Latest / Café com Dungeon / Conversa sobre Regras #0084
Transcript
- 0:01Conversar sobre regra é conversar sobre sociedade, sobre
- 0:05educação, sobre poder, sobre mercado, capitalismo, filosofia
- 0:11e até mesmo religião. No último episódio, a gente viu
- 0:15a jornada acadêmica do montola de tentar descrever um fenômeno
- 0:19particular das regras no RPG e nos jogos de roomplay.
- 0:23E hoje o episódio continua um pouco nessa toada, mas de
- 0:27maneira mais solta. Viajada 2 amigos trocando ideia
- 0:32sobre o assunto, como se estivessem.
- 0:34Num bar logo. No início, meu convidado traz
- 0:38uma associação muito interessante entre regra e
- 0:42período menstrual, que muita gente chama de regra.
- 0:46Eu fiquei viajando muito nisso depois.
- 0:49De modo geral, as pessoas tendem a chamar tudo de regra, né?
- 0:53Tudo que é normatividade, tudo que é, enfim, tudo que é
- 0:57fenômeno natural. Modo de socialização esperado,
- 1:02rituais cotidianos, expectativas de comportamento, princípios e
- 1:06leis cunhadas pelos homens, princípios e leis cunhadas por
- 1:11entidades sobrenaturais, segundo alguns, até um fenômeno
- 1:16fisiológico. Do corpo humano.
- 1:18É associado a regra? Eu fico me perguntando.
- 1:22Por que dar o mesmo? Nome para isso tudo, eu entendo.
- 1:28Pessoalmente, que regra é algo que o homem estabelece como um
- 1:33tem que ser assim, é mais um dever ser do que um.
- 1:37É assim que as coisas são. O homem espera que se você jogar
- 1:43uma Pedra para cima, ela vai cair de novo.
- 1:45Se nunca, aí tem algo muito errado na ordem natural das
- 1:48coisas. A coisa da regra, como
- 1:52menstruação, me parece assim também, eu arriscaria que.
- 1:58Chamar a menstruação de regra vem da expectativa do homem a
- 2:02respeito do corpo da fêmea humana.
- 2:05E aqui eu tô tirando isso do meu cu.
- 2:09Mas me parece que a mulher naquela época lá, muito pelo
- 2:13menos na época de antigamente, sei lá quando ela, ela devia se
- 2:18manter casta intocada para ser oferecida Imaculada a sociedade
- 2:25em casamento. E a prova concreta de que ela se
- 2:28mantinha assim, Imaculada, era sangrar de tanto em tanto tempo.
- 2:33Era uma prova pra família, principalmente, uma prova pra
- 2:36sociedade, de que ela não tinha pecado.
- 2:40Isso, de certa forma se estende até os dias de hoje, né?
- 2:43É ainda tem gente que que passa, né?
- 2:47Por esses canais tem gente que. É.
- 2:50Não é mais religioso nesse nível e não não tem essas
- 2:54expectativas. Mas é um nível, né?
- 2:57Esse esse tipo de dinâmica ainda acontece?
- 3:01É a regra. É como deve ser.
- 3:04Ela tem de menstruar até casar muito antigamente, mais
- 3:09antigamente do que isso, parece que era o contrário.
- 3:12O corpo da mulher era uma máquina de parir.
- 3:16Gerar população era o principal fator de segurança entre os
- 3:20povoamentos distintos. Quem tinha mais gente?
- 3:24Subjugava quem tinha menos gente, né?
- 3:27Antes de bombas atômicas e comércio ultramarino e tudo
- 3:32mais. Isso era bem, bem forte, né?
- 3:36Na mulher, então o sangue da menstruação era danado, era vil.
- 3:42Ela Foi amaldiçoada anão dar luz e carregar consigo um bebê.
- 3:48Mulher, menstruação, ciclos naturais, sangue, um útero
- 3:52ocioso. Isso tudo rapidamente é
- 3:55associado à bruxaria, ao mal. Tem um vídeo muito interessante
- 4:00de um cara chamado Gregório Bernardo, que ele aborda essas
- 4:04questões. Aí é e passa, né?
- 4:08Essas questões sobre a mulher, sobre bruxaria chamado entre o
- 4:11céu e a Terra. E ele passa por essa questão da
- 4:14expectativa sobre a menstruação, né?
- 4:17De como isso muda e vou deixar no descritivo do episódio.
- 4:20Mas voltando. Chamar tudo de regra me parece
- 4:24uma vontade irrefreável de controle desse dever ser, né?
- 4:29E de dar uma expectativa sua ou da sociedade, sei lá, a mesma
- 4:34força que tem um fenômeno natural cíclico ou um ciclo
- 4:38fisiológico do corpo humano é tudo a mesma coisa.
- 4:41Quebrar a regra, portanto, coloca em risco a ordem natural
- 4:45das coisas em algum nível, seja uma regra.
- 4:49De mera vontade de um legislador ou de um poderoso que de repente
- 4:54nunca viu nem você, nem os seus em toda sua vida, que chegou
- 4:59fora do contexto, mas decidiu que as coisas tinham que ser
- 5:02assim? Negar essa vontade dessa pessoa
- 5:06ou dessa casta social ou desse extrato social é a mesma coisa.
- 5:11E quebrar uma ordem da vida foi nesse espírito.
- 5:16Que eu pude conversar com meu amigo raca, trazendo um
- 5:19pouquinho 11 desconforto que eu tenho do uso amplo, que se faz
- 5:23da palavra regra na vida e na sociedade.
- 5:27E a gente acaba trazendo para dentro dos nossos espaços
- 5:30imaginados, dos jogos, né, um pouco dessa carga logo nesse
- 5:36espaço. Que a gente.
- 5:37Tem tanto poder criativo e que pode fazer as coisas diferentes.
- 5:43Vamos ver esse papo simbora? RPG é coisa do diabo.
- 5:49RPG é coisa do diabo. Que rapaz, o diabo vai fazer com
- 5:52essa porrada de nerd, esse bando de perdedor.
- 6:01Bom dia amigos do café com dânjon.
- 6:03Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 6:06favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 6:08Meu nome é Rafael balbi e hoje o meu café foi feito de acordo.
- 6:11Com as ordens dos monges ungidos.
- 6:14No óleo de óleo, Kant é a famosa regra do café.
- 6:18O bom é que você não precisa seguir regra nenhuma pra beber
- 6:22um café perfeito. É só chegar lá no na internet e
- 6:27entrar no site ovelha ponto café chega lá, utiliza o cupom CCD
- 6:32tudo minúsculo que é o cupom pros ouvintes do café com
- 6:34dângio, onde você vai conseguir um desconto especial.
- 6:38Se você quiser um. Desconto melhor ainda, você pode
- 6:40se tornar um assinante do café com dângio.
- 6:42E aí você vai ter cupons progressivos, né?
- 6:45Com descontos maiores de de acordo com seu nível de apoio ao
- 6:49café com dângelo. E aí, além de ajudar a gente a
- 6:52voltar a ter mais episódios na semana, batendo as nossas metas,
- 6:56você também recebe conteúdo extra, participa de um grupo de
- 6:59Telegram, muito maneiro, participa de sorteios, é dos
- 7:02nossos parceiros e se expõe AA outros cupons também dos outros
- 7:07parceiros que a gente tem, como Retro punk, a caramelo, jogos e
- 7:11outras editoras. De RPG é bom, é.
- 7:15Vamos pro episódio. Mas antes eu queria fazer uma
- 7:18leitura da enquete, né? A gente deixou ali a pergunta no
- 7:22episódio as regras invisíveis do RPG, né?
- 7:25Que em que a gente. Abordou Oo montola e o seu.
- 7:27Trabalho acadêmico sobre as regras no RPGE aí eu fiz a
- 7:32pergunta, vocês gostam de teorizar sobre RPGEA gente, teve
- 7:35a primeira unanimidade aqui no café com dângel na nossa enquete
- 7:38porque 100% das pessoas disseram que sim.
- 7:41Elas gostam de teorizar sobre RPG não me espanto muito,
- 7:44porque, afinal de contas, a galera aqui, pô, se ouve o café,
- 7:47certamente gosta de teorizar sobre RPG.
- 7:49Mas ao mesmo tempo a galera gosta tanto de discordar que eu
- 7:52imaginei que fosse que que pelo menos uma pessoazinha ali fosse
- 7:56botar que não curte mais feliz aqui, que vocês curtem desse
- 7:59dessa cachacinha que é pensar sobre RPGE, filosofar, respeito,
- 8:03né? Então vamos lá, também teve aí
- 8:05uma resposta do tom, né? Que mandou assim essa
- 8:09interpretação. Acredito que sobre o montola,
- 8:12né? Desse o soco em qualquer
- 8:14iniciativa que propõe usar inteligência artificial baseada
- 8:18em é Lars language models, né? Os llms pra jogar RPG ou YouTube
- 8:24em louco. Olha, Eu Acredito que essa
- 8:27descrição feita pelo montola seja sobre sobre Julio play de
- 8:31fato é presencial ou ou pelo menos online, mas seguindo
- 8:36dinâmicas do presencial, né? As dinâmicas online do do
- 8:40rudlley é ou de digitais, né? Como ele coloca ali até em algum
- 8:44momento, acho que tendem às vezes a seguir outros outra,
- 8:49outras ideias, né? Outras regras invisíveis e
- 8:52algumas outras questões. Tem certas diferenças que a
- 8:55gente gosta de. Explorar, mas o fato é que o RPG
- 8:57que a gente conhece. Está mudando muito, né?
- 9:00Com a, com a, com essa. Convergência digital tem até um
- 9:03episódio da primeira temporada em que eu em que eu falo sobre
- 9:06a. A.
- 9:07A convergência digital, né? Mas o RPG está mudando.
- 9:10O jeito de jogar RPG vai mudar muito em pouco tempo.
- 9:13E certamente a presença das iais, né?
- 9:16Seja apoiando os jogadores a jogar em solo.
- 9:19Ou. Fazendo às vezes de mestre ou de
- 9:23outros jogadores, certamente vai mudar muito o jogo, né?
- 9:27E aí, nesse caso? Talvez a teoria de RPG tem que
- 9:30mudar também, assim como a discussão sobre arte, a
- 9:33discussão sobre jogos também tem que evoluir assim.
- 9:35É junto com a sociedade, né? Então acho que Oo RPG não vai
- 9:40ser diferente, mas é isso. Valeu a participação aí, tom e
- 9:44vamos pro episódio. Essa aqui aconteceu lá na
- 9:51Montanha da alcarina, acho que a Elsa chama aquela Serra de a
- 9:56muralha. Mas eu estou falando de um
- 9:59paredão inconfundível, com várias entradas de caverna que
- 10:02faziam um desenho de alcarina. Na época, o lugar era infestado
- 10:07de aranhas e todas as teias que elas espalhavam pela floresta do
- 10:10casulo ou se encontravam na boca de uma caverna específica, o lar
- 10:15da Viúva Negra. As teias tensionadas entravam
- 10:18uma música triste quando tocadas pelo vento, produziam um som tão
- 10:22melancólico que era capaz de minar as energias até da
- 10:25guerreira mais determinada. Aquele lugar é especial pra mim.
- 10:31Foi por aquelas Montanhas que eu saltitei logo atrás dos
- 10:33calcanhares da Elsa, aprendendo todos os truques que me mantém
- 10:36viva até hoje. E foi por causa dos ensinamentos
- 10:39da Maga que eu o lirinha e a pequena companhia de lunáticos,
- 10:44que tinham concordado com aquela missão suicida.
- 10:46Tínhamos os ouvidos cobertos por cera de abelha.
- 10:49Isso evitava que a música mais fica produzida por aquela fauna
- 10:52nos abatesse. A missão devia ser simples.
- 10:56Entrar na caverna da Viúva Negra britar aranha maior, correr
- 11:01pelas nossas vidas antes que as aranhas menores conseguissem nos
- 11:04alcançar. Mas eu precisava que o dirinho
- 11:06entrasse na caverna comigo, e aquele magu desgraçado é tão
- 11:11genial quanto é covarde. Ou talvez ele só seja mais
- 11:15prudente que eu por passar tempo demais com aquele nariz feio
- 11:18enfiado em livros. De qualquer forma, eu não me
- 11:22orgulho das chantagens que eu fiz para convencer ele a me
- 11:25seguir caverna dentro. O que importa é que eu consegui.
- 11:30Dizem que quando você olha para o vazio, o vazio olha de volta
- 11:34para você. Não tem outro jeito de descrever
- 11:38o que é só sobre o olhar atento da Viúva Negra.
- 11:41Não era a primeira vez que eu enfrentava aquela criatura e eu
- 11:44pude sentir o ódio que emanava dela na nossa direção.
- 11:48Eu tentei um acordo. Caso você não saiba, minha
- 11:52devoção a deusa Maria Joana me dá a habilidade de conversar com
- 11:55animais. A resposta da aranha foi,
- 11:58silêncio, predador opressor, assassino.
- 12:06Dei um passo para trás, evitando movimentos bruscos, depois outro
- 12:12e mais um. Senti a mão do Neguinho a tocar
- 12:15meu ombro. Ele tateava o ar tão cego pela
- 12:19escuridão do Brasil quanto eu. Você pode até discordar.
- 12:26E ele nunca vai admitir. Mas a única coisa que impediu
- 12:30que o lilinha saísse correndo de volta pela boca da caverna
- 12:33quando arenha se aproximou da gente se chama amizade.
- 12:38O toque dele no meu ombro disse mais que esses poemas prulentos
- 12:41diversos decassílabos que ele adora.
- 12:45Daí a culpa e o medo por colocar a vida dele em risco.
- 12:49Mais uma vez me despedaçaram, mas eu não tinha tempo para
- 12:55ruir. Eu jamais me perdoaria se
- 13:02agarrei a Manga da túnica dele e puxei para baixo, num convite
- 13:05irrecusável e nada gentil para se ajoelhar no chão comigo.
- 13:08A medida que nos abaixávamos devagar, erguei meu escudo sobre
- 13:12nós 2. Fechei os olhos, clamei para que
- 13:16Maria Joana me permitisse canalizar sua luz.
- 13:20Uma calma se espalhou pelo meu corpo.
- 13:23Senti minha cabeça mais leve. Então a luz brotou como uma
- 13:27faísca em folha seca. Sou lurandé anunciei meu escudo
- 13:32se iluminou no instante que a Viúva Negra avançava para nos
- 13:35pegar, lilinha também gritou alguma coisa que eu não entendi.
- 13:39Ele tinha em Richie a varinha que a Kalil tinha nos
- 13:42emprestado, uma estampida com o por toda a caverna.
- 13:44Então, estrondo ensurdecedor e uma descarga de energia gigante
- 13:49fizeram o chão tremer. A escuridão que nos envolvia
- 13:53sumiu. E eu queria dizer que eu fui
- 13:55tomada de euforia. Eu abracei meu amigo, comemorei
- 13:58nossas vidas. Mas nós sabíamos que a caverna
- 14:02guardava outros perigos. Corre, corre, porra.
- 14:08Foi a voz dele que me trouxe de volta do ator do Américo.
- 14:11Nós corremos e vivemos para contar mais essa história.
