Latest / SuinoCast · by PPGVET / O Impacto do Complexo de Doenças Respiratórias - Dr. Luís Guilherme de Oliveira | Ep. 326
Transcript
- 0:00Quando a gente fala das doenças respiratórias em suínos, assim
- 0:02como, né, outras enfermidades que atingem né, os né, os
- 0:07diversos sistemas nos suínos, as doenças respiratórias nos suínos
- 0:11é um desafio super atual para a realidade nossa brasileira.
- 0:14Então, quando a gente fala em complexo, nós estamos falando da
- 0:18da interação entre diversos patógenos, né?
- 0:22Não é uma doença só que está atuando eSIM as doenças que
- 0:26estão atuando de forma sinérgica.
- 0:29Então nós temos aí 11 cenário multicomplexo aonde nós temos,
- 0:34né? Junto com AAO patógeno, que às
- 0:37vezes são patógenos da microbiota que tiveram uma
- 0:40oportunidade por causa de um patógeno primário.
- 0:45Está no ar o primeiro podcast da suinocultura brasileira, o
- 0:49swinocast. O swinocast só é possível
- 0:55através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam.
- 0:59Educação continuada na suinocultura brasileira.
- 1:02Novo anesis, transformando o mundo através da biologia.
- 1:08César sempre com você. Além da saúde animal, PAC smart
- 1:14transformação digital para o campo dsm firmanic moldando o
- 1:20futuro dos cuidados com os suínos.
- 1:22Novos líder em soluções de nutrição inteligente para o
- 1:26crescimento dos negócios na produção de proteína animal,
- 1:30polinutri nutrição animal. Juntos, vamos mais longe.
- 1:35Olá, tudo bom? Você está no suinocast, a melhor
- 1:39plataforma para se atualizar sobre o que está acontecendo na
- 1:42suinocultura. Meu nome é Letícia, sou uma das
- 1:45hosts aqui do programa e a gente vai trazer para vocês convidados
- 1:48super especiais. Pra trabalhar assuntos de forma
- 1:52aplicada na sinocultura, no dia a dia.
- 1:55Então eu trabalho aqui na Universidade de São Paulo, sou
- 1:58professora aqui e tô com um convidado que também é
- 2:01professor. Aliás, se a gente for ver o
- 2:03currículo dele, ele já foi de tudo um pouco na área de atuação
- 2:07na sinocultura, o que vai trazer uma Riqueza muito grande pra
- 2:11nossa conversa. Eu tô aqui com o professor
- 2:13doutor Luiz Guilherme de Oliveira.
- 2:16Ele é formado em medicina veterinária.
- 2:18Lá na Universidade Federal do Paraná, Campos de Palotina, tem
- 2:23mestrado, tem doutorado, tem livre docência, tem pós
- 2:26doutorado e olha que legal. Ele atuou na área de produção lá
- 2:32na Seara. Depois ele foi para a parte
- 2:34defesa agropecuária aqui no estado de São Paulo e hoje ele
- 2:37está como docente na Unesp, no campus Jaboticabal.
- 2:41Então é muito legal porque ele tem uma visão muito completa.
- 2:44De um assunto muito complexo. Nós vamos conversar sobre
- 2:48complexo da doença respiratória dos suínos.
- 2:51Mas antes da gente começar a conversa, por favor, Luiz se
- 2:54apresenta para o pessoal um pouquinho mais de detalhe, conta
- 2:57dessa trajetória aí. Você passou por tanta coisa, por
- 3:00tanto lugar. Conta da sua experiência para
- 3:02gente? Olá Letícia, olha, muito
- 3:05obrigado pela oportunidade né? De estar com vocês aqui,
- 3:08participar desse programa, enfim, uma né?
- 3:11Uma oportunidade incrível pra nós, pra gente poder enfim bater
- 3:15um papo, conversar e atingir aí a né os curiosos da suinocultura
- 3:20né? E os profissionais, estudantes e
- 3:23todos aqueles aí que estejam envolvidos no direta ou
- 3:26diretamente no nosso segmento. Mas é isso aí assim, né?
- 3:30Eu acho que você está começando a confessar a minha idade por
- 3:32aí, né? Então a gente acaba passando por
- 3:35alguns segmentos, né, da né, da da vida profissional.
- 3:39Mas realmente me formei no Paraná, isso já fazem aí mais de
- 3:4320 anos, né, que a gente é. Terminou a graduação e na
- 3:47sequência fui trabalhar na agroindústria.
- 3:49E eu digo para você que foi uma experiência incrível, né?
- 3:53Estar trabalhando Na Na, na diretamente na produção, como
- 3:56veterinário sanitarista. Né, de suínos e Santa Catarina é
- 4:01uma grande escola, né? É uma grande escola.
- 4:03É espetacular você vivenciar na linha de frente da infantaria
- 4:08mesmo, da da suinicultura, como vários colegas que vão estar
- 4:10escutando, né? E vendo essa, né, esse programa
- 4:14é, vivem isso no seu dia a dia, digo para eles que são os
- 4:18heróis, vocês realmente eu admiro muitíssimo, pois já
- 4:21estive desse lado e eu sei quanto é prazeroso e quanto é
- 4:25bom trabalhar diretamente na produção.
- 4:27Aí logo depois, porque meu sonho era né, continuar a carreira, as
- 4:32pesquisas, a né, a investigação, ser um cientista, professor.
- 4:36Vim fazer né? Pós graduação no estado de São
- 4:39Paulo, né? Na Na Unesp, tanto de
- 4:41jabuticabal aonde pude trabalhar um pouco, na no mestrado, com
- 4:45bactérias, com salmonela, epidemiologia de salmonela e no
- 4:49doutorado com doenças virais, né?
- 4:51Com doença de algesk, problema de erradicação, de doença
- 4:54algesk. Bom, foi incrível, né?
- 4:5711 período também maravilhoso de inversão em ciência, né?
- 5:01Essa troca científica e informação e viver um mundo que
- 5:05é apaixonante, que é o mundo científico, né?
- 5:08Tentar trazer essas respostas que a ciência pode dar pro pro
- 5:11campo. Bom, e como você comentou,
- 5:14também tive um período na defesa agropecuária, que é outra
- 5:16instituição, é belíssima dentro do segmento nosso de apoio e
- 5:22estrutura para o agronegócio brasileiro, né?
- 5:24Veja agora a situação que nós estamos vivendo, né, os focos de
- 5:27influência viária, né? O foco de influência viária, né?
- 5:30O quanto é? É um trabalho aí que é
- 5:33estruturante para o agronegócio brasileiro.
