Latest / Café com Dungeon / Stances da GNS #0094
Transcript
- 0:00Quando eu era molequinho e jogava dayd, eu via tudo através
- 0:04do meu personagem. Foi no automático.
- 0:07Eu comecei assim, continuei assim.
- 0:10Eu nunca considerei diferente, porém eu alternava isso com a
- 0:16visualização das miniaturas do Tabuleiro que eu jogava.
- 0:19Eu jogava na caixa. Preta do dayd quando eu comecei
- 0:21e tinha aqueles bonequinhos de papel que você mexia pela
- 0:24dângeon do zanzer e bom, quando eu tomava decisões.
- 0:29Tinha um misto. De 2 coisas.
- 0:31A primeira é que eu decidia o que meu personagem faria naquele
- 0:35jogo, que aquele guerreiro que tava correndo pelos corredores,
- 0:38o que que ele faria? E outra coisa que eu pensava é
- 0:41de como é onde eu queria chegar com ele, o que eu queria fazer
- 0:45olhando aquele jogo de fora, aquele mapa que a gente tinha da
- 0:49danjo colocado ali em cima da mesa, né?
- 0:52E o mapa me influenciava para além do que o personagem via,
- 0:56além do que O Mestre me descrevia.
- 0:58Né? Em cima do personagem.
- 1:00Mas ao mesmo tempo, eu não poderia saber se haveria um
- 1:05inimigo em determinada sala. Se antes eu interagir com a
- 1:09porta, eu abri aquela porta, iluminar o aposento.
- 1:13E aí? Sim, O Mestre dizia se tinha ali
- 1:15dentro 11 criatura ou não, um inimigo ou não, e aí ele
- 1:20colocava a miniatura daquele inimigo de de qualquer forma.
- 1:24Passava por essa interação do personagem.
- 1:26Com o ambiente para descobrir aquilo.
- 1:28Mas não posso negar que o mapa, somente o mapa existia ali me
- 1:33influenciava nas minhas decisões.
- 1:36Anos mais a frente no vampiro, a máscara ou, sei lá, no mago, a
- 1:40ascensão, eu comecei a me imaginar mais em terceira
- 1:44pessoa. Eu não imaginava mais o meu
- 1:46personagem ali é como se fosse eu dentro do mundo.
- 1:50Eu imaginava um personagem diferente de mim, o personagem
- 1:53era muito diferente. Do que eu era, né?
- 1:56Normalmente era um velho, sei lá, eu gostava de jogar com
- 1:58velhos, jogava com velhinho ali. Então eu não me chegava tanto
- 2:03naquele personagem ainda que obviamente esse personagem
- 2:05tivesse muito de mim naturalmente.
- 2:08E eu volta e meia falava, ele dele, esse personagem vai fazer
- 2:14isso, em vez de eu dizer eu vou fazer.
- 2:17Eu pegava às vezes dizendo o nome do personagem, Ah, o
- 2:19Patrick mccarthur vai fazer tal coisa.
- 2:22E era um velhinho lá vitoriano. Né?
- 2:25Do que era sonoveter No No mago que eu jogava, ou era o
- 2:29Montezuma que era 11 vampiro que gostava de jogar Granada em todo
- 2:33mundo e tal. Eu falava, Ah, o Montezuma vai
- 2:36fazer tal coisa. Não falava que eu IA fazer, eu
- 2:39me sentia menos dentro do personagem.
- 2:41Quando eu jogava vampiro por algum motivo também foi uma
- 2:44coisa natural, mas olhando para trás eu lembro bastante desse
- 2:47sentimento. Eu sentia que tentando contar.
- 2:50A história do personagem, ainda que eu tivesse claro, né?
- 2:55Na minha cabeça que eu queria muita porradaria, queria jogar
- 2:59Granada, queria fazer diabo le ri com fins de vencer.
- 3:02Era claro pra mim que eu tava ali contando a história daquele
- 3:05personagem. O vampiro, né?
- 3:08A na minha adolescência e na adolescência do RPG, né?
- 3:11O vampiro storyteller. Eu sentia que eu conversava mais
- 3:15sobre o que meu personagem faria ali, do que meu personagem
- 3:19queria fazer e de como eu queria.
- 3:21É desenvolver esse personagem com O Mestre.
- 3:24Eu debatia. É com o Narrador em cima do que
- 3:28ele buscava trazer, mas também do que eu queria que se
- 3:31desenrolasse com o personagem. E bom é, eu acho que, sei lá,
- 3:36mestre, eu vou aumentar aqui o aret do meu mago.
- 3:40Então tá na hora de fazer aquela busca transcendental e descobrir
- 3:44finalmente que espíritos existem.
- 3:47Bom, isso é um objetivo que eu tinha com o meu personagem e que
- 3:50O Mestre incorporava na aventura.
- 3:52Eu tava ali contando a história daquele personagem.
- 3:54Eu não tava exatamente. É circunscrito as crenças
- 4:00limitantes do meu personagem, que não acreditava em espíritos
- 4:04a mesma. Quando ele era atacado por
- 4:06espíritos, ele não acreditava nisso.
- 4:08Né? E isso era fonte, às vezes, de
- 4:10paradoxo. Quando eu resolvi trabalhar isso
- 4:12no meu personagem, anunciei isso pro mestre.
- 4:14A gente trabalhou isso juntos, tinha algo além da experiência
- 4:20dentro da carne do meu personagem.
- 4:23Com o tempo, eu venho entrando em contato com outros jogos,
- 4:26jogos mais índios, mais diferentões e tal, e eu podia ir
- 4:30além disso. Até a gente começou a controlar
- 4:33vários personagens, né? Ao mesmo tempo, inclusive.
- 4:37A gente conversava sobre a ficção como um todo, de uma
- 4:40forma bem solta. Se a gente fosse pegar o ars
- 4:43mágica ou fosse pegar de repente, sei lá, o Windows
- 4:47system que um amigo meu colocou, a gente via que a gente tinha
- 4:50ali, às vezes mais de um personagem.
- 4:52E indo pro esse corpo mortal e pros jogos, eu não só vi o meu
- 4:57personagem em terceira pessoa, mas no fundo eu tava cuidando da
- 5:01ficção como um todo, dos npcs. De outros personagens, de
- 5:06ambiente que tinha ali, da narrativa como um todo.
- 5:11Isso era bem diferente do que eu fazia no vampiro ou máscara.
- 5:14E era diferente do que eu fazia com DED quando eu era moleque.
- 5:19E aí hoje em dia, olhando pra trás, eu me pergunto, o que que
- 5:22é melhor? E bem, sei lá, cara.
- 5:26Talvez a interface ela não esteja tão ligada assim com o
- 5:29poder criativo. E seja só o tal do Ron edores
- 5:33bagunçando as ideias de novo com essa parte tão ignorada da
- 5:38teoria GNS, as extenses. Bora conhecer melhor?
- 5:58Bom dia, amigos do café com dânjo.
- 6:01Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 6:05favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 6:08Meu nome é Rafael balbi. Estou aqui com meu editor
- 6:12brilhante. O Tito Lima e hoje o meu café
- 6:16aqui é um café da ovelha negra que eu vou experimentar em
- 6:19primeira pessoa, porque se eu tivesse em terceira pessoa aqui
- 6:23me olhando por fora, eu simplesmente IA ver a cara de
- 6:26satisfação que eu faço quando eu bebo esse café delicioso, que é
- 6:32purinho purinho, não tem as impurezas da indústria e por
- 6:35isso acaba não precisando ser torrado carbonizado No No na
- 6:40última temperatura. E você?
- 6:42Passa a poder tomar um café com mais gosto, né?
- 6:44Então você não precisa nem botar açúcar que ele fica docinho na
- 6:48sua boca. Recomendo demais o café a ovelha
- 6:51negra se você quiser beber um café delicioso como o meu
- 6:53enquanto ouve o podcast, você pode pedir o seu café lá no site
- 6:58da ovelha negra. Ovelha ponto café, você lá
- 7:01dentro pode usar o cupom CCD que você consegue um desconto
- 7:07especial pros assinantes do café com dânjon se você quiser um
- 7:10desconto ainda melhor. Você pode usar os cupons que a
- 7:14gente dá para os assinantes lá no nosso apoia se e os
- 7:17assinantes tem cupons progressivos, né?
- 7:20Então, se você é ouvinte, você tem um cupom ccd.
- 7:22Se você é assinante, você tem cupons especiais de acordo com
- 7:25seu nível de apoio. Então vai lá em apoia, ponto s,
- 7:28barra, café com danjo e aí você garante não somente esse cupom,
- 7:31mas garante cupom para os nossos parceiros, né?
- 7:34Editora caramelo a retropunk a gente tem cupom com vários
- 7:38parceiros. E você consegue aí 11 desconto.
- 7:41Fora isso, você participa de sorteios, receba conteúdo extra
- 7:44e participa de um grupo de Telegram.
- 7:46Muito legal e que a galera discute RPG e inspira muitos
- 7:49episódios aqui do café com danjon.
- 7:51Vamos lá pro episódio. Mas antes eu gostaria de passar
- 7:54aqui pela leitura de enquete, né?
- 7:56Como a gente costuma. Fazer o episódio anterior foi
- 8:00sobre role of cool, anti clímax e afetos à mesa, e eu fiz a
- 8:04pergunta que que foi a seguinte, você usa a role of cool?
- 8:08E 76,5% das pessoas disseram que não usam a road of cool e
- 8:14interessante, né? Que a galera pelo visto
- 8:16concordou bastante comigo de que a regra do legal ela.
- 8:19Bom, ela pode ter seu lugar como uma solução social para o
- 8:23anticlímax, mas ela traz esse problema de começar a ter que
- 8:27conjugar os afetos à mesa, né? Uma as relações de poder à mesa
- 8:32e que isso pode desgastar, no fim das contas.
- 8:34O azeite social do mesa? Então é é isso aí, a galera
- 8:38trazendo aqui a os comentários, né?
- 8:41O Cleiton mamedes falou que ele lembra de uma ocasião jogando
- 8:46com tudo, na qual ele teria usado a rude of cool se ele
- 8:49fosse O Mestre. Estávamos fugindo de uma
- 8:52criatura pela mata rumo ao cais. Um dos personagens estava ferido
- 8:57e atrasando o grupo, o jogador pediu para que fosse deixado
- 9:00para trás uma banana de Dinamite.
