Latest / Café com Dungeon / RPG Show: A Quarta Agenda? #0013
Transcript
- 0:00Chega mais, eu vou contar para vocês 3 casos rápidos aqui, eu
- 0:06peço que vocês guardem eles no bolso, tá?
- 0:09Primeiro caso é de um jogo onde tinha um urso.
- 0:13Esse urso era um druida, na verdade, e ele queria escalar
- 0:16uma parede lisa de uma sala típica de dângeon, e o grupo
- 0:20olhou feio para caramba para o cara que decidiu que iria tentar
- 0:23escalar essa parede, porque o grupo olhou e falou, caramba, o
- 0:26teu personagem nem tentaria, cara, é meio ridículo esse urso
- 0:29escalar essa parede, aí o cara fala, dane-se.
- 0:32Eu tenho +20 na rolagem aqui e vai rolar.
- 0:35E rolou. O segundo caso é um caso que
- 0:39aconteceu na string de ouro e Glória, que rolou lá no pedido,
- 0:43no play, que o mestrava um hexcroll lá e que o Ramon
- 0:47mineiro, ele tinha um personagem chamado m boi mirim.
- 0:51Esse personagem, ele era todo der Devil assim, ele era meio
- 0:56ele era meio temerário, não é? Ele arriscava muito, ele era
- 1:00meio imprudente. O Ramon queria desenhar esse
- 1:02personagem dessa forma. E aí, lá pelas tantas, zumbi de
- 1:05uma floresta perigosíssima. Inclusive tinha gente que já
- 1:08tinha morrido nessa floresta. De noite ele chega e fala, não,
- 1:12eu vou até o Rio, vou caminhar até o Rio, vou fazer xixi lá.
- 1:15E o Rio era longe. E aí ele assumiu 11 chance
- 1:20imensa de encontratório com uma criatura mortífera ali.
- 1:25O terceiro caso foi um jogo de investigação o jogador.
- 1:30O jogador, ele ficou ali numa cena em que estava pegando fogo
- 1:34num galpão. Ele estava ali dentro.
- 1:37Ele ficou entre deixar esse personagem morrer, porque isso
- 1:41IA fechar legal um arco de personagem, mas ele podia também
- 1:45prosseguir vivo, né? Lutando pela vida do personagem,
- 1:48como o próprio personagem faria. São 3 casos que eu queria que
- 1:53vocês guardassem no bolso, porque a gente vai analisar mais
- 1:56para frente. Mas no caso do urso, né?
- 1:59Deu treta porque o jogo dava condições para o urso subir a
- 2:03parede. Não é ainda que o resto da
- 2:06galera olhou e falou, cara. Não parece ver o símio isso?
- 2:11No caso do origlória e do personagem do Ramon, ele queria
- 2:14desenvolver o personagem dele, né?
- 2:16Que era destemido, inexperiente, temerário e tal.
- 2:19Mas o jogo não favorecia isso, né?
- 2:22É o jogo. Seria extremamente punitivo com
- 2:24ele ali já. O caso do investigador, o
- 2:28jogador, ele, ele estava ali entre, seguiu o personagem dele,
- 2:34fazia faria, né? Se fosse ele ou cumprir um Marco
- 2:38de história muito interessante para aquele tipo de jogo, né?
- 2:41E a gente vê aí que são 3 conflitos.
- 2:45De agenda criativa. Mas agora você imagina você e
- 2:49seus amigos jogando RPG num palco, num teatro, 300 pessoas
- 2:54observando vocês esperando o entretenimento, e acontece
- 3:00qualquer uma dessas 3 situações aí e você me diz, você vai
- 3:04decidir de acordo com o que seria natural que o seu
- 3:07personagem fazer? Você decidiria agir de acordo
- 3:11com o que tem mais chance de sucesso ou você decidiria agir.
- 3:17De acordo com o que fica melhor para a história, o que será que
- 3:21se faria se você estivesse jogando o seu personagem para
- 3:25300 pessoas esperando entretenimento?
- 3:28Me diz aí? Um café oncave Cave com quê
- 3:44Cave? Bom dia amigos do café com
- 3:49Danger, estamos aqui para mais um episódio do seu podcast
- 3:52matinal favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 3:56Meu nome é Rafael baubi e hoje o meu café é cenográfico, mas
- 4:01assim que terminar essa gravação aqui eu vou tomar o meu café
- 4:04ovelha negra de toda a manhã. Uma gente aqui delicioso nessa
- 4:09essa marca magenta da ovelha negra.
- 4:11E se você quiser ouvir o podcast tomando um café delicioso como
- 4:15esse né? Café artesanal ali, pequenos
- 4:18produtores e tudo mais, você pode utilizar o cupom CCD.
- 4:23De café com. E o vile negra cafes.com.br e
- 4:25você consegue um desconto. Se você for assinante do café
- 4:28com Danger, você tem cupons especiais progressivos, né?
- 4:30E além disso, participa de sorteio de quase 2 kg de café.
- 4:36Ouvia negra entre trips, combo de vários sabores diferentes e
- 4:41pacotes do Torra média. Então, cara, assinante do café
- 4:46com danjão corre o risco de receber café especial em casa?
- 4:50Olha que beleza. Além disso, essa semana também
- 4:54teve sorteio aí, né? Então teve 3 cópias do Rio tama,
- 4:58da rugby maning. Se você não conhece esse jogo, a
- 5:01gente fez o episódio recente que a gente distribuiu também os
- 5:04assinantes 3 cópias do the Dark Eye, que é uma espécie de day d
- 5:08alemão lançado pela retropunk. E a gente também fez o sorteio
- 5:13de 3 cópias do ascholette da caramelo jogos também, que é um
- 5:18jogo, já é um cenário mais voltado para o old School, aí
- 5:22muito interessante. E bom, se você quiser se tornar
- 5:25um assinante para concorrer, isso tudo vai lá em apoia.se
- 5:29barra, café com danjão e ainda recebe conteúdo extra e
- 5:32participa de sorteios e tem cupons e ainda ajuda a gente a
- 5:36ter mais episódios e mais conteúdo na semana, beleza?
- 5:40Bom, hoje a gente vai falar de um tema específico, né?
- 5:44Que volta e meia a gente debate aqui no café com o danjão, que é
- 5:47a relação entre mídia, ERPGRPGE, show.
- 5:51Mas agora a gente vai fazer isso a partir da ideia de agendas
- 5:53criativas. Mas antes vamos para a leitura
- 5:57de enquete, o episódio anterior sobre Delta Grimm, eu perguntei,
- 6:02e aí, você prefere jogar Delta Grimm antes ou depois do advento
- 6:07da internet e dos celulares? E uma maioria ali justinha ali,
- 6:12quase que empatando, 58,3% das pessoas disse que prefere antes.
- 6:20Antes do advento da internet do celular, então a galera prefere
- 6:23um rolê mais mais mais velho. Prefere não Delta Grimm aí dos
- 6:27anos 60. Nos até dos dos 90 tá valendo,
- 6:31né? E eu perguntei, por que você
- 6:34seria recrutado pelo Delta Grimm?
- 6:37E aí tem várias respostas interessantes, eu vou ler 3
- 6:39aqui, né? Teve OJLMR 73, falou que ele
- 6:43seria contactado depois de realizar 11 exame de endoscopia
- 6:48e vislumbrar é uma criatura nas entranhas do paciente.
- 6:53Depois de uma investigação e de perguntas erradas, ele receberia
- 6:58um envelope em sua porta. Apenas o endereço, o.
- 7:04Rodrigo Figueiredo falou que ele escavou muita coisa antiga e
- 7:08bizarra na Antártica, que por isso ele seria recrutado.
- 7:12E o doido é que o Rodrigo Figueiredo grande Rodrigo, ele
- 7:16de fato faz umas expedições na Antártica lá.
- 7:18Então cara, está bem próximo, né?
- 7:20Isso aí. E o Marcos Gonçalves, me
- 7:23identifiquei muito com o depoimento dele aqui, que me
- 7:26falou que lhe daria um bom chefe de operações do Delta green
- 7:30depois de tanto ter jogado. O excom e cara, joguei muito
- 7:35excom antigo lá dos dos anos 90, né?
- 7:37O de 94. Cara, que jogo terror, velho.
- 7:40Aquele jogo ali. Realmente quem viveu, viveu.
- 7:45Ela é muito doido. Bom, vamos lá, vamos pro
- 7:48episódio de hoje. OK, gravando silêncio do
- 8:00estúdio. Hoje a gente vai voltar para
- 8:05analisar de novo RPG show, só que agora a gente vai debater
- 8:09esse tema a partir de outras perspectivas, né?
- 8:12É, na primeira temporada a gente abordou esse tema no episódio
- 8:16411, que a gente falou sobre RPG midinguagem.
- 8:20No caso fui eu ter tolioni e o Diego barcello.
- 8:23E aí teve uma resposta a esse tema que O Mestre pedroca pediu
- 8:28para dar. Então ele veio aqui no café com
- 8:29danjão e trocou ideia com a gente falando sobre RPG como
- 8:33linguagem também, né? E aí depois, no episódio 426.
- 8:38Todos eles vão estar ali em casa.
- 8:39Aí no discutível do episódio, no episódio 426, vieram o gruntar e
- 8:44o as ecos para dar uma tréplica, né?
- 8:46Então eles trouxeram uma terceira observação aí sobre
- 8:49esse assunto de RPG como mídia, como linguagem, né?
