Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #306 Como combater o capacitismo, por Clodoaldo Silva
Transcript
- 0:01essa rádio. Fala galera, clon do Alno Silva,
- 0:04campeão paralítico, seis anos, seis pratas e dois
- 0:06brotes, cinco paralimpíadas, e eu fui o cara que pôs
- 0:10foco no Maracanã, acendeda a Pira dos Jogos Rios
- 0:132016, e eu, juntamente com o jornalista Marcela Ponte,
- 0:18falamos muito de capacitismo, falamos muito
- 0:22sobre ele soz, do dia a dia, como tratar pessoas
- 0:25com deficiência, então, se liga nessa matéria que tá
- 0:29de lá, espanheu galera! Clon
- 0:35do Alno Silva é conhecido como o Tubarão, pelo
- 0:38destaque que teve nas piscinas durante as
- 0:41competições que participou, antes de se tornar
- 0:44comentarista e colonista esportivo. Nas
- 0:47paralimpíadas de Tokyo em 2020, chama atenção pelo
- 0:51bom humor e pela maneira como utiliza as transmissões
- 0:54das provas para educar o telespectador que assiste ao
- 0:58evento pelo Esporte V. Um dos termos que acaba se
- 1:02sobressaindo é capacitismo, e assim como no caso do
- 1:06machismo, racismo, todos nós estamos sujeitos a cometer
- 1:11deslizes quando inseridos em uma sociedade em que esses
- 1:15preconceitos são estruturais. Segundo
- 1:18Clon do Alno, lutar todos os dias contra a
- 1:22discriminação é cansativo, mas necessário. Pra
- 1:26que você comece a entrar no clima das Paralimpíadas
- 1:29de Paris, que acontecem entre quarta -feira, 28 de
- 1:33agosto e domingo, 8 de setembro deste ano de 2024,
- 1:39eu compartilho pela primeira vez na íntegra essa
- 1:43conversa com Clodo Aldo Silva, que foi gravada por
- 1:46mim em novembro de 2021 para o podcast do Instituto
- 1:51Claro. Acompanhe! Clodo Aldo Silva, campeão
- 1:56paralímpico, foram cinco Paralimpíadas, seis outros
- 2:00sem esprata e dois bronzes nessa edição, nessa edição,
- 2:05e eu costumo dizer que eu fui o cara que coloquei
- 2:08fogo de um maracaná sem ler a Pira dos Jogos Rio
- 2:112016. Muito bom. Bom,
- 2:16assim, na sua concepção, como é que a gente pode
- 2:19explicar para as pessoas o que é capacitismo? Marcelo,
- 2:25a questão do capacitismo, como a questão do spot
- 2:29paralímpico ainda é muito novo no mundo e no Brasil.
- 2:32Então, o capacitismo nada mais é
- 2:36do que um preconceito do que uma discriminação para
- 2:40as pessoas com deficiência, e muitas vezes, quando a
- 2:44gente fala preconceito, ela é diferente de discriminação
- 2:49em primeiro momento, por quê? Porque
- 2:51o preconceito nada mais é do que um conceito antes
- 2:55de você conhecer alguém, um conceito antes de você ver
- 3:00se aquela pessoa independente de ter um
- 3:03deficicional consegue fazer algo. E
- 3:06eu costumo dizer muito essa questão do capacitismo,
- 3:12também está ligado à falta de políticas públicas no
- 3:17nosso país para as pessoas com deficiência, porque o
- 3:21nosso país, infelizmente, houve vários campeonatos a
- 3:26nível de América Latina que foi para o americano, houve
- 3:30Copa do Mundo de futebol, houve Olímpiada e
- 3:34Paralimpíada, e muitos se bateu na terra que ia
- 3:39mudar a mobilidade urbana, que ia ter mais
- 3:43acessibilidade, só que, infelizmente, isso não
- 3:46aconteceu e por não termos um país acessível para
- 3:50todas as pessoas, mas principalmente para as
- 3:53pessoas com deficiência ainda há esse capacitismo,
- 3:58ainda há esse preconceito, porque quando a gente vê
- 4:02uma pessoa com deficiência, seja qualquer que seja ela
- 4:05na rua, o primeiro pensamento daquela pessoa
- 4:09que não tem a olho no nenhum tipo de deficiência
- 4:13é olhar e falar caramba eu gosto daquela pessoa porque
- 4:16tem um buraco aonde ela está indo, tem uma rampa
- 4:22que está desnevelada, tem um degrau que é mais alto
- 4:26que o outro, então o capacitismo é tudo isso, é
- 4:30um preconceito que é o conceito antes, mas lá na
- 4:34frente às vezes realmente se torna preconceito e
- 4:37discriminação. E pensando até dessa forma
- 4:41que você acabou de esplanar, a gente pode
- 4:44dizer que assim como o capacitismo, assim como o
- 4:46racismo, é algo estrutural, a gente muitas vezes acaba
- 4:49cometendo sem perceber até as vezes bem intencionado,
- 4:53mas acaba por uma falta de educação nesse sentido, por
