Latest / SuinoCast · by PPGVET / Werner Meincke: 50 anos de Suinocultura | Ep. 233
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da suinicultura brasileira, o
- 0:09suinocast. A gente tem discutido bastante,
- 0:13né? AO Brasil, em relação aos outros
- 0:15países competidores, e nós hoje, por exemplo, em relação aos
- 0:19Estados Unidos, você está aí, né?
- 0:22É os nossos custos hoje estão muito, muito próximos de de dos
- 0:28insumos, né? Farelo de soja, milho.
- 0:32É? Muito, muito próximos, e talvez
- 0:35ainda uma diferença na questão da das pessoas, dos recursos
- 0:40humanos, né? E essa questão sanitária, ela
- 0:43nos ajuda muito em de uma certa forma, diria deprimir um pouco
- 0:49os custos, né? E já tivemos, dentro de
- 0:53cananeia, animais positivos para pearce e que que foram
- 0:57sacrificados, o que comprova a importância da gente ter 11
- 1:02estrutura dessa. Siga-nos nas redes sociais
- 1:05YouTube e Spotify. Para ter acesso a conteúdo
- 1:08técnico atual de qualidade, irreverente e gratuito.
- 1:14O sinocast só é possível através do apoio de empresas inovadoras
- 1:18e que apoiam a educação continuada na silicultura
- 1:21brasileira DSM firminish, moldando o futuro dos cuidados
- 1:25com os suínos elanco, alimento e companheirismo enriquecendo
- 1:29vidas, ipra, construindo imunidade para um mundo mais
- 1:33saudável. ADSM firminish pode ajudá lo a,
- 1:37preparar, proteger e apoiar a resiliência dos seus leitões,
- 1:41fornecendo experiência local em suínos e soluções completas e
- 1:45personalizadas. Para ajudálo a concretizar a sua
- 1:47visão, ADSM firminist está moldando o futuro dos cuidados
- 1:52com suínos. No sinocast de hoje a gente tem
- 2:02a honra de receber ele que está fazendo 50 anos de carreira e 50
- 2:07anos de sua cultura. Wernerming muito prazer de
- 2:10receber novamente aqui no finalcast.
- 2:12Igualmente, 11 Alegria poder falar com vocês aí.
- 2:16Werner estava. Estava vendo aqui nos nossos,
- 2:20nos nossos anais aqui de de postagem.
- 2:22A gente tem mais de de 11 anos de de podcast e tu foi um dos
- 2:27nossos. Casos quando a gente fazia, a
- 2:29gente faz ainda, mas diminuir um pouco a frequência Oo no cast
- 2:33persona, onde a gente homenageava pessoas da
- 2:36sínnocultura pessoas importantes, EEA gente lembrou
- 2:40do momento do teu nome, sabendo que tu está completando 50 anos
- 2:43de sonocultura, mas eu queria que tu te apresentasse
- 2:46rapidamente, nos dizendo de onde que tu veio e como que tu caiu
- 2:49no assino cultura. Sim, maravilha, na verdade,
- 2:53filho de de pequeno agricultor aqui do interior de Estrela e.
- 2:59E o meu pai trabalhava com suínos desde então, e eu tive
- 3:04algumas incumbências na época. Com 89 anos de idade de ajudálo
- 3:10nessa atividade dando água, né? E alimentando, alimentando os
- 3:15animais e. E depois, na sequência, saímos
- 3:20do meio round e eu acabei, então optando por medicina
- 3:24veterinária. Na Universidade Federal de Santa
- 3:28Maria, formado, portanto, 50 anos em 73.
- 3:32E aí tive uma rápida passagem pela cooperativa languú hoje,
- 3:37infelizmente extinta há pouco tempo, mas foi um trabalho de de
- 3:41clínico. Por meio ano, não mais do que
- 3:44isso. E aí recebi um convite da da
- 3:47ABCS, que tem sede aqui no nosso município, né?
- 3:51A associação brasileira de criadores de suínos.
- 3:54E aceitei o convite. Desde então, até esse momento
- 3:58dedicado a suinicultura. E eu sempre tenho dito que é um
- 4:03privilégio muito grande a gente poder acompanhar durante esses
- 4:0750 anos, ou seja, quem te viu, quem te vê, né?
- 4:11O que a gente tinha na época, EEO que a gente tem hoje em
- 4:17termos de de evolução e de transformação desse segmento tão
- 4:22importante aí para o nosso, para a nossa economia.
- 4:25Sem dúvida, sem dúvida. EE antes da gente entrar
- 4:29diretamente nessa cultura, eu queria te fazer uma pergunta.
- 4:32Quando a gente comparar assim o hoje versus 50 anos atrás, como
- 4:36que era o mundo? Há 50 anos atrás?
- 4:39É realmente muito diferente, né? É especialmente AA parte da
- 4:46comunicação. Né?
- 4:48Não é incomparável às possibilidades que a gente tem
- 4:52hoje e com o que existia naquela época, né?
- 4:57E. E a 5 cultura é na década de 70.
- 5:01Foi que na verdade eu comecei, então AA trabalhar no setor.
- 5:07Era uma atividade de pequeno porte, digamos assim, né?
- 5:12Onde o produtor que tinha 50 matrizes era um produtor
- 5:17respeitado, né? Isso é.
- 5:20É. Era a situação da época e tudo
- 5:24manual, né? Um trabalho muito familiar e
- 5:28essa transformação Ela Foi acontecendo.
- 5:31E a década de 70 Ela Foi muito impactante, porque no momento
- 5:35que eu entrei. Se trabalhava fortemente na
- 5:39transformação do suíno, misto ou banha para o suíno típico carne,
- 5:45que era a grande preocupação da época que já vinha de anos
- 5:48anteriores, lá da década de 60. A entrada dos óleos vegetais.
- 5:53E que tiraram então, o poder da banha, né?
- 5:56Que era o Ouro Branco da época e.
