Latest / Os Agilistas / #312 - Grupo Fleury: Tecnologia prática que complementa a expertise médica
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- 0:08Bom dia, boa tarde, boa noite. Vamos começar mais um episódio
- 0:11dos agilistas e a primeira vez que eu estou aqui no estúdio,
- 0:13vamos ver como é que eu vou me sair.
- 0:14Hoje eu estou aqui com o Ricardo Camilo, que é arquiteto.
- 0:17Tudo bom, Ricardo? Tudo bom, primeira vez também
- 0:19que eu estou no estúdio aqui estreando.
- 0:21Junto com você vai ser. Vai ser emocionante.
- 0:23Quem acompanha os de listas sabe que eu adoro episódios que tem
- 0:26cases reais, principalmente quando são cases que não são.
- 0:30De empresas nativas digitais e hoje eu acho que tem uma
- 0:32peculiaridade melhor ainda, que é um case na área de saúde que
- 0:35impacta muito fortemente de uma forma muito real, a vida das
- 0:38pessoas. Você não tem que ficar tentando
- 0:40imaginar qual que é o impacto inventando.
- 0:41É um negócio que que acha que vai deixar as pessoas aqui muito
- 0:44bem impressionadas. São histórias muito
- 0:46interessantes. Então, como sempre vou pedir
- 0:48para o convidar de se apresentar sem mais delongas.
- 0:50Doutor Bruno Aragão, tudo bem, Bruno?
- 0:52Tudo bem? Prazer estar aqui falando com
- 0:54vocês. Eu sou doutor Aragão, sou médico
- 0:56radiologista de formação. Sou formado na faculdade de
- 0:59medicina da. Da USP, aqui em São Paulo, fiz
- 1:01radiologia no instituto de radiologia do do hospital das
- 1:04clínicas e sempre fui 11, grande entusiasta ali da tecnologia.
- 1:08A gente brinca que a radiologia ela é a grande especialidade mãe
- 1:13da tecnologia da medicina e a gente trabalha com tecnologia
- 1:16desde o primeiro dia da residência.
- 1:18Você entra no hospital, primeira coisa que você ganha um login e
- 1:21senha do sistema da radiologia, né?
- 1:23E hoje os radiologistas estão de certa forma liderando ali esse
- 1:27movimento de incorporação da inteligência artificial.
- 1:30Dentro da área da saúde. Além disso, eu trabalho no grupo
- 1:32Fleury, sou coordenador médico de inovação do grupo E tenho
- 1:35minha atividade associativa no colégio brasileiro de
- 1:38radiologia, também presido a comissão de inovação Inter
- 1:41radiologia do CBR, que é colégio brasileiro de radiologistas.
- 1:44É interessante. Uma coisa que eu tinha pensado,
- 1:46vocês já estão acostumados a trabalhar com equipamentos, com
- 1:48muita tecnologia, né? Exatamente porque a gente estava
- 1:50conversando um pouquinho aqui antes, né?
- 1:52O Bruno é um médico que entende bastante tecnologia, então é um
- 1:55perfil bem interessante. Mas talvez a sua escolha já
- 1:58mostrasse isso, né? Que você gosta de tecnologia?
- 2:00É, já tem um certo viés ali de seleção para quem escolhe.
- 2:03A radiologia já gosta de base de tecnologia, mas eu acho
- 2:06interessante porque é uma área que tem uma aplicação muito
- 2:09pragmática. A gente gosta de tecnologia, mas
- 2:11tem um objetivo muito prático, que ali fazer o diagnóstico,
- 2:14fazer a diferença na jornada do paciente.
- 2:16Então, a radiologia por si só já ensina muito a gente a lidar com
- 2:20essas incertezas que hoje o mundo da inteligência artificial
- 2:22traz, né? Porque imagina, a gente precisa,
- 2:24no começo, entender física de ressonância magnética, SIM, 1
- 2:27negócio super abstrato para chegar no.
- 2:30Tal do palpável ali, que é um exame bem feito, né?
- 2:33Então, pra gente poder mergulhar no caso, eu acho seria
- 2:35interessante partir da missão do próprio Fleury e entender como é
- 2:38que essa missão se desdobra No No no caso, né, porque as coisas
- 2:42estão intimamente conectadas. Exato.
- 2:43O que eu acho mais interessante antes da gente entrar no caso,
- 2:46falar que quando você é uma empresa de medicina diagnóstica,
- 2:49você faz o exame. O seu objetivo final não é
- 2:51exatamente entregar um laudo, entregar um relatório, aquilo é
- 2:54só um meio. Seu objetivo final.
- 2:56Ele é fazer a diferença na jornada do paciente realmente
- 2:59conduzir. Vira o paciente para um caminho
- 3:01de saúde. E daí veio um pouco a inspiração
- 3:05para esse nosso projeto, porque de onde veio a ideia de fazer
- 3:07esse projeto que a gente chama? É um nome feio que a gente fala,
- 3:10mas é o manejo do nódulo pulmonar incidental.
- 3:13O que que significa é o manejo de quando você o que que você
- 3:16faz quando você acha um módulinho, uma bolinha no pulmão
- 3:19de uma forma fortuita, porque foi fazer um exame e achou 111,
- 3:22coisa que parece um bobagem ali No No exame, mas precisa ser
- 3:25seguido. AA inspiração desse projeto foi
- 3:27o seguinte, é uma dor real da prática clínica.
- 3:29Nós como? Médicos temos que é muito comum
- 3:31quando as pessoas fazem tomografia de tórax, seja por
- 3:34uma gripe, seja por um qualquer problema respiratório, a gente
- 3:37acha ali uns nódulos, umas bolinhas no pulmão.
- 3:39Esses nódulos, na verdade eles podem ser quando eles são muito
- 3:42pequenos, abaixo de 6 mm, a gente fala que eles são
- 3:45inespecíficos, são uns nódulos que podem ser qualquer coisa,
- 3:47mas olha, das vezes é bobagem, não é nada, você simplesmente
- 3:50segue aquilo e na verdade, não precisa nem seguir nem ficar
- 3:52fazendo acompanhamento, achar do incidental muito frequente, é
- 3:55como você achar a espinha no rosto de alguém aham do outro
- 3:58lado, quando esse nódulo é muito.
