Latest / Café com Dungeon / O impacto do Sim #0140
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- 0:01Você já ouviu a defesa do não? Eu já recentemente num programa
- 0:08chamado sol da tarde no Instagram do senhor, só o RPG eu
- 0:12vou deixar lincado. No objetivo do episódio, o
- 0:15camarada veio defender o não e citou o café com dângelo.
- 0:20Então a gente acabou debatendo um pouco nos comentários e ele
- 0:24trouxe um pouco a crítica ao sim e.
- 0:28É muito comum no improviso e muito comum no RPG.
- 0:32Seria, segundo ele, feio O Mestre dizer não e fazer a
- 0:36narrativa parar por conta desse não.
- 0:39Então, na cabeça dele, as pessoas defendem o sim e porque
- 0:44se não seria feio dizer não, né? Seria esse o principal motivo, o
- 0:48não Pra Ele no, por outro lado, ele seria a expressão de solidez
- 0:54do que é verdade no mundo dele. O não seria a expressão do que
- 0:58existe no mundo com alguma objetividade.
- 1:01Então, para ele o não não seria feio como ele alega e enxergam o
- 1:07não no RPG de maneira geral, é bom.
- 1:12Eu Acredito que ele esteja vendo um pouco, até porque ele cita
- 1:15uma questão de mecânicas e regras.
- 1:17Eu entendo que ele esteja vendo ali Oo não como um limitador e
- 1:22não necessariamente é nocivo, assim como as regras são também.
- 1:26Porque ele trabalha isso como padronização do mundo.
- 1:30Logo, seria bem-vindo você dizer se não para que haja a
- 1:34padronização, para que haja a construção desse mundo através
- 1:37de limite, né? Regras também limitam, então
- 1:40seria uma coisa mais ou menos flanando nesse nesse mesmo
- 1:44espectro, né? De normatividade dentro do RPG,
- 1:47então para ele não seria tão problemático.
- 1:50O não na cabeça dele seria igualmente vocativo em relação
- 1:54ao sim. Acho que para você entender
- 1:57melhor esse papo, a gente pode trazer um exemplo, né?
- 2:00Eu posso te dizer, olha, o meu tio é assim, e O Mestre chega e
- 2:05fala, não, o seu tio é assado, né?
- 2:09Aqui ele traz esse exemplo, né, de que o jogador quer dizer que
- 2:12o tio dele é, de repente, o ar, que é sacerdote da ordem do
- 2:16isca, sachê. Sei lá como é, que é o nome que
- 2:17ele dá. Mas Oo mestre diz não para ele,
- 2:22porque se você fosse. Sobrinho do arqui, sacerdote da
- 2:26ordem, etc. Etc.
- 2:28A sua história seria bem diferente dessa história que
- 2:30você tem. Isso apresentaria na percepção
- 2:36do só ORPG. Esse mundo sólido existe apesar
- 2:41da interação do jogador. Segundo ele, é com o mundo e por
- 2:47isso a sua interação com o mundo seria tão importante.
- 2:51Ele gosta de sentir através desse não que o mundo tá lá de
- 2:55alguma forma, né? E que o mundo estar vivo, na
- 3:00percepção dele, depende muito desse não.
- 3:04Agora, será mesmo que o não tem todas essas qualidades próprias
- 3:09que o senhor sol traz? O que que o não significa no
- 3:13RPGO que que ele guarda? Qual o seu impacto e a ideia do
- 3:18sim? E os meio termos ali do sim, EE,
- 3:22do não. E esse episódio de hoje, ele se
- 3:25comunica muito bem com alguns episódios que eu vou deixar aqui
- 3:28linkado no descritivo do episódio.
- 3:30O primeiro é da reivindicação narrativa, lá da primeira
- 3:33temporada, em que eu faço com O Mestre pedroca.
- 3:36E eu começo a desenhar um pouco essa ideia de que os
- 3:40participantes, eles têm que construir a ficção.
- 3:43Na época eu chamei de narrativa. Hoje em dia eu chamo de
- 3:46reivindicação ficcional e ali foi o primeiro esboço dessa
- 3:49ideia. Também tem linkado o episódio
- 3:52sobre disputa da ficção no RPG, em que eu já entro um pouco mais
- 3:57Na Na particularidade da dinâmica dessas reivindicações.
- 4:02Também tem o episódio de desenho de papéis no RPG, em que eu falo
- 4:06do papel do mestre e o do jogador de maneira geral, em
- 4:10Como Ele É desenhado nos RPGs. E de como eu trabalho isso
- 4:13dentro do will fantasy, diferenciando e O Mestre faz do
- 4:17que o jogador faz em relação a essa ficção criada.
- 4:21Também tem uma crítica ao manifesto do novo simaracionismo
- 4:25aqui Na Na Na segunda temporada, em que eu abordo algumas
- 4:28questões interessantes que levam ao episódio do seu mundo de RPG.
- 4:33Não existe que por si só crítica já a ideia de mundo de RPG, né?
- 4:40De que ele não existe por si só. É e traz ali, eu acho que 11
- 4:45antecipação, por assim dizer, do episódio sobre quem a sua
- 4:50preparação depois disso tem a postura do desafiante, do
- 4:55provocador e outro episódio importante em relação a isso e,
- 4:57por fim, o centro de interface. São 2 episódios que trabalham
- 5:02como O Mestre age em relação a isso, a postura oscilante dele
- 5:07entre desafiar e provocar os jogadores a enriquecerem a
- 5:10ficção. E por fim, o centro de interface
- 5:12que canaliza isso tudo pra uma pra uma mídia específica de como
- 5:19se deve interagir dentro do diálogo criativo esses
- 5:23episódios. Se você ainda não ouviu, acho
- 5:26que vale a pena você ouvir depois de ouvir esse episódio
- 5:29aqui. Se você já ouviu, pode ser que
- 5:31você queira voltar lá ou se tiver fresco na sua memória.
- 5:34Eu tenho certeza que você vai lembrar quando eu citar ele
- 5:38durante o episódio, mas eles serão citados.
- 5:41Vamos lá, vamos investigar o não do RPG e o impacto do sim.
- 5:47Bom dia, senhores, aceitam o café?
- 5:50Quais são as opções? Café com dângeno, sim ou não?
- 6:00Bom dia, amigos do café com dângeno.
- 6:02Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 6:05favorito, trazendo sempre muito RPG sim.
- 6:11Meu nome é Rafael balbi e hoje o meu café não é um café pilão.
- 6:16Ele não é um café Três Corações, ele não é um café melitta, ele
- 6:22não é tampouco um café industrializado, não é um café
- 6:26torrado, junto com insetos, com casca, com folha e com corpos.
- 6:31Jader caps mas o que que ele é? Então?
- 6:34Eu não disse, eu só disse o que que ele não é, mas.
- 6:38Como você é ouvinte do café com dângeno, você sabe, eu tô
- 6:41bebendo aqui um delicioso café ovelha negra contemplando o van
- 6:46central bem esquadriadinho aqui dos prédios na vizinhança que eu
- 6:50tô em Barcelona, no e champô e numa manhã bonita de fim de
- 6:56inverno aqui que tá frio, mas tá sol.
- 6:59Tô aqui sobre a edição cuidadosa do Tito Lima e queria aqui saber
- 7:06se você. Já é ouvinte, já conhece o café
- 7:09ovelha negra? Porque se você não conhece, eu
- 7:11te pergunto, o que que falta para você conhecer o ovelha
- 7:15negra sendo ouvinte do café com danjo?
- 7:18Cara, eu te dou um cupom CCD tudo minúsculo que você vai lá e
- 7:23compra com desconto de ouvinte. Então, se você não conhece ainda
- 7:27o ovelha negra, eu recomendo que você Cate lá no site.
- 7:32O magenta, que é um café delicioso e é o meu café do dia
- 7:36a dia. Eu acho que é uma boa porta de
- 7:37entrada pra você habituar, né? O paladar.
- 7:40Aí esse café é tão gostoso e tão é e tão tão melhor, né, do que o
- 7:45café industrializado. E se você já toma ovelha negra
- 7:48normalmente, né? O tinda água.
- 7:50O que que falta pra você pedir o ovelha negra por assinatura?
- 7:54Eu tomo sempre uma agenta e eu recebo 1 kg de café por mês e é
- 7:58o meu café preferido pra toda manhã.
- 8:00Então se você tá nessa, também assina logo, garante aquele
- 8:04mínimo por mês. E obviamente você pode comprar
- 8:06outros cafés e outros sabores da ovelha negra também é e outras
- 8:10marcas é além do de uma agenta, mas o 1 kg de uma agenta todo
- 8:15mês pra você vai garantir esse cafezão toda manhã?
- 8:19E se você quer. Condições melhores ainda, ou
- 8:22seja, cupons mais é mais ou mais desconto.
- 8:27Você pode se tornar um assinante do café com dângelo que eu te
- 8:29dou. Então apoia.se barra café com
- 8:33dângelo torne se um assinante que eu te dou cupons melhores,
- 8:36tá? É fora isso, você participa de
- 8:39sorteios não só da ovelha negra, mas dos nossos parceiros como
- 8:42editora, tría e outros também. Então você tem RPG, tem café
- 8:47sorteado, tem tudo, você participa de um grupo de
- 8:49Telegram, muito legal que a galera gosta de debater RPG com
- 8:53bastante profundidade e dos hobbies em si também.
- 8:57E fora isso, né? Você recebe conteúdo extra,
- 9:00então cara, é só Alegria. Além disso, também é queria
- 9:06queria lembrar que você ganha desconto.
- 9:09Desconto no que, por exemplo. Eu estou com 11 curso agora, né?
- 9:13O segunda turma do curso salvando o seu Rex krall.
- 9:17É um curso em que eu vou dividir com as turmas que estão lá, né?
- 9:21Já teve a primeira turma, agora a gente está tendo a segunda,
- 9:23que se junta a primeira para estudar Rex krall.
- 9:25E eu divido, por meio de 6 aulas com mais de 3 vídeos longos cada
- 9:30uma, a minha experiência de buscar o Rex Kroll, perfeito,
- 9:34que começou lá atrás com a campanha de e Glória e chega
- 9:37agora em beergoten com uma fórmula muito mais estável e com
- 9:40muito mais, muito mais próxima do que eu desejo.
- 9:43Eu compartilho essa grande experiência com vocês, na
- 9:46intenção de que vocês também. É sejam provocados pelos
- 9:49exercícios que tem em cada aula e a gente possa fazer junto e
- 9:53cada um buscar o seu próprio Rex kroperfeito, trocando ideia e
- 9:57aprofundando os estudos sobre essas ferramentas tão maneiras
- 10:01para jogar um RPG de exploração com muita imersão.
- 10:04Então, se você quer participar desse rolê, desse grupo de
- 10:07estudos, agora, desse segundo grupo de estudos, né?
- 10:09Desse segundo da segunda turma. É AO período promocional já
- 10:15acabou e agora a gente está indo para o segundo lote que encerra
- 10:18agora no fim da semana, encerra encerra nessa sexta-feira, ou
- 10:22seja, amanhã. Então você tem até amanhã o fim
- 10:25do dia para conseguir garantir a sua vaga na segunda turma do
- 10:30salvando o seu x krall. O link está no disjuntivo do
- 10:33episódio e se você for assinante do café com Danger, você tem
- 10:36cupons progressivos. De acordo com o seu nível de
- 10:39apoio, beleza, então cola aí que é só Alegria.
- 10:43Bom, vamos para o episódio, mas antes eu queria fazer uma
- 10:46leitura da enquete aqui. O episódio anterior foi foi
- 10:50sobre vibes e estética no RPG, né?
- 10:54E eu perguntei, estética e vibes se se diferenciam no RPG?
- 10:59Até agora, 604060 por cento dizendo que não se diferenciam,
- 11:04que é tudo a mesma coisa discordando de mim no episódio,
- 11:07e 40% concordam comigo dizendo que sim.
- 11:11E vale a pena diferenciar a estética e vibes, sendo a
- 11:13estética aquilo que deriva das mecânicas, como está sedimentado
- 11:17na teoria do MDA, do MDA. EE vibes seriam aquilo, seriam
- 11:22aquelas influências? É que vem por fora, né?
- 11:26Que vem não pela. Pelas mecânicas, mas que vem por
- 11:29outros caminhos, inclusive pelos ngráficos, produz ilustrações e
- 11:32tudo mais que compõe o que a gente pode chamar de vibes.
- 11:35E é é o que me parece que vem sendo chamado de vibes aí nos
- 11:39meios OSRNSRE, nos meios de criação indie, de RPG.
- 11:44Mas é isso, vamos pra pra manifestação da da galera aqui,
- 11:48o Bruno mandou eu acho que a construção de Vibe.
- 11:52É um elemento muito importante em um RPG, no entanto, na minha
- 11:55visão, só com Vibe não faz um jogo.
- 11:57Além disso, fala se muito sobre o game design, mas eu gostaria
- 12:00de ver um programa abordando especificamente level designer.
- 12:03Bom, ô Bruno, é essa questão do do da Vibe.
- 12:09Ela não, não anula, né? As outras influências do espaço
- 12:12dinâmico. Mas o fato é que a hegemonia de
- 12:16pensamento a respeito do RPG hoje em dia ela vem muito
- 12:20através do videogame, né? O pensamento de games como tal
- 12:25pensa se muito de que o espaço estética construído pela
- 12:30mecânica e ignora se muito as outras formas de construir isso.
- 12:34Por isso que eu acho que é importante a gente trazer a
- 12:36Vibe. Eu não tô dizendo que um jogo se
- 12:37faz sem estética, sem a parte mecânica.
- 12:41Eu estou dizendo que a Vibe muitas vezes é deixar de lado e
- 12:44que por conta de utilizar um espaço mecânico muito
- 12:47padronizado, OSR buscou o diferencial justamente em outros
- 12:50canais que não os mecânicos. Daí vibes, sacou?
- 12:54Agora, sobre level designer eu trato bastante sobre level
- 12:57designer in Rex Kroll. Lá no salvando é No No salvando
- 13:01o seu Rex Kroll, tá? E possivelmente é um tema que eu
- 13:04vou trazer aqui no futuro. Beleza é, então obrigado Bruno,
- 13:07eu não sei qual o teu sobrenome da próxima vez quando comenta
- 13:10com seu sobrenome aqui para eu saber o que quem é você, beleza?
- 13:14Um abraço. O Rafael Bacelar trouxe aqui em
- 13:17curtidos alvermes como material de suporte da minha mesa aberta,
- 13:21usei tanto como inspiração para PrEP e de algumas regiões do
- 13:24mapa. Como como uso algumas partes do
- 13:27livro, como tabelas aleatórias para itens, npcs, monstros e
- 13:30etcétera, o vermes está na lista de livros que sonho em ver na
- 13:34sessão em em versão PTBR. Olha aí, galera, galera da
- 13:39laserhead ou galera da trilha de repente.
- 13:42Mas acho que seria complicado usar esse tipo de material full
- 13:45vibes com sistemas mais crunch. Cara, não sei dizer.
