Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #345 Washington Olivetto em Cannes: relembre entrevista de 2012 na Rádio Estadão ESPN
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- 0:03Peças raras você tem sintonia com o rádio?
- 0:08Olá, tudo bem? Eu sou o Marcelo abud, seu
- 0:11podcaster radiofônico, e estou de volta com nossas peças raras.
- 0:17E hoje eu vou falar de uma das pessoas que mais me influenciou
- 0:21na comunicação. Na verdade, eu acabei fazendo
- 0:25faculdade de publicidade e propaganda lá no início dos anos
- 0:3090, por causa dele, eu ficava vendo as entrevistas na
- 0:34televisão. Quando ele comentava sobre as
- 0:37campanhas que tinha criado. Enfim, eu estou falando de
- 0:41ninguém menos do que o Washington olivetto, o
- 0:46publicitário que faleceu no final do ano passado e que é
- 0:50reverenciado no Cannes Lions, que começa hoje e vai até sexta,
- 0:55dia 20 de junho deste ano de 2025.
- 1:00Bom, a grande novidade dessa edição no festival Internacional
- 1:04de criatividade. É o troféu Creative country of
- 1:08the year e o primeiro país homenageado é o Brasil.
- 1:13Segundo a organização do evento, isso se deve ao comprometimento
- 1:18com a criatividade e o sucesso do país no can slions.
- 1:23E quando o assunto é criatividade, o nome do
- 1:27publicitário Washington olivetto, que nos deixou
- 1:30recentemente em 13/10/2024, vem à mente de todas as pessoas que
- 1:37acompanham a história da publicidade há 5 décadas.
- 1:43Ele foi o responsável pela criação do comercial que trouxe
- 1:48o primeiro leão de ouro para nosso país.
- 1:52Olivetto estava na dpz em 1975 quando escreveu o texto da peça
- 1:57homem com mais de 40 anos. O comercial de TV foi criado
- 2:03para o conselho nacional de propaganda e aqui você relembra
- 2:07o áudio desta peça rara. Você já ouviu falar que um
- 2:14homem, depois dos 40 anos, fica ultrapassado?
- 2:20Sem chance de se realizar profissionalmente se não tiver
- 2:24atingido o ponto máximo da sua carreira até essa idade.
- 2:28Pois bem, pode ser surpreendente, mas é assim que
- 2:33muita gente pensa. Você não acredita?
- 2:37Então responda, porque os anúncios classificados de certas
- 2:42empresas levam aquela frase com preconceito em negrito.
- 2:47Idade máxima, 40 anos. Essas empresas julgam os homens
- 2:53com mais de 40 anos velhos demais para conseguirem sucesso
- 2:57profissional e acham normal que eles comemorem o Dia do Trabalho
- 3:03numa fila de desempregados. Mas isso tem que acabar.
- 3:09Nenhum país pode se dar ao luxo de desperdiçar o potencial dos
- 3:13seus homens mais experientes. Empregador?
- 3:19Tire dos anúncios classificados da sua empresa aquela frase com
- 3:23preconceito e negrito, idade máxima, 40 anos e procure
- 3:30descobrir o talento e a vontade de trabalhar que podem estar
- 3:34escondidos dentro de uma cabeça coberta de cabelos brancos.
- 3:44Esse comercial repercutiu tanto que gerou um projeto de lei para
- 3:49combater o etarismo, ou seja, o preconceito em relação à idade
- 3:55em anúncios de emprego. Depois desse início vitorioso e
- 4:00mais de 50 leões conquistados no festival de publicidade, o
- 4:06Washington olivetto é o homenageado no canis Lions deste
- 4:11ano. Bom, e aqui você já sabe, nossa
- 4:15missão é trazer peças raras que marcam a história do rádio e do
- 4:21podcast. Por isso, hoje eu compartilho um
- 4:24áudio bem curioso. Hoje em dia, quando você pensa
- 4:29em um programa com o nome de café da manhã, provavelmente tem
- 4:34em mente ou podcast da folha produzido em parceria com o
- 4:39Spotify. Mas se entrarmos em um túnel do
- 4:43tempo e voltarmos a 2012, vamos encontrar um programa de rádio
- 4:49chamado justamente café da manhã.
- 4:53E o mais inusitado é que a atração comandada por raissen
- 4:58aback era apresentada na rádio Estadão ESPN.
- 5:04Aqui eu divido com você A Entrevista que foi ao ar em
- 5:0821/09/2012 para celebrar o então dia do radialista.
- 5:15Acompanhe essa deliciosa conversa sobre rádio,
- 5:19publicidade e, claro, muita criatividade com o Washington
- 5:26olivetto. Você ouve Estadão no ar?
- 5:33Café da manhã no Estadão no ar, primeira edição.
- 5:36Isso não seja café da manhã aqui na rádio Estadão ESPN, no
- 5:39Estadão. Não é a primeira edição.
- 5:40Hoje o convidado é o publicitário Washington
- 5:43olivetto, que está aqui com a gente, já sócio da da w Macan,
- 5:47que é uma junção, né? Desde 2010, da w Brasil e da
- 5:50Macan. Tudo bem, Washington?
- 5:52Bom dia, bom dia, prazer estar aqui.
- 5:54Bom é. Deixa eu começar aqui.
- 5:55A gente vai falar de muitos assuntos, né?
- 5:57Vamos falar de futebol também. Vamos falar de muitos assuntos.
- 6:00Eu queria saber logo de cara se o seu primeiro comercial você
- 6:03também nunca esquece? É é marcante de todos.
- 6:07Qual é o seu primeiro comercial da meu?
- 6:08Primeiro comercial. Ele tem uma coisa inesquecível,
- 6:12que foi uma coisa quase folclórica na minha vida.
- 6:16Foi um comercial para um cliente para o qual eu tenho o
- 6:20privilégio de trabalhar hoje, que são as louças e metais Deca.
- 6:25Um comercial das torneiras Deca. O que aconteceu foi o seguinte,
- 6:29eu, evidentemente era um profissional começando sem noção
- 6:35de e critérios de avaliação desse meu trabalho seria bom ou
- 6:39ruim? E eu escrevi o meu primeiro
- 6:40filme. O meu diretor de criação da
- 6:42época achou que o filme era bom e o filme acabou sendo premiado
- 6:47com naquela época, o muito difícil leão de bronzing Cannes,
- 6:52além de fazer um grande sucesso com o público.
- 6:54Eu? Obviamente, fiquei numa grande
- 6:56dúvida de quem tinha errado seu ou o júri, né?
