Latest / Chá de coragem, com Elisama Santos. / Ep. 21 - O CICLO ABUSIVO E A FORÇA PRA RECOMEÇAR, Chá de coragem com Elisama Santos
Transcript
- 0:00Quando que a gente finalmente acaba de pagar por um erro?
- 0:05Quando que a gente recebe ali o comprovante de dívida emocional
- 0:10paga? Aceita o chá de coragem?
- 0:26Olá, lizama. Como você está?
- 0:29Antes de começar, eu queria te agradecer.
- 0:31Agradecer por compartilhar sua luz e ajudar a iluminar a vida
- 0:35de tantos. Eu IA te escrever para desabafar
- 0:38sobre o meu parceiro, mas eu refleti sobre o que escrever.
- 0:41Eu me dei conta de que meu assunto pendente é comigo mesmo.
- 0:45Cresci uma família de gerações de mulheres separadas.
- 0:49Aprendi desde cedo que homem nenhum no mundo poderia crescer
- 0:52para cima de mim e que, se precisasse, eu poderia bater
- 0:56sim. Lembro da minha avó batendo no
- 0:59meu avô, que era alcoólatra. Lembro da minha mãe juntando as
- 1:03coisas e indo embora com a gente, porque o meu pai acusou
- 1:06de roubo. Lembro de, aos 7 anos, correr
- 1:11atrás de um menino que havia roubado meu lacinho de cabelo e
- 1:13empurrá lo com toda minha força. Toda minha agressividade sempre
- 1:18foi direcionada aos homens folgados.
- 1:21Por vezes defendi mulheres desconhecidas indo pra cima dos
- 1:25agressores e sem pensar nas consequências.
- 1:28Eu realmente acreditava que eu era justa e estava fazendo a
- 1:31coisa certa. Até que eu conheci o meu
- 1:34parceiro e ele não era como todos os homens que eu encontrei
- 1:37ao longo da minha vida. Ele revidava.
- 1:41Depois de alguns episódios bem tensos, eu parei por um tempo.
- 1:45Eu ainda defendi o que eu tentei defender o que acreditava na
- 1:48base do grito, mas isso também foi silenciado.
- 1:52E depois de anos dessa dinâmica, sinto que eu não sei mais quem
- 1:56eu sou. Hoje eu sei que não agi da forma
- 1:59certa e que posso ser justa e buscar justiça sem ser violenta.
- 2:04Mas eu sinto que eu perdi parte da minha essência e perdi,
- 2:07inclusive, a força necessária para me defender e sair desse
- 2:11relacionamento. Cheguei a consultar a advogada e
- 2:15a conversar com a minha psicóloga sobre isso.
- 2:18Ambas me aconselharam a pedir medida protetiva e eu não
- 2:21consigo juntar coragem para isso em certa medida.
- 2:25Eu sinto que eu estaria sendo injusta, pois eu também bati, eu
- 2:28também briguei. Será que você tem uma luz
- 2:32muitíssimo obrigada? Quando é que a gente sente que
- 2:40já pagou por um erro? Porque o tempo inteiro nessa
- 2:45conversa me parece que existe uma culpa pela própria história.
- 2:51E aqui eu preciso te contar algo.
- 2:54As relações abusivas, elas fazem com que a gente se sinta culpada
- 3:01e pagando por um erro pra sempre.
- 3:04Na realidade, as relações abusivas, elas fazem com que a
- 3:07gente se sinta o próprio erro. E aí a gente pensa, o outro só
- 3:12faz o que ele faz, porque eu fiz o que eu fiz sem condições
- 3:17normais de temperatura e pressão.
- 3:20A roupa que você coloca, o batom que você usa, a música que você
- 3:23escuta. Já são utilizados como
- 3:28justificativa pra violência do outro.
- 3:31Imagina quando você realmente errou, quando você realmente
- 3:35bateu, quando você de alguma forma também provocou algo na
- 3:42relação? Se sempre é provocado
- 3:46absolutamente nada, a mulher já paga um preço imenso na relação
- 3:49abusiva. Eu não consigo imaginar o que
- 3:52você escuta. E que te aprisionam nessa
- 3:56relação. Então a gente precisa agora
- 3:59respirar. E o primeiro ponto de todos é
- 4:05entender que você não é culpada pela violência, que permanece na
- 4:09tua família, que permanece no teu relacionamento.
