e também no melhor desenvolvimento
- 54:05da leitegada, leitões mais homogêneos, num peso
- 54:08interessante. Mas também a gente está
- 54:11levantando essa hipótese de que Quando você aumenta a
- 54:16suplementação da porca durante a gestação, é possível que você
- 54:20vai estar aumentando o requerimento do leitão,
- 54:24possivelmente ao longo da vida dele toda.
- 54:27Como esse animal está recebendo mais nutriente durante a
- 54:30gestação, a gente pode falar do imprinting, da programação fetal
- 54:35e tudo mais, talvez esse animal, o organismo dele seja modulado
- 54:40de uma forma que após o nascimento ele precise continuar
- 54:44recebendo maiores níveis de nutrientes.
- 54:48Talvez por isso que no início da lactação, quando a porca estava
- 54:52transferindo bastante nutriente, o animal estava com uma
- 54:55performance melhor do que o controle.
- 54:57Já no final da lactação, próximo do desmame, porque durante a
- 55:01lactação os tratamentos não continuaram, eles se terminaram
- 55:04no parto. Então já no final, quando ele
- 55:07estava recebendo menos nutrientes ou a mesma quantidade
- 55:10de nutrientes que o controle, ele não estava recebendo o
- 55:13suficiente, porque o seu organismo estava exigindo mais.
- 55:17E isso se continuou até a fase de creche.
- 55:20Então, esses são resultados bem interessantes que a gente
- 55:23observou ultimamente com vitaminas.
- 55:27Nossa, Daniel, muito interessante, porque nos faz
- 55:31pensar em qual caminho seguir. Exato.
- 55:35Se você... Aqui, por exemplo, se você
- 55:38oferece uma suplementação com maior densidade de vitamina,
- 55:44minerais, o que seja de modo geral.
- 55:47Será que esses fetos não são programados durante a sua vida,
- 55:52e também na lactação, obviamente, durante a sua vida,
- 55:54a exigir mais? Mas será que eles vão entregar o
- 55:57mesmo? Será que vai ter retorno sobre o
- 55:59investimento nisso? Exatamente.
- 56:01Então é a hora que a gente tem que buscar, que eu sempre falo,
- 56:04a gente tem que buscar o equilíbrio.
- 56:07É por isso que a gente não pode simplesmente pensar e falar
- 56:10assim, ah, eu vou dar duas, três vezes o nível do NRC que eu não
- 56:14quero que falte. Mas será que não está tendo
- 56:17outras complicações por conta disso?
- 56:19A gente tem que buscar um equilíbrio na suplementação.
- 56:21Por isso que é tão importante a gente continuar estudando, né?
- 56:25De modo geral, todos os nutrientes, mas vitaminas que
- 56:30são tão pouco estudadas, sabe? Quase ninguém trabalha com
- 56:32vitaminas. É importante a gente estudar,
- 56:36porque são pontos importantes. Será que a gente não está
- 56:39fazendo, sem saber, deixando um animal deficiente ou subnutrido
- 56:43em determinados nutrientes? Uma prática muito comum aqui na
- 56:47América do Norte, na fase ali do meio de crescimento para frente,
- 56:52você deixar de suplementar vitaminas.
- 56:54Você só vai suplementar uma ou outra, né?
- 56:58o que, ao nosso ver, não seria a melhor forma de proceder.
- 57:03Mas, enfim, são formas e formas que o pessoal pensa.
- 57:07Mas é isso, a gente tem que buscar um equilíbrio, buscar um
- 57:09balanço entre o que é o economicamente viável, entre a
- 57:15performance, entre a saúde, entre diversos fatores aí que
- 57:18levam em conta, obviamente, fazendo com que essa nutrição,
- 57:24essas estratégias sejam o mais rentáveis possível para o
- 57:27produtor e para a indústria, né? Excelente, excelente, ou seja,
- 57:32Não são muitas pesquisas, mas pesquisas que já estão
- 57:36promovendo, vamos dizer assim, mudança ou insights e mudanças e
- 57:42quebras de paradigma. E nos faz pensar mais ainda na
- 57:47importância de não só estudar mais minerais e vitaminas, os
- 57:52minerais traços e vitaminas, como você disse, mas olhar para
- 57:56eles de uma forma interligada, ou seja, não é só o zinco, não é
- 58:02só o ferro, o manguiné, o manganês, o que for, mas eles
- 58:06estão todos conectados, aliás, estão conectados entre os
- 58:09nutrientes como um todo, e pensar numa visão holística,
- 58:15trazendo para aquilo que a gente estava conversando, não é só
- 58:19eficiência produtiva, mas trazer resistência e resiliência para
- 58:25os animais. Exato.