- 13:50Eu acho que o sistema crunch, ele acaba amarrando mais a
- 13:53experiência, né? Mas se for fácil, você
- 13:56desenlaçar esse crunch. Acho que as vibes acabam
- 13:59trazendo talvez mais substância até, mas de fato, acho que é
- 14:03mais fácil a gente utilizar o vermes e outros materiais que
- 14:07planam muito na Vibe e em jogos que não imprimem tanta Vibe
- 14:12assim, né? É mais difícil botar no DCC,
- 14:15mais fácil botar no DID basic por conta disso, na minha
- 14:18opinião. Mas é isso aí, valeu?
- 14:21Um abraço, Bacelar. É agora vamos lá, vamos para o
- 14:25episódio, dando um último recadinho aqui não me matem, mas
- 14:28eu acho que é um recadinho que vocês vão curtir, tá?
- 14:31Eu queria falar do masmorra de garagem que é o canal do do
- 14:35Marquinhos, aqui do Marcos Gonçalves e lá do café com
- 14:39d'anjo do grupo é do do, do Cássio, de Miguel e do Arthur
- 14:45também, né? Lá do que que faz aí, os 3 fazem
- 14:48o curso, salvando os rextrol, fizeram parte da primeira turma.
- 14:52Se uniram lá e acabaram fundando um canal chamado maismorra de
- 14:56garagem para estudar RPG mais a fundo e começaram com um ciclo
- 15:00de estudos muito legal sobre well fantasy.
- 15:02Eles tem o canal deles no YouTube que eu vou deixar
- 15:04linkado no descritivo do episódio, mas também estão com
- 15:07apoia esse agora não vale a pena você participar e incentivar
- 15:10eles. Por quê?
- 15:11Porque não somente eles são um canal, produz conteúdo, mas eles
- 15:16estão fazendo isso, estão usando esses canais na verdade.
- 15:19Para promover o clube de jogo que eles estão montando.
- 15:24Ou seja, eles estão montando. Aquela fórmula que eu disse lá
- 15:26no YouTube do café com dângel que trouxe aqui também é No No
- 15:31Spotify falando de como você pode fazer um clube de jogo.
- 15:36É de forma que você você tenha vários mestres, com várias
- 15:39campanhas rolando simultaneamente.
- 15:42E que não dependa de pessoas que, se faltarem, eliminam a
- 15:46sessão. Pelo contrário, que você tenha
- 15:48seus hardcore, que você tenha pessoas envolvidas e que elas
- 15:51possam aceitar com tranquilidade pessoas que não são hardcore e
- 15:56que podem faltar com tranquilidade também, sem serem
- 15:58cobrados por isso. E a campanha se mantém, o clube
- 16:01de jogo se mantém jogando, a ideia é toda essa e eles estão
- 16:04fazendo isso bastante em cima de campanhas owell fantasy, então
- 16:08se você quer experimentar jogos diversos, o Cássio por exemplo
- 16:11está terminando agora. É Oo Dark Tower da GNG Kei, é,
- 16:17acho que já jogaram o caverus of tracia ou vão jogar?
- 16:20É, eles estão com vários projetos interessantes aí
- 16:22rodando, então vale a pena, seja para você jogar com o jogador,
- 16:25seja para você jogar. Levando uma mesa, porque tem
- 16:28outros mestres lá também. Então a ideia desse clube de
- 16:31jogo acho que vai crescendo. Vale a pena vocês checar?
- 16:33Eu vou deixar no descritivo do episódio para vocês chegarem lá
- 16:37é de graça. Ah, mas se vocês quiserem apoiar
- 16:38os caras ou ir no canal dos caras lá no YouTube e dar uma
- 16:41assinada, acho que não custa e é muito interessante lá.
- 16:49Choro, mel saiu com vida, meus pés já estavam congelando meus
- 16:54olhos. Já vão acostumando com a
- 16:57escuridão, finalmente as árvores, o Sol, o azul do mar,
- 17:04sobrevivíamos aí. Que calma, desordunei.
- 17:10Silêncio. Olha para o chão.
- 17:13Está vendo as folhas? Do choro, o que que tem é a
- 17:18mata, é as planta, é a vida zoadunei?
- 17:23Não, não são folhas. As ripas do píer, elas não são
- 17:28de de madeira, é tudo, tudo, tudo.
- 17:31Carta, são cartas. A dângeo continua com licença,
- 17:38cavalheiros, pelos meus estudos e conhecimento trata se de um
- 17:42novo desdobramento do perigo. Depois de enfrentarmos a
- 17:47masmorra e o gelo, recuperamos tesouros e segredos arcanos.
- 17:53E tivemos de usar os portais para sairmos de lá nesse
- 17:57processo. As dangeons of cards, que são
- 18:00modulares, te expandiram em Docas e florestas, que é o que
- 18:05estamos vendo na sua frente, e estão se recombinando em
- 18:10inúmeras possibilidades de configuração espacial para um
- 18:14novo desafio. E isso?
- 18:17Caderneta é agora? A boa notícia é que vamos ter
- 18:20que chegar ao portal negro. E derrotar outra monstruosidade,
- 18:24provavelmente. E o lado bom é que podemos
- 18:27encontrar mais tesouros equiparmos a nós mesmos, equipar
- 18:32melhor os nossos pets, além de tudo, conseguir mais riquezas no
- 18:37processo. O dobro do desafio, o dobro da
- 18:41recompensa. Pessoal, todo mundo quieto, tô
- 18:46vendo ali. É uma armadilha?
- 18:50E pelos astros? Tentei novos monstros também e
- 18:55não estamos a sós com eles. Olha só, pelo gosto da sola de
- 19:01sapato, tem novos heróis na jogada também.
- 19:07Amigos, devemos tentar pro mar para o sul dos registros
- 19:12históricos. Naquela direção encontraremos o
- 19:15antigo Império Sukita e provavelmente tétum para
- 19:19descansarmos os pés. Vamos para lá, vamos, vamos.
- 19:26Eu só queria pegar uma praia. Vamos lá, vamos analisar o não e
- 19:41o impacto do sim no RPG, né? Vamos entender.
- 19:44É essas dinâmicas aí da negativa e do positivo, né, dentro do
- 19:49RPG. É, eu queria começar analisando,
- 19:54na verdade, não o não, mas o sim.
- 19:57EEO contexto disso, né? É, acho que de maneira geral, a
- 20:04gente tem o não aparecendo já de cara, quando a gente fala do ID
- 20:09clássico, ID original, etc, ele diz o não e o sim, né?
- 20:14O Mestre, ele, em teoria, ele diz.
- 20:18Tudo o que é ele vai dizer tudo o que é respeito ao mundo e aos
- 20:21npcs. Os jogadores vão dizer tudo o
- 20:23que é respeito aos seus personagens.
- 20:26Se o jogador diz alguma coisa que não, se o jogador quer
- 20:29determinar alguma coisa em relação ao mundo e aos npcs, em
- 20:33teoria, O Mestre vai dizer não, ele não pode fazer isso, né?
- 20:37Por outro lado, se O Mestre quiser dizer alguma coisa sobre
- 20:39o personagem do jogador, isso seria Seara do jogador.
- 20:42Então, parece que esse é o desenho de papel que a gente tem
- 20:45no DD clássico, né? Eu acho uma coisa interessante
- 20:49da gente trazer aqui até e a respeito disso, eu tenho até um
- 20:52episódio aqui na segunda temporada em que eu falo sobre o
- 20:55desenho de papéis no RPG. Mas o fato é que a gente tem de
- 20:59maneira geral as dicas de mestre, trazendo a ideia de que
- 21:04o sim e talvez seja um recurso melhor do que você dizer o não
- 21:09constantemente. Isso seria uma forma de você
- 21:13mover a narrativa pra pra frente, dividir o controle.
- 21:17Da criação da ficção e perceber que, de alguma forma, isso
- 21:21influencia positivamente o jogo. Então não é que essas pessoas
- 21:26dizem que é feio O Mestre de dizer não, como alegou o só
- 21:31ORPG? Eu não vejo dessa forma.
- 21:33Eu vejo que essas pessoas, elas veem de fato uma qualidade como
- 21:36elas, quando elas começam a dizer sim.
- 21:39Só que isso é uma percepção ampla, muito empírica, um efeito
- 21:43muito prático de dizer menos não.
- 21:46Quando você está mestrando, uma sessão, eu nunca vi ninguém
- 21:50fundamentar isso muito profundamente.
- 21:53É, mas eu vi. Eu vi gente tentar trabalhar
- 21:56isso mecanicamente, o que de certa forma é aprofundar o
- 22:00assunto, ainda que de uma forma muito prática e de uma forma
- 22:03direta pra mesa, o que é louvável.
- 22:06Então eu vou começar a entender aqui é a defesa do sim que se
- 22:13fez. Através do momento lá
- 22:15principalmente no na geração forj, em em que se começou a
- 22:18entender a importância de se dizer sim e de se equilibrar o
- 22:22número de sins que se diz durante uma sessão, né?
- 22:26Até com uma segurança mecânica. E aí eu vou começar a falar
- 22:31dessa modelagem do diálogo ficcional, ou seja, de como se
- 22:35tentou mecanizar a conversa criativa entre os participantes
- 22:41da mesa. E como é que isso aconteceu.
- 22:44Bom, primeiro eu queria falar sobre o que que é modelar,
- 22:48modelar. Quando eu falo, é dar um
- 22:49tratamento mecânico para determinada interação do jogo,
- 22:53né? Então, nesse caso, a gente vai
- 22:55estabelecer um funcionamento determinado, incluindo um
- 23:00gatilho, um impacto em cima de determinado tópico do jogo,
- 23:04determinado, determinada Seara do jogo, né?
- 23:08É, por exemplo, a gente pode resolver.
- 23:12OXPO ouro dentro do jogo, sempre que um personagem recolher uma
- 23:19moeda de ouro para a civilização, ele ganha um ponto
- 23:21de XP. Isso é modular mecanicamente a
- 23:25experiência e a recompensa, né? E isso é uma mecânica pontual.
- 23:30Mas se a gente pode ter mecânicas associadas a essa,
- 23:34como por exemplo, a gente dizer que é cada moeda de ouro pesa
- 23:38um. Comunidade chamada moeda,
- 23:40inclusive como o dender clássico, e que se você atingir
- 23:44tal peso, você tem o seu ritmo de movimento diminuído.
- 23:49Isso é interessante porque a gente tá vendo mecânicas
- 23:52associadas, ajudando a modelar esse assunto tão caro aos jogos
- 23:57old School que é o XP e a recompensa modelar.
- 24:03Então o diálogo ficcional é dizer.
- 24:06De forma geral, como se comunica e quem pode dizer o quê e
- 24:11quando? Que exemplos a gente tem para
- 24:14trazer isso? Eu vou trazer bastantes bastante
- 24:16exemplo ali pós forj, tá? Porque eu acho natural que isso
- 24:19aconteça, mas não que isso não tenha acontecido antes.
- 24:22Eu acho que a forj só sintetizou legal isso trouxe bastante esse
- 24:26assunto, né? Trouxe bastante esse tipo de
- 24:28modelagem em cima do diálogo ficcional e uma modelagem.
- 24:33Eu estou falando mais marcada por mecânicas.
- 24:35Pela regra é formal, com funcionamento claro, né?
- 24:40Aqui, usando a nossa definição do café com dange, onde mecânica
- 24:44é de uma de uma ideia antimecanicista de mecânica, a
- 24:50gente tem, por exemplo, o Power by the apocalipse, né?
- 24:53Ou o apocalipse road ali, que são jogos que eles usam uma
- 24:57estrutura de movimentos, né? E quando você tira um resultado
- 25:047 ou 9 nos dados, num teste relativo ao movimento e
- 25:08normalmente engatilha perante 111 tropo de ficção, por
- 25:13exemplo, quando você vai enfrentar o perigo, você vai e
- 25:16faz uma rolagem do movimento enfrentar o perigo.
- 25:19E aí ele tem ali as margens de erro e acerto o resultado de 7 a
- 25:259 em 2. D6 diz que a regra exige um sim.
- 25:29Mas é um sucesso com custo. O Mestre então é instruído a
- 25:34construir sobre as respostas dos jogadores, ou seja, o jogador
- 25:38tentou fazer determinada coisa que é arriscada.
- 25:41Oo jogador jogou lá, saiu 7 ou 9 do dado.
- 25:44Então O Mestre, perante um sucesso médio, ele vai permitir
- 25:49que os jogadores consigam o que eles querem, mas ele traz uma
- 25:51complicação, um custo a mais. Se fosse um sucesso completo, o
- 25:55jogador determinaria. O que acontece então o jogador
- 25:57ali tem. O poder de dizer o que acontece
- 26:00naquele momento. Se for uma falha O Mestre, ele
- 26:03vai trazer uma complicação, né? Que é um movimento pesado do
- 26:07mestre. Então ele é chamado a dizer
- 26:10nesse momento o que acontece naquela ficção, estabelecendo
- 26:13uma verdade. Mas uma coisa importante da
- 26:16gente dizer é que o movimento do apocalipse road, ele tem toda
- 26:21uma construção de gatilho, é de funcionamento e de impacto.
- 26:26E gira em torno da resolução de conflitos.
- 26:31É uma coisa particular que a gente vai ver mais para frente.
- 26:35Fora esse momento de resolução de conflitos, acaba que O
- 26:39Mestre, ele vai ter momentos em que ele vai propor um pouco de
- 26:41aventura, né? Tem um momento em que, antes de
- 26:44tudo, o grupo se junta com O Mestre.
- 26:46Todo mundo, coletivamente decide mais ou menos as verdades do
- 26:49mundo, os conflitos do mundo. E aí, quando cai para o jogo, O
- 26:52Mestre só organiza isso. Né?
- 26:54E deixa que os jogadores vão tocando isso até que eles falem,
- 26:58se deem mal, né? Em em que são os momentos, é
- 27:02modulados por esses movimentos. E aí, dependendo do resultado do
- 27:08teste, associado a esse movimento, O Mestre é chamado ou
- 27:10não agir, né? Então ele acaba tendo um papel
- 27:13mais pontual ali. Já em fiasco é um jogo do Jason
- 27:18Morning Star, então ele já tem aí. 2 é 2 é 2 medalhões aí da
- 27:24Ford, né? Oo apocalipse, do do Baker.
- 27:27E tem aí o fiasco do Morning Star, é um jogo sem mestre, né?
- 27:31O fiasco totalmente focado em improviso, a mecânica dele, roda
- 27:36é roda em torno do de uma dinâmica de estabelecer e
- 27:40resolver, né? É então quando e como não tem
- 27:45mestre os jogadores, eles revezam nesse papel de hora
- 27:48estabelecer uma cena. Hora resolver uma cena.
- 27:51Quando o jogador estabelece, ele propõe aquela cena de
- 27:54determinada configuração, o jogador que resolve, ele diz
- 27:57como foi o desfecho daquela cena?
- 28:00E pra isso eles gastam pontos, né?
- 28:02De de é pontos narrativos ali que estão a mesa através de
- 28:07dados que são jogados no meio daquela mesa.
- 28:09Isso força os jogadores a aceitarem as premissas uns dos
- 28:13outros. EE construírem em cima.
- 28:16Do que o outro está trazendo, então eles assim, eles adicionam
- 28:19complicações dramáticas a uma cena estabelecida por outro.
- 28:24Isso, de maneira geral, ele também ludifica o sim EEA gente,
- 28:30não vai ver um momento de não no fiasco.
