Latest / Igreja Presbiteriana de Brasília / 18-10-2025 – 19h – A glória do Rei e do seu reino
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- 0:01Boa noite, queridos, sejam bem vindos.
- 0:03Que Alegria estarmos juntos. Já tivemos uma primeira palestra
- 0:07maravilhosa no final desta tarde e novamente vamos ser brindados
- 0:13pela graça do nosso senhor. Com mais uma palavra do
- 0:16reverendo doutor Felipe Fontes é ele é bacharel em teologia pelo
- 0:22seminário jmc, lá de São Paulo. E também pela universidade
- 0:27brasileira na Mackenzie, onde também estudou fazendo o seu
- 0:31mestrado e seu doutorado a concentração filosófica no
- 0:37centro pós graduação Andrew jumping e no Mackenzie fazendo
- 0:40mestrado em educação e doutorado em educação arte história da
- 0:46cultura pela universidade Mackenzie.
- 0:49Ele também tem licenciatura plena em filosofia pelo centro
- 0:52universitário de Assunção. É autor professor do centro de
- 0:56pós graduação Wendel jumper, onde nós temos os nossos cursos
- 0:59de mestrado e doutorado, também consegue auxiliar uma igreja com
- 1:05essa agenda, né? Igreja prestesiana de Santo
- 1:08Amaro, lá com o reverendo Daniel e consegue também aceitar o
- 1:12nosso convite, né? É obviamente que foi marcado com
- 1:16muita antecedência. Me lembro de ter mandado.
- 1:18O primeiro é Pombo correio não existia e-mail ainda na época.
- 1:22AI nos idos de 70. Felipe é um grande amigo e é um
- 1:28privilégio recebê lo e nós vamos orar e rogar a bênção do senhor
- 1:33nesse nosso novo momento aqui da conferência.
- 1:36Obrigado Deus, porque estamos juntos para pensarmos tantas
- 1:41coisas que temos plena convicção.
- 1:44Irá enriquecer a nossa caminhada cristã de serviço de quem busca
- 1:51a Glória do senhor. Por isso, senhor, nós rogamos
- 1:54que o senhor nos conduza agora nessa palestra que revelando
- 1:59Felipe, mais uma vez seja 11 poderoso instrumento nas tuas
- 2:03mãos para que a tua igreja seja edificada e que todos nós
- 2:07possamos sair daqui a Deus prontos e mais conhecedores e
- 2:12debaixo da tua graça sábios para servir o senhor oramos pedindo a
- 2:16tua benção em nome de Jesus Cristo.
- 2:17Um amém, Felipe, que Deus abençoe.
- 2:21Obrigado. Irmãos, é uma Alegria grande
- 2:29para mim estar com vocês nesta ocasião.
- 2:34Conhecê Los pessoalmente e poder compartilhar da palavra do nosso
- 2:40senhor, que é aquilo que nós tanto amamos.
- 2:46Aqueles que estiveram no primeiro momento sabem.
- 2:50O nosso tema nesta conferência é a Glória.
- 2:55Do rei e do seu Reino. E eu me propus a, neste sábado,
- 3:02fazer a exposição de 2 textos bíblicos.
- 3:05O primeiro Daniel capítulo 2 nós já fizemos no início da tarde o
- 3:10primeiro sonho que nabucodonosor tem e que é narrado por Daniel.
- 3:16E agora nós vamos expor Daniel 4, que é o segundo sonho.
- 3:21Que nabucodonosor tem e é narrado neste neste livro.
- 3:26Então abra sua bíblia em Daniel capítulo 4.
- 3:32É um texto longo. O meu tempo é um tempo limitado.
- 3:38Então eu vou fazer da seguinte maneira, eu vou proceder aqui a
- 3:42minha fala e a minha exposição desta passagem.
- 3:46Vou voltar a ela em inúmeras vezes, mas.
- 3:50Eu gostaria que você acompanhasse comigo e fizesse um
- 3:54movimento multitarefa nesta ocasião, então você abre o texto
- 3:59e vai acompanhando aí com os olhos no texto, os ouvidos em
- 4:03mim, os ouvidos aqui colocados aqui na minha fala.
- 4:09E eu creio que nós vamos conseguir entender juntos aquilo
- 4:12que Daniel 4 tem a nos ensinar. Bem, esse capítulo irmãos
- 4:20Daniel, capítulo 4 fala então de 1 segundo sonho perturbador que
- 4:27teve nabucodonosor, o imperador da Babilônia, quando o povo de
- 4:34Israel vivia o povo de judá, melhor dizendo, vivia o seu
- 4:38tempo de exílio. Entre este sonho do capítulo 4 e
- 4:44o primeiro que é apresentado no capítulo 2, existem pelo menos 2
- 4:51semelhanças estruturais. O primeiro sonho é sobre uma
- 4:56grande estátua, o segundo é sobre uma grande árvore no
- 5:06primeiro sonho. AA estátua é destruída e neste
- 5:12segundo sonho, a árvore é derrubada.
- 5:17Então, essas semelhanças estruturais, elas estão aí para
- 5:21nos dizer que o núcleo da mensagem do sonho do capítulo 4
- 5:26e do sonho do capítulo 2 é o mesmo.
- 5:30Ambos os sonhos foram dados a nabucodonosor para revelar.
- 5:37A superioridade de Cristo e do seu Reino sobre ele e sobre o
- 5:44seu Império como tipos de reinados humanos.
- 5:50Nós vimos isso quando expusemos o capítulo 2, nabucodonosor.
- 5:55E o seu reinado na Babilônia é apenas.
- 5:58Um tipo do nosso exercício de autoridade depois da queda em
- 6:04pecado. Que tende a ser um exercício de
- 6:09autoridade autônomo, baseado em nós mesmos, que aponta para a
- 6:15nossa Glória ao invés de apontar para a Glória de Deus.
- 6:21Mas existem também algumas diferenças importantes entre
- 6:27esses 2 sonhos. Então o primeiro fala de 4 ou 5
- 6:33reinos. Este fala apenas de um ou 2.
- 6:39Se nós colocarmos aqui o reinado de Cristo em perspetiva no
- 6:46primeiro sonho, o sonho da estátua, ela é definitivamente
- 6:53destruída, enquanto neste sonho, o sonho da árvore, um toco, é
- 7:01preservado. Isso, obviamente, também tem a
- 7:05ver com a mensagem. E essas diferenças estão aqui
- 7:09para nos dizer que, embora a mensagem seja nuclearmente
- 7:16semelhante, ela possui uma importante diferença.
- 7:23E qual é essa diferença? Bem, o primeiro sonho do
- 7:27capítulo 2. Ele afirma a superioridade do
- 7:31Reino de Deus sobre os reinos terrenos, enfatizando o poder do
- 7:37juízo do Reino de Deus. Lembra, o Reino de Cristo é
- 7:42comparado lá a uma rocha, a uma Pedra que não é cortada pela mão
- 7:48de homens e que vem em direção a essa estátua e a derruba.
- 7:54AA, destrói e transforma. Todos os reinos em pó.
- 8:00Nele, Jesus Cristo é comparado a uma rocha esmagadora.
- 8:06O segundo sonho afirma essa mesma superioridade do Reino de
- 8:12Cristo, mas enfatizando não o poder do seu juízo, enfatizando
- 8:19o poder da sua graça. Aqui no capítulo 4, Cristo é.
- 8:26O lenhador que poda árvore, mas que mantém o toco para que ela
- 8:33torne a crescer. AOO capítulo 4 ou Oo esse sonho
- 8:40ou o conjunto desses 2 sonhos, o 2 e o 4 mostram para nós que o
- 8:45Reino de Cristo é um Reino vencedor.
- 8:48O Reino de Cristo sempre vence. Seja pelo poder do seu juízo,
- 8:54como diz o capítulo 2, seja pelo poder da sua graça, como nos diz
- 9:00o capítulo 4, feita essa moldura geral, vamos então para a
- 9:06exposição da passagem desta noite.
- 9:11Se você der uma olhada aí no começo do texto, na maneira como
- 9:14o capítulo 4 começa. Você vai perceber que, além das
- 9:19semelhanças de diferenças com esse segundo capítulo, existem
- 9:24algumas Curiosidades muito interessantes em Daniel capítulo
- 9:304. Então vai anotando aí?
- 9:33Primeiro, ele é o capítulo final da participação de nabucodonosor
- 9:38na história. Se você der uma olhada depois no
- 9:41capítulo 5, você vai perceber que o capítulo 5 já não fala
- 9:45mais de nabucodonosor. Fala de um outro rei, belsazar.
- 9:51Além disso, o capítulo 4 é provavelmente essa.
- 9:55É uma outra curiosidade, o único capítulo do antigo testamento
- 9:59que foi escrito indiretamente por um gentil.
- 10:04E aí você pergunta por que? Ora, porque ele nada mais é.
- 10:09Do que a transcrição, adaptada de uma carta que foi publicada
- 10:15por nabucodonosor, é o testemunho de nabucodonosor ao
- 10:22seu Reino. Então um capítulo que
- 10:24provavelmente foi aqui o único escrito por um gentio.