- 58:27E só não querendo estender muito a conversa também, mas um outro
- 58:32ponto muito importante é o uso de vitaminas para potencializar
- 58:37outros nutrientes. As vitaminas são
- 58:39potencializadores. Se a gente pensar em minerais
- 58:42traços, por exemplo, o selênio orgânico, para você poder tirar
- 58:47o melhor dele em termos antioxidantes, você precisa
- 58:50necessariamente suplementar a vitamina B-seis.
- 58:53O selênio orgânico sem vitamina B-seis, Em termos antioxidantes,
- 58:57ele não é melhor do que o selênio inorgânico.
- 59:00Então, a gente precisa pensar nisso, nas interações entre as
- 59:04vitaminas, nas interações entre vitaminas e minerais, entre
- 59:07vitaminas e aminoácidos. Se a gente pegar um exemplo
- 59:10simples de interação entre vitaminas, a vitamina D com a
- 59:14vitamina C. A vitamina C potencializa o
- 59:17metabolismo da vitamina D. Ela faz com que os níveis
- 59:21circulantes de vitamina D sejam maiores.
- 59:24E ela faz com que os níveis de vitamina D ativa também sejam
- 59:29maiores, mas só quando o animal precisa.
- 59:32E isso é muito interessante. A vitamina C, um animal que está
- 59:36sem desafio, isso é um outro trabalho que a gente realizou no
- 59:38modelo com o PIRS, a Síndrome Respiratória Reprodutiva dos
- 59:41Suínos. Antes do desafio, o animal
- 59:44suplementado só com a vitamina D tinha um nível X de vitamina
- 59:48circulante e com a vitamina C esse nível era quase uma vez e
- 59:52meia maior. Mantendo essa mesma
- 59:54suplementação, após o desafio com o Pierce, o nível de
- 59:58vitamina D, só quem recebia vitamina D se manteve igual, o
- 1:00:02que estava aqui com vitamina C abaixou e foi quase ali que a
- 1:00:06gente olhou e falou, nossa, esse animal está em deficiência de
- 1:00:08vitamina D. O que aconteceu?
- 1:00:10A gente foi aprofundar um pouquinho mais a nossa pesquisa
- 1:00:13e a gente observou que essa queda na vitamina D circulante
- 1:00:17não era por conta de excreção. O animal não perdeu a vitamina
- 1:00:20D, ele ativou a vitamina D. A vitamina D da circulante virou
- 1:00:24a forma ativa. Então você vê que a vitamina C
- 1:00:27potencializa a utilização, a eficiência de uso da vitamina D.
- 1:00:33Isso é sensacional. A gente que gosta de metabolismo
- 1:00:37acha isso sensacional. É, vamos saber, eu tomo vitamina
- 1:00:42D com K-II e vitamina C todo dia.
- 1:00:45No meu suplemento tem a vitamina C associada ao D-III,
- 1:00:48manipulado, né? Já pensou em estar no top um por
- 1:00:53cento da suinocultura? Acesse academiasuina.com.br e
- 1:00:57invista no seu conhecimento. O Suinocast só é possível
- 1:01:02através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 1:01:06educação continuada na suinocultura brasileira.
- 1:01:09Polinutri Nutrição Animal. Juntos vamos mais longe.
- 1:01:13SEVA. Sempre com você, além da saúde
- 1:01:17animal. DSM Firmenich.
- 1:01:19Moldando o futuro dos cuidados com suínos.
- 1:01:22Daniel, meu amigo, a prosa está muito boa.
- 1:01:26Mas por uma questão só da gente ter um padrão de tempo de vídeo
- 1:01:33nas plataformas, eu vou certamente ter que te convidar
- 1:01:37de novo. Fique à vontade.
