Latest / Na Mesa com Well / Frida Vingren — A História Além do Silêncio | Apagamento Institucional
Transcript
- 0:00Bem-vindo ao na mesa com well o espaço para quem busca
- 0:03profundidade e historicidade de forma acessível na correria do
- 0:07dia a dia. Este dossiê faz parte da série
- 0:09apagamento institucional, investigando como a memória
- 0:13eclesial lida com figuras fundamentais cujas biografias
- 0:16desafiam a narrativa oficial. Olhamos para o passado com
- 0:20reverência, mas sem romantização.
- 0:23No episódio de hoje, abrimos o dossiê Frida, vingre a história,
- 0:26além do silêncio. Investigando a imigração da
- 0:29Suécia, a liderança pastoral no Rio de Janeiro, o jornalismo, os
- 0:33conflitos teológicos na convenção de 1930 e a tragédia
- 0:37de seu confinamento final. Ajuste o fone na sua correria e
- 0:41prepare. Se para encarar os documentos,
- 0:42as cartas e a verdade histórica, vamos juntos e para dar a
- 0:48largada. Hoje vamos desempacotar isso
- 0:49imaginando o seguinte cenário, pensa que é como ser arquiteta
- 0:54principal de um arranha céu imenso?
- 0:58A pessoa calculou as vigas, sabe?
- 1:00Misturou o cimento, desenhou toda a planta, mas aí, décadas
- 1:04depois. Ela é trancada no porão desse
- 1:07mesmo prédio. Exato, trancada no porão
- 1:10enquanto sei lá, os manuais de arquitetura contam para todo
- 1:13mundo que ela nunca passou de uma mera assistente, que só
- 1:17servia café para os construtores.
- 1:19Tem uma imagem forte. E o contraste chocante que os
- 1:22documentos primários mostram sobre a ferida hoje.
- 1:24É exatamente esse, e olha Ed cair o queixo.
- 1:28Como que a principal redatora e teóloga da imprensa pentecostal
- 1:31nos anos 20 termina seus dias num sanatório sueco?
- 1:35É e é por isso que a gente precisa estabelecer o objetivo
- 1:38do nosso mergulho nos documentos de hoje logo de cara, né?
- 1:40E com certeza. A nossa missão é analisar a
- 1:43trajetória documental da Frida Maria stranberg weng, mas com
- 1:47muito rigor, o que significa que a gente não vai cometer aquele
- 1:50anacronismo. De dizer que ela afundou a
- 1:52assembleia de Deus em 1911? É, a matemática não deixa, né?
- 1:55Exatamente. A matemática simples dos
- 1:57registros de imigração mostra que ela só chegou no Brasil em
- 2:001917, certo? Então não vamos tratá la como
- 2:03uma mártir infalível. E a gente definitivamente não
- 2:05vai validar mitos médicos baseados em boatos.
- 2:08Nossa base aqui são estritamente os prontuários psiquiátricos
- 2:11suecos, que foram revelados recentemente.
- 2:15Nossa, e essa base documental é muito vital, né?
- 2:17Porque ela destrói aquela imagem meio bidimensional da esposa do
- 2:22pioneiro. Faz completamente.
- 2:24Então vamos voltar um pouco a fita aqui.
- 2:26Quem era a Frida antes de sequer colocar os pés no Brasil?
- 2:30Porque, lendo as versões oficiais, a impressão que dá é
- 2:32que ela veio a tirar colo do marido.
- 2:34Mas os registros lá de 1891 em diante, mostram um currículo
- 2:37que. Que daria inveja em muito líder
- 2:41masculino da época. Pois é.
- 2:43Ela tinha enfermagem, teologia, como era isso então?
- 2:47O preparo acadêmico dela é, assim, o primeiro grande Pilar
- 2:51de toda essa história. Ela era formada em enfermagem e
- 2:54também passou pelo instituto bíblico sueco e estudou em
- 2:57gotabron. E a gente tem que entender o
- 2:59peso de gotabron naquele contexto.
