Latest / SuinoCast · by PPGVET / Como Evitar a Transmissão de Doenças nas Granjas? - Dra. Laura Lopes de Almeida | Ep. 312
Transcript
- 0:00E às vezes nos perguntam muito assim, Ah, mas o resultado do
- 0:03laboratório ele é definitivo? Não, ele não é definitivo.
- 0:06O resultado do laboratório. Ele é fiel àquela amostra que
- 0:10está sendo analisada. Mas o que vai ser definitivo vai
- 0:14ser o olhar do veterinário, que vai estar ali junto daquele
- 0:18animal que veio, da que sabe, da onde veio, aquela mostra, EE
- 0:23essa, esse esse olhar atento do veterinário.
- 0:28Ele é muito importante, né? E acho que o todo o veterinário
- 0:32de Campo Bom, veterinário de campo de suínos, é um
- 0:36epidemiologista, talvez ele não saiba ainda, mas acho que ele é
- 0:39porque ele vai ter que exercitar essas características.
- 0:43Está no ar o primeiro podcast da suinocultura brasileira, o
- 0:47swinocast. O swinocast só é possível
- 0:54através do apoio de empresas inovadoras.
- 0:56E que apoiam a educação continuada na suinocultura
- 0:59brasileira. DSM firmenich moldando o futuro
- 1:04dos cuidados com suínos top Gen, onde você encontra as matrizes
- 1:09mais completas do mercado. A excelência está no nosso DNA.
- 1:15Polinutre nutrição animal, juntos vamos mais longe.
- 1:20Alga Prime DHA da Corbyn o ômega 3 de algas para nutrição suína.
- 1:27Cerva sempre com você, além da saúde animal.
- 1:32Olá a todos, tudo bem? Você está no swinocast, um
- 1:35programa para trazer convidados com temas super interessantes na
- 1:39área de suinocultura e a gente vai conversar de uma forma leve
- 1:42e instrutiva. É um programa feito para
- 1:45produtores, para veterinários, zootecnistas, agrônomos,
- 1:49técnicos agrícolas, alunos desse cursos, consumidores de carne
- 1:52suína e quem mais estiver interessado.
- 1:55Para quem não me conhece, eu sou a Letícia e Ruiz, professor aqui
- 1:58na USP de Pirassununga e hoje estamos com a doutora Laura
- 2:01Lopes de Almeida. Ela é médica veterinária pela
- 2:04Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tem mestrado e
- 2:07doutorado na mesma instituição e hoje ela trabalha.
- 2:12Vou até ler aqui, Hein? Olha só, laboratório de
- 2:15virologia do instituto de pesquisas veterinárias desidério
- 2:19finamoro, do departamento de diagnóstico e pesquisa
- 2:22agropecuária da Secretaria de agricultura, pecuária e produção
- 2:25sustentável irrigação do estado do Rio Grande do Sul.
- 2:28Ou seja, ele é um nome enorme para um laboratório super
- 2:32importante. Ela me falou que ela está
- 2:34trabalhando lá desde 2012, mas ela tem uma trajetória bem maior
- 2:38que essa, então? Olá, doutora Laura, muito, muito
- 2:42feliz de estar com você aqui hoje pra gente conversar.
- 2:45E assim eu falei o seu currículo de uma forma assim, bem enxuta,
- 2:49bem seca, me fala, né? Da onde você vem, o que que você
- 2:52faz? Quais são suas atividades de
- 2:54rotina no trabalho, quais são suas linhas de pesquisa?
- 2:57Fica à vontade para contar um pouquinho pra gente.
- 3:00Então, em primeiro lugar, é um prazer estar aqui de volta no
- 3:03ensino Quest. Fazer esse papo descontraído,
- 3:06né? Falar um pouco sobre as coisas
- 3:08que a gente gosta, né? Então, principalmente, acho que
- 3:12sanidade de suítes. A minha trajetória é de
- 3:16veterinária. Desde que eu me conheço por
- 3:17gente, eu gostava de animais e eu botei na cabeça que eu queria
- 3:20ser veterinária e pequenininha. Já já dizia, não vou ser
- 3:24veterinária, vou ser veterinária.
- 3:26E quanto mais eu estudava na faculdade, mais eu me dava conta
- 3:30que eu gostava era de prevenir as doenças eu ficava.
- 3:34Agoniada de ver os animais doentes, não gostava daquilo e
- 3:37achava que a prevenção era a coisa mais importante, né?
- 3:41Então vem toda aquela descoberta, o que que é vacina
- 3:45aí, o que que é diagnóstico, o que que é resultado negativo, o
- 3:49que que é o resultado positivo? E foi a minha trajetória dentro
- 3:53da virologia. E aí me levou pro mestrado e me
- 3:56levou pro doutorado. E depois ainda tive oportunidade
- 4:00de fazer um período de pós doutorado no laboratório de
- 4:03patologia, onde trabalhando mais com os colegas patologistas,
- 4:08aprofundando no diagnóstico. Tudo isso fica muito mais claro,
- 4:12né? Que a gente não trabalha só com
- 4:14a gente, que na o desafio dos animais no campo é aquela
- 4:19mistura, é aquele conjunto de patógenos de situação que pode
- 4:24levar a um desequilíbrio que vai ser a doença.
- 4:27Ou pode levar um equilíbrio, que vai ser o estado de saúde do
- 4:30animal, né? E eu acho que é uma trajetória
- 4:33pra gente compreender isso. E foi, foi bastante legal.
- 4:38E eu continuo me surpreendendo com com as novidades que a
- 4:43ciência traz, né? Eu continuo gostando de estudar
- 4:48e daí essa, essa busca pelo conhecimento.
- 4:52Me levou dentro do do trabalho do IPVDFA gente, tem um curso de
- 4:57pós graduação no mestrado, né? E daí?
