Latest / InovaTec Update / Luz e vibrações atômicas revelam ímãs que se comportam como se tivessem oito polos
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Eletrônica. Luz e vibrações atômicas revelam ímãs que se comportam como se tivessem oito polos. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 15 de outubro de 2026. Todo mundo que já brincou com um ímã de geladeira conhece a regra. De um lado fica o polo norte, do outro, o polo sul. Os físicos chamam esse arranjo de dipolo, porque são dois polos. Mas a física quântica mostrou que a natureza pode ir além disso. Em certos materiais, o magnetismo se organiza como se houvesse oito polos em vez de dois. Esse arranjo recebeu o nome de ordem octupolar. Ele aparece em materiais cristalinos, em que os átomos ficam dispostos em um padrão regular e repetido. O problema é que esses estados magnéticos mais complexos são muito difíceis de detectar, medir e controlar. Por isso, até aqui, eles ficaram mais no papel do que na prática. Agora, uma equipe de pesquisadores do Canadá e do Japão encontrou uma forma de enxergar esses ímãs exóticos usando luz. O trabalho é de Ruairidh Sutcliffe, da Universidade de Toronto, e colegas, entre eles Swati Chaudhary, da Universidade de Tóquio. O estudo saiu na revista Physical Review Letters. A ideia funciona assim. Quando a luz atinge um cristal, ela entrega energia aos átomos e provoca vibrações minúsculas. Essas vibrações percorrem o material em pequenos pacotes de energia, chamados fônons. A equipe se concentrou em um tipo especial deles, os fônons quirais. Quiral é aquilo que não coincide com a própria imagem no espelho. Sutcliffe compara com as nossas mãos. A esquerda e a direita são reflexos uma da outra, mas não se encaixam perfeitamente. E é aí que está a pista. Os pesquisadores descobriram que a ordem de oito polos deixa uma marca própria nessas vibrações. Ao iluminar os materiais com um tipo especial de luz que gira, a equipe identificou uma espécie de impressão digital do magnetismo octupolar. Segundo Chaudhary, essas vibrações se comportam de um jeito diferente das encontradas em ímãs comuns. Por isso, elas foram batizadas de fônons pseudoquirais. E oferecem um novo caminho para estudar estados magnéticos que antes ficavam escondidos. Os próprios autores tratam o resultado como um primeiro passo. A expectativa é que, no futuro, o magnetismo de muitos polos possa ser aproveitado em novos dispositivos de armazenamento e de computação. Entre as possibilidades estão memórias que guardam os dados mesmo quando a energia é desligada. Até lá, ainda resta o desafio de aprender a controlar esses estados. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.