- 10:28E finalmente esse capítulo 4, ele começa de maneira um pouco
- 10:35enigmática. Com uma doxologia que que é uma
- 10:40doxologia, são palavras de adoração proferidas por
- 10:47nabucodonosor, o imperador da Babilônia, ao Deus de Israel.
- 10:53Então veja aí os 3 primeiros versículos do capítulo 4.
- 10:56Eles dizem assim o rei nabucodonosor, as pessoas de
- 11:02todos os povos, nações e línguas que habitam em toda a Terra.
- 11:07Que a paz lhe seja multiplicada. Pareceu me bem tornar conhecidos
- 11:12os sinais e as Maravilhas que Deus, o altíssimo, tem feito
- 11:17para comigo. Como são grandes os seus sinais
- 11:21e como são poderosas as suas Maravilhas.
- 11:25O seu Reino é um Reino eterno, e o seu domínio se estende de
- 11:33geração em. Geração.
- 11:37Qual é o papel desses versículos no início do capítulo 4, não é
- 11:42fácil entendê Los a, inclusive alguns estudiosos que entendem
- 11:48que esses versículos, embora estejam no capítulo 4, são na
- 11:52verdade o encerramento do relato do capítulo 3, registrando a
- 11:59reação de nabucodonosor. Aquele Livramento miraculoso de
- 12:05Ananias, mizael e azarias na fornalha de fogo ardente.
- 12:12De fato, existem aqui algumas expressões que podem sugerir
- 12:17isso, mas tem um detalhezinho aí no versículo 2, que conduz o
- 12:23nosso entendimento a uma outra direção.
- 12:27Veja aqui. No versículo de número 2,
- 12:29nabucodonosor diz que esses sinais e Maravilhas a respeito
- 12:33dos quais ele está falando foram feitos para com ele.
- 12:40Reparem, não foram apenas coisas que ele viu, coisas que ele
- 12:46presenciou, mas foram coisas que ele experimentou.
- 12:51O que nos leva à conclusão de que esses versículos estão, de
- 12:55fato iniciando a experiência de nabucodonosor que ele haverá de
- 13:01relatar neste capítulo. Isso aqui é um spoiler.
- 13:08O capítulo 4 começa de trás para frente.
- 13:12Como que nos dizendo, nabucodonosor mudou.
- 13:20Porque que nabucodonosor mudou? Ora, porque se você vem
- 13:23acompanhando a história relatada por Daniel, você se lembra que
- 13:28ele começa o capítulo 3 desafiando a Deus e se auto
- 13:34afirmando diante da autoridade e do senhorio dele.
- 13:39Mas agora, no capítulo 4, ele começa adorando a Deus.
- 13:44Ele começa rendendo louvor ao Deus de Israel.
- 13:50Nabucodonosor mudou e a pergunta é, o que aconteceu com ele?
- 13:58E talvez tenhamos uma outra pergunta, como isso que
- 14:02aconteceu com o nabucodonosor se encaixa com o propósito do livro
- 14:09de Daniel? Eu disse, qual é?
- 14:11No começo da minha primeira palestra, encorajar o povo de
- 14:15Deus. Por meio de uma visão da
- 14:18grandeza do senhor, da Glória de Cristo e do seu Reino, em seus
- 14:23feitos passados e em seus feitos futuros, a pergunta é, como essa
- 14:30experiência individual de nabucodonosor, o imperador da
- 14:35Babilônia? Contribui com esse propósito de
- 14:39encorajar o povo de Deus submetido a governos opressores,
- 14:44a culturas hostis para que eles vivam de uma maneira agradável a
- 14:50Deus. É o que eu pretendo mostrar para
- 14:52vocês durante a continuidade dessa exposição.
- 14:58Reparem que, logo depois dessa doxologia de spoiler, o relato
- 15:03começa. Com aquele nabucodonosor, o
- 15:06velho nabucodonosor que nós conhecemos, descrevendo se em
- 15:12prosperidade e contentamento, aí no versículo 4 ele disse, eu,
- 15:20nabucodonosor, estava tranquilo em minha casa e feliz no meu
- 15:28Palácio. Em alguma medida, todos nós já
- 15:31dissemos algo parecido. Tirando o Palácio, é claro, mas
- 15:37todos nós já dissemos alguma vez estou aqui feliz em minha casa,
- 15:42satisfeito na minha condição. Mas provavelmente Nenhum de Nós
- 15:48sabe exatamente o que é estar tranquilo e contente como
- 15:55nabucodonosor, porque ele era um homem que tinha tudo o que ele
- 16:01precisava e o que ele não precisava.
- 16:04O que ele queria e o que ele não queria?
- 16:08De coisas a pessoas, de prazeres a reconhecimento.
- 16:15E isso não é algo necessariamente ruim.
- 16:20Eu disse na minha primeira palestra que exercer autoridade,
- 16:25desfrutar desses privilégios, são parte daí magodei.
- 16:31Do fato de que nós somos criados a imagem e semelhança de Deus.
- 16:38Mas se por um lado isso não é necessariamente ruim, sem
- 16:43dúvidas isso é algo perigoso. A maioria de nós tem
- 16:49dificuldades para lidar com a prosperidade e nabucodonosor não
- 16:56era diferente. Ele se tornou um homem.
- 17:02Orgulhoso que rivalizava com Deus e que usurpava a adoração
- 17:10que era devida a ele, por deixar de perceber que o seu lugar, o
- 17:17lugar de reinado, de Glória, de prosperidade, era um meio, uma
- 17:24dádiva, através da qual ele devia apontar para o criador.
- 17:31E então, pela segunda vez, ele teve um sonho perturbador.
- 17:38O texto diz que dessa vez ele reage um pouco mais calmamente.
- 17:43Se você lê aí depois os versículos 5, até Oo versículo
- 17:479, você vai perceber isso. Ele não deixou o jeito
- 17:51nabucodonosor de ser, mas ele não fez exigência além do
- 17:56normal, como ele fez no capítulo 2.
- 17:59Nem condenou todos os sábios a morte quando eles se mostraram
- 18:05incapazes de serviço de servi lo, como ele já tinha feito
- 18:09antes. Ele confiou em Daniel, porque
- 18:14ele sabia que Daniel podia fazer o que os outros não tinham
- 18:18conseguido. Ele já tinha tido essa
- 18:20experiência antes e, portanto, ele recorre ao servo de Deus
- 18:24para interpretar o seu sonho. Que sonho era esse?
- 18:30O sonho tá aí, registrado do versículo 10 até o versículo 17
- 18:35do capítulo 4. E ele tem como personagem
- 18:39principal, por assim dizer, uma árvore, acerca da QUAL3
- 18:47informações nos são dadas. Primeira era uma árvore grande e
- 18:55forte, tão grande. Que o seu topo tocava o céu.
- 19:02Qualquer semelhança com Gênesis 11 Babel não é mera
- 19:07coincidência. Em segundo lugar, ela era
- 19:11bonita, ela tinha uma folhagem vistosa, e em terceiro lugar,
- 19:18essa árvore era útil porque ela proporcionava alimento e abrigo
- 19:26para. Os animais.
- 19:29E como no outro sonho, nabucodonosor estava olhando
- 19:35para essa árvore. E nós já vimos que o verbo olhar
- 19:39aqui não é apenas enxergar, não é apenas a questão mecânica de
- 19:45ver, mas é admirar. Nabucodonosor está admirado com
- 19:51a grandeza dessa árvore, com a beleza dessa árvore, com a
- 19:56utilidade dessa grande árvore, é quando uma figura celestial,
- 20:04chamada aí pelo texto de um Vigia ou um anjo, desce do céu.
- 20:10E ordena 2 coisas em alta voz. E todas as vezes em que alta voz
- 20:16aparece no texto bíblico, especialmente na profecia de uma
- 20:21mensagem dada por um agente celestial, nós temos aqui uma
- 20:25ênfase importante, o que é que essa figura celestial, esse
- 20:31anjo? Ordena 2 coisas, basicamente.
- 20:35Primeiro, uma poda radical. Da árvore, ele ordena que a
- 20:42árvore fosse derrubada, que os ramos dela fossem cortados, que
- 20:48as suas folhas fossem arrancadas, que os seus frutos
- 20:53fossem espalhados e que os animais que se abrigavam nessa
- 20:59árvore fossem espantados de uma vez por todas.
- 21:04Então essa é a primeira coisa que ele ordena, uma poda radical
- 21:08da árvore. Mas há uma segunda coisa que ele
- 21:11ordena aqui, que é muito importante perceber, que é a
- 21:16preservação dessa árvore. Ele ordena que ela não fosse
- 21:23arrancada por inteiro, mas que as raízes dela e que o toco dela
- 21:31fossem mantidos. E aí entra um negócio que é
- 21:35muito interessante perceber. Ele ordena que o coração dele e
- 21:42a pergunta é árvore tem coração? É, é claro que aqui a figura e a
- 21:49coisa figurada estão se misturando na própria ordem
- 21:54desse anjo, não é? Fica claro aqui que a árvore
- 21:58simbolizava uma pessoa, que o coração dele fosse trocado de um
- 22:05coração humano. Para um coração animal até que
- 22:11passassem 7 tempos, 7 tempos é uma expressão da linguagem
- 22:18apocalíptica para se referir a um tempo necessário, o tempo
- 22:24necessário para que alguma coisa aconteça.
