Latest / Product Guru's : Produto | Negócios | Carreira / Os Clássicos Não Morrem na Gestão de Produtos — Raphael Farinazzo
Transcript
- 0:00Em um determinado momento ele fala que os Product
- 0:01Managers não são responsáveis pela tomada de
- 0:04decisão, mas são responsáveis pelo ritmo e
- 0:06qualidade da decisão. Caraca,
- 0:09aquilo me pegou de um jeito, que eu falei, pois
- 0:12isso aqui tem mais coisa do que talvez ele mesmo
- 0:14tenha se ligado. Oi,
- 0:33tudo bem com você? Meu nome é Paulo Schod, e
- 0:35sejam bem -vindos ao Prórdigo Luz, o podcast que
- 0:37é voz por trás dos produtos e comigo hoje
- 0:40estou com ele. Um, uma das pessoas que vai
- 0:46fazer o crossover, tinha que vir aqui, hein, para
- 0:48dar o crossover completo, ele teria que estar aqui.
- 0:52Rafael Faldinasso, tudo bem,
- 0:54Rafael? Tudo bom, cara, prazer estar
- 0:56aqui, muito super feliz de estar participando. Um
- 0:58prazer é todo meu, antes de mais nada, muito
- 1:00obrigado por ter me recepcionado lá na mesa de
- 1:04produtos da PM3 e muito obrigado por tudo, né, por
- 1:10ter feito as polêmicas pelas conversas dos
- 1:13bastidores, lá da gravação, que a gente não vai entrar
- 1:15em detalhes aqui, hein, Rafael? Não,
- 1:18não, isso é em polêmicas, né, a gente fez um
- 1:20compromisso de tentar não ser polêmico aqui. Isso,
- 1:24vamos, vamos tentar. Você que deu play e não sabe
- 1:26quem é Rafael Faldinasso? Rafael
- 1:28Faldinasso já passou por muitas empresas em cargos
- 1:32de liderança, então, R .D. Station
- 1:35como por art manager Sênio, head de produtos na
- 1:38Evolves, diretor de produtos na Sharpay, diretor de
- 1:43produtos na Butterfly, hoje, e a última, última
- 1:48experiência dele foi na Unico, a Editech, e hoje
- 1:51ele está como CEO da PM3. O
- 1:56que que é um CEO? Eu falei certo, porque eu falo
- 1:59sempre errado essas siglas. É,
- 2:01não é isso mesmo, assim, a gente, na verdade, era a
- 2:04sigla que fazia mais sentido para a quantidade
- 2:06de áreas diferentes que estão comigo hoje e todas
- 2:10elas, de certa forma, dizem respeito à produto ou à
- 2:13operação, né, então, com cursos, comunidade, eventos,
- 2:16audiovisual, produto mesmo, a camada de tech,
- 2:19integrações ali do LMS, etc. Assim,
- 2:23a gente pegou isso, cara, basicamente isso aqui é a
- 2:25operação da geração de valor da empresa, né, então
- 2:27você tira marketing, vendas, CS, etc. que
- 2:31não estão comigo, a operação toda de geração de
- 2:34valor é isso. Então, eu falei, isso é um CEO,
- 2:36é um CEO, fica meio Marcelo discutindo, eu
- 2:38falei, cara, vai CEO mesmo, vamos embora. Tentei
- 2:41tirar o product do cargo aí. Então,
- 2:46colocando o product em tudo, hein? Eu
- 2:48me distanciei, mas não foi por mal, obviamente, foi só
- 2:53porque o produto parecia muito restrito mesmo, falei,
- 2:56cara, acho que é uma coisa mais ampla mesmo. Hoje
- 2:58a gente vai falar sobre os clássicos não saiam de
- 3:00moda, aparentemente, de tentarem fazer porque eles
- 3:03saiam de moda na nossa área aqui de produtos. O
- 3:07Rafa, quais são esses clássicos? Cara,
- 3:10acho que tem bastante coisa, né? A
- 3:12minha graduação é marketing, então obviamente, pra mim,
- 3:15o clássico dos clássicos é o Kotler, com a
- 3:18administração de marketing lá, o livro, na minha
- 3:20época, um livro gigante com uma capa azul e letra
- 3:23amarela, acho que eu peguei, sei lá, eu que
- 3:26edição. Acho que o Kotler é o
- 3:28principal, mas aí você vai para, para os outros, né,
- 3:31você vai para o Peter Drucker, você vai para o
- 3:32Andy Grove, né, quando ele fala de management ali,
- 3:35você vai para o Matrix BCG, enfim, o Michael
- 3:39Porter, cara, tem bastante coisa ali. Tem
- 3:42os clássicos talvez mais recentes, né, como Richard
- 3:44Drummond com Good Strategy, Bad Strategy, é um clássico
- 3:47recente, vamos dizer assim, mas os clássicos mesmo ali
- 3:50década de 60, 70, 80 é a galera que eu tive na
- 3:55graduação, né? Pra contextualizar, eu tenho 38
- 3:59anos, tá? Minha graduação foi de 2003 a
- 4:022006, então quando eu me formei, não existia o termo
- 4:07embound marketing ainda, então um monte de coisa,
- 4:10eu fiz marketing à faculdade, mas praticamente
- 4:12não tinha marketing digital, então eu tive que estudar
- 4:16esses caras aí, né? Tinha o Seth Golding, né? O
- 4:19Seth Golding era um dos primeiros a falar de
- 4:21marketing digital, você não mande email para quem não
- 4:25te permitiu mandar, era o básico, né? Ele
- 4:28foi o do primeiro a falar isso. E
- 4:30tem gente que não tá seguindo o que ele falou,
- 4:33não? Porque até hoje, né? Pô,
- 4:35até hoje me manda email mesmo, eu não pedido para
- 4:38me mandar email. Desse daí, tem dois que são, eu
- 4:44vou usar o termo aqui que a minha esposa não gosta,
- 4:46que eu uso, que são entidades, que independente
- 4:53da área, do segmento ou do tamanho da empresa ou da
- 4:57pessoa, do viés da pessoa, coisas que eles falaram
- 5:02influenciam ou é a base de tudo, né? Que
- 5:05é o Kotler e o Drucker. O Drucker. A
- 5:12gente vai passar muito por esses clássicos, por esses
- 5:15dois e outros que você mencionou, mas a minha
- 5:20pergunta é o que que a... Aqui
- 5:25vou fazer um disclaimer para você então, entendeu?
- 5:27Calma aí, que é, a gente aqui
- 5:29não vai falar sobre o papel ou cargo, a função,
- 5:37a persona, o personagem de product manager. A
- 5:41gente vai falar da disciplina de gestão de
- 5:43produtos, porque eu acho que, né, o Farnese, o que
- 5:46você acha de tipo, acho que está na hora de a
- 5:48gente começar a tentar limitar o que é disciplina
- 5:54do cargo, do... Porque a gente está meio que
- 5:58misturando algumas coisas. Perfeito,
- 6:00perfeito. Cara, tinha uma aula minha de
- 6:03quatro anos atrás, que tem um slide exatamente escrito
- 6:06isso. Você não é a única pessoa que
- 6:07está fazendo produto. Então, tem designer que está
- 6:11fazendo produto, você é product manager, designer
- 6:13que está fazendo produto, pessoa de dados está
- 6:15fazendo produto, tech manager está fazendo
- 6:16produto. Surpreendentemente, a pessoa de vendas está
- 6:18fazendo produto, o CFO está fazendo produto, e o CEO,
- 6:23obviamente, nem se fala, né? Então,
- 6:25sim, acho que tem a cadeira e quem senta nela,
- 6:29né? Uma coisa, mas a função ela
- 6:31vai ser executada por diversas pessoas. Então,
- 6:34a gente vai aqui se basear na disciplina e começando.