- 6:00E aí a grande transformação, porque a banha era o que valia,
- 6:04né, da gente transformar esse suíno e eu peguei essa onda aí
- 6:09onde é os produtores desmamavam, na época com 56 dias, e isso foi
- 6:16caindo praticamente de de 2 em 2 semanas.
- 6:20De 56 vieram para 42, depois tiraram mais uma semana, veio
- 6:25para 35, uma outra semana para 28 e chegamos.
- 6:29Nos 21 e nós tínhamos na época, suínos de 90, 100 kg.
- 6:35Era o peso de abate com conversão 3.5.
- 6:40É, é o que a gente tinha naquele momento e.
- 6:45Na década de 70, na sequência, eu tive a oportunidade, então
- 6:50com AA vinda para ABCS, de fazer um curso na Holanda, é onde fui
- 6:57buscar. Então a tecnologia da
- 6:59inseminação artificial em suínos, que até então não
- 7:02existia só em bovinos e na sequência eu fui até a faculdade
- 7:07de anover também fazer uma especialização e reprodução com
- 7:11ênfase e inseminação. Mas é no retorno.
- 7:17Nós estamos aqui numa ebulição muito grande, porque em. 75, nós
- 7:25começamos a deslanchar a inseminação artificial, que foi
- 7:29então extremamente importante para acelerar essa transformação
- 7:35do suíno bispo tipo suíno, tipo carne, foi extremamente
- 7:39importante e nessa primeira central que foi construída aqui
- 7:44em Estrela praticamente junto com a central de Concórdia.
- 7:49Nós treinamos aqui mais de 200 colegas e agrotécnicos e tal
- 7:53para difundir e disseminar a inseminação.
- 7:57E também na década de 70, nós tivemos em 1975, a fundação da
- 8:05Embrapa, né, de Concórdia, suínos e aves, que foi
- 8:09extremamente importante para auxiliar no programa de
- 8:13melhoramento genético e associações.
- 8:15As associações vinham desenvolvendo, sob coordenação
- 8:19da associação brasileira, mas nós já tínhamos a associação
- 8:22catarinense, nós tínhamos a associação mineira, a paranaense
- 8:27e, mais tarde, a do Rio Grande do Sul, porque como existia?
- 8:31ABSS, aqui ela ocupou parte do espaço.
- 8:35ABCSE foi fundada somente em 72 e essas associações sobre
- 8:41liderança da da BCS, com o apoio do Ministério, é que desenvolveu
- 8:46tudo o que se tinha em termos de melhoramento.
- 8:49Então veja que foi um trabalho extremamente importante.
- 8:54EE nós temos que reforçar que isso só foi possível porque
- 8:58também houve. Havia uma sensibilidade muito
- 9:02grande do governo do estado na época.
- 9:05Que sedia veterinários e zootecnistas.
- 9:09Para que a gente pudesse é executar todo esse esse programa
- 9:15e havia sim uma. É um sentimento de que seria
- 9:22possível desenvolver um programa de melhoramento genético
- 9:25nacional, especialmente com a vinda da Embrapa.
- 9:29Mas depois de muitas reuniões, muitas análises, não.
- 9:32Não conseguiu. Se chegar a isso por uma série
- 9:36de razões, e aí fica marcado um outro episódio importante que
- 9:41foi a entrada da primeira empresa de genética ou de
- 9:45melhoramento genético swins no Brasil em 1977, que foi a
- 9:50grossério speak. E com ela vieram novos conceitos
- 9:55de instalações e de manejo. E a cienicultura aos poucos, foi
- 10:01se transformando os módulos de produção foram crescendo.
- 10:05Começamos, começávamos a ter projetos de 200, 300 matrizes,
- 10:10que para a época era era bastante, né?
- 10:14E desta maneira as coisas foram mandando.
- 10:19Então é muito trabalho, muito trabalho mesmo e depois na
- 10:26sequência, aí já mais para o final de da década de 80, início
- 10:32da década de 90, nós tivemos a entrada da suinicultura
- 10:36industrial. E aí começamos, então começaram
- 10:41as integrações lentamente a se organizar e aí sim houve 11
- 10:46upgrade, aí um Salto muito grande, né?
- 10:50Onde os modos realmente passaram a crescer muito. 500 matrizes,
- 10:551000 matrizes e assim fomos subindo.
- 10:58E hoje a gente tem aí granjas e 15000 matrizes, né?
- 11:02No México e outros locais e. E também Na Na Na década.
- 11:09De 90? Logo após, nós começamos a
- 11:14entrar No No mercado Internacional, no Brasil e teve
- 11:18uma primeira oportunidade com o episódio da vaca louca que
- 11:22aconteceu em em 93, onde a gente teve 11 participação um pouco
- 11:28mais importante no mercado Internacional.
- 11:32Pessoal foi conhecendo a qualidade da nossa carne e que
- 11:36realmente deslanchou a partir do ano 2000.
- 11:41Quando nós começamos a ficar importantes e globalizados, né?
- 11:45A suinicultura passou AAA entrar num cenário Internacional e aí,
- 11:51na sequência, com todas exigências que a gente conhece
- 11:56hoje, né? Ou você se adapta ou você começa
- 12:00a ter dificuldades para participar deste mercado, então
- 12:04isso em poucas palavras, né? Mais ou menos a forma como as
- 12:09coisas foram acontecendo, evidentemente, sem todos os
- 12:12detalhes, né? Claro, mas nesses eventos.
- 12:15Desses eventos mais importantes? EE werneto.
- 12:19Tu mencionou ali na o produtor do passado, aí antes da
- 12:22inseminação, que tinha 50 matrizes, já era um produtor de
- 12:25um bom porte. Quantos cachaços ele tinha antes
- 12:28da de ter a inseminação? Numa Granja de 50 fêmeas, 50.
- 12:3250, AAA proporção vale é a mesma, é um para 20, né?
- 12:37Então ele tinha 23 machos para se garantir 3 machos, né?