- 22:30Esse é o sonho. Que nabucodonosor tem e que
- 22:34chama Daniel para. Interpretar Daniel ouve o sonho
- 22:40e o versículo 19 diz que ele fica perturbado porque?
- 22:46Que ele fica perturbado? Porque ele tem que dar a notícia
- 22:49para nabucodonosor do que é que aqui é o que o sonho se refere.
- 22:56Nabucodonosoru encoraja. E então Daniel apresenta a
- 23:03interpretação do sonho. Em forma de um sermão
- 23:07presbiteriano, certo? 3 pontos.
- 23:11Sermão presbiteriano, para apresentar a nabucodonosor a
- 23:15interpretação do sonho. Ponto um, Daniel identifica a
- 23:22árvore com Nabuco. Donosor, ele diz, Nabuco
- 23:27donosor, a árvore é você e as 3 características dessa árvore,
- 23:33grandeza, beleza. E utilidade certamente são
- 23:38referências ao Esplendor, a Glória do Império babilônico, e
- 23:46a menção aqui ao fato de que o topo da árvore toca os céus é
- 23:52certamente uma similaridade do espírito de nabucodonosor com o
- 24:01espírito de Babel em Gênesis 11. Então, esse é o primeiro ponto
- 24:07do sermão de Daniel, a árvore é identificada com nabucodonosor.
- 24:14A poda. Esse é o segundo ponto.
- 24:17Daniel interpreta como um anúncio do juízo de Deus que
- 24:22viria sobre nabucodonosor. Atos arrogantes como os de Babel
- 24:29sempre acabam em tragédia. Pois há um princípio na
- 24:35escritura que diz que a soberba precede a ruína e a altivez de
- 24:41espírito precede a queda. Nabucodonosor seria, portanto,
- 24:48humilhado. É o que Daniel disse para ele.
- 24:52Ele não apenas perderia o seu Reino e a sua majestade, mas a
- 24:59sua própria. Humanidade seria retirada,
- 25:05segundo as duras palavras do versículo de número 25, Daniel
- 25:10diz a ele, você vai ser expulso do meio das pessoas, a sua
- 25:16morada será com os animais selvagens, o senhor comerá Capim
- 25:22como os bois, e será molhado pelo orvalho dos céus.
- 25:27E passarão 7 tempos até que o senhor, ó rei, reconheça que o
- 25:33altíssimo tem domínio sobre os reinos do mundo e os dá a quem
- 25:39ele quer. Como diz um?
- 25:42Comentarista. Aquele que pensou que era Deus
- 25:47seria feito bicho, para aprender que era só a gente.
- 25:52Aquele que pensou que era Deus seria feito bicho.
- 25:57Para aprender que era apenas gente?
- 26:02No terceiro ponto ou no terceiro ponto, Daniel identifica a
- 26:08permanência do toco, o fato de a árvore não ser arrancada, mas
- 26:14permanecer a raiz com o seu toco, com uma promessa de
- 26:20Redenção, o juízo de Deus sobre nabucodonosor.
- 26:25Não retiraria dele o Reino em definitivo quando o tempo
- 26:33estivesse completo, aquele tempo de 7.
- 26:39E ele reconhecesse que o céu domina, ou seja, que Deus é quem
- 26:47governa todas as coisas e que tudo o que ele tinha era dádiva
- 26:52de Deus. Então.
- 26:55O reinado lhe seria devolvido, como Daniel diz, no versículo de
- 27:01número 26. E reparem.
- 27:05Aqui em um detalhe, o sermão presbiteriano de Daniel termina
- 27:10com um apelo. Vocês estão achando?
- 27:15Que perbiteriano? Não.
- 27:16Faz apelo, faz. Em todo o sermão.
- 27:20Não faz aquele tipo de apelo que às vezes a gente imagina quando
- 27:24pensa nesta palavra. Mas todo o sermão presbiteriano
- 27:27tem que terminar com apelos finais.
- 27:30E o sermão presbiteriano de Daniel termina assim, com um
- 27:34alerta, com um convite de nabucodonosor ao arrependimento.
- 27:41Versículo 27, portanto, o rei, aceite o meu conselho.
- 27:46Abandone os seus pecados, pratique a justiça, acabe com as
- 27:50suas iniquidades. Use de misericórdia para com os
- 27:53pobres. Assim, talvez a sua
- 27:57tranquilidade se prolongue. Isso indica que o destino
- 28:03Sombrio que estava sendo revelado a nabucodonosor não era
- 28:09inevitável. Irmãos, uma das coisas que a
- 28:12bíblia diz a respeito de Deus. É que o nosso Deus é tardio em
- 28:18Iraci. Ele é um Deus de grande
- 28:22clemência. Deus é muito paciente.
- 28:26A sua misericórdia dura, de geração em geração.
- 28:32Se, diante daquela advertência, nabucodonosor se humilhasse,
- 28:37buscasse ao senhor, talvez. Ele poderia não ser humilhado
- 28:43publicamente, como aquele sonho previa.
- 28:47Mas se ele se. Mantivesse endurecido, então ele
- 28:51descobriria na prática, qual é o rei e qual é o Reino que de fato
- 28:59está em atuação no mundo no qual nós vivemos.
- 29:04E foi o que aconteceu. Lamentavelmente, o texto disse
- 29:08que nabucodonosor não deu ouvidos ao alerta de Daniel.
- 29:15E o final do relato, versículos 28 até 30, mostra nabucodonosor
- 29:22um ano depois do sonho, tempo suficiente para mudar.
- 29:29Mas. Lamentavelmente, tempo
- 29:30suficiente para esquecer também. E talvez nabucodonosor tenha se
- 29:35esquecido daquele sonho há 1 ano atrás, passeando pelo Palácio,
- 29:43admirando a cidade da Babilônia e dizendo, não é esta a grande
- 29:51Babilônia que eu construí para a casa real com o meu grandioso
- 29:56poder e para a Glória da minha majestade?
- 30:05Veja aí os reinos. Humanos.
- 30:07A nossa. Tendência de olhar para aquilo
- 30:11que Deus nos dá a oportunidade e privilégio de construir, não
- 30:16como o instrumento através do qual a Glória dele é vista em
- 30:20nós, mas como um meio instrumento de expressar a nossa
- 30:25própria suposta grandeza, a nossa própria suposta Ivan
- 30:30Glória. E o tempo estava.
- 30:33Comprido? Mal essas palavras arrogantes
- 30:37saíram da boca de nabucodonosor e a sentença do céu foi
- 30:43anunciada nos versículos 31 e 32.
- 30:48É você? Rei nabucodonosor se anuncia o
- 30:51seguinte, este Reino lhe foi tirado, você será expulso do
- 30:58meio das pessoas. E a sua morada será com os
- 31:02animais selvagens. Você comerá Capim com os bois
- 31:06passarão 7 tempos até que você reconheça que o altíssimo tem
- 31:10domínio sobre os reinos do mundo e os dá a quem ele quer.
- 31:15E o versículo 33 disse que isto imediatamente se cumpre.
- 31:25Irmãos, na. Tentativa de entender o que é
- 31:28que aconteceu com o Nabuco no nosor.
- 31:30Nesta ocasião, alguns comentaristas tentam relacionar
- 31:37a condição dele. Há alguma doença mental?
- 31:42A mais comum é a licantropia, que é uma síndrome na qual a
- 31:49pessoa afetada tem a ilusão de que pode se transformar.
- 31:54Ou que de fato é um animal? Pode ser que tenha sido isso,
- 32:00que nabucodonosor tenha ficado mentalmente enfermo.
- 32:06E, como hospitais psiquiátricos são adventos recentes, ele foi
- 32:11afastado do convívio social e passou a viver com os animais.
- 32:17No entanto, o relato não está interessado nesse nível de
- 32:21detalhes. Para o relato bíblico, o que
- 32:25interessa é que essa condição era uma manifestação do juízo de
- 32:30Deus o Reino estava sendo tirado dele por causa da sua
- 32:35arrogância, da busca pela construção de um Reino que
- 32:39trouxesse Glória para o seu próprio nome, e também interessa
- 32:45ao relato bíblico que no final do período designado 7 tempos.
- 32:52Nabucodonosor levantaria os olhos aos céus, a sua mente
- 32:58seria restaurada e o Reino lhe seria devolvido, como de fato
- 33:05aconteceu. O relato está aí, nos versículos
- 33:0834 até 37. O texto diz, ao fim daqueles
- 33:13dias, eu, nabucodonosor, levantei os olhos ao céu e
- 33:18recuperei o entendimento. Então eu bem disse, o altíssimo
- 33:24e louvei e glorifiquei aquele que vive para sempre.
- 33:28O seu domínio é eterno e o seu Reino se estende de geração em
- 33:33geração. Todos os moradores da Terra são
- 33:37considerados como nada, e o altíssimo faz o que quer com o
- 33:42exército do céu e com os moradores da Terra.
