Latest / Devaneios de uma Bruxa Solitária / O problema não é o símbolo, é a interpretação! Ep06
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- 0:18SPEAKER_00: Olá a todas as bruxas do meu jardim,
- 0:21SPEAKER_00: sejam muito bem-vindas ao episódio 6 do nosso podcast,
- 0:27SPEAKER_00: o podcast de vaneios de uma bruxa solitária.
- 0:30SPEAKER_00: E o tema que eu trouxe hoje, eu intitulei-o como o problema não é o símbolo, é a interpretação.
- 0:43SPEAKER_00: Então, eu já trouxe aqui um outro vídeo Um outro vídeo não,
- 0:49SPEAKER_00: um outro episódio relativamente a um símbolo,
- 0:52SPEAKER_00: porque eu escolhi três símbolos para nós conversarmos aqui hoje,
- 0:57SPEAKER_00: que estão muito, muito, muito, muito distorcidos.
- 1:02SPEAKER_00: Já trouxe aqui especificamente sobre um símbolo específico, nós já vamos falar sobre eles.
- 1:12SPEAKER_00: Mas antes de nós avançarmos,
- 1:14SPEAKER_00: eu decidi trazer este tema porque À medida que nós vamos avançando e estudando
- 1:22SPEAKER_00: sobre determinadas temáticas,
- 1:24SPEAKER_00: nós vamos começando a perceber que há uma série e um conjunto de narrativas
- 1:32SPEAKER_00: que nós vamos ouvindo e escutando ao longo da nossa existência e
- 1:39SPEAKER_00: que talvez não estejam tão Não é corretos,
- 1:44SPEAKER_00: mas assertivos,
- 1:46SPEAKER_00: ou que não estejam tão assertivos, vou usar essa palavra, como deveriam de estar.
- 1:55SPEAKER_00: Então, quando nós julgamos alguém no nosso dia a dia,
- 2:02SPEAKER_00: nós frequentemente julgamos e criticamos essa pessoa ou essa situação,
- 2:08SPEAKER_00: Porque nós normalmente estamos apenas e exclusivamente a olhar para um lado.
- 2:17SPEAKER_00: E nós não olhamos para os dois lados ou todos os lados que integram essa situação
- 2:25SPEAKER_00: ou essa pessoa e não conseguimos ter o discernimento que seria necessário
- 2:35SPEAKER_00: Para então tecermos a nossa crítica.
- 2:37SPEAKER_00: E eu aqui não estou a pôr em causa se deveríamos ou não criticar ou julgar o outro.
- 2:45SPEAKER_00: Mas a partir do momento em que nós somos ensinados a julgar e criticar o outro,
- 2:54SPEAKER_00: desde que nós nascemos,
- 2:56SPEAKER_00: desde a nossa existência,
- 2:57SPEAKER_00: toda a nossa existência, é muito fácil nós apontarmos o dedo.
- 3:03SPEAKER_00: É muito fácil nós,
- 3:05SPEAKER_00: e nós fazemos isso por alguns motivos,
- 3:08SPEAKER_00: lógico que inconscientemente as pessoas não pensam muito nisso,
- 3:12SPEAKER_00: mas normalmente eu vou apontar o dedo ao outro porque eu quero
- 3:17SPEAKER_00: e preciso sentir-me melhor.
- 3:20SPEAKER_00: Então como é que nós fazemos?
- 3:21SPEAKER_00: Nós inferiorizamos, humilhamos, julgamos e criticamos o outro, certo?
- 3:29SPEAKER_00: Então é muito fácil Nós pegarmos em qualquer crença que nós não conhecemos,
- 3:35SPEAKER_00: em qualquer símbolo que nós não conhecemos e distorcermos o seu simbolismo.
- 3:44SPEAKER_00: E a partir daí,
- 3:45SPEAKER_00: nós temos toda uma narrativa que foi e é construída,
- 3:48SPEAKER_00: e aqui estamos a entrar no sistema que todos nós vivemos,
- 3:53SPEAKER_00: Eu vou dar aqui um exemplo para vocês entenderem o que é que eu quero dizer
- 3:57SPEAKER_00: com esta introdução, esta linga-linga que eu estou para aqui a contar, não é?
- 4:04SPEAKER_00: Mas há aqui vários símbolos e há aqui várias coisas que nós vamos ouvindo
- 4:09SPEAKER_00: e vamos interiorizando como sendo de determinada forma.
- 4:16SPEAKER_00: Então há várias coisas, tenho dois lados, pelo menos, não é?
- 4:22SPEAKER_00: Quando era adolescente, eu estou-me a engasgar muito neste episódio, calma, é preciso é calma.
- 4:27SPEAKER_00: Quando eu era adolescente,
- 4:31SPEAKER_00: eu dizia muitas vezes o seguinte,
- 4:34SPEAKER_00: antes mesmo de conhecer a espiritualidade,
- 4:37SPEAKER_00: ou se falar assim de espiritualidade,
- 4:38SPEAKER_00: eu dizia assim,
- 4:41SPEAKER_00: não existe uma única verdade, existe a minha verdade, A tua verdade e a verdade.
- 4:47SPEAKER_00: Ou seja, o que é que eu queria dizer com isto?
- 4:50SPEAKER_00: Em qualquer situação nós vamos ter sempre pelo menos um, dois intervenientes.
- 4:57SPEAKER_00: Nós vamos ter sempre aqui intervenientes.
- 4:59SPEAKER_00: E vamos ter sempre, uma vez que nós vivemos em sociedade, não é?
- 5:04SPEAKER_00: Nós vamos ter sempre a nossa verdade, ou seja, a nossa interpretação do assunto.
- 5:09SPEAKER_00: A nossa experiência, não
- 5:10SPEAKER_00: Que nos vai trazer uma determinada interpretação.
- 5:14SPEAKER_00: E é essa interpretação que é importante para nós e que vai depois fazer com
- 5:19SPEAKER_00: que nós decidamos as coisas,
- 5:24SPEAKER_00: a nossa vida,
- 5:25SPEAKER_00: mas nós também vamos ter a interpretação ou a verdade do outro ou
- 5:30SPEAKER_00: dos outros dependendo dos intervenientes.
- 5:33SPEAKER_00: E além disso, ou seja, cada um deles vai ter a sua própria interpretação da situação, não é?
- 5:40SPEAKER_00: E que a sua interpretação vai ser importante para eles,
- 5:43SPEAKER_00: para essas pessoas,
- 5:45SPEAKER_00: mas nós ainda vamos ter a verdade, a real verdade, que nunca iremos saber qual é.
- 5:53SPEAKER_00: Porquê?
- 5:53SPEAKER_00: Porque a nossa interpretação ou
- 5:55SPEAKER_00: a nossa verdade vai estar sempre sujeita à nossa interpretação e à nossa verdade.
- 6:01SPEAKER_00: Então nunca nós temos Acesso ao que de facto é, à realidade real e verdadeira.
- 6:10SPEAKER_00: Portanto,
- 6:11SPEAKER_00: quando nós decidimos julgar,
- 6:13SPEAKER_00: distorcer,
- 6:14SPEAKER_00: criticar,
- 6:16SPEAKER_00: inferiorizar,
- 6:17SPEAKER_00: humilhar uma pessoa,
- 6:19SPEAKER_00: uma situação,
- 6:19SPEAKER_00: seja o que for,
- 6:21SPEAKER_00: nós sempre estamos a fazer de acordo com a nossa régua,
- 6:25SPEAKER_00: com a nossa interpretação,
- 6:28SPEAKER_00: com a nossa ética, com aquilo que nós consideramos certo ou errado.
- 6:33SPEAKER_00: Não tem como ser diferente.
- 6:36SPEAKER_00: A partir daqui,
- 6:37SPEAKER_00: eu quero que pares ocuparem para pensar em quantos símbolos é que vocês conhecem e
- 6:46SPEAKER_00: que nós interpretamos como malígonos, que são símbolos malígonos.
- 6:52SPEAKER_00: Quando digo símbolos, não são só símbolos.
- 6:54SPEAKER_00: Tudo aquilo que nós vemos à nossa volta,
- 6:57SPEAKER_00: ao nosso redor, Foi influenciado ou foi moldado, condicionado.
- 7:02SPEAKER_00: Portanto, não existe amor incondicional aqui.
- 7:06SPEAKER_00: Ah, mas tem o amor incondicional das mães.
- 7:08SPEAKER_00: As mães, amor incondicional.
- 7:09SPEAKER_00: Não.
- 7:11SPEAKER_00: Não.
- 7:11SPEAKER_00: O amor que as mães sentem pode ser um amor, não sei o quê, não sei o que se respeita.