- 14:15Mas foi por pouco, foi por muito pouco.
- 14:22Esse e tantos outros são rumores vindos do jogo do mundo aberto
- 14:28de beergoten se você quiser explorar aventuras como essa.
- 14:33Pode entrar inteiramente de graça no nosso.
- 14:35Grupo, siga o link lá no descritivo do episódio e jogue
- 14:39beergoden. Com a gente?
- 14:43Vamos explorar beergoten. Bom dia, diabo, bom dia ao
- 15:01caralho. Regras, regras, regras, né?
- 15:09Sempre regras. A gente sempre falando de regras
- 15:12aqui no café é meditando um pouco sobre o assunto.
- 15:16Às vezes polemizando em cima, mas hoje?
- 15:19A gente vai trocar ideia com um cara muito, muito competente e
- 15:23principalmente, é muito interessado em em produzir
- 15:26conhecimento a respeito de jogos, né EE?
- 15:30Dessas atividades lúdicas até como RPG larga e tudo mais, é o
- 15:34hacker novamente aqui no café com danjo. bem-vindo hacker.
- 15:38Bem-vindo, muito obrigado, né? Estou aqui tirando o sapato para
- 15:41entrar No No seu podcast, né? Com todo respeito, vamos trazer
- 15:45as impurezas da rua, que isso já é uma regra, né?
- 15:49Já é? Vamos embora, vamos embora.
- 15:53Está aqui muito, muito obrigado pelo pelo espaço aí pra gente
- 15:56conversar. Estamos juntos, cara, pô, muito
- 15:59bom, você você trouxe já, já começou trazendo um trazendo 111
- 16:03assunto interessante aí que é coisa do do costume, né?
- 16:05Isso é um costume que a gente encara como regra, né?
- 16:08Uma, eu eu estava vendo um podcast de de uma galera da área
- 16:12de direito até recentemente. Eu não lembro o nome do podcast,
- 16:15eu vou procurar para deixar No No link do episódio.
- 16:17E os caras estavam dando esse exemplo aí do do sapato, né?
- 16:20Do do, do, das pessoas com sapato.
- 16:23E talvez isso tem a ver com com a gente começar a discussão
- 16:26sobre regra, passando por alguns pontos que eu que eu trouxe
- 16:28aqui, mas que é o seguinte, o cara deu esse exemplo.
- 16:31Ele falou, a gente tem pra gente que a gente tem que entrar na
- 16:33casa da pessoa sem o sapato pra deixar o sapato lado de fora.
- 16:38E a gente, a gente aprende isso muitas vezes, até sem entender o
- 16:42motivo disso, né? É, as crianças ainda não deixa o
- 16:45sapato fora e. Obviamente existe um motivo que
- 16:48é deixar as empresas do lado de fora.
- 16:49Tem gente que fala que é a parte espiritual, é energética, enfim,
- 16:52cada um tem a sua AA sua justificativa pra isso.
- 16:55Mas o fato é que o grande motivo por trás disso é pra não trazer
- 16:58sujeira da rua, né? Você não.
- 17:00Traz sujeira da rua? Pra dentro de casa, eis que um
- 17:04sujeito OOOA criança pega lá, coloca um tênis novinho e fica
- 17:08correndo pela casa com um tênis novinho, acabou de tirar da da
- 17:11da embalagem. E a mãe briga com com o menino,
- 17:14fala, menino não pode ficar comendo com tênis dentro de
- 17:16casa, não sei o que, não sei o que, não sei o que dá o esporro
- 17:18no menino e o menino começa a chorar e vem o pai fala, pô,
- 17:22você tá errada, cara, não tem porque proibir o menino de
- 17:25correr de tênis dentro de casa, ué, mas é, não pode, pô, é uma
- 17:29regra, é uma regra, não pode, pô, a gente já botou isso aqui
- 17:34Pra Ele, como é que ele não aprendeu isso?
- 17:35Mas qual o sentido, pô? Né?
- 17:38E então, tipo, já a gente já começa a trabalhar a regra nesse
- 17:42nesse esquema. O que que é uma regra, cara?
- 17:44O que que seria na tua cabeça, uma regra?
- 17:47Cara, eu eu queria é só lembrar uma coisa, EEE, pelo que você me
- 17:52falou, eu já pensei de várias coisas para RPG é, mas eu queria
- 17:57é, não é, é. Vamos lá.
- 17:59Eu eu tinha um aluno é muito querido, que o apelido dele era
- 18:03regras. O apelido dele era regras por
- 18:08uma bobeira, né? Ele tava foi jogar basquete com
- 18:11os amigos. Aí, Ah, mas quais são as regras,
- 18:13né? Quem quer dizer assim, a gente
- 18:15vai pegar leve ou vai pegar pesado, né?
- 18:16Vai marcar falta ou vai ser. E aí os caras apelidaram de
- 18:20regras e tinha uma professora que ela falou pra mim, falou,
- 18:24nossa, quando eu escuto isso, me vem na cabeça menstruação.
- 18:29Nossa, porque a menstruação também, né?
- 18:31Falta de regras, né? É, e aí o olha Oo campo, né?
- 18:37Aí a gente vai para a sociologia, né, que é OOO
- 18:40capital cultural AA nossa experiência, né?
- 18:43Um homem não pensa em regra e você não pensa em menstruação,
- 18:47porque isso não é uma coisa que que condiz ao no nosso
- 18:50cotidiano, né? Pelo menos até você conviver com
- 18:52com com pessoas que menstruam, né?
- 18:55É ao mesmo tempo que quando a gente fala nesse sentido, quando
- 19:00a gente fala dentro dessa lógica, né?
- 19:02Eu acho que a Juventude já não fala mais de regras a partir de
- 19:06menstruação e mas ela falou e me veio uma coisa na cabeça.
- 19:11Eu falei, caramba, né? É, eu nunca tinha pensado nisso,
- 19:16mas tá aí, né? A gente pode falar de regra, a
- 19:18gente pode falar de menstruação, enfim, mas regra eu.
- 19:25Eu eu penso, né, como uma definição, né?
- 19:33111 regulação de ação, né? É, você tá regulando uma ação,
- 19:41você tá colocando limites em determinadas ações.
- 19:45Então você tá definindo. Olha, você não pode fazer tudo
- 19:48porque existe uma limitação aqui.
- 19:51Pra onde você quer, né? Por exemplo, quando a gente fala
- 19:54no xadrez, qual que é a forma mais fácil de ganhar no xadrez?
- 19:57É dar um tapa No No rei do do, do adversário, caiu, você
- 20:01ganhou. Só que você tem uma regra que
- 20:02você não pode mexer na, né? Você só pode movimentar as suas
- 20:06peças, não a dos outros. Então, quando a gente fala nesse
- 20:09sentido, até mesmo é, existe uma piada, né?
- 20:13Uma brincadeira muito grande que fala que.
- 20:17Você. Quando você vai conversar com
- 20:19alguém que não quer conversar, é o famoso, né?
- 20:22Você quer fazer um acordo com alguém que não quer fazer, você
- 20:25está jogando xadrez com Pombo por quê?
- 20:28Porque você tá seguindo as regras e o Pombo tá cagando no
- 20:32Tabuleiro, ele tá batendo as asas, ele tá voando e você fica
- 20:36esperando que ele haja segundo as regras, ele não age, né?
- 20:40Então eu acho que é um, é um, é um ponto muito importante a
- 20:43questão das regras, eu acho que é as regras pensando no jogo, né
- 20:46não? Não pensando em sociedade,
- 20:48apesar que sociedade também é, a gente pode refletir sobre isso.
- 20:52As regras às vezes estabelecem na sociedade padrões de
- 20:57cotidiano, né? Padrões de comportamento, ações.
- 21:00Olha, essa pessoa não segue as regras, né?
- 21:02Essa criança que essa criança que que que entra Na Na Na sala
- 21:08e pisa o sapato novo. E aí realmente aí a regra, bom,
- 21:11se o sapato é novo, parece que. Existe uma exceção a essa regra,
- 21:16né? Talvez possa, mas basicamente é
- 21:19essa orientação de conduta que que estabelece limites,
- 21:24estabelece padrões, né? É pro comportamento e ação do,
- 21:28do, dos, dos indivíduos. Acho que é isso.
- 21:31É Oo essa essa essa ideia da regra sendo 111, limitador da
- 21:37agência, né, do das decisões, como você botou é é bastante
- 21:41também o que o Júlio traz, né? O Júlio Matos que a gente tava
- 21:43falando sobre ele aqui, ele tá construindo um glossário de de
- 21:46games designer, é no substeck dele, inclusive vou deixar o
- 21:50link no descritivo do episódio e ele cita que uma regra é um
- 21:54limite, né? E aí ele fala, ele passa pelo
- 21:57pela lei da gravidade. Passa entre acordos, entre
- 22:01pessoas, né, que o regra é um ponto de controle, né?
- 22:05E que de certa forma, isso é um é.
- 22:07Acaba sendo um definidor coletivo pra aquela, pra aquela
- 22:10experiência que as pessoas estão estão tendo em conjunto ali.
- 22:14É acho que coaduna muito com o que você está falando assim, né,
- 22:19dessa, dessa visão de regra, porque passa por todos esses
- 22:21âmbitos diferentes de de regra, né?
- 22:24Agora, trazendo um pouco pro. Pro pro RPG e também até com
- 22:30essa questão de limite, é o lance do limite, né?
- 22:34Toda regra é uma regra, é um limite.
- 22:38EOOO bernetsilds, por exemplo, né?
- 22:41O tino Gian trabalha em cima do sulds também.
- 22:43São são 2 caras que eu cito muito no café.
- 22:46Eles trabalham com essa ideia de que você tem um objetivo auto
- 22:50imposto nos jogos de forma geral, e que você se auto impõe
- 22:54em formas ineficientes de atingir esse objetivo, né?
- 22:57E esses EEE. Dentro disso você estabelece
- 22:59alguns obstáculos, alguns, algumas, alguns limites.
- 23:02Até o tino gam ele, ele entende que os jogos eles cristalizam
- 23:06esses caminhos de ação que a gente tem, então cada jogo ele é
- 23:10como se fosse 11 LP, que tem aqueles sucos, né?
- 23:13Então esses sucos são caminhos de agência cristalizados através
- 23:16dos jogos. Mas aí eu fico pensando, até foi
- 23:18uma coisa que eu abordei no episódio aqui em que eu, eu, eu,
- 23:22eu era crítico à ideia da regra, né?
- 23:24A ideia geral que a gente tem de regra em jogos.
- 23:27Que é essa questão da regra. É muitas vezes a gente tomar que
- 23:32todo limite é uma regra, mas não necessariamente.
- 23:35E se os os jogos, eles precisam de limite, né?
- 23:38E é isso que faz o jogo, é eu. Eu me pergunto por que a gente
- 23:43passa a chamar todo tipo de limite que aparece, inclusive os
- 23:47limites de mídia, os os limites da própria realidade ou os
- 23:51limites que que muitas vezes, como como você falou, né, que
- 23:55são. Que estão mais de acordo é ou
- 23:58aqueles limites que são vindos de uma lógica?
- 24:01Porque a gente chama tudo isso de regra, né?
- 24:04Mesmo aquelas que muitas vezes não se repetem tanto, mas que,
- 24:08enfim, a gente chama de exceção e tudo mais.
- 24:10Porque que a gente tende a trazer isso tudo como uma coisa
- 24:14só, né? Como 111, fenômeno.
- 24:16Só se me parece que são fenômenos tão diferentes entre
- 24:19si e que talvez tenham valores muito importante.
- 24:24Para diferentes composições de jogos, né?
- 24:26Encarando eles como esses registros de agência, que que a
- 24:29gente tende a chamar tudo de regra, na tua, na tua perceção.
- 24:35Regra vem de conduzir, né? Guiar, dirigir.
- 24:42Não existe vida humana sem regra.
- 24:44Não existe. Bom, os anarcos capitalistas
- 24:47sonham em ter uma sociedade sem regras e et cetera.
- 24:50Ele fala, cara, não existe. Primeiro é aí a gente.
- 24:54Se a gente pensa em em regra, como com limitações, a gente
- 24:59pode pensar que vamos pensar na vida humana, a vida humana.
- 25:02Nós temos algumas limitações naturais, ou, como você citou o
- 25:05Júlio, a gente vai falar de gravidade.
- 25:07Gravidade nos limita. Eu não posso voar.
- 25:10Eu, eu a as minhas condições biológicas, eu não posso ficar
- 25:13muito tempo debaixo da água, né? Por quê?
- 25:15Porque eu tenho limites, o meu corpo ele é limitado, é, a gente
- 25:20não, não chamava isso de regra, mas é, é um limite, né?
- 25:23Então eu acho que a regra ele não, eu não iria pra esses
- 25:27limites. É naturais, né, que as ciências
- 25:31naturais tanto estudam, mas a gente poderia falar da.
- 25:36Da sociologia, por exemplo, da sociedade, da antropologia,
- 25:39existem regras, existem padrões, existem comportamentos.
- 25:43Quando a gente fala eu sou um indivíduo único, livre,
- 25:47pensante, aí você fala, nossa, cara, você, você é o máximo,
- 25:51você é. Você escolheu seu nome?
- 25:54Você não escolheu seu nome, né? Ah, tá, alguém escolheu e você
- 25:58assimilou e você paga IPTU, você né, tem casa, você tem, Ah, que
- 26:05legal, né? Então quer dizer, até que ponto
- 26:07a gente tem regras, a gente a gente segue essas condutas, até
- 26:12que ponto a gente tem consciência dessas condutas?
- 26:15O tem um sociólogo francês, o Durkheim, que ele comenta, né,
- 26:19que a gente só é livre, é a partir da simulação das regras.
- 26:25Porque as regras que nos dão uma certa orientação de como a gente
- 26:29vai agir até para quebrar regras, a gente tem que ter a
- 26:32consciência da regra. É com 1111 lobo na natureza, sei
- 26:37lá, ou uma ele não, ele não tem regras sociais, né?
- 26:41Ele tem basicamente os seus instintos, ele tem obviamente
- 26:44não todos os seres gregários, eu tô tô dando um exemplo aqui, mas
- 26:48é quando a gente fala nesse sentido, nós seres humanos,
- 26:51criamos ordens simbólicas, né? É, eu gosto muito de ter um
- 26:56texto do leviestrô. Bem, é um pouco polêmico.
- 26:59Tal é o as estruturas alimentares da da família.
- 27:06Nossa, eu eu esqueci o nome do livro dele.
- 27:08Eu estou bem esquecido. Eu vou deixar o link no
- 27:10descritivo. Do episódio pra.
- 27:11Vocês aí, eu vou. Mas aí a gente cita a gente,
- 27:13bota o nome direitinho lá, Ah. As estruturas elementares do
- 27:17parentesco. Tá?
- 27:18Hoje ele vai falar, basicamente, é como que surgiu a cultura
- 27:22humana? E ele e ele começa a discutir e
- 27:25ele tem uma hipótese, que é a hipótese que a cultura humana
- 27:29surge a partir da proibição do incesto, tá EE aí ele ele vai
- 27:35trabalhar com a seguinte dinâmica, né?
