Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / O CHAMADO DA CORAGEM # XXIII - NÃO OS DECEPCIONE (CLUBE DO LIVRO)
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- 0:05Seja muito bem-vindo e muito bem-vinda a mais uma edição aqui
- 0:07do nosso queridíssimo Clube do Livro.
- 0:09Eu vou começar aqui com palmas sintéticas pro Bruno Maia
- 0:12Soares, que conduziu o último episódio por conta própria aqui.
- 0:15Aí tá certo! Bruno!
- 0:20Muito obrigado. Como é que você se sentiu aí?
- 0:23Segunda vez já, né? Segunda vez, segunda vez.
- 0:26Primeiramente, eu tive o sentimento de que eu não estava
- 0:27sozinho, né? Porque tem o pessoal que está
- 0:29acompanhando o Clube do Livro, que está sempre com a gente.
- 0:32Mas outra coisa foi, aquele feliz na barriga do desafio, mas
- 0:35a gente está lendo o chamado da coragem, né?
- 0:39Excelente, vamos lá então, vamos direto aqui ao que interessa,
- 0:42faça seu trabalho, vai chegando aí, se acomoda, presta atenção
- 0:47no trânsito, presta atenção no treino, ou então presta atenção
- 0:51no episódio e vamos juntos. Faltavam quinze para meio-dia de
- 0:55vinte e um de outubro de mil oitocentos e cinco do início da
- 0:59Batalha de Trafalgar, quando Horácio Nelson ordenou ao
- 1:03sinaleiro que anunciasse para a frota. a Inglaterra espera que
- 1:07todos os homens cumpram seu dever.
- 1:09Ele queria que lutassem, de perto, que fizessem o trabalho
- 1:13para o qual tinham sido treinados.
- 1:16Essa parte aqui, Bruno, eu sublinhei, que é assim, o medo
- 1:20nos dá uma infinidade de motivos para não agir.
- 1:23É difícil demais, é perigoso demais, as chances são muito
- 1:26pequenas. As ordens não fazem sentido.
- 1:30O líder deveria ter me colocado no comando.
- 1:33A coragem perpassa esse ruído. Lembra a você do que a situação
- 1:38exige. Lembra a você do compromisso que
- 1:40assumiu. Essa história do...
- 1:44O medo nos dá uma infinidade de motivos para não agir.
- 1:47É muito interessante como... A habilidade de conviver com o
- 1:54medo é muito necessária, muito útil e talvez por isso um pouco
- 2:02o sucesso desse livro. Eu acabei de vir do Empreenda no
- 2:06Mercado Financeiro de São Paulo, que é uma imersão de um dia
- 2:09inteiro que a gente fala desse universo das consultorias
- 2:10financeiras. Eu mostro o método da Tech
- 2:13Finance e no final eu apresento como é que funciona a Tech
- 2:16Finance e tal. Para você que não sabe, a Tech
- 2:19Finance é uma plataforma para você empreender com consultorias
- 2:22financeiras e você é o dono do seu negócio, então tem um
- 2:27investimento, tem uma licença que você tem que investir para
- 2:29poder adquirir a plataforma. E aí, velho, a gente teve um
- 2:35momento nessa edição de São Paulo que alguns associados da
- 2:38Tech Finance participaram lá compartilhando um pouco da sua
- 2:40história, da sua experiência e tudo mais.
- 2:43E um deles foi o Dr. Hélio Barros.
- 2:46Inclusive, um salve se ele estiver nos ouvindo.
- 2:49Feliz aniversário. Ele fez aniversário agora
- 2:50recentemente. E aí o Dr. Hélio falou um
- 2:53negócio muito interessante. Quando você está diante de...
- 2:55Ele não falou isso, já é a minha leitura, mas é assim.
- 2:57Quando a pessoa está diante de um investimento, certo?
- 3:00É... normalmente quando ela está mais apertada financeiramente,
- 3:05ou quando ela não tem o quanto que ela gostaria de ter de
- 3:08reserva para poder se comprometer com aquele
- 3:10investimento, ou quando ela mesma, mesmo que ela tenha, mas
- 3:16aquele valor de investimento para ela dá frio na barriga, o
- 3:21desconforto é natural. O que é que eu coloco aqui,
- 3:28Bruno? O desconforto é mais esperado.
- 3:32Então, porra, eu tenho pouco dinheiro, como é que eu vou
- 3:34fazer um investimento? Eu não tenho, como é que eu vou
- 3:36investir? E tal, isso aqui.
- 3:40E a gente estava falando do Pai Rico, Pai Pobre, antes de
- 3:42começar aqui o episódio, uma das provocações que ele faz é
- 3:44justamente essa. A diferença da mentalidade do
- 3:47que ele chamava de Pai Rico e Pai Pobre, que o Pai Pobre
- 3:49falava, eu não tenho dinheiro para isso, enquanto que o Pai
- 3:50Rico, mesmo quando não tinha, falava, o que é que eu posso
- 3:52fazer ou como é que eu posso fazer para ter dinheiro para ter
- 3:54esse negócio que eu quero? E aí a cabeça começava a
- 3:57funcionar pensando em resolução. Sendo que o Dr. Hélio, voltando
- 4:00aqui... Ele contando a experiência dele,
- 4:02ele fez uma quase que transição total.
- 4:05Então ele era médico, anestesista, ele continua
- 4:07atuando, mas de forma muito reduzida hoje.
- 4:09E ele se apaixonou pelo universo das consultorias e hoje ele é um
- 4:12consultor quase full time. E veja, como a gente sempre tem
- 4:17motivos para não agir. O que segurou ele durante o
- 4:20tempo e o maior frio na barriga dele era que ele tinha um
- 4:23salário muito alto. Então o custo de oportunidade
- 4:27dele era muito alto. E na cabeça dele ele fala,
- 4:29porra, porque se tu tem pouco... É fácil.