- 3:01Sabe, era algo de excelência, né?
- 3:02Muito. Era um centro de treinamento
- 3:04teológico robusto na Suécia. Ensinava exegese e hermenêutica
- 3:08pesada. Caramba, É Ela não era só uma
- 3:10leiga muito empolgada. Ela lia a bíblia com lentes
- 3:13acadêmicas. E é por causa dessa bagagem que,
- 3:16em maio de 1917, a igreja Filadélfia de Estocolmo tomou
- 3:19uma decisão crucial, eles a enviam de forma completamente
- 3:22autônoma. Ela não foi como acompanhante,
- 3:26então? De jeito nenhum Ela Foi
- 3:27comissionada como uma biebel quevina.
- 3:30Biebel quevina é. Essa palavra é a chave de tudo,
- 3:34né? Para quem está acompanhando, a
- 3:35gente vai lhe explicar que isso não era só alguém que carregava
- 3:37a bíblia debaixo do braço no contexto lá da escandinávia, era
- 3:41um título institucional oficial, certo?
- 3:43Exato, era a mulher da bíblia. Uma missionária e professora que
- 3:47tinha delegação para ensinar, pregar e estabelecer doutrina.
- 3:51Muda toda a perspectiva da viagem dela.
- 3:53Demais. E quando ela embarca, ela
- 3:57atravessa o oceano sozinha. Tem um desencontro burocrático
- 4:01lá em Nova Iorque com o guna vingren.
- 4:03O passaporte dele dá problema e o que ela faz?
- 4:06Ela segue viagem. Segue sozinha?
- 4:08Ela desembarca em Belém do Pará em julho de 1917.
- 4:11Absolutamente só e comissionada, isso meses antes do casamento.
- 4:17Meses antes e em Belém, que é essa teoria toda que ela
- 4:21aprendeu lá na Suécia vira prática e numa escala que é
- 4:24francamente assustadora. Muito intensa, né, é?
- 4:27Eu fico olhando para o volume de coisas que ela fez naqueles
- 4:30primeiros anos. E a melhor analogia que me vem à
- 4:33mente é uma mistura de ONG de uma mulher só com uma usina
- 4:38teológica. Perfeito é bem por aí, porque,
- 4:40tipo. Ela vai trabalhar com
- 4:42hansenianos leprosos, né? Numa época em que o risco
- 4:47biológico e o estigma social eram gigantescos?
- 4:49Gigantescos e sem equipamento de proteção Moderna.
- 4:52Sim, e ao mesmo tempo, ela Funda a primeira escola dominical
- 4:57prisional, dando aula para 200 jovens encarcerados.
- 5:00Mas. Me tira uma dúvida aqui
- 5:02levantando uma reflexão. Diga.
- 5:04Essa liderança toda dela pregando, editando o jornal, boa
- 5:09semente. Isso foi um plano intencional de
- 5:12ruptura de gênero da época, uma atitude tipo deliberada para
- 5:16quebrar as regras? Ou foi apenas uma necessidade
- 5:19logística, já que a gente sabe que o Hugo nar adoecia muito com
- 5:22malária? Ah, o que é fascinante aqui é
- 5:25que a necessidade abriu a porta. Mas a capacidade excepcional da
- 5:29ferida ocupou o espaço, sabe? Faz sentido?
- 5:32É muito perigoso a gente projetar as pautas de hoje.
- 5:35Nas pessoas de um século atrás, a motivação era bem pragmática,
- 5:39o gunner pegava a malária e ficava as semanas frustrado com
- 5:42febres altíssimas. E a liderança no norte ficava
- 5:45acéfala. Exatamente.
- 5:47O trabalho não podia parar. Aí o preparo de gutebro entrou
- 5:51em cena. Ela assumiu os cultos, tocou a
- 5:54edição do jornal boa semente. Ela não só tapava buraco, ela
- 5:58expandia a coisa. Nossa.
