Latest / Café com Dungeon / West Marches e Colonialismo #0010
Transcript
- 0:00Uma vez um podcast chamado Robinson, Friends of the oasar,
- 0:04eu ouvi falar de um jeito novo, se organizar as aventuras e
- 0:08exceções de um RPG. Nesse modelo, o jogo rodava em
- 0:12sessões em que os jogadores tinham que sair para a
- 0:14exploração e voltar para a cidade inicial até o fim da
- 0:18sessão. Se não, eles iam rolar numa
- 0:21tabela de desgraças. O fato de jogar as sessões dessa
- 0:25forma abriu muitas possibilidades.
- 0:28Eu fiquei pensando aqui, o jogo se torna episódico, né?
- 0:31Cada sessão. Ela pode ter, inclusive, um time
- 0:34diferente por conta disso. Sem ter que ficar pensando, por
- 0:37exemplo, o que quem eventualmente faltou ficou
- 0:40fazendo com o seu personagem ou sei lá o que acontece com aquele
- 0:44personagem no meio da caverna, sendo que o grupo avançou e
- 0:47aquele personagem não, ou o grupo avança e alguém fica
- 0:51controlando aquele personagem que nem sempre é bom, ou aquele
- 0:54personagem vira uma sombra? Sei lá, isso parecia um problema
- 0:58e esse fato de jogar sessões a episódicas parecia contribuir
- 1:02para solucionar isso. Inclusive dava para mestrar para
- 1:06um grupo muito maior de pessoas no total, sem ter que fazer um
- 1:09malabarismo praticamente impossível.
- 1:12Entre times diferente, né? Com os fatos do mundo que eles
- 1:15fatalmente se cruzariam, né? De forma síncrona, então, isso
- 1:18criaria problemas. Então, daria pra tocar essa
- 1:21série de aventuras com times diferentes, com pessoas
- 1:24diferentes, na verdade, sem times, até só com uma baciada de
- 1:28pessoas, por assim dizer. E aí nesse ponto é, eu acho que
- 1:33já já começou a me me trazer algumas ideias, né?
- 1:36Eu falei, nossa, pode ser interessante a gente ver esse
- 1:38tipo de coisa funcionando, né? Pode não não resolver o problema
- 1:42das timelines diferentes em diferentes grupos.
- 1:45Mas já é um avanço também, né? E além disso, parece que esse
- 1:50estilo cria uma pressão no meta. Jogo para um senso de urgência,
- 1:56né? Porque, afinal de contas, os
- 1:57jogadores têm que sair e voltar até o fim da sessão até o
- 2:01horário do fim da sessão. Se você ver jogar até
- 2:04meia-noite, a gente tem que voltar até meia-noite, se não,
- 2:06eles correm risco de perder o personagem ou alguma coisa
- 2:09drástica acontecer com eles, né? Bom, eu não sabia nem onde isso
- 2:13IA dar, eu fiquei só imaginando como é que seria jogar com essa
- 2:16pressão no metagame, né? Será que seria bom?
- 2:19E experimentar aquilo passou a ser uma possibilidade
- 2:21interessante. Uma vez que, aparentemente não
- 2:25IA gerar uma dissonância ludo narrativa, talvez pelo
- 2:28contrário, talvez fosse ressaltar os pontos de pressão
- 2:32do jogo, né? E aí eu fui pesquisar a respeito
- 2:36desse dessa proposta e eu achei o blog do Ben robbins chamado
- 2:40ars Ludi. Lá, ele retrata os experimentos
- 2:44que ele fez em uma campanha aberta de mundo persistente,
- 2:48extremamente sandbox de exploração dos erros, com seções
- 2:52episódicas, com seções sem data específica, sem um grupo
- 2:56definido, mas com uma baciaada de pessoas ali, bastante gente,
- 3:01sem um plot definido, sem um tema específico definido.
- 3:04Não é um sandbox mesmo, e compartilhamento de informação
- 3:09sobre o mundo de aventuras entre todos os jogadores.
- 3:12Né? Um banco de informações comum a
- 3:14todos, com uma demanda livre sobre qual incursão vai ser
- 3:18feita em cada sessão, previamente combinada ali com O
- 3:22Mestre, para que ele possa se planejar e jogar com esse
- 3:25modelo. Foi muito doido, muito doido.
- 3:28Parece que o tipo de dinâmica que lhe gera absorve inclusive
- 3:31muitas coisas que pareciam simplesmente game.
- 3:34Design ruim no DD clássico, como por exemplo, dá um peso maior
- 3:39para o custo in tempo para se pesquisar uma magia.
- 3:43Né? Porque, afinal de contas, você
- 3:45joga uma campanha linear com um grupo só, doméstico, ali, sem os
- 3:49intervalos dos episódios e tal. É só se esperar.
- 3:52Aquele tempo lá avança faz um fast forward na narrativa, né?
- 3:56Acelera o jogo, passa-se uma semana, você aprendeu a magia.
- 3:59Aquilo não, não passa a ser um custo, né?
- 4:01Aquilo parece ser só um custo que não funciona no jogo, mas
- 4:05nesse tipo de de proposta do Ben robbins.
- 4:09É isso significa um custo maior, né?
- 4:11Passar o tempo é mais custoso. Inclusive, você ali tem a
- 4:15possibilidade de ter que deixar o seu personagem de molho por um
- 4:19ou outro incursão, porque ele tá ali parado, estudando o feitiço
- 4:23dele. E aí o nosso primeiro grande
- 4:26experimento com isso foi com o forbidden cavers of arkeia, que
- 4:29é 1 MB Dungeon que a gente juntou, né?
- 4:33Eu, o Carlinhos, Oo passinello, uma galera grande aí, e a gente
- 4:38congregou um número imenso de jogadores.
- 4:41E principalmente durante a pandemia, né, a gente explorou
- 4:44essa mega dange ou essa dangerou gigantesca, com inúmeras
- 4:46entradas menores salpicadas em canons perigosos ali nas
- 4:52cercanias do mundo, né? Foi.
- 4:54Em ser Fora de Série, assim que mudou muito as percepções que a
- 4:58gente tinha sobre o jogo. Mas alguma coisa incomodava ali
- 5:02o Ben robbins. Ele batizou o estilo, né?
- 5:05Esse jeito de conduzir as aventuras como West Marshall.
- 5:10Inicialmente, eu achava que a campanha do cara era sobre
- 5:13pântanos a Oeste, mas era marchas com CHE, não com SH
- 5:18marches, com SH, é pântano com CH.
- 5:22É marcha mesmo e não dá para negar, é uma referência
- 5:25diretíssima. Ao processo de expansão.
- 5:28Oeste dos Estados Unidos, muito presente na cultura
- 5:31norte-americana e muito construtiva daquela cultura ali.
- 5:35A gente tem atrelado AA isso, né?
- 5:37Noções como destino, manifesto, missão civilizatória do homem
- 5:41branco. É, isso tudo pode parecer
- 5:44heroico e destemido para um determinado imaginário de poder
- 5:49que eu já conheci e sabia quanto era problemático.
- 5:52E aquilo pra mim foi um Marco, né?
- 5:54Uma Red flag. Eu olhei e falei eita, a partir
- 5:57do momento em que eu me dei conta, né, que a origem do
- 6:01número era essa, eu voltei, o meu olhar, as várias críticas ao
- 6:06DED que eu já tinha entrado em contato, né?
- 6:08A lógica colonialista da construção do jogo, né?
- 6:11A narrativa embutida no jogo, que facilmente leva a gente para
- 6:14essa fantasia de poder de dizimação de povos originários,
- 6:18né, de saques desses povos convenientemente retratados ali
- 6:22como monstro, né? Como o outro, como algo, sei lá,
- 6:26algo a ser destruído, algo a ser dizimado mesmo, porque é vil por
- 6:30esse. E foi uma coisa que eu tenho
- 6:32muito orgulho de ter o abordado no café com Dan John com o Jorge
- 6:36valpaços e com o Tiago rosa. Muitos episódios que eu acho
- 6:38mais importante desse podcast na primeira temporada que foi Oo
- 6:42episódio decolonizando, vou deixar o link na descrição do
- 6:45episódio aqui junto com outro link analisando, né?
- 6:49Um link de análise em várias partes que eu fiz na primeira
- 6:51temporada do café com danjão explicando o estilo s imagens,
- 6:55então vou deixar esses 2 links lá.
- 6:57Mas claro, né? Eu me preocupei.
- 7:01Com o fato de ter esse nome ali de tercimar.
- 7:03Esse nome West Marx atrelado ao jogo que eu estava jogando,
- 7:07muita gente. E eu posso dizer com certeza que
- 7:10a grande maioria esmagador, esmagadora maioria, foi de
- 7:13homens brancos. De modo geral, vieram reclamar
- 7:16do nome como se simplesmente chamar de outra coisa fosse
- 7:19resolver. Me pareceu até oportunismo em
- 7:22certos casos. Não é de gente que está
- 7:23produzindo coisa, né? De querer continuar movimentando
- 7:26a comunidade. O mesmo modelo de jogo elaborado
- 7:30pelo Ben Robins com ODD clássico da forma que era, mas cortando.
- 7:35Quer relação a possibilidade de pesquisa, a respeito daquilo ali
- 7:39da origem, como se fosse uma novidade, né?
- 7:41Porque se você tira o nome daquilo, tira referência, muda o
- 7:44nome, mas não liga pro pro como se joga aquilo, né?
- 7:48E como aquilo se acopla a uma narrativa embutida do day d
- 7:52clássico. Você simplesmente está só
- 7:54mudando o nome ali pra dizer que é seu, né?
- 7:57Isso foi uma coisa que me incomodou, eu decidi manter o
- 8:00nome, então quando eu lancei a campanha de birgotem, que essa
- 8:03campanha que a gente joga atualmente, uma campanha aberta
- 8:06e eu chamei de estilo smashes né, porque a gente usou o estilo
- 8:10com poucas modificações. Eu coloquei lá campanha us
- 8:13marches e muita gente veio conversar a respeito, fala sobre
- 8:17o problema com o nome, algumas pessoas reclamando, outras,
- 8:20pessoas curiosas de por que não trocar esse nome?
- 8:24E certamente muitas pessoas assumiram que era um jogo sobre
- 8:27colonização mesmo e passaram longe, né?
- 8:30Eu imagino que grande parte das pessoas e principalmente as
- 8:33pessoas que não são homens brancos, de repente, para eles,
- 8:37essa Red flag é muito mais vermelho do que para mim, né?
- 8:40Obviamente, pelas suas vivências e tudo mais.
- 8:42Então passaram longe, né? Engajaram com bergotem por conta
- 8:46disso e bem. Elas não estão erradas em fazer
- 8:50isso b rgote um usa de fato ODD clássico como como como fonte.
- 8:57E ele é repleto. De trocos colonialistas, de
- 9:00expansão de missão civilizatória, coisa e tal.
- 9:03Esse é o jogo que eu estou usando como base para bergotten
- 9:06e por mais que de fato, desde o início, eu e o pessoal que criou
- 9:09a campanha, né, o Jean goularamar que o Pedrinho a
- 9:12gente tem modelado. Ela para mudar ao máximo essa
- 9:15dinâmica de jogo, né? A gente veio tentando tirar isto
- 9:19do jogo. Ao contrário da campanha que a
- 9:21gente tinha em Porto Príncipe, né?
- 9:23Que era Greta, de Porto Príncipe, em que a gente fez uma
- 9:26caricatura desses tropos, né, que a gente queria tirar esses
- 9:30tropos. A gente queria que não tivesse,
- 9:32é essa essa carga pro jogo, né? A gente sabia do nome, sabia da
- 9:36problemática do smart, não queria reproduzir tudo, mas é
- 9:40difícil você fazer isso, não é, não é, não é do dia para a noite
- 9:43que você constrói isso, você tem que experimentar, você tem que
- 9:46ver como funciona isso, por mais que a gente tivesse empenhado.
- 9:50Em fazer isso, a gente achou que.
- 9:52Apesar de tentar resignificar as coisas e mudar os motores do
- 9:56jogo, sempre me pareceu um marcador interessante dos
- 10:01problemas possíveis desse tipo de jogo.
- 10:03O nome, o smasters e eu resolvi não mudar e deixar ali o
- 10:07smasters não só como um símbolo para jamais esquecer da sua
- 10:12origem, mas também para que sirva de Red flag para outras
- 10:14pessoas, especialmente com as pessoas mais sensíveis ao tema.
- 10:18Isso gerou mais de uma vez uma oportunidade para a conversa,
- 10:21inclusive com o tio chungas, que foi jogar bertotem com a gente e
- 10:26depois de umas sessões ele trouxe um feedback.
- 10:28Muito legal a respeito e provocados por esse feedback.
- 10:32A gente trouxe o debate para o café com danjão de hoje, com o
- 10:35pessoal do melanina RPG, juntou aqui o Luciano Jorge, o por aqui
- 10:40mundurucu. E a gente trouxe uma análise
- 10:43aqui, né, eles trouxeram a verdade, né?
- 10:45Eu mais perguntei e absorvi e a gente trouxe aqui essa análise,
- 10:51um vários insights deles e a vivência que eles têm sobre essa
- 10:55questão. Vamos ouvir?
- 10:58Oi, quem? Quem vem com?
- 11:03Quê? Perco beijo, beijo.
- 11:11Bom dia, amigos do café com danjão.
- 11:13Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 11:17preferido, trazendo sempre muito RPG.
- 11:21Meu nome é Rafael baubi e hoje Oo foco em saber aqui que meu
- 11:24café é o Vila negra. Vem de pequenas fazendas,
- 11:26pequenos produtores, numa cadeia de produção responsável, um
- 11:30comércio sadio para todas as partes envolvidas e que não é
- 11:33caríssimo por conta disso. Você pode beber como eu,
- 11:36qualidade de vida e um café especial com desconto.
- 11:39Um desconto ainda usando cupom CCD.
- 11:43Minúsculos. Se você quiser se tornar um
- 11:45assinante, a gente pode dar cupons progressivos, com
- 11:49desconto cada vez melhor, de acordo com o seu, com o seu
- 11:51apoio. E também você participa de
- 11:53sorteios de café alvinegra. Nosso parceiro é hoje.
- 11:58A gente vai ter aqui a presença da galera do melanina RPG, então
- 12:04vamos trocar uma ideia com o grande tweet, changas o Luciano
- 12:09Jorge e o por aqui, que vão trazer uma perspectiva muito
- 12:13interessante de uma coisa que a gente vem.
- 12:15É brincando muito em cima que é o smashes, né?
- 12:17O estilo de jogo, o West marches que a gente vai apresentar.
- 12:21Lembrando também que o por aqui participa do Brasil.
- 12:23Ainda é darkness, que é um projeto muito maneiro, que a
- 12:25gente vai ter oportunidade de conhecer junto com toda a
- 12:27iniciativa dessa galera. Mas antes, vamos dar uma olhada
- 12:31aqui na vamos dar uma passadinha, né?
- 12:33Naquela enquete que a gente fez. No último episódio.
- 12:47O último episódio foi sobre Dan Jun, uma página com a moeira
- 12:52games. A galera.
- 12:53Que participou aí do one page Dungeon contest.
- 12:56Muito legal episódio. Se você gosta de dangerou, não
- 12:59ouviu esse episódio, vale muito a pena ouvir.
- 13:01E a gente fez lá o final do episódio uma pergunta, e aí?
- 13:06Vocês usam dungeons em suas aventuras e 91.8% das pessoas,
- 13:12ou seja, a maioria esmagadora. Diz que usa dangens nas suas
- 13:18aventuras, o que me surpreendeu bastante, eu achei que.
- 13:21Da região tivesse um pouco mais fora de moda, né?
- 13:24Mas não, a galera tem usado massivamente assim o grande
- 13:27número de ouvintes, ou é usa também as suas aventuras?
- 13:31Depois, eu parti para a pergunta qualitativa, né?
- 13:34E bom, a pergunta qualitativa foi relativo a com o pessoal usa
- 13:39suas usas dungeons, né? O ser um disse que trabalha com
- 13:44tabelas aleatórias e depois passa por uma checklist de
- 13:47coisas que ele gosta de ver numa Danger, né?
- 13:50Tipo. Mais de uma entrada Lux algo
- 13:53óbvio, algo estranho. Algo algo culto, bom, o.
- 13:57AUSR tem, né? O.
- 13:59OA ud schorenessense tem muitos blogs e muitos muitas
- 14:02publicações em que eles colocam algumas alguns requisitos, né?
- 14:06Do que seria uma danjam perfeita e tal.
- 14:09E algumas dessas formas falam disso, né?
- 14:11De que toda danjam tem que ter algo óbvio, algo estranho, algo
- 14:14oculto. Eu não vou conseguir citar a
- 14:15fonte agora, mas é muito interessante ver como a
- 14:18percepção, né? Do que que é uma danje é uma boa
- 14:22danjum vai mudando ao longo do tempo.
- 14:25E de como é resgatado um pouco pela galera do do Woods.
- 14:28Cool, né? Mas isso é um tema que
- 14:30provavelmente vou abordar num próximo episódio, né?
- 14:33Essa mudança da tan João. Ao longo do tempo, o Marcos
- 14:37Gonçalves falou que ele trata a danjão como quebra-cabeças,
- 14:40monstros legais que que façam sentido estar ali, administração
- 14:45de recursos por parte dos jogadores.
- 14:47É uma boa história que contextualize o lugar.
- 14:50Essa coisa do do quebra-cabeças é interessante, né?
- 14:52A gente tem uma discussão também numa live num live, a Lúcia que
- 14:56eu faço no Instagram, uma das das edições.
- 14:58A gente acabou falando sobre quebra-cabeça, né?
- 15:01Que eu acho interessante, provavelmente vai pintar em
- 15:03algum episódio aqui também, futuramente, monstros legais que
- 15:06façam sentido estar ali. Isso é uma coisa legal, né?
