Latest / SuinoCast · by PPGVET / O PCV2 NA ERA DAS VACINAS - Dalvan Veit | Ep. 342
Transcript
- 0:00Eu tenho meu animal está vacinado, bem vacinado, com uma
- 0:03boa vacina. Mas não é por culpa da vacina, o
- 0:07deficiência da vacina, mas sim por uma capacidade do vírus ter
- 0:11essas mutações. Ele consegue se escapar, ele
- 0:14consegue passar desapercebido por pela imunidade, pela
- 0:17resposta imune que essa vacina gerou no sino, né?
- 0:30O swinocast só é possível através do apoio de empresas
- 0:33inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:36suinocultura brasileira. Zoetes líder global em saúde
- 0:40animal novos, líder em soluções de nutrição inteligente para o
- 0:46crescimento dos negócios na produção de proteína animal
- 0:51novoneses, transformando o mundo através da biologia.
- 0:57DSM firmenich moldando o futuro dos cuidados com suínos cerva
- 1:03sempre com você. Além da saúde animal, autec
- 1:09soluções nutricionais eficientes e sustentáveis para fortalecer a
- 1:13suinocultura. PAC smart transformação digital
- 1:17para o campo polinutri nutrição animal.
- 1:23Juntos vamos mais longe. Olá, tudo bom?
- 1:27Você está no suinocast, aquele podcast que traz um Monte de
- 1:30informações super relevantes para suinocultura, de uma forma
- 1:34leve, às vezes até divertida. Para quem não me conhece, eu sou
- 1:37a Letícia Ruiz, professora aqui na USP de Pirassununga, e hoje
- 1:41vamos conversar novamente sobre um tema super importante da
- 1:44suinocultura, que é o circo vírus suíno tipo 2.
- 1:47Mas antes da gente entrar nesse tema, deixa eu apresentar o
- 1:49nosso convidado. Estamos aqui hoje com o médico
- 1:51veterinário. Dalvan Carlos leite ele é médico
- 1:55veterinário formado pela Universidade Federal de Santa
- 1:58Maria, TMBA pela fundação Getúlio Vargas e atualmente é
- 2:02gerente de serviços técnicos da zoetes.
- 2:05E aí, Dalvan, tudo bom com você? Olá Letícia, olá a todos que
- 2:10estão nos acompanhando aqui no ensino cast prazerzaço poder
- 2:13estar aqui participando com vocês.
- 2:15Plataforma muito bacana que tem trazido e tanto conhecimento e
- 2:19diversão, né? Eu costumo dizer que nos nossos
- 2:22momentos de viagem de carro, é muito divertido aproveitar os
- 2:26conteúdos do Cine no Cash. Obrigado pela oportunidade.
- 2:30Nossa, a gente que agradece. Você está aqui hoje com a gente
- 2:33e me conta um pouquinho da tua trajetória, Dalvan, como que
- 2:35você chegou aí? Onde você está hoje?
- 2:38Então, profe, tem todos. Geralmente tem uma caminhada,
- 2:42né? Pra gente conseguir chegar até
- 2:43no ponto, que é que estamos? Hoje existe uma caminhada.
- 2:47Eu tenho muito orgulho, gosto de falar.
- 2:49Tenho muito orgulho de falar que antes de ser médico veterinário,
- 2:53antes de decidir por seguir a especialização, né?
- 2:55Da sinocultura, eu sou filho de sinocultor.
- 2:59Meu primeiro incentivo para buscar o fantástico mundo da
- 3:02sinicultura foi a atividade fim do do meu pai.
- 3:06Meu pai era sinicultor, é meu primeiro emprego.
- 3:08Foi dentro de uma maternidade de grande e a partir dali
- 3:12desencadeou todo esse esse amor, essa paixão pela sinicultura.
- 3:16Busquei a medicina veterinária. Minha primeira experiência
- 3:19profissional foi atuando em na produção de suínos também.
- 3:23Foi uma passagem muito bacana pela agroindústria, foi uma
- 3:26escola fantástica. E depois tive a oportunidade de
- 3:30entrar nas lets, iniciei na função em outras funções aqui
- 3:34dentro da empresa, acendi ir pro time técnico, como assistente
- 3:37técnico. E hoje eu tenho o prazer aí de
- 3:40comandar uma equipe fantástica de especialistas técnicos em
- 3:43ensino, cultura, que atuam aí no suporte pros clientes, pros
- 3:47produtores aqui no Brasil. Nossa, maravilhoso, realmente
- 3:51uma trajetória, né? Um caminho.