- 33:45Não há quem possa deter a sua mão nem questionar o que ele
- 33:50faz. Nesse tempo recuperei o
- 33:54entendimento e para a dignidade do meu Reino, recuperei também a
- 33:58minha majestade e o meu Resplendor.
- 34:01Os meus conselheiros e os homens importantes vieram me procurar.
- 34:06Fui restabelecido no meu Reino e a minha grandeza se tornou ainda
- 34:11maior. Agora, eu, nabucodonosor, louvo,
- 34:15engrandeço. E glorifica o rei do céu, porque
- 34:19todas as suas obras são verdadeiras e os seus caminhos
- 34:23são justos. Ele tem poder para humilhar os
- 34:29orgulhosos irmãos. Eu acho impressionante as
- 34:35palavras iniciais destas que foram as últimas palavras
- 34:41proferidas por nabucodonosor. No livro de Daniel e na bíblia,
- 34:46de um modo geral, porque ele some no final do capítulo 4,
- 34:51vejam o início dessas palavras, levantei os olhos ao céu e
- 34:59recuperei o entendimento. Irmãos, isso é uma confissão.
- 35:09Se você lembra como começa o capítulo 4?
- 35:12Ele começa com o Nabuco nonosor em posição elevada, caminhando
- 35:18pelo Palácio de onde os seus olhos estão postos nele próprio
- 35:25em suas conquistas. Ele era.
- 35:29Incapaz de enxergar a Deus, os seus olhos estarão estavam
- 35:35voltados para ele mesmo. E o que eu quero que você
- 35:39perceba é que o relato nos mostra.
- 35:42Que olhar para si mesmo conduziu nabucodonosor à loucura e que
- 35:53tirar os olhos de si? E.
- 35:57Erguê Los aos céus em um ato de súplica, Independência o trouxe
- 36:05de volta a sanidade. Como isso é?
- 36:10Belo. O homem que está?
- 36:12Olhando para si mesmo se torna louco, mas quando ele tira os
- 36:19olhos de si e olha para Deus, então a sua sanidade é
- 36:25recuperada. Esse movimento do olhar é a
- 36:31essência da verdadeira humildade e o meio pelo qual nós podemos
- 36:39inclusive distinguir. A verdadeira humildade da
- 36:44humildade fingida. Porque existe?
- 36:48Uma falsa humildade que às vezes se manifesta até em
- 36:55autocomizeração AI, como eu sou ruim?
- 37:01Como eu sou? Uma pessoa desprezível.
- 37:06Isso não é humildade, de fato. Na maioria das vezes, é orgulho
- 37:15travestido. Sabe por quê?
- 37:18Porque é apenas uma mudança de ênfase de alguém que ainda está
- 37:24focado demais em si mesmo. Você pode estar?
- 37:28Focado demais em suas forças ou fortalezas, mas pode também
- 37:34estar focado demais nas suas fraquezas.
- 37:38E a verdadeira humildade consiste não em deixar de olhar
- 37:44para as nossas fortalezas, para olhar para as nossas fraquezas.
- 37:48Consiste em deixar de olhar para nós mesmos e olharmos para o
- 37:53céu, olharmos para Deus. Consiste em reconhecer não
- 38:00somente que nós somos nada, mas também que Deus é tudo.
- 38:04Que nós não podemos permanecer de pé por nós mesmos, mas que
- 38:08Deus pode fazer com que nós nos permaneçamos em pé, que sem
- 38:12Cristo nós não podemos nada, mas que em Cristo nós podemos
- 38:16realizar todas as coisas que Deus designou para nós.
- 38:22E o que eu quero que você? Perceba, por fim, é que, ao
- 38:25final do texto, o resultado da humilhação de nabucodonosor foi
- 38:32uma. Exaltação maior, depois que ele
- 38:39foi humilhado por Deus, ele pode ser elevado com segurança de
- 38:47volta às alturas e devolvido ao controle do seu Reino.
- 38:56E assim? Nabucodonosor se torna um dos
- 39:00maiores exemplos do princípio bíblico que diz que Deus resiste
- 39:09ao sabermos, mas dá a sua graça aos humildes, e se isso
- 39:21aconteceu com ele? O grande e poderoso perseguidor
- 39:28de Israel, o destruidor de Jerusalém que tinha levado o
- 39:33cativo o povo, não poderia acontecer com o povo que estava
- 39:40agora cativo. Ninguém está fora do alcance da
- 39:46atuação de Deus. E Deus sempre vence, como diz
- 39:51esse texto. Quer pelo poder do seu juízo,
- 39:55quer pelo. Poder.
- 39:57Da sua graça, irmãos. Certamente a mensagem desse
- 40:05capítulo foi extremamente importante para os primeiros
- 40:11leitores do livro de Daniel. Me acompanhe aí.
- 40:16Lembre se esse relato foi escrito para judeus.
- 40:22Que estavam cativos na Babilônia, talvez já no Império
- 40:26persa, com uma finalidade específica, encorajá Los a
- 40:32permanecerem fiéis, apesar das circunstâncias.
- 40:37E a pergunta é, em que sentido a mensagem desse capítulo cumpre
- 40:45este papel? Eu Acredito, irmãos, que.
- 40:50O que Daniel está fazendo nesse capítulo é usar os
- 40:55acontecimentos da vida de nabucodonosor como um exemplo
- 41:01para os cativos de judá. A árvore frondosa que foi
- 41:09derrubada e reduzida a um toco, ilustrava a condição daqueles
- 41:18cativos também. Quanto ilustrou a condição de
- 41:23nabucodonosor, se não deixa eu lembrar você de uma coisa, 2
- 41:28séculos antes desses fatos acontecerem, Isaías foi chamado
- 41:35para anunciar uma mensagem de juízo contra o povo de judá e
- 41:41certa vez ele perguntou a Deus por quanto tempo ele iria
- 41:45trabalhar, sendo praticamente ignorado.
- 41:50Pelas pessoas? E Deus o respondeu dizendo, isso
- 41:54está em Isaías, capítulo 6, versículos 11 a 13.
- 41:59Até que as cidades estejam em ruínas e fiquem sem habitantes,
- 42:05as casas fiquem sem moradores. E a Terra esteja em ruínas e
- 42:11devastada, e o senhor afaste dela o povo.
- 42:15E no meio da Terra sejam muitos os lugares abandonados.
- 42:19Era o juízo de Deus, o cativeiro sendo previsto.
- 42:25Mas se ainda ficar? A décima parte dela tornará a
- 42:31ser destruída. Como o terebinto e como o
- 42:36Carvalho, dos quais, depois de derrubados ainda fica o toco.
- 42:45Assim, a Santa semente será o seu toco.
- 42:53Veja o que eu quero que você compreenda o julgamento que veio
- 42:56sobre nabucodonosor. Foi o mesmo julgamento que tinha
- 43:02vindo sobre o povo de judá anos atrás.
- 43:06E é por isso que as 2 experiências podiam ser
- 43:10consideradas. Em paralelo, a experiência de
- 43:14nabucodonosor podia servir de fonte de Esperança aos cativos
- 43:20de judá, pelo menos de 2 maneiras diferentes.
- 43:24Primeiro. Pela revelação da justiça
- 43:28poderosa de Deus. Nabucodonosor.
- 43:33Havia invadido judá, destruído e saqueado o templo.
- 43:40Ele havia humilhado o povo da Aliança, levado cativos os
- 43:47filhos de Deus. E o que é que Deus tá?
- 43:50Fazendo com ele em Daniel capítulo 4, aquele que.
- 43:55Aparentemente tinha subjugado o Deus de Israel.
- 44:01Agora está sendo fortemente humilhado por ele, sendo posto
- 44:06para pastar como boi. O povo do.
- 44:11Senhor podia continuar confiando no senhor, porque o juízo do
- 44:18senhor é forte e poderoso? Mas não era apenas pela
- 44:24revelação da justiça poderosa de Deus que o povo de Deus podia
- 44:28continuar confiando nele. Era também por causa da
- 44:32revelação da poderosa graça e misericórdia de Deus, AA
- 44:39humilhação de nabucodonosor. E aqui eu preciso muito da sua
- 44:43atenção. Não tinha sido apenas
- 44:47manifestação da justiça de Deus para com ele.
- 44:51Tinha também sido manifestação da sua graça e da sua
- 44:56misericórdia para com ele. Atenção a isso.
- 45:02Irmãos, porque isso muda a maneira como nós olhamos para o
- 45:06nosso sofrimento. O que o relato diz é que Deus o
- 45:13tinha humilhado para abater o orgulho do seu coração.
- 45:20E então lhe devolver o Reino. Ora, se Deus tratou dessa
- 45:29maneira com infinita misericórdia, o incrédulo
- 45:35nabucodonosor, os cativos de judá, com quem Deus tinha uma
- 45:44Aliança, seriam tratados de maneira diferente.
- 45:51Certamente que não. Eles podiam continuar confiando
- 45:56no senhor, sendo fiéis, apesar da condição na qual eles estavam
- 46:02inseridos, buscando a restauração seguros de que a
- 46:06promessa feita por Deus nos dias de Salomão ainda estava de pé.
