Latest / Só Pod Ser História • Podcast / Só Pod 08 - O menino que surgiu do nada e mudou minha vida
Transcript
- 0:00Eu tinha uns 10 anos quando conheci um garoto muito
- 0:03estranho, que parecia ter surgido Do Nada.
- 0:06A gente acabou ficando super próximo, quase inseparável.
- 0:10Mas depois de mais ou menos um ano, ele simplesmente
- 0:14desapareceu e eu nunca mais consegui encontrar uma forma de
- 0:18ter contato com ele. E aí, galera, bem vindos a mais
- 0:31um episódio do só pode ser história, eu sou a Isa e hoje,
- 0:35terça-feira, tô aqui sozinha comentando a história, mas
- 0:39contando com os comentários de vocês pra complementar, o que a
- 0:42gente vai ouvir hoje é gente, eu queria agradecer demais todos os
- 0:47comentários que eu recebo. Eu sou muito, muito ruim.
- 0:50Eu preciso melhorar que eu não respondo ninguém.
- 0:54Perdão, tá? Mas eu leio todos com muito
- 0:57carinho, é muito gostoso de receber assim o feedback de
- 1:01vocês. Eu agradeço demais a todos vocês
- 1:04que me ouvem deixar aí nos comentários e tem um comentário.
- 1:08Teve um comentário, se eu não me engano, da minha charada,
- 1:11Isabela, é que ela perguntou dos bastidores de como é quando como
- 1:16que eu escolho as histórias e gente, a verdade é que vai meio
- 1:21assim, aleatório, sabe? Eu?
- 1:23Dou uma fuçada eu fico horas e horas no Red te escolhendo é, eu
- 1:29sempre vejo o título, né? Se me parece interessante, eu
- 1:32escolho, às vezes histórias muito curtas.
- 1:35Também não tem muito o que comentar, então eu dou uma
- 1:37passada, mas tem muita história legal.
- 1:39Curtinha é que talvez vale a pena ir trazer nos próximos,
- 1:45então é meio aleatório assim, sabe?
- 1:47Eu não, não escolho muito, eu tento variar os assuntos, né,
- 1:51para não ficar sempre a mesma coisa.
- 1:53E aliás, se você tiver alguma sugestão de qualquer assunto que
- 1:56seja, deixa nos comentários que eu com certeza procuro histórias
- 2:00parecidas e venho comentar. E também, se você quer mandar
- 2:03sua história, é só escrever pro e-mail que vai estar na
- 2:06descrição do episódio. Mas é basicamente isso, gente, é
- 2:10assim, vou fuçando, vou vendo e vou escolhendo.
- 2:13Espero que vocês gostem e se tiverem sugestões, por favor, me
- 2:17manda. E a história de hoje é.
- 2:23De novo, né, gente? Eu não leio a história inteira
- 2:25pra gente se surpreendendo juntos.
- 2:28É um título bem grande e desde que eu escolhi essa história, eu
- 2:32fiquei criando assim, criando desenrolar na minha cabeça, sabe
- 2:40sobre o que que pode ser? Eu não sei, é uma história
- 2:43Comprida. Então pra quem pediu um episódio
- 2:45mais comprido, esse é o nosso momento.
- 2:48Tem 10 páginas de história. E pelo fato de ser uma história
- 2:53muito Comprida, eu vou tentar é evitar de comentar durante um
- 2:58bloco da história, porque são vários blocos.
- 3:00Então eu vou tentar ler um bloco, comentar, ler outro,
- 3:04comentar e não ficar interrompendo muito durante a
- 3:07história, porque é uma história muito Comprida e eu tenho receio
- 3:10que a gente se perca aí no meio dos comentários.
- 3:13Se tiver algum comentário que eu acho muito necessário, pare e
- 3:15faço. Mas a ideia é eu ir comentando
- 3:19por blocos, tá? Antes de começar, é importante
- 3:22dizer que essa história contém tópicos de abuso, suicídio e
- 3:27nudez. Então, por favor, se isso é um
- 3:29tópico sensível pra você, não assista esse vídeo.
- 3:33Passa e deixa pro próximo, tá bom o lalá, vamos começar.
- 3:39O título é grande e ele é assim. Eu tinha uns 10 anos quando
- 3:43conheci um garoto muito estranho, que parecia ter
- 3:47surgido Do Nada. A gente acabou ficando super
- 3:50próximo, quase inseparável, mas depois de mais ou menos um ano,
- 3:54ele simplesmente desapareceu e eu nunca mais consegui encontrar
- 3:59uma forma de ter contato com ele.
- 4:02Isso é o título, tá bom? Então você imagina o que eu
- 4:07imaginei com a história, né? Desde que eu escolhi o que eu
- 4:11imaginei até agora. Amigo imaginário, experiências
- 4:15sobrenaturais? Não sei.
- 4:18Vamos descobrir juntos. Ela começa assim, isso vai ser
- 4:23longo. Então peço paciência enquanto eu
- 4:26tento explicar tudo. Mas se você preferir, no final
- 4:29tem um resumo, eu vou ler o resumo no final, tá bom?
- 4:32Eu devia ter uns 10 ou 11 anos. Quando lembro pela primeira vez
- 4:36do Henrique aparecendo, era no meio do verão e eu e meus amigos
- 4:41estávamos nadando em um Lago em um dos Campos do meu pai.
- 4:45Eu cresci numa cidadezinha rural de fazendeiros com não mais de
- 4:49200 habitantes. Todo mundo conhecia todo mundo.
- 4:53Havia 2 escolas na cidade, uma só pra meninos e outra só pra
- 4:57meninas. Não sei bem o motivo dessa
- 5:00divisão e tenho quase certeza de que hoje elas já se uniram, mas
- 5:05naquela época era assim, eu, filha da puta, vou, vou
- 5:09interromper e vou fazer meus comentários.
- 5:13Me desculpem, mas gente, na minha escola que eu me formei
- 5:16era assim, era muitos anos atrás, né?
- 5:20Tipo, antes da minha mãe, minha mãe também estudou lá.
- 5:22Antes da minha mãe, era uma escola só de meninas e uma
- 5:25escola muito próxima a mim era uma escola só de meninos e hoje
- 5:28é é tudo misturado, né? Enfim, vou continuar, vou contar
- 5:33do jeito que eu lembro embora, um amigo meu que tava lá também
- 5:37se recorde de uma forma um pouco diferente.
- 5:41Nós éramos uns 4 no total, nadando nesse Lago que ficava
- 5:44uns 15 minutos de caminhada da minha casa.
- 5:47Já estávamos brincando havia um tempo, quando ouvimos alguém
- 5:51chamando a gente. Olhamos para a beira do Lago e
- 5:54vimos um garoto parado lá, completamente nu.
- 5:59Eu corro, saio correndo, não olho para trás.
- 6:05Assim que percebeu que o vimos, ele gritou perguntando se podia
- 6:08brincar conosco. Pelado?
- 6:12Acho que não, né? Ele parecia até a nossa idade,
- 6:16talvez um pouco mais velho, mas não muito.
- 6:19Era muito pálido, branco mesmo. Lembro de ficar impressionado e
- 6:24até meio com inveja dos olhos verdes brilhantes dele.
- 6:28O cabelo era loiro, claríssimo, quase branco, comprido até os
- 6:32ombros. Tipo do Draco malfoy do Harry
- 6:35Potter, né? Eu acho que bom, se você nunca
- 6:38viu Harry Potter. É um cara loiro.
- 6:42Não ajudei nada nesse comentário, mas acredito que
- 6:45todo mundo já tenha visto Harry Potter.
- 6:48Olhei para os meus amigos, dissemos que sim e ele entrou no
- 6:51Lago com a gente. O estranho é que Nenhum de Nós o
- 6:55reconhecia. Isso era muito esquisito, porque
- 6:58naquela cidadezinha todo mundo sabia quem era quem gente, mas
- 7:02enquanto isso, o menino peladão. Eu IA ficar um pouquinho receosa
- 7:08de uma pessoa pelada, mas tudo bem.
- 7:12Ele se apresentou como Rick, mas disse que preferia ser chamado
- 7:16de Henrique. Foi assim que passamos a chamá
- 7:19lo lembro que perguntei da onde ele era, mas ele ficava todo sem
- 7:23jeito e nunca dava uma resposta direta.