- 5:00Então, junto com as atividades de diagnóstico que era
- 5:04oferecida, também tive a oportunidade de ser professora
- 5:08no pós graduação. Daí acabei indo para virologias
- 5:11ou nós saúde única, né? EE orientando e fazendo umas
- 5:17orientações. Em alguns Campos que eu gosto
- 5:20mais, que é doença de animais de produção, que são os que mais me
- 5:24interessam, né? E acho que suínos acabou me
- 5:27conquistando mais, porque eu acho interessante o jeito que a
- 5:32cadeia se organiza, o jeito que os produtores levam e tratam os
- 5:37suínos, né? Acho interessante.
- 5:40Acabou me conquistando, me conquistando mais.
- 5:44Alga Prime DHA da acórdão. O ômega 3 DHAA base de algas
- 5:49para nutrição de suínos em todas as fases de crescimento
- 5:53adicional as rações, está mais fácil do que nunca.
- 5:56Acesse direto a fonte original de ômega 3 DHAE.
- 6:00Aproveite todos os benefícios, é melhor para o planeta com
- 6:04impacto zero nos oceanos e baixa pegada de carbono e é fácil de
- 6:08usar. A biomassa de algas altamente
- 6:11concentrada é adequada para múltiplas aplicações.
- 6:14Saiba mais em corbil.com. Nossa, muito legal saber que
- 6:20também tem a pós graduação lá no IPVDF.
- 6:23Então, ó pessoal, quem estiver querendo fazer um mestrado aí
- 6:25vai lá, procura como é que é o processo seletivo vai se
- 6:29informar? Porque de repente uma
- 6:30oportunidade aí pra você abrir uma carreira na área de
- 6:32pesquisa, na área de prestação de serviços.
- 6:35Insanidade em saúde única, olha. Super legal.
- 6:39Eu gostei muito de uma coisa que você falou também é que assim
- 6:43que o animal, ele não tem um agente etiológico dentro dele,
- 6:46né? Que são vários que podem estar
- 6:48ali coabitando co infectando esse hospedeiro e aí um pode se
- 6:53sobressair ou eles podem trabalhar em sinergia contra
- 6:57esse pobre hospedeiro aí, né, o suíno e aparecer a doença.
- 7:02Então como a gente vai falar, né?
- 7:04Do da importância do papel do epidemiologista na cadeia de.
- 7:08Winos me explica como que o epidemiologista IA conseguir é
- 7:12ajudar nessa mistureba de de agente etiológico dentro de um
- 7:17de um animal. Então, acho que a primeira coisa
- 7:22é ter atenção, né? É aqueles princípios básicos lá
- 7:25do diagnóstico, de clínica, conhecer, fazer uma boa damnese
- 7:29do do grupo do rebanho, de como é que se estabelece essa
- 7:34criação. Como é que os animais se se
- 7:37alimentam, qual é o tipo de ambiente que eles vivem, qual é
- 7:41a origem deles? Chegaram todos juntos.
- 7:44Como é que é o tipo de ciclo, como é que é a organização do
- 7:48pessoal que trabalha com eles? Quais são os cuidados, né, que
- 7:52são. Então, todo esse histórico, ele
- 7:54enriquece muito a compreensão do veterinário e.
- 7:59A gente pensa que é só olhar o animal, não, mas é é saber a
- 8:03história da daquela Granja, como é que aquela Granja Ela Foi pra
- 8:09qual é o objetivo daquela Granja, né?
- 8:11Pra que que são criados aqueles animais?
- 8:14É r cria, é uma GRSC, é uma, é uma creche, é um crech.
- 8:20Ar importante, né? O Brasil tem essas
- 8:22características de fazer ciclo completo, de fazer ciclos,
- 8:27etapas independentes, né? Então, e cada região do país
- 8:31também tem AO seu jeito de de criar os animais.
- 8:35Então tudo isso vai ser importante, vai influenciar, né?
- 8:40EE, às vezes nos perguntam muito assim, Ah, mas o resultado do
- 8:44laboratório ele é definitivo? Não, ele não é definitivo o
- 8:48resultado do laboratório, ele é fiel àquela amostra que está
- 8:52sendo analisada, mas o que vai ser definitivo vai ser o olhar
- 8:56do veterinário. Que vai estar ali junto daquele
- 8:59animal que veio da que sabe da onde veio, aquela mostra, EE
- 9:05essa, esse esse olhar atento do veterinário.
- 9:09Ele é muito importante, né? E acho que o todo o veterinário
- 9:14de Campo Bom, veterinário de campo de suínos, é um
- 9:17epidemiologista. Talvez ele não saiba ainda, mas
- 9:20acho que ele é porque ele vai ter que exercitar essas
- 9:22características. Nossa, então não contaram pra
- 9:26esse sanitarista que ele é um epidemiologista?
- 9:28Mas mas me conta, então, eu sou epidemiologista, mas talvez o
- 9:31pessoal não saiba que que é um epidemiologista, que que o
- 9:34epidemiologista faz, que que ele come onde vive.
- 9:37Ele tem amigos, né? O que que é um epidemiologista?
- 9:41É ele. Ele tem amigos.
- 9:42É importante. Os amigos sempre ajudam, né?
- 9:45EE nos tiram dos apertos. Quando a gente não sabe muito
- 9:48bem o que fazer. A primeira coisa que a gente faz
- 9:50é perguntar para um amigo que sabe mais, né?
- 9:54Importantíssimo ter amigos. Eu falo que a gente não precisa
- 9:56saber tudo, a gente precisa saber, quem sabe?
- 9:58Saber quem sabe? Daí procura uma indicação legal
- 10:02e vai lá e corre atrás, né? eSIM, todo veterinário de campo
- 10:07é o epidemiologista e epidemiologista.
- 10:09Vai ser esse, vai ser esse que vai perguntar, quantos animais
- 10:13tem nessa Granja? Chegaram todos juntos, chegaram
- 10:18por etapas, né? Da onde vem essa ração?