- 27:38O incesto é uma prática muito mais corriqueira do que a gente
- 27:42discute, né? É, e ele começa, né.
- 27:45Como um bom antropólogo, ele vai buscando é.
- 27:49É elementos, histórias, discussões.
- 27:52EE ele fala o seguinte, no momento em que primeiro ponto,
- 27:55né? Por que que se proibiria o
- 27:57incesto? Se proibiria o incesto porque no
- 28:00momento em que em que vários povos convivem entre si, você
- 28:03tem 2 saídas, ou uma guerra total, ou você faz uma Aliança.
- 28:07E como que você consegue fazer uma Aliança duradoura casando
- 28:11seus filhos? E como que você garante que seus
- 28:13filhos eles chegarão solteiros, é?
- 28:20Solteiros na idade pra casamento, quando você proíbe a
- 28:23endogamia e você, né? Define a exogamia como como como
- 28:28regra. Então ele fala nesse momento, o
- 28:30ser humano, ele estabelece 11 vinculação social para um
- 28:36vínculo biológico, quer dizer, de agora em diante.
- 28:40Pai, mãe, filho, irmão. Tem uma regra social que vai
- 28:45delimitar o comportamento biológico, né?
- 28:48Então você coloca um limite, as ações humanas o levistrô.
- 28:52Isso é a fundação da própria cultura humana em si, quando o
- 28:56ser humano se separa dos instintos biológicos pra
- 29:00determinar um significado social e coletivo para prática para um
- 29:06vínculo biológico. Tá, então é nesse sentido pro
- 29:11pro legistrô AAA cultura surge com o limite, com a regra, né?
- 29:17É. Então a gente define essa
- 29:19estrutura é é de você é humano no momento que você começa a
- 29:24seguir regras, acho que talvez não seja um ponto a gente pensar
- 29:28nesse sentido. EEO ser humano, No No ele, AA
- 29:34gente vive uma série de regras, a gente aprende regras.
- 29:38A gente aprende como que o nosso cabelo tem que ser, a gente tem
- 29:41aprende que a gente tem que usar roupa.
- 29:43A gente a gente aprende é quais peças de roupa a gente pode
- 29:47usar, em quais situações. É EEE, todas as situações, se a
- 29:51gente pra pensar, são construções sociais, né?
- 29:53Por exemplo, eu não posso ir de sunga na igreja, eu não posso,
- 29:57mas eu posso ir de sunga na praia, é e eu não posso, sei lá.
- 30:02Eu tenho 11 amigo que ele disse que ele foi numa é.
- 30:06Ele tinha aula teste, né? Ele falou, Ah, eu, eu tinha aula
- 30:10teste. Eu fui um dia antes da aula
- 30:12teste, eu eu saí EE, fiz um dia, eu fiz e me dei um dia de
- 30:18princesa. Não sei se eu lembro desse
- 30:20programa que tinha, do do netinho que levava a moça.
- 30:24Aí vai. Ele falou, cara, eu fui, eu fui
- 30:26no cabeleireiro, eu cortei o cabelo, eu parei a barba, eu
- 30:30comprei perfume, eu comprei Roupa Nova para chegar no
- 30:34trabalho. E produzir um efeito, né, pra
- 30:37chegar a bem apresentar, né, professor de história, então é,
- 30:42eu lembro quando quando eu fui dar aula teste, eu peguei um é
- 30:47assim, eu eu lembro que eu peguei e falei não vou levar
- 30:49esse livro aqui que é Oo cara que IA me entrevistar, era um
- 30:53historiador, um cara muito Sério, eu peguei um livro Sério,
- 30:56sei lá, não vou levar o é Rambo 3 lá, sabe, né?
- 31:02É não vou levar 111. A Morte do Superman, entendeu?
- 31:07Porque, ô, mas você não gosta, gente, isso são você, você
- 31:11entende que existe, né? Os espaços sociais tem regras,
- 31:15muitas vezes não, não explicitadas, mas tem regras,
- 31:19né? E essas regras mudam, Hein?
- 31:21As regras mudam muito. Sim, sim, é que você, você, você
- 31:26botou 11 coisa muito interessante, né?
- 31:28Que essa questão da diferença das regras que a gente escolhe,
- 31:32né, que a gente determina. É que a gente segue por muitas
- 31:36muitas vezes por por respostas a necessidade que a gente tem, mas
- 31:39são regras sociais auto impostas, né?
- 31:41E que isso tem muito a ver com o jogo.
- 31:42O jogo é, é isso, né? São regras que a gente escolhe
- 31:45seguir voluntariamente, é que são limites que definimos pra
- 31:50poder é decidir em cima. Isso compõe o próprio jogo, né,
- 31:56de certa forma. Então, se se o jogo acaba sendo
- 31:59esse espaço, né, que que deriva. Dessa, dessas, dessas, dessas
- 32:05cercas, dessas raias, desses caminhos que a gente define pra
- 32:07gente a partir de regras, é eu trazendo pro RPG, tem uma coisa
- 32:14muito interessante que é o seguinte, ORPG, ele acaba sendo
- 32:17um espaço simulado, né? Esse esse círculo mágico que se
- 32:20cria com o jogo, trazendo o ruizinga, né?
- 32:23No RPG, ele acaba ganhando esses contornos de espaço simulado,
- 32:27né? Como outros jogos fazem também,
- 32:28como lápis e videogames. Dependendo do do jogo e tal, a
- 32:32gente acaba identificando isso como uma realidade paralela, né?
- 32:35Um mundo de jogo, né, um mundo de aventuras.
- 32:40Só que a gente dentro desse mundo, de forma geral, a gente
- 32:43vai trazer regras que a gente entende ali, que a gente vai
- 32:46delimitar pra gente trazer limites, né?
- 32:48É, e vai ter, vai ter 111 outra carga imensa de regras, que são
- 32:53regras que a gente simplesmente é, toma como?
- 32:57111 coisa dada já, por quê? Porque a gente está trabalhando
- 33:00com um mundo, então a gente vai trabalhar com a gravidade, como
- 33:03você trouxe a gente vai trabalhar.
- 33:05Só que obviamente essa gravidade a gente tá, a gente vai assumir
- 33:08que ela existe, mas ela poderia ser uma regra do jogo, que não
- 33:10há gravidade. Por exemplo, se a gente sei lá,
- 33:12Ah, a gente vai jogar num mundo em que não tem gravidade, ou a
- 33:15gente vai jogar num mundo onde as pessoas não morrem, ou a
- 33:18gente vai jogar no mundo, então a gente vai ter que estipular
- 33:20isso através de regras, pra que a gente quebre um senso comum
- 33:24mais ou menos estipulado. Do que a gente a gente tem de de
- 33:28mídia do jogo ali, que é um mundo simulado, né?
- 33:3011 reflexo dessa mídia do jogo que é OA conversa, né?
- 33:34Vai construindo esse repertório desse mundo simulado e ele tem
- 33:37expectativas, tem tudo mais. Então, OOO, que que entra, né?
- 33:42Dentro desse mundo é que me parece que quando a gente começa
- 33:45a jogar RPG, muitas vezes a gente já assume muita coisa em
- 33:50relação a as interações que a gente vai ter pela experiência
- 33:53que a gente tem no mundo de fora, né?
- 33:55E muitas vezes não precisa ser acordado, não precisa ser dito,
- 33:59não precisa ser organizado. A gente vai ter que estabelecer
- 34:03algumas coisas, mas a gente já trabalha com o espaço dado, né?
- 34:08Acho que isso tem muito a ver com essa percepção muitas vezes
- 34:11do RPG, como por exemplo, a regra de ouro e outras tantas.
- 34:14É é outras outros tantos fenômenos do RPG.
- 34:18Em relação às regras, que é quase um abandono, né?
- 34:21Do desse espaço de regra, como se pra jogar não fosse
- 34:24necessário, ou que se há regras essas regras, elas podem ser
- 34:28abandonadas a todo momento. O que até é é um pouco é é.
- 34:33Não vou dizer contraditório, mas que que nesse caso contrasta
- 34:38bastante com o que o Júlio propôs aqui no glossário dele,
- 34:42né? Uma regra precisa impor, por
- 34:44exemplo, né? É.
- 34:47Se a regra, afinal de contas, se a gente, de certa forma, a gente
- 34:50está trabalhando com o espaço que a gente consegue definir, a
- 34:54gente consegue redefinir a todo momento.
- 34:56A gente consegue é transigir em cima, A gente consegue negociar,
- 35:00né? A gente consegue, inclusive, é
- 35:02abandonar a regra, como muitos autores lá, sei lá dos anos 90,
- 35:06como no vampiro, né? Alguém reagen?
- 35:08Coloca regra de ouro ou ou antes disso, o gagex coloca a regra
- 35:12zero, né? Que é, é se você você pode mexer
- 35:15com espaço de regra conforme a sua necessidade, bastando pra
- 35:19isso a gente seguir dentro de um acordo muito implícito, não
- 35:23formalizado, né? Não explícito muitas vezes, mas
- 35:27que a gente tenha as convicções por conta desse dessa realidade
- 35:30mundo que a gente encara, né? Esse sentido que a gente encara
- 35:35é. Por que que você acha que no RPG
- 35:39as regras elas elas elas acabam tendo esse esse contorno tão
- 35:45fluido, né? Como é que é o fenômeno da regra
- 35:48dentro do RPGA? Partir do momento que a gente
- 35:51passa a jogar o mundo, como é que você encara isso?
- 35:55Pois é, assim é em primeiro lugar assim, essa questão de que
- 36:00da das regras, né? É a gente.
- 36:03A gente tende a simular porque. Quando a gente vai criar 111
- 36:07mundo universo é se você for pensar em cada detalhe em
- 36:12primeiro lugar, que muitas vezes a gente não tem conhecimento
- 36:16teórico sobre, por exemplo, tá a gravidade, o quanto que a
- 36:20gravidade afeta, digamos, No No desenvolvimento do dos corpos
- 36:24das espécies? Se não existisse gravidade é
- 36:28seríamos todos os nossos círculos, né?
- 36:31Como seria a compleição? Porque a gente, a gente não
- 36:34precisa ter esse contato, a gente não o pé, né?
- 36:37Quer dizer, o equilíbrio, e isso não existiria.
- 36:40E se a gente pensar pensar nisso detalhe por detalhe, é como
- 36:44seria a forma pra gente engolir, pra gente urinar, pra gente
- 36:48defecar. Quer dizer, é, eu acho que seria
- 36:51uma coisa é tão trabalhosa que a gente já parte de de alguns
- 36:57pressupostos que é, né? EE, eu acho assim.
- 37:02ORPGEO larb também é. São jogos de diálogo.
- 37:06O diálogo tá ali, né? O diálogo é constante, então a
- 37:10gente precisa de uma base comum pra que?
- 37:14Pra que a gente consiga se entender e direcionar, porque
- 37:17senão se a gente não tiver essa base comum.
- 37:20Se o tempo todo você parar pra explicar, olha isso daqui não ó,
- 37:24tem 11 objeto, é que tá saindo do chão.
- 37:27Ele é verde, ele é pequeno e ele tá por por por todo, né?
- 37:32O caminho que você vê tá falando da grama, né?
- 37:36Aí você vai e fala, putz, mas se você tiver que falar não.
- 37:38Agora tem um objeto saindo do chão grande, alto, e ele tá com
- 37:43com as partes se abrindo em cima.
- 37:47Então, quer dizer, a gente, pra você estabelecer tudo isso IA
- 37:52ser, eu acho que tão difícil, tão trabalhoso que em geral, a
- 37:56gente, a gente parte do do do que a gente tem em comum.
- 38:01Eu acho que o jogo a gente vive a partir de tantas regras, né?
- 38:05Regras sociais, né? Regra de conduta é as regras da
- 38:10do bom senso. EOOO que a parte mais divertida,
- 38:14imagino eu do jogo, é que. É a gente poder brincar de
- 38:19regras que não alteram nossa vida.
- 38:22A gente pode entrar e sair de regras e experimentar o que é
- 38:26ser regulado por é por regras diversas da nossa, né?
- 38:32OOO larp nórdico. Eles eles têm um termo que eles
- 38:39usam, que é o álibi. O que que é o álibi?
- 38:42É o meu direito de ser diferente.
- 38:46De ser cafajeste, de ser um assassino, de ser é, né?
- 38:51Porque aquelas práticas que eu não faria, jamais faria.
- 38:56Eu posso simplesmente falar, não, gente, é eu não discutindo
- 39:01do personagem babaca, tá? Não é do do jogador babaca.
- 39:04Mas é pensando, sei lá, eu sou um vampiro, eu sou um vampiro,
- 39:08eu, eu, eu saio por aí. Né?
- 39:11Querendo ou não, cometendo atos monstruosos.
- 39:14Eu não faço isso no dia a dia, não faço isso na vida, não quero
- 39:17fazer, mas eu, e se eu pudesse fazer?
- 39:21E se eu tivesse uma forma de fazer, como que seria
- 39:24construído? Então eu acho que querendo ou
- 39:26não, os jogos, eles dão vazão a essa nossa.
- 39:29É uma certa parte da nossa existência.
- 39:34Né? Que que não existe no nosso
- 39:36mundo real e que e que a gente dá Liberdade de ser diferente,
- 39:40só que também regulado por regras, porque senão não tem
- 39:42diálogo, né? Sem regras não existe diálogo,
- 39:46sem regras, sem regras gramaticais não existe diálogo.
- 39:50Então eu acho que a regra tá aí, ela tá, ela tá intermediando
- 39:54todas as nossas relações sociais, inclusive as lúdicas,
- 39:57tá? Eu acho que nesse ponto, as
- 40:00regras, elas servem pra gente satisfazer uma certa necessidade
- 40:03nossa. É um certo prazer de
- 40:05experimentar. 11 outra vida. 11 outra exigência, né?
- 40:10É aquela história, eu sou uma pessoa comum no mundo, mas
- 40:14quando eu tô aqui eu tomo decisões que afetam milhares de
- 40:18pessoas, enquanto na minha vida eu sou só um ser humano.
- 40:21Eu eu acho que as regras, elas nos permitem, é que a gente
- 40:26organize, fantasia, a ficção, né?
- 40:30É. Talvez daqui é uma coisa que eu
- 40:34pensei agora ou talvez não é, que é o fato OOO Platão.
- 40:42Em determinado momento, ele ele diz que AA filosofia nasce do
- 40:48maravilhoso tá a filosofia nasce da maravilha e que o primeiro
- 40:53pensamento é na verdade tá na minha dissertação de mestrado.
- 40:57É o primeiro pensamento humano assim, né?
- 41:02Aí aí não é o Platão, aí é um filósofo, um agora chamada Agnes
- 41:05heller, que é o que é o catalogar, a catalogação.
- 41:11Aí você olha e fala, essa madeira é boa para fazer canoa,
- 41:15essa madeira é boa para queimar essa madeira.
- 41:18Então a gente se apropria. É, é entente o reto, né?
- 41:23Que você olha e você observa e a partir daí você identifica.
- 41:28AA lógica desse desse funcionamento, né?