- 9:03E foi encontrada para atrasar o monstro.
- 9:05Ele achou que seria um momento épico para o final da sessão,
- 9:08mas O Mestre pediu um rolamento, ocorreu a falha e a Dinamite
- 9:12explodiu antes, somente matando o próprio personagem.
- 9:17É o Cleiton. Isso é interessante, né, cara?
- 9:19Porque assim você está pensando aí exatamente no que, né?
- 9:23Em contar uma melhor história, em botar o fim mais épico, em
- 9:27criar um clímax aí com a morte desse personagem.
- 9:31Será que essa história dele se explodindo e mesmo assim não
- 9:35conseguindo eliminar? OOO.
- 9:38Monstro atrás do grupo. Isso aí já não é maneira o
- 9:42suficiente, né? Ou será que seria muito mais
- 9:45maneira se fosse assim? Será que todo mundo da sua mesa
- 9:48pensava assim? Será que O Mestre também pensava
- 9:51assim? Será que decidir isso, né?
- 9:54AA despeito da da própria forma de explodir o personagem, será
- 9:58que isso não levaria a ser a uma certa percepção?
- 10:01Opção de que é outros jogadores também.
- 10:04Não poderiam ter soluções interessantes e que O Mestre
- 10:07deveria deixar de lado a regra para garantir o Lula?
- 10:10AF, cool, eu me pergunto bastante isso, eu acho que de
- 10:13certa forma, eu eu prefiro acreditar em soluções lúdicas e
- 10:17não em soluções sociais para problemas lúdicos, até porque me
- 10:21parece que não há um problema, né?
- 10:23É talvez OOO mestre pudesse? Construir melhor essa rolagem
- 10:29junto ao grupo, né? Dentro do desafio que ele propõe
- 10:32dentro da história que ele tá querendo contar e aproveitar um
- 10:36momento mais importante dessa explosão para que isso de fato
- 10:40fosse mais relevante do que simplesmente o personagem se
- 10:43suicidassem perder ali aquele aquele momento.
- 10:47E aí, nesse caso, você poderia até negociar, olha só, você vai
- 10:51conseguir atrasar a criatura. Mas de repente a gente pode é
- 10:55descobrir que essa explosão. Ela vai levar mais?
- 10:59Coisas consigo. Aí você coloca coisas mais
- 11:01importantes em jogo. Ali começa a crescer esse esse
- 11:05tipo de aposta que se faz. E aí o drama vem junto, né?
- 11:09Isso foi um pouco a provocação eu trouxe no episódio.
- 11:12Bom, o Rafael shosig falou que a regra do legal tem um forte
- 11:16apelo juvenil. E deve funcionar bem em grupos
- 11:19específicos. Acredito que a regra é coroa,
- 11:21principalmente sistemas mais gremistas e táticos,
- 11:24principalmente quando o sucesso é uma mera questão de enrolagens
- 11:28de dados, com chance mínima de fracasso.
- 11:30Nesse contexto, qualquer exagero narrativo não configuraria
- 11:33necessariamente uma inverdade ficcional, uma vez que a regra
- 11:36ecoa com naturalidade o grafismo cinematográfico dos filmes de
- 11:41ação e dos animes e mangás. Olha, cara, me parece que se o
- 11:46jogo se volta ao a construir o grafismo cinematográfico dos
- 11:51filmes de ação e dos animes e mangás e precisa recorrer a
- 11:56regra do legal, talvez ele não esteja funcionando nesse.se.
- 12:00Ele tá resolvendo as coisas com n rolagens gay, mistas e
- 12:04táticas. Talvez ele não esteja se
- 12:06propondo a contar 11 narrativa de grafismo cinematográfico.
- 12:11Entende onde eu tô querendo chegar?
- 12:13Então acho que a lição que fica é que se o pessoal tá tendo que
- 12:17recorrer a regra do legal, intencionar de repente com isso,
- 12:21né? Arriscar de alguma maneira o
- 12:24azeite social do do grupo, né? Ou pelo menos desgastar esse
- 12:27azeite social pra poder chegar em em resultados que o jogo por
- 12:32si só não traz. Talvez tenham coisas aí que a
- 12:35gente consiga ajeitar na esfera lúdica pra não desgastar.
- 12:38A esfera social, acho que essa é um pouco a lição, ainda que
- 12:41vários grupos certamente é de tal maneira azeitados
- 12:45socialmente, jamais vão sofrer muito com a solução ou com o
- 12:49problema lúdico que eles têm na mesa, entende?
- 12:52É, enfim, é de se considerar, é. E o Marcos valeu pela
- 12:56participação, cara. E o Marcos Gonçalves falou que
- 12:59legal, de verdade são as arbitragens ruling.
- 13:02Of cool. Nothing rule.
- 13:05Gostei de brincadeira, cara. Rule of cool é muito engraçado,
- 13:09mas é isso. Vamos pro episódio?
- 13:18Furtos lendários e assaltos astutos parte 2 os saques mais
- 13:23impressionantes da Vila da frasca, a companhia de alho e
- 13:27olho é o time da minha querida irmã, tá lá fundado nos livros.
- 13:32Eles encontraram o naufrágio do tal do Calypso negro, um amável
- 13:37vampiro chamado barba ensopado, tesouros imensos, tapetes lindos
- 13:42como nós saqueamos bom, a gente usou a magia sono, a magia teia
- 13:47e um milagre da da cerveja. Birgote tudo isso porque
- 13:51colocamos cães selvagens pra dormir, prendemos morcegos em
- 13:54teia e na hora final confrontando pela próprio
- 13:59vampiro. Espero que um dia ele me note.
- 14:02Brisa convocolo e solar tornando sagrada por seu Deus tínhamos
- 14:06sonhado que um buraco no navio deixava o Sol entrar e matava o
- 14:09vampiro e a birgoten. Haha.
- 14:12Ela fez o sonho se tornar realidade.
- 14:15Lembrem se comparsas bandidos latinas larápios Milagres e
- 14:19magia de levarão onde astúcia não é capaz.
- 14:22Gil, o bastardo. Esse e tantos outros são rumores
- 14:28vindos do jogo do mundo aberto. De beergoten, se você quiser
- 14:33explorar aventuras como essa, pode entrar inteiramente de
- 14:38graça no nosso. Grupo, siga o link.
- 14:40Lá no inscritivo do episódio e jogue.
- 14:42Beergoden. Com a gente?
- 15:09Bom, é. Vocês viram que eu falei um
- 15:11pouco ali de como a gente experiencia o jogo, né?
- 15:13Se a gente se imagina dentro do personagem, se a gente se
- 15:17imagina fora do personagem, vendo o personagem ali, quase em
- 15:20terceira pessoa, né? Isso tudo tem a ver com essas
- 15:24com essa ideia de extenses. Que foi construída e debatida lá
- 15:29no fórum da forj e que o Ron AdWords colocou é de maneira
- 15:33expressa no post em que ele defende a teoria GNS lá na
- 15:38terceira parte, no terceiro capítulo, né?
- 15:41Ele fala sobre extense. A gente poderia traduzir talvez
- 15:44como postura essas extense. Elas seriam, seriam como?
- 15:48O. Como uma pessoa chega a decisões
- 15:51para as ações imaginárias do seu personagem?
- 15:55Na minha percepção, ele está falando ali muito de interface
- 15:58em ponto de contato com a ficção, né?
- 16:01E como a gente decide a partir disso?
- 16:04Ele traz 3 extenses ou 4, dependendo ali de como, de como
- 16:09a gente enxerga. A primeira delas é o Hector
- 16:11stans. Seria mais ou menos a postura do
- 16:14ator. A pessoa determina, dentro dessa
- 16:18postura, as decisões e ações do seu personagem, usando apenas o
- 16:23conhecimento. E as percepções que o personagem
- 16:26teria em contraste com as percepções EEO, conhecimento que
- 16:31o jogador tem um exemplo, o personagem de jogador é um
- 16:35paladino leal e honesto, né? Leal e bom e encontra uma bolsa
- 16:40de ouro perdida, mesmo que o jogador saiba que o grupo
- 16:43precisa desesperadamente desse dinheiro.
- 16:47É o jogador decide, né? Por conta da sua, da sua, é
- 16:51postura. Dentro da sua postura de ator,
- 16:55que o seu personagem procuraria o dono da bolsa, independente de
- 16:58qualquer coisa, porque isso é o que seu personagem faria em
- 17:01primeiro lugar. Então ele tá deixando de lado os
- 17:05aspectos de jogador, né? Do jogador conhecer as coisas e
- 17:09tomaria a decisão simplesmente de acordo com o que o personagem
- 17:13faria. A gente tem aí AA outra extense,
- 17:18né? Outra postura que o wron edord
- 17:20chama de alter extense ou seria a postura do ator?
- 17:24A pessoa determina as ações e decisões do personagem baseada
- 17:29nas prioridades da pessoa real, ou seja, do jogador e então
- 17:33retroativamente, isso faz com que ele motive o personagem pra
- 17:38performar de determinada maneira.
- 17:41E ele diz que sem esse segundo passo retroativo.
- 17:44É que não leva nem em conta a motivação do personagem, mas sim
- 17:49somente a motivação do jogador. Isso ele chamaria até de postura
- 17:53do peão, ou seja, panstens. Nesse caso o exemplo seria é o
- 18:00mesmo paladino, né? Ele encontra bolsa de ouro o
- 18:03jogador, né? Se dentro dessa dessa autor
- 18:07extense ou postura do ator, ele pensa Hum.
- 18:12Seria muito mais dramático se o meu paladino, sempre tão
- 18:15correto, fosse tentado pela ganância nesse momento de
- 18:20desespero. Então isso criaria um conflito
- 18:23interno fascinante. E aí ele pega para si a moeda, a
- 18:28bolsa de moedas, é. Então ele decide que o seu
- 18:31personagem vai pegar o ouro, talvez criando uma justificativa
- 18:35interna psicológica para essa quebra de personagem.
- 18:40É se fosse No No esquema do do peão, né?
- 18:45No No na postura do peão ou ponte stens, o jogador
- 18:49simplesmente decidiria pegar o ouro e dane se o espaço interno
- 18:52do personagem. E aí a gente teria a terceira
- 18:55postura, terceira stens. Seria a directory stencil
- 19:00postura do diretor. A pessoa determina os aspectos
- 19:03do ambiente relativos ao personagem de alguma maneira, de
- 19:07forma inteiramente separada dos conhecimentos do personagem e de
- 19:11sua capacidade de influenciar os eventos.