- 7:18SPEAKER_00: Na escala de 0 a 10 é um 9 ou um 10, mas jamais vai ser amor incondicional.
- 7:25SPEAKER_00: Amor incondicional é aquilo que os animais sentem por nós.
- 7:28SPEAKER_00: Porque apesar de nós sermos,
- 7:32SPEAKER_00: eu iria dizer terríveis,
- 7:33SPEAKER_00: mas nós somos aqui os parasitas,
- 7:35SPEAKER_00: nós somos aqui os,
- 7:37SPEAKER_00: enfim, para os animais, eles continuam a sentir amor incondicional por nós.
- 7:45SPEAKER_00: Eles não dependem,
- 7:47SPEAKER_00: eles gostam e estão connosco e amam-nos independentemente da bosta de personalidade
- 7:54SPEAKER_00: que nós temos.
- 7:56SPEAKER_00: Ao contrário de nós humanos,
- 7:57SPEAKER_00: adultos principalmente,
- 7:59SPEAKER_00: portanto talvez uma criança se sinta mais amor incondicional do que um pai
- 8:04SPEAKER_00: uma mãe,
- 8:04SPEAKER_00: lamento informar-vos,
- 8:06SPEAKER_00: parem para refletir bem sobre o assunto, porque um pai ou uma mãe sempre vão...
- 8:12SPEAKER_00: Ensinar e condicionar o filho à sociedade onde estão inseridos.
- 8:19SPEAKER_00: Então, não pode comer de boca aberta,
- 8:21SPEAKER_00: tem que comer de garfo e faca,
- 8:23SPEAKER_00: comer com as mãos é porco, blá, blá, blá, blá, blá, blá.
- 8:28SPEAKER_00: Portanto, não existe amor incondicional.
- 8:30SPEAKER_00: Os humanos não têm amor incondicional,
- 8:32SPEAKER_00: não sentem amor incondicional e isso pode ser, obviamente, pode haver exceções.
- 8:36SPEAKER_00: Eu já sei que tem um monte de gente que vai dizer, ai, mas mãe, é mãe.
- 8:39SPEAKER_00: Ah, pá, pá, aquela senhora que é isso.
- 8:43SPEAKER_00: Enfim, portanto,
- 8:46SPEAKER_00: quantos símbolos e quantas situações vocês interpretam como malignos,
- 8:51SPEAKER_00: sendo que vocês não têm sequer acesso à outra informação?
- 8:55SPEAKER_00: Vocês só têm acesso àquilo que vos cheirou, àquilo que chegou até vocês.
- 8:59SPEAKER_00: Vocês não têm conhecimento de causa, vocês não têm conhecimento de todas as variáveis, ok?
- 9:08SPEAKER_00: Eu vou dar aqui um exemplo que vocês vão perceber,
- 9:11SPEAKER_00: mas não faz parte dos três símbolos que eu escolhi aqui.
- 9:15SPEAKER_00: Talvez eu entre um bocadinho aqui na questão política, não sei, mas vamos ver.
- 9:21SPEAKER_00: A serpente é um exemplo universal,
- 9:26SPEAKER_00: porque se nós falarmos universal aqui no Ocidente,
- 9:28SPEAKER_00: eu não sei como é vista no Oriente,
- 9:31SPEAKER_00: atenção,
- 9:32SPEAKER_00: lá está, é universal mais ou menos, mas aqui para nós no Ocidente é universal.
- 9:38SPEAKER_00: Quando nós falamos sobre serpente,
- 9:42SPEAKER_00: nós dizemos aqui, olha, ela é uma serpente, ela é a pessoa, não é?
- 9:47SPEAKER_00: Uma serpente,
- 9:48SPEAKER_00: parece uma cobra,
- 9:48SPEAKER_00: é uma cobra,
- 9:50SPEAKER_00: vai destilar ódio,
- 9:51SPEAKER_00: vai destilar veneno,
- 9:53SPEAKER_00: vai trair,
- 9:54SPEAKER_00: vai ser uma filha de uma égua,
- 9:55SPEAKER_00: como eu gosto de dizer,
- 9:56SPEAKER_00: que é para vocês perceberem que é filha da... exatamente, dessa senhora.
- 10:00SPEAKER_00: Que é sempre para a mulher, não é?
- 10:01SPEAKER_00: É sempre os nomes, assim,
- 10:04SPEAKER_00: quando nós queremos ofender alguém,
- 10:05SPEAKER_00: nós sempre trazemos nomes de mulher no feminino, é uma coisa curiosa também.
- 10:10SPEAKER_00: Portanto, é um filho do... é isso.
- 10:15SPEAKER_00: Portanto,
- 10:17SPEAKER_00: quando nós pensamos na serpente,
- 10:19SPEAKER_00: nós frequentemente pensamos em alguém que trai,
- 10:22SPEAKER_00: em alguém que não é confiável, em alguém que não é confiável,
- 10:29SPEAKER_00: Que lá está,
- 10:29SPEAKER_00: que não é confiável,
- 10:30SPEAKER_00: que eu não posso confiar naquela pessoa porque aquela pessoa é uma cobra.
- 10:34SPEAKER_00: Eu sei que ela vai me dar o bote, vai me...
- 10:39SPEAKER_00: Pronto.
- 10:41SPEAKER_00: Agora, hoje e neste episódio eu quero trazer especialmente...
- 10:46SPEAKER_00: A serpente é para vocês entenderem.
- 10:48SPEAKER_00: Até no sistema Lenormand,
- 10:50SPEAKER_00: para alguns vocês devem conhecer como baralho cigano,
- 10:53SPEAKER_00: a serpente normalmente vai indicar que a pessoa é...
- 10:58SPEAKER_00: Né?
- 10:58SPEAKER_00: Pronto.
- 11:00SPEAKER_00: Portanto,
- 11:00SPEAKER_00: está muito...
- 11:02SPEAKER_00: E reparem,
- 11:03SPEAKER_00: ninguém se deu ao trabalho,
- 11:04SPEAKER_00: ou algumas pessoas deram-se ao trabalho,
- 11:06SPEAKER_00: outras nem tanto,
- 11:08SPEAKER_00: mas as pessoas não se dão ao trabalho de pensar sequer porque é que nós associamos
- 11:14SPEAKER_00: a serpente,
- 11:15SPEAKER_00: a cobra,
- 11:16SPEAKER_00: como traição,
- 11:17SPEAKER_00: como pessoa que não é confiável,
- 11:19SPEAKER_00: pessoa que vai nos trair, que vai fazer alguma coisa contra nós.
- 11:24SPEAKER_00: Porquê é que nós associamos?
- 11:25SPEAKER_00: As pessoas não param para pensar nisto.
- 11:27SPEAKER_00: As pessoas simplesmente...
- 11:29SPEAKER_00: Absorvem aquilo e vivem as vidas e se lixem.
- 11:34SPEAKER_00: Eu não quero ter trabalho de pensar porque tira a beleza, pouca beleza que eu ainda tenho.
- 11:40SPEAKER_00: Até hoje,
- 11:41SPEAKER_00: separei aqui três símbolos e,
- 11:43SPEAKER_00: como eu disse,
- 11:44SPEAKER_00: estes símbolos vão mexer um bocadinho naquilo que está a acontecer atualmente.
- 11:51SPEAKER_00: Mas eu achei que fosse interessante para que vocês expandam um bocadinho
- 11:55SPEAKER_00: os vossos horizontes e não fiquem só com a interpretação que nos dizem
- 11:59SPEAKER_00: que está distorcida.
- 12:00SPEAKER_00: Então, quais foram os três símbolos que eu escolhi aqui?
- 12:04SPEAKER_00: A suástica, o pentáculo, que já fiz o episódio sobre, e a estrela de Davi.
- 12:12SPEAKER_00: A suástica vocês provavelmente conhecem como símbolo nazista, não é?
- 12:18SPEAKER_00: Vocês conhecem Muito provavelmente por estar associado ao Hitler,
- 12:24SPEAKER_00: ao senhor bigodinho da Alemanha, não é?
- 12:27SPEAKER_00: Pois é, vocês provavelmente conhecem por estar associado ao nazismo, certo?
- 12:33Ok.
- 12:34SPEAKER_00: Porém, se vocês forem investigar...
- 12:39SPEAKER_00: Nem é preciso ler livros complexos e livros de pessoas de XPTO, não.
- 12:47SPEAKER_00: Vocês vão ao chat GPT, vocês colocam no Google, no bom e velho Google, não é?
- 12:53SPEAKER_00: E vocês descobrem exatamente isto.
- 12:56SPEAKER_00: Não precisam de fazer uma investigação de anos e anos sobre o assunto.