- 5:36Bom, mas agora, né? Já há há mais de 10 anos, aí há
- 5:40quase 15 anos estamos trilhando aqui é exclusivamente Na Na, na
- 5:44docência, à pesquisa e dando foco, que é o grande foco pra
- 5:48formação de recursos humanos, que são profissionais que vão
- 5:52atuar aí Na Na, na suinocultura e também tentando levar pro
- 5:56produtor, levar pra né, pro segmento, pra indústria.
- 5:59Algumas respostas, né? Tentando, na verdade a gente
- 6:02acaba ficando com mais dúvida, né?
- 6:03O pesquisador é aquele que fica com mais dúvida do que resposta.
- 6:06Mas tentando contribuir alguma coisa aí pra pra suinocultura
- 6:10dentro aí de uma área de conhecimento, né?
- 6:12De sanidade, de de Suíça. Então acho que era isso, né?
- 6:15É uma, né? É, é uma trajetória, é simples,
- 6:19mas a gente tentou dedicar aí o máximo Na Na suinocultura.
- 6:24ADSM firminich pode ajudá lo a preparar, proteger e apoiar a
- 6:29resiliência dos seus leitões. Fornecendo experiência local em
- 6:33suínos e soluções completas e personalizadas para ajudá lo a
- 6:37concretizar a sua visão ADSM firminich está moldando o futuro
- 6:42dos cuidados. Com os suínos?
- 6:46Simples, nada. Pelo amor de Deus.
- 6:48Luiz, você passou por todas as áreas que eu conheço da
- 6:51suinocultura, pela iniciativa privada, pela iniciativa
- 6:54pública. Pensando na defesa agropecuária,
- 6:56na docência e pesquisa. Você você fez tudo, foi simples,
- 7:00nada foi difícil para caramba. Não, não diminua Oo mérito que
- 7:03você tem aí na tua carreira e eu não tinha falado nada em relação
- 7:06ao tempo você que se entregou aí quando você falou 20 anos de
- 7:09porrada, tá? É?
- 7:11E aí eu nem vou falar que eu sou mais velho.
- 7:12Então é mais difícil que eu. Sou mais velha que você, pelo
- 7:15amor de Deus. Vamos mudar de assunto que está
- 7:17ficando chato isso EEA gente estava falando, né?
- 7:20Da da importância de divulgar. Toda a informação que a gente
- 7:24tem né? Pra pra todos os públicos.
- 7:26Assim, desde o pessoal que está curioso pela suinocultura, até
- 7:29quem já tem de repente um pós doutorado, mas você não sabe o
- 7:32que que o pessoal lá do administrativo me falou, que
- 7:35mais de 90% dos nossos ouvintes não são é inscritos nos canais.
- 7:40Isso é uma sacanagem. O pessoal vem, ouve tudo que a
- 7:43gente tem para falar e não se inscreve no canal.
- 7:46Então vocês que estão ouvindo, a gente se inscreve lá no canal.
- 7:49Isso é importante para vocês receberem rapidamente as
- 7:51divulgações. Da de tudo que a gente está
- 7:54lançando toda semana e também pro canal ter um alcance maior
- 7:58em relação ao público que a gente quer atingir.
- 8:00Então vamos tornar a sua enocultura brasileira mais
- 8:03forte, ajudando na divulgação de informação rica, de informação
- 8:07gratuita e de qualidade. Mas então o Luiz Guilherme falou
- 8:11que vai explicar pra gente, né? Como que é a carreira dele desde
- 8:15cada pesquisa. Acaba ajudando a suíno, cultura.
- 8:19Eu sou obrigado a concordar com o Luiz que a gente vai fazer uma
- 8:22pesquisa pra responder uma pergunta e sai com +10, né?
- 8:25Mas a gente ainda sai com algumas perguntas respondidas
- 8:29das nossas pesquisas e que que a gente tá tendo hoje em dia em
- 8:32relação ao complexo de doenças respiratórias dos suínos, né?
- 8:35Primeiro, o que que é isso? Pra quem não conhece né?
- 8:38O que que é um complexo de doença respiratória?
- 8:41Não muito bem. Bom, quando a gente fala das
- 8:45doenças respiratórias em suínos, assim como, né, outras
- 8:48enfermidades que atingem né? Os né, os diversos sistemas nos
- 8:52suínos, as doenças respiratórias nos suínos é um desafio super
- 8:56atual para a realidade nossa brasileira.
- 8:58Então, quando a gente fala em complexo, nós estamos falando da
- 9:02da interação entre diversos patógenos.
- 9:06Né? Não é uma doença só que está
- 9:08atuando, eSIM as doenças que estão atuando de forma
- 9:11sinérgica. Então nós temos aí 11 cenário
- 9:15multicomplexo. Aonde nós temos, né?
- 9:18Junto com AAO patógeno, que às vezes são patógenos da
- 9:22microbiota, que tiveram uma oportunidade por causa de um
- 9:26patógeno primário, aquele patógeno primário causou um
- 9:30quadro de imunossupressão ou causou, né?
- 9:3311. Oportunidade para que um outro
- 9:36patógeno também se manifestasse junto, né?
- 9:40Com fatores de risco, que são os fatores ambientais, de manejo,
- 9:43de criação. Fazendo com que essa doença, né?
- 9:47Ou seja, esse termo complexo de doença respiratória, suína, seja
- 9:50uma junção, né, de de coisas fatores de risco com né,
- 9:55patógenos distintos que podem ser bacterianos 23 bacterianos
- 9:59ou um bacteriano, um viral, como acontece corriqueiramente.
- 10:03Então, falarmos hoje de doença respiratória pensando somente
- 10:07num em uma enfermidade, seguindo uma linha de pensamento, né?
- 10:12Só algo linear. É, é um pouco assim, eu não digo
- 10:16equivocado, mas eu digo assim, vai, vai faltar algo, porque as
- 10:20doenças são multi complexas, são multi complexas, né?
- 10:24Então por isso que eu faço questão de dizer olha, né, o
- 10:27nosso desafio é o complexo respiratório suína, né?
- 10:31Claro, claro, nós vamos ter que falar das enfermidades, que são
- 10:35as enfermidades, os agentes primários, porque esse nos
- 10:38importa mais, porque eles abrem as portas.
- 10:40Né? Mas evidentemente nós temos os
- 10:42agentes secundários que fazem parte e que estão piorando.
- 10:46OOO, né? Os nossos, os quadros clínicos,
- 10:49enfim, o desafio no campo hoje ele disse, sem dúvida nenhuma,
- 10:53com com com muita certeza. E os colegas que são da área que
- 10:57que estão aí escutando na nossa realidade brasileira, as doenças
- 11:01respiratórias. Elas estão assim, são as mais
- 11:03impactantes e as mais preocupantes em termos de
- 11:06sanidade, né? Evidentemente as doenças
- 11:09sistêmicas importantes, doença entérica, mas nós estamos, né,
- 11:12tendo um desafio, é constante, ou seja, nós estamos tendo assim
- 11:17muitas coisas pra fazer, pra tentar controlar as doenças
- 11:20respiratórias, tá, e o complexo de doença respiratória, ele
- 11:24evidentemente é algo que, né, é, está presente nas granjas, né?