- 12:42E a inseminação, imagina. Atende com um macho, você atende
- 12:47200 fêmeas. Então, é.
- 12:50É realmente fantástico OA contribuição que a gente teve
- 12:54com a. Com a entrada da inseminação.
- 12:57E também, né? Já que estamos falando nisso, é
- 13:01pra retratar um pouco da forma como trabalhávamos na época.
- 13:06Todo o sêmen era enviado via ônibus para os produtores, né?
- 13:11Para os mais diferentes lugares, muitas vezes tendo que fazer
- 13:14baldeação, né? E aí e imagina a dificuldade que
- 13:20gera. Isso na prática, né?
- 13:22Esquecimento e tal, ali semificando pelo meio do
- 13:25caminho. Mas mesmo com essas dificuldades
- 13:28todas, Oo segmento foi crescendo.
- 13:31Foi se firmando, né? Tivemos um segundo momento em
- 13:36que os produtores de 300 500 matrizes passaram a instalar um
- 13:41pequeno laboratório na sua Granja, né?
- 13:44Então, já para reduzir o número de machos, então coletavam os
- 13:49machos, digamos assim, dentro de casa, para inseminar as fêmeas.
- 13:54E depois isso de novo, sofreu a transformação, o pessoal
- 13:57abandonou isso e hoje, basicamente esse trabalho.
- 14:01Ele está restrito às empresas de genético e as associações de de
- 14:07criadores de suínos, que mantém ainda as estruturas ativas.
- 14:11Hoje, né? Num comparativo, o produtor
- 14:14recebe o semi, é a domicílio, A Entrega, né?
- 14:18Recebe em casa e já tem projetos andando quando as distâncias são
- 14:23curtas pra fazer essa entrega com auxílio de drone.
- 14:28Então aí dá pra pra ter uma ideia, né?
- 14:30Também da evolução EE de como a coisa é é realmente cresceu EE
- 14:37se consolidou. Sem EE, eu queria te perguntar,
- 14:40a gente tá falando um pouco mais de reprodução, eu sei que tua
- 14:45expertise é nessa área, mas como que era a questão de controle de
- 14:49doenças, como que se tratava doenças, como que se, como que
- 14:53era o trabalho do do veterinário recém-formado nessa área?
- 14:57Não focando em reprodução, mas como que era visto as doenças e
- 14:59como que, se qual que era a situação sanitária daquela
- 15:02época? Olha a situação sanitária, eu
- 15:04diria. Que era boa, né?
- 15:07Não era nada. Nós não tínhamos como, não temos
- 15:10até hoje muitas viroses, né? Que realmente é, são muito
- 15:15problemáticas quando adentra uma unidade de produção.
- 15:19Mas nós tínhamos as coisas básicas, o grande, o grande
- 15:22problema eram as diarreias neonatais, né?
- 15:25As colibacilosis AA, famosa doença do edema que aconteceu no
- 15:31momento do do desmame, né? Então era, era um essas as
- 15:35coisas que mais incomodavam e. E que a gente tinha que ir num
- 15:40trabalho. É muito, muito intensivo
- 15:44convencer os produtores para darem melhor condições de
- 15:48ambiência para que essas coisas não ocorressem, né?
- 15:51Mas não havia preocupações com doença de algésica e com
- 15:55micoplasma. Nada disso.
- 15:58E eu sempre tenho dito que. Assino cultura, parece, parece
- 16:03que nós vivenciamos ciclos, porque quando eu comecei a
- 16:08gestação era coletiva, né? A gestação era coletiva, a as
- 16:13fêmeas tinham acesso a piquetes, onde na maioria das vezes tinha
- 16:18kiku, que era uma pastagem que os produtores utilizavam.
- 16:22Os gêmeos saiam, pastavam e voltavam para ser alimentadas na
- 16:26área interna. E hoje nós sabemos que aí em
- 16:30poucos anos, nós temos que nos adequar, né?
- 16:34A gestação coletiva, pelo menos a partir dos 35 dias, né?
- 16:39Onde? E onde?
- 16:40Onde várias empresas já fizeram o anúncio e se comprometeram e
- 16:45outras estão fazendo, porque há uma pressão, eu diria hoje que é
- 16:50a maior exigência dentro do conforto e bem-estar animal.
- 16:54É essa questão da da gestação coletiva e na época era assim.
- 17:00Por incrível que pareça, era isso.
- 17:01É dessa forma que a gente trabalhava, né?
- 17:04Então, estamos voltando de uma certa forma.
- 17:06É, e quando tu falou de de da área desmame aí também?
- 17:09Hoje a gente também tá, tá? Tá aumentando um pouquinho.
- 17:11A ideia do desmame, né? Tá voltando a desmamar um
- 17:13pouquinho, claro, não, não. Aos 3540 dias a gente tá já tá
- 17:18vendo que 21 tá aparecendo um pouco cedo demais, né?
- 17:21É, vai pros 24 aí, né? É, é isso que que?
- 17:25Que o conforto e bem. Aí a iene 113.
- 17:28Aí estabelece, né? Como meta 24, isso tem
- 17:32evidentemente um tempo, porque há necessidade de adaptação, de
- 17:35ajuste, de instalação, de investimento.
- 17:38Investimento, né? Então não é nada no atropelo,
- 17:41mas realmente com o objetivo de produzir um leitão um pouco mais
- 17:45resistente, né? Com 24 dias EE acho que é uma
- 17:51boa. É uma boa isso aí.
- 17:53Vejo com bons olhos esse avanço aí.
- 17:55Sim, sem dúvida é a gente. A gente até fez umas análises na
- 17:58época do doutorado, eu fiz umas análises econômicas e não
- 18:02adianta, né? A gente não vai, não vai
- 18:03conseguir convencer o produtor a desmamar.
- 18:05O mais velho, se, se não dá, se dá prejuízo, né?