- 10:22Como é que é essa água existe que tem coisas que não precisa
- 10:29nem perguntar? Tem coisas que ele vai olhar,
- 10:31né? É preciso tomar banho, tem um
- 10:33registro da das visitas, tá cerca lá fechadinha, a porteira
- 10:38tá fechada e tá escrito não é proibida a entrada de estranhos,
- 10:43né? Então é essa o cercamento da
- 10:47Granja, né? É uma das medidas de de
- 10:50biosseguridade mais importante das granjas, né?
- 10:53Então pra saber isso não precisa nem perguntar, é só chegar lá e
- 10:57visitar e estar atento. EE olhar o registro e todo mundo
- 11:00anota, todo mundo que visita a nota, né?
- 11:03E existe OAA, troca de de calçados, existe a preocupação
- 11:10de tomar, de tomar banho ou não, né?
- 11:13E quem são as pessoas que vem aqui frequentemente nesse
- 11:17rebanho? Porque a gente sabe que quanto
- 11:21mais se estuda, mais se vê a importância do homem como um
- 11:26veículo, né? De transmissão de patógenos
- 11:29importantes, da criação, né? Nossa, com certeza, com com a
- 11:33sua fala aqui eu estou enxergando a cadeia de
- 11:36transmissão na minha frente, a cadeia epidemiológica.
- 11:39Então, ó, o pessoal que está ouvindo aí faz uma força aí de
- 11:41imaginar junto comigo aqui uma sequência você tem ali, Oo
- 11:45animal doente, né? Que vai ser a fonte de infecção.
- 11:49Ele vai eliminar o agente etiológico por alguma secreção
- 11:53dele, urina, fezes, saliva, sangue, sei lá.
- 11:56E aí chega no meio ambiente, né? E aí você coloca todo mundo que
- 11:59está no meio ambiente nesse bolo, pode ter ali.
- 12:02E vetores invertebrados, né? Mosca barata pode ter pessoas
- 12:06caminhando por ali. A pessoa está contaminada a
- 12:10superfície dela ou ela própria estaria infectada e ajudar nessa
- 12:13transmissão é, você tem caminhão, você tem água, você
- 12:16tem alimentos, você tem a parede, você tem a falta de.
- 12:19Cerca o pneu do carrinho. Pneu do carrinho que você está
- 12:23usando ali para carregar as coisas.
- 12:25Tudo, tudo, tudo, tudo que está no ambiente pode ser via de
- 12:27transmissão. E aí a via de transmissão vai
- 12:30ajudar a chegar na porta de entrada do suscetível, né, que é
- 12:33aquele coitado que vai pegar o agente etiológico e pode ou não
- 12:37vir a manifestar o sinal clínico.
- 12:38Então, quando eu olho essa cadeia epidemiológica, juntando
- 12:41com o que a doutora Laura falou é eu enxergo o epidemiologista
- 12:45como assim, uma mistura de detetive com um veterinário
- 12:49clínico. Terapêutico com veterinário, de
- 12:53prevenção, porque assim ele tem que chegar lá.
- 12:55Ele tem que diagnosticar quem está infectado, quem está
- 12:58doente, ele tem que tratar quem precisa, ele tem que investigar
- 13:02como que isso está entrando ou sendo transmitido dentro daquela
- 13:05população e tem que proteger o suscetível.
- 13:08Quer dizer, é muita coisa para ser feita, então tem que estar
- 13:12aí com com a cabeça bem afiada, né?
- 13:14Eu falo que o epidemiologista, ele tem que ter um modo de vida
- 13:17assim, saudável, né? Porque ele tem que estar
- 13:19funcionando no momento que ele vai.
- 13:21Trabalhar que a cabeça dele vai ferver de tanta informação.
- 13:25E aí, quando o epidemiologista junta tudo isso, ele consegue,
- 13:29né? Diagnosticar, ele consegue
- 13:31tratar, ele consegue prevenir, ele consegue interromper a
- 13:34cadeia de transmissão, que todos aqueles fatores de risco, né,
- 13:37que a gente foi citando, eles ajudam o agente etiológico se a
- 13:42gente interromper. A gente facilita para o
- 13:45hospedeiro conseguir lutar, né? Conseguir evitar ficar doente.
- 13:49Muito legal essa tua visão, doutora Laura.
- 13:51Gostei bastante. EE aí pensando nisso, né?
- 13:55É na nessa, nesse risco que a gente tem.
- 13:59A gente tem a questão da da biosseguridade, né?
- 14:02Porque a gente sabe que o Brasil é muito bom em biosseguridade
- 14:05externa, nós somos exemplo aí para o mundo.
- 14:08E a nossa biosseguridade interna?
- 14:10Eu já acho que a gente precisa ir tomar 11 vitamina pra ver se
- 14:14a gente se fortifica. Me fala a tua visão sobre esse
- 14:17assunto? Eu concordo contigo, acho, acho
- 14:20exatamente isso. Assim, a gente tem uma
- 14:23biosseguridade externa nota 10, né?
- 14:26Um orgulho pra nós é excelente, mas AA biosseguridade interna
- 14:32dentro do país, ela parece que cai no comum, parece que Ah, tá,
- 14:36tá tudo bem, tá? Não tá tão acostumado com aquilo
- 14:41ali, não acontece assim mesmo. E eu acho que a gente tem ótimas
- 14:46oportunidades, né? No No nosso dia a dia de
- 14:50melhorar, de dar um Salto de qualidade.
- 14:52A gente vive uma situação epidemiológica invejável, né?
- 14:56Livre de Peers, livre de de patógenos tão complicados como
- 15:02é. A gente vê esse exemplo de Peers
- 15:04nos outros países, né? Nossa, a peste swin africana que
- 15:07está se espalhando lá, né? Pela pela Ásia já se espalhou,
- 15:11né? Já agora já entrou na Europa.
- 15:13Eu tava lendo na Tailândia já tem 2 ginótipos diferentes de
- 15:16peste swin africana, então o que já era complicado, né?
