Latest / História pros brother / Origem das palavras 2
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- 0:00agência de podcast .com .br Quanto isso estou a ver,
- 0:06brother? Origem das palavras, dois. Vamos
- 0:08lá! Seria muito foda! Seu
- 0:19episódio foi só sobre a origem da palavra dois.
- 0:23Ninguém ia pegar. Ninguém
- 0:25ia pegar tipo 45 minutos falando sobre isso. Dois.
- 0:29Um. D. Olha aí, começa a
- 0:33condenhar, galera. O que é mais? O
- 0:34que a gente tem aí? Do inglês é de chu. Olha,
- 0:38Niki, eu sempre trazendo aqui. Muito
- 0:41bem. A gente fez o episódio
- 0:42chamado Origem das palavras e o povo brasileiro ficou
- 0:45louco, né? Que a área foi uma... qualquer
- 0:47luxe, né? É, as pessoas me pararam nas
- 0:50ruas, sabe? O seu Zé da padaria, sempre
- 0:52quando um político quer dar exemplo de povo, né? É
- 0:55o seu Zé da padaria. A dona Lourdes. A
- 0:59dona Lourdes. Laga fruteira. Até
- 1:03o Padre Regional do Rioombia que ela tem. De
- 1:06uma igrejinha lá no interior do Maranhão, né?
- 1:08Acho que tem mais estes tózinhos
- 1:10de voz. Pegar água da cisterna. Vamos
- 1:15lá, Alexandre, vamos inventar uma palavra? Vamos.
- 1:18Como você gosta de palavra? Qual
- 1:19o critério de palavra que você gosta? Papel.
- 1:22Como você começamos com papel. Papel.
- 1:26Então, uma palavra que tem que ter o significado de
- 1:27papel? Ou tem que soar como papel? O
- 1:28que você gosta mais dela? Não,
- 1:29tem que ser um derivativo. Tipo,
- 1:31papelotron. O robô, papel? Não,
- 1:35é armador. Ah, o robô. Eu
- 1:38estou com papelotron no braço. A
- 1:40dorizinha é bem para dentro. Fica
- 1:42bem entendo e às vezes dá uns pico, sabe? Então,
- 1:45você está com uma dor no braço, é papelotron. Se
- 1:48ela é bem para dentro? Mas por que que tem o papel?
- 1:52Cala a boca. Não,
- 1:54tem que ter o significado de papel. Óbvio,
- 1:56grava esse podcast de silêncio, certo? É
- 1:57muito chato. Papelotron é a dor que tem no ombro,
- 2:01que começa de dentro e dá uns pico. Só
- 2:03no ombro, só no ombro? Só no ombro, óbvio. Se
- 2:06não, é papelotite. Perfeito. Tá bom então, né? Não
- 2:11tem regra nenhuma. Papel foi pro caralho. O
- 2:15tron, esse suffix aí, não tirou. Tá
- 2:18bom então. E a pergunta sempre tem, né?
- 2:19Por que que o podcast não dá
- 2:20certo? É, vamos lá, mas não tem
- 2:22problema não. A gente gosta do nosso
- 2:24jeitinho também. A gente está reclamando muito
- 2:25a última médica. Os ouvintes estão preocupados.
- 2:27Real, real. Mas
- 2:29cara, reclamar é bom demais. Pô,
- 2:31é uma delícia. Reclamado que pode esquecer de não
- 2:33crescer, xingar os ouvintes. Falar
- 2:34que a gente vai desistir. Cara,
- 2:38mas real as pessoas estão compartilhando mais. É
- 2:40surpreendente. Como está funcionando? E
- 2:42às vezes, o pessoal fala com a gente como se fosse
- 2:45um bagulho de grana, você já viu também? É,
- 2:47muito. Pessoal, acho que a gente está
- 2:48muito mal de grana e aí... Os
- 2:51geálogos são realmente povos, mas de repente
- 2:53experimentou no seu quê? É, dá de bobo. Um
- 2:55apoio, um negócio assim. É, eu pagaria. A
- 3:00pessoa se oferece. Muito fofa, obrigado. Quer
- 3:03que a gente vende umas roupas? Tem
- 3:06uma roupa que não cabe mais. Não
- 3:09se preocupe, a gente está tudo bem com a gente. É
- 3:11um pouquinho de brincadeira, assim, é um pouquinho de
- 3:12verdade também. Pode que a gente realmente não
- 3:14cresça. Mas assim, estamos bem, né,
- 3:16Níquel? Estamos bem, também. Não
- 3:18de cabeça, nem de número. É,
- 3:20não é um podcast o nosso problema. Você
- 3:22não deu a entender. A gente ficou muito triste,
- 3:24cara. Que coisa horrorosa. Bem,
- 3:29Alexandre, começando aqui, sabe que funciona da
- 3:32seguinte forma, eu trago uma palavra para você. Você
- 3:35tenta adivinhar a origem dela. Claro.
- 3:38E, de repente, de algumas, você tenta explicar o
- 3:41significado, porque se for uma palavra um pouco... sei
- 3:43lá, que possa ter uma interpretação errada, você
- 3:46tenta pegar o significado dela. Mas,
- 3:48normalmente, as pessoas sabem o que significa. A
- 3:50primeira palavra, eu achei interessantíssimo, que é a
- 3:54palavra torcida. Torcida é da italiano, né? Torcida
- 4:00italiano? Sim, que vem de tortida, né? O
- 4:02que significa tortida? Tortida
- 4:04é mãos dadas, que eles faziam lá em Roma, né?
- 4:09Tortida. Tortida, assim, tu abre as
- 4:12mãos, gira para dentro e gira para fora. Que
- 4:15é tipo como pessoas mudas, batem palmas, né? Assim,
- 4:20mexendo no mãozinho? Não, é surdo, né? É,
- 4:23surdo, acho que. Bate palmas, sim, é, mexendo.
- 4:25Isso é uma tortida do italiano.
- 4:27Aí, daí que veio a palavra
- 4:29torcida. Aí, que veio, porque... Grande
- 4:31pais da população da Itália era surdo do mundo. Beleza.
- 4:34Então, tá resolvido, vamos para o próximo falar. É
- 4:37você, deu um mentiroso, Alexandre. Mentiroso
- 4:40é teu pai. Você é um salafrário, um
- 4:42mentecado. Mentiroso é teu pai. Você
- 4:44está mentindo para o nosso audiência, Alexandre. O
- 4:46pior que o significado é bem maneiro, olha, se liga
- 4:47só, antes do século XX, as pessoas que assistiam o
- 4:50futebol, eles eram uns fãs em português mesmo. Que
- 4:54é, né? Porque é uma cópia dos fénérex,
- 4:57dos Estados Unidos, da Inglaterra, né? É.
- 5:01Porque a palavra fã, ela existe. Ah,
- 5:03legal, né? E aí, a gente usava fã para
- 5:07torcedor. Como é que é inglês? Fénérex.
- 5:12Que é fã, tico. É uma pessoa que é fã de
- 5:14alguma coisa. Mas é fénérex. Tá
- 5:16bom. E agora, olha só que doideira
- 5:19essa história. No campo da rua Guanabara, no
- 5:22Rio de Janeiro, ficava a sede do Fluminense. Tá
- 5:26ligado? Do time que tá na... na
- 5:30lanterna do Brasileirão, enquanto a gente grava esse
- 5:32episódio. Esse fudeiro. Deixa
- 5:34que meu gremio busca. Vamos lá. É,
- 5:36você tá... A gente tá com seis pontos,
- 5:38mano. Cara, e você riu muito no
- 5:40passado do Vasco, seis pontos, lembra? Você
- 5:42não lembra disso, né? Vai dar que você expô no
- 5:44metade do campeonato e você, caralho. Vai
- 5:46dar com seis pontos aí, né? Não,
- 5:48mas é que era inacreditável, não era...