- 7:00Porque eu não tinha a mínima noção se aquilo era realmente
- 7:03uma peça boa. Sei.
- 7:04Então é um comercial que ficou pra mim, inesquecível.
- 7:07E você tinha quantos anos na época aí no?
- 7:09Começo fazia 19 anos. 19 anos é e você não terminou a faculdade
- 7:13de publicidade? Né não?
- 7:15O que não é mérito nenhum, né? Eu eu estava matriculada em 2
- 7:18faculdades. Eu estava matriculada em
- 7:21publicidade e psicologia e. E aí eu comecei a estagiar na
- 7:24agência, me apaixonei pelo trabalho, comecei cair de cabeça
- 7:29na ideia de trabalhar. Aí ganhei esse prêmio muito
- 7:31cedo, comecei a ficar conhecido e acabei abandonando as
- 7:34faculdades. Eu oficialmente sou um
- 7:36analfabeto. Olha, como é que foi o seu
- 7:39interesse aí pela publicidade? Por acaso foi com os reclames do
- 7:42rádio, chamados reclames de antigamente?
- 7:44Você ouvia rádio já desde garoto.
- 7:47Bom, primeiro o rádio é totalmente responsável pela
- 7:50minha formação, né? É, aliás, Eu Acredito que o
- 7:54rádio seja para maior parte dos publicitários, tidos como bom
- 7:58bons no mundo inteiro, um grande responsável pela formação deles.
- 8:02Porque o rádio é o é o veículo que trabalha com o maior dos
- 8:06patrimônios da da criação, que é a imaginação das pessoas.
- 8:10Eu ouvia muito rádio enquanto garoto.
- 8:13Inclusive eu muito menino, meu pai me deu um presente
- 8:17maravilhoso, que era um rádio chamado transglobe.
- 8:20Ah, sim, que? Era um rádio que pegava um das
- 8:22curtas, então você podia acompanhar rádios do mundo
- 8:26inteiro. E eu sempre brinquei com isso,
- 8:28sempre disse isso. Eu eu tenho uma personalidade
- 8:32totalmente AM. Isso, você sempre fala isso?
- 8:35Eu sou eu. Sou AM bicho, uma frase famosa
- 8:37sua. Eu sou eu sou voltado para
- 8:39galera, então o rádio mexeu muito com a minha formação.
- 8:42E evidentemente que a comunicação do rádio, os
- 8:47brilhantes jingles e spots, particularmente da minha
- 8:51infância, que a maior parte dos clássicos que a gente tem na
- 8:55propaganda até hoje fazem parte desse repertório, me
- 8:58influenciaram muito. Fora isso que me fez me
- 9:03transformar num publicitário. Foi a somatória de 2 fatores.
- 9:07Eu aprendi a ler muito cedo. Quando você aprende a ler,
- 9:11obviamente você quer escrever. Então eu muito garoto, eu queria
- 9:15escrever, escrever para todas as mídias, sem ter consciência da
- 9:18palavra mídia. Por outro lado, eu tinha muita
- 9:22admiração pelo trabalho do meu pai, que meu pai era um bom
- 9:25vendedor. E aí na adolescência eu
- 9:28racionalizei, que é onde misturava vender com escrever,
- 9:32escrever com vender. Era na criação de publicidade.
- 9:35Hoje você trabalha ainda, porque você tem a gestão também, né?
- 9:39A gestão tira você um pouco da da criação.
- 9:41Como é que? É isso?
- 9:42Não, graças a Deus, não. Meus sócios cuidam muito bem da
- 9:45gestão, então a minha relação, e eu tenho testemunhas aqui na
- 9:51casa. Eu sou a agência do estado de
- 9:52São Paulo, então a turma acompanha OA.
- 9:57Minha relação, basicamente, é com a criação e o dia a dia com
- 10:01os clientes. Parte administrativa fica no
- 10:04colo dos meus sócios, que é ótimo, até porque eles são
- 10:06competentes para fazer isso. Tem tem uma imagem do
- 10:09publicitário que eu não sei, para mim, talvez estereotipada.
- 10:12Você vai poder dizer melhor, né? É que é aquele sujeito que,
- 10:16enfim, tem um trabalho para entregar.
- 10:17Está atrasado, vai dormir tarde e fica lá tentando ter uma boa
- 10:21ideia. É estereotipada essa imagem ou
- 10:24às às vezes acontece mesmo? Né estereotipada?
- 10:27Pode. Pode até acontecer atualmente
- 10:29acontecer, mas não é mérito. Eu acho que gente competente
- 10:33trabalha no horário que tem que trabalhar e nos outros horários,
- 10:37ao contrário, se realimenta, você tem que ir ao cinema, você
- 10:40tem que ir ao teatro, você tem que namorar, você tem que ir ao
- 10:44restaurante, você tem que conversar com os teus amigos,
- 10:45você tem que ler. Enfim, tudo isso é que faz um
- 10:48publicitário, esse realimento da vida real.
- 10:52O publicitário que só pensa em publicidade e trabalha 24 horas
- 10:55por dia na publicidade, ele na verdade vai fazer uma
- 10:58publicidade de péssima qualidade.
- 11:00Porque ele não vai estar realimentado pela vida.
- 11:02Você você falou fazer tanta coisa, mas não falou ir a um
- 11:04jogo do Corinthians, por exemplo, por que você não falou?
- 11:07Eu não falei em consideração, Ah, você particularmente que
- 11:10vive esse momento difícil. Só por isso, então, não, mas a
- 11:14gente vai tratar do assunto aqui, ó, por exemplo, tem uma
- 11:16pergunta já para você aqui, a Isabel, que é uma ouvinte
- 11:19Corinthiana corintianíssima, ela está perguntando para você
- 11:21explicar. Ela diz assim, olivetto,
- 11:24explique para os que não conseguem entender sua paixão
- 11:27pelo Corinthians, admiro muito o seu trabalho.
- 11:31Então já pode começar explicando, por favor, essa
- 11:34paixão. Não, basicamente é o seguinte,
- 11:37né? Eu brinco com isso.
- 11:38Até que Eu Acredito que em algum momento do final dos anos 50, do
- 11:46século passado, eu me tornei corinthiano.
- 11:49E depois em setembro. De 1951, nasci.
- 11:53Você nasceu em 51. Nasci em 50 e.
- 11:55Um se tornou antes isso. Temos me tornado corintiano já
- 11:58hã num período de gestação com essas coisas, né?
