Latest / Helena, o podcast tá pronto / Falência #80
Transcript
- 0:00Helena, o podcast está pronto. Dona
- 0:03Helena, eu não te dou esse tipo de intimidade. Me
- 0:07desculpe, dona Helena. A senhora vai querer mais
- 0:10alguma coisa? Ouça o episódio, depois se
- 0:14recolhe. Pobretona! Olá, ouvintes. Eu
- 0:29sou a Alana Zevedo. E eu sou a Raíla Zevedo.
- 0:32Começando mais um Dona Helena
- 0:35Podcast. O cafezinho pra tomar com a
- 0:38sua besta. E até 2026 implementaremos.
- 0:42Até 2026, porque 2025 já está
- 0:44logo ali, cinco meses pra acabar o ano. Então
- 0:47até 2026... A 2026 é muito tempo. A
- 0:51gente vai implementar a vinheta de maneira oficial.
- 0:56E orgânica. Isso.
- 0:58Enquanto isso, a gente vai comemorar. Porque
- 1:00este episódio aqui é o de número oitenta... Muita
- 1:05coisa, gente. De todas as temporadas,
- 1:08contando o primeiro até a quarta. Chegamos
- 1:10em 80 episódios pra geral. Eu
- 1:12ia falar 80 em inglês, mas me deu um branco. Eiti.
- 1:16Eiti. Eiti. Epizódio eiti. Right.
- 1:20All right? Let's go, girl. Oitenta
- 1:24episódios, cara. Sem falar do pra apoiadores.
- 1:28Que está chegando quase oitenta
- 1:30também. Nossa, meu amor. Aqui,
- 1:33ó. É trabalho que não para.
- 1:35Trabalha atrás de trabalho. Às
- 1:37vezes eu fico pensando de onde a gente está tirando
- 1:39tanto assunto assim. Porque em trinta e dois anos de
- 1:42vida pode parecer muita coisa. Mas
- 1:44a gente não tem esse arsenal de história. A
- 1:46gente não tem histórias. É diversificadas, né?
- 1:49Diversificadas. Eu estou achando que na
- 1:50próxima temporada vamos ter que abrir participação
- 1:53assim, chamar convidados. Chama
- 1:55as pessoas que a gente fica citando nesse episódio.
- 1:58E isso é uma boa, né? Há
- 2:00um negócio que vai ter que depender. Se
- 2:03a pessoa vai poder vir, não prometo que você não
- 2:05pode cumprir. Não pode cumprir. Então
- 2:07eu não vou prometer não. Desculpa,
- 2:08retiro o que eu disse. Vamos
- 2:10começar? Vamos. Porque hoje a gente terá
- 2:12histórias de falência. Perdeu
- 2:15tudo morando de aluguel. E eu não conheci esse meme.
- 2:21Cara, a raiva é tão
- 2:21desatualizada. Como você pode nunca ter ouvido
- 2:25falar desse meme? Eu já ouvi falar. Perdeu
- 2:27tudo morando de aluguel. Mas
- 2:28eu achei que era alguma notícia. Não
- 2:30sabia que era um meme. Eu achei que era de
- 2:32paranotícia. De um ator que trabalhou na
- 2:35Record, na SBT. E aí, perdeu tudo morando de
- 2:38aluguel. Eu até entendo, em respeito às
- 2:42nossas pris, os nossos pris ou vintes, que não são
- 2:45assim, acompanhando tanto da internet. Porque
- 2:49aí eu sempre coloco tia Vera, tá ouvindo esse
- 2:52episódio. Ela também não vai saber o que
- 2:54é o meme do Perdeu Tudo Morando de Aluguel. Ela
- 2:56vai achar que é alguma coisa da Sonia Abrão, tipo
- 2:58assim, algum famoso. Então a gente também tem que
- 3:01incluir essas pessoas. Agora você muito me admira. Não,
- 3:05eu achei que você tava do meu lado. Não
- 3:06estou do seu lado, estou conto. Porque
- 3:09meu amor, primeiro que você está na internet vendo
- 3:12vídeo, fazendo as coisas, e aí você não conhece um
- 3:15meme, que nem um meme assim, não dá profundezas.
- 3:17Mas a internet é muito grande,
- 3:19meu amor. O que chega pra... Eu
- 3:21vejo o que chega pra mim. É
- 3:23o que o meu algoritmo manda. Então
- 3:26o seu algoritmo tá muito desatualizado, né? Mas
- 3:29o meme do Perdeu Tudo Morando de Aluguel, eu vou
- 3:31resumir aqui rapidamente. É assim, quando uma pessoa
- 3:35realmente vai comprar alguma coisa, aí não passa o
- 3:38cartão, as pessoas usam, Perdeu Tudo Morando de
- 3:41Aluguel. Entendi. Tipo assim, se ferrou
- 3:43financeiramente. Se ferrou, é, exatamente. Ou
- 3:46então até mesmo, ai, não foi convocado pra
- 3:50Olimpíadas, Perdeu Tudo Morando de Aluguel. Não
- 3:52sei se encaixaria, mas só tô querendo dizer que é
- 3:54isso. Também não vi muito sentido, mas
- 3:56assim, eu tô entendendo sua linha de raciocínio. Posso
- 3:59sofrer um parêntese aqui já muito rapidamente? Esse
- 4:03giz, eu postei uma gracinha, né? Porque
- 4:05agora, não sei se vocês repararam, eu estou mais
- 4:08offline, eu estou mais low profile no sentido de
- 4:11produção de conteúdo. Eu tô no meu... As
- 4:13pessoas querem você. Não, eu tô no meu hiato
- 4:15criativo de produção de vídeos. Mas
- 4:19o podcast tá continuando, é porque, né, as prínciais
- 4:22estão sabendo agora eu tô numa vida CLT. Então
- 4:25assim, não tem cabeça que sustente criativamente várias
- 4:28frentes. Você concorda, Pri? Eu
- 4:30concordo. Vamos tomar um passe. Aí
- 4:33o que eu ia falar, acabei me esquecendo. Por
- 4:36que que eu tava puxando esse assunto? Você
- 4:37ia falar... Lembrei disso que eu tô mais low
- 4:40profile, sem publicar muito, publicações mais espaçadas
- 4:45de dez em dez meses. E aí esses dias eu coloquei
- 4:48uma história de gracinha, que era assim, três dicas
- 4:52imperdíveis do que fazer em Paris nas Olimpíadas. Aí
- 4:55era eu falando, vem comigo. Aí
- 4:57cortava pra eu mesma respondendo. Não
- 5:00sei, tô em São Paulo. Aí uma pri virou e respondeu
- 5:06exatamente assim, minha história. Agora
- 5:08você falando isso em voz alta, você continua achando
- 5:12graça? Você acha de bom tome? Ela
- 5:14tava te imitando, porque ela virou e falou assim,
- 5:16só me veio a rair lá na cabeça agora, falando isso
- 5:19pra você. Porque ela achou fraquinho. Ela
- 5:21achou de gracinha. Não, porque ela lembrou de você,
- 5:25porque você tá muito abusadinha e me tinha...