- 7:26Depois de um tempo brincando no Lago, ele parecia divertido,
- 7:29então o convidei pra jantar na minha casa.
- 7:32Ele aceitou na hora, animado, e meu amigo perguntou.
- 7:35Você não precisa avisar sua mãe. Henrique respondeu algo como Ah,
- 7:40ela não vai se importar. Hum, será que o fato dele estar
- 7:45nu e a mãe não se importar não é 11 caso meio de de descaso?
- 7:52Não sei. E lembra que eu falei que ele
- 7:54estava completamente nu? Na verdade isso não era tão
- 7:58estranho. Gente, mas que cidade é essa que
- 8:01todo mundo fica pelado? Eu tenho quase certeza de que
- 8:05todos nós também estávamos. A gente costumava nadar pelado
- 8:10ali, então não achei esquisito quando ele apareceu daquele
- 8:13jeito. Bom, sem julgamento da minha
- 8:17parte, mas estranho, né? O que chamou minha atenção foi
- 8:22depois, quando saímos da água, nos secamos e nos vestimos.
- 8:26Henrique não tinha nenhuma roupa para colocar.
- 8:29Achei aquilo muito estranho, mas ele só disse algo como.
- 8:33Ah, devo ter esquecido de trazer.
- 8:36E eu fiquei pensando, como alguém esquece as próprias
- 8:39roupas? Eu não sabia como meus pais
- 8:42reagiriam se eu aparecesse em casa com um garoto nu, então dei
- 8:46Pra Ele uma cueca minha e uma camisa pra vestir.
- 8:50Aquilo ficou marcado como bem estranho pra mim, cara, eu acho
- 8:54que pra mim e pra todos nós, né? Primeiro, todo mundo nadando
- 8:59pelado, é que eu não sei também, né?
- 9:00Eu posso ser muito. Posso ser muito tipo menina
- 9:04criada em apartamento fechado, sabe?
- 9:06Eu eu cresci infelizmente em São Paulo, então talvez em cidade
- 9:11seja comum, né? Cidadezinha assim, pequenininha,
- 9:14igual ele tá falando e ele conta algo da infância dele, era um
- 9:18era outra época também, né? A gente, não sei se vocês estão
- 9:21ouvindo minha cachorra latia, desculpa, ela é encontrolável,
- 9:25mas às vezes, pelo fato de ser uma cidadezinha, talvez não seja
- 9:27tão estranho. É que assim para mim é algo bem
- 9:31incomum, mas. Enfim, meus amigos foram para
- 9:35casa e Enrique veio comigo. Meu pai logo de cara falou, cadê
- 9:39as roupas dele? Eu inventei alguma coisa.
- 9:42Acho que falei que elas molharam e deixamos secando no sol.
- 9:45Arrumei uma calça para ele, jantamos e lembro que ele comeu
- 9:493 ou 4 pratos. Ele era super magro, mais até do
- 9:54que eu, que já era pequeno e magro na época.
- 9:57Fiquei impressionado com o tanto que ele conseguia comer.
- 10:01Gente, tá me tá me cheirando, é? Não é?
- 10:06É maus tratos, né? Quando você não dá comida e
- 10:08roupa pro seu filho, tá me cheirando a maus tratos.
- 10:11Isso daí, não sei. Henrique foi super educado e
- 10:16doce com todo mundo. Depois do jantar, a gente foi
- 10:19pro meu quarto e jogamos meu Nintendo 64.
- 10:23Ele nunca tinha visto um antes e ficou maravilhado.
- 10:27Na época achei que era porque o videogame era velho, isso era em
- 10:302010, mas minha família era pobre e era tudo que eu tinha.
- 10:35Ficou tarde, eu perguntei se ele queria dormir lá.
- 10:38Ele ficou muito animado e disse que sim.
- 10:40AI gente, eu acho que ele sofre maus tratos dos pais.
- 10:43Puta que pariu. Perguntei pros meus pais, mas
- 10:47sabia que não iam se importar porque estavam bem bêbados.
- 10:51Então a gente continuou jogando até muito tarde.
- 10:55Quando falei que era hora de dormir, eu estava exausto, mas
- 10:58não lembro dele parecer cansado. O Henrique pediu para tomar
- 11:02banho, já que tinha ficado cheio de Barro brincando no campo.
- 11:07Enquanto ele estava no banheiro, arrumei a cama e coloquei um
- 11:10filme na TV para vermos antes de dormir, uns 5 minutos depois,
- 11:14ele voltou completamente nu de novo.
- 11:19Querido. Perguntei, você veio do banheiro
- 11:24assim? E ele, tranquilo, sim, não
- 11:28parecia se importar. Então mesmo achando estranho, eu
- 11:31não disse nada. Ele deitou na minha cama,
- 11:33perguntei se queria pijama, mas ele respondeu que não, que tava
- 11:37muito calor. E pra ser justo, eu lembro que
- 11:40aquele dia tava mesmo muito quente.
- 11:43Coloquei um filme do Scooby-Doo e ele ficou empolgadíssimo, mas
- 11:47não sabia nada sobre Scooby-Doo. Na hora não achei estranho, mas
- 11:51olhando hoje eu percebo que ele não conhecia absolutamente nada
- 11:55de cultura pop. E olha que mesmo na nossa cidade
- 11:59atrasada, a gente ainda tinha uma noção básica do que era
- 12:02popular. Gente, tá me dando a impressão
- 12:05de uma criança, né? Porque 11 anos, 1011 anos de uma
- 12:08criança completamente rejeitada assim, sabe?
- 12:14AI, será que eu vou ficar mal com essa história?
- 12:17No dia seguinte, dormi até tarde.
- 12:19Quando eu acordei, Henrique não estava mais lá.
- 12:22Perguntei a minha mãe se ela tinha visto ele e ela disse que
- 12:25ele saiu cedo de manhã, depois que os pais dele ligaram pra
- 12:29nossa casa. Menos mal.
- 12:31Tem pais aí que se importam com essa criança, né?
- 12:36Até hoje não sei como eles sabiam que ele estava lá, nem
- 12:39como tinham o número. Ele levou um short do meu quarto
- 12:42porque minha mãe não deixou ele sair sem roupas.
- 12:46Fiquei dececionado por ele ter ido embora sem mim, sem nem se
- 12:50despedir ou deixar alguma forma de contato.
- 12:53Mas alguns dias depois ele apareceu de novo, quando eu e
- 12:56meus amigos estávamos no Lago. Dessa vez ele trouxe roupas, mas
- 13:01tenho quase certeza de que era só uma cueca e uma camiseta sem
- 13:05calças, o que de novo achei estranho.
- 13:08No decorrer do ano seguinte, eu e Henrique ficamos muito
- 13:12próximos, éramos como irmãos. Nesse tempo, perguntei várias
- 13:16vezes se podia conhecer a casa dele ou a família dele, mas toda
- 13:20vez que tocava nesse assunto, ele ficava desconfortável e
- 13:24mudava de assunto. Eu percebia que ele não queria
- 13:27falar e para não deixá lo mal, eu não insistia.
- 13:30Ele me contou apenas que estudava em casa, o que eu achei
- 13:34incrível, porque na minha cabeça isso significava não ter que ir
- 13:37pra escola. A gente ficou cada vez mais
- 13:40próximo, era como se a gente tivesse se conectado desde o
- 13:43primeiro dia. Ficamos íntimos muito rápido.
- 13:47Eu sentia que podia contar qualquer coisa a ele e Henrique
- 13:50sempre me apoiava. Ele me ajudou em momentos
- 13:53difíceis e me incentivava a ser uma pessoa melhor.
- 13:57Parecia que ele sempre sabia quando eu tava mal, por exemplo,
- 14:01quando a minha avó morreu, fui pro campo chorar sozinho porque
- 14:04não queria que minha família me visse assim.
- 14:07E Do Nada, a Henrique apareceu, sentou ao meu lado e disse
- 14:11coisas que me ajudaram muito. Perguntei como ele me encontrou
- 14:15e ele só respondeu que estava dando uma caminhada, mas não
- 14:19muito tempo depois ele simplesmente desapareceu.