- 5:50Era heroico, achava louco se
- 5:52ficar com seis pontos. É, agora, né? Olha
- 5:53aí. Mas muito bem, Alexandre. O
- 5:55Fluminense não é querendo usar o Fluminense assim, o
- 5:58tricolô e tudo mais, mas o Fluminense é um time de
- 6:01gente meio rica, aqui no Rio de Janeiro. Tudo
- 6:03bem também, tá gente? E obviamente que tem gente
- 6:05pobre que gosta de Fluminense, sempre vai ter
- 6:06esses comentários, né? Mas eu sou pobre. Ah,
- 6:08porra, não foge. Pobre burpo. É,
- 6:10pelo jeito. E... O que que acontece? A
- 6:13galera que torcia para o Fluminense, principalmente as
- 6:15mulheres, elas usavam roupas elegantes. E
- 6:18no Rio de Janeiro, no século... No
- 6:21século passado, a galera usava... Luba,
- 6:25leque, lenço, tá ligado? E que ele traje bem
- 6:28europeisado mesmo. E aí, a galera, os fãs, na
- 6:31época era assim, eles iam assistir o futebol, o
- 6:34Fluminense jogar. E por conta do calor e por
- 6:37conta também de momentos de tensão, as mulheres tiravam
- 6:39as luvas e adivinha, na hora do nervoso, elas
- 6:42ficaram apertando a luva. Torcendo...
- 6:46A luva. Paz. Olha que maneiro. E
- 6:49aí, o coelho neto, o escritor, né? Que
- 6:51era tricolão, inclusive, membro da academia
- 6:53brasileira de letras. Ele começou a chamar as pessoas
- 6:56que torciam para o Fluminense de torcedoras, as
- 6:59mulheres, nas crônicas dele que ele escrevia, né? E
- 7:02aí, o termo torcedor vai nascer como um... uma
- 7:05antítega, uma consequência do torcedora. E
- 7:09aí, o time aqui no Brasil, o único lugar do mundo que
- 7:13fala torcedor para alguém que torce para o seu time.
- 7:17Cara, e que triste que eu não
- 7:19vou lembrar disso amanhã, porque é tão legal essa
- 7:20história. Eu relevo para você, Timano
- 7:22Alde. Eu gostei mesmo. Amanhã
- 7:24eu te mando ao Alde. Te lembro. Obrigado.
- 7:26Me mando o link do podcast depois. Compartilha
- 7:29comigo. Muito bom. Uma
- 7:32maneira, né? Você está no site do próprio
- 7:34Fluminense. Essa já valeu o episódio. Essa
- 7:37já está... Pode desligar. Valeu,
- 7:39galera. Um beijo. Vamos
- 7:40lá. Segunda episódio. Segunda
- 7:43palavra. Palavra pedágio. Pedágio.
- 7:47Pedágio pode vir de pedante. Hum.
- 7:50Pode vir de pedestre. Hum. Pode vir de pédio. Não,
- 7:55galera. Falei, quem dá um estato que vem?
- 7:57Pode vir de pédio. Pédio.
- 8:01Pode ser assim, ó. Pedágio. Não, pedante ágio. Eu
- 8:07gosto da ideia. Como é que se transformou no
- 8:09significado da palavra pedágio? Porque
- 8:11assim, o cara está pedindo o negócio. Me
- 8:13dá dinheiro para passar. O dono do negócio que o
- 8:16pedágio está sendo cobrado. Que
- 8:17daí eu agirizo. Pedágio. Pedante ágio. Não?
- 8:21Não. A palavra pedágio, Alexandre
- 8:23Níquel, vem do latim. Medieval
- 8:25ainda. Ah, pedágio. Não.
- 8:28Pedágio. Sim, pedágio. O
- 8:31pedático, um. Lembrei. Ele significa direito de
- 8:35puro pé. Hum. Aí, tipo assim, quando a
- 8:38pessoa, era muito comum que as pessoas tivessem... Tem
- 8:41as fetichas aí, tem as fetichas aí. Não,
- 8:43não é isso. Tem, tem a galera que agente.
- 8:45Não, não, não, não isso. Eu
- 8:46estava há dos 9 ,9 anos. Tá
- 8:48bom, você sabe o preço, tá bom. Mas
- 8:51o lance... O lance... O
- 8:53lance está no meio dos dois. Tá
- 8:53bom, cara, tá bom. O lance é o seguinte. O
- 8:56direito de puro pé é porque muitas pessoas, elas
- 9:00tinham... Era um dono de um terreno, uma
- 9:02área. E tipo assim, antigamente, na
- 9:04idade média, as pessoas às vezes tinham que passar
- 9:07pela área de alguém para ir para algum lugar. Não
- 9:09existia tipo assim, pô, esse terreno aqui é uma
- 9:11via pública em todos os lugares. Às
- 9:12vezes, se passa por dentro de um terreno de alguém. E
- 9:15algumas pessoas que eram donas desse terreno cobravam
- 9:17um pedágio direito de puro pé no terreno delas para
- 9:19passar por algum lugar. E aí, a palavra italiana
- 9:23virou pedágio, com 2G. E depois, pé -aje em francês
- 9:27e pé -aje em espanhol. E uma coisa que é
- 9:30interessante é que existiam outros pedágeos... Aliás,
- 9:34outras taxas que a galera cobrava, como por exemplo o
- 9:37saumático, Que é o saumático? O
- 9:40saumático é o direito de você usar um transporte, o
- 9:42animal de carga. Se a gente vai usar um animal
- 9:45de carga de alguém, você tinha que pagar o
- 9:46saumático. Ah, é local cavalo. É,
- 9:49um cavalo, um bicho para carregar, né, pode ser
- 9:50vários. Portático, para você usar... O
- 9:54que é que está rindo? Parece
- 9:56o meu Harry Potter. Não, Harry Potter, tá? É,
- 10:00você... Portático, um levantum, né? Eu
- 10:03também gosto de portático. O
- 10:04dizão Porto, tá ligado? A pessoa não dona de um
- 10:07Porto, se pagar o Portático. O
- 10:11pontático... Quer o quê? Isso
- 10:12já está de sacada. Não, não, dá para você deduzir.
- 10:15Vamos usar a ponte, cara. Ponte,
- 10:17ponte. Ah, local de pongo. Na
- 10:27vila Badalera? Tá aí, tá cheio. Eu
- 10:31tô fazendo meu Q -Orking, fazendo um startup super
- 10:34acelerado, always green, senhor. Legal,
- 10:37legal. E o rotático, que é de roda.
- 10:41Se usar... Vim
- 10:42com roda. Ah, não é uma roda. Se
- 10:45eu aluguei uma roda. Tá, o rotático é o IPVA. É,
- 10:49mas você aluga, né? É o... Como
- 10:53é que é o nome daquele... Localiza,
- 10:54localiza. Ah, localiza também. Beleza?
- 10:57Pessoal, eu tinha que vender o publico, né? Puts,
- 10:59nem me fale. Ah, não, ninguém se fale,
- 11:01pessoal. Cara, isso é muito chato. O
- 11:06vídeo não é muito legal, gente. É
- 11:09aquele relacionamento, né? Cara,
- 11:11só reclamo, acho. Só reclama. Se
- 11:13você não tá satisfeito, vai embora, né? A
- 11:15gente não tem como ir embora. Porque
- 11:17a gente que tá aqui, né? A
- 11:19gente vai fazer aqui nenhum homem fácil, né? A
- 11:22gente vai tornar insuportável até você sair.
- 11:24E a gente chama o Vin de
- 11:25louco, depois, né? É, o Vin... Tá
- 11:28beleza. Beleza. É, hipopótamo. Essa
- 11:32é bem legal e é famosa. Ah,
- 11:34não, essa é óbvio, né? Hipo...
- 11:36Hipocodrigo. Não, de... Hipo
- 11:38é da água, né? Não. Sim, hipo... De
- 11:41grande, né? Não. Hipo de... Vou
- 11:45te dar uma dica, pode ser? Pode.
- 11:48A palavra hipismo, é o quê? É,
- 11:51de andar de cavalinho ali, da... Brincado
- 11:53cavalinho. Sim. Montar, montar. Dá
- 11:55pra montar um rinoceronte? Minha
- 11:57hipopota, velho. Que foda, velho. Que
- 11:59bota, velho. 12 segundos, se você esquecer, vai lá.
- 12:04Tá, mas olha meu, é hipopota,
- 12:06um rinoceronte. É tipo igual, é tipo...
- 12:07Idêntico, idêntico, idêntico. A
- 12:08diferença é que o rinoceronte não é
- 12:09rinoceronte. É o ser místico. Entendi.
- 12:13Ah, assim como o perrítico que não rouba. Cara,
- 12:16a gente só tem cinco piadas, cara. Ficam
- 12:19tenando... Mas são boas, né? Ficam
- 12:22tenando, tem cinco piadas. Todo
- 12:24episódio é a mesma coisa. Por
- 12:27que que não creia? É que parece pra senosa.