- 41:32Você olha a natureza e você começa a catalogar e comparar a
- 41:36intente, o reto, e aí depois ele fala aí a agness heller, ela vai
- 41:40propor que é intente oblíqua, né?
- 41:42Intenção oblíqua, você olha EEEE.
- 41:46Você já não consegue depreender o funcionamento das coisas pela
- 41:49simples observação. Você precisa de uma teoria que
- 41:52vai explicar, por exemplo, a gravidade, né?
- 41:55É. E aí basicamente é na minha
- 41:58dissertação de mestrado, eu abordo que OOORPG, ele dialoga
- 42:02muito, né, com a entente oblíqua, é com a criação de
- 42:07regras, et cetera. Ela ela parte dessa lógica que
- 42:10existe Oo, né? Uma, é óbvio que existem algumas
- 42:14assim, você toma uma Esplanada, você perde vida.
- 42:17Mas quando você pensa em uma série de regras, né, PG, que
- 42:20muitas vezes. Ela não vai com simples análise,
- 42:23você precisa de uma teoria ali por trás para você compreender.
- 42:26EEE, aquilo ali dialoga com uma percepção do mundo, né?
- 42:31Acho que é nesse sentido. OA gente tá falando de jogos,
- 42:35mas pensando especificamente do RPGE, do larpe, eles eles trazem
- 42:40essa discussão e o que que teria essa regra de ouro, essa regra
- 42:44zero, porque não existe fiscal de mesa, né?
- 42:47Não dá, eu acho que assim é o é o cara assim.
- 42:51ORPGEO, larpe, eles, eles, eles são abertos, eles são abertos
- 42:54demais, é AA contribuição dos jogadores, é é diferente, sei lá
- 43:02de de novo, jogar xadrez, jogar xadrez e não posso falar não o
- 43:05meu, o meu cavalo passou aqui, pegou o peão e colocou nas
- 43:08costas, agora então eu vou andar com o peão e com o cavalo, aí
- 43:12você fala, não, cara, isso não dá.
- 43:14Agora no RPG, como você tem uma narrativa?
- 43:17Uma criatividade, uma oralidade, uma abertura de criação.
- 43:21Sim, os jogadores, eles vão encontrar algum ponto que fala
- 43:24assim, pô, mas a regra não fala exatamente sobre isso, a gente
- 43:27vai ter que decidir. Ou você pode simplesmente negar.
- 43:31Só que dentro do do, do, do universo, né?
- 43:35Eu tava ouvindo você Oo episódio, né?
- 43:38Da sobre o montola que tava discutindo sobre a questão das
- 43:43regras, diegéticas ou miméticas. Pô, mas esse universo tem
- 43:47cavaleiro, você não vai deixar ali o ô, mas o mas esse universo
- 43:52tem gente que anda com, com com o arqueiro fala, pô, mas então o
- 43:57jogador, ele, ele, ele é as as regras, talvez como a sociedade,
- 44:03né? Na sociedade, as pessoas
- 44:05contribuem com com, com com variações, e que as regras são
- 44:10constantemente quebradas, são constantemente quebradas.
- 44:13EEE eu acho que OORPG lap em particular por trazer essa,
- 44:19essa, essa criatividade, né? Oo jogador, ele traz um pouco de
- 44:25si, né, do seu capital cultural, dos seus valores, da sua
- 44:28socialização. EEE quando ele traz tudo aquilo,
- 44:33é nem O Mestre, nem o jogador, nem o autor eles têm.
- 44:37Eles tinham a menor ideia de que aquilo podia acontecer.
- 44:41EE gente, não sei vocês, mas. Eu eu lembro, eu tenho uma
- 44:45aventura que eu que eu mestre por muitos anos, aventura de
- 44:49introdução, sabe inicial ali, Ah, não sei o que é RPG, Ah,
- 44:52então vamos lá, você cria aqui. E é uma historinha super
- 44:55simples, putz, teve uma vez que um rapaz, ele falou, a gente,
- 44:59Ah, então vai fazer isso? Isso, isso ficou a mesa inteira.
- 45:02Eu nasci por anos essa aventura, anos e anos, e o cara fez uma
- 45:07coisa que. No final do jogo eu falei, cara,
- 45:09por que que você fez isso? Eu falei, eu fiz isso porque
- 45:12assim eu IA distrair as pessoas e assim a gente IA ter tempo de
- 45:16explorar o lugar que eu falei, cara, ninguém nunca pensou isso,
- 45:20ninguém nunca falou isso. Eu, mestre pra em eventos, eu,
- 45:24mestre, é pra jogadores, eu, mestre e ninguém e nunca pensou,
- 45:29então eu vou falar. O porque que você tem porque eu
- 45:31acho que inerentemente ORPGEO lápi eles, eles eles têm uma
- 45:37abertura para AAO, acréscimo de um da da ficcionalidade dos
- 45:45jogadores. O que é diferente do xadrez, por
- 45:47exemplo, ou do sei lá, você pega o ou, enfim, qualquer jogo que
- 45:53você quiser de Tabuleiro, né? Porque você tem que seguir as
- 45:57regras. Mas você, você, você não.
- 46:01Às vezes, quando fala assim, Ah, só o xadrez.
- 46:03Ah, dá para contar uma história? Dá.
- 46:05Você tá contando a história dos movimentos, mas você não.
- 46:08Você não cria lá dentro. Enfim, o jogo.
- 46:13Ele não se propõe a isso, ainda que você possa obviamente, pegar
- 46:16aquele jogo e transformar numa narrativa.
- 46:18E a gente sempre vai fazer isso, né?
- 46:20Uma coisa que eu que eu vejo dentro disso, cara, é que.
- 46:24A gente tem essa, essa essa conversa do RPG, né, que vai
- 46:28construindo esse esse mundo que a gente percebe, né?
- 46:32Esse repertório que a gente vai dando sentido de mundo e tal.
- 46:35E isso me parece que às vezes é suficiente para o jogo, né?
- 46:40É isso parece uma coisa fluida o suficiente que a as regras podem
- 46:47em muitas, em muitos casos, e precisam ser reinterpretadas.
- 46:52Serem é reacordadas elas, a funcionalidade delas precisa ser
- 46:58precisa ser reimaginada em todo jogo, em toda mesa.
- 47:01Então é é uma tensão que existe lá desde o início do RPG que
- 47:07essas regras, talvez elas não nos sirvam a todo momento, né?
- 47:11É, em muitos momentos a gente não precisa delas, porque a
- 47:14gente já tá sentindo que o nosso jogo já tem limite suficiente,
- 47:18talvez da própria mídia. Né?
- 47:21Do da própria imaginação que a gente está compartilhando aqui,
- 47:24das próprias dificuldades que um está impondo ao outro.
- 47:27É nessa partilha dessa ficção, né?
- 47:30É, até falo muito no estilo que eu proponho de jogo, né?
- 47:33Em cima do the classico que é Oo Wall fantasy, O Mestre, ele
- 47:37recorta a ficção no nesse, nessa ideia de desafiar os jogadores
- 47:41recortam, né? AA ficção no sentido de de ser
- 47:44desafiado. Aí a gente vai falando não,
- 47:46beleza, mas isso já é esse desenho de papel e já é regra,
- 47:49né? A gente já está botando O Mestre
- 47:51como desafiador, o jogador como desafiado.
- 47:54Isso já, de certa forma, é regra.
- 47:55E eu vou percebendo que cada vez mais a gente tem um espaço em
- 48:00que a gente tem que construir as nossas próprias regras, as
- 48:04nossas, as nossas próprias ideias de como a gente vai
- 48:07jogar. E lá No No, na origem do RPG,
- 48:12essa você vai ver gente defendendo e até o próprio sim,
- 48:14CAS que o primeiro funcionário. CLT de RPG de uma empresa de
- 48:19RPG, chegou ele. CLT não, né, porque é gringo,
- 48:22né? Não tinha CLT, mas Oo primeiro
- 48:24empregado formal, né, por assim dizer, de uma empresa de RPGO.
- 48:28Cara, chega EE, vende RPG nas convenções e tudo mais, falando
- 48:32o seguinte, cara, isso aqui é um jogo cujas regras você vai
- 48:38criando enquanto joga. Olha que doideira, né?
- 48:41É? Ou seja gente pra começar a
- 48:43jogar, muitas vezes a gente a gente vai trabalhar com espaço
- 48:47de regra, talvez quase tendendo pro, nulo, tendendo pra uma
- 48:51mídia tendendo, tendendo pro vamos, sabe, tendendo muito mais
- 48:56pra um ânimo de jogar do que pra uma limitação de jogo, entende?
- 49:02Então me parece que nesse momento a gente tem No No RPG,
- 49:06no lápi, talvez. Muito mais um jogo surgindo de
- 49:09um ânimo de jogar e de descobrir quais são as nossas limitações e
- 49:14ir entendendo esses esses esses conflitos, né?
- 49:17De de agência entre os participantes do que
- 49:21necessariamente partindo de um jogo que vai que precise de
- 49:24tantas regras como o xadrez, por exemplo.
- 49:25Porque se você deixar aquela aquilo ali, né, Oo Tabuleiro do
- 49:28xadrez com as peças, aquilo significa nada.
- 49:30Você precisa de fato. Que as regras impulsionem AA
- 49:33agência ali dentro eu já o RPG, ele talvez não precise tanto
- 49:36disso, né? Então essa coisa da regra, impor
- 49:40da regra e da regra explícita são 2 coisas que talvez não não
- 49:44encaixem tanto na minha concepção.
- 49:46Quando a gente traz para o RPG, as regras tendem a se
- 49:49explicitar. Elas tendem a ser a serem
- 49:53coercitivas a partir do momento que a gente combina a respeito
- 49:56delas. Mas é esse ânimo parece vir
- 49:59ante, né? É, é EE, isso é tão, é tão, é
- 50:04tão claro que a gente vai, se é a gente tem que a gente tem que
- 50:08começar a se policiar em torno disso.
- 50:10A gente tem que começar a entender quais são as regras que
- 50:13vão aparecendo. A gente tem que começar a
- 50:15entender como a gente vai aplicar determinada regra.
- 50:18EE, isso é, é fica claro até quando a gente pega o manual de
- 50:23jogo, né? Se a gente bota simplesmente as
- 50:25regras no RPG. É, e a gente não fala como
- 50:28aplicar. Se a gente não fala os momentos,
- 50:30se a gente não fala exatamente dos gatilhos, se a gente não
- 50:32começa a tentar, é explicitar, dentro desse dessa ficção e
- 50:37dentro desse espaço fluido que ORPG cria os momentos em que
- 50:41essas regras vão ser aplicadas. A gente começa AAA gente, começa
- 50:44AA até perder regras que simplesmente nunca vão ser
- 50:47utilizadas, né? O tomate, né?
- 50:49Eu cito muito ele aqui, o tomate do da academia do RPG, lá no
- 50:53Facebook. Não sei nem se esse grupo ainda
- 50:55existe. Mas ele, ele falava muito.
- 50:58No RPG, todas as regras são opcionais, algumas mais do que
- 51:01as outras. EEEE, isso é 11 fenomenologia da
- 51:05regra, que me parece ser muito diferente.
- 51:09Né? É da da da regra, como ela
- 51:12aparece em outros jogos, em outra, em outras, em outras
- 51:15manifestações. E aí eu fico me perguntando se
- 51:17de fato, né, esse é essa essa regra.
- 51:20Ela é uma qualidade de jogo que a gente atinge, né?
- 51:24Ela vai trazer qualidade para ORPG, vai trazer qualidade para
- 51:27determinadas situações de larp, é, ou se realmente ela é
- 51:30essencial para que é é essa relação se estabeleça nesses 2
- 51:34tipos de jogo de jogo. Especificamente, né?
- 51:37É, é eu. Eu, claro, acho que a gente pode
- 51:40dizer que é essencial, sim, né? Eu não gosto de trocar tanto
- 51:43assim. Acho que é muita polêmica, mas
- 51:46é. Talvez a gente esteja se
- 51:48deparando no RPGE, no larp, nos jogos de rodo play, como botou o
- 51:51montola, com qualidade de com com jogos que tem uma qualidade
- 51:56específica. Que faz com que as regras elas
- 51:59percam muito de suas características, tida como tidas
- 52:02como essenciais aqui até pelo Júlio, como AA coercitividade,
- 52:06AE principalmente AAO, quanto ela é explícita, né?
- 52:10Eu acho isso, eu acho isso muito curioso.
- 52:11Assim, eu acho que é um fenômeno particular, né?
- 52:14Talvez no RPG, No No, no lápis, as regras, elas assumam
- 52:18características muito particulares, né?
- 52:21É. A gente ficou conversando, eu
- 52:23lembrei do lembrei da minha dissertação de mestrado.
- 52:26EE, aí queria comentar um pouquinho, né?
- 52:29É, eu entrei no mestrado em 2005.
- 52:31Olha só, 20 anos atrás. EE, eu fui num Congresso em Belo
- 52:38Horizonte pra falar do do da minha pesquisa, né?
- 52:41Uma unped. E eu sentei na mesa pra falar do
- 52:46RPG educação e aí começaram a falar, bom, você deve se
- 52:50lembrar, é uma época pós Ouro Preto.
- 52:54Ah, ORPG, as pessoas confundem a realidade.
- 52:58As pessoas vão matar as outras. Cara, eu não consegui falar de
- 53:02RPG educação. Eu tive que ficar explicando que
- 53:04não, gente, Oo se uma pessoa que joga RPG comete um crime, essa
- 53:10pessoa cometeu um crime, não é porque ele joga RPG isso.
- 53:15E aí no final, a minha dissertação de mestrado muito
- 53:18teve que ir pro lado pra pra diminuir essa essa discussão.
- 53:22Então existe um trecho, por isso que eu falei da Agnes heller,
- 53:24né? Foi aceitar o Platão.
- 53:27E eu eu discuto bastante, o RPG teve um teve um caso antes de
- 53:30Ouro Preto que foi uma menina, acho que foi uma menina ou 2
- 53:34meninas mortas em Teresópolis, foi em 99, e o jornal acho que
- 53:39foi o Globo, se não me falha a memória, se não foi, desculpa se
- 53:43foi, mas enfim, como? Era no Rio de Janeiro, foi a
- 53:46mais uma mídia carioca que cobriu tá EE aí.
- 53:50Basicamente, eles pegaram um trecho do gurps que falava sobre
- 53:55é estrangulamento e a garota foi morta, estrangulada.
- 53:59E curiosamente, eles descrevem era uma coluna lateral, só que
- 54:04eles retiram toda a citação às regras uhum.
- 54:08Então, o que que OA coluna do gurps fala?
- 54:10É uma pessoa estrangula, a outra aperta o pescoço.
- 54:13Então essa pessoa tem que fazer um teste de ST dificuldade tanto
- 54:18se ela for mal. Ela, eles tiraram toda a parte
- 54:22de regras e colocou simplesmente a descrição do ato.
- 54:26Eu falei, OPA, pera lá, mas existe a explicação da regra
- 54:29exatamente porque existe o universo ficcional, né?
- 54:32A regra tá aqui, a ficção e o. É então assim, eu eu tive que
- 54:37discutir bastante sobre isso, então eu eu acabo falando um
- 54:39pouquinho sobre é essa questão da quantificação da ciência, do
- 54:44desencantamento do mundo e assim por diante.
