Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #275 Interferência: Bandeirantes Topa Tudo
Transcript
- 0:03Essas raras você tem sintonia com o rádio.
- 0:09Agora, no você. É curioso interferência.
- 0:19Você é curioso e quer saber quando a Rádio Bandeirantes
- 0:22começou a responder as questões esquisitas enviadas por
- 0:26ouvintes, essa fórmula começa há quase 60 anos.
- 0:31Em 1953, Julio Atlas comanda o consulte seu Atlas.
- 0:37O programa se transforma rapidamente em uma enciclopédia
- 0:41de caráter popular em que julho responde a perguntas estranhas
- 0:45para cada resposta eram dedicados até 3 minutos.
- 0:49Julio Atlas é responsável por outras atrações criativas na
- 0:53emissora, a de maior sucesso, no entanto, estreia em 77.
- 0:58O Bandeirante estopa. Tudo segue a mesma ideia do
- 1:02consulte seu Atlas, um desafio entre ouvintes e a produção do
- 1:07programa Bandeirantes. Tapa tudo conta com a
- 1:11apresentação de Umberto Marçal. O saudoso locutor deixou um
- 1:15depoimento emocionante sobre o programa.
- 1:19O maior lembrança, a lembrança mais gostosa, uma das maiores
- 1:22que eu tenho no rádio é a presença comigo, trabalhando
- 1:26comigo, transmitindo a sua luz ao seu conhecimento, toda aquela
- 1:30sua capacidade é do Júlio Atlas, um grande nome do rádio e eu
- 1:35para falar do topa tudo. Eu só falo dele porque ele era o
- 1:38topa tudo. O Júlio Atlas era um sujeito tão
- 1:40competente, tão capacitado que ele não usava livros.
- 1:44O programa recebia milhares de cartas.
- 1:46Os ouvintes fazendo as perguntas mais mais absurdas mais, né?
- 1:50Mais, inclusive, e o Júlio atra? Sentava numa máquina.
- 1:53E em pouco tempo tinha o programa.com.
- 1:55Todas as respostas de como a maneira de comunicar.
- 1:59Que que me. Fez a mim famoso, porque eu li o
- 2:02que ele escrevia de uma maneira sensacional, e ele acabava
- 2:05respondendo a todas as perguntas.
- 2:07E agora interferimos. Na programação atual da Rádio
- 2:11Bandeirantes e apresentamos ao distinto público curioso,
- 2:15Marcelo Duarte. Nosso que entusiasmo do Marcelo
- 2:21Adnet, então estou louca. Para para ouvir, como é que vai
- 2:24ficar isso? Olha, a gente pensa que está
- 2:26criando alguma coisa diferente, né, né?
- 2:28Tudo já foi feito aqui, então agora o momento é é de
- 2:31reproduzirmos o Bandeirantes. Topa tudo aqui ao vivo.
- 2:35É, nós não. Nós não ouvimos nenhuma gravação
- 2:38do Bandeirantes, tapa tudo, não sabemos exatamente o tom, como é
- 2:41que eram as respostas. Então a gente vai, vai tentar,
- 2:43né, Silvania. Vamos lá, vamos ver que bicho
- 2:45dá. Vamos começar o nosso
- 2:48Bandeirantes, topa tudo. Começa agora mais um Bandeirante
- 3:09estopatu do programa em que você, ouvinte, desafia o senhor
- 3:13curioso. Durante a semana, nossa produção
- 3:15recebe-se para algumas perguntas curiosas enviadas por e-mail, e
- 3:19agora você acompanha uma delas. Senhor curioso ouvinte Paulo
- 3:23Rogério quer saber como é feita a pasta de dente?
- 3:31Quando você acordar no relógio, avisar que já está na hora de
- 3:36você estudar, escove os dentes. Escove assim.
- 3:42Paulo. A fórmula exata da pasta de
- 3:45dente é um segredo industrial. Recreio acaba, mas vamos revelar
- 3:50aqui alguns ingredientes que fazem parte de qualquer dente
- 3:55frice o nome científico do creme dental.
- 3:59A preocupação com os dentes teria começado lá no século 4
- 4:04antes de Cristo e o registro mais antigo encontrado está em
- 4:07um manuscrito egípcio. Relatos apontam que as primeiras
- 4:11fórmulas eram a base de cinzas de ossos de bois, pó de arroz e
- 4:17cascas de ovos Queimados. Já na civilização persa, eram
- 4:22utilizados outros tipos de ingredientes como mel.
- 4:26O site Brasil escola indica que uma substância química mais
- 4:30próxima da pasta. Que conhecemos hoje foi
- 4:34desenvolvida no final do século 18, na Inglaterra.