- 18:07Então acho que é é uma saída positiva aí pra produção mesmo,
- 18:11e verner uma pergunta que eu tenho aproveitando os seus 50
- 18:15anos, quando, quando o Werner saiu lá da da, se formando da
- 18:18faculdade, como que como que tu vê a principal diferença dos
- 18:22profissionais que saem da universidade pra trabalhar no?
- 18:25Hoje os de hoje versus quando tu saiu há 50 anos atrás.
- 18:31Pois é. Eu.
- 18:33Eu devo dizer que nós éramos a turma nossa, eram 73.
- 18:39Né? 73 estudantes de medicina
- 18:42veterinária, nós tínhamos 3 colegas, os outros todos eram
- 18:47homens, a maioria aqui, no caso do Rio Grande do Sul, da
- 18:51Fronteira, porque o objetivo era voltar, voltar para casa, EE
- 18:55cuidar da propriedade em casa. É muita gente de de áreas
- 19:00maiores aí da Fronteira que trabalhava com gado com ovinos,
- 19:03et cetera, e eu era era o único da turma.
- 19:08Dedicado assim, ao que falava e me dedicasse Uno cultura.
- 19:13Mas é independente disso. O que eu vejo hoje, e tenho aqui
- 19:18um exemplo é bem concreto, de de poucos dias atrás, em que uma
- 19:24empresa estava recrutando um colega para trabalhar.
- 19:29EEO, diretor da empresa, me disse o seguinte, inverno, eu
- 19:34entrevistei 20 veterinários e acabei não contratando ninguém.
- 19:38Digo mais, qual o motivo? Qual a razão, né?
- 19:44Então, é, é realmente 11 maneira diferente de ver as coisas, de
- 19:49encarar o mercado, porque ele me disse assim, ó, o pessoal quer
- 19:54saber. Antes de tudo, o quanto vão
- 20:00faturar o quanto vão ganhar, quando na verdade, eu esperava
- 20:04que as pessoas viessem aqui e fossem demonstrar serviço,
- 20:09trabalho, se dedicar para depois ser promovido, né?
- 20:13E ter o seu mérito, então é essa?
- 20:16São diferenças que existem, né? Fazem parte de toda essa das
- 20:22novas gerações, mas independente disso.
- 20:26Entristece muito, é a pobreza que nós temos hoje em relação
- 20:32aos aos cursos de medicina veterinária.
- 20:34Quer dizer, nós empobrecemos ao invés de evoluir, na minha
- 20:38ótica, nós regredimos. Porque nós banalizamos as
- 20:43faculdades, nós temos demais, né?
- 20:47É no Brasil é uma loucura o que temos de de faculdades de
- 20:50medicina veterinária, inclusive com cursos a distância, uma
- 20:54coisa inimaginável, cursos noturnos, né?
- 20:58Dizer onde que fica o contato com os animais?
- 21:01A questão prática do dia a dia, né?
- 21:04A parte clínica, enfim, todas essas coisas acabaram
- 21:09prejudicando muito. É na no, na minha visão, na
- 21:13minha opinião, os profissionais que hoje saem das escolas é bem,
- 21:19bem diferente. Uhum.
- 21:21EE. Por outro lado, até já engato a
- 21:24próxima pergunta comparando hoje, com a 50 anos atrás.
- 21:28Como que tu via lá na quando tu estava recém-formado?
- 21:31A aceitação de novas tecnologias, por exemplo, assim,
- 21:35a gente vai aceitar ter 11 arrasoamento automático.
- 21:40Como que isso funciona comparado com o hoje, onde a gente já
- 21:42discute nutrição de precisão, né?
- 21:44Como que era aceitação de novas tecnologias?
- 21:47Olha, eu. Eu acho assim que de uma maneira
- 21:50geral, OOO nosso suinocultor, ele é muito receptivo a novas
- 21:56tecnologias. O que acontecia na época é que a
- 22:00velocidade era muito menor, né hoje?
- 22:05É, nós temos a todo momento inovações e novas tecnologias à
- 22:11disposição do suinicultores e na época isso era a ocorria, mas de
- 22:17uma forma muito mais lenta. E se hoje nós estamos na posição
- 22:22que estamos de importância, é porque realmente o nosso
- 22:26suinicultor ele sempre foi bastante receptivo às inovações,
- 22:31né? E às novas tecnologias?
- 22:33Se não, não estaríamos ocupando o quarto lugar hoje no ranking
- 22:37mundial. Mas eu acho que aí, respondendo
- 22:41bem essa tua pergunta é, tinha a ver na época com a lentidão, né?
- 22:48As coisas iam muito mais acontecendo de uma forma muito
- 22:52mais lenta. Prova é que a.
- 22:56A universalização do software. Na suinocultura, ela começou a
- 23:02criar impulso nos anos 2000, no final da década de 90.
- 23:07É que começaram a surgir os softwares para controle da
- 23:11produção e veja, é a importância disso, porque hoje está todo
- 23:17mundo nessa, né? Todo mundo controlando muito bem
- 23:20os seus sistemas. EE eu tenho visto recentemente
- 23:25os produtores discutindo entre eles, né?
- 23:29Os resultados. E porque é que o produtor
- 23:32consegue resultados tão maravilhosos em produtividade?
- 23:36A possibilidade de dividir isso com os demais colegas de
- 23:41profissão, isso está acontecendo hoje e é de Extrema valia,
- 23:45porque são dicas de como que um maneja a sua unidade, né?
- 23:50O que que ele aplica e o que que dá certo?
- 23:52O que que funciona e a razão então, desse incremento
- 23:57fantástico de produtividade, possibilitando esta troca de
- 24:01experiência entre produtores? Então, a partir daí, as coisas
- 24:05começaram a ganhar realmente muito mais velocidade.
- 24:08Também a gente tem que lembrar que as células parideiras, as
- 24:12famosas celas. Elas vieram lá com a
- 24:15industrialização da suinicultura, antes não se
- 24:18falava nisso, não tinha, né? E hoje, quando se fala em
- 24:22maternidade, né, tem alguma coisa no Canadá já crescendo com
- 24:28com mais força, mas nós estamos voltando.