- 12:01Hã. Esse meu corintianismo foi
- 12:03reforçado porque eu, muito garotinho, tinha um tio.
- 12:08Tenho até hoje meu tio Armando, que era um corintiano fanático e
- 12:12que me subornou adequadamente com um uniforme completo do
- 12:17Gilmar, que era o grande goleiro do Corinthians.
- 12:19Isso a outra coisa. É que naquele momento o
- 12:23Corinthians vivia um momento grandioso, tinha sido campeão,
- 12:28voltou a ser campeão o tal campeão do Quarto Centenário,
- 12:31que eu tinha 2 anos de idade. Então isso certamente acentua o
- 12:34corintianismo. Naquele momento, nós já
- 12:37tínhamos, eu fiz a brincadeira com você, mas nós já tínhamos o
- 12:40nosso grande inimigo de estimação, que é o Palmeiras.
- 12:44Isso o nosso, o nosso inimigo mais querido, inimigo de
- 12:48estimação dos corintianos. Aquele que a gente não vive sem
- 12:51é o Palmeiras. Então aí, naquele momento,
- 12:54vivesse um auge da competição, Corinthians e Palmeiras.
- 12:57Acho que todos esses componentes me fizeram corinthiano.
- 12:59Então, se não vive sem você não vai torcer para o rebaixamento,
- 13:01então? Não, de jeito nenhum.
- 13:02Sem brincadeira, não estou. Esperando, sabe?
- 13:04Eu acho, não eu, até eu. Foi em 2007 que o Corinthians
- 13:07caiu. Em 2008, eu não lembro quando.
- 13:09Qual foi o ano bom? É, acho que 2017 a gente não
- 13:12gosta de lembrar. É, mas eu eu brinquei com um
- 13:14amigo meu na época e aí depois eu eu desliguei o telefone, eu
- 13:17falei, mas que coisa? Não vai ter Corinthians e
- 13:20Palmeiras no brasileiro? Não faz falta e.
- 13:23Faz falta não. Agora falando, eu estou tirando
- 13:25a brincadeira de lado, que a gente brinca muito, fez falta.
- 13:28Aí depois eu falei, pô, fica um ano sem ter EE realmente na
- 13:31hora. Às vezes a gente não pensa
- 13:33nisso, mas não estou dizendo que o corintiano tem que torcer para
- 13:35o Palmeiras não. Cada um torce para que não.
- 13:37Mas eu não estou torcendo contra o Palmeiras, não, sinceramente.
- 13:39Então tá bom, daqui a pouco a gente vai falar mais de
- 13:41Corinthians. Vamos lembrar aqui de uns
- 13:42momentos históricos aí também, não do Corinthians, da
- 13:45publicidade. Tem muito.
- 13:47Áudio aqui, já que a gente tem rádio, viu?
- 13:49Washington tem muito áudio pra gente ouvir isso.
- 13:50Você vai ouvir com a gente. E só lembrando que apesar da
- 13:53gente tá no rádio, a gente tá também na TV Estadão.
- 13:55Então no estadao.com.br você pode assistir A Entrevista vendo
- 13:59as imagens aqui do estúdio. Então já, já a gente volta com
- 14:03Washington Oliveira. Rádio Estadão e ESPN os melhores
- 14:07lances da notícia. Café da manhã no Estadão no ar,
- 14:14primeira edição. Comercial de bombril, para
- 14:17analisá Los. Eu acho que eu tenho uma
- 14:20profunda dependência de. Bombril, quando eu uso.
- 14:24Eu lembro da minha mãe. Comercial para senhoras de idade
- 14:28avançada da bombril. Hum, bom o quê?
- 14:33Ah bom, bondinho não bom. Comercial de bombril, para.
- 14:39Roqueiros comercial erótico de bombril.
- 14:59Comercial de bombril, para surfistas.
- 15:02Aliampo limpeza total, aliampo. Não tem sujeira, xará, limpeza,
- 15:10tá aí. Eu estamos apanhado dos
- 15:12comerciais aqui. Deu.
- 15:13A gente estava a reproduzir aos pouquinhos, um pouco aqui do
- 15:16trabalho do Washington Washington olivetto, nosso
- 15:18convidado aqui No No café da manhã, transmissão aqui também
- 15:21pela TV Estadão, das imagens aqui do estudioestadao.com.br.
- 15:26Mas Oo rapaz, aí esse rapaz aí do comercial vai falar de novo
- 15:30aqui? Vamos.
- 15:30Ouvir Washington, eu já falei isso uma vez.
- 15:34Já falei 2. Vou falar 3.
- 15:35E quantas 1001 vezes eu vou repetir isso?
- 15:39Porque vou. Aproveito também toda a
- 15:42oportunidade que eu tenho de falar publicamente.
- 15:44Você é responsável pelas melhores coisas que aconteceram
- 15:49na minha vida e eu sou eternamente grato a você por
- 15:54isso. Você é um lindo, um querido.
- 15:57Obrigado por tudo de bom que você permitiu que a vida me
- 16:01proporcionasse. Um beijo.
- 16:03Olha, é super sentimental isso, muito piegas, mas eu já estou na
- 16:07idade, eu tenho esse direito, tá bom?
- 16:09Um beijo, tchau. Aí é o Carlos Moreno, né?
- 16:12O garoto propaganda. E aí eu acho, esse aqui é o
- 16:15talvez um dos mais marcantes pela longevidade.
- 16:18Foi para o Guinness até, né? É esse é o bom primeiro um
- 16:21querido amigo, né? Nós somos amigos desde 1978,
- 16:25quando começamos o personagem garoto bombril.
- 16:31E sem dúvida nenhuma, só existe até hoje com essa vitalidade,
- 16:36principalmente por causa do talento do Carlinhos morena,
- 16:41porque OA grande característica quando me perguntam por que que
- 16:44essa campanha durou e dura tantos anos?
- 16:47Por que que ela já está no Guinness como a campanha da
- 16:49propaganda mundial com mais tempo no ar?
- 16:52Por que que ela se mantém tão atual?
- 16:54Como, por exemplo, quando a gente fez agora aquele comercial
- 16:58citando o Corinthians na Libertadores?
- 17:00Então, a questão óbvia, no fundo, a campanha de bombril.