- 3:54Que o pessoal às vezes quer trilhar e acha que é fácil, mas
- 3:57não é, né? A gente tem que dar os nossos
- 3:59pulos e tem que ser bom ao que está fazendo.
- 4:01Parabéns aí pela sua trajetória, mas a gente vai conversar hoje
- 4:04de circo vírus suíno tipo 2, então é um tema que assim já tem
- 4:08vários episódios aqui no suinocast falando sobre circo
- 4:11vírus. E eu queria te perguntar, né?
- 4:13O circo vírus é ainda um realmente um problema na
- 4:16suinocultura, o que já apareceu lá no fim da década de 90 aqui
- 4:20no Brasil, no começo lá dos anos 2000.
- 4:23Mas assim já se passaram aí 2530 anos nessa história, como que
- 4:26está o cenário? E olha só, Letícia, veja que que
- 4:31bichinho danado esse tal do circo vírus fino tipo 2, né?
- 4:34Realmente ele não é um vírus novo na nossa produção, em
- 4:38especial que na produção dos destinos no Brasil.
- 4:41Já tem muitos anos que ele, que ele atua aqui, que ele desafia o
- 4:45nosso, os nossos plantéis, né? Lá no passado, em especial com o
- 4:50advindo das primeiras vacinas comerciais.
- 4:52A gente conseguiu, sim, ter um nível de controle muito
- 4:55eficiente, né? Mas hoje, mesmo passado tantos
- 5:00anos já com vacinas e boas vacinas disponíveis no mercado,
- 5:04a gente observa que o circo virtuíno ele segue desafiando a
- 5:08nossa produção, né? Ele segue tanto em níveis, na
- 5:11grande maioria em níveis subclínicos, mas também com o
- 5:15que a gente identifica como escapes imunológicos e causando
- 5:19a própria doença clínica. E algo muito bacana, Letícia,
- 5:24que tem se buscado bastante, é entender o papel do circo vírus
- 5:28suíno nos problemas relacionados a perdas ao abate, condenas no
- 5:33geral por causas respiratórias e onde a incidência a prevalência
- 5:38do circo vírus, ela está muito elevada, então, eSIM, hoje o
- 5:43circo vírus, ele ele segue sendo um problema para nossa produção,
- 5:47um desafio. Na sua inocultura Moderna,
- 5:51excelência é construída nos detalhes e quando o desafio é
- 5:55sanidade, a zoetes lidera com inovação, com um portfólio
- 5:58completo de soluções para todas as fases da produção.
- 6:02Oferecemos proteção, desempenho e rentabilidade, zoetes
- 6:06confiança e tecnologia para o futuro da sua inocultura.
- 6:13É, o pessoal às vezes se esquece, né?
- 6:15Pensa assim que Oo agente etiológico ele vai dar aquele
- 6:18quadro altamente específico e esquece que esse estafadinho
- 6:22desse circo vírus tipo 2, aí ele, além de, claro, poder
- 6:26causar quadros clínicos, ele ainda ele causa uma
- 6:29imunossupressão no animal, né? Facilitando que os outros
- 6:32agentes etiológicos que estão ali naquele hospedeiro possam se
- 6:36manifestar e às vezes manifestar quadros um pouco mais
- 6:39complicados, que levam a prejuízos lá no abate.
- 6:42Então, o que o suinocultor precisa estar atento é que às
- 6:44vezes ele não está vendo o circo vírus lá dentro da Granja de
- 6:48forma clara. Ele vai ver reflexos disso lá no
- 6:50final, né? Lá no abatedouro é realmente
- 6:53complicado. Exato, EE tanto essa capacidade
- 6:57do suino causar imunossupressão, né?
- 6:59Olhando agora pra cajuística sub clínica e é algo que no geral
- 7:03passa desapercebido pelo produtor na Granja pra que você
- 7:06não vê sinais clínicos? Mas você tem sim.
- 7:10A constante multiplicação desse vírus no organismo do animal
- 7:14causa uma imunossupressão que favorece o quadro de outros
- 7:18patógenos, né? E também a gente tem que lembrar
- 7:21que causa essa, essa essa viremia subclínica.