- 19:13Dessa forma, o jogador não determina apenas as ações do seu
- 19:17personagem, mas também o contexto, o timing em
- 19:20circunstâncias espaciais. Dessas ações ou até mesmo
- 19:25elementos do mundo separados do seu personagem.
- 19:28O exemplo disso seria, sei lá, durante uma perseguição que
- 19:31acontece no jogo, um dos jogadores ali dentro dessa
- 19:35directors, tens ou na postura do diretor?
- 19:39Ele poderia dizer, enquanto meu personagem corre pelo beco, ele
- 19:43vira uma pilha de caixote para atrasar os seus perseguidores.
- 19:48Em. Muitos jogos tradicionais,
- 19:50apenas O Mestre poderia introduzir os caixotes na cena.
- 19:54Jogos com mecânicas como pontos de destino, né?
- 19:57Que o feito traz ou que? Incentivam a narração AA
- 20:00narrativa compartilhada. Por assim dizer, frequentemente
- 20:03dão aos jogadores de permissão pra usar essa postura e
- 20:06determinar que naquele ambiente tem uma pilha de caixote.
- 20:10Bom, isso aqui é o que o Ron edores determina aqui, conhece?
- 20:15Já aqui o meu trabalho no café. E meu trabalho, principalmente
- 20:19com elefantas, já deve estar é entendendo aqui algumas
- 20:22diferenças do que eu proponho, né?
- 20:24A partir disso, mas eu acho muito interessante conhecer as
- 20:27propostas do as propostas do room AdWords em relação a essas
- 20:31existências que ele defende na GNS.
- 20:33E. Isso trouxe muitas discussões
- 20:36pra Ford. E essas discussões são muito
- 20:38interessantes, muitas delas eu nem sabia que é tinham partido
- 20:43dessa ideia de extensas. Vamos dar uma olhada.
- 20:46É dentro da forj. Muito se discutiu sobre um
- 20:50caráter descritivo dessa percepção das extensas e um
- 20:55caráter prescritivo. Qual a diferença das 2 coisas?
- 20:58Muita gente dizia que isso era uma boa descrição de como se
- 21:02joga RPG, mas não, talvez uma boa prescrição de como os como
- 21:07os jogos deviam se portar e como os jogos.
- 21:11Deveriam ser. Ou de que isso não deveria vir
- 21:15do game designer, né? Enfim, isso acontece muito
- 21:19quando se teoriza sobre os jogos, né?
- 21:20Essa discussão a gente começa a tentar descrever de como os
- 21:23jogos se comportam e acaba que a gente acaba é dizendo como as
- 21:27coisas deveriam acontecer. E na forj isso não é diferente,
- 21:31né? É.
- 21:32E então começou a se debater. Quando é um jogo, incentiva uma
- 21:36postura ou. Outra ou se isso.
- 21:39Era uma coisa natural que acontecia dentro dos jogos.
- 21:43Então, será que os jogos começam a incentivar que a gente jogue
- 21:48através do olhar do personagem? Ou será que os jogos incentivam
- 21:51que a gente tome decisões? É fora do próprio personagem,
- 21:55né? Olhando o ambiente como um todo,
- 21:58é isso é uma coisa muito interessante.
- 22:00Por quê? Porque na minha cabeça, o que o
- 22:03Ron Edwards faz é que ele traz ali uma coisa que ele parte de
- 22:08uma percepção dos jogos de fato, né?
- 22:12Mas não necessariamente o que ele traz é acaba reverberando no
- 22:16numa percepção de como as coisas deveriam ser, né?
- 22:20E isso acaba sendo trazido bastante ali nas discussões que
- 22:24a gente vai ver dentro do do fórum.
- 22:27A conclusão que as pessoas chegam de forma geral é que os
- 22:31jogos devem incentivar de alguma forma uma postura ou outra, né?
- 22:38Mas que isso talvez não seja lá muito sadio.
- 22:40Né? Que talvez o melhor seja a gente
- 22:43deixar que as coisas fluam, né? Que a gente deva simplesmente
- 22:48entender ao teorizar, mas não necessariamente pautar o jogo
- 22:53eainesse.eu. Fico pensando, né?
- 22:55Será que de fato a gente vai tentar?
- 23:00É estipular num jogo que você só deve olhar pelo olhar do
- 23:06personagem. Será que isso funciona?
- 23:08Será que se a gente colocar dessa forma, será que
- 23:10naturalmente a gente não vai, sei lá, pensar no jogo através
- 23:15de uma visão de terceira pessoa? Naturalmente, dependendo do tipo
- 23:19de interação que o jogo propõe? Bom, eu tenho aqui minhas minhas
- 23:24dúvidas quanto a isso. Mas o fato é que as pessoas, de
- 23:28forma geral, dizem, olha, isso aqui é uma boa descrição.
- 23:31Mas isso não é uma boa prescrição para o jogo.
- 23:34Então o próprio loon hardwares, ele começa AA falar sobre as
- 23:38existências no contexto da GNSE. Ele fala que não há uma
- 23:42equivalência de. Um para um.
- 23:44Em relação a isso, ou seja, é não é que a actor stens seja
- 23:49melhor, por exemplo, para um jogo simulacionista dentro da
- 23:52GNS, Walter stens seja melhor para um jogo gamista e o
- 23:57director stens seja melhor. Para um jogo narrativista, ele
- 24:01não chega a dizer isso. Então, dessa forma, ele acaba
- 24:04que desvincula um pouco. É essa questão da existência do
- 24:08game design quando ele fala isso.
- 24:11Por quê? Porque ele constrói a ideia do
- 24:13das agendas de jogo, do narrativismo, do gamingismo e do
- 24:16simulacionismo. É muito partindo de como os
- 24:20jogadores entendem o jogo, de como eles buscam, do que eles
- 24:24buscam dentro do jogo. Por outro lado, na forj, muita,
- 24:28muita gente defende que o jogo gamista passaria necessariamente
- 24:32mais pela instância do peão. Por exemplo, né?
- 24:36Que quando você tá tomando decisões táticas de com seu
- 24:39personagem, é você tá tomando essa essa decisão ali, não
- 24:43levando em conta o espaço interno do seu personagem, mas o
- 24:46como ele reverbera no jogo, né? Dentro de uma, de um metajogo
- 24:51por ali, por assim dizer. Então, Oo jogador, ele toma as
- 24:55decisões pelo que o jogador quer e não necessariamente
- 24:58considerando que o personagem faria.
- 25:00Mas será que de fato isso acontece, né?
- 25:03Ou será que algumas é algumas agendas como o Ron Eder coloca,
- 25:08né? No gamismo narrativismo,
- 25:10simulacionismo, dialogam melhor com algumas extensas.
- 25:14Bom é, me parece que por mais que ele.
- 25:17Fale que não há uma equivalência.
- 25:19Alguns tipos de mecânica voltados para contar história e
- 25:23alguns tipos de mecânica voltados a superar desafios
- 25:28dialogam mais com algumas extensas em alguns momentos, mas
- 25:32eu vou abordar isso mais para frente.
- 25:34Muito se discutiu isso. Dentro da forj e eu acho que é
- 25:37natural que se discuta, né? Ainda que o room edred fale que
- 25:40não é essa equivalência. É também há muita discussão
- 25:44estudando o caso específico, né? Então, essas discussões sobre
- 25:48descrição e prescrição muitas vezes passam por se entender
- 25:52como cada jogo trouxe as existências.
- 25:56Então, por exemplo, se você pegar o burning will, né, o
- 25:59burning will traz ali as believes instint.
- 26:02Seriam as crenças instintos, né? E ele joga mecanicamente com
- 26:06isso e de certa forma. É, ele incentiva a postura do
- 26:11ator dentro disso, porque ele força esse espaço interno do
- 26:15personagem quando vai se tomar uma decisão.
- 26:18Mesma coisa com a sanidade no cutulo, né?
- 26:21Você reforça essa perspectiva do personagem para ser o centro de
- 26:25interação do jogo. Já jogos como vampiro, né?
- 26:29Por exemplo, eles incentivam o jogador eventualmente a tomar
- 26:32decisões que não necessariamente seriam desejadas pelo
- 26:35personagem. Né?
- 26:37Mas que contariam uma boa história a partir daquilo e
- 26:40seriam recompensadas pela sua natureza.
- 26:43Por exemplo, é se o jogador chega e toma ali uma decisão que
- 26:47faz sentido para a natureza do personagem, ele ganha XP.
- 26:50Ou se ele toma uma decisão que faz sentido dentro do
- 26:53comportamento do personagem. Isso vale XPE também outros XPS
- 26:57que o storyteller incentivava na época, como por exemplo, XP por
- 27:01heroísmo, que era uma coisa que na minha cabeça não fazia muito
- 27:04sentido. Mas que o jogador tentava ganhar
- 27:07esse XP, né? Ele fala, bom, eu tô tomando uma
- 27:09decisão que meu personagem não tomaria de forma geral, mas isso
- 27:13é heroico, né? E esse heroísmo, de alguma
- 27:15forma, cumpriu uma função lúdica ali que pelo menos.
- 27:18Na cabeça dos autores, então, o jogador.
- 27:20Fala, olha, o meu personagem não faria isso, mas eu decidi tomar
- 27:25essa decisão. É outra coisa que seria que
- 27:28levaria, né? É pra outro, pra outro.
- 27:31Stancer seria economia de pontos de drama também, né?
- 27:34Que permitiriam é o jogador tomar decisões pelo seu
- 27:39personagem. Iriam contra o sucesso do seu
- 27:42personagem ou o personagem se dar bem?
- 27:45Dentro de um desafio diretamente.
- 27:47Mas isso construiria, né? Uma é o seu personagem através
- 27:51das falhas também. Então vem aí.
- 27:53Viria também a ideia do fail foward, por exemplo, né?
- 27:55De você falhar pra frente e você vai ver em vários jogos hoje em
- 27:59dia, como. Fat com tudo.
- 28:00Outros jogos em que o seu personagem ele falha, mas essa
- 28:04falha ela não determina. Você pode até ser bem sucedido,
- 28:07mas você? Troca isso por 11 que 11.