- 17:04Ela mistura a persuasão do a persuasão da publicidade com a
- 17:09atualidade do jornalismo. Então, ela sempre se renova e
- 17:14ela só consegue fazer isso porque a gente tem o privilégio
- 17:17de ter um ator com talento incrível do Carlinhos Moreno,
- 17:20que consegue fazer um personagem que seja muitos, nunca deixando
- 17:25de ser ele mesmo. Foi um bom exemplo esses agora
- 17:28que vocês colocaram no ar, aonde?
- 17:31Ele interpreta diversos personagens, mas na verdade ele
- 17:34continua sendo o garoto bombril, é?
- 17:36E aquela aposentadoria dele, como é que foi?
- 17:38Foi, foi o foi um lance ou aconteceu mesmo aquela?
- 17:42Não ciclicamente. A gente descansa o personagem e
- 17:47cria alguns truques de impacto com a consumidora.
- 17:51Sim. O público, inclusive, ainda é
- 17:54prioritariamente feminino, né? E então a gente procura que a
- 17:59consumidora tenha saudades do personagem ao invés de se cansar
- 18:02dele, e isso tem sido muito bem sucedido também.
- 18:05Então é agora, é, vai longe ainda.
- 18:08Vai ele continua sendo. Continua firme e forte.
- 18:11Ele é um patrimônio da bombril. É um patrimônio.
- 18:14Eu vou, eu vou. Agora vou voltar a falar de
- 18:15futebol, porque a gente tem um momento histórico aqui.
- 18:19Vamos ver, será que você vai conseguir identificar esse
- 18:21momento histórico? Vamos lá, eu boto o pé nessa
- 18:26cabecinha garoto. O Zé Maria está autoritado.
- 18:28Vai chover? Bateu na boca da botija.
- 18:30Barreira por 2 ônibus, cortou o pedaço do Zé Maria.
- 18:32Conclusão na boca do gol, tentou Basílio, de cabeça.
- 19:30Narração aí do grande Osmar Santos na época aí 13/10/77 na
- 19:35Rádio Globo onde você estava nessa hora, ô Washington?
- 19:38Eu estava no melhor lugar do mundo, eu estava do lado do
- 19:41Osmar na cabine. Estava lá do lado, você viu?
- 19:43Tudo isso do lado do Osmar eu vi é, eu acho que esse sem dúvida
- 19:46nenhuma é Oo mais espetacular. Gol narrado pelo mais
- 19:54espetacular dos narradores uhum o Osmar nesse momento, foi
- 19:59interessante que o Osmar tinha acabado de sair da jovem pan.
- 20:03Isso foi na foi na transferência ali, né?
- 20:05EEE eu já era amigo do Osmar e o Osmar me convidou para fazer a
- 20:12campanha de publicidade do da transferência dele e naquele
- 20:17momento o Osmar tinha inovado muito a narração esportiva.
- 20:22Evidentemente que existiam clássicos como Fiori, gigliotti,
- 20:26uhum, mas alguns outros narradores, algumas outras
- 20:30emissoras tentavam fazer aquele modelo do Osmar.
- 20:33E a gente fez uma brincadeira muito divertida que eu fiz uma
- 20:36campanha que o tema da campanha era emita o Osmar Santos e a
- 20:41campanha tinha os comerciais com o castilhinho de Andrade, que
- 20:45trabalhava no jornal da tarde, aqui do Estadão.
- 20:47Isso o Castilho. E o cassininho entrevistava
- 20:51pessoas na rua pedindo para as pessoas imitarem o Osmar Santos.
- 20:55E pouca gente sabia na época que o Osmar, além de tudo, tinha uma
- 20:58ótima capacidade de imitar os outros locutores.
- 21:02E aí eu incentivava o Osmar de vez em quando a fazer durante as
- 21:05transmissões. Meio minuto de fior e filhote e
- 21:08meio minuto de joseval Peixoto. É o que era muito charmoso,
- 21:12muito simpático. Esse dia do do Corinthians e
- 21:15Ponte Preta. Eu tive o privilégio de assistir
- 21:17o jogo do lado do Osmar e ver ao vivo essa narração.
- 21:21Bom, e por causa dessa, desse seu trabalho, aí eu em casa, lá
- 21:25eu, eu no jogo de botão, eu fiz isso aí que você falou, eu
- 21:27tentava imitar também, mas felizmente não.
- 21:30Não levei isso a público não. Só fiquei em casa.
- 21:33Ô, ô Washington, você acha? Porque enfim, teve Libertadores,
- 21:36título mundial, vem agora também o final do ano.
- 21:39Mas considerando o contexto, vamos pegar aqui a história, o
- 21:42contexto, Oo número de pessoas que acho que nunca mais a gente
- 21:46vai ter um estádio cheio daquele jeito.
- 21:48Até porque os estádios hoje tem outra configuração.
- 21:51Esse é o título mais importante da da história do Corinthians.
- 21:56É por. Toda exatamente.
- 21:58Você tem razão. É o contexto, né?
- 22:00Todo aquele sofrimento, aqueles 20 e tantos anos, aquelas.
- 22:05Aquelas tragédias. Que embutiam desde a expectativa
- 22:10de uma Vitória como aquela contra o jogo com o Palmeiras,
- 22:13que acabou 94 e 74, ou o tabu contra o Santos, que só foi
- 22:18quebrado naquela coisa com o Paulo Borges e o Flávio, enfim,
- 22:22tinha todo aquele contexto. Eu acho que ela se transformou
- 22:27na Vitória mais emocionante e depois tudo foi decorrência.
- 22:30É porque é é aquilo que você falou.
- 22:33É o você falar para um moleque hoje de, sei lá, 20 anos.
- 22:37Ele vai dizer, não é a Libertadores, é o mundial.
- 22:40Mas eu acho que pelo pelo contexto, considerando tudo isso
- 22:43que você está falando, né? E isso não é dizer que o
- 22:46Paulista é menos. Acho que a gente que tem aí mais
- 22:50de 40, né? A gente tem um saudosismo do
- 22:53Campeonato Paulista, né? Não, a gente acha que o Paulista
- 22:56era o campeonato legal de assistir, né?
- 22:58Olha, eu vou repetir isso agora porque não fica papo de
- 23:02corintiano, é, eu acho, por exemplo, o Brasileirão mais
- 23:08importante que a Libertadores uhum.
- 23:11Eu acho mais merituoso uma equipe ganhar o Brasileirão que
- 23:15o Libertadores. Sempre disse isso.
- 23:17Por quê? Porque eu acho um campeonato
- 23:18grande por pontos corridos, disputado, difícil.