- 24:31As maternidades do tempo antigo, baias, um protetor de
- 24:36esmagamento para os leitões, a fêmea com espaço claro que.
- 24:40Com outro design? Mas na época era assim também
- 24:44que se trabalhava, né? O conceito é o mesmo, né?
- 24:47É exatamente. É o mesmo.
- 24:50É um excelente, excelente, e eu, eu acho, eu acho interessante
- 24:56essa questão de que a. Tem coisas que não mudam, né?
- 24:59Como a gente estava falando agora, do conceito ser o mesmo?
- 25:02EE tu acha Werner, que tem ainda problemas que a gente não achou
- 25:08a solução ainda pra que a gente, já que que nasceu na cultura de
- 25:1350 anos atrás, existia, e que a gente ainda tem como um grande
- 25:16problema. Hoje a gente não conseguiu
- 25:18solucionar. Essa pergunta é, o que é que eu
- 25:21vou te dizer? A nossa preocupação maior hoje
- 25:25dentro do setor. Eu Acredito que de toda a
- 25:27cadeia. É a gente continuar se
- 25:30protegendo muito da questão sanitária, né?
- 25:34Que? Que no momento em que a gente se
- 25:39nivelar aí aos outros países. Que competem conosco e que tem
- 25:45uma série de problemas que felizmente a gente não tem, né?
- 25:49Eu acho que essa. Esse é um diferencial realmente
- 25:52muito, muito importante a ser preservado.
- 25:56E no restante, eu acho que. O consumidor tem essa força, né,
- 26:03de exigir, né? E nós estamos fazendo toda essa
- 26:07transformação e voltando a muitas coisas que a gente
- 26:11praticava do passado em função deste poder que o consumidor
- 26:16tem. É o que nós ainda temos que
- 26:21solucionar. Eu acho que tem coisas que estão
- 26:23sendo trabalhadas, né? E que vão é fazer com que a
- 26:28suinicultura brasileira estamos falando da nossa cirurcultura
- 26:32possa ser cada vez mais reconhecida, que além do estado
- 26:36sanitário, é a questão da da sustentabilidade, que na época
- 26:40não nem se falava nisso, né? Mas hoje é necessário.
- 26:46Eu acho que também a rastreabilidade, essa questão do
- 26:50conforto e bem-estar, ela é irreversível.
- 26:53Né? Nós nós temos que nos ajustar EE
- 26:56estamos trabalhando para isso lentamente e precisa ser com
- 27:00lentidão, porque exige investimentos, né?
- 27:04E nós não podemos colocar os produtores na parede, né?
- 27:08Mas vai acontecer. E em termos o que eu lamento
- 27:14bastante, né? É é que estão desaparecendo
- 27:18esses módulos menores, os produtores independentes, cada
- 27:22vez mais, né? E nós não temos tido.
- 27:26Nós não temos uma solução para isso, porque é.
- 27:29É a lei é de mercado, né? EE hoje.
- 27:34Em todas as atividades, acredito, nós precisamos ter
- 27:37escala, precisa ter volume, porque as margens são estreitas
- 27:43e nem todo mundo tem condições de acompanhar isso, porque eu
- 27:47sempre tenho dito, está muito difícil de entrar na silicultura
- 27:52e a gente já está verificando. Nos Estados Unidos, no Canadá,
- 27:57que também as financultura, quem vai ampliar é quem já está na
- 28:02atividade. Essa é a tendência.
- 28:05Que os investimentos são muito grandes, né?
- 28:08E nós temos essas oscilações, né?
- 28:12Esses ciclos e podíamos chamar de crises, né?
- 28:16Que volta e meio AA comete um setor, então é muito, muito
- 28:22suinicultor que gostaria de estar na atividade com tradição
- 28:25familiar, ele só consegue isso no momento em que ele se ligar à
- 28:30cadeia, né? Em que ele passa AA fazer parte
- 28:34de um sistema integrado. EE como independente realmente,
- 28:39a situação é bastante complicada e para entrar como no passado,
- 28:43entravam produtores, né? A todo momento e se entrava e
- 28:47saía, entrava e saía. Isso hoje não é mais possível e
- 28:51tem um lado positivo e o lado negativo é que realmente vai
- 28:56excluindo muita gente. Então a tendência nossa é é
- 29:00concentrar cada vez mais. EE quando se fala em termos de
- 29:05Brasil. Eu vi aí que nós temos aí em
- 29:08torno de 18 a 20% ainda das pessoas no campo, né?
- 29:12E quando a gente vai para uma Europa, eu falo da Alemanha que
- 29:16eu tenho contato maior, é 33 e meio por cento.
- 29:20Estados Unidos também é mais ou menos isso.
- 29:23Então veja que ainda vai sair muita gente, né?
- 29:27Do meio rural e é 11 tendência que, infelizmente, esse é o
- 29:33caminho. Então, módulos cada vez maiores.
- 29:37Com tecnologias, né? Altas tecnologias, o que tem de
- 29:41mais avançado e realmente para entrar?
- 29:44Muito difícil, então eu vejo exatamente acontecendo.
- 29:49Isso é quem está instalado e tal, vai se expandir e tem
- 29:53espaço. E os entrantes serão cada vez
- 29:57menos. Não é em função desses, desses
- 30:00alto custos, e é realmente difícil de entrar.
- 30:04Eu estou. Eu estou muito curioso para
- 30:05saber de tipo que quando a gente organizou aqui para para tu
- 30:08bater esse papo aqui conosco. Tu por conta própria, mencionou
- 30:13AAA questão de inteligência. Artificial batendo à porta dos
- 30:18cineocultores. E eu, eu.
- 30:21Eu fiquei muito feliz com isso, porque nós somos de gerações
- 30:25diferentes e certamente tem gerações mais jovens do que a
- 30:29minha, inclusive nos escutando. Que tem uma percepção
- 30:34completamente diferente de tecnologia, inteligência
- 30:36artificial. E eu queria saber a tua opinião
- 30:39sobre isso. Ah, eu acho.