- 4:58falta de inclusão na sociedade de pessoas com
- 5:02deficiência, a gente acaba cometendo esse capacitismo,
- 5:06a gente pode dizer que algo estrutural da
- 5:07sociedade, o capacitismo, na sua visão? Infantemente
- 5:11é algo estrutural, é algo estrutural e até mesmo o
- 5:17nosso, o segmento da pessoa com deficiência e nesse
- 5:21segmento da pessoa com deficiência Marcelo, nós que
- 5:25temos um poder de voz, somos reconhecidos, nós
- 5:31também temos as nossas culpas, porque a gente está
- 5:34começando a se mudar agora, porque lá no quando eu era
- 5:40atleta, no nosso grupinho de atletas, seja na
- 5:43nadação, seja em qualquer outro esporte, é claro que
- 5:46muitas vezes nós tínhamos essas brincadeiras entre um
- 5:50e outro, ou quando nós conhecermos um ou dois,
- 5:54então nós tínhamos essa liberdade, só que o que
- 5:57acontece? Nós, pessoas com deficiência, nós
- 6:00que temos esse poder de voz, esse poder de
- 6:04visibilidade, tem que dar exemplos também, então ali
- 6:08entre amigos, a gente pode fazer tudo desde que a
- 6:12gente saiba quando começa, desde que a gente saiba
- 6:19até o momento de respeito, até o limite, né? O
- 6:22meu limite acaba quando o outro começa, então a gente
- 6:25tendo essa sintonia, a gente pode brincar com os
- 6:29amigos, o que a gente não pode fazer é brincar em
- 6:33todos os momentos, em qualquer lugar, com outras
- 6:37pessoas que não conhecem, então a gente tem que se
- 6:39moldar, se policiar para que na frente de outras
- 6:43pessoas que ainda não tem essa convivência, eles não
- 6:46possam ver uma brincadeira nossa, de capacitismo e
- 6:51falar caramba, se o clodo álbum Silva faz, eu também
- 6:54posso fazer o mesmo, por isso, é estrutural, é
- 6:58cultural, nós também, né? Estamos
- 7:01aprendendo todos os dias a ser menos e até não ser
- 7:06capacitista e nós atletas, nós estamos aprendendo as
- 7:09pessoas do segmento, não só da pessoa com deficiência,
- 7:13mas nós que temos um poder e voz, a gente tem que
- 7:16dar exemplo, né? Até mesmo porque estamos eh no
- 7:21século vinte e um e redes sociais, então a gente tem
- 7:25essa responsabilidade e poder conscientizar todas as
- 7:29pessoas a poder ser politicamente correto,
- 7:33Marcelo. Bom, você acabou de dizer, né?
- 7:35Até usando redes sociais é algo
- 7:37que você tem feito eh com o processo na época das
- 7:40paralinquedas foi bastante ativa, essa ação também e
- 7:43tudo e por que é importante que se fale cada
- 7:46vez mais a respeito desse esclarecimento para a
- 7:49população em geral sobre o que é capacitismo e como
- 7:52evitar? As redes sociais, todas elas
- 7:56hoje são uma grande ferramenta pro bem e pro
- 8:03mal, né? É tanto que a gente por
- 8:06esses dias está acompanhando eh uma série aí de eh
- 8:11como eu posso falar uma série de eh de preconceito
- 8:16de discriminação, de homofobia, né? Então
- 8:20as redes sociais eh tem esse papel importante porque
- 8:26hoje a gente consegue atingir, né? Atingir
- 8:29o vosso sentido da palavra, mas pessoas né? Não
- 8:33só da do esporte, não só da minha cidade, mas a
- 8:37gente consegue eh tá falando pra todo o Brasil,
- 8:42pra todo mundo e nós, né? Tem
- 8:44pessoas que eh se inspiram, tem pessoas que nós somos
- 8:48exemplos e também crianças acompanham redes sociais,
- 8:53então é importante a gente passar o que é bom, o que
- 8:57é positivo, porque da mesma forma que tem conteúdos
- 9:02muito bons em redes sociais, tem conteúdos muito
- 9:06ruins e também tem seguidores pra esses
- 9:09conteúdos ruins e eu acredito que nós levamos
- 9:14uma boa vantagem porque o atleta, o esportista, aquela
- 9:18pessoa que vive naquele segmento, ele tem uma forma
- 9:22mais leve, uma forma mais bem humorada de poder estar
- 9:26se posicionando, né? E a gente espera e tose pra
- 9:31que se posicione de uma forma correta, né? Pra
- 9:35que a gente possa saber realmente o que é muito
- 9:39devista, o que é a nossa opinião e o que é crime,
- 9:43o que é colocar em redes sociais, né? Então
- 9:46eh a gente tem que ter esse discernimento porque
- 9:50hoje, através das redes, a gente consegue atingir o
- 9:55mundo inteiro e lá atrás não, lá atrás dificilmente
- 9:59a gente conseguiria tá passando essa informação
- 10:03online, essa informação rápida pra tantas pessoas.