- 28:34É muito interessante por isso. Inclusive, eu amo o Jason
- 28:38Morning SAT, porque ele constrói isso de uma maneira muito
- 28:41fluida, ele modela o diálogo ficcional.
- 28:45Mas sem muita força. No fim das contas, é o jogo é
- 28:49muito modulado, sim, mas a gente sente que a gente tá jogando ali
- 28:53de uma maneira que o diálogo não fica muito, muito marcado umas
- 28:58às vezes eu acho que acontece em outros jogos que tentam modelar
- 29:01tão forte. Oo diálogo ficcional, o diálogo
- 29:05criativo. A gente tem outros sistemas aí,
- 29:08como por exemplo, o Genesis, o Star Wars, the fantasy Flight.
- 29:11A gente tem o darger hard. Eles mexem um pouco também com
- 29:15essa questão do da resolução de conflitos, e eles trazem
- 29:19sistemas ali que usam dados narrativos com símbolos de
- 29:22vantagem e ameaça ou medo e Esperança, no caso do dugger
- 29:26Hart, por exemplo. E você pode passar um teste, e
- 29:29aí você tem um sim pro que o jogador queria é, mas dependendo
- 29:34de como sai a granularidade, né, dessas rolagens, aí, por
- 29:38exemplo, você pode ter um sucesso e sair com uma ameaça,
- 29:41você pode ter um sucesso, você sair com medo, então você tem.
- 29:43Um sim, mas né. Então isso faz com que você fale
- 29:49pro cara, olha, você acertou um tiro no inimigo, ou você acertou
- 29:53essa flechada no inimigo, mas a sua arma de repente parou de
- 29:56funcionar porque superaqueceu ou porque o fio dela arrebentou,
- 30:00né? Por outro lado, você tem outras
- 30:02granularidades ali, então você tá modulando o sim EEO não e o
- 30:09não e o sim sozinhos também, né? Ainda que obviamente você vai
- 30:14ver que o não nesses casos, normalmente ele vai vai ter um
- 30:18resultado de sim com essa ideia de fail Ford e que você vai
- 30:21poder trabalhar esse SIM. 1 outro impacto negativo que não
- 30:27do que almejava fazer o jogador, mas aí são outros 500.
- 30:32Eu queria citar também o fate no seu core, né Oo fate principal
- 30:37ali, o fate COE, em que ele traz uso de aspectos.
- 30:40Esses aspectos eles permitem que os jogadores criem fatos sobre o
- 30:44mundo. E aí nesse caso, interessante
- 30:47que eu não tô falando de resolução de conflito, eu tô
- 30:49falando do simples criar elementos do mundo, né?
- 30:54Então os jogadores podem criar fatos sobre o mundo, né?
- 30:59Relativos ali aos seus aspectos que estão são detalhes anotados
- 31:03na ficha, eles podem gastar o que eles chamam de fate points,
- 31:07e aí, Oo jogador gasta um fate points?
- 31:10E ele pode criar um fato sobre o mundo.
- 31:13Se o jogador gasta esse ponto, ele pode dizer algo, né, sobre o
- 31:16que tá acontecendo ali, ou sobre alguém ou sobre alguma coisa que
- 31:18não cenário, que normalmente não seria de sua Seara.
- 31:21Daí ele pode falar, olha, o chão está escorregadio porque um
- 31:25barril de óleo caiu e se abriu ali, despejou óleo no chão,
- 31:29então está escorregadio. E como o personagem dele é um
- 31:32acrobata super equilibrista, ele ele de repente tira vantagem
- 31:36dessa situação. O Mestre, então, é compelido por
- 31:40conta do uso desse Tate pont. É dizer sim pro jogador, pra
- 31:44essa realidade, pra essa verdade que o jogador construiu naquele
- 31:48ambiente. Pode até haver um veto
- 31:51circunstancial por parte do mestre ou por parte dos outros
- 31:54jogadores, se o grupo não comprar a ideia, se for uma
- 31:58coisa muito absurda. Mas isso eu acho que é natural.
- 32:01Isso acontece em todo o jogo, né?
- 32:0211 veto de verossimilhança ou algo assim.
- 32:05Mas o normal, a dinâmica normal é que o jogador gaste o ponto e
- 32:08os demais aceitem aquela verdade trazida para jogo, né?
- 32:13E aí os os os demais participantes constroem em cima
- 32:16daquilo. Isso é interessante porque aqui
- 32:19a gente não tá falando de uma resolução de conflito, como No
- 32:23No PBTA ou no Genesis Star Wars ou no daga hards.
- 32:26A gente tá falando, assim como fiasco dos jogadores, se
- 32:30compondo em torno da criação da ficção de forma direta.
- 32:34Dizendo que tem ali ou dizendo como acontecem as coisas ali.
- 32:40Mas e o diálogo do dayg original?
- 32:43Ele segue mecânicas, ele é modulado.
- 32:46Vamos dar uma olhada nisso, vamos investigar um pouquinho o
- 32:49dayd clássico, o dayd, né? Diferente dessa, desses outros
- 32:53jogos que eu trouxe desde o início, ele não trata
- 32:57mecanicamente de uma maneira muito forte, o diálogo
- 33:00ficcional. É claro que tem momentos em que
- 33:03ele trata, mas ele trata muito pontualmente através de
- 33:05mecânicas esparsas e muito é e muito modulares.
- 33:10Você tira, joga pra lá, joga pra cá.
- 33:13EE, você vai ver que isso acontece o tempo todo no DED,
- 33:16né? Então não chega a ser uma
- 33:18mecânica exatamente, chega a ser mais uma ferramenta e até o
- 33:21texto mesmo diz pra você usar esse tipo de coisa de maneira
- 33:24ferramental. Mas o fato é que O Mestre, ele
- 33:30tem o seu papel. O papel dele é, de maneira
- 33:33geral, é propor um desafio, né? EE, ser um mestre imparcial ao
- 33:38tocar o jogo, o jogador, ele tem o seu papel também delimitado,
- 33:43né? Que é superar esses desafios e
- 33:45interpretar seus personagens. Mas isso tudo bastante em torno
- 33:48do mestre, ativando a ficção, dizendo a ficção relativa ao
- 33:54mundo e aos npcs. E o jogador relativou ao seu
- 33:58personagem. Isso é o clássico e a gente vê
- 34:00que se mantém até hoje. Em vários jogos, os jogadores
- 34:03ficam com seus personagens, O Mestre com o resto.
- 34:07Porém, a gente sabe que na dinâmica do jogo, do dayd
- 34:10clássico, né? Desde o dayd clássico, mas até
- 34:12os dias de hoje, de maneira geral, a gente tem uma zona
- 34:16cinzenta imensa na interseção desses 2 papéis e eu passei a
- 34:22chamar de reivindicação ficcional enquanto fenômeno.
- 34:26Por quê? Porque O Mestre, normalmente ele
- 34:28prioritariamente vai dizer o que tem na ficção ou os npcs, e ele
- 34:35tá reivindicando esses fatos da ficção, essas verdades dentro da
- 34:39ficção. Porém, o jogador muitas vezes
- 34:44vai querer trazer algum elemento pra ficção também, né?
- 34:48Só que ele vai fazer isso de maneira indireta.
- 34:51Ele vai perguntar, mestre, existe uma o exemplo que eu
- 34:54sempre dou aqui, né? Mestre, existe uma garrafa de
- 34:59pinga em cima da mesa do bar. É natural que possa ver essa
- 35:04garrafa de pinga em cima da mesa do bar.
- 35:06Então é natural que O Mestre possa dizer, sim, existe.
- 35:10E aí, por mais que tenha sido necessário o aceite do mestre em
- 35:14relação a isso, normalmente o diálogo passa por aí e a gente
- 35:18vai ver mais para frente essa questão da do centro de
- 35:21interface. Me parece que o impulso criativo
- 35:26dentro do diálogo ficcional foi do jogador e o jogador que criou
- 35:31aquela garrafa ali, ainda que O Mestre tenha se dado o aceite
- 35:34dele e pudesse ter dado de repente um não por algum motivo.
- 35:37E a gente vai ver isso também mais pra frente.
- 35:39Parece que quem moveu essa ficção pra frente, ali
- 35:42construindo Ela Foi um jogador. Isso de uma maneira muito
- 35:47fluida, né? Então isso começa.
- 35:49AA, misturar as coisas, misturar esses papéis.
- 35:53Em relação a quem diz o quê da ficção, muitas vezes a gente vai
- 35:56ver que O Mestre também vai fazer isso de maneira sutil, no
- 35:59diálogo, em relação aos personagens dos jogadores.
- 36:02E é natural que um meta o bedelho um pouco na ficção do
- 36:05outro, né? Então, desde o início, ORPG, ele
- 36:11me mostra que o diálogo ficcional por natureza, mais
- 36:14fluido e solto. Do que a gente gostaria?
- 36:17Ele não é muito refratário a modelagens em sua base de
- 36:22funcionamento e, de certa forma, é muito difícil fazer uma boa
- 36:25modelagem desse diálogo criativo, assim como fez o Jason
- 36:30Morning Star. A meu ver.
- 36:31A gente vai ver que muitos sistemas vão, na verdade, é se
- 36:36digladiar com essa modelagem da conversa.
- 36:40Eu vou dar um exemplo aqui que é o cyfer system, e assim, é um
- 36:44ótimo jogo. Ele não é tão emperrado quanto
- 36:46eu posso fazer parecer nesse momento, mas ele tem seus
- 36:49problemas em relação ao que eu vou descrever aqui no cypher
- 36:53system, acho que pelo menos como eu joguei em numera, O Mestre
- 36:58pode complicar uma situação da ficção.
- 37:01Ele pode introduzir um npc, ele pode trazer uma condição
- 37:04específica no ambiente do jogo, ele pode é criar uma condição
- 37:09num item? É, ele pode enriquecer a
- 37:13narrativa de alguma forma. E quando ele faz isso, pra
- 37:16piorar a situação dos jogadores, né, dos personagens, dos
- 37:19jogadores. Dentro da ficção, ele oferece um
- 37:22ponto Cisp pros jogadores e eles também podem dizer não, né?
- 37:27Pro mestre. E O Mestre não, não, não faz o
- 37:30que ele queria. E os jogadores seguem sem essa
- 37:32complicação. Tem até um texto do Monte cook
- 37:35muito interessante falando sobre essa dinâmica de jogo e sobre
- 37:39essa e de como funciona essa mecânica.
- 37:41De trocar um XP por um por uma complicação na ficção, né?
- 37:47É, mas Oo fato é que nesse momento me parece que fica 11
- 37:55zona cinzenta. Porque será que toda a ficção
- 37:58que O Mestre trouxer o jogador, ele ele precisa pagar para o
- 38:02jogador? Um ponto a gente sabe que não.
- 38:04A gente sabe que O Mestre vai trazer muita ficção sem precisar
- 38:06pagar. E se ele está trazendo sem
- 38:10pagar, por que que às vezes ele vai pagar por isso?
- 38:14Qual é o fiel da balança? Eu sei que o jogo trata isso,
- 38:16mas muitas vezes vai também cair em uma vala nebulosa que a gente
- 38:19vai ver mais para frente. Voltando ao feit, né?
- 38:24É, vamos dizer que eu vou trazer um exemplo mais claro, um
- 38:28exemplo mais prático, tá? O jogador, ele quer que haja um
- 38:31barril de óleo sobre o piso, porque seu personagem é
- 38:34equilibrista, como eu já falei, né?
- 38:35Já dei esse exemplo. Então ele pode gastar um fate
- 38:39point e dizer, isso O Mestre, ele pode dizer sim.
- 38:43Normalmente, normalmente ele é compelido a isso.
- 38:45Por conta do fate point, ele pode vetar, o grupo, pode vetar,
- 38:49mas normalmente não é o caso, né?
- 38:51Normalmente, ele só se faz isso num caso muito absurdo, mas não
- 38:55normalmente é sim que se diz, e aí a gente pode pensar, que bom,
- 39:03tem um hangar, esse hangar tá acontecendo uma ação e o jogador
- 39:06resolve. E o chão vai estar indo, vai
- 39:08estar escorregadinho. Então ele traz essa essa verdade
- 39:11pro mundo. Mas e se o jogador de repente
- 39:14não quer gastar aquele fate point com isso?
- 39:17E em vez disso, ele fala, mestre, eu vou dar uma olhada em
- 39:20volta nesse hangar e eu quero lhe entender, como é que está o
- 39:24chão? Eles, as aeronaves estão bem
- 39:27polidas, elas estão bem. Eu estou sentindo cheiro de
- 39:31engrenagem, cheio de óleo, mas pode falar, tá, tá sentindo
- 39:34cheiro de óleo? Então seria errado dizer que
- 39:38eles mexeram com óleo recentemente aqui no hangar?
- 39:40Não? Não seria estranho você falar
- 39:43isso não. Então eu poderia dizer que o
- 39:46chão está escorregadio por conta do uso de óleo constante aqui no
- 39:49hangar por conta da manutenção recente das aeronaves.
- 39:55O Mestre, ele pode até dizer não, mas eu não consigo nem ver
- 39:59qual o bom motivo que ele teria para dizer não nesse caso.
- 40:02Porque o jogador, com suas perguntas, já induziu O Mestre a
- 40:05dizer sim. Seria estranho ele falar, cara,
- 40:08não, não tem nada no chão, o chão tá super limpinho, ele pode
- 40:12dizer, ele pode, ele pode falar não.
- 40:14Aqui o pessoal é super asseado, as Naves estão super é bem, com
- 40:20manutenção boa, né? EAO lugar é super, é clean,
- 40:25super é super limpinho, então não tem chão no olho, não tem
- 40:29óleo no chão. Mas ele poderia dizer sim
- 40:34também, né? EE, mesmo que ele diga não, o
- 40:40jogador também pode não ser tão ousado, né?
- 40:42Ele pode falar, mestre, o olho em volta, nesse hangar tem um
- 40:45barril de óleo usado na manutenção das Naves e
- 40:49dificilmente O Mestre diria não, né?
- 40:51Ele pode dizer não também, mas dificilmente ele diria, por quê?
- 40:54Porque no feiting instruiu O Mestre, na verdade, aí para esse
- 40:57ponto em que ele ele. Pode até negar que tenha já o
- 41:03óleo no chão, mas com o objetivo, ele está querendo
- 41:06estimular que o jogador ou gaste um ponto de feite para que os o
- 41:11óleo já esteja esparramado no chão, né?
- 41:14O óleo do barril já esteja esparramado no chão.
- 41:17Ou para que ele possa dizer que há um barril, mas que o jogador
- 41:20precise construir essa vantagem para si próprio.
- 41:24E nisso existe um teste feito só para isso.
- 41:28Né, que é O Mestre dizendo, sim, há um barril ali, mas você
- 41:31precisa criar essa vantagem, criar vantagem.
- 41:34É um teste típico do feite e o resultado, né?
- 41:38Você joga lá os dados do feite e o resultado normalmente é uma
- 41:40falha, é um empate, né? Ou é um sucesso, né?
- 41:46É ou é um sucesso com estilo. Qual a diferença na falha?
- 41:52Oo mestre vai dizer que bom, você não conseguiu.
- 41:55É trazer esse é esse óleo pro chão ou até você, ele pode dizer
- 41:59não, você conseguiu, que é o país.