- 4:32Por que que tu vai ficar preso ao pouco?
- 4:35Então, a visão de mundo dele, e óbvio, né, o seu problema é o
- 4:41mais importante, porque você sente na pele.
- 4:43Mas na visão de mundo dele, ele fala, porra, tu tá num lugar que
- 4:45tu não gosta, que tu não é feliz com a remuneração, tu acha que
- 4:47tu merece mais e tal. velho, é uma decisão meio óbvia, tu tem
- 4:51que tomar esse risco e dar esse salto no escuro.
- 4:55No meu caso era foda, porque era um custo e oportunidade muito
- 4:57alto. E a pessoa que tá num lugar que
- 5:00aquele investimento é relevante, ela tá com frio na barriga, ela
- 5:02não ganha o que ela gostaria e tal, ela olha pra ele e fala o
- 5:05seguinte, que bobagem que esse cara tá falando, porque é muito
- 5:07mais confortável você comprar o risco se você tem o... conseguiu
- 5:12montar uma reserva, ou se você tem uma capacidade de ter esse
- 5:15salário em algum lugar e tal, ou seja, no final do dia, O medo
- 5:19vai atuar na cabeça de todo mundo.
- 5:21Então, situações extremamente opostas, mas olhando para a
- 5:26mesma decisão com a percepção de medo também antagônica.
- 5:31Então, é um pouco disso aqui. O medo nos dá uma infinidade de
- 5:36motivos para não agir. Não importa se você está com um
- 5:39salário muito alto ou se você está sem dinheiro, você vai ter
- 5:41algum tipo de frio na barriga. E aí, voltando à leitura...
- 5:45É assim, todos temos deveres diferentes.
- 5:47Existem os deveres de um médico e os de um oficial de tribunal.
- 5:51Existe o dever de um soldado, o dever do pai com um filho, de um
- 5:55cônjuge com o outro. Também existe o dever de
- 5:58qualquer pessoa com potencial, o dever de qualquer cidadão
- 6:02consciente. Dever não é apenas fazer o que
- 6:04você disse em seu juramento, ou não fazer o que é proibido pela
- 6:07lei. É fazer o que é exigido de nós
- 6:10enquanto seres humanos decentes. Nosso dever é fazer a coisa
- 6:13certa agora. Ele não falou isso, mas é legal
- 6:17essa ideia do meu dever comigo mesmo.
- 6:23E fazer isso com entusiasmo, com toda a nossa sinceridade e nosso
- 6:26comprometimento. Acreditando que podemos fazer a
- 6:28diferença. Que devemos fazer a diferença.
- 6:32Será difícil. O juramento de seu ofício pode
- 6:35colocar você em uma situação sem precedentes.
- 6:38Você pode se encontrar no lugar de Eu Vídeo. quando o imperador
- 6:41ordenou que ele se retirasse, proibido pelo dever e respeito
- 6:45próprio a obedecer. Haverá um conflito de
- 6:47interesses, haverá críticas e riscos, mas e aí?
- 6:52E essa parte também eu grifei, Bruno, que é o seguinte, você
- 6:55sabe o que acontece quando evitamos situações difíceis?
- 6:58Quando dizemos a nós mesmos que não importa, quando alguém deixa
- 7:01de fazer o seu trabalho em determinado momento, ou
- 7:03transfere uma decisão para superiores ou subalternos, isso
- 7:07obriga a outra pessoa a realizar a tarefa a um custo mais alto.
- 7:10A história do apaziguamento e da procrastinação nos mostra que,
- 7:13no fim, a conta chega com juros. que é uma coisa que a gente
- 7:17trabalha muito ali, para quem é Wealth Planner e conhece a
- 7:24metodologia da Tech Finance, como as pessoas precisam muito
- 7:28de aconselhamento financeiro, mas não é cultural pagar por
- 7:31isso, não é tão popular, mas elas precisam muito, Então a
- 7:36gente tenta mostrar essa face da moeda, o custo de não fazer.
- 7:39O que ele está falando aqui que é, às vezes é mais confortável
- 7:43você evitar uma decisão difícil e procrastinar, mas quando você
- 7:47faz isso, a história mostra que no fim a conta chega e chega com
- 7:52juros. Então voltando à leitura, a
- 7:55questão do dever é que temos a escolha de não cumpri-lo, mas ao
- 7:58mesmo tempo sabemos que na verdade não há escolha.
- 8:01Ou melhor, só há uma escolha. Durante cinco horas e meia, a
- 8:06frota inglesa lutou contra os franceses e os espanhóis na
- 8:09Batalha de Trafalgar. Era o ponto alto do plano de
- 8:13Napoleão para conquistar a Europa.
- 8:14Foi uma das batalhas navais mais ferozes da história.
- 8:18Nelson poderia ter assistido a batalha em um local seguro, e
- 8:21por ter perdido um braço em uma batalha anterior, essa poderia
- 8:25ter sido a atitude mais prudente.
- 8:27No entanto, havia coisas demais em risco para liderar a
- 8:30distância. Além disso, um comandante deve
- 8:32enfrentar os mesmos riscos que pede que seus soldados corram.
- 8:36Portanto, ficou andando pelo convés do navio, imune aos
- 8:40perigos, dando ordens e fazendo ajustes.
- 8:43Fez o máximo que pôde contra o inimigo.
- 8:45Investiu tudo de si no momento. Então, um tiro perfurou sua
- 8:49coluna. Carregado para debaixo do
- 8:52convés, do navio, disse suas últimas palavras.
- 8:56Graças a Deus, cumpri o meu dever.
- 8:59Todos deveríamos nos orgulhar de morrer com tal pensamento.
