Latest / Café com Dungeon / Aparece um Dragão! #0016
Transcript
- 0:00O ganhou um presente outro dia, uma coleção de dragão
- 0:03Brasil do André, lá da torrefação da Ovelha Negra
- 0:07Café, nosso parceiro. Eu fui até lá e voltei com
- 0:10esse loot. E ali no meio de várias
- 0:12edições clássicas da dragão Brasil, e quem comprava na
- 0:17época vai reconhecer, tipo o Dragon Ball, ou aquela
- 0:21edição do Caverno do Dragão, mais de uma, na
- 0:24verdade. A própria edição que veio o
- 0:26Tormenta, a edição que veio 3D &T, e vários outros
- 0:29materiais icônicos, estavam ali no meio, e eu fui
- 0:33dando uma olhada, folhando, passei um tempo folhando
- 0:35elas. Inclusive isso vai dar material para
- 0:38episódios no futuro, mas o que importa é que eu
- 0:41lembrei que uma das coisas que eu mais gostava nas
- 0:43dragão Brasil, eram as dicas de RPG. Dica
- 0:48de mestre, no caso. Muito mais dica de mestre do que
- 0:51dica para jogador. Isso é assim até hoje. Mas
- 0:55quando eu comecei a jogar RPG, eu lembro que eu
- 0:56funcionava aqui num videogame. Tipo,
- 0:59vocês estão andando no corredor e eu, e, ah,
- 1:01monstro! E dale de roladado, dale de
- 1:05conta -vida. As dicas da dragão Brasil
- 1:07durante muito tempo eram a minha única fonte de
- 1:11comentários sobre como mestrar, para além dos
- 1:14manuais de jogo, que muitas vezes confundiam mais do
- 1:18que explicavam. Hoje em dia, observando as dicas
- 1:22da dragão Brasil, folhando ali, quase com uma viagem
- 1:26no tempo, eu tenho certeza que os próprios autores
- 1:28devem discordar de várias delas. Nem
- 1:31todas eram boas, muitas delas, na verdade, eram bem
- 1:35ruins, assim. Por diversos motivos. Outras
- 1:39tantas são boas até hoje, mas quando eu falo de uma
- 1:43dica boa e outra ruim, eu não estou querendo dizer
- 1:47que eu estou de acordo, que eu concordo com aquela
- 1:49traz, com a dica, que eu acho que essa dica funciona
- 1:51ou não funciona, não é exatamente sobre isso. Hoje
- 1:55em dia, depois de ter escrito, principalmente,
- 1:57muita dica de mestragem, até o próprio caminho do
- 2:00mestre cafeinado, volume 1, que está ainda venda na
- 2:03New Order, eu tenho para mim que as boas dicas não
- 2:06são exatamente aquelas que trazem uma resposta ou a
- 2:09melhor forma de fazer alguma coisa. As
- 2:12boas dicas, no fundo, são aquelas que geram reflexão,
- 2:15que te botam para pensar, você concordando com a
- 2:18solução que ela traz ou não. Talvez
- 2:22o principal tipo de reflexão, inclusive, que o
- 2:26mestre precise, é sobre o próprio papel do mestre. No
- 2:31D &D clássico, tinha toda aquela lacunaridade, todos
- 2:36os vacos instrucionais, a modularidade das mecânicas,
- 2:41tudo aquilo. Acabava pedindo um trabalho, de que
- 2:46a experiência fosse talhada para a mesa, que houvesse
- 2:50um processo de entendimento daquele jogo antes dele
- 2:54mesmo ser proposto, ou durante a proposta. Mas
- 2:57o fato é que aquilo, de forma geral, acabou caindo
- 3:01nas costas do mestre, construindo esse mestre
- 3:04cheio de poderes para poder tancar toda essa
- 3:08problemática que vinha junto, com essa lacunaridade
- 3:11das regras e tudo mais. E esses poderes vieram amplos,
- 3:15irrevogáveis, determinantes, finais, sempre em expansão,
- 3:20inclusive, porque cada problema que surge é o
- 3:24mestre que tem que resolver. E
- 3:26a gente sabe, poderes e responsabilidades não juntas
- 3:30ali. Por mais que a gente hoje em
- 3:33dia tenha ali uma galera grande, que desde Fiasco,
- 3:37desde Ford, começa a questionar o papel do
- 3:39mestre, tem a proposta de jogo solo, jogo co -op,
- 3:44jogo sem mestre, toda crítica, meta existência do
- 3:47mestre. Junto a isso, a gente sabe
- 3:49também que tem o RPG Show, que reforça esse mestre
- 3:53todo poderoso e absolutamente é
- 3:55sobrecarregado em divertir os outros. Isso
- 4:00cria um espaço imenso de insegurança e um desprazer
- 4:03em jogar até, que acomete muito carabão com quem eu
- 4:07já conversei. Muitos desses caras, inclusive,
- 4:10passam a consumir compulsivamente material de
- 4:13auxílio pro mestre. Dica, técnica de mestragem,
- 4:17tecnologia nova, coisa digital e coisa analógica,
- 4:21que possa se auxiliar a ele nessa tarefa que se
- 4:24torna cada vez mais árduo que é mestrar. Quando
- 4:27eu vejo essas mesas com uma tela de LED no centro,
- 4:31aquele telão no centro, com luzes, efeitos especiais,
- 4:35efeitos sonoros, cinema 4D, borrifando o dor, handout,
- 4:41miniatura, cartão pendurado no escudo do mestre com a
- 4:45ordem de iniciativa, e o cara lá fazendo vozes,
- 4:49gesticulando pro grupo, que nem o David Copperfield. Eu
- 4:53fico pensando o tanto que aquele cara gastou de grana
- 4:57mesmo e de tempo para no fim terminar que nem
- 5:01aqueles sujeitos que têm um piano de efeitos especiais
- 5:05para fazer trilhas de desenho mado, tipo Tom e
- 5:08Jerry, sabe? O cara toca o piano, puxa a
- 5:11cordinha e estoura o prato, puxa uma outra cordinha e
- 5:14faz barulho de apito de trem, aí a só prontinha e
- 5:17faz fiu e... Depois ele bate com o pé no
- 5:20bumbum, assou o nariz, e aí faz a trilha do desenho
- 5:22mado. Parece esse cara, né? No
- 5:25fim das contas, as boas dicas de RPG, como eu
- 5:29falei lá em cima, são aquelas que te fazem
- 5:32refletir, e no caso que te fazem refletir sobre o seu
- 5:35papel, sobre as suas responsabilidades, até onde
- 5:39você pode ir, mas principalmente até onde você
- 5:42precisa ir para jogar legal. Isso
- 5:45envolve trabalhar sua base, não somente como mestre,
- 5:48mas também como jogador. A boa dica de RPG não te
- 5:52faz empilhar milhões de técnicas que te salvam,
- 5:55sabe? As boas dicas te provocam e
- 5:58construí suas próprias bases para um jogo tranquilo.
- 6:02Hoje a gente vai trocar a ideia
- 6:04sobre um livro de dica, mas é dica para mestre e
- 6:07dica para jogador. Que acompanha você desde a
- 6:11base, desde o início, até as minúcias e até as
- 6:15técnicas avançadas. Aparece um dragão. O
- 6:22que você faz? Bom
- 6:41dia, amigos do Café com Dungeon. Damos
- 6:43aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 6:45favorito, trazendo sempre muito RPG. Meu
- 6:49nome é Rafael Balbi, e hoje eu peguei aqui as
- 6:51instruções que o meu guru do café, o André, lá da
- 6:55Ovelha Negra Café, me passou. A
- 6:57quantidade certa de café, aí pego o mol, coloco com
- 7:03a quantidade certa de água, fervo a água, escaldo o
- 7:07filtro, escaldo a garrafa, e aí coloco o pó no
- 7:12filtro. Do um susto molhando o pó
- 7:15recém moído de leve, aí espera um pouco, e aí
- 7:19depois eu vou derrubando circularmente a água
- 7:23fervida, que aí aquilo vai girando, girando, girando, e
- 7:27aí a gente consegue uma uniformidade melhor na
- 7:30extração do líquido desse café, desse pó, e fica uma
- 7:33delícia. Parece frescura, mas quando você
- 7:37presta atenção, você vai ver que faz diferença, e o
- 7:40café fica de fato melhor. É
- 7:42que nem quando você pega um bom livro sobre chat 3
- 7:45ou sobre RPG mesmo, a sua técnica vai melhorando, e o
- 7:49jogo vai ficando mais gostoso, mais profundo, mais
- 7:52cheio de nuances, que nem o café Ovelha Negra. Se
- 7:56você quiser amanhecer com um café delicioso como
- 7:58esse, você pode utilizar o cupom, aí, CCD, tudo
- 8:02minúsculo, lá no site ovelha negracafex .com. Se
- 8:07você for um assinante do Café com o Dângel, tem o
- 8:09cupom ainda melhores e progressivos de acordo com
- 8:12seu nível de apoio. Fora isso, você vai participar
- 8:14também de sorteios, a gente sorteia quase 2 quilos de
- 8:17café todo mês aqui no Café com o Dângel, pros nossos
- 8:20assinantes. Então, caso você queira se tornar
- 8:23também um assinante, vai lá em apoia .sebarrcafécomdângel,
- 8:27e participe também de outros sorteios, e consiga
- 8:31cupoms de outros parceiros, como a editora Retropunk, a
- 8:34Hugginemannem, que distribuiu o Rio Tama, a gente vai
- 8:38receber os nossos assinantes sorteados, vão receber
- 8:40cópias do Rio Tama, também cópias do Dark Eye, da
- 8:45própria Retropunk, que é a nossa parceira, tem disconto
- 8:48também, aí, cupoms da própria Retropunk. Então,
- 8:52cara, muito jogo se tornar um assinante do Café com o
- 8:55Dângel é ajudar a gente a voltar a ter mais episódios
- 8:57na semana, e não ter que ficar escolhendo tão a dedo
- 9:01as nossas pautas. Mas é isso aí, vamos lá, vamos
- 9:04começar agora com a leitura da Enquete, antes de cair
- 9:07no tema do episódio de hoje, e aí a gente vai
- 9:11ler a Enquete do último episódio, que foi o CDR,
- 9:13Complexo de Detenção e Resssocialização, um jogo aí
- 9:18da Naomi Maratheia, que foi lançado pela Retropunk, e a
- 9:22gente fez duas perguntas. A primeira é se o ouvinte
- 9:25beberia a Maria Luka. Pra quem não sabe, pra quem
- 9:29não ouviu o episódio, Maria Luka é uma bebida feita na
- 9:33cadeia, e eu vou passar aqui pra vocês uma receita
- 9:38checarandiruda no Velicuzinho Brasileano, que é... Coloca
- 9:43aí, enche de água até a metade, uma vasilha, pra 10
- 9:47litros de água, que pode ser inclusive uma privada.
- 9:52Colocar 2 quilos de arroz, açúcar,
- 9:55casca de fruta, fermento, café ou cravo pra dar
- 9:58gosto. Depois mistura bem, tapa por uns
- 10:0010 dias ali pra misturar e fermentar, mexendo o dia
- 10:04sim, dia não. Depois você transfere o líquido do
- 10:06vaso pra uma lata com um furo na parte de cima,
- 10:09encaixa ali uma serpentina de cobre, e leva ao fogo.
- 10:13O álcool do vinho, pra z 'em
- 10:15dizer, vapora antes da água, e deve ser resfriado
- 10:19na serpentina através de gotículas gotejantes, mas
- 10:23pode ser naturalmente. Isso aí rende uma garrafa de
- 10:27Maria Luka, que dá uns 150 reais na cadeia, ou quanto
- 10:30valia na época lá do Carandiru, você podia
- 10:34comprar uma Maria Luka fora da cadeia, você podia
- 10:37comprar um whisky 12 anos, escosseis no mercado. E,
- 10:42bom, fora brincadeira, a gente sabe o drama por
- 10:45trás disso, a gente sabe a tragédia por trás disso,
- 10:48mas o fato é que 61 ,5 % das pessoas que responderam
- 10:54aqui beberiam, experimentariam tal da Maria
- 10:57Luka. Vocês estão corajosos, hein? Foi
- 11:01pau a pau, né? A gente ficou aí com 61 ,5 %
- 11:05só, mas acho que é isso, que a gente só viva uma
- 11:08vez, como dizem por aí. E a gente perguntou também se
- 11:12o ouvinte fosse preso, qual seria o vulgo na cadeia,
- 11:16qual seria o seu apelido? O
- 11:17André Campello falou que seu apelido seria da 20.
- 11:21Ele acha que é uma boa
- 11:21referência pra quem pinta desenha, entre outras coisas
- 11:24relacionadas à arte. O Palitos Not In The Mood,
- 11:30que deve ser o Caio que joga com a gente em B .R
- 11:32.Gotem, falou que o apelido dele seria mãozinha,
- 11:35certeza. Mãozinha é o ladino dele em B .R
- 11:39.Gotem. E o Marcos Gonçalves falou
- 11:42que seu apelido seria o Sem Cabelo, que é uma
- 11:44característica dele que ele replica em vários
- 11:46personagens quando tá jogando, e quando não tá
- 11:50mistrando. Interessante. Mas vamos lá, vamos pro
- 11:54nosso episódio de hoje. E
- 12:15bom, vamos lá, vamos abordar esse lançamento aqui
- 12:18da editora Draco, o Aparece Um Dragão, o que você faz
- 12:22e pra falar sobre esse lançamento, a gente vai
- 12:24trocar uma ideia com o José Fontenelle, que é o
- 12:26autor aqui, veio trocar uma ideia no Café com Dungeon
- 12:29pra gente explicar sobre esse livro, que é sobre
- 12:33RPG, explicando qual o rolê do RPG, como começaram a
- 12:37RPG. Enfim, vamos tirar dúvidas com
- 12:39eles aqui. Fala aí, José, bem -vindo. Fala
- 12:42aí, Balbi, Balbi, olá a todos. Muito
- 12:45legal ter que conversa com ti, conversa bacana, e se
- 12:49aparece um dragão, cara, o que você faz? Velho,
- 12:52eu vou tentar trocar uma ideia com ele, cara. Vou
- 12:54tentar trocar uma ideia, porque eu acho que fugir a
- 12:57partir de certo, é muito inútil, né? É.
- 13:00Pedeu conversar, virar um servo ali, um aliado, né?
- 13:04É, vamos tentar, cara. Eu
- 13:05acho que o GoGo nunca falha, né? Pelo
- 13:09menos as últimas palavras eu dou. É,
- 13:11jogadores lembram assim disso, que é sempre muito
- 13:13importante, né? É isso aí, mano. Eu
- 13:16estava vendo aqui o material que você mandou
- 13:18pra mim, o Sumario do livro, eu dei um olhado
- 13:21também no material do financiamento, e, bom, você
- 13:24está com um financiamento legal, no meditora legal,
- 13:27né? E acho que eu pessoalmente já
- 13:31fiz um material pra mestre, no caso, que é o Mestre
- 13:36Caffeinado, né? O Guido Mestre Caffeinado. E
- 13:39uma coisa me chamou a atenção, o teu livro não é
- 13:43só pra mestre, né? A gente tem um histórico no
- 13:46Brasil de material explicativo, auxiliar, pra
- 13:51dica de jogo e tudo mais, mas que normalmente
- 13:53direciona pro mestre, né? Desde
- 13:55a Dragão Brasil, desde lá atrás, a gente tem muito
- 13:57material que fala com o mestre. E
- 13:59o teu material aqui já me chamou a atenção, que não
- 14:02é exatamente pra mestre, só. É
- 14:03pra mestre e jogadores também, né? Quer
- 14:06comentar um pouquinho, cara, esse rolê aí do teu livro,
- 14:09pra quem que é o livro? Fala
- 14:10aí pra gente. Ah, com certeza, mano. Eu
- 14:13acho que é justamente isso. De
- 14:15fato, muito conteúdo voltado pra RPG hoje em dia tá
- 14:20fragmentado, sobretudo, visando o mestre, né?
- 14:23Procurando o mestre, como se o mestre
- 14:25fosse realmente esse grande guarda -chuva do jogo, né?