- 10:08É tanto que eu costumo dizer
- 10:10que dois mil e quatro, quando aconteceu jogos
- 10:14paralímpicos de Atenas, existe o antes e o depois
- 10:18daquele jogos. O antes é que as pessoas só
- 10:21ouviam falar que é esporte paralímpico no Brasil.
- 10:25Durante dois mil e quatro, começou
- 10:27a passar na televisão e aí as pessoas começaram a ver
- 10:31aquelas pessoas com deficiência que não tem
- 10:34nada de coitadinhas. Eram atletas, eram campeões, eram
- 10:39atletas que choravam quando periam medalhas, eram
- 10:43atletas que ficavam alegres quando ganhavam medalhas e
- 10:47alheu esporte paralímpico. Depois
- 10:49que começou a passar na TV ao vivo, ele cresceu, ele
- 10:54teve visibilidade. Então eu costumo dizer que também
- 10:57as redes sociais, que é muito mais forte hoje, é
- 11:01um complemento da TV também, mas que consegue
- 11:05estar entrando na casa das pessoas e atingindo muito
- 11:11mais pessoas na hora e no momento que eles quiserem.
- 11:14Por isso é essa importância,
- 11:16Marcelo. Você se envolve com esse assunto
- 11:18também, eu vejo que você participa de palestras,
- 11:21eventos e tudo, né? Ou a importância das paralimpia
- 11:25das escolares pensando nesse anticapacitismo desde cedo,
- 11:31né? Desde um ambiente escolar que é
- 11:32tão importante quando a gente fala em educação, né?
- 11:35Como é que você vê as
- 11:35paralimpia das escolares no sentido de combater o
- 11:41capacitismo? Nesse sentido as paralimpia das
- 11:46escolares tem uma importância fundamental,
- 11:49Marcelo, nas escolas e já tem um início em casa,
- 11:55dentro das nossas casas, porque o capacitismo, como
- 11:59eu falei lá atrás, ele muitas vezes parte de nós
- 12:03também, pessoas com deficiência, mas não pelo
- 12:08preconceito, não pela discriminação, mas eu
- 12:12acredito que pelos pais, pelos familiares quererem
- 12:18proteger demais as crianças com deficiência, eles acabam
- 12:24super protegendo e acabam fazendo com que essas
- 12:29crianças não possam estar indo pra rua, se se
- 12:34socializar, se integrar. Então,
- 12:37as paralimpia das escolares, a partir do momento que é
- 12:41um pessoal com deficiência, tá na escola, se incluindo
- 12:44que a gente já teve, né? Já
- 12:48teve, tá, tem todos os dias essa questão aí de
- 12:52escolas especiais, de escolas convencionais, eu
- 12:56acredito que todas as pessoas, todos os cidadãos,
- 12:59com o seu deficiência, ele tem direito sim de ir pra
- 13:04escola, ele tem direito de poder estar sendo integrado,
- 13:09na verdade não é o meu ponto de vista, isso está
- 13:13na constituição, isso é lei, isso é obrigação,
- 13:17todos os cidadãos, independente de com o seu
- 13:20deficiência. Então, essa questão da paralimpia
- 13:24da escola, como eu falei, começa já na família, e aí
- 13:28a família vê essa criança estudando, essa criança se
- 13:32integrando no esporte, viajando, competindo e o
- 13:37mais legal é que essa garotada, ganhando não
- 13:41metalhas, já é uma grande experiência, já é uma
- 13:45grande bagagem, vai aprender desde cedo que o esporte
- 13:48você ganha e você perde, o importante é você continuar
- 13:53e com essa questão de começar mais novo na
- 13:59competição e na escola que tem que começar, vai
- 14:03passando, exemplo, vai passando e mostrando para
- 14:09outras pessoas que não têm deficiência, que nós somos
- 14:12capazes, que nós não precisamos de peninha, que
- 14:17nós não precisamos ser tratados como coitadinhos,
- 14:21nós temos que ter oportunidades para que a
- 14:24gente possa mostrar nossas potencialidades e capacidades
- 14:28e justamente essa é a inconstância das
- 14:30paralimpíadas escolares, Marcelo. E
- 14:34o outro lado dessa moeda é quando as pessoas vêm as
- 14:38paralimpíadas e falam, olha só, se ele consegue, até
- 14:43você consegue, moleque, vai lá, não sei o que, e
- 14:46trata como herói, se por um lado tratar como
- 14:49coitadinho, como uma pessoa que não tem capacidade, é
- 14:53super prejudicial, o quanto que tratar como herói, um
- 14:57para -atleta, é prejudicial também para que a gente
- 15:00combata o capacitismo? Eu não me sinto lado em
- 15:08herói, né? Eu me sinto sim, né, quando
- 15:11eu competia, quando eu ladei meus cinco mundiais,
- 15:14cinco para panamericanos, cinco paralimpíadas, eu ia
- 15:19lá, né? Todos os dias eu trinhava, eu me
- 15:23dedicava muito, eu estudava o que tinha que ser feito,
- 15:28né? Porque não era só chegar na
- 15:29piscina e sair nadando, que nem o maluco, apesar de