- 5:27Não, eu acho que é porque ela
- 5:29não deu coca -cacá. Você tem que se assumir, se
- 5:34admitir. Que nem sempre você vai retirar
- 5:37coca -cacá dos seus soldados. Verdade.
- 5:39Pode fechar o parentes. Às vezes você só vai tirar
- 5:41delas o que é pena de você. Pelo
- 5:44menos eu tô tirando alguma coisa. Eu
- 5:46quero extrair algo de alguém, entendeu? Então,
- 5:48tá. Ganhar ou perder. Pode
- 5:50fechar o parentes. Vamos começar lá a história de
- 5:53falência, que até agora a gente não entrou. É,
- 5:55tá falando muito. Pelo amor de Deus, quero começar
- 5:57já por mim, que eu sou neta de Imperador do
- 6:01Asoghe, meu avô paterno, vovoquenzinho. Ele
- 6:05tinha, né, não era uma rede, porque aí o povo vai
- 6:07falar, nossa, ela não era dona de uma friboi, né, da
- 6:10vida. Não. Ele tinha a Soghe, eu acho
- 6:12que em dois pontos da cidade, ou posso estar
- 6:15mentindo, eu ia falar, começou a mentirada, né?
- 6:18Mas é o que você, você é o
- 6:19que te falaram. Eu sei que tinha um Asoghe no
- 6:21Jardim Amalha, um bairro de Volteredor, eu tinha esse
- 6:24Asoghe no Jardim Amalha, não sei se tinha outro. E
- 6:26enfim, vários filhos e tudo mais, o Asoghe até, que
- 6:30era próspero. Agora sabe que me peguei
- 6:33pensando? Não sei qual era o nome. A
- 6:35Soghe -Smaia. Pode ser, né? Com
- 6:38certeza tem algum sobrenome. E
- 6:40aí foi isso, né, gente? Meu
- 6:42avô tinha um Asoghe, os filhos também tocavam, eu
- 6:44acho. Meu pai já trabalhou no Asoghe.
- 6:47Mas a minha mãe falou que o
- 6:49meu pai dava um calote nele a torta e direito.
- 6:53Que o tio Miguel, né? O
- 6:54tio Miguel, devia ser aquela pessoa, né, Miguel,
- 6:58depois eu te pago. Não, não é coisa pago, é. E
- 7:00enfim, eu sei que o resumo da ópera é o seguinte, meu
- 7:03avô até conseguiu casa própria, né? Casa
- 7:07lá da minha avóra, casa própria. Tinha
- 7:09uma outra casa na frente também. Chegou
- 7:12a dar para os filhos, acho que era um apartamento, não
- 7:16era nada cobertura da barra, mas você entende,
- 7:19né? Eu já vejo como Silvio Santos,
- 7:22o Silvio Santos da Estados. E
- 7:24aí, o que acontece é que hoje, quando chegou na
- 7:28minha linhagem, papai já não era abastado. Papai
- 7:32já estava assim, desdicado, financeiramente. Acho
- 7:35que o meu pai nunca teve assim, nossa, abastadeira,
- 7:39entendeu? Gente, o meu, então eu não
- 7:41lembro. Família de papai, eu não sei, eu
- 7:44só lembro do meu pai, a frase dele, qualquer coisa
- 7:47que eu ia fazer, ai pai, não quero comer frango.
- 7:51Você não quer comer frango na
- 7:52minha época? O pai botava no lombo do
- 7:56burro, era um saco de arroz, um saco de feijão...
- 7:59Não, era um saco de arroz, um
- 8:01saco de feijão e um saco de batata. E
- 8:04que ele levava pão duro com açúcar para comer no
- 8:08recreio. É a única coisa que eu sei,
- 8:11acho que eu não tenho essa fase. Mas
- 8:14é até melhor, você saber que você sempre foi pobre
- 8:16e que você já teve dinheiro, perdeu tudo e
- 8:18hoje você está na merda? É,
- 8:20tem fim, né? Mas eu acho que, assim, da
- 8:23parte do meu pai, teve esse momento aí de condição
- 8:26de ter uma vida mais tranquila, vamos dizer
- 8:28assim. Era uma coisa Narcisa
- 8:30Tamboriguére, mais tinha. Eu falo Tamborineg. Eu
- 8:34nunca sei por que, Tamborineg. Agora,
- 8:36por parte da nossa família materna, vovô, vovô, lá ir,
- 8:41meu amor, ele era técnico de contabilidade. Ele
- 8:45tinha um cargo bom, né? Técnico
- 8:47de contabilidade na CSN, companhia de Siderústica
- 8:49Nacional. E para aquela época, você ter
- 8:51um técnico de contabilidade era muito bom. Tanto
- 8:55que as patricocas lá, nossas manchas, sempre tinha
- 8:59câmera, se vestia com a roupinha da moda. câmera
- 9:03fotográfica, que era uma coisa que não era mais
- 9:05fácil. Televisão com cor, né? Quando
- 9:07saiu a televisão colorida, a casa do vovô era a
- 9:10única da rua que tinha e todo mundo ia ver. Aí
- 9:12ela ficava assim, porque o pai mandava o chofer levar
- 9:16a gente para... Lá para o 49, lá para a
- 9:19Ceropédica, tinha motores, não era rígido. Mas
- 9:22aí tinha essa condição. Vovô
- 9:24era professora, né? Mas aí eles pagavam colégio
- 9:28particular para todos os filhos, tá? Patrissonas,
- 9:32né? Todos eles estudavam no Instituto
- 9:34Batista Americano. Que até a musiquinha, eu nunca
- 9:37estudei no Instituto Batista Americano, que era IBA,
- 9:41IBA, IBA, Instituto Batista Americano, que elas ficavam
- 9:45contando isso, né? Da época de glória lá. Você
- 9:49é boa, né? Sou boa de memória. Você
- 9:51sabe que lá em casa... Ai, tô falando muito. Caça.