- 8:54E foi muito legal esse debate, mas hoje a gente vai analisar
- 8:57isso tudo a partir da ideia de agendas criativas em jogos e no
- 9:02RPG, passando por definições mais gerais de agenda, né?
- 9:06E de estética do jogo. Mas.
- 9:09Visando um pouco a tão mal falada lente da teoria GNS.
- 9:14Do Ron AdWords, a gente entende que tem algumas algumas
- 9:18utilidades direto lá da sepultura, porque a galera adora
- 9:21enterrar a teoria da GNS, né? Mas bom, vamos começar por um
- 9:27gancho que eu deixei no episódio 2 dessa segunda temporada do
- 9:31café com danjão, que naquele episódio sobre todo O Mestre de
- 9:34RPG é um game designer. Lá eu fiz uma análise do lugar
- 9:40do mestre de RPGA partir dessa desse modelo MDA, né?
- 9:45Que é um modelo que diz respeito a mecânicos, dinâmicas e
- 9:47estéticas. E aí eu estava tentando entender
- 9:51onde O Mestre se situa nesse modelo.
- 9:54Esse modelo ele faz o seguinte, ele coloca de um lado o game
- 9:57designer, né? Ele coloca o game designer do
- 10:00lado do m do MDAE, ele coloca na outra extremidade os jogadores,
- 10:05né? Junto do a do MDA jogadores.
- 10:08Eles então sentiriam a estética e jogariam através das dinâmicas
- 10:12e o e o game designer, ele usaria as mecânicas para
- 10:16construir esse espaço dinâmico que os jogadores.
- 10:19Usariam para experimentar? As estéticas, né?
- 10:23Então, Oo jeito de criar uma estética para o game designer é
- 10:28construindo mecânicas que impactem em dinâmicas.
- 10:30E o jogador? Ele sente as estéticas conforme
- 10:34ele engaja com as dinâmicas propostas.
- 10:38Para entender o lugar do mestre dentro disso, né?
- 10:41Eu comecei a entender que O Mestre, muitas vezes ele ele
- 10:44toma é as rédeas do jogo para poder ele imprimir uma
- 10:49experiência ali. Então eu entendo que dentro
- 10:52desse framework, dentro desse modelo MDAO mestre, muitas vezes
- 10:57ele ficaria como um atravessador dessa experiência entre o game
- 11:00designer e as mecânicas. Mas ele faria isso?
- 11:05Não de uma maneira massificada, porque o game design faz isso,
- 11:09né? O game design, ele é uma
- 11:11ferramenta. De massificar a experiência, de
- 11:14construir a experiência para ser experimentada por muita gente.
- 11:20E o game designer? Ele tem essa função, mas O
- 11:22Mestre não. O Mestre está talhando a
- 11:24experiência para as pessoas participantes do jogo dele na
- 11:28mesa dele como um artesão, não é não como um game designer.
- 11:33E aí não haveria um compromisso, um público em geral, né?
- 11:37O game designer, sim, ele está construindo uma experiência de
- 11:40jogo que tem que ser experimentada por 11 grande
- 11:43número de pessoas. Já O Mestre não.
- 11:45Ele pega essas, esse espaço mecânico que o gamesigner propôs
- 11:49e ele utiliza de determinada forma, ele tá ele de determinada
- 11:53forma, ele ele aplica aquilo, né?
- 11:57De acordo com a sua interpretação, para aquele grupo
- 12:00de pessoas que está na frente dele ali.
- 12:02Então, O Mestre, em determinados pontos, até os próprios
- 12:05jogadores, eles sairiam no RPG dessa ponta do ar, do MDA.
- 12:11Iria para a ponta do m, né? Do MDA.
- 12:14Só que aí eu tive que fazer uma ressalva.
- 12:17Essa ressalva foi importante porque eu estava pensando no
- 12:20mestre de jogo, que só joga com a galera dele ali na mesa,
- 12:26isolado. Mas.
- 12:29Existe uma exceção que a gente tem que fazer às strings de
- 12:33jogo, aos jogos gravados também. AURPG no teatro e a gente sabe
- 12:38que hoje em dia tem esse tipo de coisa, por mais que fosse
- 12:41impensável nos anos 90, hoje em dia tem grupo que se reúne ali
- 12:45numa num, num palco e joga para 300 pessoas verem.
- 12:50Então, numa primeira olhada, esse modelo MDA, ele não vai
- 12:54servir para a gente analisar a relação de consumo, né?
- 12:58Do jogo de RPG visando show, porque OMDA é uma lente que
- 13:04busca entender a relação de consumo que tem entre o entre os
- 13:09jogadores e o game designer. E como o game designer imprime
- 13:14uma experiência para o seu público, não é?
- 13:17É através das mecânicas que imprimem dinâmicas que serão
- 13:20utilizadas pelos jogadores experimentando.
- 13:23Determinadas. Sensações, né?
- 13:25Determinadas estéticas, né? E essas estéticas estariam
- 13:30relacionadas ao que os jogadores buscam experimentar quando eles
- 13:33jogam um determinado jogo, né? Então, quando você fala que você
- 13:36está querendo experimentar um jogo assim, um jogo assado, você
- 13:40está pautando um pouco o tipo de estética que você quer
- 13:43experimentar ali. Então, você jogar um jogo de
- 13:46investigação, quer dizer que você está querendo experimentar
- 13:49essa estética, experimentar esse tipo de agenda criativa, a gente
- 13:54pode botar assim. Mas se a gente mesclar num num
- 13:58posto, né, o game designer e O Mestre de jogo nessa ponta do
- 14:02MDA ali na no m, mexendo nas mecânicas para produzir esse
- 14:06espaço dinâmico, et cetera, et cetera, a gente pode admitir que
- 14:12num jogo voltado para o público, né?
- 14:15Num jogo que se propõe a ser entretenimento para ser uma peça
- 14:20de mídia para entretenimento, a gente pode entender que essas
- 14:23estéticas. Esse espaço estético que os
- 14:27jogadores vão desfrutar, que O Mestre vai tentar talhar junto
- 14:31com game designer, ali, a partir do game, zigner o que os
- 14:33próprios jogadores vão tentar. Mexer, né?
- 14:36Pra chegar nessa estética, essa estética, ela tem que contemplar
- 14:39o público. Ela não, não, não pode só
- 14:42contemplar os próprios jogadores, é e aí nesse ponto,
- 14:47embola um pouco essa lente do MDA, mas de qualquer forma, OMDA
- 14:52traz algumas estéticas, né? Ele diz que os jogadores
- 14:55experimentam estéticas relativas à sensação, né?
- 14:59Ou seja, as sensações táticas, pegar 11 dado e jogar na mesa,
- 15:03né? Tem um outro framework aí que
- 15:06fala que chama isso de brinquedo.
- 15:08Né? Que é um tema que o Diogo
- 15:09Nogueira vem, inclusive experimentando recentemente, é,
- 15:13você pode ter a estética da fantasia e do faz de conta, você
- 15:18pode ter a estética da narrativa e do drama, você pode ter a
- 15:21estética do desafio, você pode ter a estética do
- 15:24companheirismo, da e do relacionamento social, também
- 15:29pode ter a estética da descoberta e da exploração ou da
- 15:33expressão e autodescoberta. E, finalmente, a estética do
- 15:38passatempo, né? Ou seja, você pode usufruir do
- 15:41jogo nessa. Essas toadas, nessas estéticas a
- 15:46dentro do que OMDA, diz. E aí a gente pode até pensar,
- 15:50né? Quais seriam as interações, as
- 15:53interseções que a gente pode ver entre essas estéticas que OMDA
- 15:57propõe e as estéticas que alguém que está vendo esse jogo poderia
- 16:03desfrutar? Isso é um exercício interessante
- 16:06de fazer. Então, de repente, a teoria MDA
- 16:09pode até ajudar a gente a tentar entender nesse ponto aqui, que.
- 16:14Acho que uma plateia gostaria é, é poderia usufruir e que os
- 16:19jogadores também usufruiriam em conjunto.
- 16:23E aí nesse ponto é uma coisa interessante, porque é os
- 16:27jogadores estariam conscientemente ali, né?
- 16:30Buscando certas estéticas para imprimir essa estética para o
- 16:34público. Nesse ponto, existe uma questão
- 16:37de meta jogo aí. Dizem que os últimos segredos do
- 16:44nosso planeta ainda estão escondidos debaixo das ondas do
- 16:46mar. Já chegamos à lua, mas ainda não
- 16:50chegamos ao fundo do oceano. Ouvimos lendas sobre mitos de
- 16:55corrupção e desgraça em abismos desconhecidos, como o triângulo
- 17:00das Bermudas no Caribe, a Fossa das Marianas, o Lago Michigan e
- 17:04o triângulo do dragão no mar do diabo.
- 17:08As ondas sussurram esses mistérios ancestrais sob a
- 17:12fachada aparentemente tranquila de águas azul Safira, enigmas
- 17:16obscuros e encruzilhadas onde o coincide e o desconhecido
- 17:21colhido em comum, ondas perdidas numa tempestade violenta em mar
- 17:24aberto. Dizem que há nas profundezas do
- 17:27oceano um poder ancestral que pulsa prestes a despertar.
- 17:35Essa história começa com um acidente grave, você?