- 13:00SPEAKER_00: Vocês conseguem perceber o que eu vos vou explicar aqui fazendo uma pesquisa rápida
- 13:06SPEAKER_00: no Google ou até no chat GPT ou em outras inteligências artificiais de chats.
- 13:13SPEAKER_00: Sei lá.
- 13:14SPEAKER_00: Enfim, a swastika
- 13:18SPEAKER_00: Vocês vão entender aqui uma coisa.
- 13:21SPEAKER_00: Hitler trouxe muita coisa, associou muita coisa e trouxe para o Ocidente.
- 13:29SPEAKER_00: E claro, isto é uma teoria minha.
- 13:30SPEAKER_00: Eu não fui ver,
- 13:31SPEAKER_00: não li nenhum livro que me diga isto,
- 13:34SPEAKER_00: mas eu lendo uma coisa,
- 13:36SPEAKER_00: lendo outra e sabendo a história,
- 13:38SPEAKER_00: eu tenho uma teoria que pode ser uma teoria da conspiração,
- 13:41SPEAKER_00: mas eu estou cagando e andando se for uma teoria da conspiração.
- 13:45SPEAKER_00: Mas é uma teoria minha.
- 13:47SPEAKER_00: E que faz sentido na minha cabeça.
- 13:48SPEAKER_00: E é isso.
- 13:51SPEAKER_00: Vocês vão perceber que o Hitler tem algumas... Tem.
- 13:55SPEAKER_00: Tinha, não é?
- 13:57SPEAKER_00: O Hitler e a...
- 14:01SPEAKER_00: Essa... Sei lá.
- 14:02SPEAKER_00: Essa teoria nazista, vamos colocar assim, tem uma certa... Ou foi beber uma certa...
- 14:08SPEAKER_00: Mas o Hitler,
- 14:09SPEAKER_00: especialmente,
- 14:10SPEAKER_00: foi beber... De aquilo que... Algumas coisas que ele trouxe, foi beber...
- 14:19SPEAKER_00: Daquilo que Helena Blavatsky trouxe do Oriente.
- 14:22SPEAKER_00: E eu quero só dizer aqui uma coisa.
- 14:27SPEAKER_00: Se nós formos olhar um bocadinho mais para a história, para trás, não é?
- 14:30SPEAKER_00: Nós vamos perceber que poucas são as mulheres que estão em evidência.
- 14:34SPEAKER_00: Porque a mulher não valia nada.
- 14:37SPEAKER_00: Então se fosse uma mulher negra, muito menos valia, não
- 14:40SPEAKER_00: Não sei se isso terá passado muito, mas pronto, isso são outros 500.
- 14:44SPEAKER_00: A questão aqui é que quando uma mulher...
- 14:48SPEAKER_00: Tem um nome,
- 14:50SPEAKER_00: assim como Helena Blavatsky,
- 14:51SPEAKER_00: que eu não estou em erro,
- 14:56SPEAKER_00: que por acaso não fui ver a altura,
- 15:00SPEAKER_00: mas eu acho que ela está no século XIX,
- 15:02SPEAKER_00: a Helena Blavatsky,
- 15:04SPEAKER_00: ela traz um conceito que é muito utilizado dentro do nazismo,
- 15:09SPEAKER_00: porque ela,
- 15:10SPEAKER_00: sendo uma mulher branca,
- 15:12SPEAKER_00: Do Reino Unido,
- 15:13SPEAKER_00: lá está,
- 15:14SPEAKER_00: se eu não me engano,
- 15:14SPEAKER_00: porque eu já vi isto há muitos anos, portanto, não quero errar na bibliografia dela.
- 15:21SPEAKER_00: Na bibliografia não, na biografia dela.
- 15:24SPEAKER_00: Ela sendo uma mulher branca,
- 15:27SPEAKER_00: no Reino Unido, rica,
- 15:29SPEAKER_00: que se casou muito cedo,
- 15:30SPEAKER_00: acho que com 17 anos,
- 15:31SPEAKER_00: que se casou,
- 15:32SPEAKER_00: não quis aquele marido para nada,
- 15:34SPEAKER_00: mandou cucaraças,
- 15:35SPEAKER_00: que é para não dizer um palavrão aqui,
- 15:37SPEAKER_00: mandou cucaraças, ela só pôde fazer isso porque ela era rica.
- 15:42SPEAKER_00: Ela só pôde,
- 15:43SPEAKER_00: ela viajou depois para o Oriente e trouxe de lá alguns conceitos e alguns conceitos,
- 15:49SPEAKER_00: e aqui eu não posso dar a certeza se foi ela que trouxe o conceito de chakras ou
- 15:55SPEAKER_00: se já existia aqui alguma coisa do assunto,
- 15:59SPEAKER_00: mas todo o conceito de chakras,
- 16:00SPEAKER_00: de sistema energético, de fluxo energético, foi trazido,
- 16:08SPEAKER_00: trouxeram dos Vedas, não é?
- 16:11SPEAKER_00: Mas foi tirado tudo aquilo que correspondia à mitologia Hindu.
- 16:16SPEAKER_00: Portanto, cada chakra estava associado a um Deus Hindu.
- 16:21SPEAKER_00: As cores,
- 16:22SPEAKER_00: e eu falo particularmente pela minha experiência enquanto reikiana,
- 16:25SPEAKER_00: enquanto mestre de reiki,
- 16:27SPEAKER_00: em que eu não vejo os chakras com as cores que aqui no ocidente nós conhecemos.
- 16:35SPEAKER_00: Portanto,
- 16:37SPEAKER_00: Ela só pôde fazer essa investigação e escrever os livros que ela escreveu
- 16:41SPEAKER_00: porque ela era branca rica, mulher branca rica.
- 16:46SPEAKER_00: Porque um pobre ou uma mulher pobre que tem que pôr a canastra à cabeça ou tem
- 16:52SPEAKER_00: que pôr o cesto da roupa à cabeça e lavar a roupa no tanque na mesma altura que ela,
- 16:58SPEAKER_00: jamais iria ter tempo para pensar em outra coisa ou qualquer Se não,
- 17:04SPEAKER_00: ir trabalhar,
- 17:05SPEAKER_00: ir lavar a roupa no tanque,
- 17:07SPEAKER_00: porque nos tanques públicos que todas as mulheres iam lavar a roupa,
- 17:12SPEAKER_00: não sei se como é que é no resto do mundo, mas aqui por tudo ela era assim.
- 17:15SPEAKER_00: E, portanto,
- 17:16SPEAKER_00: ela tinha mais do que pensar como pôr comida na mesa para a carrada de filhos
- 17:20SPEAKER_00: que provavelmente teria, não é?
- 17:23SPEAKER_00: E nunca poderia jamais pensar em ir para o Oriente para estudar sobre chakras,
- 17:28SPEAKER_00: para estudar sobre isto, sobre aquilo.
- 17:30SPEAKER_00: Ok?
- 17:30SPEAKER_00: Portanto,
- 17:32SPEAKER_00: já por si só,
- 17:36SPEAKER_00: Eu não posso dizer todas as pessoas,
- 17:38SPEAKER_00: mas aquilo que a maioria ou aquilo que eu conheço e os autores que eu conheço e
- 17:45SPEAKER_00: que leio e que estudo sobre temas como magia cerimonial ou sei lá o quê ou
- 17:56SPEAKER_00: o
- 17:57SPEAKER_00: que eu percebo é que todos eles tinham possibilidades financeiras.
- 18:03SPEAKER_00: Ok?
- 18:03SPEAKER_00: Se torraram o seu dinheiro todo a fazer como o Crowley, não é?
- 18:08SPEAKER_00: Se torraram todo o seu dinheiro, é um problema que era deles.
- 18:11SPEAKER_00: Porque a maioria que eu leio ou que eu tenho acesso,
- 18:15SPEAKER_00: não posso ser todos,
- 18:16SPEAKER_00: é tal coisa, mas boa parte deles tinham dinheiro, eram ricos e puderam fazer isto.
- 18:21SPEAKER_00: Pronto.
- 18:23SPEAKER_00: A Helena Blavatsky,
- 18:24SPEAKER_00: quando trouxe para cá,
- 18:26SPEAKER_00: para o Ocidente,
- 18:27SPEAKER_00: e escreveu os vários livros,
- 18:29SPEAKER_00: as coleções,
- 18:30SPEAKER_00: os conjuntos,
- 18:31SPEAKER_00: os volumes de livros que ela escreveu,
- 18:35SPEAKER_00: ela trouxe esse conceito da raça ariana,
- 18:38SPEAKER_00: que é um conceito associado ao nazismo,
- 18:44SPEAKER_00: e trouxe também a swastika,
- 18:47SPEAKER_00: portanto a swastika,
- 18:49SPEAKER_00: que é um símbolo antigo, E tem presença em muitas culturas da Ásia.