- 4:14Você não é responsável por nenhum tapa, nenhuma agressão
- 4:21que você tem recebido na sua vida.
- 4:23Mesmo que você tenha lado no Lapa, a atitude do outro é
- 4:28sempre responsabilidade dele. Esse é o primeiro ponto que a
- 4:33gente precisa ficar junto aqui. A responsabilidade por uma
- 4:37agressão nunca é do agredido. Não é sua responsabilidade achar
- 4:43que a relação está como está, por sua culpa.
- 4:49Você teve, SIM, 1 aprendizado. Equivocado sobre os
- 4:54relacionamentos. E aqui eu não estou falando
- 4:57sobre o homem folgado, sobre não deixar homem se criar em cima de
- 5:02você, porque eu preciso dizer que temos uma sintonia aí.
- 5:06Eu cresci em uma parte também olhando para os homens ao meu
- 5:10redor e pensando, homem nenhum altera a voz para mim, homem
- 5:15nenhum fala comigo desse jeito e esse essa promessa que eu fiz
- 5:21para mim mesma. Muitas vezes me protegeu e
- 5:27muitas vezes atrapalhou as minhas relações, porque eu via
- 5:33qualquer mudança de postura. Já tava lendo como, como algo
- 5:38que precisava defender imediatamente.
- 5:42A gente tem um aprendizado sobre o que é normal, sabe?
- 5:46O normal pra gente não é o normal pra todo mundo, é o
- 5:49normal pra gente. Esse normal pra gente, ele tá.
- 5:52Ele é construído por onde a gente nasceu, porque a gente foi
- 5:56criada pelo nosso gênero, pela nossa cor de pele.
- 5:59Ele é construído por tanta coisa.
- 6:02O que é normal aqui não é normal em outro estado que está em
- 6:07outro país. O que foi normal na tua família
- 6:12foi o que te ensinou a enxergar o normal nos relacionamentos?
- 6:16Tem um ditado popular que eu cito sempre.
- 6:19Que diz que para quem só tem martelo, qualquer objeto é
- 6:22prego. Você viu esse martelo sendo
- 6:25usado na tua família? O tempo inteiro.
- 6:28Você viu essas mulheres gritando, brigando e batendo
- 6:33para se defender. E muito provavelmente você viu
- 6:38essas mulheres com toda essa ferocidade, se defendendo de
- 6:45violências que vieram antes. Que sabe, você me falou que seu
- 6:49cresceu vendo a sua avó batendo no seu avô e que seu avô era
- 6:52alcoólatra. Eu arrisco dizer que seu avô
- 6:55também tinha as várias violências com ela.
- 6:58Então, dentro da tua noção do que é normal, do que é habitual,
- 7:04do que é amor, do que é um relacionamento, do que é um
- 7:08encontro, a violência, ela perpassa essa construção, sabe?
- 7:15A violência Ela Foi naturalizada para você?
- 7:20Então é normal, entre aspas, que você cresça achando que ela faz
- 7:26parte da vida, porque ela está dentro das referências de toda a
- 7:30relação que você teve. Até que você encontra um homem
- 7:36que se mostra mais violento do que você.
- 7:41Você consegue dar nome para isso?
- 7:43Porque você fala assim, como se ele estivesse se defendendo de
- 7:46você, mas ele continua te batendo, a ponto da sua advogada
- 7:50e da sua psicóloga falar de medida protetiva.
- 7:53Ele continua te agredindo. Você não encontrou alguém que
- 7:57aprendeu a revidar, gata? Você encontrou alguém que tinha
- 8:02uma noção de violência, provavelmente também uma força
- 8:06física maior que a sua. Ou você encontrou alguém?
- 8:11Que conseguia explodir com uma bomba maior que a sua.
- 8:17Você só encontrou um adversário mais violento do que os que você
- 8:21tinha encontrado antes. Mas não deixou de ser violência,
- 8:26não deixou de ser um absurdo, não deixou de ser algo que não
- 8:30pode ser aceito e naturalizado nas relações.