- 17:38Acorda, você acorda, expedindo numa tosse engasgada, o sal
- 17:42corroendo a sua garganta, vomitando água Salobra aos
- 17:45borbotões, esvazia seus pulmões. Engasgados que ardem enquanto
- 17:48você tenta se encher de ar, uma dor muito forte no seu peito,
- 17:52como se você tivesse levado um soco na boca do estômago.
- 17:56Você olha em volta e nota que tá numa pequena faixa de Areia.
- 18:00No cemitério de naufrágio na Costa de uma ilha perdida no
- 18:04mar, um rastro de escombros impregnados com os resquícios
- 18:09dos mitos de Atlântida. Vá lá, galera do café, cobe
- 18:16aqui. Vim convidar cada um de vocês a
- 18:19investigarem os mitos de Atlântida, um jogo de horrores
- 18:23sobre vivência com sessões episódicas.
- 18:25A gente está abrindo a segunda temporada com mais de 40 pessoas
- 18:29que jogam horários bem diversos, manhã, tarde, noite, final de
- 18:33semana. Você joga quantas vezes quiser,
- 18:35sempre que você puder se formata.
- 18:37Ideal para quem não pode comprometer agenda fixa, mas
- 18:40quer participar de uma história aí num cenário vivo
- 18:43colaborativo? Lá a gente pratica o estilo ail
- 18:46of fantasy, que o Bob comenta bastante aqui no podcast, com
- 18:49muito foco em desafio, transparência, imersão.
- 18:54Se você curte jogos de horror e sobrevivência com muita
- 18:57investigação Sobrenatural, eu tenho certeza que você vai se
- 19:00divertir. Acesse o link na descrição do
- 19:03episódio e vem investigar os mitos com a gente.
- 19:12Voltando, canção. Vamos ao vivo?
- 19:19Tem um vídeo muito bom do canal black Lord games chamado you're
- 19:24not connector, ou seja, você não é um ator.
- 19:26Pare de atuar alguma coisa assim ele analisa, né?
- 19:31Essa questão da performance que se faz durante o jogo.
- 19:35Eu queria focar numa parte desse vídeo em que ele ele levanta uma
- 19:39discussão, né? Em torno da atuação do
- 19:43malumbrando e da viven Lee. Num filme preto e branco que ele
- 19:47aborda ali. Não lembro qual o filme agora,
- 19:49mas ele aborda 2 performances bem desiguais entre si.
- 19:54A Vivian Lee, ela está fazendo uma atuação consciente para um
- 19:57público, interpretando uma personagem ali, enquanto o
- 20:01Marlon Brando, segundo o autor desse vídeo, né?
- 20:04Ele estaria atuando de uma forma mais visceral, vivenciando esse
- 20:08personagem. Então a Vivian Lee saberia que
- 20:11era uma atriz, não é? Ela teria o tempo todo
- 20:13consciente. Ela é uma atriz atuando para o
- 20:16público, querendo convencer o público de que.
- 20:18Aquele personagem existe, né? Já um alumbrando, o italiano,
- 20:22uma autoilusão, né? Ele estaria ali acreditando que
- 20:25ele é aquele personagem, criando a ilusão do momento de que ele e
- 20:31o personagem são um ente só, uma coisa só.
- 20:34E o autor do vídeo faz uma associação disso com RPG de que
- 20:38esse tipo de imersão no personagem seria Oo tipo de
- 20:41imersão que acontece no RPG. Porque o objetivo seria
- 20:45vivenciar a magia desse momento que o que o Marlon Brando
- 20:48vivenciou, né? Que é você jogar em vestido do
- 20:51personagem, criando uma hiper-realidade na qual você
- 20:54joga, sendo ele, né? Seria essa imersão no personagem
- 21:00do RPGO Marlon Brando. Então ele não estaria atuando
- 21:03por uma plateia, ele estaria vivenciando.
- 21:06Esse personagem que é um malandro por um momento, ele não
- 21:09é mais o Marlon Brando, ele é o Stanley.
- 21:12Ao contrário de Vivian Lee, que estava o tempo todo ali, atuando
- 21:16tecnicamente para impressionar as pessoas na construção do
- 21:19personagem que ela está propondo ali.
- 21:21Então, são 2 atuações bem diferentes entre si.
- 21:24Uma delas, o autor do vídeo associa ao RPG.
- 21:28Eu não sou das artes dramáticas, sou meio leigo nesse assunto,
- 21:32mas eu sei que há métodos de atuação, e esses métodos às
- 21:37vezes defendem coisas diferentes.
- 21:39Essa coisa do Marlon Brando aí seria o que o pessoal chama de
- 21:42metodod, actor que é o ator que personifica o personagem.
- 21:47Ele é capaz de ficar meses a fio incorporado nesse personagem no
- 21:51seu dia a dia, né? Fazendo laboratório, por assim
- 21:54dizer, alguns casos famosos. Aí é, por exemplo, o Peter
- 21:57sellers, né? Que é um caso célebre, que ele
- 22:00até tinha uma certa patologia com isso, porque ele ele fez,
- 22:04por exemplo, inspetor cruzou no Pantera cor-de-rosa e fez um
- 22:08papel incrível com o doutor. Strangelove, né, que foi filmado
- 22:12pelo Kubrick. O fato é que ele tocava o terror
- 22:15na própria família, porque a própria família não tinha acesso
- 22:18ao Peter sellers, a família tinha acesso aos personagens o
- 22:22tempo todo, ele estava sempre encarnado, o personagem.
- 22:25Outro exemplo seria o Jim Carrey, né?
- 22:27O Jim Carrey está sempre fazendo ali o uma personificação muito,
- 22:32muito visceral também, né? Ele atuou fazendo Wendy, call
- 22:36of, que é um era um comediante, e a atuação dele foi tão
- 22:40primorosa, e a imersão dele nesse personagem foi tão
- 22:44profunda, que a própria viúva do wendy'sman chegou a chorar.
- 22:48Por conta dos trejeitos e insights de atuação que ele teve
- 22:52nessa nesse laboratório, né? E ela disse que pô, parece até
- 22:57que ele teve contato no além, porque tinha informações aí que
- 23:01ele pescou e trejeitos que o Jimmy carrey pescou que somente
- 23:06tendo contato com a ator ele conseguiria.
- 23:08Só que o ator já estava morto. Os outros exemplos que a gente
- 23:11tem aí é o Christian Bale, né? Com Batman, cavaleiro das
- 23:14trevas, ali o Jeremy strong que fez o Kindle Roy no sucesso.
- 23:19E o Robert De Niro que fez ali o taxidriver EOO poder do chefão 2
- 23:24e teve inclusive a Meryl Streep, né, que é a grande atriz que fez
- 23:30a Miranda pricele ali no diabo. O diabo veste veste prata, né?
- 23:34Eles todos seriam atores desse método, né?
- 23:36Esse método actor, mas eu sei que tem outros métodos, por
- 23:40exemplo, método estanislavski, né?
- 23:42Que tem uma outra ideia de entender que o ator, ele vai
- 23:46conscientemente atuar, né, sabendo que ele está atuando,
- 23:50né? Ele não larga isso.
- 23:52Ele busca para representar os sentimentos do personagem.
- 23:56Ele busca no seu próprio referencial, no seu, Na Na sua
- 23:59própria bagagem, uma bagagem emocional que seja compatível
- 24:04com o sentimento que o personagem estaria sentindo, né?
- 24:08Então, ela usa isso para simbolizar porque, afinal de
- 24:11contas, dificilmente uma pessoa, né?
- 24:1411 ator, uma atriz vai ter toda a bagagem emocional necessária
- 24:18para representar as emoções de outra pessoa, de outro ente,
- 24:22mesmo que fique fictício. Então, nesse ponto, ele busca
- 24:26paralelos, né? E uma coisa importante dentro
- 24:29disso é que se um ator for representar um bêbado, né, e ele
- 24:33vai lá e bebe como um gambá ali, dos garrafira, dos garrafas
- 24:38inteiras de 51 para representar esse bêbado, né?
- 24:42Para interpretar esse bêbado, pô, ele vai chegar no palco lá e
- 24:45vai esquecer suas falas, vai esquecer suas deixas, vai
- 24:49esbarrar no cenário, vai tropeçar no figurino, ele vai
- 24:53estragar o espetáculo. Por quê?
- 24:54Porque ele tem que saber que ele está interpretando um personagem
- 24:57bêbado em vez de ser. O bêbado e no RPG eu acho que
- 25:02isso tem muito a ver com essa ideia do metajugo, né?
- 25:05Da gente entender que a gente é jogador.
- 25:07Por mais imersão que você possa atingir, você jamais vai deixar
- 25:11de saber que você é você, que seu personagem é um personagem
- 25:17controlado por você e tal, e que ele não é você.
- 25:20Ainda que existe uma exista uma expressão sua ali, ele seja um
- 25:24pedaço seu, uma expressão sua, e ele faça uma interface sua com o
- 25:29mundo de aventuras. E haja sangramentos.
- 25:32Eu não acredito que haja um momento no RPG em que você
- 25:35esteja tão imerso no seu personagem, que você não consiga
- 25:38separar uma coisa da outra. E caso isso aconteça, inclusive
- 25:42eu, eu clamo aqui para que você busque ajuda profissional, um
- 25:46psicólogo, um psicólogo na terapia, porque eu acho que é
- 25:49importante que você não se perca, né?