- 30:42Eu acho que ela já está aí, né? E os?
- 30:47Produtores vão acabar aderindo. Nós já temos muita coisa
- 30:50acontecendo, né? Como por exemplo, AO controle da
- 30:57biossegurança via satélite. Né?
- 31:00É algo que já já está acontecendo e agora?
- 31:02Então, a agricultura, eu acho que nos ajudou muito, né?
- 31:07Mas na suítura também já está acontecendo.
- 31:11Nós temos, por exemplo, a as câmaras digitais fazendo
- 31:15avaliação fenotípica dos animais, desse trabalho de
- 31:19seleção, de melhoramento. Era todo ele realizado por
- 31:23pessoas e hoje através dessas câmaras digitais tu tu avalia
- 31:29muito. Bem, os apromo dos animais, os
- 31:32eventuais. De exterior, né?
- 31:35Além dos aspectos comportamentais, que também são
- 31:39possíveis de de monitorar através dessas câmaras digitais
- 31:44que também já estão aí em andamento.
- 31:47E evidentemente que antes um pouco disso, né?
- 31:51E isso faz parte dos requisitos aí de conforto e bem-estar.
- 31:56Nós nós temos visto a automação, né?
- 32:00De uma forma crescente, especialmente da alimentação.
- 32:04A climatização eu não vejo é outra alternativa realmente que
- 32:09se não climatizar gestação maternidade né que e acaba
- 32:15assim, contemplando o conforto e bem bem-estar dos animais e das
- 32:20pessoas também, né? Mas veja, com essas enormes
- 32:24oscilações e temperaturas elevadíssimas que a gente tem aí
- 32:28No No nos verões. Cara, é muito desconfortável
- 32:32para os animais e está todo mundo partindo para isso, né?
- 32:37EE também 11. Preocupação é muito, muito
- 32:41grande com com a questão da biossegurança, que eu acho que é
- 32:46espetacular, né? Acho que a gente foi foi bem
- 32:50interessante assim. A gente tem esse Panorama de da
- 32:53evolução da sonicultura em 50 anos, mas eu queria saber, tu
- 32:57tem, tem alguma coisa que tu gostaria que tivesse sido
- 32:59diferente nas minocultura? Cara, eu gostaria.
- 33:03Eu acabei de comentar isso aí, eu, eu.
- 33:06Eu sofro muito pelos outros, cara, eu sabe, eu, recentemente,
- 33:12antes da pandemia, eu. Eu fiz uma visita ao meu irmão
- 33:16na Alemanha e nós fomos. Dar um giro lá pelos
- 33:20suinicultores, cara, os cara têm 300 matrizes, 400 matrizes,
- 33:25sabe? Produzem muito bem.
- 33:28Tem 111 retorno, quer dizer, vive em da atividade, né?
- 33:33EEE eu lamento de uma certa forma, é.
- 33:38Esse modelo nosso muito concentrador e que acabou
- 33:43tirando muita gente que tinha o suíno na veia, sabe?
- 33:48É e, mas talvez tenha que ser assim, sei lá, é.
- 33:53É muito difícil de você achar 111 sistema.
- 33:58Né? E aí a coisa é muito polêmica,
- 34:02né? Vai.
- 34:04Entrar na questão socialista capitalista, o que que é melhor,
- 34:08cara? É.
- 34:08É muito, muito difícil, né? Mas a gente lamenta porque são
- 34:13muitos cara, produtores e amigos que que saíram não porque
- 34:18gostariam de sair, mas tiveram que sair, né, por por
- 34:23impossibilidade de de, de recursos, de uma série de coisas
- 34:28que não puderam acompanhar, né? Já pensou estar no top 1% das
- 34:35minocultura? Acesse academia suina.com.br e
- 34:39invista no seu conhecimento. Os finnocares só é possível
- 34:45através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 34:48educação continuada na sua cultura brasileira.
- 34:50MS shippers, paixão pelo agro seva sempre com você.
- 34:55Além da saúde animal, Giga alta performance sem esforço, altech
- 35:01soluções nutricionais para uma produção rentável e sustentável.
- 35:05A MS shippers é especialista em biosseguridade na produção
- 35:09animal e oferece soluções para você, produtor, obter melhores
- 35:13resultados através da higiene. Acesse www.shippers.com.br e
- 35:19conheça a linha MS Gold. O sucesso na produção animal
- 35:23começa com uma boa gestão de higiene.
- 35:28Sim, não, eu, eu, eu e eu e eu até compartilho contigo um pouco
- 35:32do que eu vivia. Claro, não, não, não trabalhei
- 35:35tanto tempo assim, nascendo cultura como tua.
- 35:37Trabalhei No No, no início do dos anos 2010 por aí e eu e eu
- 35:43via eu atendia. Produtores de 150, 200 matrizes
- 35:46que primeiro para seguir no sistema migraram para o sistema
- 35:51de parto em bandas. Não é para para conseguir
- 35:54entregar um número, 1 volume, né?
- 35:57Mas já era, já era, que meio que meio que uma.
- 36:00Já se via que mais ano ou ou menos ano, aquele produtor de
- 36:055000 fêmeas construía outro sistema de 5000 fêmeas.
- 36:09E esse cara de 150 fêmeas não entre aspas, não tinha mais
- 36:13função para o sistema, né? Então é, é e tu sentia assim que
- 36:17era como tu mencionou assim era a vida dos caras, né?
- 36:20Era AA. Era uma extensão da casa, tinha
- 36:23família trabalhando, às vezes não tinha nem funcionário porque
- 36:25a família trabalhava, era atividade, tinha o leite, tinha
- 36:28o suínos, tinha um pouco de de agricultura também.
- 36:31Lavoura. É, é.
- 36:32É realmente 11 coisa que uma pena que que acontece.