- 6:38A gente está aqui com um
- 6:39estudioso, é professor, com vossa experiência. Então,
- 6:44a gente vai começar do começo. O
- 6:46que é? A gestão de produtos, a
- 6:48disciplina, ela é do marketing ou a de TI? Ah,
- 6:52eu sou suspeito para falar, cara. Para
- 6:53mim é claramente marketing, é claramente marketing. É
- 6:56engraçado que eu lembro que um tempo, uns anos depois
- 7:00de faculdade, encontrei alguém, falei que estava
- 7:02trabalhando com gestão de produtos de tecnologia e
- 7:05tal, uma pessoa da faculdade, eu falei, então
- 7:07você saiu da área, eu falei, não, eu estou mais
- 7:08dentro da área do que nunca, né? Como
- 7:11assim eu sei da área? E eu já tinha passado por
- 7:13esse estranhamento anos antes, quando virei product
- 7:16owner, né? E, assim, entrei na empresa
- 7:21para ser product owner e fiquei perguntando, cara,
- 7:23por que que eu não... Por que que o marketing senta
- 7:25lá longe, a gente senta aqui, a gente quase não se
- 7:27fala? Por que que eu não estou
- 7:28dentro do marketing, né? Então,
- 7:31para mim é claramente marketing. Tecnologia
- 7:33é um... É como você perguntar, por
- 7:36exemplo, se a mídia paga deveria estar dentro de
- 7:39tecnologia, porque usa o Google Edwers, usa software,
- 7:42sabe? Usa tecnologia, usa... Cara,
- 7:44não faz sentido nenhum, a mídia paga, é marketing,
- 7:46assim como produto é marketing. Acho
- 7:48que você querer, de um ponto de vista de
- 7:50arquitetura organizacional, separar essas áreas, eu
- 7:53acho válido, eu acho até mais proveitoso do que
- 7:56juntá -las, né? Mas academicamente, do ponto de
- 7:59vista de disciplina, é dentro de marketing
- 8:01totalmente. Mas é importante essa separação,
- 8:04né? O design organizacional é
- 8:06outra coisa, você vai separar as áreas que você
- 8:07quer que andem separadamente. É
- 8:10um dos quatro P's, né? Porque
- 8:12agora virou 5 ou 7 e um número... Todo
- 8:17ano saiu um novo P, certo? O
- 8:19Farnaz? Exato. O de serviço era 8 P's,
- 8:23cara, porque tinha processos, procedimentos,
- 8:25tinha outros P's lá de serviço também. Não
- 8:28vou lembrar de memória, porque não cheguei a
- 8:30trabalhar muito com serviço. Mas
- 8:32tinha essas questões ali, né? Os
- 8:35desafios de serviço, a tangibilização, a
- 8:37variabilidade, etc. Então, cara, tem tanta coisa
- 8:40legal, né? Quando você vai estudar esse tipo
- 8:42de coisa no marketing, que dá uma pena mesmo, a
- 8:45galera não está olhando pra isso. E
- 8:47antes de se aprofundar, porque a gente vai entender
- 8:49do que que a disciplina de gestão de produtos é bebe
- 8:55dessas fontes, bebe desse... Porque
- 8:58somos um dos quatro P's, é? Ou
- 9:01pelo menos o mais glamouroso deles é a nóis.
- 9:06Então, a gente vai se aprofundar
- 9:08nisso, certo, Farnaz? Ou não? É
- 9:10o mais glamouroso? Olha, depende, né? Depende.
- 9:16Eu acho que eu trabalho em agência de publicidade, né?
- 9:18O outro P, ali, da
- 9:19comunicação do promotion. As festas são mais glamourosas,
- 9:24com certeza, de agência de publicidade. Olha,
- 9:26as premiações, né? Você vai pra Câmi, você ganha
- 9:30prêmios, né? O produto não tem esse
- 9:33glamour todo. Acho que a gente tem que
- 9:35começar... Vamos criar uma premiação nossa.
- 9:39Vamos fazer uma premiação nossa.
- 9:40Olha o que isso é de produto,
- 9:41né? Isso! Passo pra uma banca,
- 9:43avaliadora, tá, ou sei o quê. Faz
- 9:46engramado com a nossa... É gramado? Nossa,
- 9:51é gramado. Ou... Enfim, você que deu play e
- 9:55tá ouvindo a gente, recados. Ou
- 9:58seja, que tá ouvindo e nos assistindo pelo Spotify e
- 10:01Apple Podcast, clica no botão seguir e deixe o seu
- 10:04Facebook Estrelas, tanto no Spotify quanto no Apple
- 10:06Podcast. As suas estrelinhas vale muito.
- 10:09Cinco, menos de cinco, não vale
- 10:11nada, não deixa. Só deixa cinco. Menos
- 10:14disso, não precisa deixar. Comentários,
- 10:16comente nos episódios, mande sua dúvida, sua pergunta,
- 10:20sua elogia ou sua crítica. Pode
- 10:23comentar. Você que tá assistindo a gente
- 10:25pelo YouTube, clica no botão inscrever -se, deixe
- 10:27seu like, comenta, compartilha porque isso nos
- 10:30ajuda bastante no algoritmo ali do YouTube, tá bom? E
- 10:34lembrando, esse episódio é um oferecimento da Terra. A
- 10:39escola de carreiras digitais mais famosa do Brasil,
- 10:43hein? É a melhor que... Que
- 10:45está a melhor da América Latina. Tá
- 10:47com a gente esse ano. E tem um cupom de desconto
- 10:50exclusivo para você. O link está na descrição.
- 10:54Além da Terra, um oferecimento
- 10:55de amplitude a maior e melhor plataforma de proerte
- 11:01analíticas do mundo. Não é que não. Eu
- 11:04aceito estar junto com Google Analytics, com GA.
- 11:08Mas com os outros, né? Não
- 11:10venha fazer mix de plataformas aqui, não, hein?
- 11:14É a única amplitude. Eles
- 11:17fizeram um ebook, traduzindo um ebook exclusivo para a
- 11:20gente. Proerte analíticas for dames. Eu
- 11:24gostei desse nome. E o link está na descrição
- 11:28ebook gratuito. Clica lá, faça um download e
- 11:31leia e compartilhe com o geral. Tá
- 11:34bom? Reca dos dados. Vamos
- 11:37entender mais com Farenas o que que a gente executa no
- 11:44dia a dia, que já estava nos clássicos lá de 1900 e
- 11:49vai bolinho. É, mas antes, dá um contexto
- 11:53aqui, que foi algo que a gente foi o mote do nosso
- 11:59festival de produtos de 2024, que é sobre a
- 12:04disciplina, a gestão de produtos que nasce ali em
- 12:091936, 1931, 1931, 1936 pelo com carinha lá do project
- 12:17Engable ali, Steve McRoy. É Neil McRoy, né? Neil
- 12:25McRoy, em 1936, ele trabalhava na Procter
- 12:30Engable. Olha só que coincidência que a
- 12:32gente conhece como PIG. Não sei, não sei. Olha
- 12:37só. Tá ali. E
- 12:40ele basicamente, ele escreve um memorando de 800
- 12:44palavras, que é a base do que é a gestão de
- 12:48produtos. Hoje, na época, o nome do papel
- 12:52que executava a disciplina era Brand Manager. Então,
- 12:57com o passar do tempo e seguindo as tendências,
- 13:01tanto sócio -econômicas, revoluções ali que aconteceu
- 13:05e também o nascimento da tecnologia, esse papel foi
- 13:11se mudando até chegar para o Arch Manager, mas a
- 13:14disciplina continua a mesma na sua essência. O
- 13:18Rafa, dado esse contexto de que gestão de produtos é
- 13:23de 1936, e aí entrar naquele ponto que a gente
- 13:29conversou sobre separar a disciplina do papel, do
- 13:34cargo, porque a disciplina, a gestão de produtos é
- 13:37base e naquela época eles usavam o papel de Brand
- 13:40Manager para fazer a disciplina. Hoje
- 13:43é Pro -Arte Manager. Olhando para o passado, olhando
- 13:49para hoje, quais são ainda as coisas que a gente
- 13:56executa no nosso dia a dia como Pro -Arte Manager que
- 13:59está na base que você vê? É
- 14:03praticamente tudo. Quando você olha as funções ali
- 14:08do Brand Manager, que era identificar as necessidades
- 14:12do usuário, identificar mercados relevantes,
- 14:15identificar oportunidades de gerar retorno para
- 14:17organização, mas isso é basicamente o nosso papel.
- 14:20Entregar valor para o usuário, gerar
- 14:22retorno para o negócio é isso que a gente faz. É
- 14:25isso que a gente sempre teve que fazer, independente
- 14:28do nome do cargo. A gente não pode acreditar
- 14:30que só a gente faz isso. Em
- 14:322000, um pouquinho, surgiu o primeiro Pro -Arte Manager
- 14:35e tudo mudou. Se fosse isso, o capitalismo
- 14:38não tinha sobrevivido. Como é que a gente sobreviveu
- 14:40mais quase 200 anos de modelo pós -revolução
- 14:44industrial sem fazer o que o cliente queria e gerar
- 14:46retorno para organização? Nunca
- 14:47foi feito isso e de repente criaram um cargo
- 14:50ungido pelos anjos que vai fazer isso pela primeira
- 14:54vez. Não é verdade. O
- 14:56cerne disso, que dá para dizer que veio do Neo
- 15:01McElroy na década de 30, dá para dizer que veio do
- 15:04próprio Drucker a partir de 50, 60, dá para dizer que
- 15:07veio do Cotter da mesma época. Todos
- 15:10eles estão falando mais ou menos... É
- 15:13difícil dizer a mesma coisa, mas eles estão
- 15:15falando sobre a mesma coisa. Eles
- 15:17estão falando a respeito do mesmo tema. E
- 15:19aí um vai aprofundar mais um lado, outro vai
- 15:22aprofundar mais um outro. Tem
- 15:25uma grande diferença entre surgir e se popularizar.