- 11:29Em menor proporção, em maior em casos graves.
- 11:32Né? Pode estar estabilizado, pode
- 11:34estar tendo um desafio atual. Enfim, cada caso é um caso, mas
- 11:38que que eu não tenho dúvida que é a enfermidade.
- 11:41Hoje a top, vamos dizer assim, da moda na sanidade, são as
- 11:45doenças respiratórias. Nossa, Luiz, você falando isso
- 11:49assim? Vai vindo um Monte de coisa na
- 11:52cabeça assim. Aliás, se se quem está
- 11:54assistindo o programa ficar com a cabeça assim.
- 11:58Emulando que nem a mia comenta aí com a gente, porque vem
- 12:00aparecendo um Monte de pergunta ao mesmo tempo.
- 12:02Então eu estou pensando aqui como que a gente poderia
- 12:04direcionar isso para o suinocultor, né?
- 12:06Que a primeira coisa é deixar claro que a gente não está
- 12:08falando de uma doença só um agente causar o só, né?
- 12:12A gente tem ali 11 grupinho, né? Se ajudando de bactérias e
- 12:17vírus, e vão interagir entre si, causar um quadro pior.
- 12:20Então acho que a primeira coisa é a gente ter um sistema de
- 12:23diagnóstico muito forte para a gente conseguir.
- 12:26Saber quem tá lá naquele dia, naquela Granja, porque isso pode
- 12:30mudar de Granja pra Granja. E outra coisa que me chamou
- 12:33atenção também, que você falou, foi dos fatores de risco, porque
- 12:37então não é a mera presença do agente etiológico, até porque
- 12:40alguns são oportunistas. Eles vão estar lá, eles só vão
- 12:44ser inimigos no momento oportuno, né?
- 12:47Então que fatores de risco que a gente tem que enxergar assim a
- 12:52gente vai diagnosticar, claro. A presença desses patógenos na
- 12:55Granja, mas eles estarem lá não significa que eles estão atuando
- 12:59naquele momento, mas eles podem atuar em algum momento.
- 13:02Agora, o fator de risco que que tem ali que vai contribuir para
- 13:06essa galera prejudicar o nosso hino?
- 13:09Olha, licença, excelente colocação.
- 13:11Uma pergunta é muito boa, muito aplicada.
- 13:15É por que? Porque o fator de risco ele ele
- 13:18é aquele desafio que nós, seres humanos, o criador, o sistema
- 13:24leva pros suínos. E eu vou te dizer uma coisa
- 13:27antes da gente especificar as doenças respiratórias nas nossas
- 13:31granjas tecnificadas, elas são um desafio.
- 13:36Grande importante, né? Porque nós temos alguns fatores
- 13:39de risco que estão relacionados a tecnificação, diferente de um
- 13:44cenário de uma criação ao ar livre, uma criação de
- 13:48subsistência, aonde os desafios respiratórios não são tão
- 13:51relevantes. Então veja o nosso sistema
- 13:55tecnificado, ele vai levando alguns fatores que acaba
- 14:00prejudicando os suínos. Vamos lá, coisas simples, tá?
- 14:03Coisas simples, mas extremamente importantes.
- 14:06Olha a época do ano que nós estamos vivendo, estamos
- 14:08gravando agora, né? Esse esse episódio, né?
- 14:11Numa época do ano outono, aonde nós temos o quê?
- 14:15Uma amplitude térmica importante.
- 14:18Então veja as granjas que não estão trabalhando com
- 14:21climatização ou que não tem algumas coisas.
- 14:24Alguns cuidados básicos, né? Cortina, forro, aquecimento de
- 14:28leitão na creche, né, manejo de cortina, ventiladores e tal.
- 14:33Desafia os animais, 5 horas da manhã nós estamos na né?
- 14:38Na Na maioria do do do nosso país, está muito frio para o
- 14:41animal e chega agora no meio da tarde. 3 horas da tarde está
- 14:44calor, ou seja, nós temos uma amplitude é imensa.
- 14:49Para nós é seres humanos. Isso já é um desafio, né?
- 14:53Você imagina, nós temos, né, várias pessoas aí enfermas.
- 14:56Né? Com com doenças respiratórias.
- 14:58Por quê? Porque Ah, é a época do ano bom,
- 15:01muito bem. Se é a época do ano para nós,
- 15:03seres humanos, para o suíno, mais ainda, né?
- 15:06Um animal muito mais sensível. Eu vou te interromper, porque
- 15:10assim eu estou ouvindo a minha avó falando, leva o casaco, eu
- 15:13estou ouvindo a minha avó falar isso.
- 15:15Então a gente não precisa ter um assim.
- 15:18Não estou desmerecendo os títulos, pelo amor de Deus, mas
- 15:20a gente não precisa ter um pós doutorado para enxergar as
- 15:22soluções, às vezes algumas coisas que estão no senso comum.
- 15:26Elas já mostram pra gente que se a gente vai ficar doente num
- 15:29clima doido desse, os outros animais também vão e a gente não
- 15:33vai quando casaco lá no suíno, o que que a gente vai fazer,
- 15:36então? E veja, olha que interessante,
- 15:39né? Nós 5 horas da manhã, o que que
- 15:40a gente faz? Puxa um cobertor, uma mantinha e
- 15:43o nosso leitão, que está lá no crechário.
- 15:46Ele vai se amontoar e todo mundo passar frio, né?
- 15:49Então ele não tem aquela cobertinha pra né?
- 15:51Pra se aquecer. Então pessoal, então nós temos
- 15:54várias coisas que nós temos que pro né?
- 15:57Dar a oportunidade ao suíno dele ter o seu pleno desenvolvimento
- 16:01e não desafiar ele. Então começamos, por exemplo,
- 16:05essa questão da do do conforto térmico fundamental e ele abre
- 16:09porta para os problemas respiratórios.
- 16:10Nós não temos dúvida disso. Né, a coisas como né, a própria
- 16:16higiene da Granja, né, um desinfeção, eu achei muito
- 16:20bonito. Agora No No último evento que
- 16:22nós tivemos em né, no Rio Grande do Sul, o sinsui, um colega
- 16:26estava dando né, fazendo a sua apresentação e ele precisava
- 16:29falar de vazio sanitário, de maternidade.