- 54:47Eu tive que discutir bem assim, né?
- 54:49Então é, no final, eu eu tive que falar pouco sobre ARPG
- 54:52educação e falei, eu tive que falar mais sobre ARPG
- 54:54irracionalidade, né? Não foi, foi uma necessidade da
- 54:59época. Bom, sobre sobre essa questão
- 55:04de. Ah, mas você vai inventando.
- 55:07Eu acho que assim, o ponto principal é que naquela época eu
- 55:11acho que eles mal chamava RPG de RPG, né?
- 55:14Então tava todo mundo brincando com uma coisa nova, né?
- 55:17É, é uma coisa nova, tipo meu, como é que é?
- 55:20Eu acho que como não tava pronto, acho que é bem o início,
- 55:23faz sentido, bom, a gente tem que mexer, né?
- 55:26Eu eu tenho experiência aí que eu tô coescrevendo o Ubers ARPG,
- 55:32que é ARPG de narrativa sociológica.
- 55:34E cara, a gente teve uma série de coisas que a gente joga,
- 55:37joga, joga e fala assim, não tá ideal, vamos mudar por quê?
- 55:41Porque a gente não tá conseguindo esse resultado.
- 55:44Eu acho que a gente tá No No momento em que há uma maturidade
- 55:49do mercado pra que os os agentes, as pessoas que
- 55:53produzem, que querem produzir, elas estão começando a
- 55:56compreender Oo RPG e o larp como uma mídia.
- 56:01Que permite expressar certos discursos, certos olhares,
- 56:05certas perspectivas. ORPG não é teatro ARPG não é
- 56:09literatura ORPG não é cinema ORPG não é larpe, né?
- 56:14Então a gente vai ter aí uma série de diferenças que te
- 56:20limitam pela linguagem, pelas regras da linguagem, né?
- 56:25Ao mesmo tempo que elas elas. Te orientam para outras
- 56:30linguagens, né? Para outras ações.
- 56:33Você nunca vai ter o mesmo prazer jogando ARPG do Senhor
- 56:36dos Anéis do que assistir o filme do Senhor dos Anéis,
- 56:39porque eles eles abordam manifestações diferentes.
- 56:45Então quando eu quando eu acho que fala assim das regras, é eu
- 56:49acho natural que. As regras foram se tornando
- 56:54diversas, foram dialogando com outras realidades.
- 56:57Por exemplo, tem um jogo que eu joguei muito, muito, muito,
- 57:01muito, tá, eu tenho no meu coração, é, mas eu sei que ele
- 57:05tem problemas, que é o vampira, máscara tá vampira, máscara é o
- 57:10você tem um discurso, o discurso do vampira, máscara é, é um jogo
- 57:15de horror pessoal, você tem humanidade.
- 57:18Eu nunca vi um jogador, né, jogar é perder.
- 57:21O personagem de humanidade e você tem ali uma série de de
- 57:26regras que ele não, por mais que ele, ele exista ali, ele acaba
- 57:31ficando de lado pelo próprio discurso do jogo, acho que pela
- 57:33própria narrativa. Eu escrevi um artigo de que é um
- 57:38livro online. Eu não lembro agora o nome do
- 57:40livro, mas se quiser, depois eu te passo é que na verdade, a
- 57:45minha eu, eu, eu defendo. Que o tema principal de vampiro,
- 57:51a máscara não é ser um vampiro, é uma é guerra civil.
- 57:56O vampiro é um jogo sobre guerra civil.
- 57:58Você vive a sua vida, você acaba entrando em uma fação.
- 58:05Quando você entra nessa facção, você rompe com os laços antigos,
- 58:08porque você não pode mais viver que você vive num mundo
- 58:10perigoso. Eles não entendem a sua vida,
- 58:12você não entende a vida deles. E você começa a viver nessa
- 58:16nessa facção contra outra facção.
- 58:18Seja camari de Sabá, seja clã contra clã, seja seja Ancião
- 58:26contra contra neófito. Então, basicamente é um jogo de.
- 58:31É guerra civil, né? E por isso que o jogo ele tem
- 58:35tantanista de arma, porque é um jogo sobre guerra civil.
- 58:38Por mais, por mais que o Mark hargen ele, ele tenha, né?
- 58:43A intenção dele fosse essa intenção do do jogo.
- 58:46Enquanto uma manifestação do horror, ele coloca elementos,
- 58:51todo o universo, todas as dicas e todas as regras levam pra
- 58:55guerra civil. Quer dizer, você vai.
- 58:58Né? Cuidado com outro vampiro que o
- 59:01cara vai te pegar, cuidado. Enfim.
- 59:03EE, eu acho muito curioso, né, que todo mundo diz que o vampiro
- 59:07no final ninguém joga com horror, pessoal joga como é x
- 59:12Men das trevas. E aqui tem um dado curioso,
- 59:15ninguém fala que são Os Vingadores das trevas ou Liga da
- 59:18Justiça das trevas. As pessoas falam que é x Men,
- 59:21que é um quadrinho sobre guerra civil, sobre perseguição, você
- 59:26não tem paz. Você não tem.
- 59:29Então, nesse sentido, eu acho, no meu ponto de vista, que
- 59:32vampiro, a máscara, ele é assim. Eu assisti uma palestra do
- 59:37Martin hagen. Eu inclusive levei o Martin
- 59:39hagen para dar palestra para os meus alunos, né?
- 59:42Não sei se você sabe disso. Quando ele veio para o Brasil,
- 59:44ele deu uma palestra com tradução simultânea, tá no meu
- 59:47canal do YouTube, tá num dos primeiros vídeos do meu canal do
- 59:50YouTube, tem a palestra. É 2014 eu acho, né?
- 59:56Quando ele ele veio para anime Friends, que a devir colocou
- 1:00:00ali, ele IA lançar aquele aquele RPG de zumbi EE ele deu uma
- 1:00:05palestra, ele falou, ele comentou e o Mark Henrique
- 1:00:09parece que quando estudante ele era ele.
- 1:00:12Ele trabalhava escrevendo discurso para o partido
- 1:00:15democrata, ou seja, política, políticas, políticas tem 2
- 1:00:20lados, a democrata, republicano e o quanto de novo.
- 1:00:24Né, quando? E bom, o pai dele é pastor, você
- 1:00:26quer, você quer uma visão de guerra civil maior do que o
- 1:00:29cristianismo, né? Se a gente pega aí ou se você
- 1:00:33pegar um tipo de testamento, principalmente, mas cruzadas,
- 1:00:35inquisição e et cetera, é, você tem aí o ó, a gente tá no
- 1:00:39embate, tá? Então eu acho que aí você vai
- 1:00:42falar, pode não ser intenção, mas o universo cultural dele
- 1:00:46gritou no livro, gritou no livro inteiro, então as as regras
- 1:00:51levam pra isso. É, e aí só a última parte sobre
- 1:00:58quando a gente apresenta eu, eu, como a gente está falando para
- 1:01:03as pessoas, olha, você tem que jogar leve em conta ABEC como
- 1:01:08jogador de xadrez. Cara, jogador de xadrez.
- 1:01:10A primeira coisa que ele tem que saber é movimentar as peças.
- 1:01:13Não adianta você falar, ó, ó, coisa mais sem graça que tem
- 1:01:16você jogar uma pessoa que não sabe jogar xadrez, você dá um
- 1:01:19cheque pastor na pessoa. Né, você você mexe um aqui, mexe
- 1:01:22aqui, ó, acabou o jogo, o cara fala, caramba, eu, eu, eu, eu
- 1:01:25mal entendi, né? Não sei se quando você vai
- 1:01:28ensinar um jogo, eu eu trabalho com aquela estratégia, vou, vou
- 1:01:31ensinar um jogo de Tabuleiro, a primeira eu perco, a primeira eu
- 1:01:36perco por quê? Não é porque dá para o cara
- 1:01:38gostar do jogo, mas é para o cara ir entendendo, ó o que que
- 1:01:41ele fez o que aí assim, pô, aí na segunda eu já dou uma
- 1:01:45dificultada porque EEA partir daí a pessoa ela vai falando,
- 1:01:49pô, imagina se você vai jogar Magic, né?
- 1:01:53Com a black Lotus, bola de fogo e você, baixa pão, pão, acabou.
- 1:01:58Quero falar desse jogo, não tem graça, porque eu não consegui
- 1:02:01imaginar. Então eu acho que o RPG, se você
- 1:02:03pega. Regras muito, é claro que pode,
- 1:02:07é claro que é possível, tem gente que fez, tem gente que vai
- 1:02:09falar assim, mas eu aprendi quando eu joguei todos, mas eu,
- 1:02:13por exemplo, eu IA no clube de RPG na escola, o menino tá lá
- 1:02:17uma vez por mês, é uma coisa que eu sempre falava, né, ó, eu, eu
- 1:02:20vou, eu vou, eu vou jogar. Falei, gente, pelo amor de Deus,
- 1:02:23tem um, tem um evento uma vez por mês, você não vai matar o
- 1:02:26cara em 5 minutos, mas isso não, pô, é porque isso daqui é uma
- 1:02:31atividade da escola, ó, e as regras, né?
- 1:02:34Bom, o cara tá tá chegando aqui, teve uns alunos que foram montar
- 1:02:37um larpe. Aí eu falei, tá, vocês vão
- 1:02:40montar um larpe. Se vocês colocarem que alguém
- 1:02:43morre em 5 minutos, o que que você em 20 minutos de jogo ou
- 1:02:46cada encontro de 4 horas, das 2 às 6 da tarde, o cara vai fazer
- 1:02:50o quê? Ele vai esperar mês que vem para
- 1:02:51jogar, ele vai ficar 2 meses, o que que você fazer?
- 1:02:54Joguei 20 minutos, me mataram. Então, se o personagem morrer,
- 1:02:57você tem que dar outra função para o jogador.
- 1:02:59Porque você precisa pensar dentro desse processo de de
- 1:03:03inclusão da escola, não é? Então assim, você tem todas
- 1:03:07essas, essas dinâmicas, eu eu acho, acho que é quando você
- 1:03:10vem, eu quando ensinava, eu falava, o que que eu quero que
- 1:03:13eles saibam no RPG que você interpreta um personagem, que
- 1:03:16existe uma trama, existe um Narrador, esse Narrador, ele vai
- 1:03:21orientar a né, vai apresentar o mundo e os jogadores agem.
- 1:03:26As ações, algumas delas, elas têm efeito prático e outras elas
- 1:03:31dependem da excelência, da pessoa, da qualidade.
- 1:03:35Como que a gente vai testar, excelência?
- 1:03:37Então a gente vai fazer um teste, então você tem aqui.
- 1:03:40Aí eu falo pra eles, ó, anota 3 coisas que o seu personagem é
- 1:03:44bom e uma coisa que ele é ruim. AI o meu personagem é bom em
- 1:03:48topologia, meu personagem é bom em é em espada e o meu
- 1:03:53personagem é ruim em corrida. Aí eu pegava 3 D6, falava, vamos
- 1:03:58lá ou qualquer teste que você fizer verbs, né?
- 1:04:01Se você tirar 10 ou menos, você conseguiu.
- 1:04:04No que você é ruim, você tem que tirar 8 ou menos.
- 1:04:08No que que você é bom, você tem que tirar 12 ou menos.
- 1:04:11Então tô mostrando para eles que existe a diferença na excelência
- 1:04:15de que o existe sorte, mas a sua habilidade, ela, né?
- 1:04:19Vamos pensar no Maquiavel, o homem de virtú e o homem de
- 1:04:22Fortuna. A Fortuna tá aí.
- 1:04:24Aí você tem essa virtude que pode te ajudar AAA superar essa
- 1:04:28Fortuna, você pode. Ah, eu, o meu personagem é bom
- 1:04:31em diplomacia, então quando você for falar com o príncipe, né, se
- 1:04:34você for falar com o rei, você quiser convencer, você vai ter
- 1:04:37um teste melhor do que o cara que é diplomacia ruim, né?
- 1:04:40Então é é pra mostrar pra eles que que assim o RPG é isso a
- 1:04:45princípio, o princípio básico, Ah, dá pra jogar sem regra, né?
- 1:04:50Eu escutei um fanfarrão uma vez falando isso.
- 1:04:53É, né, é não brincadeira, mas mas eu eu concordo, eu acho que
- 1:04:57que dá e enfim, é, mas isso a gente pode conversar depois, mas
- 1:05:02OOO ponto principal é que a gente é pra ensinar, eu acho.
- 1:05:07Eu acho que é um passo, sabe? Aí você vai mostrando, você vai,
- 1:05:10claro, eu eu lembro quando pego, pego vampirar, máscara, você tem
- 1:05:14o. Oo ventrru o nos será tomar o
- 1:05:17caviano, o burrar, nossa, esse tem poder, isso tem um poder de
- 1:05:21encantamento muito forte aqui, né?
- 1:05:23Tem um poder de encantamento muito forte, né?
- 1:05:26Ou ou ou da ideia você tem, Ah, o guerreiro faz isso, o mago,
- 1:05:29principalmente a gente, uma coisa que a gente nunca fala,
- 1:05:32mas as ilustrações belíssimas, né, que muitas vezes te
- 1:05:35estimulam, você vê aquela aquela ilustração, aquilo é uma beleza.
- 1:05:40Muita gente não fala da parte gráfica da RPG, mas.
- 1:05:44O que que? Imprime jogo, né, cara?
- 1:05:45Aquilo imprime. Cara, nossa, aquilo ali te dá um
- 1:05:49Ah OOO que seria o dexan sem o Brown?
- 1:05:54É sem o sem Oo desenhista, o próprio time.
- 1:05:57Eu tinha Brad Street no vampiro, aquelas capas maravilhosas.
- 1:06:00Você fala cara, não, enfim, né. Mais de 1000 episódios na
- 1:06:07primeira temporada. Um podcast premiado por suas
- 1:06:12reflexões sobre o jogo, entrevistas e convidados em uma
- 1:06:16nova temporada com muito a oferecer, a comunidade do RPG
- 1:06:25aventureiros, numa busca por mais episódios na semana, te
- 1:06:29convidam a fazer parte do grupo de Telegram, participar de
- 1:06:33sorteios e enriquecer seu. Jogo.
- 1:06:38Esquente a água, moa os grãos e pegue os dados apoia.se barra
- 1:06:49café com danjo contamos com você.
- 1:07:02Bom dia, diabo, bom dia ao caralho.
- 1:07:09Você que é professor, cara, isso não é uma pergunta.
- 1:07:12Aqui é 11. Coisa que eu acho curiosa é
- 1:07:15quando eu faço leitura sobre regra, né?
- 1:07:18Focada nisso pra tentar estudar alguma coisa e entender melhor o
- 1:07:21fenômeno e tal. Eu vejo que tem muitas, muitas
- 1:07:24ideias sobre regras que vem desse lance da educação, né?
- 1:07:27De pessoas comprometidas com a educação.
- 1:07:29Né, com o mundo de principalmente com crianças, né?