- 46:11Que promessa, se o meu povo? Que se chama?
- 46:16Pelo meu nome? Se humilhar e orar e me buscar e
- 46:24se converter dos seus maus caminhos.
- 46:27Então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e
- 46:34sararei a sua Terra. A mensagem desse capítulo
- 46:40certamente foi muito importante para os seus leitores originais,
- 46:45os cativos de judá. Mas eu quero.
- 46:49Terminar mostrando que ela também pode ser muito importante
- 46:53para nós hoje também de 2 maneiras diferentes.
- 46:59Primeiro, oferecendo nos o mesmo encorajamento que ofereceu a
- 47:07eles. Irmãos, nós também enfrentamos o
- 47:12desafio. De sermos fiéis no contexto de
- 47:16uma sociedade hostil? Nós também.
- 47:21Enfrentamos irmãos, não se iludam, nós já vivemos dias
- 47:27difíceis. E a menos?
- 47:31Que algo aconteça, nós nos encaminhamos para dias mais
- 47:36difíceis em que se manter fiel a Deus.
- 47:42Será um desafio ainda maior. Não se iludam, não demora muito
- 47:49e afirmar a exclusividade do cristianismo, defender a hetero
- 47:53normatividade no casamento, posicionar se contra práticas
- 47:57como a do aborto, por exemplo, poderá significar a restrição de
- 48:01direitos. E a pergunta é, como viveremos?
- 48:09Essa passagem? Nos encoraja a nos mantermos.
- 48:13Fiéis a confiarmos. No senhor, sabendo que ele
- 48:17vencerá, quer pela manifestação do seu juízo, quer pela.
- 48:24Manifestação da sua? Graça, então, essa?
- 48:29Passagem nos oferece o mesmo encorajamento que ofereceu para
- 48:33eles. O Reino é um Reino poderoso.
- 48:39Mas essa também. Essa passagem também pode nos
- 48:41ajudar, oferecendo nos uma forte advertência quanto ao perigo do
- 48:49orgulho. Irmãos.
- 48:52Todos nós tendemos a um coração orgulhoso.
- 48:57Mesmo. Nós que já fomos alcançados pelo
- 49:00evangelho. Que é uma.
- 49:03Mensagem humilhante? O que que o evangelho diz?
- 49:10Que você está completamente perdido e que a única solução
- 49:15para você vem de fora. Não vem de você mesmo.
- 49:18O evangelho é uma mensagem humilhante, mas mesmo nós que já
- 49:23fomos alcançados por ele, enfrentamos dificuldades para
- 49:27viver exclusivamente pelo evangelho.
- 49:30Sempre que nós analisamos a nossa vida e as nossas
- 49:34conquistas. Nós queremos sempre dizer como
- 49:38nabucodonosor, veja que Bela vida eu construí, veja que
- 49:45reputação eu construí. Veja que Bela.
- 49:49Família, que belos filhos, que Belo Ministério, que Bela
- 49:56igreja. Nós estamos sempre.
- 50:01Olhando para as nossas conquistas.
- 50:03E ao invés de interpretá las como dádivas, imaginando que
- 50:07elas são conquistas exclusivamente nossas, sabem,
- 50:12irmãos, na maioria das vezes nós imaginamos que o que nos afasta
- 50:19de Deus são as nossas falhas e fraquezas.
- 50:24Nós não estamos errados. É sobre isso que a gente está
- 50:28falando. Aqui, mas é importante.
- 50:31Sabermos que às vezes. É a nossa força, os nossos
- 50:36sucessos, as nossas conquistas. O problema da nossa relação com
- 50:44Deus é que nós nos apegamos demasiadamente ao nosso Reino.
- 50:55As coisas que. Nós estamos construindo porque
- 50:59ele nos deu um privilégio de construir.
- 51:03E nos esquecemos? Do Reino dele?
- 51:08E quando isso acontece, muita atenção a isso, ele nos abate.
- 51:18Ele nos abate, às vezes permitindo uma perda financeira,
- 51:26uma crise familiar. Às vezes, até.
- 51:31Uma queda? Em um pecado vergonhoso.
- 51:35E deixa eu dizer uma coisa para você, por mais dolorosas que
- 51:42essas coisas sejam, se você é um filho de Deus, elas não deixam
- 51:50de ser obra da graça e da misericórdia dele na sua vida,
- 51:58sabe por quê? Porque a pior coisa que Deus
- 52:03poderia fazer conosco. É nos deixar?
- 52:07Confortáveis e tranquilos em nosso orgulho.
- 52:16A pior coisa? Que Deus poderia fazer conosco?
- 52:20É nos deixar? Confortáveis e tranquilos em
- 52:24nosso orgulho. Às vezes.
- 52:29Nós temos que. Comer com os porcos para tomar o
- 52:33caminho de volta para casa. Eu não estou dizendo com isso
- 52:39que o sofrimento seja redentor, não é?
- 52:45Alguém pode sofrer e se endurecer ainda mais.
- 52:49A salvação não é alcançada por meio da penitência.
- 52:53Um sofrimento que nós suportamos para espiar o nosso orgulho e
- 52:58ganhar o céu. Se a gente está pensando dessa
- 53:01maneira, nós ainda estamos presos aqui ao nosso orgulho,
- 53:07achando que a gente que Conquista alguma coisa, ainda
- 53:11não entendemos o evangelho. O que eu estou dizendo?
- 53:16É que o sofrimento às vezes é usado por Deus para quebrar o
- 53:20nosso pescoço, endurecido a fim de que levantemos os nossos
- 53:24olhos e fixemos o nosso olhar em um outro rei.
- 53:30Que também. Desceu das alturas às
- 53:33profundezas. Um.
- 53:35Rei. Que com todo?
- 53:38Direito poderia ter olhado para o mundo e dito.
- 53:43Não é esse o mundo que eu edifiquei para a minha casa
- 53:47real, com o meu grandioso poder e para a Glória da minha
- 53:52majestade? Afinal, ele não.
- 53:55Criou apenas uma das 7 Maravilhas do mundo antigo, como
- 53:58nabucodonosor. Ele do?
- 54:00Nada. Chamou a existência o mundo.
- 54:04Inteiro, mas ao invés de se exaltar.
- 54:12Ele se humilhou, deixou o conforto e a Glória dos céus e
- 54:19veio habitar entre os homens. E levou a sua humilhação ainda
- 54:25mais adiante, quando foi a Cruz. Que experiência de humilhação
- 54:34pode ser maior do que Deus morrer.
- 54:44Pois foi a humilhação. Que ele experimentou, não por
- 54:49conta do orgulho dele. Mas para nos.
- 54:53Redimir. Do nosso orgulho.
- 54:58Mas a humilhação dele também tinha tempo para terminar.
- 55:03E nem precisou. De 7 dias em 3, ele ressuscitou,
- 55:10conquistou o direito de ser. Novamente exaltado, retornou a
- 55:16presença de Deus pai e assentou, se à direita dele, de onde ele
- 55:20recebe adoração, honra, louvor, a Glória que lhe são devidos
- 55:27pelos séculos dos séculos. Ele.
- 55:31É o motivo pelo qual os humildes são exaltados, não é porque
- 55:36existe mérito em nossa humildade imperfeita.
- 55:41Mas porque, quando cremos nele, nós somos Unidos a ele, tanto na
- 55:47humilhação dele quanto na exaltação dele.
- 55:51A humilhação dele? Se torna nossa, a exaltação dele
- 55:56se torna nossa e esse é o grande segredo da vida, ter o pescoço
- 56:03quebrado para vivermos olhando para Jesus.
- 56:09Porque é essa? Visão do Cristo humilhado e
- 56:14exaltado, que nos justifica e que promove o nosso crescimento
- 56:20em santidade, curando nos pouco a pouco da nossa presunção.
- 56:29Então aqui vai o apelo. Do sermão de hoje.
- 56:32Tira os olhos de. Você mesmo?
- 56:36Das suas. Conquistas.
- 56:39Das suas falhas. Pare de se comparar com os
- 56:44outros. Ao invés disso, levante os seus
- 56:49olhos aos céus e olhe para Jesus.
- 56:59Você entende porque contemplar e adorar o senhor é tão
- 57:05importante? Porque o que nós?
- 57:09Vamos fazer amanhã no culto público é tão importante.
- 57:15Você percebeu? É assim que.
- 57:18Começa. E é assim.
- 57:22Que termina o capítulo 4 de Daniel com.
- 57:26Adoração, porque aqui vai a resposta.
- 57:33E com isso, eu? Termino essa segunda mensagem do
- 57:36dia. Porque ninguém pode.
- 57:38Continuar exaltando a si mesmo. Enquanto.
- 57:42Declara, orando ou cantando? Que Deus é a?
- 57:46Árvore da vida. Que ele é o?
- 57:49Centro do universo. Que ele é?
- 57:52Aquele em quem e para quem? Todas as coisas existem que ele
- 57:56é o nosso refúgio e Fortaleza, quando nós estamos adorando a
- 58:03Deus. Então.