- 8:35Ele não é alguém inocente que você transformou em quem é,
- 8:40entendeu? Ele é alguém que também já tinha
- 8:44na violência um lugar de normalidade e que encontrou você
- 8:54e que quis te mostrar aqui. Você não IA se criar para cima
- 8:57dele. Como você falou que nenhum homem
- 8:59IA se criar para cima de você. E a linguagem, a tônica dessa
- 9:03relação, virou a violência. E existem relações.
- 9:11Existem situações nas relações que a gente conversa, que a
- 9:17gente reconstrói, que a gente redesenha.
- 9:21Existem vários, mas esse não é o caso.
- 9:27Essa não é a situação. Essa é a situação, sim, da
- 9:32medida protetiva, do afastamento.
- 9:36E do redescobrir. Quem é você nos relacionamentos
- 9:41num outro lugar, partindo de um outro ponto, partindo de um
- 9:47outro tipo de encontro. A gente não escolhe o que
- 9:54fizeram com a gente. A gente não escolhe a nossa
- 9:56história, a gente não escolhe a nossa família.
- 10:00A gente não não escolhe o histórico da nossa família,
- 10:03cara. A gente, infelizmente não
- 10:04escolhe. O que foi ensinado pra gente, o
- 10:07que foi normalizado pra gente e é tão importante dar nome e
- 10:13olhar e falar, nossa, eu achava que isso aqui era normal, mas
- 10:18não é ou pelo menos não é o que eu quero que seja o meu normal.
- 10:24Isso aqui não é que eu o que eu quero que seja o padrão das
- 10:27minhas relações. Isso aqui não é o que eu quero
- 10:31repetir. E você fala que.
- 10:35Você vem de uma geração de mulheres separadas.
- 10:39Qual que é o peso disso para você?
- 10:42Vindo a geração de mulheres que mantém casamentos violentos, IA
- 10:46ser mais leve, IA ser mais socialmente aceito, IA ser mais
- 10:51fácil. Será que no intuito de mostrar
- 10:55que você não está repetindo o que suas avós, sua avó, sua mãe
- 11:01fizeram? O que fazer se separar?
- 11:02Você não está mantendo uma relação que já.
- 11:04Já devia ter acabado há muito, mas muito mais tempo.
- 11:09A gente é ligado pelas pelos nossos pais, aos nossos pais de
- 11:15diversas formas. Às vezes é uma ligação positiva.
- 11:20É uma ligação que eu olho e falo, nossa, como eu quero fazer
- 11:25isso, como isso me inspira? Que bonito isso que meu pai e
- 11:29minha mãe fizeram. E aí às vezes.
- 11:34É uma ligação que é o oposto. É uma ligação que eu ando
- 11:39falando, não quero ser igual você, eu não sou igual a você.
- 11:42Você está vendo como eu sou igual você?
- 11:44Você está vendo como eu sou diferente de você, você está
- 11:46vendo como eu não repito o que você faz, mas tanto um com o
- 11:51outro ainda é ligação. Quando eu estou falando que eu
- 11:54não preciso ser igual você, que eu não sou igual você, ou ainda
- 11:56estou colocando essa pessoa como referência na minha vida,
- 12:00talvez. Na ideia de desconstruir essas
- 12:04mulheres separadas, você também não quer ser uma mulher
- 12:09separada. Mas qual é o peso de ser mulher?
- 12:13Ser uma mulher separada? Que é que você pensa sobre ser
- 12:17uma mulher separada? Será que você ainda está
- 12:19acreditando no discurso social de que o final do casamento é
- 12:24responsabilidade de uma mulher? E será que vale a pena?
- 12:31Tentar salvar um casamento que não tem salvação.
- 12:35Gata. Se você já ouviu os episódios
- 12:37todos desse podcast até aqui, eu nunca em momento nenhum falei
- 12:40numa relação a que acaba termina a relação da que acabar, mas SIM
- 12:441 limite que ele tem que estar muito claro e a agressão física
- 12:50ela ultrapassa esse limite. Essa relação que tem agressão
- 12:55física é uma relação que precisa sim acabar.