- 16:32Aí ele falou, pessoal, eu nem vou falar de vazio sanitário, eu
- 16:34vou falar assim, ó de tempo, de Descanso, vamos mudar o termo.
- 16:39Eu achei muito bonito isso, eu falei, não dá um tempo de
- 16:42Descanso, só um tempo de Descanso para ir dar instalação.
- 16:46E o vazio sanitário é um Descanso para aquele espaço.
- 16:49Não sei, eu vou, vou começar a. Usar é o vazio sanitário.
- 16:53Parece que aquela coisa já não pega mais, né?
- 16:55Já ficou. Então vamos dar um tempo
- 16:57Descanso evidente. Ou seja, se nós temos que que,
- 17:00né? É dar esse tempo para as
- 17:02instalações, diminuir pressão de infeção.
- 17:06É outros fatores de risco. Granjas tem que ter renovação de
- 17:09ar. As granjas fechadas.
- 17:11Eu entrava em em granjas na época de de inverno.
- 17:14Essa época de outono entro ainda, né?
- 17:16Hoje, várias, né? Granjas que a gente visita, que
- 17:20você já sente aquele ar pesado de amônia, né?
- 17:25De, de de gasto, fídrico de CO2. Então, na nossa estatura, uma
- 17:30estatura média aí de 1 m e 60, 1 m e 70, nós estamos respirando
- 17:34até, né? No nível um pouco mais alto, vai
- 17:37respirar lá embaixo, no nível do suíno, pra gente sentir ainda
- 17:40mais a concentração de gases. E nós entramos na instalação e
- 17:45ficamos incomodados, né? Incomodados.
- 17:47O suíno está lá 24 horas por dia, ou seja, uma, né, 11 gás
- 17:52como uma amônia. Ela causa uma siliostase, ela
- 17:56acaba batando, macrófagos, alveolares.
- 17:59Então você tem ali uma predisposição por causa da
- 18:02presença de um gás. Veja a poeira, né?
- 18:05Claro, falando isso está louco, né?
- 18:07O nosso Barracão tem poeira, né? Claro que claro que tem poeira,
- 18:10mas nós precisamos remover essa poeira.
- 18:12Nós precisamos ter um maior tudo eficiente de poder diminuir, né?
- 18:15O nível de poeira dentro do Barracão.
- 18:18A poeira é outro fator de risco. Nós sobrecarregamos o sistema
- 18:22fagocitário. O animal está respirando
- 18:25micropartículas, algumas vão ficar retidas no trato
- 18:28respiratório superior normal, mas partículas muito finas, né,
- 18:32abaixo de 10 micrômetros vão entrar no trato respiratório
- 18:36inferior. E aí nós vamos sobrecarregar o
- 18:38que? A função dos macrófagos
- 18:39alveolares, que é uma imunidade nata.
- 18:42E essa imunidade nata, ela deveria estar trabalhando para
- 18:45quê? Para limpar patógenos, para
- 18:47defender patógenos. Tirar, né?
- 18:48Tirar bactérias. Então coisas que são detalhes
- 18:52que vão passando na, na, na nossa, né?
- 18:55Enfim, no nosso dia a dia, que se nós não estivermos atentos,
- 18:59isso entra dentro de uma normalidade que não é normal
- 19:02para o animal, é o fator de risco.
- 19:04Então é, esses são são coisas muito importantes que geram as
- 19:09doenças respiratórias, geram aquele linear, né?
- 19:12Da doença e da estabilidade. Como você comentou, acho que no
- 19:16início falou assim, olha, não é só uma questão de ter ou não a
- 19:20bactéria. Às vezes temos a bactéria, né?
- 19:22O rebanho é positivo, né, para tal bactéria.
- 19:26Mas ele manifesta a doença, ele manifesta o sinal clínico, né?
- 19:30Quanto mais ele manifestar, é porque ele está tendo.
- 19:33Provavelmente mais fatores de risco envolvidos nisso aí.
- 19:37E nós já fizemos pesquisas aqui muitíssimo interessante nesse
- 19:40sentido, né? Porque nosso grupo trabalha com
- 19:43o micoplasma e o pneumonia, né? 11 bactéria aí, que é um.
- 19:46É um agente primário super importante no nosso país.
- 19:50E nós já fizemos pesquisa desde da do nascimento do leitão para
- 19:55ver a predisposição desse animal para ter enfermidades
- 19:58respiratórias, por exemplo, o método de secagem de leitão.
- 20:03Nós testamos 3 m de secagem, o com toalhas, né?
- 20:08Toalhas de de, de de pano, né? É, fizemos com papel toalha e
- 20:14fizemos com. Na verdade foram foram 4 m, né?
- 20:17Fizemos com maravalha e fizemos com pó secante.
- 20:22E depois fizemos lá um abate seriado desses animais para ver
- 20:25se havia alguma interferência no método de secagem de leitão.
- 20:29E veja que interessante né? O pós secante se saiu muito bem.
- 20:33Os animais não tiveram né? Nada.
- 20:36Papel toalha se saiu bem agora maravalha por causa das
- 20:41micropartículas da maravalha. Leitãozinho respirava aquilo,
- 20:46né? A maravilha o cipílio, né?
- 20:48Em algumas regiões do do Brasil se chama cipílio, né?
- 20:50Que é essa? Esse resíduo da da madeira, do
- 20:53corte de madeira e os animais tinham inflamação, pontos de
- 20:57inflamação no pulmão. Abrindo portas para que outros
- 21:02patógenos aproveitasse essa situação de uma inflamação do
- 21:05tecido e começassem a proliferar então.
- 21:08Ou seja, né? Desde a vida inicial do leitão,
- 21:11da secagem do animal, nós podemos abrir portas para que os
- 21:15patógenos respiratórios se aproveitem disso.
- 21:19E outra coisa, Letícia, no na agora no pós DOC foi muito
- 21:22interessante. Fiz um pós doutorado recente,
- 21:24nós trabalhamos com microbiota. A gente, né, já teve a
- 21:26oportunidade de conversar sobre isso.
- 21:28E um dos resultados das nossas pesquisas foi bem, bem legal,
- 21:33mostrando que nós temos uma microbiota, né?
- 21:36Isso é um outro assunto interessante, né?
- 21:38Uma microbiota nasal e pulmonar. E ela deve ser Modulada nessa
- 21:44fase inicial de D3, né? Até 3 dias, até 21 dias depois,
- 21:50ela se estabiliza. Ou seja, tudo que começa bem vai
- 21:55bem aquilo que começa mal. Tem abre portas pra ir mal em
- 22:00termos de doença respiratória, então muito interessante assim,
- 22:04então assim, são várias Vertentes mesmo assim que a
- 22:06gente começa a analisar e ver, olha, é, é o simples faz a
- 22:12diferença, né, o manejo bem feito, o cuidado bem feito.