- 15:09O os monstros eles acabam habitando aqui e transformando
- 15:11aquilo num habitat, né, aquilo ali acaba sendo o local onde ele
- 15:16que ele domina, que ele caça, que ele faz as as necessidades
- 15:20dele e tal, então ter essa essa noção de que monstro, que tipo
- 15:23de criatura que habita aquilo ali, né?
- 15:26De repente uma besta e como ela habita aquele local vai dar
- 15:31pista sobre a danja, então é um é um Belo, uma Bela forma, aí
- 15:34Marcos. Provavelmente isso já facilita
- 15:36você se é contextualizar o local necessário.
- 15:39Com uma boa. História, né?
- 15:40Mas pelo menos com uma boa, uma boa ficção, por assim dizer.
- 15:44Já o Fábio. Rodrigues, ele fala que gosta de
- 15:46dangerous locais abandonados, então ele pensa em como era o
- 15:49local quando ainda funcionava, e depois ele tenta dar pistas de
- 15:53sua história pelas salas e corredores para que investiguem,
- 15:56além dos perigos, uma coisa curiosa que tem aí, né?
- 15:59Que, de fato, se as últimas 2 soluções aí sempre citaram a
- 16:02coisa da narrativa, né? Uma boa história para o local.
- 16:05Que é uma coisa que o sérum não trouxe Na Na Na primeira
- 16:08resposta. E isso também tem a ver com essa
- 16:11mudança de percepção sobre a dângela, né?
- 16:13Hoje em dia a gente vê a danjão aparecendo mais como uma
- 16:16possibilidade narrativa, né? De de que ela enriquece a
- 16:19narrativa. Ela é mais um elemento da
- 16:20narrativa. Na minha concepção, isso traz
- 16:23uma mudança no caráter da danjão, né?
- 16:26Ela deixa de exercer. Né?
- 16:28AA letalidade. Potencial dela para entender que
- 16:32aquilo ali é 1 +, 1 +, 1 dos obstáculos do jogo, que vai
- 16:35desenvolver os personagens e desenvolver a narrativa da
- 16:38campanha. E isso é uma mudança muito
- 16:40grande. Das possibilidades de uso da
- 16:42Dungeon, né? Mas enfim, é um assunto que eu
- 16:45vou tratar no futuro. Bom, espero que tenham curtido,
- 16:48fiquem atentos que hoje a gente vai deixar a pergunta pra você
- 16:51responder também na enquete. E lembrando que a enquete você
- 16:55consegue somente responder e participar via Spotify no
- 16:59celular. Tá bom no mobile?
- 17:01Então se você quiser participar da conversa dá um pulo lá e, de
- 17:05repente, algum dos comentários que você faça vai ser lido aqui.
- 17:09Fora a enquete aqui. Quantitativa que sempre é lida.
- 17:18O andor é certo é dado o último gole de cerveja cerimonial
- 17:24conhecida como Beer CUT Dênis como a noite misteriosa como uma
- 17:29tumba é degustada para os bons presságios na exploração da
- 17:35região que leva o mesmo nome. Beargólter.
- 17:40Que guardo os jazigos dos Titãs, se eles primordiais anteriores
- 17:46aos próprios deuses por eles sepultados com seus tesouros,
- 17:51segredos arcanos e metafísicos. Que erbotem é uma campanha de
- 17:58hex cruel, aberta e gratuita de RPGU School no estilo Oil
- 18:02fantasy, com sessões episódicas e um mundo permanente com
- 18:07centenas de jogadores e 4 destemidos mestres baubi Kobe.
- 18:12João Goulart e Márcio Loureiro além dos ermos repletos de
- 18:17monstros e tesouros, comunidades exploram.
- 18:19Um estilo de jogo? Forjado a partir das reflexões
- 18:22dos 1000 episódios da primeira temporada do café com danjão e
- 18:26outros experimentos como ouro e Gloria dei, de moleque e outros,
- 18:31descubra o paradeiro do mago que ficou louco ao ouvi-los
- 18:34impropérios de uma cabeça falante espetada na ponta de uma
- 18:38lança. Entenda como derrotar a
- 18:40salamandra de fogo que. Toma conta da Chapada dos
- 18:44Queimados em seu covil. De rubis, do tamanho de um
- 18:48crânio humano, em frente os bandidos da unha de navalhas
- 18:52especialistas em geometria sagrada que apavoram a Vila da
- 18:56fasquita, escoam os seus tesouros do jazigo do
- 19:01titancaverna. Aprisionado pelo Deus tetris em
- 19:04sua intrincada estrutura de cordas, nós e tendões e
- 19:09sustentam o tomar da birgotem e sair alucinado pelos erros.
- 19:16Parece arriscado, mas. Cerveja abre um canal direto com
- 19:20os Titãs. E com seus?
- 19:22Poderes primordiais podem imbuir os aventureiros de asas de vigor
- 19:26incansável do dialeto das plantas ou, mesmo com a força
- 19:31perpétua de um Rio, a Esperança de serem libertados pelos bravos
- 19:36inconsequentes. Caçadores de ouro denches p com
- 19:39ouro e resgatado, mas também com descobertas nos erros e com
- 19:42rumores compartilhados com os demais aventureiros.
- 19:45E aí. Topo o desafio, o.
- 19:48Monta o seu grupo E procura um dos mestres em nosso grupo de
- 19:51Telegram que a gente tenta atender os seus horários.
- 19:54Se não tiver grupo, você pode sempre chegar e conhecer outros
- 19:58aventureiros, precisando de companheiros por uma incursão,
- 20:01então? Segue o link aí na descrição do
- 20:03episódio e vamos explorar piercote?
- 20:23Bom, a gente vai trazer aqui a galera da melanina para fazer
- 20:27uma análise com a gente, trazer uma visão muito importante,
- 20:30muito significativa para todo mundo aqui sobre o sobre esse
- 20:34rolê do jogo. Westmarsches, né?
- 20:37E bom. Começar a falar sobre isso
- 20:40gostaria de trazer, inclusive Oo histórico, né?
- 20:43Dessa dessa conversa aqui que começou, obviamente que o Jorge
- 20:47valpaços já tinha visto Jorge valpaços trazer essa discussão.
- 20:50Outras pessoas trouxeram essa discussão na comunidade, tá, e
- 20:54aconteceu da gente tocar nesse assunto embirgotem, que é a
- 20:58campanha. Nesse estilo West master, a
- 21:00gente joga com o pessoal do café com Dungeon e que o tio e
- 21:05participou, e num dos feedbacks que a gente sempre faz um
- 21:08feedback, no final o tio trouxe. Essa questão do SMASHING estão,
- 21:12chewie, fala aí pra gente, cara, como é que foi essa questão de
- 21:16de topar e falar, cara, eu vou jogar um jogo us Marshall
- 21:18sabendo de toda a carga, sabendo de toda crítica que se faz em
- 21:21cima do SMASHING como é que foi esse rolê pra você?
- 21:24Eu. Joguei viagotem, né?
- 21:25Eu fico preparado pra jogar viagotem que eu já tinha visto
- 21:28que funcionava esse tipo de campanha, mas eu como eu
- 21:32acompanhava pelo Telegram, porque eu também acompanhava o
- 21:35café com danja, não é? Eu estava lendo e estava
- 21:38verificando que. É diferente da do do original,
- 21:43não é do West marches. Que ele Visa focar em apenas um
- 21:48objetivo, que é expandir territórios e conquistar
- 21:52terrenos, né? Em cima dos povos que estão
- 21:54naquela Terra. Aí Eu Acredito que isso é muito,
- 21:57muito feio, muito ruim mesmo. É uma temática terrível, mas OBR
- 22:01gó tem não trazia isso, né? Existem várias temáticas que as
- 22:05pessoas que estão jogando a bordo e cada grupo, ele tem 11.
- 22:09Objetivo, né? Seja lá acumular riquezas,
- 22:11aprender mais. Sobre a Terra, fazer magias,
- 22:16aprender magias. Então eu não considerei que
- 22:19aquilo fosse 111 continuação do que era aquele best marketing,
- 22:25né? Era só uma questão.
- 22:26De. Ter sido nomeado assim, o ter
- 22:30dado o nome do caso, tem. 11. Coisa que eu quero te perguntar
- 22:33a respeito disso, que é o seguinte, você foi para a
- 22:36campanha sabendo dessa coisa, dessa carga do nome, né?
- 22:39E inclusive da das dos problemas que a gente tem com os tropos e
- 22:44com um tipo de fantasia que se crie em DEDE só para marcar essa
- 22:48diferença. Assim, cara, para você, como uma
- 22:51pessoa atenta a essas questões políticas e uma pessoa que que
- 22:54que tem uma vivência, né? Em relação a isso que.
- 22:59Assim, não é privilegiada como a minha, né?
- 23:00Ou como a grande maioria das pessoas que jogam.
- 23:03Pierbola e o que jogam Wes marchas como é que é você, tipo
- 23:07só pra galera ter uma pintura como é que é você ingressar num
- 23:09meio desse? Rola um receio, rola 11,
- 23:12cuidado, rola uma coisa de você fala puta, cara, a chance de eu
- 23:15me dar mal é grande. Como é que é EE esse processo?
- 23:18Sim. Sim, tem sempre um receio com
- 23:21relação AA, esse tipo de grupo, né?
- 23:24Então eu eu já devo ter uns 2 anos no grupo do Telegram lá do
- 23:29do birgotten. Eu Acredito que é mais ou menos
- 23:31isso. E eu nunca tinha tentado
- 23:34participar, né? Por mais que eu tivesse vontade.
- 23:37Como eu não conhecia as pessoas, eu comecei a ficar pra trás, né?
- 23:40Porque eu não queria dar a cara a tapa nesse sentido, porque eu
- 23:43poderia cair numa mesa onde que as pessoas é trariam termos
- 23:48colonizadores? Iam falar, é livremente se
- 23:52divertindo sobre genocídio. E não, não é uma coisa que eu
- 23:54gosto, então eu também não acho legal.
- 23:56Então eu conheci pessoas que já faziam parte do do grupo também
- 24:02e essas pessoas me garantiram que não funcionava dessa forma e
- 24:05queriam me mostrar. Então eu fui participar e acabei
- 24:10entendendo, mesmo que não é todo mundo que que vê as coisas dessa
- 24:13forma, que não, não, não é todo o grupo que faz isso, né?
- 24:17Na verdade, eu não sei nem se tem algum grupo que faça, que
- 24:20jogue dessa forma. Como era jogado last martis
- 24:23anteriormente? É, deixa eu fazer uma
- 24:25contextualização rápida, antes de puxar aqui por aqui o
- 24:28Luciano, que é o seguinte, só para deixar todo mundo aqui
- 24:32sabendo do que é o smartias. Quem está boiando ainda tá OS
- 24:35martis. Ele é um é um termo que designa
- 24:3811 estilo de jogo, né? Um jeito de jogar, algumas
- 24:41dinâmicas de jogo, propostas. Pelo Ben Robins num blog chamado
- 24:45arsud Ben Robins que é famoso aí pelo jogo microscope, né?
- 24:49Que é recomendíssimo aí pra quem curte.
- 24:52Criar mundos e tudo mais. E a ideia por trás é que é uma
- 24:56campanha aberta, com grande número de jogadores, então pra
- 24:59você extravasar os 5 jogadores é pra ter um Monte com o mundo.
- 25:04Persistente, né? EE que Oo que vale para um de um
- 25:08dos grupos que joga esse jogo vale para os outros grupos que
- 25:11se formam espontaneamente nesse galeerão, né?
- 25:14Você tem uma Marcação de agenda solta ali, então é meio que sob
- 25:18demanda. Quando algum grupo aparece ou
- 25:20quando O Mestre está afim, eles combinam, eu falo, vamos, vamos
- 25:22jogar, vamos então, e aí? Rola uma demanda de de
- 25:25incursões. Jogadores ou felizes pelo
- 25:28mestre, tipo, Ah, vamos invadir as tumbas do não sei o quê,
- 25:32vamos conhecer as pradarias do não sei o que lá.
- 25:35E aí se combina, qual incursão que vai ser?
- 25:37EE se joga sob demanda, normalmente se começa num local
- 25:41seguro, no meio de um de dos erros perigosos, né?
- 25:45No meio de uma Terra selvagem. Eu sei lá como os termos que
- 25:48eles usam exatamente, né? Mas o fato é que você faz
- 25:52sessões episódicas que os jogadores saem e voltam para
- 25:55esse local seguro. Então muita gente diz que é bate
- 25:57e volta, né? Existe uma condição de derrota
- 26:00disso, que é se você ficar nos erros antes do fim da sessão,
- 26:03normalmente você é derrotado, você perde.
- 26:05Você morreu com o personagem lá é isso, privilegia um estilo de
- 26:09jogo sandbox sandbox, com um plot como pano de fundo, né?
- 26:12Com ênfase na mimésia ali na exploração do ambiente vivo mais
- 26:17do que na construção de narrativas.
- 26:19E você tem ali, dentro disso, compartilhamento de rumores e
- 26:22informações por esse pool gigante de jogadores, com avanço
- 26:26assíncrono dos seus personagens em relação a níveis, não é?
- 26:30E uma competitividade amigável, mas nem sempre entre os grupos
- 26:34que se formam. Fora isso, acho que é uma coisa
- 26:36importante de dizer que é um é um.
- 26:38É um jeito de jogar muito voltado pra fantasia clássica.
- 26:41Do DED. Né?
- 26:43E houve muita crítica pela escolha do nome.
- 26:45O smashes e a gente vai cair na crítica a esse nome.
- 26:49Mas eu vou perguntar aqui, primeiro chamar aqui Luciano,
- 26:53Jorge grande, Luciano como é que tá, cara?
- 26:55Tô bom, velho, um caos a vida, mas estamos aí.
- 27:00Muito feliz pelo no mucho, embora.
- 27:05Então, cara, é, pô você. Você certamente entrou em
- 27:08contato aí com as críticas do do Jorge valpaços.
- 27:11E com um esquema aí do do easy Masters, é cara.
- 27:14Como é que, como é que foi tua visão?
- 27:16Quando você entrou em contato com esse rolê aí?
- 27:18Cara, eu vou ser bem sincero até como é que você constiu.
- 27:21Cara, eu, eu eu Domino muito pouco, cara, esse esse rolê em
- 27:25si, saca? Assim, da.
- 27:28Da proposta do jogo em si, né? Acho que o que mais me aproxima
- 27:33do tema. É muito mais aquilo que que foi,
- 27:37sei lá, anteriormente produzido aliás que ainda tá EEE que
- 27:42conseguiram resolver esse problema mais ou menos com a
- 27:45aquele aquele cenário que saiu pela Retro é o deadland.
- 27:50E aí, cara assim, bem sincero, aí, com todo mundo que está
- 27:55ouvindo assim, né? A minha leitura com a proposição
- 27:58que, de reflexão mais ampla nesse sentido, sacou mais sobre
- 28:02o que é esse processo de colonização e onde ele desdobrou
- 28:05e tal. E ali ali foi a primeira vez que
- 28:09eu tomei contacto. E o deadlands tinha uma parada
- 28:14que era do autor tirar o pé assim ele, ó, é finjam que não
- 28:18houve esse processo de colonização, tá?
- 28:22Vamos seguir aqui porque a gente quer jogar.
- 28:24E aí eu lembro que a gente fez um vídeo na época, eu mais
- 28:28Ariel, o mais Ariel, nora. Ele escreveu montou um vídeo
- 28:33sobre o tema refletindo um pouquinho, só que eu ainda não
- 28:37tinha elementos para poder pensar tanto, e hoje que o
- 28:41senhor não tem, não me tira, tenho mais, mas ainda.
- 28:45Ainda é, é. É porque é um processo constante
- 28:48de reflexão e tal. Quando eu eu, eu passo a
- 28:51refletir mais ainda sobre daí, obviamente, muito pelos nossos
- 28:55próprios encontros, né? OOO.
- 28:58OA própria forma como a gente tem conversado sobre sobre esse
- 29:02tema de forma mais abrangente, nos jogos quilombagens e tal.
- 29:07Aí o Jorge estava sempre lá e tal, ele está sempre, sempre que
- 29:10possibilita, ele está lá, então a gente tem refletido sobre essa
- 29:14o. O que é essa linguagem?
- 29:17Em que a gente vai construir jogos que vão abordar uma forma
- 29:23de de de contar história, que é o tempo todo permeado pela
- 29:28violência, pelo silenciamento de povos tradicionais.
- 29:32Não é? EE, como que a gente vai fazer
- 29:37isso? Quer dizer que a gente.
- 29:40Não vai fazer, né? Eu sou adepto de que todo o tema
- 29:44é é é possível de ser abordado. Isso aí, como se vai fazer isso,
- 29:50né? E quando a gente pensa um tema
- 29:52parecido com esse, sei lá, você, você pega a Red Dead Redemption
- 29:57mesmo, e o 2 e tal, que é uma crítica ali que era interessante
- 30:02ali em relação a todo o processo de colonização estadunidense.
- 30:06Agora, eu, eu. Eu e chega para mim nesse
- 30:11sentido assim, né, cara, na mesma toada ou na mesma.
- 30:18Pegada de outros debates que que eu já vi que eu que eu já vi
- 30:23sendo feito. E também de alguns que,
- 30:26obviamente, eu participei tanto escrevendo pra o Dragão Brasil
- 30:30aí depois, escrevendo o texto que sai pelo RPG.
- 30:38Não é caracterização, o caracterização é outro.