- 4:00Feio, ele tem uma cara suspeita para câncer, você já vai direto
- 4:03para uma biópsia, então às vezes a gente acha ali nódulos por
- 4:05acidente. Ali está fazendo um exame roubo,
- 4:07para ter um achado aqui que a gente não esperava aí fazer
- 4:09investigação, pode ser um câncer ou outra coisa, porque já tem
- 4:12uma cara muito suspeita, mas existe um meio do caminho que é
- 4:15onde mora, OA dificuldade, que é um nódulo que nem é meio
- 4:18suficiente para você indicar uma biópsia e nem é pequeno e
- 4:20tranquilo o suficiente para você ignorar esse tipo de nódulo.
- 4:23Existe uns guidelines, existe uma, umas recomendações muito
- 4:26bem estabelecidas na literatura médica do que você faz com esses
- 4:29nódulos. Em geral, você precisa fazer um
- 4:31acompanhamento com um exame de imagem, você precisa repetir a
- 4:34tomografia, dependendo da característica do nódulo, em 3
- 4:37meses, 6 meses e um ano. E aí o radiologista vai lá e
- 4:40corretamente escreve o laudo e entrega pro paciente.
- 4:43Até aí você pode pensar, bom trabalho do do radiologista,
- 4:46acabou, ele viu o nódulo, interpretou corretamente, fez um
- 4:49laudo perfeito e aí a gente foi fazer um levantamento um tempo
- 4:52desses para tentar entender das pessoas que a gente colocava uma
- 4:56recomendação formal no laudo, que era para repetir uma
- 4:59tomografia entre. 66 ou 12 meses, quantos por cento deles
- 5:02voltavam? E aí veio a grande surpresa, 13%
- 5:05desses pacientes voltavam, ou seja, você fazia todo um
- 5:08trabalho, interpretava, fazia um exame, colocava uma recomendação
- 5:11e essa recomendação não era seguida.
- 5:13Então o trabalho do rádio hoje estava incompleto.
- 5:15Ali, você não conseguiu atingir o seu objetivo final, que é
- 5:18realmente promover ao cuidado da saúde.
- 5:21E aí veio a inspiração para esse projeto.
- 5:23Como é que a gente consegue com tecnologia, habilitar esse
- 5:26acompanhamento desses pacientes para eles fazerem realmente o
- 5:29que tem? Tem que ser feito.
- 5:30Curioso isso, né? Porque será, né?
- 5:32A gente não com o dia a dia vai ocupando, né?
- 5:34A pessoa. A gente acha que com a gente
- 5:36nunca é tão importante, né? E quando é com alguém que a
- 5:39gente gosta, a gente fica preocupado é com a gente, ou
- 5:41seja, a pessoa deixa aqui de lado.
- 5:42Tem n motivos assim pra gente interpretar o motivo desses
- 5:45pacientes não voltarem tanto. É difícil você dizer exatamente
- 5:48qual é o motivo principal. Talvez para algumas pessoas seja
- 5:50alguns, para outros seja outro motivo.
- 5:52Mas eu eu costumo dizer que tem algumas.
- 5:54Eu vejo algumas explicações, 11 delas é realmente a às vezes o
- 5:58paciente não dá a devida importância para.
- 6:00Aquela para aquela informação entra na rotina e a rotina
- 6:02engole, engole, a gente vai embora e você esquece aquilo.
- 6:05Ou às vezes, o próprio paciente como mecanismo de defesa, ele
- 6:08entra em negação. Isso é muito comum, é muito
- 6:10frequente a gente, quando recebe uma notícia que pode ser grave,
- 6:13mas não é grave, a gente tende a subestimar aquela informação
- 6:17para não um mecanismo psicológico para não, para não
- 6:20ficar consumindo a gente por dentro.
- 6:22Outra coisa também é um pouco a fragmentação do cuidado, porque
- 6:24às vezes você tem um receber um relatório, o médico está sabendo
- 6:27daquela informação, mas de repente você não está mais com
- 6:29aquele. Médico, você foi para outro, a
- 6:31informação daquele relatório já está em outro canto.
- 6:33Então esse cuidado que é muito frequente na saúde suplemental,
- 6:36ou seja, em quem trabalha com plano de saúde ou medicina
- 6:39privada, você não tem um paciente tão institucionalizado,
- 6:42então é outra explicação também, por que que esses pacientes se
- 6:45perdem ali, né? É um cuidado muito fragmentado,
- 6:47assim, tem n explicações, tanto do lado do paciente quanto do
- 6:51lado do sistema também, né? Porque que você não consegue
- 6:54fazer aquela aquela jornada tão, tão próxima, né?
- 6:56Ou seja, entendemos que dentro dessa missão de ter o cuidado
- 6:59pelo paciente. A gente não simplesmente ser.
- 7:01Eu acho muito interessante isso, né?
- 7:03Porque do ponto de vista do radiologista, já foi preciso
- 7:05suficiente ali, fez a parte dele.
- 7:07Mas o ponto de vista da missão completa, né?
- 7:09De garantir a saúde do paciente, está faltando algo mais e esse
- 7:12algo mais. Então é você conseguir monitorar
- 7:14os laudos para poder saber quais os laudos, porque assim você
- 7:17poderia já pegar aquele paciente e marcar um flag nele, mas isso
- 7:20também é sujeito a falha, né? Exatamente.
- 7:22Nós, quando vocês optaram o seguinte, eu quero poder olhar
- 7:25os laudos e, a partir do laudo, saber se aquele paciente tem que
- 7:28ser acompanhado ou não é. Isso, né o.
- 7:30Isso exatamente é essa ideia de fazer acompanhamento desses
- 7:33achados. Ela já é perseguida na
- 7:35radiologia há muitos anos, que já tentou fazer isso durante
- 7:37muito tempo, mas boa parte das vezes esses projetos esbarram em
- 7:40vários problemas. Então, muitas vezes um jeito
- 7:43mais fácil você pode pensar, Ah, coloca um flag ali, coloca 11
- 7:46código, um cifrão, alguma coisa ali no seu lado para saber que
- 7:49esse paciente lá na frente você precisa acompanhar.
- 7:51Mas aí você tem a adesão na rotina.
- 7:53Muitas vezes o radiologista tem turnover, tem troca de
- 7:56radiologista, às vezes ele não coloca aquele sistema, ele ele
- 7:58mesmo não coloca o input. Então isso já era um problema,
- 8:01problema do usuário, criador do lado para criar essa flag.
- 8:03Então, iniciativas relacionadas à criação de flags, na hora do
- 8:06laudo, às vezes esbarram na adesão do profissional.
- 8:09Você vê que a adesão é um problema crônico, tanto das
- 8:12vezes do paciente como do médico, para fazer alguma
- 8:14iniciativa para fluir o sistema, mas a informação está lá no
- 8:17relatório. Quando a gente tentava resgatar
- 8:19essa informação, era humanamente impossível, porque você
- 8:21precisava ler um relatório. A gente tem uma quantidade muito
- 8:24grande de relatórios feitos por mês, humanamente impossível.