- 9:04Um local perigoso é defensável quando homens corajosos entram
- 9:06em ação, disse Kennedy. Tudo se torna possível quando as
- 9:09pessoas fazem seu trabalho. Quando atendem ao chamado.
- 9:13Sérpico enfrentando os colegas policiais.
- 9:16Nightingale desafiando a burocracia e a apatia da sua
- 9:18época. Roosevelt chutando um vespeiro
- 9:20com Booker T. Washington.
- 9:22Churchill parando de atirar, atraindo aliados e recusando-se
- 9:27a se render para que pudesse salvar a Inglaterra.
- 9:30Como Nelson, ele acreditava que havia algo acontecendo no espaço
- 9:34e tempo e além do espaço e tempo, que gostemos ou não,
- 9:38significa dever. O chamado foi feito.
- 9:41Ele o atendeu, muitos atenderam. E você, atenderá?
- 9:46Não lembro nos capítulos que você leu no último episódio,
- 9:50Bruno, mas chega um ponto aqui do livro que ele começa a fazer
- 9:54mais isso, que é devolver para o leitor dizendo assim, e você,
- 9:59vai atender o seu chamado? E você, vai ficar de braços
- 10:02cruzados? E você, vai tomar aquela decisão
- 10:04difícil que você sabe que tem que tomar?
- 10:06E aí, acho que é muito adequado para um livro chamado O Chamado
- 10:10da Coragem, esse tom provocativo, né?
- 10:15Excelente. No último capítulo que a gente
- 10:16passou, que foi no outro episódio, o título do capítulo é
- 10:19justamente Levanta-se e vá embora.
- 10:21Que é essa ideia de você estar insatisfeito com alguma situação
- 10:25na sua vida e aquele momento que você, de fato, toma aquela
- 10:28atitude de se levantar e ir embora.
- 10:29Ou seja, tomar uma nova atitude, fazer uma nova coisa, ter uma
- 10:32nova escolha. E aí o autor citou alguns
- 10:34exemplos dentre eles, que foi um caso aqui citado nesse episódio.
- 10:38da transição de carreira, da troca de emprego, da saída do
- 10:41emprego atual, enfim, buscar outro.
- 10:43Então sim, está acontecendo bastante isso mesmo.
- 10:47E aí a gente entra num novo capítulo aqui chamado Você pode
- 10:50vencer as probabilidades. Vamos descobrir aqui o que ele
- 10:55quer dizer com isso. Ele mesmo tinha pensado na
- 11:00solução, mas isso não a tornou menos importante.
- 11:02Os norte-coreanos tinham invadido a Coreia do Sul e
- 11:05derrotado rapidamente as forças da República da Coreia. o
- 11:08general Douglas MacArthur, comandante do Teatro de Guerra,
- 11:13fora pego desprevenido no Japão. Apoiado pela ONU, inundou a
- 11:17Coreia do Sul de tropas, mas elas mal eram suficientes para
- 11:20resistir. Seul caiu, o laço da força se
- 11:24apertou, as tropas estadunidenses presas no então
- 11:32chamado perímetro Pusan receberam a ordem de resistir ou
- 11:35morrer. A esperança de vitória era
- 11:38mínima, mínima para todos, exceto para MacArthur.
- 11:41Só um detalhe assim, né? Entre Taleb e Housel, aqui nessa
- 11:49ideia de que o aprendizado é biológico e que não adianta você
- 11:52contar as coisas, só sabe quem passa.
- 11:55E aí, irmão? Imagina tudo numa guerra.
- 12:00Numa guerra, porra. Com arma...
- 12:05E aí chegou uma ordem que é o seguinte, ó, resista ou morra.
- 12:10Bicho, a gente não tem ideia das coisas, não.
- 12:16Enfim, MacArthur, falar assim, né, ué, ele teve uma ideia.
- 12:22Voltando aqui à leitura. Realizar uma invasão anfíbia no
- 12:25porto de Incheon, cerca de duzentos e quarenta quilômetros
- 12:29acima da costa da Coreia, desembarcando atrás dos
- 12:32invasores. Acreditava que pegar o inimigo
- 12:35de surpresa poderia virar a maré da guerra.
- 12:38A maré, porém, era parte do problema.
- 12:40Se havia um ponto em que uma invasão era praticamente
- 12:43impossível, era o da feia industrial Incheon.
- 12:49O lugar tinha todas as desvantagens geográficas que se
- 12:51pode imaginar. Cercado por quebra-mares, o
- 12:55porto sem praias era um cenário de massacre na maré baixa e uma
- 12:58corrente traiçoeira de túmulos aquáticos na maré alta.
- 13:02Pela flutuação da água, era acessível só dois dias por mês,
- 13:06por poucas horas, se já não estivesse com o acesso impedido
- 13:09por minas. Todos tinham receios, exceto
- 13:13MacArthur, que, dirigindo-se a um quadro negro, escreveu em
- 13:17francês «De qui objecte?» que significa qual é o objetivo.
- 13:23Era surpreender o inimigo, pressioná-lo.
- 13:25Contornou o porto do mapa. É aqui que devemos embarcar, em
- 13:29Incheon. Ataquem sem piedade.
- 13:33Não deveriam aceitar conselhos do medo, incentivou MacArthur.
- 13:36Era uma questão de força de vontade e coragem.
- 13:39E aí tem alguns trechos que eu destaquei aqui, que é assim.
- 13:41Seus superiores revisaram a operação, não ficaram animados.
- 13:46Disseram assim, a operação não é impossível, disse o
- 13:49vice-almirante da Marinha para MacArthur.
- 13:51Mas eu não a recomendo. A fala deveria tê-lo
- 13:55desencorajado, mas na verdade empolgou MacArthur.