- 14:29Que a Voluntinácia ali todo
- 14:30mundo, que pegasse jogadores, e fizesse tudo,
- 14:32ok, até certo ponto é. Mas a gente tem que pensar
- 14:35muito o jogador também, né? Porque
- 14:37o mestre já foi jogador um dia, já foi só jogador um
- 14:40dia, digamos assim. Então, até eu mesmo, quando era
- 14:45apenas jogador, quando o nome estrava, nem disso,
- 14:47lá, como você jogaria RPG com 14, 15 anos, eu ficava
- 14:50pensando assim, poxa, eu quero melhorar no joguinho,
- 14:53né? Eu quero fazer um pouco mais,
- 14:55né? E eu ficava pensando assim,
- 14:56poxa, mas não tinha um conteúdo voltado pra mim
- 14:58que era jogador. Voltado como, por exemplo, dicas de
- 15:02interpretação, como escolher o nome de um personagem,
- 15:05que pode parecer uma coisa secundária, mas às vezes um
- 15:07bom nome faz toda a diferença pra uma campanha,
- 15:10né? Então, eu, quando eu comecei a
- 15:13pensar esse livro, e mais ou menos ali, dos 16, 17,
- 15:17eu queria que o conteúdo contemplasse, desde a pessoa
- 15:20que tá começando no ROB, né, no RPG, o jogador, que
- 15:23aí entendemos um pouco da história do RPG, que aliás,
- 15:26esse ano, né, 50 anos de RPG, né? Então,
- 15:28a gente não tá falando de qualquer ROB, a gente tá
- 15:30falando de não só de uma questão de entretenimento,
- 15:34mas também um ROB de movimentos cifras, né?
- 15:37Milionários, lá em Dordomundo, né? Com
- 15:39vários ótimos criadores de conteúdo, fazendo material,
- 15:42grupos, fazendo também. E o Quili, então, como
- 15:46lembrar esse jogador, explicando um pouco dessa
- 15:48questão histórica, porque eu sou jornalista de formação,
- 15:50né? Então, o jornalista, ele sempre
- 15:52acaba se preocupando dessa questão do contexto
- 15:55histórico do ROB. Você fala, ah, o RPG é isso, é
- 15:58só isso, ah, foi criado ali pelo TVN, não pelo
- 16:01Greg Giller, não é só isso, né? Sempre
- 16:03tem mais coisas. Então, eu queria contemplar um
- 16:06pouco dessa curiosidade, acerca do ROB, eu explico
- 16:09como é que o ROB se popularizou, né? Por
- 16:11que é que ele se popularizou? Então,
- 16:13eu trago grandes capítulos, um tal de pra jogadores,
- 16:17né? Onde eu vou falar disso, sobre
- 16:19muitas dicas de interpretação, como pensar o
- 16:22on -game e off -game também, que é uma coisa que às
- 16:24vezes eu fico noiado com as conversas que os
- 16:27jogadores fazem off -game, e acabam modificando o on
- 16:31-game da jogada, né? Você sabe isso também, né, cara?
- 16:35Tem alguns jogos onde o off
- 16:38-game funciona, é válido, e outros jogos não é válido,
- 16:42acaba toda brincadeira quando você faz metagame
- 16:44com o amiguinho fora da BC de jogo, né? Então,
- 16:48eu falo sobre isso também, eu falo um pouco dessa
- 16:50ideia de uma ética, digamos assim, do jogador de RPG,
- 16:55pensando, digamos assim, comportamentos de bom senso,
- 16:58digamos assim, votados para o jogador, e também, claro,
- 17:01instigo o jogador de outras dicas de como ele começar
- 17:04a me extra, né? Então, eu tento fazer essa ponte
- 17:06do jogador que está começando, que vai aprender
- 17:10mais, que lá que é a pouco, ele vai assumir
- 17:12também a cartola de Mestre, né? Para
- 17:14também ele ser um propagador, ser um
- 17:17multiplicador do Rob, né? Porque
- 17:19também isso é muito legal, né? Só
- 17:20tem jogos que tiveram Mestre, correto? Claro
- 17:22que, hoje em dia, a gente tem formas de RPG que
- 17:25jogam semestres, né? Que tem uma razão mais
- 17:27colaborativa, mas são muito modernas, são muito
- 17:30recentes. Então, eu também penso nessa
- 17:33questão de ensinar esse jogador a me extra, e
- 17:36também tem um outro capítulo grande votado para
- 17:38cenários, né? Crianças de cenários. Daí,
- 17:40realmente, talvez os Mastres ou as pessoas já pensam de
- 17:44revisar, também, que o Motário que eu gosto é
- 17:46interessante, acabam se utilizando mais. Mas,
- 17:49de fato, eu quero que o jogador sabe jogar
- 17:51direitinho, que como esse livro é um material de
- 17:54apoio, né? Ele é um guia, ele não compete
- 17:57com outros cenários ou sistemas, a lógica é que a
- 18:00partir desse material, o jogador possa ir na sua
- 18:03própria mesa de jogo e jogar melhor, entender,
- 18:05saber prestar sua própria ficha, né? Saber
- 18:09prestar bem a ficha e algar outros níveis, né? No
- 18:12entendimento e na beleza, né? No
- 18:16entretenimento mesmo do Rob. Isso
- 18:19é uma coisa muito particular do RPG, né,
- 18:21cara? A gente tem, de forma geral,
- 18:24o Robista do RPG, ele gosta de grandes mergulhos,
- 18:28né? Então, acho que quando ele
- 18:29encontra alguém que possa, de repente, trazer alguns
- 18:32insights, trazer algumas reflexões e tal, ele cresce
- 18:35muito dentro do Rob e a qualidade de jogo melhora
- 18:37muito, né? Mas vamos fazer um parênteses,
- 18:40porque você falou que você é jornalista e tal. Fala
- 18:43pra galera quem é que tá escrevendo esse livro, quem
- 18:46é que tá trazendo esse conhecimento, essas dicas
- 18:49aí. Fala de você, José Fontinelli,
- 18:52qual o teu histórico com o RPG, como é que você curte
- 18:56no RPG, como é que você chegou até esse livro?
- 18:58Então, cara, eu comecei a jogar
- 19:00RPG, comprei ele com 14, 15 anos mais ou menos, meu
- 19:03ensino médio. Eu sabia muito pouco sobre
- 19:07RPG, na verdade eu era uma pessoa muito retraída, eu
- 19:10era aquele típico, né, aquele nerd, cdf, digamos
- 19:13assim, né? Que sentava lá atrás porque eu
- 19:16já sabia a matéria, não acabava ficando lá atrás e
- 19:18tal. E quando eu fui pro ensino
- 19:20médio, né, eu era uma pessoa muito retraída. E
- 19:23a gente tem aquela necessidade jovem de querer
- 19:25fazer parte de grupos, né? E
- 19:27claro, eu já andava a comer as coisinhas do Vó,
- 19:29que ali, grunge, eu gostava muito de gente escutar
- 19:32grunge na época. E daí um outro menino também,
- 19:34que era um bato na escola onde a gente tava, ele
- 19:37curtiu mesmo o som e dele começou a me mostrar o
- 19:39RPG, né? Ele começou a jogar. E
- 19:42eu acho que o fórum que eu e o RPG foi pra mim
- 19:44sobretudo, cara, uma escola de transformação, digamos
- 19:47assim, eu era uma pessoa muito retraída e ficou com
- 19:49RPG, e aí eu comecei a me comunicar melhor, comecei a
- 19:53pensar mais estratégicamente, pode ser uma brincadeira,
- 19:57mas sim, né? Pra gente executar uma tarefa
- 19:59de RPG, a gente tem que pensar estratégicamente, né?
- 20:01Uma aventura, enfim. Então,
- 20:04a RPG me assinou muito sobre comunicação, sobre
- 20:07pensar com clareza, sobre saber formar alianças, e me
- 20:11tirou até uma certa, digamos assim, visão do
- 20:14mundo muito altruísta que eu tinha, sabe? Um
- 20:17pouco de inocência, digamos assim. Então,
- 20:20RPG também foi importante pra entender essa realidade
- 20:25de uma forma mais... mais...
- 20:28mais traje, mais crua, na verdade, crua a palavra. A
- 20:33gente jogava muito vampiro, e também tinha aquela ideia
- 20:36de sociedade cótica, né? Aquela
- 20:38coisa... aquela coisa... do
- 20:42drama costoso, digamos assim, né? A
- 20:45gente jogava outros sistemas também, também, de 3DT, D
- 20:49&D, mas o que era a primeira, ali, do grupo era
- 20:52vampire. A gente me olhava muito na
- 20:55história de vampire e tal. E
- 20:58daí eu fui fazer jornalismo a partir de 2009, é, 2009,
- 21:02em Ciclata Aliana, na ofici, né? E
- 21:05eu potei jornalista, depois eu acabei escrevendo um
- 21:09livro, porque eu não estava conseguindo trabalhar na
- 21:11área de jornalismo, porque foi na mesma época que
- 21:13conversaram de piscões em massa de jornalista do
- 21:15Brasil inteiro. Então, a gente não tinha mais nem
- 21:18a... claro, já naquela época não era
- 21:22necessário ter diploma de jornalista para ser
- 21:24jornalista, né? Então, informei numa federal, que
- 21:27foi uma excelente faculdade. Na
- 21:29época, foi a terceira ou quarta melhor faculdade de
- 21:31jornalismo do Brasil, mas nem isso me garantia
- 21:34emprego lugar nenhum, né? Então,
- 21:36e na RPG, eu tinha escrito um romance também. Então,
- 21:40eu acabei entrando para a Sara Literária, digamos
- 21:43assim, no mercado literário, o trabalho do mercado
- 21:45historial já há quase 10 anos. Na
- 21:47verdade, 11 anos, né? 24, é, comecei em 2013, 11
- 21:52anos. E desde então 2015, 2016, eu
- 21:56comecei a pensar num livro de RPG que tivesse essas
- 22:00dicas votadas para jogadores, para mestres que
- 22:02se relacionasse um pouco também da questão histórica
- 22:04do hobby, né? E eu comecei a pesquisar
- 22:07muito sobre um livro, em português, se tivesse essas
- 22:10carácterinhas, sabe? E eu não encontrava, mano. Eu
- 22:13não encontrava. Eu pensei assim, por que que
- 22:17não tem um livro de queimis? Eu
- 22:18encontrava muitos livros semelhantes em inglês, né?
- 22:22A gente tem no mercado
- 22:23americano, claro, desenvolvido há mais tempo,
- 22:26sobretudo muitos livros em PDF, livros com bold press,
- 22:30né? Várias outras editoras contadas
- 22:32para jogos que trabalham com esses livros assim. E
- 22:36eu não encontrava nada semelhante em português. E
- 22:38daí eu lembrava, não sei se aconteceu contigo,
- 22:41também, Valtir, que quando a gente começa a jogar
- 22:43RPG, claro, às vezes tem ali as dicas votadas para
- 22:46jogadores e mestres nos livros, mas a gente acaba
- 22:48perdendo com jogadores mais velhos. A
- 22:51gente sabe de muito com jogadores mais velhos, né?
- 22:54E eu pensava assim, cara, mas
- 22:55a gente escuteu um desses jogadores mais velhos, da
- 22:57onde que vem, né? E eu pensei, oh, não, cara,
- 23:00eu quero fazer esse livro. Aí
- 23:02eu escutei pensando que durante seis meses, só
- 23:05fazendo leitura, já tinha em português, cara, quase
- 23:07nada, e muito material em inglês, né? Então
- 23:10eu forei vários livros na história do GOV, depois
- 23:13saíram alguns livros em português votados, né, para
- 23:16biografia do Guero Guíguis, votado ou em perda
- 23:19imaginação, muito bem lembrado nessa referência,
- 23:22porque é um livro que eu uso como referência, entre
- 23:23outros. Ah, e fui tentando organizar
- 23:27primeiro esse conteúdo, até que a primeira versão do
- 23:30livro, cara, tinha muito mais de material histórico.
- 23:33Aí eu fui e pensei assim,
- 23:34cara, mas não quero que esse livro seja um livro
- 23:36histórico sobre o GOV, eu quero que seja um livro
- 23:38para jogar, para as pessoas leiam alguma coisa sobre a
- 23:42história, mas o foco dele é ser o jogo. Então
- 23:44eu cortei muito material em relação... Até
- 23:48eu cheguei a fazer uns capinhos sobre a história
- 23:49do RPG do Brasil, e acabei guardando, porque não...
- 23:52Acabei não utilizando, porque esse
- 23:54é um outro tópico, né? Bate
- 23:56interessante também, né? Desde
- 23:57a geração Sheriffs, até porque jogou R3 com
- 24:00clarítico no Brasil, até que eu era de 90 e tal.
- 24:03Então acabei guardando esse
- 24:05material, porque não solto para as pessoas aceitam
- 24:08esses capítios voltados para jogadores, para médicos e
- 24:11para cenários. Então foi essa vontade de jogar
- 24:15RPG, vontade sobretudo de ter realmente um manual,
- 24:18uma referência para a gente, para outros jogadores
- 24:21iguais a mim, que queriam buscar alguma coisa no
- 24:24próprio jogo, mas efetivamente não tinham.
- 24:26Então acho que foi muito pensado
- 24:27disso. Legal, cara. E
- 24:30quanto é o jogo do coração? O
- 24:31que você gosta mais de jogar? Por
- 24:33onde você gosta de caminhar, quando a gente
- 24:35fala em RPGs assim, qual é o teu origem, teu rolê? O
- 24:39que você curte? Cara, isso é uma pergunta muito
- 24:41diversa, né, mano? Alguns jogos que eu adoro, eu
- 24:45gosto de jogos mais da raiz de vistas, né? Claro
- 24:48que também gosto do jogo assim, de sistema bem
- 24:51fechadinho e tal. Tipo, o modelo eu gosto muito de
- 24:53ter emê, mas tipo assim, Vampiro, Settimon Marker,
- 24:58vinha um jogo que eu adoro, Settimon Marker acho
- 25:00que foi um bem bonito tipo, com a sua
- 25:03complexidade, Calf Futuro também, é um jogo que
- 25:06quando eu narro com meus colegas, sempre dá boas
- 25:08histórias, sempre lhes tem boas lisadas. E
- 25:11como eu joguei o Vampire em terceira edição, durante
- 25:14mais tempo, eu fiz muita adaptação de... A
- 25:17gente joga com caçadores caçados também, e como eu
- 25:20já conheci o sistema de Vampiro, eu acabava às
- 25:22vezes em Marlos também, e eu não posso falar de Mago
- 25:25Ascensão, cara, Mago, o premesso que eu nos jogo
- 25:28com... Adoro. Ah, a idade da idade, que
- 25:30eu usava dos JTCC, eu acho que é o livro mais bonito
- 25:32de RPG que eu já vi e tal. O
- 25:34Mago Ascensão chegou a dizer que é o livro de
- 25:36RPG, mas atual que tem, né, cara? Com
- 25:38certeza, um pouco ativo, cara. Guerra
- 25:41de nativas. Exatamente. Não, o Mago é maravilhoso.
- 25:47E tipo assim, eu fico até
- 25:48emocionado, eu fico até empolgado falando de Mago,
- 25:52porque eu considero um jogo extremamente, né, belo em
- 25:57todos os aspectos, a própria natureza, de como
- 25:59eles explicam a mágica, né, essa mágica com o car, a
- 26:03questão da realidade, do consenso, pode até não
- 26:07querer jogar com as seitas de Magos, também precisa
- 26:11jogar com aquilo. Só a base do jogo ali, que é
- 26:13a questão filosófica, digamos assim, eu acho
- 26:16linda, mas eu particularmente considero um
- 26:19jogo difícil de você me extra para jogadores
- 26:22iniciantes, até, né? Eu lembro que, por exemplo,
- 26:26quando comecei a me extra para o meu grupo, eles
- 26:28demoraram a entender um pouco essa lógica da
- 26:30criação de Magias, porque existe muito da criatividade
- 26:33dos jogadores. E às vezes, o jogador
- 26:35iniciente é um pouco reticente, sobre o que eu
- 26:37posso fazer, o que eu não posso fazer. Aí
- 26:40depois que eles conseguiram dominar a lógica das séras,
- 26:42que é uma coisa diferente, que tinha, quer dizer, uma
- 26:46coisa diferente em relação a quem já tinha jogado, aí
- 26:48eles perceberam a graça do jogo, de você conseguir,
- 26:50né? Criar efeitos inéditos, eu acho
- 26:53que é um jogo muito criativo, por isso que ele
- 26:56anima bastante. Acho que é mago mesmo. Boa,
- 27:01muito bom, é um dos preferidos da casa aqui. O
- 27:10ano de hora é certo, é dado o último gole, uma
- 27:13cerveja ceremonial conhecida como beer potting. Densa
- 27:18como a noite misteriosa como uma tumba, é degustada
- 27:22para os bons pressajos na exploração da região que
- 27:27leva o mesmo nome, beer potting, que guarda os
- 27:32jazigos dos titãos, seres primordiais anteriores aos
- 27:37próprios deuses, por eles sepultados com seus
- 27:41tesouros, segredos arcanos e metafísicos. Beer
- 27:47potting é uma campanha de Hexcrawl, aperta e gratuita
- 27:51de RPG ou de school no estilo Oil Fantasy, com
- 27:54sessões episódicas em um mundo permanente, com
- 27:58centenas de jogadores e quatro destemidos mestres,
- 28:02Balbi, Cobb, João Boulamac e Márcio Floreiro. Além
- 28:06dos hermos, repletos de monstros e tesouros, a
- 28:10comunidade explora um estilo de jogo forjado a partir
- 28:12das reflexões dos mil episódios, a primeira
- 28:15temporada do Café com Dungeon e outros
- 28:17experimentos como O Ligória, Day The Mulek e outros.