- 12:33Ouvir tirou o céu, mas agora eu
- 12:35tô olhando pra câmera. E falando, é dose. Ah,
- 12:40que coisa ruim. Vamos lá, velho. Hipopótamos.
- 12:43Que é assim que era na Grécia, é chamado. É,
- 12:46vende hipose, que é cavalo, em grego. Ah,
- 12:50não. Hipotamos, que é rio. Ou
- 12:52seja, é o cavalo rio. Sim, como é que se chama cavalo
- 12:54marinho, então? Não sei. Tem
- 12:56que ser hipopótamo também. Não,
- 12:58né? Na Grécia antiga. Claro.
- 12:59Na Grécia antiga era depois que mudou. Eles
- 13:02chamavam os dois pelo mesmo nome. Não,
- 13:03cara, pra diventar. Sim, os dois eram hipopótamos.
- 13:07Era como exemplo, tem um pouco
- 13:08parecidos, né, os animais. Os
- 13:10dois são cavalos da... Não, não entendi. Depois
- 13:13mudou pra água horse. A água horse, legal. Sabia
- 13:17que o hipopótamo pode chegar a 4 metros de
- 13:19comprimento? Cara, é muita coisa, não. 4
- 13:21metros de comprimento é... Ah,
- 13:23de comprimento. É, de altura é 1 ,5 metros.
- 13:25Também é bem alto. Ah,
- 13:27tipo tudo. É, eu tenho 1 ,66 metros e
- 13:29meio. Me respeito. 4 de largura.
- 13:33Não, eu sei. Eu
- 13:34tava falando dos 4 de largura. Bom
- 13:40demais, bom demais, bom demais. É,
- 13:43o hipopótamo pode chegar até 50 anos também. Ah,
- 13:46que legal. Eu adorei. Agora
- 13:50eu sei. Agora eu sei. Agora
- 13:53dá aí, ouvinte. Quer mais como essa? Segue
- 13:56a gente. Vem com a gente. 50 anos. Que
- 13:59legal, cara. Ah, ele queu seu assínio. Eu
- 14:02educo o tempo todo. Agora, a próxima palavra, número
- 14:054, é a palavra negócio. O que significa a palavra
- 14:09negócio? Onde que vem essa palavra?
- 14:11Então, o negócio geralmente é de
- 14:12fazer alguma coisa, né? Como
- 14:14assim? Assim como a ação comercial, você
- 14:16está fazendo alguma coisa. Ou
- 14:17seja, você está negando o ósseo, né? Cara,
- 14:20daí que vem... Pior que é literalmente isso,
- 14:23assim, no latinho antigo. Eu...
- 14:25Juro, eu juro, eu juro. Cara,
- 14:27essa foi surpreendente, ó. O
- 14:28termo que eu pôr por neck, que é não, né, no latinho
- 14:31antigo. E ótium, que é ósseo. Negue
- 14:35ósseo. Você está negando. Ouvite,
- 14:37ouvite, você está incredo agora. Cara,
- 14:39é literal, certeza que eu ouvi te rio quando você
- 14:41falou. Ah, esse rique, ó. Negar
- 14:44o ósseo. Olha, ele é louco. É,
- 14:47eu sei todas, as outras você estava brincando. Cara,
- 14:50essa foi, essa foi certinho. Mas
- 14:52aí, né, só pra especificar, na romantica virou negotium.
- 14:56E aí já estava tipo assim,
- 14:57qualquer... Era negotium aí no renascimento.
- 15:04É mais fofo, é mais fofo,
- 15:06né. É coisa que tu fala de...
- 15:08Casal de namorado, né. Ô,
- 15:09cadê o meu negotium? Cadê o meu negotium e tipo tá
- 15:15do cabelo? Que ela foi aqui. Nem
- 15:20isso. Ah, muito bom. E
- 15:22em português, no Brasil, tem significado de qualquer
- 15:26coisa, né? O negócio na mesa. Sabe
- 15:28isso daí, é uma coisa meio nossa também. Eu
- 15:29vou voltar, eu vou voltar pro negotium. Negotium.
- 15:31Eu achei muito é bom, muito é fofo, velho. Ah,
- 15:34vamos fazer o negotium? Ah, fofim, mais. Cara,
- 15:37esse eu também vou falar agora, é muito interessante.
- 15:39Eu achei bem curioso, outro
- 15:40que eu aprendi, Alexandre, Nica, preparando esse
- 15:43roteiro. Que é a palavra pêssego.
- 15:45Pêssego. A fruta, né? Pêssego.
- 15:51Então, pesa de PS, de PlayStation. Go,
- 15:55go, de PlayStation, PlayStation. De
- 15:57PlayStation, jogar, jogar, jogar, jogar, jogar, jogar,
- 16:01remessar, remessar. Uma fruta. Pêssego,
- 16:04é isso? Exatamente. Acertou. Até
- 16:08o PlayStation tava acerto. Depois
- 16:11que você deu uma pequena... Depois
- 16:12que a gente perdeu um pouco. Não,
- 16:14cara. Não, não tem como saber. Pêssego
- 16:16não tem como saber, né? Não,
- 16:17não tem como saber. De Vê de PlayStation, né? Não.
- 16:21Mas olha só. De Petitequeiro. Não,
- 16:23não, não. Só tem doido, né? O
- 16:25Eero, o M. Só tem o novo que eu aprendi,
- 16:29que é o infantil, né? O tio. Pêchegueiro.
- 16:33Ah, é legal. Que é uma sociedade antiga de
- 16:36crianças, né? Que legal. Que
- 16:37pesa o negócio. O negócio também. Tá
- 16:39bom. O pêssego, Alexandre, ele...
- 16:42uma coisa... Essa
- 16:43história é bem legal, bem divertida mesmo. Porque
- 16:46tipo assim, a palavra malum, malum do latim,
- 16:50significava fruta, mas também significava maçã.
- 16:55Então, tipo assim, malum para os
- 16:56romanos, era tanto maçã quanto o conceito de fruta.
- 17:00Ah, tipo xerox, né? Como
- 17:02assim? É, a marca, mas também é o
- 17:04negócio. É, não é isso. Mas
- 17:08tipo assim, é você, eu tentando de salvar em foda,
- 17:13né? Ele, quase isso. Só
- 17:16que é o contrário exato. É do que você disse. Mas
- 17:19eles que fizeram o negócio de xerox também. É,
- 17:22foram eles, os romanos antigos. Não,
- 17:24mas sério. O malum, malum é maçã. E
- 17:25também significa fruta. Só que aí, eles usavam malum
- 17:28como uma palavra anterior à especificidade da fruta. Por
- 17:33exemplo, marmelo é maluncydônium, que significa
- 17:38fruto de cidônia, que é a cidade, uma cidade lá em
- 17:42Creta, que o tinha bastante marmelo. Romã
- 17:44era malungranatum, que significa fruto com grãos.
- 17:48E laranja é malunaurantium,
- 17:52que é fruto dourado, entendeu? Malurantium.
- 17:56Malunaurantium, é laranja. E aí, o pêssego era
- 18:00malumpérsicum, fruto da pérsia. Porque
- 18:04eles acharam, antigamente os romanos achavam, que quem
- 18:07trouxe o pêssego, foram os soldados Alexandre Magno,
- 18:11que tava vindo da pérsia, o Alexandre. E
- 18:14aí, ele falou, por isso que trouxeram essa fruta da
- 18:17pérsia. E aí, ele chamava
- 18:17malumpérsicum. Com o tempo, o adjetivo pêsicum
- 18:22foi ficando mais famoso para designar aquela fruta.
- 18:24Pêsicum pêsicum, de pêsicum, virou
- 18:27pêsica, e aí pêsca. A palavra pêsca virou pêsche
- 18:31em francês, pitch, em inglês, pêsca, em italiano
- 18:35e pêssego em português. Olha
- 18:37aí. Vai mudando muito, né, cara?
- 18:39Ah, é, ali um dá vivo,
- 18:41Alexandre. As pessoas vão falando e vai
- 18:42desenvolvendo. E aí, uma coisa que é
- 18:44interessante, isso inclusive é um erro muito comum de
- 18:47tradução da Bíblia. Porque muitas bíblias que as
- 18:50pessoas traduzem do romano, eles usam a palavra malum
- 18:53para falar do fruto proibido. Não
- 18:56é uma maçã. Ah, então tudo tá errado, mano.