- 25:51Esse espaço de meta jogo, ele sempre vai existir e é bom que
- 25:55ele exista. Então eu eu discordo inclusive
- 25:58desse dessa parte desse vídeo, né?
- 26:02É que cita essa essa questão da do ator, né?
- 26:07E inclusive, ele está defendendo ali que você não precisa ser um
- 26:10ator, mas ao mesmo tempo ele prega que você precisa
- 26:12imergiraesse.no na atuação. O que eu acho que é uma coisa
- 26:17que fica meio ruim no vídeo. Assim, apesar de ser um bom
- 26:20vídeo, eu gosto desse vídeo, mas enfim.
- 26:23Eu trouxe isso para a gente poder começar a entender que, se
- 26:26há esse espaço de meta jogo, você como jogador está tomando
- 26:31decisões conscientes do que você quer.
- 26:33Um pouco, né? E daí vem um pouco a ideia da
- 26:35agenda criativa. Agenda criativa é sabendo que a
- 26:39gente é jogador interpretando personagens de diversos momentos
- 26:43e graus de imersão diferente. Eu acho que dá para a gente
- 26:46dizer que a gente sabe que está jogando, então a gente não vai
- 26:52se desfazer dos nossos desejos. Estéticos enquanto os jogadores,
- 26:57né? É.
- 26:59Então a gente busca determinadas estéticas quando a gente
- 27:02ingressa em determinado jogo. Isso tem a ver com OMDA, né?
- 27:07Que trouxe ali aquelas estéticas, mas eu acho que você
- 27:10já deve ter me ouvido falar do café com danjão.
- 27:14Da the Ford, né? Que é essa esse fórum de
- 27:17discussão e debate sobre RPG nos anos 2000, né?
- 27:22E de que saiu da Ford teria saído ali essa geração inteira
- 27:25de game designers que escreveu ou pelo menos influenciou uma
- 27:30série de autores que escreveram jogos mais modernos que você
- 27:33deve jogar hoje em dia. Ou seja, é um fórum seminal de
- 27:37debate de RPG na internet. E essa galera, né?
- 27:41É falando aqui em estética de jogo, né?
- 27:45Essa galera o ronwards, né? O Vincent Baker também.
- 27:49Eles trouxeram essa ideia de agenda criativa nos RPGSE.
- 27:54Aí tem 11 blog chamado socratic design do troi, que ele fala que
- 27:59a agenda criativa é definida pela Ford como as prioridades de
- 28:04experiência estética dos jogadores.
- 28:06E seus efeitos em tudo o que acontece em mesa e que tem
- 28:10impacto sobre a ficção do jogo. Parece complexo, mas não é tão
- 28:14complexo assim, né? É o que ele está dizendo é que
- 28:17os jogadores, eles têm algumas prioridades, né?
- 28:20Eles têm algumas preferências ali, de experiência do jogo, de
- 28:24como eles vão sentir o jogo, de como eles vão buscar tomar suas
- 28:29decisões no jogo e de que isso precisa ter impacto na ficção do
- 28:33jogo. Ou seja, a gente está botando
- 28:35aqui é que. Diferente das estéticas que a
- 28:39gente vê no MDA, né? Propostas pelo MDA, as estéticas
- 28:45que são contempladas pelas agendas criativas, conforme
- 28:48costumadas ali pela Ford. Elas compreendem, né?
- 28:53Algumas estéticas que são concretas ao gameplay na mesa,
- 28:58dentro do jogo e não fora. E daí se a gente for comparar,
- 29:03por exemplo, fazer uma interseção entre o que é
- 29:06estética, de agenda criativa. Do da teoria GNS, da teoria da
- 29:11galera da Ford e as estéticas do MDAA.
- 29:14Gente, vai ver que a gente vai excluir essas agendas de aspecto
- 29:19social do jogo. Relações interpessoais,
- 29:23pertencimento, né? E passatempo também.
- 29:27Então, as estéticas propostas aí pela teoria GNS que essa teoria
- 29:32do gameismo, narrativismo semulacionismo, são essas
- 29:36agendas que dizem respeito ao jogo, né?
- 29:39Ou seja, a agenda gay. Esta ela diz as ela diz respeito
- 29:44a um jeito de se jogar, não é de tomar decisões e de ver essas e
- 29:48essas decisões se não impactando na ficção do jogo, o
- 29:51narrativismo também as a as agendas, né?
- 29:55Criativas do narrativismo as agendas narrativas, elas dizem
- 29:59respeito à expectativa dos jogadores é tomarem decisões de
- 30:04acordo com a história, né? Com com a cotação de história e
- 30:07que isso encontre mecânicas que. As contemple na ficção a mesma
- 30:14coisa para agenda simulacionista, ou seja, GNSE.
- 30:18Isso tudo forma esse momento teórico mais criticado de todos
- 30:22os tempos no mundo do RPG, mas que eventualmente a gente pode
- 30:26resgatar aqui e usar como uma lente para análise de algumas
- 30:31coisas, inclusive disso aqui que eu vou trazer, né?
- 30:34Então a gente pode botar que a agenda gamista.
- 30:39Leva o jogador, né? Ou seja, retrata o jogador que
- 30:42vai para jogo, né? É para decidir as coisas de
- 30:46acordo com a melhor performance do seu personagem.
- 30:50Ou seja, é quando a gente fala de gameismo, a gente está
- 30:53falando que o jogador vai decidir o que é melhor para
- 30:56superar um obstáculo de acordo com a sua melhor chance, de
- 31:00acordo com a sua melhor aposta, de acordo com o que ele tem
- 31:03melhor em sua ficha, não é? Já a agenda narrativista é a
- 31:08agenda que leva o jogador a tomar decisões de ação de.
- 31:12Acordo com o que ele jogou, ele julga ser melhor para a
- 31:14história. História que se quer contar ali
- 31:18ou de acordo com o que ele acha que vai desenvolver melhor o
- 31:21personagem dele ou que vai dar mais sentido para os factos para
- 31:25os fatos da ficção, né? Esse isso é agenda narrativista.
- 31:30Já a agenda simulacionista. Ela leva o jogador a tomar
- 31:33decisões de acordo com o que seu personagem faria ou com as
- 31:37características e peculiaridades desse personagem, seu jeito de
- 31:40pensar a situação que ele se encontra.
- 31:43Verossimilhança? Em que ele se insere, né?
- 31:46E aí, essas são as 3 agendas da GNS.
- 31:50E essas 3 agendas? Elas têm mecânicas que as
- 31:55contemplam em maior ou menor escala.
- 31:59E aí, agora voltando, lembra que eu pedi pra você guardar no
- 32:02bolso? Aquele aqueles 3 causos lá
- 32:05dentro do episódio, então? O jogador que decide que foda-se
- 32:12ele vai usar OA Escalada do urso dele para subir a parede lisa de
- 32:16dentro da dângeon e dane-se. Ele está sendo gamista na sua
- 32:20agenda. Por quê?
- 32:21Porque ele está deixando de lado, por exemplo, o que o
- 32:23pessoal torceu o nariz que a gente.
- 32:27Verossimilhança do jogo a verossimilhança é uma agenda
- 32:30contemplar verossimilhança é uma agenda típica do do da
- 32:33simulação, né, e não do gameismo.
- 32:36Mas o jogador ali foi gameista, narrativista é o jogador que vai
- 32:39decidir ali. Que ele vai desenvolver o
- 32:42personagem dele, assumindo um risco para ir mijar lá no Rio,
- 32:47de noite, numa floresta perigosa.
- 32:49Por quê? Porque ele quer que o personagem
- 32:52dele pareça. Imprudente, temerário e tudo
- 32:56mais. Só que o jogo, de certa forma,
- 32:59pune, né? Ele pode morrer por conta disso.
- 33:02E a morte do personagem, nesse desenvolvimento de personagens,
- 33:06é uma coisa um pouco desconjuntada para quem tem uma
- 33:09agenda de contar uma história. Já o simulacionista é aquele
- 33:12caso ali do jogador decidindo que ele vai lutar contra a sua
- 33:15própria morte dentro do galpão, pegando fogo.
- 33:19Sem dar qualquer chance para falhas, né?
- 33:22Sendo que. De repente, ele ficar preso
- 33:24naquele galpão e morrer poderia ser mais mais interessante para
- 33:28um jogo que quer emular uma série de TVE.
- 33:32Aquilo poderia ser um momento bom de história para o
- 33:36personagem dele ter um fim, mas entrou em conflito.
- 33:39Ele seguia o que o personagem dele faria ou ele seguiria o que
- 33:44ficaria melhor para a história, né?
- 33:46Então a gente tem aí 3 agendas que a gente colocou ali e
- 33:50evidenciou alguns conflitos dessas agendas.
- 33:53Mas o fato é que existem essas agendas aí a gente consegue.
- 33:57Ver esse fenômeno, né? Eu acho que a gente pode até ter
- 33:59críticas e dizer que não essas agendas, elas estão o tempo todo
- 34:03existindo dentro do do RPGE coexistindo, dentro do RPG, mas
- 34:08nesses momentos, principalmente nesses momentos de conflito, a
- 34:11gente consegue perceber elas, né?
- 34:18Venham cá, venham cá, vivem. Vibrem com o nosso grupo.
- 34:25De. Jovens do tão bellamente para
- 34:29salvar sua cidade pacata. De um mal antigo, com a ajuda e
- 34:34sacrifício do lendário guerreiro casamir.