- 22:17EE, claro, eu entendo, né, alguns colegas vão estar, vão
- 22:20estar isso, né, escutando isso aqui e falar olha, né, a minha
- 22:23situação aqui é uma Granja de 5000 portas, né?
- 22:27Então veja, nós temos muita oportunidade aí dentro, né?
- 22:29É 1 o volume grande de produtos, você tem muita oportunidade, e
- 22:33aquele suinocultor que é um suinocultor, né, com uma Granja
- 22:36um pouco menor tal, também tem muita oportunidade, tem muita
- 22:39oportunidade, porque ali você tem algo um pouco mais
- 22:43individualizado, né? Mas, enfim, então, fatores de
- 22:46risco sim, sem dúvida nenhuma a as o complexo de doença
- 22:49respiratória, ele é totalmente relacionado com os fatores de
- 22:53risco, né? Você sabe que evitando aí essa.
- 22:57Essa cadeia de raciocínio em cima do complexo da doença
- 23:01respiratória, né? Os fatores de risco.
- 23:03Passou um filme na minha cabeça, fez um script.
- 23:05Eu imaginei assim, você desaloja um lote, tem aquele aquela sala
- 23:09que deveria estar no tempo de Descanso, não é vazio sanitário,
- 23:12né? No No tempo de Descanso e aí não
- 23:14fazem a limpeza e desinfecção e deixa uma carga muito grande de
- 23:18microorganismo lá. Entre o próximo lote, num
- 23:22ambiente que está com uma alta taxa de contaminação ambiental
- 23:25de sabe Deus? Quais patógenos, fora os que
- 23:28eles já estão albergando, que eles pegaram lá na maternidade,
- 23:31nos desafios que eles tiveram lá no primeiro momento.
- 23:34Aí eles chegam em um ambiente que vai estar uma alta taxa de
- 23:37gás, uma alta taxa de partícula em suspensão que vão irritar as
- 23:41vias aéreas e, em algumas situações, até fazer com que
- 23:45aquelas células de defesa não funcionem direito.
- 23:49Os patógenos se instalam, trabalham em sinergia e aí
- 23:54desenvolvem o quadro. Ou seja, quanto mais a gente vai
- 23:57somando de coisa, aí a gente vai piorando a situação para o
- 24:00suíno, que é aquele negócio você tomar.
- 24:03Você tá lá num numa zona de guerra, né?
- 24:06Tem alguém te dando tiro com uma arma que dá um tiro por vez, né?
- 24:10Você tem que escapar ali e vem um outro ali com uma rajada de
- 24:13metralhadora, fica mais difícil de escapar.
- 24:16Então a gente está colocando suínos numa zona de guerra e a
- 24:20gente não está dando material para eles se defenderem.
- 24:23Então a gente primeiro precisa diminuir os ataques que eles
- 24:26estão recebendo, né? Os ataques ambientais, os
- 24:29ataques de manejo, de falha, de bem-estar, de desafio de
- 24:33temperatura, qualidade de ar, tudo isso aí que você falou.
- 24:37E a gente tem que dar uma arma para eles se defender também.
- 24:40Como é que estão as armas aí para eles se defenderem?
- 24:43Olha, é muito bom, muito bom essa, essa tua abordagem, porque
- 24:46realmente, né, eu acho que é deixar o que o suíno, né, tenha
- 24:51menos desafios, mas também propiciar para ele mecanismos de
- 24:56defesa. Aí, claro, né?
- 24:57Nesse nesse sentido, a gente tem várias estratégias, mas uma
- 25:01delas que é é assim, eu te digo que é um Pilar muito forte, é,
- 25:06são as estratégias imunológicas, né?
- 25:08A vacinação. Então, né, diversos patógenos
- 25:11respiratórios. Nós temos a estratégia do uso de
- 25:14vacinas, né? E as vacinas são alicerces pra
- 25:17suinocultura, né? Hoje a suinocultura ela deve né,
- 25:22considerar que cada vez mais nós vamos no né utilizar essa
- 25:27ferramenta em frente a um cenário de uso mais prudente de
- 25:31antimicrobianos né né? A gente vai usar de forma
- 25:34omiprudente, uso também de probióticos pré bióticos tal,
- 25:38mas a imunidade. É literalmente uma arma que nós
- 25:43devemos utilizar e ela nos dá respostas muito boas.
- 25:47Então veja, nesse sentido, o nosso grupo aqui tem trabalhado
- 25:50com desenvolvimento de vacinas pra micoplasma e opinião
- 25:54homônica, né? Então nós temos testados algumas
- 25:57plataformas e também testado as as plataformas e os e as
- 26:03estratégias que têm sido desenvolvidas no campo, no
- 26:06campo. Então vamos lá, eu vou comentar
- 26:09sobre o que que a gente tem feito de tecnologias novas aqui.
- 26:12Então nossa laboratório tem pesquisado principalmente o uso
- 26:17de um de um carreador, tá né? Um adjuvante, vamos ver assim
- 26:21que ele apresenta o antígeno, né, pro pro pro animal, que é
- 26:25uma sílica, na verdade, né? Uma sílica muita gente conhece
- 26:29aí como absorvente de microtoxina, que é a base de
- 26:32sílica, é uma sílica específica, chama SBA 15.
- 26:36Que nós fizemos uma plataforma de vacina oral para os suínos,
- 26:40então ela já existe, ela já existe para humanos.
- 26:44E qual que foi a nossa ideia? Pela experiência, troca de
- 26:46experiência com o pessoal do Instituto Butantan, da USP, do
- 26:49instituto de física da USP, São Paulo, formulamos já algum
- 26:53alguns anos atrás, 11 projeto piloto, né?
- 26:56É um projeto muito inovador para desenvolver uma vacina oral para
- 26:59os suínos. Por que dessa vacina oral, né?
- 27:03Ah Luis, mas né, tão simples vacinar intramuscular, né?
- 27:06Por alguns motivos que nós estamos buscando essa plataforma
- 27:10é sem dúvida nenhuma a questão da facilidade de administração,
- 27:15aonde nós é, trabalhamos livre do manejo de pegar o indivíduo e
- 27:21fazer uma vacinação via água de bebida ou via ração, né?
- 27:25Via ração. No princípio, nós chamamos até
- 27:28de Imuno estimulante, porque, enfim, vacina Imuno estimulante,
- 27:31né, são, são parecidos, para que ela pudesse dar um efeito
- 27:37booster da vacina convencional. Então, o objetivo é fazermos a
- 27:42vacina convencional, né, au desmame, que é, são os
- 27:45protocolos mais comuns hoje, né? É para as vacinas, enfim,
- 27:49respiratórias sistêmicas, né? Circo, vírus micoplasma au
- 27:53desmame. Passado um tempo, ou nós
- 27:57identificamos que temos um período de risco, que é aonde
- 28:01nós podemos estar, tendo a entrada do patógeno um tempo
- 28:05antes, estrategicamente, nós damos um efeito booster de
- 28:08vacina via água de bebida, então seria uma alternativa.