- 30:41Eu esqueci o nome do outro, que é o que saiu pela chá editora e
- 30:45tal, pela editora chá, e depois outras coisas que eu fiz e tal e
- 30:49que eu sei que fazem, nunca. Nunca e nunca sozinho, isto é, é
- 30:54importante dizer isso. E aí acho que eu noto que esse
- 30:59debate cara, assim, a gente tem um Panorama mais amplo, a gente
- 31:05puxando e conversando mais sobre o porquê desses desdobramentos e
- 31:09tal. É a gente notar que esse mesmo
- 31:12debate ele está posto numa. Num, vamos dizer assim, no mesmo
- 31:19cenário que, já que que outros debates que são feitos em
- 31:24relação a diferentes minorias políticas.
- 31:28Oo fazem, sabe? Uhum.
- 31:31Então acho que é algo mais ou menos nesse sentido.
- 31:33Maneiro? Né?
- 31:34Agora é, é o que, né? Oo que a gente pode fazer com
- 31:39isso? A assim, né?
- 31:41E aí de novo, sendo bem humilde aqui mesmo, aqui, com toda
- 31:43tranquilidade, é um é um, é um modo de jogar que eu não Domino
- 31:47tanto, que eu que eu, que eu, que eu não conheço, hum-hum.
- 31:53Tenho tido outras atenções e tal, mas acho que acho que parte
- 31:56mais ou menos por aí. Uma coisa que eu vejo disso é
- 31:59que a forma, né? Deles dessa forma, Usher do
- 32:03jeito que ela é colocada como forma de jogo, ou seja, os
- 32:07procedimentos e tal não tem nada que pareça inerentemente
- 32:10problemático em relação AA isso, mas parece que tem algo
- 32:14problemático em relação em relação ao nome que se usa, né?
- 32:17E também algumas dinâmicas da fantasia que se acopla a isso,
- 32:22né? E aí até queria trazer o por
- 32:24aqui. Fala aí por aqui, beleza?
- 32:25Salwei meu parente, tudo bem? Por aqui é mudar o kú na voz e
- 32:31deixa eu te falar assim, Mano, eu, quando eu ouvi falar dessa
- 32:35parada. É a primeira coisa que bate pra
- 32:39gente assim. É um desconsulto, né?
- 32:40É uma porrada na cara assim, meu.
- 32:44É acho que para tentar traduzir isso para um público branco.
- 32:51Seria algo assim, como propor para te jogar um jogo chamado
- 32:57Auschwitz Journal uhum, aonde o objetivo do jogo é você
- 33:02convencer. Ou conduzir é judeus pra.
- 33:09Pros pros 3 de. Auschwitz.
- 33:16E os levarão até Auschwitz, aí ganha a quem conseguir.
- 33:20Convenceu o arrastar o maior número de judeus pra dentro dos
- 33:25vagões. Acho que fica uma traduz um
- 33:31pouco assim de desconforto que uma pessoa indígena sente só por
- 33:36ouvir o nome dessa de. De desse estilo de jogo de
- 33:40estilo, sabe? Sim.
- 33:42É, é bem bem, bem problemático nele, é.
- 33:44Isso é uma perspectiva muito interessante de ter.
- 33:47Porque é isso, né? Primeiro lugar que muita gente
- 33:49não se atenta pro pra, pra origem do nome e porque muita
- 33:53gente não acessa essa sensibilidade, né cara?
- 33:56É. Cara, é cara, porque eu acho
- 33:57assim um dos problemas, né? É, a gente encontra muito
- 34:01poucos, muito poucas pessoas indígenas na cena de RPG de uma
- 34:04forma geral, né? Acaba conversando com vocês em
- 34:07off, por exemplo, no nosso grupo, na brazing The Darkness,
- 34:09a gente tem 2 pessoas. 2 pessoas indígenas na equipe, que sou eu
- 34:14e o areds e chucuru parente nosso lado do Rio e uma das um
- 34:19dos moticos fora toda a dificuldade de acesso na RPG
- 34:24ainda é. Um entretenimento muito
- 34:28elitizado, caro, difícil de de de acessar.
- 34:32De várias formas, né? Para quem não tem internet à
- 34:36disposição, para quem não tem grana para estar comprando
- 34:39livros caros e tal e nem acesso. As línguas estrangeiras já é um
- 34:44grande limitante, mas, para além disso, quando a gente vai ver a
- 34:49representação de pessoas indígenas, por exemplo, na
- 34:54mídia, nas mídias de jogo, é é algo que desencoraja muito.
- 34:59A participação. Assim sabe que é sempre muito.
- 35:01É uma representação muito violenta, muito caricata, mesmo
- 35:06quando essa representação ela não é feita diretamente.
- 35:09Mesmo jogos aonde representam pessoas indígenas, tipo.
- 35:14Agora, né? A Bandeira do elefante da Arara,
- 35:17esses jogos com essa pegada folclórica, digamos assim, né?
- 35:23Que é um termo que a gente também não não curte nem um
- 35:26pouco o movimento indígena, porque folclore é um termo que a
- 35:31gente reserva para tudo aquilo que a gente considera menor,
- 35:33risível. É meio ridículo, sim,
- 35:37supersticioso. O que é nosso é cultura.
- 35:42Folclore é sempre do outro, né? O que é nosso AA, nossa crença é
- 35:47religião é são verdades, são revelações divinas absolutas,
- 35:54né? A crença do outro é a mitologia.
- 35:56E aí com todo com todo de negativo, que mito carrega, né?
- 36:02De da mesma raiz de mitomanno, por exemplo, que alguém que tem
- 36:06mania de mentir, ou de de mito mesmo.
- 36:09No sentido, é. Fantasiar, né?
- 36:12Fantasiar e tal. E aí o que acontece?
- 36:15Como é verdadeiro, né, que não é verdade, então é bem, é bem
- 36:19complicado assim, mas por exemplo, a é, eu comecei a
- 36:23jogar, não foi exatamente um. DED é, eu sou da época do ADED,
- 36:27não é, foi com tagá, mas desde o início, assim, por muitos anos
- 36:31eu jogando, eu sempre senti esse desconforto, né?
- 36:34Porque o jogo do clássico de RPG onde surge ORPG, ele é a
- 36:38proposta, sempre essa, né, é um genocídio autorizado, né, é tipo
- 36:43assim, tu sai pra matar, pilhar e destruir.
- 36:46Com o teu, com o teu grupo, com o teu grupo de de aventureiros.
- 36:49E pra é abater criaturas e matar orques e trolls, sem se
- 36:58preocupar muito, sem muita culpa, né?
- 36:59Porque são, é um outro desumanizado, né, é um outro
- 37:04selvagem, é um outro primitivo, é um outro desumano, que não faz
- 37:10mal e são maus por natureza, né? São raças, ODED tem muitas, são
- 37:14raças malignas, né? E isso tudo para nós é muito
- 37:18violento. No início, quando eu comecei a
- 37:19jogar, eu senti um incômodo, eu não percebia não.
- 37:23Racionalizava assim, não conseguia analisar, porque é que
- 37:25me senti incomodado, até que eu fui entendendo que o motivo do
- 37:29incômodo é porque eu não era o herói dessas histórias, me
- 37:32sentia. Espelhado nesses heróis eu era
- 37:36os monstros, né? Inclusive, que é por isso que eu
- 37:40dediquei tanto da minha vida para o mundo das trevas, né?
- 37:42Porque a proposta do mundo das trevas, o outro no clássico
- 37:45darkness é isso, né? É você calçar os sapatos dos
- 37:49monstros, né? Você vestir a pele do monstro,
- 37:51se colocar no lugar do dos monstros clássicos do terror do
- 37:55vampiro, o globis, homens, bruxas, mumi e aí eu acho que é
- 38:00por isso que eu me encontrei tanto no mundo das tabguas,
- 38:01porque no mundo que a gente vive, nós somos os monstros, né?
- 38:05Não somos os heróis, né? E essa lógica?
- 38:08Maniqueísta do Audi genocídio é moralmente chancelado.
- 38:14Me incomodou um ponto de que já tem algum tempo que eu não não
- 38:17consigo mais. Depois que eu vi isso, eu não
- 38:19consegui mais desver, uhum. Sabe?
- 38:22É, e isso é uma, é uma sensibilidade que é é aquilo,
- 38:26né? Muita gente vai passar a vida
- 38:27inteira jogando, day nunca vai ter.
- 38:29E algumas pessoas vão se sentir incomodadas.
- 38:31Até principalmente quem, quem é de minoria, ou quem é esse, quem
- 38:36é colocado nesse outro lado, né? E que vai vai passar o tempo
- 38:40inteiro incomodado, sem saber o que é, se não parar, né?
- 38:42Pra pra entrar com com essa percepção, com essa, com essa
- 38:46sensibilidade. Então acho que.
- 38:48Mesmo aqui, vai ser muito importante agora da gente
- 38:51abordar por conta dessa sensibilidade que muita gente
- 38:54não acessa, né? E aí, acho que agora vale a pena
- 38:58a gente fazer. 11. Parêntese aqui, pra gente
- 39:01apresentar um melanina, RPG. Né que, pô, vocês formam vocês,
- 39:06fazem parte desse desse coletivo, né?
- 39:09Aliás, a gente vai saber se é um coletivo, o que que é exatamente
- 39:12o melanina RPG. Mas é porque é tão importante
- 39:15essa visão, né, que vocês trazem para isso.
- 39:18Então, agora pode rolar a iniciativa.
- 39:21Quem quiser começar a falar, pode falar, mas o que é o
- 39:24melanina? RPG.
- 39:26Cara, melanina, RPG. Ele a gente chama ele de
- 39:29Quilombo, né? Carinhosamente, que por causa do
- 39:33matemática do aquilombamento do. Da coisa que significa, que é
- 39:38que se abraçar aquelas pessoas que estão ali presente, né, de
- 39:41se ajudar e contribuir. Uns com os outros a solucionar
- 39:46as as questões que vão acabando, se tornando o ponto de dores
- 39:50para todos nós. Então, ela nem AIPG é um
- 39:53coletivo que busca. É ali se destacar no meio do RPG
- 39:56nacional. Ele nasceu do propósito de
- 39:59reunir e dar visibilidade a pessoas pretas, com
- 40:03especialidades como criadores de conteúdo, escritores,
- 40:06narradores, ilustradores. Então, o coletivo foi fundado lá
- 40:10em 2023 pelo duod, né? O Luís Eduardo Olavo Capim
- 40:14remota, ele surge como resposta à necessidade de maior
- 40:17diversidade. Os espaços estão ocupados pela
- 40:19comunidade da RPG nacional. O projeto cara.
- 40:23Ele nasceu da percepção de que uma parte significativa da
- 40:26população brasileira, incluindo perfis marginalizados com a
- 40:30população carcerária, usuários de transportes públicos,
- 40:35residentes de comunidades e ocupações.
- 40:37Elas são pessoas pretas e pardas que não têm apresentação
- 40:40suficiente na cena do EPGRPG. Ele é um meio muito branco EORPG
- 40:45melanina. Ele busca preencher essa lacuna
- 40:48trabalhando. Ativamente para garantir que
- 40:50essas pessoas, elas se vejam representadas e consideradas
- 40:53também nesse espaço. Ele não apenas busca espaço para
- 40:59si, mas também Visa um trabalho de sensibilizar a comunidade a
- 41:03comunidade do RPG nacional sobre a importância da
- 41:06representatividade e da inclusão.
- 41:08O nosso Quilombo ele contribui significativamente para a
- 41:11construção de um cenário de RPG respeitoso, rico, diversificado
- 41:15e aberto a todos que estão no nosso meio, independente da sua
- 41:19origem ou identidade. Cara, eu, eu, eu, eu tenho
- 41:23notado o. Melanina.
- 41:27Das que de forma assim. É, além de tudo que o chu chamou
- 41:32a atenção, eu acho que para quem também vai.
- 41:35EE está com outros pontos, tal, se não, eu eu sempre ressaltei
- 41:40isso assim, né, da importância de ter, e por aqui, no nosso
- 41:44nosso coletivo. Porque a gente precisa desse
- 41:49diálogo. Mais Franco, mais aberto e mais
- 41:54orgânico com os povos tradicionais.
- 41:58A gente precisa fazer isso com um pouco mais de ou com mais
- 42:01carinho entre nós. Assim, afinal de contas, é, é, é
- 42:05o é, o é o nosso sangue, é o nosso suor que construiu esse
- 42:11país assim. É, mas cara, eu, eu, eu, eu noto
- 42:16também como 11 desdobramento. De ações que às vezes eu vi que
- 42:21estavam muito dispersos, e não necessariamente por culpa nossa
- 42:26assim, né, tipo que a gente não queria e tal.
- 42:29Mas porque cada um vai ali fazendo seu corre e aí as
- 42:32pessoas, elas não se conhecem e tal.
- 42:36E faltava esse esse coletivo e o entendimento de de de rede.
- 42:44Para dar essa organicidade, sim. Então acaba que o melanina.
- 42:50Ele consegue fazer esse jogo que é o de eu, enquanto produtor de
- 42:54conteúdo, ocupa esse lugar e ao mesmo tempo eu.
- 43:00Tenho, em grande medida, a possibilidade de também
- 43:05contribuir, impulsionar outros outras pessoas que criam
- 43:09conteúdo dessa cena que pertence a minorias políticas, assim que
- 43:15a gente está pensando em raça e tal, e aí acaba obviamente tendo
- 43:19esse desdobramento para gênero e tal, acho que a gente consegue,
- 43:23por exemplo, fazer algo que que me agrada muito, de de ver que é
- 43:27ter essa. Esse pensamento mais amplo
- 43:31quando a gente pensa em relação à ao país, né?
- 43:35Um país continental, é difícil fazer esse jogo, cara.
- 43:39Que é o de ter pessoas de diferentes estados, diferentes
- 43:42lugares. Sem que se concentrem em um
- 43:45determinado lugar e tal. Isso já é um problema que 11
- 43:50dilema que a gente precisa pensar, sabe?
- 43:54Mas acho que parte por aí também.
- 43:56Sim, saca dessa possibilidade de ser 11, coletivo que ao mesmo
- 44:01tempo ele desdobra daquilo que a gente já vinha fazendo, ou se a
- 44:05gente não está inventando a roda, né?
- 44:08Foi foi como eu disse no doff do ano retrasado.
- 44:12Que eu olhava para as nossas ações e para mim.
- 44:15Elas são um desdobramento daquilo que o movimento negro
- 44:18sempre fez. Assim, a questão é que a gente
- 44:20está em 111, grupo específico, mas tudo que a gente faz.
- 44:27Desdobra, né, é inspirado naquilo que já foi feito há há
- 44:31mais tempo, assim antes da gente e que não vai acabar na gente e
- 44:36tal por aí. Pra mim, o melanina.
- 44:38Ele é o espaço de resistência. Sabe?
- 44:40Eu eu me sinto muito contemplado com essa visão que o senhor traz
- 44:45de de um Quilombo, né? É um Quilombo na cena do do RPG
- 44:49nacional. Aí porque eu me sinto muito
- 44:53contemplado pelo por esse termo Quilombo, apesar de não ser um
- 44:56termo indígena nosso aqui, mas é um termo originário, né?
- 45:00De lá de AF. E a gente empresta aí porque os
- 45:05quilombos, historicamente, são esses espaços de resistência,
- 45:10são esse espaço de Aliança ancestral entre os povos, entre
- 45:15nós que somos povos originários daqui de abaiala, né, dessas
- 45:20terras que o colonizador decidiu chamar de continente americano e
- 45:25dos povos que foram sequestrados de África EE, trazidos à força
- 45:29para cá, né? Para resistir contra a
- 45:31colonização, né? É um espaço anticolonial.
- 45:35A cena de AIPG no Brasil e no mundo, ainda é uma cena muito
- 45:40elitista, muito racista, muito colonizada.
- 45:46Promotora do colonialismo, né? ORPGORPG?
- 45:50Aparece pra gente aqui do Brasil como 11.
- 45:55Indústria cultural, uma. Commodity cultural vinda do
- 46:00exterior, né? Uhum, a gente, a gente importa,
- 46:04os primeiros jogos, a gente depois vai importar, as
- 46:08estéticas, as mecânicas, as formas de jogar, de compreender
- 46:14o jogo também os termos, né? Eu tenho refletido muito sobre
- 46:18essa sobre o próprio, esse próprio acrônimo RPG em inglês,
- 46:22né? Que só quem é iniciado entende,
- 46:27é só quem já é iniciado, entende.
- 46:29Para a maioria das pessoas que eu falo de RPG, elas pensam que
- 46:31tem alguma coisa a ver com fisioterapia.
- 46:34Sim. E aí, quando eu falo, por
- 46:36exemplo, para os meus parentes, o que eles entendem é jogos
- 46:39narrativos. Aí o parente entende falando,
- 46:44porque jogos narrativos também a gente já fazia há milhares de
- 46:47anos. Entendeu?
- 46:48Uhum. Acho que a afinidade que eu
- 46:49tenho com AIPG porque é jogar, construir narrativas de forma
- 46:54colaborativa, assim. Idade ali na hora, na interação,
- 47:00limpa entre pessoas para fortalecer vínculos, isso a
- 47:05gente sempre fez. Isso é fala muito com a nossa
- 47:09ancestralidade, né? E eu percebo, por exemplo, que
- 47:12no modelo de jogos narrativos que a gente importa, Oo foco é
- 47:18muito mais em mecânico, é muito mais é é, é muito mais o War.
- 47:22Game, né? Revela muito mais essa.
- 47:25Essa raiz do RPG grego, como War game, como um jogo é estratégia,
- 47:32aonde a mecânica tem um papel muito importante, eu acho que
- 47:34por isso, depois pensando refletindo a fevereiro que eu
- 47:37nunca joguei, muito ligado, em regra, sabe?
- 47:40Para mim, o aspecto narrativo do jogo apontação de história, o
- 47:44feedback da galera na mesa, o Gold no olho, os veículos,
- 47:48sempre foi a parte mais importante do jogo.