- 28:11Situação mais complicada. Narrativamente à frente.
- 28:14E aí você faz isso pra que você possa desejar falhar.
- 28:18Desde que isso? Construa uma boa narrativa pro
- 28:20seu personagem, desde que isso aprofunde a construção do seu
- 28:23personagem. Então você ali, você não tá no
- 28:26na pele do seu personagem ali. Você estaria pensando um pouco
- 28:30mais de fora, né? Pensando no seu personagem
- 28:33dentro do da da da construção narrativa.
- 28:37Né? Dentro do que faz sentido para
- 28:39história que está se contando, né?
- 28:41Já fiasco e o microscope, por exemplo, elas trariam mais o
- 28:45jogo para essa instância do diretor, né?
- 28:48Para essa Direction extensa, essa postura do diretor com mais
- 28:53Liberdade criativa e mais controle narrativo, distribuído
- 28:57de maneira mais horizontal dentro do que se discute ali na.
- 29:00Ford, né? Inclusive eliminando, né?
- 29:03O papel do mestre eventualmente. Porque todo mundo acaba tendo
- 29:07essa, essa, essa Liberdade criativa a partir dessa
- 29:12directorystance. Mas será que isso procede, né?
- 29:16É uma coisa que se discutiu bastante ali na forja.
- 29:19O room AdWords mesmo é não atrela tanto, né?
- 29:22O. O.
- 29:24A agenda do jogo ao às extensas. Mas ele reconhece que alguns
- 29:29jogos trazem mais extensos do que outros, né?
- 29:32É EE. Aí muita discussão acontece.
- 29:35Muitos debates também ali o conceito de sangramento que vem
- 29:39que que que a forj traz a partir disso.
- 29:42E eu eu não sabia se tinha sido criado na forj, mas passou por
- 29:47ali. EE, acabou que essa?
- 29:50Discussão sobre stans trouxe o conceito de sangramento muito
- 29:54forte. E aí as pessoas é, muitos
- 29:57chegaram na forj a essa discussão do bled in e do bled
- 30:01out, né? O bled in seria o sangramento.
- 30:04Que em que as emoções do jogador vazam para dentro do personagem.
- 30:09Então, por exemplo, o jogador tá puto com outro jogador, né?
- 30:13Com um amigo da mesa ali. Então ele começa dentro do jogo
- 30:17a implicar também com o personagem desse amigo que ele
- 30:20tá. Puto o.
- 30:22BID out seria o contrário. As experiências do personagem
- 30:25vazam para o jogador, né? Então o personagem de repente
- 30:28passa para um evento traumático de derrota, por exemplo.
- 30:32E o jogador? Se sente deprimido por tabela?
- 30:35Então isso seria o bleed out, né?
- 30:37E essas discussões, elas foram muito, é construídas em torno
- 30:41dessa, dessa noção de stans, né? De postura, é muitas vozes ali
- 30:47Na Na Ford, diziam. Que o actor stans, né OA postura
- 30:52do ator. É onde haveria mais a
- 30:54possibilidade de sangramento, pois dependeria mais dessa
- 30:57imersão na personalidade proposta por personagem e a sua
- 31:02lógica interna. Afinal de contas, se o jogador
- 31:05ele tá preso, né? Ele tá circunscrito ao próprio
- 31:08personagem. Ele acaba vivenciando mais isso,
- 31:11ao passo que quando você tá mais distanciado, você tá defendendo,
- 31:15você tá definindo o seu personagem no contexto geral de
- 31:19uma história ou até você tá construindo, né?
- 31:21O ambiente e as condições em que esse personagem viva.
- 31:25Nesse ponto, você não estaria ali muito imerso no personagem
- 31:30em si. Mas você estaria vendo ele de
- 31:32uma forma mais afastada, enfim. Não, não, não ficou, né?
- 31:37Como nas discussões da forj não é costumam ser, não fica sempre
- 31:40muito pacificado, mas essa foi a tônica da discussão em relação a
- 31:45sangramento e as existências. Mas para mim?
- 31:49O principal que eu que eu quero trazer aqui no episódio, é a
- 31:52gente poder discutir essas ideias do room adders, né?
- 31:55Das existências em algumas questões que eu acho que não
- 31:58foram muito discutidas na forj, né?
- 32:01A primeira é a pergunta que eu vou fazer é a seguinte, será que
- 32:04é possível separar a actor stans e a outtor stans?
- 32:09Ou seja, a essa postura do ator, da postura do autor?
- 32:15Lembrando, né? Em teoria, a postura do ator é
- 32:18quando você está tomando decisões enquanto personagem,
- 32:22você vai decidir o que seu personagem faria estritamente.
- 32:26E a outtor stans a postura do autor.
- 32:30É aquela em que você vai tomar as decisões enquanto jogador,
- 32:35mas essas decisões que você tomou como jogador passam pelo
- 32:38canal interno do personagem e aí você toma as decisões de acordo.
- 32:43Com Oo? Que o personagem faria, mas
- 32:46partindo da vontade do autor do ou seja, do jogador enquanto
- 32:51autor e bom, eu cara, na minha cabeça, não tem cabimento a
- 32:57postura do ator. Como descrita pelo Ron addors.
- 33:01Por quê? Porque ali, de acordo com o que
- 33:04o do Ron addors fala, a gente teria essa decisão cega.
- 33:09Tomando em conta só Oo que o personagem faria.
- 33:12Isso não me parece ser factível dentro do jogo.
- 33:16Eu eu trabalhei isso num episódio.
- 33:18Eu falo sobre é simular, emular e Philip K.
- 33:22Dick. E também no episódio um que eu
- 33:24falo, em que o título é interpretando no RPG.
- 33:27Nesses 2 episódios eu eu trabalho bastante essa questão
- 33:30de que você mesmo, quando você está tomando as decisões pelo
- 33:35seu personagem, você o tempo todo tem que levar em
- 33:38consideração o jogo. E você como jogador, você não
- 33:43vai conseguir desvincular jamais as suas decisões enquanto
- 33:46jogador, porque afinal de contas, é um jogo.
- 33:48Não é uma realidade que você está, que você está
- 33:50experimentando na pele de outro personagem, né?
- 33:53De um personagem de outro ente? É.
- 33:56Então, nesse ponto, me parece que a gente sempre vai falar de
- 34:00agência do jogador e nunca de agência do personagem.
- 34:05Porque se a gente estivesse falando puramente nessa.
- 34:08Actor stans, como diz o Ron AdWords, a gente faria falaria
- 34:12em agência do personagem, e não é agência do personagem, é
- 34:15agência do jogador. E agência do jogador pressupõe
- 34:18metajogo, pressupõe você tomar a decisão dentro do que ele
- 34:22chamaria de outor stans, você toma a decisão levando em conta
- 34:27os canais é internos do personagem, porque isso é RPG.
- 34:31Isso eu encaro como sendo a própria mídia do RPG, o recorte
- 34:35que a gente faz da ficção e todo o recorte que a gente faz da.
- 34:38Ficção. É uma simulação, e toda
- 34:40simulação pressupõe uma intencionalidade, e essa
- 34:43intencionalidade não cabe ao próprio personagem.
- 34:46Essa intencionalidade cabe ao jogador, né?
- 34:50Então a gente tá em todo tempo entre 2 mundos, como Hermes
- 34:55trimejistro, né? É, a gente tá ali.
- 34:58Enquanto personagem e também enquanto jogador.
- 35:01A gente está tomando as decisões enquanto personagem, mas a gente
- 35:03nunca consegue se divorciar do espaço do jogador.
- 35:07Então, me parece uma idealização muito grande essa possibilidade
- 35:11de da gente ter o actor stens separada do Walter stens, né?
- 35:17E para mais, será que apenas né? A gente a gente vai tomar as
- 35:22decisões criativas para além do personagem quando a gente tiver.
- 35:27Na postura do diretor, isso é outra pergunta que eu faço, será
- 35:32que o jogador ele não cria elementos da ficção o tempo
- 35:35todo, mesmo estando nas instâncias que o room edred
- 35:39chama de actor stens ou outtor stens?
- 35:41Será que somente a gente tem? É Oo como jogador, poder de
- 35:45criar ficção relativo a outras coisas que não nosso personagem,
- 35:49quando a gente estiver na drector stens.
- 35:52Essa pergunta eu acho muito essas 2 perguntas, né?
- 35:55É, eu acho muito importantes. Então, sumarizando, será que é
- 35:58possível separar a autor stens da actor stens, ou seja, a
- 36:04postura do ator da postura do autor?
- 36:07E segunda pergunta, será que apenas AA postura do diretor é é
- 36:12que permite que o jogador crie elementos da ficção alheios ao
- 36:15seu personagem? Bom, vamos investigar isso.
- 36:22Mais de 1000 episódios na primeira temporada, um podcast
- 36:28premiado por suas reflexões sobre o jogo, entrevistas e
- 36:31convidados em uma nova temporada com muito a oferecer a
- 36:36comunidade do RPG. Aventureiros?
- 36:43Numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer
- 36:47parte do grupo de Telegram, participar de sorteios e
- 36:51enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e
- 36:58pegue os dados. Apoia.se barra café com Dancing.
- 37:12Contamos com você a primeira pergunta, né?
- 37:29A postura do ator contra a postura do autor.
- 37:33Não sei se vocês já ouviram aqui no café na primeira temporada,
- 37:37certamente não sei na segunda. Mas na primeira, certamente eu
- 37:39eu abordei essa ideia do ator bêbado nas teorias de teatro.
- 37:46Eu acho que foi stanislavsk que posso estar errado, mas eu acho
- 37:49que foi stanislavsk que trouxe que não é desejável que o ator,
- 37:56ao interpretar um personagem bêbado, beba e mate uma garrafa
- 38:02inteira de conhaque, porque porque se o jogo, se o se o se o
- 38:07ator for encenar uma peça interpretando um personagem e
- 38:13ele, ator, está bêbado? Ele não somente vai interpretar
- 38:1811, é uma condição de bêbado e isso vai atrapalhar sua
- 38:22interpretação desse personagem, mas também ele vai de repente
- 38:27esbarrar no cenário, esquecer as suas falas, vai confundir várias
- 38:32coisas, vários momentos. Ali é de entrar em cena, sair de
- 38:35cena, e ele vai criar um caos tal que vai ser difícil
- 38:40reencinar ou trazer essa interpretação do personagem para
- 38:44o palco. Então, nesse ponto, seria muito
- 38:48contraproducente que o ator ficasse bêbado para interpretar
- 38:52um personagem. Bêbado.