- 19:00Tudo errado, mano. Pode
- 19:01ser qualquer fruto que a gente comente e não sabe.
- 19:03O fruto proibido. Tá,
- 19:04então a Eva comeu qualquer fruto. É,
- 19:06o frutor. E ainda tem essa coisa de
- 19:08significado. Porque não pode ser necessariamente
- 19:10um... Não é uma fruta. Então
- 19:12o fruto... O que é o fruto de alguma
- 19:15coisa? Porque pode ser, né? Se
- 19:16a Bíblia for literal, fudeu. Então
- 19:18provavelmente alguma coisa, um outro significado aí do
- 19:21fruto proibido. Tá ligado? Bom,
- 19:24vamos fazer o fruto proibido. O
- 19:26fruto proibido que é... Fazer
- 19:29a Bíblia pros brother. Cada vez um versículo. Muito
- 19:33bom. Muito bom. Vai
- 19:34ofender ninguém. Muito bom. Ah,
- 19:37meu iam ser iradíssimo, mano. A
- 19:40gente faz... Galera, deixem nos DMs do História
- 19:44pros Brother, se vocês querem a Bíblia pros
- 19:46Brother. E ajudem a pagar minha fiança
- 19:49também. Vai fazer um apoia -se.
- 19:51Mélixandre, assista a palavra e a
- 19:53palavra paixão. Ah, adição entendo. Paixão.
- 20:01Pai... Não, não pode ter ver com pai,
- 20:03né? Se não é errado. Pai.
- 20:05Pai... Peixão. Será que veio do mar? Sim,
- 20:10porque... Tia, veio fazendo beijinho com a
- 20:14peixe, ó. Para, cara. Que
- 20:15coisa horrorosa, meu Deus. Vê
- 20:17disso? Não, cara, não, não vem. Tô
- 20:19só dando corda pra você se foder. Ó,
- 20:22meu ixinho. Não, cara. Eu
- 20:24sou peixinho que tá mandando beijinho. Ah,
- 20:25legal. Beleza, beleza, vai. Vamos
- 20:26continuar aí, cara. Eu sou peixinho, pai. Ah,
- 20:30que porcenta do caralho, mano. Ah,
- 20:33que grosseiro. Vai, vai, vai. Eu
- 20:35acho que é daí, cara. De beijo, de beijo, de beijo.
- 20:37Ou de, ou de, ou de paixo,
- 20:39né? Que que é paixo, né? Com
- 20:41o cicola, né? Já era, já tá indicando que
- 20:43essa é mentira, cara. Não, paixo, paixo é um líquido.
- 20:47Ahn, de união. Que
- 20:48gruda. Isso, líquido de união. Vem
- 20:50da onde, o paixo? Da tapioca. Da
- 20:54tapioca. O número de, cara, o número
- 20:56de coisa que veio da tapioca é impressionante. Eu
- 20:59não duvido, cara. Uma dessas, uma dessas palavras
- 21:01veio da tapioca. Vem. É impossível que no
- 21:03matematicamente, é impossível que essa palavra não veio
- 21:07da tapioca. Ahn, afirmações foda. Muito
- 21:11bem, cara. A palavra paixão, ela tem uma
- 21:14origem interessante que é de patio, com dois Ss,
- 21:18passio, que basicamente significa, vem do verbo
- 21:21pati, que é sofrer, suportar. Beleza?
- 21:24Você passar por algo, sabe, um sofrimento intenso. Mas
- 21:27resistir. É, você resiste, você resiste.
- 21:29Ahn. Mas é um sofrimento
- 21:30intenso. Ah, é mesmo. E
- 21:32aí, tanto que o termo paixão de Cristo é quando
- 21:36Jesus passou pelo sofrimento muito intenso. Tomou
- 21:39uma, o dia em caviz eu tomou uma ruim. É,
- 21:41filmou um, cara, eu gosto desse filme. Eu
- 21:43nunca vi. Que isso, cara? Eu
- 21:45nunca vi, não dá spoiler. 3G, depois você não vai
- 21:49que o de tag acontece. Vamos
- 21:51lá, vamos lá. É muito violento, eu nunca vi
- 21:53porque eu acho muito violento. Mas
- 21:54é um bom filme. Mas enfim, com o tempo, a
- 21:56palavra paixão foi mudando o significado, não só para
- 22:00sofrimento intenso, como também para coisa intensa,
- 22:03tá ligado? E aí o amor intenso, um
- 22:06desejo intenso, uma dedicação para o fome a
- 22:10paixão por trabalho, tá ligado? Victor,
- 22:13essa é a hora do episódio onde eu te faço uma
- 22:14pergunta. Ahn. Você se acha uma pessoa
- 22:17intensa? Acho. Infelizmente. Tá
- 22:20bom, pode seguir episódio. E
- 22:21você não se acha que uma pessoa é muito intensa? Eu,
- 22:24ó, meu Deus, eu sou muito intenso. Conto
- 22:28pra gente. Eu sou. Bota
- 22:31pressão. Que coisa dojenta, cara. Por
- 22:37que que eu tô falando isso, cara? Sou
- 22:39intenso. Sou intenso. Beleza,
- 22:41beleza. Mas agora realmente fazendo a
- 22:43pergunta, qual a palavra que você acha mais feia do
- 22:45Português, assim? Uma palavra que quando você
- 22:47ouve, você sempre tipo assim, porra, cacofônico
- 22:49isso, não tipo. Então, exceção, eu nunca vou
- 22:51aprender a escrever, né? Escreves
- 22:53ver, mano. Escrever exceção. Só
- 22:56de tá perto da palavra exceção já era, né? Eu
- 22:58não sei escrever exceção. Eu
- 23:00já tentei, já olhei no Google. Eu
- 23:03não sei. Você não identifica aquelas
- 23:04litras, né? Deixa eu ver, eu acho feio. Eu
- 23:07acho o Português, uma lembra tão linda, cara.
- 23:09Olha ele. Quer
- 23:10garantir o programa da GNT, hein? Fala.
- 23:13Infelizmente esse vandalismo de ignorância que vem
- 23:16passando. Hoje em dia o que os jovens,
- 23:19os jovens não tem vocabulário, Vito. Não
- 23:21tem vocabulário. E quanto não tem vocabulário,
- 23:23Vito, não se nem sente. Muito
- 23:25correto. Ah, caralho, Vito. Eu
- 23:26tô muito foda. Caralho, papo de segunda. E
- 23:31essa hora o imicida chorou assim. É,
- 23:33chorou. E mandou um freestyle também.
- 23:35Logo em seguida, com essas
- 23:36palavras que se usou. Legal,
- 23:37cara. Muito bonito. Não,
- 23:39eu acho que é exceção por não conseguir escrever. Tem
- 23:43dificuldade agora de pensar uma palavra que eu não
- 23:44gosto, assim. Que sou engraçado e você fala,
- 23:48pô, engraçado essa palavra. Ah,
- 23:49pipoca é foda, né? Pipoca é bom pra caralho. Mas
- 23:51assim, mas eu tenho um carinho por pipoca, sou
- 23:54engraçado. Falei, ah, que legal, porque é
- 23:55explode. Comida de criança. Tá
- 23:58ligado? Legal. Pipoca, cabrobró, eu acho.
- 24:01Cabrobró. Cabrobró, eu acho. Que
- 24:04que é cabrobró, Alexandre? Cabrobró,
- 24:05cara. Deixa eu ver o que que é
- 24:07cabrobró. Fala aí. Também
- 24:09é um município brasileiro. Caralho,
- 24:11real mesmo. Dá onde? Mas
- 24:12é cabrobró, acho que é um ritmo também. Caralho,
- 24:15tinha inventado, cara, cabrobró. Não,
- 24:17ó, segundo os regiões históricos, inicialmente
- 24:20viviam na região de indígenas de trimétricas, o
- 24:22nome cabrobró é de origem indígena, significa árvore
- 24:25ou mato de urubu. Porque eu sempre lembrava que
- 24:29tinha um quadro do Hermes Renato, que rolava aquela
- 24:34banda que era, tipo, cansei de ser sexo, se sabe? No
- 24:38sexto livro. Ah, deus, sou índie, né? Também
- 24:42sou hype. É isso. E
- 24:44aí ele fala, ah, só com música eletrônica, um
- 24:45pouquinho de cabrobró. E aí... Ah,
- 24:49tem um cara da Hermes Renato que me segue, cara.