- 58:06Nós tiramos? Os olhos de nós mesmos.
- 58:10Que Deus nos ajude a viver pela Glória do nosso senhor.
- 58:19Vamos lá, a primeira. Pergunta.
- 58:21Diz o seguinte. O irmão referiu se ao momento
- 58:24privilegiado em que vivemos, no entanto, como explicar a
- 58:27recorrência das igrejas e de seus líderes em investirem numa
- 58:31ideia de teocracia na crença de que os cristãos tenham chamado
- 58:35para apoiar governos? E até entenderem que estão a
- 58:38governar por meio de governantes passageiros.
- 58:49O microfone não quis. Funcionar é porque eu acho que
- 58:52não. Não é para responder essa
- 58:53pergunta. Essa é uma pergunta de natureza
- 58:59mais política, né? É.
- 59:03Eu acho que a pergunta tem várias pressuposições que eu
- 59:05discutiria, discutiria, então eu.
- 59:08A pergunta tem. Por exemplo, carrego o
- 59:11pressuposto de que existe uma defesa muito ampla e forte de de
- 59:16uma teocracia entre os cristãos brasileiros.
- 59:19Eu confesso que não vejo o evangelicalismo brasileiro com
- 59:24essa profundidade. É toda para discutir essas
- 59:28questões a esse ponto na nossa cultura.
- 59:31O que eu vejo na nossa cultura hoje é muito mais o reflexo de
- 59:37um de uma descoberta recente, da necessidade de pensar o nosso
- 59:44impacto cultural acompanhada de uma imaturidade teológica e
- 59:52reflexiva. Mas é mais isso que eu vejo na
- 59:55nossa cultura. Nós fomos.
- 59:59É. Nós recebemos um tipo de
- 1:00:01evangelicalismo na cultura brasileira de matriz muito
- 1:00:04pietista, muito. É introvertida.
- 1:00:08Então, a ideia de que é a relação com Deus, é a relação
- 1:00:11individual com o senhor. A partir dos anos 90, mais
- 1:00:17especificamente, nós começamos a descobrir.
- 1:00:21É uma outra perspectiva evangélica.
- 1:00:26Mais voltada para essa questão da do impacto do evangélico ou
- 1:00:32do evangelho na vida cultural e etcetera.
- 1:00:34Mais extrovertida e menos apenas introvertida.
- 1:00:41E 30 anos de história. Irmãos é quase nada. 30 anos,
- 1:00:47não. Não dá tempo de uma cultura
- 1:00:50amadurecer. Então, o que eu vejo na nossa
- 1:00:53cultura é uma coisa boa acontecendo, que é muitos
- 1:00:56cristãos discutindo sobre qual é o nosso, qual deve ser o nosso
- 1:01:00impacto, como é que a gente deve pensar as coisas culturais, a
- 1:01:03luz da fé cristã e etcetera. Acho que isso é muito bom.
- 1:01:07Mas como existe uma imaturidade nessa reflexão e uma fraqueza
- 1:01:13teológica muito forte no nosso evangelicalismo, essa conversa
- 1:01:17acaba virando uma bagunça no meio do nosso cenário.
- 1:01:21Então não acho que exista assim um projeto de teocracia e et
- 1:01:25cetera muito bem estabelecido. O que eu acho é que eu vejo na
- 1:01:30nossa cultura. É uma dificuldade de a atuação
- 1:01:33equilibrada, que tem muito mais a ver com imaturidade, na minha
- 1:01:38opinião, do que propriamente com um grande projeto particular.
- 1:01:44Então. É a maneira.
- 1:01:44Como eu enxergo isso agora, dito isso.
- 1:01:48Eu diria que é. Sempre um risco para nós quando
- 1:01:51nós estamos pensando essa questão do nosso engajamento
- 1:01:54cultural. Confundir o Reino de Deus com os
- 1:01:58reinos humanos é sempre 11 perigo.
- 1:02:01E nós precisamos tomar cuidado com isso.
- 1:02:03Nós nós somos o povo do Reino de Deus.
- 1:02:07E o Reino de? Deus é um Reino que está é que
- 1:02:12está sendo implementado ou que foi implementado de cima para
- 1:02:16baixo. A Pedra não foi construída por
- 1:02:19mãos humanas. Lembra do de do teronome de
- 1:02:22Daniel, capítulo 2? Então é uma Pedra que foi
- 1:02:24cortada sem o auxílio de mãos humanas.
- 1:02:27Não é um negócio que a gente, junto com Deus, tá construindo.
- 1:02:31É Deus que vai construir. Ele já implantou o Reino dele e
- 1:02:34a nós cabe anunciar que o Reino está presente e dizer, vejam o
- 1:02:41Reino, ele está entre nós. E.
- 1:02:45Demonstrar que o Reino está presente através da nossa
- 1:02:49maneira de viver. Esse é o nosso esforço como
- 1:02:51igreja. Proclamar o Reino e demonstrar o
- 1:02:56Reino. Se a gente conseguir fazer isso,
- 1:02:59nós. Cumpriremos.
- 1:03:00O nosso papel? Beleza, irmãos.
- 1:03:07É importante lembrar que, claro, há uma infinidade de perguntas.
- 1:03:11Mas a gente precisa tentar focar no tema da nossa conferência,
- 1:03:15senão daqui a pouco ele vai responder a Babilônia e o
- 1:03:17batismo infantil. Então vai ficar um pouco
- 1:03:21difícil. Mas eu tenho uma engatilhado
- 1:03:23aqui, enquanto os irmãos vão pensando mais aí dentro do tema
- 1:03:28do Reino. E o rei do Reino EEA, sua Glória
- 1:03:32num dado momento, tanto na No No primeira mensagem como na
- 1:03:36segunda, houve uma grande e boa ênfase sobre não olharmos para
- 1:03:40nós. Mas olharmos para o nosso Deus
- 1:03:43pensando lá no início das institutas em calvino fala, se
- 1:03:47se quisermos nos conhecer, temos que olhar para Deus, e se
- 1:03:51quisermos conhecer Deus, temos de olhar para nós, porque somos
- 1:03:55imagem e semelhança. Então onde estaria a Fronteira?
- 1:03:59Ou que elementos práticos nós teríamos?
- 1:04:02De um auto exame à luz da escritura para saber até que
- 1:04:06ponto estou olhando para mim, para realmente buscar minha
- 1:04:10santificação zelar por mim, me santificar responsavelmente ou
- 1:04:15eu estou olhando para mim já me considerando como que um Deus
- 1:04:20propaganda? Compre leia idolatria do coração
- 1:04:26que. Tá.
- 1:04:26Ali fora. O livro idolatria do coração
- 1:04:31trata exatamente dessa questão. Ele é um livro meio
- 1:04:37autobiográfico, certo? O pecado da idolatria não é um
- 1:04:41pecado que eu conheço apenas como um acadêmico estudando do
- 1:04:47meu escritório. Ele é um pecado do qual eu tenho
- 1:04:50experiência prática. Se você acha que não, você tá
- 1:04:55errado, certo? Você acha que ele é só um pecado
- 1:04:58dos outros? Você está errado.
- 1:04:59Então compre o livro e leia. E eu?
- 1:05:03Eu procurei neste livro delinear o pecado da idolatria.
- 1:05:09E uma das respostas que eu procuro dar lá é como discernir
- 1:05:14o pecado da idolatria. Porque?
- 1:05:18O desafio é muito grande. Pensa em?
- 1:05:22Um juiz injusto? Julgando um a si mesmo, qual é a
- 1:05:30chance de ele? Fazer justiça no julgamento é
- 1:05:33muito pequena, né? Esse é o nosso.
- 1:05:35Cenário nós temos um coração pecaminoso que.
- 1:05:39Está. E nós nos avaliamos a partir do
- 1:05:44nosso próprio coração. Então a resposta é, esse ciclo
- 1:05:49tem que ser quebrado de alguma maneira e alguma coisa tem que
- 1:05:53vir de fora. Para que nós nos avaliemos?
- 1:05:57Esse algo que vem de fora é o Espírito Santo.
- 1:06:00É a palavra, não é. Mas a maneira como a palavra nos
- 1:06:05é ministrada nesta relação é diversa, e é por isso que eu
- 1:06:09gostaria que vocês lessem o livro.
- 1:06:12Então uma das dicas, por exemplo, reverendo, que eu dou
- 1:06:14lá, é que discernir a nossa idolatria às.
- 1:06:20Vezes. É mais fácil?
- 1:06:23Por meio da. Ajuda de outras pessoas do que
- 1:06:26de nós mesmos. É por isso que relacionamentos
- 1:06:29redentivos são muito importantes.
- 1:06:33Amigos de verdade. Gente que não apenas come
- 1:06:36hambúrguer com você. E bate Palma na?
- 1:06:40Bate nas suas costas e te diz, olha, gosto muito de você, você
- 1:06:44é um cara muito legal. Mas alguém que tem condições de
- 1:06:46olhar para você e dizer, cara, você está dizendo que crer desse
- 1:06:49jeito, mas a maneira como você está vivendo está apontando para
- 1:06:52uma outra direção. Esse tipo de?