- 7:25Ela causa uma constante ativação do sistema imunológico, sistema
- 7:29imunológico tem dificuldade em debelar a infecção e essa
- 7:32constante ativação acaba causando também perdas em
- 7:36performance. O sistema imune demanda energia
- 7:39do animal para ser ativado e combater esse vírus, né?
- 7:43Então, essa energia que o sistema imune acaba é
- 7:45demandando. Ela deixa de ser uma energia
- 7:47canalizada para produção, para produção de peso, de carne, de
- 7:51de musculatura, né? E isso impacta diretamente na
- 7:54performance do animal também. Sim, eu aprendi recentemente lá
- 7:58com a com a professora Ana Paula peconique, que tem um episódio
- 8:01gravado aqui também no swinocast.
- 8:03Ela é uma imunologista show que entende muito dessa parte na
- 8:06suinicultura. E ela estava explicando que AOA
- 8:09resposta imunológica ela é altamente catabólica, né?
- 8:12Ela demanda muita energia do hospedeiro para conseguir
- 8:17produzir uma resposta adequada. E quando eu parei para pensar,
- 8:20eu falei, gente, mas é óbvio que a resposta imunológica ela é
- 8:23baseada, né? Em células que vão se
- 8:25multiplicar para conseguir debelar uma infecção e produção
- 8:29de anticorpos que basicamente são proteína.
- 8:32Então, se você está gastando, é energia EEE, material para fazer
- 8:37células e proteínas de defesa. Não está fazendo músculo, você
- 8:41não está crescendo esse animal. Então é óbvio que esse animal
- 8:44vai ter um atraso no crescimento.
- 8:46O sistema imunológico está vencendo a briga.
- 8:48O animal não está manifestando sinal clínico, mas a que preço,
- 8:51né? A que gasto?
- 8:53Energético EE metabólico é impressionante mesmo.
- 8:57Exato, e aí você tinha? Falado agora há pouco do que
- 9:00esse vírus, ele ele é. Tem mecanismos de escapar dessa
- 9:04resposta imunológica. Quais são os mecanismos que o
- 9:07vírus usa? É, esse é OAO objetivo do vírus,
- 9:11Letícia, é se perpetuar no ambiente, né?
- 9:14E é bacana que isso tem muito a ver com AA história do advindo
- 9:18das primeiras vacinas para o circo.
- 9:20Vírus aqui no Brasil também, né? Que justamente quando os animais
- 9:24passaram a ser vacinados com as primeiras vacinas e boas vacinas
- 9:29no geral, todas eram a partir da composição de higiênica DPCV2 a
- 9:33isso também estimulou o vírus a ele tentar se evadir essa
- 9:37resposta imune. O vírus começou a ser
- 9:38controlado, né? E o vírus?
- 9:40Ele tem mecanismos de mutações, mas algumas mutações específicas
- 9:45que acabam alterando aquelas porções do vírus, que são
- 9:49aquelas porções que as células imune reconhecem.
- 9:52E acabam combatendo o vírus. Então, a partir do momento que
- 9:54ele altera especificamente essas porções, o sistema imunológico,
- 9:59ele tem dificuldade em reconhecer aquele vírus, em
- 10:02combater. E isso começou a iniciou a
- 10:06estimular o surgimento de novos genóticos, novas variantes,
- 10:09porque a partir do momento que essas porções específicas do
- 10:12vírus, ele IA multando de uma maneira mais significativa,
- 10:16também caracterizava como sendo uma nova variante do vírus, um
- 10:20novo genótipo. E isso fez com que hoje nós
- 10:24tenhamos aí diversos genótipos que desafiam a produção a nível
- 10:28de grande. Ah, tá.
- 10:33Então assim é como se por exemplo, vai, todo mundo me
- 10:35conhece aqui com essa cara. Aí eu vou lá, eu coloco uma
- 10:38lente de contato escura, corto meu cabelo curtinho, pinto de
- 10:42vermelho, vai ficar mais difícil para me reconhecer.
- 10:45Eu continuo sendo a mesma pessoa.
- 10:47Mas eu vou passar despercebido em algumas situações.
- 10:50Então, o vírus, ele vai multando essas essas características que
- 10:55faziam o sistema imunológico do hospedeiro reconhecer.
- 10:58E essas características são sequências de de aminoácidos ali
- 11:02na proteína que está mais externa desse vírus, que é a
- 11:06caixinha de proteína dele, né? O capsídeo.