- 18:55SPEAKER_00: E aqui nós entramos na distorção tanto do símbolo da swastika,
- 19:02SPEAKER_00: que era um símbolo associado à prosperidade,
- 19:04SPEAKER_00: boa sorte, boa fortuna e até à proteção e movimento cíclico.
- 19:10SPEAKER_00: O que acontece é que mesmo o sequestro que houve deste símbolo,
- 19:17SPEAKER_00: que é popular na Ásia,
- 19:20SPEAKER_00: Em vários Budas,
- 19:21SPEAKER_00: e é engraçado,
- 19:23SPEAKER_00: eu tive curiosidade em estudar ou em ver sobre o assunto há uns anos,
- 19:27SPEAKER_00: quando eu vi uma imagem,
- 19:30SPEAKER_00: eu não sei porquê,
- 19:32SPEAKER_00: eu não sei se foi num livro,
- 19:33SPEAKER_00: já não me recordo se foi num livro,
- 19:34SPEAKER_00: acho que foi num livro de chakras,
- 19:35SPEAKER_00: que eu estava a estudar mais especificamente sobre chakras e tal,
- 19:39SPEAKER_00: e vi um Buda, uma imagem de um Buda que tinha a swastika.
- 19:44SPEAKER_00: E eu olhei para aquilo,
- 19:46SPEAKER_00: daí para o símbolo e pensei,
- 19:47SPEAKER_00: porra, mas este símbolo aqui não é o símbolo do nazismo?
- 19:49SPEAKER_00: Ou eu estou doida?
- 19:50SPEAKER_00: Estou chorando dos cornos?
- 19:52SPEAKER_00: Só pode ser?
- 19:53SPEAKER_00: Fui à procura, fui investigar, só fui há uns anos.
- 19:56SPEAKER_00: E a partir daí comecei a perceber isto,
- 19:57SPEAKER_00: há uma destrução muito grande,
- 19:59SPEAKER_00: é que não foi só o sequestro de alguns conceitos,
- 20:03SPEAKER_00: e eu não estou a dizer aqui que a Helena Blavatsky tem culpa no cartório,
- 20:08SPEAKER_00: não é isto,
- 20:10SPEAKER_00: mas o que ela escreveu e depois criou a teosofia,
- 20:13SPEAKER_00: Deu origem a um pensamento neo espiritual e neoliberal que nós temos hoje em dia.
- 20:21SPEAKER_00: Não é que ela tenha criado o pensamento,
- 20:24SPEAKER_00: mas deu origem a New Age, estas coisinhas que nós vemos hoje por aqui.
- 20:30SPEAKER_00: E há uma distorção muito grande não só do símbolo,
- 20:33SPEAKER_00: portanto a swastika hoje em dia,
- 20:34SPEAKER_00: aqui principalmente no ocidente, é conhecido como nazismo.
- 20:38SPEAKER_00: Eu andei a estudar na universidade,
- 20:41SPEAKER_00: O curso que eu tirei,
- 20:43SPEAKER_00: o curso base de formação,
- 20:44SPEAKER_00: que eu tirei, começava por S, S de sapato, portanto era SS.
- 20:52SPEAKER_00: Eu nunca poderia colocar SS, porque fazia apologia ao nazismo, à swastika.
- 20:59SPEAKER_00: Então eu tinha que colocar uma parte do nome do curso,
- 21:03SPEAKER_00: Para ser S e metade do segundo nome do curso.
- 21:08SPEAKER_00: Estava a perceber o que eu quero dizer?
- 21:09SPEAKER_00: Eu não conseguia colocar SS para identificar o curso.
- 21:15SPEAKER_00: Eu tinha que colocar um bocado do segundo nome,
- 21:18SPEAKER_00: por exemplo, para não fazer apologia à suástica do nazismo.
- 21:23SPEAKER_00: Então, além do símbolo ter sido sequestrado,
- 21:27SPEAKER_00: porque foi raptado, foi abduzido, Por Hitler e pela sua cambada de machos, não é?
- 21:39SPEAKER_00: Enfim, há também,
- 21:43SPEAKER_00: houve aqui também uma distorção muito grande e lá está,
- 21:46SPEAKER_00: na minha teoria,
- 21:47SPEAKER_00: que não é confirmada por lado nenhum,
- 21:49SPEAKER_00: porque são coisas que são vozes da minha cabeça,
- 21:53SPEAKER_00: há aqui uma distorção muito grande e há aqui uma tentativa e uma narrativa
- 21:58SPEAKER_00: de criar...
- 22:02SPEAKER_00: Como se a cultura asiática ou a cultura oriental fosse demoníaca.
- 22:11SPEAKER_00: Ok?
- 22:11SPEAKER_00: Fosse demoníaca.
- 22:12SPEAKER_00: Então há aqui o facto de ser trazido para o ocidente os chakras e
- 22:19SPEAKER_00: o fluxo energético,
- 22:21SPEAKER_00: os fluxos energéticos Houve um mascaramento,
- 22:24SPEAKER_00: houve aqui uma associação,
- 22:25SPEAKER_00: tiraram as cores que estavam,
- 22:26SPEAKER_00: tiraram as divindades,
- 22:28SPEAKER_00: tiraram isto,
- 22:29SPEAKER_00: tiraram aquilo, para não associar ao demónio que era considerado a mitologia hindu.
- 22:37SPEAKER_00: Porque onde é que já se viu ter uma Kali?
- 22:39SPEAKER_00: Onde é que já se viu?
- 22:41SPEAKER_00: Não é?
- 22:41SPEAKER_00: Onde é que já se viu ter aqueles símbolos todos de...
- 22:47SPEAKER_00: Jamais, porque é demónio, só pode.
- 22:50SPEAKER_00: Então, gostam de utilizar,
- 22:52SPEAKER_00: de se apropriar de outras crenças ou de outras formas de pensar,
- 22:58SPEAKER_00: mas têm sempre que abranquizar.
- 23:01SPEAKER_00: Ok, embranquecer.
- 23:05SPEAKER_00: Entendem?
- 23:06SPEAKER_00: Têm sempre que embranquecer,
- 23:08SPEAKER_00: têm sempre que trazer aqui uma nuance ocidental, porque nós é que estamos certos.
- 23:13SPEAKER_00: Então eu não quero,
- 23:14SPEAKER_00: e daí nasce o gratilúgio, o New Age e o neoliberalismo que nós trazemos aqui hoje.
- 23:19SPEAKER_00: Não estou a falar da parte política da coisa.
- 23:21SPEAKER_00: Estou a falar depois que entramos no pensamento da positividade tóxica e coisas assim.
- 23:29SPEAKER_00: Portanto, o que é que acontece?
- 23:32SPEAKER_00: Quando um símbolo é brutalmente apropriado e associado a um movimento deste género,
- 23:37SPEAKER_00: a questão é, será que é possível separar novamente o símbolo desta associação?
- 23:44SPEAKER_00: Se eu, eu não consegui encontrar a imagem que eu vi,
- 23:52SPEAKER_00: também não dá para fazer imagem porque vocês não têm imagem aqui,
- 23:54SPEAKER_00: é só áudio, mas pronto.
- 23:55SPEAKER_00: Mas há uma...
- 23:58SPEAKER_00: Enfim, o que eu ia dizer, há uma,
- 24:01SPEAKER_00: mas isso pode ser outro vídeo,
- 24:03SPEAKER_00: pode ser um vídeo, pode ser um texto, no Substack, enfim.
- 24:08SPEAKER_00: Mas há aqui uma,
- 24:10SPEAKER_00: que eu não me lembro do nome, Mas eu queria vos trazer o nome, enfim, não me lembro.
- 24:15SPEAKER_00: Em que é muito utilizado na radiestesia.
- 24:22SPEAKER_00: Radiestesia radiónica, por ali.
- 24:25SPEAKER_00: Em que é utilizado para trabalho energético, que é um símbolo muito parecido com a suástica.
- 24:34SPEAKER_00: Enfim, portanto,
- 24:37SPEAKER_00: será que nós conseguimos separar O símbolo,
- 24:41SPEAKER_00: a associação que o símbolo tem para nós,
- 24:46SPEAKER_00: daquilo que realmente o símbolo simboliza,
- 24:52SPEAKER_00: porque mesmo que eu saiba sobre o assunto,
- 24:55SPEAKER_00: por exemplo,
- 24:55SPEAKER_00: acabei-vos de dizer,
- 24:56SPEAKER_00: há uma imagem que eu não me recordo do nome,
- 25:02SPEAKER_00: lá está, não me recordo porque eu não utilizo.
- 25:05SPEAKER_00: E porquê que eu não utilizo?
- 25:06SPEAKER_00: Pode ser justamente por causa desta associação.