- 14:23Já fazia um pouco mais de 1 ano, desde o dia que ele surgiu no
- 14:26Lago. Foi por volta de setembro um
- 14:29ano, há uns 23 meses. Depois ele nunca mais voltou,
- 14:35não se despediu, não deixou rastro nenhum.
- 14:38Eu fiquei arrasado, com muita saudade.
- 14:41Passei meses andando pelos Campos esperando encontrá lo
- 14:45ficava no Lago onde a gente se conheceu, torcendo pra que ele
- 14:48aparecesse, mas ele nunca voltou.
- 14:52Até hoje não sei o que aconteceu, já procurei nas redes
- 14:55sociais, mas sem sucesso. E como ele nunca falava sobre
- 14:59sua vida, não tenho muitas pistas.
- 15:01Perguntei aos meus pais o que eles lembravam dele, disseram
- 15:05que achavam estranho, que no começo ficaram desconfiados.
- 15:08Principalmente porque ele tinha essa mania de tirar a roupa Do
- 15:11Nada, mas também disseram que nós 2 éramos inseparáveis.
- 15:16Onde eu tava? O Henrique tava também.
- 15:19Eles lembram de como eu fiquei de coração partido.
- 15:22Quando ele parou de aparecer, chegaram até a pensar em chamar
- 15:25a polícia, mas nunca fizeram isso.
- 15:28Eu queria que tivessem feito. Sei que é improvável, mas se
- 15:32você tiver lendo isso, Henrique, por favor, me procure.
- 15:36AI gente, eu vou me emocionar, que coisa fofa.
- 15:43Eu adoraria falar com você de novo e ter respostas pra todas
- 15:47as coisas estranhas sobre você. Talvez não haja nada de
- 15:50paranormal no Henrique, mas que é estranho isso é bom, eu já me
- 15:54emocionei pra quem não me conhece, gente, pra quem não me
- 15:59conhece ninguém, né? No caso só vocês que me ouvem
- 16:01poucas pessoas é, eu sou muito, eu choro por tudo, tá?
- 16:06Então já me emocionei. Meu olho gentil de lágrima, é, e
- 16:10eu vou ler o resumo, aquele resumo que eu não sei se é 11
- 16:15homem ou uma mulher que escreve, tá, então eu vou chamar de opi,
- 16:19a opi, sei lá, eu vou chamar de opi, tá, para não ficar, para
- 16:25não ter erro, é. Eu vou ler Oo resumo que a opi
- 16:29diz no começo, tá? Um garoto apareceu Do Nada na
- 16:33minha cidade pequena. Era meio estranho, não conhecia
- 16:36nada de cultura pop. Nós 2 nos tornamos amigos muito
- 16:40próximos, passamos quase todos os dias juntos, até que depois
- 16:44de cerca de 1 ano ele desapareceu, nunca mais voltou e
- 16:49eu nunca tive nenhuma forma de contato porque ele sempre
- 16:52evitava responder perguntas pessoais.
- 16:55O olá e aqui antes da de eu ir pra primeira atualização.
- 17:00Eu vou chutar o que é, porque não tem muito o que comentar,
- 17:04né? É dessa história por enquanto.
- 17:07Eu espero muito que o Henrique não tenha sido, não tenha
- 17:12sofrido maus tratos assim, né, cara?
- 17:16Tem um nome pro que eu quero falar que é maus tratos, mas não
- 17:19é exatamente essa palavra que quando falta cuidado dos pais,
- 17:26eu não não vai me vim na cabeça agora.
- 17:28Mas eu espero que ele não tenha passado por isso, mas que é
- 17:31muito estranho é, né? Primeiro, ele sempre sem roupa,
- 17:34segundo ele, jantar na casa do amigo, ele dormir lá, não avisar
- 17:38os pais, apesar de que os pais né, tiveram, procuraram ele no
- 17:41dia seguinte. AI, coitado, cara.
- 17:46EE, eu não entendi também quando eu pedi que ele é estranho.
- 17:50Não entendi se ele era, se o comportamento dele era estranho
- 17:53ou se. Só o fato dele aparecer pelado,
- 17:57que é estranho, né? Pelo que eu entendi, é estranho,
- 17:59por mais que tenha sido algo da época aí de uma cidade pequena,
- 18:03beleza, eles nadavam lá pelados, ok?
- 18:06Mas saí do banho peladão, algo estranho, então não tem muito o
- 18:12que comentar por aqui, então vou partir pra atualização.
- 18:16Tô passando algumas semanas na casa dos meus pais e decidi
- 18:19procurar por qualquer foto minha com o Henrique pra que eu
- 18:22pudesse compartilhar aqui. Mas com 7 irmãos mais velhos e
- 18:27um Monte de foto de família acumulada, não tenho certeza se
- 18:30vou encontrar alguma coisa. Eu acho que ele tá falando isso
- 18:34porque o pessoal do Red deve ter falado, compartilha alguma foto
- 18:37pra ver, né? Se a gente consegue te ajudar.
- 18:40Além disso, tá rolando um dia de festa na igreja local pra
- 18:43comemorar o fim das aulas de verão.
- 18:45Seguindo a sugestão de um comentário, resolvi participar
- 18:48do café da manhã dos idosos da Vila, mesmo que isso
- 18:52significasse acordar às 7 da manhã.
- 18:55Minha ideia era perguntar por lá se alguém se lembrava do
- 18:57Henrique. Prometi que atualizaria esse
- 19:00tópico amanhã caso conseguisse alguma coisa.
- 19:03Quero aproveitar pra agradecer a todo mundo pela ajuda até aqui.
- 19:08AI meu Deus do céu, ou será que ele achou Henrique?
- 19:12Atualização 12, perguntei hoje na igreja, mas ninguém parecia
- 19:16se lembrar do Henrique. Comecei a perder um pouco de
- 19:19Esperança, mas a notícia de que eu tava procurando por alguém
- 19:23deve ter se espalhado. Porque uma senhora vou chamá la
- 19:26de Lúcia veio falar comigo. Eu a conheci a de vista, mas
- 19:31nunca tinha conversado com ela de verdade.
- 19:33Lúcia disse que achava conhecer a tia, avó materna do Henrique.
- 19:38Ela se ofereceu pra tentar entrar em contato, pra que eu
- 19:42pudesse entrar em contato e ver se essa tia avó tinha alguma
- 19:46informação sobre ele. Lúcia explicou que se o Henrique
- 19:50realmente fosse da família que ela tava pensando.
- 19:53Ele teria morado em uma cabana a mais ou menos 1 hora e 15
- 19:58minutos de caminhada da fila principal.
- 20:03Caramba, gente numa cabana. Segundo ela, A Cabana era bem
- 20:07isolada, sem vizinhos por perto. Lucia não sabe explicar porque a
- 20:12família desapareceu, até porque não é muito próxima dessa tia
- 20:16avó, mas mesmo assim isso me deu um pouco de Esperança.
- 20:20Pode ser que eu esteja realmente a um passo mais perto de
- 20:23descobrir o que aconteceu com o Henrique.
- 20:25Vou atualizar assim que eu tiver qualquer novidade.
- 20:28Estou torcendo pra que essa tia ainda esteja viva e não tenha
- 20:32mudado de endereço ou telefone. Me desejem sorte, gente.
- 20:36Uma das coisas que eu imaginei dessa história é que esse amigo
- 20:42imaginário do olpi, esse amigo imaginário da opinião, esse
- 20:47amigo do olpi fosse um amigo imaginário, sabia?
- 20:50Eu pensei por um momento tipo, pô, será que ele não é um amigo
- 20:53imaginário que ele não imaginou tudo?
- 20:56Se você me conhece lá do do pode palpitar.
- 20:59Teve algum episódio? Perdão, porque eu comentei que
- 21:03eu tinha uma amiga imaginária, o nome dela era gainting e eu
- 21:07lembro muito da gainting, juro por Deus, era muito real pra mim
- 21:11era. A gente brincava juntas horrores
- 21:15e ela era meio eu assim, meio louco, né?
- 21:18Ela era muito parecida comigo. E eu lembro de brincar com ela
- 21:23muito assim, muito claro na minha cabeça.