- 11:08E aí ele acaba escapando. Do sistema imunológico do
- 11:11hospedeiro. E aí, então, se você tem uma
- 11:14vacina que é específica para 11 grupo para um subtipo de
- 11:18circovírus, essa vacina talvez não vai ser tão eficaz contra
- 11:22aquele novo grupo que está surgindo.
- 11:24Né? Exato, exato.
- 11:26E é isso que comecem a proporcionar para que o vírus
- 11:30ele gere o que a gente chama dos escapes imunológicos, né?
- 11:34Eu tenho o meu animal. Está vacinado?
- 11:36Bem vacinado, com uma boa vacina.
- 11:39Mas não é por culpa da vacina ou deficiência da vacina, mas sim
- 11:42por uma capacidade do vírus ter essas mutações.
- 11:46Ele consegue se escapar, ele consegue passar desapercebido
- 11:50por pela imunidade, pela resposta imune que essa vacina
- 11:53gerou no suino, né? E isso faz com que sim.
- 11:55Não é que a vacina tá ruim, né? Não é a vacina que tá ruim.
- 11:58É o vírus que evoluiu exato pra conseguir escapar.
- 12:01Exato, exato. E isso faz com que o vírus?
- 12:05De novo, olhando para o cenário da nossa sinocultura, né?
- 12:08Nós temos aí quase 20 anos de boas vacinas aqui no Brasil,
- 12:13100% da produção sendo vacinada com boas vacinas, né?
- 12:16Mas hoje a gente vê que ainda tem episódios de circumbirose,
- 12:21alguns casos clínicos, mas a grande maioria é quadros
- 12:24subclínicos. É bacana e.
- 12:28Aí como que a gente faz? Ah, desculpa, pode falar?
- 12:31Não IA só complementar. E é bacana que um dos achados
- 12:35mais intrigantes que a nossos nossa equipe de serviços
- 12:39técnicos tem encontrado nos últimos meses anos é, nós temos
- 12:43em animais com idade avançada, animais já próximos do período
- 12:47de abate nas cargas virêmicas de pcv 2.
- 12:51E algo que no passado era totalmente impensável, né?
- 12:55Quem vai lembrar um pouquinho da história do circo vírus vai se
- 12:57recordar que a onde nós tínhamos as maiores berenias.
- 13:00No início era 11 animal recém desmamado, depois a fase
- 13:04inicial, determinação, né? Mas hoje animais no pré abate
- 13:09estão apresentando altas cargas virêmicas e no geral genótipos
- 13:14heterólogos aqueles que estão no presente nas vacinas.
- 13:19Olha só, esse vírus, ele é uma praguinha mesmo, né?
- 13:23E assim a gente tem ferramentas que podem ser aplicadas a campo
- 13:27para identificar qual variante de vírus que está circulando
- 13:30ali. Sim, isso é outra coisa que a
- 13:32gente tem que fazer, um reconhecimento, né?
- 13:34Em especial para os profissionais que trabalham na
- 13:36pesquisa, Na Na ciência, no diagnóstico.
- 13:40A gente tem. Nós temos boas ferramentas e
- 13:42desde a partir de pcrs pcrs específicos que conseguem
- 13:47identificar. Qual é o genótipo?
- 13:49Qual que é a variante do vírus que tá circulando nos animais?
- 13:54Nós temos a capacidade de identificar inclusive com
- 13:56infecções, né? Então o mesmo animal, ele pode
- 13:59estar coinfectado com o mais biogenótico. eSIM, nós temos até
- 14:04metodologias mais avançadas, mais específicas, como o
- 14:07sequenciamento genético. Isso também hoje é uma realidade
- 14:11aqui na nossa sinocultura brasileira, né?
- 14:13Essa capacidade da gente identificar o vírus e ir no
- 14:16detalhe, entender quais são as porções que ele mudou, quais são
- 14:20as porções que caracteriza como um outro genótipo ou uma
- 14:24variante mutante. Enfim, muito bacana o
- 14:26diagnóstico hoje. Olha que interessante.
- 14:30E assim, pra quem tá aí ouvindo, a gente não conhece essas
- 14:33ferramentas de biologia molecular, só pra vocês terem
- 14:36ideia, como se fosse, por exemplo, vai, vamos tentar
- 14:39identificar uma série de pessoas na população brasileira.
- 14:43Então o pessoal vai pegar 11 sequência de números, como por
- 14:47exemplo, OCPF para conseguir identificar aquele grupo.