- 47:51Eu acho que isso bebe muito na nossa ancestralidade, que eu sei
- 47:53também que não é só aqui em abiaala, mas em África também é
- 47:57assim, então é, e eu acho que Oo melanina é é é esse espaço de
- 48:03resistência. Eu fiquei muito feliz quem me
- 48:05convidou para fazer parte do teu estilo e sou muito grato a ele
- 48:08por isso, porque eu acho que a gente.
- 48:10A gente vive uma luta. A gente vive em guerra, né?
- 48:13Olha, eu estou criando que fala isso.
- 48:14A jornalista entrevista, ele sorri, uma jornalista branca.
- 48:18E aí diz, eu não sei o que é que você está sorrindo, a gente está
- 48:21em a gente vive em guerra, a gente está há mais de meio
- 48:24milênio em guerra, o meu povo e o seu a gente está vivendo uma
- 48:29guerra, uhum, EEE aí eu acho assim.
- 48:31Então a gente vive num ambiente muito hostil, o mundo é hostil
- 48:34para nossas existências. A cena de RPG não é map, menos
- 48:38hostil, e a gente para resistir a tanta hostilidade, a gente
- 48:42precisa ser sujeito coletivo. Individualmente, a gente não vai
- 48:46fazer nada. Então eu vejo melanina também é
- 48:50é esse coletivo de coletivos pra.
- 48:54Fortalecer uma resistência antirracista anticolonial na
- 48:58cena de RPG é assim que eu? Encaro pô.
- 49:01Muito legal. Cara, tem uma coisa que você
- 49:02falou de anticolonial, né? E 11 termo?
- 49:07Que eu eu vim? Entrando muito em contato.
- 49:09Antes era o era o decolonial, né?
- 49:12E existe uma diferença entre uma visão anticolonial e uma visão
- 49:16decolonial. Dentro disso, que se dentro
- 49:18desse assunto assim. Cara, tem isso.
- 49:21É uma polêmica imensa dentro do novo de.
- 49:23Em vez de existência, porque ele se negou?
- 49:28Existem pelo menos 4 definições distintas.
- 49:31As mais decolonial, contracolonial, anticolonial, e
- 49:35teu, pós-colonial, Hein? Essa é uma discussão meio longa.
- 49:39Talvez valesse a pena algum dia você fazer um programa sobre
- 49:42isso, mas eu eu me alio numa perspectiva anticolonial.
- 49:47Legal bom saber que que há diferenças e que há nuances
- 49:50importantes dentro disso para a gente poder cair dentro, era.
- 49:52Que nem quem olha de fora. Quando a gente assume o como uma
- 49:56coisa distinta, a gente tem sempre a generalizar.
- 49:59As pessoas vêm indígena como se indígena fosse uma coisa só.
- 50:03As pessoas veem negro como se negro fosse uma coisa só e não
- 50:06é. Existem várias.
- 50:09Ne possibilidade de negritude. Em África, tem milhares de povos
- 50:14diferentes, milhares de culturas de línguas diferentes entre nós,
- 50:17indígenas. Hoje, ainda em mais de meio
- 50:23milênio de extermínio, nós ainda somos mais de 300 pobres
- 50:26diferentes, uhum, mais de 270 línguas diferentes, culturas
- 50:31diferentes. Nem todo indígena usa cocar, nem
- 50:34todo indígena se pica, nem todo indígena tem pajé.
- 50:39Cacique nem sequer é uma palavra nas línguas indígenas do Brasil.
- 50:43Uma palavra que chega pra gente, do português foca, é uma palavra
- 50:47francesa. Então.
- 50:49Aldeia é uma palavra em português de Portugal, então.
- 50:54Tem muita generalizações que são feitas e que apagam riquezas,
- 50:58diversidades, existências, a eliminação, ela não é só física.
- 51:03Ela é é cultural, né? Uhum.
- 51:05Espiritual é de bater. Pra gente conhecer melhor agora
- 51:10cada um de vocês. Quer quer emendar logo por aqui,
- 51:13falar de você. Pra galera te conhecer, eu sou.
- 51:17Por aqui, mundurucu, né, meus parentes me reconhecem por esse
- 51:21nome. Eu tenho um nome de registo,
- 51:24também o nome de branco de registo formal, nome cristão que
- 51:27é glailson Santos, mas eu prefiro ser chamado por aqui.
- 51:32Eu sou indígena de retomada no contexto urbano, aqui na
- 51:37periferia de Belém. Isso significa céu?
- 51:39Indígena de retomada significa que nem sempre eu me soube uma
- 51:43pessoa indígena. Precisei reconstruir esse
- 51:47veículo com a ancestralidade. A minha avó deixou os
- 51:51territórios. O meu pai já nasceu na cidade.
- 51:55Saltarem piropostado aqui. Eu nasci em Belém, estou nessa
- 51:59caminhada aí de de retomada ancestral.
- 52:03E faço parte dos quadros e dos 63% de pessoas indígenas no
- 52:08Brasil que vivem fora dos territórios demarcadas ou em em
- 52:14processo de demarcação. Vamos também conhecer o tio, e
- 52:17falei, tio, e fala sobre você pra galera?
- 52:20Então, sou tio changas, tá? Sou conhecido assim.
- 52:24O Twitter ou no Instagram. É onde o mais apareço.
- 52:29Falando sobre RP, grande conteúdo, né?
- 52:34Dialogando com algumas pessoas também na no nosso cenário
- 52:37nacional. Eu sou escritor, escrevi alguns
- 52:41contos em um deles. É sobre os olhos da noite,
- 52:45publicado pelo selo jean-bô odisseias, que foi ministrado
- 52:49pela carne soarelli, o Vinícius Mendes e o wesnan telúria.
- 52:54Na época do papo de autor que a gente fazia um que tinha um
- 52:58grupo, né? Que se auxiliava no processo de
- 53:02será muito importante naquele período.
- 53:04Agradeço muito a dona Karen Soares por ter.
- 53:08Iniciado esse projeto foi foi divertido e com certeza a gente
- 53:12pode aproveitar muito. É, estou na frente do melanina
- 53:15RPG, junto com a Guiana. Eu esqueci agora o nome do canal
- 53:20da Diana, meu Deus, que é isso? E o dudes do capir remoto.
- 53:24E a gente está aí, angariando, né?
- 53:27Pessoas, né? Que estão se juntando com a
- 53:29gente No No melanina, que agora é uma casa de muitas pessoas no
- 53:34nosso Quilombo, e que está nesse esforço de diversificar o
- 53:38cenário, e de trazer também AA sensibilidade para para a cena
- 53:44nacional da RPG que está em falta, né?
- 53:47E bom, eu tenho um velho conhecido da galera aqui, que é
- 53:50o Luciano Jorge. Já já vi várias vezes aqui no
- 53:53café, mas pode se apresentar também pra galera, fala aí,
- 53:55Luciano, sobre você. Cara é, pode cara falar depois
- 54:00por aqui. É embaçado.
- 54:02Ainda bem que eu vou falar. Fugiu e fala, mas cara, é.
- 54:07Eu sou Luciano, sou professor da rede pública.
- 54:11Sou do Observatório da discriminação do futebol.
- 54:19Que é mais? Ah, tá, eu tenho, é, é, eu sou
- 54:22produtor de conteúdo, seja lá o que isso significa, seja lá o
- 54:26que seja isso, adoro tirar sax com esse barato.
- 54:30Eu acho que em algum momento a gente vai simplesmente assumir
- 54:32que a gente é comunicador. Uhum, Oo comunitário, o
- 54:37comunicador social, sei lá. Mas EE tem também os jogos
- 54:42quilombagens, que é um canal que.
- 54:48Surgiu com essa com esse anseio, assim que era o de de.
- 54:53De falar de algo de RPG, mas também.
- 54:56Tentar pensar em algumas, em algumas nuances em relação às
- 55:01contradições brasileiras e tal. É muito esse lugar assim.
- 55:07E agora? Dando esse passo interessante
- 55:11aí, com pessoal do melanina e tal, a gente dentro daquilo que
- 55:16eu tenho dado, conta também e tal, porque aí também vão vão
- 55:20surgindo as demandas que vão atropelando a gente, que vão.
- 55:24Nos convidando a pensar na vida. Né, e sou eu.
- 55:31Hum-hum. É e é ganhadora aí do golpe de
- 55:35ouro, aí agora fazer é? Exatamente.
- 55:40Essa valenta que eu ganhei 11 copo de ouro, é isso?
- 55:44É um bom, é Oo. Luciano ganhou de primeira
- 55:47produto de conteúdo aí, então é, é bastante relevante aí na cena
- 55:52para quem obviamente já conhece ele, né?
- 55:54Se você não conhece ele, você vive debaixo de uma Pedra, né?
- 55:57O cara tá bem ativo aí há bastante tempo, inclusive.
- 56:02Maneiro? É, né?
- 56:03Pois é, tem, tem, tem, tem tentado ajudar.
- 56:07Cara, nem sempre dá certo, você está errado.
- 56:09E a gente? Segue.
- 56:10É isso aí, cara. Vamos agora.
- 56:13Então, agora que a gente que a gente botou aqui, o melanina.
- 56:16Trouxe a vocês aqui pra galera conhecer melhor.
- 56:19Vamos, vamos cair agora de novo nessa, nesse problema né, do do
- 56:23West marches. E o por aqui trouxe muito essa
- 56:26questão do nome, né? O West marches e que, de fato, é
- 56:29como você chamar aí de de um de uma expressão.
- 56:33Como ele falou do né, de Auschwitz, né, vamos, vamos
- 56:37levar a galera de Auschwitz e tal.
- 56:39É porque esse nome impacta mesmo um nome, é uma escolha de nome
- 56:43muito, muito, muito infeliz assim né, pra batizar uma coisa
- 56:47que é só uma forma de jogar e que.
- 56:49Assim, a gente olhando ali, os princípios do do do estilo não
- 56:53não chegam a ter um problema nessa proposta, né?
- 56:57Agora a gente pode botar aqui que o jogo, né?
- 57:00Eu vou trazer as palavras do Ben robbins, né, pra pra, pra gente
- 57:04começar a entender. Onde reside um pouco, eu acho, o
- 57:08da parte dele, né, Oo essa escolha dessa palavra, ele falou
- 57:12que, Oo jogo, ele é colocado na Fronteira de uma região nas
- 57:17barbas da civilização. Ali, né?
- 57:20O fim da civilização, né? Ou seja, próxima de uma região
- 57:24não explorada, ainda é começa numa cidade fortificada e
- 57:29colocado como último ponto de alcance da lei da civilização.
- 57:34Imensa nessa, nessa. Nessa região selvagem, todos os
- 57:38jogadores aspirantes a aventurezas começam nessa cidade
- 57:42e se aventurar não é uma profissão simples, não é uma é
- 57:45um, é uma profissão inclusive muito perigosa os seus
- 57:49personagens. Eles normalmente estão
- 57:51interessados em riscar suas vidas para invadir esse esses
- 57:54ermos, né? Na Na sua intenção de buscar
- 57:57uma, de buscar Fortuna, os NP 6, né?
- 58:01São, são menos OA ideia do jogo é botar, que tenha poucos NPS,
- 58:04aventureiros e muito mais jogadores.
- 58:07Nesse papel? Entre as histórias, entre entre
- 58:10exceções, né? Os jogadores param e descansam
- 58:13nesse nesse local avançado da civilização EE, passam seu tempo
- 58:18na Taverna ali, e aí, nesse ponto aí, só nessa descrição que
- 58:22ele dá, a gente vê que. É isso, já traduz aí alguns
- 58:26problemas que a gente vê no nome, né?
- 58:28Que é o SMASHING que tem essa questão de ser 111 destino
- 58:34manifesto, né? E já trazendo os termos
- 58:36problemáticos, né? Da da expansão pro Oeste dos
- 58:39Estados Unidos, é uma referência à expansão do Oeste, a esse
- 58:41destino manifesto de que o homem branco vai levar a civilização
- 58:46para esses locais ou o homem né que está ali, vai levar essa
- 58:49civilização. Então, tem uma missão
- 58:52civilizatória e que isso seria uma carta branca.
- 58:55Para para você atacar quem quer que esteja nesse local
- 58:59considerado Ermo e selvagem, né? Então vocês queriam comentar
- 59:03sobre essa escolha de nome, sobre esse, essa definição aí
- 59:06que carrega problemas óbvios aí? Cara.
- 59:11AAAA proposta em si, ela já disse muito sobre, é?
- 59:20Eu diria que um historiador, tipo, daqui a alguns anos, ele
- 59:24olhasse para isso. Ele já IA dizer, bom, aqui nós
- 59:27já temos aspectos importantes para se pensar, né?
- 59:30Por exemplo, quando a gente fala de Ermo, a gente fala de
- 59:33selvagem, né? Esse selvagem em relação a minha
- 59:38inferioridade, me. Ensina que nada é completamente.
- 59:44Ruim ou completamente descartável assim sabe de tudo.
- 59:48A gente consegue aproveitar. Alguma coisa é que dá para
- 59:50aproveitar algo. Eu vejo méritos.
- 59:54Eu vejo alguns méritos na nessa proposta de abordagem do jogo.
- 59:58Eu acho que, por exemplo, a possibilidade de tu teres um
- 1:00:02grupo grande de pessoas com jogos assíncronos daqui, não
- 1:00:07precisa estar. Todo o grupo.
- 1:00:09Se reunir simultaneamente para jogar é algo interessante, que
- 1:00:13dá muita Liberdade, flexibilidade para.
- 1:00:16O grupo de de jogadores é punindo essa esse
- 1:00:21característica, é um mundo muito aberto.
- 1:00:23Né? É.
- 1:00:25Dá muita autonomia para os jogadores.
- 1:00:27Tira, diminui. Eu fico com essa impressão de
- 1:00:30que diminui um pouco poder arbitrário do do Narrador.
- 1:00:36Na nas partidas e, acima de tudo, eu acho que tem um mérito
- 1:00:41também de escancarar, não é? É algo assim, é uma abordagem
- 1:00:45tão caricata. Que, como toda caricatura, ela
- 1:00:49ressalta as contradições, né? Então porque, por exemplo, o que
- 1:00:52que a gente está fazendo aí? Está radicalizando a proposta
- 1:00:54do? OAIPG clássico do day d, né?
- 1:00:59Porque é AED, sempre foi sobre isso.
- 1:01:03Sempre foi sobre explorar as regiões selvagens.
- 1:01:08É, sempre foi sobre Oo. Um genocídio moralmente é
- 1:01:15chancelado. Né?
- 1:01:17É isso que é que tu faz em DED é EE em, do agio's de Dragons, no
- 1:01:21caso, mata criaturas. Não sai por aí para matar
- 1:01:27criaturas que são malignas por natureza, sem nenhum tipo de
- 1:01:31culpa. Não, ninguém vai te julgar
- 1:01:32porque tu matou uma criatura maligna para acumular riquezas,
- 1:01:37né? Para é acumular ganhos, ou XP
- 1:01:41moedas de ouro por itens mágicos.
- 1:01:45E aí, o que eu vendi? Para essa proposta de jogo.
- 1:01:49É radicalizar esse, escancarar assim, de uma forma tão caricada
- 1:01:52que possível, de não enxergar. E aí eu acho que aquilo, o
- 1:01:58mal-estar, se tu tem alguma dúvida, do que trata os os jogos
- 1:02:03de do índio, esse estilo do índio's Dragons, essa essa
- 1:02:08metodologia de jogo, ela, ela ela esfrega na tua cara sobre o
- 1:02:11que é, é colonialismo, é genocídio moralmente aceitável,
- 1:02:16né? E aí, mas eu acho que mesmo
- 1:02:18assim, mesmo com com isso. É possível pensar formas de
- 1:02:23subversão, que coloquem que problematizem isso e que é, por
- 1:02:28exemplo, eu consigo pensar, que espaços na sociedade que são
- 1:02:34hostis? Aonde a gente essa dinâmica meio
- 1:02:37de ir atrás das linhas inimigas para conquistar espaço, né?
- 1:02:41Para conquistar Vitória contra um inimigo e tal.
- 1:02:45Então, por exemplo, 11 narrativa sobre indígenas que são forçadas
- 1:02:51para fora do território e precisam se infiltrar.
- 1:02:54No ambiente urbano nas cidades. Rebeldes se filtrando num numa
- 1:03:01Estrela da morte da vida, numa base racista.
- 1:03:05Qualquer pessoas não brancas ocupando espaço dentro da
- 1:03:09academia, dentro de uma universidade, conquistando
- 1:03:13reconhecimento. O desafio é conquistar
- 1:03:15reconhecimento dos títulos e tal.
- 1:03:18E o espaço dominado pela grantitude?
- 1:03:21Eu acho que é possível pensar formas de jogo que escancarem
- 1:03:25ainda mais essa essas. Contradições.
- 1:03:28Mesmo no texto, o texto ele é evidente em relação à sua
- 1:03:32proposta. Eu sempre brinco com os meus
- 1:03:34alunos, com a frase que eu sempre falo pra eles, de que
- 1:03:39movimentar, ser intencional, né? Sempre falo isso pra eles, ficam
- 1:03:42revolta ou movimentar. Eu falei, não, eu quero que
- 1:03:45vocês entendam o que que, do que que a gente está falando assim.
- 1:03:49Tá nítido assim, né? O que se deseja?
- 1:03:52E aí, quando a gente pensa em um, em um jogo como esse,
- 1:03:56inscrito inclusive em uma em uma, é uma, é uma tradição em
- 1:04:00que se constrói a ideia, por exemplo, de que é um Ermo, é,
- 1:04:03mas é um Ermo. Em relação ao quê, para quem,
- 1:04:07para quem vive, ele, que ele é um Ermo.
- 1:04:09Quando a gente pensa, por exemplo, é na forma como uma
- 1:04:13favela, ela é ocupada, né? E essa é uma parada que me
- 1:04:17chamaram a atenção agora, quando eu estava no Rio.