- 28:11É uma alternativa pra pro senhoricultor, né?
- 28:14Pro pro sistema, pra que não tenha que ter aquele manejo
- 28:17estressante de pegar animal. Pegando animal, pegando animal,
- 28:20animal. Porque os animais maiores, os
- 28:22animais mais pesados, né? Uma coisa é você vacina
- 28:24leitãozinho, né? Outra coisa é pegar os trambolho
- 28:27ali, que já estão mais pesado que a gente, pra pra vacinar um
- 28:30por um. Exatamente.
- 28:32Então esse foi é um do né? Da do né, da dos motivos da
- 28:36justificativa. Outra dentro, várias, mas outra,
- 28:39por exemplo, interessante é a comunicação de mucosas.
- 28:42Veja, nós buscamos nas doenças respiratórias, especialmente no
- 28:45caso do micoplasma, uma defesa robusta de imunoglobulinas de
- 28:48mucosa, especialmente AIGA, né, que é uma imunoglobulia de
- 28:52mucosa. Pra quê?
- 28:53Pra que impeça, né? AA adesão do do da bactéria, né?
- 28:59O micoplasma é o processo de patogenia dele, inicia, se com
- 29:03as adesinas ele né, ele fazendo essa interação com AA os cílios,
- 29:09né, com esse epitélio cilhado do trato respiratório.
- 29:12Então, quando nós tivermos uma, né, uma proteção imunitária
- 29:16dessas mucosas, quanto melhor, mais robusta, né, melhor é
- 29:20então, né, essa comunicação entre as mucosas, a mucosa
- 29:23intestinal com a mucosa respiratória, isso já é uma
- 29:26verdade, então se você estimula uma, você tem resposta na outra.
- 29:30Então a gente buscou também. Isso é uma da das justificativas
- 29:33para esse tipo de plataforma. Enfim, continua, né?
- 29:36Estamos continuando com os com os projetos agora, estamos
- 29:39avançando cada vez mais. E claro, entre a ideia, o
- 29:43projeto e isso chegar lá Na Na, né, Na Na, no mercado, tem um
- 29:49tempo de maturidade natural isso aí.
- 29:52Então estou falando aqui, quer dizer, daqui a algum tempo isso
- 29:54pode estar chegando em forma de produto, mas isso é interessante
- 29:57as pessoas saberem que já existe a pesquisa nesse sentido, tá, já
- 30:00existe, nós já temos, é, é vacinas orais para outros
- 30:03patógenos, Salmonella, né? Nós temos Laus, Sônia, né, que
- 30:08são outros patógenos que tem aí vacinas orais.
- 30:11Então, não é novidade para suínos ter vacina oral, mas
- 30:14vacina oral para doença respiratória.
- 30:16Nós estamos sendo pioneiros nesse assunto, tá bom?
- 30:20E o falando desse Pilar e o outro Pilar que nós estudamos
- 30:23aqui também são as estratégias vacinais que estão se usando na
- 30:27atualidade. Como eu bem disse, né?
- 30:31O micoplasma, a pneumonia exótica, o micoplasma
- 30:33miopneumonia é uma bactéria, um agente primário e ele ele é a,
- 30:38enfim, a principal causa hoje do complexo respiratório sul, não é
- 30:42o micoplasma, ele abre porta para todos os outros, né?
- 30:45Então o que que está acontecendo no campo, né, o que que está
- 30:48acontecendo na indústria AA indústria?
- 30:51Sentiu a necessidade de aplicar uma dose reforço da vacina de
- 30:57micoplasma? Tá, então a vacina de micoplasma
- 31:00é feita ao desmame e só se fazia ao desmame ou algum protocolo de
- 31:042 doses depois, né? Uma segunda dose com 15 dias,
- 31:08então o que que né? Analisando os índices de
- 31:11hepatização de de lesão lá no frigorífico, o pessoal tá
- 31:15percebendo que o desafio não tá sendo controlado de forma
- 31:18efetiva. Então, o que que a indústria
- 31:21começou a fazer a testar uma dose e reforço no descrech.
- 31:26Então, o animal, a hora que está saindo da fase de creche,
- 31:28entrando lá na determinação a mais uma dose, né, mais uma dose
- 31:32de vacina, de de micoplasma e parece eu tenho aí, né?
- 31:37Contato aí, feito algumas análises com o pessoal da da
- 31:40indústria, parece que os resultados estão sendo muito
- 31:43satisfatórios em termos de condenação de PP, de área de
- 31:47lesão lá no frigorífico. Isso, né?
- 31:50Cientificamente faz muito sentido, se nós hipotetizarmos,
- 31:53faz muito sentido. Porque a vacina de micoplasma,
- 31:57ela não vai impedir a infecção, né?
- 32:00Né? Tampouco vai impedir a excreção,
- 32:03mas ela vai ajudar muitíssimo na expressão dos sinais clínicos,
- 32:08ou seja, na área de enfatização, na tosse, né?
- 32:12Na enfermidade do animal, né, porque nós temos respostas de
- 32:15imunidade humoral, tá então, e imunidade celular, então nós
- 32:21temos as 2 imunidades, temos que considerar essas 2 imunidades.
- 32:24Então, quando nós temos aí um reforço imunitário de uma de uma
- 32:27dose de reforço, parece que está fazendo muito sentido.
- 32:31Mas por que que eu estou dizendo?
- 32:32Ainda parece porque nós não temos dados científicos
- 32:37analisados, né? Comprovados com delineamento
- 32:39robusto, né? Para provar isso, né?
- 32:43Porquanto, são observações, são observações que faz total
- 32:47sentido. Então aqui em jabuticamal nós
- 32:49estamos conduzindo agora um né e sendo um experimento, né?
- 32:52Vamos né a testar esse protocolo, dose reforço.
- 32:55Então um breve, né? Até o final desse ano, com
- 32:58certeza, aí estaremos com respostas.
- 33:01É, é. Respostas laboratoriais, né?
- 33:04Com infecção experimental controlado, ambiente controlado
- 33:07e tal, para poder afirmar ou refutar ou enfim, melhorar ou
- 33:12né, dar algumas sugestões, tal para que esses protocolos de
- 33:16doses reforços realmente é tenham uma comprovação
- 33:19científica, né? Uma comprovação científica.