- 25:11SPEAKER_00: Inconscientemente, atenção.
- 25:13SPEAKER_00: Porque apesar de nós termos consciência ou de nós percebermos determinadas coisas,
- 25:17SPEAKER_00: não significa que isto é uma lavagem cerebral que nos fazem desde que nós nascemos.
- 25:21SPEAKER_00: Nós nascemos e nós já estamos numa sociedade que nos diz que isto é certo ou que isto é errado.
- 25:27SPEAKER_00: É a mesma coisa que uma religião.
- 25:29SPEAKER_00: Portugal é um país laico, mas nós nascemos e automaticamente nós somos cristãos.
- 25:37SPEAKER_00: Mesmo sendo um país laico.
- 25:39SPEAKER_00: Porquê?
- 25:39SPEAKER_00: Porque toda a gente tem que batizar a canalha, os miúdos, não é?
- 25:43SPEAKER_00: Nós chamamos-nos canalha aos miúdos, às crianças, ao conjunto de crianças a canalhas.
- 25:48SPEAKER_00: É canalha.
- 25:50SPEAKER_00: Enfim, toda a gente batiza.
- 25:52SPEAKER_00: Eu vejo o exemplo de pessoas que me rodeia que não acreditam em nada,
- 25:55SPEAKER_00: mas foram, casaram-se pela igreja e tiveram que batizar a canalha, os miúdos.
- 26:02SPEAKER_00: Portanto,
- 26:05SPEAKER_00: E pelo que eu ouço de um canal que eu sigo,
- 26:09SPEAKER_00: não é sobre o assunto, mas é a pessoa vive na Turquia.
- 26:14SPEAKER_00: Eu também sigo pessoas que vivem na China, atenção.
- 26:17SPEAKER_00: Portanto, no Egito e assim.
- 26:20SPEAKER_00: E a pessoa, e muita gente também vive no Brasil, pessoas que eu sigo.
- 26:24SPEAKER_00: Portanto, é uma Michelândia de pessoas que eu sigo que estão por todo o mundo.
- 26:30SPEAKER_00: Mas essa pessoa vive especificamente na Turquia.
- 26:33SPEAKER_00: E ela diz que A Turquia não é um país muçulmano,
- 26:38SPEAKER_00: portanto,
- 26:39SPEAKER_00: mas é um país muçulmano porque está enraizado na cultura,
- 26:41SPEAKER_00: está enraizado na pessoa,
- 26:43SPEAKER_00: na forma como a pessoa está,
- 26:44SPEAKER_00: como a pessoa respira,
- 26:45SPEAKER_00: como a pessoa vive, como a pessoa lida com as pessoas, é a mesma coisa do que aqui.
- 26:50SPEAKER_00: Embora Portugal seja um país laico,
- 26:53SPEAKER_00: seja definido como um país laico,
- 26:55SPEAKER_00: está intrínseco,
- 26:58SPEAKER_00: está tão entrosado,
- 26:59SPEAKER_00: está tão no sangue,
- 27:02SPEAKER_00: Que nós,
- 27:03SPEAKER_00: mesmo sem querer,
- 27:05SPEAKER_00: nós temos feriados religiosos católicos,
- 27:07SPEAKER_00: não são de outras religiões,
- 27:09SPEAKER_00: é católicos,
- 27:11SPEAKER_00: que a meu ver nem sequer teriam que estar, nem sequer teriam que existir.
- 27:14SPEAKER_00: Fecham as ruas quando querem fazer as procissões.
- 27:17SPEAKER_00: Ah, mas isso é tradição, é cultura.
- 27:20SPEAKER_00: Então, pois,
- 27:20SPEAKER_00: mas se nós estamos na Era do Aquário,
- 27:24SPEAKER_00: isso não dá para avançarmos repetindo tradição.
- 27:29SPEAKER_00: Não dá para avançarmos.
- 27:31SPEAKER_00: Portanto,
- 27:31SPEAKER_00: não dá para nós sairmos da bolha ou desenvolvermos quando nós continuamos a repetir
- 27:35SPEAKER_00: a mesma coisa.
- 27:37SPEAKER_00: É na diferença que há o desenvolvimento.
- 27:41SPEAKER_00: Não sei se sabem, mas é.
- 27:44SPEAKER_00: Portanto, se fecham as ruas para uma procissão passar, para os andores passarem, não é?
- 27:51SPEAKER_00: Porquê que não fecham a rua quando eu quero ir para o meio da estrada fazer
- 27:54SPEAKER_00: um ritual com as minhas velas pretas?
- 27:58SPEAKER_00: Então porquê que uns podem e outros não podem?
- 28:01SPEAKER_00: Ou ninguém podia fazer manifestações religiosas na rua,
- 28:05SPEAKER_00: nem estar nos autocarros ou nos comboios ou sei lá onde, ou nos aviões a pregar.
- 28:11SPEAKER_00: O evangelho, a palavra de sei lá de quem.
- 28:15SPEAKER_00: Se eles podem, eu também posso.
- 28:17SPEAKER_00: Eu posso pregar a palavra de Lucifer,
- 28:18SPEAKER_00: a palavra de Lilith,
- 28:19SPEAKER_00: eu posso pregar a palavra de Hecate,
- 28:21SPEAKER_00: eu posso pregar a palavra de, sei lá,
- 28:23SPEAKER_00: de Freya,
- 28:24SPEAKER_00: eu posso pregar a palavra de Loki,
- 28:26SPEAKER_00: eu posso pregar a palavra de Odin,
- 28:28SPEAKER_00: eu posso pregar a palavra de Kali,
- 28:30SPEAKER_00: eu posso pregar a palavra de Oxum, eu posso pregar a palavra de quem eu quiser.
- 28:37SPEAKER_00: Né?
- 28:38SPEAKER_00: Pronto.
- 28:38SPEAKER_00: Enfim.
- 28:39SPEAKER_00: Portanto, aí já desvia um bocado do tema, mas enfim.
- 28:46SPEAKER_00: Outro, eu coloquei aqui nos meus apontamentos,
- 28:49SPEAKER_00: já vos falei dos chakras que foram trazidos para cá, mas foi tudo alterado.
- 28:54SPEAKER_00: Eu tenho aqui uma outra pergunta,
- 28:55SPEAKER_00: será que o conhecimento que foi trazido por grandes ocultistas é de facto livre
- 29:03SPEAKER_00: de pré-conceitos ou de pre-conceitos?
- 29:08SPEAKER_00: Como racismo, xenofobia e afins.
- 29:14SPEAKER_00: Portanto,
- 29:15SPEAKER_00: não é porque fulano de tal ficou famosinho,
- 29:18SPEAKER_00: porque foi o maior mago da sua geração,
- 29:22SPEAKER_00: foi o maior ocultista,
- 29:23SPEAKER_00: não sei o quê,
- 29:24SPEAKER_00: porque foi não sei o quê,
- 29:25SPEAKER_00: ficou conhecido em todo o lado,
- 29:26SPEAKER_00: e eu estou a falar de agora também,
- 29:29SPEAKER_00: que ele estava livre de preconceitos,
- 29:33SPEAKER_00: porque é tal coisa,
- 29:34SPEAKER_00: nós tendemos a fazer estas associações Estou a falar especificamente dos símbolos,
- 29:40SPEAKER_00: mas de tudo,
- 29:41SPEAKER_00: e não paramos para pensar porquê é que falamos isto, porquê é que dizemos isto.
- 29:46SPEAKER_00: Aqui no norte de Portugal,
- 29:48SPEAKER_00: na zona do Porto e arredores, existem algumas expressões que deixam muito a desejar.
- 29:54SPEAKER_00: Além, temos expressões que são racistas,
- 29:56SPEAKER_00: mas as pessoas não pensam sobre isso,
- 29:57SPEAKER_00: porque toda a gente diz, e nós ouvimos desde sempre, não é?
- 30:02SPEAKER_00: Tem muitas expressões que claramente são misóginas e ninguém pensa sobre isso.
- 30:08SPEAKER_00: Então,
- 30:10SPEAKER_00: obviamente que as pessoas repetem sem ter muita consciência e depois vão dizer,
- 30:14SPEAKER_00: ah, é só mimimi, não é?
- 30:16SPEAKER_00: É só...
- 30:17SPEAKER_00: Enfim,
- 30:19SPEAKER_00: mas o facto é que se nós não começarmos a pensar porque é que nós fazemos as coisas
- 30:23SPEAKER_00: ou dizemos as coisas desta forma,
- 30:26SPEAKER_00: Não há evolução, não dá para haver evolução, dá para perceber isto.
- 30:33SPEAKER_00: E muitas das coisas que nós dizemos vieram dos nossos pais,
- 30:36SPEAKER_00: que vieram dos nossos avós, que vieram dos nossos bisavós e por aí fora.