- 24:51Ficou feliz, não, pra galera. É,
- 24:52é muito foda. E outra palavra também, e aí
- 24:55é uma fruta que eu acho foda, é cupoaçu. Pô,
- 24:58mas cupoaçu é maneiro. Cupoaçu
- 25:00é foda, é... O cupoaçu ele tem mais gosto
- 25:02de manga do que mangas, sabia? Estranho
- 25:04essa minha afirmação, mas é verdade. Eu
- 25:06acho que tu fez de alta agora, porque eu não gosto
- 25:09de manga e eu amo cupoaçu. Que
- 25:10isso? Ah, acho. Eu
- 25:12odeio... Não, mas eu amo cupoaçu porque
- 25:14eu tô na bebida de cupoaçu. É
- 25:15muito bom a bebida. É inacreditável. Talvez,
- 25:18talvez não. Eu vou falar. Ele
- 25:21fala mesmo, ele fala mesmo, gente. Cuidado.
- 25:23Você terá uns cancelados. É uma bebida essencial. Ah,
- 25:29eu não sei o que. Não é. Top
- 25:313 bebidas, cara. É muito bom. Judo
- 25:32com champanhe, a tua saliva é top 3 bebidas, é? Minha
- 25:35saliva. Legal, legal. É
- 25:37muito bom. Se teu beijo doce, Mito. Ah,
- 25:40legal. Muito legal. Um
- 25:41pouquinho de peixe. Para mim é a palavra Jonas.
- 25:46Sempre que você fala Jonas, tem
- 25:48que ficar fã. Jonas. Jonas. Jonas.
- 25:52Se você não ficar fã, vira Jonas. E
- 25:56me lembra da... Tem música do Weezer, né?
- 25:58Também. Qual? My
- 25:59name is Jonas. Tem essa música também. Muito
- 26:03bem. Mas é um nome, Vitinho. Acho
- 26:04que tu roubou aí, né? O nome não é uma palavra?
- 26:07Não, não, só que não. Nome
- 26:08é nome, né? Se não tinha nome de palavra,
- 26:10né? O B .C .U. Teletotospirose
- 26:12e... Ah, legal. Legal.
- 26:15Mas é uma doença, não é uma palavra. Ah,
- 26:17cara. Não entende nada, viu? Muito
- 26:22bem, cara, tem um muito bom aqui. Que
- 26:24é a palavra arena. A arena é óbvio que tem
- 26:26areia no meio, né? Sim. Arena, areia. Aham,
- 26:30aqui é. Muita areia. Aham.
- 26:32Na areia. Na areia. É
- 26:34na areia. Como assim, na? Arena,
- 26:36na areia. Ao contrário. Na
- 26:39areia. Não, beleza. Mas
- 26:40o que isso quer dizer com isso? Esse
- 26:42que eu tô... Tipo, a origem da palavra arena.
- 26:46Você falou areia, ok. Começamos
- 26:47aí, realmente. Areia, tem a ver com areia. Veja
- 26:49areia, cara. Isso que eu tô dizendo. Isso
- 26:51aparou por aí. Isso aparou por aí. Não,
- 26:53vende na areia. Arena. Não, não, não. Aí
- 26:56não vai. Aí se perder legal. Como
- 26:58assim, cara? Não, areia tem a ver. Areia
- 27:00tem a ver. Tá bom? Eu
- 27:02vou dar o death, tá ligado? Tá,
- 27:04de areia. Não, olha só. A
- 27:06palavra vem de arena, que realmente significava areia
- 27:10no latim antigo. Arena com areia. E
- 27:12é interessante que nos coliseu, né, nos...
- 27:17Principalmente no próprio coliseu, no
- 27:18afeteato flavianã. Que nesse lugar, a galera
- 27:21colocava muita areia pra absorver o sangue dos
- 27:24gladiadores, tá ligado? Ah. E aí, com o tempo, as
- 27:27pessoas falavam, vamos nos encontrar na areia. Bom,
- 27:31você vai ver a luta hoje na areia, tá ligado? A
- 27:34parada foi ganhando significado tanto de arena
- 27:36quanto de areia. Esse negócio do coliseu, pessoal,
- 27:39obrigava lá mesmo até tantos tantos... Obrigado.
- 27:41Não, eu sei que obrigava, mas não era tanto assim
- 27:43até a morte, né? Não, não, não. Eu
- 27:45gravei um episódio contigo, que é 15 curiosidades sobre
- 27:49Roma. Morri erraramente. Morri
- 27:52erraramente. Exatamente. Era muito difícil morrer,
- 27:54que não vale a pena, né, cara? Agora,
- 27:56lutar até o cara perder o... Realmente,
- 27:59quando isso é direto, um ganha do outro. Show!
- 28:02Eu queria ver um lance de maré na si, tipo, no
- 28:04coliseu, sabe? É, eu acho que não dá mais
- 28:06pra gente ver uma luta no coliseu, infelizmente. Rolou
- 28:10até um boato, não foi? Que o Denna White ia fazer o
- 28:13F -300 no coliseu? Porra, velho, imagina. Imagina
- 28:16que foda, cara. E é cedo caralho. Sério,
- 28:19eu ia... Eu ia... Eu
- 28:20ia a maca. Tu ia? Eu
- 28:21ia, eu ia. E é porra, Nimo, tu ia,
- 28:24cara. Tô te falando, eu ia. Tá
- 28:25Roma. Tá bom. Eu
- 28:26vou pra Roma hoje. Não, eu vou... Você
- 28:28vai? Eu iria pra caralho, velho. Eu
- 28:30acho que não... Mas você se tivesse dinheiro,
- 28:32né? Tipo, agora, não. Tu
- 28:34consegue, pô. Tem dinheiro pra isso. Tu
- 28:36tem dinheiro. Tem, tem. Meu
- 28:37pai é rico. É, é simples. Meu
- 28:40pai é muito rico. Meu pai... O
- 28:42Bovite não sabe, meu pai... É,
- 28:44meu pai tem tudo de ouro. Tudo
- 28:45de ouro? Tá tudo de ouro. Tá
- 28:47casa dele? Sofar... Sim, sofar. Água
- 28:50é de ouro. Água de ouro, é de ouro. É
- 28:52horrível, é horrível. Tá uma banha lá doa e pra
- 28:54caralho. A família morre de todos de
- 28:57infecção. Legal. Muito bem, Alexandre. A
- 28:59palavra idiota. Idiota vem de... diferente.
- 29:06Parece muito que você ouviu isso quando era criança, tá
- 29:08ligado? A sua psicóloga falou, não,
- 29:11idiota não é isso que a gente queria te chamar. Eu
- 29:14sei que é um dos... É um dos maiores graus de
- 29:16retardo mental, né? Vem de idiotia, que é uma
- 29:19doença. Antigamente, chamava o idiota. O
- 29:22imbecil e depois foi mudando, né? Foi
- 29:25uma palavra que foi mudando, depois as pessoas
- 29:26usavam retardado, depois pararam de usar, assim
- 29:29como... enfim, as palavras vão se
- 29:30renovando. Idiota é um dos maiores graus
- 29:33de... sei lá, tu tem um... que
- 29:35aí, provavelmente bem, bem, bem, baixa assim. Mas
- 29:38agora, o que... de onde vem a palavra, não
- 29:39sei. Não. Só isso que eu tenho que
- 29:42dizer. Não, a palavra idiota vem do
- 29:44grego antigo. E ela vem de idiotes. Tá
- 29:48bom? Então, com é, em ter na de
- 29:50linguagem neutro, o lance é alguém que não participava
- 29:53da vida pública ou política. Tá
- 29:55ligado? Alguém que não participava da vida
- 29:57pública, um cidadão que não era da política, ele era
- 30:01um idiotes. Hummm. E aí, com o tempo, foi
- 30:04ganhando mais connotação negativa até... Escreveu
- 30:07alguém ignorante, né? Alguém capaz de fazer alguma
- 30:10coisa. Entendi. Agora, uma palavra que eu
- 30:13vou te dar uma dica, que é a palavra baderna. Hummm.