- 1:07:32É, você vê que isso é muito comum, né, até porque tem essa,
- 1:07:36essa essa Barreira, né, essa Barreira não, né, esse esse,
- 1:07:39essa Fronteira muitas vezes é pouco definida entre jogar e
- 1:07:44brincar, né, entre Oo jogo e a brincadeira e tal.
- 1:07:47EE também que jogos para muita gente era essa coisa de criança
- 1:07:52ou da alta sociedade, né? Aquela aquela dos jogos formais
- 1:07:56e não sei o quê, acaba se acaba ficando muito.
- 1:07:58Separado nisso. Mas o fato é que OA ideia de
- 1:08:02regra me parece, é aparecer pra mim muitas vezes como uma coisa.
- 1:08:10É 111 vontade de de disciplina. Né?
- 1:08:17De ensinar coisas, ensinar processos, ensinar o
- 1:08:20comportamento. Mas antes de tudo, talvez até
- 1:08:23muito mais do que a necessidade de você entender coisa, mas de
- 1:08:26você aprender que você tem que se portar dentro de limites,
- 1:08:30você tem que seguir certas. É convenções que você tem, que
- 1:08:34é, enfim, funcionar dentro de determinadas engrenagens que
- 1:08:38você tem, que se é, é, enfim, você tem que se disciplinar.
- 1:08:42E aí nesse ponto, a gente tá falando de de de um ciclo de
- 1:08:46educação. Que ainda é pouco libertador em
- 1:08:49relação a isso, né? EAE, talvez.
- 1:08:51A gente ergue bastante essa noção de regra de uma de 1/01/1,
- 1:08:56vontade de disciplinar até a sociedade mesmo, de uma vontade
- 1:09:01de organizar as coisas e que de um jeito de outro, no mundo que
- 1:09:04a gente vive atualmente. Você até citou os ancaps ali há
- 1:09:07um tempo atrás, No No início do do do episódio.
- 1:09:10E é é uma é uma coisa que a gente.
- 1:09:14Tem é muito caro pra gente, porque a gente vive, por
- 1:09:17exemplo, num país em que se a gente não tivesse garantias
- 1:09:20legais das coisas, né? E esses limites pra atuação até
- 1:09:23do capital, a gente estaria perdido enquanto sociedade.
- 1:09:26E eles estão batalhando pra eliminar cada vez mais esses
- 1:09:29limites e tudo mais. Então existe uma disciplina
- 1:09:32também pro próprio é que que é necessária pra gente viver, pra
- 1:09:36gente ter, até é pra gente sobreviver como classe, né?
- 1:09:40Explorada e tudo mais. Mas ao mesmo tempo, tem esse
- 1:09:43lado de ensinar a disciplina, de ensinar a obediência, de ensinar
- 1:09:48que você não pode, de repente quebrar as regras e aí de
- 1:09:51repente chamar tudo de regra, né?
- 1:09:53Esse esse fenômeno de que você fala, pera aí, mas a é regra.
- 1:09:56EB também, aí você fala a aí você recua, né?
- 1:10:00Não, mas regra também é tal coisa.
- 1:10:02Aí eu falo, tá, mas EC, aí você recua mais.
- 1:10:05AC, também é regra, porque regra também é tal coisa.
- 1:10:08Aí eu falo, tá, mas ID não, ID também é regra, e você vai
- 1:10:11recuando, recuando e você vai. Você vai se aproximando de uma
- 1:10:16noção tão abstrata de regra que me parece que o principal da
- 1:10:19regra é justamente você dizer que é regra.
- 1:10:23Por quê? Porque quando você quebra você,
- 1:10:24quando você foge daquilo, você está quebrando uma regra e
- 1:10:27quebrar, quebrar a regra. Nessa visão, disciplinadora, tem
- 1:10:31tudo, um peso de que você está fora da regra, você está fora do
- 1:10:37padrão. Você está fora do que se espera,
- 1:10:39você é marginal, você está fazendo o errado, entende?
- 1:10:43Então, tipo, chega num ponto tão abstrato, de regra em relação a
- 1:10:47isso que ele perde até a própria função, né?
- 1:10:50E aí ela passa a ser uma função auto contida.
- 1:10:53Disciplinadora, me parece muitas vezes.
- 1:10:56Como é que você encara isso, cara?
- 1:10:57Como é que você enxerga isso, principalmente teu ponto de
- 1:10:59vista enquanto professor? Falar sobre sobre várias facetas
- 1:11:03aqui, acho que em primeiro lugar, falar do lúdico, né?
- 1:11:07É o lúdico é muito forte na infância, o lúdico é muito forte
- 1:11:10na adolescência e eu acho que na nossa sociedade o lúdico acaba
- 1:11:15sendo transformado. A gente tem, né?
- 1:11:17Deve ter visto já a história você não é dessa, dessa época,
- 1:11:20mas é o famoso calças curtas e calça Comprida, né?
- 1:11:23O momento em que você tem calça Comprida, a gente, o nosso
- 1:11:27modelo de sociedade, ou pelo menos a origem, você tinha a
- 1:11:30divisão muito grande de criança e adulto e você tinha uma
- 1:11:33transição muito rígida. Agora, calça, calça Comprida e
- 1:11:37as garotas, elas atingiam a maturidade a partir da
- 1:11:40menstruação, né? E o casamento, família e acabou
- 1:11:44é EE, aí você tinha 11, cisão muito grande do universo
- 1:11:48cultural da criança e do adulto, você deve ter ouvido falar, na
- 1:11:52minha época, a criança não falava quando o adulto
- 1:11:55conversava na minha época, então assim você tinha 11, separação
- 1:11:59muito grande. É o nosso modelo de sociedade
- 1:12:02atual, é um modelo injusto, desigual.
- 1:12:04E que ele, ele tem excluído as pessoas da capacidade de até
- 1:12:11mesmo de de de assumir isso enquanto adulto, né?
- 1:12:14É, eu lembro. A gente pensa assim, um cara de
- 1:12:1818 anos, há 50 anos atrás, o cara casava tinha emprego e com
- 1:12:2418 anos, sustentar a família. Hoje em dia, o cara com 18 anos,
- 1:12:28ele assiste o Naruto dele, ele vai prestar vestibular.
- 1:12:33Ele vai fazer faculdade, ele vai ser sustentado pelos pais até os
- 1:12:3622 anos. Obviamente eu estou falando
- 1:12:38dentro de uma classe média, eu estou idealizando, eu sei que
- 1:12:41tem pessoas que a realidade não é essa, mas quando a gente pensa
- 1:12:44na idade média, Na Na, na, na classe média, a classe média IA
- 1:12:47trabalhar. Agora na classe média faz
- 1:12:49faculdade 22 anos, eu procuro emprego, ô meu primeiro emprego,
- 1:12:53não vou ganhar bem isso, não vou ganhar bem, quer dizer, é AA
- 1:12:57nossa vida adulta demorou mais pra pra chegar, né?
- 1:13:01Só que assim aí você tem no entre o mundo dos antigos, né?
- 1:13:06Dos mais velhos. Antigos parece que acutulam
- 1:13:08assim, né? O mundo dos antigos, mas não é,
- 1:13:11é quando a gente fala da da, das pessoas mais velhas, você não
- 1:13:16tinha 111 indústria do entretenimento, né?
- 1:13:20A indústria, o que que sobrava para o adulto assim, o que que o
- 1:13:25adulto fazia para se divertir? 2 coisas é beber e transar.
- 1:13:31Né, não sei se se passa isso, Ah, esses joguinho, Ah, esse
- 1:13:34cara, esse joguinho, esse cara não transa, né?
- 1:13:37É o virjão, é o por muito tempo o quadrinho foi visto assim, né?
- 1:13:41Até quadrinho foi pro cinema e aí virou é e aí exatamente os
- 1:13:46caras de quadrinho que não gostam porque não?
- 1:13:48Ah, você não você não leu a fase do grant Morrison do como assim
- 1:13:53você não sabe que existiram 3 personagens assim, essa, enfim.
- 1:13:58É, é, não é o nicho. Quando o nicho se torna
- 1:14:00mainstream, teve uma crise de consciência, é, mas então assim,
- 1:14:04esse esse universo dos adultos era um universo que é, era muito
- 1:14:09difícil é assim, o nós existia um espaço lúdico, é isso?
- 1:14:14O máximo é assistir novela, o máximo.
- 1:14:16Ah, alguém gosta de música, alguém gosta o cinema.
- 1:14:19Mas a partir de jogos, Eu Acredito que é com a nossa
- 1:14:22geração que a gente cresceu jogando.
- 1:14:25É Atari, Nintendo, master system, megadrive, super
- 1:14:30Nintendo, EEEE. Quer dizer, a gente foi o os
- 1:14:33jogos foram crescendo junto com a gente, foram ganhando novos ao
- 1:14:38mesmo tempo, com ORPG. Surge aí no Brasil, né?
- 1:14:41Nos anos 90, anos 80, com a geração xerox, pessoal que IA
- 1:14:44pro exterior, mas populariza nos anos 90, 2002, 1010, enfim, EE,
- 1:14:50eu acho que assim é 11 ponto que.
- 1:14:54Eu acho que os adultos hoje eles são muito mais, é eles, a gente
- 1:15:02enxergam melhor Oo os jogos, porque eles cresceram com os
- 1:15:05jogos. Eu contar uma história, uma vez
- 1:15:07eu fui, fui na escola, né? A gente tinha um problema muito
- 1:15:10grande com o primeiro encontro, o encontro de de RPG do do do do
- 1:15:16ano. O primeiro encontro do ano na
- 1:15:17escola era um problema porque os alunos do terceiro ano que
- 1:15:20mestravam passaram na faculdade e foram embora.
- 1:15:23Um dia a gente chegou, tinha 66 alunos e 3 mestres, 2
- 1:15:28professores e 1 e 1 jogador. A gente tinha 3 pra 66.
- 1:15:32Não vai rolar, não vai rolar. Eu falei, gente, vai jogar o
- 1:15:35láppe, vamos jogar o láppe, um láppe de vampiro.
- 1:15:39Eu, mestre, dei o vampiro, o láppe de vampiro por muitos
- 1:15:42anos, organizei. Já deu na cabeça, a gente senta
- 1:15:44e joga. Aí eu sentei na mesa, todo mundo
- 1:15:47sentado, eu comecei a explicar, Caim, primeira geração, segunda,
- 1:15:51terceira, o 7 clans, né? O príncipe e a mastra, pá, pá,
- 1:15:55pá, cada um escolha o seu clã e etcetera.
- 1:15:58Aí uma aluna virou e falou assim, professora, né?
- 1:16:00Do primeiro ano, professora, professor, eu tenho um livro do
- 1:16:03vampiro que eu posso te te entregar pra você usar.
- 1:16:08Falei, pode, né, vampiro, idade das trevas.
- 1:16:11Eu falei, não pode, pelo menos dá uma aí.
- 1:16:14No final eu conversei com ela e aí depois eu eu no final da
- 1:16:19escola, eu fiquei na porta esperando os pais buscarem, né?
- 1:16:21Os pais dela buscaram os pais, eram jogadores de RPGE, os pais
- 1:16:26quando viram que tinha RPG na escola, os pais falando não,
- 1:16:29você vai fazer. E aí os pais falaram, ó, leva
- 1:16:32esse livro aqui, ó caso precisar.
- 1:16:34E aí eu conversei com os pais, curiosamente, os pais nunca
- 1:16:37tinham jogado um lado de vampiro.
- 1:16:38Ela falou, olha só, ela jogou primeiro que os pais.
- 1:16:41Eles iam ali com o Internacional, sabe?
- 1:16:43Os 2 eram eram jogadores de vampiro, então é isso, pô, os
- 1:16:46pais são jogadores de RPG, cara. Então, nesse sentido, você tem
- 1:16:50uma abertura muito maior. Quando a questão é fala da de
- 1:16:55regra, gente, é muito difícil quebrar regra é muito difícil,
- 1:16:58porque a gente interioriza desde criança o que é certo, o que é
- 1:17:01errado, o que é certo, o que é errado é quebrar regras.
- 1:17:06Também é uma afirmação de uma certa individualidade.
- 1:17:11Afirmação de que você não vai fazer tudo igual.
- 1:17:15EEE. Quebrar regras tem um preço, tem
- 1:17:19um preço. Eu lembro quando eu tava no
- 1:17:22primeiro ano de ensino médio na escola e eu fui pra escola de
- 1:17:25cabelo moicano, quebrei regra, quebrei regra, né?
- 1:17:29Quer dizer, era todo mundo olhando ali falou meu, eu o
- 1:17:34esqueci da escola. Ah, mas eu eu não fui preso, não
- 1:17:37me bateram, não, não, mas eu quebrei regra, né?
- 1:17:41Eu quebrei regra. Quer dizer, eu, eu, eu fui uma
- 1:17:45coerção, que aí a gente vai pro de novo, né?
- 1:17:48Esse sociólogo aí, que é que a ideia que você no momento que
- 1:17:52você quebra a regra, o meu irmão tinha cabelo comprido.
- 1:17:55A gente passou no senai, a gente foi estudar senai.
- 1:17:57Primeiro dia que a gente chegou, os caras ficaram chamando de
- 1:17:59menininha cabelo. Você está quebrando regra de
- 1:18:02gênero, de identificação de gênero, e pelo amor de Deus, né?
- 1:18:05O meu irmão é, ele só tinha cabelo cumprido, é homem, é
- 1:18:11heterossexual, cisgênero, mas o fato dele quebrar OA regra do
- 1:18:16cabelo, aquilo ali é, então eu acho que assim tem um ponto, né?
- 1:18:21A gente gosta de regra, a gente usa a regra, a gente, a gente, a
- 1:18:25gente precisa de regra No No pra pra nossa orientação no
- 1:18:29cotidiano. Né pro pro, pra nossa
- 1:18:31convivência EE, assim como que a gente encuca as regras em
- 1:18:37primeiro lugar com as crianças, né?
- 1:18:39Você vai ensinando a criança não pode puxar o cabelo, não posso
- 1:18:41falar palavrão, não pode, não sei o quê é e aí quer dizer, o
- 1:18:47que que você faz? Olha, né, o quando você vira EEA
- 1:18:54criança não segue regras ou quando a criança segue regra de
- 1:18:56mais, ela não se defende. Que que você faz, né?
- 1:19:00Quer dizer, como que você estabelece isso?
- 1:19:02Então, Oo professor, ele tem muito desse trabalho, né?
- 1:19:06E eu acho que como como professor, ele tem que trabalhar
- 1:19:09o tempo todo. Eu acho que talvez ele se sinta
- 1:19:11particularmente, é particularmente tocado, né, pelo
- 1:19:20pela ideia de que eu posso criar algo para simular uma regra,
- 1:19:24porque a ciência também, ela lida com várias regras, né?
- 1:19:26Você tá ensinando uma regra. Ô física, você tá?
- 1:19:30As leis da física, ô, então como você vai trabalhar?
- 1:19:33No começo do do, do, do da nossa conversa, a gente falou sobre
- 1:19:38trazer é chegar em casa e tirar o sapato e entrar.
- 1:19:42EEE. Aí eu quero vamos pensar numa
- 1:19:45regra pior, vamos pensar o que que era voltar da rua na época
- 1:19:51da pandemia. As regras se tornam mais
- 1:19:55complexas, as regras se tornam mais.
