Latest / Juanribe / As três coroas
Transcript
- 0:00O na sala tinha um museu, Três Coroas.
- 0:09Estavam conversando, uma delas feita de ouro e cravejada de
- 0:16pedras preciosas. Orgulhosa da sua própria
- 0:19natureza, disse, as outras 2. Eu pertenci a um rei muito
- 0:28poderoso quando aquele rei me colocava sobre a sua cabeça,
- 0:32todo o Reino se inclinava aos meus pés.
- 0:36Uma geração inteira brigou por minha causa, eu fui motivo de
- 0:41muita disputa e passei de cabeça em cabeça.
- 0:47Foi tudo rica, poderosa e Bela. Mas todos os que me possuíram
- 0:55morreram e até os seus reinos passaram por fim.
- 1:01Colocaram me aqui neste museu, e eu tenho um passado de glórias
- 1:07para me lembrar. A segunda coroa, também muito
- 1:12orgulhosa, feita de louros, disse, eu nasci na Grécia.
- 1:19Eu fui um gesto verde de Vitória, que dava Glória aos
- 1:23vencedores, homens e mulheres para me conseguirem, lutavam
- 1:30entre si e disputavam. Foi digna de heróis e poetas de
- 1:35todo o mundo. É, participei de festas e
- 1:39banquetas com as pessoas mais importantes da história.
- 1:43Coroei, emperadores e césares, mas todos eles também se
- 1:49acabaram e pereceram as suas vitórias e conquistas foram
- 1:53esquecidas e mesmo as mais recentes até foram superadas por
- 1:58novos recordes. Eu acabei murchando, sequei e
- 2:04colocaram me aqui neste museu. Mas eu também tenho um passado
- 2:10para me lembrar. O então a terceira coroa, disse.
- 2:19Eu era um espinheiro. Que vivia embrenhado em meio às
- 2:25outras plantas. Porém, um dia.
- 2:29Mãos rudes me tomaram, nunca ninguém havia me colhido.
- 2:34Também não tinha notícia de que isso tivesse acontecido com
- 2:38alguém da minha espécie, mas aquelas mãos rudes me teceram no
- 2:43formato de uma coroa e me levaram até a presença de um
- 2:48homem abatido e sofrido, mas que mantinha o porte de um
- 2:53verdadeiro soberano e colocaram me sobre a cabeça daquele homem.
- 3:00E apesar de eu ser feita de espinhos, ele me recebeu assim
- 3:05mesmo. Não compreendi porque não me
- 3:08rejeitava e quando os meus espinhos bravos e cruéis tocaram
- 3:14na sua carne, o sangue verteu da sua fronte.
- 3:19Porém ele não deu um gemido de dor.
- 3:23Havia naquele homem uma qualidade que nunca vi em
- 3:28qualquer pessoa. Muitos já haviam se ferido em
- 3:32meus espinhos, até aquele que me colheu para a terceira coroa de
- 3:36espinho. Reclamava quando eu arranhava,
- 3:41mas aquele homem não disse uma palavra sequer para me
- 3:46amaldiçoar. Ele não abriu a sua boca.
- 3:49Suportou me com dignidade. E outra coisa que me chamou
- 3:55muito a atenção foi a qualidade do seu sangue.
- 4:00Sabem? Eu nunca vi um sangue puro como
- 4:05aquele quando os meus espinhos foram banhados por aquele sangue
- 4:10puro e carnezinha, eu senti uma santidade na minha crueldade.
- 4:16Algo se modificou na minha natureza de espinheiro e eu
- 4:21senti-me Santo e eu que era de uma má natureza, senti-me de
- 4:27repente, transformado. Não era mais mau sujeitei me a
- 4:34ele na mesma hora e resolvi acompanhá-lo naquela macabra
- 4:39coroação e vê quando colocaram sobre os seus ombros uma pesada
- 4:47Cruz e ele caminhando pelas ruas estreitas de Jerusalém.
- 4:53Via a multidão zombando, escarnecendo, outros, chorando e
- 4:58batendo no peito e ele foi caminhando até subir a um Monte
- 5:02que tinha o formato de uma caveira e ali, a invés de um
- 5:08trono o esperando, o deitaram no Madeiro e cravaram os seus pés e
- 5:15as suas mãos. Mas também não ouve dos seus
- 5:20lábios nenhuma imprecação uma maldição sequer, nenhuma
- 5:27lamentação. Como ovini de ver a reação
- 5:32daquele soberano. Então quando a Cruz foi suspensa
- 5:37entre o céu e a Terra, ali estava eu sobre a sua cabeça e
- 5:42do alto da sua fronte, vi quando pessoas se juntavam embaixo da
- 5:47Cruz e escarneciam e zombavam, e mesmo assim ele não dizia nada.