- 13:58Por quê? Porque estavam lhe dizendo que
- 14:00havia uma chance. É isso o que não é impossível
- 14:03significa. Quer seja uma chance de um por
- 14:06cento ou de zero vírgula zero zero zero um por cento, tudo que
- 14:09a coragem precisa ouvir é que há uma possibilidade.
- 14:13É difícil? É improvável?
- 14:14Não importa. Na verdade, era por causa da
- 14:16improbabilidade que MacArthur gostava de suas chances.
- 14:20Os norte-coreanos considerariam impossível um desembarque em
- 14:24Incheon, disse. Eu poderia pegá-los
- 14:26desprevenidos. Barreiras altas, mas não
- 14:30intransponíveis, são a oportunidade perfeita para uma
- 14:33vitória inesperada. Engraçado que eu senti um pouco
- 14:38de... Vou trazer outro exemplo aqui.
- 14:43da imersão de São Paulo que eu comentei eu vou mostrando a
- 14:47inteligência comercial por trás do método e aí eu senti numa
- 14:50pergunta assim uma sensação de se isso aqui é genial, mas eu
- 14:55não sei se eu consigo dar conta de fazer E uma discussão que eu
- 15:00tive lá é que... Primeiro é que, na média, se te
- 15:04interessa um assunto... E, porra, vamos lá.
- 15:07Eu tô falando de uma pessoa que ela queimou o sábado dela no
- 15:11final do ano pra ir pra uma imersão, pra conhecer um método
- 15:14de trabalhar com consultoria financeira e ajudar as pessoas e
- 15:16tal. É uma pessoa comprometida.
- 15:19Pra tirar o sábado todo e tá lá e tal.
- 15:21Então, assim... Vou falar agora para quem está
- 15:23nos ouvindo. Você faz coisas difíceis.
- 15:25Você consegue fazer coisas difíceis.
- 15:27E quando você se depara com uma coisa nova.
- 15:31E que parece ser difícil. Dois comentários sobre isso.
- 15:34O primeiro é que normalmente coisas novas.
- 15:36Você não domina. E por não dominar elas parecem
- 15:39mais difíceis mesmo. Como qualquer coisa que você
- 15:41faz. Muito bem hoje.
- 15:43Um dia já apareceram difíceis. E o segundo é que.
- 15:49Se realmente forem difíceis. Esse é o grande moot da vida
- 15:52real, o conceito do moot que o Warren Buffett usa para
- 15:55investimentos, que é a vantagem competitiva.
- 15:58Então, nos tempos medievais, você tinha os castelos, e os
- 16:01castelos que eram mais difíceis de invadir, de acessar, aqueles
- 16:04que tinham um lago ao redor, porque você tinha mais
- 16:07dificuldade de chegar para atacar no próprio castelo, e os
- 16:13arqueiros lá de cima... espantavam quem estava tentando
- 16:17invadir. Então, o molt no mundo dos
- 16:19negócios é essa vantagem competitiva.
- 16:21Então, quando você vê um negócio que tem uma grande oportunidade
- 16:24aqui, mas não é tão facinho assim, ótimo, porque muita gente
- 16:27vai desistir no meio do caminho, mas você não vai, porque você
- 16:30faz coisas difíceis. Então, é um pouco disso aqui,
- 16:34essa forma de pensar, né? Tudo que a pessoa que tem
- 16:40coragem precisa ouvir é que, velho, é difícil pra cacete, mas
- 16:42tem uma chance. E do mesmo jeito que eu tô
- 16:44falando, o lado bom... desse cenário aqui, por exemplo, o
- 16:49universo das consultorias financeiras aqui, tem muita
- 16:52gente que vai desistir. Você vai ficar com muito
- 16:54mercado. E o MacArthur está dizendo isso.
- 16:57O lado bom aqui é que é muito improvável e justamente por ser
- 16:59improvável eu vou pegar os caras desprevenidos.
- 17:01E é o que ele fala aqui. Barreiras altas, mas não
- 17:03intransponíveis, são a oportunidade perfeita para uma
- 17:05vitória inesperada. Nenhum comitê feito na segurança
- 17:08de Washington para apontar a realidade da situação
- 17:11convenceria MacArthur. Ele se lembrara das palavras do
- 17:14pai. Doug...
- 17:15Conselhos de guerra fomentam timidez e derrotismo.
- 17:19O próprio MacArthur estimava que suas chances eram de uma em
- 17:23cinco mil. E aquilo bastava.
- 17:26Quase consigo ouvir o tic-tac do segundo ponteiro do destino,
- 17:28disse. Devemos agir agora ou
- 17:31morreremos. Teremos sucesso em Incheon e
- 17:35isso salvará cem mil vidas. Em quinze de setembro de mil
- 17:39novecentos e cinquenta, a invasão armada teve início.
- 17:43Com somente alguns minutos à disposição, cerca de treze mil
- 17:46fuzileiros navais desembarcaram. Quando MacArthur pisou em terra
- 17:53firme, a primeira coisa que fez foi vomitar.
- 17:56Entretanto, tinha conseguido vencer as probabilidades.
- 18:00A sorte favorece os ousados. Que é o subtítulo do livro.
- 18:06Ele até coloca um asterisco aqui e diz assim, uma nota de rodapé.
- 18:10É importante notar que seis meses depois...
- 18:13MacArthur seria destituído de sua posição porque o sucesso lhe
- 18:18subir a cabeça. Lembre-se, ousadia não é
- 18:22imprudência, não pode ser quando a vida de outras pessoas está em
- 18:25jogo. Quer comentar, Bruno?
- 18:30Eu estou gostando mesmo desse capítulo aqui, porque essa ideia
- 18:34do a sorte foi fora dos ousados, eu gosto quando as
- 18:37probabilidades estão a favor. Eu sei que a intenção dele é
- 18:40também trazer o oposto aqui, mas é uma linha muito tênue aqui
- 18:44entre você ser imprudente e você ser aquele corajoso vitorioso.