- 30:39SPEAKER_00: Portanto, ninguém pensou, ninguém refletiu sobre os assuntos.
- 30:42SPEAKER_00: As pessoas só replicam, só imitam, só copiam.
- 30:45SPEAKER_00: Porque supostamente é assim que tem que ser feito.
- 30:48SPEAKER_00: Falamos agora do Pentáculo.
- 30:50SPEAKER_00: Que eu não vou estender muito sobre ele porque fiz o episódio que intitulei Acho Eu
- 30:58SPEAKER_00: o Medo do Pentáculo,
- 30:59SPEAKER_00: eu não sei se foi o episódio 3,
- 31:02SPEAKER_00: talvez tenha sido,
- 31:04SPEAKER_00: onde eu falei fortemente sobre o pentáculo e o medo que se criou à volta
- 31:11SPEAKER_00: do pentáculo,
- 31:12SPEAKER_00: principalmente o pentáculo invertido, mas ele é associado como um símbolo do mal.
- 31:17SPEAKER_00: Então sempre que a pessoa,
- 31:20SPEAKER_00: se a pessoa não sabe o que é, ok,
- 31:22SPEAKER_00: não sabe o que é,
- 31:22SPEAKER_00: não vai dizer nada,
- 31:23SPEAKER_00: mas uma pessoa,
- 31:24SPEAKER_00: principalmente que seja mais beata ou que seja rata de sacristia,
- 31:29SPEAKER_00: vai normalmente associar e sabe que é do mal, e associa ao mal.
- 31:33SPEAKER_00: Portanto ela vai automaticamente associar que aquela pessoa está pactuada com
- 31:38SPEAKER_00: o demónio, sendo que a pessoa pode não acreditar propriamente no diabo católico.
- 31:44SPEAKER_00: Então, o pentáculo foi um símbolo que,
- 31:47SPEAKER_00: através da cultura pop,
- 31:50SPEAKER_00: ocidental,
- 31:51SPEAKER_00: óleodiana,
- 31:53SPEAKER_00: foi construindo,
- 31:54SPEAKER_00: foi tendo esta associação,
- 31:56SPEAKER_00: principalmente, lá está, do pentagrama invertido, ao satanismo e ao mal.
- 32:03SPEAKER_00: Ok, então as pessoas não entendem e eu tenho uma aula também no canal
- 32:09SPEAKER_00: do YouTube onde eu falo sobre o Pentáculo,
- 32:13SPEAKER_00: onde eu explico o simbolismo do Pentáculo.
- 32:16SPEAKER_00: Não trouxe tudo porque senão a aula iria ficar muito extensiva ou muito extensa,
- 32:20SPEAKER_00: aliás, mas trouxe ali um bocadinho sobre o que significa o simbolismo do Pentáculo.
- 32:28SPEAKER_00: Portanto,
- 32:28SPEAKER_00: eu não me vou estender muito mais sobre a questão do pentáculo,
- 32:31SPEAKER_00: mas vocês já estão a ver para onde é que nós podíamos ir e o pano para a manga
- 32:34SPEAKER_00: que tem este assunto.
- 32:36SPEAKER_00: Um outro,
- 32:37SPEAKER_00: e agora aqui é que é exatamente aquilo que está a acontecer hoje,
- 32:41SPEAKER_00: mas está associado ao que aconteceu lá atrás com o Senhor do Bigodinho, não é?
- 32:46SPEAKER_00: Que é a Estrela de Davi.
- 32:48SPEAKER_00: A Estrela de Davi nada mais é do que a Estrela de Seis Pontas,
- 32:52SPEAKER_00: também conhecida, e eu não quero estar a enganar o nome, Hexagrama, ok?
- 32:57SPEAKER_00: Portanto,
- 32:59SPEAKER_00: Acaba por ser um símbolo que é utilizado,
- 33:06SPEAKER_00: era utilizado,
- 33:08SPEAKER_00: aliás, ele é associado ao judaísmo, vocês sabem do que é que eu estou aqui a falar.
- 33:14SPEAKER_00: Está na bandeira de vocês sabem que país é que eu estou aqui a falar, não é?
- 33:18SPEAKER_00: Mas este símbolo é muito mais antigo do que o próprio país em questão, ok?
- 33:27SPEAKER_00: Portanto,
- 33:28SPEAKER_00: Ele tem muito mais simbologia do que uma religião abrahâmica,
- 33:33SPEAKER_00: a primeira religião abrahâmica,
- 33:35SPEAKER_00: que é mais antiga do que o cristianismo e do que o islamismo.
- 33:41SPEAKER_00: Então, esta religião abrahâmica que eu estou aqui a falar,
- 33:46SPEAKER_00: não é que é o judaísmo,
- 33:48SPEAKER_00: apoderou-se da sua simbologia,
- 33:50SPEAKER_00: mas várias outras culturas anteriores usavam e usam esta simbologia Para trazer
- 33:58SPEAKER_00: como equilíbrio, de uma forma geral.
- 34:01SPEAKER_00: Eu utilizo,
- 34:01SPEAKER_00: eu conheço e estudei esta simbologia desta estrela de Davi,
- 34:08SPEAKER_00: o hexagrama, especificamente para o chakra cardíaco.
- 34:14SPEAKER_00: Porque se vocês forem ver o desenho,
- 34:16SPEAKER_00: a imagem,
- 34:17SPEAKER_00: o iantra do chakra cardíaco,
- 34:19SPEAKER_00: vocês vão ver que tem lá um hexagrama,
- 34:21SPEAKER_00: ou seja, é uma estrela de seis pontas, ou seja, são dois triângulos.
- 34:26SPEAKER_00: Um virado para baixo, outro virado para cima.
- 34:31SPEAKER_00: Ok?
- 34:33SPEAKER_00: E eles representam, na minha interpretação de bruxa, não é?
- 34:39SPEAKER_00: Representam a união entre o masculino e o feminino.
- 34:43SPEAKER_00: Como quem diz, eu não estou a falar de ser macho ou fêmea.
- 34:47SPEAKER_00: Se é mulher ou homem.
- 34:48SPEAKER_00: Esqueço essa merda.
- 34:52SPEAKER_00: Isso tira-me de sério falar deste assunto.
- 34:54SPEAKER_00: Socorro.
- 34:55SPEAKER_00: Enfim.
- 34:56SPEAKER_00: Mas a união entre as polaridades,
- 34:58SPEAKER_00: todos nós,
- 34:59SPEAKER_00: não importa se somos binários,
- 35:01SPEAKER_00: não binários, o raio que os parta, não importa que bosta é que nós somos.
- 35:06SPEAKER_00: Qualquer pessoa e animal tem as duas polaridades em si.
- 35:10SPEAKER_00: Não é sobre macho ou fêmea.
- 35:12SPEAKER_00: Ficou clara esta bosta?
- 35:14SPEAKER_00: Pronto.
- 35:16SPEAKER_00: Todos nós, a todo momento, estamos a utilizar... E agora, voltando à minha tranquilidade, não é?
- 35:21SPEAKER_00: Podia ter trazido aqui uma chazinha de camomila para ficar...
- 35:26SPEAKER_00: Ai, socorro.
- 35:27SPEAKER_00: Enfim.
- 35:29SPEAKER_00: Mas todos nós,
- 35:30SPEAKER_00: a todo momento,
- 35:31SPEAKER_00: temos que fazer uma dança entre a polaridade feminina e a polaridade masculina.
- 35:37SPEAKER_00: Ou seja, há momentos em que nós vamos começar alguma coisa no masculino.
- 35:42SPEAKER_00: Há momentos em que nós vamos continuar, gestar, cuidar, fazer crescer, expandir a feminina.
- 35:52SPEAKER_00: Pensem na gravidez.
- 35:54SPEAKER_00: Pensem na gravidez.
- 35:56SPEAKER_00: A gravidez,
- 35:57SPEAKER_00: ou na respiração, nós temos a dança constante, a respiração, o inspirar e o expirar.
- 36:07SPEAKER_00: Se vocês forem ver como é que acontece a respiração no nosso corpo,
- 36:10SPEAKER_00: vocês vão ver que momentos em que supostamente é feminino,
- 36:14SPEAKER_00: está na energia feminina,
- 36:15SPEAKER_00: na polaridade feminina,
- 36:17SPEAKER_00: ao mesmo tempo, vocês têm ali a polaridade masculina a acontecer.
- 36:22SPEAKER_00: Uma não funciona sem a outra.
- 36:24SPEAKER_00: Dá para perceber?
- 36:25SPEAKER_00: Uma não funciona sem a outra.
- 36:27SPEAKER_00: Ótimo.