- 1:01:39Para a gente debulhar melhor esse milho, vamos dizer assim,
- 1:01:44como os brasileiros aqui dizem. muito as coisas pra gente
- 1:01:48discutir aqui em cima dos seus achados e do que você nos
- 1:01:52compartilhou aqui com a gente de informação e de conhecimento né
- 1:01:57Então, eu não consigo ver outra forma da gente não usar teu
- 1:02:02tempo aí para poder continuar atualizando nós de informação
- 1:02:06nessa plataforma, né? Para mim, como eu sempre digo,
- 1:02:10para mim é um prazer poder participar, poder dividir um
- 1:02:12pouquinho do que a gente faz. É uma área tão pouco estudada,
- 1:02:15né? Então, sempre que possível, a
- 1:02:16gente tenta, né? transferir o mínimo que seja do
- 1:02:20que a gente faz. A gente não sabe tudo, mas tenta
- 1:02:24transmitir da melhor forma possível.
- 1:02:25Então, mais uma vez, muitíssimo obrigado pela oportunidade de
- 1:02:28falar sobre vitaminas e minerais traços.
- 1:02:31E estamos às ordens. Eu que agradeço.
- 1:02:34Mas antes da gente finalizar, eu queria fazer duas perguntas de
- 1:02:37cunho mais pessoal, porque a gente...
- 1:02:42Os ouvintes pensam que a gente não tem vida pessoal, mas nós
- 1:02:44temos, né? Às vezes a gente deixa ela um
- 1:02:48pouquinho de lado, mas temos. Mas temos.
- 1:02:52Dentro disso, a gente fala muito do que dá certo.
- 1:02:56Na pesquisa, inclusive, existe essa crítica.
- 1:02:58Você vai na literatura, é tudo que está dando certo.
- 1:03:01Mas eu queria que você compartilhasse conosco aqui, com
- 1:03:06os ouvintes, Alguma coisa na tua vida profissional, que seja
- 1:03:10pessoal, que não deu certo, né? E que te marcou e que,
- 1:03:14obviamente, que você possa expor, né?
- 1:03:16Que talvez seja até um pouco engraçado.
- 1:03:17A última vez que eu fiz essa pergunta aqui para um
- 1:03:20participante, ele falou, ele contou um caos engraçado na vida
- 1:03:23dele, né? Você tem algum acontecido
- 1:03:28durante essa jornada tua aí que é algo que não deu errado, que
- 1:03:31não deu certo, desculpa, deu errado, né?
- 1:03:34É, eu acho que o que eu tive, assim, a gente não chegou a
- 1:03:37perder um experimento por conta disso, mas a gente ficou bem
- 1:03:40preocupado, a gente bateu cabeça um bom tempo pra resolver.
- 1:03:44Foi durante o meu doutorado, inclusive. que os resultados que
- 1:03:49a gente teve não batiam muito bem com o que a gente esperava,
- 1:03:53não batia bem com a literatura, não batia bem com nada.
- 1:03:55A gente falava, poxa, mas o que está acontecendo?
- 1:03:57Por que não deu diferença nenhuma?
- 1:03:59Por que não foi melhor? A gente tinha uma crença muito
- 1:04:02grande que ia ser bom e não foi e tal.
- 1:04:06E a gente se deu conta que a gente deixou passar, realmente
- 1:04:13não prestou atenção na nossa dieta de base.
- 1:04:16E hoje em dia é uma coisa que eu tenho um cuidado extremo,
- 1:04:20cuidado com a dieta de base. A gente trabalhou com selênio.
- 1:04:24E a nossa dieta de base, como eu falei aqui durante a nossa
- 1:04:27conversa, tinha canola. Passou do zero a três.
- 1:04:31Passou do zero a três só com a canola, fora a suplementação.
- 1:04:35Então, muito provavelmente que a gente atingiu a necessidade
- 1:04:39mínima, basal do animal, com a nossa dieta de base.
- 1:04:42E aí os resultados foram completamente fora do que a
- 1:04:47gente estava aguardando. Então, se eu posso dar uma dica
- 1:04:50para quem está começando, ou mesmo para quem já tem mais
- 1:04:53experiência, mas que tome cuidado, preste muita atenção
- 1:04:57com os seus ingredientes. Às vezes a gente está tão
- 1:04:59preocupado com as análises que vai fazer, com estatística...
- 1:05:03Vamos fazer a base, vamos fazer o básico bem feito, porque com
- 1:05:08uma dieta de base, com uma dieta controle mal pensada, você pode
- 1:05:13acabar com o experimento inteiro.
- 1:05:15Você pode acabar com as suas interpretações, você pode não
- 1:05:18tirar informação nenhuma dali. Então esse é um dos probleminhas
- 1:05:22que a gente teve e que a gente procura evitar daí pra frente.