- 18:48Sim, sim. E é aquilo que a gente já falou
- 18:52em outros momentos aqui, né? Sobre o silêncio do cemitério e
- 18:57tudo. Isso.
- 18:58Eu gosto mais de quando ele trouxe que a coragem é
- 19:01treinável. Você pode ir treinando pra que
- 19:03no momento que você precisa, você utilizar.
- 19:05Sim. Mas utilizar a coragem dessa
- 19:08maneira aqui, porque pelo menos a história que ele trouxe...
- 19:12Caramba... Retrospectiva da massa Aqui é
- 19:17total, retrospectiva E acho que isso que nos cabe, Brunão Quanto
- 19:23maior vai ficando o repertório maior vai se tornando a tua
- 19:28capacidade crítica e é essa habilidade de olhar e falar
- 19:34porra, isso aqui pra mim não isso aqui pra mim não, isso aqui
- 19:37eu não compro entendi o que o cara quis dizer mas eu não tiro
- 19:42todo o mérito da obra ou do autor por conta de não concordar
- 19:47com tudo, que é super natural mas eu tô junto contigo Vamos
- 19:52lá, vou seguir aqui, tá, Bruno? Pra gente finalizar esse.
- 19:55Onde estaríamos sem pessoas corajosas o bastante para
- 19:57desafiar as probabilidades? Se todo empreendedor, ativista e
- 20:00general dessem ouvidos às previsões, que tipo de mundo
- 20:04seria este? Se todo ecologista se
- 20:06conformasse com os fatos de seu diagnóstico, nenhum paciente
- 20:10seria salvo. Se todo o time que estivesse
- 20:12perdendo nos últimos minutos de partido acreditasse que
- 20:14estivesse derrotado, não haveria nenhuma vitória de virada.
- 20:17Se em mil novecentos e quarenta todos os pilotos da Força Aérea
- 20:20Real tivessem olhado para os números, o risco de um em dez de
- 20:23morrer em cada voo, a Inglaterra teria conseguido desistir?
- 20:25Só um... parentes também sobre isso aqui.
- 20:29Falando agora com os empreendedores que estão nos
- 20:31ouvindo. Tem uma máxima, e eu realmente
- 20:36já vi várias pessoas diferentes falando sobre isso, então eu não
- 20:38sei quem é o autor, mas que é a construção de um negócio não é
- 20:44ordem e progresso. É progresso depois ordem.
- 20:47E você vai ver que é muito comum Quer dizer, eu vou inverter.
- 20:51É muito raro você ver um empreendedor, founder mesmo, o
- 20:55cara que montou um negócio, que é uma pessoa que é o rei do
- 20:59business plan, que é o cara que faz muitas projeções e tal,
- 21:03porque normalmente é aquela pessoa que é mais motor de
- 21:08vendas e tração e o cara entende muito daquilo que ele se propõe
- 21:11a fazer. Porque de fato, muitos negócios,
- 21:15se o cara fosse parar para fazer muita conta antes de começar,
- 21:18ele não começaria, porque as probabilidades muitas vezes
- 21:21jogam contra mesmo. E aí voltando à leitura, só se
- 21:24agíssemos de acordo com nossas certezas e só seguíssemos em
- 21:28frente quando as condições fossem favoráveis, nada de
- 21:32transformador jamais seria feito.
- 21:34As probabilidades têm estado contra tudo que já aconteceu de
- 21:37importante. Isso aqui é uma frase legal.
- 21:40As probabilidades têm estado contra tudo que já aconteceu de
- 21:43importante. Precisamos nos lembrar de que as
- 21:45pesquisas, as estimativas, os modelos estatísticos, tudo isso
- 21:49é estatístico. É estático, perdão.
- 21:52O que não conseguem prever, o que não conseguem explicar é um
- 21:56indivíduo com livre arbítrio, o ser humano que coloca a mão na
- 21:59massa em vez de simplesmente ficar sentado esperando que as
- 22:02coisas aconteçam. É preciso coragem para olhar as
- 22:05chances médias e dizer, não sou mediano.
- 22:08Alguém será a exceção e esse alguém pode ser eu.
- 22:11Isso é coragem. Na verdade, não há coragem sem
- 22:14probabilidades ruins. Sem uma disposição a correr
- 22:16riscos. De perder o emprego, o jogo, o
- 22:19acordo, a vida. Se fosse garantido, seria uma
- 22:22questão de coragem? E se fosse garantido, o prêmio
- 22:27seria menor. Obviamente, né?
- 22:31Na vida pra qualquer coisa. É... um pouco do meu fechamento
- 22:37ali no Man Heroes, não vou replicar aqui, mas é um
- 22:44equilíbrio, essa história do silêncio no cemitério versus a
- 22:48sorte favorece os corajosos, mas assim, se você tem um grau que
- 22:55te incomoda, de insatisfação com o teu status quo, provavelmente
- 23:00vai precisar de risco, alavancagem, etc, ousadia, ou
- 23:07muita dose de paciência. Normalmente é por aí.
- 23:11Caminhando para o final, você precisa se dar conta de que não
- 23:14é mediano. Nunca foi, você é único, sempre
- 23:17teve o que era necessário para superar as expectativas.
- 23:21Se não acredita nisso, talvez deva ser lembrado de que sua
- 23:24própria existência é a coisa menos provável que já aconteceu.
- 23:29Alguns cientistas estimam que as probabilidades de você nascer
- 23:32são de aproximadamente uma em quatrocentos milhões.
- 23:35Mas, na verdade, se trata de uma conta otimista.