- 38:54A mesma coisa a gente pode dizer sobre o jogador de RPG que
- 38:59decide tudo dentro desse é completamente perdido dentro
- 39:03desse mundo interno do personagem.
- 39:05Em primeiro lugar, que é impossível o tempo todo.
- 39:07Há esse ente externo, há o jogo que é o jogador.
- 39:12Né? É por mais que ele use um
- 39:14personagem dentro desse círculo mágico, ele ele precisa fazer
- 39:18esse caminho entre 2 mundos, né? Que é o que que acontece no
- 39:22metajogo, o metajogo. Ele acontece de maneira
- 39:26irresistível em todo jogo. Por quê?
- 39:28Porque as decisões que são tomadas no círculo interno, né?
- 39:31No círculo mágico, como traz o ruisinga, ou seja, dentro desse
- 39:36espaço simulado que todo jogo cria.
- 39:39As decisões que que são tomadas lá dentro são decisões tomadas
- 39:42aqui fora pelo jogador e por mais imerso que a gente possa
- 39:46estar, por mais louco que a gente possa estar dentro do
- 39:48papel do personagem. A gente não confunde.
- 39:51A gente sempre tem esse espaço externo aqui.
- 39:54E se por acaso você acha que você está tomando as decisões
- 39:57puramente como seu personagem, isso exclui.
- 40:00Você como jogador? Cara, eu acho que é melhor você
- 40:04buscar apoio, buscar ajuda, porque isso não é para acontecer
- 40:07o tempo todo. É importante que você esteja
- 40:09ciente de que isso é um jogo, por mais imerso que você esteja
- 40:14e por mais divertido que possa ser.
- 40:15É essa imersão. A gente nunca chega em 100% de
- 40:18imersão. É isso batali bastante ali no
- 40:21episódio do do emular simular e Philip K.
- 40:24Dick, inclusive porque 11 RPG um jogo, ele é uma simulação, ele
- 40:28não é uma emulação, você não está perdido numa realidade
- 40:32autônoma. Essa realidade que que a gente
- 40:34simula no fundo, nenhum invés de emular ela é um recorte.
- 40:38Esse recorte tem intencionalidade, né, como eu
- 40:40falei aqui atrás, então você vai fazer, obviamente, o que seu
- 40:45personagem faria. Né?
- 40:46Inclusive eu, eu descarto essa ponstance que ele chama, né?
- 40:51A postura do peão, isso parece para mim também que não existe,
- 40:54assim como a postura do ator não existe exatamente essa postura.
- 40:58Se a gente tomar é essa essa impossibilidade de conjugar o
- 41:03espaço de metajogo, o espaço do jogador, a vontade do jogador,
- 41:07porque ela sempre vai existir. É em relação ao seu personagem,
- 41:10ainda que passe para um canal de interpretação do que o
- 41:13personagem faria. Mas as 2 coisas tem que se
- 41:15conjugar. Né?
- 41:17Interpretar no RPG, em última análise, é isso.
- 41:20Você falar da da postura do peão é mais louco ainda na minha
- 41:25cabeça, porque você o tempo todo está passando por uma interface
- 41:30que leva em conta também uma limitação de mídia dessa
- 41:35interface do personagem ali dentro do jogo, né?
- 41:38Então, tipo, obviamente, dentro do jogo você não tem como
- 41:41retratar dentro daquela simulação um personagem 100%
- 41:45igual a mim. Igual eu como jogador.
- 41:48Logo, a limite que aquela existência daquele personagem
- 41:52vai trazer para o quanto você pode tomar decisões dentro do
- 41:56jogo. Logo, é impossível também chegar
- 41:58numa numa postura de peão, numa ponstance eainesse.eu.
- 42:04Acredito que a gente pode dizer o mesmo para o directorystance
- 42:09em algum nível, seja lá qual for a agenda do jogo que promova.
- 42:15O directors tens, né? Então a gente pode trazer aí
- 42:18este corpo mortal, o fiasco que costumam trazer mais uma
- 42:22horizontalidade de de poder criativo para o jogo.
- 42:27Não dá para ignorar os aspectos de metajogo, né?
- 42:31E o espaço interno do personagem?
- 42:33Se não, talvez a gente esteja perdendo o RPG nessa relação,
- 42:37porque o RPG é um jogo de interpretação de papéis.
- 42:41Esses papéis, né? De de são de personagem.
- 42:44Papéis de personagem são interpretar personagens dentro
- 42:47do jogo, então eles de certa forma são uma âncora, né?
- 42:51Eles são o ponto de interação que a gente tem.
- 42:53Se a gente se perde muito disso, né?
- 42:55A gente sai um pouco do RPG. Então este corpo mortal fiasco,
- 43:01de certa forma, eles passam também pela interface do
- 43:04personagem. E se eles passam pela interface
- 43:06do personagem? Também não tem como a gente
- 43:09decidir as coisas num Panorama geral, sem levar o Panorama
- 43:12específico. O espaço interno do personagem.
- 43:15A gente está sempre dentro dessa conjugação de coisas, né?
- 43:20Então é o personagem, ele é o justamente o canal de interação
- 43:24do jogo, mesmo que a gente possa decidir a realidade em torno
- 43:28dele. E nesse ponto, me parece que é é
- 43:31justamente o ponto, é de erro. De análise de quem diz que story
- 43:36games não são RPG, quem encarou o story game como um jogo que
- 43:41não RPG provavelmente deixou de lado.
- 43:44O. Fato de que o personagem mesmo
- 43:47em jogos de story game, o personagem ele é o canal de
- 43:50interação dos participantes do jogo até em jogos que não tem
- 43:54mestre. Né?
- 43:55Ainda que o objetivo seja contar uma história e que, de certa
- 43:58forma, você vai olhar o Panorama geral, você não vai perder é
- 44:02nunca. Esse Panorama específico dos
- 44:05personagens me parece ser essencial.
- 44:08Portanto, AORPG que haja o canal de interação personagem, mesmo
- 44:13quando a gente tá falando da postura do diretor.
- 44:16Né? É eainesse.eu, eu eu trago, né?
- 44:20Para a primeira pergunta do da separação entre é actor stens e
- 44:25outtor stens a director stens, como também não sendo possível
- 44:30de alienar o personagem dessa dessa brincadeira, né?
- 44:34E aí isso me leva a um AA segunda pergunta, a questão do
- 44:37poder criativo, será que apenas na director stens, né?
- 44:42Na postura do diretor que o jogador consegue criar elementos
- 44:45da ficção. Bom, vamos investigar.
- 44:49Quanto menos a interação passa pelo espaço interno do
- 44:53personagem, mais poder criativo sobre o espaço imaginário.
- 44:58Teria o jogador. Você concorda com essa frase?
- 45:02Isso é o que parece que defende nas entrelinhas, o Ron adred,
- 45:07talvez até sem perceber exatamente.
- 45:09Mas o que ele descreve ali é que quanto menos você passar pelo
- 45:15espaço interno do seu personagem ao tomar decisões, é mais poder
- 45:19criativo sobre o espaço imaginário.
- 45:21Tem um jogador exceção feita à palms tens, que aí no caso,
- 45:27seria justamente um ponto fora da curva, e por isso que ele nem
- 45:30coloca aquilo como uma categoria autônoma.
- 45:32Ele cita 3 posturas, a palms tens seria uma derivação ali do
- 45:36que ele trouxe como authorstens. Então, de forma geral, OOOO
- 45:41essas 3 posturas que ele coloca. Elas trazem essa constância.
- 45:45Quanto menos passa a interação do mundo do jogo pelo espaço
- 45:51interno do personagem, mais poder criativo.
- 45:52Teria Oo jogador e vamos pegar aqui o total oposto disso, né?
- 45:57Em teoria, que seria na cabeça do do do Ron adwards essa
- 46:01questão da postura no RPG tradicional.
- 46:05No RPG tradicional a gente tem que.
- 46:07O jogador controla o seu próprio personagem.
- 46:11Ele tem poder de construir coisas, de criar coisas em
- 46:14relação ao seu personagem diretamente à sua personagem.
- 46:18Ele vai dizer, sei lá, de acordo com, obviamente, com o sistema
- 46:21que tá trazendo ali as as estatísticas dele.
- 46:24Ele vai dizer, se o personagem é fala assim, fala assado, se seu
- 46:28olho é de uma cor, se seu olho é de outra cor, se ele é mais
- 46:31alto, se ele é mais baixo dentro ali das estatísticas, o quão
- 46:35forte que ele é, o quão forte ele se parece, como é que é ser
- 46:38forte? De acordo com esse personagem,
- 46:40ele tem força 18, mas ele é aquele forte, meio parrudo, eu,
- 46:43aquele forte trincado, Atlético, como é que ele é?
- 46:47Né? Isso cabe ao jogador dizer, em
- 46:49teoria, isso não cabe ao mestre. Essa interação seria justamente
- 46:52o Porto Seguro de poder do jogador dentro do da ficção que
- 46:58se constrói no RPG tradicional. Já O Mestre, ele teria o poder
- 47:02de construir o mundo e os npcs, e o jogador não teria poder
- 47:06sobre isso, mas O Mestre, sim. Então O Mestre, ele não pode
- 47:09dizer a cor do olho e do personagem do jogador, mas ele
- 47:11pode dizer é que o guarda é um sujeito parrudo, é e que ele tem
- 47:17mau hálito, sei lá, ele pode dizer que a floresta tem é uma
- 47:22coloração arroxeada de forma geral e não esverdeada como se
- 47:26espera. Isso é uma call, isso é um Fiat
- 47:29do mestre. Né?
- 47:30No RPG tradicional, porém, me parece que há muita zona
- 47:34cinzenta nessas coisas. De certa forma, o jogador, ele
- 47:39vai poder dizer, olha só o meu, o pai do meu personagem, ele é
- 47:43um filho da puta, é bom, e a gente sabe que quando ele tá
- 47:47falando isso, ele tá querendo desenvolver o personagem dele de
- 47:50forma geral. Ele não tá querendo desenvolver
- 47:51o personagem pai, né? É do seu personagem, ele tá
- 47:56querendo desenvolver o personagem em si, ele não tá
- 47:58querendo desenvolver esse CNPC. Mas ele está dizendo que é
- 48:01importante para o personagem dele que o npc pai do seu
- 48:05personagem seja de tal forma agressivo ou assim, ou assado.