- 14:50Então vamos pegar, por exemplo, um Monte de CPF que começa com
- 14:5328 e termina com 65. Então eu vou aparecer nessa
- 14:58seleção e mais um Monte de brasileiro vai ser selecionado
- 15:01nisso aí. Só que não necessariamente eu
- 15:04sou parente dessas outras pessoas que foram selecionadas
- 15:07aí por esse número de CPF. Esse fragmento aí seria
- 15:10equivalente a um fragmento de DNA lá do vírus.
- 15:13Então você vai ver a sequência interna desse, desse número, né?
- 15:18Você vai ver lá todos os numerinhos desse CPF para você
- 15:21ver o que que tem de igual e o que tem de diferente em.
- 15:24Essas pessoas, então vai ter alguém que vai ter um número de
- 15:27CPF muito parecido com o meu, vai mudar um ou 2 números e vão
- 15:31ter outras pessoas que vão ter a parte interna ali dessa
- 15:34sequência de números completamente diferente da
- 15:36minha. E aí a gente consegue
- 15:38identificar um pouco melhor quem são essas pessoas, em que
- 15:42estados que elas estão? É, você consegue identificar
- 15:46isso melhor? Então OOPCR vai fazer isso, né?
- 15:49A reação em cadeia pela polimerasse.
- 15:51Vai identificar um agente, um grupo de agentes, até dependendo
- 15:56de como você faz essa reação. Você pode ser mais específico ou
- 15:59mais generalista na tua identificação.
- 16:02Mas o sequenciamento genético ou o sequenciamento de nucleotídeos
- 16:06vai te dar certinho a sequência dos nucleotídeos que estão
- 16:10formando aquele DNAE. Aí você fica com identificação
- 16:13extremamente específica. Então você chega ali no nome
- 16:17sobrenome. Filho de quem que é?
- 16:19Você tem assim a ficha completa daquele vírus.
- 16:22E aí com isso você consegue saber também que arma que você
- 16:25vai usar contra esse vírus, né? Explica.
- 16:28Aí dalvo, a gente tem vacina para tudo isso disponível hoje.
- 16:31É EEE. Olha só pra Felipe, é?
- 16:34Veja como o diagnóstico avançou porque no passado.
- 16:37Nós basicamente tínhamos AA esopatologia e ela segue sendo
- 16:41importantíssima, né? Pra definir um caso clínico, a
- 16:43doença, a social, a gente é importantíssimo, a esopatologia.
- 16:47Mas no passado, basicamente nós tínhamos a esopatologia e ipcrs
- 16:50inespecíficos, ou seja, tudo era circo, vírus, hoje não.
- 16:55Hoje nós temos essa capacidade de identificar exatamente qual o
- 16:59tipo de circo, vírus, qual o genótipo que está apresentando
- 17:02amostra, né? Então, sem dúvida alguma, o
- 17:04diagnóstico, ele avançou de uma maneira muito, muito
- 17:07significativa. E as vacinas também, né?
- 17:12Obviamente, olhando pra toda essa evolução dos vírus, esses
- 17:15novos genóticos, né? As vacinas, elas também precisam
- 17:19evoluir. Não que as vacinas que nós
- 17:21tínhamos no passado não eram boas, mas elas precisam
- 17:24acompanhar ou ao menos tentar acompanhar essa evolução do
- 17:28vírus. Isso é fato.
- 17:30Hoje já temos novas vacinas, novas tecnologias, com
- 17:34composições antigiênicas mais amplas, ter mais de um genótipo
- 17:37como antígeno, né? Isso sim.
- 17:39Também é 11 passo importante na evolução das vacinas que as
- 17:45vacinas que os produtores têm disponíveis hoje pra tentar
- 17:48prevenir esse circuito suíno. Na PPG vet você encontra uma pós
- 17:53graduação 100% voltada para a sua inocultura, com um conteúdo
- 17:57técnico e prático que prepara você para os desafios reais do
- 18:01mercado. Aprofunde se em sanidade,
- 18:04nutrição e gestão e aprenda com especialistas que atuam nas
- 18:08principais agroindústrias. Venha para APPG vet e se torne
- 18:12referência na sua inocultura Moderna.
- 18:15E aí a gente tem assim uma ferramenta que englobe tudo
- 18:18isso, que eu consiga ir lá a campo.