- 28:22Descubra o paradeiro do mago que
- 28:24ficou louco ao ouvir os impropérios de uma cabeça
- 28:27falante espetada na ponta de uma lança, entenda como
- 28:31derrotar a salamanda de fogo que toma conta da
- 28:34chapada dos queimados em seu covil cheio de rubis
- 28:39do tamanho de um crânio humano, em frente dos
- 28:42bandidos da unha de navalhas, especialistas em
- 28:44geometria sagrada, que apavoram a vila da
- 28:48fresqueta e escoram os seus tesouros do jazíbo do titã
- 28:52caverna, aprisionado pelo Deus Tetris, em sua
- 28:56entreencada estrutura de cordas nois e tendões que
- 29:01sustentam o monte -quipo. Tomar
- 29:04da biergotem e sair alucinado pelos hermos
- 29:07parece arriscado, mas a cerveja abre um canal
- 29:11direto com os titãs e com seus poderes primordiais
- 29:14podem imbuir os aventureiros de asas, de vigor
- 29:17incansável, no dialeto das plantas ou mesmo com a
- 29:22força perpétua de um rio, a esperança de serem
- 29:26libertados pelos bravos inconsequentes caçadores de
- 29:29ouro, ganhês de espê com ouro resgatado, mas também
- 29:32com descobertas nos hermos e com rumores compartilhados
- 29:35com os demais aventureiros. E
- 29:37aí, topo de desafio? O monta o seu grupo e
- 29:40procura um dos mestres em nosso grupo de telegram que
- 29:43a gente tenta atender os seus horários. Se
- 29:45você não tiver grupo, você pode sempre chegar e
- 29:48conhecer outros aventureiros precisando de companheiros
- 29:51por uma incursão. Então segue o link aí na
- 29:54descrição do episódio e vamos explorar biergotem!
- 30:13O que a gente está falando
- 30:18de guerra narrativa, a construção narrativa que é
- 30:22muito cara do mago, você falou que fez jornalismo,
- 30:26escreveu também, então você é um cara da história, da
- 30:29narrativa. Como é que é a tua visão sobre
- 30:32o que é RPG? Como é que você trabalha isso
- 30:35no jogo? Você começa a se sentir, começa
- 30:36com um capítulo abrindo o que é RPG. O
- 30:39que é RPG segundo José Fontenelle? Cara,
- 30:43eu acho que RPG é uma coisa de sísile, de você
- 30:47tentar colocar de uma forma, entendeu? Porque
- 30:50olha só, o que eu explico no livro é que o RPG que
- 30:55foi imaginado lá pelo Gary Gaggins e pelo Desjardins,
- 30:59em 1974, ele já foi modificado muito. Então
- 31:06inicialmente o RPG era sinônimo de jogo de papel,
- 31:10jogo de mesa, tem o top RPG. Então
- 31:12ele começa efetivamente como uma aventura de papel de
- 31:16pessoas reunidas ali. Só que depois, eu acho que
- 31:19você sabe, você sabe a história do OBE, eles
- 31:21começaram a jogar RPG por cartas, a distância ou até
- 31:25por telefone. Você tem a emoção de que os
- 31:28caras jogavam mesmo o RPG por cartas, falando os
- 31:31movimentos. É como se fosse quei de
- 31:34antigamente, grupo de email, ou... Não
- 31:36sei se já jogou RPG por grupo de email, cara, mas
- 31:39é como se fosse isso, né, pelo WhatsApp. Tem
- 31:41que ser que joga RPG textual pelo WhatsApp. São
- 31:45formas diferentes de jogar. Então,
- 31:48uma metáfora que eu utilizo, quando eu peço o
- 31:50que é RPG, é falar que a ideia do RPG é como se
- 31:54fosse um cobertor curto numa noite de inverno. Ou
- 31:57seja, você puxa de cá, puxa de lá, você come uma
- 32:00parte, saque outra parte, fica de fora. Porque
- 32:02o RPG também é sinônimo que é de jogo online, é
- 32:06de MMORPG. Esses são uma galera gigante,
- 32:09começou a jogar RPG por conta de hoje, a Farcraf,
- 32:11por conta de Diablo. E para essas pessoas, RPG é
- 32:15um jogo eletrônico, né? Tem que ser sinônimo de jogo
- 32:17eletrônico, né? Então, para mim, RPG é uma forma
- 32:21híbrida de um jogo, de um entretenimento. E
- 32:24cada gênero, ou seja, o RPG digital, o RPG de
- 32:29papel, o RPG por e -mail, o RPG... Muita
- 32:33gente joga com essas plataformas digitais. Ou
- 32:38seja, cada gênero, cada plataforma, tem o seu
- 32:41próprio código de ética, tem o seu próprio código
- 32:45de regras, do que pode, o que não pode fazer. E
- 32:49claro, tem suas especificidades, RPG de
- 32:52papel, o que a gente joga com todo mundo reunido,
- 32:55talvez seja o que dá mais liberdade. Mas
- 32:58o RPG eletrônico ou online, você tem que seguir aquela
- 33:02historinha certa, e você não tem tanta liberdade com
- 33:04o teu personagem. Mas é bonito, né? Atrai
- 33:07também, né? Quem nunca perdeu tempo na
- 33:10Landhau jogando um múlgo, o grande RPG também, pode ser
- 33:13só porque, horas de desmeia, eu mesmo fico
- 33:15jogando múlgo, Peugeot World, joguei muito em MMO,
- 33:19um par de tempos. Então, eu acredito que com o RPG
- 33:22é híbrido, cada forma, tem as suas especificidades, e
- 33:26o bom do RPG, essa quimera positiva, se a gente pode
- 33:30falar assim, é que a gente tem cada vez novas formas,
- 33:33e essas formas criam outras formas de jogos, e outras
- 33:36formas de entretenimento. Então,
- 33:38se há 10 anos era impossível você pensar... A
- 33:4110 não, talvez há 15 anos, fosse impossível você pensar
- 33:44um RPG sem métricos, hoje a gente tem sim, régras
- 33:48que funcionam para jogar RPG sem métricos. Hoje
- 33:51você tem sim, pessoas, a comunidade solo gamers, das
- 33:55pessoas que jogam RPG solo, é grande, e a gente tem
- 33:59excelentes publicações na rede, tem até comunidades
- 34:05de solo gamers, se a gente pensar que uma espécie de
- 34:07contrato, de contraste, na verdade, porque eles são
- 34:11jogadores solo, então, por que eles têm uma
- 34:12comunidade? Eles trocam material entre si,
- 34:16conversam sobre as dinâmicas, aquelas on -page
- 34:19Dungeon, que é uma aventura de RPG em uma página de
- 34:23A4, é maravilhosa. Então, hoje em dia a gente tem
- 34:25RPG para todas as instâncias de tempo. Se
- 34:28você tem 20 minutos para jogar RPG, você consegue
- 34:31pegar uma historinha de uma página. Eu
- 34:33mesmo, no RPG que eu ajudei a publicar, no ano
- 34:37passado com o colega meu, a gente fez a aventura de
- 34:40RPG que era uma página de A4 dobrada, uma RPG de
- 34:44ficção científica. O esquema confunda o posse
- 34:48como ser uma nave passando por uma zona de meteoro,
- 34:54meteoritos, uma espécie de deserto, de meteoro,
- 34:57sinácio, etc. Tem como você fazer um jogo
- 35:00solo bacaninha, para caramba. Então,
- 35:03eu acho que por conta dessa variedade positiva e
- 35:08absurda que a gente tem de gêneros de RPG, a gente
- 35:11não tem como definir o Vobby ou RPG, porque se a
- 35:16gente definir, a gente vai deixar alguns jogos de
- 35:18fora. A gente vai deixar alguns
- 35:19conceitos de fora. Isso é por isso que eu falei
- 35:21que essa metáfora do cobertor curto, porque a
- 35:25gente vai contemplar muita coisa. Muita
- 35:27coisa que a gente vai ficar de fora. Enquanto
- 35:30a gente está conversando aqui, Vobby, com certeza
- 35:32tem alguém pensando em uma nova forma diferente de
- 35:35jogar RPG, um novo gerador aleatório, um novo gerador
- 35:41de aleatoriedades, para além de dados, para além das
- 35:44cartas de arreto de barágio. Então,
- 35:48é uma pergunta bem... Bem complexa essa, na verdade.
- 35:53É interessante, o que eu
- 35:54estava vendo aqui. Você traz um dicionário prático
- 35:57de termos de RPG, algumas referências e inspirações, e
- 36:01opções e dicas para jogar RPG online. Então,
- 36:04é bem prático, direciona bastante. E
- 36:07é mais uma provocação sobre RPG do que necessariamente
- 36:10uma explicação fechada sobre o que é o Robby. É
- 36:15interessante. E, cara, você cai a partir
- 36:18disso, você começa a trazer algumas questões para a
- 36:22jogadora. Então você até comentou que a
- 36:24tua opção foi um pouco de trazer primeiro o jogador,
- 36:28não o mestre, para tentar conversar com essa pessoa.
- 36:32Conversar com uma pessoa que não é
- 36:34ainda uma pessoa que vai pegar o jogo para me
- 36:38extra, mas que vai começar jogando ali. O
- 36:41que você fala para essa pessoa? Como
- 36:42é que você começou a dialogar no livro uma vez
- 36:47que você estabeleceu essa introdução ao RPG? Então
- 36:52eu começo, eu divido a lógica do jogador como se
- 36:57fosse de fato em mídias. Então,
- 37:00os finais capítulos, as primeiras partes, são
- 37:02votados para jogadores mais iniciantes, onde adoram
- 37:05essas informações preliminares. Por
- 37:07isso, o dicionário de termos, que é uma coisa
- 37:09que eu me pegava bastante, porque alguns grupos só
- 37:11acham e falam que já comprimimos com os gírias,
- 37:13RPG. Ah, deu um TPK no grupo e
- 37:16tal, o que é TPK? Tipo, às vezes as pessoas não
- 37:19para para explicar as gírias. Eu
- 37:21também percebi que era um material inédito, resolvi
- 37:23fazer esse colossário com os gírias mais utilizados.
- 37:27Cara, tem muitos termos em
- 37:29inglês, mas que as pessoas utilizam de forma cotidiana,
- 37:32quando estão jogando. E eu tento então, é claro
- 37:35que é interessante, porque claro, isso tem muito a
- 37:38ver de uma espécie, de uma experiência pessoal, ou
- 37:41seja, de eu ter também, como acho que todo mundo
- 37:44está a suficientar ao vivo aqui, essa experiência de
- 37:47entender assim. Sabe quando você percebe que
- 37:49você está ficando um pouco melhor do que você faz?
- 37:51Acho que é um pouco assim.
- 37:54Então, foi como se fosse um exame
- 37:56pessoal de entender, até onde eu preciso saber para
- 37:59ser um jogador iniciante no RPG. Eu
- 38:01considero que o jogador iniciante é aquele cara que
- 38:03consegue fazer a própria ficha em pelo menos um
- 38:06jogo de RPG. Acho que as outras vezes são
- 38:08bacanas. Tipo assim, porque o jogador
- 38:11iniciante vai pedir ajuda para um jogador mais velho,
- 38:15vai pedir uma ajuda para o mestre, para fazer a
- 38:17própria ficha. Chega no ponto que o jogador
- 38:19iniciante sabe fazer a própria ficha em um jogo,
- 38:22porque sabe fazer a própria ficha no D &D 50. Ótimo!
- 38:27Mas se ele vai jogar cultura, ele já não sabe.
- 38:30É outro esquema, mas no D &D,
- 38:32ele se garante. Show, entendeu? O
- 38:35cara que já interpretou dois, três personagens
- 38:37diferentes, que entende a diferença básica, mas que é
- 38:42meio isolada de você jogar com bárbaro e depois você
- 38:44jogar com mago. Se você não pode usar o mesmo
- 38:47linguagem de ar, é básico. Tem
- 38:50alguns jogadores que passam por cima. Então,
- 38:52eu tento colocar esses horizontes de entendimento.
- 39:00Eu sei uma coisa, sei o que
- 39:01é o outro. Aí, o jogador avançado, eu já
- 39:04considero que esse cara que consegue, digamos assim,
- 39:07jogar, transitar entre três cenários diferentes, dois
- 39:11cenários diferentes, dois sistemas diferentes com
- 39:13certa qualidade. Então, o cara sabe fazer a ficha
- 39:16no, sei lá, no Vapiro, no Sétimo Mar, no... Eu
- 39:23ia falar grampos, mas grampos é um caso à parte.
- 39:28Mas, enfim, sabe jogar... Ah,
- 39:31o nosso... O do... Refropunk,
- 39:37eu adoro também, sabe jogar. Sabe
- 39:39jogar, sabe jogar, sabe jogar, sabe jogar. Sabe
- 39:40jogar, sabe jogar, sabe jogar. É
- 39:40muito legal esse sistema também. Então,
- 39:42tipo assim, o cara tem mediáres, o cara que já
- 39:45consegue entender a diferença do sistema e o
- 39:47outro sabe um pouquinho das regras ali, já domina bem
- 39:50algumas características. Se ele quiser interpretar, o
- 39:54cara tem mediáres, também, eu falo com esse jogador,
- 39:56que se, por exemplo, se você é jogando eu, você é
- 39:59balbino outras três pessoas. E
- 40:00um esconde um tanque, um outro esconde um clérigo,
- 40:03um outro esconde um ladrão, no intermediário é aquele
- 40:06jogador, que às vezes vai se conectar por último,
- 40:08porque ele vai pensar na pare, ele vai pensar no
- 40:10grupo. Então, eu acho que é um pouco
- 40:12disto também, o jogador do intermediário é aquele cara
- 40:14que se está fotando um curadeiro no grupo, ele
- 40:17joga, está fotando um fighter, ele joga. Ou
- 40:20seja, ele sabe pegar um personagem assim, de última
- 40:23hora, e mandar bem com ele, sabe? Ele
- 40:25não vai ficar perdido nem em relação às habilidades,
- 40:28cara, na habilidade a gente pode ler, a perder ele da
- 40:30hora, mas tem relação à interpretação, um paladino é
- 40:33diferente de um lutador, de um bárbara, o cara que vai
- 40:35se meter um pouco disso. Ele
- 40:37alcança minúcio um pouco para poder se tomar alguns
- 40:41luxos já em relação à tática, umas decisões um
- 40:44pouco mais profundas. Exatamente,
- 40:47é um cara que vai ouvir também, eu acho que tem
- 40:49muito isso, quando a gente vai jogando mais, a gente
- 40:50vai perdendo ao ouvir os outros jogadores, porque às
- 40:53vezes as pessoas ficam muito assim, não, eu quero
- 40:55fazer minha ideia, o grupo tem que fazer minha ideia.