- 42:01Provável é o feito instruir nesse sentido.
- 42:03Você consegue jogar o óleo no chão, mas quando você faz isso,
- 42:07você percebe que logo ele inflama, em vez de você
- 42:10conseguir lutar. Nisso aí você vê que o fogo tá
- 42:13te oprimindo, então ele usa falha e traz aquele aspecto do
- 42:18óleo no chão. Contra o jogador, um empate,
- 42:22quer dizer de repente que olha. Está pegando fogo, mas você
- 42:25também está escorregadio. Então, ao mesmo tempo que te
- 42:27oprime, está escorregando ali por cima um sucesso.
- 42:30O jogador consegue essa vantagem aí.
- 42:33Ou se ele tem um sucesso com estilo, ele pode de repente usar
- 42:372 detalhes, 2 invocações de aspecto.
- 42:39Então de repente não somente está escorregadio, mas está
- 42:43pegando fogo para o lado dos inimigos, deixando os inimigos
- 42:45numa situação pior. Então a gente vai brincar com as
- 42:48vantagens ali em cima dessa brincadeira do sim, não, do sim
- 42:52e do não, mas né? Isso tudo também modelado ali a
- 42:57partir de toda uma economia que diz como a ficção vai ser
- 43:01construída. Mas entende que se o jogador
- 43:04fosse bem malandro, ele poderia induzir O Mestre a dizer sim e
- 43:09poderia até colocar O Mestre em maus Lençóis e dizer não.
- 43:13Pra Ele, pro fato de haver 111 chão minimamente escorregadio
- 43:18naquela situação. E aí, nesse caso, a gente vai
- 43:21ver que O Mestre vai ser compelido a, quer dizer, O
- 43:26Mestre vai tentar compelir o jogador a gastar o fat point
- 43:28dele pra deixar aquela vantagem. Porque a ficção de conquistar
- 43:32aquela vantagem precisaria ser criada a partir da modelagem
- 43:36mecânica que se tem ali. O que é uma coisa que é, me
- 43:39parece que inverte até a ordem das coisas, né?
- 43:42Do do jogo. E acho que de maneira geral a
- 43:45gente tem No No fat a gente tem aqui 11 trecho que eu separei
- 43:50pra ler pra vocês, que é OLED players help you.
- 43:52Deixa os jogadores ajudarem você, que eu acho que dialoga
- 43:57muito com esse episódio aqui você não tem que colocar nas
- 44:03costas todo o peso de fazer todos os detalhes do mundo por
- 44:07você mesmo. E lembre se.
- 44:09E mais colaborativo. Quanto mais colaborativo for o
- 44:12seu jogo é, mais investimento emocional os jogadores terão.
- 44:19É como resultado. Então é porque eles participaram
- 44:25da criação do jogo. Se um personagem tem um aspecto
- 44:29que conecte ele a alguém ou alguma coisa do mundo, faça é,
- 44:35faça aqui, esse, esse, esse jogador.
- 44:40Que de repente ali é expert em qualquer coisa, que se que o
- 44:43aspecto dele se refira tenha algo a dizer sobre aquilo e que
- 44:48dê impacto a respeito disso. Então se alguém tem ali de
- 44:52repente cicatrizes da grande guerra, é então deixa que esse
- 44:58jogador tenha informações de qualquer coisa relativa a grande
- 45:03guerra que apareça na conversa. Por exemplo, olha, você percebe
- 45:10que esse sargento ele está vestindo uma máscara.
- 45:14Ele está vestindo a marca do veterano, que é 11 condecoração
- 45:18rara da guerra. Que parada estranha o hardcore
- 45:24que ele teve que fazer para ganhar uma dessa aí é, você tem
- 45:27uma dessa, você, você mesmo tem uma dessa?
- 45:31É. E alguns jogadores podem até
- 45:33perguntar de volta para você e tudo bem?
- 45:36Mas é importante que você continue dando esse espaço pra
- 45:40que eles pra que eles aproveitem essa atmosfera colaborativa.
- 45:45Além disso, uma das um dos principais é modos de uso que
- 45:50você pode é dar pra o criar uma vantagem, que é o teste lá do
- 45:56que é ação, né? Do feite.
- 45:58É, é precisa? É.
- 45:59É exatamente dar aos jogadores uma forma de adicionar em
- 46:04detalhes ao mundo através dos seus personagens.
- 46:08É. Use isso como uma vantagem pra
- 46:11você quando você vê ali uma lacuna ou quando você quer.
- 46:15De repente, delegar um pouco mais de controle.
- 46:18É uma forma boa de você fazer isso durante o jogo.
- 46:22É você responder AA pergunta do jogador, devolvendo a pergunta.
- 46:28É se eles, por exemplo, pedirem por informação esse trecho do
- 46:33feiti. Eu acho muito interessante ele,
- 46:36de certa forma, ele traz aqui uma coisa que Eu Acredito demais
- 46:41é o excesso de responsabilidade do mestre em construir todos os
- 46:47detalhes do mundo. Ele mesmo é uma coisa que eu
- 46:49acho até irreal. DED clássico com as
- 46:53reivindicações indiretas. Prova pra mim, né?
- 46:57E o próprio feite prova também que é importante e é
- 47:01interessantíssimo para o jogo, que não fique tudo na mão do
- 47:06mestre e que os jogadores possam participar disso, porque o
- 47:09diálogo ficcional é muito mais fluido e muito menos modelado do
- 47:14que a gente, do que a gente às vezes pensa.
- 47:17E aí eu acho que tratando, acho que ideias similares as
- 47:23mecânicas do feite, né? Essas ideias aí.
- 47:26De participação, a gente pode trabalhar elas como princípio,
- 47:30né, e não como mecânica. A gente não precisa mecanizar
- 47:32como o feiti faz essa questão aí do do de criar, né?
- 47:38Uma vantagem através de uma ação.
- 47:40A gente pode botar isso como princípio de jogo e tudo bem.
- 47:44A mecânica a gente sabe que garante, né, mas não fatalmente,
- 47:49mas ela ela dá um pouco mais de certeza.
- 47:52De que determinada coisa vai funcionar daquela maneira?
- 47:55Mas quando a gente bota princípios, principalmente
- 47:57quando a gente está falando de uma coisa que por natureza é
- 47:59mais fluida, como diálogo criativo, diálogo ficcional, me
- 48:03parece que tem um funcionamento interessante, como eu pude
- 48:05experimentar com well fantasy. A gente tem um norte, a gente
- 48:08tem ali uma, a gente tem um princípio junto ao desenho de
- 48:12papéis mais básico, né? E o fake também tem, né?
- 48:15De mestre controla o mundo e os npcs, os jogadores controlam
- 48:18seus personagens. A gente pode trazer essa ideia
- 48:21de que os jogadores EOEOEO mestre podem reivindicar
- 48:26indiretamente determinadas coisas, né?
- 48:29Podem dar contribuições de forma mais livre, sem necessariamente
- 48:33uma modulação, mas dentro de uma dialética própria, né?
- 48:37É do qual O Mestre recorta o espaço simulado em torno do jogo
- 48:42proposto e o jogador também. Às vezes, os 2 vão fazer com o
- 48:46mesmo vetor, como por exemplo, jogos que se focam em contar uma
- 48:49história. Então todos ali estão querendo
- 48:51contar uma história, né? Mas cada um a sua forma ou jogos
- 48:56que se voltam ao desafio, né? Em que o em que O Mestre, ele
- 48:59quer propor um desafio e os jogadores querem superar esse
- 49:01desafio. E aí, no caso específico do will
- 49:04fantasy, o estilo recomenda um diálogo não modulado, entendendo
- 49:11que tanto O Mestre quanto os jogadores.
- 49:13Acabam enriquecendo a ficção, direta ou indiretamente.
- 49:17É seja sobre o mundo, seja sobre o npc, ou seja sobre os próprios
- 49:22personagens dos jogadores, respeitando o primeiro lugar, a
- 49:25verossimilhança, né? Então pode também haver um veto
- 49:28por conta de absurdos da ficção, respeitando também o bom
- 49:31desafio. Então O Mestre pode dizer, não é
- 49:36caso isso impeça ele de desafiar, ainda que não seja uma
- 49:40boa prática, que a gente vai ver mais para frente.
- 49:43E também passando pela interface centrada no personagem do
- 49:47jogador, né? Que é um outro assunto que a
- 49:49gente vai ver também o lance aqui.
- 49:51E você pode olhar até o episódio disputa pela ficção no café com
- 49:55dângelo, em que eu abordo isso, e também dar uma olhada no
- 49:58episódio emular, simular e Philip K.
- 50:01Dick, em que eu falo justamente sobre esse recorte, sobre essa
- 50:05questão da simulação e de que toda simulação tenha uma
- 50:08intenção de ser recortada. Né?
- 50:11E quando a gente faz isso, a gente está recortando em cima da
- 50:13agenda lúdica do jogo, né? Como eu faria desafio ou contar
- 50:16história, por exemplo. E normalmente isso vai levar a
- 50:20uma disputa. Só que essa disputa ela precisa
- 50:22ser ampla, né? E a gente vai ver, no fim das
- 50:25contas que esse diálogo, ele acontece de uma forma muito mais
- 50:27livre, ainda que você possa trazer.
- 50:29É qualidades, né, pra esse diálogo, a partir é de mecânicas
- 50:34também. E aí a gente pode passar a régua
- 50:38nessa parte aqui, né, nessa análise.
- 50:40Desse primeiro momento ODED RO, né?
- 50:44Ou seja, como escrito lá nos primórdios, ele já define o os
- 50:48papéis clássicos dos jogadores do mestre em relação ao recorte
- 50:51da ficção, né? O Mestre mundo e npcs, o jogador
- 50:55dos personagens no tocante a resolução de conflitos, o DD
- 50:59coloca tudo nas costas do mestre também como princípio, né?
- 51:03Como princípio que norteia a sua, a sua atuação ali.
- 51:07Então a gente vai ver que. O Mestre que você tenha
- 51:10mecânicas, você tenha é ferramentas ali, O Mestre que
- 51:13vai arbitrar tudo, O Mestre que vai decidir tudo é se tem um
- 51:17impasse ficcional, O Mestre que vai escolher como aquilo vai ser
- 51:19tratado. Ainda que você tenha momentos
- 51:22mais mecanizados e que provavelmente o jogador vai, O
- 51:24Mestre vai respeitar mais. É como por exemplo, Ah, o
- 51:27jogador vai fazer um ataque, então rola aqui seu taco contra
- 51:30a camoclasse. A gente vê se pegou, se pegou,
- 51:31joga o dano. A gente sabe como é esse, por
- 51:33ser dural, mas de maneira geral. É tudo aberto ao mestre
- 51:37controlar, né? Inclusive, a gente vê nos anos
- 51:3970 mestres que nem dizem pros jogadores como funciona o jogo
- 51:43em si, né? É, mas a gente vai ver, né, que
- 51:49a gente tem naturalmente esse espaço, né?
- 51:53Do das regras do DED sendo tratadas de uma maneira não tão
- 51:57não tão mecanizada assim, as próprias mecânicas, quando elas
- 52:01aparecem, elas são muito afeitas a arbitragem e negociação.
- 52:05E reivindicações fora do papel, que é Oo jogador dizer alguma
- 52:10coisa ou influenciar alguma algum traço do mundo ou algum
- 52:15traço de algum npc, principalmente através de suas
- 52:18perguntas. E O Mestre também do jogador, da
- 52:21mesma forma do do personagem jogador.
- 52:25E aí a gente tem alguns jogos. É que modulam o diálogo ao cortá
- 52:30lo em alguns momentos de impasse.
- 52:33E aí distribuindo, né? O que cada um, o que cada
- 52:36participante cria nesses momentos de impasse, de
- 52:39resolução, de conflito ficcional?
- 52:40O apocalipse road ele modula o não ou sim, mas o sim, mas e o
- 52:46sim, né? Com com os tipos de sucesso ou
- 52:49falha que ele tem, o dagerharts, ele modula o não, o não mais, o
- 52:54sim mais e o sim, já o fate você tem você tem a falha, né, que
- 53:00normalmente tem o fail Ford ali embutido.
- 53:02O empate, a superação ou superação com estilo, dando
- 53:06bônus, é. Então, de certa forma, eles
- 53:09organizam o sim e o não nos impasses ficcionais.
- 53:14Alguns deles determinam quando os participantes podem falar
- 53:18ODED, por exemplo, do combate ou na iniciativa.
- 53:20A gente vai ver que tem momentos ali em que ele modula mais isso,
- 53:24né? Ainda que é seja um pouco o
- 53:27caráter mecânico, seja um pouco mais atenuado, né?
- 53:31É pelo uso ferramental que é prescrito no jogo.
- 53:34É ainda assim, ele é mais modulado nesses momentos
- 53:37nevrálgicos, como o combate, por exemplo.
- 53:40Já o apocalipse road, né? Ele modela quando os
- 53:43participantes podem falar, quando ele qualquer que O Mestre
- 53:45é acionado em momentos próprios, quando o jogador falha ou falha
- 53:49pela metade. E os jogadores só criam uma
- 53:52partida de suas ações dentro dos seus personagens.
- 53:55Já o fate, O Mestre age quando ele pode interferir usando os
- 53:59pontos que ele tem na economia de fate points.
- 54:01E os jogadores podem criar a verdade quando gastarem esses
- 54:04fate points, né? E eles podem ativamente tentar
- 54:07buscar a criação desses é dessas vantagens aí ou é o fantasy
- 54:12coloca isso solto, né? Diferente do que a gente vai ver
- 54:15nesses jogos que tentam modular, os jogos que tentam modular eles
- 54:19normalmente vão vão cair num problema, né?
- 54:22Como eu falei ali atrás, O Mestre, ele não deveria agir.
- 54:25Fora da de uma economia de drama, por exemplo, de uma
- 54:28economia de pontos de ação de fate points ou de de pontos de
- 54:33de de Fear, por exemplo, né? É jogos que tem uma agenda
- 54:37narrativa, né? Voltada para a criação de
- 54:40narrativa. O Mestre acaba sendo um
- 54:43facilitador. Mais do que um cara ali jogando
- 54:47contra o grupo, né? Então ele tá mediando os
- 54:49conflitos ficcionais que aparecem, os os conflitos
- 54:52narrativos. Então os jogadores são quem
- 54:55melhor sabem quais conflitos que eles querem pros seus
- 54:59personagens. Então O Mestre só impulsiona
- 55:01isso e aí nesse caso, O Mestre pode agir dentro dessa economia
- 55:06pra com esse fim já não imagina um jogo que tem uma agenda de
- 55:10desafio, né? O Mestre precisa provar, ele
- 55:13precisa propor mais, ele precisa propor mais situações.
- 55:16Os jogadores precisam apurar inclusive esses riscos.
- 55:19Eles não conhecem em teoria esses riscos, então eles
- 55:21precisam apurar. E nesse ponto, O Mestre, ele
- 55:24precisa propor mais, né? Em ambos os casos, O Mestre,
- 55:29normalmente ele vai propor jogo, né?
- 55:32É, ele vai propor limitações, né, que os jogadores vão encarar
- 55:37obstáculos, problemas. Então, se tiver uma economia,
- 55:43né, de uma economia lúdica ali, para que O Mestre possa atuar
- 55:47dentro daquilo. Não pode faltar ponto Pra Ele,
- 55:51no mínimo propor jogo. Se ele tiver ponto demais pro
- 55:55outro lado, ele acaba ficando sem limite.