- 4:38A mistura envolvia, pode porcelana e pó de tijolo.
- 4:44Apesar de muito abrasiva, era usada por toda a população.
- 4:58Quando você. Outras fórmulas antigas
- 5:01continham ingredientes como giz, tijolo pulverizado e sal.
- 5:07Uma enciclopédia de 1866, recomendava carvão pulverizado
- 5:14na fórmula a. Primeira pasta de dentes
- 5:17industrializada famosa é criada em 1850 e recebe o nome do
- 5:24dentista americano que a desenvolve, doutor Sheffield.
- 5:28Ela é comercializada em tubos de folhas de flandres.
- 5:33Afasta de dentes que usamos hoje é feita a partir de uma mistura
- 5:37de materiais abrasivos como quartzo, calcário, sal, gema e
- 5:42Areia escória. A ideia é que, juntos, estes
- 5:46elementos químicos esfriguem a sujeira dos dentes.
- 5:51Atualmente, esses ingredientes arenosos passam por um processo
- 5:55que faz com que resultem em um creme que na maioria das vezes
- 6:00que em sabor de menta. Depois de chegar em imensos
- 6:09caminhões, os carregamentos de Pedra e Areia passam por uma
- 6:12espécie de liquidificador gigante, dióxido de titânio é
- 6:17usado como pigmento para dar o aspecto branco ao creme,
- 6:22enquanto que o flúor é derivado da florita mineral e ajuda a
- 6:27reduzir cáries. Além dos sabores mentolados,
- 6:32hoje há uma enorme variedade do produto.
- 6:35É possível encontrarmos, por exemplo.
- 6:38Pasta de dente como um sabor chiclete, laranja ou morango.
- 6:43E agora, mais uma pergunta enviada por uma ouvinte, a Joana
- 6:45Martins tem um filho de 4 anos e a ao ler uma reportagem sobre
- 6:50alimentação na infância, encontrou citações ao padrão
- 6:53alimentar e ao comportamento alimentar.
- 6:55Ela quer saber justamente o que diferencia o padrão e o
- 6:59comportamento alimentar. A nossa produção entrou em
- 7:01contato com a nutricionista e mestre em saúde pública da USP
- 7:04Erica Romano, que responde a dúvida da nossa ouvinte.
- 7:08Quando eu falo de padrão alimentar, eu estou falando da
- 7:09qualidade mesmo, da alimentação, o os alimentos, quando
- 7:12vitaminas, minerais, fibras, proteínas, carboidratos,
- 7:16gorduras, boas. Agora, quando eu falo em
- 7:18comportamento, é a relação daquela criança com a comida,
- 7:22por exemplo, a minha criança come assistindo TV, come de pé
- 7:26no balcão da padaria, a minha criança leva um lanche e come no
- 7:30carro enquanto sai da aula e vai pro curso de inglês, por
- 7:33exemplo. Cada vez é mais difícil a gente
- 7:36ver assim as crianças fazerem a refeição em família.
- 7:39As crianças terem conhecimento, então assim essa relação com o
- 7:43alimento, ela não existe e muitas vezes quando ela é feita
- 7:46de uma forma agressiva, como por exemplo, obrigar essa criança a
- 7:50comer, ela cria uma relação ruim que se estende até a vida
- 7:53adulta. Eu tenho vários pacientes hoje
- 7:55que não ingerem certos tipos de alimentos, porque eles lembram
- 7:59que para comer a mãe estava com o chinelo do lado EE.
- 8:01Hoje em dia já tem aí os seus 4550 anos.
- 8:05Então essa relação boa com a comida, esse ambiente.
- 8:10Agradável. Essa oferta de alimentos
- 8:13saudáveis? Ela entra de uma forma
- 8:16importantíssima para a formação do hábito alimentar da vida
- 8:19adulta. Escove os dentes.
- 8:22Escove assim. Se com resposta, mais uma
- 8:25pergunta curiosa enviada por você, nosso ouvinte, o
- 8:27Bandeirantes topa tudo de hoje chega ao fim.
- 8:29Continue a participar até o nosso próximo encontro com o
- 8:32senhor curioso. Vanderlei está batendo
- 8:36Vanderlei. Está?
- 8:38Tudo. Então tá aí a reconstituição de
- 8:49mais um programa de muitosucessonabandeirantessoqueagentecontinuatopandotudoentaovocequandovoceecuriosocontinuemandandosuasperguntassuasduvidasmandepragentesoucurioso@band.com.br
- 9:03aqui. Topa tudo todo sábado, não é
- 9:04isso, silvane? Pois é, Marcelo.