- 23:38Considere tudo o que precisou acontecer para que seus pais se
- 23:42conhecessem, para que você sobrevivesse, para que estivesse
- 23:45aqui agora pensando sobre todas as coisas que você pode
- 23:48desempenhar. Você é mais do que um milagre.
- 23:51É um milagre no espectro de milagres improváveis.
- 23:54Mesmo assim, aqui está você. Ou...
- 23:58Eu vejo muita gente fazendo esse negócio de...
- 24:01O simples fato de você ter nascido é um milagre.
- 24:04É um milagre probabilístico. Eu sei que o Gary V, ele gosta
- 24:07de falar muito sobre isso, né? E ele fala, pô, tenha gratidão.
- 24:10E, pô, você é foda porque você...
- 24:11Sendo que eu acho que as pessoas não compram muito esse argumento
- 24:15porque eu não tinha nenhuma consciência que faça com que eu
- 24:20consiga atribuir ao meu eu o mérito de ter vencido a corrida
- 24:26do esperma, entendeu? Ou ao mérito dos meus bisavós
- 24:30terem se encontrado. Ok, entendo que isso é um
- 24:33milagre, mas talvez as pessoas na média não olhem para isso
- 24:38para dizer o seguinte, realmente eu sou fodão. entendeu?
- 24:42Enfim, mas vejo muita gente usar esse argumento aqui, o que você
- 24:45acha? Os meus pais se conheceram, o
- 24:48Brasil quando foi campeão em noventa e quatro da Copa Tetra,
- 24:51os jogadores vieram aqui pra Recife desfilar e tal, e meus
- 24:55pais se conheceram nesse dia aí, foram lá, os dois foram ver e lá
- 24:58se conheceram, enfim, e aí eu nasci.
- 25:00Aí eu fico pensando, né, se Romário não tivesse sido
- 25:03convocado pra Copa. Mas aí é a teia da probabilidade
- 25:08pra qualquer coisa, né? É...
- 25:13Aí volta pro Taleb lá, se Hitler tivesse nascido mulher e tal,
- 25:16enfim. Mas é isso.
- 25:18É isso, é isso, é isso. É...
- 25:22Voltando, voltando, voltando. Me perdi aqui, ó.
- 25:25Você se deixará deter pelo fato...
- 25:27Perfeito. Aí eu vou voltar com o ritmo,
- 25:29tá, turma? Você se deixará deter pelo fato
- 25:31de que o sucesso sem obstáculos é algo raro?
- 25:34Deixará as probabilidades ditarem o que você pode ou não
- 25:36pode fazer? Permitirá que desgastem sua
- 25:39força de vontade e o convençam a não correr riscos?
- 25:43Ou a não fazer absolutamente nada.
- 25:45Essa receita não funciona para a vida, para a grandeza, para a
- 25:48bondade. É claro que você não pode
- 25:50negligenciar perigos só porque são inconvenientes.
- 25:53Especialmente quando outras pessoas dependem de você.
- 25:56Como já foi dito, o empreendedor que sempre aposta as apostas da
- 26:00empresa irá à falência no final. Ele pode se safar para apostar
- 26:05de novo. Mas são os funcionários que
- 26:08sofrem as consequências. Ainda assim, não há como
- 26:12escapar. Às vezes, precisamos ser
- 26:14corajosos o bastante para desafiar as probabilidades.
- 26:17Mas só fazemos isso quando há uma chance real de sucesso.
- 26:21Raramente, quando não temos outra escolha.
- 26:23Pois bem... Não os decepcione, esse aqui é
- 26:26bem pequenininho, então a gente provavelmente vai fechar com
- 26:28chave de ouro aqui. A última palavra de Marco Pórcio
- 26:32Catão enquanto encarava corajosamente a morte no campo
- 26:37de batalha foi o nome do seu pai.
- 26:39As últimas palavras de Pórcia, filha de Catão, quando morreu
- 26:42devido ao seu papel na conspiração contra César?
- 26:46Sou a filha de Catão. O pai deles foram um exemplo,
- 26:49não o decepcionaram, morreriam lutando.
- 26:51Embora poucos de nós sejamos descendentes de uma linhagem tão
- 26:54famosa quanto a dos filhos do determinado e incorruptível
- 26:59Catão, o jovem, ainda somos descendentes de uma tradição
- 27:03longa e ilustre. Indiretamente somos descendentes
- 27:06de Catão e de todos os heróis que já viveram, porque não
- 27:09estaríamos aqui sem eles. Portanto, como poderíamos
- 27:11decepcioná-los? Como escreveu Longfellow, a vida
- 27:14de todo grande homem nos lembra de que podemos tornar nossa vida
- 27:17sublime e ir na despedida deixar nas areias do tempo nossas
- 27:21marcas. Agora, em meio a um período
- 27:24difícil de nossa vida pessoal, profissional e política, podemos
- 27:27encontrar forças nos exemplos do passado.
- 27:29Podemos deixar que grandes feitos e palavras inspiradoras
- 27:32fortaleçam nossa determinação e reforcem nosso comprometimento.
- 27:35Quando a Apple se afastou de suas origens inovadoras e
- 27:38rebeldes como fabricante de computadores, essa foi uma
- 27:41tática que Steve Jobs usou para fazer a empresa recobrar O foco.
- 27:47Disse, lembrar-se de quem são os seus heróis é um jeito de se
- 27:51lembrar de quem você é. Essa é uma boa frase.
- 27:54Talvez para você seja Jesus, recusando-se a fugir e seguindo
- 27:58corajosamente para a cruz. Talvez seja Aldi Murphy, o
- 28:01soldado mais condecorado da história dos Estados Unidos,
- 28:04subindo naquele destruidor de tanques sem chamas e usando a
- 28:07metralhadora calibre ponto cinquenta por mais de uma hora
- 28:10para deter o inimigo. mesmo depois de ser ferido,
- 28:12recusando-se a ceder um centímetro sequer de terreno e
- 28:17defendendo a floresta até a chegada de reforços.