- 5:54Acompanhei a sua agonia silenciosa enquanto seu sangue
- 6:00continuava gotejando escorrendo para a Terra.
- 6:06Mais ou menos às 3:00 da tarde, olhei para o céu.
- 6:11E vi que ele havia escurecido, e o Sol desaparecido.
- 6:17Nunca vi um dia tenebroso como aquele.
- 6:20Escuridão que se podia apalpar. Então aquele homem olhou para as
- 6:27pessoas que cuspiam na Cruz que zombavam que escarneciam.
- 6:34Levantou os seus meigos olhos aos céus e disse.
- 6:38Pai. Perguntou a eles por que não
- 6:43sabem o que fazem? Eu me comovi a ouvi-lo.
- 6:50A sua agonia durou apenas mais um pouquinho.
- 6:55Antes que a última gota do seu sangue verter, se sobre a Terra,
- 7:01ele novamente ergueu os olhos aos céus e disse, pai.
- 7:07Nas suas mãos? Eu entrego o meu espírito e
- 7:13dando um brado titor. Rendeu o espírito e tombou a
- 7:19cabeça. Eu somente não caí por Terra
- 7:22porque os meus espinhos estavam cravados na sua carne.
- 7:27E ali eu fiquei sendo testemunha daquele trágico acontecimento.
- 7:34Até que 2 homens. Vieram?
- 7:39E retiraram o corpo da Cruz. Foi somente naquela hora?
- 7:45Que me retiraram também da sua fronte, me lançaram ao lado, mas
- 7:51mesmo assim eu pude acompanhar o que estava acontecendo.
- 7:56Envolveram o seu corpo num lençol e ali perto mesmo, do
- 8:01Monte calvário. Observei quando colocaram o seu
- 8:06corpo na sepultura. Eu não estava entendendo nada.
- 8:12Fiquei ali jogada. Observando os acontecimentos e
- 8:18do alto do Monte calvário. Assistir a sexta-feira terminar.
- 8:25O sábado passar e no domingo pela manhã, antes que o Sol na
- 8:30CC. Viu uma luz gigantesca descendo
- 8:34do céu, parecia um meteoro, um cometa, mas era um ser
- 8:39celestial. E ele descendo até a sepultura,
- 8:43tocou na Pedra que havia na entrada da caverna, e a Pedra
- 8:48foi removida sozinha, sem que mão humana tocasse, e de dentro
- 8:54do Sepulcro aquele soberano que eu havia coroado que foi
- 8:58testemunha da sua morte. Eu vi quando ele saiu vivo,
- 9:03andando com seus próprios pés. Eu.
- 9:07Eu pensava que havia coroado um fracassado, um derrotado, mas
- 9:13naquele momento eu senti orgulho do meu destino.
- 9:17Eu havia coroado o rei dos reis e o senhor dos senhores foi para
- 9:23ele uma coroa de vergonha antes da sua morte.
- 9:26Mas depois da sua Vitória foi para ele uma coroa de Glória,
- 9:31uma coroa de Vitória, uma coroa de vida.
- 9:36Vocês contaram suas histórias? A coroa de ouro tem do que se
- 9:41gloriar a coroa de louro também tem do que se gabar.
- 9:46Mas eu. Eu não me gabo da minha
- 9:49natureza, porque eu continuo sendo um espinheiro bravo, mas o
- 9:55meu valor está naquele a quem eu coroei aquele sobre quem eu
- 10:00repousei. Ele se tornou o maior soberano
- 10:04do universo. A sua Glória não passou, ele não
- 10:08acabou com a sua morte. O seu Reino não terminou, ele
- 10:11está vivo pelos séculos dos séculos e o seu reinado jamais
- 10:16passará o nome do meu rei. Você já sabe, vocês também
- 10:23conhecem. Ele é o rei dos reis, o senhor
- 10:26dos senhores, o seu nome é Jesus Cristo.
- 10:40Bom, você acabou de ouvir este podcast com João ribi palharini.
- 10:49Um oferecimento dos pregadores do telhado para saber mais sobre
- 10:54este trabalho, acesse o site pregadores do telhado.org.br e
- 10:59pregadores do telhado. Feliz a nação cujo Deus é o
- 11:04senhor.