- 15:29Então o cargo surge ali em 1930
- 15:31pouco, mas ele se populariza provavelmente
- 15:33décadas depois. Aí depois a HP também foi uma
- 15:37das grandes promotoras dessa mentalidade de produto a
- 15:39partir da década de 70 ou 80, já levando o que eles
- 15:44usavam do Drucker, porque o Management By Objects, o
- 15:48MBO, praticamente... A HP acho que foi a primeira
- 15:51empresa grande, se não me engano. É
- 15:53tudo de memória aqui, então você vai pegar ela e
- 15:56falar... Mas lá no episódio você falou
- 15:57isso, eu achei aqui no livro tal que não foi em
- 15:5980, foi em 54... Desculpa, é tudo de memória, mas a
- 16:03gente não precisa saber as datas exáfas, mas a gente
- 16:06precisa saber onde buscar no Google se precisar. Mas
- 16:10mais ou menos é isso. Então
- 16:12você consegue ver uma linha, mestre, de um
- 16:15pensamento que eu resumiria dessa forma, entregar valor
- 16:19para o usuário gerando retorno para a organização
- 16:22para o negócio. Se você só entregar valor para
- 16:24o usuário, pode ser que o usuário não queira pagar
- 16:26por isso ou que não tenha uma quantidade suficiente de
- 16:28gente que te pague um dinheiro para você ser
- 16:30lucrativo. E se você não gerar retorno
- 16:34para o negócio, você vai quebrar. Então
- 16:37você vai vender uma, duas, três vezes, até a hora que
- 16:39você quebra, não vende mais nada para ninguém. E
- 16:41aí você diz, mas eu estava melhorando a vida dos
- 16:42usuários, você melhorou por pouco tempo, mas você não
- 16:45conseguiu se sustentar. E por outro lado, a mesma
- 16:48coisa, você vai pensar, não, só vou gerar retorno
- 16:49para a organização. Você vai jogar o jogo do curto
- 16:52prazo. Talvez você ganhe muito dinheiro
- 16:54em pouco tempo, até a hora que as pessoas perceberem
- 16:56que seu produto não faz nenhum sentido. Nem
- 16:59você está nomes aqui para não ser deselegante de
- 17:01redes sociais e coisas que surgem e vão embora. E
- 17:06que depois de um tempo as pessoas vão embora e aquilo
- 17:09não vai conseguir ser sustentável também. Então
- 17:11você tem que jogar o jogo do longo prazo. O
- 17:12jogo do curto prazo tem outro nome, chama fraude.
- 17:15Você vem, toma um monte de
- 17:16dinheiro, de um monte de gente e vai embora. Estou
- 17:18brincando, gente, às vezes você faz isso por erro
- 17:20mesmo, não por má intenção. Mas
- 17:22estão todos falando sobre a mesma coisa. Talvez
- 17:26um ou outro vai dizer, faça desse jeito, faça
- 17:28desse outro jeito, faça desse outro. O
- 17:30que é consenso é falar com o usuário, entender o
- 17:34usuário, extrair do usuário, o que que o usuário, quais
- 17:37são os esforços, as necessidades, as
- 17:41oportunidades, cada um vai chamar de um jeito. Mas
- 17:45o que que está faltando na vida do usuário e que
- 17:49precisa agora ser cumprido? Você
- 17:52vê que o Drucker, cara, não quero nem alongar muito
- 17:56na resposta, mas o Drucker, ele dizia que o que o
- 17:59cliente compra, o que o cliente considera valor, não
- 18:01é o produto, é a utilidade. E
- 18:05aí isso é exatamente o de Obstubidun. Você
- 18:07contrata o produto para fazer algo que você não
- 18:10está conseguindo fazer por conta própria, ou que você
- 18:13não está conseguindo fazer era o, ou que você não
- 18:15está conseguindo fazer bem com a solução atual. Eles
- 18:17estão falando da mesma coisa, só que o que o
- 18:20Drucker foi uma parte de um capítulo, de um livro,
- 18:23para o Christensen que veio com o de Obstubidun, foram
- 18:25três livros, mas um monte de aula, um monte de
- 18:27curso, um monte de palestra. Então,
- 18:29óbvio que ele aprofundou muito mais nisso, que ele
- 18:31tinha muito mais casos de uso para contar e que ele
- 18:33viu muito mais detalhes. Então,
- 18:35a gente também não pode se apressar em dizer que
- 18:40assim, é a mesma coisa, então o Christensen não
- 18:42trouxe nada de novo. Não, ele trouxe muita novidade
- 18:45porque ele pegou uma coisa aqui, para o Drucker, era
- 18:49uma parte da obra do Drucker e ele transformou
- 18:51aquilo na obra toda dele, a cadênica. Então,
- 18:54lógico que esse cara vai ter entendido muito mais,
- 18:57mas lógico que ele também não pode ser ingrato de
- 18:58dizer, não, eu nunca tinha falado nisso, eu que criei.
- 19:01Não, cara, você bebeu de fontes
- 19:03aí, de pessoas que vieram antes de você, né? Ele
- 19:05nunca falou isso, está só para deixar claro, mas é
- 19:07que às vezes a galera, o fanclub é pior do que o
- 19:10ídolo, né? Então, o fanclub vai querer
- 19:13idolatrar o cara de um jeito que o cara mesmo
- 19:15nunca se idolatrou desse jeito, entendeu? Então,
- 19:17tem que tomar esse cuidado. Eu
- 19:20achei bem interessante você ter mencionado isso, que é,
- 19:24um capítulo para o Drucker é a vida do Clista, né?
- 19:29É, o que diferencia é que o
- 19:31Clista é um negócio de milkshake, certo? Então,
- 19:34ele, ele meio que tipo falou, oh, pera aí, deixa
- 19:37eu fazer um experimento com milkshake aqui no Mac
- 19:39Donuts, para ver o que acontece. Mas,
- 19:43e aí, veio desse ponto, ou Rafa, esse, eu acho que
- 19:47esse é um ponto bem bacana que você tocou sobre o
- 19:52Jobs Hub, Danny, ele não é novo, a essência dele, a
- 19:56base dele, já foi mencionada antes. A
- 19:59diferença é que alguém olhou para aquele e falou
- 20:02assim, pera aí, deixa eu me aprofundar, porque eu me
- 20:05interessei por esse assunto. Hoje
- 20:08você consegue ver algum tema, algum assunto que
- 20:13ainda não foi mergulhado, se aprofundado dos
- 20:18clássicos, ou até mesmo de coisa nova que está
- 20:21surgindo hoje, que o senhor aí, você fala, pô, está
- 20:23muito superficial, acho que se alguém se aprofundar
- 20:27disso daqui vai ser interessante. Legal,
- 20:31cara, tem uma coisa que eu tenho feito, tá? Tem
- 20:33um artigo antigo até, tem uns seis anos esse artigo,
- 20:37do Noah Wise, era o cara do Slack, se não me
- 20:41engano, eu sou péssimo para essas associações, mas acho
- 20:43que se não me engano é o cara de produto do Slack,
- 20:45em que ele fala sobre o papel do Product Manager, e
- 20:49não é PM versus P .O., e aí em um determinado
- 20:55momento ele fala que os Product Managers não são
- 20:57responsáveis pela tomada de decisão, mas são
- 20:59responsáveis pelo ritmo e qualidade da decisão. E,
- 21:04cara, aquilo me pegou de um jeito, que eu falei,
- 21:06pô, isso aqui tem mais coisa que talvez ele mesmo
- 21:09tenha se ligado. E aí eu comecei a linkar
- 21:13isso com outras coisas que eu ia estudando e com
- 21:15coisas que eu estava vendo na prática, com mentorias e
- 21:18com, enfim, um ano a um, liderados, que eu vi se
- 21:21esforçando e às vezes se debatendo para tomar uma
- 21:24decisão e tudo mais. E até com cultura
- 21:27organizacional, que é um tema que eu tenho estudado
- 21:29bastante ali, principalmente com a Caroline Taylor, e
- 21:33aquilo começou a bater aqui dentro, que acho que
- 21:36guardadas as devidas proporções devem ter sido
- 21:39do que aconteceu com isso, enquanto ele leu o Droker.