- 28:19Talvez seja Muhammad Ali, arriscando tudo para protestar
- 28:22contra a guerra no Vietnã. Talvez seja Nightingale,
- 28:24enfrentando os pais e as restrições da época em que viveu
- 28:27para instaurar um novo mundo. Harry Burns não queria arruinar
- 28:30sua carreira política porque a mãe viúva dependia dele para
- 28:33sobreviver. Contudo, no fim das contas, a
- 28:36mãe não foi por um empecilho. No fim das contas, a mãe não foi
- 28:40um empecilho, e sim uma inspiração.
- 28:42Ele fez a coisa certa por ela, ainda que houvesse algum risco.
- 28:46E o mesmo deve ser verdade para a nossa família.
- 28:49Nós nos voluntariamos, nos apresentamos, porque queremos
- 28:52deixá-la orgulhosa. Porque não a trairíamos.
- 28:56A maioria de nós, os ancestrais...
- 28:58Isso aqui é uma coisa meio foda, assim, porque...
- 29:03Pra ser feliz, você precisa de uma dose de ego, né?
- 29:06Diego não, Diegoísmo. Então a história da máscara do
- 29:10avião, tem que estar bem para poder fazer bem para o próximo.
- 29:14E falando dessas decisões que dão frio na barriga, que muitas
- 29:18vezes são decisões de investimento, mas não só isso,
- 29:24eu vejo que tem uma linha lógica aqui que as pessoas costumam
- 29:28concordar, que é, não, se você é muito novo e não tem filhos,
- 29:32está mais fácil, mas depois que alguém depende de você, então eu
- 29:35não posso tomar essa decisão que dá frio na barriga, porque as
- 29:40pessoas dependem de mim. E tem que ter cuidado, porque às
- 29:43vezes eu justifico na minha responsabilidade, que por
- 29:49exemplo pode ser um filho, a minha falta de coragem.
- 29:53E isso me dá... um argumento que parece razoável, logo racional,
- 29:58para procrastinação. Quando, na verdade, o que ele
- 30:03está propondo aqui é que se é esta pessoa que me importa,
- 30:10pensando nela e pensando em mim, eu deveria ter comportamentos
- 30:14que farão com que ele ou eles tenham orgulho daquilo que eu
- 30:19fiz e construí. Então...
- 30:24Obviamente bastante profundo, mas eu gostei dessa provocação
- 30:27aqui. Siga na leitura.
- 30:55Foi um homem corajoso, escreveu o pai de Sêneca, na esperança de
- 30:58inspirar os próprios filhos e os filhos dele.
- 31:01Sejam ainda mais corajosos. Imagine que seus ancestrais, de
- 31:04sangue e de coragem, estão de pé aqui, observando e protegendo
- 31:08você. Lembre a si mesmo o que eles
- 31:11fariam neste instante. Você não pode decepcioná-los.
- 31:15Portanto, seja mais corajoso. Agora, aqui, neste momento
- 31:19decisivo. O próximo a gente abre forte
- 31:22aqui com a frase do Viktor Frankl, que eu conheci através
- 31:27do meu amigo doutor Antônio Dantas.
- 31:30E aí depois a gente finaliza a parte do medo, né?
- 31:37Eu acho que a gente vai com tudo aqui, Bruno.
- 31:39Vamos fechar logo, né? Vamos fechar logo, vamos fechar
- 31:41logo. Vamos junto, vamos junto, vamos
- 31:43com coragem aqui, ó. Quando, isso é pro nosso
- 31:46ouvinte, leitor entender, né? O livro, ele tá dividido em três
- 31:49partes, né? Coragem, medo e o heróico.
- 31:53E aqui eu estou segurando a última página, quem está vendo
- 31:56aqui no Spotify. A última página antes de começar
- 31:58a parte três, que é o heróico. Então, vamos nessa.
- 32:03Quando superamos a nós mesmos. A frase do Victor Frankl, a
- 32:07turma chama Victor Frankl, né? O homem é movido por ímpetos,
- 32:12mas é atraído por valores. Se existe certa irracionalidade
- 32:17na coragem, há algo ainda mais difícil de explicar.
- 32:21Autruísmo. Abnegação.
- 32:23Tanto psicólogos evolucionistas quanto biólogos e dramaturgos
- 32:26têm lutado há anos para compreender isso.
- 32:29O historiador T.R. Ferenbach observou que a
- 32:32loucura... Muito engraçado, tem muito nome
- 32:35diferente aqui no livro. A loucura humana é mais fácil de
- 32:39explicar do que a valentia humana.
- 32:42A coragem tem recompensas óbvias.
- 32:44Uma pessoa assume um risco porque ela espera uma
- 32:46gratificação. Algo que os outros temem tentar
- 32:49alcançar. Mas e quanto a sacrificar a si
- 32:52próprio? Ou se sacrificar profundamente
- 32:55por algo? Existe coragem e existe
- 32:58heroísmo. a forma mais elevada de coragem o tipo incorporado
- 33:02naqueles que estão dispostos a dar talvez tudo por outra pessoa
- 33:06certa vez um líder particularmente medroso parou em
- 33:09um cemitério militar e olhou para as sepulturas daqueles que
- 33:11tinham perdido a vida nas guerras pela nação ao longo dos
- 33:14séculos não entendo disse O que eles tinham a ganhar?
- 33:18Quando a maioria das pessoas faz essa pergunta, é com certa
- 33:21humildade e reverência. Um desejo de compreender um
- 33:24fenômeno incrível. Para os vendidos, os covardes e
- 33:28os egoístas, porém, a perplexidade é autêntica.