- 34:39Juntos, eles conseguiram se livrar dos Matos vivos que
- 34:44assolavam nossas ruas, e também do Cerro de poder, que era usado
- 34:50para fins malignos pela misteriosa figura de são primo.
- 34:55Esses jovens, Ah, esses jovens acabaram ficando conhecidos com
- 35:01os rebeldes de ladrão que agora o saldão.
- 35:08Agora, 8 anos já se passaram e como consequência dos eventos de
- 35:15outrora. A cidade volta a ser reconhecida
- 35:19como uma grande paragem para heróis e passe a ser frequentada
- 35:26também por aventureiros de todo o que acaba atraindo obviamente
- 35:33novos problemas. Mas ninguém, ninguém atrai mais
- 35:39problemas do que. Cádio.
- 35:42O forasteiro que chega a passagem.
- 35:47Com um segredo perigoso que afeta diretamente os nossos.
- 35:53Heróis. Começou a segunda.
- 35:58Temporada de passagem de ladão do canal noite de jogo.
- 36:04Você não precisa ter visto a primeira temporada para
- 36:07acompanhar não o senhor. Com o arco completo de 8
- 36:12episódios 90 minutos, a série é composta por episódios de alta
- 36:18qualidade e misturam narrativas envolvente e cheias de aventuras
- 36:23a garantir o entusiasmo dos nossos jogadores.
- 36:27E da audiência? São gravados no estúdio próprio,
- 36:32posteriormente editados. Além disso, filmamos os combates
- 36:37de pé, valorizando os nossos mapas de Batalha e miniaturas e
- 36:43inserindo efeitos visuais, sonorização e animações durante
- 36:47o combate, trazendo todo o mundo para pertinho de nós em nosso
- 36:52universo. Além disso, criamos mapas de
- 36:56Batalha detalhados imersivos para transportar os nossos
- 37:00jogadores para o mundo. De passagem de ladrão e
- 37:04apresentálo para o público, não apenas os mapas, mas também as
- 37:09miniaturas de cada personagem, de cada oponente, são
- 37:13desenvolvidas para dar vida à aventura.
- 37:18Siga o link do canal do noite de jogo no YouTube e conheça esse
- 37:24mundo da aventura. O ar vai.
- 37:48E aí voltando para as para as strins, né?
- 37:51É agora que a gente já visitou as agendas criativas da GNS.
- 37:55Eu diria que é para a gente fazer um desvio rapidinho aqui
- 37:58para a gente, para a gente pensar numa pesquisa que eu fiz
- 38:02no Twitter há um tempo atrás, quando eu vi que eu tinha um
- 38:05público geral ali, em média, uma geração mais nova do que o meu
- 38:09público tradicional. Então, no Twitter, AA galera que
- 38:13estava me seguindo era mais nova, novinha.
- 38:15E eu perguntei para essa galera de forma geral, soltei essa,
- 38:19perguntando se tinha alguém que começou a jogar RPGE só tenha
- 38:24jogado RPG no contexto de streaming.
- 38:27E para minha surpresa, teve teve gente falando que sim, que nunca
- 38:31jogou RPG fora de streaming, né? Como foi o caso da FEI, por
- 38:36exemplo, que é uma streamer que mora lá na China.
- 38:39E ela jogou comigo uma mesa de Terra média para a galera ali da
- 38:43cerveja Terra leste. E foi muito legal.
- 38:46Mas o fato é que ela ela nunca jogou RG fora da Twitch.
- 38:50Né? Ela sempre jogou RPG com essa
- 38:52experiência do RPG show ORPG com plateia.
- 38:56O que é muito curioso, né? É ver que existe essa
- 38:59perspectiva de alguém que nunca jogou RPG fora desse ambiente,
- 39:03fora dessa agenda de mostrar o jogo.
- 39:07E aí são muitos motivos para o jogador engajar com o jogo, mas
- 39:11o que é que será que fica melhor para o público dentro dessas
- 39:15agendas possíveis? Não é?
- 39:17Será que tem 11? Resposta não é de qual seria a
- 39:21estética. Mais apropriada para que haja
- 39:24aderência de público assistindo RPGE.
- 39:28Aí eu me ponho a perguntar, a investigar, né?
- 39:32Será que dá para usar essa lente da GNS, né?
- 39:35Dessas 3 agendas criativas para entender isso.
- 39:40Será que algumas das 3 agendas da GNS serviriam melhor como
- 39:44espetáculo, né? Para produzir mídias de
- 39:47entretenimento, aí, bom, vamos pensar, que game, né?
- 39:53Jogo como esporte, será que dá caldo isso?
- 39:55A gente pensar que ORPG ele pode ser visto como é o futebol é
- 39:59visto, né? Como um esporte, como uma coisa
- 40:02que a gente vai ver a performance dos jogadores ali
- 40:04enquanto tática, né? Ver o jogador usar da melhor
- 40:08forma possível a sua ficha. De repente pensar em torneio,
- 40:13né? Quem sai da Dungeon com mais
- 40:15ouro? Ou com o mundo acontece no BCC,
- 40:18né? Que nos eventos eles botam um
- 40:19gongo imenso. E aí, quando morre alguém na
- 40:22Danger, eles tocam o gongo. E aí você tem a ficha carimbada
- 40:26e ganha o torneio. Quem morreu menos?
- 40:30Se. Esse tipo de agenda, será que
- 40:31funciona? Eu vejo 11 problema nisso, né?
- 40:34O problema é que esse tipo de estética para funcionar, né?
- 40:38Ou seja, essa agenda criativa do jogador para funcionar com o
- 40:42público, ela precisa de um certo conhecimento do funcionamento do
- 40:46jogo, né? Para que haja uma certa fruição.
- 40:49Que se a audiência tá vendo a gente jogar, tá tá vendo a gente
- 40:53tomar decisões, mas não entende essas decisões que a gente tá
- 40:55tomando. Talvez não seja um bom produto
- 40:59de mídia, né? Então há uma certa bagagem
- 41:03necessária pra se entender a minúcia do porquê que sei lá
- 41:07porque é que um mago tá usando magia XE, não uma magia y ou
- 41:11porquê que a galera do critical hoje chorou quando gastou 11
- 41:15desejo para determinada coisa ali, porque que ele se.
- 41:19Emocionaram com aquilo. Nem é.
- 41:20Você precisa entender um pouco o que que é o desejo, o que que o
- 41:23desejo podia fazer naquele jogo, né?
- 41:26E entender esse contexto precisa de uma certa, de um certo
- 41:30conhecimento sobre o jogo. Isso é um impeditivo, né?
- 41:35Já o narrativismo. Será que o narrativismo funciona
- 41:36melhor como agenda criativa pra RPG show?
- 41:41Bom, em teoria, a gente associa direto o narrativismo a isso
- 41:45porquê, porque o narrativismo, né?
- 41:47Ele tem essa relação com a narratologia dentro dos jogos e
- 41:51ele se relacionam muito ultimamente com.
- 41:54Stortelling, né? Com essa estética do cinema, do
- 41:57audiovisual, né? E muitos RPGs buscam esse
- 42:01contato, né? Buscam essas referências do
- 42:04cinema e do audiovisual, né? Fora isso, a gente tem ali
- 42:07técnicas de roteiro, arco de personagem.
- 42:10Antecipação, backuping, arma de tchekov.
- 42:14Todas essas técnicas, né? Elas são técnicas que não são
- 42:17nada estranhas para os jogadores de RPG, principalmente a galera
- 42:20que curte. É OOA cultura pop, essa coisa
- 42:24de. De cinema, cinema
- 42:26norte-americano, essas coisas, né?
- 42:29E aí eu queria trazer um problema possível dessa agenda,
- 42:33apesar de tudo, essa identificação que possa existir
- 42:35com o público, né? Eu consigo enxergar alguns
- 42:38problemas, né, porque a narrativa compartilhada, que é
- 42:40típica do RPG, ela talvez seja um ruído para a storytelling,
- 42:45aquela coisa da história, né, que a gente que a gente constrói
- 42:49no RPG, ela faz muito sentido para quem decidiu, para quem
- 42:53tomou as decisões de construção daquela história.
- 42:56Mas para quem não está participando disso, né?
- 43:01É isso, às vezes não faz muito sentido, principalmente porque
- 43:06muitas vezes o jogo não vai contemplar várias boas práticas
- 43:10de roteiro. Várias boas práticas de contação
- 43:13de história e tudo mais. E aí esse tipo de de história
- 43:19criada no RPG, ela faz muito sentido porque ela é nossa,
- 43:22porque a gente criou em conjunto essa história, porque o nosso
- 43:25grupo fez a sua maneira. E quem não faz parte do grupo,
- 43:29será que engaja? Né?
- 43:32Outra coisa interessante vem vem de um de um insight que eu tive
- 43:35no podcast noites gregas, que é sobre mitologia grega.
- 43:40Eu recomendo muito com o professor Moreno e ele falando
- 43:43da Ilíada. Ele diz que existe uma teoria de
- 43:45que a Ilíada teria sido escrita a muitas mãos ou até que o
- 43:49Homero teria sido. Muitos homeros não seria um só,
- 43:54mas ele diz que uma coisa que desabouna um pouco essa, essa
- 43:58teoria é que não se conhece. A gente não conhece muitos,
- 44:03muitas narrativas muito boas, muitos é a gente não, não
- 44:07conhece grandes narrativas da história que tenham sido
- 44:10construídas a muitas mãos. Olha que curioso, opinião,
- 44:14polêmica aí, né? Eu sei que tem séries que são
- 44:16escritas em conjunto, mas de forma geral é uma vontade
- 44:19criativa que dirige as demais. Eu entendo que aqui a gente está
- 44:23falando de agenda, né? E agenda é vontade do jogador
- 44:26dentro disso ou vontade do participante?