- 6:00Pra se ter uma ideia, ela traduziu e compôs cerca de 23
- 6:03hinos da Harpa Cristã, 23. É quase ODNA musical do
- 6:08movimento, né? Milhões de pessoas cantando as
- 6:10palavras que ela escolheu e adaptou.
- 6:12Perfeito, ela ditava o ritmo litúrgico.
- 6:15Tá, e essa competência vai gerar influência natural, e a gente
- 6:18sabe que influência gera atrito. Inevitavelmente.
- 6:22Então a família se muda para o Rio de Janeiro em 1924, certo?
- 6:26E no Rio ela não pisa no freio, ela prega em praça pública e, em
- 6:301929, vira peça chave na fundação do jornal o som alegre,
- 6:32além de escrever para revista lições bíblicas.
- 6:37Que era o currículo nacional do ensino deles.
- 6:39Aqui é que a coisa fica realmente interessante, porque a
- 6:43mesma imprensa que ela ajudou a construir, que ela praticamente
- 6:47desenhou, vai acabar sendo o palco da limitação dela.
- 6:50Como isso acontece? O tal do Samuel nistron entra na
- 6:53história aí. Exato.
- 6:55O choque teológico e político com o pastor Samuel mystron é o
- 6:59ponto de virada. O mystron vinha de uma vertente
- 7:02Batista sueca super rígida. Bem mais formal, né?
- 7:05Isso ele queria institucionalizar a igreja, a
- 7:08fase mais carismática, mais solta do começo, onde as
- 7:12mulheres lideravam pela pura urgência da obra.
- 7:14Tava incomodando ele e aí Pra Ele.
- 7:18Uma igreja oficializada não podia ter uma mulher ditando
- 7:21doutrina pra homens. Mas pera aí, deixa eu tentar
- 7:24entender a lógica dele. Se ela tava fundando os jornais,
- 7:28compondo música e ajudando o movimento a crescer tanto,
- 7:31porque ele IA comprar essa briga?
- 7:33Oo trabalho dela não beneficiava a instituição.
- 7:36Beneficiava o número de membros, claro.
- 7:38Mas ameaçava o controle estrutural.
- 7:41A ferida tinha uma base teológica muitas vezes superior
- 7:44a de vários pastores da época. Ela argumentava de igual para
- 7:47igual. Ela não era fácil de calar.
- 7:49Não era? E o nystrom percebeu que não
- 7:52dava para simplesmente mandar ela ficar quieta.
- 7:54Ele precisava de uma manobra política.
- 7:57Então ele usou correspondências, cartas para articular uma rede
- 8:00inteira de pastores lá do norte, do nordeste, de São Paulo.
- 8:04Fez um lobby contra ela. Um lobby pesadíssimo contra o
- 8:07Ministério feminino e isso tudo culminou na famosa convenção de
- 8:11Natal em 1900 e. 30 a. De 1930.
- 8:14Esse momento é tenso porque eles convocam essa convenção e, sob a
- 8:18justificativa de organizar as coisas, eles unificam a
- 8:22imprensa, cria um jornal mensageiro da paz e, na prática,
- 8:26extinguem os espaços editoriais onde ela brilhava.
- 8:29Mas ela tava lá nessa reunião, não tava?
- 8:31Tava Ela Foi a única mulher a debater naquela assembleia.
- 8:35Nossa, imagina uma cena, uma mulher sozinha contra uma
- 8:39bancada inteira de líderes e o que ela argumentou?
- 8:42Ela Foi brilhante. Ela usou a própria teologia
- 8:45deles para se defender, citou o profeta Joel e o livro de atos
- 8:49defendendo o Ministério feminino com bases puramente bíblicas,
- 8:53mostrando que o derramar do espírito sobre filhos e filhas
- 8:57dava a ela essa autoridade de ensino.
- 8:59E ela bateu de frente usando a própria regra do jogo deles.
- 9:02Mas infelizmente a discordância teológica escalou, né?