- 36:27SPEAKER_00: Ok.
- 36:29SPEAKER_00: Então, este símbolo do hexagrama, na minha visão, ele traz esta união.
- 36:37SPEAKER_00: Uma coisa não existe sem a outra.
- 36:39SPEAKER_00: Não tem como existir.
- 36:40SPEAKER_00: Novamente, eu não estou a falar de macho ou fêmea.
- 36:47SPEAKER_00: Um gay ou alguém que pertence à comunidade arco-íris tem as duas polaridades.
- 36:54SPEAKER_00: Ninguém é mais macho ou mais fêmea por ser gay ou ser lésbica ou raio que parta.
- 36:59SPEAKER_00: Que dizem por aí essas merdas.
- 37:01SPEAKER_00: Entenderam?
- 37:01SPEAKER_00: Toda a gente tem essas duas polaridades.
- 37:03SPEAKER_00: Entenderam aqui a coisa?
- 37:06SPEAKER_00: Não vamos falar mais do assunto.
- 37:07SPEAKER_00: Ficou clara esta bosta?
- 37:08SPEAKER_00: Os animais têm essas duas polaridades.
- 37:11SPEAKER_00: Dá para perceber?
- 37:12SPEAKER_00: Todos os animais têm as duas polaridades também.
- 37:16SPEAKER_00: Certo?
- 37:17SPEAKER_00: Então os gatos têm a polaridade feminina supostamente mais ativa,
- 37:22SPEAKER_00: porque eu só vejo os meus gatos deitados sem fazer um cará.
- 37:25SPEAKER_00: Isso, vocês estão a pensar.
- 37:26SPEAKER_00: Então supostamente eles têm a energia feminina mais ativa.
- 37:29SPEAKER_00: Ah, vamos para o que é isso.
- 37:34SPEAKER_00: Portanto, já desopilei meu fígado, ok.
- 37:39SPEAKER_00: A estrela de Davi ou o hexagrama,
- 37:42SPEAKER_00: que também não quero trazer para aqui De forma muito extensiva sobre o símbolo
- 37:49SPEAKER_00: em si, porque não é o foco do vídeo.
- 37:52SPEAKER_00: Mas vocês, neste momento, vocês associam a estrela de Davi que o hexagrama, não é?
- 37:59SPEAKER_00: Que para mim tem a ver com o chakra cardíaco e blá blá blá,
- 38:03SPEAKER_00: e esse equilíbrio, essa união e tal e coisa.
- 38:10SPEAKER_00: A união que eu digo, não necessariamente o macho e fêmea, Mas o material e o espiritual, ok?
- 38:19SPEAKER_00: Portanto,
- 38:23SPEAKER_00: quando vocês param para pensar na estrela de Davi ou no hexagrama,
- 38:27SPEAKER_00: vocês vão sempre associar ao judaísmo e principalmente àquele país que utiliza
- 38:32SPEAKER_00: na bandeirinha que agora é pedir porrada e bomba que anda para aí no ar, ok?
- 38:36SPEAKER_00: Portanto,
- 38:37SPEAKER_00: como é que nós agora,
- 38:39SPEAKER_00: por exemplo,
- 38:40SPEAKER_00: eu não tenho,
- 38:41SPEAKER_00: neste momento eu não tenho, e isso é real, portanto, vou-vos contar, não é?
- 38:47SPEAKER_00: Eu não tenho coragem de utilizar um colar que eu comprei especificamente
- 38:51SPEAKER_00: com este propósito de simbolizar, porque também traz proteção, não é?
- 38:56SPEAKER_00: De simbolizar esta união entre o material e o espiritual,
- 39:00SPEAKER_00: porque nós não estamos aqui só para ser materiais,
- 39:02SPEAKER_00: mas também não estamos aqui para ser só espirituais, esquecemos-nos do material.
- 39:06SPEAKER_00: Portanto, tem que haver o equilíbrio entre as duas, não é?
- 39:09SPEAKER_00: O que acontece é que eu não tenho coragem para utilizar o colar,
- 39:13SPEAKER_00: porque eu sei que vão associar,
- 39:16SPEAKER_00: ou que está associado,
- 39:17SPEAKER_00: e mesmo para mim,
- 39:18SPEAKER_00: neste momento eu estou a associar a esse país, mesmo o que vocês estão a pensar, ok?
- 39:23SPEAKER_00: Então, como é que nós
- 39:27SPEAKER_00: separamos o símbolo em si, e reparem, eu estudei o símbolo, ok?
- 39:33SPEAKER_00: Portanto, eu sei mais ou menos Não é?
- 39:37SPEAKER_00: Pouca coisa, mas sei qualquer coisa.
- 39:40SPEAKER_00: Mas no meu inconsciente eu não o consigo usar.
- 39:46SPEAKER_00: Eu não o consigo usar.
- 39:47SPEAKER_00: Enfim, usaria mais depressa o Pentáculo Invertido aqui
- 39:54SPEAKER_00: numa cidade que é extremamente católica.
- 39:57SPEAKER_00: Não é?
- 39:57SPEAKER_00: Onde tenho que me misturar,
- 39:59SPEAKER_00: como eu vos digo várias vezes,
- 40:01SPEAKER_00: do que propriamente usaria o colar que eu comprei do hexagrama.
- 40:05SPEAKER_00: Enfim.
- 40:07SPEAKER_00: O que é que nós vemos aqui de pontos em comum?
- 40:10SPEAKER_00: Nós temos aqui a retirada do símbolo da cultura de origem,
- 40:15SPEAKER_00: isto é o mesmo modus operandi,
- 40:18SPEAKER_00: prestem atenção a isto, é neste ponto é que eu queria chegar aqui.
- 40:23SPEAKER_00: A retirada do símbolo da cultura de origem,
- 40:27SPEAKER_00: nós temos apagar o contexto religioso, histórico e ritualístico,
- 40:36SPEAKER_00: Vocês já pararam para pensar,
- 40:39SPEAKER_00: eu não sei se isto acontece no Brasil,
- 40:40SPEAKER_00: mas aqui em Portugal, eu já vi que acontece também na Espanha.
- 40:43SPEAKER_00: Há uma expressão que as pessoas utilizam,
- 40:47SPEAKER_00: os católicos,
- 40:47SPEAKER_00: os ratos de sacristia que utilizam,
- 40:50SPEAKER_00: porque isto está aqui no meio da nossa,
- 40:52SPEAKER_00: da forma como se fala, e aqueles nem sabem que representam um orixá.
- 40:58SPEAKER_00: Nós dizemos muitas vezes assim, Oxalá consigas fazer isto.
- 41:04SPEAKER_00: Oxalá que te aconteça não sei o quê.
- 41:07SPEAKER_00: Oxalá.
- 41:10SPEAKER_00: E até existe um restaurante que eu conheço aqui nos arredores do Porto chamado Oxalá.
- 41:18SPEAKER_00: Portanto, hipocrisia da coisa, não é?
- 41:21SPEAKER_00: Enfim, apagar o contexto religioso,
- 41:24SPEAKER_00: histórico e ritualístico Transformá-lo numa energia New Age,
- 41:31SPEAKER_00: reintroduzi-lo no Ocidente como uma descoberta espiritual recente e ainda trazem
- 41:39SPEAKER_00: a demonização da cultura dos outros, que foi aquilo que eu falei todo o episódio.
- 41:46SPEAKER_00: Isto só foi resumo.
- 41:48SPEAKER_00: Ok?
- 41:49SPEAKER_00: O que é que nós temos aqui?
- 41:51SPEAKER_00: E por isso é que é importante nós termos o discernimento
- 41:54SPEAKER_00: para não ficarmos
- 41:59SPEAKER_00: atuleimados com um
- 42:04SPEAKER_00: mago,
- 42:05SPEAKER_00: sacerdote,
- 42:06SPEAKER_00: um guru, um mestre, porque foi sei lá o quê na sua época, como o Crowley, não é?
- 42:16SPEAKER_00: Ou a própria Helena Blavatsky, porque Para todos, vai existir uma...
- 42:25SPEAKER_00: Eles estavam inseridos numa cultura, numa sociedade, num...
- 42:30SPEAKER_00: Entendem?
- 42:31SPEAKER_00: Então, se naquela altura existia...
- 42:34SPEAKER_00: Naquela altura... Se existe agora, naquela altura não vai existir.
- 42:36SPEAKER_00: Não vai existir.
- 42:37SPEAKER_00: Ah, por amor da santa, não é?
- 42:38SPEAKER_00: Pronto, enfim.
- 42:39SPEAKER_00: Por amor da Deus.
- 42:42SPEAKER_00: Se naquela altura existia o profundo racismo que era escancarado, não é?