- 15:33quem ver na TV parece isso, mas não é, tem toda
- 15:37uma equipe multidisciplinar, e aí quando você chega no
- 15:40lugar mais alto do pódio, nossa, que superação, que
- 15:44herói, eu até acredito que há uma superação, mas não
- 15:49a superação da deficiência. Cara,
- 15:52eu nasci dessa forma, eu nasci com uma deficiência,
- 15:55mas eu tive escolhas, eu tive pessoas na minha vida
- 15:59e eu queria me integrar, eu queria participar de um
- 16:02esporte e treino a natação, então se eu tive que
- 16:06superar algo, eu tenho que superar todos os dias
- 16:09dores, dos treinamentos, eu tenho que superar as dores
- 16:14e os sacrifícios, que eu tive que sair muito cedo
- 16:18de casa, dar dedicação, então se falarem nessa
- 16:22questão de superação nesse sentido, ok, beleza, mas
- 16:26falar que eu superei a deficiência, pra poder ser
- 16:30um campeão não, isso é capacitismo, isso é um
- 16:32preconceito, isso é uma discriminação, então em tudo
- 16:36isso que eu falei, né, a gente também não gosta de
- 16:39estar num lugar mais alto do pódio e tá falando,
- 16:42caramba, esse é o nosso herói brasileiro, só porque
- 16:46superou a deficiência e está ali, talvez você possa
- 16:50até chegar, caramba, esse cara é um herói, porque
- 16:53ele nesse sentido que eu falei, que tá superando a
- 16:58distância de casa, tá superando, é estar longe
- 17:03dos filhos, ter se sacrificado tudo pra estar
- 17:06ali, ok, beleza, mas não na questão de se superar o
- 17:11ser herói por causa da deficiência, porque nós
- 17:14somos atletas paralímpicos, nós somos pessoas com
- 17:17deficiência, mas tem muitos outros atletas olímpicos que
- 17:22também ralam, que também estão ali se dedicando e
- 17:26que a gente não fala, cara, esse cara é meu
- 17:28herói, né, nesse sentido que é da questão da
- 17:33deficiência, então isso prejudica muito se levar
- 17:39essa questão de superação e herói por causa da
- 17:41deficiência, até mesmo que a deficiência ela não nos
- 17:47caracteriza se nós somos capazes ou incapazes, o que
- 17:52caracteriza um grande campeão é aquele cara que
- 17:56tem obstinação, é aquele cara que cai, mas ele
- 17:59levanta e ele continua nos seus objetivos, né, então
- 18:04não é olhar pra aquela pessoa ver se ele é negro,
- 18:13se ele é qualquer, não é isso que nos define, o que
- 18:16nos define realmente é o pensamento de sempre estar
- 18:19continuando e estar fazendo o nosso melhor, Marcelo.
- 18:24Perfeito, é bom, e essa questão
- 18:27quando a gente usa o termo normal pra se referir a
- 18:32alguém que não tem deficiência, em contraposição
- 18:35as pessoas com deficiência, como é que você recebe
- 18:38isso, Clodo Aldo? Cara, eu recebo com tristeza, mas
- 18:44ao mesmo tempo Marcelo, eu tenho que entender que tem
- 18:48muitas pessoas e o Brasil é um país continental, o
- 18:53Brasil é um país gigantesco, o país é um
- 18:56Brasil de diversidade e que muitas pessoas ainda
- 19:00infelizmente não tem uma televisão em casa, imagina
- 19:03tem internet, imagina ter algum conteúdo pra que ele
- 19:08possa estar se atualizando a esse mundo, né? Então,
- 19:14quando as pessoas chegam pra mim, eu tenho essa
- 19:18esse bom ou eu tenho essa forma de de de podermos
- 19:22expressar de uma forma mais leve, eu não, eu corrijo,
- 19:26mas de uma forma tranquila, de uma forma que não possa
- 19:30constrangê -lo, né, porque é o que que acontece? Muitas
- 19:35vezes as pessoas não usam por maldade, as pessoas
- 19:39usam por falta de conhecimento, então se é
- 19:42por falta de conhecimento, eu não posso chegar e ser
- 19:45um cara rude, eu não posso chegar e ser um cara é um
- 19:51cara preconceituoso, eu vou ali de uma forma é de uma
- 19:56forma de uma morada, de uma forma até sacana e
- 19:59conscientiza aquela pessoa, e eu tenho certeza que eu
- 20:03consigo passar isso, né? Então,
- 20:06é essa coisa de caramba, você nada muito, nem parece
- 20:12que é deficiente, ou então caramba, você parece normal,
- 20:18cara, se todos nós, né, todos nós somos diferentes
- 20:23um do outro, e que bom que temos essa diferença,
- 20:27porque através dessa diferença que uma sociedade
- 20:32cresce, que uma sociedade ela enriquece culturalmente,
- 20:36então eu tenho um maior orgulho do meu país, né,
- 20:38onde nós saímos, nós saímos cinco regiões que cada um
- 20:42é diferente da outra, cada cidade é diferente da
- 20:45outra, e ao invés de a gente ver uma de uma forma
- 20:48ruim, a gente tem que ver uma forma positiva, e de