- 36:37E acontece ao natural, mas é é que a gente, eu acho que é que
- 36:41nós militamos nesse meio, né? É no passado, onde realmente a
- 36:46gente tinha muitos, muitos produtores menores e todo mundo
- 36:50vivendo da atividade e com o tempo isso foi se transformando.
- 36:54A gente lamenta isso, né? É, sabe que não tem outro
- 36:59caminho que é assim mesmo, mas é uma das coisas que eu que eu
- 37:03lamento, gostei que aconteceu através do tempo, né?
- 37:07Sim, não, legal é, é uma. É uma perspectiva legal mesmo,
- 37:10de ouvir EE Werner. O que que tu gostaria que
- 37:13tivesse sido diferente na tua carreira?
- 37:15Cara, na minha carreira, eu não tenho.
- 37:17Eu não posso me queixar. Ah, eu não posso.
- 37:21É, eu acho. Assim que eu tive vários
- 37:25momentos de decisões muito difíceis, mas que fazem parte da
- 37:31nossa vida, né? Eu acho que todos nós, em
- 37:33determinado momento, temos que tomar decisões e.
- 37:39Se eu for assim, ó avaliar de onde eu parti de uma propriedade
- 37:46de 10 ha de Terra, um pequeno produtor, né?
- 37:50E onde que eu cheguei? Cara, eu não posso colocar.
- 37:55Colocar nenhuma objeção nessa trajetória toda, né?
- 37:58E eu acho assim também. Eu tenho uma convicção de que
- 38:02quando você se doa, porque a gente teve no início aqui das da
- 38:07associação que eu fui presidente de 73 a 78 da acsurs, fiquei 10
- 38:13anos no centro de inseminação e. E quando eu fui para a Holanda
- 38:19para buscar a tecnologia no retorno.
- 38:21Eu tive muitos convites. Empresas de saúde, animal, né?
- 38:26Especialmente empresas de saúde, animal, de nutrição, e eu eu
- 38:31sentia que eu tinha um compromisso que eu eu havia
- 38:34assumido e que eu tinha que cumprir, que era de difundir a
- 38:39inseminação, né? Junto aos produtores, porque foi
- 38:42a associação que me proporcionou isso.
- 38:45E então eu. Eu só tenho gratidão AA tudo o
- 38:50que aconteceu e acabei virando. Depois um empresário Do Nada,
- 38:55né? Porque nunca tive recursos, mas
- 38:58conseguimos, em conjunto, formar 11 empresa de nutrição, depois
- 39:02uma de genética que foi incorporada pela pela agrosseres
- 39:05que vocês sabem aí que é a genete Park, né?
- 39:09Então, assim, Jamila, muito grato por tudo.
- 39:12Realmente não. Que legal, que legal.
- 39:16Eu acho que um dos melhores sentimentos é o sentimento de se
- 39:18sentir privilegiado, né? De de ter uma trajetória que a
- 39:21gente pode ajudar o meio que a gente trabalha.
- 39:24A nossa vida profissional, pessoal, eu eu compartilho desse
- 39:28mesmo sentimento contigo, velho. É não, realmente muito
- 39:31gratificante. Legal, pode?
- 39:35Pode não, eu queria assim pra de repente se citar 11.
- 39:39Outro evento que. Que para mim foi de Extrema
- 39:42importância, porque, veja só na época.
- 39:47É na década de 8090, as empresas de genética.
- 39:52Quando entrou a primeira, depois começaram a entrar outras essas
- 39:57empresas, elas tinham que elas elegeram quarentenário para
- 40:01colocar os animais que vinham, que eram importados.
- 40:05Uhum. EEA partir de 2016.
- 40:09Surge cananeia, uhum a cara. Isso foi assim, um evento muito,
- 40:16muito importante, porque realmente profissionalizou essa
- 40:20área da sanidade animal. Né?
- 40:23Então eu acho que cananeia tem sido fundamental para a gente
- 40:28manter esse status sanitário diferenciado que nós temos.
- 40:34Passo por cananeia, na média, 3000 animais que entram.
- 40:38Por caramba, o Brasil. Né?
- 40:40E às vezes mais, agora mesmo está entrando muito mais do que
- 40:43tem povoamento para animais importados.
- 40:46Mas, em 2000 EE 21, nós tivemos uma nova.
- 40:52Ampliação. Né?
- 40:54E é uma parceria público-privada que deu muito certo, né?
- 40:59E que tem sido fundamental para a gente conseguir manter esse
- 41:04status sanitário diferenciado que o Brasil tem hoje.
- 41:07E aí eu eu dizia que nós já estamos a partir daqui também
- 41:12sendo exportadores, né? Para especialmente para os
- 41:16países da América Latina num primeiro momento, mas também com
- 41:20possibilidades de de voltarem animais, inclusive para a
- 41:24Canada, Estados Unidos, et cetera.
- 41:26Hum-hum. Sabe que eu converso aqui com o
- 41:29pessoal aqui nos Estados Unidos, e eles me perguntam, tá, mas
- 41:32qual que é a explicação de por que que vocês não têm Piers?
- 41:35Porque que vocês não têm PAD? Algumas outras doenças e eu e eu
- 41:39menciono. Ele é de Cananéia, como a uma
- 41:42das principais quando a porque, por trazendo via animal, talvez
- 41:46seja a principal maneira de se introduzir uma doença EE ninguém
- 41:51e ninguém nunca ouviu falar porque a gente tem uma ilha onde
- 41:53a gente faz a quarentena de todas as genéticas do país e
- 41:57que. É ultraeficiente, né?
- 42:00É verdade. EE eles ficam assim, nossa é uma
- 42:03baita ideia, né? Por que que a gente não fez isso
- 42:05antes? EE é, é, é entendeu porque?
- 42:09EEE estando aqui Werner, compartilhando um pouco da minha
- 42:13experiência aqui, eu não consigo imaginar, assume a cultura
- 42:17brasileira com a introdução dessas doenças, porque é, é, é
- 42:21muito complicado, terrível, é terrível, é terrível.