- 48:10E aí isso é uma zona cinzenta. Porque, afinal de contas, eu
- 48:13concordo que isso é uma parte importante de desenvolvimento do
- 48:15seu personagem. Se entrou em jogo, mas e aí O
- 48:19Mestre vai vetar? Porque, afinal de contas, cabe
- 48:23ao mestre. Fazer isso?
- 48:25Isso é uma zona cinzenta. Mesma coisa a gente pode dizer
- 48:28sobre um npc, né? Sobre um npc, não, desculpa
- 48:32sobre um ambiente, né? O jogador chega e fala, pô, eu
- 48:35vou pegar então em cima da mesa da Taverna uma garrafa pra bater
- 48:40na cabeça do guarda, pô, a gente sabe, cabe ao mestre dizer isso,
- 48:45mas não seria normal que em cima do balcão da Taverna tivesse ali
- 48:50uma garrafa, né? Ou perto, pelo menos ali.
- 48:54O que que O Mestre negaria? Isso só porque não cabe ao
- 48:58jogador dizer sobre o cenário. E se o jogador fala, o meu
- 49:02personagem veio de uma vilazinha esquecida no norte, No No
- 49:07continente, ao norte. Pô, cabe ao mestre dizer, não,
- 49:11você não pode decidir isso. Quem decidir isso sou eu.
- 49:14Apenas me parece que, de forma geral, isso é uma zona um pouco
- 49:19cinzenta. Isso eu investiguei bastante em
- 49:22will fantes, que é o estilo de jogo que eu proponho para DED
- 49:25clássico, né? O que eu encaro como a melhor
- 49:28forma de se jogar, ODED clássico de acordo com o que eu enxergo
- 49:31como melhor. Então, dentro de Joel fantes,
- 49:33como é que eu trabalho isso? De fato?
- 49:36A gente tem as reivindicações ficcionais que a gente chama,
- 49:38que é AA possibilidade dos participantes do jogo decidirem.
- 49:44O repertório da ficção, então, as verdades do mundo, né?
- 49:48Então, se o jogador fala, é meu personagem é alto, meu
- 49:52personagem é baixo, meu personagem é assim, meu
- 49:55personagem é assado, ele está determinando verdade no mundo,
- 49:58né? A partir do momento que a gente
- 50:00diz que AA Vila da frasqueta, ela tem uma murada.
- 50:06A partir desse momento, passa a existir uma murada naquela
- 50:09ficção, onde diz que essa ficção foi reivindicada, né?
- 50:13E a gente tem reivindicações originárias pro mestre, O Mestre
- 50:17ele, ele originalmente é o responsável por reivindicar
- 50:20verdades sobre a ficção do cenário, né?
- 50:23Do ambiente do mundo. E sobre é verdades sobre os
- 50:27npcs. Originalmente, cabe ao jogador
- 50:31trazer verdades sobre o seu personagem.
- 50:35Então o jogador pra falar, o meu personagem tem um cabelo
- 50:37vermelho e um rosto de criança que pra alguns parece bobo.
- 50:41Para outros, parece inocente, para outros, parece cretino.
- 50:45Já O Mestre, ele vai dizer, o guarda é um brutamonte de bigode
- 50:48fato e careca, com fama de ganancioso.
- 50:51Mas se a gente abordar essas zonas cinzentas pela ótica do
- 50:55Oil fantasy, a gente vai perceber que no diálogo, a gente
- 50:59tem coisas ali que vão ficar um pouco soltas.
- 51:01Dentro disso, por exemplo, como é o cavalo do personagem do
- 51:05jogador, cabe ao jogador dizer ou cabe ao mestre?
- 51:09Como é o clube noturno que o vampiro do jogador tem?
- 51:14Afinal de contas, o jogador pagou por isso na sua ficha lá,
- 51:17botou antecedente lá, botou clube noturno e agora cabe a
- 51:21quem dizer como é esse clube noturno.
- 51:23A gente não diz de forma geral, nos RPGs mais antigos ali, mais
- 51:27tradicionais, que o poder criativo do mundo, cabe ao
- 51:31mestre. Então cabe ao mestre dizer como
- 51:33é o clube noturno do vampiro. É do jogador que que comprou
- 51:37isso na ficha dele. Né?
- 51:39E o pai agressivo, porém burro do personagem do jogador, quem
- 51:43define, né? Olha eu, fantasy é incorpora
- 51:48isso da seguinte forma, as reivindicações, elas acontecem
- 51:54de forma livre, de forma espontânea, no jogo.
- 51:58Mas nem todas são originárias. Quer dizer que o jogador ele
- 52:03pode determinar a verdade sobre os npcs, ele pode determinar é
- 52:08verdade sobre o mundo, sobre o mundo de jogo, sobre OOO,
- 52:13cenário, e O Mestre pode determinar também coisas sobre o
- 52:16personagem do jogador. Porém, a gente respeita as
- 52:20reivindicações originárias e a gente entende que os
- 52:24participantes podem fazer reivindicações não originárias,
- 52:28né? E isso acontece de 2 formas, a
- 52:30primeira. Por provocação.
- 52:33O jogador, por exemplo, é, vamos dizer que ele queira saber da
- 52:36possibilidade de subornar o guarda brutamonte.
- 52:40Então, ele provoca O Mestre para descobrir, sem sair do sentido
- 52:44do seu personagem, por exemplo, se o guarda é ganancioso, ele
- 52:47fala, mestre, eu vou passar na frente desse guarda ostentando
- 52:51um colar de ouro. Como é que ele reage?
- 52:54Ele fica de olho, ele fica ligado, dá para ver que ele está
- 52:57interessado, né? Ou e se mestre, e se eu
- 53:01experimentar? De repente, ao longo do tempo, é
- 53:03toda vez que eu passar ali, pela entrada da paliçada, do muro, da
- 53:07cidadela, eu passo ali e ofereço um presentinho.
- 53:10Como quem não quer nada pro guarda, ele se abre mais.
- 53:13Eu percebo que ele está sempre ali querendo receber mais um
- 53:16presente, ele começa a se abrir. Eu vejo que ele é ganancioso,
- 53:21então tipo, nesse ponto, né? OOO jogador começa a provocar O
- 53:25Mestre. Por quê?
- 53:25Porque ele. Quer ver se esse guarda é
- 53:28brutamonte? Ele precisa averiguar isso para
- 53:30tentar de repente subornar o guarda ou de repente provocar o
- 53:33guarda de alguma forma em relação AAA bens materiais.
- 53:38Então como é que isso ocorre, né?
- 53:41Isso ocorre por provocação ou até quando ele pergunta, mestre,
- 53:45hoje está um dia chuvoso. Muitas vezes o jogador quer que
- 53:48o dia esteja chuvoso, porque ele fala, bom, se tiver chuvoso, as
- 53:53as ruas vão estar mais vazias, né?
- 53:54Então eu consigo ter menos é testemunhas para o crime que eu
- 53:58vou cometer. De repente é, o jogador tá
- 54:01provocando O Mestre, a que ele diga como é o clima, né?
- 54:05E aí O Mestre fala, bom, sim, de fato o clima tá tá pesado, tá
- 54:09chovendo. Então quem trouxe essa verdade
- 54:11para o mundo foi O Mestre. Ele parece que foi um jogador
- 54:14que trouxe, mas ele trouxe por provocação.
- 54:17Ele precisou provocar O Mestre naquele sentido, né?
- 54:20E também tem até uma forma indireta do jogador fazer isso.
- 54:24É, é indireta porque eu não gostei de chamar de direta, né?
- 54:27Por isso que eu chamei de direta de indireta, que é, por exemplo,
- 54:30quando o jogador fala, bom, a gente tá no bar, né, mestre?
- 54:32A gente tá na Taverna, então, em cima do balcão, ele pega uma
- 54:35garrafa de cerveja para acertar na cabeça do guarda brutamonte
- 54:38para ver se ele desmaia nesse caso.
- 54:41O jogador ele foi. Quase direto nesse ponto.
- 54:44Mas ele precisou passar pelo mestre.
- 54:46Que O Mestre pode dizer não, não tem uma garrafa em cima do
- 54:51balcão. A gente entende que,
- 54:52originalmente. Cabe ao mestre dizer isso, só
- 54:56que ele depende de que todos os participantes é construam em
- 55:01cima das lacunas da realidade, né?
- 55:03Da das verdades não ditas ainda sobre a ficção, pra que pra que
- 55:07a ficção fique rica? O RPG depende de uma ficção que
- 55:10se enriqueça, então é importante que se dê espaço pra que essas
- 55:15reivindicações indiretas aconteçam.
- 55:17Então, se o jogador tomou a dianteira pra falar, olha só,
- 55:21então eu vou pegar uma garrafa de cerveja que tem em cima do
- 55:23balcão. De forma geral, é O Mestre vai
- 55:26dizer que sim, anão ser que ele tenha um grande motivo para
- 55:28dizer que não, né? De forma geral, até desejável
- 55:31para O Mestre dizer que sim, tem essa garrafa ali em cima, né?
- 55:35Então, o jogador que construiu essa ficção, ainda que de
- 55:39maneira indireta, é e o tipo de interface?
- 55:44Né? Proposto pelo room Edge, eu acho
- 55:46que fica mais claro agora. Ele não necessariamente coincide
- 55:49com o poder criativo na prática. Porque isso tudo que eu falei
- 55:52aqui do ialf entes das reivindicações diretas e não
- 55:55diretas e das e das provocações, é, elas são reivindicações que
- 56:00acontecem numa interface clássica, numa interface num
- 56:03jogo em que de forma geral a gente experiencia o jogo como
- 56:06todo ODED clássico, os jogadores experienciam o jogo através.
- 56:10Dos sentidos dos seus personagens.
- 56:13Ainda assim, eles podem fazer a pergunta, mestre, existe uma é,
- 56:18é está chovendo hoje? É?
- 56:21Será que esse guarda é ganancioso?
- 56:22Eu vou ver como é que eu como é que ele reage se eu sacudir aqui
- 56:26AA minha joia, né? E isso tudo é o jogador dentro
- 56:29do seu personagem, sem sair da sua postura do ator, como diria
- 56:33o Ron Edwards, né? Tentando.