- 23:22A Libertadores tem muita coisa da catimba, do mata, mata, isso
- 23:25e aquilo. Dentro desse contexto, eu acho o
- 23:28Campeonato Paulista um campeonato sensacional, um
- 23:32campeonato que infelizmente foi desprestigiado pelos próprios
- 23:36organizadores. Mas ele é um campeonato de uma
- 23:40força impressionante. Bom, tem mais ouvinte aqui
- 23:43participando, é, não chegou assinatura dele aqui, mas final
- 23:46telefone é 1570. Ele, gostaria que você falasse
- 23:50sobre marketing de guerrilha. Se se é o custo e dificuldade de
- 23:56peças desse tipo, vale a pena. Olha, tudo é muito caso a caso,
- 24:00explica. Também um pouquinho o que que é
- 24:01exatamente? Não, ele está.
- 24:02Ele está dizendo assim, atividades que você faz que bem,
- 24:06possivelmente você não está utilizando a mídia convencional.
- 24:11Você não está botando comerciais na televisão ou esportes ou
- 24:15jingles no rádio ou na revista. Você está aproveitando
- 24:18determinadas oportunidades para meio que inserir o teu produto,
- 24:23a tua comunicação na mídia uhum, certo?
- 24:27Então você. Está acontecendo um evento que
- 24:30tem um Monte de patrocinadores oficiais e você dá um jeitinho
- 24:35de se meter lá no meio. E isso é o atual marketing
- 24:40guerrilha. Em alguns casos, ele pode ser
- 24:43eficiente, ele pode ser oportuno e ele pode ser, inclusive
- 24:49pertinente para o produto, em outros casos, ele pode até
- 24:52queimar um pouquinho o filme do produto, então é muito caso a
- 24:55caso. E, evidentemente, também uma
- 24:57empresa não pode viver única e exclusivamente disso.
- 25:01Você pode até você tem produtos que tem uma característica que
- 25:04eles anunciam de maneira diferenciada, eles optam por
- 25:09outras mídias, mas não dá para chamar isso de guerrilha.
- 25:13Já é a estratégia. O primeiro vale zero a gente
- 25:18nunca esquece. Bom, esse esse é um comercial
- 25:26eminentemente televisivo, né? Para quem não vai.
- 25:31Bom, muita gente vai estar na com a memória ainda, né?
- 25:34Mas para quem é mais novo é a menina lá.
- 25:36Quantos anos tinha a menina na época?
- 25:3815, 1313. Ela tá lá andando pela rua com o
- 25:43primeiro sutiã, né? E aí alguém começa a observar e
- 25:47ela põe a acho que é uma pasta na frente, né?
- 25:50É o prancheta, o material escolar.
- 25:51O material escolar. Põe ele na frente para cobrir,
- 25:53né? Então esse também foi um esse é
- 25:56um. Acho que é um comercial até
- 25:57tocante nesse aspeto, né? É bem emotivo, né?
- 25:59É esse comercial. É um comercial dos anos 80, né?
- 26:02Quando a gente fez no final dos anos 80 e ele até hoje está no
- 26:06inconsciente coletivo, a frase ou primeiro a gente nunca
- 26:09esquece isso. Caiu no olha para tudo, todo
- 26:11mundo é. Ela, ela acabou virando uma
- 26:14frase assim, exemplo? É, mas ó, Oo, Sérgio Quintela é
- 26:18o nosso repórter aéreo. Eu?
- 26:20Eu digo aéreo, porém atento. Certo, né?
- 26:22Ele é aéreo. Porque ele está no?
- 26:23No que voa, ele voa. Mas ele está sempre atento para
- 26:26trazer as informações, ele não. É avoado, não é avoado.
- 26:30Ele tem uma pergunta para aqui, para você, Washington, fala aí,
- 26:32Quintela. Olá, Oliver.
- 26:33Bom dia, é seja bem-vindo à rádio Estadão ESPM.
- 26:37É, eu vi outro dia numa 11 notinha num desses sites de
- 26:41celebridades, sendo que o martelo ainda não estava
- 26:43abatido, para você ir para o Japão devido ao comportamento do
- 26:46seu filho na escola. É verdade que enquanto ele for
- 26:49um moleque travesso no colégio, você não vai cobrar um quimono
- 26:52lá no Japão para ele não. Moleque travesso, que o Quintela
- 26:55torce pro Juventus. Ele fez um trocadilho aí, viu?
- 26:58Eu notei que ele ele citou o glorioso, o time da moca, na
- 27:02verdade, é o seguinte, o meu filho pequeno, Théo, eu tenho um
- 27:05casal de gêmeos. Antônia é mais comportadinha, o
- 27:09Theo é mais bandalho, mas ele é um menino absolutamente
- 27:12brilhante. Ele tem nota a em absolutamente
- 27:15e tudo, mas ele andou tendo um c de comportamento e aí eu
- 27:19negociei com ele. Eu nem quero a de comportamento,
- 27:23mas eu negociei um b se ele mandar vendo esse BA, gente, vai
- 27:28para Tóquio. É, mas foi 11 subornozinho
- 27:32assim, adequado, qual? O seu tio fez com você?
- 27:34Exatamente adequado. Ele também já é um bom
- 27:37corintiano e ele parece que aderiu à causa bastante bem.
- 27:41Ele está mais bem comportadinho. Tá bom?
- 27:44Então então eu aí, uma bom, esse é um bom suborno, né?
- 27:47Olha aqui, Washington, tem mais perguntas aqui, vamos aqui com
- 27:51algumas de ouvintes. O Renato Xavier, ele mandou
- 27:53ontem já, quando a gente falou que você vinha aqui, ele já se
- 27:56antecipou e já, já guardei aqui. Bom, primeiro ele ele pergunta é
- 28:00como fazer se você tiver que promover assim produtos
- 28:03polêmicos? Ele cita aí armas, tabaco
- 28:06potentes, automóveis de alto consumo.
- 28:08Como é que é isso? Bom, a gente AA publicidade.
- 28:13Ela é feita por seres seres humanos, né?
- 28:15Então, quanto melhor forem os caras que fazem a publicidade,
- 28:18melhor será a publicidade. Eu, por exemplo, eu tenho alguns
- 28:23produtos. Que eu me dou o direito de não
- 28:27querer anunciar alguns segmentos de clientes que eu não não
- 28:31aceito. Então, por exemplo, eu não faço
- 28:33campanhas políticas. Eu trabalho só para a iniciativa
- 28:36privada. Eu já fiz propaganda de cigarro
- 28:39na minha vida. Não faria propaganda de armas,
- 28:46por exemplo. Acho também que é muito
- 28:49delicado, uma coisa a gente precisa respeitar o consumidor,
- 28:54mas não pode paternalizar o consumidor.