- 30:16A dica é, só existe no português brasileiro. Como
- 30:19assim? Não, a palavra baderna. Baderna,
- 30:23só existe um português. Isso,
- 30:24não tem... a gente não tem baderna aí,
- 30:26em inglês, tá ligado? Ah, baderna. Não
- 30:29tem baderna no latinho antigo. Baderna
- 30:32tá com cara de ser uma palavra que não tem como
- 30:34eu saber a origem, que é tipo uma história de um
- 30:37cara que tinha um bar, sabe? É
- 30:39isso mesmo. Não é de um cara que tinha um
- 30:40bar, mas é de uma história. É
- 30:42do Tim Maia, né? Não, baderna é... baderna
- 30:45é que tinha um cara que se candidatou, antigamente,
- 30:48aqui no Brasil, no deputado federal, não era? Carlos
- 30:51Baderna, não era? Não, não. Será
- 30:54que você pensou no Carlos Lacerda, mesmo? Também.
- 30:58Que é, porque muita gente não sabe, avô do Thiago
- 31:00Lacerda. Olha aí, é mesmo? Não.
- 31:03Ah, porra, isso é... sei lá, né? O
- 31:06lance é, final do século 19, tinha uma dançarina
- 31:10italiana, que tinha, é uma dançarina com música, uma
- 31:14influência muito afro -brasileira, a dança dela, e
- 31:19o nome dela era Maria Baderna. Essa
- 31:21moça, ela veio pro Rio de Janeiro no século 19, no
- 31:25meio que numa companhia de dança italiana, tanto porque
- 31:27ela tava fugindo da guerra da unificação italiana, que
- 31:30a Itália tava ocupada pela Austra na época, onde hoje
- 31:32a Itália, na época, não era Itália, eram várias
- 31:34cidades, né? Cidades de estátios, principados,
- 31:37né, que a gente chama. E aí, a galera... A
- 31:40galera, os admiradores da Maria Baderna, adivinha como
- 31:44é que era, chamados, Os Badernas. Ah,
- 31:47que nome de banda ruim, dos anos 70. É,
- 31:50também de adolescente também, adolescente hoje,
- 31:53que acha que... É que Os Badernas parece de
- 31:55jovem guarda pra caralho assim. Também
- 31:56é. É muito. E
- 31:58aí, a galera, quando acabava a apresentação da
- 32:01Maria Baderna, e dos seus dançarinos, o pessoal se
- 32:04celebrava muito, é boa, a Maria Baderna é foda, tá
- 32:07ligado? A gente já começava a fazer
- 32:07festa, e aí o termo Baderna, foi meio que
- 32:11ganhando significado de barulho, paixão, de fama
- 32:14louco, tu muito desorda. Eu acho que isso é muito
- 32:16foda, velho, tu vira uma palavra, velho. Muito
- 32:19foda. A gente tentou criar uma
- 32:21palavra, não lembro. Eu não sei, mas eu queria
- 32:25virar uma palavra. Niquel? É, mas é foda, tu tá
- 32:28niquelando, não fica, não sei, não é tão sonora, mas
- 32:32eu não sei, mas eu acho, porra, não, existe um grau
- 32:35maior de vitória da vida, né? Acho
- 32:37que tem muito, né? Não, cara, não tem mais. Não,
- 32:40não tem, tem gente que... Não
- 32:41tem. O que você vai... Diz
- 32:44uma coisa que é melhor. Ganhar
- 32:45uma copa do mundo? Qual a próxima palavra, Niquel?
- 32:49A gente vai falar um
- 32:50pouquinho agora do melhor site de aposta que existe
- 32:51do Brasil. E no mundo. E
- 32:53no mundo todo. E eu quero que você já
- 32:55comece, Niquel, jogando o cupomzinho na cara de
- 32:58presente. HPB 20, 20 % de Fibete. HPB
- 33:0320. Isso, e se você tiver pra
- 33:05aposta, você colocar na primeira vez, você tem
- 33:07esses 20 % a mais pra aposta. Tem
- 33:09tudo que a gente pode te dar. Tem
- 33:10muito. Futebol, basquete, voa, leite, tênis,
- 33:12tênis, tênis. Tênis, tênis, tênis. Tênis
- 33:15que joga tênis. É muito fácil colocar o
- 33:17dinheiro, fácil de tirar. É uma delícia. É
- 33:20uma delícia. Obrigado, Cateó, por estar apoiando
- 33:22esse podcast há muito tempo já. E
- 33:24se você tá ouvindo o nosso podcast, porque a Cateó tá
- 33:26apoiando a gente? Cateó .com, Cateó .com, Cateó .com.
- 33:30A palavra gringo, Alixeandre
- 33:32Niquel. Gringo tem que ser sobrenome de
- 33:34alguém também. Não é. É
- 33:36uma comida, não é? Não é. É
- 33:38uma rua, né, cara? Não é. Sim,
- 33:40gringo vem do espelho, né? Sim.
- 33:44Sim. Gringo, não sei, cara. No
- 33:48século 18, era comum o ditado falar grigo, que é
- 33:53falar grigo, né? Aqui em português também a gente
- 33:55fala, aqui no Brasil a gente fala, né? Tipo,
- 33:57tá falando grigo, quer falar um bagulho que você
- 33:59não entende. Né? E aí, galera, quando um
- 34:01estrangeiro falava alguma coisa que, né, mas... Pô,
- 34:05o cara fica falando grigo pra mim, falando... Ablando
- 34:07gringo, tá ligado? E aí, isso foi ganhando o
- 34:12significado de griego, depois gringo e depois
- 34:15gringo, né? Até porque na Argentina, no
- 34:19México, no Colômbio, eles falam gringo também, né?
- 34:22Como a gente fala gringo? Não,
- 34:22eles usam a expressão gringo, né? É,
- 34:24então, aí essa parte interessante. Esse
- 34:26que eu te expliquei, tá num dicionário espanhol de
- 34:311787. Então, essa é a origem. Tá,
- 34:35tá, tá. Tá antes, tá num dicionário.
- 34:36Então, assim, a gente tem certeza
- 34:37que veio antes. Agora, a popularização da parada
- 34:41tem a ver com a guerra hispano -americana, que é
- 34:44quando soldados americanos, os Estados Unidos, invadiram
- 34:49o México e eles invadiram com uniformes verdes. E
- 34:53aí, eles iam gritando, green, go! Tá
- 34:57ligado? Vai, vede! E
- 34:59aí, os mexicanos vendo ali, os gringos mesmo. Falta
- 35:03tudo errado, tô gritando gringo, tá ligado? E
- 35:05eles mesmo admitiam que eles estavam falando errado.
- 35:08E aí, ficou nessa, green, go,
- 35:09green, go! E aí, ganhou também essa...
- 35:12Como é que eu posso dizer?
- 35:13Popularizou o green, go, como falar
- 35:15uma língua aleatória. Porra, essa explicação... Eu
- 35:19queria que fosse só a segunda. É,
- 35:20então, muita gente... Tem como editar? Não,
- 35:24não tem, cara, desculpa. Mas
- 35:25a segunda também é, tipo, complementa, né? Tipo,
- 35:30populariza. Não, é, a segunda é mais legal,
- 35:32bem mais legal. De green, go, né? É,
- 35:34bem mais legal. A galera fala muito disso,
- 35:36forró também, né? Borogador, que a galera fala que
- 35:40vende forró, for all, é for everybody. Virou...
- 35:46Borogador... Ah, sei lá, cara, eu tô bem...
- 35:47Tá, tá, tá, tá complicado. Mas
- 35:49forró é de for all, né? Para
- 35:51todos. É, o rabo de gala de
- 35:54cocktail, né? Que eu acho louco. Cocktail,
- 35:57ó. É, rabo de gala. Manera,
- 35:59manera, manera. Bem, rabo de pica, né? Também,
- 36:01né? Cocktail. Muito bem. A
- 36:02palavra espelunca, essa é simples. Tá,
- 36:06tem... Tem a ver com pelanco ou
- 36:08peruca? Não. Nesse, você não vai
- 36:10acertar, cara, vou falar. Tá,
- 36:12vai. Essa daqui, espelunca, significa
- 36:14caverna. Cova de um animal, tá ligado? É
- 36:16do grego, espelios. Ah, não tinha como saber, né?