- 20:52uma forma que a gente possa crescer com tudo
- 20:54isso, então é o que as pessoas, as pessoas que
- 20:58estão nos escutando hoje, essa forma normal, cara,
- 21:04ninguém é normal, né? Ninguém
- 21:06é normal, e que bom que não é normal, e eu não
- 21:09falo normal em questão de deficiência, eu falo que
- 21:13ninguém é normal, porque todos nós somos, todos nós
- 21:18somos diferentes, e não tem a questão da normalidade,
- 21:23mas essas diferenças é que nos faz crescer, é o que
- 21:28nos faz aí poder ter mais conhecimento, porque todos
- 21:32os dias estamos aprendendo, Marcelo. Clodô,
- 21:37agora eu queria assim, que você eu vi um texto em
- 21:40que você colocou lá dez situações pra que a gente
- 21:43evite o capacitismo, né? Eu não sei se você consegue
- 21:47lembrar de algumas pra a gente falar aqui, se
- 21:50possível que a gente ficasse mais nas atitudes
- 21:53que demonstram o capacitismo, sem que a
- 21:56gente perceba, mas a gente não tem muitas vezes a
- 22:00percepção de até onde tá sendo gentil ou tá sendo
- 22:06incomodando, tá sendo preconceituoso. Então
- 22:10alguns comportamentos, não sei se a gente conseguia
- 22:13lembrar cinco situações ou situações e expressões que
- 22:17demonstram esse capacitismo que a gente comete sem
- 22:20perceber, e que é pra a gente ficar atento mesmo,
- 22:23acho que a gente complementa legal aqui. Sim,
- 22:29cara, vamos falando e vou me lembrando, cada um é,
- 22:34por exemplo, muitas vezes no dia a dia, né? Eu
- 22:38conheço várias pessoas cegas que moram sozinhos, que têm
- 22:42a sua autonomia, né? Então muitas vezes a gente fala,
- 22:47caramba, ele mora sozinho e é cego, isso é um
- 22:50capacitismo, isso é um preconceito, porque será que
- 22:54se o Marcelo morasse sozinho e o Marcelo é
- 23:00careca e mora sozinho, né? Então
- 23:03ao invés de chegar, caramba, o clodo álbum é
- 23:09cego e mora sozinho, qual que, o que que tem? É
- 23:15essa questão, né? Então ao invés de poder estar
- 23:20focando na deficiência, vamos colocar só, cara, o
- 23:24clodo álbum mora sozinho e pronto, né? Essa
- 23:28questão do, ah, é, clodo álbum derruma de João
- 23:35Sembraço, né? Então o melhor de poder estar
- 23:40passando por esse capacitismo, ah, o clodo
- 23:45álbum chegou em determinado local e conseguiu uma forma
- 23:51de poder dar uma desculpa pelo atraso dele, né? Então
- 23:57é, são são essas questões que a gente pode mudar as
- 24:04nossas as nossas termologias pra que a gente possa aí
- 24:09estar enfatizando, Marcelo, pra que a gente possa
- 24:12estar enfatizando as capacidades e não, eu não
- 24:16sou campeão por causa da minha deficiência, né?
- 24:19Porque eu parei de nadar em 2016,
- 24:22mas depois que eu parei de nadar, eu comento esforço
- 24:28paralímpicos, né? Te vemos agora comentando os
- 24:32jogos paralímpicos, é, sou colunista de um portal, do
- 24:36portal wall, hoje trabalho com acessibilidade e
- 24:41inclusão em capacidades, né? Realizo
- 24:44palestras motivacionais e as palestras motivacionais não
- 24:48é falando das dificuldades do clodo álbum que superou
- 24:52a deficiência, não é falar de um cara que sofreu
- 24:56preconceito, sofreu discriminação e continuou
- 25:00com pensamento que conseguia, através das suas
- 25:04potencialidades, conseguir superar as suas as suas
- 25:08limitações físicas que todos nós temos, mas conseguiu e
- 25:12sempre é sempre degrau a degrau para conseguir seus
- 25:17substantivos, então a cada dia a gente tem que mudar
- 25:22essas nomenclaturas, essas termologias e destacar as
- 25:30grandes vitórias de um pessoal com deficiência, não
- 25:34porque ele é deficiente, mas porque ele é capaz,
- 25:38né? Então ao invés de falar caramba
- 25:40o clodo álbum Silva nadava muito porque ganhava dos
- 25:46outros atletas porque a deficiência dele é menor,
- 25:50não, o clodo álbum Silva ganhava as próprias porque
- 25:53cara, era um dos primeiros a chegar, era um dos
- 25:57últimos a sair, então todos nós temos que fazer esse
- 26:01deverzinho de casa e ver a pessoa, né? ver
- 26:05a pessoa, porque lá atrás antigamente a nomenclatura
- 26:11era portadora de deficiência física e hoje a termologia
- 26:19mais atual depois de vários debates nacionais e
- 26:23internacionais foi colocado pessoa com deficiência,
- 26:28porque? Porque antes de qualquer coisa nós
- 26:33somos pessoas e pessoas com deficiência e deficiência
- 26:39qualquer pessoa pode ter uma deficiência não quer
- 26:42que não quer que não quer dizer que seja física, né?