- 21:41Cara, isso aqui tem muito mais
- 21:42coisa que o Droker só passou por esse negócio. E
- 21:46isso aconteceu comigo. Então eu tenho olhado muito sobre
- 21:49essa ótica de ritmo e qualidade da decisão. E
- 21:53aí quando você olha do ponto de vista de cultura
- 21:55organizacional, é entender naquela organização onde que
- 21:58ela opera, se ela opera mais para o ritmo, para a
- 22:00qualidade, naquele squad, naquele mercado, se é um
- 22:03mercado regulado, se é um mercado de cybersecurity,
- 22:05por exemplo, você não vai poder tomar decisões rápidas
- 22:07no estágio desta etapa e até no autoconhecimento,
- 22:12onde que eu profissionalmente gosto de
- 22:14trabalhar? Eu gosto de trabalhar mais no
- 22:15ritmo, tomando decisões rápidas e validando logo ou
- 22:19nas decisões de qualidade, demorando um pouco mais
- 22:21para colocar no ar, mas já tendo um pouco mais
- 22:23certeza, não tomando tanto risco. E
- 22:27isso é um parágrafo do artigo do cara. E
- 22:30aquilo para mim virou um negócio assim, cara, não,
- 22:33pera aí, tem muito mais coisa aqui do que esse
- 22:34parágrafo simples, que ele passa rapidinho e já vai
- 22:37falar do outro tema. Eu acho natural isso assim.
- 22:40Acho que a gente, se tem uma
- 22:42coisa que você viu ali que bateu fundo para você, você
- 22:45tem que começar a enxergar as coisas para que a
- 22:47lógica, talvez daqui a pouco você está produzindo
- 22:49conhecimento. E veja, não é produzindo
- 22:52conhecimento, todas as coisas que eu vivi e
- 22:54analisei com essa lente de ritmo e qualidade da
- 22:57decisão podem ser analisadas com várias outras lentes,
- 23:00de outros autores e autoras da cultura organizacional
- 23:05que não é Karen Taylor, com outros enfoques. Mas
- 23:09a partir do momento que você usa essa lente, esse
- 23:12negócio começa a te trazer insights. Agora,
- 23:17quando você me pergunta assim, tem algo que você
- 23:18acha que falta profundar e tal, eu achei que esse
- 23:21ritmo e qualidade me deu um gatilho grande interno,
- 23:24assim, me engatilhou algo que eu achei que precisava.
- 23:26Não sei se existem outros, mas
- 23:28talvez as pessoas estão ouvindo a gente, vão passar
- 23:31por um trecho, por uma frase de alguma coisa, de
- 23:34um episódio antigo do Pg que ela decidiu escutar de
- 23:37novo, e fala, isso aqui faz muito sentido, eu quero
- 23:39começar a olhar mais para isso. Aí
- 23:40você vai no Google, ninguém está mais falando daquilo.
- 23:43Aí você fala, vou ter que
- 23:43falar desse negócio, vou ter que entender e começar
- 23:46a ver se tem mais coisa aqui. E
- 23:49acho que é assim que surge para não ser muito técnico,
- 23:53mas eu gosto muito de filosofia. A
- 23:54Aristóteles dizia que a filosofia começa com
- 23:56espanto. Então você olha o negócio, você
- 23:57espanta, você fala, meu Deus, o que está
- 23:59acontecendo? Tem aquele site, eu gosto
- 24:00bastante do nome do Wait But Why. Peraí,
- 24:03mas por que isso acontece? Cara,
- 24:05é isso, você se espanta com o negócio e aquilo
- 24:07vira um foco de estudo para você. E
- 24:10aí você começa a prestar atenção. Pode
- 24:12ser que não tenha nada ali, pode ser que tenha.
- 24:15Mas é bem interessante, é muito
- 24:17interessante isso. Porque aí a gente vai agora
- 24:20começar a entrar muito na questão do da disciplina e
- 24:26do papel do dia a dia. Porque
- 24:28esse lance do ritmo e qualidade, olha só, você
- 24:31estava falando sobre tomada de decisão e recentemente
- 24:34eu estava pesquisando mais sobre, porque saiu em um,
- 24:40olhei em algum lugar, sobre a dificuldade, justamente é,
- 24:44sobre a dificuldade de tomada de decisão em um
- 24:48contexto atual que é da IA. A
- 24:53IA está meio que acelerando as coisas, como tomadas de
- 24:57decisões mais rápidas e mais assertivas, mais
- 25:01eficientes estão fazendo a diferença. Aí
- 25:05eu fui precisar sobre tomada de decisão. E
- 25:10aí a gente vai nos grandões. E
- 25:12aí eu fiquei muito fascinado e eu estou lendo
- 25:17mais sobre a forma que o Jeff Bezos toma decisão.
- 25:22Porque ele definiu que é 70%. Ele
- 25:24só precisa de 70 % das informações no mínimo 60 %
- 25:28para ele tomar uma decisão. E
- 25:31aí tem todo um racional por trás, que eu estava
- 25:34precisando, alguns antigos lá de fora, tá, você, ok?
- 25:37Tem todo um racional por trás
- 25:39para que ele possa definir, porque a pergunta é, quando
- 25:42a gente olha, ele fala assim, ele fala assim, não,
- 25:44eu preciso de 70 % das informações, a primeira
- 25:46pergunta é, tá, como que você define 70 % de, como
- 25:51que você, qual é o racional? Como
- 25:53que você faz o baseline de 70 % das informações? Tipo,
- 25:57como que você define, qual é o critério? E
- 25:59tipo, você está aprendendo as informações, você fala,
- 26:01aqui, 70 é esse daqui, ó. Passou
- 26:04isso daqui, já é o que é extra, passa menos disso
- 26:07daqui. Tô inseto, tem 72 .1 agora, já
- 26:11posso decidir, né? Já posso decidir, não, tipo,
- 26:13como que ele, tem todo um racional ali, né? Porque
- 26:17é claro, que aí você entende que uma tomada de
- 26:19decisão de uma pessoa de alto nível, quando fala
- 26:23alto nível, a gira aqui, lá em cima. Ele
- 26:27não necessariamente, ele vai se basear 100 % em dados.
- 26:33É, ele vai pegar alguma coisa
- 26:37de dados e vai misturar com a experiência dele, com
- 26:42a visão dele, que ele está tendo, um pouco de feeling,
- 26:46de intuição, um pouco de conversas de bastidores ali,
- 26:49que ele tem, com outras pessoas, para ele chegar
- 26:53numa decisão ali. Então, e aí vem para esse ponto
- 26:58de tomada de decisão, Rafa. Uma
- 27:01questão do P .M., eu acho que não é, quando a gente
- 27:05fala tomada de decisão na camada do P .M., é muito
- 27:09mais uma tomada de decisão do que vai ser priorizado
- 27:15para tal objetivo, do que, de fato, uma tomada de
- 27:20decisão de qual objetivo a gente vai percorrer, certo?
- 27:27Ou estou sendo muito, estou
- 27:28rebaixando o próprio P .M.? Não,
- 27:31acho que perfeitamente. É claro que, assim, de
- 27:35empresa para empresa, as coisas podem mudar, mas é
- 27:37muito difícil numa empresa, a pessoa de produto ser
- 27:40responsável por definir os roms da organização. É
- 27:43muito difícil. Geralmente você vai tentar, o seu
- 27:48esforço ali é para tomar decisões que vão viabilizar
- 27:51aquilo que o negócio, o que a alta gestão entendeu,
- 27:54que é valioso. E o teu trabalho vai ser
- 27:59muito mais de tornar aquilo possível, ou de achar um
- 28:02caminho para tornar aquilo possível, ou de validar
- 28:05aquilo de alguma maneira. Mas
- 28:07dificilmente você vai tomar essa decisão, porque você
- 28:09não está de posse de todas as informações. É
- 28:14sempre desagradável tomar um top down, ou tomar uma
- 28:18decisão com a qual você não concorda, tem que
- 28:19seguir. Mas uma das coisas que me
- 28:23impedia, muitas vezes, de ficar bravo com isso, era
- 28:26pensar assim, talvez essa pessoa saiba algo que eu
- 28:28não sei. Talvez ela tenha acesso a alguma
- 28:30informação que ela não pode compartilhar comigo e que
- 28:34ela está tendo mais decisão. E
- 28:36isso, para mim, ficou mais claro quando eu vi a e
- 28:37-leader. E eu comecei a ter que dar
- 28:40alguns top downs e não poder explicar por que.