- 36:19Não, não tinha. Mas
- 36:20aí, o espelunca é uma caverna de um lugar, de um
- 36:23animal. E aí, quando uma casa de
- 36:25alguém tá muito bagunçada, chama -se, você quer uma
- 36:26espelunca? Sabe quando você tá com o teu
- 36:29leque na mão? E aí, tu fala... Isso
- 36:32aqui é uma espelunca, tu abre o leque. Não
- 36:33faça. No lunk, tu abre o leque,
- 36:35espelac, tá ligado? Cara, vamos fazer isso o dia,
- 36:38vamos fazer esse vídeo. Pô, meu sonho, mano. E
- 36:40também, meu sonho também é falar a frase, ele não
- 36:42sabe com quem ele tá se metendo e empurrar meu
- 36:44óculos, tá ligado? Quando eu falar isso, ele não
- 36:46sabe o que ele tá se metendo. Vamos
- 36:47usar as duas numa noite só, eu e tu. Boa,
- 36:49mulher, que ameta, ameta. Muito
- 36:51bem, e aí, né? Isso, espelunca é uma caverna de
- 36:54bicho. Então, quando você chama um lugar
- 36:55de espelunca, é porque você tá falando por um lugar
- 36:57todo bagunçado, uma caverna, todo fodido. E
- 36:59agora tem um anglicismo, Alexandre, que é a palavra
- 37:02shampoo. Seguindo interessante, você que gosta
- 37:04tanto do lado de cuidado cabelo, mesmo tendo
- 37:06pouquíssimo hoje, você gosta de cuidado cabelo. Ela
- 37:09começou lá no inglês já? Sim,
- 37:11porque o inglês é com SH, no shampoo. Sim,
- 37:14mas é, não vem do grego, do shampoo, não. Não,
- 37:18o grego, o um, é latim. Latim,
- 37:21latim. Então, veio da Inglaterra mais ou
- 37:24menos. É um pouquinho do barulho,
- 37:26acho que faz, não é? Quando
- 37:27passa na cabeça shampoo. Sh -push -push, não. Não?
- 37:30Não. Vem, na verdade, shampoo do
- 37:32indie. Vem dos indianos, né? Quando
- 37:35os inglês estavam lá ocupando o colonialismo,
- 37:37eles viram que a palavra shampoo significava
- 37:40pressionar os músculos com o dedo, tipo, massagiar,
- 37:42tipo, massagiar. E aí, com o tempo, o verbo
- 37:46shampoo, que é você passar o cabelo, né? Então,
- 37:49shampoo, que é do indie, do indie, que é a língua
- 37:52da Índia, de massagem, virou shampoo e virou lava
- 37:56cabelo, e aí hoje em dia, a gente usa, olha aí, da
- 37:58Índia para Inglaterra, para o Brasil, Alexandre. É
- 38:01uma palavra bonita, né? Shampoo?
- 38:02Eu acho, cara. Não acha? Não,
- 38:04com X ainda, com U no final. Shampoo,
- 38:07eu não sei, acho legal, parece indígena também, né?
- 38:10Parece não me duma cachoeira, né?
- 38:11Cachoeira do shampoo? É.
- 38:13Pô, é bom nome, hein? É, não. Pô,
- 38:15é uma cachoeira que cria muita bolha, né? De
- 38:17repente? Isso, acho que vamos colocar o
- 38:20nome. Pô, outra coisa boa pra gente
- 38:21fazer, é procurar uma cachoeira que não tenha
- 38:23dono, que a gente quer que não entende, que funciona,
- 38:27pra botar um nome, cachoeira do shampoo. Pra
- 38:28levar no cartório. Isso, é. Pô,
- 38:31que só tem véio da noiva? Acho
- 38:32que a cachoeira é tudo véio da noiva. Ah,
- 38:34shampoo, shampoo, é um bom nome. E
- 38:35qual a palavra que você gosta, que soa de forma
- 38:38melhor, errada, tipo talba? Eu
- 38:41sou fã de exclusivo, né? Exclusive
- 38:45é pica demais. É, é que tem alguns erros de
- 38:48português que eu sou, sabe que eu sou muito fã, né?
- 38:50O naonde, o naonde é
- 38:51fantástico pra mim. Célebro. O naonde, o serace. Serace,
- 38:58não, nem falam serace. Sim, falam. Serace?
- 39:01Não, não, não. Serace a gente vai, sabe? Nossa,
- 39:05é verdade, é verdade, falam mesmo, falam. Serace,
- 39:07falam. Eu adoro serace. Adoro
- 39:09por causa de que? Adoro muito. Por
- 39:11causa de que? Cara, eu sou um amante dos erros
- 39:16português. É, eu não sei, né? Quando
- 39:18eu erro, já era. Ah, o que tu fala, velho? Que
- 39:22é derrubar, derrubar. Não, não fala de molir, cara.
- 39:26Tu sempre acha que eu falo de
- 39:27molir. Demolir e derrubar. Eu
- 39:29acho foda, acho. Mas não é um erro, cara, é
- 39:32um... Não, é só, não é o certo. Não,
- 39:36cara, tu não fala de novo. Vai
- 39:39lá amanhã de novo? Eu falei errado também. Tu
- 39:41fala como? De novo. Aí
- 39:43tu falei errado? Sim. Não, cara. Não
- 39:45é porque eu erro também, que tá certo, cara. Não,
- 39:47mas não... Eu quero dizer que tipo, não
- 39:49é... Porque o por causa de que, tá
- 39:52errado mesmo. Célebro, não tem... Tá
- 39:55errado mesmo. É, cara, isso é gíria, pô. Me
- 40:00arrama, meu amor. É, cara, o Rio de Janeiro ele
- 40:04tem um lance com R e foda, assim. O
- 40:06S vira X, às vezes o S vira R. É
- 40:10minha irmã. Foda, foda. Cara,
- 40:13mas eu gosto, cara, eu gosto de... Erro.
- 40:16Eu gosto, cara, eu acho engraçado. O
- 40:18que eu mais gosto é Talba. Talba
- 40:20é bom também. Ah, eu... Chamar
- 40:24AM de ERM, eu furo que eu acho muito bom. Isso
- 40:26não é impossível, não é? Você
- 40:27tá inventando. Não, eu vi. Ah,
- 40:29AM vira ERM. O cara que dobrava e chamava
- 40:32de ERM, dobrava AM. Outro bom é, outro bom é drobar
- 40:35também, drobar. E ele trabalhava com isso e
- 40:37ele falava. ERM? Ele falava ERM. Puta
- 40:40foda, impossível. Ah, cara, deixa eu ver o que
- 40:43mais tem de maneira. Cara, porque as pessoas falam de
- 40:45lei. Ah, como assim? É
- 40:47uma gíria? Não. É de lei, é de lei. Sim,
- 40:50é de lei, mas eu noto que tem um monte de gente que
- 40:51fala de lei. Sim, mas... Isso
- 40:53é de lei, mas tem que ter. Não,
- 40:55não, não, como... Não, cara, de lei é o efeito,
- 40:58cara. Ah, tá, vira gíria de lei. Ah,
- 41:02o de lei. É, as pessoas já viram que...
- 41:04Ah, porque eles também que... A
- 41:05gente trabalha com... Trabalha
- 41:06com... Não, não, tipo, galera que
- 41:07trampa. Mas a ideia é meio que um...
- 41:09É de lei, em inglês é de
- 41:11lei. A pronúncia que normalmente é
- 41:13de lei. É só o di, que não é tão
- 41:15pra baixo, né? Di, é com na pontinha da
- 41:18linda. É que o pessoal fala de lei.
- 41:19Sim, então, é porque é meio que
- 41:21uma... Anglicismo aí do de lei. Anglicismo,
- 41:24você tem. É, de lei. Ah,
- 41:26mas é normal, cara, a língua, Alexandre, é isso,
- 41:28pô. Tu vai evoluindo, ela, sabe?
- 41:31Agora, a palavra, pindaíba. Da
- 41:33onde? É do lugar, né? É
- 41:35um lugar. É, ela só tem no português
- 41:38brasileiro também. Sim, porque ela é um lugar, não
- 41:40é? Não. Não é uma cidade? Não.
- 41:42Estade de turma de pobre, é isso, que tu pensou?
- 41:45Não, não, não, isso. Pindaíba.
- 41:48Pindaíba. É que você me acaba a
- 41:50separar as coisas, né? Olha o vídeo de pinar as
- 41:53coisas, daí. Ao verbo empinar. Tu
- 41:56acha que tem a ver com isso? Não,
- 41:57não. Pinda, pinar, tipo, Pinterest. Ah,
- 42:00pin? Aham. Pin, daí, ba, sabe? Vem
- 42:04da minha cabeça. Não tem nada, não me enxombar,
- 42:06é? É, tipo, é em inglês?
- 42:09Português e gaúcha, assim, na minha
- 42:11cabeça. Língua gaúcha, né? Sempre
- 42:14se para, é muito, muito difícil jogar aqueles jogos
- 42:16de mimica comigo, que é... Imaginação,
- 42:20imaginação. É horrível, porque ninguém...