- 56:36Construir ficção para jogar em cima, disputando a ficção?
- 56:40Em última análise, então, parece uma verdade, né?
- 56:44Que a gente deve tratar aqui e criticar a teoria das extensas
- 56:49do room webers é que não necessariamente aquela frase
- 56:53inicial é verdade, de que quanto menos a interação passa pelo
- 56:58espaço interno do personagem, mais poder criativo sobre o
- 57:01espaço imaginário. Tem um jogador, isso é falso, ou
- 57:05seja. A interface não tem
- 57:07necessariamente a ver com o poder criativo, ou seja, o
- 57:10centro de interface você experiencia o jogo em primeira
- 57:14pessoa dentro da pele do personagem ou se você
- 57:16experiencia o jogo em terceira pessoa.
- 57:18Olhando de fora, isso não necessariamente tem a ver com o
- 57:21poder criativo. Interessante, né?
- 57:24Acho que isso é uma é é a conclusão maior que eu trago
- 57:27aqui a respeito da da teoria das existências como proposta pelo
- 57:32Ron adwards na teoria GNS, concorda?
- 57:38Hum. Você sempre fica confuso ao ter
- 57:41que consultar todos os detalhes que você construiu para o seu
- 57:46Hexágono dentro de um Rex krall. Você perde as suas anotações
- 57:50sobre os npcs. Você fica horas.
- 57:52Buscando um nome? Você fica confuso sobre o
- 57:56caminho percorrido pelos aventureiros na sessão anterior
- 57:59dentro da sua campanha aberta, então seus problemas se
- 58:04acabaram, se. Ao longo de 5 temporadas e
- 58:08muitos anos de campanha, eu cheguei uma forma ideal de
- 58:12documentar a minha campanha de Rex Kroll em beergotten.
- 58:15E olha que é uma mesa aberta, Hein?
- 58:17Centenas de jogadores já passaram por ele e muitas e
- 58:21muitas centenas de sessões já rodaram e além de tabelas fáceis
- 58:26pra documentar notícias durante a sessão, npcs, mapas, trajetos.
- 58:32De comentar os hexágonos, fazendo atuações sobre as
- 58:35regiões, sobre os Marcos, rumores, eventos, facções,
- 58:39entidades, itens especiais, frente de campanha, logs de
- 58:44sessão, notícias e até mesmo House road.
- 58:47E feedbacks dos jogadores é além disso tudo.
- 58:51Você tem também um dashboard muito legal, que funciona como
- 58:54um escudo do mestre dinâmico, é uma tela única que reúne.
- 58:59Todas as informações mais importantes e atualizadas com
- 59:02espaço de pesquisa rápida. Para você ter ideia, eu
- 59:06normalmente uso só essa tela durante toda a sessão de
- 59:09bergotten e raramente saio dela, porque?
- 59:12Porque ela reúne praticamente todas as informações de cenário.
- 59:16Que eu preciso consultar e todas as anotações que eu faço, eu
- 59:19faço nesse dashboard também. E ele se alimenta de data bases,
- 59:23né? Lincadas a ele.
- 59:24Então você pode também ir em outros pedaços desse template e
- 59:28alimentar essas dashboards, fazer as anotações durante a sua
- 59:31preparação, se for o caso, né? Ele não se limita a essa
- 59:35dashboard. Se você quiser, eu posso
- 59:37disponibilizar o link com dashboard zeradinho para você
- 59:41alimentar com as informações da sua campanha.
- 59:44E baratinho. Você vai receber o template de
- 59:46noxo e eu posso fazer uma call mais ou menos uns 10 minutinhos
- 59:50ali no Google Meet com você para eu mostrar ela em uso em
- 59:53birgoten e tirar dúvidas pontuais.
- 59:56Caso você queira, você pode aí então mandar um Pix no valor de
- 59:5950 BRL para cafecomdanging@gmail.com e ir
- 1:00:03lá. No comentário do Pix, você
- 1:00:05coloca o seu e-mail, que aí eu compartilho nesse e-mail o link
- 1:00:09do template. Mas não se esquece de colocar OE
- 1:00:12mail se eu não tenho como falar com você.
- 1:00:14Se você for assinantes do café com dângelo no nível dentro dos
- 1:00:18níveis de apoio, você vai ter descontos progressivos.
- 1:00:21Assinantes do nível comunidade tem desconto de 20%.
- 1:00:25O template sai a 40 membros do nível café do Jô tem um desconto
- 1:00:29de 30%, sai a 35 membros do treinamento all ofender tem um
- 1:00:33desconto de 50% e o template sai a 25 e membros café com balbi
- 1:00:38recebem de graça. Hoje em dia eu posso dizer com
- 1:00:42tranquilidade que toda essa cena de mesas abertas de campanhas,
- 1:00:47Rex krall e tudo mais, em grande parte foi muito influenciada por
- 1:00:51essas pesquisas e por esses templates.
- 1:00:53Eu liberava na comunidade. Então, bom, é isso aí.
- 1:00:57Tenho certeza que você vai apimentar muito a sua aventura,
- 1:01:01os seus, a sua campanha aberta e inclusive, ou a sua campanha
- 1:01:05fechada também com esse dashboard que vai ajudar você a
- 1:01:09rodar a aventura. Sem precisar sair da mesma tela.
- 1:01:13Então é isso, preparem se para as melhores aventuras de suas
- 1:01:17vidas. Bom, concluindo, Eu Acredito
- 1:01:39que. De fato, procede o fenômeno que
- 1:01:43o Ron wheder chama de extensies, mas não da forma que ele traz.
- 1:01:47E a leitura que ele faz é um pouco enviesada para essa
- 1:01:51transformação na ativista que a Forge tocou.
- 1:01:55Acaba que ele privilegia essa mudança da perceção de que a
- 1:01:58gente pode construir um jogo que a gente olha mais enquanto
- 1:02:02diretor. Enquanto construir uma cena,
- 1:02:05enquanto construir uma história, e é isso que ele privilegia na
- 1:02:09sua teoria, é. Porém, ele entende que tem essa
- 1:02:13relação necessária entre o centro de interface do jogo, né?
- 1:02:17Que é o ponto de contato do jogador com a simulação, com o
- 1:02:20mundo imaginário e a capacidade de criar.
- 1:02:23E a gente conseguiu destruir isso um pouco nesse episódio,
- 1:02:26né? Mostrar que isso não é verdade,
- 1:02:28é, então eu entendo que isso não é uma constante.
- 1:02:31É porque essa criação acontece na prática, de forma mais fluida
- 1:02:36e até independente de como é feita a interface no jogo.
- 1:02:41É, eu prefiro, portanto, chamar AAO que ele chama de postura de
- 1:02:46extensa. Eu eu prefiro desvincular isso
- 1:02:48do poder criativo e analisar isso somente enquanto interface.
- 1:02:52Então? É, eu vou começar a chamar isso
- 1:02:55de interface ou centro de interface, porque a gente trazer
- 1:03:00o jogo é pra pra essa ideia de de qual interface a gente vai
- 1:03:05promover, se a gente vai olhar por um Panorama de fora, né?
- 1:03:08Entendendo personagem distante da gente, um pouco mais
- 1:03:11autônomo, se a gente vai se emergir no personagem, quando a
- 1:03:15gente estabelece qual interface que a gente vai fazer.
- 1:03:18Isso me parece ser interessante, é.
- 1:03:21E mas, por outro lado, o poder criativo, ele não
- 1:03:24necessariamente vai passar por esse canal, ele vai passar por
- 1:03:27outro canal. A gente pode ter um personagem
- 1:03:29imerso, 111 jogador, imerso no seu personagem enquanto
- 1:03:33experiência e o mundo, e ainda assim dá poder criativo para
- 1:03:36ele. E a gente pode também promover
- 1:03:37um jogo que estabeleça uma conexão, uma interface de
- 1:03:42controle de jogo. É de fora, né?
- 1:03:44Visto mais de fora, em que a gente olha o personagem no seu
- 1:03:48Panorama narrativo dentro de uma.
- 1:03:51É significação mais ampla do que simplesmente uma, os fatos
- 1:03:54narrativa, narrativas ocorrendo. E ainda assim, ele não tem
- 1:03:58necessariamente um controle criativo amplo, né?
- 1:04:01Então a gente é a gente, a gente pode centrar essa, essa, essa
- 1:04:06ideia das existências na interface, abandonando um pouco
- 1:04:10a questão do poder criativo, né? O poder criativo fica melhor
- 1:04:13analisada em separada, como faz o Eduardo Caetano no modelo π.
- 1:04:17Eu vivo citando aqui no café com danjon, né?
- 1:04:20É? E também uma outra coisa, toda
- 1:04:23essa discussão sobre a prescrição ou a descrição, me
- 1:04:27parece que como descrição, as existências elas são
- 1:04:30insuficientes por tudo que eu trouxe.
- 1:04:32Porém, enquanto prescrição, elas são mais interessantes até no
- 1:04:36dever ser. Eu Acredito que a ideia da
- 1:04:39existência funcione melhor, principalmente se a gente
- 1:04:42desvincular o centro da interface do poder criativo,
- 1:04:45tratando cada qual a sua maneira, né?
- 1:04:47Ao contrário do que as discussões da forj costumam
- 1:04:49defender. Então, centrar a interface do
- 1:04:53jogo em torno da experiência do personagem, né?
- 1:04:56Que seria? É o que Eu Acredito, né?
- 1:04:58Que é mais próximo do que o Leon Edward traz enquanto o autor
- 1:05:01extensa a instância AAA postura do autor, né?
- 1:05:06É permite uma a construção de uma jogabilidade de mais de
- 1:05:10vivência, que parte dos dos gera é é que parte do do específico
- 1:05:16para o geral, do concreto para o abstrato, né?
- 1:05:18Da situação concreta para situação abstrata, partindo da
- 1:05:23ficção para chegar. Narrativas.
- 1:05:26Mas tirar o centro de interface, né?
- 1:05:29Dentro do personagem acaba permitindo a gente.
- 1:05:34A gente construiu uma jogabilidade mais de construção
- 1:05:37narrativa em primeiro lugar, indo do geral para o específico,
- 1:05:41do abstrato para situação concreta, partindo da história
- 1:05:45para se determinar os detalhes da ficção.