- 40:57Mano, se você conseguir pegar uma
- 40:59ideia rominha, e traçou uma ideia boa, está ótimo, acho
- 41:03que o jogador mais experiente, ele tem um
- 41:04pouco disso, de entender que às vezes a pessoa tem
- 41:07uma boa ideia, só que não é para aquilo, ou então de
- 41:10chamar atenção para alguém que está fazendo uma coisa
- 41:12muito errada no jogo, é uma coisa básica, tipo
- 41:15assim, quando o Master está falando, tem jogador que
- 41:17quer ficar falando, enquanto o Master está falando, eu
- 41:21acho que isso é o jogo de jogador iniciante, ou então
- 41:25jogador que não está nem aí para o jogo, porque
- 41:27tipo assim, o Master, ele passa muitas informações
- 41:29importantes através do NPC, através do que ele fala
- 41:33aos jogadores. Se você fala, quando o Master
- 41:35está falando, mano, a informação que é a coisa
- 41:38mais importante no jogo que você está queixando de
- 41:40lado, que eu não sei se já teve essa experiência
- 41:42também, cara, mas eu já tive experiência de Masters,
- 41:45que alna rare em uma mesa, enfim, algo, narra em uma
- 41:49aventura, às vezes vem para o meu personagem e fala
- 41:52uma informação importante, só que só o meu personagem
- 41:54sabe, entendeu? Só que quando eu era novato,
- 41:56eu não sabia que a informação era importante,
- 41:59né? Então, tipo assim, isso também é
- 42:02caixioso, tem alguns Masters que fazem isso de
- 42:04propósito, entendeu? E eu acho que é uma
- 42:06ploprática, na verdade, que é quando você, né, é uma
- 42:09informação interessante com o jogador ali mais
- 42:11iniciante, que é o que ele está pegando, mas que o
- 42:13grupo tem que saber como pegar aquela informação sem
- 42:15fazer um meta gay, entendeu? Tem
- 42:17que fazer aquela informação nascer de forma natural. Eu
- 42:20acho que o jogador intermediário é um volanismo
- 42:22também. E claro, ele sabe mais sobre
- 42:24rébrios, ele tinha uma ideia da desabilidade, sabe
- 42:26de dano da escolha. Tem o seu próprio conjunto de
- 42:28dados, né? De coisas assim. Tem
- 42:31o seu próprio livro de modos esquemas. E
- 42:33o jogador mais avançado, eu já vou colocando dicas
- 42:37realmente para aqueles que tornam Médicos, já vou
- 42:39falando mais um pouco sobre essa questão, né? Dessa
- 42:42espécie de... Não diria coach, mas uma... Um
- 42:46aconselhamento, digamos assim, de outros jogadores
- 42:48mais iniciantes. E vou falando muitas dicas
- 42:50sobre a questão... Eu acho uma coisa importante
- 42:52também, né? De você estimular outros
- 42:54grupos, né? De jogo, participar em eventos
- 42:58de RPG. Eu falo também desse
- 43:00importância de você ir nos eventos de RPG. Não
- 43:02só para jogar jogos que você não joga de forma
- 43:06coincidente, de forma semanal do seu grupo, mas
- 43:09também para conhecer outros contadores de conteúdo,
- 43:11conhecer outros mestres mais velhos, né? Entender
- 43:14algumas dinâmicas, fazer algumas conversas voltadas
- 43:18com Game Design. Eu acho que isso também tem a
- 43:20ver novamente com essa ideia de uma atividade.
- 43:22Porque, por exemplo, quando eu era
- 43:23jogador iniciante, até intermediário, eu achava a
- 43:26lógica do vampiro de jogar 300 dados boa, né? Só
- 43:29que, cara, isso é completamente ruim do ponto
- 43:32de vista de Game Design. É,
- 43:34você vai jogar 10 ou 20 ou 30 dados, só que em
- 43:37cada dado você tem ainda chance de tirar 1. E
- 43:40esse 1, né? Cortar os sucessos que você tenha
- 43:44não é positivo, né? Então, tem alguma... Claro,
- 43:47é um sistema antigo, e tal, de clavizou dessa
- 43:49forma, e tal. Mas enfim, eu acho que a gente
- 43:51só vai pensando melhor essas coisas depois. Então,
- 43:54você... E claro, vou falando mais de
- 43:57interpretação, vou falar sobre a DEV você usar
- 44:01sotaques, também, na hora de interpretar, de você
- 44:04pegar personagens que você nunca pegou, e você tentar
- 44:07fazer com que os personagens tenham uma certa
- 44:09coerência. Apesar dos jogadores fazer o
- 44:11multiclasse, já viu aquele multiclasse? O
- 44:14personagem é feiticeiro, é decromante, é paladino, o
- 44:19cara vai juntando todas as características, e aí quando
- 44:21tu vê, não tem história nenhum. O
- 44:22cara só faz um montuado de classes, só para ter os
- 44:25bônus, enfim. Então, eu vou falar também de
- 44:28cara, você tem que ter uma lógica aí, você não pode,
- 44:31digamos assim, só sair montuando tudo. E
- 44:33também, é até uma espécie de sapego. Eu
- 44:36acho que também o jogador mais velho vai entendendo
- 44:39que às vezes a história do personagem não é a história
- 44:41da aventura. Ele consegue aposentar o
- 44:44personagem de forma mais fácil. Porque
- 44:46quando a gente está começando, depois de um
- 44:48tempo, a gente gosta muito de jogar com o mesmo
- 44:50personagem. Então, esses personagens não vão
- 44:52morrer nunca, esses personagens que eu gosto e
- 44:54tal. Você vai ficando mais velho, e
- 44:56vai tendo mais sapego. Você começa a fazer personagens
- 44:58em outro sexo, fazer personagens mais velhos,
- 45:01começar a juntar características que você
- 45:03nunca jogaria. Eu mesmo gostava muito de
- 45:06jogar do personagem mais de mago, de dúvida, enfim,
- 45:10depois eu fui fazendo mais range, fui entendendo qual
- 45:13é a lógica do dinheiro melhor, entendeu? Pode
- 45:16ser folioso, mas depois eu fui entendendo que o
- 45:18guerreiro talvez seja um arquétipo de guerreiro, de
- 45:21fighter, talvez seja um arquétipo de personagem dos
- 45:24mais desafiadores, no ponto de vista de você impactar
- 45:28o campo de batalha, mais do que o mago, por
- 45:32exemplo, mais do que o feiticeiro que vai fazer
- 45:34aquelas coisas absurdas. Como
- 45:36é que você como guerreiro pode fazer? Então,
- 45:38comecei a achar mais desafio nesses personagens
- 45:42que ficam menos overpowered. Fala
- 45:45menos overpowered, não, mas que a princípio não parecem
- 45:48tão destruidores. Depois eu também fui gostando mais
- 45:51de jogar com personagens, de jogar com sistemas, por
- 45:56exemplo, de sistemas que dão pouco aos jogadores,
- 46:03digamos assim, no sentido de sistemas de agir. O
- 46:06genenciamento de recursos é importante pra narrativa.
- 46:12Acho que isso é o que eu fui
- 46:14aprendendo. Então, eu tento, eu procuro
- 46:16dividir esses jogadores de apoio com esses caras que
- 46:19eles têm de conter. E pra cada uma delas, eu vou
- 46:22dando dicas pra que eles consigam passar no próximo
- 46:25nível. Sempre chamar na atenção pra esse
- 46:28espécie de autoconhecimento que também vem do Rob, né?
- 46:32É, uma coisa interessante que
- 46:33eu ouvi também é que você trabalha com boas práticas.
- 46:35É uma coisa que eu acredito
- 46:37bastante. A gente não vai dizer que
- 46:40necessariamente as coisas são a melhor forma de
- 46:42fazer alguma coisa, mas que a gente tem práticas que
- 46:45são de forma já aproveitosa. Então,
- 46:48você identifica ali o que são boas práticas de
- 46:50interpretação, conduta de mesa, quase etiqueta, como
- 46:53você botou, né? Isso é uma coisa interessante
- 46:56que eu acho que evolui, né? O
- 46:57jogador que fica mais experiente, ele fica um
- 46:59pouco mais perceptivo em relação ao que funciona
- 47:02melhor ou que não funciona, né? Quando
- 47:04você fala isso, cara, e eu deixo o claro no livro que
- 47:07eu não tô ali pra cagar regra não, entendeu? Tipo
- 47:09assim, é... Uma coisa que eu deixo claro,
- 47:12desde a introdução do livro, é que, claro, eu tô
- 47:15colocando ali como você falou, são boas práticas
- 47:17que a gente pode funcionar. Mas
- 47:20eu deixo claro também que se na mesa do cara, né,
- 47:23as pessoas já são conhecidas e tem outras
- 47:25práticas, ok, é o que vai funcionar pro seu
- 47:28entretenimento. Eu coloco muitas dessas boas
- 47:30práticas, sobre tudo voltadas pra quando você
- 47:32vai em evento IPG, de você não conhece as pessoas que
- 47:36você tá jogando, né? Então, cada vez demais a gente
- 47:38tem que fazer isso, tem que pensar realmente em
- 47:40como deixar as pessoas confortáveis pra jogar.
- 47:43Entre essas boas práticas, claro,
- 47:44você pode utilizar na sua mesa. Agora,
- 47:47tipo assim, quando o jogador já se conhece há
- 47:50bastante tempo, aquele grupo de amigos já tinha, onde
- 47:53todo mundo tem história paralela e tal, as pessoas
- 47:56passam um pouquinho disso, mas quando tem um jogador,
- 47:58sobretudo quando tem um jogador novo, quando tem
- 48:00uma pessoa que tá entrando ali, eu acho que ele
- 48:03sempre é importante pra fazer com que aquela pessoa
- 48:04fique confortável e por vontade de querer jogar com
- 48:07você. Porque tu imagina isso, a gente
- 48:09vai jogar, se todo mundo é meio conhecido e tal, entra
- 48:12um, dois jogadores novos, daí a gente fica tanto com
- 48:15conversa paralela, a gente fica tanto excluindo a
- 48:17pessoa que tá com o jogo, ou que fica com o verso,
- 48:20eu acho que essa pessoa vai querer jogar com a
- 48:21gente, né? Explicemente, né? Então,
- 48:25essas boas práticas, claro, não substituem essa
- 48:28experiência da pessoa em relação ao grupo que ela
- 48:31já joga. São dicas ali gerais e tal,
- 48:34são dicas sobretudo pra novos jogadores, que ajudam
- 48:39bastante, mas claro, também é claro que eu não tô ali
- 48:42pra ficar cagando reggae, pra falar assim, RpG é
- 48:44isso, RpG é aquilo. Porque também eu não gosto
- 48:47quando... A gente sabe que tem jogador
- 48:50raporjento e tudo com delado, né, cara? E
- 48:53na RpG não podia ser diferente, temos jogadores
- 48:55de raporjento e RpG que quando chega assim, não, só
- 48:57pode ser dessa forma, só pode ser dessa
- 48:59interpretação, tem que fazer isso, entendeu? Aí
- 49:02eu posto, nem eu gosto disso de jogador, tá
- 49:04ligado? E você, bom, você vai
- 49:06trazendo então essas boas práticas, essas coisas que
- 49:09eu concordo contigo, né? A gente vai aprendendo com a
- 49:12experiência também dos outros, né? Vai
- 49:14aprendendo com, enfim, é um conhecimento comum, né? Que
- 49:19a gente vai desenvolvendo ali, cada um tem seu
- 49:21quick, mas a gente chega, obviamente, no metiqueta,
- 49:24numa coisa assim. Agora chega um momento em que
- 49:27esse jogador aprende, né? Ele
- 49:29aprende mais, ele se sente mais confortável. Então,
- 49:32o teu livro, ele percorre esse caminho do cara que
- 49:35começou a jogar, e num momento você se sente
- 49:38seguro pra mestrar, né? Como
- 49:42é que é essa introdução ao mestre? Como
- 49:44é que você trabalha com esse mestre? Que
- 49:46caminhos que você envereda aí no teu livro quando
- 49:50você trata sobre conhecimento e prática de
- 49:53mestrar RpG? Pô, isso aí é uma coisa muito
- 49:56legal, cara. Eu sou, eu sou, eu sou
- 49:59escritor, seja uma analista, né? E
- 50:01quando eu comecei a pensar esse capítulo do mestre, eu
- 50:04pensei assim, caramba, eu não posso chegar assim e
- 50:07colocando aquelas dicas que a gente encontra nos rpgs
- 50:11com o mestre, Tem que ter uma trama, tem que ter um
- 50:16desafio, tem que ter isso aqui no colar. Eu
- 50:18pensei assim, cara, se eu colocar isso, se não tiver
- 50:20uma base, é melhor, não vai colar nem pro NIC,
- 50:23colaria, entendeu? Então, uma coisa que eu sempre
- 50:26coloco, é o que eu pensei que funciona muito bem, eu
- 50:30vou falar da jornada do herói, dos 12 partes do
- 50:33povo. Então, eu vou falar muito sobre
- 50:36essa questão, que na RpG é uma construção de história,
- 50:40só que em grupo, né? O mestre ele tá ali pra bio
- 50:43palco, pra dar o, né? Pra acender a fogueira, digamos
- 50:48assim, do início da história, mas no final das
- 50:50contas que faz a história é o grupo, né? Então,
- 50:53a gente tem grupos onde o jogador, de alguma forma,
- 50:57se enveredor mais pelo que o mestre propõe, e a gente
- 51:00também sabe que tem jogatinas, né? Quem
- 51:02nunca, né? Aqui está pensando uma coisa, e
- 51:05o grupo vai e muda completamente a história,
- 51:08onde a aventura vira um grande improviso do mestre,
- 51:10né? Então, eu trago a jornada do
- 51:13herói do Google, né? Então, a jornada dos heróis, pra
- 51:16quem não conhece, são os 12 passos clássicos para
- 51:19criação da criação e contação de histórias, né?
- 51:24Esses 12 passos se enveredam
- 51:26desde a apresentação do herói, digamos assim, que
- 51:30claro, aí eu vou tratar esses heróis como sendo os
- 51:32personagens dos jogadores, esses heróis que são,
- 51:35então, transpostos no seu mundo comum, que é aquele
- 51:38mundo cotidiano, né? Do Mado que está a sua torre,
- 51:42do Druida que tá na floresta, e aí até ao
- 51:46chamado da aventura. E quando efetivamente o mestre
- 51:50coloca os jogadores ali na aventura. Então,
- 51:53eu vou utilizando a jornada do Vogler, em que nesses
- 51:5712 passos ele vai explicando o desenho,
- 52:00digamos assim, fundamental, o desenho base da
- 52:03construção de histórias, e a partir disso eu vou
- 52:07colocando, eu vou explicando como o mestre, se ele
- 52:10dominar os 12 passos a jornada do herói, ele
- 52:13consegue até, claro, fazer a própria... manter,
- 52:17dar continuidade à aventura que a gente tá narrando,
- 52:19mas também improvisar se for possível. Porque
- 52:23já acontece, já se efetivamente tem participado
- 52:27de mesas onde quando você percebe, claramente o mestre
- 52:30tá improvisando porque ele não tem ideia do que tá
- 52:32acontecendo. Ou, por exemplo, aventuras
- 52:35prontas, é tipo assim, eu entender, vários jogos tem
- 52:38monstros de aventura pronta, calvo duro, que normalmente
- 52:41as aventuras prontas não... as
- 52:45publicações normalmente têm muitas ideias de tudo que
- 52:48acontece. Mas, às vezes, calha de alguém
- 52:51fazer uma coisa que nem nos livros tá ali já
- 52:54preconcebido, então, às vezes, pode criar uma coisa
- 52:56completamente diferente. Então,
- 52:59eu passo esse conhecimento da jornada do herói para
- 53:03ensinar como que o mestre, a partir desse entendimento
- 53:06desses 12 passos, pode utilizar isso na própria
- 53:09campanha. Então, eu faço uma aproximação,
- 53:12Balbi, é da literatura do cinema, pra explicar esse
- 53:17core, essas características principais da criação de
- 53:20histórias, pra que aí sim depois eu possa entrar na
- 53:23especificidade de um RPG. Pergunta
- 53:26interessante sobre isso que você tá trazendo, da coisa
- 53:29de uma fonte literária, da jornada do herói que
- 53:35compreende uma saga, alguns passos, são 12 passos. Como
- 53:41são essas adaptações que você faz pra linguagem do
- 53:44RPG? Porque, um exemplo, a gente tem na
- 53:48jornada do herói, a gente tem um herói, um
- 53:51protagonista, um personagem que é o protagonista, e
- 53:55essa jornada é uma jornada muito pessoal dele. Ele
- 53:58enfrenta seus próprios medos, existe todo um
- 54:01espaço interno que ele enfrenta nesse certo momento
- 54:05da jornada, existe ali um... enfim,
- 54:07existe particularidades da jornada do herói que é
- 54:10feita pra essa contagem de história que o cinema usa
- 54:14e tal, que usa num protagonista. Como
- 54:17é que é isso? O que você precisou adaptar
- 54:19da jornada do herói para o RPG em sua mídia
- 54:23particular? Como é que você trabalhou isso,
- 54:26que desafios que você enfrentou na sua própria
- 54:28jornada quando resolveu ir por essa vereda? Cara,
- 54:32muitos desafios, porque é isso que é uma coisa que
- 54:34me tembolado do início. Ou seja, cara, como é que eu
- 54:36vou explicar a jornada do herói, que é uma questão
- 54:38de interacultura, com uma linguagem que seja pelo
- 54:42menos clara para quem está lendo que é Master RPG? E
- 54:46aí, o que eu fiz? Esse que você falou é o início
- 54:51realmente da descrição da jornada do herói, jornada
- 54:54do herói é para o herói em mídia, e eu vou
- 54:56explicando então que na verdade cada um desses
- 54:58heróis são os personagens do jogador. Então,
- 55:00o primeiro passo da jornada do herói é essa
- 55:03apresentação do herói em seu mundo comum. E
- 55:06a aventura é justamente o que tira o herói do mundo
- 55:10comum. Então, eu vou falando na verdade,
- 55:13eu vou tentando ensinar que o Master deve, de forma
- 55:17natural, de forma que seja incrível para os jogadores,
- 55:22tirar esses jogadores, tirar esses personagens do mundo
- 55:25comum e conectar as histórias dos personagens,
- 55:28que talvez seja um grande desafio quando a gente
- 55:31narra com uma aventura. É de alguma forma conseguir
- 55:34conectar as histórias dos personagens. Então,
- 55:37antes disso, Balbi, eu falo da importância da sessão
- 55:40zero. Na verdade, eu acho que eu
- 55:41falo um pouco depois, mas eu vou relacionando a
- 55:44sessão zero. Ou seja, eu acho que isso tem
- 55:47a ver com uma espécie de planejamento. Ou
- 55:49seja, eu pego os personagens, eu entendo um
- 55:52pouco o background dos personagens e a partir
- 55:54disso eu vou conectando -os na história que eu preciso
- 55:57contar. Aí eu dou alguns exemplos.