- 15:22EEA? Gente vê que os países estão
- 15:26trabalhando, os países que têm know how de biosseguridade
- 15:32organizados, né? E não tão conseguindo vencer a
- 15:36peça suino africana, né? Então realmente é um grande
- 15:39desafio e eu acho que aqui no Brasil a gente tá sendo
- 15:43desafiado por patógenos menos menos graves, assim EE vai
- 15:51tomando eles como normais, mas eles poderiam ser evitados então
- 15:56várias vários patógenos que hoje em dia tem tratamento e se usa.
- 16:02Algum tipo de tratamento? Eles poderiam ser evitados e as
- 16:05granjas poderiam trabalhar com erradicação mesmo, ser livre.
- 16:10Então a gente poderia evoluir para granjas livres de sêneca,
- 16:14vírus, granjas livres de micoplasma, granjas livres de
- 16:18APP. Nós poderíamos evoluir para
- 16:21isso, mas eu não vejo uma movimentação assim. 11 intenção
- 16:29de que isso aconteça, né? Eu acho que a primeira coisa.
- 16:32É pensar que isso é possível e depois como seria executado, né?
- 16:38E a epidemiologia tá no centro de tudo isso, né?
- 16:42Que É Ela que vai ajudar a fazer esse planejamento que vai ser
- 16:50feito sob medida para cada situação.
- 16:53Nossa, genial isso que você falou.
- 16:55Eu discuto muito isso com os nossos alunos aqui na faculdade.
- 16:58Eu falo para eles essa parte da da biosseguridade externa, né?
- 17:01Da gente combater a entrada dessas doenças que não ocorrem
- 17:05no Brasil ou, por exemplo, a suína clássica, que a gente tem
- 17:08ainda alguns focos no Brasil, a gente está tentando erradicar,
- 17:11né? O Ministério da agricultura está
- 17:12fazendo um trabalho bem legal lá no norte, no nordeste.
- 17:15É a possibilidade externa está funcionando muito bem e a gente
- 17:19tem legislação que apoia isso, a gente tem regras tal.
- 17:22E o suinocultor? Ele entende a importância disso,
- 17:25porque quem tem aí um pouquinho mais de de idade lembra, né?
- 17:29De de quando entrou. A suína africana, lá no Rio de
- 17:32Janeiro, lembra da peça suína clássica circulando nos rebanhos
- 17:36de todo o Brasil. Como que foi difícil para
- 17:38erradicar, então o pessoal ainda está sensível?
- 17:41A sensação que eu tenho às vezes é que que o pessoal precisa
- 17:43lembrar, né? Oo quanto foi difícil para para
- 17:46valorizar esse trabalho, mas ainda assim está funcionando
- 17:48muito bem. Agora, quando a gente vai para a
- 17:50biosseguridade interna, é aquele negócio, o urso inocultor, ele
- 17:54aceita uma taxa de retorno auxil de não sei quanto e assim, mas
- 17:58por que que está retornando auxil?
- 17:59Por que que me emprenhou? Por que que abortou, né?
- 18:02Que que está acontecendo? Ele não investiga porque ele
- 18:04acha aquilo normal. A.
- 18:05Aí na maternidade ele aceita uma mortalidade de não sei quanto,
- 18:09na creche ele aceita mais uma perda de não sei quanto e 11
- 18:14taxa de refogagem. Ele aceita não sei o que, no
- 18:16crescimento, na terminação, na recria e aceita muita coisa,
- 18:20aceita como normal. E eu falo para os meus alunos
- 18:22que normal, né? Se a gente for pegar a palavra
- 18:25normal, ela vem de norma, né? Então, assim, a gente considera
- 18:29que a norma trabalhar com perdas.
- 18:32Eu não, eu não aceito isso. Eu brinco assim que se a gente
- 18:35for comparar com a área humana, se eu tenho, por exemplo, 11
- 18:40maternidade no hospital humano que que tiver com 10% de
- 18:44mortalidade de bebês, é para fechar esse hospital.
- 18:47Não é para aceitar uma mortalidade dessa.
- 18:49Se eu tiver uma creche de crianças que de repente 20%
- 18:53estão com meningite, é para fechar essa creche.
- 18:56Você não pode aceitar uma coisa dessa.
- 18:58E por que que a gente aceita na suinocultura?
- 19:01Eu acho que a hora que a gente começar a enxergar, né, essa
- 19:03população de animais com os olhos da da saúde pública
- 19:07humana, né, que tem coisa que a gente não aceita mesmo, acho que
- 19:13vai começar a mudar um pouco esses índices, porque animal
- 19:16doente sempre vai ter. Então, que nem eu brinco quando
- 19:18eu comparo leitão com criança, né?
- 19:20Eu tenho um filho de 6 anos, eu falo que ele é meu leitão
- 19:22particular ali. Então assim, sempre tá com o
- 19:24nariz escorrendo, sempre tem ali alguma beredinha na pele, mais
- 19:29nada que impeça o desenvolvimento dele, ele
- 19:31continua crescendo, ele continua engordando, ele continua ativo,
- 19:35então tá tudo bem. Eu entro em alerta quando ele
- 19:37começa a ficar com alguma coisa que atrapalha, né?
- 19:41A função dele OA expectativa que eu tenho do desenvolvimento dele
- 19:46e a gente traz isso pro leitão, né?
- 19:47Então quando ele não atinge, aí não é mais meu filho.
- 19:50Agora o leitão, quando o leitão não atinge o peso esperado.
- 19:53Alguma coisa tá errado quando ele não tá com a conversão
- 19:56alimentar esperada, alguma coisa tá errada.
- 19:59EE aí a gente precisa olhar pra isso, né, pra não aceitar isso
- 20:03como normal. Isso não é normal, é normal sim,
- 20:06uma circulaçãozinha de doença, mas não é normal a gente ter
- 20:10perdas. Então me me fala que que você
- 20:12sugeriria assim pro pro sinocultor que que pegou esse
- 20:16nosso alerta e ele fala, tá, quero começar a fazer essa
- 20:19biosseguridade interna funcionar.