- 9:54A saliva tá até sentando. Nossa,
- 9:55falei muito, né? Mas enfim, vovô lá aí. Ele
- 9:59dava essa condição ali, na nossa época também. Aí
- 10:04já veio, né? A gente já chegou mais
- 10:05temidozinho, né? Já chegou uma casa com 10 mil
- 10:08pessoas. Ai, quando minha mãe me
- 10:09contava, eu ficava assim, me dava tipo assim, porque?
- 10:12Porque não eu... Ah,
- 10:16porque não eu... Mas tudo faz parte. Eu
- 10:19sei que... Eu sinto que a geração que
- 10:21vai dar bom vai ser Eduardo. Eduardo.
- 10:24Ou os netos de Eduardo. Vamos
- 10:26jogar pro neto dele. Vamos colocar Eduardo já no
- 10:28esporte, que ele tem que pelo menos pra ir pra
- 10:30Olimpíadas. Nossa, sim. Ele
- 10:32já tem que praticar alguma coisa aí. Vou
- 10:33colocar ele em tudo. Vai ser aquele menino, ó. Cinco
- 10:36horas, você tem no seu quê? Quatro
- 10:37horas, eu não sei que lá. Vai
- 10:39ser assim. Mentira, né? Não
- 10:40tem, vai. Não tem, vou ter dinheiro pra
- 10:41pagar isso tudo. Mas aqui, rapidão, que eu tô
- 10:43lembrando aqui, citei que meu pai, né, o
- 10:46voquezinho... Playboy. Tinha ali a rede
- 10:50multinacional de açougos. Só que meu pai também estudou
- 10:53no colégio Rio Grande do Norte, que é bastada esse,
- 10:56que estudou no colégio estadual. Colégio,
- 10:58né? Inclusive estudou com a Tia Valéria.
- 11:01Essa informação eu não sei. Não.
- 11:03Eu não vou falar pra depois não ficarem.
- 11:06Mentirosa. Nem foi isso, mentirosa,
- 11:08né? Não. Já tô cansada, já tô
- 11:10saturada disso. Mas na minha cabeça, eu tenho
- 11:13que meu pai e a Valéria estudaram no Rio Grande do
- 11:16Norte na mesma época. Eu não sei se na mesma sala.
- 11:18Eu acho que não foi na mesma
- 11:19sala, não. Na mesma sala, porque... Eu
- 11:20te me ganhei a mais velha que a minha mãe, né? Eu
- 11:22tô com o pai de 60, sua mãe de quanto? 64,
- 11:2563, 64. Você não sabe de quanto sua mãe
- 11:27é? Ah, de... de
- 11:28coisa de 63, 64. Ou eles estudavam junto no
- 11:31mesmo colégio, ou alguém repetiu de ano aí. E
- 11:34aí? Vamos ver, vamos tirar isso ali.
- 11:36A Valéria repetiu de ano?
- 11:38Acho que a minha mãe já
- 11:38repetiu. Você repetiu qual série mesmo?
- 11:41Eu não repetiu, fiquei de
- 11:43dependência. Ah, repeti ano, você nunca
- 11:45repetiu, né? Só projeto verão. O
- 11:47projeto verão era todo ano. Mas
- 11:49aí eu conseguia passar na risca. Agora
- 11:52eu fiquei de dependência, que é praticamente o que
- 11:54repetir, né? Porque eu não consegui me formar
- 11:57e tive que ficar o ano inteiro fazendo química e
- 12:00inglês. Mas o negócio é que você fez
- 12:02dependência, você ficou de dependência no último ano,
- 12:04né? No último ano, aí eu não
- 12:05podia me formar. Mas tem como ficar de
- 12:08dependência, por exemplo, do segundo para o terceiro
- 12:10ano? Tenho, é. Agora
- 12:11eu não sei. Ah, e você vê aí com o
- 12:14pessoal da parte da escola? Agora
- 12:16não lembrei, Priê. Mas enfim, continuando nas
- 12:19nossas histórias de falência, teve uma coisa
- 12:21que você puxou, e aí a gente lembrou que foi uma
- 12:25sacanagem, quando o color... Nossa,
- 12:28meteu a mão. Então, presidente do Brasil, meteu
- 12:33a mão. Gente, na colpança que olha, meteu
- 12:37-lhe uma amuzão na colpança de todo mundo, castou tudo.
- 12:41Os brasileiros em 1990, você
- 12:43não me engana? Provavelmente,
- 12:45gente, lá de casa sofreu a avô, né? Eu
- 12:47acho que muito... Eu acho que é muito difícil
- 12:49quem não sofreu com isso. Com
- 12:51isso. E eu fico revoltada.
- 12:53Revoltada. Poxa. Você
- 12:54sabe o que aconteceu, né? Que
- 12:56a gente estava falando. Você
- 12:57sabe, eu te falei. O que aconteceu? Conta
- 13:00então aqui por nossas histórias. Quando
- 13:01você... Eu já te contei, eu já falei,
- 13:03tô preguiça de falar de novo. É
- 13:05porque a gente foi pesquisar, né? A
- 13:06gente ligou lá para o Instituto do Massachusetts,
- 13:08e disse, ó, só confirma a informação do que aconteceu,
- 13:10de fato, o que o color fez para a gente não
- 13:12passar de mentirosa. E aí, Pri, em 1990, em 16
- 13:17de março, perto do meu aniversário, o ex -presidente
- 13:22confiscou, na verdade, ele implementou o plano color,
- 13:28que consistia no quê? O confisco das cadernetas de
- 13:33poupança por 18 meses. Eu vou citar a Tia Vera de
- 13:36novo, porque se a Tia Vera tiver ouvido esse episódio,
- 13:38ela vai falar, ela vai ficar revoltada. Ela
- 13:40vai ficar revoltada. É o safado, tem vergonha, a
- 13:42filha da mãe. Mas é, poxa. Me
- 13:43deixa a mão no nosso dinheiro. Fadinho,
- 13:45todo mundo, né? E aí, minha filha, a
- 13:48estimativa é que o governo confiscou mais de 100
- 13:52bilhões de dólares. Aí você foi pensando, será que
- 13:56esse dinheiro foi pago para todo mundo, para geral? Eu
- 13:59lembro que uns anos atrás falaram, ah, tá rolando
- 14:02pagamento, mas sem correção. Aí
- 14:04é uma sacanagem, porque foi em 1990, aí, em 2020, 30
- 14:08anos depois, não tem a correção monetária. Mas
- 14:10eu acho que deve ter muita gente que não recebeu.