- 21:26Então, quando eu li o título, eu falei, bom, talvez seja um amigo
- 21:29imaginário, aí talvez tenha um desenrolar meio tipo nossa, eu
- 21:32imaginei o tempo inteiro, mas parece que não, né?
- 21:34Porque ele já encontrou a Lúcia, que conhece a tia avó do
- 21:38Henrique, e os pais também lembram dele, né?
- 21:41Lógico, minha mãe lembra da gant, mas ela não via a
- 21:43gantting, né? Enfim.
- 21:47Então não, então essa é minha teoria que eu tinha na minha
- 21:50cabeça. Morre por Terra, não existe
- 21:53amigo imaginário. Henrique foi uma pessoa real,
- 21:56ele morava numa cabana. Agora, que tipo de cabana, né?
- 22:01Quando eu li cabana, eu imaginei algo tipo uma é uma tenda, sabe?
- 22:11Não sei, vou continuar com a com a terceira atualização.
- 22:15Consegui entrar em contato com a possível tia avó do Henrique,
- 22:19vou abreviar pra PTA, né? Possível tia avó, mas por
- 22:23enquanto sem sucesso. Liguei algumas vezes pro número
- 22:27que a Lúcia me passou, mas ninguém atendeu.
- 22:30Ainda assim, deixei uma mensagem explicando quem sou eu, mas
- 22:35entrou em contato e não entrou, né?
- 22:36Acho que conseguiu só o número. Também enviei uma carta pro
- 22:40endereço que a Lúcia me deu. Ela deve chegar amanhã ou
- 22:43depois. Espero que essa tia ainda more
- 22:46lá e que eu finalmente consiga algumas respostas.
- 22:49Na carta expliquei porque eu tava tentando contato e deixei
- 22:53meu número de telefone caso ela preferisse me ligar invés de me
- 22:57responder por escrito. AI e mais uma coisa, visitei A
- 23:02Cabana onde a Lúcia achava que o Henrique podia ter morado.
- 23:06A Cabana tá abandonada, caindo aos pedaços.
- 23:09Parece bem provável que ele realmente tenha vivido ali, mas
- 23:13preciso dizer, o lugar me passou uma sensação muito pesada e
- 23:18assustadora, então eu completamente equivocada.
- 23:22Não era uma rica, eu falei que era gente, não era uma tenda,
- 23:26né? Acho que era uma cabaninha.
- 23:27Sabe o que eu imagino aquelas cabaninhas de filme de madeira?
- 23:31Provavelmente é isso. E passou uma sensação muito
- 23:35pesada e assustadora. Eu estou com muito medo do que o
- 23:39Henrique pode ter vivido. Gente, puta merda.
- 23:44AI Deus, eu estou bem tensa, eu sempre fico tensa, né, bem
- 23:48louco, mas eu estou, eu estou bem, estou um pouquinho ansiosa
- 23:54assim, bom, enfim, então, até aqui o π achou uma AAPTA, né?
- 24:01Que é possível. Tia avó do do Henrique.
- 24:07Só que eu pensei que ela morava na Vila.
- 24:09Vocês entenderam a mesma coisa que eu?
- 24:14Bom, acho que não, né? Porque A Cabana ficava mais ou
- 24:19menos 1 hora e 15 minutos de caminhada até a Vila onde o
- 24:22Henrique morava. Eu entendi que a possível tia,
- 24:27avó do Henrique morava nessa Vila, mas parece que não, porque
- 24:30porque ele não foi lá perguntar, né?
- 24:31Eu iria até a casa da Lúcia, da Lúcia, não desculpa da possível
- 24:35tia avó. Do Henrique, vamos lá, eu vou
- 24:40para quarta atualização. Recebi uma resposta da pta
- 24:45possível, tia avó do Henrique, vou chamá la de Joana.
- 24:49Alguém sugeriu que eu verificasse se o número dela
- 24:51tava vinculado a algum aplicativo, como o WhatsApp, e
- 24:55tava. Entrei em contato com a Joana
- 24:58por lá e funcionou. Ela me respondeu relativamente
- 25:02rápido. Ansiosa depois que descrevi o
- 25:08Henrique para ela, Joana me disse com bastante confiança que
- 25:12sim, ele era parente dela. E foi aí que as coisas começaram
- 25:17a tomar um rumo mais Sombrio. Nossa, gente, eu fui de um
- 25:21sorriso para uma cara fechada em milésimos de segundo.
- 25:26Joana contou que não tem contato com a família do Henrique há
- 25:29muitos anos, mas ainda aguarda o número de telefone da irmã mais
- 25:34velha dele. Eu nem sabia que ele tinha
- 25:36irmãos. Joana insinuou que talvez eu não
- 25:40encontrasse o que tava procurando ao falar com essa
- 25:42irmã. Na hora, sentiu pior, parecia
- 25:46que algo realmente tinha acontecido com o Henrique.
- 25:49AI, não. Mesmo assim, ela me disse que a
- 25:52irmã dele poderia me contar mais.
- 25:54Passou o número e desligou o telefone.
- 25:58Agora tô extremamente ansioso pra entrar em contato com essa
- 26:01irmã. Pode ser o fim da busca que
- 26:03carrego comigo há tanto tempo, mas temo que que não seja o fim
- 26:08que eu sempre sonhei. A gente prometo atualizar esse
- 26:13tópico assim que tiver alguma novidade.
- 26:17Aí vem uma outra atualização 4 dias depois.
- 26:21Eu não tô comentando, gente, porque eu não quero comentar,
- 26:23porque eu quero saber o que aconteceu e também não tem muito
- 26:26o que comentar, né? Só torcer para que não tenha
- 26:30acontecido nada com o Henrique. Meu Deus do céu.
- 26:32Bom atualização 4 dias depois dessa última essa é uma
- 26:38atualização do meu post original de alguns dias atrás no tempo do
- 26:42Reddit. 4 dias já aparece uma eternidade, então nem sei se
- 26:46alguém ainda vai se importar em ler isso.
- 26:48Ah, mas vamos. OPA se vamos.
- 26:52Antes de tudo, eu preciso agradecer a cada um de vocês que
- 26:56me ajudou nesse processo e me deu forças para finalmente
- 26:59encontrar algum tipo de fechamento em relação ao meu
- 27:02melhor amigo da infância e meu primeiro e único amor
- 27:06verdadeiro. Será que eles eram apaixonados
- 27:11de amor romântico? Ou será que era só um amor
- 27:15verdadeiro de amigo? Essa jornada foi muito difícil.
- 27:21Passei anos procurando resposta sobre o paradeiro do Henrique.
- 27:25AI gente, merda. E infelizmente a notícia não é
- 27:30boa. Lá no fundo acho que eu sempre
- 27:33temi e talvez até evitei procurar de verdade com medo de
- 27:37que o desfecho fosse exatamente esse.
- 27:43AI lá vou, eu quer ver? Vou ficar mal, vou chorar.
- 27:47Estou muito tensa. Eu sei que vocês devem estar me
- 27:49odiando. Agora falando, lê logo essa
- 27:51porra, mas eu preciso fazer um suspensinho também, tá?
- 27:58AI, vamos lá, vamos nos preparar e continuar.
- 28:03Com a ajuda de todos aqui e de tantos comentários generosos,
- 28:07consegui chegar até um parente distante do Henrique e foi essa
- 28:12pessoa que me colocou em contato com a irmã mais velha dele.
- 28:15Uma irmã cuja existência eu nem sabia.
- 28:18Pra deixar claro, vou chamá la de clara.
- 28:22Foi a clara que me ajudou a entender melhor o Henrique, seu
- 28:26jeito estranho, o motivo de nunca me mostrar a casa onde
- 28:29morava e a razão de seu desaparecimento repentino.
- 28:34Puta merda, merda. Tô muito tensa.
- 28:38Ela contou que tanto ela quanto Henrique sofreram abuso e
- 28:42negligência nas mãos dos pais. Era a negligência que eu queria
- 28:45falar. Era exatamente essa palavra que
- 28:48eu queria falar, negligência. Quando falta cuidado, né?