- 56:02Aliás, nesse trecho, no vivo, eu
- 56:05coloco um exemplo de uma narrativa, de um jogo. Eu
- 56:11vou explicando os doze passos a partir de um
- 56:13exemplo de uma campanha de RPG ficcional. Um
- 56:18exemplo realmente. Então, a ideia está nessa, em
- 56:22conseguir conectar essa história pregressa dos
- 56:25personagens. E uma forma que você pode
- 56:27fazer isso, claro, que muitos narradores fazem, é
- 56:31por exemplo, tem um personagem que é o mais
- 56:34central da narrativa. Então, como se a bola tivesse ali
- 56:37com ele. É a história, sei lá, de um
- 56:40paladilo que perdeu sua fé. Então,
- 56:43ele é um personagem que não tem fé nenhuma e ele
- 56:46quer fazer a sua jornada de recuperar esses seus
- 56:51favores divinos. Não sei, isso é um exemplo que
- 56:53não tem nada a ver com o vivo. Mas,
- 56:55por exemplo, se esse personagem é o importante,
- 56:58eu vou tentar conectar os outros personagens da minha
- 57:01narrativa de acordo com essa missão pessoal desse
- 57:06personagem. Então, nessa busca do paladino
- 57:12pela sua fé, novamente, ele pode ter ali amigos,
- 57:19camaradas, que querem esse desafio. Ele
- 57:21pode ter ali magos ou até mesmo ladinos que querem
- 57:26enfrentar essa aventura por conta dos tesoulos místicos
- 57:31que podem aviar calhar nesse caminho. Então,
- 57:35você tem de conhecer muito bem essa história pregressa
- 57:40desses personagens e entender como que elas
- 57:42podem se conectar. Aí vai o exercício de leitura.
- 57:46Eu chamo muita atenção para
- 57:47isso também, porque é importante. Você
- 57:48me fala que o RPG começa na leitura. O
- 57:51RPG começa na leitura. Sempre
- 57:54para quem joga e para quem mexe. Sobretudo
- 57:57para quem mexe. Aliás, eu acho que vou patentear
- 57:59essa frase depois. Eu acho que é uma frase bem
- 58:01legal. Porque, cara, a gente tem que ler
- 58:04histórias de sua fantasia para entender como a
- 58:07sociedade do Anel é jupada. Como
- 58:09é que os caras resolvem ir lá acompanhar o Frodo e os
- 58:14Vobbings para jogar um Anel lá em Mordor? Por
- 58:17que eles se remontem? Qual é até a palavra bonita, o
- 58:21leite motivo? É essa motivação desses
- 58:24personagens. O que eles fazem entrar em
- 58:26guerra? Se unirem ali para fazerem
- 58:31aquela sociedade e enfrentar todos aqueles desafios. O
- 58:34que os impulsiona? Então o mestre tem de conhecer
- 58:37essas paixões dos personagens, motivações
- 58:41deles, para conseguir conectá -los na narrativa.
- 58:44Isso pode acontecer de forma
- 58:46unitária, como eu disse. Ou seja, um personagem carrega
- 58:50a aventura e os outros são esses personagens. Esses
- 58:53também estão na aventura, mas estão ali como... Não
- 58:58diria que pode desvastar, porque na verdade todos são
- 59:00estrelos. Todos são importantes, todos são
- 59:02heróis. Ou seja, os objetivos deles
- 59:04são objetivos paralelos à história principal. Ou
- 59:07de fato você conecta a partir de um grande
- 59:11acontecimento que vai pegar todos os personagens. Uma
- 59:18mudança da cidade, uma mudança do reino, que pode
- 59:21referir a todos. E claro, a gente está falando
- 59:23aqui de personagens quando eles não se conhecem. Acho
- 59:26que quando os personagens se conhecem é muito mais
- 59:27fácil. E isso é o que eu vejo de
- 59:29maioria das narrativas. Ou seja, a maioria dos jogos
- 59:32que eu vou até, jogos fora, são onde os
- 59:34personagens já se conhecem. Então
- 59:36é mais fácil criar uma narrativa com esses
- 59:39personagens conjuntos. Então, respondendo a forma mais
- 59:43completa, eu dou um exemplo de uma aventura que
- 59:48acontece em curso e vou explicando essas
- 59:51especificidades. A gente tem que entender que
- 59:53quem somos heróis, essas questões principais, o que
- 59:57que difere o RPG, disteia daquilo. E
- 1:00:00depois eu vou abrir um espaço também para a
- 1:00:02improvisação. Porque eu acho que é uma coisa
- 1:00:03muito importante. Porque, sem embora o rio vá por
- 1:00:07um lado, os jogadores vão querer uma forma diferente
- 1:00:10de cortar o rio. Sem dúvida, cara. Troca,
- 1:00:19troca! Ninguém está ouvindo minhas mal
- 1:00:22-dissências. Nestre, invadir os sonhos das
- 1:00:29pessoas com pressaços e mensagens cifradas não
- 1:00:32funciona tão bem para você espalhar a sua maldição e
- 1:00:36botar o mundo a seus pés. Posso
- 1:00:40dar uma sugestão? Mas que petulante! Você?
- 1:00:45Uma sugestão? Ahahahahahahaha!
- 1:00:50Conde milacai, qual a sua ideia? Os
- 1:00:54caminhos oníricos são muito torturosos e geram muitas
- 1:00:58dúvidas. Ninguém entendeu suas pragas,
- 1:01:02mestre. Você é incrível, ímpar,
- 1:01:06magnânimo. Mas precisa transformar sua
- 1:01:10experiência em influência. Já
- 1:01:14pensou em falar para um público muito maior, de
- 1:01:18forma mais clara e construir mais credibilidade?
- 1:01:23Ha! Você está sugerindo que eu
- 1:01:26crio um podcast, Lacayo? Mas
- 1:01:28qualquer um tem um podcast hoje em dia. É
- 1:01:31só pegar o microfone, meia boca e botar no ar. Eu
- 1:01:34não sou qualquer um. Eu preciso de um diferencial.
- 1:01:40Sim, mestre. Precisamente
- 1:01:43isso. Eu fiz recentemente uma
- 1:01:46descoberta, cara, entre nós, que pode ser o seu
- 1:01:48interesse. Veja só isso. Olá,
- 1:01:57você já conhece o MKPE Studio? É
- 1:02:00o estúdio de onde o Boi e o Balbi gravam suas lives
- 1:02:02de Quinta, com Johnny Telles, diretamente do
- 1:02:05Butantan, em São Paulo. O MKPE conta com equipamento
- 1:02:09de ponta, câmeras incríveis, microfones excelentes, um
- 1:02:13espaço facilmente adaptado às suas necessidades, e
- 1:02:17tudo mais que você precisa para uma transmissão de
- 1:02:19qualidade, seja podcast, videocast, cursos e lives.
- 1:02:24Transforme a sua experiência em
- 1:02:27influência. Acesse o Instagram,
- 1:02:30mkpeunderlinestudio, e confira o portfólio. Aí
- 1:02:35é só consultar o Johnny sobre como fazer a magia
- 1:02:38acontecer. E aí, mestre, o que achou da
- 1:02:43sugestão? Só respondo, Seforno Super
- 1:02:49Chat! Eu
- 1:03:06estava vendo aqui também que você acaba levando a
- 1:03:10conversa com esse mestre, da inspiração para a
- 1:03:14literatura, essa coisa da narração progressiva que
- 1:03:18você coloca. Você chega aqui num pedaço
- 1:03:21interessante, puxando no ver o dos histórias sistemas de
- 1:03:24RPG e teoria GNS. Teoria GNS é essa teoria da Ford,
- 1:03:30que veio ali do Ron Edwards, do game -ismo, do
- 1:03:32narrativismo e do simulacionismo. Aqui
- 1:03:34para o mestre, como você engaja a teoria GNS, como
- 1:03:39você trabalha, não visando o game designer, mas no
- 1:03:44caso, visando o mestre. Como
- 1:03:45funciona isso e o conteúdo que você acaba vinculando a
- 1:03:50teoria GNS? Primeiro, eu vou te trazer a teoria
- 1:03:55GNS, porque acho que é uma teoria excelente quando
- 1:03:58falamos sobre RPG. Temos muitas teorias de análise
- 1:04:03de jogos, voltados para outras mídias, para outros
- 1:04:06tipos de jogos. Eu não diria poucas para RPG,
- 1:04:10mas poucos conhecidas, ou menos conhecidas. Então,
- 1:04:14eu entro na GNS a partir do Gary Gaggins, porque o
- 1:04:20Gary Gaggins também foi um teório de jogos, sentido
- 1:04:24que ele tem livros voltados para game design, Game
- 1:04:28Master Guide, que é o que ele caiu no Intercept, que
- 1:04:32é um livro muito bom, clássico, onde ele vai
- 1:04:34falar de uma coisa que me chama muito a atenção, que
- 1:04:36é a ideia do espírito do jogo. O
- 1:04:39Gary vai dizer que, aliás, eu e ele nascemos pelo
- 1:04:42dia, 27 de julho, e daí o Gary vai falar que todo o
- 1:04:50jogo tem uma espécie de espírito, que, de alguma
- 1:04:53forma, esse espírito é contemplado nas mecânicas e
- 1:04:58no sistema de jogo, e no próprio cenário. E
- 1:05:01eu achava isso muito curioso. Espírito
- 1:05:03de jogo, espírito de jogo, ele vai falar de uma
- 1:05:06espécie de espírito benigno, no ADID, nessa ideia de
- 1:05:10espírito benigno, no sentido de ser herói, onde o ADID,
- 1:05:14os personagens jogadores, são sempre seres virtuosos,
- 1:05:18são sempre seres escolhidos, em que o espírito de jogo,
- 1:05:22então, tem a ver com essa eterna luta entre o bem e
- 1:05:26o mal, e os personagens jogadores são sempre esses
- 1:05:30personagens principais, benignos, e marculados, de
- 1:05:33alguma forma. E, claro, qualquer grande
- 1:05:36contraste do ADID, da regra de Jogando do Brasil, foi
- 1:05:42o Vampiro Amáscara. Você lembra disso, os caras
- 1:05:45faziam um lado A ao lado B. Ou
- 1:05:47você joga o meu papai, ou você joga o ADID. Tinha
- 1:05:49uma briga constantes, toda a convenção, todo o evento
- 1:05:52que eu via. Sempre tinha uma galera que jogava
- 1:05:55só um periodo de álcool, só jogava TMA de espécie e
- 1:05:58tal, e os grupos ficavam sempre atissados, um com o
- 1:06:01outro, eu fui ser parte dos dois, mas jogava para
- 1:06:03que fosse estar mais... de só o pessoal do ADID,
- 1:06:05porque o pessoal do ADID jogava muito a sério umas
- 1:06:08coisas. Mas, a partir dessa provocação,
- 1:06:12então, do Gary Giles, eu fui trazer o trabalho do
- 1:06:14Vom, porque a teoria geniátese, para a época,
- 1:06:17ele durou até durante muito tempo, achei ela muito
- 1:06:19completa. Eu mesmo, assim, foi uma coisa
- 1:06:22que quando eu descobri, eu falei, caramba, esse cara
- 1:06:24que sabia pra caramba do joguinho, da exininúcia do
- 1:06:27RPG. Então, eu acho que o que eu
- 1:06:29tento passar para o Mestre, é que... o
- 1:06:34que eu tento passar para o Mestre, essa ideia de que
- 1:06:36o Mestre tem que conhecer muito bem o sistema e o
- 1:06:39cenário que ele vai colocar na mesa, para que esteja
- 1:06:43de acordo, digamos assim, com as ansiedades, até
- 1:06:46expectativas do grupo de jogo. Isso
- 1:06:48é uma coisa que eu gosto de pensar, entendeu? Tipo
- 1:06:50assim, eu sei você, eu tenho um grupo regular de
- 1:06:52jogo, também na forma contesimada, e às vezes, eu
- 1:06:56alterno os cenários que eu trago com meus colheres
- 1:06:59jogarem, entendeu? Então, tipo assim, uma experiência
- 1:07:02que eu tenho, é muito de alternar o jogo de acordo
- 1:07:05com uma espécie assim, de um bolo do grupo, entendeu?
- 1:07:08Então, quando o grupo está
- 1:07:10querendo mais voar e tal, de forma mais nada verde,
- 1:07:14eu estava num ampeio, assim, uma coisa que eu
- 1:07:16sei que ele não vai dar a loprar, digamos assim.
- 1:07:18Claro, o cara não joga vampiro de
- 1:07:20forma, né, enfim. Até isso é uma coisa que eu
- 1:07:22discuto, ou seja, apesar de vampir o seu jogo de obo
- 1:07:25-gote, você pode fazer um um par de aventura, né? E
- 1:07:29nada impede que, naturalmente, o RPG, o BD,
- 1:07:33que é um jogo mais valoroso, digamos assim, de
- 1:07:36bem quanto mal, nada impede também que você tenha um
- 1:07:38raveloft da vida, que você tenha narrativa de horror
- 1:07:42pessoal ambientada e no fangoten realms. Nada
- 1:07:46impede isso, né? Na verdade, o que impede às
- 1:07:49vezes é só a pouca possibilidade de narrador,
- 1:07:51né? Mas um bom narrador consegue
- 1:07:52fazer uma narrativa de horror pessoal no fangoten
- 1:07:55realms e, da mesma forma, consegue fazer uma aventura
- 1:07:58aventuresca, digamos assim, em vampiro, enfim. Então,
- 1:08:03o que eu quero passar com o ron, trazendo a GMS, é
- 1:08:08que há essa divisão, que não é a divisão principal,
- 1:08:11claro, não é a teoria principal voltada para RPG,
- 1:08:14até coloca algumas outras lá, como outros teoristas
- 1:08:17que podem ser consultadas, mas eu acho que é o mais
- 1:08:20completo para explicar que o jogo, os jogos e
- 1:08:23sistemas têm certos perfis e é interessante quanto, e
- 1:08:28eu acho que faz parte do crescimento do Master, que
- 1:08:31ele sabe adominar assim, que ele entenda o perfil
- 1:08:33de cada jogo, pra que quando ele for maestrar,
- 1:08:37ele tem essa empatia, porque isso é uma coisa
- 1:08:39que eu falo muito também, Balbi. Essa
- 1:08:41empatia que o Master tem que ter como jogadores, que
- 1:08:44ele coloca na mesa. Eu acho que fica de mal tom,
- 1:08:47por exemplo, quando o Master traz uma aventura
- 1:08:50muito, sei lá, sangue 90, muito psicológica, e às
- 1:08:55vezes os jogadores não tomam aquela vibe, entendeu?