- 14:12Muita gente que não recebeu. Ou
- 14:14gente que morreu e aí perdeu o dinheiro, porque
- 14:17ficou elas por elas. É, aí tinha que passar para o
- 14:20familiar, porque era o dinheiro que estava
- 14:23guardado. Poupança, né? Poupança.
- 14:26Cara, vamos mudar, porque eu estou revoltada. Lembrei
- 14:28do poupançudo da caixa, esse gizoto, eu estava
- 14:30pensando, por onde ando o poupançudo da caixa? Você
- 14:32lembra dele? Lembro. Poupançudo da caixa, poup...
- 14:36Porque eles eram coloridinhos. Ele
- 14:38deve estar de férias, né? Deve
- 14:40estar aí, guardadinho. Uma coisa que eu fico pensando,
- 14:43assim, é gente que recebe, preme muito grande e fica
- 14:47sem nada, igual a Acida do Big Brother, tadinha. Acida
- 14:50do Big Brother. Se eu não posso falar que eu
- 14:52acho que se eu entrasse para o Big Brother, você
- 14:54teria que me ajudar, porque eu acho que eu seria a
- 14:56próxima Acida. Tipo, eu perdi o tudo morando de
- 14:58Aluguel. Porque... E eu me pedi dinheiro... A
- 15:01próxima Acida agora... E eu ia ficar com pena,
- 15:04toma, toma e acaba. E hoje em dia, pode parecer
- 15:08muita grana, 1 milhão de reais. Mas
- 15:11se você não sabe lidar com o dinheiro, você pede muito
- 15:15rápido. Dinheiro na mão, venda a mão. É,
- 15:18venda a mão. Esse giz, inclusive, eu levantei
- 15:20uma discussão. Posso trazer para cá também?
- 15:22Pode. Por quantos de grana...
- 15:26Pensa aí, você, na tua realidade
- 15:27de filho ainda, que é diferente da minha. Você
- 15:30hoje falaria, para de trabalhar para sempre. A
- 15:33partir de hoje, se eu receber, sei lá, 1 mil
- 15:36reais. Logicamente, 1 mil reais, não. Mas
- 15:39assim, por quanto de grana você pararia de trabalhar
- 15:43para sempre e para você realizar, assim, seus sonhos
- 15:48e viver. Tipo, quero ter uma casa, uma
- 15:53casa maneira. Quero também ter uma casa de
- 15:55praia, por quanto? Eu acho. Vai.
- 15:59Pensa aí, educação do Eduardo, pensa tudo isso.
- 16:02Eu acho que, no mínimo, 10
- 16:04milhões. Priê, achei bom. Aí,
- 16:07eu pensava. Na verdade, eu acho que você
- 16:10com filho tem que ser mais, tá? Que
- 16:12gasto com filho, minha filha. Pensa
- 16:14que você ia querer dar a melhor educação de todas
- 16:17para Eduardo. Viagens. Jogar e 15. É.
- 16:21Eu chutaria os 18 milhões para ficar, assim, sua
- 16:24vassa. Coçando, só coçando. Não,
- 16:26assim, ó. Se você quiser estudar, por
- 16:28conta própria, viajar... Mas não vai ser aquela coisa
- 16:31para ganhar a vida, porque sua vida já está ganha.
- 16:33Não, sua vida já está ganha. É
- 16:34um hobby. É, o meu, a minha, meu
- 16:37cálculo, foi 12 milhões. 12 milhões. Ela
- 16:40é boa. O André me vem, produção. Ah,
- 16:442 milhões, eu falei. Você não está me incluindo, ele
- 16:47se esfora. Porque com 2 milhões a gente não
- 16:49vai conseguir comprar uma casa maneira, uma casa de
- 16:52praia, entendeu? Mas como será que dá com 2
- 16:56milhões às vezes nos juros da compans? Óbvio
- 16:59que com 2 milhões você vive bem. Só
- 17:01que você não realiza, igual eu estou falando, a gente
- 17:03está... Você não realiza tudo. A
- 17:05gente está sonhando. A gente está sonhando. Todos
- 17:06os seus sonhos. A gente está sonhando. Ter
- 17:08uma casa, casa de praia, talvez um chalezinho, também
- 17:12viajar, estudar, entendeu? A vida é cara. Agora,
- 17:16para você... Para você ser do tipo, tipo,
- 17:19hoje eu quero não sair em Paris e quero jantar em
- 17:21Chicago, quanto? Que você para de trabalhar para
- 17:24ter essa vida. Não, porque eu já falei, 12
- 17:26milhões. 12 milhões você acha que você ia? Não,
- 17:29mas eu não ia ser também idiota para todo final de
- 17:32semana, tá? Vou jantar em Paris. Morar
- 17:35no Copacabana Palace. É, no Jorge Benjota aí, olha,
- 17:38alugou lá o quartinho dele, lá no Corte do Copacabana
- 17:40Palace, mora lá, sabia disso? Você
- 17:42não sabia, não? Sabia não, gente. Jorge
- 17:44Benjota mora no Copacabana Palace, meu amor. Que
- 17:46chique. O que a gente vai ver no
- 17:47Copacabana foi lá, e ele é lá, vizinho da Madonna. Que
- 17:50chique, achei bem chique. Chique
- 17:51é, Rima, né? Mas, enfim, eu entendo o ponto
- 17:53que às vezes quem ganha grana, assim, não sabe, ele
- 17:57dá o dinheiro, não sabe nem... Eu
- 18:00sinto que se o Davi do Big Brother não ter uma...