- 20:21O que que você fala para ele? Começar por onde, então, começar
- 20:29por lavar as mãos. A organização mundial de saúde
- 20:33diz que lavar as mãos com água e sabão por 20 segundos é a medida
- 20:38de higiene mais importante para evitar a transmissão de doenças
- 20:42entre humanos. E isso foi identificado nos
- 20:46surtos de de influenza. Importantes, né?
- 20:50E mas também foi identificado nos surtos de ebola.
- 20:54E eu acho que a gente tem muita coisa a aprender com, com, com,
- 21:02com as recomendações da, do, da organização mundial de saúde,
- 21:06que é levado para humanos, que porque eu é, eu concordo
- 21:11exatamente com o que tu dissesse certas coisas que a gente
- 21:14considera na veterinária como aceitável e em humanos não
- 21:18seriam aceitável, então. Por que que a gente não tem mais
- 21:23pias pra lavar de mãos dos funcionários dentro das granjas,
- 21:29entre entre categorias de animais diferentes ou entre
- 21:33galpões diferentes, sabendo que a gente tem uma microbiota de
- 21:37patógenos diferentes que faz parte dos animais, a gente não
- 21:41vai querer criar animais livres de qualquer patógeno.
- 21:45A gente quer criar eles. Exatamente isso, como tu
- 21:47dissesse que a gente quer. Proporcionar saúde, que eles
- 21:51tenham o desenvolvimento pleno da genética EE que eles daquele
- 21:57alimento que eles estão consumindo, né?
- 21:59Que eles tenham aquele desenvolvimento pleno.
- 22:02Então por que que a gente não pode trabalhar com medidas de
- 22:06biosseguridade interna dentro da das granjas, né?
- 22:11Que facilitem isso. E daí lavar as mãos com laco e
- 22:14sabão. Né?
- 22:16Fazer aquele exercício assim que é é bem simples, né?
- 22:20De esfregar as mãos entre os dedos é uma medida super
- 22:24importante. É uma medida muito mais
- 22:26importante do que os a lufa, por exemplo, né?
- 22:29Então acho que coisas como essa e prestar atenção sobre as
- 22:36regras mesmo, né? De Oo descarte uma questão
- 22:40importante a Bye hospital. Né?
- 22:42A Baia hospital ela é. Ela acaba sendo um local
- 22:46importante pra setorizar aqueles animais doentes, né?
- 22:50Mas ela deve ser a última Baia a ser visitada durante OA rotina
- 22:56de trabalho e depois de visitar aquela Baia hospital, com
- 23:00certeza o funcionário precisa de uma lavagem de mão e não deve
- 23:05não deveria ter contato com animais.
- 23:08Saudáveis, né? Com os animais saudáveis do
- 23:11rebanho depois daquilo. É não, porque assim, a carga de
- 23:15de microrganismo patogênico lá na Baia hospital é absurda, né?
- 23:19É? Você está falando ali de milhões
- 23:22de bilhões de partículas infectantes que vão contaminar
- 23:25sua mão, sua bota, sua roupa, seu cabelo, tudo.
- 23:28Se você voltar sem fazer uma descontaminação e ir para uma
- 23:32maternidade, para uma creche, não importa para reprodução,
- 23:35para terminação, não importa qual setor você tá levando
- 23:37esses. Patógenos.
- 23:39Você tá levando tudo junto, então assim não pode de jeito
- 23:42nenhum. É aquele negócio, né?
- 23:45Você imagina, você tá de repente na sua casa, né?
- 23:48A cozinha tá limpinha, aí você vai fazer jardinagem.
- 23:51E aí você volta ali com aquela bota cheia de Terra e a mão
- 23:55suja. Se não foi você que limpou
- 23:57aquela cozinha, você pode ter certeza que vai ter alguém
- 23:59gritando para você sair da cozinha imediatamente, né?
- 24:02Então imagina isso, que quando você está indo para o ambiente
- 24:04mais contaminado, você está coberto, né?
- 24:07De de Terra não é Terra, vai ser micro organismo e que você vai
- 24:10levar isso para uma maternidade. Você não poderia entrar com a
- 24:12bota de jardinagem lá no hospital, na maternidade, né?
- 24:15Então. Sempre fazer esse paralelo,
- 24:18tipo, você vai tomar um banho antes de visitar um nenê, né?
- 24:21Então por que que você não não troca de roupa e toma banho?
- 24:23Ou pelo menos Lava a mão e Lava a bota pra entrar na
- 24:25maternidade? Então só.
- 24:27Troca, troca a bota, né? Sim.
- 24:29Troca a bota eu acho melhor. E, por exemplo, a bota.
- 24:33Pô, lavar bota não é fácil, né? Nem um pouco fácil.
- 24:37Mas ter um lavador de bota, aquelas escovas ajudam muito e
- 24:41ajuda muito. Então tem que ter lavador de
- 24:44bota também pra ajudar, né? O.
- 24:46Funcionário veterinário, a lavar bota.
- 24:49E facilitar para o para o colaborador, para o trabalhador,
- 24:52né? Porque assim, quem está lá no
- 24:54dia a dia, você está ali correndo tal, né?
- 24:57E assim tem o lavador de bota, mas não tem onde você se apoiar,
- 25:00então você fica parecendo assim, um Homem-Aranha, né?
- 25:02Se segurando para não cair. Gente, pelo amor de Deus, um
- 25:04banquinho, né? Tem que ter um negócio para a
- 25:07pessoa sentar. Para conseguir ou daqui a pouco
- 25:09a alça também, né? É mais uma coisa que seja
- 25:11confortável. Porque Oo proporcionar que isso
- 25:15seja mais menos, que seja mais confortável, vai ajudar a
- 25:20adesão, isso é que é importante. Com certeza.