- 28:58Ou seja, os produtos que têm o direito de ser comercializados
- 29:03têm o direito de ser comunicados.
- 29:06Mas, evidentemente deve existir regras para isso.
- 29:09A gente tem no Brasil, felizmente, um código de
- 29:12Autorregulamentação da publicidade chamado Conar.
- 29:17Que não é perfeito, mas eu diria que é um dos bons do mundo.
- 29:21E isso já estabelece regras bastante boas para a
- 29:24publicidade. Mas a melhor regra ainda tá No
- 29:27No caráter, na índole daqueles que fazem e aprovam a
- 29:31publicidade. É é dessas pessoas que depende a
- 29:34qualidade da comunicação que a gente vê.
- 29:36Bom, tem mais uma pergunta dele aqui.
- 29:39Ele tá perguntando, deixa eu ver aqui, ó, a pergunta dele.
- 29:42É sobre o maior. Qual o maior impacto que é a
- 29:46web, né? Eu até incluiria redes sociais.
- 29:48Dá pra gente falar um pouco disso no trabalho dos
- 29:51publicitários, que que trouxe de bom ou de ruim, enfim, qual a
- 29:54sua avaliação? É muito bom, uma certeza que eu
- 29:57tenho. Aliás, é interessante a gente
- 29:59ter um exemplo disso. Toda vez que surgem
- 30:02possibilidades novas de mídia, algumas pessoas ingenuamente
- 30:07imaginam que as já existentes vão desaparecer ou vão morrer.
- 30:12Isso não é verdade, aliás, é a maior prova de de vitalidade de
- 30:17uma mídia especificamente, é o rádio que ciclicamente.
- 30:20Algumas pessoas dizem, Ah, o rádio agora não tá bem e o rádio
- 30:24volta sempre glorioso. O rádio a gente tava comentando
- 30:27aqui, né? Antes de estar no ar.
- 30:29O rádio brasileiro, por exemplo, tá vivendo um momento
- 30:31sensacional novamente. É muito bom que exista as novas,
- 30:37existam as novas mídias, as redes sociais, a internet, todas
- 30:40as coisas. Que nós temos o privilégio de
- 30:42ter hoje. E eu não tenho dúvida de que
- 30:44tudo isso está aí para sempre, cada vez mais, mas que nada que
- 30:50existe vai desaparecer, tudo vai se interligar.
- 30:53Então eu não tenho dúvida que as as mídias todas vão se
- 30:57autocomplementar. Isso está acontecendo agora.
- 31:00Hoje a gente está no programa de rádio, que também está na
- 31:02televisão. E ele?
- 31:03Está na internet, número de coisas, está tudo junto.
- 31:07Na verdade, é o seguinte, o que vai continuar sempre sendo
- 31:10fundamental é o seguinte, não importa qual seja a mídia, se
- 31:14não tiver uma grande ideia, não acontece absolutamente nada.
- 31:17É isso aí, o Renato ainda pergunta se tem algum comercial
- 31:20dos outros que ele, no geral, que você gostaria de ter sido o
- 31:25realizador? Tem um Monte nossa, isso é eu
- 31:30tenho uma expressão que eu tenho quase certeza que eu sou o autor
- 31:33dela. Ele nunca sempre ter certeza de
- 31:36de autoridade a respeito de expressões, né?
- 31:39Que chama inveja, saudável que é.
- 31:42Quando você vê uma coisa que não foi você que fez, você disse,
- 31:45puxa, por que que não fui eu que fiz isso?
- 31:48Tem algum que fez? Eu acho que isso é o que motiva
- 31:51um sujeito a trabalhar. Eu acho que o dia que você pede
- 31:53a tua inveja saudável é porque você não tem que trabalhar mais.
- 31:57E eu? Felizmente, tenho inveja
- 32:00saudável de muitos trabalhos na publicidade brasileira
- 32:04Internacional. E um deles assim, que mais você
- 32:07você se lembra? Citar campanhas que eu gostaria
- 32:08de ter feito. Por exemplo, eu adoraria ter
- 32:10criado a campanha desse redondo da escol, que eu acho uma
- 32:13campanha muito consequente. Eu acho o trabalho que vem sendo
- 32:17feito para por havaianas, tanto no Brasil quanto no mundo, pelo
- 32:21meu amigo Marcelo Serpa, um trabalho muito bom que adoraria
- 32:24ter feito. E só para fechar, não é uma
- 32:27pergunta. O Renato só complementa.
- 32:29Por fim, digam a ele que eu e todas as torcidas concordamos.
- 32:33A primeira vez a gente nunca esquece.
- 32:36Então vale para tudo, né? Virou 11.
- 32:39Definição para várias situações na vida.
- 32:41Café da manhã no Estadão no ar, primeira edição.
- 32:48Do coração vale por uma declaração.
- 32:59Esse também é outro momento marcante, né, Washington?
- 33:02Ele, ele ditou clássicos aí, né? Esse é bonito porque tem essa
- 33:06essa relação com a música popular brasileira, carinhoso,
- 33:09que é uma coisa que marcou muito e marca meu trabalho.
- 33:13Meu trabalho tem muito a ver com a cultura popular.
- 33:16Então um componente que é muito presente no meu trabalho desde
- 33:20essa época do do comercial, do chambinho, com o carinhoso, do
- 33:24Pixinguinha. Até coisas que eu estou fazendo
- 33:27hoje e muitas delas tem a presença da música popular.
- 33:31Washington olivetto é nosso entrevistado aqui no café da
- 33:34manhã da rádio Estadão e ESPN, último bloco aqui você acompanha
- 33:36também pela TV Estadão no estadao.com.br tem 11.
- 33:42Sujeito do rádio, né? Que a gente sabe que você é um
- 33:45grande admirador dele. Eu também sou.
- 33:47Até trabalhei com ele um período aí.
- 33:49Vamos ouvir aqui esse esse essa voz.
- 33:53Nós temos repisado aqui várias e várias vezes, que todos nós
- 33:57somos modificados pelas coisas que enxergamos, que sentimos e
- 34:03que ouvimos. O rádio, como meio de
- 34:06comunicação, é eminentemente modificador.