- 1:19:58Então, por exemplo, AA gente aqui em casa chegava da rua,
- 1:20:03tirava o sapato, tomava banho e colocava a roupa pra lavar.
- 1:20:08A gente fazia a compra, né? E o que que a gente fazia?
- 1:20:13Lavava todas as compras, passava álcool em todos os produtos que
- 1:20:17a gente passava álcool, inclusive no pote de álcool.
- 1:20:21Então, quer dizer, a gente parou de conviver com as pessoas,
- 1:20:25aumentou muito a produção de vídeos, a gente aumentou muito,
- 1:20:30é, quer dizer, é muita coisa se adiantou, muita coisa se
- 1:20:33construiu, muita coisa se fez é eu sou professor, então uma
- 1:20:37série de regras. As regras na escola mudaram, né?
- 1:20:40Quer dizer, você não dava mais aula, você não entrava mais em
- 1:20:42sala. Quando a gente começou a voltar,
- 1:20:45existiu o espaço, as carteiras, todo mundo de máscara, cara da
- 1:20:48aula de máscara, é um horror, né?
- 1:20:50Da aula de máscara EEA, gente, voltava, né?
- 1:20:53Eu, eu, eu lembro de quando a gente voltou, acho que foi em
- 1:20:582000, não lembro agora, 2021, né?
- 1:21:002021 a gente voltou, cara ou não, ou 2022 voltou pra valer
- 1:21:05mesmo, todo mundo de máscara, cara, tava no calor, eu tinha
- 1:21:09que falar, e aí aquele ventilador, porque tava calor e
- 1:21:12o venti, o barulho do ventilador, a sala cheia e eu
- 1:21:15com aquela máscara n 95 e cara. Eu tendo que falar pra sala
- 1:21:21inteira é enfim, né, são regras, são limitações.
- 1:21:26Então, pô, você quer trabalhar dentro da lógica?
- 1:21:30As regras vão te ajudar a você entender, né?
- 1:21:35Eu acho que nesse sentido, assim é as regras.
- 1:21:39Por que que os professores? Porque eles trabalham com regras
- 1:21:41o tempo todo, regra com aluno, regra com matéria.
- 1:21:44Cara, eu tenho regras para definir o meu calendário, eu
- 1:21:47tenho regras para definir quais são as regras de lugar.
- 1:21:50Ah, não, essa sala teve mapa de sala.
- 1:21:52Olha, a gente tem regra aqui pro momento de alguém falar e etc.
- 1:21:55Acho que o professor, ele, ele, EEO, tempo todo, ele tá chegando
- 1:21:58com tá chegando alunos novos que não conhece as regras e você tem
- 1:22:02que refazer essas regras o tempo todo e ensinar.
- 1:22:05Talvez esse seja um elemento aí do de tantos professores, é
- 1:22:09acabarem, né? Se encontrando porque eles já
- 1:22:13fazem isso o tempo todo, eles ensinam regras o tempo todo.
- 1:22:15Né, cara? É, eu vou.
- 1:22:17Eu acho que acho que a gente, a gente, a gente lucrou bastante
- 1:22:21aqui sobre régua. É um papo muito gostoso, eu
- 1:22:23acho. Pra quem gosta de jogos, gosta
- 1:22:24de tudo, mais a gente, a gente, a gente tem todos esses aspectos
- 1:22:28ainda. Acho que ainda tem muitos outros
- 1:22:30a serem debatidos sobre regra e tudo mais, que é um assunto
- 1:22:33muito gostoso de debater mesmo e que fala sobre a natureza da
- 1:22:36sociedade, a natureza dos jogos nesse momento, talvez seja
- 1:22:39aquele tipo de assunto. Que vai ter vários recortes e
- 1:22:43atualizações ao longo da história também e tudo mais.
- 1:22:46Porque a gente muda os jogos, mudam nossos nossas expectativas
- 1:22:49lúdicas. E para fazer um retrato, né,
- 1:22:53desse, desse momento que a gente vive no RPG, com regras e tudo
- 1:22:57no Brasil, especificamente. Você tá trazendo um livro aí,
- 1:23:01né? Uma compilação de artigos sobre
- 1:23:03regra, né? Sobre o jogo, segundo a regra,
- 1:23:05como é que é o nome, é o jogo? Jogo pela regra, o jogo.
- 1:23:08Pela regra. Não era o jogo pela regra.
- 1:23:11É, foi uma iniciativa, né? É minha que o que acontece, eu e
- 1:23:18mais alguns amigos, a gente começou a escrever 11 RPG, né?
- 1:23:23E como em parte todo mundo sociólogo, a gente, a gente teve
- 1:23:30aí uma AA gente começou a escrever, escrever, escrever e a
- 1:23:33gente falou, meu, a gente quer ORPG.
- 1:23:36Que, que que que lide com as questões sociológicas, né?
- 1:23:39Então a primeira coisa a gente começou AAA tirar coisas, por
- 1:23:43exemplo, esse jogo não tem ponto de vida, né?
- 1:23:46Que a nossa preocupação não é, não é?
- 1:23:48Você vive ou você morre. A gente tá falando sobre é
- 1:23:51disputas políticas e cara, a gente pra isso a gente teve que
- 1:23:56desconstruir muito, ARPGARPG ainda, ARPG.
- 1:24:01Mas a gente teve que ir e eu fui pesquisando RPGs políticos, tá?
- 1:24:04O the blue way, que é Oo caminho azul, que inclusive tem em
- 1:24:08português sempre bom lembrar no é disponível gratuito online No
- 1:24:13No site do rolesimposio.com.br. Se você vai no material de
- 1:24:17download, o Jason Morning Star, esse é do humor português, né,
- 1:24:20gente? Não vai perder essa chance de de
- 1:24:23fazer o download, não é, pô? E ainda tem um livro de
- 1:24:27atividades, né? Do simpósio.
- 1:24:30Mas Oo ponto que OOO blue way stewalway Jordan doggg é um
- 1:24:38baita de um jogo sobre colonização, é você, the
- 1:24:41Republic tem enfim, eu fui pesquisando jogos políticos, é
- 1:24:47larpe jogo, fui buscando, fui analisando, fui vendo, é, é EEA,
- 1:24:53gente sempre debatia e a gente mudava a regra e a gente testava
- 1:24:56e cara, foi um processo. Rico.
- 1:24:59Criativo, imaginativo, de teste, de tem muita regra que a gente
- 1:25:04deixou de lado e que era a regra tão legal que a gente falava,
- 1:25:07pô, não dá para colocar isso aqui porque vai para um caminho
- 1:25:09que não é o caminho que a gente tá discutindo, né?
- 1:25:13EE mas a gente, pô, vamos lá, né?
- 1:25:16A gente criou a gente. Eu tô No No fim da escrita, né?
- 1:25:19A gente faz a escrita, revisão e posterior é publicação.
- 1:25:24EE aí no final de 2022 eu fui demitido da escola, que eu dava
- 1:25:30aula há 14 anos, dando aula lá e etcetera, e eu falei, eu falei,
- 1:25:35cara, eu não posso ficar parado, porque senão AA demissão é uma
- 1:25:39coisa que pesa muito, né? Ainda mais tanto tempo de casa,
- 1:25:43é, eu tenho filhos, você tem aquelas coisas que você fala,
- 1:25:46pô, e aí que que o que que vai ser?
- 1:25:48Eu tinha conseguido um emprego numa numa aula na minha escola,
- 1:25:51né? Ainda estou na escola, 5 aulas
- 1:25:53por semana. Muito menos do que eu tinha.
- 1:25:55Mas e aí eu fui pra casa da minha mãe, eu pensei, pô, eu a
- 1:25:59gente precisa discutir sobre regra, a gente precisa comentar,
- 1:26:02a gente precisa trocar experiência, e aí a minha ideia
- 1:26:04basicamente foi convidar pessoas pra escreverem sobre a criação
- 1:26:09de seus jogos. Por que que você criou esse
- 1:26:10jogo? EEO mais importante ou você
- 1:26:14criou você tem uma regra, qual que é a importância dessa regra
- 1:26:17para o jogo? Por que que essa regra?
- 1:26:19Ela ela permite o desenvolvimento de uma
- 1:26:22experiência. Né, pô, essa regra existe por
- 1:26:25quê? Por um motivo, né, por quê e pra
- 1:26:29pra gente trabalhar com, com com com a ideia de é de
- 1:26:34intencionalidade, né? Eu estou criando algo com minha
- 1:26:37intenção. Isso aqui é um discurso, né?
- 1:26:40Eu estou propondo um discurso, é, eu quero dar um exemplo, tem
- 1:26:4311 larpe nórdico, que é o just just little loveing, não sei se
- 1:26:49você já ouviu falar desse larpe. Esse é um larp sobre a
- 1:26:53disseminação do vírus HIV na comunidade gay de Nova Iorque
- 1:26:59nos anos 80. O larp tem 3 dias.
- 1:27:04É, são são 3 sessões, são são 3 sessões, tá?
- 1:27:08Entre uma sessão e outra, você faz um sorteio e algumas pessoas
- 1:27:12sorteadas não voltam porque elas contraíram.
- 1:27:16Você tá entendendo? Quer dizer, você sente na pele o
- 1:27:19que é? A galera, a galera que não,
- 1:27:22galera que tá ouvindo ainda não viveu essa época, né?
- 1:27:25Cara? É realmente a galera chamava de
- 1:27:26câncer gay e era uma ele. Ele foi realmente foi impactante
- 1:27:31demais na comunidade gay. E enfim, é realmente é é uma
- 1:27:36experiência que. Muito pesada.
- 1:27:38Imagina você chegar lá, você tá jogando cara, você faz amizade
- 1:27:41com uma pessoa, você conversa, vocês vão pá, pá, acabou a
- 1:27:44sessão. Quando você encontra o meu, cadê
- 1:27:46o cara? Então assim foi o meu.
- 1:27:50Olha, olha a força que é você colocar 11 é uma regra dessa,
- 1:27:56você fala, fala, cara, é isso você, a comunidade vai se
- 1:28:00dissolvendo as histórias e você não sabe se você volta pro ano
- 1:28:04que vem, né? Pra próxima sessão.
- 1:28:07Então é, são experiências, são, são viscerais.
- 1:28:12Eu falei, cara, a gente precisa começar a discutir isso, a gente
- 1:28:15precisa começar a debater isso, a gente precisa colocar na mesa,
- 1:28:17a gente precisa de mais experimentação.
- 1:28:20EE aí foi OOO, eu pensei, pô, eu vou convidar autores, autoras e
- 1:28:29pra gente fazer, né, pra gente desenvolver.
- 1:28:32Tava tava na casa da minha mãe, minha família, né, e eu comecei
- 1:28:37a convidar as pessoas que, sei lá, eu tinha interagido
- 1:28:39recentemente assim No No antigo, né, no falecido Twitter é eu, eu
- 1:28:45saía do Twitter, né, por motivos é de políticos.
- 1:28:49Tá, EEE, basicamente, eu comecei, aí, eu chamei um,
- 1:28:54chamei o outro, o pessoal foi, vamos, vamos, vamos, vamos e
- 1:28:57saiu o livro, né? Aí basicamente é aí uma pergunta
- 1:29:02assim, pô, mas por que que não tem tal autor, gente?
- 1:29:05Porque na hora eu, eu, eu fui chamando, quem me lembrou e quem
- 1:29:09eu estava lendo o contato é, eu, eu tenho interesse de fazer um
- 1:29:12segundo volume, com novos autores, com novas discussões,
- 1:29:15porque nenhuma discussão se encerra em um livro só, né?
- 1:29:19A ideia é, é, é abranger, é criar, é debater, é trazer
- 1:29:23outras vozes, né? A minha ideia é não repetir
- 1:29:26autor no próximo livro, sabe? Poxa, mas tem como é que o Jorge
- 1:29:31valpass? Como é que você vai fazer com
- 1:29:32Jorge valpass, né? É, se ele tem eu, eu IA falar
- 1:29:3880, mais uns 20, né? E aí tem que.
- 1:29:41Estar em todo o livro. Entendeu, é?
- 1:29:44E aí eu falei, pô, mas porque senão a gente vai ser sempre o
- 1:29:47mesmo, né? Porque a gente chama o chama o
- 1:29:51cara e tal. Vamos, vamos, vamos trazer,
- 1:29:53vamos, pode aparecer, mas vamos dar uma rodada nas pessoas, pra
- 1:29:58pra ter outras vozes, pra ter outros pontos de vista, enfim.
- 1:30:01E aí é, foi foi uma criação, foi RPGE larp, né, que eu também é.
- 1:30:06Eu escrevo larp, né? Eu jogo larp EEAEAEA, minha
- 1:30:12ideia é trabalhar com. Com esse larpe, né?
- 1:30:15Eu também comecei a ter experiência com larpe chinês,
- 1:30:18né? Larpe chinês que veio pra São
- 1:30:20Paulo, veio pro Brasil, que eles também têm uma pegada
- 1:30:23completamente diferente do larpe larpe nórdico, o larpe americano
- 1:30:28EEA partir daí, né? O livro não tem nada do larpe
- 1:30:31chinês, porque eu eu tava conhecendo ainda.
- 1:30:35Mas a ideia básica é é, é, é trazer isso, trazer essa
- 1:30:40discussão, trazer esse debate e mostrar, mostrar aqui, ó.
- 1:30:44É qual que é o caminho que a pessoa trilhou, né?
- 1:30:47Ele ele não é 11 livro teórico, tá?
- 1:30:49Ele não é um livro de teoria sobre regras, ele é um livro de
- 1:30:52relato de criação, porque você vai pensando o que que essa
- 1:30:56pessoa queria, o que que ela propôs, como que ela testou,
- 1:30:59onde que ela encontrou a resposta pra gente, pra pra
- 1:31:03gente perceber que existe 11 diversidade, uma pluralidade e
- 1:31:07caminhos ainda que podem ser trilhados, né?
- 1:31:10Acho que é mais ou menos isso. E o livro tá em financiamento
- 1:31:14coletivo ainda, né? Até acho que dia 27 de maio me
- 1:31:18fala a memória. E já bateu meta, né?
- 1:31:21Já tá, já tá garantido. Já já tá impresso, inclusive,
- 1:31:25tá? Para quem tem medo, Ah, eu vou
- 1:31:27participar. Financiamento não vai me mandar,
- 1:31:29gente. Eu só não mando se acontecer
- 1:31:31alguma coisa comigo, né? Se alguma coisa é
- 1:31:35particularmente grave, porque os livros já estão aqui e em breve
- 1:31:39eu começo em vivo, tá? Uhum.
- 1:31:42Né? E tá bonito.
- 1:31:43Eu vi aqui no vídeo, tá? Tá, tá lindo.
- 1:31:46AOO eu chamei o Eduardo Caetano para fazer diagramação.
- 1:31:50Ele Ângela, né? Imagem das coisas, né?
- 1:31:53É citado aqui no podcast pelo modelo π, que eu gosto muito.
- 1:31:57Sim, sim. Volta e meia citado aqui no café
- 1:31:59com anjo muito bom, cara. E ele e ele.