- 8:27Um radioluz tem lá, olha bom, deixa eu pegar todos os.
- 8:30Autos que eu fiz 6 meses atrás e ficar olhando de 1 a um qual eu
- 8:33botei recomendação para saber para pegar na agendinha, ligar
- 8:36para esse paciente ou ligar para o médico para fazer esse cara
- 8:38lembrar que ele precisa voltar para fazer exame.
- 8:40Do ponto de vista individual, era impossível, sim.
- 8:42Do ponto de vista sistêmico, na empresa também era difícil,
- 8:46porque as ferramentas de NLP, né, de processamento de
- 8:49linguagem natural, não são tão novas assim.
- 8:50Você já tem sistemas que fazem ANLP há muito tempo, mas em
- 8:53compensação, a qualidade da extração do dado de NLP para
- 8:57essa tarefa específica também apanhava muito.
- 8:59Eu lembro já. Ter tentado fazer esse projeto 4
- 9:01anos atrás e não conseguia, porque o jeito que o radiolista
- 9:04escreve tem muita variação, variação entre a informação é a
- 9:08mesma, mas às vezes um escreve de um jeito, o outro escreve do
- 9:10outro, o outro dá um Rodeio para colocar a lógica quando você lê
- 9:13a mesma e aí o sistema de GNLP mais tradicionais, por mais que
- 9:17tivesse uma performance razoável, não conseguia ter uma
- 9:20performance tão grande. Aí Oo cenário mudou quando
- 9:23surgiram essas RMS, né? Porque ficou muito além da
- 9:26assertividade de entender o contexto, ficou muito mais
- 9:29fácil. Capacidade do time que a gente
- 9:32fala de negócio do time médico de parametrizar.
- 9:34Uma boa engenharia de prompt é muito mais simples do que
- 9:37antigamente. Você tentar fazer tudo aquilo
- 9:39com um pai. Então no regex tentando bolar
- 9:411000 possibilidades da cabeça. Hoje, com uma boa engenharia de
- 9:44prompt, você consegue resultados que você precisava de um de um
- 9:47projeto de 6 meses, um ano para fazer ano passado.
- 9:49Impressionante, né? Então quer botar o Ricardo Na Na
- 9:52história, né? Nosso arquiteto, né arquiteto,
- 9:54lá na DTI. Do ponto de vista técnico, né,
- 9:56qual é o desafio? Ou seja, ele disse AOLM,
- 9:59facilitou pra caramba. Você consegue fazer 11 boa em
- 10:01diarreia de prompts em relação à DLPE, aí só para deixar bem
- 10:04clássico para o ouvinte, ou seja, com isso você tem sempre
- 10:07uma possibilidade de sempre ler todos os os laudos, né?
- 10:09A informação está lá, você sempre lê os laudos e pronto,
- 10:12né? E além de tudo, sei lá, aquele é
- 10:14ser um flag, né? Mas pode ter +1000 situações, aí
- 10:16você vai ter 1000 flag, né? Já é difícil o cara aderir um
- 10:19flag, né? Eu vou ter que marcar 20 coisas
- 10:21do laudo para transformar o laudo num banco de dados
- 10:23estruturados que alguém possa exatamente, eu sei que a gente
- 10:26também atua no senhorito, preparando todo uma ínfra para
- 10:29poder. Importante que os desafios, né?
- 10:31Você pode falar um pouquinho mais?
- 10:32Claro. Então como o doutor Bruno
- 10:34trouxe, né? A gente está falando de 1 o
- 10:35volume bem significativo de laudos, né?
- 10:37Falando de tórax, a gente tem mais de 5000 laudos por mês e
- 10:40além desse desafio de processar os laudos, a gente tem o desafio
- 10:44de integrar esses dados, porque quando você faz isso de uma
- 10:46forma isolada, dentro de 11, ambiente controlado, um
- 10:49laboratório, você não consegue uma integração com o ecossistema
- 10:53de dados do Fleury. Então, qual que foi a iniciativa
- 10:56que a gente puxou junto com o case, né?
- 10:58A gente criou um. Uma plataforma de dados,
- 11:01batizados de datahub, para trazer todos esses dados para
- 11:05dentro de um ambiente que a gente pudesse manipular eles
- 11:09através de LLME também garantir a integração desses resultados
- 11:14com ferramentas que pudessem ativar o paciente.
- 11:17Então, ou seja, a gente fez o processo de ponta a ponta,
- 11:19garantindo que o laudo chegando, ele seria processado.
- 11:22A gente faria algum enriquecimento ali para
- 11:24garantir, por exemplo, aí a gente identificou que teve um
- 11:27paciente que deveria retornar, então através da do cruzamento.
- 11:30Meio de dados a gente consegue saber se ele foi atendido, se
- 11:32ele não foi atendido, se ele não retornou, a gente consegue saber
- 11:35através das fichas de atendimento.
- 11:37E a partir daí a gente ativa somente os pacientes que
- 11:41precisam ser ativados. A gente não faz aquela ativação
- 11:44massiva. Então com isso a gente começa a
- 11:46habilitar dentro do Fleury um produto de medicina
- 11:49personalizada. Ou seja, a gente está
- 11:51trabalhando o paciente que precisa ser informado e que não
- 11:55foi informado de uma forma ativa interessante, ou seja.
- 11:58A gente garante que aquilo. Ocorre de forma automática e
- 12:01consistente, né? E como é que foi o processo, né?
- 12:03Acho que o ouvinte fica muito curioso.
- 12:05A gente sabe assim, desde a ideia até transformar em algo
- 12:08seguro, que vocês confiam. Como é que foi esse processo,
- 12:10como é que se gera esse pronto? Como é que faz o teste, né?
- 12:13Como é que foi essa jornada? Essa parte eu acho muito
- 12:15interessante, porque eu acho que a beleza desse projeto é a
- 12:19interação entre áreas de negócios muito diferentes da
- 12:22empresa, então você tem uma interação muito forte de um time
- 12:25médico engajado ali, que realmente traz aquela aquele
- 12:28conhecimento específico. De como fazer a extração dos
- 12:32relatórios com um time de data analíticas ETI, que faz toda o
- 12:36cuidado dessa parte estrutural, de integração de engenharia de
- 12:40dados. Se você não une esses 2 times, o
- 12:42projeto não sai do papel. Se você deixa só um time, o
- 12:44médico, por mais técnico que seja, esse time para fazer a
- 12:48coisa vira um experimento de laboratório.
