Latest / InovaTec Update / Pulsos de luz moldada invertem bits magnéticos e apontam para memórias menores
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Informática. Pulsos de luz moldada invertem bits magnéticos e apontam para memórias menores. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 9 de outubro de 2026. Toda vez que você salva um arquivo, regiões magnéticas minúsculas dentro de um disco precisam virar de um lado para o outro. Cada uma delas guarda um zero ou um, a linguagem básica dos computadores. Agora, pesquisadores mostraram que dá para fazer essa virada usando apenas luz, sem ímãs e sem correntes elétricas. O trabalho é de uma equipe da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, que tem entre os autores o professor Abdoulaye Ndao. Os resultados saíram na revista científica Nature Communications. Para entender a novidade, vale lembrar como as coisas funcionam hoje. Nos discos rígidos, a troca entre zero e um costuma depender de um campo magnético externo. Algumas tecnologias mais novas usam pulsos elétricos. Nos dois casos, o gasto de energia é alto e a velocidade de gravação tem limite. A alternativa é o chamado chaveamento óptico, ou seja, usar luz para inverter a magnetização. Segundo os pesquisadores, essa troca pode ser mais de mil vezes mais rápida do que com campos magnéticos, e gastar muito menos energia. E há outro ganho possível. Quanto mais fino o feixe de luz, menores podem ficar os bits. Bits menores significam mais dados guardados no mesmo espaço. A ferramenta usada é a luz estruturada. Em vez de um feixe comum, os cientistas mudam o formato da própria luz e encurtam a duração dos seus pulsos. Essa ideia já tinha funcionado em laboratório, mas com uma restrição séria. O material magnético precisava ser finíssimo, com no máximo três camadas de átomos. Acima disso, a troca deixava de acontecer. E um material tão fino tem dificuldade para guardar informação por muito tempo. A equipe encontrou uma forma de moldar a luz que contorna esse problema. O segredo está em concentrar a energia do feixe num ponto minúsculo e disparar vários pulsos ultrarrápidos, um atrás do outro. Os primeiros pulsos aquecem uma área pequenina, o bastante para inverter a magnetização ali. Os pulsos seguintes vão alargando essa área aos poucos, até que ela se estabiliza. O pesquisador Muhammad Khalid conta que o laser especializado permitiu desenhar o feixe com o formato e o tamanho desejados. Segundo ele, isso abriu espaço para estudar fenômenos físicos que não poderiam ser explorados com lasers convencionais. Ndao resume a estratégia assim: em vez de criar um material novo, o grupo redesenhou a luz. Para isso, foi preciso unir duas áreas que raramente se encontram, a óptica e o estudo dos materiais magnéticos. Ainda há um bom caminho até essa tecnologia chegar aos produtos comerciais. O laser ultrarrápido usado nos experimentos não pode ser facilmente reduzido ao tamanho necessário para caber dentro de um chip. Uma saída possível é procurar materiais magnéticos que respondam da mesma forma a lasers mais simples, mais fáceis de integrar aos aparelhos eletrônicos. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.