- 25:23Tem que facilitar. Você me falou, tô lembrando de
- 25:26uma Granja que eu visitei na Suécia.
- 25:28Era uma Granja da faculdade, ok? Mas ela operava como Granja
- 25:31comercial. E assim para você ir de um
- 25:33galpão para outro, tinha, né? Na porta do galpão, a pia tinha
- 25:38lá AA água disponível, né? O sabão tinha álcool iodado,
- 25:42tinha também o lavador de botas e o banquinho.
- 25:44Então a gente tinha que sentar, lavar, a bota, muito bem lavada
- 25:47ali no lavador de botas, parecido com aquele de
- 25:49abatedouro, sabe? Sim, sim, então a gente lavava
- 25:52super bem a bota, tinha que checar, você tá bem lavadinha aí
- 25:55depois a gente passava para a segunda etapa ali, que era onde
- 25:58lavava a mão, passava o álcool iodado.
- 26:01E aí entrava e aí saí, vou no segundo galpão, fazia tudo de
- 26:05novo, vou no terceiro. Ah, se eu lavei 15 vezes a mão
- 26:07lá foi pouco, né? Deve ter lavado mais que isso.
- 26:10Então claro que um funcionário, ele não vai entrar em todos os
- 26:13galpões que nem eu entrei. Eu estava fazendo uma visita,
- 26:16mas se ele tiver que durante o dia trocar e entrar em galpões
- 26:19diferentes em 2 ou 3 galpões, então ele vai ter que fazer esse
- 26:22procedimento para evitar levar contaminação de um lado para o
- 26:25outro. E eu fiquei chocada com essa
- 26:27informação que lavar a mão então.
- 26:29Previne não só gripe, mas ajuda até em transmissão de ebola.
- 26:33Gente, ebola é super grave, né? EE, lavar a mão porque é uma
- 26:37coisa tão simples. Então biosseguridade, não é a
- 26:39gente ficar vestido de astronauta, basicamente.
- 26:42Assim, lavar a mão e não tossir na cara do animal já ajuda.
- 26:46Já ajuda? Se o se o funcionário estiver
- 26:50doente, não pode entrar na Granja.
- 26:51A maior contaminação AO mundo, né?
- 26:55Todos os trabalhos científicos demonstram que o maior
- 26:58transmissor de influenza para os suínos são os humanos.
- 27:01Então, se o funcionário estiver doente, se o veterinário estiver
- 27:05doente, não deve entrar em contato com o suino, porque é
- 27:08ele que está levando a doença para dentro da Granja, né?
- 27:12Outra coisa que tu disseste que eu também me lembrei, achei
- 27:15Superinteressante. Na maternidade, na maternidade
- 27:19existe muito aquele contato, né? Precisa de muito trabalho ali,
- 27:25muita manipulação nos leitões. Também foi demonstrado que a
- 27:29maior contaminação acontece do humano pros leitões de
- 27:33influência. Isso também já tá nos artigos
- 27:36científicos, tá demonstrando e por exemplo, na maternidade onde
- 27:40tem muita manipulação. Mas mas é necessário lavar as
- 27:45mãos. E outra coisa importante que
- 27:48você tinha perguntado, Ah, como começar?
- 27:50Setorizando, né? Então Oo carrinho vai ser do
- 27:55setor. Ele não vai ir para outro setor,
- 27:58então setorizando, setorizando o funcionário, setorizando as
- 28:02tarefas, setorizando Oo álcool dados, setorizando os
- 28:09procedimentos, setorizando o carrinho, o carrinho não deve.
- 28:12E de uma categoria animal pra outra categoria animal, fica um
- 28:16carrinho em cada categoria animal e isso já vai ajudar.
- 28:20Já vai contribuir pra bio seguridade interna dentro da
- 28:24Granja, né? EE, acho que no nos trabalhos
- 28:30que a gente viu aqui, teve um trabalho de doutorado
- 28:33Superinteressante aqui na apresentado aqui em Porto
- 28:36Alegre, do Gustavo Silva. Ele viu que o cercamento das
- 28:40granjas também era um era um quesito super importante, que
- 28:44nem todas as granjas tinham esse cercamento externo, então esse
- 28:48cercamento externo na Granja comercial, ele é super
- 28:52importante, né? Esse trabalho já é um pouco
- 28:54antigo, né? Agora já é uma medida
- 28:56obrigatória, mas não é só uma medida obrigatória, a gente não
- 29:00faz só para cumprir lei, a gente quer proteger a Granja, né?
- 29:04Então pensar que esse cercamento externo.
- 29:07E o controle de acesso de pessoas é fundamental.
- 29:11Se o animal está doente, a gente não não recebe visita para
- 29:15visitar o animal doente com uma com uma doença diferente, né?
- 29:18Não, a gente, a gente barra. A gente limita o acesso o máximo
- 29:23possível. Acho que os exemplos de de
- 29:27influenza, de controle de influenza aviária nos ajudaram
- 29:31muito, né? A gente tem muito a aprender com
- 29:32a cultura que está sempre. Na frente, né?
- 29:35Nas questões de biosseguridade. Ah, não avicultura sim, os
- 29:38nossos colegas de parabéns, porque eles fizeram a lição de
- 29:42casa deles muito bem feita da década de 70 para cá.
- 29:46EE, os nossos amigos, suinocultores, eles fizeram
- 29:49muito bem a da biosseguridade externa, né?
- 29:51Da interna eles deixaram um pouquinho de lado, mas a gente
- 29:54vai retomar isso, Hein, ó vai, a gente vai conseguir, é, você
- 29:57falou um negócio que eu achei muito interessante, né, lá da
- 29:59maternidade e me veio uma ideia aqui, a gente vai arranjar aí
- 30:02umas amigas, enfermeiras, uns amigos, enfermeiros.
- 30:06E vamos montar um curso de como a gente trata bebê e
- 30:10maternidade. Não bebê não como a gente trata
- 30:12leitão trata. Leitão e maternidade.