- 28:52AI, meu senhor amado, um homem atormentado por graves problemas
- 28:57de saúde mental e vício em drogas durante a maior parte da
- 29:00vida. A pessoa tá falando do pai do
- 29:05Henrique. Ele tinha pavor do mundo
- 29:08exterior e por isso, mantinha os filhos escondidos.
- 29:12Segundo clara, ele acreditava de verdade que o mundo estava
- 29:16prestes a acabar a qualquer momento, achava que o diabo
- 29:20queria tomar sua mente, seu corpo, e dizia que Jesus havia
- 29:24falado com ele, revelando que a única forma de manter a família
- 29:27a salvo era isolando todos completamente do resto do mundo.
- 29:32Clara comentou que ele não era fisicamente abusivo com
- 29:35frequência, o que, de certa forma, era um Alívio.
- 29:39Mas ainda assim, era um ambiente de muito medo e controle.
- 29:44Meu Deus do céu, gente. Durante a infância, Henrique e
- 29:48sua família se mudaram inúmeras vezes.
- 29:52Nunca ficavam muito tempo em um lugar só, porque o pai
- 29:55acreditava que o diabo logo os encontraria.
- 29:59Muitas dessas mudanças aconteciam de madrugada, sem
- 30:03aviso prévio. Clara, não lembro exatamente
- 30:07quando foi que eles saíram da minha cidade, mas isso explica
- 30:11como o Henrique apareceu Do Nada num dia e desapareceu cerca de
- 30:1515 meses depois. O que mais me doeu foi ouvir que
- 30:18o Henrique faleceu aos 15 anos. AI, meu Deus, mais ou menos 2
- 30:26anos e meio depois de sumir da minha vida.
- 30:29Clara teve dificuldade de entrar em detalhes e eu não quis
- 30:32pressioná la. Puta merda, gente.
- 30:37Mas ficou claro que ele tirou a própria vida.
- 30:44AI gente, eu to mal. Ela contou que ele falava muito
- 30:51sobre mim e sobre o tempo que passamos juntos, que tudo o que
- 30:55ele queria era voltar a me reencontrar, mas infelizmente
- 30:59nunca conseguiu. Clara chegou a dizer que
- 31:03acreditava que eu era apenas imaginário.
- 31:07Ela não sabe como ele conseguia sair de casa pra me ver, já que
- 31:11o pai costumava manter eles trancados nos quartos por dias,
- 31:14até semanas. Clara ainda disse que quartos
- 31:18diários do Henrique. Eu me lembro dele escrevendo, de
- 31:21vez em quando ela se ofereceu pra mim enviar o que eu achei de
- 31:26uma generosidade enorme. Ela contou que boa parte dos
- 31:30textos era sobre mim, AI, meu senhor, sobre o tempo que
- 31:35vivemos juntos, sobre como ele queria me encontrar de novo para
- 31:39que fugíssemos juntos. Ela nunca acreditou que eu fosse
- 31:44real. Meu senhor amado, ouvi isso.
- 31:51Foi incrivelmente difícil. Estou ansioso para ler esses
- 31:54diários, mesmo sabendo que será doloroso.
- 31:58Ela disse que se sente feliz em saber que o Henrique conseguiu
- 32:01impactar a vida de alguém. Puta merda, Mano.
- 32:06E eu só conseguia pensar no quanto ele impactou a minha.
- 32:09Eu queria poder dizer a ele, mostrar pra todos o quanto ele
- 32:13foi uma pessoa incrível, gentil e linda.
- 32:16Escrever isso agora é difícil demais.
- 32:19No fundo, acho que eu evitava procurar pelo Henrique
- 32:22justamente porque temia que esse fosse o resultado.
- 32:26A clara me contou muito mais, mas decidi não compartilhar aqui
- 32:30pra respeitar a privacidade dela.
- 32:33O mais importante é que ela tá segura, longe do pai, e isso me
- 32:37trouxe algum Alívio. Mais uma vez quero agradecer a
- 32:40todos que me ajudaram. Obrigado a cada um que ofereceu
- 32:44apoio emocional. AI gente, puta, calma que eu tô
- 32:49me segurando. AI que dó Henrique, eu te amo.
- 32:54Sinto muito, AI não vou conseguir.
- 32:56Espera aí, AI, que pesado AI gente, espera aí que eu vou
- 33:03chorar pra amanhã Henrique, eu te amo.
- 33:08Sinto muito por não ter conseguido te ajudar, por não
- 33:12ter percebido os sinais de que você tava em perigo.
- 33:15Espero que um dia você possa me perdoar.
- 33:18Puta merda. Caramba, puta merda.
- 33:23Eu não esperava chorar com esse, não com essa história, porque eu
- 33:26não sabia que a história era assim, AI não esperava chorar
- 33:29hoje. Você foi o único verdadeiro
- 33:33amigo que eu já tive. É tão difícil escrever isso.
- 33:37Dói demais pensar que eu poderia ter feito mais.
- 33:40Quero que saiba, Henrique, que você me salvou tantas vezes ao
- 33:44longo da minha vida, em tantos momentos de desespero.
- 33:48Foram as lembranças de você que me ajudaram a seguir em frente.
- 33:52E eu lamento muito não ter estado lá por você, da mesma
- 33:55forma que você sempre esteve por mim.
- 33:58Eu te amo tanto, Henrique. Nossa, gente, pelo amor de Deus,
- 34:03pausa, pausa, pausa. Eu não sei nem o que falar, AI,
- 34:11que merda, não queria chorar, gente, eu não sei nem o que
- 34:16comentar ainda tem mais, tá? Atualização, mas eu queria.
- 34:21Talvez fazer alguns comentários, não sei do quê.
- 34:27Nossa, eu realmente não sei. Não sei o que comentar, me
- 34:31emocionou muito essa parte. Sinto muito por não ter
- 34:35conseguido te ajudar. Ah, gente, é muito difícil
- 34:39assim, eu imagino que, né? Eles com 11 anos, numa época que
- 34:44a gente não fala muito sobre saúde mental, né?
- 34:48Hoje, graças a Deus, a gente fala muito mais sobre isso.
- 34:52É, a gente sabe que se trata de uma doença, né?
- 34:56Não sei qual seria o diagnóstico do pai dele, talvez paranoia,
- 35:00não sei. Eu não sou médica e não entendo,
- 35:03não tenho know how pra falar disso.
- 35:05Mas por isso que é tão importante a gente dialogar mais
- 35:10sobre é doenças mentais e a gente saber que não é frescura,
- 35:16sabe? Depressão não é frescura não é
- 35:18só Ah, levanta da cama e vai fazer isso.
- 35:21É, é muito Sério. EE precisa de fato de
- 35:25tratamento, né, de acompanhamento médico.
- 35:30Eu acho que assim, talvez o pai dele é difícil falar.
- 35:34Eu eu sinto até dificuldade em sentir raiva, sabe?
- 35:39É do pai dele, assim, eu sei que a gente pode sentir raiva.
- 35:44Eu acho que é uma raiva justa, né, pelos abusos que ele sofreu
- 35:48ao longo da vida. Mas também é uma pessoa doente,
- 35:52né? É difícil a gente até que ponto
- 35:58a pessoa pode ser responsabilizada, sabe?
- 36:01Muito difícil, gente, é um assunto muito, muito, muito
- 36:04difícil. Vocês sabem que eu sempre tento,
- 36:06né? Olhar sempre os 2 lados.
- 36:09Eu acho que em algum momento de algum episódio, de alguma
- 36:11história muito de filha da puta, que vai ser difícil de eu olhar
- 36:14os 2 lados, eu posso até tentar, né, mas tem coisas que é muito
- 36:19difícil. É da gente, sei lá, é enxergar
- 36:24pelo ponto de vista da da pessoa.
- 36:28Então é difícil falar do pai dele, né?
- 36:32É. Mas também tem o lado das
- 36:34crianças, né, que passaram por isso, da clara, que é irmã dele
- 36:39e dele ter tirado, infelizmente, a vida dele é então assim.
- 36:44Pelo lado do pai, é uma pessoa doente que precisaria de
- 36:48cuidado, de tratamento, de remédio, mas por outro lado,
- 36:51também são crianças inocentes, né?