- 12:50Você consegue provar um conceito, mas não tira, não
- 12:52consegue, não tira da gaveta e não coloca isso em produção.
- 12:55Se você deixa só um time mais técnico do ponto de vista de
- 12:58dados, pode ficar super. Robusto, mas às vezes falta
- 13:01aquela fineza, aquela de grana super específica, que deixaria
- 13:05que pega aquele paciente sim, e o outro não.
- 13:08Então realmente Oo que foi mais interessante foi essa interação
- 13:11entre os 2 times e que como você mencionou, foi uma grande
- 13:14escola. Porque esse case específico, o
- 13:17modelo de resolver esse problema, ele replicava para
- 13:20vários outros problemas. Então, a partir desse case de
- 13:23tórax, a gente está conseguindo fazer uma esteira de projetos
- 13:26mais complexos agora e aí vai aumentando o nível de
- 13:29complexidade. Idade, a quantidade de exames
- 13:31envolvidos para jornadas mais mais complexas, seja de câncer
- 13:34de mama, seja de diabetes. Você tem jornadas de cuidado um
- 13:37pouco mais complicadas do que esse que parece simples, que é
- 13:40basicamente um lembrete de uma informação que a pessoa deveria
- 13:44fazer. Mas esse case em si é, apesar de
- 13:46parecer simples, ele não foi nem um pouco fácil de de resolver.
- 13:49Você sabe, sabe um negócio interessante, né?
- 13:50A gente Na Na DTI tem lido muitos, né?
- 13:53Estudado muito esse assunto. Assim, das grandes consultorias,
- 13:56como é que eles prevêem que o melhor jeito de adotar a LLME1
- 13:59das coisas? Falas para você estar
- 14:00descrevendo que essa história de você começar com o case depois
- 14:04de forma transversal, sabe, começar usando aquele
- 14:06conhecimento do case, porque assim, é muito natural isso, né?
- 14:09Você fala um negócio que aparentemente é mais simples,
- 14:12mas aquilo ali fica vira impulsionador, né?
- 14:14Outra coisa que eu acho que desejo comentar no contexto de
- 14:17hoje, listas, é que o movimento ágil surgiu, sei lá, 25 anos
- 14:20atrás para aproximar negócio de TIEA maior dificuldade que
- 14:23existe e você falou um negócio aqui que é fundamental, isso
- 14:26aqui não funciona se não estiver junto, né?
- 14:28Mas sabe que eu acho interessante?
- 14:29AEA. Está fazendo, está aumentando
- 14:31tanto o interesse de todo mundo na tecnologia que está rompendo
- 14:34uma Barreira que eu via que todos os empresas tinham que há
- 14:36um tempo atrás um eu digo, e aí não só em saúde, em vários
- 14:39lugares eu até brincava nos podcast mais antigo que existia
- 14:42um negócio que eu chamava de ignorância intencional, que era
- 14:45assim, você pensa, eu sou médico, entendeu?
- 14:47Eu não quero nem saber o que é essa sigla, só que a empresa
- 14:49queria ficar digital, só que agora é o mundo que está mudando
- 14:52de um jeito tal que não é mais uma opção da empresa, né?
- 14:54Uma opção do profissional, né, cara?
- 14:56Assim, se o profissional não quiser saber, né, ele quiser
- 14:58ficar intencionalmente de. Ignorante isso.
- 15:00Ele está arriscado, né? O futuro dele?
- 15:03Né? Eu concordo demais.
- 15:05Eu acho que essa a inteligência artificial, esses casos de uso
- 15:08que a gente tem tentado resolver problemas com ela, está trazendo
- 15:11um efeito colateral muito positivo ali para as empresas.
- 15:14Porque eu tenho visto uma conexão entre áreas de negócio
- 15:19que seja TIE datinalitics nas empresas muito mais profundas do
- 15:23que a gente tinha 1015 anos atrás.
- 15:24Mas no nível de profundidade, para você conseguir tirar do
- 15:27papel um projeto complexo desse, você precisa realmente estar em
- 15:29junto. Estou pensando, quebrando a
- 15:31cabeça, fazer como é que a coisa funciona.
- 15:33E 11 aspeto interessante. Como funcionaria os bastidores
- 15:36do do projeto? Era muito, a gente fazia ciclos
- 15:38ali de testes muito interessantes, então eu e o
- 15:41doutor Igor, que é o meu grande colega, também super entusiasta
- 15:45de tecnologia, a gente fazia a engenharia de pronto, testava
- 15:47aquilo no nosso micro mundo, dava certo, passava pro pessoal,
- 15:51o pessoal colocava em produção, via você estava tendo falhas,
- 15:54pegava essas falhas, jogava de volta pra gente e a gente ficava
- 15:57fazendo esse ciclo de interação ali até conseguir.
- 16:00Dar um resultado legal? Desde que eu te perguntar,
- 16:01porque saúde sempre é um tema muito delicado, dá um falso
- 16:04alarme, né? Você pode deixar uma pessoa ali
- 16:06extremamente ansiosa, né, falar, ó, você tem que voltar aqui, né,
- 16:09como tudo, né, todo Islâmico vai ter, tem um falso esportivo, é
- 16:12um falso negativo, né? Não, não tem jeito, né?
- 16:14Como é que vocês lidam com isso? Como é que é o processo como um
- 16:16todo? A parte mais interessante sobre
- 16:18isso é assim, quando você trabalha em projetos CDLM,
- 16:20sempre vai haver falhas se são faltas, então o mais importante
- 16:23é você criar uma camada por trás para mitigar e para minimizar a
- 16:27capacidade dessas falhas. Então, uma das coisas que eu
- 16:29achei mais. Interessantes do projeto é que
- 16:31não foi só criar uma engenharia de prompts por trás.
- 16:34Então criar toda aquela esteira de LL miops por trás de você
- 16:37conseguir criar aquele controle de qualidade constante, é porque
- 16:41de repente eu estou, criei todo o meu projeto.
- 16:44Agora, às vezes eu faço uma aquisição de uma marca ou troco
- 16:47o jeito do radioestelau dar. Pode ser que a minha performance
- 16:49caia, sim, pode ser que a minha extração já não funcione.
- 16:52E aí criar essa camada de checagem constante da qualidade
- 16:57dos laudos, tanto de forma automatizada.
- 17:00Mas também de tempos em tempos, o especialista ali, o médico
- 17:03olhar e ver a qualidade da extração faz muita diferença.