- 9:05Porque a gente sabe que quando a teologia não dá conta de calar
- 9:09alguém num ambiente político, a corda arrebenta para o lado da
- 9:11moral. O que aconteceu em 1931, a.
- 9:15Queda institucional, de fato, porque o argumento teológico
- 9:18dela era inquebrável, então a discórdia doutrinária virou um
- 9:22ataque de ordem moral. Surgiu uma acusação, um boato
- 9:26fortíssimo de que ela estaria envolvida em um adultério.
- 9:29Sem nenhuma prova. Zero provas.
- 9:32Nunca houve qualquer indício real.
- 9:34Foi uma ferramenta puramente política.
- 9:36Mas o estrago de um boato desses na década de 30.
- 9:39É fatal. É fatal.
- 9:41Destrói a pessoa. E isso serviu de desculpa para
- 9:43retirar ela de vez de qualquer função de vez.
- 9:46Ela Foi removida da edição do jornal e proibida de atuar nas
- 9:50suas funções de liderança. E aí a narrativa transita dessa
- 9:53morte institucional para o aprisionamento físico de fato.
- 9:57É o cerco vai fechando de um jeito sufocante.
- 10:00A família volta para Suécia em 1932.
- 10:01Em 33, o gunner, que já estava bem doente, morre.
- 10:07O que deixa ela viúva? E numa posição ainda mais
- 10:10vulnerável. Totalmente isolada.
- 10:12Mas mesmo assim, o fogo missionário dela não apaga, né?
- 10:15Em 1935, ela tenta voltar para o Brasil, fazendo uma rota por
- 10:18Portugal. E aí acontece o episódio mais
- 10:21brutal dessa história toda. Sem dúvida que ela estava na
- 10:25estação de trem em Estocolmo. Já de malas prontas.
- 10:28Né? Preparada para a viagem?
- 10:30E a liderança da igreja que não queria que ela voltasse para o
- 10:33campo missionário, de jeito nenhum.
- 10:35Articula com as autoridades estatais.
- 10:37Ela é interceptada ali mesmo na estação gente, é contida a força
- 10:42colocada em uma camisa de força e internada no asilo
- 10:46psiquiátrico e, na sequência, a igreja sueca e os líderes
- 10:50retiram a guarda dos filhos dela.
- 10:52É um pesadelo. Imagina a pessoa sendo jogada no
- 10:55manicômio e perdendo os filhos só porque queria trabalhar?
- 10:59E o diagnóstico oficial, que se espalhou por muito tempo para
- 11:02justificar esse absurdo, era, de forma bem conveniente, a
- 11:05loucura. A tal da esposa do pioneiro que
- 11:09enlouqueceu. Era a narrativa perfeita para
- 11:11eles. Mas a gente prometeu no começo
- 11:13que IA olhar para os documentos, então o que a medicina realmente
- 11:17dizia sobre ela naqueles laudos? É.
- 11:20Foi graças a investigação maravilhosa da jornalista sueca
- 11:23kadian orwell que foi lá cavar esses prontuários médicos, que a
- 11:27verdade veio à tona. Os psiquiatras originais
- 11:30registraram com todas as letras. Não havia Psicose.
- 11:34Não tinha Psicose. Nenhuma, nenhuma.
- 11:36O tal diagnóstico que usaram pra trancar a ferida lá, na verdade,
- 11:40descrevia sintomas de irritabilidade e.
- 11:43Teimosia quer? Dizer uma mulher que debate de
- 11:47igual para igual, que se impõe e defende sua posição, é
- 11:51patologizada como teimosa e presa numa camisa de força.
- 11:55Exato. É o machismo transformado em
- 11:58laudo médico. Mas espera, tinha algo físico
- 12:01destruindo a saúde dela também, né?
- 12:03Não era mental, mas era físico. Sim.
- 12:05E isso é trágico, porque a falta de tratamento adequado cobrou um
- 12:09preço altíssimo fisicamente. Ela sofria de um
- 12:13hipertireoidismo grave, a chamada doença de graves, e
- 12:17também de um bócio severo que ficou sem tratamento.