- 1:04:19As pessoas que vivam a favela é elas, elas querem o termo e o
- 1:04:23termo é esse, o termo é favela. E aí é importante ressaltar
- 1:04:27isso. Quando se invade 11 Vila, um
- 1:04:30morro, uma favela, né? E que se ignora, que ali moram
- 1:04:35pessoas que que se imagina, né? A gente tá aqui conversando, a
- 1:04:39polícia entra na entra na minha casa, pra, sei lá, dizer que tá
- 1:04:44procurando alguém, né? Quer dizer.
- 1:04:47Então, assim, isso acontece todos os dias.
- 1:04:51Como diria o Brau lá em. Lá no lá no lá no, sobrevivendo
- 1:04:57no inferno? Periferia é periferia.
- 1:05:00É em qualquer lugar. Ou, como diria o próprio Mike
- 1:05:03Davis, né? Mike Davidson é um livro chamado
- 1:05:04planeta favela. Ele vai chamar atenção para as
- 1:05:07mesmas coisas, como pessoas em diferentes lugares, tem a
- 1:05:12questão da moradia e da ocupação do espaço geográfico.
- 1:05:17Colocadas em xeque, né? É EE.
- 1:05:21Isso é isso é algo importante. Assim, quando se invade um
- 1:05:24adangio assim, se se se invade um espaço que pessoas moram ali,
- 1:05:30é. E aí, inclusive, eu fico
- 1:05:32pensando também assim, né? Olha, porque eu conversou sobre
- 1:05:35isso em algum momento. Nos jogos, também houve até
- 1:05:40mesmo inspirado numa numa live ainda dos meninos lá do lá da
- 1:05:46Câmara obscura e tal, que é jogar, que é colocar os
- 1:05:51jogadores. Em diferentes funções, primeiro,
- 1:05:54eles vão lá para poder matar e pilhar.
- 1:05:57E no dia seguinte eles acordam na pele de quem eles
- 1:05:59assassinaram-se, né? Quer dizer, inclusive para
- 1:06:02chamar atenção do do que como. De de como se joga ou como se
- 1:06:07olha para para figuras né? Que são mitológicas.
- 1:06:11Não é um dragão, por exemplo? Não é.
- 1:06:14E com dragão é sempre carado. Como ser.
- 1:06:17Uma ameaça e tal. Né?
- 1:06:20EE isso e isso é interessante. Inclusive eu eu tenho estudado
- 1:06:24por conta do mestrado e tal, estava estudando 111 escritor
- 1:06:30que é o campo colírio daqui na mão, que é o José da Assunção
- 1:06:34Barros, e ele fala muito sobre Fontes, e ele vai falar sobre
- 1:06:39como a ficção, ela está fundamentada na realidade, toda
- 1:06:43a ficção é assim, né? Se você vai pegar Quixote, ele
- 1:06:48está baseado, ele se baseia numa realidade.
- 1:06:51Qual é a diferença? Qual a diferença entre ficção e
- 1:06:54realidade? Para nós, para nós, é.
- 1:06:58A diferença é que a ficção faz sentido, cara.
- 1:07:02E aí? E aí?
- 1:07:03E é isso, sim. Quer dizer que que aí algo que
- 1:07:05que a gente precisa refletir um pouco mais sobre o que é que a
- 1:07:09gente está fazendo com com aquilo que a gente tem lido com
- 1:07:13aquilo que a gente tem escrito. É um dos problemas da
- 1:07:17folclorização das nossas tradições, porque, para o
- 1:07:21folclorista, são só histórias exóticas curiosas.
- 1:07:25Como ele como pessoa branca ou estudioso folclorista, ele não
- 1:07:29entende as AAA razão da história, não entende o sentido
- 1:07:36das histórias. Ele registra como ele percebe
- 1:07:39como histórias sem sentido, história sem pé nem cabeça, sem
- 1:07:44não está procurando que aquilo significa, mas a nossa
- 1:07:47ancestralidade não contava histórias por contar.
- 1:07:50Cada história carregava ensinamentos, ensinamentos
- 1:07:55valiosos de como sobreviver num determinado ambiente, de como
- 1:07:59conduzir as relações. Conheço, é ensinamentos do que é
- 1:08:04importante de ser repassado, é importante de ser lembrado.
- 1:08:09Então aí vem o folclore folcloriza, transforma em uma
- 1:08:13coisa ridícula, transforma em uma coisa desconectada com o seu
- 1:08:16contexto, com a sua realidade, com o seu povo.
- 1:08:19Por isso que a gente é muito. Problematiza muito a questão do
- 1:08:23de de. Folclore, né?
- 1:08:26Quando a gente fala das culturas das nossas culturas originárias,
- 1:08:29das nossas raízes. E aí acho que tem algo que que
- 1:08:34que ainda tentando completar isso que eu para aqui, chamou a
- 1:08:39atenção, que é, por exemplo, eu estava aqui falando sobre a
- 1:08:42questão dos dragões assim, né? Eu lembro que eu comecei a
- 1:08:45pensar nisso na época do kung Fu assim, né?
- 1:08:47Estava lá e aí. Me chamava atenção a figura do
- 1:08:52dragão assim, aí eu lembro que tinha algo escrito como o Dragão
- 1:08:57não vai ser entendido aqui como a figura como essa figura
- 1:09:02ocidental criada, assim ser devastador ser que é uma ameaça
- 1:09:09e tal. Não é, é.
- 1:09:12É uma figura que ela, né. Vamos é que pensar, sei lá, em a
- 1:09:17viagem de chihiro assim, né? O que que o que que o meazaki
- 1:09:21vai chamar atenção para essa figura do dragão assim?
- 1:09:26E aí quer dizer, dá, dá nesse outro sentido.
- 1:09:31É importante, né? Algo que passa a ser muito
- 1:09:35importante. É por isso que a gente precisa
- 1:09:37refletir sobre o que a gente está.
- 1:09:40Escrevendo assim, né? Eu, eu, eu.
- 1:09:42Eu até acho legal quando a gente vira e fala assim, Ah, mas o
- 1:09:46Homem-Aranha não existe, não, ele existe.
- 1:09:50O Barros ele vai dizer exatamente, não, não, não.
- 1:09:53Ele existe, ele existe. Obviamente que a gente, né?
- 1:09:57Ele não, você não. Você não vai chegar em Nova
- 1:09:59Iorque. Você fala, amiga, amiga.
- 1:10:01Ela Foi para Nova Iorque. Eu falei, olha, você sem
- 1:10:02encontrar qualquer um dos 2 Homem-Aranha a favor, manda para
- 1:10:06mim, pede um autógrafo e tal. Não, não é, não é sobre isso,
- 1:10:10mas ela é pautada em uma construção de realidade assim,
- 1:10:13né? Quer dizer, é, é né, que quem é
- 1:10:17esse ser que sozinho tem super poderes e ajuda as pessoas em
- 1:10:23volta? Ou quem é esse cara que carrega
- 1:10:26um escudo depois? A carma dele não é, não é, ele
- 1:10:30não tem como armar algo que serve para matar, ele tem como
- 1:10:33arma algo que serve para se defender, né?
- 1:10:35O Silvio, se o Silvio aumenta tem uma leitura muito legal em
- 1:10:38relação ao Capitão América, bem interessante assim né, do
- 1:10:41Capitão América quanto aquele desejo daquilo que AAA.
- 1:10:45A daquilo que o país nunca vai ser.
- 1:10:47E gostaria de ser ou de como ele gostaria de ser visto, né?
- 1:10:50É então assim. Quer dizer, é, é importante a
- 1:10:53gente sempre entenda esse lugar assim, né?
- 1:10:56Qual é a mudança que se tem quando se quando, quando o
- 1:11:00escudo do Capitão América muda de mãos assim, né?
- 1:11:03Sai de um homem branco e vai para um homem negro?
- 1:11:07Né? E aí, na série tem todo esse
- 1:11:10debate e tal. Então quer dizer, são são.
- 1:11:14Jogos, né? Aquilo que eu falo com os meus
- 1:11:17estudantes, né? Construídos com uma com uma
- 1:11:21intencionalidade, né? E aí é preciso que quem joga
- 1:11:26pense. O seguinte, tá, beleza.
- 1:11:28O que eu estou fazendo com o meu joguinho, o que eu estou fazendo
- 1:11:32com aquilo que eu que eu quero jogar, nem obviamente esse não é
- 1:11:36o movimento que ele é novo. Esse é um movimento que ele vai
- 1:11:40ter, vai ter diferentes escritores, escritores, vai ter
- 1:11:43gente no cinema que já fazia isso.
- 1:11:46Há muito tempo atrás, né? A gente ainda entende muito mal
- 1:11:49o cara como Bruce Lee, por exemplo, a gente vai pro Bruce
- 1:11:51Lee, e aí a gente acha que ele é somente um cara dando porrada,
- 1:11:55quando na verdade ele tem inclusive os ciúmes dele, muito,
- 1:11:59muito, muito nítido Pra Ele, né? Aquilo, aquilo que ele tá
- 1:12:02entendendo, enquanto uma construção, a tradição não
- 1:12:06branca, né, você vai pegar lá. Era um Era Uma Vez na China, 12
- 1:12:11e 3, tem todo um debate muito interessante em relação à
- 1:12:14colonização da China e tal. Eu lembro que eu era adolescente
- 1:12:19e meus tios me contavam uma história do meu tio-avô.
- 1:12:22Cara, que é OOO. Seu Antônio, seu Antônio, você
- 1:12:26prende e tanto, que que vocês podem reparar toda vez que eu
- 1:12:29uso um cara preto, de terno descalço, eu já.
- 1:12:34Essa figura, esse, esse, esse tropo.
- 1:12:37Ele já apareceu algumas vezes, várias vezes comigo falando.
- 1:12:40É porque eu estou homenageando meu tio avô.
- 1:12:43E aí, uma das paradas que eu ouvia quando eu era jovem,
- 1:12:46quando era criança, era das coisas que o meu tinha.
- 1:12:49Um avô conseguia fazer, sacou? E, tipo.
- 1:12:53Meu tio contando que ele conseguia parar avião no ar, que
- 1:12:56ele fazia reza pra fugir da polícia, sacou EE, porra, cara
- 1:13:02portador. Do livro versão Cipriano.
- 1:13:04Que foda. É, é cara, tão saca?
- 1:13:07Tão. Então, assim são.
- 1:13:09São. São são construções, cara, que
- 1:13:12elas são muito doida, cara. Ela é real, ela é ficcional,
- 1:13:17whatever não importa, é o que importa é que eu estou tentando
- 1:13:22me construir a partir daquilo que me contaram.
- 1:13:25É, tem uma coisa que eu acho que eu acho muito legal dentro disso
- 1:13:29que vocês trouxeram. É que assim, concordo,
- 1:13:31plenamente, né? AA ficção que a gente constrói,
- 1:13:35você fala que o Homem-Aranha, ele, ele existe, né?
- 1:13:37Ele não existe de de carne. De carne e osso, né?
- 1:13:39Mas ele, ele é uma fantasia, uma ficção que somente a nossa
- 1:13:44realidade material poderia produzir da forma que ela é que
- 1:13:47ela é hoje, isso é uma, é uma coisa que é, principalmente
- 1:13:50acontece com DED, né, o day d ele é produto de uma realidade
- 1:13:54material que produziu. O que a gente sabe muito bem
- 1:13:57qual é e quais quais os problemas relativos a ele, então
- 1:13:59a gente pode botar aí o day d nesse caldo aí que é tipo de
- 1:14:03repente, né, como como o próprio o próprio buraco falou, a gente
- 1:14:07não tem aí os problemas da gente ter vários jogadores explorando
- 1:14:1111 é como é que é, saindo de um local específico e tal, se isso
- 1:14:15for 11, fantasia construída de uma forma diferente mas o
- 1:14:19negócio que quando a gente traz isso pro DED, né?
- 1:14:22Com todos os seus tropos né, que é OOA estrutura do do XP por
- 1:14:26monstros, ou seja, você matar o monstro, você eliminar o
- 1:14:29monstro, você é recompensado por isso, você.
- 1:14:32Dizer riquezas dos outros, né? E você matar, pilhar você ter
- 1:14:37essa essa noção aí de que a gente tem o ermos selvagens ali.
- 1:14:41Mas será que há povos ali? Será que tem gente que tá é
- 1:14:44morando ali que depende desses recursos, né?
- 1:14:47E aí, principalmente a eliminação do outro vai ser
- 1:14:50limpa, né? Você limpa, pior palavra pra
- 1:14:54falar isso, mas você você tira dali, o da da Terra, daquele
- 1:14:58local, você tira qualquer influência que não seja você,
- 1:15:02né? E aí dentro disso é uma coisa
- 1:15:04que eu queria trazer pra vocês ou queria jogar essa, essa, essa
- 1:15:08pergunta para vocês, de repente o tio e aí tá caladinho até
- 1:15:12agora aí. Aprendendo?
- 1:15:14Tio, e o negócio é o seguinte, a gente tem aí dentro do do dessa
- 1:15:20crítica toda, muita uma coisa que parte para o nome e que
- 1:15:23vocês trouxeram uma crítica ao conteúdo dessa fantasia de
- 1:15:26poder, né, do homem branco. Mudar o nome resolve ou não?
- 1:15:32A gente tem que mudar nossos canhões para outra coisa ou para
- 1:15:35as 2. Como é que você enxerga isso?
- 1:15:37Mudar o nome de westmars para outra coisa resolve.
- 1:15:40É uma boa tática, não é? Cara, assim eu vou te dizer uma
- 1:15:44coisa. Toda vez que eu escuto esse nome
- 1:15:48é como o jonga fala, né? Uma bala disparada na direção de
- 1:15:51alguém para quem que essa bala está sendo apontada para quem
- 1:15:54que essa arma apontou, saca? Então eu eu acho que é o que que
- 1:15:58ofende, legal, ofende, legal. E eu venho lutando contra esse
- 1:16:01bagulho, quando esse sentimento. Há há muito tempo, há muito
- 1:16:07tempo, mas desde que eu comecei a jogar Oo discursions,
- 1:16:13encontrei outros grupos que jogavam esse tipo de jogo.
- 1:16:16Inclusive houveram questões. Respeito da do não vem chamar de
- 1:16:19campanha, né? As pessoas que a campanha também
- 1:16:23era era referente a essas campanhas que os Os Americanos
- 1:16:29eles faziam rumo ao Oeste, né? O West Marques, cara, a gente
- 1:16:33utilizar esse termo, a gente dentro do Oeste a gente está
- 1:16:37indo, sabe que. Veio que não faz sentido a gente
- 1:16:41utilizar essa essa, essa nomenclatura, anão ser.
- 1:16:46Com com crise de relação à. Intencionalidade, sabe qual a
- 1:16:49intencionalidade de alguém criar um bagulho com esse nome, sendo
- 1:16:53que você é o centro do jogo, sabe?
- 1:16:57Oo centro do jogo são aqueles heróis que estão num num posto,
- 1:17:01né, seguro e que partem para desbravar os erros, né?
- 1:17:05Seja lá ponto de vista que a gente utiliza essa palavra,
- 1:17:09então acredito que que é que é bem difícil, sabe?
- 1:17:12Eu não sei, assim, eu vi que algumas pessoas já discutiam no
- 1:17:16ano passado, né? Não discuto uma coisa que vem
- 1:17:18sendo discutida agora, acredito que o nome dele é o canal do
- 1:17:22YouTube ADM quiral. Ele disse que mudou na mudou,
- 1:17:27na, no, no, no, com a turma dele, lá mudou para.
- 1:17:30Jogos persistentes, porque ele também tinha encontrado
- 1:17:33problemas ao falar de campanhas, eu acho que bate e volta também.
- 1:17:37É um tema bem estranho, quer dizer assim, não é um tema tão
- 1:17:41legal, não é problemático também, e que westmars, Eu
- 1:17:46Acredito que poderia ser mudado, sabe?
- 1:17:49Não é uma coisa que que faz faça tanto sentido.
- 1:17:53Por outro lado, tem pessoas que que dizem é só o termo, né?
- 1:17:57É uma coisa que a gente não está fazendo, a gente não está
- 1:18:01replicando uma. Uma atitude.
- 1:18:04Execrável. A gente está jogando um jogo e
- 1:18:08utilizando aquele. Termo, e.
- 1:18:10Há quem acredite que fala. Meu Deus, esqueci agora o nome
- 1:18:16que a gente tem que tomar esses termos para nós, sabe?
- 1:18:19Tipo de ressignificar algumas coisas, ressignificar termos
- 1:18:23assim, tipo, para que eles funcionem do nosso ponto de
- 1:18:27vista. Agora, qual o mais adequado ou
- 1:18:29não? Eu não, não acredito que eu
- 1:18:31tenha o. É.
- 1:18:35Eu tenho embasamento para falar tão a fundo assim e decretar,
- 1:18:39não é bater o martelo, mas Eu Acredito que seria uma mudança
- 1:18:42muito boa. É trocar esse termo, sabe?
- 1:18:46Mas e caiu num caiu, num ponto que acho que não tem, não tem um
- 1:18:51retorno, uma coisa que traga coisas agradáveis, independente
- 1:18:56da forma que a gente. Utilize.
- 1:18:57O que, talvez a gente precisasse pensar.
- 1:18:59É o seguinte, cara, é tipo um debate, a gente tem há anos em
- 1:19:03relação à raça. Raça nos jogos.
- 1:19:06AA de fantasia, né? Como lul?
- 1:19:12Quer dizer, chamam de raça. Chama-se a censuraidade.
- 1:19:14O cara, não importa. Na verdade, o que importa é o
- 1:19:18seguinte, esse elemento da construção cultural vai ser um
- 1:19:23diferencial que vai hierarquizar, pessoas.
- 1:19:27Veja bem, quando eu, eu, eu fazia a crítica lá atrás que não
- 1:19:32fazia sentido, por exemplo. Fulano.