- 42:22As pessoas erram muito, cara.
- 42:24Quando eu vou explicar uma
- 42:25palavra, elas conseguem ver dessa forma. Tu
- 42:28explica pin e aí tu faz um pin. Aí
- 42:30o dato dá alguma coisa. E o ba... Não,
- 42:34não, ba. Aí eu vou mostrar o AI,
- 42:36mostrar o chão. Pô, aí tu ia regaçar todo o
- 42:40mundo, que é tão maluco. E o ba é fazer dança do
- 42:42pezinho, que é do gaúcho. Ah,
- 42:44olha aí. É, não é, é, eu sei, eu sou
- 42:48os piores jogadores de imaginação que existem.
- 42:50Legal, cara. Na
- 42:51verdade, a palavra pindaíba tem duas origens, e não
- 42:55sabemos qual que é a verdadeira. Mas
- 42:57as duas são muito interessantes. A
- 42:59primeira, ela vem do tupi, que é uma pindaíua, que é
- 43:04uma planta nativa aqui no Brasil. Que
- 43:06os indígenas pegam essa planta, porque o galho dela
- 43:10é flexível. Da pindaíua. E
- 43:12aí, os indígenas pegam essas plantas da pindaíua
- 43:16para fazer vara de pescar. E
- 43:18aí, tipo, o que acontece? Pinda
- 43:20é anzol, iua é vara. Então é pindaíua, é vara de
- 43:25pescar. E aí, segundo, o
- 43:27anternonacense, o anternonacense, ele falou
- 43:30estar na pindaíba, significa que se está ferrado de
- 43:33grana, você tem que pescar para comer. Ah,
- 43:36pois é. Ah, essa eu gostei. É,
- 43:38mas o outro significado é bem legal, que é do
- 43:41quimbundo, que é da língua faladengola. Que
- 43:44é o termo composto que vem de imbindaíba, imbindaíba. É
- 43:49que é difícil de falar, imbindaíba, que é o termo
- 43:52de imbinda, que significa miséria, e uaíba, que é
- 43:54feia. Ou seja, miséria é feia. Ah,
- 43:57gostei mais do primeiro, né? Do
- 43:58indígena. Pinda e ua. A
- 44:00indígena ganhou, acho. Pode ser, pode ser um dos dois
- 44:02aí, a gente não sabe qual que é. Agora,
- 44:04minha favorita, cara. Desse episódio que eu mais
- 44:06gostei, é a palavra porcelana. Lana
- 44:10tem a ver com Lana Marmulher muito macia? Não,
- 44:14porque tipo, por ser... Uma mulher muito macia? Da
- 44:17época, tipo assim, ah, por ser Lana, sabe? Não,
- 44:22cara. Não tem essa curtação? Não,
- 44:24derrotou, derrotou, derrotou. Lana,
- 44:26mulher muito macia. E porcelana com ser, né,
- 44:29cara? Não, mas a língua é viva. Ah,
- 44:33perfeito. A porcelana, Alexandre, né? É
- 44:35um material que fabricado na China há muitos anos. E
- 44:39os mercadores europeus trouxeram pra Europa,
- 44:42principalmente no renascimento. E
- 44:43essa loça, né, feita de porcelana, era meio que
- 44:46top, né? Mas, a mais cara, tal. A
- 44:50mais mais. E aí, e aí se liga, se
- 44:52liga. A porcelana do italiano, ela
- 44:56veio com esse nome porque porcella significa porquinha.
- 45:02Só que, não a porca pequena e
- 45:04sim uma concha. A concha que aqui no Brasil
- 45:07se chama de buzio, tá ligado, buzio? Jogar
- 45:09os buzios. Isso, lá eles chamam de porcela.
- 45:12E aí, olha que doideira. Por
- 45:14que que chamam essa concha de porcela? Lá
- 45:17na Itália. Porque o formato do buzio parece
- 45:22o órgão sexual de uma porca. Piquena.
- 45:25A buzitinha, por... Simplesmente.
- 45:29Ah, boa origem. Caralho, cara. Porque
- 45:33parece, né? A conchinha... Eu
- 45:35já não sei. A conchinha, não, cara. Não
- 45:38quero falar sobre isso, cara. Não,
- 45:39cara. Tô falando assim, o material,
- 45:41a porcelana, ela parece com o material porque estão
- 45:45deslegais. O meu advogado. Eu
- 45:48firmei a fastada esse tipo de comentário. Muito
- 45:50bem, Alexandre Niguel. Pra terminarmos esse episódio,
- 45:55Interessantíssimo, com muitas curiosidades, A palavra
- 45:57capeta. Quem você acha? Capeta.
- 46:01Carim, capeta. Carim, capeta, mano. Ah,
- 46:05cara, não. Eu... Capeta, tieta, cap... Cap...
- 46:09cap... caponi, cap... Não...
- 46:11uma fruta? Essa dá pra você pegar. Eu
- 46:14acho que você precisa se esforçar. Cap...
- 46:17capa de cortar? Ah, não sei, cara. Capeta.
- 46:20Primeiro vem de capa mesmo. Capa.
- 46:23E eta é um diminutivo, Então é uma capa pequena.
- 46:27E por que que virou o diabo?
- 46:29Né? Por que que a palavra
- 46:30capeta, Aqui no Brasil, Tá, é uma coisa brasileira
- 46:34também. Significa o capeta, coisa ruim, o...
- 46:38O... o... Como
- 46:38é? O cheiro de criança. O
- 46:39cheiro de criança. Esqueci os termos, os nomes do
- 46:42capeta. Por que? As
- 46:44representações antigas mostrava eles usando uma
- 46:46capinha. Hummm. Pois é. E
- 46:49aí o nome... Faça tida na minha cabeça. O
- 46:51nome capeta, inclusive, não aparece na Bíblia. Pô,
- 46:54cara, é muito óbvio na verdade, Capeta, é muito
- 46:56óbvio. É, pô. Por
- 46:57isso que eu falei que tu consegue pegar. E
- 46:59a Bíblia... A Bíblia não descreve a
- 47:00aparência do diabo. Não? Do capeta, não. Então
- 47:03ele pode ser de qualquer jeito. Assim,
- 47:05o que a gente sabe é que Lucifer, Que vai, né, ter
- 47:08um desenvolvimento de personagem, E vai virar o
- 47:12capeta, Ele era gatíssimo. Hummm.
- 47:15Ele era muito bonito, isso que a gente sabe. Agora,
- 47:17ou coisa ruim mesmo, o diabo, A gente não sabe
- 47:19como é que ele é. Daí é de outros livros. É,
- 47:22não, aí já não é Bíblia. É,
- 47:23mas outra coisa. Sacou? Sacei. 15 palavrinhas aí
- 47:27que você vai decorar. Né? Não se esqueça do torcedor,
- 47:30Que você pediu pra eu te lembrar. Bíblia,
- 47:32manda episódio, cara. Me manda episódio. Tá,
- 47:34eu te mando episódio inteiro. Tá,
- 47:36vou então. Então é isso, Alexandre, essa é
- 47:37a origem das palavras 2. Pessoal,
- 47:44espalhem esse episódio. Espalhem.
- 47:46Sigam a gente nas redes sociais. Sim.
- 47:49Minha rouba é Alexandre Nickel, N, I, C, K, L. N.
- 47:54Ah, muito claro. Você faz isso há 10 anos, será?
- 47:58O Instagram é a história pros
- 48:00brothers. Aham. E tu, vixinho. Arruba
- 48:02a profe, Victor Suárez. E no Twitter a gente também
- 48:04é a história pros brus. Então
- 48:05segue a gente, compartilha o episódio. Compartilha
- 48:07os reels, que o Mateus tá fazendo ultimamente. Tá
- 48:10muito legal. Tá, vai lá no Instagram pra
- 48:11você ver. E... Chega aí, manda pra alguém
- 48:15aí que você não conhece. Srega
- 48:16no número pro WhatsApp. Compartilha
- 48:18nos stories e marca a gente. Porque
- 48:19a gente vai te agradecer. E
- 48:21também porque, enfim, vai ajudar o nosso trabalho.
- 48:23Né, Alexandre? E
- 48:23o Alexandre tá com press. Isso,
- 48:24eu tô com press, tem que sair aqui. Então,
- 48:26beijo. Um beijo, tchau.