- 17:07E aí você vai fazendo alguns ajustes de rota ali no meio do
- 17:09caminho. Mas assim, em relação à
- 17:11capacidade de LLM extrair esse tipo de de dado, eu vou te
- 17:14falar, performance é muito boa e você não fica surpreso, LLM,
- 17:18você consegue também misturar outras camadas ali não só de
- 17:22LLM, você consegue fazer alguma algumas regras heurísticas
- 17:25misturado com o fluxo de LM. Complementar o modelo, né?
- 17:28Você consegue resolver, bota? Parte das possíveis situações de
- 17:32potencial erro, né? Vou te dar um exemplo, um
- 17:33exemplo que a gente começou a ter dificuldade no começo,
- 17:35inclusive foi um falso alarme que a gente teve no comecinho do
- 17:38projeto, que ensinou muito pra gente.
- 17:40A gente criou toda a estrutura de alertas e tal, e aí estava
- 17:43performando muito bem. Aí a gente gerou um alerta que
- 17:46tinha uma recomendação muito específica, mas era um achado
- 17:49claramente infecioso, que dava dúvidas se era uma infeção ou se
- 17:53era um nódulo de câncer. E o nosso sistema que a gente
- 17:56queria só casos que realmente fossem nódulos que não tivesse
- 17:59muita dúvida de. Infeção, nosso sistema gerou um
- 18:01alerta, na prática, o impacto negativo disso é mínimo.
- 18:04Assim, tudo bem, você gerou um alerta, a pessoa tinha que fazer
- 18:07de fato o retorno, mas era um retorno mais para controlar uma
- 18:10infeção e não um nódulo, um nódulo suspeito para câncer.
- 18:13Mas aí a gente, OPA, pegamos aqui uma nuance que a gente não
- 18:16tinha pensado no começo do projeto, aí a gente revisitou o
- 18:20prompt, revisitou todo coisa que criamos, já outra regra ali no
- 18:23meio e a gente conseguiu. Nosso sistema já não, já não
- 18:26entra nessa e era uma nuance de relatório onde estava descrito
- 18:29no. Maldo podia ser, podia ser
- 18:31tomou, mas podia ser infeção. Mas era um pouco mais para
- 18:34infeção do que para tomar a hipótese.
- 18:35E aí a gente conseguiu pegar essa esse detalhe, né?
- 18:38E é. Legal também complementar essa
- 18:40situação. Aí que o doutor Bruno falou que
- 18:42eu lembro que quando a gente achou esse caso, foi até um
- 18:45médico que relatou, né? Porque como a gente fez o
- 18:47produto também para melhorar o relacionamento médico do Fleury.
- 18:51Então hoje o Fleury, ele tem essas notificações, mas
- 18:54geralmente quem são ativados são os médicos, então os médicos.
- 18:57Clínicos você falou, é os clínicos que indicou o exame.
- 19:00Mobilizados. Porque aí ele vai ter essa
- 19:02capacidade, às vezes, de ver se se aquilo realmente faz sentido
- 19:06ou não. E posteriormente, ele ativa o
- 19:08paciente. Em alguns casos, a gente ativa o
- 19:09paciente diretamente, mas em outros casos quem é ativado é o
- 19:12médico. Então, com isso, a gente
- 19:14reforçou também a relação médica do Fleury com os médicos, que
- 19:18são prescritores, né? De exame é, você estava?
- 19:20Prestando mais no serviço, né? E tem.
- 19:22E a gente garante também mais a uma Barreira, né?
- 19:24Que a gente não dispara para o paciente.
- 19:26Sim, a gente dispara para o médico.
- 19:27O médico faz a avaliação e ativa o paciente.
- 19:30Então, além da nossa Barreira de de teste, que a gente garante
- 19:33que o que ele ali gerou realmente está no laudo, pra
- 19:36gente garantir que ela não alucinou a gente, tem também
- 19:39essa outra Barreira, que é o médico prescritor garantir que
- 19:42aquilo dali realmente faça sentido para ele ativar o
- 19:44paciente. Ou seja, existe uma revisão
- 19:46contínua, né? Do dessa ativação e além disso,
- 19:49tem essa Barreira. Existem alguns casos que o
- 19:51paciente é ativado direto. Isso.
- 19:53Onde seria isso? É, são outras linhas, né?
- 19:55Então, assim, um caso de mamografia?
- 19:57Ah. Tá, não é especificamente?
- 19:59Isso. Nódulo não é aí no caso
- 20:01mamografia e o paciente é ativar é onde a.
- 20:03Comunicação é menos crítica, tal.
- 20:04Exatamente. E aí interessante, porque esse
- 20:07tipo de projeto de garantia à jornada da paciente, ela não tem
- 20:11uma receita de bolo única, depende muito da situação.
- 20:13Então, por exemplo, esse caso do ativação do nódulo pulmonar, faz
- 20:17mais sentido ser uma comunicação com o médico solicitante, porque
- 20:20é um risco e o médico vai interpretar baseado em outras
- 20:24coisas, de fato que às. Vezes não estoura.
- 20:26Que conhece o paciente, se ele precisa voltar ou não agora, por
- 20:29exemplo, Ah, um. Paciente em atraso para
- 20:31rastreamento de mamografia não tem dúvida de que a paciente tem
- 20:35que estar de volta e tudo mais, e aí você precisa analisar
- 20:37algumas coisas do passado dela para saber se ela já teve.
- 20:39Por exemplo, você não vai fazer uma ativação.
- 20:41A regra é muito cara, a paciente precisa voltar todo ano para
- 20:43fazer mamografia, mas às vezes você não precisa fazer.
- 20:45Dependendo do contexto clínico, se ela já teve câncer no
- 20:47passado, o jeito dela de rastrear pode ser um pouco
- 20:50diferente. Então a gente já usa LLM pra
- 20:52triar outras situações ali e aí essa esse tipo de ativação já é
- 20:56mais interessante, ser direto com o paciente e não com o
- 20:58médico solicitante, então? Dependendo do do contexto
- 21:01clínico, faz mais sentido uma comunicação com o médico para o
- 21:04escritor e, às vezes, comunicação direta com o
- 21:06paciente depende do da situação. Isso é a coisa mais bonita que
- 21:09eu acho, né, Angelina, que você tem muita informação enterrada
- 21:12que não precisa ficar mais enterrado, né?
- 21:13Um negócio assim, né? É que a informação tá lá, né?
- 21:16E aí, qual que é o impacto real que vocês já estão conseguindo?