- 44:28E de fato, eu acho que conjugar as vontades criativas, né,
- 44:33dentro de uma construção de história.
- 44:36Te traz uma história que fica meio sem pena nem cabeça, né?
- 44:39Mas que faz todo sentido para quem construiu, para quem
- 44:42decidiu. E aí não engajaria com o público
- 44:44tanto assim. E a agenda simulacionista, né?
- 44:48Que é essa coisa de sentir esse mundo vivo, sentir essa
- 44:51hip-realidade imersão do personagem, sentir esse espaço
- 44:56imaginário e coletivo se materializando, né?
- 44:59De repente, a teatralidade dessa inversão profunda, a ponto de de
- 45:05você decidir as coisas como se estivesse na pele do personagem.
- 45:08Será que isso imprime legal para o público?
- 45:10Será que o público gostaria de ver isso?
- 45:12Será que o público gosta de ver isso, né?
- 45:15Alguém investido do seu personagem ali tomando, tomando
- 45:18as decisões no jogo? Acho que sim, mas também vejo um
- 45:21problema aqui, porque isso também faz mais sentido para
- 45:24quem está tomando as decisões, né?
- 45:27Esse imersão típica dos jogos é na interatividade, na agência, é
- 45:32no é, no, no é, no, é uma no que o no que o jogador escolhe, né?
- 45:38Mas o público não está escolhendo.
- 45:40Aquele mundo, né? Simulado aquela, aquele mundo
- 45:45vivo, aquela imersão. Ela é construída conforme você
- 45:49toma decisões e o público não está tomando as decisões.
- 45:52Logo, ele não engaja tanto. Também é aquele mundo fica menos
- 45:56materializado na frente dele do que fica para os jogadores, não
- 46:00é? E aí eu fico me perguntando,
- 46:03será que existe, de facto, uma agenda melhor que outra para RPG
- 46:09como produto de mídia? Ou será que de repente há uma
- 46:13quarta agenda possível dentro dessas estrutura da GNS?
- 46:19Bom, vamos investigar um pouco isso.
- 46:21Eu já joguei muito stream, já participei de muito stream, já
- 46:26produzi muito stream de jogo, né, muito game play, e conheci
- 46:31muito desse rolê, né, sofrido, sofrido, inclusive.
- 46:35E a gente se importa com o público, mas se importa muito,
- 46:39né, com o chat, com ritmo de jogo, se a galera está curtindo,
- 46:44depois a gente vê ali retenção e lê os comentários, vê se a
- 46:48galera engajou, curtiu, se a galera?
- 46:51Fez desenho dos personagens, não é se a galera fan ficou?
- 46:56Seria equivocado. Talvez a esses big Disney será
- 47:00equivocado pensar que talvez não haja uma das 3 agendas que
- 47:04funcionem melhor do que as outras pro RPG show, mas que
- 47:07talvez haja uma quarta agenda que levaria os jogadores a
- 47:11decidirem suas ações. Não de acordo com a melhor
- 47:14história ou com que o personagem faria ou com a melhor
- 47:18performance, mas que essa quarta agenda seria relativa ao que
- 47:23ficaria melhor para audiência. Como é que a gente pode
- 47:26descobrir se há essa agência, essa essa agenda criativa?
- 47:31Bom, lembra que eu falei que essas agendas criativas a gente
- 47:37percebe melhor? E o próprio Ron Edward percebeu
- 47:41melhor, né? Através dos conflitos da agenda
- 47:45criativa com as mecânicas. E se a gente lê o texto
- 47:49atentamente, o texto que que inaugura, né?
- 47:52A teoria GNS que eu vou deixar linkado no descritivo do
- 47:54episódio. Se a gente olhar com atenção, a
- 47:57gente vai ver que ele explora justamente essas esses
- 48:00contrastes, né? Ele vai analisar AGNS de acordo
- 48:04com as agendas criativas e como elas são traduzidas em impacto.
- 48:08No jogo, na ficção, pelas mecânicas, inclusive, é uma
- 48:12visão bem mecanicista, a do John AdWords, né?
- 48:16E aí analisando a partir disso, eu entendo que eu percebi melhor
- 48:21na prática que existem essas agendas, ainda que elas
- 48:25coexistam quase o tempo todo, é, a gente consegue perceber elas
- 48:29existirem separados justamente nesses momentos de contraste,
- 48:33nos momentos de conflito. Então daria talvez pra gente
- 48:38evidenciar. Coisa na prática.
- 48:41Vamos ver Ramón mineiro com seu personagem lá no Rio.
- 48:44Glória é o seu pequeno m boi mirim.
- 48:49Ele foi lá fazer xixi no Rio e precisou correr riscos.
- 48:54Pra Oo risco de encontrar inimigos mortíferos no caminho
- 48:58porque o jogo não contemplava ele com uma possibilidade, né?
- 49:02Dele escolher falhar com o seu personagem.
- 49:05Ou de repente falhar de forma segura, né?
- 49:08Ou gastar algum recurso narrativo para que ele não
- 49:11corresse riscos, né? A ponto de morrer?
- 49:15Para desenvolver sua personalidade, né?
- 49:17Para desenhar melhor sua personalidade ali.
- 49:19Ou seja, ele queria explorar. Uma faceta do personagem dele
- 49:23que era. Era descuidada, era juvenil e
- 49:27tal. Mas a mecânica que o jogo traz,
- 49:30as mecânicas do jogo traz. Né?
- 49:32De controle aleatório com uma criatura daquela daquele
- 49:35ambiente ali que era perigoso, era era uma mecânica de natureza
- 49:40simulacionista. E aí a gente vê o conflito.
- 49:43O jogador queria poder falhar, o jogador queria poder arriscar
- 49:48sem perder o personagem, que seria justamente interromper
- 49:52esse arco narrativo, essa construção de personagem, né?
- 49:55Então a gente vê claramente uma agenda criativa em conflito com
- 50:00uma mecânica, ou seja, essa mecânica de enquanto aleatória
- 50:04de risco que ele estava correndo ali não contemplou legal.
- 50:07A agenda narrativista do Ramon, e esse é um tipo clássico, assim
- 50:13111, exemplo típico de mecânica que não contempla uma agenda
- 50:16narrativa, mas a gente poderia pensar uma mecânica que
- 50:19contemplaria isso, por exemplo, a mecânica de fail Ford, né?
- 50:23Que é falhar para a frente que tem no culto sétima edição, né?
- 50:26No chamado de futuro tem muitos jogos aí, mas tem no spa
- 50:31desafiados, efetivos, sinistros, tem vários jogos diferentes, tem
- 50:34essa mecânica de falhar pra frente.
- 50:37E nessa ideia de falar pra frente, né, o jogador, ele até
- 50:41assumiria um risco e se ele, vamos supor, ele ele assumir um
- 50:45risco e falhou em vez dele, de repente pagar por isso com a
- 50:49morte, né? Se vamos supor que o risco dele
- 50:51foi justamente uma coisa bem perigosa, em vez dele pagar com
- 50:54a morte, Oo mestre podia guardar, né?
- 50:57Essa essa falha dele para impulsionar a narrativa, deixar
- 51:01que ele fizesse o que que o que que ele queria, que IA até o Rio
- 51:05e mijar, mas quando ele voltasse, de repente aparecia
- 51:07uma criatura que poderia ser um problema pra todo o grupo, O
- 51:10Mestre poderia. Escolher um outro momento pra.
- 51:14Um impulso narrativo e continuar o jogo, permitindo que o
- 51:17jogador, de forma segura, desenvolvesse a sua agenda de
- 51:21construção de personagem. Isso pode acontecer também com
- 51:23gasto de ponto de drama, né? Pro jogador falar, bom, eu vou
- 51:27fazer tal coisa em segurança, eu vou gastar um ponto de drama
- 51:30aqui e aí com isso eu consigo ir lá fazer xixi e correr um risco
- 51:35danado e voltar correndo assustado e falar, gente, fui
- 51:38fazer xixi e corri um risco danado, vi uma aranha gigante,
- 51:41sei lá, de repente isso permitiria que os jogadores
- 51:43insegurança. Pudesse errar, pudesse falhar ou
- 51:46pudesse construir. É o seu personagem sem correr um
- 51:49risco de morte. E aí seria uma mecânica típica
- 51:54de uma agenda narrativista. E se é no contraste que as
- 51:59agendas se evidenciam e a gente pode perceber melhor que existe,
- 52:05né? A gente pode tentar ver e
- 52:07experimentar, né? Ou pelo menos conjecturar aqui
- 52:12se há algum conflito de uma eventual quarta agenda criativa
- 52:17de jogo, né? Que essa seria essa agenda?
- 52:19De jogar pra uma plateia com mecânicas típicas das outras 3
- 52:24agendas. Por quê?
- 52:25Porque se houver um contraste, Eu Acredito que ela exista essa
- 52:30quarta agenda e que ela tem uma autonomia em relação aos demais,
- 52:33né? E aí, ela mereça, de repente,
- 52:35ser chamada de uma quarta agenda criativa.