- 12:20A doença de graves explica muito porque ela acelera o metabolismo
- 12:24de um jeito bizarro da taquicardia, tremores e tem
- 12:28aquele detalhe dos olhos também, né?
- 12:29Os olhos saltados se você pegar as últimas fotos da Frida, o
- 12:33esoftalmo é muito evidente. E junta isso tudo, uma mulher
- 12:37magérrima, tremendo, coração disparado, falando talvez de
- 12:42forma agitada, porque o corpo está em colapso endócrino.
- 12:45Para um grupo de pastores querendo se livrar dela, era a
- 12:48imagem visual perfeita da tal histeria.
- 12:51Com certeza eles usaram os sintomas de uma glândula doente
- 12:55para validar o banimento dela e, nos últimos meses, para piorar,
- 12:59o quadro evoluiu para o que seria um câncer ou uma úlcera
- 13:02gástrica terrível. Ela morre em 30/09/1940.
- 13:07Aos 49 anos, só. 49 anos, pesando pouco mais de 23 kg,
- 13:12confinada num quarto de sanatório. 23 kg?
- 13:16Nossa, é, é. É muito difícil até de processar
- 13:19isso. O nível de abandono e o que vem
- 13:22depois da morte dela é quase tão cruel quanto o sanatório, que é
- 13:26a máquina do esquecimento operando.
- 13:28Ah, se conectarmos isso ao quadro geral da história da
- 13:31denominação. A gente entende perfeitamente
- 13:33como a historiografia oficial selecionou essa memória.
- 13:36É uma higienização, né? Literalmente, a memória
- 13:39comemorativa passou a exaltar figuras masculinas como o Gu
- 13:43narwhingren e o Daniel Berg, que perecem, sim, reconhecimento
- 13:46pelo pioneirismo, claro. Com certeza não se trata de
- 13:49apagar os caras, não. De forma alguma.
- 13:52Mas ao mesmo tempo, reduziram a mulher que estruturava toda a
- 13:56teologia escrita deles a uma mera sombra silenciada.
- 13:59Eles ficaram com os hinos dela. Com a doutrina que ela ajudou a
- 14:02formatar, mas apagaram o nome e a voz.
- 14:06Pois é. E olha, resgatar essas cartas,
- 14:09abrir esses prontuários. Hoje, o que isso faz não é
- 14:12transformar a Frida wingrem numa deusa infalível, sabe?
- 14:15Ela era humana, tinha seus defeitos, enfrentou suas
- 14:18complexidades. Mas o que a documentação faz é
- 14:21devolver a ela o protagonismo e a humanidade.
- 14:24Ela Foi uma líder real, uma teóloga fundamental.
- 14:27E o pensamento crítico exige exatamente isso da gente.
- 14:31Exige olhar para as lacunas da história oficial para entender
- 14:34quem detém a caneta. O silêncio, muitas vezes, é a
- 14:37parte mais barulhenta de uma biografia.
- 14:40Nossa, concordo 100% porque vê história Como Ela É, com toda
- 14:44sua sujeira institucional, não diminui o valor da fé, mas prova
- 14:48que ela resiste aos erros humanos.
- 14:50E para quem tá com a gente acompanhando até aqui, fica uma
- 14:53reflexão final que a gente precisa encarar de frente.
- 14:56Uma reflexão necessária. Quando as instituições
- 14:59religiosas optam por silenciar o protagonismo e as dores daquelas
- 15:03que ajudaram a construir suas bases, estamos preservando a
- 15:06pureza da fé ou sacrificando a verdade no altar da
- 15:10conveniência? Este foi o episódio
- 15:12investigativo sobre Frida wingren na série apagamento
- 15:16institucional, a história que serve a Cristo não precisa
- 15:19esconder o que é desconfortável, precisa apenas ser verdadeira na
- 15:22mesa com o el profundidade e historicidade no seu corre
- 15:26diário.