- 21:19Uma das principais coisas a gente garantir, se não a gente
- 21:22já tem 107 pacientes numa linha de cuidado, de ativação, e aí
- 21:25são pacientes que realmente têm um nódulo que precisa ser
- 21:28seguido, que foram ativados. E que agora a gente já tem esses
- 21:31pacientes super segmentados e de olho, né?
- 21:34Ó as paciente agora aqui ele tem um modo que precisa ser
- 21:37acompanhado, uma comunicação entre um time de cuidado e o
- 21:40médico prescritor para ir seguindo, seguindo realmente
- 21:43esse eles afundo desses pacientes que a gente ativou.
- 21:46A gente ainda não teve nenhum caso de câncer, ainda bem, né?
- 21:49Que bom, mas a gente já teve uma taxa de de acompanhamento, de
- 21:52retorno bem, bem interessante. Cara, isso é isso.
- 21:54É incrível, né? Porque isso ainda pode, sei lá.
- 21:56Parece uma coisa bem natural isso.
- 21:58Ir pro pro seu app de saúde também.
- 22:00Bem, né, começar a compor seu histórico, né?
- 22:02Essa é exatamente AA estratégia da evolução.
- 22:05E é interessante porque realmente isso faz todo o
- 22:07sentido ali, com aquela cultura da metodologia ágil.
- 22:10A gente começou com um pequeno projeto, com um objetivo muito
- 22:14amarradinho, mas isso consegue desdobrar para quase uma
- 22:17estratégia corporativa de de se relacionar com o cuidado do
- 22:20paciente, né? Não.
- 22:22E você falou, é muito da culturagem que é interessante,
- 22:24né? Você poderia partir de um
- 22:25projeto megalomaníaco, né? Eu vou controlar a saúde aí,
- 22:28ficar 10 anos, né? Você.
- 22:30Já começou com isso, já começa a alimentar alguma coisa com a
- 22:34saúde, ele já expande naturalmente quando você está
- 22:36vendo, et cetera, daqui uns anos, na hora que você vê isso,
- 22:39é muito legal, né? Assim, só pra ficar claro pro
- 22:41ouvinte, é olhando o laudo, não é olhando a imagem não, né?
- 22:43Isso, no caso, a. Gente está olhando a imagem e
- 22:45fez o laudo. E aí exatamente, a gente está
- 22:47olhando o laudo. Então isso inclusive traz 11
- 22:51certa, porque assim eu, eu, eu como a de hoje.
- 22:53Eu gosto muito da parte de visão computacional, inteligência
- 22:55artificial. É minha área de estudo, onde eu
- 22:57fiz meu doutorado. Então eu sou doido para
- 22:59aplicação de. Existencial na imagem, mas a
- 23:01Riqueza da informação a gente tem muito dado no relatório e o
- 23:05dado já foi super curado, super interpretado.
- 23:08Então a gente tem uma capacidade de criar projetos muito
- 23:12poderosos, relaciona informações dentro do relatório, do laudo e
- 23:14ultimamente agora a gente está olhando uma integração muito
- 23:17interessante, que é exames, é resultados, exames
- 23:19laboratoriais, com informações não estruturadas contidas dentro
- 23:23de relatórios textuais. Então você consegue transformar
- 23:26dado não estruturado de relatório para dado estruturado
- 23:28e cruzar aquilo coisa. É em laboratorial.
- 23:30Então, por exemplo, jornada de cuidado de diabéticos, isso é
- 23:33super relevante, porque boa parte da do cuidado de um
- 23:36paciente com diabetes, eles são dados estruturados,
- 23:39laboratoriais. Então como é que você sabe que o
- 23:41diabético está na faixa de controle?
- 23:43Você tem a glicemia, você tem hemoglobina glicada, você tem
- 23:46alguns exames que são números uhum e eu sei que acima de tal
- 23:49número está desregulado, bastando o número não está
- 23:51desregulado, você cria várias regrinhas e aí outras
- 23:53informações e estão os textos, então, por exemplo, Ah, como é
- 23:56que tá a saúde do olho desse paciente?
- 23:58Isso tá num num descritivo? De um exame de retina.
- 24:01Será que esse paciente tem gordura no fígado?
- 24:03Isso está descrito num relatório de um ultrassom, de uma
- 24:05ressonância magnética. Juntar todas essas informações
- 24:09para realmente criar 11 mapa ali da, do do que está acontecendo
- 24:12com seus pacientes é que é o é que é o desafio.
- 24:14É, não, isso é muito legal, né? Por exemplo, eu fiz um check up
- 24:17recente, a gente segue com aquele bloco de coisa lá e aqui
- 24:20fica lá, né, cara? No canto.
- 24:21Você tem que dar sorte de ou de alguém, olhar de você, levar a
- 24:25Sério e além do mais daquilo que pode ser um sinalzinho, né?
- 24:27Assim, esse eu estava comentando a ansiope aqui desse médico.
- 24:30Esse peteratia, né? Fala muito de longevidade.
- 24:32Eu acho interessante que ele fala de sei lá, não sei se ele
- 24:34chama de medicina 3.0, mas é uma medicina dessa, que olha lá pra
- 24:38frente mesmo, sabe? Pensando assim, que que eu faço
- 24:40agora para você viver com qualidade?
- 24:43É 90 anos de idade, por exemplo, e é muito interessante isso, né?
- 24:46Porque você já você tem sinais, né, que você vai pegando aqui,
- 24:49ali que permitiria você começar uma a intervir muito mais cedo,
- 24:52né? Do que só essa coisa reativa,
- 24:54né, que muitas vezes da medicina acaba sendo, né, só intervém
- 24:57quando já é. Vocês vão ampliando muito
- 24:59potencial de saúde. Mesmo, né?
- 25:00Que é o que você disse que é a. Missão, né?
- 25:01É e o um dos maiores desafios, assim que a gente tem que
- 25:04trabalhar com dados na saúde, isso é óbvio, todo mundo já
- 25:06sabe. O maior desafio é realmente
- 25:08conseguir trabalhar de verdade com esses dados, porque os os
- 25:11dados na saúde estão em silos muito separados.
- 25:15Por exemplo, Ah, o sistema de laboratório é um sistema de
- 25:18relatório da radiologia é outro. Uma nota clínica do médico numa
- 25:23consulta está em outro canto para você conseguir colocar isso
- 25:26no mesmo ambiente de dados com governança, com.
- 25:30Segurança é um desafio, não é simples, né?