- 33:32Por que alguém daria a própria vida por outras pessoas?
- 33:34Que tipo de acordo é esse? A lógica da autopreservação é
- 33:39forte, especialmente para aqueles de nós com tendências
- 33:42pragmáticas. É preciso ser mais forte para
- 33:46deixá-la de lado. Um estranho paradoxo.
- 33:49Aqueles sem um forte senso de interesse próprio não são
- 33:52propensos a serem corajosos. aqueles sem um forte senso de
- 33:58interesse próprio não são propensos a serem corajosos.
- 34:01Mas a forma mais elevada de coragem exige um tipo de
- 34:04abnegação, que é, em alguns casos, suicida.
- 34:09Como isso funciona? Talvez não possa ser explicado
- 34:11em palavras. Talvez esteja além dos limites
- 34:14da compreensão de quem não está vivendo o momento na pele.
- 34:17Como as façanhas da força física sobre-humana em que mães
- 34:23levantam carros de cima de crianças pequenas.
- 34:26Contudo, sabemos quanto isso é essencial para nossa
- 34:30sobrevivência como espécie, ainda mais se somos pessoas
- 34:32boas. Há uma razão para que nossas
- 34:35maiores obras de arte os celebrem. para que os nomes
- 34:40desses heróis continuem vivos por séculos depois de seus
- 34:42feitos. A coragem é bastante rara, mas o
- 34:45heroísmo é mais ainda. Trata-se de uma forma de coragem
- 34:48tão poderosa que temos dificuldade de encará-la
- 34:51diretamente. Você a percebe em todos os
- 34:53discursos de entrega de medalha de honra e na entrevista com um
- 34:56herói que acaba de saltar na frente de um trem para salvar
- 34:59alguém. Só fiz o que qualquer um teria
- 35:02feito. Se fosse mesmo verdade, não
- 35:04daríamos tanta importância. O verdadeiro heroísmo nos
- 35:08envergonha. É uma lição de humildade.
- 35:11Ele nos toca de forma irracional, pois veio de algo
- 35:14irracional. É por esse motivo que o
- 35:17idolatramos tanto. Quando ele está dizendo que o
- 35:20verdadeiro heroísmo nos envergonha, é eu não corajoso,
- 35:26vejo um ato de heroísmo e digo, putz, eu sou...
- 35:30Ninguém, né? O cara fez tudo isso aqui, fez
- 35:33pelo outro e eu aqui com todas as minhas travas.
- 35:37Então, um pouco nessa linha aqui.
- 35:39E pra fechar, é óbvio, porque a taxa de sobrevivência dos que
- 35:43conseguem exercer essa grandeza não é alta.
- 35:45No entanto, também é a beleza disso.
- 35:48Em alguns casos, essas pessoas morreram para que pudéssemos
- 35:51viver. Falhamos com elas e falhamos
- 35:53conosco se não nos esforçarmos para entender o significado do
- 35:59que fizeram. E aí, com esse gancho, ele abre
- 36:01aqui para a parte três, última parte do livro, que ele fala do
- 36:05heroico, do heroísmo. Brunão, temos um episódio aqui,
- 36:11o que é que você seleciona aí de comentário, de frase do episódio
- 36:14pra gente? Super episódio, super episódio,
- 36:15esse último aqui chamado Quando Superamos a Nós Mesmos, episódio
- 36:19muito bom, antes disso a gente passou pelo capítulo Não os
- 36:22Decepcione, quando o doutor traz ali a sugestão de você lembrar
- 36:27quem é o seu herói ou quem são esses heróis, A gente passou
- 36:32também pelo capítulo chamado Você pode vencer as
- 36:34probabilidades. Nesse capítulo a gente fez
- 36:36algumas críticas, mas um capítulo muito legal também.
- 36:38E o primeiro foi Faça seu trabalho.
- 36:42E aí eu gostei muito de alguns trechos aqui desse capítulo, o
- 36:46primeiro que a gente leu aqui. Quando o autor fala, por
- 36:48exemplo, sobre a procrastinação, ela traz depois juros, né?
- 36:54A conta chega com juros quando a gente vai procrastinando alguma
- 36:57coisa, alguma decisão. Isso é muito bom.
- 37:00Outra coisa muito legal também, que eu acho que essa frase aqui,
- 37:03eu vou selecionar como uma frase do episódio, é tudo torna
- 37:06possível quando as pessoas fazem seu trabalho.
- 37:09Eu gosto dessa ideia aqui. Mais até do que o capítulo
- 37:14seguinte, quando ele fala sobre probabilidades e tal, então eu
- 37:17vou ficar com essa aqui. Então, lê de novo aí.
- 37:20Tudo se torna possível quando as pessoas fazem seu trabalho.
- 37:24Maravilha. Então, o que você reflita sobre
- 37:26isso? Espero que você tenha
- 37:27aproveitado o episódio. Se chegou até aqui, muito
- 37:29obrigado pelo seu tempo, muito obrigado pela companhia.
- 37:32Episódio entregue e a gente se encontra no próximo episódio
- 37:34aqui do Clube do Livro, começando agora a parte número
- 37:36três, terceira e última parte, falando sobre heroísmo, que
- 37:40segundo o autor, é um estágio de coragem acima da própria
- 37:44coragem. O suprassumo da coragem.
- 37:46Vamos entender como é que isso funciona lá.
- 37:47E antes de ir embora, se você curte o Clube do Livro, o que é
- 37:50que tem que fazer, Bruno? Compartilhar, compartilhar.
- 37:54compartilha aí o episódio, você vai ajudar bastante o episódio e
- 37:57vai ajudar alguém que também vai ter acesso a esse conteúdo de
- 37:59qualidade. Um abraço e até a próxima!