- 18:21E assim tem uma suspeita que tem um circovírus circulando ali.
- 18:24A gente hoje consegue oferecer alguma coisa que vai ajudar
- 18:27nesse diagnóstico, que vai ajudar na escolha da vacina.
- 18:31É os o eu diria assim que os passos mais recentes nessa
- 18:35evolução no entendimento do vírus, entendimento da
- 18:38capacidade das diferentes vacinas de atuarem perante esses
- 18:42diferentes vírus, né? Também é algo que avançou,
- 18:45evoluiu bastante. Tem uma ferramenta muito bacana,
- 18:49ela é uma ferramenta e eu tenho muito orgulho de contar aqui pra
- 18:52todos, né? É uma ferramenta que foi
- 18:53desenvolvida pela zoets em parceria com o laboratório
- 18:58privado americano chamado epivax, que é uma ferramenta
- 19:01chamada circomet. É uma ferramenta de
- 19:05bioinformática, se baseia em algoritmos altamente precisos e
- 19:10que busca exatamente identificar.
- 19:14Quais são as variantes de vírus que circulam, que estão
- 19:17desafiando lá a produção lá na Granja do produtor e mensurar
- 19:22qual que é a capacidade de cobertura de diferentes vacinas.
- 19:25Então, nós temos vacinas com diferentes composições
- 19:28antigênicas, algumas mais antigas, outras mais atuais,
- 19:31mais modernas, né? Mas a atuação de cada vacina
- 19:35para cada vírus, ela tende a ser diferente, específica e essa
- 19:39ferramenta circomet. Ela exatamente busca identificar
- 19:42qual que é a capacidade de diferentes vacinas cobrirem
- 19:46protegerem perante aqueles vírus que estão lá na Granja do
- 19:49produtor. Esse é um grande avanço também
- 19:51na no nosso passo aí de entendimento da cobertura das
- 19:54vacinas. Nossa, então o produtor, ele não
- 19:58precisa mais ir por tentativa e erro, né?
- 20:00Falar vou tentar essa vacina aí não teve melhora, mas ainda sei
- 20:04que é circovírus, vou tentar essa outra vacina, porque nisso
- 20:07os lotes vão né? Produzindo, você não tem tecla
- 20:10de pausa na sua inocultura, né? Vem vindo um lote atrás do
- 20:13outro, ele não precisa mais fazer por tentativa e erro, ele
- 20:16tem como fazer esse esse diagnóstico de situação do que
- 20:20que está circulando ali na Granja dele de circovírus, né?
- 20:22Qual variante? E aí, escolher a melhor vacina.
- 20:26Mas aí você falou que essa é uma ferramenta da zoetes, mas aí
- 20:29avalia todas as vacinas que tem no mercado.
- 20:32Então, de repente, sei lá, a zoetes está oferecendo essa
- 20:34plataforma e a as a vacina vai funcionar, né?
- 20:38Lá para Granja, número 1, e de repente para Granja número 2 vai
- 20:41indicar a vacina do concorrente. É uma plataforma assim,
- 20:44altruísta mesmo. Ela é, ela é elitis e ela é uma
- 20:49plataforma muito honesta, né? Porque justamente ela tem.
- 20:52Na base científica dela, ela tem imputado a característica das
- 20:57cargas antigénicas das principais vacinas para
- 21:00circovírus disponíveis a nível de mundo hoje, né?
- 21:03Obviamente tem a tecnologia da da zoet também.
- 21:07A zoets possui uma vacina. Tem 2 genótipos circo vírus na
- 21:11sua composição antigênica, né? É a única vacina do Brasil com 2
- 21:15genótipos na composição antigênica, mas ela ela mensura
- 21:19a capacidade de cobertura tanto da vacina das webs quanto de
- 21:23vacinas concorrentes de outras tecnologias, né?
- 21:27E o bacana é que ela traz essa informação de forma muito
- 21:29detalhada, né? Perante os vírus específicos da
- 21:33Granja do produtor. Então o que ela ela ajuda
- 21:36bastante, ela faz um trabalho de predição.
- 21:39Ou seja, mesmo antes do produtor pegar diferentes vacinas, fazer
- 21:44avaliações de campo, né? EE, nós sabemos como essas
- 21:47avaliações, no geral, elas demandam trabalho, energia,
- 21:51recursos. Elas são demoradas, pra gente
- 21:53ter um resultado. Fidedigno também, né?