- 36:53Que estão passando, crescendo nesse ambiente destrutivo assim,
- 37:00nossa, gente, eu estou com choro enterrado, vocês não têm noção.
- 37:05Eu estou me segurando muito para não chorar, então talvez eu não
- 37:08consiga dar os melhores comentários dessa história,
- 37:11porque é muito difícil. É muito, muito difícil.
- 37:16Então vou pro próximo comentário, que é 8 meses depois
- 37:19desse último que eu acabei de ler.
- 37:21Oi, pessoal, quase um ano atrás eu fiz um post aqui no Reddit
- 37:25procurando resposta sobre um amigo de infância que havia
- 37:28desaparecido. O post acabou recebendo bastante
- 37:32atenção e, com a ajuda de muita gente daqui, conseguir encontrar
- 37:36parentes desse amigo. Na época eu usei uma conta
- 37:39diferente que acabei deletando. Até enviei provas pros
- 37:43moderadores de que eu era realmente o ator, o autor.
- 37:47Desculpa, mas excluí aquela conta porque simplesmente não
- 37:50queria mais pensar no que tinha acontecido com o Henrique.
- 37:54Descobri a verdade. Foi doloroso demais e por muito
- 37:57tempo eu não consegui lidar com isso.
- 38:00Recentemente, aquele post reapareceu por aqui e eu achei
- 38:03que seria justo trazer uma atualização, contar como eu
- 38:07estou hoje e também como está clara.
- 38:11Ainda dói muito pensar no Henrique.
- 38:13Dói lembrar que eu poderia e talvez devesse ter feito mais
- 38:17por ele e que falhei em salvá lo.
- 38:20É pesado olhar pra trás. Eu não tenho muitos amigos e
- 38:24luto contra uma ansiedade forte e muitas vezes só queria que o
- 38:28Henrique ainda estivesse aqui comigo.
- 38:30Meu Deus, a clara e eu ainda conversamos de vez em quando,
- 38:36mas não tanto quanto eu gostaria.
- 38:38Chegamos a nos encontrar pessoalmente uma vez e foi bom
- 38:42ter esse contato. Espero que postar essa
- 38:45atualização aqui esteja tudo bem.
- 38:47É que tantas pessoas foram tocadas pela história do
- 38:50Henrique que senti que precisava compartilhar e estou aberto a
- 38:54responder perguntas caso alguém queira fazer.
- 38:58Gente, eu queria perdão. Tocar num ponto é que é muito
- 39:04difícil, né? Eu entendo muito a culpa dele.
- 39:06Apesar de não haver culpa, né? A gente sabe, é muito difícil
- 39:11uma pessoa com 1011 anos conseguir fazer alguma coisa,
- 39:15mas nós mais velhos, a gente tem até a responsabilidade de quando
- 39:19a gente vê alguma situação estranha aqui, que não é muito
- 39:24normal, a gente tem que fazer alguma coisa, sabe?
- 39:27A gente tem que denunciar ou a gente tem.
- 39:30Se você é muito novo, procurar 11 pessoa mais velha para, né?
- 39:34Para trazer essa situação. Para as autoridades ou para quem
- 39:38quer que seja? É, não estou de forma alguma
- 39:42culpando o opi e colocando a responsabilidade nele, porque é
- 39:47muito difícil às vezes, né, a gente se posicionar, e ele tinha
- 39:501011 anos. Gente, é uma criança, não cabe
- 39:53culpa, né? Assim, no meu entendimento, não
- 39:56cabe uma culpa dele. Mas eu acho muito importante,
- 39:59sabe? A gente é fazer o que o que está
- 40:03ao nosso, ao nosso alcance, né? Como pessoas mais velhas, assim
- 40:09eu, eu penso, talvez se a gente vê algo, eu não, não sou mãe.
- 40:13Mas assim, se eu tivesse um filho e algum amiguinho tivesse
- 40:18passando por alguma coisa que eu achasse estranha, se um dia eu
- 40:22tiver filho e isso acontecer, eu espero que eu tenha coragem.
- 40:26E é não só coragem, né? Mas assim espero que eu tenha
- 40:30cara de ir e investigar EE ir atrás, eu acho que.
- 40:35A gente tem que ter um pouco mais de empatia com o próximo no
- 40:39sentido de às vezes se intrometer, sabe, em algumas
- 40:43coisas que não parecem estar certas.
- 40:46Então eu acho importante dizer, isso é AI gente, muito difícil.
- 40:52Eu estou bem impactada com essa história.
- 40:55Eu nem sei muito o comentário pra fazer de verdade, eu estou
- 40:59agora. O choro meio que passou, mas eu
- 41:00estava engolindo meu choro real pra pra continuar lendo.
- 41:04Porque é muito triste e é muito nossa, meu Deus, eu não esperava
- 41:11que essa história fosse assim, tá?
- 41:12Eu esperava algo bem, tipo AI fiz o melhor amigo.
- 41:17Primeiro que eu, em 11 das minhas hipóteses, era de que ele
- 41:20era amigo imaginário. A outra era tipo, AI, sei lá,
- 41:25meu amigo sumiu e depois eu encontrei.
- 41:29AI, não sei, gente, nossa, que que triste, bom.
- 41:34Eu vou continuar pra próxima atualização.
- 41:37Esse post acabou recebendo muitas respostas e eu tô
- 41:40tentando responder o máximo que eu consigo.
- 41:43Confesso que não esperava tanta atenção, ainda mais porque ele
- 41:47foi publicado há relativamente pouco tempo.
- 41:50Então pra esclarecer algumas das perguntas que mais me
- 41:53apareceram, sim, estou fazendo terapia.
- 41:57E lá vou eu novamente dizer pra você, gente, façam terapia.
- 42:04Façam terapia se você está aberto, se você tem um
- 42:09preconceito com terapia, não tenha, tá bom?
- 42:13Façam terapia é muito importante e existe terapia pelo SUS.
- 42:17Por favor, façam terapia. Continuando, comecei a pouco
- 42:22tempo junto com uma medicação, porque já fazia anos que eu
- 42:26sofria com uma ansiedade muito forte.
- 42:29No momento, tô pedindo permissão pra clara antes de compartilhar
- 42:33qualquer trecho dos diários do Henrique.
- 42:36Acho que a decisão final sobre expor ou não esses textos na
- 42:39internet deve ser dela. E não, eu não tô escrevendo um
- 42:44livro sobre ele. Também não é uma promoção de um
- 42:47livro. Acho que alguém comentou, Ah,
- 42:49isso é uma promoção de um livro. Se algum dia alguém fosse
- 42:53escrever sobre a vida dele, acredito que deveria ser a
- 42:56clara. Mas ela não tem interesse em
- 42:58compartilhar essa história, ela prefere deixar o passado no
- 43:02passado e, sinceramente, eu não a culpo.
- 43:06O que realmente parte meu coração é ver tantas pessoas
- 43:09comentando que conheceram o Henrique ou que foram um
- 43:13Henrique. Parece que tantas crianças ainda
- 43:16hoje passam despercebidas, vivendo em silêncio, sofrendo
- 43:20abusos, sem que ninguém os ajude.
- 43:22Dói pensar que muitas poderiam estar entre nós agora.
- 43:26Mas infelizmente já se foram. Eu Acredito que todo mundo tem o
- 43:30direito de ser lembrado e fico feliz que a história do Henrique
- 43:34tenha marcado tantas pessoas aqui.
- 43:38Peço desculpas também se não respondi a todos os comentários.
- 43:42Alguns foram difíceis demais de ler e responder.
- 43:45Posso repetir 1000 vezes pra mim mesmo que não deveria me sentir
- 43:49culpado e eu sei disso. Mas é muito difícil não carregar
- 43:53esse peso. Também é difícil ouvir que eu
- 43:56fiz tudo que eu podia quando o Henrique não está mais aqui.
- 43:59Talvez isso soe triste ou até ingrato, mas eu sou muito grato
- 44:04por todo carinho que eu recebi. Só não tenho certeza se
- 44:07realmente mereço tudo isso AI merece, cara, merece, lógico que
- 44:12merece, óbvio que merece, porque também.