- 30:15Então os enfermeiros vão falar pra gente como que eles fazem
- 30:17maternidade, né? Essas assim que estão bombando,
- 30:20cheio de mãe, cheio de criança, não sei o quê, como que eles
- 30:22fazem para manter todo mundo saudável e vivo lá no fim do
- 30:25expediente? E vamos aplicar isso na
- 30:27suinocultura, acho que é. Certo, é super importante.
- 30:30A gente a gente já sabe letrice, olha só, é aquelas a.
- 30:35Existe todo o hospital, ele tem aquela.
- 30:39Ele tem um grupo de pessoas, né, que trata da prevenção de de
- 30:43transmissão de doenças. E o mais importante é que esse
- 30:47grupo agora não me lembro como é, que é o nome da comissão, mas
- 30:50ele deve ser constituído de de todas as categorias que
- 30:55trabalham no hospital, o mais importante pra que?
- 30:59Pra que todo mundo tenha adesão. É importante que seja a
- 31:03servente, a auxiliar de enfermagem, a enfermagem e os
- 31:07médicos e, por exemplo, na UTI, né, que seria 111 bocal.
- 31:14Muito complicado, né? E isso é mais levado a Sério,
- 31:18mais. Intensivista o.
- 31:21Risco é altíssimo, então existe todo esse controle e existe
- 31:26indicadores. Então, o que que acontece?
- 31:28Eles têm o eles têm os treinamentos, é importante.
- 31:32Ah, essa é uma questão super importante, né?
- 31:34Para trabalhar com bio seguridade, não é mostrar uma
- 31:38vez, virar as costas e esquecer, não é mostrar, é trabalhar e ver
- 31:43como é que pode ajustar, tá bom, dá para mudar isso, é muito
- 31:46complicado, isso é muito difícil de fazer, porque é feito várias
- 31:51vezes por dia, não, então vamos simplificar, aí tentar
- 31:54setorizar. Tentar otimizar e deixar menos.
- 31:57Complicado, né? Mas.
- 31:59É isso é ótimo, porque aquilo que você falou que tem que ser
- 32:02sob medida, né? É um programa de biosseguridade
- 32:05para cada Granja. Não adianta a gente querer fazer
- 32:07o mesmo e vender o pacote do check list ali, que vai ser
- 32:11igual para todo mundo, porque os desafios são diferentes.
- 32:15Não precisa ser realmente faz o que deu certo, mantém o que não
- 32:19deu certo, muda, substitui, melhora, descobre novas formas.
- 32:25Porque daí essa questão de todo mundo, de todos os níveis, ter
- 32:28voz e poder falar é super importante, porque às vezes vai
- 32:31lá. Oo veterinário tem uma ideia
- 32:33muito boa, mas quem está no dia a dia ali enxerga de outro jeito
- 32:37e tem uma solução melhor do que aquela que o veterinário está
- 32:40apresentando, do que um outro funcionário está apresentando.
- 32:43Então é super importante, né? A troca entre todo mundo?
- 32:46E daí ter um tempo reservado para poder conversar sobre isso
- 32:51não pode ser correndo, o veterinário não pode entrar
- 32:54correndo e sair correndo, não tem que ter um tempo.
- 32:57Qual é o problema? O que que mais, qual é o qual é
- 33:00o maior problema aqui? O que que foi mais difícil de
- 33:03executar, o que que foi mais fácil de executar?
- 33:06Então fazer um treinamento e fazer um acompanhamento e usar
- 33:10algum tipo de indicador para ver, então, por exemplo.
- 33:14Alguma meta? Então, por exemplo, se a
- 33:17mortalidade tava tanto ou se o número de tratamentos daquele
- 33:21lote era tanto, fazendo essas medidas, a gente conseguiu
- 33:25reduzir o número de tratamentos, conseguiu ter algum tipo de
- 33:31indicador, né? E isso também vai dar um, vai
- 33:35dar um estímulo e vai dar. E vai ser importante, né?
- 33:39Pra pra que todo mundo entenda que que aquele trabalho que tá
- 33:43tendo adesão tá tendo resultado, né?
- 33:45E se não tiver? Tendo adesão, não desculpa de
- 33:50interromper, continua. E se não tiver tendo adesão?
- 33:52Ué, por que que não teve adesão ou por que que piorou?
- 33:55Ah, porque uma medida que daqui a pouco se cansou, que era super
- 33:59boa, acabou confundindo, não pode ser cumprida e acabou
- 34:02piorando. Ué, então para tudo EE volta.
- 34:07E. Nem rebobina, né?
- 34:09E começa. Não, mas é isso, né?
- 34:11Eu falo que assim, eu adoro ter uma opinião formada, porque eu
- 34:14posso mudar ela a qualquer momento.
- 34:16Então, assim, é importante eu entender porque eu tomei aquela
- 34:18decisão e isso que você está falando dos registros, para você
- 34:21ter índices é super importante, porque às vezes está fazendo uma
- 34:25coisa que assim é um trabalho de formiguinha, né?
- 34:27Aquilo ali vai impactar. É a cada vez que você faz
- 34:32impacta numa melhora de 1% e aquele 1%.
- 34:35Todo dia você não enxerga. Só que quando você vê o
- 34:38acumulado num período é uma coisa monstruosa. 1% ao dia é
- 34:42muita coisa. E no dia a dia a gente fala,
- 34:44poxa, eu estou fazendo tudo isso aqui, não está dando em nada,
- 34:47tá? Ah, é que você não está
- 34:48enxergando, então medir é super importante.
- 34:51Isso me remete a outra coisa que você falou também e Ah, vamos
- 34:54setorizar, né? É um carrinho de mão pra cada
- 34:57setor, é uma bota pra cada setor, aí alguém vai falar aí
- 35:00nos comentários, né? Ah, mas e o custo disso, né?