- 1:19:36Ele é o quê? Ele é anão.
- 1:19:38A gente nem usa mais, né? Inclusive.
- 1:19:41Já já já tem já novas reflexões em relação a isso, né?
- 1:19:46É um elfo, ele vai ter tanto e tanto de de sabedoria.
- 1:19:53EE carisma, né? Porque carisma.
- 1:19:57O debate que eu que eu trouxe à época lá dos INI do pessoal lá
- 1:20:01da secular, era de que não fazia sentido, porque, na verdade, o
- 1:20:04que determinava, por exemplo, objetivamente, aquilo que a
- 1:20:07pessoa sabe fazer é a sua construção cultural.
- 1:20:12Se dá um exemplo aqui, vá. Um exemplo, é, há umas 2 semanas
- 1:20:16atrás eu estava numa no lançamento do instituto
- 1:20:20Paulinho, né, que é um jogador daqui do Atlético, o primo dele,
- 1:20:25o Martin. Ele tem 23 anos.
- 1:20:29O Martin já já já toca, é. Vários instrumentos.
- 1:20:34E aí eu fui conversar com o pai dele e aí o pai dele dizia,
- 1:20:37olha, o pai dele é médico, né? E também é músico.
- 1:20:42E aí cresceu na família de de musicistas.
- 1:20:46De sambistas e tal, né? O Martim vai ter uma inserção no
- 1:20:51mundo da música que alguns vão dizer que ela é inata.
- 1:20:56Muitas aspas nisso porque, obviamente, ele pode sim ser um
- 1:21:01cara como o neto do Chico Buarque e filho do Carlinhos
- 1:21:05Brown, que tem, do ponto de vista biológico, um ele tem 11.
- 1:21:10Algo que vamos dizer assim, vamos dizer assim.
- 1:21:14OD, mais vantagens. Em relação ao som, então ele,
- 1:21:19ele, ele escuta determinado tipo de som.
- 1:21:22Que outras pessoas não escutam. Mas se ele não nascesse na
- 1:21:25família que ele nasceu, isso não IA dizer nada.
- 1:21:28Talvez ele fosse fazer outras coisas e tal.
- 1:21:31Então quer dizer, é. Há mais 2, eu não sei o que, ou
- 1:21:36mais 2, não sei o que lá. Isso, sendo determinado por um
- 1:21:39entendimento de raça, constrói-se uma ideia, mesmo que
- 1:21:44sem querer querendo, né? Já que a gente tá falando que
- 1:21:47não existe produção, que ela não, que ela suja Do Nada.
- 1:21:52É isso. Quer dizer que a gente aprendeu
- 1:21:54que existe um modo, né? E que determinados grupos, eles,
- 1:21:58são afeitos a uma coisa. Determinados grupos são afeitos
- 1:22:01a outras coisas e que você não pode fugir disso quando, na
- 1:22:04verdade, as pessoas, elas se interessam pelas coisas que elas
- 1:22:07são afetadas, né? Se é, é, é EEEE aí também pelo
- 1:22:12modo como o seu auditório. As pessoas que vivem perto de
- 1:22:16você te estimulam a fazer as coisas.
- 1:22:19Né, eu cresci num lugar onde eu aprendi a jogar futebol, porque
- 1:22:22eu ganhei uma bola de sei lá quantas vezes eu tinha, né?
- 1:22:26E aí obviamente tem algumas questões do ponto de vista
- 1:22:29físico que eu tinha, que sei lá que um outro primo meu não
- 1:22:33tinha. OK, mas se ela botasse para jogo
- 1:22:38literalmente isso não IA dizer nada.
- 1:22:41Então quer dizer, quando a gente pensa nessa, nessa questão que
- 1:22:44eu digo, voto no nome, não adianta mudar o nome se a forma
- 1:22:48de jogar continua sendo a mesma. Então não adianta chamar de
- 1:22:53raça. Se a gente ainda continua
- 1:22:55hierarquizando as pessoas, dizendo a partir de uma
- 1:22:59construção anterior a delas, ou seja ancestral, inclusive de que
- 1:23:04ela está fadada a fazer isso desse jeito, né?
- 1:23:07E aí, quem dá um Salto nisso aí muito interessante, por exemplo,
- 1:23:10é aquele guia de acessualidade de grasilacs, que aí se pega e
- 1:23:14você olha, você pode pegar de onde você quiser aquilo que você
- 1:23:18quer enquanto enquanto você, e aí tem algumas regrinhas e tal
- 1:23:23que ali é a coisa funciona bem melhor, não?
- 1:23:26Adianta mudar de nome se a concepção do jogo continua sendo
- 1:23:30a mesma, que é de entrar num lugar tido como inabitável ou
- 1:23:35tido como um lugar que não tem a mesma cultura que a sua ou uma
- 1:23:40cultura primitiva em relação à sua?
- 1:23:42Essa primitiva é primitiva em relação a alguém.
- 1:23:45Não adianta, porque o nome mudou, mas o modo de jogar
- 1:23:49continua sendo o mesmo. Então, assim, é preciso se
- 1:23:52pensar no que fazer por aqui. Chamou a atenção?
- 1:23:55Olha, existe algo que é 11, construção coletiva, que ela é
- 1:23:58muito importante. A gente parte desse lugar,
- 1:24:02porque não pensar em outras abordagens?
- 1:24:04É abordagens que vou levar em consideração a comercialização.
- 1:24:09Há outras resoluções de de problemas, porque A Vida da
- 1:24:13Gente é feita disso meu, é feita de problemas a gente.
- 1:24:17Em coletividade, a gente busca resolver esses problemas.
- 1:24:20Às vezes acontece, não tem como resolver de uma outra forma, se
- 1:24:23usa força, pode acontecer, mas na maioria das vezes não é
- 1:24:28assim. A nossa vida é assim, a gente
- 1:24:30tem o problema de 9, de outro jeito, a gente busca o diálogo,
- 1:24:33a gente busca a mediação do problema.
- 1:24:36Isso para o jogo também pode muito bem funcionar, né?
- 1:24:40Porque é que eu vou recorrer à ideia de XP, matando bicho, se
- 1:24:44eu posso dar OXP justamente quando a galera consegue
- 1:24:48entender que bicho é aquele, né? Para não chamar mais de bicho,
- 1:24:53por exemplo. Para chamar de outra coisa, né?
- 1:24:56Porque existem pessoas ali que dão outro nome para esse que a
- 1:24:59gente está no nome de bicho. Eu acho que parte mais ou menos
- 1:25:03desses lugares. Cara, e isso é, eu concordo
- 1:25:07plenamente contigo. E tenho uma pergunta que eu
- 1:25:09quero fazer por por aqui, o seguinte, eu vou dar um pouco a
- 1:25:12minha perspectiva de como isso acontece, né?
- 1:25:15Do meu lado que né? Que enfim.
- 1:25:17Eu sempre joguei DDOO, pesquiso day, d clássico é eu, jogo day,
- 1:25:23d clássico, mas eu não tenho em qualquer eu não.
- 1:25:27Eu não tenho qualquer vontade de manter trupos que são
- 1:25:30absolutamente uma fantasia de poder.
- 1:25:34Indesejável para, principalmente, para as pessoas
- 1:25:36que que que têm sensibilidades muito grandes em relação a isso.
- 1:25:40Então vou dar um exemplo do que aconteceu, que foi chegaram para
- 1:25:44mim e falaram, cara, esse nome o SMASHING é muito ruim por conta
- 1:25:46disso disso e isso eu sabia. E a proposta é de que eu mudasse
- 1:25:50o nome e eu Na Na qualidade de uma pessoa privilegiada dentro
- 1:25:54disso e que obviamente não tem a mesma sensibilidade, não é em
- 1:25:59relação a isso. Para mim é é é mais difícil ver,
- 1:26:02né, esse tipo de coisa, porque você precisa.
- 1:26:04Sair do do seu privilégio nesse ponto, o que eu pensei?
- 1:26:08Eu pensei, cara, se eu mudar o nome aqui, eu vou mudar o nome,
- 1:26:11vou tirar o nome o West master, vou botar outro nome.
- 1:26:14Isso me parecia tirar uma coisa desse jogo que eu queria marcar,
- 1:26:18que era a os problemas que ele carrega junto consigo e de que é
- 1:26:23uma luta constante que eu tenho desde que eu criei essa
- 1:26:25campanha, né, que é inclusive o nome de campanha é ruim de
- 1:26:29acordo contigo, concordo de que eu estava me debatendo em
- 1:26:32relação a isso, me parecia que eu mudar o nome, eu IA tirar
- 1:26:35essa, essa? Esse Marco, né, de que esse jogo
- 1:26:39ele tem esses problemas, de que essa é a sua origem e de que
- 1:26:43encerra uma série de questões que eu quero combater e
- 1:26:46trabalhar pra tirar da mesa. Por outro lado, ouvindo por
- 1:26:50aqui, agora falando, inclusive de um jeito de choque mesmo, de
- 1:26:54que é a mesma coisa que chamar de de marcha para para marcha
- 1:26:59para Auschwitz, né? É de que isso é uma coisa
- 1:27:02extremamente dolorosa, né? E aí como é que eu, como é que
- 1:27:06fica essa coisa de você marcar os problemas da coisa, marcar a
- 1:27:09origem ou de você ter? 11 de você tirar esses Marcos
- 1:27:13para poder chamar a gente para você, por exemplo, para não
- 1:27:16casar. Um mal-estar, por exemplo,
- 1:27:18quando eu falo, cara, vamos jogar essa campanha, como é que
- 1:27:21fica isso, essa tensão entre sinalizar uma coisa que é
- 1:27:24necessária, de de que se tenha sob origem desse jogo e dessa
- 1:27:27fantasia, e você tirar isso para que tenha, para para que você
- 1:27:31tire essa, esse, esse tiro na cara, né?
- 1:27:35Primeiro. Preciso pontuar uma coisa que eu
- 1:27:37ainda não pontuei nessa ocasião aqui, desse nosso encontro que
- 1:27:41eu acho importante, até porque ressaltar, eu sempre ressalto,
- 1:27:43quando eu falo é porque as pessoas falam assim, Ah, tem um
- 1:27:45indígena na sala? Então ele fala em nome de todos
- 1:27:49os os pobres indígenas, né? Acho importante pontuar assim.
- 1:27:53O que eu estou trazendo aqui, o que eu vou continuar trazendo, é
- 1:27:56a perspectiva de uma pessoa indígena que eu sou.
- 1:27:59É o que a minha ancestralidade me traz.
- 1:28:00Mas eu não falo em nome de todos os parentes e da mesma forma
- 1:28:05como uma pessoa branca, ela não vai falar em nome de todos os
- 1:28:07brancos, nem expressar que todos os brancos pensam.
- 1:28:11Nem uma pessoa negra ou pessoa indígena vai falar em nome de de
- 1:28:15todos nós, né? Então acho importante colocar
- 1:28:19isso, mas como é que, como é que eu sinto, como é que eu percebo,
- 1:28:23eu acho. Primeiro seria, seria
- 1:28:26interessante mudar o nome, seria um primeiro passo.
- 1:28:30Importante que não mudaria o facto de que essa.
- 1:28:33Esse modo de jogar inicialmente se chamou, teve um nome muito
- 1:28:37problemático, sabe? Eu acho assim a gente.
- 1:28:40Uhum. AA, gente, não apaga a história.
- 1:28:43A gente tenta não apagar a história.
- 1:28:44Quem apaga a história é o colonizador.
- 1:28:47No. Estar no mundo do colonizador,
- 1:28:50ele se fundamenta, na minha visão, em 3 coisas.
- 1:28:54Dividir para conquistar, conquistar para saquear.
- 1:28:59E apagar os rastros dos seus saques para fazer parecer que
- 1:29:04aquilo foi roubado. Não sei que pertenceu a ele.
- 1:29:08Uhum. Então, quem apaga as coisas,
- 1:29:11quem apaga a história, é o colonizador.
- 1:29:13Vai cobrir seus prints, a gente não, a gente não faz isso.
- 1:29:17Então, por exemplo, o que é que vai fazer parte da história
- 1:29:19dessa dessa abordagem de de de RPG, esse nome que ele teve
- 1:29:24inicialmente? Nós, por exemplo, munduruku,
- 1:29:28aqui no Pará, os parentes gostam sempre de lembrar que os
- 1:29:31mundurudurukus. Teve uma revolução muito
- 1:29:34importante aqui do estado que foi a cabanagem.
- 1:29:36Vocês aí do do do sudeste, do nordeste talvez não conheça.
- 1:29:41Acho que foi um levante popular aqui na amazónia. 1/3 da
- 1:29:45população da amazónia foi assassinada, né?
- 1:29:48Essa época e talvez a primeira das das ditas rebeliões
- 1:29:54agenciais do Brasil, muito pouco lembrada no resto do país.
- 1:29:58Daqui a gente lembra muito e nós no grupo são muito lembrados por
- 1:30:02nessa revolução ter lutado. Do lado legalista nos exércitos
- 1:30:07de de do Império do Brasil. Com sem falar Ah, vocês mudam no
- 1:30:12curso que foram mercenários da do Império do Brasil contra os
- 1:30:17pobres da amazónia e tal. Tem muita gente que gosta de
- 1:30:19lembrar essa história. Uhum.
- 1:30:21Alguns parentes nem conhecem essa história.
- 1:30:24Alguns dos meus parentes nem conhece essa história.
- 1:30:26Fico chocado quando ouvi isso, outros negam.
- 1:30:30Eu gosto de lembrar dessa história.
- 1:30:33Gosto de contar essa história porque faz parte do que nós
- 1:30:36somos, sabe? Uhum, por uma, eu acho que tem 2
- 1:30:39conceitos que são muito perigosos, que a gente tem que
- 1:30:42evitar. Um é o conceito de pureza e tudo
- 1:30:45que ele carrega de querer limpar as coisas, purificar, Ah, eu vou
- 1:30:50purificar, vou vou fazer agora uma versão, é é.
- 1:30:54Purificada, refinada, do do, do day, da e tal, vou vou livrá-lo
- 1:30:58das suas máquinas e tal. Eu acho que isso é, é sempre vai
- 1:31:02ter, sempre tem problema, sabe? Nada é completamente bom e nada
- 1:31:07é completamente ruim. Maniqueísmo, ele é próprio do
- 1:31:10colonizador, que separa as coisas, separa para contestar,
- 1:31:13para dominar uhum. Então, eu acho assim, é
- 1:31:16importante. A gente é tentar sempre
- 1:31:19reconhecer que tudo sempre tem os seus limites.
- 1:31:22Os limites do seu contexto, da sua época, do seu processo e
- 1:31:25tal, tem falhas. Nenhum de Nós é perfeito.
- 1:31:28A perfeição é um ideal platônico, né?
- 1:31:31E não é à toa que Platão é que faz parte da linhagem de de de
- 1:31:38Alexandre, o grande, né? Grande colonizador, uhum é é
- 1:31:43Alexandre. Foi discípulo de de é
- 1:31:47Aristóteles, que foi discípulo de Platão.
- 1:31:50Então é tipo assim, a mesma é a mesma tradição é a mesma.
- 1:31:53Acho que a gente tem que ter muito, muito cuidado.
- 1:31:56Eu acho que hoje a gente vive uma época em que as pessoas se
- 1:31:58preocupam muito em serem muito puras, de serem de, de, de
- 1:32:04livrar-se de todas as máquinas e tal, de querer uma coisa muito
- 1:32:08perfeita, muito idealizada. Eu não, eu não acho isso.
- 1:32:12Acho que às vezes a gente precisa encarar.
- 1:32:15O Sombrio, o feio OOOO erro, sabe até para refletir sobre
- 1:32:22isso, né? Uhum.
- 1:32:23Acho que talvez por isso que eu gosto tanto do mundo das trevas.
- 1:32:25A pessoa fala, regra, não é mundo das trevas, porra, mas é,
- 1:32:29há um jogo racista, ou centrado e tal por aquele, é um jogo
- 1:32:34angustiante, é um jogo, mas para mim é importante, sabe, encarar
- 1:32:39esse esse lado Sombrio é, é importante, é reconhecer essas
- 1:32:45limitações e. A gente tenta dar um outro
- 1:32:48olhar, mas esse outro olhar também vai ter, é, é, vai ter as
- 1:32:52suas, vai ter outras limitações que talvez eu eu nem perceba.
- 1:32:55Hoje, talvez eu nem perceba por ser indígena, talvez ao é um
- 1:33:00branco negro, vá ver coisas que eu não consigo nem ver no que eu
- 1:33:03acho que está perfeito e tal, está está bom.
- 1:33:07Eu acho que o apagamento e essa noção de de pureza de perfeição
- 1:33:11são ideias muito complicadas, tá?
- 1:33:14Uhum, eu acho que a gente, eu acho que o que a gente tem que
- 1:33:16buscar sempre é a consciência das coisas.
- 1:33:19Eu joguei mesmo com mal estar, mesmo com a leitura que eu
- 1:33:22tinha, eu eu continuei jogando DED por um tempo, por causa da
- 1:33:26companhia, por causa do grupo, das amizades que a gente fazia
- 1:33:30por causa da para comentar as falhas, críticas, os os erros e
- 1:33:35tal. Só para para usufruir um pouco
- 1:33:37do do contacto, da dinâmica do grupo que a gente tinha e tal,
- 1:33:42mesmo quando já tinha consciência de tudo isso.