- 1:32:01E ele fez um texto bem bacana também.
- 1:32:03Ele, ele é um dos autores. Eu vou ler o nome dos autores
- 1:32:05aqui. Boa, eu acho que tá.
- 1:32:08É, eu chamei Oo César capac, né? Oo Eduardo Caetano, o Jairo
- 1:32:15Borges filho, o Jorge valpassos, o Júlio Mattos, o Leandro Godoi,
- 1:32:21o Lucas conte, o Luiz Falcão, o Luiz Prado, o Mateus Silveira, o
- 1:32:25Mateus Silveira e a Viviane Ferreira.
- 1:32:27Eles escrevem um artigo juntos, tá, sobre regras em jogos
- 1:32:32educativos. Então o deles não é assim, tem o
- 1:32:34relato da experiência deles. Mas é mais voltado assim, pro
- 1:32:39pra discutir com o professor. A gente tem a Mônica de faria,
- 1:32:42Mônica ela sim escreve um texto acadêmico, tá?
- 1:32:46Sobre regras, é o único texto acadêmico, além do do texto do
- 1:32:50Mateus e da e da Viviane. Aí a gente tem a Naomi marateia,
- 1:32:54eu, o Rafael, a Renata bruscatto, do do caquitas e o
- 1:32:58Tadeu Rodrigues, tá? É basicamente o Tadeu, o Tadeu,
- 1:33:03ele fala sobre um rap dele. EEA partir daí então, OOO livro,
- 1:33:08ele vai ter esses relatos é de pô, o que que eu pensei, o que
- 1:33:12que eu quis, qual foi a minha solução, né, que que é isso?
- 1:33:16É, é, é, é gerar reflexão, porque eu que eu acho que tem
- 1:33:19uma coisa, né, que às vezes a gente fica Na Na teoria, e a
- 1:33:22teoria não é ruim, mas é legal a gente como que os outros
- 1:33:26pensaram soluções, pô, esse cara encontrou um problema, qual foi
- 1:33:30a solução? Pô, eu acho que talvez eu tenho
- 1:33:31esse problema, talvez eu, eu, eu busque uma solução diferente.
- 1:33:35E aí eu acho que que é bem bacana.
- 1:33:37Assim ficou, ficou um texto bem diverso, EE interessante.
- 1:33:42Muito bom. Raca maravilha, cara, é bom.
- 1:33:46Vou deixar o link do do catarse aqui no objetivo do episódio,
- 1:33:49pra galera comparecer aí e garantir a cópia.
- 1:33:52É qual o valor? É único de apoio e tem valores
- 1:33:55diferentes. O valor único, 40 BRL.
- 1:33:58Se você quiser mais de um livro, você multiplica.
- 1:34:02Ah, eu meu, quero 3 livros. Coloca 120 lá, tá que aí
- 1:34:08basicamente, Ah, eu quero 2 livros, 80, então fica ali, eu,
- 1:34:12eu, eu já estou considerando que a pessoa que colocou é teve um
- 1:34:16apoio de 100 BRL bom, essa pessoa, eu vou mandar 2 livros,
- 1:34:21né? Eu vou entrar em contato com
- 1:34:22ela, mas a princípio eu estou contando que essa pessoa compra
- 1:34:252 livros, né? Então basicamente eu estou eu
- 1:34:27estou trabalhando com com essa dinâmica, é eu, eu não coloquei
- 1:34:31meta extra. Tá, porque assim, Ah, eu vou
- 1:34:34colocar, se bater meta, eu vou chamar não sei quem para
- 1:34:38escrever artigo, eu não acho isso legal, sabe?
- 1:34:40Porque não, se se você tem qualidade, você tem que estar no
- 1:34:45livro, então eu não, eu não estou trabalhando nessa
- 1:34:47dinâmica, porque eu acho que é, eu quero valorizar quem está
- 1:34:51aqui. Eu nunca falo assim, Ah, você é
- 1:34:52o brim, não, você não é o brim, você é autor, né?
- 1:34:55E é isso, claro que tem um chamativo muito menor, né,
- 1:34:58porque. É, eu não tenho aquele chamado
- 1:35:01das pessoas, ó, divulga. Aí o pessoal falou assim, já
- 1:35:03bateu, então acabou. Eu já comprei, já fiz minha
- 1:35:06parte, mas eu acho que é 11 forma mais, sei lá, é, é a minha
- 1:35:10forma. Uhum não, eu acho muito
- 1:35:13racional, muito justa. Acho que a galera vai
- 1:35:16comparecer, já compareceu, né? E vai comparecer mais ainda.
- 1:35:19Uhum, porque é um lançamento importante, né?
- 1:35:21É, tem pouco disso No No Brasil, acho que de forma geral, a
- 1:35:25respeito do RPG, tem pouco disso no mundo e de fato a gente
- 1:35:28precisa. É construir esse tipo de
- 1:35:30iniciativa pra ter mais autonomia, até de pensamento em
- 1:35:33relação a como se a gente a gente vê esses assuntos,
- 1:35:35principalmente regras EE similares dentro do dos jogos de
- 1:35:39RPG. Então muito legal, cara.
- 1:35:41Valeu a comunidade, tenho certeza que agradece junto
- 1:35:44comigo aqui. São as minhas regras.
- 1:35:51Valeu, hacker algum, algum outro recado pra galera?
- 1:35:56Ó, eu, só é comentário. Então, se você tiver interesse
- 1:35:59no livro, procura no Google No No Catar, esse jogo pela regra
- 1:36:0240 BRL, tá? É, posso entregar no DOF para
- 1:36:06quem quiser, quem tiver lá, posso entregar em mãos ou quem
- 1:36:10quiser saber um pouco sobre a minha produção de jogos.
- 1:36:16Tendo itio, né? It ponto yo hacka, ponto EAT
- 1:36:20ponto yo meus jogos praticamente todos estão lá.
- 1:36:24É, todos estão gratuitos em português e inglês, não em
- 1:36:27inglês. Tem que pagar, porque existe aí
- 1:36:30um preço de tradução e et cetera.
- 1:36:32Mas em português tá tudo gratuito, disponível, tá lá.
- 1:36:36EE RPG de mesa eu tenho só o antes do começo, que é uma RPG
- 1:36:40de panfleto. E a tem também um jogo
- 1:36:45narrativo, né? Que é o sobre a assim chamada
- 1:36:48acumulação primitiva. Enfim, que é que é um, é um, é
- 1:36:52um RPG? Semestre, né, digamos assim.
- 1:36:55E quem quiser ver os meus textos acadêmicos tem os meus o meu
- 1:37:02site, os meus textos acadêmicos sobre RPG, que é o que está na
- 1:37:07aquele site academia.edu, né? Procuro Rafael Carneiro Vasco
- 1:37:11academico.edu. Eu tenho a dissertação de
- 1:37:13mestrado, eu tenho um texto sobre RPG, lar pra educação e eu
- 1:37:17além daquele sobre o vampiro na guerra civil, eu tenho um texto
- 1:37:20também é discutindo comparando os bestiários medievais com os
- 1:37:25livros de monstros de RPG. Tá que foda.
- 1:37:28A partir dessa lógica é foi conescrito por um autor
- 1:37:31latinista, tá um amigo meu que é latinista que ele ele está no
- 1:37:36processo de tradução de um vestiário medieval, acho que de
- 1:37:38alberdin, e aí a gente. Combinou, a gente coescreveu o
- 1:37:43livro, o livro não tocou com o artigo e tá lá disponível, né?
- 1:37:47Coloquei lá Oo tá a revista inteira, que era aquela revista.
- 1:37:50Mais jogos do o Rafael rocha? Não, o Rafael rocha do do
- 1:37:54secular é o outro. Rafael rocha é.
- 1:37:58Então esses textos estão lá, além da minha dissertação de
- 1:37:59mestrado. Por.
- 1:38:02Fim tem o meu canal do YouTube sobre a história do RPG no
- 1:38:05Brasil, que tem A Entrevista do Mark hargen.
- 1:38:07Tem entrevista que eu fiz com você, tem entrevista com muita
- 1:38:11gente muito legal e por fim, tem o site do simpósio e o canal do
- 1:38:15simpósio no YouTube, tá? Quem quiser dar uma olhada no
- 1:38:18simpósio e tal, a gente tá fazendo esse esse processo é eu,
- 1:38:25eu vou, eu, eu, eu não sei como é que vai vai estar a questão de
- 1:38:28vaga, eu tô. Eu vou ministrar um minicurso na
- 1:38:33Unesp de Assis, um minicurso online sobre.
- 1:38:36RPG, larp e literatura, falando do meu processo criativo na
- 1:38:39criação do do larp, e perde centroiano, né?
- 1:38:42Que é o larp sobre e que é baseado em tragédias gregas, Na
- 1:38:46Na, na, na literatura grega, que por sua vez é baseada Na Na Na
- 1:38:50mitologia grega, né? E aí eu vou discutir, vai ser,
- 1:38:54acho que dia 7 e 14 de junho vai ser online e tal, que aí depois
- 1:38:59eu posso passar o link pra aqui pra cadastro, acho que é isso.
- 1:39:06Maravilha, eu vou deixar esses links aí pra vocês seguirem e
- 1:39:09conhecerem mais a fundo aí o trabalho do do hacker, tanto no
- 1:39:11pensamento quanto No No game design aí.
- 1:39:14E obrigado pela participação, cara.
- 1:39:16Valeu? Imagina sempre um prazer, a
- 1:39:18gente se encontra um dofe ou não?
- 1:39:20Sem dúvida, sem dúvida. A gente dá um abraço lá.
- 1:39:24Valeu. Intérprete, quem sabe a gente
- 1:39:26toma um café, Hein? Ó, é uma boa, eu vou levar 11
- 1:39:29garrafa térmica para. A gente ovelha negra, por favor.
- 1:39:32Ovelha negra isso aí, né? Maravilha, hacker, é isso?
- 1:39:37Abraço. Abraço pra todo mundo.
- 1:39:39Valeu, bom dia, diabo, bom dia ao caralho.
- 1:39:45Bom, encerrando o episódio aqui eu vou deixar uma pergunta pra
- 1:39:48enquete, e aí, dá pra chamar tudo de regra que que você acha
- 1:39:51sim ou não? E comenta aí que que você achou
- 1:39:55do episódio de hoje também eu falo um pouco sobre a sua
- 1:39:57opinião sobre regra. É é um tema.
- 1:39:59Que certamente vai voltar aqui no café com dânjon, mas por
- 1:40:02enquanto. Vamos vamos dar um dar um
- 1:40:05tempinho, porque já foram 2 episódios seguidos, então deixo
- 1:40:07um tempo para vocês refletirem. É lembrando que eu vou deixar aí
- 1:40:11no descritivo do episódio os links citados no episódio, tanto
- 1:40:14os links dos anúncios, né? Então o link para você jogar
- 1:40:17beergot tem Oo link para o após o café com dângel e o link para
- 1:40:20o the vintage na caramelo jogos. E fora isso, vou deixar os links
- 1:40:25de algumas coisas mencionadas no episódio, né?
- 1:40:28O vídeo do Bernardo Gregório entre o céu e a Terra falando
- 1:40:31sobre mulheres, bruxas, menstruação e tudo mais.
- 1:40:35Vou deixar um link aí pro Levi Strauss.
- 1:40:38As estruturas elementares do parentesco, né?
- 1:40:41É citado pelo raca. É.
- 1:40:43Um link para o jogo? Blue way do Jason, Morning Star.
- 1:40:47Né? Um link pro larp disso.
- 1:40:49Little loveing aí sobre o cenário da AIDS nos anos 80 em
- 1:40:53Nova Iorque, né? Então vou deixar aí, Oo link
- 1:40:57também vou deixar um link para o it e o do raq, que tem jogos aí
- 1:41:02de seu, do seu desenvolvimento também deixar um link para o
- 1:41:06canal de YouTube do raq, né? Da história do RPG no Brasil, do
- 1:41:10qual até tem uma entrevista lá com ele.
- 1:41:11Deixar também aí. 11 link para o simpósio RPG larp.
- 1:41:17E educação? Bom, e, por fim, lembra que você
- 1:41:21pode apoiar o café com dângel se você quiser, de repente ajudar a
- 1:41:25gente a voltar a ter 5 episódios semanais?
- 1:41:27Considera apoiar o projeto e a expansão lá?
- 1:41:29Não apoia esse apoia ponto s barra café com dângel é, se você
- 1:41:33gostou especialmente do café de hojedeixapragente1gorjetaaimandaoseupixqualquervalorpracafecomdangel@gmail.com,
- 1:41:40a gente conta com você se você tem uma empresa, uma marca e
- 1:41:43quer ter um dia na semana. No café com dângel financia aí
- 1:41:47um episódio semanal do podcast e faça a Alegria da Márcia rpgista
- 1:41:51consulta a gente aí em café comdangio@gmail.com que a gente
- 1:41:54tem uma proposta especial para você.
- 1:41:56Consulte também a gente sobre parcerias e anúncios.
- 1:41:58A gente trabalha com marcas de RPG e também de outros ramos aí,
- 1:42:01como café e jogos, tecnologia, mídia, ensino e et cetera.
- 1:42:06Se você é um produtor de conteúdo, games ever,
- 1:42:08independente ou acadêmico e quer participar do nosso projeto.
- 1:42:11Conta isso sobre você e fala de como a gente pode colaborar,
- 1:42:14manda um e-mail pra café com 2 de arroba Gmail.
- 1:42:16Ponto. Com beleza.
- 1:42:18Por fim, agradecer os nossos assinantes, a galera que torna
- 1:42:20possível essa aventura. Então obrigado ao pessoal por
- 1:42:23apoio com o nível incentivo, incluindo aí o enésio, o zabur
- 1:42:27Suzuki. Valeu demais.
- 1:42:29É o pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo aí o
- 1:42:32Gustavo muradi, o Ian quer Lopes e o Yuri saía da rocha Miranda,
- 1:42:37grande Yuri. Um salvo especial para os
- 1:42:39assinantes do nível RPG do Ju, dentre eles o André dotepegas, o
- 1:42:44benatti que fez aniversário ontem.
- 1:42:46Valeu, André. Parabéns aí.
- 1:42:48Um abraço ao Marcos Vinícius ornelas, ao Pedro Borges, ao
- 1:42:52Rodrigo Lopes. E o Vinícius?
- 1:42:54Caldas e um abraço aos membros do treinamento, ao e ao fantasy
- 1:42:58e eles são, Abílio Júnior, César Machado, Daniel Haidar, Diego
- 1:43:01cestito, Léo gasparuto, Marcos Gonçalves.
- 1:43:06E o Pablo Rodrigues Lima? E, por fim.
- 1:43:09Um imenso agradecimento ao nosso membro café com balbi, o Thiago
- 1:43:13Augusto, valeuzaço galera, um abraço e até a próxima.
- 1:44:11RPG é coisa do diabo. RPG é coisa do diabo.
- 1:44:13Que rapaz, que o diabo vai fazer com essa porrada de nerd, esse
- 1:44:16bando de perdedor. Virgem em uma só palavra é coisa
- 1:44:20do diabo ou não é não?