- 25:32Então, você vencer essa primeira Barreira, você destrava um
- 25:35potencial gigantesco ali. E hoje, usando essa mentalidade
- 25:40de começar com projetos, que eu acho que foi uma estratégia
- 25:42super fantástica, idealizada pelo nosso, tanto nosso time de
- 25:46TI quanto diretoria médica, de começar ali aos poucos, com
- 25:49projetos pequenos e depois ir crescendo.
- 25:51A gente está colhendo frutos do que foi iniciado há anos atrás
- 25:54ali e agora realmente com cases concretos, né?
- 25:57Exercente confiança que vai criar um círculo virtual.
- 26:00Você tem um caminho? Exatamente.
- 26:01Agora 11 curiosidade, não sei se você chegou a enfrentar isso.
- 26:04Tem muita raiva de cunhar, né? E qual as limitações que você já
- 26:07conseguiu enxergar também é? Não, isso aí você tem total
- 26:10razão. O pessoal acha que A Entrevista
- 26:12artificial vai ser a bala de prata do mundo.
- 26:14A gente vai resolver todos os problemas da humanidade com esse
- 26:16negócio, quando na verdade não é verdade.
- 26:18A Entrevista artificial é uma ferramenta.
- 26:20Eu gosto muito de falar que depende muito do tipo de
- 26:22problema. Tem problema que você tenta
- 26:24abordar forçando a barra para tentar resolver aquilo com a
- 26:27ferramenta de inteligência artificial que que não dá certo.
- 26:30Então, por exemplo, eu ainda sou muito cético em relação a mesmo
- 26:33interesse artificial, generativa para atendimento ao público,
- 26:36deixar solto aquilo. Ter um nível de de complexidade,
- 26:39dificuldade de você pode resolver alguns pequenos
- 26:41problemas, mas o cuidado é saúde, por exemplo, é muito
- 26:44difícil. Eu ainda tô muito aficionado.
- 26:47AA esses problemas de backoffice, eu acho que a gente
- 26:50tem ainda 11 Mato muito grande, problemas muito mais importantes
- 26:54e relevantes para resolver. Do que botar Na Na frente de
- 26:57atendimento? Do que?
- 26:57Claro que você vai andar em paralelo, alguns grupos são.
- 27:00Vão focar muito em coisas, mas se tivesse que dar um palpite
- 27:02assim, de de Casa Grande, de comentarista de futebol, eu
- 27:05diria que a gente vai ver muito mais projetos de impacto de
- 27:09verdade na área da saúde, na área de backoffice, primeiro, e
- 27:12a gente vai começar a rabiscar um outro ali de atendimento, de
- 27:15fato, ali, de assistencial ao paciente.
- 27:18Claro que eles vão fazer muito mais impacto.
- 27:19Vai ser aquele aquela fumaça muito grande na mídia, mas a
- 27:22gente vai estar vendo a transformação da saúde
- 27:24acontecendo ali nos bastidores, por trás, né?
- 27:26Aí existe. Eu não sei, né?
- 27:27Existe uma parte que não é tão modelada, né?
- 27:29Tem. Toda essa parte do
- 27:30relacionamento e outras informações intangíveis que você
- 27:33pega até com a família do paciente, né?
- 27:35O exato. O modelo não está nem sabendo
- 27:37aquilo, né? Exatamente o.
- 27:39Entorecimento, sabe, eu falo assim, tem que não é tudo que
- 27:43está lá também, né? E é engraçado, eu estava vendo,
- 27:44não tem muito a ver com isso, mas achei curioso, estava vendo
- 27:46uma série chama the pitts, que é realidade de um plano Socorro,
- 27:49Hum, até brinquei ontem, eu estava vendo, falei não, aqui é
- 27:52impossível botar uma entrevista especial aqui dentro, naquela
- 27:54confusão dentro do do, do, do, do pronto Socorro, exato, porque
- 27:57hoje a raiva é tão grande, Hein cara é que fica.
- 28:00Todo mundo achando que não é, que é só.
- 28:01Que a coisa vai ser autônoma. Tem alguns projetos de de
- 28:04imagem, por exemplo, que nós já já utilizamos interesse
- 28:06artificial há muitos anos na visão computacional, bem antes
- 28:10até do boom das LLMSA, primeira ferramenta comercial aprovada
- 28:14pelo FBI nos Estados Unidos. Na radiologia começou em 2000 e
- 28:16suas maneira no final 2016, começo de 2017, o Fleury já usa
- 28:20ferramentas de interesse artificial aplicados a deteção
- 28:22de hemorragia intracraniana e tromba e embolismo pulmonar já
- 28:25faz pelo menos 4 anos. Está na rotina assim que a gente
- 28:27nem a gente é tão comum. E aí, o que que interessa?
- 28:30Santi aquela inteligência artificial.
- 28:31O objetivo dela não é dar o laudo, não é substituir o
- 28:33radiologista, é simplesmente pegar um exame que acabou de ser
- 28:36feito, detetar, que tem uma possível hemorragia ali dentro
- 28:39de uma automografia e sinalizar o radiologista para o
- 28:42radiologista. E o mais importante, hoje você
- 28:44IA ver aquela imagem de qualquer jeito.
- 28:45Na verdade, a gente vê bem melhor, inclusive, que o sistema
- 28:47que a gente não não comete uns erros que o ainda a gente já
- 28:50comete, mas aí a inteligência artificial gera um valor, porque
- 28:53ela permitiu olhar aquele negócio.
- 28:55Eu pego o telefone, ligo para o médico solicitante, eu ligo para
- 28:58a família e consigo transferir, por exemplo.
- 29:00Sentido uma unidade para um pronto Socorro em 5 minutos, em
- 29:0210 minutos. É como se fosse uma triagem,
- 29:04mais é uma triagem. Então eu estou usando a
- 29:06tecnologia para habilitar um cuidado humano.
- 29:08Eu estou usando a tecnologia para que?
- 29:10Para fazer com que eu, que estaria numa unidade remota
- 29:13laudando, consiga ver esse exame em 5 ou 10 minutos, que tem uma
- 29:17coisa grave, não, horas depois, quando o paciente já saiu da
- 29:20unidade. E aí vai ser muito mais complexo
- 29:22você ligar para esse cara quando ele já está em casa.
- 29:24A tecnologia habilitou um cuidado humano mais próximo.
- 29:27Vou te fazer uma pergunta que eu curiosidade, então?
- 29:30Um cara que eu gosto seguinte, chama Guedes, Marcos, ele é um
- 29:32dos críticos assim, a questão de falar que tem inteligência
- 29:34geral, et cetera, né? E é um argumento que ele sempre
- 29:37fica brincando, aí você fala que a tipo o que você falou, sei lá,
- 29:3910 anos atrás, o pessoal previu que não precisava mais de
- 29:42radiologista, né? Assim o pessoal falava, não, não
- 29:44vai ter mais Na Na hiper, quando começou aham de LM, né?