- 28:42Falar, a gente precisa fazer isso
- 28:43aqui e gente, é importante. E
- 28:46a pessoa não concorda, e eu falei, gente, é
- 28:48importante. E aí na sua cabeça está lá,
- 28:50tem um cliente para fechar, tem uma confidencialidade
- 28:54aqui, uma clausula que eu não posso abrir, tem alguma
- 28:56coisa. E não vamos excluir aqui, tem
- 29:00intuição. É óbvio que você não toma
- 29:03todas as decisões baseadas em dados. Você
- 29:07passaria por uma sobrecarga mental gigantesca, se você
- 29:10tivesse que analisar todos os dados, ou pelo menos,
- 29:13não digo nem todos, mas 70 % dos dados, como diz o
- 29:16Jeff Bezos, para tomar todas as decisões que você
- 29:18toma. Então, tem coisa que vai no que
- 29:23o Cahneman lá do Rápido Devagar fala. Tem
- 29:25coisa que você vai usar o sistema de pensar rápido. E
- 29:29é interessante isso, tem um outro livro. Eu
- 29:33esqueci o nome da autora, mas é muito bom, chama The
- 29:35Art of Choosing. Não tem tradução que eu saiba
- 29:37em português, mas é a arte da escolha. E
- 29:40ela fala que o nosso processo de escolha e de
- 29:43tomada de decisão, ele é infinitamente menos racional
- 29:47do que a gente acredita que ele é e do que a
- 29:48gente faz parecer que ele é. Inclusive
- 29:52ela traz alguns casos muito loucos, assim, em países
- 29:55onde os casamentos são arranjados, a média de
- 29:57felicidade com o casamento é maior do que nos países
- 29:59onde as pessoas escolhem seus conjuges. E
- 30:02aí você vê isso logo no primeiro capítulo lá atrás,
- 30:04esse dado, uma pesquisa séria. Ela
- 30:06explica o porquê, eu não vou dar spoiler, mas eu li
- 30:10esse livro e comecei a pensar, cara, eu achei que
- 30:12eu era um cara racional, mas olha o quanto tem de
- 30:14coisas realmente que não percebe e te fazem mudar
- 30:18de ideia. E eu acho que a gente tem
- 30:22que valorizar, já que voltando para o tema do
- 30:25episódio, acho que a gente tem que valorizar esses
- 30:27livros, valorizar esses clássicos que estão trazendo
- 30:29para a gente uma visão sobre a alma humana, sobre
- 30:33o ser humano, que o ser humano não foi inventado em
- 30:372001, não foi inventado em 2005, porra. Muita
- 30:41gente já falou do ser humano, então não dá para
- 30:44a gente achar que não, agora com a tecnologia, com
- 30:46a IA, tudo mais, tudo mudou. O
- 30:48ser humano não tem um upgrade a milênios. O
- 30:53último upgrade é o que é, perder o dente do CISO,
- 30:55porra, é muito pouco. O próximo vai ser um chip no
- 30:59cérebro do Elon Musk. Eu espero não estar mais vivo
- 31:04quando esse negócio for obrigatório. Isso,
- 31:06acho. E aí, o que você vê hoje
- 31:10que as pessoas de produtos estão meio que renegando os
- 31:15clássicos? Quais são os pontos que você
- 31:19fala assim, gente? Pera aí. Vocês
- 31:21estão querendo reinventar a roda aí, galera. Eu
- 31:26acho que... Primeiro, tenho alto engano. Eu
- 31:33acho que na questão de objetivos, definição de
- 31:35objetivos de plano, de roadmap, chama -me como
- 31:38quiser, a maneira como você se organiza para definir o
- 31:40que vai ser feito. Quase toda a literatura a
- 31:45respeito, desde o gestão por objetivos do Drucker,
- 31:48passando pelo Ockard e o John Dooe, todo mundo é
- 31:51muito claro de que você tem que definir objetivos
- 31:53claros, objetivos mensuráveis, objetivos
- 31:56sinceros. E aí, a maioria das pessoas
- 32:02ignora isso, inverte a lógica. Fala,
- 32:05como eu vou entregar essa feature, eu vou escrever
- 32:07esse objetivo aqui para mim. E
- 32:10aí você está renegando e pior, você está se
- 32:13enganando, achando que você está aderindo a tradição de
- 32:18pensamento sobre o objetivo, mas eu estou usando o
- 32:21Ockard. Você não está usando o Ockard,
- 32:23você está definindo o que você vai construir. Aí
- 32:25você pensa, como eu vou construir esse negócio e a
- 32:28ideia de construir esse negócio é aumentar o
- 32:29engajamento? Então eu vou botar uma meta aqui
- 32:31no Ockard de aumentar em 10 % o engajamento. Isso
- 32:35não é uma objeção, isso não é a literatura. Você
- 32:39pode me dizer assim, mas eu faço desse jeito e dá
- 32:41certo. Tudo bem, você está ignorando a
- 32:43literatura e toda a literatura não é uma
- 32:47questão de certo e errado, pelo amor de Deus, é uma
- 32:49questão de uma expressão que eu aprendi com o Jocka
- 32:52Torres, que está no livro dele inclusive, de aumentar
- 32:55as chances de sucesso do seu produto. Você
- 32:59vai usar as técnicas de Product Management, não é
- 33:01porque o seu produto vai dar certo, você vai usar
- 33:03isso aqui e o seu produto vai dar certo. Você
- 33:05vai aumentar as chances do seu produto dar certo.
- 33:07Então assim, mas eu uso o
- 33:08objetivo dessa forma, eu defino o primeiro a feature
- 33:10que eu vou fazer, depois eu escrevo um objetivo para
- 33:13alta gestão e dá certo, mas você sabe que você
- 33:16está trabalhando com chances baixas de dar certo. Se
- 33:20você quiser aumentar as suas chances de dar certo,
- 33:22você pode seguir a tradição de décadas de negócios de
- 33:26sucesso que estão usando aquele negócio que estão
- 33:28fazendo dar certo. E não é copiar Y -Liters,
- 33:31lógico. Eu acho que o ódio é o
- 33:36framework, é o amor ao framework com sinal
- 33:38invertido. Você tem três alternativas, ou
- 33:43você estuda, você tem vários frameworks lá, ou
- 33:45você estuda minimamente alguns deles, os principais,
- 33:48e pega o que serve de cada um. Ou
- 33:51você escolhe um deles e vira defensor desse negócio,
- 33:54você ama aquele framework que você vai fazer, quando
- 33:56você tem um martelo tudo parece um prego, você
- 33:58compra aquele martelo, você sai martelando tudo e é
- 34:01isso aí. Ou você tem o oposto disso,
- 34:04que aí você fala assim, é tudo igual, eu não vou
- 34:06estudar nenhum deles e eu vou fazer qualquer coisa da
- 34:08minha cabeça, porque se é tudo igual, está todo mundo
- 34:10certo. E essas opções 2 e 3, que
- 34:13são os dois extremos que eu acho que não faz
- 34:15sentido nenhum. Agora, neste momento aqui que
- 34:20estamos gravando isso em 2024, a moda é criticar as
- 34:23pessoas que se apegam a frameworks. Mas
- 34:27a moda já foi criticar as pessoas que ignoram
- 34:30totalmente os frameworks também. E
- 34:33eu acho que existe um meio termo aí, que é estudar um
- 34:35pouquinho de cada um deles, ver o que você aprende com
- 34:37eles, ver o que faz sentido. Então
- 34:39você não precisa colocar o gestão por objetivos do
- 34:41Peter Drucker de Cabo A Hab, você não precisa
- 34:43colocar o QAR de Cabo A Hab, mas aprende que tem
- 34:45uma coisa que quase todo mundo que fala de objetivo
- 34:47fala, que é você primeiro define onde você quer
- 34:49chegar, depois você define como. Nenhuma
- 34:51literatura séria vai dizer que primeiro você define
- 34:53como você vai chegar no lugar, depois você define
- 34:55onde você vai. E aí eu acho que você está
- 34:59se enganando. Acho que tem outros, a gente
- 35:02fala de conversar com o cliente, eu acho que
- 35:04conversar com o cliente todo mundo, mais gente diz
- 35:09que faz do que realmente faz. Porque
- 35:12aí você passa dois anos na empresa e fala assim, mas
- 35:14já estou dois anos aqui, já entrevistei o cliente,
- 35:17não precisa mais falar com o cliente, já conheço o
- 35:18cliente, dois anos de empresa, já conheço o
- 35:20cliente. E aí vira aquele mantra de
- 35:24que a gente já sabe o que tem que fazer. Então
- 35:26tem muitas boas práticas, tem muitos bons conselhos
- 35:31clássicos, que eles são ignorados, mas é engraçado,
- 35:37as pessoas têm vergonha de ignorá -los muitas vezes.