- 44:17É muito difícil. Nossa, eu nem imagino, cara, eu
- 44:20nem imagino a vida do Henrique. Eu espero que ele esteja num
- 44:23lugar muito bom e enfim, mas também vira um trauma pra pessoa
- 44:29que escreve, né? Vira um trauma também.
- 44:31Propina de ter tido um amigo tão próximo, um amigo tão nossa que
- 44:36compartilhou tanto com ele que virou melhor amigo.
- 44:39Do Nada some e aí Do Nada você descobre que ele sofreu em
- 44:42silêncio e que ele nunca mais vai poder, né?
- 44:47Aí é muito difícil falar assim, chorar, nossa, gente, que ele
- 44:51nunca mais vai poder ter um contato, né?
- 44:53E eu imagino a dor que seja. É a vontade de voltar no tempo,
- 44:58né? Mas era uma criança, né, gente?
- 45:01Não tem como exigir muito também de uma criança, é muito difícil
- 45:05e também assim. Pensando AI, pode ser que se ele
- 45:11tivesse feito alguma coisa super IA dar certo e enfim, e pode ser
- 45:15que não também, sabe? É é muito difícil se apegar a
- 45:19isso. Assim.
- 45:20Eu digo, o olpig né? Que escreve e compartilha a
- 45:23história. AI gente, muito difícil.
- 45:27Vou pra última atualização que é do ano passado, 2 anos depois do
- 45:32post atual, e ela começa assim. Oi, gente, é estranho estar de
- 45:38volta aqui, ainda mais na minha terceira conta, mas senti que
- 45:42devia compartilhar uma pequena atualização sobre a minha vida e
- 45:45também sobre a da clara. O curioso é que o dia em que eu
- 45:48criei essa conta foi justamente no aniversário do Henrique.
- 45:56A gente tô me segurando muito pra não chorar.
- 45:59Juro por Deus, já se passaram quase 10 anos desde que ele
- 46:04tirou a própria vida. Hoje penso nele menos do que
- 46:07antes, mas ele nunca deixou de estar presente nos meus
- 46:10pensamentos. É até surreal pensar que já se
- 46:14passaram quase 3 anos desde que eu publiquei o primeiro post.
- 46:19AI, pausa pra eu enxugar as lágrimas.
- 46:23AI caramba, cara, nossa, gente, desculpa, desculpa por isso.
- 46:28Eu não esperava que fosse assim. A clara e eu ainda conversamos,
- 46:33mas não tanto quanto eu gostaria.
- 46:36No ano passado nós nos encontramos no aniversário dele,
- 46:39mas esse ano não. E no ano anterior eu nem sabia
- 46:43que era a data do aniversário. Isso foi mais ou menos na época
- 46:46em que eu publiquei o primeiro, a primeira atualização.
- 46:50A clara tá bem, pelo menos é o que ela me conta.
- 46:53Mas nós não temos uma relação muito próxima.
- 46:56Tanto eu quanto a clara ficamos felizes de ver que esse post
- 47:00mantém a memória do Henrique viva.
- 47:02Ela é muito grata por tanta gente conhecer a história do
- 47:05irmão. Eu até incentivei a fazer um
- 47:08post por conta própria, mas ela me disse que ter tanta gente
- 47:11olhando Pra Ela seria assustador demais.
- 47:15Eu entendo, e preciso dizer que sou muito grato aos moderadores
- 47:19daqui. Nas poucas vezes em que eu tive
- 47:21contato com eles, eles sempre me pareceram pessoas genuínas e
- 47:25muito gentis. Gente, os os moderadores que ele
- 47:28tá falando são os moderadores do do Reddit, tá bom?
- 47:33Ao longo dos anos, muitas pessoas já me procuraram pra
- 47:36agradecer, dizendo que também foram o Henrique.
- 47:40Acho isso lindo. Espero que muitos continuem
- 47:43compartilhando suas histórias, porque os Henriques merecem ser
- 47:47lembrados. Hoje eu já não acredito mais em
- 47:50vida após a morte. Talvez um dia eu tenha
- 47:53acreditado, mas não agora. O que eu sei é que Henrique foi
- 47:57alguém real em todos os sentidos.
- 48:00Então eu me conforto a saber que pelo menos sua memória continua
- 48:04viva. A clara não me deu permissão pra
- 48:07publicar os diários dele e na verdade, acho que ela fez bem.
- 48:11Seria uma invasão de privacidade grande demais.
- 48:15Aqueles cadernos tem pensamentos muito íntimos e até eu me sentir
- 48:19desconfortável lendo algumas partes.
- 48:22É muito claro que foram escritos por alguém que estava em
- 48:25profunda dor. AI, gente.
- 48:30E é devastador perceber como, conforme ele crescia, as páginas
- 48:35iam ficando cada vez mais sombrias.
- 48:39AI, pera, que eu tenho que pausar ainda?
- 48:44Me dói pensar que não conseguia ajudá lo da mesma forma que ele
- 48:47me ajudou tantas vezes. Mas existe uma página que sempre
- 48:52vou guardar comigo, um desenho que o Henrique fez de AI, gente,
- 48:56pera aí, meu Deus do céu. AI desculpa, vocês estão me
- 49:02achando uma ridícula, mas é foda.
- 49:07Puta merda. Um desenho que o Henrique fez de
- 49:11nós 2 com uma única palavra escrita em baixo, amor, puta que
- 49:18pariu. Gente, puta que pariu.
- 49:27Eu só sei dizer, puta que pariu, meu Deus, se se essa câmera não
- 49:33tivesse ligada eu IA estar você não, vocês não tem ideia de como
- 49:37eu IA estar agora eu IA estar estou louçando de chorar.
- 49:42Eu estou me segurando muito para não parecer uma ridícula aqui,
- 49:45né? Mas nossa, gente do céu, vou ler
- 49:53de novo porque foi muito foda. Mas existe uma página que eu
- 49:58sempre vou guardar comigo, um desenho que o Henrique fez de
- 50:01nós 2 com uma única palavra escrito em baixo, amor, senhor
- 50:08Jesus. E aqui acaba essa história do
- 50:10caralho. Nossa, gente, eu tô muito mal.
- 50:17Eu tô muito triste. Eu tô triste.
- 50:21Eu estou triste, mas sabe, por coincidência, eu já queria ter
- 50:25feito. Eu estava me preparando para
- 50:27fazer uma história sobre setembro amarelo, né?
- 50:32E curioso que é uma história sobre suicídio e eu acho muito
- 50:37importante a gente falar sobre saúde mental mais uma vez.
- 50:40Gente, não é brincadeira, não é bobeira, sabe?
- 50:45Tem muita gente que que desconsidera, que trata como se
- 50:48fosse. Sabe que fosse besteira e não é.
- 50:53Então se você tiver é passando por dificuldades, por favor,
- 50:58procure um profissional, por favor, fala com a pessoa que
- 51:00você mais confia, às vezes são os nossos pais, às vezes é um
- 51:03amigo super próximo, igual o Henrique.
- 51:05Era pra essa pessoa que escreveu, é, não passa por isso
- 51:10sozinho, por favor, se você quiser me escrever também, eu
- 51:13ajudo da forma que eu puder. Eu acho que Nessas Horas a gente
- 51:17eu sei que é muito, eu imagino que seja muito difícil, talvez
- 51:20dá esse primeiro passo para buscar ajuda, mas você a gente
- 51:24tem que entender que a gente não está sozinho.
- 51:27Então acho que quanto mais a gente se apoiar nos outros, mais
- 51:31conforto a gente vai ter de compartilhar essas coisas, sabe?
- 51:34Então eu me coloco aqui à disposição.
- 51:36Se você passar por isso e você precisa de ajuda, qualquer que
- 51:40seja o que eu puder, eu vou te ajudar.
- 51:43Não vamos passar por isso sozinho, gente, por favor.
- 51:46É muito difícil passar por essa vida inteira sem a gente nunca
- 51:49ter uma dificuldade, sabe? Com a nossa saúde mental é, eu
- 51:53acho impossível. Então procure uma pessoa que
- 51:58você confia, sabe, conversa com seus pais, com seus amigos, é,
- 52:04nossa, eu tô muito impactada. É até difícil de de falar depois
- 52:07dessa história. Mas procure ajuda profissional,
- 52:11procure pessoas que você confia para compartilhar.