- 1:06:55Relacionamento, a gente precisa cultivar no ambiente da igreja,
- 1:06:58porque ele nos ajuda a olhar para dentro de nós mesmos, né?
- 1:07:04Beleza? Próxima pergunta, ela é sobre a
- 1:07:06expressão concreta da igreja, no sentido de na primeira palavra
- 1:07:11você falou sobre a Glória do Reino, né?
- 1:07:14De nabo, guloso? E como que a igreja ela deve
- 1:07:16expressar a Glória do Reino de Deus de um modo concreto e
- 1:07:18visível, isso falando de de uma expressão cultural, uma
- 1:07:22expressão visual da igreja. Muito boa pergunta é, eu gosto
- 1:07:27sempre de lembrar que na tradição reformada a gente faz
- 1:07:31uma distinção entre a igreja visível e a igreja invisível, ou
- 1:07:37a igreja como um organismo e a igreja como uma organização.
- 1:07:42Então isso é muito importante. E eu diria que é nas. 2.
- 1:07:48Dimensões, a igreja precisa ser uma expressão do Reino, então
- 1:07:52ela precisa ser uma expressão do Reino quando ela está vivendo a
- 1:07:56sua vida organizacionalmente então.
- 1:08:00Nesse. Sentido.
- 1:08:01Por exemplo, eu diria que as relações de autoridade num
- 1:08:05ambiente eclesiástico, elas deveriam ser muito diferentes
- 1:08:09das relações de autoridade em qualquer outro lugar.
- 1:08:13Eu sempre olho com. Muito receio quando as nossas
- 1:08:18relações de autoridade, por exemplo, elas buscam seu padrão,
- 1:08:22sua sua inspiração na maneira como a autoridade é exercida em
- 1:08:30ambientes que não conhecem a Deus.
- 1:08:32Quando os nossos modelos, quando os nossos paradigmas vem de
- 1:08:37fora, eu, eu sempre é. Me preocupo com isso.
- 1:08:41Porque existe uma antítese que precisa ser revelada e isso é
- 1:08:46revelado quando alguém chega na igreja e diz assim, cara, eu
- 1:08:50nunca vi. Pessoas.
- 1:08:52Exercerem a autoridade do jeito que a autoridade é exercida.
- 1:08:56Aqui esse negócio é diferente. eSIM, aí você precisa poder
- 1:09:01dizer para pessoa, é isso mesmo, você chegou em um outro.
- 1:09:05Reino aqui é um outro lugar. Totalmente diferente dos lugares
- 1:09:12que você. Conhece lá fora?
- 1:09:16Então. Esse é um ponto importante.
- 1:09:18A igreja, enquanto organização precisa, no exercício daquilo
- 1:09:24que a compõe enquanto organização, ser uma expressão
- 1:09:27dos valores do Reino. Agora, a igreja não é igreja só
- 1:09:31quando ela está reunida. Quando ela está?
- 1:09:34Organizada, a igreja permanece sendo igreja.
- 1:09:38Quando a gente está vivendo a vida no mundo.
- 1:09:41E aí nesse sentido, a nossa vida também precisa ser uma expressão
- 1:09:45do Reino, no sentido de expressar os valores do Reino de
- 1:09:51Deus. Então nós usamos aqui Daniel,
- 1:09:53né? Dessas 2 palestras como exemplo,
- 1:09:56tá cheio de exemplos no relato de Daniel, de pessoas que
- 1:09:59vivendo a sua vida no mundo. Daniel e seus amigos são bons
- 1:10:03exemplos disso, pessoas que vivendo.
- 1:10:05A sua vida no mundo. Não permitiram que o seu caráter
- 1:10:08fosse modelado pela mentalidade dos lugares onde eles estavam
- 1:10:13inseridos, mas passaram não apenas ilesos, mas expressaram
- 1:10:19os valores da sua cidadania celestial vivendo naqueles
- 1:10:24ambientes. Esse é um desafio para nós, não
- 1:10:27é? Como é que eu vivo na escola, no
- 1:10:30meu ambiente de trabalho? Nos meus relacionamentos, como é
- 1:10:34que me posiciono no meio de uma conversa sobre política, sobre
- 1:10:38arte, sobre as cidadania, de uma maneira que os valores do Reino
- 1:10:45do qual eu faço parte sejam visualizados?
- 1:10:49Perfeito. A próxima pergunta quer saber?
- 1:10:52Diz o seguinte, né? Todo todo Reino tem os seus
- 1:10:54cidadãos. Nós somos cidadãos do Reino dos
- 1:10:57céus e da Terra. Nós temos uma dupla cidadania.
- 1:10:59Essa é. Uma ótima pergunta.
- 1:11:02ESIM, a resposta é essa aí. Nós temos 11 dupla cidadania.
- 1:11:07Nós somos cidadãos dos céus e da Terra.
- 1:11:10Lembrando irmãos mais uma vez. Que Reino?
- 1:11:15Não se define por espaço ou por ambiente.
- 1:11:21Se define por valores, por é condição.
- 1:11:27Talvez essa seja a melhor palavra condição.
- 1:11:31Então, lembra do que eu disse? Respondendo uma pergunta antes,
- 1:11:34a gente sempre pensa, Reino de Deus, igreja em contraste com o
- 1:11:39mundo, não é verdade? O Reino de Deus é é a
- 1:11:44restauração completa da realidade toda que foi afetada
- 1:11:49pelo pecado. Então não é uma questão de
- 1:11:51espaço, de ambiente, é uma questão de condição.
- 1:11:56Então, nessa condição desse momento.
- 1:12:00Nós temos essa ambiguidade, nós somos ainda temos a nossa
- 1:12:06cidadania terrena, mas já somos cidadãos do Reino que está que
- 1:12:11está vindo. Paulo usa uma metáfora
- 1:12:13interessante que ajuda a compreender isso em romanos,
- 1:12:16capítulo 13 ele usa a imagem da noite e do dia, né?
- 1:12:22Vai? Alta à.
- 1:12:23Noite. Vem chegando o dia.
- 1:12:25Nós estamos vivendo nesse momento de intersecção da
- 1:12:28história, que é a madrugada. Então, à noite está terminando,
- 1:12:32o dia está raiando e nós estamos nesse, nesse ínterim aí,
- 1:12:36aguardando a chegada. É do tempo em que a ambiguidade
- 1:12:42não estará mais presente. Beleza?
- 1:12:44Próxima pergunta ela, ela trata a respeito de quando há 11
- 1:12:48conflito, uma crise entre os 2 reinos.
- 1:12:51Como as autoridades declaradamente cristãs devem se
- 1:12:53portar para Glória de Deus quando existem diversas ações
- 1:12:56dessas autoridades que podem ser confrontadas como pagãs, como,
- 1:13:00por exemplo, autorizar passeatas, liberação da maconha,
- 1:13:05aborto, festas de Carnaval e outras expressões culturais que
- 1:13:10tenham um cunho pecaminoso é? Eu eu vou me dar o direito de
- 1:13:14não responder a essa pergunta. Não é porque eu tenha medo dela,
- 1:13:19é porque é. Qualquer tentativa que eu fizer
- 1:13:24de emoldurar uma questão com essa amplitude vai me dar um
- 1:13:30problema. Então, assim é, se a gente
- 1:13:33tivesse conversando sobre uma situação pontual.
- 1:13:37Então nós estamos falando de um caso específico em que a gente
- 1:13:40possa analisar todas as circunstâncias e dizer, olha, me
- 1:13:43parece que neste cenário. A melhor atitude seria XY ou z?
- 1:13:50É, eu acho que tentar no momento conturbado como o nosso,
- 1:13:55estabelecer, assim, um modo de atitude que se aplique a uma
- 1:13:59variedade de circunstâncias como essas que foram inseridas aqui é
- 1:14:04muito temerário, muito temerário é.
- 1:14:08Eu acho que o grande desafio de pessoas que se envolvem com o
- 1:14:11ambiente político cristãos, e talvez isso seja um caso.
- 1:14:15Muito forte aqui em Brasília por causa da, da, da cidade, né?
- 1:14:20De maneira geral, talvez muitos cristãos aqui estejam envolvidos
- 1:14:23com AA política partidária e o governo de um modo geral.
- 1:14:27Eu acho que o grande desafio dessas pessoas é se munir de
- 1:14:30bons conselheiros cristãos que possam ajudá Los a lidar em
- 1:14:35situações pontuais, específicas. Que ele possa sentar no gabinete
- 1:14:39de um pastor e dizer assim, pastor, me ajuda com essa
- 1:14:42situação, o caso é esse, ó, tem essa lei que vai ser aprovada,
- 1:14:46etcetera. Minha esfera de atuação é essa
- 1:14:48aqui, ó, o que eu posso fazer? É isso, isso, isso.
- 1:14:50O que que o senhor acha que é melhor fazer nessa ocasião?
- 1:14:54Então, ouvir boas pessoas me parece ser o melhor, a melhor
- 1:14:58saída e cenário perfeito. A próxima pergunta?