- 9:06E hoje, no quadro interferência, nós resgatamos uma antiga
- 9:09atração, né? Vamos dizer que é o tataravô do
- 9:13você. É curioso, não?
- 9:14Nem tanto, nem tanto. Calma.
- 9:16Que é isso, avô? Pai, pai, pai.
- 9:20Você é curioso, Bandeirantes topa tudo e na semana passada, o
- 9:24professor Marcelo abud esteve aqui no nosso estúdio.
- 9:26Ele fez um apelo que ele encontrou poucas referências ao
- 9:30programa nos arquivos, né? E aí, o jornalista Nivaldo
- 9:35nocene entrou em contato com a gente.
- 9:37Ele, que foi redator do Bandeirantes, topa tudo e que.
- 9:40Hoje é assessor de imprensa do sindicato dos clubes do estado
- 9:43de São Paulo, da associação de fiscais de renda, e é um
- 9:47palmeirense fanático, o Nivaldo noceli.
- 9:49Bom dia, Nivaldo. Bom dia.
- 9:51Bom dia Silvana. Bom dia, Marcelo.
- 9:53É um prazer falar com vocês. Nivaldo a Silvana contou que
- 9:55você foi chefe dela, é verdade? Foi meu primeiro chefe aqui.
- 9:58É então exatamente. Você falou que o tapa tudo é o
- 10:01tataravô, deixa eu te explicar. Então o que a minha primeira
- 10:05incursão na Rádio Bandeirantes foi No No topa tudo e eu era
- 10:09estudante ainda, então parecia que eu sou mais velho.
- 10:13Não faz tanto tempo assim também, né?
- 10:15Ele fala. Não, não faz isso aí pelo.
- 10:17Os cálculos é que socorrer do Zé Paulo não é porque a minha minha
- 10:21memória está pior que a defesa do Palmeiras.
- 10:23Eu acho que deve ter sido quando eu entrei na no topa tudo foi em
- 10:2778, logo depois que o Júlio Atlas, que foi o criador, né?
- 10:32Do do programa ele ele morreu, né?
- 10:35Faleceu e aí o Fernando Garcia, que era meu chefe no
- 10:40departamento de pesquisa da da TV Bandeirantes, ele assumiu o
- 10:43programa e eu fui junto com ele. E a quantidade muito grande de
- 10:48cartas que chegavam mesmo Nivaldo.
- 10:50Olha, era uma coisa impressionante, Marcelo.
- 10:53Oo esse filão da curiosidade do do ouvinte, do, do espectador,
- 10:57né? Permanece você.
- 10:59Não vou dizer que você explore você.
- 11:01Trata muito bem esse pilão, né? Muita competência naquela época,
- 11:04chegavam as cartas, chegavam as dezenas assim, toda toda semana
- 11:08as cartas iam. Os temas eram os mais variados,
- 11:12né? Teve curiosidade?
- 11:14Históricas, folclóricas mitológicas, como hoje, né?
- 11:19Agora, naquela época não tinha internet, né?
- 11:21Porque hoje é muito mais fácil pra gente ir atrás de um de
- 11:23algum especialista. Para responder a questão, ainda
- 11:26assim a gente pena, né? Marcelo?
- 11:27Porque né? Algumas perguntas, que demora um
- 11:30pouco, como é que. Vocês faziam naquela época,
- 11:32Nivaldo. E o próprio programa o nome já
- 11:35diz, era um desafio. A gente aceitava qualquer
- 11:37desafio e a gente tinha as enciclopédias, né?
- 11:40Eu me lembro muito bem admirador que que é ótima, né?
- 11:43Aliás, a minha miradora quis, quis vendêla.
- 11:46Agora ninguém mais quer, né? Eu tive que que mandar pro pro,
- 11:51pro lixo mesmo, pra pra vender como como sucata, né?
- 11:54E tinha também os especialistas, né?
- 11:55Não tinha essa facilidade. Quem tem hoje de colocar no ar?
- 11:59Aquele dia pra colocar alguém ao vivo no ar era era mais
- 12:02complicado, né? Então a gente tem lá os.
- 12:05Os os professores Na Na USP, em outras faculdades, as
- 12:10enciclopédias. Íamos respondendo, né?
- 12:13É, então era assim, entrava um locutor, dava pergunta, e aí?
- 12:16O locutor, mesmo, respondia um especialista, entrava e já vinha
- 12:20outra pergunta e outra pergunta era, era assim?
- 12:22Isso. O locutor que era um tremendo,
- 12:26um locutor que era o Marcelo Humberto Marçal, né?