- 18:05Alguém para ajudar, eu sinto que
- 18:06vai dar um probleminha. Mas,
- 18:08irmã do Davi, a Raquel Brito acessoria e imprensa,
- 18:13ela disse que tem 40 pessoas trabalhando para
- 18:15ele, meu amor. Ai, não, ali o negócio de
- 18:19efeito de... Você segue ela? Não.
- 18:23Eu sigo, eu me devido. Para
- 18:24mim, é uma pessoa que eu acho engraçada naturalmente,
- 18:28Raquel Brito. Ela falando que Davi tem 40
- 18:30pessoas na entrevista lá com o Chico Barra, eu
- 18:32falei, não, Raquel, delívios. Raquel,
- 18:35dá uma segurada. Isso são só delívios. Mas
- 18:37será que não tem? 40 pessoas. Não
- 18:41teve um lance que ele, tipo, demitiu, dispensou a
- 18:45galera que ficava cuidando das redes dele. E
- 18:48aí, quem estava cuidando era Raquel Brito acessoria.
- 18:50Sabe por que que eu não sei?
- 18:52Porque eu cuido da minha vida.
- 18:54Ah, tá. Eu
- 18:55não fui cuidando da vida dos outros. Então
- 18:57tá bom, Prie, vou aproveitar esse fecho que
- 18:59você me deu para a gente... Dá
- 19:01um abraço. ...chama as nossas prís e os nossos
- 19:04prís, porque a gente quer mais história de falência,
- 19:07né? Não temos muitas na nossa
- 19:09família mais próxima. É, pra falir, você tem que
- 19:12ter alguma coisa. Uma coisa, tá faltando. Então
- 19:15bora pro nosso... Cafézinho com audiência. Só
- 19:25fazer um comentário antes de gente pro nosso
- 19:27cafézinho, que ela veio aqui, gente. Ai,
- 19:28eu te dei um fecho, né? Pode
- 19:30me dar um fecho depois. Não
- 19:31quero, não quero não. Eu sou educada. Sério.
- 19:34Eu faço massage da sua mão. Vamos,
- 19:37começa aí, Prie. O vôleu do Felipe. Minha
- 19:40tia, ela passou a receita de coxinha para um casal
- 19:43de amigas. Elas investiram e abriram uma
- 19:46franquia de coxinhas gourmet de sucesso aqui em
- 19:50Florianópolis. Gente... Eu achei um pouco de
- 19:53sacanagem. Eu achei muito da safada essas
- 19:56pessoas. Será que a tia dele não tinha
- 19:58provavelmente não, porque agora já a rede tá aí,
- 20:01né? Mas será que a tia dele não
- 20:02tinha um comprovante, sabe? De
- 20:05que ela mandou? Mas também aí eu fico pensando,
- 20:08pode ter várias camadas, né? Vai
- 20:10que a tia não se interessava em fazer e
- 20:13falou, não, pode usar a receita. Meu
- 20:15amor, então, as meninas lá que abriram o negócio tinha
- 20:18que dar uma porcentagem, colocar ela como sócia. A
- 20:20receita dela, né? A receita dela. A
- 20:23receita dela. Vamos, vamos ver isso aí. Vamos
- 20:25procurar. Vamos correr. Raquel
- 20:27Brito tá aí para isso. Sabe
- 20:29o que eu lembrei? Que na sétima série, tinha uma
- 20:31fórmula que eu não lembro qual que é. Vou
- 20:33chutar aqui. Fórmula de báscara. E
- 20:35eu gostava de matemática, né, Prie? Eu
- 20:37me interessava, mas acho que você. E
- 20:40aí, gente, eu descobri um meio de encurtar a fórmula
- 20:44e o resultado dava o mesmo. E
- 20:46aí eu fiz vários testes e sempre vinha certo. E
- 20:49a fórmula funcionava, a fórmula que eu criei. Só
- 20:52que eu não escrevi, eu não passei para frente. Você
- 20:54só fez na cabeça. E até hoje eu não me
- 20:57conformo que eu podia ter ganhado um modelo de pessoa
- 21:00que descobriu uma fórmula nova. Podia
- 21:01estar ao seu nome lá no Google, meu filho. A
- 21:03fórmula Alana. Aos 13 anos, a Alana Zvedo de
- 21:08volta redonda, estudante do colégio, Jatulio Vargas,
- 21:10descobre uma nova fórmula para chegar no
- 21:13coeficiente... A Tia Melinha não ficou
- 21:15sabendo disso, não. Não lembro. Ela
- 21:17ia fazer, ela ia agir. Ela ia agir com sua vida.
- 21:21Prie, quando eu desencarnar, juro,
- 21:23você vai lá para o fundo do mar, vai ver as
- 21:25estrelas e tal. Eu quero virar e vou falar
- 21:28assim, por favor, volta lá naquele dia, lá, daquela
- 21:31fórmula. Eu descobri mesmo? Ou
- 21:33é... Aí fala, não, Alana. Tava
- 21:35todas as contas e estava errada. Você
- 21:37questionou. Alana, essa fórmula já existia.
- 21:40Você não inventou nada. Eu
- 21:41confio no seu potencial. Mas
- 21:42vamos para a próxima da Sabrina Andrade. Pode
- 21:44ler, porque eu já falei demais, eu estou incomodada.
- 21:47Meu avô tinha uma vendinha tipo
- 21:49um mercadinho, mas aí ele trocou em uma pirua, depois
- 21:52em uma carroça e depois em uma porca grávida, e aí
- 21:56ela morreu. Ficou parecendo até um conto, né?
- 21:59Tipo, eu tinha isso, e aí ela
- 22:02morreu. E aí depois veio isso e
- 22:03vendeu. Nossa, mas que situação? Tinha
- 22:06uma vendinha no final, uma porca grávida. Que
- 22:08podia ser uma rede hoje. Um
- 22:12pão de asupa. E o filhotinho, será que
- 22:14sobreviveu? Ou da porquinha, né? Fiquei
- 22:16pensando nisso, que ela estava grávida, porque ela
- 22:18morreu e o pilote. Mas trocas que não foram muito
- 22:21pensadas. Foram, assim, de supetão. Supetão,
- 22:26pre, boa palavra. E sabe uma coisa que vocês
- 22:28vão reparar no nosso cafezinho? Que
- 22:30é sempre envolvendo a maioria. Meu
- 22:32avô. Meu avô! Meu
- 22:34avô! Ovô, gente! Por
- 22:37você sempre querendo fazer o empreendimento, ou então,
- 22:40e se lascando assim, né? Se
- 22:41perder no meio do caminho. Ou
- 22:43então os filhos não sabendo da sequência. Continuidade,
- 22:46né? Continuidade. Vamos agora para da
- 22:48Carolina. Meu avô tinha fazenda de café,
- 22:51que hoje em dia é avaliada em mais de 10 milhões. Mas
- 22:56inventor de ter quase 15 filhos, e a galera dividiu
- 22:59quando ele morreu em 2002. Hoje
- 23:01eu moro de aluguel. Gente, eu ia ficar revoltada. Pô,
- 23:05pensa, 10 milhões. E aí ele tinha 15 filhos.