- 55:57O que vai contra a própria ideia de você criar uma economia é que
- 56:02regule isso você module através dessa economia.
- 56:06E eis a dificuldade assim da desses jogos que tentam modular
- 56:10o diálogo ficcional através disso.
- 56:12Um exemplo que eu dou constantemente é o do arquivos
- 56:15paranormais do Jorge valpassos, que é um jogaço.
- 56:19E que ele define O Mestre como antagonista, né?
- 56:22O cara que é o diretor, na verdade.
- 56:24Então ele vai propor antagonismo pros jogadores.
- 56:26Só que ele vai propor antagonismo dentro de uma
- 56:28economia de ponto de antagonismo.
- 56:31Só que essa economia ela é muito delicada.
- 56:33E quando eu experimentei o jogo, mesmo levando a cabo todas as
- 56:38regras que a gente pôde experimentar, eu senti que eu
- 56:41nunca precisei escolher muito, com muita dificuldade o que
- 56:44fazer, porque eu sempre tinha pontos sobrando de acordo com a
- 56:47economia que vinha então. É, eu, não eu.
- 56:50Eu em momento algum senti falta e no momento algum precisei
- 56:53fazer escolhas difíceis em relação a isso.
- 56:55Então não me senti limitado, que era justamente a ideia desse
- 56:59sistema, que era limitar a atuação do mestre, né?
- 57:04E o mesmo ocorre um pouco com o nome nera.
- 57:06Voltando aquele exemplo, né? Sempre me pareceu que esse
- 57:09momento do mestre oferecer complicações.
- 57:11Ele pede uma certa formalização do tipo assim, pessoal, olha só.
- 57:17Vocês estão nessa situação aí que a gente está jogando, mas eu
- 57:19vou introduzir uma complicação x aqui, beleza?
- 57:23E aí quando eu falo isso, os jogadores, eles são livre.
- 57:27Quer dizer, eu, eu ofereço para os jogadores um XP.
- 57:30Eles são livres para aceitarem isso, junto com as complicações
- 57:34ou de vetarem isso. E aí, nesse caso, eles não
- 57:36ganham esse XP, né? É, mas e para eu fazer como
- 57:42mestre? O setup da cena para eu
- 57:44estabelecer a cena ou a interação ou o encontro.
- 57:50Eu preciso de Liberdade para fazer isso, né?
- 57:52Para trazer esses problemas, para propor jogo, né?
- 57:57E qual o limiar sem formalizar esse momento?
- 58:02Como é que fica essa situação? Os jogadores, eles podem vetar
- 58:06até o setup mais básico que eu, que eu que eu fizer por desafio.
- 58:10O Mestre pode seguir criando, por outro lado, sem jamais
- 58:14franquear esse momento de complicação.
- 58:16Se ele não anunciar, como é que funciona exatamente isso?
- 58:20De repente, vocês podem até trazer respostas em relação a
- 58:22isso. Eu sei que deve ter gente aí que
- 58:24curte no menera, que vai poder trazer um pouco mais de
- 58:26iluminação aqui. Eu posso estar frio em relação a
- 58:28isso, mas eu lembro que depois de ter jogado, ficou pairou essa
- 58:31dúvida pra mim, eu pensando comigo, bom, mas e se?
- 58:36O Mestre, ele, em vez de falar, olha, eu vou trazer uma
- 58:39complicação, ele simplesmente deixa o desenrolar daquela cena
- 58:43se complicar naturalmente, né? E aí essa economia toda de um
- 58:48ponto de esp para lá, um ponto esp para cá, a gente perde, né?
- 58:52Essa modulagem, essa modulação, a gente perde.
- 58:57E aí o diálogo resta, sem modulação, mas contando que
- 59:01tivesse isso tudo. Dialoga com algo que é muito
- 59:06importante, que é a construção desse espaço simulado, né?
- 59:11Que é a mídia do jogo na sua base material.
- 59:13Ali, o repertório lúdico válido entre aqueles participantes de
- 59:17uma mesa de RPG. O mundo surge dessa dialética,
- 59:22né? Dessa conversa é, quanto mais a
- 59:25quanto mais gente participando ativamente dela tiver, mais
- 59:29variedade e mais rápido que a gente vai criar condições de
- 59:33jogo. Dilemas interessantes e
- 59:36obstáculos legais, né? E principalmente, escolhas
- 59:40significativas, independente até da sua preparação, mas nem
- 59:45sempre, a despeito dela, muitas vezes aproveitando melhor ela.
- 59:49Então confluir nesse ponto, não é tão difícil quanto parece.
- 59:54É mais fácil nesse ponto, dizer sim do que dizer não.
- 59:59E aí eu começo a abordar a questão do mundo de jogo.
- 1:00:09Você levanta a sua espada mágica, a espada que seu avô
- 1:00:14roubou de um túmulo, a espada que brilha azul quando os impios
- 1:00:18estão por perto, mas o observador ele observa, o olho
- 1:00:25central não se abre, e pupila se de lata, seu olhar profano.
- 1:00:31Se dirige então a você. Mas não há nada relevante a ser
- 1:00:35olhado. A espada não brilha no fundo, é
- 1:00:40só um pedaço de ferro ordinário, pesado, mal afiado.
- 1:00:46Você que acreditava demais. De repente, o mago piruglu não
- 1:00:52canaliza mais energias cósmicas nem das mais relevantes.
- 1:00:58Ele é apenas um velho. Sujo.
- 1:01:00De lama. De roupão segurando um Graveto e
- 1:01:04sacos de estrume de morcego, iludido por qualquer utilidade
- 1:01:09que essa merda pode ter. E curte um bestiário.
- 1:01:15Curte os monstros do DED clássico, quer ouvir alguns
- 1:01:19ensaios a respeito, com alguns ensaios até sobre o jogo, mas
- 1:01:23principalmente uma coisa meio poética.
- 1:01:25Viajandona aqui não é exatamente RPG, mas que de alguma forma
- 1:01:30pode influenciar. Dá um confere lá no YouTube do
- 1:01:33café com dângel na série bestiário, que a gente já chegou
- 1:01:37aí no bestiário número 3 e vão ter mais aí eu tô curtindo
- 1:01:42fazer. Então um conto com o seu view lá
- 1:01:45no YouTube. Seu like.
- 1:01:47Seu comentário entra, engaja, participa e até sugere, qual
- 1:01:53monstro você quer ver? Em seguida, manda lá, bestiário.
- 1:02:14O repertório ficcional, né? Quando a gente fala aqui, quando
- 1:02:18a gente começa a ter uma conversa criativa em no RPG, eu
- 1:02:22começo a dizer que. Vocês estão num cenário assim,
- 1:02:25assado, vocês estão numa floresta e tem folhas
- 1:02:28transparentes, esverdeadas, mas elas deixam passar a luz do Sol
- 1:02:32e vocês veem o céu mesmo através das Copas, é?
- 1:02:37E os jogadores perguntam, EE, qual a altura da copa das
- 1:02:40árvores? Elas estão mais baixas ou estão
- 1:02:42mais altas, né? Isso tudo é um diálogo que vai
- 1:02:45construindo um repertório ficcional e por mais que.
- 1:02:50A gente construa com uma ideia de coerência, uma expectativa de
- 1:02:55coerência, porque essa coerência é o que vai dar pra gente a
- 1:02:58impressão, né? O sentimento de que a gente está
- 1:03:00vivenciando um mundo simulado, a natureza desse repertório
- 1:03:05ficcional. Ele é incongruente porque ele
- 1:03:07acontece de uma maneira em cada cabeça, de cada participante,
- 1:03:11até que a gente tenha pontos que a gente possa combinar a
- 1:03:14respeito, né? Mas até que haja combinados.
- 1:03:19AA cara do do meu inimigo pode ser parecida com o Lula ou pode
- 1:03:25ser parecido com o Bolsonaro. A gosto do freguês só vai ser
- 1:03:31congruente quando for necessário criar essa congruência.
- 1:03:34O jogo pode seguir pra sempre sem que jamais alguém tenha
- 1:03:38determinado como é a cara desse oponente, né?
- 1:03:41Então ele é incongruente. Ele é também por natureza,
- 1:03:44impermanente, né? Porque a gente pode esquecer as
- 1:03:48coisas e todo mundo esquecer. O jogo continua.
- 1:03:50Ainda assim, o que é uma característica muito curiosa do
- 1:03:53RPG. Ele também é unírico, porque a
- 1:03:56gente vai lembrar e esquecer as coisas vão, a gente vai puxar
- 1:04:00detalhes ali de uma forma quase unírica.
- 1:04:03Uma forma que às vezes não faz tanto sentido numa lógica
- 1:04:06narrativa dentro das coisas, né? Pra nem que a gente possa botar
- 1:04:12e jogos possam influenciar a gente a construir esses momentos
- 1:04:14narrativos, a ficção do RPG ela ocorre ali de maneira bastante
- 1:04:19onírica e ela está sempre em criação e em disputa.
- 1:04:23Ou seja, como eu falei lá atrás, a gente tá sempre conversando
- 1:04:26criativamente e disputando essa criação.
- 1:04:31Inclusive vou aqui deixar Oo as menções ao ao episódio quem e
- 1:04:36sua PrEP e o seu mundo de jogo não existe.
- 1:04:39Né? E também o episódio sobre o novo
- 1:04:41simulacionismo, que eu abordo justamente essa questão aqui é
- 1:04:45quando eu tô construindo esses conceitos aqui no café.
- 1:04:47E aí a gente vai pra natureza da preparação, a preparação do
- 1:04:52mestre. Portanto, pra que seja
- 1:04:55repertório lúdico, ela precisa entrar em jogo antes de entrar
- 1:04:58em jogo, né? Tanto a preparação do mestre
- 1:05:01quanto um setting publicado ou uma aventura pronta ou qualquer
- 1:05:04coisa assim. Ou até coisas que O Mestre tem
- 1:05:07em sua cabeça. São expectativas que elas
- 1:05:10precisam ser. Elas precisam ser declaradas em
- 1:05:13jogo, né? Existe uma cerimônia, existe 11
- 1:05:16ritual, ela precisa ser formalizada em jogo para que
- 1:05:20todos tenham aquilo como repertório lúdico.
- 1:05:22Se você não coloca uma verdade para jogo, ela não existe,
- 1:05:27portanto. O Mestre vai ter muitas, muitas
- 1:05:31expectativas na sua preparação, mas os jogadores também terão
- 1:05:34suas expectativas e o grupo como um todo também.
- 1:05:38E aí que entra a crítica ao novo simaracionismo do sórensen que
- 1:05:42eu fiz no episódio lá, porque o sórensen diz que é ainda que o
- 1:05:46mundo não existe, o mundo do jogo não exista.
- 1:05:49A gente deve jogar como se existisse.
- 1:05:51E eu digo o contrário, justamente por ele não existir,
- 1:05:53que a gente não pode. Jogar como se ele existisse, a
- 1:05:56gente tem que jogar. Levando em conta que essa
- 1:05:58realidade está em disputa, que ela está em criação ainda, e a
- 1:06:05gente entender isso é muito importante.
- 1:06:09E é justamente pelo mundo de jogo.
- 1:06:13O espaço simulado ele não existe previamente.
- 1:06:17É que o não dito pelo mestre não expressa solidez, como alegou o
- 1:06:23senhor sol. O que expressa solidez é o
- 1:06:28controle da verossimilhança. O uso desse não.
- 1:06:33Ele expressa no máximo ali uma vontade do mestre em manter a
- 1:06:38emergência do mundo coerente dentro do que ele espera, ou
- 1:06:42seja, dentro das suas expectativas, a despeito, talvez
- 1:06:46até das expectativas dos demais participantes.
- 1:06:50E isso é um problema. Isso é uma expressão talvez até
- 1:06:53de insegurança por parte do mestre, que prefere não
- 1:06:56franquear. É o controle da verossimilhança
- 1:07:01e a emergência do mundo na mão do resto do grupo.
- 1:07:04O uso de uma estrutura de emergência para o jogo, né?
- 1:07:10De estruturas como, por exemplo, é uma malha de Hexágono para
- 1:07:13dividir o mundo. É uma estrutura de points Kroll
- 1:07:17ou uma dangeon estruturada ali algum, algum tipo de estrutura e
- 1:07:22de registros. Isso pode ajudar a funcionar
- 1:07:25muito melhor essa emergência do que você ter tudo.
- 1:07:29Uma PrEP construída ali que gera somente expectativas que você
- 1:07:34vai precisar colocar em jogo e que você e que provavelmente vai
- 1:07:37levar você a dizer muitos não. Que na verdade vão te levar anão
- 1:07:43enriquecer o mundo. Como poderia ser enriquecido.
- 1:07:47E é um mundo que precisa de construção, ele precisa ser
- 1:07:51criado porque ele não existe. E aí uma coisa importante é que
- 1:07:56esse mundo ele é tão consistente quanto ele precisa, né?
- 1:08:01Então, se o grupo tá jogando e o grupo está aceitando que o
- 1:08:05determinado repertório faz sentido dentro daquele mundo, a
- 1:08:09gente segue. Se em algum momento uma pessoa
- 1:08:13já basta entender que aquele repertório que está sendo
- 1:08:16trazido para mesa não faz sentido, pronto, aquele
- 1:08:21repertório pode ser retirado de jogo.
- 1:08:23A gente continua com outro repertório que seja que que não
- 1:08:27que não fira nenhuma sensibilidade em jogo.
- 1:08:29Mas ele só precisa ser tão sólido quanto a gente precisa,
- 1:08:33né? E você dizer vários não, não vai
- 1:08:36expressar mais solidez, só vai expressar que você está
- 1:08:39controlando aquilo. Né?
- 1:08:41E tem gente que pode até curtir, mas no fundo, isso aí é acaba
- 1:08:46sendo muito mais carga sobre sobre as costas do mestre, né?
- 1:08:52O Mestre poder. Por outro lado, dizer vários sim
- 1:08:55em cima de uma estrutura e de registros de atuação vai fazer
- 1:08:59com que você tire essa sobrecarga das suas costas em
- 1:09:02muitos sentidos, né? Um exemplo claro disso é a gente
- 1:09:06pensar. É na sei lá, no na, no tamanho
- 1:09:10de uma sala na dângel, né? É, a gente pode ter aí uma sala
- 1:09:16de uma dângel que o jogador de repente, ele está esperando que
- 1:09:19essa sala não seja tão alta, porque ele tem um plano.
- 1:09:22Ele não diz pro mestre, mas ele pergunta pro mestre qual a
- 1:09:24altura daquela sala? Ou de repente ele fala, pô,
- 1:09:26mestre, essa sala é bem alta, né?
- 1:09:28Vamos dizer que ela tem uns 3 m. O Mestre pode dizer não.
- 1:09:33E no caso, ele não tá nem ele nem sabe direito o que ele tá
- 1:09:35dizendo não, mas ele tá dizendo não, porque tem anotado na ficha
- 1:09:38dele que o pé direito é 10 m a troco de nada.