- 35:05O quanto que vai gastar pra ter tantas botas pro funcionário,
- 35:08pra ter tantos carrinhos por não sei o quê, é um número absurdo e
- 35:11eu joguei aqui rapidinho no Google, mesmo assim sem grande
- 35:14filtro, né? Eu achei aqui numa faixa disso.
- 35:17Assim, uma bota, sei lá se é bom, se é ruim, 50 BRL e um
- 35:21carrinho de mão, 200 BRL. E vamos falar que você vai
- 35:24precisar de repente ali, de 10 carrinhos de mão.
- 35:27Estamos falando de 2000 BRL. Você vai precisar, sei lá, de
- 35:30100 pares de bota. Estamos falando de 5000 BRL, ó,
- 35:33essas. 2 ou lavador ou lavador, né?
- 35:37Ou lavador. Mas assim é.
- 35:39Ah, essa tá achando que o dinheiro dá em árvore, né?
- 35:41Gastar 2000 BRL de carrinho, 5000 BRL de bota, elas tão
- 35:44doidas e. E me fala, quanto você gastaria
- 35:47de antibiótico? Quanto você gastaria para
- 35:49enterrar aqueles animais ou para fazer compostagem daquela
- 35:52carcaça? Quanto que você gastou de ração
- 35:55com o animal que morreu e não virou um animal abatido ou
- 35:59abateu abaixo do peso, com rendimento de carcaça abaixo do
- 36:03esperado? Faz essa conta, faz essa conta.
- 36:06Aí você vai ver que a bota tá barata, que o carrinho de mão tá
- 36:09barato, que o detergente tá barato, que treinar a equipe, tá
- 36:12barato fazer um café da manhã pro pessoal bater o papo com
- 36:15veterinário, sem correria, tá barato.
- 36:18E a gente começa a ver o quanto que as doenças impactam
- 36:21financeiramente, economicamente e quanto as soluções.
- 36:25De repente, ali, no frigir dos ovos, ficaram baratas.
- 36:28Então tem que fazer conta, tem que ter os índices pra gente
- 36:31poder ter o que discutir na gestão da qualidade.
- 36:34A gente fala né, que você não consegue controlar aquilo que
- 36:37não é mensurado. Então vamos mensurar AA nossa
- 36:40suinocultura por vários aspectos, pra gente conseguir
- 36:43olhar esses dados e falar, tá difícil, tá fácil, tá barato, tá
- 36:48caro. E tomar as decisões.
- 36:50Eu achei muito bom a sua colocação.
- 36:54Agora tu falasse sobre o cafezinho?
- 36:57Eu me lembrei. Eu li um artigo
- 36:58Superinteressante falando sobre o cafezinho, que o cafezinho é
- 37:04uma. A estratégia do cafezinho é um
- 37:07ótimo momento pra que a conversa aconteça sem o nível de de
- 37:12hierarquia. Então é importante, pode ser na
- 37:16hora do cafezinho. Que não fica aquela coisa de que
- 37:20o chefe tá mandando e o funcionário tá ouvindo.
- 37:24É importante tomar um cafezinho, é o cafezinho, é deixar a
- 37:31vontade, é ter tempo, é ter atenção, porque são as pessoas,
- 37:36né, que vão trabalhar com os animais e que vão fazer daquela
- 37:40Granja o que a gente quer que ela seja, né?
- 37:45Então o treinamento é é investimento, não é despesas, é
- 37:49o treinamento impessoal, é, é investimento.
- 37:52É, tem que por Na Na ponta do lápis é Granja que faz essa
- 37:57conta. Vê que vale a pena que investir
- 37:59em café. Chapa quem não toma o café, né?
- 38:02Pode ter um casinho também. É o pessoal do sul, né?
- 38:05Tomar também o mate. Colocar ali a bota, colocar
- 38:09cerca, colocar. Não sei o que é.
- 38:10A hora que ela coloca no papel aqueles 10% de mortalidade que
- 38:14ela aceita, aqueles 15% de não atingimento de peso que ela
- 38:18aceita quando coloca no papel, e se não morresse tanto e se
- 38:23engordasse, melhor vê o quanto teria ganho de dinheiro e o
- 38:27investimento na biosseguridade. Qual vai ser o custo?
- 38:30Normalmente, o custo da prevenção é menor.
- 38:34Normalmente, às vezes empata, eu assim, das contas que eu já fiz,
- 38:37eu nunca achei uma prevenção que saia mais caro para
- 38:40biosseguridade interna, tá para externa é outra história, porque
- 38:43a gente tá falando de doença de notificação obrigatória, mas
- 38:45para interna ou empata. Ué, e se ficar Zero a Zero no
- 38:49fim, a gente tem menos serviço para carregar carcaça e medicar
- 38:52animal. Então é bom, mas normalmente dá
- 38:55uma diferencinha positiva no faturamento, então vale a pena
- 39:00fazer as contas. Não é assim, Ah, eu acho.
- 39:02Eu não acho nada, não acho nada. Faz conta, faz conta.
- 39:05Que daí você acha ali um negócio legal pra pra poder achar 11
- 39:10ponto de equilíbrio nas suas finanças da Granja, né?
- 39:14Isso vai ser bom pra todo mundo. Ah, perfeito.
- 39:17Ótima, ótima dica. Ah, acho que a gente pode ir
- 39:21encerrando aqui o nosso bate-papo.
- 39:22Adorei conversar com a doutora Laura.
- 39:25É, acho que tem muita coisa pra gente conversar de
- 39:27epidemiologia, de doenças, de sanidade.
- 39:31Já fica a dica aí que eu acho que a gente vai chamar ela de
- 39:33novo, aí em algum momento fala pra gente aí nos comentários,
- 39:37vocês gostaram né? Da da entrevista de hoje, que
- 39:41daí a gente já vai agenda na próxima.
- 39:43Então agradeço muito a presença da doutora Lauro, aceite do
- 39:47convite, agradeço todo mundo que está ouvindo o nosso episódio e
- 39:50espero vocês para o próximo. Um abraço e até mais.