- 1:08:59E eu até trago isso, até
- 1:09:01como é minha culpa, porque eu já bolei aventuras
- 1:09:04assim, que tinham certo tom, que na hora eu
- 1:09:07percebi que a aventura foi muito ruim, porque os
- 1:09:10jogadores simplesmente não queriam jogar, não estavam
- 1:09:12a fim de que fosse naquele tom, entendeu? Então
- 1:09:15eu sempre trago essa ideia da empatia que o Master
- 1:09:18tem que ter com os jogadores para entender
- 1:09:21porque isso às vezes faz a diferença de uma aventura
- 1:09:25para outra. Nossa, tem aventuras que você
- 1:09:27percebe assim que deram muito certo, porque
- 1:09:29simplesmente os jogadores estavam com disposição, eles
- 1:09:32pegaram aquela aventura contigo. E
- 1:09:37teve outras, nossa, já tive fracasas retombades, eu vi
- 1:09:40uma vez que eu fui na Rá, uma mesa de mágoa com
- 1:09:41balde, porque eu estava realmente muito... Sabe
- 1:09:44que uma pessoa estava muito querendo na Rá aquela
- 1:09:46aventura? Eu ia na Rá com uma bela de
- 1:09:48uma guerra de 100 anos, começando ali como era
- 1:09:51mago, só que os jogadores pediu escolher jogar como
- 1:09:56magos ou vampiros, porque eu estava usando tanto o
- 1:09:59Idade da Estrela, e eu estava usando o Pino Quanto
- 1:10:01ao cruzar os feiticeiros do mago. E
- 1:10:03aí eu falei para eles, oh gente, você ganhou 100
- 1:10:05anos, vocês vão ter que chegar até a Juana Dar, e
- 1:10:12você sabe, Juana Dar no Vampire, ela começou a ter
- 1:10:16uma ocaviana, porque ela escutava as vozes de Deus,
- 1:10:20e ela também podia ser uma bruxa no cenário de mágoa.
- 1:10:23Então eu falei para ele, vocês
- 1:10:25vão ter que encontrar a Juana Dar, porque é parte
- 1:10:27daquilo, mano, vocês vão ter que... ou
- 1:10:29fazer com que ela chegue a leve os franceses à
- 1:10:33vitória, ou realmente, né, ninar ali as forças dela,
- 1:10:38trabalhar contra a imagem dela para que ela seja
- 1:10:40vista como bruxa. Então eu estava muito animado,
- 1:10:43cara, eu ia fazer uma parada meio estipãe que
- 1:10:45ainda, porque eu ia colocar que as cidades francesas,
- 1:10:49quando a Juana Dar recomeçasse a... a...
- 1:10:53a indertar as cidades nos seus iniciais, eu ia falar
- 1:10:58que eles iam se separar com magos, com leds com
- 1:11:02cepelinhas, essas coisas. Eu queria fazer uma parada
- 1:11:04meio sistematográfica e, sabe, aquela coisa de
- 1:11:06viagem da manhã Ness, legal. Pô,
- 1:11:09acabou de duas sessões, cara, duas sessões no capô.
- 1:11:15Jogadores simplesmente... hein,
- 1:11:16lá, isso, porque sempre é uma... Resolveram,
- 1:11:17eles resolveram. É, eles resolveram a Juana
- 1:11:20Dar, basicamente isso. Tipo, assim, não serve para ser
- 1:11:22nem pião de vampiro. Aí mudaram toda a história,
- 1:11:25enfim... Matizaram ela. É,
- 1:11:30exatamente. No final foi um grande
- 1:11:31fracasso, porque eu percebi que eles não estavam
- 1:11:34querendo dar uma coisa cabeçuda, entendeu? Eles
- 1:11:36não estavam querendo jogar uma... uma...
- 1:11:38uma aventura que tinha a ver com coisas tão grandes
- 1:11:42em jogo, entendeu? Que essa questão, né, da...
- 1:11:46da... da... da...
- 1:11:46da... da luta, da... No
- 1:11:48início da Guerra de 100 anos, né, França, conto em
- 1:11:50Glaterra, interesses de vampiros, interesses de
- 1:11:53mágica, a inquisição estava no meio também. Eu
- 1:11:55percebi, cara, eles simplesmente não queriam já
- 1:11:57dar uma mesa assim, que tinham tantas complexidades,
- 1:12:00né? Então isso também varia. Aí
- 1:12:02você vai narrar uma mesa entre aspas mais simples,
- 1:12:04um cálculo futuro da boa assim, jack striper a dor
- 1:12:08da vida, você vai narrar uma Londres, né, 1930, coi,
- 1:12:11dá muito certo, entendeu? E você consegue chegar, por
- 1:12:14propósito de jogo, que é um horror, né, que é
- 1:12:17uma... é uma questão de encontro com
- 1:12:20um terror íntimo, né, de forma mais profunda, porque
- 1:12:23os jogadores simplesmente compram melhor a ideia, ou
- 1:12:27estão mais, né, abertos naquele momento, né? Então,
- 1:12:30eu trago a Teoria GNS pra que a gente... Claro,
- 1:12:34algumas... algumas guidelines sobre o que que
- 1:12:37são, né, os jogos assim são mesmo narrativistas, os
- 1:12:39jogos simulaço -línsias e tal, os línsias também, mas
- 1:12:43pra que o mestre tenha esse entendimento e empatia,
- 1:12:46né, quando ele for narrar também. Você
- 1:12:49citou aí o manual do... do mestre, o Daniel Masters
- 1:12:54Geiger, do Geiger, que é, de fato, um dos melhores
- 1:12:57manuais de mestre que existem, né, de fato, eu
- 1:13:00acho muito bom. É uma correçãozinha de 79,
- 1:13:04esse manual. Ah, 79? É,
- 1:13:06lá é bem velho, cara. É muito velho, é. E
- 1:13:10eu fiquei muito curioso de ver como é que você
- 1:13:12interliga isso com a GNS nesse teu discurso, que é
- 1:13:16interessante. Agora, você trouxe aí essa coisa
- 1:13:18da empatia com os jogadores, você traz uma
- 1:13:20tipologia, uma taxonomia dos jogadores também, né,
- 1:13:24entender os tipos de jogadores que tem ali, como
- 1:13:27equilibrar também o grupo, isso é um exercício de
- 1:13:31empatia o tempo todo, né, essa coisa de você tentar
- 1:13:34atender esses tipos de jogadores, e tudo mais.
- 1:13:40Agora, quando isso cai no sistema,
- 1:13:44né, você tá ali mestrando, tá ali trabalhando o jogo,
- 1:13:47em termos de sistema, de mecânica, de rolagem de
- 1:13:52dado e tal, você traz aqui a regra de ouro. Como
- 1:13:55é que funciona essa regra para todas as outras de
- 1:13:58governar que você traz? Como
- 1:14:00é que é isso na sua concepção, quando você
- 1:14:03ensina para o mestre o uso dessa regra e esse esculpo
- 1:14:07de utilização de mecânicas e de pressupostos do jogo?
- 1:14:14Cara, primeiro, eu... Antes
- 1:14:17de chegar na... Teria que ter percebido que eu
- 1:14:19gosto de tentar explicar que o panorama dessa coisa
- 1:14:21é de chegar na essa coisa, né. Então,
- 1:14:23antes de falar da regra de ouro, eu gosto de falar
- 1:14:25que o mestre tem que entender muito bem realmente
- 1:14:27o sistema de jogos que ele tá ali mestrando, tem que
- 1:14:30entender a base, né. É... Pelo menos as
- 1:14:34características tem que entender ali o básico, não
- 1:14:37só no sentido de não cometer erros na jogatina,
- 1:14:41mas que faça sentido ali para ele, né, no ponto de
- 1:14:44vista criativo, no ponto de vista de conseguir imaginar
- 1:14:48aquelas questões. Então, uma vez dominado o sistema
- 1:14:53de jogos, por exemplo, vou narrar algo, então eu
- 1:14:56entendo ali a lógica do história intera, do básico,
- 1:14:59de como é feita tanto a... Pelo
- 1:15:04menos assim, tanto como é feita a questão de ele
- 1:15:07encarar a dificuldade do jogador, como também os
- 1:15:10testes são pedidos para o jogador fazer uma
- 1:15:12determinada coisa, mesmo que aquilo não esteja
- 1:15:15previamente, digamos assim, estabelecido. Por
- 1:15:19exemplo, eu sempre falo que quando eu vou narrar, isso
- 1:15:20é uma coisa que eu nem vou colocar em livro, né,
- 1:15:23bem lembrado, nem se você colocar isso. Quando
- 1:15:25eu vou narrar, eu sempre falo que eu jogo pela
- 1:15:27régua da diversão. A régua da diversão é assim,
- 1:15:30se você está andando numa moto, você quer pular da
- 1:15:33moto, usar duas armas, atirar, e quando a moto
- 1:15:37bate no livro, você quer atirar no treino de
- 1:15:40gasolina para até que pode despedir, né, uma coisa bem
- 1:15:42cinematográfica, apesar de ser muito complicado em
- 1:15:46alguns sistemas fazer esse tipo de ação, eu consigo
- 1:15:49ali acreditar em desenvolvar uma... uma
- 1:15:53sequência de dados que podem ser desenvolvados para
- 1:15:56você ter chance de fazer isso, porque é bonito,
- 1:15:59porque é legal, então para mim essa é a régua da
- 1:16:00diversão. Se você acha legal, se você
- 1:16:03tem aquela ideia de vou a bom pular, estou jogando no
- 1:16:05D &D, estou jogando, sei lá, um sistema complexo,
- 1:16:11assim, ah, eu quero pular no candelabro, fazer uma
- 1:16:13pirueta, cair já com esgrima na garganta do
- 1:16:17inimigo. Pô, legal, cara, é complicado,
- 1:16:20mas a gente dá uma chance para você tentar fazer.
- 1:16:22Então, antes de você chegar nessa
- 1:16:24régua de ouro, onde você cria, você tem que entender
- 1:16:27qual é a base do seu sistema de regras, e a
- 1:16:30partir disso, ao determinar quais características, quais
- 1:16:35atribuções, enfim, penícias, o que você vai jogar além
- 1:16:38de mecânica, tem que ser baseado nessa referência que
- 1:16:41você tem do próprio sistema, para que você não
- 1:16:43crie simplesmente jogados, para que você não crie
- 1:16:49rolagens que não tem lógica do sistema. Então,
- 1:16:53eu tenho uma forma mais prática. Eu
- 1:16:56tinha um amigo, cara, que a gente jogava D &D, e ele
- 1:16:58ficava puto, porque ele falava assim, olha, eu...
- 1:17:02ele gostava de jogar com o
- 1:17:03personagem Steve Maggibe, sabe o que é? Steve
- 1:17:05Maggibe, faz tudo de uma vez só. E
- 1:17:07ele ia dar... ele queria fazer aquelas... ele
- 1:17:10ia dar aquelas atagas, né, de mão e tal, só dava uma
- 1:17:14ataca. Aí, quando a gente entrava na
- 1:17:16briga, ele falava assim, olha, eu quero jogar a
- 1:17:19minha ataga na viseira do Elmo do oponente. Aí,
- 1:17:23o Maggibe tal falou, cara, isso é impossível, cara.
- 1:17:25Tem que passar a classe de
- 1:17:26armadura do oponente, porque D &D é classe de armadura,
- 1:17:29né? O Fali é classe de armadura,
- 1:17:32é um indicador, assim, geral, um indicador
- 1:17:34genérico, para você ultrapassar defesa do
- 1:17:36inimigo, porque é ideia que se ultrapasse a classe de
- 1:17:38armadura, né? A gente imagina, então, que
- 1:17:41você fez a animação, que você supere a defesa do
- 1:17:43inimigo e acerta ele. Aí, o meu colega ficava puto,
- 1:17:46cara, isso é impossível, não. É
- 1:17:48fácil, não é classe de armadura, só que ela acerta
- 1:17:50a viseira. A viseira dele não está
- 1:17:52aberta, tá? Tem que chegar, então, só que
- 1:17:55ela acerta ali, não é classe de armadura, porque
- 1:17:57às vezes, né, se vai pegar um personagem, um fighter,
- 1:18:00o cara tem 22 de armadura, né? Aquela
- 1:18:02coisa gigantesca, né? Um chute gigantesco, ele ficava
- 1:18:06puto com isso. Aí, às vezes, isso acontece. O
- 1:18:09meu colega, quando narrava isso, ele criava testes
- 1:18:12muito complexos para ele conseguir fazer isso,
- 1:18:15entendeu? E o jogador ficava muito
- 1:18:17puto. Então, vira isso acontecer direto.
- 1:18:19Por quê? Porque
- 1:18:20às vezes, em vez de dele utilizar o padrão, né, qual
- 1:18:23que é o padrão no sistema D20? Você
- 1:18:25tem ali, né? É atributo mais feliz, mais
- 1:18:30modificadores. Amar o seu D20. Básico.
- 1:18:34Isso é o base plano do D20. Atributo,
- 1:18:38feliz, modificadores, joga D20 e põe uma classe de
- 1:18:41dificuldade, põe uma classe de dificuldade, põe, E
- 1:18:45nessa questão desse nome ou com armadura, o mestre
- 1:18:48gostava de colocar algumas coisas tipo reflexo no
- 1:18:51meio, esquiva, e o jogador ficava um pouco chateado.
- 1:18:57Então, tipo assim, não era,
- 1:18:58digamos assim, até cometer isso do livro, porque não
- 1:19:01era a melhor escolha. Ou seja, tem como você fazer
- 1:19:03uma economia de... Porque também o falta de economia
- 1:19:06de dados, né? Tipo assim, cara, se você vai
- 1:19:08usar três dados com um teste, você pode usar um
- 1:19:11dado. Por que você vai usar três? Se
- 1:19:12você pode usar apenas um dado. Economia
- 1:19:14de dados é uma coisa que também é muito moderna,
- 1:19:16digamos. Então se falava muito sobre
- 1:19:17economia de dados, vou usar pelo amor de dados hoje em
- 1:19:19dia, quantos menos mais, né? Então
- 1:19:22eu vou falando... A reira de ouro tem que ser
- 1:19:25então baseada na espécie de perfil do sistema de
- 1:19:29regras, que você está mistrando, e por você
- 1:19:32conhecer bem o sistema de regras que você mexe, você
- 1:19:35consegue então criar um derivativo delas, né? Não
- 1:19:39totalmente... Não é por você se traz criando
- 1:19:42ali uma regras completamente tolta, né? Um
- 1:19:45teste completamente teste. Não,
- 1:19:46você vai criar algo que está baseado e que já
- 1:19:49existe. Então assim, a sua chance de
- 1:19:52erro é bem menor. E você também é, ao mesmo
- 1:19:55tempo, com templo, certa ações dos jogadores, que
- 1:19:58por livro, né, aquela ideia do RAL, né? RAADAR,
- 1:20:03né? Das regras, com banovas
- 1:20:04escritas. É como se fossem algumas
- 1:20:06ações que você não consegue fazer, porque as regras não
- 1:20:09dão conta de, né, daqueles testes. Então
- 1:20:11a regra de ouro deve ser esse derivativo do sistema
- 1:20:15que existe. Assim você vai errar mesmo, né?
- 1:20:17Agora se você lá, você vai
- 1:20:19jogar, né? Tem muitos mestres que às vezes
- 1:20:24fazem isso também para sacanear jogador, cara, já
- 1:20:26vi isso também, né? Ou seja, quando o jogador faz
- 1:20:29aquele bom... aquele nosso querido personagem, o
- 1:20:33Homeiro, né? O cara faz um boi, velha, o
- 1:20:35Homeiro cheio de tudo. Aí o cara pensa, cara, tem
- 1:20:38tudo aqui, né? O mestre às vezes tira um
- 1:20:40teste assim, do nada, né? Sabendo
- 1:20:42que o cara não tem aqui o instrumento só para pegar o
- 1:20:45cara. Então isso também é do jogo,
- 1:20:48digamos assim. Tem uma coisa interessante aqui
- 1:20:52que eu estava vendo esse capítulo do mestre como um
- 1:20:54todo, e parece assim até pelo converso que a gente
- 1:20:56teve, que foi desenhado um perfil de mestre aqui, né?
- 1:20:59É um mestre que ele tem...