- 21:56Mas antes do produtor fazer esse processo de avaliação de
- 21:59tentativa e erro, a ferramenta ela tem a capacidade de
- 22:02predizer, olha. Perante esse PCV 2D, esse PCV 2D
- 22:08que está na tua Granja, as melhores vacinas que vão ter a
- 22:11melhor cobertura são essa ESS, então com AA informação da
- 22:16ferramenta, o produtor já economiza muito tempo, ele tem
- 22:20tende a ter uma taxa de assertividade muito maior no
- 22:23momento dele escolher qual a ferramenta, qual vacina ele vai
- 22:26utilizar para prevenir aquele círculo vírus suino.
- 22:32Nossa, isso é muito bom. E assim, Oo que me me traz
- 22:36também essa informação é que a gente está vendo realmente uma
- 22:40integração da ciência com o campo.
- 22:43Então eu vejo assim, o pessoal que sai da faculdade aqui, que
- 22:46quer ir trabalhar a campo como sanitarista, que quer atender os
- 22:50animais, que quer acompanhar, abate.
- 22:52E tem aquele outro grupo que gosta de ficar dentro do
- 22:55laboratório, de fazer pesquisa, de desenvolver novas
- 22:58ferramentas. E desse jeito, esses 2 grupos
- 23:01vão estar se falando muito mais, né?
- 23:02Porque você tem uma ferramenta desenvolvida pela galera lá do
- 23:06laboratório sendo aplicada diretamente numa realidade de
- 23:10campo para solucionar de forma mais imediata uma demanda.
- 23:14Eu acho isso sensacional. Né?
- 23:16E o e o muito bacana, né? Que de novo essa ferramenta ela
- 23:19não existiria assim, todo esse trabalho de pesquisa, de
- 23:22construção científica. Toda base da ferramenta, ela se
- 23:27baseia em trabalhos publicados. São mais de 10 anos de pesquisa
- 23:31até chegar nessa ferramenta, né? Hum, eu digo assim que o passo
- 23:35fundamental pra pro sucesso, pra eficácia dessa ferramenta, foi o
- 23:41desenvolvimento do que nós chamamos do algoritmo Pearl
- 23:44Matrix. Esse algoritmo, ele é algo
- 23:47totalmente inovador. Porque ele identifica exatamente
- 23:51ele. Se ele parte da composição do
- 23:53vírus, do capsídeo do vírus, né? A caixinha ali onde estão, no
- 23:57exterior dessa caixinha estão aquelas porções específicas que
- 24:01o sistema imune reconhece, né? O algoritmo, ele aponta
- 24:05exatamente quais são essas porções.
- 24:07Ele identifica exatamente qual que é a sequência do núcleotídeo
- 24:11lá do DNA do vírus que vai codificar essas porções.
- 24:15E na hora de fazer a comparação, a avaliação da cobertura dos
- 24:19antígenos das vacinas com o vírus de campo, ele não compara
- 24:22todo antígeno, todo o vírus de campo, não.
- 24:25Ele foca em comparar aquelas porções, que são as porções que
- 24:29o sistema imune reconhece. E é isso que vai garantir essa
- 24:33alta eficiência em determinar a cobertura das vacinas, né?
- 24:37Então, gosto de comentar que não surgiu da cabeça do Dalvan.
- 24:42Essa ferramenta não surgiu Do Nada.
- 24:45Tem muita pesquisa, muito trabalho por trás.
- 24:47Tem uma série de publicações que embasam e validaram essa
- 24:51metodologia. Né?
- 24:52Muito bom mesmo. E essa ferramenta já está
- 24:55disponível para o seu locutor brasileiro, né?
- 24:57Se eles entrarem em contato com vocês, eles já conseguem.
- 25:00Sim, a gente tem uma home page específica para trazer mais
- 25:04informação, trazer mais Acessibilidade para essa
- 25:07ferramenta. Para circomet, é
- 25:09www.circomet.com.br. Lá dentro a gente tem toda a
- 25:14base científica, conta toda a história de desenvolvimento.