- 1:09:43Ele só tá deixando. Ele não tá melhorando a solidez
- 1:09:47daquele ambiente, ele só tá dizendo que o jogador não pode
- 1:09:51dizer é Oo quão alto é aquilo? E isso não tem nada a ver com
- 1:09:57solidez, isso tem a ver com o poder de dizer o quê e quando,
- 1:10:00como a gente viu lá atrás. O não ele não é expressão também
- 1:10:07do que existe no mundo, porque o não nada cria.
- 1:10:11Ele só impede a criação. O não, na melhor das hipóteses,
- 1:10:16muda quem vai dizer aquela verdade, mas aquela verdade
- 1:10:21ainda vai precisar ser dita. Então, se O Mestre diz que o pé
- 1:10:25direito não tem 3 m de altura. Ele precisa dizer quanto tem,
- 1:10:30tem menos, tem mais, qual o tamanho desse pé direito?
- 1:10:32E aí essa responsabilidade cai nas costas de quem?
- 1:10:36Do mestre. Então essa, se ele diz não é
- 1:10:40espera, se que essa, que essa verdade seja criada, né?
- 1:10:43E muitos não indicam apenas que muitas verdades vão cair nas
- 1:10:48suas costas, né? É quando você diz não ao
- 1:10:53jogador, você só tá falando Pra Ele, olha, eu preciso.
- 1:10:56Que essa ficção seja outra. E será que você precisa mesmo?
- 1:11:00O que que justifica dizer esse não?
- 1:11:03Será que a sua criação nesse sentido, tamanho da sua sala só
- 1:11:07porque está anotada na sua PrEP, vai ser melhor que a criação do
- 1:11:12jogador? Eu provoco nesse sentido.
- 1:11:16E quais motivos a gente teria para dizer não, né?
- 1:11:19É o primeiro. Impasse modulado é aqui eu estou
- 1:11:22tentando entender os motivos reais e não esses motivos que eu
- 1:11:25acho que são placebos apontados pelo senhor.
- 1:11:28Sol é o impasse. Modulado qual seria Oo impasse
- 1:11:32modulado ao dizer não seria, quando é importante para o
- 1:11:35recorte lúdico do jogo que alguma coisa não proceda, não
- 1:11:39avance, né? Possivelmente, como é parte do
- 1:11:44recorte do jogo, isso vai ser mecanizado, né?
- 1:11:47E normalmente isso vai estar atrelado a uma falha.
- 1:11:51Então pode se dizer não, por exemplo, em jogos ou School, que
- 1:11:55é um jogo focado em desafio. Então vamos dizer que você, o
- 1:11:59jogador, vai tentar fazer alguma coisa, né?
- 1:12:01Ele vai tentar pular um buraco, vai tentar pular 11 abismo para
- 1:12:05chegar do outro lado e pegar um Tesouro.
- 1:12:08Nesse caso, o jogador declara que vai pular.
- 1:12:11E se ele falhar? Né?
- 1:12:12No No teste que ele for fazer ou na rolagem que ele for fazer, ou
- 1:12:15no em algum tipo de de interação, ali O Mestre vai
- 1:12:19falar, não, você não conseguiu pular.
- 1:12:22Só que nesse caso, é importante demais que O Mestre tencione
- 1:12:28essa rolagem, né? Para quê?
- 1:12:30Para que o não tenha significado, porque simplesmente
- 1:12:33ele dizer não, você não conseguiu pular, você continua
- 1:12:36do lado de cá. Isso faz com que o jogo
- 1:12:38simplesmente não avance. Isso é um problema.
- 1:12:41O jogo ele fica, ele fica estatelado ali, ele fica
- 1:12:44apodrecendo na mão do mestre, que simplesmente resolveu dizer
- 1:12:48não, ainda que seja modelado, ainda que você tenha regra e
- 1:12:52principalmente, mecânicas para resolver determinada coisa, né?
- 1:12:56É, vamos supor que a gente tá falando de de quinta edição, que
- 1:12:58tem um teste de é athletics pra pular esse buraco, né?
- 1:13:03É, se você bota simplesmente uma falha, o jogador não conseguiu
- 1:13:06pular, esse não pode ser simplesmente que ele, nem ele,
- 1:13:11ele nem nem ele não consegue. Ele sentiu que não vai pular
- 1:13:14para o outro lado. Mas e a queda?
- 1:13:16A queda que interessa ele tentar ele apostar?
- 1:13:19Ele correu o risco. Então, o que que é interessante?
- 1:13:22Vamos supor que a gente que a ficção é, existe uma árvore
- 1:13:25muito alta lá em cima, há um, há ovos de ouro dentro de um ninho
- 1:13:30e o ladrão quer escalar essa árvore.
- 1:13:34Você pede o teste assim que o que o ladrão declara no old
- 1:13:38School, ele vai subir a árvore se ele falhar, o jogador falar,
- 1:13:41AI, beleza, então, beleza, nem subi muito, não vi que não IA
- 1:13:44dar, voltei ok, né? Eu acho que não dá para não dá
- 1:13:49para dizer que o jogador não tá sendo razoável nesse ponto.
- 1:13:54Por outro lado, se você é mestre, começa a dar corda para
- 1:13:57ele, você não você tá subindo essa árvore, você tá subindo
- 1:13:59muito essa árvore, você começa a envergar.
- 1:14:01Você tá vendo o ninho ali, envergando junto.
- 1:14:03Você tá no momento que você pode avançar mais, mas pra avançar
- 1:14:07mais e botar a mão ali, muito provavelmente, cara, nesse
- 1:14:11momento você vai se botar em risco, você vai se botar em
- 1:14:14risco. O risco é de quebrar a árvore é
- 1:14:17e cair todo mundo lá de cima. Você topa isso?
- 1:14:21E o jogador pode topar esse risco.
- 1:14:23Ele pode tentar contornar esse risco, mas o fato é que se de
- 1:14:26fato é for necessário uma rolagem pra determinar se essa
- 1:14:29árvore quebra ou não. O não quebrar é o sucesso e o
- 1:14:35sim o quebrou, o é que seria Oo equivalente ao não No No caso do
- 1:14:40do de dizer não pra alguma coisa, né?
- 1:14:42Você não conseguiu pegar o ovo, seria a queda dos jogadores?
- 1:14:45EE os ovos de ouro, se está treinando lá embaixo, que é o
- 1:14:48pior cenário, então é importante no não do School a gente ter ali
- 1:14:5311 posicionamento ficcional muito bem estabelecido, né, pra
- 1:14:57que o impacto seja proporcional e cheio de significado nesse
- 1:15:00não. Já em jogos de foco, mais na
- 1:15:03construção narrativa, esse não. Normalmente ele pode ser um sim,
- 1:15:07mas né, ou o não pode ser outros não e não.
- 1:15:11Esse não que a gente testou, né? É pra que a interação criativa
- 1:15:16do jogador. Ela seja um sim, mas O Mestre
- 1:15:19possa trazer uma outra complicação, possa construir uma
- 1:15:22verdade e crie outro tipo de inconveniência ou provavelmente
- 1:15:26um conflito que mova a narrativa pra frente.
- 1:15:29É independente. Do do posicionamento ficcional
- 1:15:33imediato que o jogador tomou quando ele declarou sua ação.
- 1:15:36Mas o fato é que aqui, nesse tipo de jogo, a gente está
- 1:15:39mirando no enriquecimento da ficção, também no sentido do
- 1:15:43conflito narrativo, e não do do problema ficcional como nos
- 1:15:48outros. Cool, né?
- 1:15:50Então é nem sempre o impasse. Vai ser importante para o jogo.
- 1:15:55Às vezes ele vai ser e vai ter tratamento, vai ter modulação,
- 1:15:58vai ter esse tipo de questionamento em cima por
- 1:16:01outros, em outros momentos, não vai ter importância para o jogo.
- 1:16:05A gente vai estar falando de um momento ali em que vai ter um
- 1:16:08pequeno impasse. Tem alguma questão, mas que o
- 1:16:10jogo que não faz tanto sentido para o recorte que o jogo
- 1:16:13propõe. Então, será que O Mestre, nesses
- 1:16:15casos, precisa também dizer não? Em vez de aproveitar a
- 1:16:19contribuição do jogador, aí de novo a gente pode trazer AA
- 1:16:21questão da do tamanho da sala da anjo.
- 1:16:24Se O Mestre não tem nada atrelado àquilo, é só um detalhe
- 1:16:28que ele anotou em seu papinho, na sua preparação, que o teto
- 1:16:31direito tem 12 m em vez de 3. Por que não deixar os 3 m que o
- 1:16:37jogador provocou, né, mestre? Esse esse teto tem 3 m de
- 1:16:42altura. Pode até falar não, ele tem bem
- 1:16:44mais do que isso, mas por outro lado.
- 1:16:48É é o tipo de detalhe que você não precisaria ter colocado na
- 1:16:51tua ficha, simplesmente porque você pode deixar aquilo emergir.
- 1:16:55E emergiu, ele tendo 3 m e aquilo impulsionou para frente,
- 1:16:58porque o jogador pode botar em curso o seu plano e em cima
- 1:17:02desse plano você pode construir. É mais desafio.
- 1:17:06E aí tem outro não possível. É o não da quebra de
- 1:17:10verossimilhança que eu já citei aqui.
- 1:17:11Então, retomando. A verossimilhança é o sentimento
- 1:17:15comum a todos na mesa de que aquele repertório lúdico,
- 1:17:19coletivo vivenciado por eles, né?
- 1:17:21No círculo mágico, formam um todo coerente, coerente o
- 1:17:27suficiente para que para que seja lido como um mundo, um
- 1:17:30mundo simulado, um espaço segregado, né?
- 1:17:34O Mestre, os jogadores, eles criam esse repertório lúdico
- 1:17:37dentro desse recorte, né? Então aí tem um episódio,
- 1:17:39emular, simular e Philip K. Dick.
- 1:17:41Mas o fato é que a gente vai recortando esse mundo, né?
- 1:17:45Os jogadores num jogo focado em desafio, por exemplo, O Mestre
- 1:17:48desafiando, os jogadores sendo desafiados, ou ambos os lados em
- 1:17:52busca de imprimir uma narrativa idealizada ali, cada um a sua
- 1:17:56maneira. Mas o fato é que esse EE os os
- 1:18:00personagens, né? Quer dizer, os jogadores, os
- 1:18:03participantes, eles vão criando esse repertório lúdico dentro
- 1:18:06desse recorte. Em algum momento esse repertório
- 1:18:10lúdico pode não fazer sentido para alguém?
- 1:18:12Não, ele não dialoga com a verossimilhança, ele não dialoga
- 1:18:15com o sentimento de que aquele mundo funcionaria dessa forma.
- 1:18:19Então, qualquer pessoa envolvida, né?
- 1:18:22Ela pode de repente vetar. Ela pode falar, olha, isso aqui
- 1:18:27não faz sentido, então vamos tentar outra coisa.
- 1:18:29Isso é uma coisa que você vai ver sendo tratado, não é ofens.
- 1:18:33Pelo chamado lei da mesa, né? Que é justamente sobre a
- 1:18:36reivindicação ficcional do jogo e repertório lúdico.
- 1:18:39Você vai ver também o lampa e principal, né?
- 1:18:41Um dos debates da Ford tratando isso de maneira abstrata, só que
- 1:18:46mais voltado para ficção, formada pelas mecânicas, né?
- 1:18:50Por essa, por essa, essa influência mecânica sobre a
- 1:18:56ficção, mas também abordando esse tipo de coisa.
- 1:18:59É, o fato pra mim é que O Mestre Demi Hugo, esse cara que
- 1:19:04controla toda a realidade, que sabe a realidade que tem na sua
- 1:19:07cabeça e sobre seus ombros, tudo que existe nesse mundo
- 1:19:11pretensamente pré existente ao próprio jogo, né?
- 1:19:15E ele com seus vários não no bolso, ele vai ditar a
- 1:19:19realidade, né? Que tem que ser aceita por todos
- 1:19:22a mesa, em vez de deixar isso emergir, abrindo mão dessa
- 1:19:26dessa, dessa responsabilidade. E que você acha mais
- 1:19:30interessante? Eu acho que não preciso nem
- 1:19:32debater a respeito disso, né? Vamos pro terceiro não, o
- 1:19:37terceiro não seria o não pela necessidade do desafio.
- 1:19:40É o que eu consigo enxergar aqui.
- 1:19:43É até difícil pensar um exemplo desse, porque é um não que não é
- 1:19:48tão facilmente justificável na minha, na minha concepção, a boa
- 1:19:52prática normalmente é você dizer sim, né?
- 1:19:55Mas a gente vai ver porque o fato.
- 1:19:58É que a gente pode passar para um exemplo para ficar mais claro
- 1:20:01aqui. Imagina uma sala com uma
- 1:20:03armadilha de água enchendo, né? Daquelas que afoga os
- 1:20:06personagens dos jogadores, né? A sala fica fechada, eles ficam
- 1:20:10presos lá dentro, começa a encher de água até que eles
- 1:20:12morram. O jogador, de repente ele fala
- 1:20:15não, mas aquela porta pela qual a gente entrou, ela é bem frágil
- 1:20:20e O Mestre acha que vai ficar de repente muito fácil, uma sala
- 1:20:23dessa com uma porta frágil. Aí, de repente, o jogador
- 1:20:27Arromba e acaba com tudo. Então O Mestre fala, não, essa
- 1:20:30porta, ela é muito reforçada, novinha, e aí ela casa
- 1:20:35direitinho com o desafio que ele tá pensando.
- 1:20:38Mesmo adangel sendo ancestral, ele ele vai e fala isso, beleza.
- 1:20:45Por outro lado, ele poderia simplesmente dizer, sim, beleza,
- 1:20:50essa porta, ela é frágil, ela é antiga, ela de fato ela é.
- 1:20:55É, ela está meio ela está meio velha, porém, as bordas dela de
- 1:21:01metal estão bem certinhos ali a ponto de colar certinho no
- 1:21:05espaço e até emperrar nesse caso, O Mestre criou em cima do
- 1:21:11recorte que o jogador trouxe da ficção, né?
- 1:21:14E estabeleceu que agora o desafio passa a ser o grupo
- 1:21:18conseguir. Assim que o grupo perceber que a
- 1:21:20sala está enchendo d'água, provavelmente o grupo vai ter
- 1:21:22que correr e arrebentar essa porta, que provavelmente vai ser
- 1:21:26ação que eles vão tomar antes da sala encher de água.
- 1:21:29De repente, 35 rodadas para que isso aconteça.
- 1:21:32O que que vocês vão fazer para arrebentar essa porta?
- 1:21:35Se não essa porta vai ficar extremamente difícil de ser
- 1:21:38arrombada porque? Dificilmente alguém vai
- 1:21:40conseguir dar ombradas ou espadadas ou coisa assim debaixo
- 1:21:43da água e ela vai até emperrada ainda por cima ali, né?
- 1:21:47Então esse tipo de coisa é é esse sim que O Mestre possa pode
- 1:21:51dizer para isso, dificilmente vai atrapalhar o desafio dele de
- 1:21:55forma geral, isso vai ajudar. Um outro exemplo possível aqui é
- 1:21:59A Bruxa do pântano, que é um exemplo que eu costumo dar
- 1:22:02também. O grupo tá procurando essa
- 1:22:04bruxa, ele tem um mapa dizendo que A Bruxa mora ali.