- 1:21:02ele trabalha em cima da
- 1:21:03narrativa ali da jornada do herói, né? Ele
- 1:21:07consegue trazer para essa narrativa que ele vai
- 1:21:12trabalhar as vontades dos jogadores ali com as
- 1:21:15suas... as jornadas dos seus próprios
- 1:21:16personagens, né? Ele antecipa as decisões do
- 1:21:20grupo e se antecipa a elas e, de alguma forma, ali se
- 1:21:24adapta, né? Improviza em cima. Ele
- 1:21:27também percebe o tipo do jogador que ele tem à mesa
- 1:21:30e consegue também... contemplar
- 1:21:34cada vontade desses jogadores, como você
- 1:21:36colocou, né? Ele entende ali os tipos. Ele
- 1:21:39também sabe um pouco de game design, ele vai para
- 1:21:42o GNS, ele consegue... ele manja do ofício ali a
- 1:21:47partir do caixi, ele também... De
- 1:21:51alguma forma, ele começa a entender melhor o sistema,
- 1:21:55ele vai entendendo melhor com mais profundidade a
- 1:21:57ponto de abrir mão até do uso como escrito do sistema
- 1:22:02para poder buscar o que é legal, né? Então
- 1:22:06ele entende também o que é legal para o grupo. E
- 1:22:09ele entende o equilíbrio, né? Ele
- 1:22:11constrói um equilíbrio dentro do grupo, como você
- 1:22:13coloca, né? Como equilibrar o grupo dos
- 1:22:15jogadores de todos os níveis e os tipos desses
- 1:22:19jogadores. E essa coisa de buscar uma...
- 1:22:25uma mestragem com um mínimo de
- 1:22:27erro, né? Na hora de arbitrar, na hora
- 1:22:29de trazer as regras. Esse perfil do mestre que você
- 1:22:33construiu, assim... uma pergunta agora em relação
- 1:22:36mais a uma tranquilidade, uma saúde mental, né? Como
- 1:22:40esse mestre não vai ter um burn out? Ótimo,
- 1:22:44ótimo, ótimo pergunta. Mas olha, o que eu coloco no
- 1:22:48livro, cara, é como se você sim... É...
- 1:22:51o que o livro traz são características que o mestre
- 1:22:56pode aplicar por etapas. Eu até... cara,
- 1:23:00se você falar assim, José, você mestra como esse
- 1:23:03mestre que você coloca no seu livro? Não.
- 1:23:06Na verdade, eu acho que pouquíssimas pessoas
- 1:23:08realmente dão um conta, né? É
- 1:23:11utilizar todas essas características. Então,
- 1:23:14o que eu quero colocar aí é... eu
- 1:23:16falei, esse livro é um dia, né? Então,
- 1:23:18ele estaria aí para fazer essas indicações de coisas
- 1:23:21que são interessantes. Então,
- 1:23:23o que eu indico é que o mestre vai fazendo as
- 1:23:25coisas aos poucos, à medida que ele vai se sentindo o
- 1:23:29quê? Confortável e seguro para fazer um
- 1:23:31pouquinho mais, né? Então, eu falo sobre isso, essa
- 1:23:35questão de tipo assim... E tem a ver também, Balbi,
- 1:23:37com essa ideia de o que o mestre às vezes domina
- 1:23:40menos. É, porque eu já participei de
- 1:23:42vez, eu acredito que você também. Ou
- 1:23:44os mestres dominam muito os sistemas, né? Mas
- 1:23:48às vezes tem uma certa dificuldade em fazer uma
- 1:23:53improvisação dos acontecimentos. Então,
- 1:23:57a ideia do livro desse dia é colocar ali uma série de
- 1:24:02coisas que tem a ver com a narrativa, a narrativa de
- 1:24:06RPG, mas que não necessariamente, como eu
- 1:24:09falei, em etapas você vai conseguindo ele encarar uma
- 1:24:12de outra, para você ter uma referência. E
- 1:24:15tem um melhor acolhido de back também, né? Você
- 1:24:17traz o acústico de back. Porque
- 1:24:20o que eu tento fazer, o que eu tenho de trazer no
- 1:24:23consenho, eu acredito, que é ser belo do equilíbrio
- 1:24:26do grupo, entendeu? Ou seja, eu acho que o mestre
- 1:24:29continuar na rpg é legal que quando os jogadores
- 1:24:34percebem que aquele mestre é coerente, e ele sabe
- 1:24:39fazer com que cada jogador liga, tendo que ter o seu
- 1:24:43momento de brilhar. Então, esse equilíbrio é
- 1:24:45entretenimento. Eu não sei você, mas tive
- 1:24:47experiências muito ruins. Sabe
- 1:24:49quando tem um personagem? Não
- 1:24:51que o mestre privilegia aquele personagem, mas que
- 1:24:53parece que todas as coisas aquele personagem que
- 1:24:56resolve, ainda é para a pessoa ficar assistindo um
- 1:24:59cara que está no pau. Sim. Eu acho que isso é um
- 1:25:02pouco chato, porque é para a pessoa que ele está se
- 1:25:04divertindo, entendeu? E a gente está numa... E
- 1:25:08eu acho que o RPG é bacana quanto isso, quando
- 1:25:10você consegue equilibrar esse entretenimento. Ou
- 1:25:13seja, em vez de um só se divertir, é legal que todo
- 1:25:15mundo consiga se divertir. E
- 1:25:17essa exceção do feedback, baldi, tanto para o jogador
- 1:25:20quanto para o mestre, eu acho que ele é bacana
- 1:25:22porque a gente cresce com feedback, né? Toda
- 1:25:25a área cresce com feedback. E
- 1:25:27quando você conversa com os jogadores, tu vai pegando,
- 1:25:30tá, mas por que vocês foram para cá? Por
- 1:25:32que não foram para lá? Até para... Tipo
- 1:25:35assim, eu falo ali de narrativas e tal, mas eu
- 1:25:39já tive mesmo um RPG, onde o jogador se fala, cara,
- 1:25:42não achei que estava legal a construção da história.
- 1:25:45Acontece, todo mundo é falível. Então
- 1:25:47essa ideia também de feedback, essa ideia de
- 1:25:50fazer, digamos assim, o mestre sair desse lugar de
- 1:25:53conforto dele, de entender essa condição de trama, de
- 1:25:57como melhorar a narrativa, e claro, torcendo...
- 1:26:00Torcendo não. Aplicando
- 1:26:02esses feedbacks, esses características aos poucos à
- 1:26:07medida que está ali, ele fique confortável, né? Ele
- 1:26:09vai trabalhando ali. E tem alguns sistemas, alguns
- 1:26:12cenários, que às vezes também existem
- 1:26:14características específicas, né? De
- 1:26:16algumas na narração. Então às vezes a gente não se
- 1:26:19utiliza de tudo. O que eu tento focar ali
- 1:26:22realmente é essa intenção do entretenimento, esse
- 1:26:27equipe de entretenimento, e que o mestre sim é uma
- 1:26:30figura fundamental. Você sempre fala que numa mesa
- 1:26:32de RPG, tem que ter pelo menos uma pessoa
- 1:26:35comprometida com a mesa. E é bom que seja o mestre.
- 1:26:40Beleza. Cara, e a gente tem então,
- 1:26:42a partir disso, a gente cai no último capítulo, que
- 1:26:45é o de Criação de Cenário, né? E
- 1:26:48aí você fala de cenário Fast Play, que seria o
- 1:26:51introduitório, né? Depois algum cenário refinado. E
- 1:26:56algumas técnicas que você traz para refinar e para
- 1:26:59melhorar e fazer o cenário crescer. Qual
- 1:27:03a visão sobre o cenário? É uma coisa visando campanha,
- 1:27:06uma coisa que começa com pequenos jogos e vai
- 1:27:09evoluindo. Ou uma coisa mais genérica.
- 1:27:12Como é que você aborda essa
- 1:27:13questão do cenário? E talvez o old build, não
- 1:27:16sei, a partir do capítulo 4. É
- 1:27:19como você falou, um sentido inicial pequeno que pode ir
- 1:27:22evoluindo. Porque eu pensei o seguinte assim,
- 1:27:25cara, se eu já estou trazendo essa vibe da
- 1:27:27literatura, ainda não posso trazer cenários visto que
- 1:27:30muitos jogos de RPG também são baseados em cenários da
- 1:27:33literatura. Ainda mais hoje em dia a gente
- 1:27:36tem RPGs, do Senhor dos Anéis, o recente RPG do
- 1:27:39Avatar, baseado na Fela de Eng, toda a questão do
- 1:27:43Avatar. Então a gente tem muitos jogos
- 1:27:45de RPG que são baseados em material literário. Então
- 1:27:48a ideia é pensar essa criação de cenários de
- 1:27:52forma pequena e que ela pode se expandir, se for o
- 1:27:56desejo do grupo. Às vezes tem muitos mestres
- 1:27:59também, que tem o seu próprio cenário particular.
- 1:28:02Em determinado ponto do livro,
- 1:28:03vamos falar sobre essa ideia da criação de
- 1:28:05conteúdo próprio. Ou nessa intenção também,
- 1:28:10Bobbi, de uma pessoa trazer para o RPG um cenário que
- 1:28:14já existe, mas que não tem continuidade, por exemplo.
- 1:28:17Ah, quero fazer uma história em
- 1:28:18Botan City. Beleza, mas o que é que tem
- 1:28:20depois de Botan City? Na minha história de RPG? E
- 1:28:23se os jogadores quiserem sair para além de Botan
- 1:28:25City, que pode ter, né, para além de Botan City?
- 1:28:28Então eu vou trazendo essa ideia
- 1:28:30desses cenários pequenos, até que eu dou exemplo
- 1:28:32assim, de ilha pensando em uma ilha pequena, uma
- 1:28:36ilha... Quantas tramas teriam possíveis numa
- 1:28:39ilha assim, será para... Aí ele fica, vamos pensar,
- 1:28:45não, vamos dar um exemplo, pensando no... Pensando,
- 1:28:49aí eu dou essa... Eu acho que vou dar o mesmo,
- 1:28:51vou dar palma aqui. Eu estou contando, por que eu
- 1:28:54não vou fazer? Então, cara, eu... Foi
- 1:28:59como você falou, dessa ideia realmente ser um
- 1:29:01cenário pequeno que ele vai crescendo. Então,
- 1:29:04se eu já trouxe aquela vibe de literatura, né, nos
- 1:29:08capítulos de iniciar de livro, eu começo a falar
- 1:29:10sobre cenários de terário, cenários de ficção, que
- 1:29:13foram adaptados para RPG, e passando a cenária também
- 1:29:16de mestres, que criam já o seu conteúdo próprio, que
- 1:29:20tem um material já próprio, de cenário próprio, que
- 1:29:23pode ser também uma adaptação, um e -team, uma
- 1:29:25adaptação de cenário que já existe. Eu
- 1:29:27começo a falar de como você deve povoar, como você
- 1:29:30pode povoar esse cenário, e de acordo com a aventura,
- 1:29:34de após, às vezes, com a intenção dos jogadores, você
- 1:29:37pode ir aumentando. Então, também já participei de
- 1:29:41algumas aventuras, onde o mestre usava um cenário
- 1:29:45próprio, e os personagens de jogadores eram
- 1:29:48importantíssimos naquele cenário. Então,
- 1:29:50eu lembro que tinha um barro a ver lá, que o
- 1:29:52barro a ver era como se fosse uma espécie de
- 1:29:54guardião da cidade. E era um personagem do
- 1:29:57jogador, e o jogador gosta, porque ele se sente
- 1:29:59importante, correto, e era um cenário completamente
- 1:30:03inédio, completamente ficcional. Então,
- 1:30:05depois, esse jogador foi perguntando, tá, mas se eu
- 1:30:07sou guardião da cidade, qual foi a história dos
- 1:30:10meus antepassados? O que eles fizeram na cidade,
- 1:30:13entendeu? E, assim, mas criando esse
- 1:30:15cenário. Então, eu vou dando dicas dessa
- 1:30:18construção de cenário coletiva. A
- 1:30:21partir desse acaso, a partir desse alco de
- 1:30:25arisítmio, que pode ser completado. Então,
- 1:30:29eu vou falando um pouco dessas dicas sobre isso, e
- 1:30:31sempre chamando a atenção para a importância que
- 1:30:34devem se dar aos mapas, aos enredos cronológicos.
- 1:30:38Então, uma dica que eu dou muito
- 1:30:39legal é você estabelecer os marcos temporais de eventos
- 1:30:45ou construções importantes do seu cenário. Então,
- 1:30:49é legal que você tenha uma linha de tempo, as
- 1:30:52principais acontecimentos do seu cenário, se a gente
- 1:30:54falta um banho forro. Pra quê? Quando
- 1:30:57os jogadores entrem no seu cenário, você já tem uma
- 1:31:00ideia até realmente histórica da importância
- 1:31:03deles pro cenário. Ah, até pra você fazer uma
- 1:31:06brincadeira, que é tipo assim. Imaginando,
- 1:31:09você faz um cenário, no livro eu coloco a ideia de
- 1:31:12um cenário onde os jogadores vão jogar um
- 1:31:16cenário de fantasia, onde a magia é proibida. Se
- 1:31:21a magia fosse uma espécie, a magia é vista como algo
- 1:31:25demoníaco, como algo malívio. Mas
- 1:31:29por que isso? Porque no passado daquele cenário,
- 1:31:32os magos apoiaram os tiranos, tirando que
- 1:31:35conquistou tudo, o grande rei daquela coisa toda.
- 1:31:39Então, os magos foram mal vistos
- 1:31:41por conta desse apoio à tirania. Então,
- 1:31:44houve uma associação da magia à tirania. Então,
- 1:31:47no presente do cenário, os personagens que usam magia
- 1:31:52são mal tratados, são mal vistos por conta desse
- 1:31:55passado. E você pode fazer uma
- 1:31:58brincadeira com os personagens, tipo assim,
- 1:32:00olha galera, agora vocês estão jogando os seus
- 1:32:01personagens no presente. Agora,
- 1:32:04você pode ambientar uma mesa no passado, como os
- 1:32:08antepassados, enfim, com os pais dos seus personagens,
- 1:32:11as pessoas influentes, durante a guerra do tirano
- 1:32:16e os magos com as outras pessoas. Ou
- 1:32:19seja, os personagens, eu estou dando uma oportunidade
- 1:32:22para os jogadores, para os personagens de jogadores
- 1:32:24serem importantes naquele cenário. Então,
- 1:32:27quando você traz para essa construção conjuntas com os
- 1:32:30jogadores, sendo eles também importantes, você faz o
- 1:32:33quê? Você fiz o jogador para aquela
- 1:32:36aventura. Então, acredito que muitas dígas
- 1:32:39que eu dou e também voltados tanto para a
- 1:32:41questão do cenário, até como a gente falou hoje,
- 1:32:43na questão do mestre, esse equilíbrio do jogo, é para
- 1:32:47você cada vez mais fisgar o jogador na aventura. Para
- 1:32:50que você não tenha aquele jogador que vai ficar no
- 1:32:53celular direto, por exemplo. Eu
- 1:32:54já fiz 50, está me atacando, e tem sempre um,
- 1:32:57dois jogadores no celular. Beleza
- 1:32:59que a gente entende algumas coisas, são os gênios, mas,
- 1:33:01porra, esse cara fica toda hora no WhatsApp, você está
- 1:33:03narrando, aí quando chegar ao vez dele, desculpa,
- 1:33:07pessoal, o que aconteceu? Ai,
- 1:33:09nossa, esse... Perdeu o bonde. Pois,
- 1:33:11isso me dói no cerebelo, está ligado? Não
- 1:33:14dói nem 20 minutos de mim. Então,
- 1:33:16eu acho que a minha intenção é captar, o que
- 1:33:20eu tento fazer, é captar a atenção desse jogador desde
- 1:33:23o início, para que fique mais divertido, seja mais
- 1:33:27entretenimento para todo mundo, para que essa pessoa
- 1:33:30fique mais fã, fique mais dentro do seu jogo, e que
- 1:33:34você enquanto médita, também se divirta. Ou
- 1:33:38pela crise do mestre, claro, o médito também se
- 1:33:40diverte enquanto narra. O médito também se diverte
- 1:33:43enquanto cria as tramas, enquanto cria os desafios
- 1:33:47para os seus jogadores. Então,
- 1:33:49eu acho que, quando você consegue fazer o teu
- 1:33:52jogador, que antes estava no celular, fica totalmente
- 1:33:55atento ao que está acontecendo, esse é um
- 1:33:58baita de uma vitória, mano. Esse
- 1:34:00é um baita de uma vitória. Porque
- 1:34:02você percebe que você está fazendo aquilo mais
- 1:34:04renundinho, mais certinho, mais bonitinho. Então,
- 1:34:07eu quero evitar esse jogador que vai ficar no
- 1:34:10celular, que vai evitar esse jogador que vai se
- 1:34:12libertar. O que você vai fazer? O
- 1:34:14que eu tenho que fazer mesmo? Então,
- 1:34:16é que vai ser ter a narração que vai, você pode
- 1:34:18falar de novo o que está acontecendo e tal. Eu
- 1:34:20nem gosto de usar escudo do mestre, cara, não sei
- 1:34:23se você usa, mas eu não narro presencialmente. Eu
- 1:34:25nem gosto de usar escudo do mestre, porque até
- 1:34:28discuto esses itens de jogadores, médio -mestres e
- 1:34:31tal. Porque eu gosto de ficar olhando
- 1:34:33no olho dos pilantros do jogador, falando assim,
- 1:34:36Marol. É que está na história aqui,
- 1:34:38vou ficar falando duas vezes, não. Tira
- 1:34:41uma barreira, né, no final de contas, é isso. Fala
- 1:34:44a med. Ei. Chega mais. Venha
- 1:34:50aqui. Eu? Você está falando comigo?