- 52:39E aí, então, vamos lá, vamos investigar, vamos fazer esse
- 52:42exercício mental aqui. O que seria a quarta agenda
- 52:45criativa contra 11 mecânica de gameismo.
- 52:49Né? Então vou tentar fazer um modelo
- 52:52em algum momento, você jogador de uma string RPG?
- 52:56Poderia tomar uma atitude pensando no melhor para o
- 52:59público, né? Para o que o público quer, mas o
- 53:03sistema, por outro lado, estaria te empurrando, alguma coisa
- 53:06diferente. Por conta de uma performance não
- 53:11performance de público, mas uma por conta de uma performance do
- 53:15personagem perante uma resolução de conflito, por exemplo, né?
- 53:19O grupo chega no covil do dragão e o grupo tá sem recursos.
- 53:26O grupo, de repente, pode até descansar ali, né?
- 53:29Para se sentir bem e aproveitar esse momento um psicológico dos
- 53:33personagens e contemplar, né? Nisso, o que os 200 espectadores
- 53:38estão ansiosos por ver que é o grupo invadiu o covil dragão
- 53:43como? Mas como a mecânica não
- 53:45contempla isso, o grupo não quer correr esse risco de chegar sem
- 53:49recursos. No dragão, então, a despeito da
- 53:53da expectativa? De quem tá vendo o jogo?
- 53:58O grupo decide dar meia volta e viajar de volta pra uma cidade,
- 54:01né? Pra comprar mais equipamento,
- 54:04refazer porção de vida, estudar magia, anti-magia e o que fosse
- 54:09mais apropriado pra enfrentar aquele aquele dragão deixando o
- 54:13público chupando o dedo. Isso é um conflito claro.
- 54:17Um conflito da quarta agenda com simulacionismo.
- 54:20Então vamos lá. Em algum momento, você, jogador
- 54:23de uma string de RPG, poderia tomar alguma atitude pensando no
- 54:27melhor para o público, mas o sistema empurraria algo
- 54:30diferente desse sentimento por conta de verossimilhança ou
- 54:35detalhamento do mundo ou imersão do personagem.
- 54:39Então a gente pode pensar um exemplo aqui do personagem de um
- 54:41jogador que acabou de se sacrificar por uma causa maior e
- 54:45o público claramente gostaria de ver.
- 54:48Esse sacrifício, esse martírio. Conhecido pelo restante do grupo
- 54:52para criar um Marco, né? Naquela história é isso,
- 54:56valorizaria o legado de um personagem que de repente o
- 54:59público estava adorando, né? E que vai sentir falta.
- 55:02Mas imagina que o sistema diz que os personagens que restaram
- 55:07ali, eles pertencem a uma etnia que não valoriza autossacrifício
- 55:12e considera isso algo extremamente tolo.
- 55:15E aí a gente pode botar que existe uma mecânica nesse
- 55:18sistema que diz que se esses personagens dessa cultura.
- 55:22Participarem de cerimônias religiosas e rituais alheios à
- 55:27sua fé. Eles vão ficar com uma
- 55:29penalidade constante de menos 2 durante um mês, na moral.
- 55:34E aí, perante esse fato do sistema, o grupo decide que não,
- 55:38ele não vai atender a vontade do público e fazer um funeral,
- 55:41fazer um, enfim, um reconhecimento desse martírio.
- 55:44Não deixo de lado porque existe uma mecânica ali simulando uma
- 55:51verossimilança, um mundo incrível.
- 55:53E que isso? Agiu contra a agenda criativa de
- 55:59atender um público a gente. Agora a gente pode pensar na
- 56:03quarta agenda contra o narrativismo, né?
- 56:05Contra uma mecânica de cunho mais narrativista.
- 56:08Em algum momento você, jogador de uma estreia de RPG, poderia
- 56:12tomar uma atitude pensando no melhor para o público, mas o
- 56:15sistema empurraria algo diferente desse sentimento por
- 56:19conta de uma construção de um arco de personagem ou linha
- 56:23narrativa. E aí a gente pode pensar que, de
- 56:26repente, um jogador escolheu um personagem que, pelo sistema
- 56:30evoluiria, passando por um arco de Redenção, culminando num num
- 56:37numa partida. Ou seja, no momento em que ele
- 56:38abandona o restante do grupo. Dá para imaginar, né?
- 56:42Agora, apesar do sistema trazer isso a audiência, né?
- 56:46O público da string está completamente apaixonado.
- 56:51Por esse personagem e clama que esse personagem continue no
- 56:55grupo A despeito do arco narrativo.
- 56:59O jogador então, né, muito triste não atender o seu
- 57:02público. Chega e fala, é gente,
- 57:05infelizmente meu personagem está concluindo o arco narrativo dele
- 57:08aqui e ele vai deixar o grupo E vai embora e faz o próximo
- 57:12personagem. E aí a galera fica muito triste
- 57:15com isso. O pastel cafezinho, logo
- 57:20voltamos. Imagine a cena, você e o seu
- 57:25grupo chegam finalmente no Tesouro no final da aventura que
- 57:29recompensará todo o esforço e ranger de dentes.
- 57:31Até agora vocês estão exaustos, as armas pesam, mas estão tão
- 57:35próximos do prémio que já se sentem aliviados e vitoriosos.
- 57:39Contudo, antes que ponham a mão do Tesouro, um avarento dragão
- 57:43aparece, os desafia, o que você faz?
- 57:45Meu nome é José Fontenelle, eu sou escritor, jornalista, mestre
- 57:49de RPG e você está numa aventura de RPG.
- 57:51RPG é o jogo de interpretação de personagens, role play game,
- 57:55onde os participantes interpretam seres únicos em
- 57:58situações fabulosas. Desafiadoras insanas em qualquer
- 58:02lugar do tempo e espaço, jogar RPG é um hobby que 2024 completa
- 58:0750 anos e os mais lembrados são da Ed, que no Brasil foi
- 58:10popularizado pelo nostálgico desenho da Caverna do Dragão.
- 58:14Vampiro, a máscara pet Finder e o revitalizado cenário nacional
- 58:18de tormenta, entre outros. Tudo isso é RPG.
- 58:21É muito comum as pessoas jogarem RPG sem muitas informações.
- 58:24Isso aconteceu comigo há 21 anos.
- 58:26Nós não sabíamos muito sobre o jogo para além das páginas
- 58:29xerocadas do único livro que nós tínhamos como referência, mas
- 58:33isso mudou para comemorar os 50 anos do hobby e preencher uma
- 58:36lacuna de conhecimento dos jogadores mais jovens ou mesmo
- 58:40de jogadores e mestres de RPG mais experientes, estamos
- 58:43lançando o financiamento coletivo do meu livro aparece um
- 58:46dragão, o que você faz? Um guia para jogadores e mestres
- 58:50RPG de todos os níveis. Este livro é um produto de 2
- 58:53anos de pesquisa, onde você encontra informações sobre a
- 58:56história do jogo, como se popularizou, tem um glossário
- 58:59dos termos mais utilizados, que é uma coisa realmente única em
- 59:02publicações desse tipo e 2 grandes sessões, uma votada para
- 59:06jogadores com dicas de como criar interpretar o próprio
- 59:09personagem e outra votada para mestres com teoria sobre criação
- 59:13de histórias que. Lidar com jogadores
- 59:15problemáticos, sessão zero, sistema de RPG e muito mais.
- 59:20Há ainda dicas para a criação de mapas, como lidar com temas
- 59:23sensíveis durante o jogo, tabelas para geração de nomes,
- 59:27aventuras rápidas, et cetera. Este livro é um guia, um
- 59:30material de apoio que vai te ensinar a jogar melhor a
- 59:33mestrar, sua própria aventura de RPG.
- 59:35Por isso vem nessa aventura conosco, seu apoio fundamental
- 59:38para que publicações desse tipo ganhe mais espaço.
- 59:40Por isso contamos com a sua ajuda.
- 59:41Apoie o financiamento em qatarse me aparece um dragão.
- 59:52A game pronto, silêncio. Aí, aparentemente, a gente
- 1:00:00consegue ver que há conflitos entre uma quarta agenda e
- 1:00:05algumas mecânicas típicas das outras 3 agendas criativas o que
- 1:00:09sugere que há uma quarta agenda de fato, né?
- 1:00:14É possível uma quarta agenda e que essa agenda teria uma certa
- 1:00:19autonomia e estética. Para reforçar inclusive a
- 1:00:23centralidade dessa relação da agenda criativa e da mecânica,
- 1:00:27na teoria GNS é, eu poderia puxar um texto do próprio Ron
- 1:00:32AdWords, que numa tradução livre, diria mais ou menos o
- 1:00:35seguinte. É um erro dizer que os termos da
- 1:00:39GNS dizem respeito à classificação de jogos.
- 1:00:44Falar que um jogo é narrativista, na melhor das
- 1:00:46hipóteses, quer dizer que suas mecânicas facilitam a agenda de
- 1:00:51contar histórias. Ou seja, isso é muito formador
- 1:00:56da teoria GNS, né? E muita gente não se liga disso.
- 1:00:58Mas essa relação da agenda criativa com a mecânica é muito
- 1:01:02importante. Cumpre então perguntar o
- 1:01:06seguinte, se há, de facto, uma quarta agenda no RPG show?