- 1:05:48Então, nesse caso, me parece que sim.
- 1:05:51Né? De alguma forma isso dialoga com
- 1:05:53a agenda de jogo e eu percebo 2 agendas, ao contrário, pelo
- 1:05:56menos das das que eu conheço, né, das que eu já vi, eu conheço
- 1:06:002 agendas de jogo diferente do que o room Edwards trabalha na
- 1:06:03GNS, que são 3. Eu percebo um jogo de agenda de
- 1:06:06desafio e um jogo com agenda de contar história em jogos de
- 1:06:10desafio que coloca o poder criativo.
- 1:06:13Horizontalizado, né? É EE amplo na mão de todos, né?
- 1:06:19A gente poderia ver que. As coisas vão acabar sendo é se
- 1:06:23nublando ali nos papéis de desafiado e desafiante.
- 1:06:26Então é, não é tão interessante que a gente coloque ali.
- 1:06:30É 11 construção, né? De de narrativa, de de ficção,
- 1:06:36de sentido da ficção é na mão de todo mundo horizontalmente,
- 1:06:41porque a gente perde a capacidade de de desafiar dentro
- 1:06:46de um segredo, dentro de um mistério.
- 1:06:49Dentro de coisas que precisam ser superadas, que você não
- 1:06:52conhece ainda, você perde esse até esse espaço de investigação
- 1:06:56muitas vezes, né? Então, se é você quem cria o
- 1:06:59próprio desafio, é muito difícil que a resposta já não esteja
- 1:07:02embutida ali, né? Então é no tocante ali.
- 1:07:06A construção de história é interessante por, por outro
- 1:07:09lado, que você possa ver o Panorama geral das coisas e que
- 1:07:12você possa é, de certa forma, a partir disso.
- 1:07:15Tomar as suas decisões, porque porque você tá olhando o todo e
- 1:07:19isso já é uma perspectiva. E aí a gente contar uma história
- 1:07:24com poder é criativo, restrito ao seu personagem.
- 1:07:28É apenas um índice de um problema, porque fica mais
- 1:07:30difícil colocar as falhas do seu personagem ou construir os fatos
- 1:07:34da ficção dentro de uma narrativa, de uma perspectiva de
- 1:07:37narrativa intencional. Você acaba que vai vivenciar os
- 1:07:41fatos, porque você tá dentro da pele do personagem e não tá
- 1:07:44construindo nada. Além do que a perspectiva
- 1:07:47específica do seu personagem permite, como eu, lá, a criança
- 1:07:51jogando DED é caixa preta em que eu olhava o mapa, né?
- 1:07:55E queria levar em conta o cenário geral, mas eu não podia.
- 1:07:58É descobrir o que tinha dentro de um aposento que eu via no
- 1:08:01mapa antes é, é antes de abrir a porta, então precisava
- 1:08:05interagir. Isso para contar a história.
- 1:08:07Talvez me atrapalhe, talvez o centro de interface.
- 1:08:11Dialogue mais com a agenda do que o poder criativo em si.
- 1:08:16O centro de interface e o controle criativo são menos
- 1:08:18interligados do que Oo room. Edward entendeu, mas o centro de
- 1:08:23interface e a agenda se comunicam.
- 1:08:26Então a gente pode entender melhor, né?
- 1:08:29Como conjugar melhor o centro de interface e o poder criativo?
- 1:08:34Se a gente investigar melhor isso, se a gente entender como a
- 1:08:37gente pode compor essas 2 coisas, em vez da gente
- 1:08:40estabelecer que uma depende da outra e nesse caso é sobre essa
- 1:08:44interface do autor. A gente vai entender melhor como
- 1:08:48a gente pode trabalhar isso dentro das reivindicações
- 1:08:51ficcionais no how fentis, isso é um episódio que eu vou trazer no
- 1:08:54futuro, eu vou mostrar como no how fentis a gente trabalha o
- 1:08:59que? O room mais próximo do que o
- 1:09:00room. Edward se chama de postura do
- 1:09:03autor, que afinal de contas, é o jogador tomando decisões,
- 1:09:07passando pelo canal interno do personagem, dentro de um recorte
- 1:09:11de desafio, logo suas decisões. É, levam em conta que seu
- 1:09:15personagem faria, mas visando a superação do desafio, né?
- 1:09:19E de como, pra fazer isso, ele tem Liberdade de construir na
- 1:09:24ficção, né? Ainda que não relativo ao seu
- 1:09:27personagem é estritamente ele pode tomar decisões criativas
- 1:09:32relativas ao ambiente e até mesmo a npcs, desde que ele
- 1:09:36passe por uma interface. Que é colocada o centro no seu
- 1:09:42personagem e acaba que o jogo todo, né?
- 1:09:45Até a própria. As construções narrativas do
- 1:09:48jogo vão acabar passando por essa interface e o jogador acaba
- 1:09:52tendo. Esse é muito mais o controle,
- 1:09:55né? Do que acontece no jogo.
- 1:09:56Conforme faz uma gestão de riscos com o seu personagem?
- 1:10:00Isso é uma coisa muito interessante.
- 1:10:02É e uma conclusão muito interessante que eu acabei
- 1:10:04chegando dentro de iwel fantasy a partir do estudo das
- 1:10:07existências do Ron AdWords. Então acho que é isso que eu
- 1:10:11queria trazer. Espero que tenha curtido esse
- 1:10:13episódio. Eu vou deixar uma pergunta pra
- 1:10:14você na enquete, você costuma jogar usando é qual das
- 1:10:18existências que o Ron w AdWords traz?
- 1:10:20A do actor, do autor ou do director?
- 1:10:23Conta pra gente AA postura do ator, a postura do autor ou a do
- 1:10:27diretor. E depois eu vou deixar aqui uma
- 1:10:30provocação para você comentar no episódio, você enxerga, é
- 1:10:33funcionando essas posturas mesmo ou você, assim como eu, também
- 1:10:38critique e desvincula é a interface do poder criativo,
- 1:10:42conta para mim. No mais, queria agradecer aí,
- 1:10:46né, você que fica ouvindo a gente até agora e lembrar que eu
- 1:10:48vou deixar os links citados no episódio, primeiro os links dos
- 1:10:51anúncios, né, para você jogar bergotten com a gente o link lá
- 1:10:55para o grupo de de bergotten. Lembrando que você pode deixar o
- 1:10:59seu Pix né? No valor de 50 BRL para
- 1:11:01cafecomdanjo@gmail.com para adquirir Oo template de notion
- 1:11:05com Rex Kroll eu uso em beergot tem você consegue pegar toda a
- 1:11:09organização de beergot tem replicar na sua mesa, lembrando
- 1:11:12que as vendas vão até o dia 15 de julho, tá?
- 1:11:14Então você pode mandar um Pix aí pra gente pra gente agilizar
- 1:11:17isso. Mas lembra de botar No No Pix o
- 1:11:20seu e-mail né? É pra você poder receber nesse
- 1:11:23e-mail o teu o teu template. É isso.
- 1:11:27Inclui aí no preço uma chamada de cerca de 10 minutos para a
- 1:11:29gente tirar dúvidas. E você vê o tempate em ação.
- 1:11:33Se necessário, eu abro ali. É para você ver na tua frente
- 1:11:36como eu uso, né? E como você pode utilizar esse
- 1:11:39tempate? Caso reste alguma dúvida, é
- 1:11:41lembrando que assinantes do café com dânjon tem desconto, então
- 1:11:44manda um salve. Beleza.
- 1:11:46E deixar também o link dos episódios aí, Oo episódio de
- 1:11:49simulação, simulação e Philip k dziki e o episódio interpretando
- 1:11:53no RPG que são pertinentes ao tema de hoje.
- 1:11:56No mais, lembrar que você pode se tornar um apoiador do café
- 1:11:59com dânjão. Se você de repente quiser ajudar
- 1:12:02a gente a voltar a ter 5 episódios semanais, você pode
- 1:12:04ajudar o projeto lá em apoio. Ponto s barra café com dânjão se
- 1:12:08você gostou especialmente do café com dânjão de
- 1:12:10hojevocepodedeixarpragente1gorjetamandaoseupixqualquervalorpracafecomdangelo@gmail.com, a gente conta com você.
- 1:12:17Se você tem uma empresa ou uma marca que quer ter um dia na
- 1:12:19semana no café com dângeno, você pode financiar mais um episódio
- 1:12:21semanal aqui e fazer a Alegria da massa repejista consulta a
- 1:12:25gente em café comdangel@gmail.com e a gente
- 1:12:27tem uma proposta especial para você.
- 1:12:29Consulta aí também a gente sobre.
- 1:12:31Parcerias e anúncios a gente trabalha com marcas de RPG e
- 1:12:33também marcas de outros ramos como cafés, jogos, tecnologia,
- 1:12:37mídia, etc. Se você é um produtor de
- 1:12:39conteúdo, game design independente, acadêmico ou fã e
- 1:12:42quer participar do nosso projeto.
- 1:12:44Conta aí mais sobre você, né? Lá no nosso e-mail, beleza, é no
- 1:12:48mais agradecer aí os nossos assinantes, a galera que torna
- 1:12:50possível essa aventura. Então obrigado ao pessoal com
- 1:12:52apoio, o incentivo, incluindo aí o Lúcio Pimentel, valeu, valeu
- 1:12:56demais ao pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo aí
- 1:12:59Oo André Luiz, Marcondes pontes. O Lucas Maia lá do uptown in
- 1:13:03clave e também do dojô, né? Também o Pedro Henrique Isaac
- 1:13:07Silva. Muito obrigado.
- 1:13:08Um salvo especial para os assinantes do nível RPG dojô,
- 1:13:11dentre eles o Felipe scostag, o Pedro Oliveira bizziner, o
- 1:13:14Rodrigo Lopes, o Thiago da luz Gabriel e o Vinícius Caldas.
- 1:13:19Valeu é. E um abraço aos membros do
- 1:13:21treinamento ao eu fantasy. E eles são Abílio Júnior, César
- 1:13:24Machado e Daniel Haidar, Diego cesito, Léo gasparuto, Marcos
- 1:13:27Gonçalves e Pablo Rodrigues Lima.
- 1:13:30É, por fim, um imenso agradecimento ao nosso membro
- 1:13:32café com balbi, o Thiago Augusto.
- 1:13:34Galera valeuzaço, um abraço e até a próxima.