- 23:09Isso daí dá quanto para cada
- 23:10filho? Mas eu acho que ela é avaliada
- 23:13hoje em dia. Na época, eu acho que eles
- 23:16venderam bem menos e dividiram entre 15 filhos e
- 23:19ficou tipo pouco para cada. E
- 23:22hoje em dia, quem comprou, tá bem, porque era avaliada
- 23:25em mais de 10 milhões de reais. Ah,
- 23:28nossa! Você imagina, e você passa todo
- 23:31dia. Essa era a fazenda de vovô. A
- 23:33fazenda de vovô. Aí você vai lá para a soquete
- 23:35neste. A fazenda do Zé Inocencio. É
- 23:39meu vovô. Vovô era a dona desse cacau
- 23:41todo aqui. Nossa, Pri, eu estava achando que
- 23:44eles pegaram... Eles venderam, na época, já era
- 23:4710 milhões e venderam 15 filhos. Aí
- 23:49você acha que ela ia estar reclamando? Tá
- 23:50de aluguel, não ia estar de aluguel. Nossa,
- 23:54meus sentimentos, cara. Aí não foi a culpa de vovô,
- 23:58né? Foi a culpa dos filhos. Mas
- 24:00às vezes pensa. Eles às vezes não tinham o tato
- 24:03para ele dar com a terra. Falou,
- 24:05vamos vender antes que piora a situação. Porque
- 24:08não adianta nada também ficar um negócio parado lá,
- 24:10né? Que eles vão pensar assim, ela
- 24:11tá parada, vai podrecer, vai ficar... Sim,
- 24:14a gente não vai saber manejar o cacau. A
- 24:15gente não sabe de dia de amanhã, né? A
- 24:17gente não sabe lidar com o cacau, não tem como. Gado
- 24:19de vovô. É. Assim que o Zé Inocencio
- 24:22comprou a fazenda. Será que... Será
- 24:24que eu sou a fazenda? É, Zé Inocencio. Ah,
- 24:27Zé Inocencio, porque foi isso, Leandro. Ele
- 24:29chegou na fazenda, a Viúva lá, ela falou... Cacau
- 24:32tá toda poderecendo, não sei cuidar. Toma,
- 24:35Zé Inocencio. Vendeu por um dos filhos de
- 24:37milho. Caramba, será que o vovô dela é o
- 24:39Zé Inocencio? Pode ser que seja. Vó
- 24:41para do Tajlan agora. Tem uma tia que namorou um
- 24:45ator famoso da Globo. Mas a minha avó proibiu o
- 24:48romance dos dois, inclusive, internoela. Hoje
- 24:51ela é bem cobrizinha. Ah, nossa, eu achei isso,
- 24:54gente. Que triste, porque tem que ter
- 24:55uma história de amor. Será que ela era para fugir?
- 24:58Não, você não vai ficar com
- 25:00ele. É, porque antigamente, tipo, a
- 25:01toa vai para o colégio... É,
- 25:03vai para o intermato. Pode ser. Caraca,
- 25:07a gente conhece uma pessoa. Eu
- 25:08fiquei curiosa para saber quem é o ator. Quem
- 25:10é o ator, o Tajlan. Me vem Tony Ramos na cabeça.
- 25:14Fagundes. Fagundes, me vem Fagundes.
- 25:17Fagundes, é, dependendo mais do que
- 25:19o Fagundão. Teu branco, teu branco na
- 25:22cabeça. Mas o que você vai falar,
- 25:24Prie? Que a gente conhece uma pessoa
- 25:26da nossa família que não teve envolvimento, mas
- 25:30assim, não quis, né, com o cantor Fagnê. Raimundo
- 25:33Fagnê. O Fagnê queria ela. Mas
- 25:37aí, ela virou e falou, eu não sou dessas. Entendeu?
- 25:41Só que ela era apaixonada no Fagnê. E
- 25:43ela gostava do Fagnê. Eu ia. Eu
- 25:45ia também. Imagina. Você não tenta fazer nada?
- 25:48Foi no show, e aí o Raimundo
- 25:50Fagnê, virou e falou assim, Morena, vem comigo, Morena.
- 25:54O seu cantor preferido que
- 25:55você é apaixonada, fala. Venha,
- 25:58larga tudo e vem correr. Ela
- 25:59não chamou pra casar, às vezes chamou ali pra dar
- 26:01uma bimbada. Mas ainda assim, você não ia.
- 26:04A poderia construir uma
- 26:05história já construída. Uma história que você não sabe
- 26:07de dia da manhã. De aventura e de magia. A
- 26:09pessoa dá um chá. O que Jesus acharia disso? É
- 26:13verdade, Prie. Ela vai ficar bolada. Não,
- 26:16mas ela conta pra gente a gente dia. Não,
- 26:18ele me chamou. Tanto que a gente me fala, hoje
- 26:20você iria. Ah, hoje eu acho que eu iria.
- 26:23Eu iria. Ah,
- 26:24eu sou tera, sem nada. O que? Vamos.
- 26:27Não, até mesmo. Não é pensando nem do tipo,
- 26:29ai, fazer a pé de meia. É o cara que eu sou
- 26:31apaixonada, meu ídolo. Por exemplo, se eu tivesse
- 26:34solteira, Jensen Echoes, fala assim, aqui, vamos ali
- 26:40comigo tomar um café, meu amor? Vamos
- 26:42ali comigo rapidinho, saneria? Não,
- 26:44não vou falar porque minha mãe tá ouvindo esse
- 26:46episódio até respeito a ela. Mais
- 26:48um cafezinho, um tomeiro de queijo. Não
- 26:50faz mal a gente, né? Vamos,
- 26:52Jensen, vamos ali tomar um café. É,
- 26:56a próxima, Pris, chegou em anônimo pra gente, mas
- 27:00vamos lá. Meu avô jogou no galo e na
- 27:03época eles ofereceram terreno como pagamento.