- 33:22Então isso é muito interessante. Isso é muito interessante porque
- 33:24é uma estratégia imunológica, né?
- 33:27É uma coisa que me veio na cabeça que é importante a gente.
- 33:31Levar em consideração que você está me falando isso, estou,
- 33:33imagina assim, a Barreira imunitária quando a pessoa em
- 33:35Barreira, eu já imagino um muro na frente desse animal, né?
- 33:38Então ele está recebendo essa vacina lá no início e o pessoal
- 33:42está vendo que talvez entregar uma segunda dose para ele e dar
- 33:45uma reforçada nessa Barreira, nesse muro.
- 33:48Esse muro está tomando um Monte de tiro e aí a gente vai lá e
- 33:51reforça um pouco a alvenaria ali para aguentar mais tiro.
- 33:55Concordo que faz sentido. Mas assim é, eu quero lembrar o
- 34:00suino cultor, eu quero lembrar o nosso colega que está a campo
- 34:04lá, veterinário indicando a vacina, que a vacina não resolve
- 34:07100% dos problemas. Lembro lá dos fatores de risco
- 34:10que a gente falou lá no começo, porque eu já fui visitar grande,
- 34:13eu já fui conversar com o pessoal e o pessoal estava
- 34:15nervoso com a vacina, falando que a vacina não fazia efeito e
- 34:19que é tava com protocolo de vacina até Exagerado.
- 34:22Ao meu ver, tava com muitas doses de vacinas.
- 34:25Assim, no começo até ajudou, depois não se pro mais.
- 34:29Eu falei, tá, porque o problema de vocês é o quanto tiro vocês
- 34:32estão tomando, não é quanto quanto é, quanta proteção vocês
- 34:36estão colocando no animal. Falei, vocês estão aqui no com
- 34:39um desafio muito grande. Eu falei, vamos mexer nos
- 34:41desafios. Eu falei, a gente vai diminuir
- 34:43as vacinas, o pessoal ficou bravo comigo, a gente não vai.
- 34:46Eu falei, Ah, vai e diminuiu AAO número de doses.
- 34:51E funcionou. Mas funcionou por quê?
- 34:53Porque a equipe foi muito solícita e abraçou os fatores de
- 34:57risco que a gente indicou para conseguir diminuir o desafio.
- 35:01Então eu tenho um pouco de medo quando a gente coloca assim AAA
- 35:05responsabilidade só em um ponto, porque o sul incutor se pega
- 35:09nisso. E eu vou contar, ó, pessoal que
- 35:11não conhece lá Jaboticabal, o laboratório do professor Luiz
- 35:15Guilherme é maravilhoso, AA estrutura que ele tem que fazer.
- 35:18Desafio lá com os animais é maravilhosa.
- 35:21E é limpo demais. Então, às vezes não representa o
- 35:26desafio que o pessoal coloca o nosso suíno, porque lá a
- 35:29temperatura está controlada, a umidade relativa do ar está
- 35:32controlada, está tudo limpinho, não tem cheiro, tem assim, você
- 35:36não vê mosca. Então é, se funcionar lá, eu
- 35:41tenho certeza que vai ter um resultado maravilhoso.
- 35:43Eu não sei se o pessoal que vai testar igual numa situação de
- 35:47desafio forte pros suínos, vai funcionar.
- 35:50Ó, lavou eu arranjar inimigo, né?
- 35:52Todo episódio que eu gravo assim, deve ter assim uns 10%
- 35:55das pessoas que passam a me a me odiar.
- 35:56Daqui a pouco eu vou ser demitido porque ninguém, mas eu
- 35:59queria assistir episódio meu, mas eu sou chato, eu falo a
- 36:01verdade, mas está incomodando. É porque tem alguma coisinha aí
- 36:05que dá para vocês mudarem. Pensa nisso.
- 36:07Não, mas é você está colocando, é.
- 36:09É sugestões super pertinentes. Porque a gente não pode
- 36:13consertar a casa pelo telhado, né?
- 36:16Então está sendo super pertinente.
- 36:19É, no fundo, essa esses tipos de estratégias, é, é só mais um
- 36:24Pilar dentro de todas as estratégias.
- 36:26E cada estratégia tem um peso importante, né?
- 36:29A estratégia imunológica, ela tem um peso, mas ela jamais ela
- 36:32deixaria as outras, né? As outras estratégias.
- 36:36Veja uma das coisas, no caso da pneumonia exótica, do micoplasma
- 36:39e pneumonia, né? Que a gente tem que reforçar com
- 36:43com os colegas consumicultores e tal que é aclimatação de
- 36:47leitoas. Ou seja, né?
- 36:50Puxa vida, estou fazendo 23 doses, está indo muito bem, não
- 36:53sei o que, mas o cara não faz aclimatação de leitoa, né?
- 36:57Quer dizer. A coisa tá tá, tá assim, tá
- 37:01precisando desse upgrade, né? Ou seja, tá faltando uma coisa,
- 37:05né, faltando algo importante, então acimatação de leitoas
- 37:08outro ponto que causa muita dúvida, né?
- 37:10Falando de de leitores de reposição, a muita gente pensa,
- 37:14bom, a minha Granja já é infectada, então eu vou comprar
- 37:16material genético de granjas que são infectadas, né?
- 37:21Porque né, eu não quero é animais livres.
- 37:24Não, não, não faça isso. Nós temos genótipos diferentes
- 37:28nós temos, né? Variabilidade genética, não
- 37:31introduza mais um agente dentro da sua, da sua Granja, mas sim
- 37:35receba um animal livre que tem uma qualidade muito boa, tal
- 37:38EAE. Faça aclimatação dele, né?
- 37:42Então, sem dúvida, Letícia, sem dúvida é, é.
- 37:45E são são várias Vertentes aí que elas têm que se harmonizar.
- 37:49E o que você colocou foi muito inteligente, né?
- 37:52Não adianta a gente tentar achar que, Ah, bom, esse protocolo vai
- 37:56resolver meu problema e às vezes o cara vai e se frustra, né?
- 37:59Se frustra, faz o protocolo e não resolveu mais?
- 38:01Não, mas não tem como. Não, o pior não é se frustrar.
- 38:04O pior é falar. Professor Luiz Guilherme falou
- 38:06que funcionava e não funcionou. Não é assim, gente.
- 38:09Você tem que fazer tudo que o professor faz lá na faculdade.
- 38:12Com a limpeza maravilhosa, vazio sanitário, com o treinamento de
- 38:17equipe, aí vai funcionar, mas vamos ver primeiro os resultados
- 38:20que vai sair, né, Luís? Se for que até o.
- 38:21Final do segundo tempo a gente vai ter resultados aí, se tudo
- 38:24der certo, vamos, vai dar e a gente vai vai estar mostrando
- 38:27isso aí. E é um serviço que nós da
- 38:30universidade temos que fazer para o campo.