- 1:15:03Tem a ver com a mensagem de Jesus que ele veio para trazer,
- 1:15:07anunciar o evangelho como a chegada do Reino de Deus, né?
- 1:15:10O Reino de Deus sendo inaugurado e nós estamos vivendo esse
- 1:15:13desenvolvimento e esse Reino de Deus.
- 1:15:15Ele vai ser completado. Como é que é esse processo de
- 1:15:17crescimento e desenvolvimento e ampliação do Reino de Deus?
- 1:15:22OK, é. Eu entendo que ele é basicamente
- 1:15:25o processo de inserção dos cidadãos e dos súditos desse
- 1:15:30Reino dentro dele. Dentro dele é, é, é claro que Eu
- 1:15:35Acredito que existem, por exemplo, outras coisas
- 1:15:39acontecendo é no meio do desse processo.
- 1:15:44Eu vou exemplificar aqui é, eu não creio, por exemplo, que todo
- 1:15:50desenvolvimento tecnológico que foi feito durante esse tempo,
- 1:15:55mesmo em um mundo decaído, é, haverá de ser caso perdido, eu
- 1:16:00creio que. Existe 11 intenção escatológica
- 1:16:05desde que o mundo foi criado. O mundo foi criado para o
- 1:16:10amadurecimento e ele está, de certa forma, amadurecendo na
- 1:16:15medida em que ele progride. Então, exemplo, pensa o que Adão
- 1:16:20e Eva conheciam em termos de musicalidade, de sonoridade?
- 1:16:25E pensa no que nós conhecemos em termos de musicalidade ou de
- 1:16:30sonoridade? É, é é impossível negar um
- 1:16:34progresso enorme desde que a realidade foi criada em germe e
- 1:16:38o momento no qual nós estamos inseridos hoje.
- 1:16:40Eu creio que isso é processo de desenvolvimento do Reino de Deus
- 1:16:45e a realidade sendo levada. A sua maturidade é mesmo com a
- 1:16:50presença do pecado neste mundo. Então acho que isso Deus está
- 1:16:55agindo e trabalhando no meio. Desta realidade, conduzindo AAA
- 1:17:00realidade para o amadurecimento do seu Reino.
- 1:17:03Mas a bíblia não nos permite dizer com muita, com muito
- 1:17:08detalhamento o que é que permanece.
- 1:17:10O que é que não permanece depois no Reino consumado.
- 1:17:14Então eu creio que o nosso, o que a gente pode dizer de
- 1:17:17maneira concreta é que a nossa participação nesse processo de
- 1:17:21desenvolvimento do Reino é um processo de chamar os súditos.
- 1:17:26Para enxergar e participar do Reino do Reino OOO restante, a
- 1:17:33gente trabalha de acordo com as normas que Deus estabeleceu, com
- 1:17:36a segurança de que aquilo que ele quiser usar daquilo que a
- 1:17:39gente fez depois, no Reino vindouro, ele haverá de fazê lo
- 1:17:43perfeito. Você.
- 1:17:45Falou na última palavra, agora que o sofrimento ele não é
- 1:17:48redentivo, né? E tem uma pergunta nesse sentido
- 1:17:50aqui, de que maneira o cristão pode discernir se o sofrimento
- 1:17:53que enfrenta provém? De uma disciplina amorosa de
- 1:17:56Deus ou se é um resultado direto dos seus pecados pessoais.
- 1:18:08Faz a pergunta de? Novo.
- 1:18:11Como? Discernir a origem do
- 1:18:13sofrimento, se é uma disciplina amorosa de Deus ou se é uma
- 1:18:16consequência do pecado. Ah.
- 1:18:23Não sei. Eu tenho que pensar.
- 1:18:26Mais sobre isso eu não sei. Eu não sei nem se
- 1:18:35necessariamente essas coisas estarão separadas.
- 1:18:42Ou seja, a nossa vida é complexa.
- 1:18:48E. Eventualmente, coisas que a
- 1:18:51gente quer enxergar separadamente.
- 1:18:55Às vezes, elas. Estão mais juntas do que nós
- 1:18:57imaginamos. Então é verdade?
- 1:19:00Que às vezes nós sofremos. Como consequência?
- 1:19:04Dos nossos pecados? Mas se nós?
- 1:19:07Sofremos como consequência dos nossos pecados e somos filhos de
- 1:19:11Deus. Nós nunca sofremos sozinhos,
- 1:19:15desamparados. Deus não é?
- 1:19:19Gracioso em alguns momentos, justo em outros momentos ele não
- 1:19:23é bipolar. Ele é sempre justo e
- 1:19:29misericordioso. Justo e gracioso.
- 1:19:33Então nós experimentamos sempre essas coisas conjuntamente.
- 1:19:39É o que eu tenho a dizer. Por enquanto, com o risco de ter
- 1:19:42falado alguma heresia. E o Léo me corrige amanhã.
- 1:19:46É, eu tenho 2. Perguntas aqui que eu vou
- 1:19:48juntar. Elas são mais ou menos
- 1:19:49parecidas? Não são?
- 1:19:51É relativas ao tema, mas falam sobre o senhor, ele, pessoas
- 1:19:55querem saber aqui sobre o seu processo de conversão e sobre o
- 1:19:58seu, o seu ingresso no Ministério.
- 1:20:01Ok, é, eu não tenho a mínima ideia de quando eu me converti.
- 1:20:06E eu não tenho a. Mínima ideia de quando eu fui
- 1:20:08chamado para o Ministério. Essa é a.
- 1:20:11Resposta, menos é. Menos como é que?
- 1:20:17Como é que diria assim? É emocionante que você poderia
- 1:20:21ouvir? Bem, eu sou filho de um pastor
- 1:20:23presbiteriano. É, vivi num cresci numa casa e
- 1:20:27num ambiente em que a palavra de Deus sempre foi ensinada, amada,
- 1:20:32vivida. E eu, desde que eu me lembro,
- 1:20:36desde que eu me conheço, eu sou crente.
- 1:20:39Eu. Suspeito.
- 1:20:42Suspeito que a minha. Conversão tenha se dado na minha
- 1:20:44adolescência, talvez no início, ali por volta dos 13 ou 14 anos
- 1:20:48de idade. Acho que eu consigo localizar
- 1:20:51ali algumas mudanças importantes que possam significar isso, mas
- 1:20:57eu não tenho certeza. Não lembro de 1 dia de uma
- 1:20:59pregação, de um acontecimento. E aí talvez você está dizendo,
- 1:21:03como não? Não é?
- 1:21:05Bem. Você só.
- 1:21:07Sabe o dia que você nasceu? Porque alguém contou?
- 1:21:11Para você? Mas você não precisa.
- 1:21:14Saber o dia que você nasceu para saber que você está vivo.
- 1:21:18Certo. Se ninguém nunca tivesse contado
- 1:21:20para você o dia que você nasceu, você permaneceria sabendo que
- 1:21:25você está vivo mesmo sem saber o dia que você nasceu na fé, é?
- 1:21:30A mesma. Coisa.
- 1:21:30Não sei o dia que eu nasci, que o Espírito Santo foi lá e
- 1:21:33transformou meu coração. Eu sei que os sinais vitais.
- 1:21:36Estão presentes e já tem muito tempo que eles estão presentes.
- 1:21:41Então eu não sei exatamente e eu não sei exatamente como foi o
- 1:21:44meu chamado para o Ministério, porque meu pai é um pastor e eu?
- 1:21:49Acho que. Deus usou na minha vida o
- 1:21:51Ministério do meu pai e o amor do meu pai por Cristo e pela
- 1:21:56igreja para. Ser.
- 1:21:58O meu grande é motivo para a desejar.
- 1:22:05Almejar o Ministério pastoral. Então, sabe aquele filho que
- 1:22:09olha para o pai? Tem assim um pouco o pai como
- 1:22:13herói lá, lá na adolescência, e aí fala, eu quero ser igual ao
- 1:22:16meu pai. Então acho que foi um pouquinho
- 1:22:18disso que aconteceu comigo. Eu via meu pai amando a Cristo,
- 1:22:21amando a igreja, vivendo e fazendo aquilo com Alegria.
- 1:22:25E aí, quando alguém me? Perguntava lá nos meus 16 anos,
- 1:22:27você vai fazer da vida? Eu falava, você é pastor?
- 1:22:30Você é. Pastor.
- 1:22:31Aí meu pai falava, mas você não gosta de estudar, como é que
- 1:22:33você vai ser pastor? Falou, pastor, eu tenho que.
- 1:22:36Gostar de estudar, etcetera. E eu olhava para ele e dizia, o
- 1:22:39dia que eu estudo da teologia, aí eu vou estudar o dia da
- 1:22:44teologia, aí eu vou estudar. Ele não acreditou muito não, mas
- 1:22:49eu. Estudei um pouquinho.
- 1:22:50Depois deu certo. Depois que eu acabei?
- 1:22:52Indo para o Ministério pastor, então foi tudo muito simples
- 1:22:55assim minha, simples na minha perspectiva humana.
- 1:23:00Mas certamente todo o poder e a misericórdia graça EE
- 1:23:06providência de Deus atuaram para que é tudo acontecesse.