- 1:05:26Excelente, excelente. Acho que a tua provocação é
- 1:05:28interessante. E o exemplo que você deu nós
- 1:05:31tivemos aqui também no experimento com avesa.
- 1:05:33Nós estouramos em selênio sem saber que tinha um premix
- 1:05:37mineral. Aquela questão de premix mineral
- 1:05:40e vitamina. Onde é que está o selênio?
- 1:05:42E aí as aves não consumiam direito.
- 1:05:45E isso aconteceu com suínos e com aves.
- 1:05:48Mas ótimo exemplo. Uma última pergunta para eu
- 1:05:51poder te liberar. O que é teu hobby hoje, Daniel?
- 1:05:56Ou seus hobbies, se é que você consegue?
- 1:05:58Pois é, aqui no Canadá, como o pessoal pode imaginar, faz
- 1:06:02bastante frio, né? E eu tenho um hobby engraçado
- 1:06:06aqui pro Canadá, porque eu gosto de mexer com plantas, né?
- 1:06:08Na hora que eu deixo de mexer com animais, eu me viro um pouco
- 1:06:11pras plantas. Só que a gente aqui tem três
- 1:06:14meses de sol, quatro meses, na melhor das hipóteses, né?
- 1:06:18Então, hoje em dia, o meu hobby, o meu passatempo é tentar criar,
- 1:06:23né? Fazer crescer plantas tropicais
- 1:06:26aqui na minha casa. Então, eu tenho alguns...
- 1:06:28Por exemplo, eu acabei de conseguir fazer um pé de manga,
- 1:06:31né? que a gente usa de decoração.
- 1:06:34Dentro de casa? Dentro de casa.
- 1:06:35Eu tenho um pé de manga, eu tenho um pé de carambola também,
- 1:06:38que eu consegui fazer, então a gente usa de decoração.
- 1:06:40Aí eu passo meu tempo tentando fazer isso dar certo, né?
- 1:06:43Porque você não tem luz do sol durante seis meses, você não tem
- 1:06:47calor, você não tem nada, né? Então virou meu hobby, tentar
- 1:06:50fazer plantas tropicais viver aqui no Canadá.
- 1:06:54Mas é um hobby mais envolvido com pesquisa, né?
- 1:06:56Fazendo pesquisa. Fazendo pesquisa, né?
- 1:06:58A gente sai do trabalho, mas o trabalho não sai da gente, né?
- 1:07:02Excelente, Daniel, excelente. Daniel, muito obrigado, meu
- 1:07:07amigo. Hoje, compartilhando aqui com o
- 1:07:10público final, resumo, nós conversamos com o Daniel Dalto,
- 1:07:15que está hoje no Canadá, no AgriFood. e Daniel tem feito
- 1:07:19trabalhos bem interessantes relacionados a minerais, traços
- 1:07:23e vitaminas, compartilhou com a gente aqui muitos resultados, e
- 1:07:27eu comentei com ele que certamente ele vai ter que
- 1:07:29voltar aqui, porque nós precisamos de destrinchar melhor
- 1:07:34esses resultados, e ouvir a opinião do Daniel, que é um
- 1:07:39grande especialista, que se transformou num grande
- 1:07:41especialista, que, ao meu ver, Daniel, é algo que nós estamos
- 1:07:44precisando agora. Tradicionalmente, nós temos o
- 1:07:47nutricionista e o sanitarista, mas nós estamos precisando de
- 1:07:49profissionais que navegam nesse meio, para fazer nutrição, para
- 1:07:53promover saúde, trazer resiliência para esses animais,
- 1:07:56para suportar o sistema de produção.
- 1:07:58Então, muito obrigado por compartilhar os seus resultados,
- 1:08:02o seu conhecimento, e espero que você aceite o convite mais uma
- 1:08:07vez. Estamos com as portas abertas,
- 1:08:11com o computador aberto, nesse caso, e vai ser um prazer sempre
- 1:08:15que possível poder voltar aqui e compartilhar um pouquinho mais
- 1:08:18do nosso trabalho, do que a gente lê e pesquisa com todo
- 1:08:22mundo. Muitíssimo obrigado pelo
- 1:08:23convite. Eu que agradeço, meu amigo.
- 1:08:25Um abraço. Um abraço.