- 26:46Pode ser de qualquer forma, pode
- 26:49-se usar um óculos e ter uma deficiência de visão,
- 26:54né? Então cada um de nós temos uma
- 26:56deficiência, por isso que hoje a termologia correta,
- 26:59é pessoa com deficiência e por isso essa questão do
- 27:02capacitismo a gente sempre tem no nosso dia a dia
- 27:06enfatizar a pessoa, enfatizar as suas qualidades
- 27:11e não as deficiências que não é isso que nos
- 27:14caracteriza Marcelo. Perfeito,
- 27:18você falou de degrau em degrau e aí eu lembrei de
- 27:21rampa em rampa, isso é uma coisa também que tem a
- 27:24ver, né? Com até as paralimpíadas
- 27:27transformar os degraus em rampas para aumentar a
- 27:30sensibilidade. Quando a gente fala em paralimpia
- 27:32das escolares, eu me pego muito nesse ponto, por
- 27:36exemplo, eu tenho um filho que tá com 14 anos agora
- 27:39e minha mãe não podia ir à escola ver as
- 27:42apresentações dele porque a escola tinha 15 lances de
- 27:45escada e minha mãe usa andador. Então
- 27:48é também essa visão, né, de ser pra todos realmente,
- 27:53pra todos e todas até hoje pra ainda incluir realmente,
- 27:57né? Eu acho que essa questão da
- 27:59rampa, essa questão do espaço físico, ajuda muito
- 28:03a incluir também, né? É, enfim, não sei se a gente
- 28:09pode falar um pouco disso também como uma forma de
- 28:12combater o capacitismo ou se você acha que é outra
- 28:15pauta, é outra. Não, não, não, não, é não. E
- 28:19pode sair do roteiro, que eu adoro, sai de um
- 28:21roteiro, Marcelão. Mas é isso aí, cara, você
- 28:26falou tudo, né? E eu me lembro bem, um
- 28:30momento único na minha vida, um momento
- 28:32inesquecível, sete de setembro de 2016, quando eu
- 28:37coloquei fogo do Maracanã, mas até chegar a colocar
- 28:42fogo no Maracanã, né? Estava
- 28:44no Maracanã, estava ali no estádio, até um tempo atrás
- 28:47era o maior estádio do mundo, um um local
- 28:51histórico do Brasil e do nosso planeta. E
- 28:56tava ali, né, com a colinha, cadeira de rodas e
- 28:59a tocha paralímpica e cheguei num determinado
- 29:03local e tinha entre mim a Pira, tinha da Graus, né?
- 29:07E Maracanã notado o mundo
- 29:09todo vendo aquela cena e por alguns instantes, por
- 29:13alguns segundos, todos se perguntando como o Clodo
- 29:18Aldo vai chegar até lá em cima pra o acendimento da
- 29:22Pira. Será que vai vir um guindaste,
- 29:27vai segurar ele, vai levar até lá? Será
- 29:29que ele vai sair voando? Como
- 29:31é que ele vai transportar todos aqueles degraus pra
- 29:35chegar na Pira? E de repente, abrem -se rampas
- 29:40dentro dos degraus e eu acabo subindo as rampas e
- 29:46acender na Pira. E qual que foi a grande
- 29:49mensagem naquele sete de setembro de 2016? A
- 29:53grande mensagem é que podem haver degraus, podem haver
- 29:56escadas, podem, mas se eu ver uma rampa, todo mundo
- 30:00chegando nesse lugar. E é o que a gente estava
- 30:02falando. Quando a gente fala todo mundo, é
- 30:05a sua mãe que usa o andador, é a pessoa, é o
- 30:10Beza, é uma pessoa de baixa estatura, é uma
- 30:17mulher grávida, ou uma mulher com carrinho de
- 30:20bebê, não é só pessoa com deficiência, é a mulher,
- 30:24uma giz dele built em super shake, ela des salto
- 30:27alto, eu tenho certeza que ela des salto alto, se ela
- 30:31ver uma rampa ou um degrau, ela vai escolher a
- 30:34rampa até mesmo porque a vida toda dela foi de uma
- 30:38passarela plana. Ou seja, todo mundo pode usar
- 30:45o fluido de a rampa, usar o fluido de acessibilidade.