- 35:40Então talvez porque lá no fundo
- 35:42elas intuem que estão fazendo a coisa errada.
- 35:45Porque se não tivesse, se não não
- 35:47tinha vergonha de dizer. Esse
- 35:51ponto aí da questão do framework, eu acho que a
- 35:56gente vê muitas pessoas no 2. A
- 36:02gente pega um framework e fica ali de alguma forma,
- 36:08o meu ponto contra a framework de ação, mas
- 36:12justamente sobre isso, acho que tem um post da
- 36:18Prodigies School que ele é fantástico. O
- 36:22framework, eles colocam em quatro caixinhas, etapa 1,
- 36:26etapa 2, etapa 3, etapa 4, no framework. Na
- 36:30realidade, se eu começo pela etapa 1, aí você tem
- 36:33que criar etapa 10, aí você volta para etapa 2,
- 36:36aí você cria etapa 3, 4, 5, aí você vai 8, 9, e
- 36:40você meio que não tem uma ordem. Eu
- 36:44acho que esse é o ponto em ter, saber quais
- 36:50frameworks usar é diferente de ser o Papagai de
- 36:54framework. Com certeza, Afarnazo, você
- 37:00nunca olhou para o seu backlog e fala assim, deixa
- 37:04eu testar o framework novo aqui, como que eu encaixo
- 37:08o meu backlog na árvore de oportunidade, e muitas
- 37:12pessoas fazem isso. E aí, outro ponto que você
- 37:17falou sobre falar com o cliente, isso é uma visão
- 37:22de Peter Drucker, sobre a centralidade do cliente,
- 37:27claro. E aí vai o meu ponto de
- 37:32vista, eu acho que você vai discordar, mas pode
- 37:35discordar a vontade, que assim, não necessariamente a
- 37:40pessoa de produto precisa ir para rua falar com a
- 37:45pessoa pessoalmente, porque hoje, graças ao divento
- 37:52chamado tecnologia, o Prod Manager tem acesso aos
- 37:59usuários, aos clientes, através de tickets no call
- 38:02center, através de ligações do call center, na URA,
- 38:08pede as ligações, você ouve, NPS, dependendo da
- 38:12área, tem uma área de research, ali fazendo
- 38:15pesquisa, galera de inovação, aquela galera que
- 38:18fica lá no canto, nunca é envolvido na estratégia do
- 38:22ano, nunca é envolvido, mas sempre no meio do ano,
- 38:26parece querendo tuixar alguma coisa. Estou
- 38:31lá olhando para o mercado, então, como você vê hoje
- 38:36esse lance de, faz tempo que eu não vejo ninguém
- 38:39falando sobre a centralidade do cliente, enfim, como
- 38:44você vê isso? Eu acho assim, tudo bem se
- 38:49você não quiser entrevistar um cliente, mas você
- 38:52colocar um experimento no ar e ver se o cliente
- 38:54interage com ele, também é ouvir o cliente, de certa
- 38:58forma. Não estou dizendo que uma coisa
- 39:00o substituir a outra, obviamente são coisas
- 39:01diferentes, então, de novo, você pode ter na sua caixa
- 39:05o ferramento, o martelo, uma chave de fenda, o
- 39:07serrode, mas aí você vai ver o que você precisa,
- 39:10você precisa de um experimento, você precisa
- 39:11conversar com o cliente, você precisa olhar ticket
- 39:12no suporte. Muitas das técnicas mais
- 39:17consagradas de gestão de produto, eu não se posso
- 39:22falar uma grande besteira, mas é uma impressão
- 39:24totalmente pessoal e subjetiva. Não
- 39:28sei se elas surgiram para isso, mas elas se
- 39:30consagraram nas startups, principalmente nos estágios
- 39:33iniciais. E aí, nesse momento, você não
- 39:37tem uma infinidade de tickets no suporte, você
- 39:39não tem uma infinidade, você não tem uma área de
- 39:41inovação. Quando você vai trabalhar em uma
- 39:43empresa, sei lá, se está em uma empresa grande, você
- 39:45vai trabalhar numa viva, você vai trabalhar numa
- 39:48seguradora, você vai trabalhar em um banco, você
- 39:50tem uma infinidade de dados sobre o cliente que
- 39:53realmente, talvez, você não precise conversar com o
- 39:56cliente. Mas do que isso? Talvez
- 39:58você conversa com o cliente e nem saiba. A
- 40:00pessoa trabalha lá no iFood, metade da família
- 40:03dela usa iFood, quase todos os amigos usam. Ah,
- 40:07você trabalha em um banco, pode ser que seus amigos
- 40:09não sejam todos correntistas do banco, ou seja, você
- 40:11trabalha, mas todos eles têm conta em banco. Então
- 40:14você está já interagindo com o cliente e você nem
- 40:17percebe muitas vezes. Então, não quer dizer que você, o
- 40:23pessoal de design geralmente me escuta falar isso, fala,
- 40:25mas isso não é uma pesquisa estruturada, eu
- 40:27sei, nem estou dizendo que é, nem estou dizendo que
- 40:29substitui. Rolou a treta lá da Teresa
- 40:32Torres, quando ela falou que seu objetivo é fazer
- 40:35produto, não é buscar a verdade. Aí
- 40:37teve uma research que falou, gente, isso aqui é
- 40:39um absurdo, ela tirou a frase da Teresa Torres de
- 40:42contexto, obviamente, falar isso aqui é um absurdo,
- 40:44lógico que você quer buscar a verdade, talvez você
- 40:47queira buscar 70 % da verdade para usar o número
- 40:50mágico do dia -febrês, talvez você queira buscar
- 40:5170 % da verdade. E aí você realmente vai fazer
- 40:54uma pesquisa acadêmica, super aprofundada, porque de
- 40:58novo, no ritmo e qualidade, no espectro entre ritmo e
- 41:01qualidade da decisão, você não precisa que a sua
- 41:03qualidade seja nota 10 da decisão, você precisa ser
- 41:06rápido. E aí você trabalha num banco,
- 41:08você tem um monte de ticket de suporte, você tem
- 41:10um monte de coisas, você tem pesquisa da área de
- 41:12inovação, você tem pesquisa terceirizada, você tem
- 41:14panoramas de mercado, você tem uma área de research e
- 41:17você conhece um monte de gente que tem conta em
- 41:19banco, ou no que você trabalha ou no concorrente.
- 41:22Você consegue fazer muita coisa
- 41:24daí. Você não vai consolidar todo
- 41:27esse seu aprendizado, esses dados, essas conversas, essa
- 41:29sua intuição e transformar isso numa tese de
- 41:31doutorado. Ela está estabelecendo as bases
- 41:36da ciência. É lógico que você tem que
- 41:38ter muito critério para entregar uma tese de
- 41:40doutorado. Mas por isso mesmo que você
- 41:43leva 4 ou 5 anos para fazer esse negócio. 4 ou 5
- 41:45anos para um emprego de iracaba, para muitas
- 41:48derradas inclusive. Então você precisa ser mais
- 41:51rápido. E aí se você precisa ser
- 41:52mais rápido, você precisa fazer contenção de danos.
- 41:55Eu vou lançar esse negócio
- 41:56aqui. Eu não falei com nenhum
- 41:58cliente. O que pode dar errado? Ah,
- 42:00o que pode dar errado a ninguém usar. Qual
- 42:02que é o risco desse negócio? Vou
- 42:04ter perdido 2 meses de salário do meu time. Ah,
- 42:06tudo bem. Estou disposto a apostar 2 meses
- 42:09de salário do meu time para um negócio que ninguém
- 42:10vai usar. Não estaria disposto a apostar
- 42:135 anos de salário de 10 times para um negócio que
- 42:16ninguém vai usar. E aí você começa a olhar uma
- 42:18perspectiva de ROI, de retorno sobre investimento.
- 42:21Que é outra métrica clássica. E
- 42:24que a gente não pode esquecer dela. Ah,
- 42:26mas a empresa não me dá acesso aos números para eu
- 42:28calcular ROI. Gente, você tem mais ou menos
- 42:31ideia de quanto ganha um desenvolvedor. Quantos
- 42:33tem no seu time? Você tem mais ou menos uma
- 42:36ideia do quanto seu time custa para organização. Seus
- 42:40desenvolvedores estão usando o que? Amazô,
- 42:43AWS, estão usando o Heroku, estão usando o que? Você
- 42:45sabe quanto custa esse negócio também mais ou
- 42:47menos. Você consegue ter uma ideia.