- 38:32Eu acho que é isso mesmo. O campo está sinalizando.
- 38:35Eu acho que a gente tem que né? Nós que trabalhamos temos que
- 38:37estar atentos ao que o campo está sinalizando pra olha gente,
- 38:41esse caminho ele pode melhorar dessa forma?
- 38:44Olha realmente que o pessoal traz muitas informações
- 38:47sensacionais, as observações do do, do campo são observações
- 38:52mega importantes, aí nós temos que dar esse é é esse quesito
- 38:57científico né? Pra realmente é dar né?
- 39:00Enfim, dar força AA essa hipótese né, pra que isso vire
- 39:04uma verdade. Então, realmente o os problemas
- 39:07respiratórios, eles têm algumas armas de defesa.
- 39:10A gente tem várias estratégias, né?
- 39:13Então, Oo quem está trabalhando, né no hoje?
- 39:16Na sonocultura sabe que né, as doenças respiratórias, elas nos
- 39:22causam muito prejuízos e prejuízos, principalmente as
- 39:26vezes que nós não estamos vendo diretamente como mortalidade,
- 39:29né? As vezes a mas a minha
- 39:30mortalidade não é não estourou meu índice de mortalidade não é
- 39:34muito bem, mas e o e o ganho produtivo, né?
- 39:36Ganho de peso diário, né? Depois lá aquela carcaça que não
- 39:40chegou ao peso que ela deveria, ou um lote des uniforme, que né,
- 39:44tem uma amplitude. O rendimento de cartão.
- 39:46Caça que não tá legal, muito problema com aderência.
- 39:51Isso nós temos indústrias aí em alguns estados, estados
- 39:54importantes, né? Produtores que nós temos um
- 39:57desvio de. Você falou de aderência, né?
- 39:59De desvio na né, por causa de prioresias.
- 40:02Aí priorits de 1520 por cento é muito.
- 40:07Imagina 20% da costelinha suína indo para o lixo?
- 40:10Era para virar a costelinha barbecue, gente.
- 40:13E tá? Tudo.
- 40:14O ralo. Exatamente, é muito, né?
- 40:17Isso isso realmente estoura, né? O que é aceitável, sabe?
- 40:22Mas aí acaba de certa forma o pessoal aproveitando, passando
- 40:26assim, maquiando, mas não dá. O campo tem que trabalhar de
- 40:29forma harmônica com o frigorífico, o frigorífico,
- 40:32passar esses relatórios e assim todo mundo trabalhando como uma
- 40:35equipe para tentar, enfim, dar o melhor resultado do suino
- 40:37possível, né? Então é isso, nossa.
- 40:40Perfeito acho que a gente pode encerrar o episódio aí com essa
- 40:43ideia de. Vamos todo mundo dar o nosso
- 40:46melhor, cada um no seu quadrado, mas todo mundo trabalhando
- 40:50junto, né? O pessoal que tá lá no campo
- 40:53olhar direitinho o que que tá acontecendo e fazer o que?
- 40:56O pessoal de fora da da área de pesquisa, da área de
- 40:59consultoria, tá dando descrição, ouvir o pessoal lá do abatedor.
- 41:04O que que tá acontecendo em relação ao ao ao produto final,
- 41:08né? Se tá dando resultado esperado,
- 41:10ouvir o pessoal da genética, ouvir o pessoal da nutrição.
- 41:14E acho que é isso, é trabalhar em equipe, que que aí a coisa dá
- 41:17certo, ó, e eu só tenho uma coisa pra falar, viu?
- 41:20Eu não vou mais dar aula de doença respiratória, vou mandar
- 41:23os meus alunos assistirem esse episódio aqui e depois eu vou
- 41:27cobrar lá o conhecimento, porque já já está no YouTube, está
- 41:31disponível lá, fala, Ah, essa aula eu não preciso dar não,
- 41:33viu? Obrigada, Luis, por compartilhar
- 41:36tanto conhecimento aplicável com a gente, muito obrigado mesmo.
- 41:40Não, pra mim foi uma Alegria, né?
- 41:41Tenho um carinho especial aí, né, por você, pela pela equipe
- 41:45aí de até do do canal, né? Fico muito feliz do convite e
- 41:49vou estar sempre à disposição que a gente puder aí dentro da
- 41:51nossa limitação aqui, poder colaborar, né?
- 41:54É, pode contar com a gente, a universidade é está de portas
- 41:58abertas pra vocês, pros sul e cultores, pros colegas, faço o
- 42:02convite aos colegas, aqueles que têm interesse em fazer pós
- 42:05graduação, nós estamos buscando bons pós graduandos.
- 42:09Mestrado, doutorado, né? Pessoas que queiram, né, fazer
- 42:12essa interface da pesquisa com o campo, né?
- 42:15A gente sempre está a busca de de talentos, né?
- 42:18Então e também por outro lado, estamos formando talentos, né?
- 42:22Empresas que precisem de mão de obra estamos aqui formando, né?
- 42:26Mestres e doutores que que possam compor os vossos times
- 42:29aí, né, dentro da área de de sul e cultura, sanidade e enfim, né.
- 42:35Então essa é a nossa função, eu falo que o meu produto aqui é é
- 42:38a formação de. De recursos humanos, né?
- 42:40Então é vamos estar formando o pessoal que a gente puder é
- 42:44colaborar nisso aí. Enfim, é meu, como diz, é meu
- 42:46dever, né? Então estamos aí para cumprir o
- 42:48dever. Maravilhoso.
- 42:51E para quem está com medo de falar assim, Ah, mas é difícil
- 42:54entrar na Unesp. É difícil entrar na USP, não é
- 42:57não, gente, ó, estamos nós 2 aqui.
- 42:59Eu não formei na USP, ele não formou na Unesp e hoje eu estou
- 43:02na USP, ele está na Unesp. E então, venham sim, venham
- 43:06integrar as as equipes de pesquisa, não tenham medo dos
- 43:09dos professores, dos pesquisadores.
- 43:11A gente é legal, a gente é meio doido, mas a gente é do bem e é,
- 43:16quanto mais conhecimento a gente trocar, mais longe a sua
- 43:19hinocultura brasileira vai, Hein, ó.
- 43:21Saiu esses dias aí 111 uns cálculos do IOSTA sobre aumentos
- 43:27potenciais da nossa exportação. Então a gente precisa estar aqui
- 43:30trabalhando no Brasil para ter uma carne de qualidade para
- 43:33entregar. As exportações devem aumentar
- 43:35ainda esse ano. Então é isso, espero vocês no
- 43:38próximo episódio e até mais.