- 27:06Espera aí, só fazer um comentário.
- 27:07Ele jogou no time, galo, né? O
- 27:09galo é o Atlético Mineiro? Atlético
- 27:11Mineiro, não jogou no bicho, no galo, né? Ele
- 27:13não jogou, não foi lá, não, no bicho, ele tá.
- 27:15Entendi, porque eu tava entendendo
- 27:16que jogou no galo mesmo. É,
- 27:18eu pensei nisso, Pris, vai. Meu
- 27:21avô não quis porque na época era um pântano lá.
- 27:24Hoje em dia é um dos metros
- 27:26quadrados mais caros do Brasil. Pra
- 27:29quem é de BH e vai pegar referência, é ali no
- 27:31entorno do Diamond Mall. Eu achei que Diamond Mall deve
- 27:37ser negócio de rico. Deve ser de rico, então o avô
- 27:40dele jogou, aí ofereceram de pagamento um terreno.
- 27:43Ele não quis. Porque
- 27:44era caído e hoje terreno tá valorizado. Mas
- 27:48será que aí ele foi pago com outra coisa ou ele
- 27:50costumou? Foi, aí deve ter, não, deve ter
- 27:51sido pago. Mas na época, poxa, como é que
- 27:53ele imaginar que era ser do lado do Diamond Mall?
- 27:56Mas você sabe que todo pobre,
- 27:59o princípio básico é o quê? Comprar
- 28:02um terreno que vai valorizado aqui uns anos.
- 28:06É, mas é um pântano. Aí
- 28:08lá, não pensou nisso. Mas às vezes na hora ele tava
- 28:12precisando do dinheiro ali, não daqui a 50 anos. Mas
- 28:16eu acho que nesse caso você tá querendo defender o
- 28:19avô dela, ele não quis. Eu tô defendendo o seu avô,
- 28:21eu tô. É um pântano lá. Só
- 28:24que a gente, você sabe qualquer... 9 em cada 10
- 28:27pobres. Se tiver a oportunidade de
- 28:29comprar um terreno ali, ó, no chão, porque vai
- 28:32valorizar, ele vai comprar. Porque
- 28:35às vezes aquele lugar que você não dá nada, pensa
- 28:37aí, Rodovia do Contorno. Uns
- 28:39bons anos atrás, alguém dava alguma coisa pra
- 28:41Rodovia do Contorno? Ah, mas eu, eu acho que ele
- 28:45queria um dinheiro ali agora pra fazer a vida
- 28:48dele lá. Entendi, mas eu... Eu
- 28:50defendo o vovô. Eu acho que qualquer
- 28:51oportunidade, oferecer o terreno pra você, pega. Ó,
- 28:55pega. Pega o terreninho daqui a 5
- 28:57anos, minha filha, e você vê se vai valer o mesmo.
- 29:00Ou se você vai conseguir pelo
- 29:01menos 50 reais ali nele, entendeu? É
- 29:04isso. Vamos pra próxima, que a gente
- 29:06já tá encaminhando pro final. O
- 29:08produção já deu aqui um puxão na nossa orelha.
- 29:10Então eu vou encerrar com da
- 29:11Mariana. Bora. Família do meu marido tinha
- 29:14frota de caminhão. Um tio, avô viciado em jogo,
- 29:17perdeu tudo no carteado. Eu não sei nem jogar carteado.
- 29:21Então eu não ia ter essa... Você
- 29:23não ia perder, né? Gente, mas imagina, você perdeu
- 29:25uma frota. Uma frota e caminhão da grana,
- 29:29tá? Não, deixa só... Não
- 29:31é um parede, né? É um comentário. É
- 29:33um comentário. Eu trabalhei um dia com um
- 29:35amigo meu, no aniversário, de 15 anos. Eu
- 29:39acho que era de 15 anos. De
- 29:41o filho ou o neto, de um cara que foda que tem uma
- 29:45frota enorme de caminhões, né? Aí
- 29:49minha filha, na época, acho que o último iPhone, vamos
- 29:52proê -lo, o iPhone 11 que tava... Bombando.
- 29:55Bombando. Todas as criancinhas da festa,
- 29:58gente. Tava de iPhone, tipo assim...
- 30:00Outro mundo rico, aí eles saíram
- 30:03de um carrão esperando e o motorista abrir na porta
- 30:06pra eles. Eu fiquei assim. Eu
- 30:08nunca tinha visto aquilo ao olho... Ao
- 30:09olho nu. Eu fiquei assim cara... Outra
- 30:11realidade. E deu vontade de botar uma
- 30:13câmera, botou a câmera pra eu ver a vida deles, como
- 30:16é que era. Deixa eu ver o banheiro da sua
- 30:18casa, né? Gente, eu fiquei chocada. É,
- 30:21tem muita gente abastada, né? Olha,
- 30:22a festa, meu filho. Festão, tá? Sabe
- 30:25o que eu gostei do nosso cafezinho? Muitas
- 30:27das histórias, inclusive, as que a gente trouxe também
- 30:30no início, é que não é rico que foi a falência. É
- 30:34a gente que tinha ali o negocinho... O
- 30:36negocinho terreninho. O negocinho terreninho e
- 30:38perdeu. E aí a gente se apega que
- 30:40esse terreno ia virar o resort, né? Nossa,
- 30:44tá vendo esse terreno aqui hoje em dia? Ele
- 30:45é um maracanão. O açougue ia ser a fribôe.
- 30:47Mas às vezes não, né? Mas
- 30:49perdeu e a gente se apega aí, é nisso, né? É
- 30:51histórico, é um fico apontado. Por
- 30:52isso que eu tô de boa, eu tô, porque eu nunca perdi
- 30:55nada, nunca tive, então tranquilo. Tá
- 30:57tranquilo, né, Prie? Tô tranquilo. Chegou
- 31:00a hora dele, o nosso... ...momento refletindo
- 31:03enquanto houve o Tony Ramos tocar sax numa livraria do
- 31:08Leblon. Eu já vou começar. Eu
- 31:15já vou começar com o meu momento. Eu
- 31:16já cheguei a enterrar a falar. A
- 31:18Lanna, a Lanna Zevedo, tá virando Paulista, meu amor.