- 1:34:54Sim, cara, você mesmo. Chega
- 1:34:56aí. Olha, vou dizer uma coisa para
- 1:34:59você, cara. Não há recompensa, não há
- 1:35:03glória, apenas dor, medo e insanidade. Cara,
- 1:35:08você está bem. Que coisa estranha. Cala
- 1:35:12a boca, cara, fica prestando atenção aqui. Você
- 1:35:15não tem curiosidade, você não quer saber se eram os
- 1:35:18deuses astronautas, você não quer saber quem são os
- 1:35:21responsáveis por tudo isso que de errado está rolando
- 1:35:24aí fora? Você não quer saber? Hum,
- 1:35:28fó. Eu quero, cara, é claro que
- 1:35:30eu quero. Então, pô, fica ligado. A
- 1:35:33resposta está aqui dentro. Delta
- 1:35:37Green. Seja bem -vindo ao Delta Green,
- 1:35:45onde enganar é um direito, a verdade é um privilégio
- 1:35:48e a inocência é um luxo. Delta
- 1:35:51Green é um role -playing game de mesa sobre
- 1:35:54conspiração, suspense e terror Lovecraft -Ano. As
- 1:35:58personagens dos jogadores são convocados pela agência
- 1:36:00dos mais diversos setores. São
- 1:36:03agentes federais e membros das Forças Especiais,
- 1:36:06acadêmicos que viram demais e médicos que estudam as
- 1:36:10consequências do horror. Cientistas
- 1:36:13e outros especialistas também. E
- 1:36:15às vezes até espectadores e transeuntes que se envolvem
- 1:36:19em eventos fora do controle de qualquer pessoa. A
- 1:36:24sua primeira prioridade é colocar em quarentena e
- 1:36:27acabar com os horrores sobrenaturais, porque o
- 1:36:30sobrenatural é real e mata. Participe
- 1:36:34do financiamento coletivo do Delta Green, que já teve
- 1:36:37sua meta batida lá no site da Retropunk. Projeto
- 1:36:41já vem para o Brasil, então você pode garantir a
- 1:36:44sua cópia. Chega lá e confira os apoios que
- 1:36:47você pode fazer e o material que você pode
- 1:36:49coletar. O link está no descriptivo do
- 1:36:52episódio, mas aqui, ó, fica cá. Entre
- 1:36:54nós, beleza? Não espalha não.
- 1:37:10Vamos agora para a parte do
- 1:37:12financiamento. Vocês estão com o financiamento
- 1:37:15em catarse .me aparece um dragão sem cedilha, né? É,
- 1:37:22obviamente sem cedilha, mas aparece um dragão tudo
- 1:37:26junto, sentiu, na verdade, que eu queria falar. E
- 1:37:31são ali algumas faixas de apoio interessantes. A
- 1:37:36partir de 50 reais que é o livro só, mas é de
- 1:37:39tradracas cheias de material, tem bastante
- 1:37:41material que você pode comprar em conjunto,
- 1:37:44aproveitar e levar um desconto, né? Bom,
- 1:37:49além disso, tem metas ali, as serinhas desbloqueadas,
- 1:37:52tem um ampeis dângio, tem bastante coisa ali que pode
- 1:37:55engrossar o cálculo do financiamento. E,
- 1:37:58bom, a gente já está aí chegando no final da
- 1:38:01campanha e você pode participar para tornar
- 1:38:03realidade, ou aparece um dragão o que você faz.
- 1:38:07Algum recado em relação ao
- 1:38:08financiamento, em relação ao material, ou José? O
- 1:38:13recado é o seguinte, é o primeiro livro sobre a
- 1:38:16reputação de edição da drag, então a edição da
- 1:38:18drag é uma edição de tipo, um livro muito material
- 1:38:21excelente, voltado para a fantasia, ficção científica,
- 1:38:25solar punk, não sei se você sabe, mas a primeira
- 1:38:28coletânea de solar punk do mundo foi feita pela edição
- 1:38:31da drag e é uma das metas paralelas, a coletânea de
- 1:38:35solar punk da edição da drag, essencial, genial.
- 1:38:39Então, é uma porta de gócus assim
- 1:38:41que a gente está abrindo na editora, para essas
- 1:38:43explicações de RPG. Cada cina sabendo de RPG é bem
- 1:38:47sucedida, a gente sabe que é um oxigênio, tanto para
- 1:38:50os produtores, quanto para os produtores de RPG e
- 1:38:54também para que as editoras percebam que a gente tem
- 1:38:56público, que a gente tem força. Então,
- 1:38:59é legal que você for ver dessas metas, esses dos
- 1:39:03outros livros, é de ter livros maravilhosos e outros
- 1:39:06autores sensacionais, também voltados para a fantasia,
- 1:39:09voltados para a ficção científica e até como
- 1:39:12referência, porque a gente tem o trabalho do manual
- 1:39:15ali das armas de fora, das armas brancas, manual do
- 1:39:18dinheiro, que é um trabalho muito legal, porque a gente
- 1:39:20pode usar até como paralelo, o trabalho do
- 1:39:23Antonio, os títulos de nobreza, hierarquia e tal,
- 1:39:27são livros que ele pode usar até como realmente
- 1:39:30livros de assistência, quando a gente na RPG e
- 1:39:33tal. Então, eu convi todo mundo para
- 1:39:35conhecer a campanha, como aparece um dragão no
- 1:39:38Mestrinho Juntos, ali no Instagram também do Arroba,
- 1:39:42o editora Draco, ou no meu pessoal, o Arroba, o J .D
- 1:39:45.D .A .B .F. e a gente também compartilha
- 1:39:46algumas informações. E bem, eu acho que na
- 1:39:49campanha ali tem tudo que a gente precisa saber e,
- 1:39:53cara, estou muito feliz, é meu primeiro livro voltado
- 1:39:55para RPG, eu já achei ele também escrever um outro
- 1:39:58livro de cenário, mas estou guardando mais para frente,
- 1:40:01quero que esse livro dê muito certo, porque ele
- 1:40:03realmente é um livro muito introdutório, um livro que
- 1:40:06você pode dar de presente com a pessoa que joga RPG,
- 1:40:09que se arreca com você e você pode levar para outras
- 1:40:11pessoas. Eu sempre falo que ele não
- 1:40:13compete realmente contra os sistemas, contra os jogos,
- 1:40:16então ele não vai competir com torceta, ele não vai
- 1:40:18competir com D &D, com papiro, não, é um livro de
- 1:40:22apoio, ele não está ali para, ele não tem um
- 1:40:25sistema dentro do livro, ele tem dicas para jogar,
- 1:40:28dicas para vestrar, né? Ele não tem ali dizendo qual
- 1:40:30sistema melhor, o que tipo de personagem é melhor,
- 1:40:34não, não é nada disso, é apenas realmente um guia de
- 1:40:37diferença para você mandar melhor no joguinho, para
- 1:40:40você mandar brazos, a investir, aí a gente
- 1:40:43precisa de mais narradores, né, para jogar dois dados
- 1:40:45para RPG. Boa, cara, maravilha. Bom,
- 1:40:50deixando aí para a galera também avisado que a gente
- 1:40:53nessa cooperação aí com a Draco, a gente vai sortear
- 1:40:58para os assinantes do Café com o Dungeon cinco cópias
- 1:41:01do livro História do Dinheiro, que está aí no
- 1:41:03financiamento também, um livro muito interessante,
- 1:41:06inclusive tem ali preços, tipo, tem registros de
- 1:41:09preços de épocas diferentes ali, nas cidades, medievais
- 1:41:14e tudo, mas então é muito interessante esse conteúdo,
- 1:41:17e tem também, a gente vai descobrir, aí a gente vai
- 1:41:19distribuir também por sorteio cinco cópias do
- 1:41:24Magaque, né, uma história em quadrinho que eu adoro
- 1:41:27da História Draco, que é o Juquinha, então a gente vai
- 1:41:30sortear para os assinantes do Café com o Dungeon com
- 1:41:32essa parceria aí para o lançamento desse material.
- 1:41:36Então muito obrigado, o
- 1:41:39Fontenelle, obrigado aí pelo teu por eu ter apresentado
- 1:41:43no café Parabéns aí pelo lançamento, boa sorte com o
- 1:41:48material e Parabéns aí, Doutora Draco aí que está
- 1:41:51entrando no ramo do RPG também. Então,
- 1:41:54valeu os assos, vou deixar aí o link para a galera,
- 1:41:59o link do financiamento no dictativo do episódio, vou
- 1:42:02deixar aí também um link para quem quiser dar uma
- 1:42:06olhada no Dr. RPG aí, para pegar o livro que
- 1:42:09o José Cittou que é o manual do mestre do ADIT,
- 1:42:14lá de 79 e também o link para a teoria GNS aí que
- 1:42:19a gente já abordou aqui no Café com o Dungeon e é um
- 1:42:22tema interessante, você pode seguir aí o link para Ford
- 1:42:26para o nosso para o fórum que originou toda essa
- 1:42:31teoria, então a gente vai deixar um link para você
- 1:42:32acompanhar também, vai estar em inglês você pode
- 1:42:35acompanhar esse material também, então é isso muito
- 1:42:38obrigado e agora vamos lá vamos deixar uma uma
- 1:42:42enquete vou deixar algumas perguntas para você
- 1:42:45responder caso você esteja usando o Spotify para ouvir
- 1:42:49o podcast hoje no celular, se você não tivesse, pode
- 1:42:52ir até o Spotify no celular para responder a
- 1:42:55enquete mas eu tenho duas perguntas, a primeira é a
- 1:42:58seguinte, você costuma achar dica de RPG, uma coisa
- 1:43:01útil ou perda de tempo? Responde
- 1:43:04aí, sim ou não, se você acha útil ou se você acha
- 1:43:08perda de tempo e qual a pior dica de RPG que você
- 1:43:12já viu por aí? Responde para a gente, isso aí por
- 1:43:14extenso são duas perguntas, uma multiple escolha a
- 1:43:17outra por extenso, e aí você pode dizer para a
- 1:43:20gente então gente, é isso queria lembrar aí que você
- 1:43:25pode conferir os links citares no episódio todos
- 1:43:29os links aí no discritivo e fora isso você pode se
- 1:43:33tornar um apoiador do Café com Dungeon em apoia .se
- 1:43:38barra café com dungeon, você vai além de receber
- 1:43:40material dos nossos parceiros aí com a própria
- 1:43:42Draco que está cedendo para a gente aí algumas cópias
- 1:43:46dos livros mencionados durante o episódio para a
- 1:43:49gente sortear entre os nossos assinantes, você
- 1:43:51participa do sorteio de quase 2 quilos de café da
- 1:43:56Orvelha Negra Cafés além disso, você ainda tem cupom
- 1:44:00especial, quase 25 % de desconto possível e aí para
- 1:44:04os assinantes, progressivamente você começa
- 1:44:06a ter desconto de acordo com o cenúvio de apoio,
- 1:44:09chegando a 25 % de desconto na compra do café Orvelha
- 1:44:12Negra em Orvelha Negra Cafés fora isso você tem
- 1:44:17cupom também da Retropunk e participa do sorteio de
- 1:44:20outros materiais como por exemplo o Rio Tama que a
- 1:44:23gente sortiu no mês passado por conta da parceria com
- 1:44:26a Hagen Manning que lançou o livro aqui no Brasil
- 1:44:30então, cara, muitas vantagens apoia .se e ajuda
- 1:44:35a gente inclusive a ter mais dias na semana para
- 1:44:38não ter que ficar selecionando a pauta tão a
- 1:44:41dedo assim, a gente pode fazer mais pautas para
- 1:44:44vocês durante a semana como a gente tinha costume na
- 1:44:47primeira temporada, então apoia o café com o dângel,
- 1:44:49começa baratinho você pode ir apoiando para ter acesso
- 1:44:52ao conteúdo extra e tudo mais então vai lá no
- 1:44:55apoia, beleza? agradeço demais, se você gostou
- 1:44:58especificamente do café de hoje você pode deixar para
- 1:45:02a gente uma gorjeta manda um pixel lá para café com
- 1:45:04dângel arobaGmail .com que é o mesmo e -mail que você
- 1:45:08pode utilizar caso você tenha uma empresa uma marca
- 1:45:11e de repente quer patrocinar um dia a mais
- 1:45:14na semana do café com dângel, um dia para você,
- 1:45:17para sua empresa então você vai financiar um episódio
- 1:45:20semanal aí do café com dângel e fazer a alegria
- 1:45:23da massa arrepegista se você for mais ousado ainda,
- 1:45:27você pode de repente financiar uma temporada do
- 1:45:29café com dângel quem sabe, a gente pode combinar de
- 1:45:32como fazer esse vinculo do podcast com a sua marca e
- 1:45:37fazer a alegria da massa arrepegista consulta a gente
- 1:45:40lá em café com dângel arobaGmail .com caso você
- 1:45:44queira fazer uma parceria, usar um spot de comercial
- 1:45:48a gente pode negociar e outras ações também nas
- 1:45:53redes sociais etc então sorteios, coisas assim, a
- 1:45:57gente está aberto seja você do ramo de cafés de jogos,
- 1:46:00de tecnologia, de mídia estamos abertos, mando e
- 1:46:03-mail para a gente caso você queira colaborar o
- 1:46:06mesmo e -mail café com dângel ou robaGmail .com se
- 1:46:09apresenta para a gente, para a gente fala aí o
- 1:46:11que você produz de conteúdo se você é game designer,
- 1:46:14que jogo que você está trabalhando se você é
- 1:46:16acadêmico, ou é a área de estudo o que você queria
- 1:46:18trazer para cá ou mesmo um funk queira trazer uma
- 1:46:22ideia, alguma coisa, manda sua ideia para a gente que
- 1:46:24a gente acerta uma participação aqui no café
- 1:46:28com dângel, beleza? Queria por último, agradecer os
- 1:46:32nossos assinantes, a galera que torna possível essa
- 1:46:35aventura então aí valeu demais Lúcio Pimentel com
- 1:46:39seu incentivo e os outros assinantes do incentivo
- 1:46:43muito obrigado, valeu demais também o pessoal do nível
- 1:46:46de apoio comunidade que tem acesso ao nosso telegram
- 1:46:49então obrigado Edu Rala que bem obrigado e por seu
- 1:46:53apoio, Jeanarita Macena muito obrigado por seu
- 1:46:56apoio e a Dani Marques grande Dani, valeu pelo seu
- 1:47:00apoio, agradecer também um salvo especial para os
- 1:47:03nossos assinantes do nível RPG Dojo entre eles o
- 1:47:07Marcos Vinicius Zornelas, o Felipe Scosteg Rafa Garote,
- 1:47:10grande Garote Vinicius Caldas que é aí o Gotham
- 1:47:14City of Mists procurem saber e o Mateus Coleto
- 1:47:18muito obrigado pelo apoio também um grande abraço aos
- 1:47:21amigos do treinamento Elfantes, então Rafael
- 1:47:23Machado Bardal Diego Cistito, César Machado
- 1:47:26Abílio Júnior e Léo Gasparuto, muito obrigado e
- 1:47:31também um infinito abraço aí os assinantes Café com
- 1:47:35Bábio, Daniel, Lúcia Augusto, galera, valeu o
- 1:47:38abraço pelo apoio de vocês, um abraço e até a próxima
- 1:48:16Legendas pela comunidade de Amara .org