- 42:50Você consegue ter uma ideia. E
- 42:52de novo, você não precisa chegar numa decisão nota 10
- 42:54de dados. Não sentava quanto custa AWS,
- 42:58mas você consegue ter uma ideia, uma dimensão. Você
- 43:01sabe que não é 10 reais e você sabe que não é 50
- 43:03milhões, o seu time sozinho. Então
- 43:06você consegue ter uma dimensão mais ou menos do
- 43:08esforço, do custo, do tempo que esse negócio vai
- 43:11demorar, da probabilidade de dar certo e do impacto
- 43:14caso de errado. Com base em todo esse negócio,
- 43:17você escolhe se você quer buscar mais qualidade da
- 43:20decisão, ou se você está no nível satisfatório de
- 43:23tomar decisão. Então para mim isso tudo é
- 43:26centralidade no cliente. Não é só entrevistar o cliente.
- 43:29Se você não vai entrevistar o
- 43:31cliente, você tem que saber qual que é o risco desse
- 43:33negócio, qual que é o impacto caso de errado. E
- 43:36paciência. Mas se você fazer um negócio
- 43:37durador e sustentável, é centralidade no cliente.
- 43:40Lembra? Você não pode servir o
- 43:41cliente uma vez só e falir depois disso. Se
- 43:43o que você entregue é bom, você tem que servir o
- 43:45cliente muitas vezes. Então você também está centrando
- 43:50no cliente quando você está se dispondo a fazer um
- 43:52negócio duradouro. Mas isso tudo veja, Paulo, é
- 43:57uma coisa que não é exatamente o framework. O
- 44:01framework é realmente, é o passo a passo a lhe a
- 44:03etapa 1, aí você cria a etapa 10, você volta para
- 44:053, isso realmente é o que vai acontecer na prática,
- 44:08quando você vai aplicar. Mas
- 44:09a base, o que a gente está falando aqui? A
- 44:11gente está falando de gestão de risco, a gente
- 44:13está falando de retorno financeiro, a gente está
- 44:16falando de impacto. A base é a base. O
- 44:19mesmo dia foi gestão de projetos com PMBoc. Eu
- 44:22não tive a certificação, mas ele é todo centrado
- 44:25PMBoc. Você fala nossa, você não usa
- 44:27nada. Cara, eu uso pra caramba. Eu
- 44:28uso a atria de discópo, custo, qualidade, prazo. É,
- 44:33escopo, custo e prazo, qualidade. Eu
- 44:37uso gestão de risco, pelo menos a noção do que é
- 44:39uma probabilidade, que é um impacto, que é um risco
- 44:41alto, que é um risco baixo. Agora
- 44:42eu vou lá no Excel, listar todos os riscos, escrever,
- 44:46pontuar, probabilidade, pontuar impacto. Não
- 44:48faço isso há décadas, provavelmente. Mas
- 44:51eu tenho a noção, quando eu olho para um projeto,
- 44:52que ele tem riscos, que os riscos têm probabilidade. As
- 44:56probabilidades, caso se concretizem, têm um certo
- 44:58impacto. E que eu tenho que ter uma
- 44:59ação do risco. Se eu vou mitigar, se eu vou
- 45:01ignorar, se eu vou paralisar diante dele, não
- 45:03vou seguir enquanto eu não resolver ou diminuir a
- 45:05probabilidade. Entendeu? Intellectualmente, isso toca
- 45:12um sino dentro da sua mente, entendeu? Indexing,
- 45:14use framework. E é isso que eu digo,
- 45:16aprender um pouquinho de cada framework, que é
- 45:18assim, ignora o passo a passo do framework. Mas
- 45:21o que ele está tentando resolver? O
- 45:22que mais ou menos ele está te entregando de insight
- 45:24importante ou te direcionando a sua visão
- 45:27para algo que tu nunca tinha pensado naquilo,
- 45:29entendeu? Acho que é esse o ponto do
- 45:31estudo. E você falando essa última
- 45:33parte aí, da forma que você descreveu, eu falei,
- 45:36ué, ele está falando de fazer disco ou foi, né?
- 45:40Que é mitigar os riscos,
- 45:43entender qual que é os riscos, qual que é a
- 45:45probabilidade de gerar aquilo lá, qual que é o
- 45:50impacto daquela, será que eu vou comprar, não vou
- 45:53comprar esse risco, o resultado que isso vai
- 45:56gerar, enfim, esse episódio que é um, esse episódio é
- 46:01muito interessante, a gente vai ter outras partes dele,
- 46:05com certeza, porque tudo que a gente vê hoje é no
- 46:12papel, na função do project manager, na disciplina de
- 46:15gerenciamento de produtos, gestão de produtos a base
- 46:18tudo que a gente vê dos gringos falando, é porque
- 46:22alguém em com certeza são esses dois que a gente
- 46:25mencionou no episódio inteiro já criaram, já
- 46:29falaram um parágrafo, um capítulo e, Farnazo, tirando
- 46:34esses dois você mencionou outros clássicos, você
- 46:39olhando para a disciplina quais são as características
- 46:43os temas, os assuntos que os outros clássicos abordam,
- 46:47que a gente no dia a dia aborda de uma outra
- 46:49maneira, mas já existe. O Andy Grove, quando ele
- 46:52escreveu High Output Management, ele fala que o
- 46:57trabalho dele se divide em só duas coisas, ele fala
- 47:01coleta de informações e tomada de decisão e isso é
- 47:05o trabalho de produto, é coletar informações e tomar
- 47:08decisão quando você acha que está pronto para tomar,
- 47:11mas você não é o decisor, está tudo bem, você vai
- 47:13facilitar a decisão, você vai acelerar a decisão
- 47:15muitas vezes, você vai dar contexto para que exista,
- 47:18para que seja tomada uma decisão, se você está numa
- 47:21empresa de uma cultura mais consensual, sim talvez você
- 47:24busque um consenso, você busque uma decisão
- 47:26colegiada, senão, não talvez você tenha sido empoderado
- 47:29pela solidarância por alguém de negócio que falou, não,
- 47:32decisão é sua, manda bala, só me entregue esse
- 47:33resultado aqui, esse álcool. Mas
- 47:37eu gosto bastante da maneira como Andy Grove
- 47:39coloca acho que o livro todo dele é uma lição
- 47:43excepcional ali, de gestão, né, super bacana. Acho
- 47:50que tem bastante coisa legal ali no Porter, né,
- 47:54de você entender as forças, mas aí dificilmente um PM
- 47:58vai entrar em estratégia definir sua estratégia da
- 48:01empresa, muito raro. Como eu estou há um tempo em
- 48:04cadeira de liderança, isso está mais fresco para mim,
- 48:07mas como PM, eu acho que cara, toda parte de
- 48:11discovery de pesquisa, né, eu tive duas, dois semécies
- 48:14de pesquisa de mercado na universidade e a gente
- 48:20aprendia até a escrever o texto da pesquisa de um
- 48:24jeito que não vai enviar exáculo, tive lógico, os
- 48:27cases que o professor contava era a pesquisa
- 48:29eleitoral, sabe, não tinha marketing digital gente,
- 48:33pelo amor de Deus, né, outra época, mas isso tudo
- 48:37eu não esqueci, cara, eu não esqueci, porque o jeito
- 48:40que você escreve uma pergunta ou o jeito que
- 48:42você verbaliza uma pergunta numa entrevista, ou o jeito
- 48:44que você usa, é o para não enviesar, é a mesma
- 48:48coisa, essa lógica de você se questionar se você está
- 48:51enviesando, tal, é a mesma coisa. Mas
- 48:53eu acho que o Andy Grove é um cara que eu gosto
- 48:54bastante, cara, acho que é bastante coisa legal nele
- 48:58ali e e não sei se já é um clássico, Clayton
- 49:02Christensen, né, o que que define um clássico, já
- 49:05morreu, né, então já é um bom indício de que é um
- 49:09clássico, né, morreu e continuou falando bem dele,
- 49:12então é um clássico, né, acho que Clayton
- 49:15Christensen, cara, a parte de, e não só de
- 49:17Obstubidano, né, mas desde o primeiro lá, né, do
- 49:21dilema da inovação, onde ele fala sobre superávit de
- 49:24performance, sobre a desrupção vindo de baixo
- 49:27entregando um produto menor, né, ele está falando de
- 49:31MVP ali, né, e a gente não ele não chama desse
- 49:36desse jeito, pelo menos não no começo, depois ele
- 49:38associou o têro, mas eu acho que isso tudo a gente
- 49:43usa, né, então eu consigo ver algumas coisas do
- 49:46dilema da inovação no modelo de cano, por
- 49:48exemplo, né, parece que eles dialogam de alguma