- 34:11Não é uma pessoa hoje, por exemplo, na faixa dos 30, que
- 34:15não tenha plasmado a sua personalidade muito em função
- 34:20das coisas que ouviu no rádio. Não existe uma pessoa ou serão
- 34:24raras as pessoas que não tomaram aquele comprimido indicado pelo
- 34:28rádio no nos últimos 10 ou 15 ou 20 anos, você lembra?
- 34:39Tá e momentos do hélio Ribeiro, né?
- 34:40O hélio. Ribeiro o Ribeiro marcou
- 34:43fortemente a minha infância. Eu foi um dos caras assim,
- 34:47totalmente responsáveis pela minha paixão pelo rádio.
- 34:50Depois eu tive o privilégio de conhecer o hélio Ribeiro, ficar
- 34:53amigo do hélio Ribeiro. E depois tive uma história
- 34:56folcloríssima com o hélio Ribeiro, que acho que muita
- 35:02gente sabe, né? Que o hélio Ribeiro foi o muso
- 35:04inspirador de um personagem maravilhoso do Chico Anysio, o
- 35:07Roberval. E o hélio Ribeiro ficou bravo
- 35:12com isso, que na verdade era uma homenagem para ele.
- 35:15Ele queria matar o Chico Anysio. E ele um dia me falou isso, eu
- 35:19vou matar o Chico Anysio. Isso é um absurdo, essa história
- 35:22de Roberval Taylor. E quando ele falava, pior é que
- 35:25ficava, porque parecia o Roberval.
- 35:27Parecia, né? E aí, ele?
- 35:28Estava imitando o Roberval Taylor, né?
- 35:30E aí eu? Convenci o hélio Ribeiro.
- 35:33Eu falei, hélio, isso é uma loucura sua, porque isso é uma
- 35:35grande homenagem. Só um talento como o teu para
- 35:39ser imitado, para odiado. E aí ele se convenceu disso e
- 35:43ele convidou o Chico Anysio para ir ao programa dele e.
- 35:46E, sem dúvida nenhuma, deve ter sido um dos mais antológicos
- 35:49programas de rádio da história do rádio brasileiro, o encontro
- 35:53do hélio Ribeiro com o Chico Anysio fazendo o Robert
- 35:57volteiler. É esse aí, é um programa aí que
- 36:00ele essa gravação é da da Rádio Bandeirantes, né?
- 36:02Do. Do rap, esse eu acho que era o
- 36:04correspondente musical, né? Isso que ele fazia ao meio-dia.
- 36:07Fazia ao meio-dia. Os olhares do do mundo inteiro e
- 36:10o. Hélio tem um trabalho importante
- 36:12que é feito aí por uma entidade, né?
- 36:13O memorial? Hélio Ribeiro, sim.
- 36:15Aliás, eu sabe o Washington. Eu não sou muito a favor de
- 36:18tanto projeto de lei para nome de rua, mas é, é.
- 36:22O hélio Ribeiro é um cara que já merecia ter sido homenageado em
- 36:25São Paulo, né? E sem dúvida alguma, meu Deus do
- 36:28céu, que o que o hélio Ribeiro influenciou as rádios do Brasil
- 36:31inteiro, formou gerações de profissionais, porque inclusive
- 36:35o os ouvintes conhecem o hélio Ribeiro que entrava no ar.
- 36:40Mas o hélio Ribeiro, além de tudo, dirigia rádios e levou a
- 36:44primeiro lugar de audiência a muitas rádios, criou coisas
- 36:47conceitualmente importantes. Gerações de profissionais era
- 36:51um. Criador do rádio mesmo,
- 36:52exatamente criava coisas no rádio.
- 36:54E louco para cacete, é uma figura adorável.
- 36:57Isso sensacional. Hélio Ribeiro bom pra gente, a
- 37:00gente já está indo aqui para a reta final.
- 37:02Eu queria que você falasse um pouquinho pro pessoal que que
- 37:06veio aqui na publicidade 11 futuro, né?
- 37:09Principalmente pensando em começar na profissão e que de
- 37:12repente vai lá conhecer o seu trabalho e vê você lá na lá na
- 37:16agência. É como é que é o ambiente da
- 37:18agência é meio diferente, tem até pebolim, tem mesa de Ping
- 37:22pong que vocês têm. Esses esses ambientes é
- 37:24diferentes na agência mesmo? É isso.
- 37:26Não. A gente procura ter uma
- 37:27estrutura o mais aberta possível, ou seja, com todo
- 37:32mundo muito integrado. Eu mesmo não tenho uma sala.
- 37:35Eu trabalho com a turma da criação, toda meu, meu espaço é
- 37:38aberto e a gente tem até algumas regiões da agência.
- 37:43Aonde a gente tem um momentos de lazer, tipo, tem um pebolim, tem
- 37:48uma mesa de Ping pong, nada também tão demais e tão
- 37:52diferente de outras empresas. O que a gente busca, na verdade,
- 37:57com isso é uma integração do pessoal muito grande, ter uma
- 38:00competitividade interna baixa, se possível.
- 38:04Nenhuma que a turma toda muito unida numa atividade que na
- 38:10verdade. A Alegria é a matéria prima dela
- 38:15numa empresa de comunicação. E aqui a gente também tem um
- 38:18exemplo, se a empresa não for feliz, não for alegre, isso
- 38:22passa no trabalho. Imagina se vocês estivessem
- 38:25fazendo o programa todos os dias de mau humor pro ouvinte?
- 38:28De um jeito ou de outro, ele IA perceber um pouquinho disso.
- 38:32A mesma coisa. Quando a gente cria publicidade,
- 38:34a gente tem que criar uma publicidade feliz, alegre e
- 38:36consequente para ser pertinente, para ser eficiente.
- 38:39O nosso ouvinte aqui, o Leo engan, tá perguntando se daria
- 38:42para ter mais verbas publicitárias para o rádio, o
- 38:45nosso ouvinte? Eu acho que o rádio, nesse
- 38:48momento que ele tá crescendo novamente, as verbas estão
- 38:51crescendo no rádio, felizmente, uma coisa que eu acho que é
- 38:54muito importante é que os criadores de propaganda cada vez
- 38:59mais se preocupem em criar coisas para o rádio, que tenham
- 39:02as características do rádio, que não sejam pura e simplesmente
- 39:06adaptações de peças de outra mídia.
- 39:09Quando eu digo isso, é assim. Por exemplo, não tem porque você
- 39:11pegar o áudio do comercial de televisão e botar no rádio.
- 39:14Não criei uma peça que tem a cara do rádio.