- 52:14Não passe por isso sozinho, por favor.
- 52:17Se você se quiser me escrever, gente, pode me escrever, me
- 52:20escrever, não pode me escrever. Eu fico à disposição para ouvir
- 52:25e para achar um caminho juntos. Aí a gente não pode largar a mão
- 52:30um dos outros, sabe? Nesses momentos assim, coitado,
- 52:35o Henrique. Talvez assim, Na Na cabeça dele,
- 52:38ele até tenha, dentro do possível, ele até tenha
- 52:44procurado ajuda, sabe? E infelizmente acabou do jeito
- 52:50que acabou. Ah, é muito difícil.
- 52:54Nossa, tô bem, cara, tô bem impactada real com essa
- 52:58história. E pera aí, que eu tinha
- 53:01preparado, eu vou aqui no meu, no meu outro computador.
- 53:05É, eu tinha preparado 11 pequeno texto assim, né, pro setembro
- 53:11amarelo. E só que eu não me mandei porque
- 53:14eu IA escolher uma história sobre é sobre questões mentais,
- 53:19né? Mas eu não sabia que a história
- 53:21IA se tratar disso. Então vocês vão ver um corte
- 53:23muito brusco mais uma vez, senão o corte brusco não sou eu.
- 53:27E eu já volto aqui pra ler pra vocês, tá bom?
- 53:29Pera aí, galera. Oi, voltei, gente.
- 53:32AI, que bom, porque eu consegui dar uma acamada, porque parecia
- 53:35que eu tinha uma batata aqui no pescoço, na garganta, no caso,
- 53:40né? E aí é, eu tinha preparado, AI,
- 53:44perdão, hoje eu tô meio, vocês estão percebendo.
- 53:48Eu tinha preparado 11 textinho sobre setembro amarelo e que que
- 53:55bom que eu consegui trazer. Não esperava que fosse hoje, mas
- 53:58que nunca consegui trazer, então eu vou ler tudo pra gente
- 54:02entender, tá bom? Setembro amarelo é uma campanha
- 54:05mundial de conscientização sobre a prevenção do suicídio.
- 54:10Ele acontece desde 2015. Gente, olha o quanto isso é
- 54:14recente, infelizmente, né, pra gente conseguir falar sobre.
- 54:19Organizado pela associação brasileira de psiquiatria junto
- 54:22com o conselho federal de medicina.
- 54:25O objetivo é quebrar o tabu, incentivar o diálogo sobre a
- 54:29saúde mental e mostrar que pedir ajuda não é fraqueza.
- 54:34E aí, gente, eu vou ler o que eu tinha preparado para um futuro
- 54:38episódio dentro desse mês, e aí eu vou ler mesmo.
- 54:41Eu IA meio que dar uma decorada, sabe?
- 54:43Para fazer ficar mais natural. Mas não tive tempo porque não
- 54:47esperava que a história fosse sobre isso, então.
- 54:51E que bizarro, né? Porque quando eu vi, eu coloquei
- 54:54lá o trigger horning, AI nosso, que bilíngue, o aviso de de
- 55:00tópicos sobre suicídio. Mas eu não imaginava que IA dar
- 55:03o que deu. De qualquer forma, eu vou ler.
- 55:07Esse é o mês da conscientização sobre a prevenção do suicídio,
- 55:10uma campanha que existe pra lembrar que a vida importa e que
- 55:13ninguém precisa enfrentar a dor sozinho.
- 55:17Muita gente ainda tem medo de falar sobre o assunto, mas
- 55:20conversar abertamente é uma das formas mais importantes de
- 55:23prevenir. Prestar atenção a sinais como
- 55:26isolamento, mudanças bruscas de comportamento, frase sobre morte
- 55:32ou falta de sentido pode ajudar a identificar quem tá sofrendo.
- 55:37Se alguém próximo abrir o coração, o melhor que você pode
- 55:40fazer é ouvir sem julgar e incentivar essa pessoa a buscar
- 55:45ajuda. E se você mesmo tá passando por
- 55:48um momento difícil, lembre se existe apoio no Brasil, você
- 55:53pode ligar pro 188. O centro de valorização da vida
- 55:58é gratuito, funciona 24 horas e sempre tem alguém pronto pra te
- 56:02ouvir. Também dá pra acessar o site
- 56:04cvv.org.br pra conversar por chat.
- 56:09Além disso, procure atendimento em unidades de saúde caps ou
- 56:13profissionais de saúde mental. Eu sei que às vezes parece que
- 56:18não existe saída, mas existe, existe tratamento, existe
- 56:23acolhimento e existe vida depois da dor.
- 56:27Então, gente, por favor, se você sente que você tá passando por
- 56:32isso, converse com pessoas que você confia, procure ajuda
- 56:35profissional. É, não vamos se fechar, por
- 56:39favor, tá? Vamos se ajudar.
- 56:41Eu me coloco à disposição pra te ouvir e te ajudar da forma que
- 56:44eu consegui. E é isso, gente, eu ainda estou
- 56:47com muita vontade de chorar do Henrique, foi bem foda.
- 56:51O final para mim foi muito difícil, que tinha um desenho
- 56:55dos 2 e em baixo amor, sabe? Muito, muito difícil, cara,
- 57:01nossa, uma história muito difícil.
- 57:04Eu peço desculpa, se você não esperava é é esse tipo de
- 57:08história, mas eu também acho muito importante a gente falar
- 57:11sobre isso, a gente normalizar cada vez mais.
- 57:14É assuntos como saúde mental e enfim.
- 57:18E acho que gente, acho que meio que por hoje é só mesmo.
- 57:21Eu vou sair daqui, eu vou chorar horrores tudo que eu tô
- 57:23segurando, desculpa, se eu der uma exagerada no choro é porque
- 57:26eu sou assim mesmo, tá? Eu choro mesmo.
- 57:29Aí quem me conhece sabe que eu super choro e eu choro mesmo pra
- 57:32tudo na vida, é, é isso, pessoal.
- 57:38Se você tá passando por por dificuldades, é.
- 57:42De novo, eu vou repetir mais uma vez, procure ajuda, conversa com
- 57:46pessoas que você confia e para o que precisar.
- 57:49Eu estou aqui de coração mesmo, muito obrigada por terem ficado
- 57:53até aqui. Eu peço por favor para você se
- 57:56inscrever no canal, caso você ainda não seja inscrito.
- 57:59Se você estiver me vendo pelo YouTube, se você me ver pelo
- 58:02Spotify ou por qualquer plataforma de áudio, dá a sua
- 58:05curtida aí. Deixa o seu a sua nota para o
- 58:08podcast. Siga as redes sociais também me
- 58:10ajudam muito Ah, uma coisa que eu esqueci de falar nas redes
- 58:14sociais, gente, TikTok, Instagram, eu posto histórias,
- 58:18eu tava postando todo dia, mas tá sendo um pouquinho difícil de
- 58:20acompanhar. Mas eu posto histórias pelo
- 58:22menos 3 vezes por semana. É só história sem comentar
- 58:25histórias curtinhas. Então vale a pena também dar 11
- 58:29olhada por lá, ouvir umas histórias aleatórias, curtinhas
- 58:33pra passar o dia mais rápido pra gente se distrair.
- 58:36E acho que é isso, pessoal, se você quer mandar sua história, é
- 58:40só mandar pro e-mail, que tá na descrição do
- 58:42episodiotabomaisopodeserhistoria@gmail.com é, fica tranquilo que essa
- 58:47história vai ser anônima. É um mundo, nomes, Datas,
- 58:50idades, lugares, o que você precisar.
- 58:54Ah, e é isso. Eu espero que vocês sintam o meu
- 58:57abraço apertado em todos vocês, porque a história acho que a
- 59:00gente precisa de um abraço, então sintam o meu abraço daí.
- 59:04E é isso, pessoal, muito obrigada por terem ficado até
- 59:06aqui. A gente se vê no próximo
- 59:08episódio. Tchau, tchau.
- 59:11Ah, agora eu pensei que eu podia ter colocado essa luz amarela,
- 59:13né? Pra bater com setembro amarelo.
- 59:16Mas enfim, é isso. Beijo.