- 30:48E a questão de rampa, questão
- 30:50de acessibilidade, nós temos leis, desde a constituição
- 30:54lá em 1988, obriga que os estabelecimentos públicos e
- 31:01privados tenha acessibilidade, só que
- 31:04infelizmente não é fiscalizado. Então,
- 31:07tudo isso contribui muito ainda para um preconceito,
- 31:11uma discriminação e um capacitismo. Porque
- 31:14a partir do momento, mas é que a gente tiver, é a
- 31:17acessibilidade para a pessoa, qualquer que seja,
- 31:21ir e vir as outras pessoas não vão olhar para aquela
- 31:25pessoa com um olhar de caramba, aquele cara ou
- 31:28aquela mulher, qualquer momento ela vai cair se
- 31:30machucar. Então, intuitivamente a gente que
- 31:33está ali perto para ajudar e muitas vezes está
- 31:36incomodando, mas você não tem acessibilidade, então
- 31:40você fica ali para meio que proteger aquela pessoa.
- 31:43Então, tenho certeza que a partir
- 31:45do momento que nossas autoridades, em âmbito
- 31:48municipal, estadual e federal, poder olhar de uma
- 31:52maneira mais séria para questão da acessibilidade, o
- 31:56capacitismo pré -conceito e a discriminação vai diminuir
- 32:00muito no nosso país. Marcelo?
- 32:04Perfeito, perfeito, Prudaldo, acho que demos super conta,
- 32:08não sei, esse ficou lindo essa mensagem e eu vou te
- 32:10falar outra coisa nesse áudio também, eu convidei
- 32:14para uma introdução sobre capacitismo o Marcos Aurelio
- 32:19de Carvalho, talvez você o conheça, o Marcos Aurelio
- 32:22de Carvalho fazer o quintal da Globo, na Rádio Globo e
- 32:25hoje ele é responsável pela Rádio ONCB, da Organização
- 32:33Nacional dos Segos do Brasil, e ele fala
- 32:35justamente da situação de que quando ele era criança,
- 32:39por ter um olho, ele não tinha visão em um olho,
- 32:42acho que no outro tem dez por cento de visão, um tio
- 32:45chegou pro pai dele e falou, meu, não precisa
- 32:47mais mandar esse moleque para a escola, para que
- 32:49você vai mandar esse moleque para a escola, não
- 32:51vai dar em nada, né? E aí ele foi o primeiro
- 32:55repórter de campo cobrindo no Maracana, como repórter
- 33:00de campo atrás do gol, com todos os instrumentos
- 33:04necessários para que ele conseguisse cumprir esse
- 33:07papel e hoje é o coordenador da Rádio ONCB,
- 33:12tem toda essa ligação com o esporte também, e ele
- 33:14fala justamente dessa questão que você falou lá
- 33:17no começo da família, né, quando eu perguntei das
- 33:19paralimpíadas, então vai ficar super conversando com
- 33:22o que você disse, muito legal, muito legal. Uma
- 33:25última coisa mesmo da minha parte, aí depois deixei
- 33:27aberto pra você complementar, a gente falou
- 33:30das paralimpíadas escolares, mas não são só as
- 33:32paralimpíadas escolares, a educação física também
- 33:36precisa ter essa visão anti -capacitista, né? Você
- 33:42acredita que tem alguma dica que você possa deixar
- 33:46para educadores físicos, para pessoas que lidam com
- 33:49crianças e no geral também com a educação física, que
- 33:55possam ser importantes para que a gente combata o
- 33:58capacitismo? Com certeza Marcelo, é como
- 34:03você falou, não só para as pessoas, para os educadores
- 34:07físicos, mas no geral, para que as pessoas primeiro
- 34:12possam perguntar, né, como eu posso te ajudar? Eu
- 34:17posso ajudar em algo, né? Essa
- 34:19é a primeira dica e a segunda é você olhar aquela
- 34:22pessoa com uma deficiência, o maior comprometimento que
- 34:26tenha não é você que tem que falar para aquela
- 34:30pessoa o que ele pode fazer. A
- 34:33única pessoa que pode falar o que nós podemos fazer
- 34:35são nós mesmos, então, é numa piscina, numa pista de
- 34:41atletismo, num global, deixam ele à vontade,
- 34:44deixam ele à vontade e o educador físico, ele vai
- 34:48ver, né, através de deixar aquela pessoa à vontade o
- 34:52que ele consegue ou não fazer e aí depois vai
- 34:55adaptando, mas primeiro do que tudo, não é colocar
- 34:59limites, quer fazer? Vai lá e faz, né? E
- 35:03aí ao longo do conhecimento que vai ter com aquela
- 35:08pessoa, você vai ver realmente o que dá para
- 35:11fazer ou não, mas dá limites, não vamos fazer
- 35:16isso. E as pessoas no geral, vê
- 35:19uma pessoa com deficiência e observa, observa e se
- 35:24você chegar em algum momento que achar que
- 35:26aquela pessoa precisa de ajuda, você chega para ele
- 35:29você primeiro pergunta, você não chega, não dá uma
- 35:33gravata nela e sai levando, você chega e pergunta, como
- 35:37posso te ajudar, né? Então, são dicas e nissões básicas
- 35:43que a gente tem no nosso dia a dia com pessoas que
- 35:47a gente acha que pode fazer tudo, né? Então
- 35:49se eu chego para você, pô, mas é tudo bem e tal,
- 35:52você está preso de ajuda? Para
- 35:54uma pessoa com deficiência é a mesma coisa, Marcelo.