- 49:51maneira, embora um não fale do outro, às vezes eles
- 49:53estão falando da mesma coisa, né, que é você
- 49:55entender que, em alguns aspectos a performance do
- 49:58produto vai ser menor, mas vai ser boa o suficiente,
- 50:02e a diferença entre o boa e o suficiente, o melhor
- 50:04de mercado, é irrelevante para o teu cliente. Então
- 50:06o que que é isso aí? É um MVP, é um produto
- 50:08mínimo viável, você está fazendo ele bom o
- 50:10suficiente. Então no modelo de cano, o que
- 50:13que é isso também, né, você está cumprindo os
- 50:15basic needs, né, os performance e os deliders,
- 50:19de alguma forma. Então isso tudo eu acho bonito
- 50:23como essas coisas dialogam e que e o quanto às vezes
- 50:30a gente esquece delas, né, e assim ah não, mas os
- 50:33veião lá não tinha internet, estavam falando de
- 50:35outra coisa, cara. Só para encerrar, você sabe
- 50:39que teste a B começou em supermercado, cara. Começou
- 50:42em supermercado, em posição de produto na gôndola,
- 50:45sabe, cara. Ah, mas como é que eles faziam
- 50:48para isolar a metade das pessoas que entraram no
- 50:50mercado? Não, cara, eles isolavam por um
- 50:52tempo, pegavam duas praças parecidas, duas cidades
- 50:55parecidas, né, duas, dois, ah, essa cidade
- 50:58demográficamente parece com essa outra. Então
- 51:00nessa cidade a gente vai fazer isso, nessa outra a
- 51:02gente vai fazer isso. Nossa,
- 51:03mas esse teste a B era, tinha cheio de poluição,
- 51:06cara, tinha um tamanho de amostra gigante, todo mundo
- 51:08ia no mercado na época. Ninguém
- 51:10comprava online, então sim, pelo volume da amostra,
- 51:12você não tinha... Então essas coisas não surgiram
- 51:14agora, né, mas lógico que os refinamentos que a
- 51:19tecnologia permite que a gente dê pra coisa são
- 51:22superinteressantes. Uma aula, hein, a aula do
- 51:25nosso professor Rafael Farenaz. Ô,
- 51:28ô, Rafa, pra gente terminar aquele episódio pra abrir
- 51:32pra uma volta sua e até mesmo do assunto, é, tem
- 51:37um clássico que não sai de modo e nunca vai sair. Que
- 51:40é ser orientado ao negócio, certo? É,
- 51:46isso quanto que o PM olhando pro cargo pra
- 51:51pessoa pra função, ela tem que estar olhando mais pra
- 51:57negócio ao invés de estar olhando pra outras coisas.
- 52:00Porque às vezes a gente porque na
- 52:03disciplina fala sobre esse equilíbrio, né, e muitas
- 52:08vezes a pessoa de produto ela não ela não tá ligada
- 52:13que ela precisa falar a linguagem do negócio. Exato.
- 52:18Eu gosto bastante do aquele naval ravicante lá, sabe,
- 52:22que é investidor da Angel Leach e tal. Eu
- 52:25gosto bastante dele, ele tem uma abordagem filosófica
- 52:27que de certa forma se conecta muito com o que eu
- 52:30gosto de consumir em termos de conteúdo. E
- 52:33ele até fala, se ele fala não existe disciplina
- 52:36chamada negócio, né, evite as revistas de negócios, os
- 52:39livros de negócios porque isso não existe. Então
- 52:42tentando te empurrar um negócio que não existe. O
- 52:45que existe é ele fala, né, o que você tem que
- 52:47estudar? Você tem que estudar
- 52:48microeconomia, psicologia do consumidor, etc. E
- 52:51você vê a conjunto do que ele tá falando e ele é
- 52:53negócio, né, basicamente. O que você tem que entender,
- 52:56né, você tem que entender de dinheiro, você tem que
- 52:58entender como as pessoas pensam. E
- 53:00você, cara, essas duas, né, essas duas, e se você
- 53:03entende como as pessoas, né, ele fala, né, aprenda
- 53:07a construir, aprenda a vender e aí você vai ser
- 53:09imbatível, né. Então, se você entende o que que
- 53:12vale a pena ser construído, essa definição não é minha,
- 53:14hein. É a definição de discovery de
- 53:16ninguém menos que Marte Keegan, né. O
- 53:19objetivo do discover é definir o que vale a pena
- 53:21ser construído, né, descobrir o que vale a
- 53:23pena ser construído. Então, se você consegue aprender a
- 53:26construir o que vale a pena ser construído e dar
- 53:29onde vem isso, psicologia do consumidor, de entender
- 53:31a necessidade humana, de entender sobre ser humano,
- 53:34né. E sobre os diferentes
- 53:36contextos, as diferentes emoções, as diferentes
- 53:39pensamentos que surgem quando você tá comprando um
- 53:42pós -barba, ou quando você tá comprando um carro de
- 53:45luxo, né. Você entender o psicologia do
- 53:47consumidor, entender microeconomia, entender
- 53:49básico da... básico não, né, até mais do que
- 53:52básico, das finanças, né, como é que você vende e
- 53:56tem retorno com isso, né, e como que você vende, né,
- 54:00como que você posiciona um produto, como que você
- 54:01estabelece um diferencial? O diferencial vai ser o
- 54:04produto nem sempre, o diferencial da empresa é o
- 54:06canal de distribuição, às vezes o diferencial da
- 54:08empresa é a marca, o produto é igual, né. Então,
- 54:11quando você entende isso, né, como você como você
- 54:14constrói o que que você constrói e como você vende,
- 54:17que que você vende, de que maneira, como você
- 54:19posiciona, isso é negócio, né. É
- 54:22você girar ali, de converter, entregar com
- 54:24qualidade, dar um bom suporte, ter uma camada de
- 54:26serviço adequada, coletar o dinheiro, ou antes ou
- 54:29durante, ou depois, ou todo mês, ou todo ano, né, e
- 54:33fazer com que esse dinheiro, depois de pagas
- 54:34todas as contas, gere algum retorno para os acionistas,
- 54:37que foram as pessoas que tomaram risco, né, de botar
- 54:40um dinheiro na frente sem saber se ele ia voltar lá,
- 54:42lá na frente, né, botar um geruante sem saber se ele
- 54:44ia voltar lá na frente. Então,
- 54:46é, essa galera está ando feliz, essa galera continua
- 54:49botando mais dinheiro, né, e disposta às vezes a
- 54:52tolerar alguns erros de aposta que você faz, porque
- 54:55você constou um track record ali, de acertar
- 54:57bastante, né. É isso, é difícil explicar o
- 55:00que é negócio, né, mas pra mim é isso, é toda essa
- 55:02cadeia, né, desde a primeira promessa de valor
- 55:05lá que você faz no marketing, no posicionamento,
- 55:07o que você prometeu pro cliente, até a hora em que
- 55:10você vendeu, entregou, prestou suporte, etc.,
- 55:12coletou o dinheiro, pagou as contas, sobrou, sobrou,
- 55:15deu lucro, beleza cara, você tem um negócio
- 55:17maravilhoso, ou não, não deu lucro, mas a gente
- 55:19acha que vai dar lucro lá na frente, aí você levanta
- 55:21um Series B, um Series C. Agora
- 55:25ficou uma vista para isso, né. Aí
- 55:27você vira um unicórnio e de repente não é mais
- 55:31unicórnio. É isso, chegamos ao final de
- 55:36mais um episódio, aqui com Rafael Palinas, onde a
- 55:38gente abordou os clássicos no site Moda, deu uma
- 55:43pincelada. A gente vai se aprofundar
- 55:45mais ainda em episódios, em conteúdos aqui no do PG.
- 55:51Então, já deixa aqui um mega
- 55:54agradecimento, muito obrigado Rafa, por ter arrumado o
- 55:56tempo e a sua agenda e ter conversado comigo aqui
- 55:59hoje. Valeu cara, estamos juntos,
- 56:00precisando só chamar aí. Então
- 56:03é isso, você que assistiu e ouviu até aqui, siga
- 56:06Rafael Farinazo no linkadinho, o link está na
- 56:08descrição todos os livros que Rafael Farinazo
- 56:12mencionou que foram muitos, que eu só consegui ouvir
- 56:16três e o restante eu só fui falando, aham, sim, tá
- 56:20bom. Ele vai mandar os nomes e eu
- 56:23vou colocar os links na descrição aqui e vou
- 56:27colocar no linkadinho também. Então
- 56:30siga Rafael Farinazo, os conteúdos adicionais estão
- 56:33aqui na descrição também e é isso. Beijos,
- 56:37tchau, fui.