- 1:33:43Eu eu não estava jogando, enganado, jogou, não estava me
- 1:33:46enganando. Estava ali porque eu escolhi
- 1:33:48para aproveitar a galera. Chegou no momento em que a minha
- 1:33:52consciência não me permitiu nem mais é jogar desse jeito, mas eu
- 1:33:56entendo que, por carinho, tenha nostalgia e joga pelo grupo E
- 1:34:00tal, sabe mesmo. Agora eu acho que o importante é
- 1:34:03não estar cego, os problemas sabem, acho que a gente é, é, eu
- 1:34:07acho que a questão chave que a gente sempre tem que buscar é
- 1:34:10consciência das do que a gente está fazendo e quem a gente está
- 1:34:14atingindo com quem? A gente está dialogando o que é
- 1:34:16que a gente está buscando. Nada, acho que é, é.
- 1:34:21É isso que eu busco, eu não, eu não busco a perfeição.
- 1:34:25Eu busco o esforço permanente para ser uma pessoa consciente,
- 1:34:31consciente de quem eu sou, da onde eu venho, qual é o meu
- 1:34:35contexto, qual é o meu estar no mundo e.
- 1:34:39E o meu compromisso com aqueles que vão vir depois, né?
- 1:34:44Porque todos nós somos os ancestrais do que dos que virão,
- 1:34:46né? Então é esse compromisso com
- 1:34:49aqueles que vieram antes e com aqueles que virão depois, então.
- 1:34:55Eu acho que é é isso que eu posso contribuir aqui.
- 1:34:58Concordo com o professor, mandou muito bem, a gente conversou,
- 1:35:02até No No feedback do birgotten que mudaram o tema do jogo, sem
- 1:35:08mudar o jogo em si mesmo. E é mascarar, né?
- 1:35:1211 situação, e eu não acredito que isso tenha sido feito pelo
- 1:35:17pelo a galera da iniciativa Wi-Fi, sabe?
- 1:35:20Eu Acredito que mudou tanto essa perspectiva do que era Oo flash
- 1:35:27marches, que já não, já não faz mais, senão cabe mais No No
- 1:35:31birgotten, sabe, não cabe mais da forma como está sendo
- 1:35:34utilizado hoje em dia, porque muito do que isso vem sido feito
- 1:35:39com relação às pessoas que jogam é uma desconstrução daquele
- 1:35:43cenário, né, daquela coisa toda. A gente vê lá em beagó, tem o
- 1:35:46livrinha que Oo prazer da vida dele é é interpretar o cara.
- 1:35:52O cara quer fazer uma peça, é teatralizar Oo cenário, sabe de
- 1:35:57de organizar shows e tudo mais. EEE essa é que é a Vibe da vida
- 1:36:01dele. A gente tem um personagem meu
- 1:36:03que é a filó, ela só quer costurar, sabe?
- 1:36:05Ela está aprendendo a costurar, a fazer tecelagem e tudo mais.
- 1:36:10E não é muito aquela coisa do domínio, né?
- 1:36:12De de até expansão de territórios.
- 1:36:14EE só pra e só pra. Arrematar também assim, né?
- 1:36:19Que é em relação a essa questão da.
- 1:36:22Da memórias eu acho que é importante a gente, a gente não
- 1:36:26se perder nisso assim, é recorrer ao rastro.
- 1:36:31É sempre muito importante assim. Então, quer dizer, é um chamou
- 1:36:37atenção aí, né? Ressignificar também.
- 1:36:39Afinal de contas, o que é que o movimento negro unificado fez lá
- 1:36:42atrás, por exemplo, né? Usava o tendimento de raça, não
- 1:36:46mais como uma ideia biológica, mas como uma ideia sociológica,
- 1:36:50e refletir sobre. O que é ser negro e tal, quando
- 1:36:54na verdade a gente quer inclusive?
- 1:36:57O sonho, o desejo, é algo que a gente não seja visto não mais
- 1:37:02como negro, mas ser visto como como um cidadão brasileiro com
- 1:37:07determinados vínculos e tal. E é, isso, sim é importante.
- 1:37:12E aí, e finalmente dizendo aqui que eu acho que é importante
- 1:37:15dizer isso pra galera, o fann fala muito sobre isso.
- 1:37:17Sim, é, não existe construção que ela não se se apegue AA de
- 1:37:23onde ela veio assim, né? Não fale sobre o blues, ele vai
- 1:37:27dizer assim o blues ele só faz sentido porque ele é construído
- 1:37:30por povos que foram escravizados assim, né?
- 1:37:34Se não fossemos escravizados, a gente IA estar fazendo outra
- 1:37:37coisa, a gente IA dar o dano, outros sentidos à vida, né?
- 1:37:42Talvez tão contraditórios, talvez tão cheios de de dilemas.
- 1:37:48Sabe isso que o Luciano? Traz para mim, me pega muitas
- 1:37:51assim. Que eu acho que essa é uma
- 1:37:53noção. Que a gente foi vem perdendo ao
- 1:37:57longo do tempo. Sabe, por exemplo, o objetivo da
- 1:38:01luta antirracista. Não é pra afirmar a necessidade
- 1:38:06da das raças, mas é exatamente para superar essa essa questão
- 1:38:10de raça. Nós queremos construir um futuro
- 1:38:13onde, onde essa categoria não passa, mas nem o sentido.
- 1:38:16O problema é que hoje ela ainda faz.
- 1:38:18E aí, o que acontece? Mas quando a gente pede o seu
- 1:38:20Horizonte, a gente começa a ver aberrações, por exemplo, que é é
- 1:38:24o purismo, eu chamo de. Purismo, que é essa penetração?
- 1:38:28De um de uma ideologia de pureza étnica dentro do próprio
- 1:38:32movimento antirracista. A gente briga muito isso dentro
- 1:38:35do movimento indígena. Quem é o indígena puro, a
- 1:38:38divisão dentro do movimento entre Oo indígena, apuro aldeado
- 1:38:43no território e os mestiços alto declarados na que eles falam
- 1:38:49autodeclarados, os mestiços que vivem fora dos territórios e tal
- 1:38:53e no movimento negro. Eu percebo de fora também muito
- 1:38:56isso, né? Tem essa questão do da da
- 1:38:58disputa, de quem é mais negro, de quem e tal como uma
- 1:39:03necessidade de afirmação, quando que a gente precisa de
- 1:39:07ressignificação, sabe? Eu queria encerrar aqui com 11.
- 1:39:13Pergunta para vocês em relação à fantasia, né?
- 1:39:15Já que a gente falou algumas vezes de fantasia, queria
- 1:39:18encerrar com isso depois, abrir aqui para vocês darem os recados
- 1:39:21de vocês do melanina, o pessoais também.
- 1:39:24Mas a pergunta é a seguinte, vocês podem responder na hora em
- 1:39:27que quiserem também. Mas é o seguinte, a gente está
- 1:39:30falando aqui de uma de que a fantasia, ela retrata uma
- 1:39:33realidade material e tudo mais. Mas a gente está vendo que
- 1:39:36fantasias, de certa forma, elas também têm o poder de mudar a
- 1:39:39realidade, né? A gente vê que o jeito que a
- 1:39:42gente trata nossas fantasias também vai dizer muito sobre
- 1:39:45como a gente vai encarar a nossa realidade.
- 1:39:47Como é que vocês encaram esse trato, esse uso da fantasia para
- 1:39:51melhorar a vida? Essa divisão entre realidade e
- 1:39:54fantasia, na verdade, para mim, ela chega muito como uma coisa
- 1:39:59do colonizador, sabe que. O que eu, o que chega para mim,
- 1:40:05da minha ancestralidade? É que essa diferença, ela é, é
- 1:40:09uma linha muito tênue. Ela, na prática, se ela não
- 1:40:12existe muito, é, eu sempre falo assim, na pro meu povo, eu SoMo
- 1:40:17belzara. Bom, belsara é algo parecido com
- 1:40:21griô, né? Na Na cultura africana, uhum são
- 1:40:26os os, os que lembram, né, os que guardam as as memórias.
- 1:40:32Então eu reivindico esse lugar entre os meus parentes, já
- 1:40:35alguns me reconhecem como tal. Pro colonizador, por exemplo.
- 1:40:40A gente vive 500 anos de democracia racial no Brasil.
- 1:40:44Vai pegar é os negros para o colonizador.
- 1:40:48Os negros sempre foram escravizados.
- 1:40:51Eles já se escravizavam entre eles, mesmo na África.
- 1:40:53Praticamente pediram para subir no nos navios portugueses.
- 1:40:58Essa foi a história oficial. É, durante muito tempo, isso era
- 1:41:01a realidade imposta para a sociedade brasileira.
- 1:41:05Uhum. E a fantasia era dizer o
- 1:41:07contrário. Fantasia era falar, ao contrário
- 1:41:10disso, pode crer. Então, cara, então é tipo assim,
- 1:41:15qual é? Que linha é essa que divide a
- 1:41:18fantasia da realidade? Porque para nós, por exemplo,
- 1:41:21quando eu digo que eu sou um belzara, eu conto histórias, não
- 1:41:25é? E histórias com a data.
- 1:41:28Eu vou contar a história da cobra grande, que para nós tem
- 1:41:31uma, tem um significado, tem um sentido, traz ensinamentos.
- 1:41:34Não é uma história vazia, não é um exotismo.
- 1:41:37Só uma curiosidade, um conto da carochinha e até os contos da
- 1:41:41carochinha tinha, no moral da história, uhum.
- 1:41:44Então tem, tem ensinamento, tem realidade Na Na cobra.
- 1:41:47Bem, eu vou contar como surgiu o povo mundo urupo a saga de caru
- 1:41:52sapato, que é o nosso grande grande líder, ancestral e tal,
- 1:41:57fundou o povo. Unificando. 3 pobres diferente
- 1:42:01para dar origem ao poder no grupo na primeira aldeia, o
- 1:42:05acudi, na cabeceira do Rio crepori, na, na região do do
- 1:42:09alto Tapajós. A essa história, ela é recontada
- 1:42:12através dos séculos dentro do povo mundo urucuo.
- 1:42:15Quanto à realidade, o quanto é, não sei dizer importa tanto
- 1:42:19assim. Hum-hum é, é, é, é, não está nos
- 1:42:24limpos oficiais, mas para nós é o que nos guia, é o que nos
- 1:42:28orienta. Então é, é eu acho assim, AAA
- 1:42:35linha entre ficção e realidade, ela é uma linha, no fim das
- 1:42:39contas, uma linha bem habitária assim, pá, hum-hum, o que existe
- 1:42:44é a vida, o que existe é o concreto, a natureza, o nós que
- 1:42:47estamos aqui conversando hoje. Hum-hum, e a gente é
- 1:42:52influenciado por símbolos por significados por sentires.
- 1:42:58Por, por pensares, por ser por por estares.
- 1:43:01Então é eu eu vejo assim. AA gente joga pra fugir da
- 1:43:10realidade um pouco, porque às vezes a realidade ela é
- 1:43:13realmente pesada demais, e a gente precisa de escapismo, mas
- 1:43:18o escapismo também, ele não, ele não se dá no vazio, mesmo na
- 1:43:21fantasia mais escapista, espera-se que as coisas caiam
- 1:43:25para baixo, A água mole e as pessoas precisem se alimentar de
- 1:43:29alguma forma, daquele contexto. Tem um pouco de realidade ali,
- 1:43:33uhum. E mas e toda a fantasia?
- 1:43:35Por mais escapista que seja ela, ela traz um pouco de reflexão
- 1:43:39também, né? Vai ver lá.
- 1:43:43Ele, Senhor dos Anéis, fantasia bem fantástica, bem, é bem
- 1:43:50dicotomia, bem mal e tal, mas traz ensinamento sobre amizade
- 1:43:55muito problemático, muito racista.
- 1:43:56Mas tem coisas que dá para extrair dali, tem infecções
- 1:44:00sobre e dá para trazer para a vida.
- 1:44:03Eu me dedico ao mundo das trevas, né?
- 1:44:05Minha dedicação há 30 anos, eu estou aí, quase trabalhando com
- 1:44:09o mundo das trevas. É muito pesado.
- 1:44:11O mundo das trevas é sobre te convidar para te colocar.
- 1:44:16No papel de monstro. Para te fazer refletir sobre as
- 1:44:20monstruosidades que as pessoas são capazes de fazer mais uma
- 1:44:24proposta não te te estimular ou de legitimálo a monstruosidade,
- 1:44:28mas de te fazer refletir sobre ela, para que tu não cometa isso
- 1:44:33na vida, né? E aí é o jogo pesado, é uma
- 1:44:36coisa, não é todo dia que dá para jogar, não é qualquer
- 1:44:39pessoa tem que ter, tem que estar em dia com o analista para
- 1:44:44jogar e tal. Uma coisa tem gente que prefere
- 1:44:46outras coisas, eu entendo perfeitamente, pode crer, tem
- 1:44:50gente que tem experiências péssimas e tal, e eu entendo
- 1:44:54porque eu também tive as minhas, mas eu acho que é importante
- 1:44:56também, sabe? Acho que não dá para a gente
- 1:44:58fantasiar só com um mundo perfeitinho, porque senão a
- 1:45:00gente se contenta com alienação, sabe com a política do.
- 1:45:06Do circo sem pão, uhum. E que às vezes a é importante
- 1:45:10ter também uma. Um lazer, uma opção de lazer que
- 1:45:14seja mais profunda, reflexiva. Assim é questionadora das coisas
- 1:45:20problematizadora, eu gosto. A questão do essa questão
- 1:45:25importante de de se pensar, né, de trazer para.
- 1:45:29Para o que a gente espera, porque a gente tenta passar da
- 1:45:34da forma como a gente conta a história, da forma como a gente
- 1:45:36vive, histórias. É, eu gostei muito do do que o
- 1:45:41para quê, falou. Ele trouxe Oo termo os povos
- 1:45:45indígenas, da da linguagem que ele está está aprendendo a
- 1:45:49dominar e que eu já tinha escutado como grid, né?
- 1:45:52Que é Oo contador de histórias da pessoa que mantém a memória
- 1:45:57viva. Eu gosto muito desse desse tema,
- 1:46:00desse título não é adjetivo, inclusive.
- 1:46:03Que é superlativo em em em questão da do tutorar também, de
- 1:46:11de trazer para para a realidade essa questão da ficção.
- 1:46:17A frase que que mais se ficou na cabeça hoje nesse papo, foi essa
- 1:46:21coisa da diferença entre a realidade e a ficção, não é para
- 1:46:24quê? Sensacional com isso que ele
- 1:46:26trouxe a realidade é não, não faz tanto sentido quanto a
- 1:46:31ficção, não é? Complicada e é isso que a gente
- 1:46:35faz. Com o nosso Diogo com esta a
- 1:46:38questão da RPG, né? Do mesmo trazendo esse esse nome
- 1:46:43que do anacronismo, né? Do euro centrado na IPGA sigla
- 1:46:47em inglês, os jogos narrativos dos povos indígenas que nem o
- 1:46:52jogo da onça como outros que aí já conhece por aí, né?
- 1:46:58Enfim, é, é isso, né? Viver e aprender realidade.
- 1:47:01Ficção? Eu lembro que eu estava
- 1:47:04conversando com a minha tia sobre Matrix, como Matrix.
- 1:47:08Mas não faz sentido, Luciano, porque na verdade matriz os
- 1:47:11caras fica voando, então. E aí, é.
- 1:47:15E aí eu ficava pensando, inclusive nos nos filmes de kung
- 1:47:19Fu assim, né? É tanto, sei lá no tempo.
- 1:47:22Shaolin é O Tigre do dragão, pô, mas que o cara voa aí lá, lá lá,
- 1:47:28aí não sei o quê e tal, né? Porque dentro desse
- 1:47:31entendimento. Né que o ocidente tenta ensinar?
- 1:47:38Apesar de você que está ouvindo a gente, não é?
- 1:47:40Não se espante, não é? Não somos ocidentais.
- 1:47:45Você pula 7 ondinhas, quando você está no filme, você vai
- 1:47:49chir branco todo fim de ano. Né, você faz uma mesa cheia de.
- 1:47:56De. Frutas no fim de ano, né?
- 1:47:58E às vezes não sabe, porque às vezes você faz, fazemos isso e
- 1:48:04aí a gente faz isso porque, né? AAAA aquilo que chamamos de
- 1:48:08ficção é nos ajuda. Não só nos ajuda, né, mas nos
- 1:48:14constitui quanto quanto seres humanos assim, né?
- 1:48:17Então, por exemplo, eu eu ficava lembrando aqui, né, do meu
- 1:48:21tio-avô, dessa história, lá do seu, do seu António cipiano Como
- 1:48:25Ele É muito. Parecida com a própria.
- 1:48:26História do oswaldão né osvaldão, que lutou na guerrilha
- 1:48:29do Araguaia. E uma das coisas que as pessoas
- 1:48:32contavam era que o Osvaldo, ele tinha o poder de de de de de
- 1:48:37aparecer e desaparecer. Porque.
- 1:48:39E aí eu fiquei pensando assim, putz, cara, porra.
- 1:48:43Como assim, né? Que que que que história é essa
- 1:48:46que as pessoas contam em relação ao Osvaldo e tal?
- 1:48:49Isso é algo muito interessante no dia pra gente, né?
- 1:48:52Sobre por que que a gente quer refletir tanto sobre a própria
- 1:48:56ficção, né, que ela sempre dá sentido, né?
- 1:49:01Nos ajuda a dar sentido, e não de forma utilitarista, né?
- 1:49:05Mas enquanto entendimento orgânico como algo que não é
- 1:49:09aquilo que nos impulsiona, inclusive.
- 1:49:13Né? Então, é algo que que me parece
- 1:49:15importante, porque quanto mais a gente passa a refletir sobre
- 1:49:18esses temas, mais a gente passa a refletir sobre o processo de
- 1:49:22humanização das histórias. Assim a gente passa a entender
- 1:49:26de forma humanizada e falar, por exemplo, folclore não faz
- 1:49:29sentido, mas, por exemplo, né? O que é que a gente aprende, por
- 1:49:33exemplo, em relação ao zitãs, o que são zits, quais são as
- 1:49:38construções que estão colocados em cada um dos zitans em relação
- 1:49:41aos orixás. Quer dizer, então a gente
- 1:49:44precisa. Aprender a humanizar as
- 1:49:45histórias que são contadas. E quem conta essa história?