- 13:00Ela é uma relação que precisa, sim, de afastamento de
- 13:04distância. E aí você diz que com o tempo
- 13:09você parou de brigar, você parou de gritar, você parou de
- 13:14defender o que você acreditava que antes você batia, depois
- 13:18você começou a gritar e que com o tempo você até gritar parou e
- 13:23você foi se apagando. E você fala, exame, eu sei que
- 13:27eu não queria ser violenta, eu sei que é errado, mas eu estou
- 13:30sentindo falta. Você está sentindo falta de
- 13:33você? Porque aquela que gritava, que
- 13:38batia, ela fazia isso defendendo alguma coisa.
- 13:43Ela tinha um querer desenhado ali, ela tinha um desejo
- 13:47desenhando ali e ao longo dos anos.
- 13:52Você não só perdeu o martelo, a ferramenta com o qual você
- 13:55deveria. O que era importante para você?
- 13:58Como você perdeu a capacidade de nomear o que é importante para
- 14:02você, de cuidar do que é importante para você e de alguma
- 14:07forma, pela nossa curta conversa, você acredita que você
- 14:14merece ser punida pelo que você fez?
- 14:17Então fica algo meio dual diga assim.
- 14:21Ah, tá errado o que ele faz? Mas eu errei muito, então meu
- 14:24isso, eu também errei. Tem algo que é muito violento e
- 14:30que é típico das relações abusivas, porque a relação
- 14:33abusiva ela não é sempre horrível, terrível, violenta, em
- 14:37regra, ela é um ciclo, ela é uma relação horrível e daqui a pouco
- 14:40vem 11, período lindo, e você fala, tá vendo só ela tá aqui,
- 14:44ela tá aqui, essa pessoa ainda pode ser maravilhosa, essa
- 14:47pessoa ainda pode ser incrível, a gente ainda pode se entender.
- 14:51A transição dessa fase terrível pra fase maravilhosa.
- 14:55Ela vem com o pedido de desculpas, que normalmente entre
- 14:58lágrimas é um pedido de desculpas.
- 15:00Super intenso, super é bonito às vezes e que ele tem uma
- 15:09característica que marca a abusividade da relação.
- 15:16Eu me perdoe, eu me desculpe, mas você também.
- 15:21O mais você também fala assim, eu fiz merda.
- 15:27E você também é responsável pela merda que eu fiz.
- 15:30O mais você também pega a conta da atitude do outro e divide em
- 15:35partes iguais entre você e ele. E o mais você também te faz
- 15:42acreditar que você era responsável e que se você fizer
- 15:46a sua parte. Não vai ter conta mais em
- 15:50aberto. O outro não vai mais agir assim.
- 15:53Eu não faço ideia de quantos, mas você também.
- 15:56Você ouviu. Mas eu tenho certeza que você de
- 15:59alguma forma ouviu, porque você me manda um e-mail muito certa
- 16:06de que você também bateu, de que você também brigou, de que você
- 16:12também é a responsável pelas atitudes dele, mesmo que você
- 16:16não o faça há algum tempo. Mesmo que você não provoque,
- 16:22entre aspas, algum tempo, qual que é a justificativa dele
- 16:27continuar com o comportamento violento?
- 16:28Mesmo quando você parou, você ainda acredita que era só um
- 16:32revidar? Será que era só um revidar?
- 16:37Ele está revidando de que agora? Porque você fala que você não
- 16:41tem mais energia vital, que você ainda não se reconhece, você não
- 16:44tem força para sair da relação. Ele está evitando de que?
- 16:49Ele que se mostrou mais capaz de ser violento desde o começo da
- 16:52relação. Você consegue perceber que tem
- 16:57uma história sendo contada para você, por você, de uma forma
- 17:02muito equivocada, que tem uma história sendo contada, que ela
- 17:07te enlaça nessa relação e que ela realmente te faz acreditar
- 17:11que você quer permanecer nela. Sair dessa relação não vai ser
- 17:16fácil. Sair dessa relação vais causar
- 17:22muita dor, mas essa relação já está te causando muita dor.