- 31:24Seu rabo. Ela
- 31:25mandou um áudio. Porque a gente tava brincando
- 31:28antes. Não, não tava brincando. Tava
- 31:30assim. Não tava brincando, produção tá
- 31:33aqui pra... Eu brinquei com você hoje,
- 31:35Jesus. Eu não tô mentindo. Ela
- 31:37pegou e falou assim pra pessoa, ou talita. Mentira,
- 31:42raiola. Falou. Falou. Assim,
- 31:45não. Inclusive, ela própria se ouviu,
- 31:49apagou o áudio e mandou de novo. Me
- 31:51deu... Eu não sei, gente. Talita.
- 31:53Eu não sei o que aconteceu. Não,
- 31:54eu virei e falei assim, ó, oitalita. Aí
- 31:57saiu desse jeito. Oitalita. Ai, quando eu ouvi... Ah!
- 32:02Ela falou. Me deu até uma dor. Mas
- 32:04vocês, minhas pris que são sinceras estão nos ouvindo.
- 32:09Deus me livre, gente. Fala
- 32:11pra mim se eu tiver perdendo o meu sotaque. Eu
- 32:13vou ter que voltar a redondense, se eu não
- 32:14quero. Eu não tenho sotaque. Muita
- 32:16gente fala assim... Ai, você que pensa, a gente
- 32:19tem muito sotaque. Não, mas eu não tenho, porque
- 32:21assim, eu tenho... Tem palavras... Eu
- 32:22sou de momentos, entendeu? Tem
- 32:24vezes que eu puxo, tem vezes que eu me depende da
- 32:28minha vibe. É, agora só que eu sou
- 32:29engraçado, vou pro meu momento, já puxando nisso
- 32:32pra gente não se estender muito. Que,
- 32:35volta a redonda, a gente já falou disso várias
- 32:37vezes. O sotaque é uma mistura um
- 32:39pouco de rio com minas. Eu acho que é mais veredo. Só
- 32:43que eu não sei porquê. Eu puxo mais o S. E
- 32:48não é de graça, não é? Eu puxo desde sempre. Eu
- 32:51puxava, mas aí o pessoal ficava falando, você não é
- 32:53carioca, tá lá você achando carioca. Aí
- 32:56eu chegava em casa e eu falava. Mas,
- 32:58mas, mas... Aí eu... É,
- 33:01porque eu não tenho sotaque de carioca, né? Quem
- 33:03não é do estado do Rio, a gente pode até pensar. Mas
- 33:06o carioca... Carioca, carioca é outro sotaque. A
- 33:09gente é sufliminense. Só que eu acho que é por
- 33:12influência do pessoal lá de casa, que eles dão uma
- 33:14chave de mino S, né? Quando
- 33:15eu vou pro Rio, o pessoal acha que eu sou mineira.
- 33:18Mineira, eu também. Eu
- 33:20também acho que a gente é de minas. Eu
- 33:22queria ser mineira também. Eu
- 33:24queria ser tudo, queria ser baiana. Eu
- 33:27queria ser mineira, eu queria ser carioca. Mas
- 33:30você é sufliminense, contente -se com isso.
- 33:33Cidade do aço. Encerramos,
- 33:35Príncio. Encerramos. Já sabe, né? Primeira
- 33:37coisa, gostou desse episódio? Tem
- 33:39uma caixinha, se você está ouvindo pelo Spotify, tem
- 33:42uma caixinha de comentários que você pode deixar ali o
- 33:44que você achou, se você gostou, uma parte que você
- 33:46curtiu, enfim. Mas também é muito legal
- 33:50comentar nas suas redes, ditas sociais, sobre o
- 33:54episódio. Exato. Espalhar essa palavra. Usa
- 33:57a hashtag. Dona Helena, podcast. Manda
- 34:01mensagem lá pra gente no Instagram. Prometemos
- 34:04que nós iremos nos esforçar pra colocar mais cortes.
- 34:09Nesses últimos tempos foi difícil,
- 34:10né, Príncio? Você tem que me ensinar. Mas
- 34:13sabe que rolou? Eu tirei uns dias de férias,
- 34:16né, 10 dias de férias. Então
- 34:18a gente adiantou os episódios, porque a
- 34:20prioridade é ter os nossos episódios, né? E
- 34:23aí os cortes eu não consegui funfar, não
- 34:26consegui fazer acontecer. Muita
- 34:27demanda, né, Príncio? Muita demanda, Príncio. Príncio.
- 34:30Muita demanda. Muita demanda, Príncio. Mas
- 34:35é isso, voltaremos aí com os cortes. E
- 34:37nos vemos, já sabe, na próxima semana, no link, na
- 34:41descrição desse episódio, tem o link pra você se
- 34:44tornar um apoiador. A partir de quanto, Raíla
- 34:46Zevedo? 10 reais. A
- 34:48partir de 10 reais, mensalmente. Você
- 34:50paga 10 reais por mês e tem acesso exclusivo aos
- 34:54episódios extras que saem toda terça -feira. Gente,
- 34:57e a última umbral? Não sei se vai estar a última
- 35:00umbral, mas, ah, da Mariah Carey. Você
- 35:02gostou? Eu ri de mim mesma. Eu
- 35:04fiquei... Eu fiquei oficial de sua
- 35:05própria BCD. Eu fiquei e falei assim, como
- 35:08pude? Como pude? Então
- 35:11é isso, vai lá pra exigiar umbral FM com Raíla Zevedo.
- 35:15Posso dar uma palhinha? Vai.
- 35:17O vai sobre sessame boy I wanna know Al merega to be
- 35:24mer... Eu adoro essa parte, bitluzina
- 35:26bitluzina bitluzin' um maim Mas eu estou fios e não...
- 35:33Eu sei falar, confios e não...
- 35:35Um passo de cada vez,
- 35:36Príncipe. É, a vida é assim. Beijos
- 35:37e até a próxima. Um beijo. Um
- 35:49queijo. Não, vou falar só um beijo.