- 42:50SPEAKER_00: Vocês acham mesmo que quando se vai...
- 42:53SPEAKER_00: Exceções existem, claro,
- 42:55SPEAKER_00: há regra,
- 42:56SPEAKER_00: sempre existem exceções à regra,
- 42:58SPEAKER_00: mas acham mesmo que Helena Blavatsky,
- 43:03SPEAKER_00: branca rica,
- 43:04SPEAKER_00: lá do Reino Unido,
- 43:05SPEAKER_00: que sempre se acharam,
- 43:06SPEAKER_00: consideraram superiores,
- 43:08SPEAKER_00: porque assim,
- 43:08SPEAKER_00: vocês, no Brasil principalmente, vocês acham que a Europa é toda igual, não é?
- 43:14SPEAKER_00: Ok, nós temos...
- 43:15SPEAKER_00: Se vocês têm o síndrome de vira-lata,
- 43:17SPEAKER_00: nós aqui também temos,
- 43:18SPEAKER_00: em Portugal,
- 43:19SPEAKER_00: porque nós achamos que somos exatamente iguais aos nórdicos,
- 43:23SPEAKER_00: de olho azul e pele clara, pálidos, não é?
- 43:27SPEAKER_00: Olho azul e cabelo liso e loiro.
- 43:32SPEAKER_00: Nós achamos que somos iguais,
- 43:33SPEAKER_00: não somos nós,
- 43:35SPEAKER_00: e quando eu digo nós,
- 43:35SPEAKER_00: já estou a falar da Península Ibérica principalmente,
- 43:37SPEAKER_00: mas Mas existe uma grande discriminação,
- 43:43SPEAKER_00: vamos colocar assim, dos países do leste, ok?
- 43:48SPEAKER_00: E nós próprios somos discriminados e somos rechaçados, não é?
- 43:52SPEAKER_00: Somos rejeitados pelos Nortes da Europa, que acham que são superiores aos outros, ok?
- 43:58SPEAKER_00: E nós também achamos, atenção, não estou a dizer que aqui em Portugal, claro que existe.
- 44:01SPEAKER_00: Mas dentro da própria Europa,
- 44:04SPEAKER_00: há uma hipocrisia de caraças, vocês não estão a perceber a coisa, enfim.
- 44:08SPEAKER_00: Se calhar percebem, não
- 44:10SPEAKER_00: Mas enfim.
- 44:11SPEAKER_00: Mas lá no Reino Unido há uma grande...
- 44:16SPEAKER_00: Há uma grande... E tem muitos imigrantes portugueses lá no Reino Unido, tá?
- 44:20SPEAKER_00: Mas sempre se acharam superiores ao resto.
- 44:26SPEAKER_00: Então, hajam mesmo que naquela época,
- 44:29SPEAKER_00: até porque o Reino Unido tem uma histórica,
- 44:31SPEAKER_00: assim como Portugal e Espanha,
- 44:33SPEAKER_00: França e tal,
- 44:34SPEAKER_00: mas o Reino Unido tem um grande histórico que tem até hoje em dia colónias,
- 44:39SPEAKER_00: que dão outro nome, mas tem até hoje em dia colónias.
- 44:41SPEAKER_00: Eu não quero muito entrar por aí porque eu vou me irritar.
- 44:45SPEAKER_00: Mas acham mesmo que os grandes ocultistas não eram ou não estavam dentro de,
- 44:55SPEAKER_00: ou não tinham preconceitos ou preconceitos E que não pagaram nas coisas
- 45:01SPEAKER_00: que trouxeram,
- 45:02SPEAKER_00: que aprenderam,
- 45:02SPEAKER_00: porque depois o Crowley,
- 45:05SPEAKER_00: por exemplo,
- 45:06SPEAKER_00: foi para o Egito e foi lá que ele teve a brilhante ideia de criar o
- 45:13SPEAKER_00: que hoje nós conhecemos como Telema e tem o Telema, como quiserem chamar, enfim.
- 45:19SPEAKER_00: E tem o livro e tudo mais, né?
- 45:21SPEAKER_00: Tem os livros, os volumes, enfim.
- 45:23SPEAKER_00: E tem toda a doutrina à volta.
- 45:26SPEAKER_00: Da doutrina, não é?
- 45:28SPEAKER_00: Enfim, portanto,
- 45:30SPEAKER_00: eles acabam por distorcer e trazer uma narrativa completamente diferente do
- 45:36SPEAKER_00: que realmente é aquela cultura.
- 45:38SPEAKER_00: Isso aconteceu também com as religiões de matriz africana no Brasil,
- 45:44SPEAKER_00: por causa da colonização,
- 45:45SPEAKER_00: obviamente, e que distorceu-se completamente uma cultura, porque tinha que ser.
- 45:55SPEAKER_00: Sincretismo, claro, não é?
- 45:56SPEAKER_00: Porque tinha que ser.
- 45:57SPEAKER_00: Então houve, e a tal coisa também, uma vez que, epá, isso dá pano para mano, mas enfim.
- 46:05SPEAKER_00: Mas também temos algumas nuances aqui, sim,
- 46:07SPEAKER_00: de Yorubá,
- 46:10SPEAKER_00: e de outros também,
- 46:12SPEAKER_00: em todas as culturas africanas,
- 46:14SPEAKER_00: que ficaram aqui, obviamente, pela... como é que eu vou dizer?
- 46:22SPEAKER_00: Ai... Pela...
- 46:24SPEAKER_00: Navegação,
- 46:25SPEAKER_00: eu ia dizer transação,
- 46:27SPEAKER_00: porque de facto é esse o termo, é transação de pessoas, não é?
- 46:30SPEAKER_00: Como se fossem mercadorias, porque eram mercadorias, enfim.
- 46:36SPEAKER_00: Mas voltando ao nosso episódio, já estou aqui a perder demais, ok.
- 46:39SPEAKER_00: Mas vocês perceberam onde é que eu quis chegar aqui?
- 46:42SPEAKER_00: Este tema tem muito pano para mangas,
- 46:45SPEAKER_00: nós podíamos conversar sobre muita coisa relativamente a estes assuntos,
- 46:51SPEAKER_00: O que eu quero que vocês saiam ou que vocês comecem a pensar mais é que aquilo
- 46:57SPEAKER_00: que vocês aprendem de um guru ou de um ocultista que foi sei lá o quê,
- 47:03SPEAKER_00: vão investigar sobre esse ocultista,
- 47:05SPEAKER_00: vão investigar,
- 47:06SPEAKER_00: vão estudar sobre o símbolo,
- 47:07SPEAKER_00: não fiquem só com aquilo que uma parte vos diz,
- 47:12SPEAKER_00: mas isto para a vossa vida, atenção, para a vossa vida.
- 47:15SPEAKER_00: Vocês vão para a vossa vida e não se fiquem apenas com a fofoquinha que alguém vos diz.
- 47:22SPEAKER_00: Ok?
- 47:23SPEAKER_00: Vocês vão atrás de mais informações, desconfiem.
- 47:27SPEAKER_00: Se vocês conhecem aquela pessoa como sendo uma pessoa que pode acrescentar um ponto
- 47:31SPEAKER_00: ou distorcer um bocadinho ou mentir um bocadinho,
- 47:34SPEAKER_00: não acreditem piamente no que essa pessoa vos diz sem vocês terem a segunda parte ou
- 47:39SPEAKER_00: uma outra parte ou a peça que vos falta para conseguirem tirar um julgamento
- 47:46SPEAKER_00: e eu aqui, novamente, não estou a entrar no mérito, se é ou não, Correto?
- 47:50SPEAKER_00: Nós julgarmos porque é um facto que nós fazemos isso.
- 47:54SPEAKER_00: Portanto, pelo menos, tentem perceber
- 48:00SPEAKER_00: de onde vocês estão a partir para fazerem esse julgamento.
- 48:04SPEAKER_00: De onde vocês partem para criticar.
- 48:10SPEAKER_00: Tá?
- 48:10SPEAKER_00: Pronto, eu vou ficando por aqui.
- 48:11SPEAKER_00: Espero ver-vos nos comentários.
- 48:14SPEAKER_00: Se vocês tiverem alguma outra coisa relativamente a este assunto...
- 48:19SPEAKER_00: Que vocês possam acrescentar,
- 48:21SPEAKER_00: uma vez que este assunto dá pano para mangas em relação a muitos temas atuais
- 48:27SPEAKER_00: que envolvem política e religião e tantas outras coisas, não é?
- 48:31SPEAKER_00: Mas vocês podem deixar nos comentários também,
- 48:34SPEAKER_00: porque é discernimento que nós precisamos e não ficarmos atoleimados com aquilo
- 48:41SPEAKER_00: que alguém nos diz.