- 39:17É isso aí, é só vou fazer um esclarecimento que alguns
- 39:20ouvintes mandaram as perguntas. É o seguinte, o houve, sim, o
- 39:25episódio na vida do Washington, mas eu acho que é o seguinte,
- 39:27ele tem todo direito de não falar sobre esse episódio.
- 39:30É, teve gente que mandou perguntas e.
- 39:32E eu penso assim, tem certas situações que o sujeito tem que
- 39:36falar. Por exemplo, se o sujeito é um
- 39:38político que acusar, desviar dinheiro, ele tem que dar
- 39:41esclarecimentos. Mas episódios como esse que o
- 39:43Washington viu na vida dele, não tem obrigação nenhuma de falar
- 39:46sobre esse assunto. Eu acho que a gente tem que
- 39:48entender, se bem que os ouvintes se manifestaram de forma muito
- 39:51respeitosa. Agradeço a todos por isso.
- 39:53É eu e é um direito. De não falar desse episódio.
- 39:56Pra não virar pauta dele, tá certíssimo?
- 39:59E até porque eu, eu eu fiz uma frase na verdade.
- 40:02A minha experiência da vida é na publicidade e na vida é nesse
- 40:06episódio. Só tenho 53 dias de.
- 40:08Experiência é isso aí, é. Eu só estou explicando para os
- 40:10ouvintes, para a gente, para não dizer que a gente não deu essa
- 40:13atenção, mas é isso, é isso, e tem todo direito de não falar.
- 40:16Eu acho que a gente está encerrando aqui.
- 40:18A gente queria que você deixasse aí uma mensagem aí.
- 40:20Estamos no ano aí dos 9090 anos da primeira transmissão de rádio
- 40:24no Brasil, que foi em 7/09/1822. Agora, terça-feira é o dia do
- 40:30rádio, né? Se você falasse um pouquinho
- 40:32mais desse veículo, que mensagem você deixa aí pros nossos
- 40:34ouvintes? Mas uma mensagem eu posso dizer
- 40:37da minha gratidão com o rádio. Eu diria que se eu tivesse que
- 40:44eleger os grandes responsáveis pela minha formação e pelo meu
- 40:48desenvolvimento profissional, eu elegeria o Monteiro Lobato, com
- 40:53o qual eu criei o prazer da leitura.
- 40:57E a leitura me levou pra escrita.
- 40:59E o rádio que me gerou a curiosidade e o prazer pela
- 41:03comunicação, isso, sem dúvida nenhuma, é fundamental para
- 41:08minha atividade. Eu fui ser um publicitário por
- 41:10quê? Porque eu queria escrever para
- 41:12todas as mídias e o rádio era uma delas e porque eu queria
- 41:15imitar meu pai, que era um vendedor.
- 41:17Aí eu imaginei onde é que misturava escrever com vender,
- 41:20vender com escrever, a publicidade, mas o rádio,
- 41:23principalmente Na Na minha infância e na minha
- 41:26adolescência. Ponho um elemento assim
- 41:29totalmente fundamental para estabelecer os meus critérios,
- 41:35desenvolver a minha, a minha imaginação.
- 41:38E uma outra coisa, né? Eu, que particularmente tenho 11
- 41:42para por informação. O imediato que o rádio oferece é
- 41:47o único. A Isabel, lembra hélio Ribeiro,
- 41:50falava da moça do karmanguinha vermelho.
- 41:52Exatamente. Né?
- 41:54E aqui só pra fechar, OOO Ferreira da não tem nenhum
- 41:58palestrino na sua família. Washington não só tá tá escrita
- 42:01a pergunta, não sou eu que estou perguntando, é o Ferreira.
- 42:04Que tá não tem minha. Mãe, sua mãe.
- 42:06Minha mãe, minha mãe. É curioso o seguinte, que minha
- 42:09mãe, Ela Foi ficando cada vez menos palmeirense, aham ou
- 42:13fingindo? Sei se fingindo cada vez menos
- 42:16palmeirense por causa do filho e por causa dos netos.
- 42:20Mas sem dúvida nenhuma, minha mãe sempre foi palmeirense.
- 42:23Meus avós italianos por parte de pai e eu na verdade é eu, eu
- 42:32tive o privilégio de conseguir me transformar em corinthiano
- 42:36cercado de ovelhas, negríssimas assim com avós e mãe.
- 42:40Palmeirenses com 11, avó, torcedora da portuguesa, um avô
- 42:44torcedor por outro lado, né, torcedor do 15 de Piracicaba, um
- 42:49pai que não ligava para futebol. E eu tive o privilégio.
- 42:52Eu acho que foi o seguinte, como?
- 42:54Como tinha essa coisa assim tão mediana no futebol?
- 42:57Na minha família toda, eu tinha que ter um momento de Glória.
- 43:00E eu fui eleito pelos deuses para ser o corinthiano.
- 43:04Então está aí com esse encerramento aqui do Washington,
- 43:07ó, só só posso desejar Boa Viagem a Tóquio, né?
- 43:09Porque com certeza você vai. O menino já está se comportando
- 43:13bem, então você vai a Tóquio aí agora No No final do ano.
- 43:16Boa Viagem para você. Foi um prazer receber aqui
- 43:19Washington olivetto, né? Aqui no Estadão no ar e venha
- 43:21mais vezes, tá bom, tá muito. Obrigado.
- 43:23Foi um enorme prazer estar com vocês.
- 43:25E como eu disse, eu estou torcendo para o Palmeiras
- 43:28continuar. Não é porque vocês são
- 43:30palmeirenses, não. Em nome do do prazer do futebol
- 43:34e da Alegria da competição saudável.
- 43:35Legal Washington. Valeu.
- 43:37Obrigado aí. E até a próxima.
- 43:40Os melhores lances da notícia, rádio Estadão EESPN.
- 43:48Curtiu? Muito legal essa entrevista em
- 43:51que Washington olivetto celebra sobretudo o rádio bom.
- 43:55E além de ser aí homenageado no Cannes Lyon desse ano de 2025,
- 44:02está nascendo também o instituto Washington olivetto.
- 44:08A missão é celebrar e preservar o legado do publicitário e
- 44:13promover a publicidade brasileira.
- 44:16Mais informações você pode acompanhar nas redes sociais,
- 44:20que levam o nome do publicitário.
- 44:24É isso aí, com essa lembrança, com essa homenagem.
- 44:28Nossas peças raras de hoje ficam por aqui.
- 44:32Até a próxima.