- 1:22:07Então o grupo entra no pântano, procura, procura, procura e
- 1:22:10finalmente, depois do terceiro dia, acha A Bruxa.
- 1:22:13E quando chega na casa dela, finalmente o jogador diz que ela
- 1:22:16tá ali toda sorridente, mestre, ela de repente tá ali do lado de
- 1:22:20fora, toda sorridente, esperando o grupo com um cozido gostoso.
- 1:22:24Você falou que tinha um cheiro vindo do lado de fora, um
- 1:22:27mestre. De repente ele queria usar logo
- 1:22:30de cara um poder que ele acha muito maneiro, que ele botou pra
- 1:22:33bruxa, que É Ela apontar o dedo e transformar um personagem em
- 1:22:36sapo. Tá lá na PrEP dele, então ele
- 1:22:38fala, não, você tá vendo, tá vendo nada?
- 1:22:43Na verdade, você tá vendo um espaço vazio, lugubl estranho
- 1:22:47ela deve tá, mas você sente observado e beleza.
- 1:22:52O Mestre trouxe uma coisa interessante, mas ele disse um
- 1:22:54não para o jogador ali, quando na verdade ele podia ter dito
- 1:22:59sim e relatado, de repente, a sinfonia de sapos em torno da
- 1:23:05campanha. Antecipando já o risco dessa
- 1:23:07transmutação. E também a cor verde e a cor
- 1:23:10marrom, né? Que tá no cozido similar a
- 1:23:13desses sapos agora, né? Oo em vez de de ter 11 dedo
- 1:23:19apontado pela bruxa que transmuta, o risco da
- 1:23:22transmutação tá na sopa e não mais pra um personagem só agora,
- 1:23:27pra todos os personagens que beberem.
- 1:23:29Como é que essa interação vai se dar?
- 1:23:31Vamos ver. No caso, a gente vê claramente
- 1:23:35que O Mestre não precisava ter dito não, ele podia ter seguido
- 1:23:38com esse sim e isso podia ter levado a cena inclusive a ser
- 1:23:41mais arriscado. Por quê?
- 1:23:43Porque o contexto o próprio jogador trouxe.
- 1:23:49E aí pode vir gente falar que assim como eu já vi bastante
- 1:23:52debate a respeito o balbi, mas aí o jogador não vai fazer isso
- 1:23:56pra tirar proveito. Ele não pode começar a querer
- 1:23:58falar como são as coisas da ficção pra tirar proveito.
- 1:24:03E aí vem o tema da disputa pela ficção, talvez isso do jogador
- 1:24:09tirar proveito não ocorra tanto assim num jogo de construção da
- 1:24:14narrativa, né? Que o foco seja esse.
- 1:24:16Por que? Porque o jogador provavelmente
- 1:24:18ele vai desejar falhar em algum momento, então ele pode até
- 1:24:21trazer esses momentos até pra falhar mesmo, né?
- 1:24:25É ele não, esse tipo de jogo, ele não, não, não tem uma Vibe
- 1:24:28muito em torno do sucesso, da falha.
- 1:24:32Né? Tanto sucesso quanto a falha,
- 1:24:34eles cumprem fins narrativos, então eles não precisam ser
- 1:24:36estanques, assim como no jogo de desafio, onde o impacto precisa
- 1:24:41estar muito aí. Ainda assim, nesses jogos de
- 1:24:45construção narrativa, né? Há uma disputa pela ficção mesmo
- 1:24:49quando os participantes têm o mesmo objetivo de contar uma
- 1:24:52história, né? Com o mesmo vetor, por assim
- 1:24:54dizer. Isso eu digo.
- 1:24:56Que a espada tem fio? Ninguém pode dizer agora que ela
- 1:24:59é cega. anão ser que essa pessoa interaja através do seu
- 1:25:02personagem com a ficção pra mudar, né?
- 1:25:05Essa espada ali, pegar aquela espada EE tentar, sei lá, passar
- 1:25:10uma Pedra pra fazer com que ela fique cega, aí sim, ele pode
- 1:25:14declarar, declarando esse tipo de de ação.
- 1:25:16Ele pode alterar a realidade de fazer com que ela fique cega,
- 1:25:19mas simplesmente por declarar que ela que ela, que ela é cega,
- 1:25:23ela não pode mais, porque eu declarei que ela tem fio.
- 1:25:26Então, não deixa de ser uma disputa pela ficção, ainda que
- 1:25:30cada um tenha seu sua vontade narrativa ali dentro, né?
- 1:25:33E ainda que todas as vontades criativas se se confluam pra um
- 1:25:38fim só, que é contar uma história final, normalmente o
- 1:25:42objetivo desse tipo de jogo, de qualquer forma, nos jogos que a
- 1:25:46gente tem desafio, a dialética criada em torno do do, do
- 1:25:50desafio que O Mestre propõe e do jogador tentando superar o
- 1:25:53desafio. A ideia é que o jogador vá tirar
- 1:25:56proveito mesmo. A gente está recortando a ficção
- 1:25:59com o sentido, como ensina Philip K.
- 1:26:01Dick, né? E esse sentido, qual é a agenda
- 1:26:04lúdica? Se o jogador quer superar os
- 1:26:06desafios, nada mais natural que ele faça isso reivindicando a
- 1:26:09ficção em proveito próprio. É isso que a gente quer, ele não
- 1:26:13poderia estar mais certo em um jogo em que o objetivo é superar
- 1:26:17desafios e que a falha pode pode significar a própria morte dele.
- 1:26:22E aí? Uma coisa que a gente precisa é
- 1:26:26combinar aqui é que o jogador, ele não tem outra forma de fazer
- 1:26:30isso senão enriquecendo a ficção, mesmo que seja seu
- 1:26:35proveito, né? E isso vai fatalmente enriquecer
- 1:26:38a ficção, que é repertório lúdico, válido para todos em
- 1:26:42volta. E a ficção, como a gente sabe,
- 1:26:45ela não tem um dono. Ela vira um repertório lúdico
- 1:26:47comum e pode ser invocado, assim como ensina feite.
- 1:26:52Aliás, e talvez aqui sem limites, no caso do alfa, antes,
- 1:26:55a gente pode invocar essa ficção livremente por todos da mesa.
- 1:27:00Não dizem, por exemplo, que o bom golpista ele se faz em cima
- 1:27:04do em cima ali do da ganância, de do otário?
- 1:27:09Ele tá querendo tirar a vantagem em cima normalmente, é o que
- 1:27:12acontece, né? O cara fala, olha só, você tá
- 1:27:15acostumado, você tá pensando em comprar um computador, um Apple,
- 1:27:18um Apple, né? Um Mac.
- 1:27:20Normalmente ele está 15000. Eu vou te vender esse MEC aqui
- 1:27:25por 3 e o cara vai e compra e nunca recebe.
- 1:27:28Mas pagou 3000, OOO golpista, ele tira o dinheiro do otário em
- 1:27:33cima da sua ganância e da mesma forma que o golpista, ele acaba
- 1:27:39se valendo ali da vantagem que o otário quer tirar.
- 1:27:43O Messi também pode se aproveitar da vantagem que o
- 1:27:45jogador quer tirar. Porque quando o jogador quer
- 1:27:48tirar, quer quer, quer enriquecer a ficção, aproveita o
- 1:27:52próprio. Ele também enriquece a ficção
- 1:27:53para O Mestre, que também pode cortar a ficção, enriquecer a
- 1:27:59ficção no sentido que ele quer, que é o sentido contrário, que é
- 1:28:02desafiar. Em howellfantasy, O Mestre tem
- 1:28:05que desafiar, e o bom desafio delimita seus poderes.
- 1:28:09Esse é o princípio de howfantasy, né?
- 1:28:10É a única função do mestre desafiar o bom desafio,
- 1:28:14inclusive ele é verossímio. Promove a agência do jogador e
- 1:28:17acontece sobre um contexto rico. Esse contexto rico é uma ficção
- 1:28:21rica. Logo, se os jogadores enriquecem
- 1:28:24a ficção em vez do mestre sozinho, essa Riqueza, no fundo
- 1:28:28ela vem mais rápido e O Mestre só se preocupa com a agência e
- 1:28:31verossimilhança. E deixa que o jogo corra, porque
- 1:28:36o desafio acaba se mostrando à frente dele.
- 1:28:40E aí eu digo, que cara, você precisa muito menos do não.
- 1:28:46Do que você pensa? Se o jogador diz que tem um
- 1:28:50Tesouro parrudo bem na frente dele, você pode dizer sim.
- 1:28:55Agora o jogador te deu um presente perfeito para você
- 1:28:58desafiar ele. Você diz que o Tesouro é
- 1:29:00parrudo, é pesado, é pesadíssimo e tá no meio de um solo
- 1:29:05acidentado que é difícil de se locomover.
- 1:29:07Como é que vocês vão voltar isso?
- 1:29:09Como é que vocês vão voltar para a cidade carregando isso tudo?
- 1:29:12Né? E que quando os jogadores
- 1:29:14começam a mexer no Tesouro, eles ainda percebem ali corpos
- 1:29:17frescos, destroçados pela fúria de alguma criatura terrível.
- 1:29:21E por isso que aquelas pessoas deixaram aquele Tesouro ali
- 1:29:24pronto. Agora você tem um desafio
- 1:29:26prontinho na frente deles e seria criminoso você não
- 1:29:30aproveitar esse input maravilhoso que o jogador te
- 1:29:32trouxe, essa Riqueza ficcional que o jogador te trouxe.
- 1:29:36Ele botou isso no teu colo e falou, me desafia o normal.
- 1:29:40É que o diálogo vai se estabelecer com criações mais
- 1:29:44pontuais, mais cuidadosas, menos gananciosas, conforme esse tipo
- 1:29:48de coisa foi acontecendo. Por quê?
- 1:29:49Porque ninguém quer dar mole, então o jogo se assenta numa
- 1:29:53camada mais normalizada, ninguém sendo tão ganancioso ao
- 1:29:57reivindicar. De toda forma, tem algo aqui.
- 1:30:01Eu sei que incomoda muita gente, que é o jogador sair do seu
- 1:30:04personagem. Né?
- 1:30:05Da interface do seu personagem pra olhar esse espaço simulado,
- 1:30:10essa ficção de fora e determinar coisas ali dentro.
- 1:30:13Por exemplo, o jogador chegar e falar, bom, a gente tá andando
- 1:30:15pela floresta, mestre. Eu vou encontrar um Tesouro a
- 1:30:17frente e muita gente se incomoda com isso, e eu também.
- 1:30:20E muitas vezes o discurso em torno do Oil fantasy fez parecer
- 1:30:23que esse era o ideal. Mas não é.
- 1:30:26Olhando pela lente de Oil fantasy, o jogador, ele vai agir
- 1:30:30pela interface de seu personagem.
- 1:30:33Quando o jogador age pela interface do seu personagem,
- 1:30:36tudo que ele faz tem que passar pelo seu boneco, por assim
- 1:30:39dizer, pelo seu proxy no mundo de aventura.
- 1:30:43Mestre, é o que eu vejo a minha frente.
- 1:30:46Mestre, eu vou procurar na cidade uma barbearia.
- 1:30:50Eu encontro, mestre, qual a cor dessa espada?
- 1:30:55E O Mestre vai descrevendo. Claro que o jogador pode,
- 1:30:59obviamente, é reivindicar indiretamente, como eu já
- 1:31:02descrevi. Mestre, existe 11 garrafa em
- 1:31:05cima da mesa do bar. O Mestre pode nunca ter
- 1:31:07descrito, mas faz sentido. Então O Mestre fala, beleza,
- 1:31:09tem. Ali você pega a garrafa do jeito
- 1:31:12que você quer. Só que quando o jogador tá
- 1:31:14fazendo isso, ele tá partindo de uma lógica criativa que é
- 1:31:18indutível, ou seja, do específico para o geral, ele tá
- 1:31:20vendo a realidade concreta, né? E aí ele tá pensando em como
- 1:31:24superar o desafio a partir daquilo, já quando o jogador
- 1:31:28decide sobre a ficção de fora. Ele tá é.
- 1:31:32Ele tá passando por uma, por uma criação que passa por uma lógica
- 1:31:36dedutiva do geral pro específico.
- 1:31:38Ele tá olhando um todo e aí ele entende como dentro desse todo
- 1:31:41ele vai construir alguma coisa, criar uma ficção pra resolver um
- 1:31:45problema específico. Então é um processo lógico,
- 1:31:48dedutivo e oscilar entre essas 2 lógicas de construção.
- 1:31:54Da ficção dedutiva e indutiva. Oscilar muitas vezes gera
- 1:31:58paralisia, porque os processos lógicos travam, né, você está
- 1:32:01saindo de um para entrar em outro.
- 1:32:03Oscilar não é tão fácil para todo mundo, né?
- 1:32:06Então isso gera uma paralisia constante e até o feiti fala,
- 1:32:10né? Quando você devolve a pergunta
- 1:32:11para o jogador, muitas vezes o jogador trava.
- 1:32:13Eu leio que é por conta disso em o elfentes, a gente quer que o
- 1:32:17jogador não precise fazer isso, quer que ele não precise.
- 1:32:22É descrever as coisas, fazer reivindicações do mundo de forma
- 1:32:27direta. Por quê?
- 1:32:28Porque ele vai passar pela interface no seu personagem, ele
- 1:32:32não vai dizer o que que tem ali, ele não vai dizer, existe um
- 1:32:37Tesouro a minha frente, mas ele pode perguntar, mestre, existe
- 1:32:39algum Tesouro a minha frente, né?
- 1:32:42E quando ele fala isso, O Mestre tá entendendo o que?
- 1:32:44Aquela é sua vontade e O Mestre pode dizer que sim, que tem, ou
- 1:32:47pode dizer que não, não tem, e aí nesse caso, a gente não gera
- 1:32:50essa paralisia. E dar oportunidade até do mestre
- 1:32:52dizer não, caso isso vai atrapalhar o desafio dele.
- 1:32:55Ainda que a gente entenda que não é uma boa prática,
- 1:32:58normalmente você dizer não, o ideal que você possa dizer sim,
- 1:33:00isso vai enriquecer a ficção. Então a gente chama isso de
- 1:33:04interface centrada no personagem, né?
- 1:33:08É? E o jogador, ele pode fazer isso
- 1:33:10sem prejuízo das suas reivindicações, porque é, ele
- 1:33:13pode dizer uma realidade sobre o mundo, sobre sobre os npcs, por
- 1:33:17meio das perguntas que ele faz, O Mestre e O Mestre dizendo sim.
- 1:33:20E aí é ele que está trazendo, por exemplo, O Mestre, esse
- 1:33:24soldado, ele, ele tem muitos ouros, ele tem muitas, é muitas
- 1:33:29joias, ele parece um cara, é um cara ganancioso, você mexe falar
- 1:33:33sim, o jogador já começa de repente a querer subornar esse
- 1:33:37guarda, né? Então esse tipo de coisa é, é, é
- 1:33:40uma reivindicação indireta do jogador, né?
- 1:33:43A gente faz com que o jogador reivindique indiretamente.