- 42:26É, então eu eu vejo que Oo sucesso da TV Cultura brasileira
- 42:30pra mim, olha, tem, deve muito essa, essa atitude, meio mesmo
- 42:35da da da biossegurança quando se introduz novos animais.
- 42:38A gente a gente tem discutido bastante, né?
- 42:41AAO Brasil em relação aos outros países competidores, e nós hoje,
- 42:47por exemplo, em relação aos Estados Unidos, você tá aí, né?
- 42:52Os nossos custos hoje estão muito, muito próximos de de dos
- 42:56insumos, né? Farelo de soja, milho.
- 43:02Muito, muito próximos, e talvez ainda uma diferença na questão
- 43:06da das pessoas, dos recursos humanos, né?
- 43:10E essa questão sanitária, ela nos ajuda muito em de uma certa
- 43:15forma, diria deprimir um pouco os custos, né?
- 43:19E já tivemos, dentro de cananeia, animais positivos para
- 43:23Piers e que e que foram sacrificados, o que comprova a
- 43:28importância da gente ter 11 estrutura dessas, né?
- 43:33Sem dúvida nenhuma, e uma outra coisa que também é.
- 43:36Eu acho que nos ajuda muito que as granjas estão muito, muito
- 43:44fechadas. E praticamente toda todas elas
- 43:48com a pirâmide genética dentro de casa, sabe?
- 43:51Com a voz e bisavós onde a única renovação e entrada de material
- 43:57genético ocorre via sêmen. Então, é.
- 44:01É o que a gente denominava no passado e eu acho que ainda é.
- 44:05Podemos assim, chamar de propriedades geneticamente
- 44:10abertas e sanitariamente fechadas.
- 44:13Eu acho que isso ajuda demais, né?
- 44:16E nós evoluímos muito nisso e em função do próprio módulo, né?
- 44:20Porque precisa ter um certo volume para justificar isso
- 44:23tudo. Mas é um aspecto também muito,
- 44:26muito positivo, que faz parte desta estruturação da
- 44:30suinicultura no Brasil. Então, os riscos aí diminuem
- 44:34muito no momento que você monitora bem os doadores de
- 44:37sêmen e como está tudo atrelado em cima da inseminação, né?
- 44:43Então veja que é, acaba trazendo um.
- 44:47Um enorme benefício, né? Esse sistema, né, de produção?
- 44:53Ivete em uma última antes da gente finalizar aqui, que recado
- 44:56que tu daria para o para o profissional da sonicultura e
- 45:00para o cineocultor da Cine cultura daqui para para os
- 45:03próximos 50 anos? Olha, eu acho que uma das coisas
- 45:09que mais preocupa é a questão da sucessão.
- 45:14Né? De quem vai dar continuidade a
- 45:18subir no cultura? E a gente tem visto aqui nós no
- 45:22Brasil, hoje as cooperativas elas representam em torno de 30%
- 45:26do do volume da nossa produção. Hoje é cooperada.
- 45:30Os demais, tá Na Na mão de empresas privadas, mas é um
- 45:34percentual. É bastante relevante e eu tenho
- 45:38presenciado um trabalho excelente das cooperativas nesta
- 45:43área, né? De no sentido de que haja
- 45:46sucessão nas unidades de produção, que haja motivação,
- 45:51que haja uma demonstração de que realmente é algo viável, né?
- 45:57E que possibilite do sucessor viver lá com uma boa, com um
- 46:02certo conforto e boa qualidade de vida, né?
- 46:05Mas esse é é um desafio mundial, né?
- 46:10Nós analisamos ainda essa semana, por exemplo, a
- 46:13comunidade económica europeia. Que perdeu aí mais de 1000000 de
- 46:18matrizes, né? Nos últimos anos, em função das
- 46:22necessidades de adequação, mas também está inserido nesse
- 46:27contexto a questão da sucessão. Então isso tem que ser muito bem
- 46:32trabalhado, porque apesar do jovem adorar AO digital e a
- 46:39inteligência artificial vem aí, ou seja, passa a ser 11
- 46:43atrativo, né? Para os mais jovens, mas isso só
- 46:48não é não, é só isso que é que seria suficiente.
- 46:52Tem que facilitar todo o trabalho.
- 46:54Então aí entra a questão da automação, da climatização, né
- 46:59da facilidade. De você administrar 111 unidade
- 47:04de produção, então eu acho que isso tem que ser muito bem
- 47:07trabalhado, sob pena da gente ter problemas nessa área, né?
- 47:13Então a inteligência artificial ela vem aí, mas ela não anula ou
- 47:18não, digamos assim, tire o ser humano da jogada, mas precisa de
- 47:23pessoas bem mais preparadas, né? Então acho que essa é uma área
- 47:29extremamente sensível aí. Pra pra continuidade e o andar
- 47:34da da carroça pra gente continuar a evoluindo e
- 47:37crescendo, né? Tem que ter alguém que goste de
- 47:40continuar. E eu acho que esse é o calcanhar
- 47:44de Aquiles aí. Werner, muito obrigado novamente
- 47:47pelo teu tempo. Aí foi, foi muito bom bater esse
- 47:49papo contigo, saber que tu tá bem, te vejo bem.
- 47:52Te vejo igualmente como, como nos conversamos há uns 23 anos
- 47:56atrás. Então legal saber que tu tá bem,
- 47:59obrigado pelo teu tempo novamente, sem dúvida.
- 48:01Quem nos escuta, aprendeu e ficou curioso aí com com tudo o
- 48:05que tu nos contou sobre a sonicultura do passado e como é
- 48:07hoje no presente. Obrigado mesmo, Werner.
- 48:09Valeu, Jamile. Eu que agradeço e também um.
- 48:13Quero aproveitar aqui e mandar um grande abraço pra todos.
- 48:16Que. De alguma forma, terão acesso AA
- 48:19esse podcast, né? Sejam colegas, sejam produtores,
- 48:23um grande abraço a todos.