- 25:17Tem muitos cases dela onde ela já foi aplicada, como que ela
- 25:21identificou diferentes vírus que estão lá na produção da da
- 25:24Granja, né? Como que ela identificou, como
- 25:27é, como ela ela fez a predição de quais seriam as vacinas mais
- 25:32adequadas. E aí o passo seguinte também,
- 25:35onde, obviamente, né? O produtor ou técnico
- 25:37veterinário, ele pega essas vacinas e ele faz avaliações a
- 25:41campo em vivo, né? E os resultados são fantásticos,
- 25:44porque quando a ferramenta prediz a maior cobertura para
- 25:48uma determinada vacina, quando essa vacina é utilizada no
- 25:51campo, os resultados melhoram significativamente.
- 25:54Então é bacana que ela tem toda a base científica, mas ela tem a
- 25:58validação do do uso prático a nível de campo também.
- 26:04Nossa, muito legal, nós vamos muito legal mesmo.
- 26:07Eu espero que o pessoal que está nos ouvindo aqui procure
- 26:10utilizar essa ferramenta que vai trazer bastante solução lá para
- 26:14a sua inocultura para a produção deles.
- 26:16E procure também outras ferramentas, né?
- 26:18Procure o pessoal da universidade.
- 26:19Eu falo que a gente está aqui trancado na universidade.
- 26:21A gente quer fazer amigos, né? Procure o pessoal das
- 26:24universidades, que tem grandes grupos de pesquisa que estão
- 26:27desenvolvendo coisas super legais e procure as empresas
- 26:30também, que têm essa visão de crescimento usando ciência.
- 26:35Para solucionar problema do dia a dia é, então eu acho que a
- 26:39gente pode encerrar essa conversa aqui hoje, que a cabeça
- 26:43do pessoal já deve estar explodindo, dalvão.
- 26:45Ô profelitista, eu quero aqui fazer um reconhecimento também
- 26:48aos grandes profissionais das universidades, dos centros de
- 26:52pesquisa, que nos apoiam, né? Porque a gente não consegue
- 26:55rodar essa ferramenta sem ter o sequenciamento genético, sem ter
- 26:58análise dos vírus. Então, hoje nós temos a
- 27:01professora André Moreno, da USP, grande parceira de longa data,
- 27:05nos apoia com esses serviços. A professora Érica Azevedo, né,
- 27:10lá na UFMG também tem um trabalho fantástico em cima do
- 27:13circo vírus influenza conosco. Professor Luiz Guilherme, também
- 27:18grande profissional, tenha nos apoiado, nos ajudado bastante.
- 27:21Professor Rafael frandoloso, né? Outro grande especialista da
- 27:25parte da Imunologia tem nos apoiado bastante.
- 27:28Dentre tantos outros profissionais dos centros de
- 27:30pesquisa das universidades que estão engajados conosco e nos
- 27:34dando todo suporte científico técnico pra gente fazer essa
- 27:38ferramenta ajudar melhorar cada vez mais nosso nível de de
- 27:41controle de combate ao circo. Vírus na Granja.
- 27:46AI, que demais, fico muito feliz que você falou esses nomes, eu
- 27:49conheço todos, pessoal, admiro muito também.
- 27:51Um abraço aí galera, espero ver vocês logo nos próximos eventos,
- 27:55e alguns eu já entrevistei aqui também no podcast, vamos trazer
- 27:59mais alguns aqui pra vim contar pra gente tudo que eles estão
- 28:02aprontando aí escondidinhos dentro da universidade, mas tem
- 28:05que trazer essa informação para o público em geral, não é só
- 28:08publicar artigo científico, viu galera?
- 28:10Artigo científico é importante, mas a gente tem que falar com o
- 28:13suino, cultor, a gente tem que falar com o estudante, a gente
- 28:15tem que falar. Também com o técnico que está lá
- 28:18no dia a dia. Maravilhosa essa nossa conversa
- 28:20dalvam super agradeço a sua presença aqui hoje e espero que
- 28:24nós possamos nos encontrar em breve.
- 28:26Ah, com certeza, gostei muito também.
- 28:28Espero que tenha ajudado o público a elucidar, conhecer um
- 28:32pouquinho mais sobre essas novas ferramentas que a gente tem de
- 28:35novo para combater o circo vírus, melhorar a sanidade,
- 28:38melhorar a produção e, obviamente, garantir a
- 28:40lucratividade e sustentabilidade dentro da nossa produção de
- 28:44suínos. Obrigado pela oportunidade e
- 28:46proflitice. Obrigado a todos os colegas.
- 28:48Obrigado a todos que estão nos prestigiando.
- 28:50Abraço. Super abraço para todo mundo e
- 28:54espero vocês no próximo episódio.