- 1:01:12Que tipo de mecânica, então, seria mais apropriada para
- 1:01:17contemplar essa agenda criativa? Assim como a gente tem o feeling
- 1:01:21forward, né? Com o narrativismo, qual seria o
- 1:01:24tipo de mecânica que contemplaria ORPG show?
- 1:01:30Bom, eu vou botar isso na enquete para você responder.
- 1:01:34Mas eu acho que, por enquanto, a gente pode já começar a ventar
- 1:01:38algumas coisas aqui e eu gostaria de olhar.
- 1:01:43Esse jogos lançados pelo critical Holly, né?
- 1:01:46Esse pessoal do match hum-hum, o candela obscura e o daeder
- 1:01:51heart. Por quê?
- 1:01:52Porque essa galera, eles estão muito acostumados com essa
- 1:01:54quarta agenda, né? É o grande negócio deles, a
- 1:01:57grande contribuição deles para ORPG é a quarta agenda, então é
- 1:02:02até negócio, né? Por isso eu acho que a grande
- 1:02:05chances dos jogos que eles criaram, que eles estão trazendo
- 1:02:08para o mercado serem influenciados pelo que seria
- 1:02:12essa tal essa possível quarta agenda, né?
- 1:02:15E. Tal.
- 1:02:17Possa tirar bons insights disso. Inclusive, olhando por cima ali
- 1:02:21o dader heart, dá pra gente pensar que esses pontos, né, que
- 1:02:26são gerados ali, quando sai é um medo, né?
- 1:02:29Ou sai uma Esperança. Tem uns pontos que são
- 1:02:32direcionados para O Mestre, outros pontos que são
- 1:02:35direcionados para o jogador. Isso funcionou mais ou menos
- 1:02:37como um ponto de drama, né? E eles são usados de uma forma
- 1:02:40meio solta, diferente do que é OPBTA, né, que é a influência
- 1:02:45Clara desse jogo e. São eles são usados de uma forma
- 1:02:49até mais solta ali. Para garantir uma certa agência,
- 1:02:52talvez na construção de um show, eu não sei, eu preciso analisar
- 1:02:57melhor, mas eu acho que ele vai. Ele tem uma ideia de funcionar
- 1:03:00bem para ser um show, né? E talvez isso tenha a ver com
- 1:03:04essa quarta agenda e talvez sejam mecânicas boas da gente
- 1:03:07analisar que talvez elas apontem porque seriam boas agendas dessa
- 1:03:12de boas mecânicas dessa quarta agenda, né?
- 1:03:15Mas isso é uma investigação para um próximo programa.
- 1:03:20Espero que você tenha curtido esse episódio de hoje aqui do
- 1:03:23café com danjão e até semana que vem, né?
- 1:03:26Quinta-feira que a gente tem mais uma edição aqui, mas antes
- 1:03:29eu vou repassar com vocês a enquete, os links e o
- 1:03:33encerramento aqui do programa. Bom, a enquete, eu vou deixar
- 1:03:36essas perguntas daqui lá no Spotify mobile.
- 1:03:40Então, se você não está ouvindo no se você está ouvindo no
- 1:03:43computador ou em outra plataforma, pô, você.
- 1:03:46É muito legal ser muito especial se você abrisse o Spotify no seu
- 1:03:50celular. E participasse da enquete, tá,
- 1:03:52seria muito maneiro. E ainda de repente deixa umas
- 1:03:55estrelinhas pra gente lá pra avaliar a gente no Spotify, que
- 1:03:58ajuda muito o crescimento do podcast.
- 1:04:01Bora? Bom, a primeira pergunta é a
- 1:04:04seguinte, você acredita que exista uma quarta agenda
- 1:04:08criativa no RPG? Conta pra gente.
- 1:04:10E também queria saber se. É.
- 1:04:12Como você acha que seriam essas mecânicas que contemplassem uma
- 1:04:17eventual quarta agenda criativa na RPG?
- 1:04:20Como é que você acha que seriam essas mecânicas?
- 1:04:21Conta pra gente aí. Bom.
- 1:04:24Vou deixar os links aqui no distintivo do episódio, e os
- 1:04:27links são o episódio 411, 416 e 426 do café com danjão primeira
- 1:04:35temporada que eles falam sobre RPG, mídia, linguagem e show.
- 1:04:41Vou deixar também o link para o modelo MDA.
- 1:04:44Caso você não tenha visto o episódio 2 do café com danjo,
- 1:04:46que também está lincado, vou deixar o link para o blog
- 1:04:50socratic design, que tem ali um post falando do que que é que a
- 1:04:54agenda criativa? É, vou deixar o link para o
- 1:04:58vídeo do da black Lord games que fala sobre parar de performar e
- 1:05:03começar a fazer role play. Vou deixar também o link pro pra
- 1:05:08teoria GNS aí de acordo com o João AdWords, né?
- 1:05:11E pro podcast é noites gregas do professor Moreno, que é um
- 1:05:15excelente podcast em mitologia grega.
- 1:05:17Para quem curte eu recomendo, a gente tem 45 temporadas aí, um
- 1:05:21podcast muito bem estabelecido, muito famoso e de repente,
- 1:05:25provavelmente se até conhece, né?
- 1:05:26Mas é isso. É, gostaria de lembrar.
- 1:05:29Que você pode apoiar o café com danjo lá não apoia-seapoia.se
- 1:05:35barra café com danjão então se você quer de repente que o nosso
- 1:05:38podcast volte a ter vários dias da semana, considere apoiar o
- 1:05:42projeto aí e de lambuja CBN cupom de desconto para comprar
- 1:05:46café para comprar RPG em várias editoras, participa de sorteio
- 1:05:50de vários livros. Como a gente teve aí o Rio tama
- 1:05:53o the Dark Eye TVU Vasco lef, né?
- 1:05:57Da tanto da. Hughging Money.
- 1:06:02Da editora retropank e também da caramelo jogos.
- 1:06:06Então, cara, é bastante motivo para você apoiar o café com
- 1:06:10dange online apoia.se barra café com danjo ainda receber conteúdo
- 1:06:14especial. Aí então dá um pulo lá, se você
- 1:06:16gostou especialmente desse café de hoje, você pode deixar uma
- 1:06:19gorjeta também, né? Então manda um Pix pra gente lá
- 1:06:22em café comdanjo@gmail.com. Se você tem uma marca, uma
- 1:06:26empresa e quer de repente ter um dia da semana aí bancado por
- 1:06:30vocês, né? Você pode financiar um episódio
- 1:06:32semanal do podcast por uma temporada.
- 1:06:35E fazer a Alegria da massa ripegista, que volta e meia
- 1:06:38fala, e aí, quando é que vai voltar a ter 2 dias na semana, 3
- 1:06:41dias na semana, 5 dias na semana?
- 1:06:43Então você pode contemplar essa galera e ser o herói dessa,
- 1:06:47desse povo. Então consulta a gente aí em
- 1:06:50café comdanjao@gmail.com que a gente tem uma proposta especial
- 1:06:53para você, pode passar o nosso media kit e tudo mais, tá?
- 1:06:56Consulta também a gente, caso você queira fazer parceria para
- 1:06:59anúncios, pote e redes sociais também.
- 1:07:03A gente está topando, então a gente trabalha aí com marcas de
- 1:07:05RPG, mas também com outros ramos como café, jogos, tecnologia,
- 1:07:09mídia, et cetera, et cetera. Se você quiser colaborar com a
- 1:07:12gente, né, se você é um game designer independente, um
- 1:07:15acadêmico. Fã quer participar de alguma
- 1:07:18coisa com a gente aqui, fala um pouco sobre você, manda um
- 1:07:21e-mail lá em café comdanjo@gmail.com que a gente
- 1:07:24trabalha essa parceria, tá agradecer aí os nossos
- 1:07:27assinantes, a galera que estão na possível essa aventura, então
- 1:07:31muito obrigado, aí o pessoal que apoiou como incentivo, então
- 1:07:34obrigado Douglas baiense, dentre outros.
- 1:07:36Valeu demais ao pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo
- 1:07:40aí o Demi quiral, valeu pelo apoio Vinícius rosa e Bernardo
- 1:07:44Figueiredo, valeu galera. Também um salve especial para os
- 1:07:47assinantes do nível RPG 2 o entre eles o Denis Oliveira, o
- 1:07:51Evaldo pontual rica nivalli, o Marcos Vinícius ornelas e o
- 1:07:55Pedro Borges, dentre outros, né? Também aí um abraço especial
- 1:08:00pessoal do treinamento oial fantasy e eles são, Bruno Kobe,
- 1:08:04Diego cestito, Rafael Machado, bardaw grande, bardaw, César
- 1:08:09Machado, Abílio Júnior e Leonardo gasparuto menini
- 1:08:13inclusive leopardo. Tô buscando você incessantemente
- 1:08:18porque você já ganhou 2 itens em sorteios diferentes.
- 1:08:22Eu não consigo falar com você, cara, apareça, vê as caras aí
- 1:08:26pra gente poder entregar pra você quando você for sorteado,
- 1:08:29beleza? É e um salve especial aí para o
- 1:08:32Tiago, nosso apoiador. Nível café com baubi.
- 1:08:35Muito obrigado pelo teu apoio, cara.
- 1:08:37É isso? Um abraço e até a próxima.
- 1:08:57Muito bom, muito bom. Acho que vão gostar.