- 17:29Essa relação já está matando coisas muito importantes em
- 17:32você. Essa relação já está te fazendo
- 17:36novidade que em você é. Essa relação já está fazendo
- 17:39você se perder de você. Tem uma dor que é uma dor para
- 17:46curar. E tem uma dor que é só uma dor
- 17:49que inflama, sabe? Dependendo do nível do
- 17:53machucado, do adoecimento, o remédio, ele também vai doer.
- 18:02Mas a gente toma e a gente passa por aquele procedimento e a
- 18:05gente faz todo o processo de recuperação, porque a gente sabe
- 18:08que aquilo ali é um caminho pra gente ficar bem.
- 18:13Vamos fazer assim. Vamos olhar a saída dessa
- 18:16relação. Toda dor que vai vir, como esse
- 18:21tratamento, esse caminho para você ficar bem.
- 18:26Você me falou da sua advogada e me falou da sua psicóloga.
- 18:31Onde estão suas amigas? Onde está sua família?
- 18:37Onde estão as outras pessoas que podem te dar a mão?
- 18:43E segurar um pouco a barra com você.
- 18:46Porque quando a gente está doente e precisa de um
- 18:48tratamento, em regra a gente não dá conta de se cuidar sozinha.
- 18:53Em regra, a gente precisa de apoio de alguém que te ajuda,
- 18:56porque o corpo está doendo a levantar da cama, a passar o
- 18:59remédio, a te leva na consulta para o médico.
- 19:04Quem que você vai procurar para ser esse apoio para te ajudar a
- 19:09levantar AI para o médico? Quem que vai estar com você te
- 19:16ajudando a fazer essa transição? E olha, você tem uma referência
- 19:24terrível de relacionamentos amorosos dentro da sua casa, mas
- 19:31deve ter alguma referência positiva em algum lugar.
- 19:35Deve ter alguém que você olha e fala, nossa, isso é um jeito
- 19:38saudável de se relacionar? Deve ter alguma relação sua que
- 19:43é saudável. E aí tem um episódio aqui do
- 19:45podcast que você pode ouvir, que é sobre acreditar novamente no
- 19:49amor, que eu acho que pode te fazer bem.
- 19:51Você precisa de novas referências, você precisa de
- 19:55novas referências sobre o amor, você precisa de novas
- 19:57referências sobre relacionamentos, você precisa de
- 20:00novas referências sobre o cuidado, e você precisa de novas
- 20:04referências sobre você, porque você me contou que você cresceu
- 20:09brigando. Que você cresceu demonstrando
- 20:13esse limite na base da raiva. E eu tenho certeza que tem
- 20:18coisas sobre você que você não está contando, da tua potência,
- 20:22do quanto você deve ser leal, porque normalmente quem defende
- 20:25as coisas assim tem um senso de justiça, de lealdade enorme, do
- 20:29quanto você deve ser alguém confiável, do quanto você deve
- 20:33ser alguém. Que ampara quem tá perto de
- 20:36você. Você me falou que já me se meteu
- 20:37em briga de pessoas que não tinham nada a ver com você,
- 20:40porque aquilo era um absurdo. Do quanto você deve ser uma
- 20:43pessoa amorosa também, de diversas formas.
- 20:47Você não é só a que briga, você não é só a que teve a referência
- 20:51de bater, como a sua mãe não foi e como sua avó não foi.
- 20:56Não se deixe definir pelos seus erros e não espere que venha uma
- 21:02carta de quitação. Para você sair dessa relação não
- 21:06vai vir ele nunca vai te dessa cartriqutação é você que tem que
- 21:11olhar para trás e falar, chega, chega.
- 21:15Nenhum erro justifica isso aqui. Nenhum erro, nenhuma atitude
- 21:20minha justifica viver assim e segue a tua vida, mulher, segue
- 21:28porque tu merece. Ah, se você conhece alguém.
- 21:33Que pode ser beneficiado dessa conversa.
- 21:36Envia, manda para tuas amigas, eu espero de verdade, de
- 21:42verdade, recebendo AM sua, me dizendo que você saiu, que você
- 21:50tá na casa de alguém, que você ama muito ou que você consiga
- 21:53alugar o cantinho para você, enfim, que tá difícil, mas que
- 21:57vai melhorar porque vai confia. Até o próximo episódio.