- 1:49:50Acho que esse é um ponto que me parece mais importante.
- 1:49:54Eu, enquanto professor, inclusive, entendo essa
- 1:49:57dialética da vida, inclusive né, essa contradição, porque eu
- 1:50:01educo crianças, cara, e educar barato, o que é difícil, velho,
- 1:50:06que educar é agir contra natureza da criança, inclusive
- 1:50:09educar o ato violento, violentíssimo.
- 1:50:12Eu tenho noção disso. E aí agora, como que vou fazer
- 1:50:16isso? De forma em que pela?
- 1:50:18Menos a gente se entenda. Isso tem sido um processo.
- 1:50:22Agora, eu não sou dono da verdade.
- 1:50:24Tudo mais o que eu tenho pensado muito nos últimos anos.
- 1:50:27Cara, em relação a isso, desde quando eu voltei a lidar com
- 1:50:30ARPG de forma mais ampla, é desde 15.
- 1:50:33Mais ou menos é que a gente precisa continuar refletindo de
- 1:50:40forma honesta de forma, sem achar que, porque Exclusive está
- 1:50:45posto em parte da cena, que há o de se entender enquanto bastião
- 1:50:50da moralidade eu não sou, não sou esse cara, não quero ser
- 1:50:53esse cara. Sou contraditório, vou errar
- 1:50:57AAA. Vou dizer bobagens, vou dizer
- 1:51:01acertos. E é isso que a gente precisa
- 1:51:03pensar assim. Agora, o lance.
- 1:51:05É como como e onde você coloca a sua paixão, né?
- 1:51:10E como você luta para refletir sobre as coisas que que pesam a
- 1:51:16vida aí já um outro rolê. Bom galera, o papo muito bom,
- 1:52:13acredito que a gente poderia ficar mais um tempão aqui
- 1:52:16falando sobre sobre esse tipo de coisa, porque é é infinito, né?
- 1:52:19Fantasia, cultura pop, OA cultura relativa ao PTO que se
- 1:52:24constrói como fantasia em cima disso, nascimas são assuntos
- 1:52:27curta, complexos, AA ancestralidade, EE, povos
- 1:52:31originários e tudo isso que a gente tem que a gente abordou
- 1:52:34aqui, que a gente pincelou. Mas eu queria deixar claro aqui
- 1:52:37que vocês podem buscar o melanina, RPG para poder.
- 1:52:42Ficarem mais próximos dessa produção tão importante.
- 1:52:45Ele abriu o espaço aqui para vocês darem seus recados, tanto
- 1:52:48os pessoais quanto os do melanina RPG para gente
- 1:52:51finalizar o papo aqui por hoje. Então manda aí por aqui, manda
- 1:52:55aí seu seu sua despedida pra galera.
- 1:52:59Então meus parentes saway deixar aqui o recado só, né?
- 1:53:02Eu faço parte. Além do além de estar a fazer a
- 1:53:04parte do menu enina, eu sou administrador da página Brazil
- 1:53:08in The Darkness, onde a gente produz conteúdo para o mundo das
- 1:53:13trevas numa outra perspectiva. Perspectiva dos povos.
- 1:53:18Afro-brasileiros, indígenas também.
- 1:53:22A gente tem um coletivo de cultura indígena aqui na região
- 1:53:26metropolitana de Belém, que é o tecó, o nosso coletivo de
- 1:53:29ativismo indígena da região metropolitana, né?
- 1:53:32Da capital paraense. E eu faço parte da cabiadip, que
- 1:53:37é a nossa articulação mundurupor no contexto urbano.
- 1:53:40A gente organiza aí os parentes munduruku que vive em cidades aí
- 1:53:44por todo o Brasil, dão um abraço aí para os parentes e ficamos à
- 1:53:50disposição aí para outro convite.
- 1:53:53Maneiro. Vamos falar de rord of darkness,
- 1:53:55com certeza. Agora vamos lá.
- 1:53:57Fala aí, Lu. Então, assim, primeiro dizer que
- 1:54:00é sempre bom estar aqui. Cara, café com danjion é.
- 1:54:04É um espaço que eu tenho um carinho muito grande, muito,
- 1:54:08muito grande mesmo. OOO bauber certamente aí um dos
- 1:54:14manos que que mora no meu coração.
- 1:54:18É, porra e irmãozão mesmo. Estamos?
- 1:54:22Juntos é, mas cara, é, eu IA eu IA sacanear nós.
- 1:54:25Eu falei, eu falava, eu falo assim, tchau, eu IA fazer isso
- 1:54:28também, cara, porra. Bobagem, é.
- 1:54:31Mas acho que é deixar aí o convite aí pra galera conhecer o
- 1:54:34melanina, conhecer os trabalhos aí da galera, né?
- 1:54:39É, é, a gente tem conseguido. Fazer várias e várias reflexões
- 1:54:45em relação aos diferentes temas. Em relação à prática do RPG, eu
- 1:54:51não tô tão em movimento assim não por conta de um mestrado que
- 1:54:54tá no meio do caminho, mas isso logo mudará de cenário.
- 1:55:00É isso? Beijo, me chama mais aí que eu
- 1:55:03estou sempre aí. Fiquei sabendo aí que tinha uma
- 1:55:05ideia que era fazer um sobre futebol, aí chamar o tevisan,
- 1:55:09OPA, vamos ver, vamos, vamos, vamos fazer.
- 1:55:12É, né, cara? É?
- 1:55:15Pois essa pauta. Perdida aí da primeira temporada
- 1:55:18que não rolou e que ficou no meu coração aqui pesando e
- 1:55:21sangrando. É só chamar.
- 1:55:23Até porque é meu, meu, meu Mano, trevis, ele vai curtir aquele
- 1:55:28ali, tá feliz da vida. Tá feliz, né?
- 1:55:34Em 2019, 6 se se vocês deixaram para depois conta disso, 2019 eu
- 1:55:38estava muito por cima, né? No Flamengo.
- 1:55:40Pô, ai, nossa. Estava chato.
- 1:55:41Era melhor? Não.
- 1:55:42Eu tinha passado, tinha passado. E só passou muito, né?
- 1:55:46Dá pra gente pensar em retomar isso aí.
- 1:55:49Boa, maneiro. E você tio.
- 1:55:51E manda aí seu papo. Muito obrigado aí, Bob, pelo
- 1:55:54convite. Agradecer aí pela acolhida de
- 1:55:57sempre, tanto aqui no café, né? Primeira vez que eu apareço.
- 1:56:01Espero que seja a primeira de de alguns.
- 1:56:03Serão? Para trocar a ideia sobre coisas
- 1:56:06mais legais do que essa questão das dores.
- 1:56:09Sem dúvida. Muito obrigado também lá pelo
- 1:56:11papo no notem, é sempre muito legal te ouvir como como um
- 1:56:16chegado e como aliado agora, né? Aliado a essa Na Na casa destas
- 1:56:22questões e como amigo também, né?
- 1:56:24Um grande abraço. A galera aí pode me encontrar
- 1:56:27próximo do melanina RPG, próximo também ali do canal do Capim
- 1:56:31remoto. O no disse na semana passada que
- 1:56:34eu virei sócio dos jogos e quilombagens.
- 1:56:35Virou, virou, virou. E no Instagram e no Twitter, se
- 1:56:43vai chegar por lá e seguir que a gente está sempre trazendo algum
- 1:56:47conteúdo sobre ARPGE várias questões problemáticas e
- 1:56:51divertidas. Assim posso dizer, então puder
- 1:56:55seguir, estamos juntos. Vou deixar o link de todo mundo
- 1:56:59aí, todos os links citados, aí vou deixar link de leituras
- 1:57:02importantes para vocês também que foram citadas aí.
- 1:57:05Então sigam aí no Oo episódio até o descritivo dele, o escrito
- 1:57:10que vocês vão poder pegar ali o os links, né?
- 1:57:13E acompanhar todo esse material. Então, galera, quero agradecer
- 1:57:16vocês como Oo tio falou uma coisa aí que liga com a última
- 1:57:21live, que eu vi, que estava rolando lá no csi acompanhar
- 1:57:24inteira, mas. A live lá do do Luciano, né, que
- 1:57:27o tema foi a Nina que trouxe que jogou com a gente também, que é
- 1:57:30não deixe que minha, com uma era frase, é a frase do amarelo, né?
- 1:57:34O é permita que eu fale, não as minhas cicatrizes.
- 1:57:37Exatamente, então é isso aí, só reforçando que.
- 1:57:41Se estão chamados aí pra pra voltar, sempre tá reforçar isso,
- 1:57:45independente de cicatrizes. Vamos falar também do que deixa
- 1:57:49a gente feliz o tempo todo, que é brincar de faz de conta, né?
- 1:57:54Então, estamos juntos, gente. Muito obrigado, é?
- 1:57:58Sigam aí, Oo os links. E estamos junto, galera.
- 1:58:02É nós. É isso, espero que tenha curtido
- 1:58:06o episódio que tenha causado reflexões em você como causou em
- 1:58:08mim. Eu vou deixar aqui no para vocês
- 1:58:12uma enquete para vocês participarem no Spotify.
- 1:58:14Você consegue só pelo spotfy no celular, então, se você tiver
- 1:58:18ouvindo em outra plataforma, é por gentileza, vai lá, abre o
- 1:58:21seu Spotify no celular e participa da enquete.
- 1:58:24Vai ser um orgulho para a gente ter você participando.
- 1:58:26E eu pergunto, se você já experimentou um jogo dentro
- 1:58:29dessa proposta de campanha do Ben robbins e qual o nome?
- 1:58:33Você daria para substituir o nome OS marches?
- 1:58:37Então assim, são 2 perguntas para você responder lá e vai ser
- 1:58:40muito legal ouvir de você. Além disso, queria deixar aqui
- 1:58:43no distritivo do episódio o os links que foram citados no
- 1:58:46episódio. Primeiro, o link dos convidados.
- 1:58:48Então tem aí Twitter, Instagram do Melina, RPG para você seguir
- 1:58:52esse coletivo. Tem também o tio changes e o
- 1:58:55Luciano Jorge no Twitter e o por aqui no Instagram, você pode
- 1:58:58seguir. Tem também a tweet dos jogos de
- 1:59:01lombagens, que é o canal do Luciano e o.
- 1:59:03Medium Brasil na escuridão, que é o olho of darkness no Brasil.
- 1:59:07Tudo por aqui. Tem também um link deixado pelo
- 1:59:10tui, que é o catarse do Quilombo zero, que é um jogo interessante
- 1:59:15aqui de é. É bastante inspirado em Watch
- 1:59:19Dogs e no mojobá RPG e se passa numa floresta futurista muito
- 1:59:25interessante. Então fiquem ligados aí nesses
- 1:59:27projetos e vou deixar também os links citados pelos
- 1:59:31participantes. Então, primeiro é a playlist de
- 1:59:34the West Marshall no café com Dungeon na primeira temporada,
- 1:59:37em que eu explico o estilo. Tem também um artigo no medium
- 1:59:41do Jorge valpaços chamado marcha para Oeste e jogos.
- 1:59:45Tem também um vídeo do Demi kiral, que é o que é o smashes,
- 1:59:49uma reflexão, sobrenome e jogabilidade.
- 1:59:51E tem um documentário citado pelo Luciano Jorge chamado eu
- 1:59:55não sou seu negro. Está lincado aqui também tem um
- 1:59:59link do por aqui que é onde encontrar pessoas indígenas que
- 2:00:04está lincado para o Instagram, que é um texto muito
- 2:00:07interessante que ele deixou para gente.
- 2:00:09Também tem links da comunidade do café com danjão e
- 2:00:12agradecimento, aí o ao Gui providelo que trouxe para a
- 2:00:15gente esses links são links em inglês, está e não temos
- 2:00:18tradução, mas vale a pena. Se você sabe alguma coisa de
- 2:00:21inglês, vale a pena dar uma olhada ou de repente meter um
- 2:00:23translate lá, caso você queira. É dar uma, dar uma, dar uma
- 2:00:27olhada, né? Acho que vale a pena, e o
- 2:00:30primeiro é o de colonize indie. Do blog zedec, see writt hours
- 2:00:36tem o outro, que é a imagem colonizares, uma settings do
- 2:00:41blog governantes, blog EODND this, entendeu stand what
- 2:00:45monters are the blog toonossault.
- 2:00:49O primeiro é de colonizando o day day, o segundo é estamos
- 2:00:52adicionando colonizadores ao ao nosso cenário, e o terceiro é
- 2:00:56ODED, não entende o que são monstros.
- 2:01:00Vale a pena seguir? Obrigado Gui providelo pelos
- 2:01:02links, isso aí se você ainda não é um assinante do café com
- 2:01:06danjão como Gui providello, apoie o nosso podcast, você pode
- 2:01:10ir lá em apoia.se barra café com danjão e você ajuda a gente a
- 2:01:14voltar a ter 5 episódios semanais, aumentando as chances
- 2:01:17da gente abordar sempre temas que você ama, né?
- 2:01:21A gente não vai precisar ficar escolhendo tantas pautas,
- 2:01:23inclusive vai poder representar melhor toda a comunidade
- 2:01:26brasileira em sua diversidade. É então apoia quanto é ser barca
- 2:01:30fecunda e, além de ter material exclusivo, né, de acordo com o
- 2:01:35seu nível de apoio, tem também acesso a sorteios, né, e a gente
- 2:01:38já fez nessa última semana, agora o sorteio de.
- 2:01:41Um kit de 1 kg de café com 4, com 4 tipos de café especial,
- 2:01:46diferentes da ovelha negra, que a gente sorteou pro nosso apoio
- 2:01:50de nível mais alto, a gente também sorteou alguma.
- 2:01:54Alguns pacotes de 250 g do café Torra média.
- 2:01:58Pros demais níveis de assinatura, né?
- 2:02:00É progressivamente. Se você quiser beber um café
- 2:02:03desse, sendo ouvinte, apenas não sendo assinante, você pode usar
- 2:02:07o cupom CCD, tudo minúsculos. Se você é um assinante, pode
- 2:02:11usar é cupons progressivos, com descontos cada vez maiores.
- 2:02:15Então beba café o verenegra, que é delicioso, e deixe seu apoio
- 2:02:19pro café com danjão, caso você queira só fazer uma contribuição
- 2:02:23pontual aqui. Deixar uma gorjeta pra gente
- 2:02:26talvez porque tenha curtido especialmente o café com Danilo
- 2:02:28de hoje, você pode deixar uma gorjeta no nosso Pix.
- 2:02:31Até comodanjao@gmail.com e a gente conta com você.
- 2:02:35Se você é dono de uma marca, tem uma empresa e de repente quer
- 2:02:39ter um dia da semana do café com danjão para você, você pode
- 2:02:44financiar um episódio semanal do do nosso podcast, fazendo a
- 2:02:48Alegria da massa rpegista. Então consulta a gente em café,
- 2:02:51comdanjo@gmail.com que a gente passa o nosso media kit e a
- 2:02:55gente pode fazer uma proposta especial para você.
- 2:02:57A gente tem também aí a possibilidade de parcerias.
- 2:03:00Anúncios, né? Botar spot de?
- 2:03:03De propaganda fazer lançamentos e não somente de RPG, né, mas
- 2:03:07também de café, café especial, né?
- 2:03:10Jogos, jogos eletrônicos, tecnologia, mídia, quadrinhos,
- 2:03:15livros, tudo isso a gente gosta de trabalhar e tem muita
- 2:03:17aderência com o nosso público, então consulte a gente no café
- 2:03:21comdanjao@gmail.com. Por fim, se você quiser
- 2:03:24colaborar com a gente, se você é um produtor de conteúdo, game,
- 2:03:26designer independente, acadêmico ou fã mesmo e tem um assunto
- 2:03:30maneiro, que você quer tratar com a gente, quer participar do
- 2:03:33nosso projeto? Pode contar pra gente sobre você
- 2:03:35falar a respeito das suas, das suas ideias e de como a gente
- 2:03:38pode colaborar? Então, manda também um e-mail
- 2:03:40para cafecomdanjao@gmail.com. Então vamos lá agora, terminando
- 2:03:45agradecendo os nossos assinantes, a galera que
- 2:03:47contribui para esse podcast matinal, então obrigado, o
- 2:03:52pessoal que apoiou aí com incentivo.
- 2:03:55Incluindo aí o Lúcio. Intel?
- 2:03:57Muito obrigado, Lúcio. Valeu demais ao pessoal do nível
- 2:04:00de apoio. Comunidade também, incluindo aí
- 2:04:02o Caio Palma Fernandes, o Camilo Suzuki Pacheco e a Paty Brito.
- 2:04:06Muito obrigado pelo apoio de vocês.
- 2:04:08Um salvo especial para os assinantes do nível RPG dojo.
- 2:04:12Então Daniel Haidar, Denis Oliveira, Evaldo pontual, Felipe
- 2:04:16scoy, Germano Assis, o Léo Monteiro de Moraes.
- 2:04:20Obrigado pelo upgrade. Valeu, Luiz Guilherme, Marcos
- 2:04:24Vinícius ornelas, Mateus coleto, Pedro Borges, Pedro brisini,
- 2:04:28Pedro Werley, Rafael garoto e Renata canivaroli e Rudolph
- 2:04:32Helmut schuans. Vitor.
- 2:04:35Hugo Martins, grande abraço também ao pessoal do treinamento
- 2:04:38Oil of the então Abílio Júnior, Bruno, cobi, Diego seixito, o
- 2:04:42Leo. Gasparuto menini.
- 2:04:44E o Rafael Machado pardal galera, muitíssimo obrigado pelo
- 2:04:48apoio de vocês. Um abraço.
- 2:04:50E até a próxima.