- 35:57Olha, é de verdade, é um prazer
- 36:01enorme, eu fico muito feliz de ter conseguido falar com
- 36:04você e gostaria de deixar aberto se você quiser
- 36:07complementar com alguma mensagem, alguma coisa,
- 36:10depois, é, fique à vontade. Eu
- 36:15posso, a mensagem que eu posso passar aqui para todo
- 36:18mundo, Marcelo, essa tem uma frase aqui, ó, ah, meu
- 36:22bano, esse é dos bons tempos quando eu na DARPA,
- 36:25tudo bem que a gente está no podcast, as pessoas só
- 36:27estão nos pessoas estão nos escutando, mas eu tenho um
- 36:31bano aqui atrás, galera, né? Onde
- 36:33eu tô com a toca e um óculos de natação e
- 36:37embaixo, tem uma frase, nunca desista dos seus
- 36:40sonhos e não quando o clodo Aldo fala nunca
- 36:44desista dos seus sonhos, é porque o lado de natal no
- 36:48Rio Grande do Norte nasci com a paralisia cerebral,
- 36:52falta de oxigenação durante o parco, na infância e
- 36:55adolescência, passei preconceito, passei
- 36:57discriminação, comecei a nadar como fisioterapia e
- 37:01anos depois ganhei o Brasil e o mundo ganhando muitas
- 37:04medais, então se eu consegui com todas essas
- 37:08dificuldades, todo o mundo que está nos discutando
- 37:11também consegue, mas quando eu falo quando o clodo
- 37:14Aldo Silva consegue, é porque não é porque eu sou
- 37:18deficiente, é porque eu tive várias dificuldades,
- 37:21igual vocês têm todos os dias de chegar no trabalho,
- 37:25de chegar no local do emprego, no esporte, mas eu
- 37:30nunca desisti, eu sempre fui obstinado para conseguir
- 37:34os meus objetivos, então se eu tiver essa persistência,
- 37:38se eu tiver essa perseverança, vocês também
- 37:42podem fazer o mesmo, porque não é nossa deficiência que
- 37:45nos limita, o que é nossa nossa deficiência física que
- 37:49nos limita, o que nos limita é o nosso
- 37:55pensamento, né, e se a gente tiver um pensamento
- 37:58positivo, se a gente tiver um pensamento para cima,
- 38:01para a frente, a gente consegue tudo que a gente
- 38:04desejar, essa é a mensagem que eu deixo pra vocês,
- 38:08muito obrigado Marcelo por essa oportunidade e até a
- 38:12próxima. Muito obrigado, muito obrigado, eu
- 38:15vou colocar mais essa na coleção aqui, eu frequento
- 38:18o Centro Paralímpico aqui em São Paulo com meu filho
- 38:20desde pequenininho, inclusive ele já jogou o futebol de
- 38:23cinco lá com os olhos vendados, já jogou basquete
- 38:27com o pessoal de cadeira de rodas, criança né, pode
- 38:30tudo, então acho um ambiente fantástico, acho um
- 38:33barato, né, essa possibilidade dele desde
- 38:37criança ter esse acesso e conheci o Daniel Dias, a
- 38:41Susana Chinando eu tenho muito aprender, tenho
- 38:47aprendido e com essa conversa foi mais um
- 38:51momento especial aqui para estarmos juntos, tá bom? E
- 38:57quando você tiver por aqui em São Paulo, fala com a
- 39:02sua assessoria para mandar um tal que sim vai se
- 39:04conhecer. Obrigado, Marcelo, obrigado cara,
- 39:08valeu aí pelo bate papo, até a próxima. Valeu,
- 39:11um grande abraço, tudo de bom. Valeu.
- 39:13É mais. Bom, se você ficou até aqui é
- 39:16porque gostou do papo com o clodo áudio Silva e eu
- 39:20faço outro convite pra que você entre ainda mais no
- 39:25clima das Paralimpeadas Paris 2024. Na
- 39:29descrição deste episódio você encontra links para
- 39:33uma entrevista com Daniel Dias na casa dele em
- 39:37outubro de 2016. Por hoje é isso, até a próxima
- 39:42quando eu volto com mais peças raras pra você.