- 1:33:46E aí quando ele faz isso, ele não precisa sair da lógica
- 1:33:48indutiva que o jogo propõe no dayde old School que a gente
- 1:33:52joga com well fantasy. Então a gente vê que Oo jogador
- 1:33:57ele reivindica direta e indiretamente, mas sempre
- 1:34:00através do seu personagem. E você pode pensar, pô, mas aí
- 1:34:03OOO, jogador fica com essa limitação brutal de ter que
- 1:34:06passar pela sua interface do personagem e O Mestre não.
- 1:34:10Isso não é meio diferente do que você falou até agora?
- 1:34:12Na verdade, não, porque O Mestre também acaba ficando retido na
- 1:34:16interface dos personagens, dos jogadores.
- 1:34:19Ele também precisa passar por isso.
- 1:34:20Ele vai sempre responder a partir do que os personagens dos
- 1:34:24jogadores estão vendo. É assim que a gente trabalha em
- 1:34:28olefentes e a boa prática é essa.
- 1:34:30O princípio é esse, né? O princípio da interface do
- 1:34:33personagem diz que O Mestre também se entrelaça ali, então a
- 1:34:37ficção ela acaba sendo renderizada.
- 1:34:40Pela experiência de cada jogador através de seu personagem, ela é
- 1:34:45renderizada quando o jogador pergunta, quando o jogador
- 1:34:47aciona, quando o jogador dá um, quando o jogador pede detalhes.
- 1:34:51E aí essa ficção vai sendo construída, né?
- 1:34:54Isso também acaba enlaçando O Mestre, que que depende dessa
- 1:34:59interface também, né? E aí o jogo se estabelece.
- 1:35:09Mas que Bela ideia, Hein? Caderneta.
- 1:35:11Aí nesse grimoriozinho mequetrefe não tenha notado que
- 1:35:14o Império Sukita não existe mais e que ele foi consumido por fogo
- 1:35:18e deserto não. Bela jogada bruxo.
- 1:35:23É, é. De fato, meus registros
- 1:35:26precisavam de atualização cerca de 200 anos e agora estamos
- 1:35:31aqui, perdidos em meio ao calor e as dunas. 1000 Perdões.
- 1:35:43Pessoal, pessoal, silêncio, silêncio, bombas sem ser chato,
- 1:35:50mas já sendo as dunas e o fogo tão vendo se tirar Areia pro
- 1:35:59lado, ó ó cartas de deserto e fogo.
- 1:36:11É isso mesmo, pessoal. As danças of cards se
- 1:36:14desdobraram se com a edição masmorra e gelo você já tinha
- 1:36:17uma rejogabilidade imensa com muita modularidade e Liberdade
- 1:36:22de modo de jogo, seja arena cope ou solo.
- 1:36:26Agora a gente tem mais 2 expansões, Docas e florestas e
- 1:36:30deserto e fogo decopaga e tirou do forno agorinha pra enriquecer
- 1:36:34a sua mesa. Você pode expandir a masmorra e
- 1:36:37gelo se você, a gente tiver, ou qualquer uma das expansões
- 1:36:40também podem ser jogadas de maneira autônoma, mas o legal é
- 1:36:43mesmo a gente combinar elas. Cada caixa vem com 2 baralhos e
- 1:36:4755 cartas contendo novos monstros, heróis, tesouros,
- 1:36:51armadilhas e tudo mais dentro do tema, além de miniaturas, 2
- 1:36:55dados, 2 cenários completos por caixa e o manual de regras.
- 1:37:00Feito com muito carinho pelo Eduardo Santini.
- 1:37:03Quer garantir o seu? É só chegar no descritivo do
- 1:37:06episódio e apoiar quem apoia a fé com dânjoa.
- 1:37:17Cartas de deserto e fogo. Concluindo.
- 1:37:34A gente pode fazer um paralelo aqui com o teatro do improviso.
- 1:37:38Eu não entendo de teatro muito é, mas eu falei com a prima da
- 1:37:42minha esposa que é craque e que entende.
- 1:37:46E dentro da minha pesquisa eu descobri 2 nomes aqui que são
- 1:37:49importantes. O primeiro é a viola, a viola,
- 1:37:52spoiler e o Keith johnston. São 2 nomes aqui da escola de
- 1:37:57Chicago, da escola de Londres, respectivamente, né?
- 1:38:01É. A viola, ela é considerada a mãe
- 1:38:04do improviso. Ela desenvolveu os jogos
- 1:38:06teatrais para ajudar atores a saírem da cabeça e focarem no
- 1:38:10momento presente. Para ela, o foco tá na
- 1:38:13experiência direta desses jogos lúdicos, desses jogos teatrais.
- 1:38:18Jogos cênicos, o que é muito interessante, dialoga muito com
- 1:38:21o RPG, então é isso não é uma coisa nova.
- 1:38:26E claro, improviso vem lá desde antes, né?
- 1:38:29Tem a comédia delarti, que até o pedroca já falou.
- 1:38:32A respeito, e a gente sabe que tem bastante coisa, mas a
- 1:38:35formalização desse pensamento de começar a defender e organizar o
- 1:38:39pensamento em torno disso veio com a viola, spoiler e com esse
- 1:38:43kief e John John John Stone que é Londres barra, Calgary, né,
- 1:38:50que é Canadá. Então, enfim, um cara
- 1:38:52multinacional, sei lá, mas ele é um é.
- 1:38:54É um autor dum dum livro influente chamado improve, né?
- 1:38:59EEO impro. Eu vou deixar linkado no
- 1:39:02detitivo do episódio. Mas ele percebeu que o maior
- 1:39:05medo do ator ao improvisar é parecer bobo, o que leva ele ao
- 1:39:10bloqueio de ideias. Então ele sistematizou a
- 1:39:13aceitação como forma de manter a narrativa viva.
- 1:39:16Olha que interessante no improviso.
- 1:39:19Portanto, dizer não é chamado de bloqueio de nail é considerado o
- 1:39:24Pecado Capital do improviso por 3 motivos principais.
- 1:39:28É destruição da realidade. Quando você nega uma oferta,
- 1:39:32você invalida a criatividade do parceiro e força a cena a
- 1:39:37recomeçar do zero. Ou pelo menos do ponto salvo
- 1:39:39ali, né? Que você trouxe.
- 1:39:41Você cria uma sobrecarga cognitiva também, porque o
- 1:39:44bloqueio exige que o parceiro invente algo novo imediatamente
- 1:39:48para compensar o vácuo, que gera ansiedade, trava o fluxo.
- 1:39:53E também gera uma luta de poder, porque o não geralmente vem do
- 1:39:57ego ou do medo, o desejo de controlar a cena em vez de
- 1:40:01descobrir o que ela quer ser. Olha que interessante, isso tudo
- 1:40:05dialoga imensamente com o que eu trouxe até aqui de RPG, né?
- 1:40:09Os impactos disso, né? A gente pode saber que é a
- 1:40:13segurança em não receber, quer dizer, a gente passa a ter
- 1:40:17quando a gente. Deixa o não de de lado.
- 1:40:20A gente passa a ter a segurança de que a gente não vai receber
- 1:40:23um não constantemente, que a gente vai receber sins e que
- 1:40:27isso vai facilitar a nossa criatividade, porque a gente
- 1:40:30fica mais seguro para criar, tem mais ambiente de criação.
- 1:40:34E se a gente fala que jogos precisam de ambientes que
- 1:40:37permitam o jogo e permitam os os participantes a se divertirem,
- 1:40:42trazer isso é muito importante também.
- 1:40:46É deixar algo não de lá de lado, conecta os participantes entre
- 1:40:50si, construindo uns em cima, uns em cima do repertório que os
- 1:40:55outros trazem para o jogo cênico.
- 1:40:58E no caso, obviamente, a gente pode trazer o RPG para o jogo
- 1:41:00lúdico, né? A parte lúdica, o jogo é sendo
- 1:41:04enriquecido dessa mesma forma. Fora isso, você tem emergência e
- 1:41:08diversidade de ideias com mais eficiência, né?
- 1:41:13Trazendo para o RPG. A gente pode chamar de ficção
- 1:41:17rica, né? Montada já no contexto da
- 1:41:20exploração barra criação do jogador, repertório ficcional
- 1:41:25válido já, né? Para o jogo constituído com
- 1:41:28rapidez, com como solo mais fértil para criação e disputa,
- 1:41:33né? Em torno da agenda lúdica.
- 1:41:35É deixar Oo não de lado. Começa a imprimir desafio, né?
- 1:41:40Facilita imprimir desafio. E é Questão de Tempo, né?
- 1:41:44Só sair tocando ali, provocando. Então tem um episódio aí sobre a
- 1:41:47postura do desafiante e a postura do provocador, do
- 1:41:50mestre, né, que eu citei no início do episódio.
- 1:41:53Vale a pena você olhar, porque imprimir desafio, às vezes é só
- 1:41:56questão de você provocar, né? É, também tem a ver o semelhança
- 1:42:00construída em conjunto e não há imposição ou convencimento.
- 1:42:05Há um aceite voluntário. Dificilmente você sozinho vai
- 1:42:09construir mais solidez pro seu sentimento de mundo, sentimento
- 1:42:13de verossimelhança, do que construindo isso em conjunto.
- 1:42:17E também, por fim, menos responsabilidade nas costas do
- 1:42:21mestre em gerar toda a ficção sozinho.
- 1:42:24Porque, afinal de contas, é impossível.
- 1:42:26Isso é impossível. Não tem como jogar como se
- 1:42:29fosse. Concluindo, dizer não, na
- 1:42:33esmagadora maioria das vezes, é você negando ao jogador o
- 1:42:36direito de contribuir para o jogo, né?
- 1:42:39Para você, mestre, construir algo em cima da sua expectativa
- 1:42:43de ficção, ainda que nem tenham entrado em jogo, isso sozinho já
- 1:42:50aumenta 2 sacas pesadíssimas de cimento no teu lombo para você
- 1:42:55carregar. E cria uma ficção
- 1:42:57necessariamente menos rica e menos diversa que você precisa
- 1:43:01ficar tocando monocraticamente como um Demi Hugo.
- 1:43:06Pura insegurança de perder o que está ali anotado na sua PrEP,
- 1:43:09que é o te e muitas vezes é o que vai te dar segurança ali.
- 1:43:12E se você está buscando segurança nisso, sugiro
- 1:43:17experimentar estruturas de emergência, tá?
- 1:43:21É? E aí você deixa de lado esse seu
- 1:43:25desejo de que tudo emerge exatamente assim ou assado, né?
- 1:43:31Dos deuses que comandam o mundo ao pé direito de uma sala de
- 1:43:36mais morro. E acredite, você precisa muito
- 1:43:39menos do não do que você pensa. O impacto mais significativo do
- 1:43:44sim é te libertar do seu desejo de controle e só isso faz um
- 1:43:49novo e maravilhoso mundo se abrir perante você.
- 1:43:54E os jogadores que tiverem jogando contigo?
- 1:43:56Tem um vídeo do café com leite no YouTube sobre isso, caso você
- 1:44:00queira passar pros teus amigos, queiram passar pra galera.
- 1:44:03Eu falei disso no YouTube também, eu vou deixar o link no
- 1:44:06descritivo do episódio, beleza, gente?
- 1:44:08Por fim, fazer aqui a leitura da enquete, né?
- 1:44:11Eu vou deixar pra vocês escolherem cá entre nós, você
- 1:44:14diz mais não do que o necessário quando mestra, sim ou não e.
- 1:44:21O que que você acha do não no jogo?
- 1:44:23Comenta aí pra gente, no fim, deixar aqui os links citados no
- 1:44:27episódio. Então deixar o link pro ovelha
- 1:44:31negra pra você pedir lá o seu café com cupom ccd o link pro
- 1:44:36salvando seu Rex krall. Lembrando que o senhor tem até
- 1:44:38amanhã pra você se inscrever na segunda turma, depois só daqui a
- 1:44:42muitos meses talvez, eu criei de novo, de novo uma nova turma.
- 1:44:46Aí é o link pro dungeons of cards.
- 1:44:49Píer e floresta o link para série bestiário no YouTube do
- 1:44:53café com Dungeon e o link para o dungeons of cards.
- 1:44:57Deserto e fogo também os links mencionados aí o senhor.
- 1:45:01Sol no Instagram, um abraço cara é Oo um link para o artigo
- 1:45:07experience points and the nomera gem pelo Monte cook.
- 1:45:12O link para o site da viola spoiler, autoridade, improviso e
- 1:45:16também do Keith Johnson também uma autoridade, improviso.
- 1:45:21Vou deixar também aí, no descritivo do episódio, os links
- 1:45:26para os para os episódios do café com dângelo sob
- 1:45:29reivindicação narrativa, disputa da ficção no RPG, desenhe papéis
- 1:45:33no RPG novo simulacionismo seu mundo de RPG não existe quem me
- 1:45:38sua preparação? Postura do desafiante e do
- 1:45:41provocador e centro de interface.
- 1:45:46Por fim, lembrar que você pode ajudar a gente a voltar a ter 5
- 1:45:50episódios semanais batendo nossas metas de apoio.
- 1:45:53Considere apoiar o projeto na sua expansão.
- 1:45:56Lá em apoia pontac barra café com dângel se você gostou
- 1:46:00especialmente do café de hoje, você pode deixar pra gente uma
- 1:46:02gorjeta. Que que você acha?
- 1:46:04Manda um Pix aí em qualquer valor pra café com dângel
- 1:46:07gmailcom. A gente conta com você.
- 1:46:09Se você tem uma empresa, uma marca e quer ter um dia na
- 1:46:12semana no café com Dungeon, você pode financiar mais um episódio
- 1:46:16semanal do podcast e fazer a Alegria da massa rpgista
- 1:46:19consulta a gente em café comdungeon@gmail.com que a gente
- 1:46:22tem uma proposta especial para você.
- 1:46:25Consulta aí também a gente sobre parcerias e anúncios.
- 1:46:27A gente trabalha com marcas de RPG e também de outros ramos,
- 1:46:30como cafés, jogos. Tecnologia, mídia e etcetera.
- 1:46:34Se você é um produtor de conteúdo gamers independente,
- 1:46:38acadêmico ou fã e quer participar do nosso projeto,
- 1:46:40conta sobre você e fala a respeito de como a gente pode
- 1:46:43colaborar lá no nosso e-mail beleza agradecer aos nossos
- 1:46:48assinantes, a galera que torna possível essa aventura.
- 1:46:51Então o enée josaburo Suzuki. Valeu, valeu demais ao pessoal
- 1:46:56do nível de apoio comunidade, incluindo aí o Rodrigo
- 1:46:58Fernandes, o Vinicius caldos e o debando hildebrando Pereira dos
- 1:47:03Santos Junior valeuzaço um salvo especial para os assinantes do
- 1:47:07nível RPG do Jô, dentre eles o Pedro Borges, o Rudolf Helmut, o
- 1:47:11Thiago da luz, Gabriel, Pedro oblizini e o Diego sexito.
- 1:47:16E um abraço aos membros do treinamento, ao elfentis.
- 1:47:18Eles são o Cleiton, o Daniel Haidar, o Henrique Santos, o Léo
- 1:47:21gasparuto menini e o Marcos Gonçalves.
- 1:47:24E por fim, o imenso agradecimento ao nosso membro
- 1:47:28café com balbi, meu grande amigo Thiago Augusto.
- 1:47:30Valeu pela força ao longo de todos esses meses.
- 1:47:33Cara, então, pessoal, é isso. Um abraço e até a próxima.