- 12:29Ele, a gente procurava. Ganchos também de atualidade,
- 12:35né? Pra pra tornar o programa mais
- 12:37mais interessante, vamos supor. Se aparecesse lá, 11, pergunta
- 12:41sobre o Coliseu, aí a gente olha em carro com os com os estádios
- 12:45da copa. Vamos supor, se fosse hoje, né?
- 12:47Para tornar a coisa mais mais interessante, né?
- 12:49E tinha as perguntas sazonais também, por exemplo, da pasta
- 12:52agora, né? Que que passou sempre tem que
- 12:54surgir a questão do coelho e tal do ovo.
- 12:57E assim tinha uma doença muito boa, o programa.
- 13:01E quanto tempo durava o programa?
- 13:04Olha, durava puta, agora é mais. Acho que eram 2 horas. 2 horas,
- 13:10também. É pelo amor de Deus.
- 13:11O programa ele foi perdendo espaço, né?
- 13:14É se você for, né? Contextualizar ecas 78 da época
- 13:20do começo o ciclo de de greves, né?
- 13:24O Lula, o novo sindicalismo, naquele ano, foi eleito o
- 13:28Figueiredo, né? Que tomaria Posse o no ano
- 13:30seguinte a Bandeirantes. E uma cobertura muito muito
- 13:34efetiva desse fato, aliás, era a única rádio que cobria, né?
- 13:38Com é de perto o movimento grevista, et cetera e tal EOA
- 13:43cobertura jornalística foi foi tomando espaço, né?
- 13:46Tanto é que esses programas é que o pauská nova, que o
- 13:49programa meio-dia também, que acabou perdendo espaço, né?
- 13:52Esse, esse programas foram perdendo espaço pra pro, pra
- 13:55rádio news, né? Como como é hoje, né?
- 13:57Foi o começo, foi uma época de de transição, né?
- 14:01E você, lembra de alguma alguma coisa assim?
- 14:03Nivaldo, de de de. É coisas, é perguntas realmente
- 14:07cabeludas. Assim chegavam do dia.
- 14:08Você, Ah, é pra, é pra vocês não conseguirem responder.
- 14:13Era uma coisa assim que olha só, mesmo ligando pra pra pessoa que
- 14:17já nem nem viva tá mais pra pra conseguir as respostas, sim.
- 14:21É chegado, eu não, não vou não, Marcelo, não vou conseguir
- 14:23lembrar de uma, mas tinham. Demoraram mais tempo, mais tempo
- 14:28a ser respondidas, né? Então eu tenho que consultar 23
- 14:32Fontes, né? Pra pra checar se era aquilo
- 14:33mesmo e às vezes não era 11 assunto pacífico.
- 14:37Assim que peço 11 resposta única, né?
- 14:40Uhum, isso aí. Isso aí tornava um programa
- 14:41interessante, né? Bem bacana, então já já soubemos
- 14:46em quem nos inspiramos aqui é. Esse programa existia.
- 14:50EOEOO Julio Atlas antes, Na Na TV, ele tinha um programa
- 14:54chamado consulta e seu Atlas. Né?
- 14:56Olha. Que legal.
- 14:56E o Júlio Atlas era um era uma sumidade assim, né?
- 14:59E era um sujeito muito culto, né?
- 15:03Que se ele trouxe pra pro rádio o que ele fazia Na Na TV, que
- 15:06era o consultório, seu atleta? Então, o Humberto Marçal, nós
- 15:09ouvimos 11 gravação do Humberto Marçal agora há pouco, falando
- 15:13de Júlio, diz que ele não consultava nada, ele tinha tudo
- 15:15de cabeça. Mesmo?
- 15:18É, eles deram 11 coisa impressionante.
- 15:20Ele era um cara muito culto, EEE escrevia muito bem naquele
- 15:25estilo, né? Mais rebuscado, cheio de figuras
- 15:28de linguagem. Não sei qual, qual gravador,
- 15:30gravação que vocês colocaram aí, que o que o Marcelo adorava, né?
- 15:33Pro pro locutor, interpretar um texto desse tipo, mais gongórico
- 15:37assim, né? É ótimo, né?
- 15:39Uhum. Bem legal, muito bacana.
- 15:41Nós conversamos com o Nivaldo nocerri, que foi redator do
- 15:44Bandeirantes, topa tudo, conversou aqui com a gente do
- 15:47você é curioso. Muito obrigado, viu Nivaldo?
- 15:49Foi um prazer, um abraçador muito.
- 15:50Obrigado pela ajuda que você deu essa semana pra.
- 15:52Gente. Tchau, tchau, grande abraço, bom
- 15:54final de semana. Você também, até.
- 16:00Essas raras você tem sintonia com raras.