- 29:48A hiper de de a mesmo, né, de plane, e ele fala, na verdade,
- 29:51falta radiologista, né? É isso mesmo, né?
- 29:53A realidade. Ainda é essa, né?
- 29:55Exatamente. Tem um meme que eu gosto muito,
- 29:57que os radiologistas adoram compartilhar entre a gente que
- 29:59eles falavam assim. Olha, daqui a 5 anos a gente não
- 30:02vai ter mais radiologistas e não vai ter ninguém mais dirigindo o
- 30:04carro, que aí mostra um corte, 5 anos depois os radiologistas
- 30:07pegando o trânsito, indo para o trabalho.
- 30:09Mas assim, Eu Acredito muito que, mas está na fase da hiper
- 30:12automação, né? Eu acho que a automação ela vai
- 30:15substituir tarefas e não papéis, então talvez laudar daqui a um
- 30:19tempo vai ficar fácil, talvez, por exemplo, fazer um
- 30:22diagnóstico um pouco mais complexo, vai ficar fácil porque
- 30:24você bota ali informações, já vem alguma coisa, mas o papel de
- 30:27fazer aquilo não vai estar substituído, talvez.
- 30:30Se for fazer mais fácil, aí a relação do trabalho, questões.
- 30:32De responsabilidade, é? N coisas ali, mas os papéis vão
- 30:35continuar existindo do mesmo jeito e à medida que isso fosse
- 30:38transformando aquele papel, vai vai buscando outras tarefas que
- 30:42vão substituindo a atuação. Tem um Congresso americano de
- 30:45radiologia que a gente vai todo ano, né?
- 30:46Teve um ano que teve uma abertura muito boa, que o
- 30:49presidente lá da da associação, ele ele fez uma palestra falando
- 30:52sobre que a história nunca se repete.
- 30:55Mas ela frequente, mente, rima e eu gosto muito de traçar o
- 30:58paralelo, o que a gente está discutindo.
- 31:00Agora de automação. Gente, a medicina laboratorial
- 31:02aconteceu isso há 60 anos atrás. Vocês imaginam que antes, para
- 31:05fazer um ler um hemograma, um hematologista tinha que ir no
- 31:09microscópio e ficar contando célula para dizer que você tem
- 31:12tantos? Eu cosso por campo e não sei o
- 31:14que, era completamente braçal tanto quanto hoje a radiologia.
- 31:18E aí teve o Bum da automação da medicina laboratorial.
- 31:22Estou falando de décadas atrás e os hematologistas continuam
- 31:25existindo. OA hematologista não fica boa
- 31:28parte do tempo dele lendo lâmina de coisa.
- 31:30Mas aquilo está no sistema, o sistema teria aquele 12 por
- 31:32cento dos casos importantes que eles vão lá, olham e surgiram
- 31:35outras atribuições, eles estão analisando o teste genético,
- 31:38eles estão fazendo tumor board, eles estão fazendo outras
- 31:41coisas, né? E a especialidade se
- 31:43transformou, né? Continua existindo do mesmo
- 31:46jeito, Hematologia, super importante hoje, né?
- 31:48Então esse frio na barriga que dá quando a nossa peles caminha
- 31:52especialidade, ou a minha área está se transformando?
- 31:54Talvez é só a gente olhar para trás e ver que essa esse tipo de
- 31:56transformação já aconteceu no passado ou em outros setores e
- 31:59pensar. Não existindo, né?
- 32:00Cara, só uma pergunta final também pra você, a gente já
- 32:03gravou o episódio com a parte técnica, não é isso?
- 32:05Já, já fizemos 11 episódio aí com a Regiane contando como que
- 32:09foi a construção do Fleury data hub, quais os desafios técnicos.
- 32:13Inclusive a gente comenta lá, né, que um dos grandes trunfos
- 32:17aí desse projeto foi o que o doutor Bruno comentou, né, a
- 32:20junção entre a área de negócio e a área técnica.
- 32:23Mas lá a gente comentou também um pouco sobre a os desafios na
- 32:26área de segurança que a gente teve, né?
- 32:27Porque a gente está falando de informação ultra ciência.
- 32:30Possível, né? Da área de saúde, então,
- 32:31criptografia, segurança, todos os requisitos que a gente
- 32:35implementou para garantir que essa plataforma habilitasse
- 32:39casos de uso dentro do grupo, mas que também garantisse toda a
- 32:42infraestrutura de segurança e de escalabilidade.
- 32:45Necessária ele já está. No ar já está no ar você.
- 32:47Sabe o número dele ou não? Ele tem que usar ele.
- 32:49Ele tá fácil, é só perguntar para uma exato, doutor duro,
- 32:53muito obrigado. Então assim é.
- 32:55Foi uma excelente conversa, muito empolgante, né?
- 32:58A gente vê que o futuro disso é. Realmente sim.
- 33:01O paciente e o médico vai todo mundo se beneficiar demais, né?
- 33:03Muito obrigado aí por compartilhar todas essas
- 33:05informações com a gente. É eu que agradeço.
- 33:07Eu já estou imaginando a gente daqui a uns 6 meses, um ano,
- 33:09vendo contar outro case, porque agora a velocidade das coisas
- 33:13está muito, muito grande, né? A capacidade da gente fazer
- 33:17projetos e coisas interessantes. Transformacionais, tá, tá
- 33:20impressionante. É a analogia que eu comentei da
- 33:22consultoria. É do em grande esse filme de Fly
- 33:25will, né? O volante que vai girando sabe
- 33:27uma uhum que tem um momento de inércia de fios de.
- 33:30Começar a girar mas quando começa a girar o pessoal da
- 33:32cinalogia com a própria Amazon, né?
- 33:34Tem vários negócios que igual, por exemplo, o marketplace da
- 33:36Amazon, o que você começou a fazer girar, você conseguir
- 33:39novos benefícios, cada vez mais fácil, né, que você bota um
- 33:41produto, então é como você já começou a rodar ali, né, gerar
- 33:45esse essa massa, né? Agora capturar novos benefícios
- 33:48cada vez mais, mais rápido o negócio você disse, você vai ter
- 33:50que começar a ter avanços grandes em tempos menores, né,
- 33:52porque você já fizeram, já trilharam o caminho, né?
- 33:55É isso aí, pessoal, muito obrigado e até o próximo
- 33:57episódio.