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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Robótica. Lagarta robótica com metal líquido recupera os próprios circuitos com a ajuda de um ímã. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 26 de outubro de 2026. Imagine um pequeno robô em forma de lagarta, macio como borracha, que leva um corte de faca bem no meio dos seus circuitos. Em vez de parar de funcionar, ele volta a conduzir eletricidade assim que alguém passa um ímã sobre o corte. O trabalho é de Siying Li e colegas da Universidade de Sichuan, na China, e foi publicado na revista International Journal of Extreme Manufacturing. A equipe criou uma forma de cobrir peças flexíveis, feitas em impressora 3D, com uma camada de metal líquido. Essa camada conduz eletricidade, responde a ímãs e continua funcionando mesmo quando a peça é dobrada várias vezes. Isso interessa à chamada robótica macia, que busca máquinas com corpo flexível, parecido com tecidos vivos. O obstáculo é que os circuitos costumam ser de metal sólido. E o metal sólido, dobrado muitas vezes, se desgasta e acaba rachando. A solução começa na própria impressora. Ela usa uma resina que endurece com luz. Os pesquisadores misturaram nessa resina partículas minúsculas de óxido de zinco. Depois, um laser ultravioleta percorre só os trechos onde deve passar um circuito. Ali, o laser arranca átomos de oxigênio e deixa pequenos defeitos no material. Em seguida, a peça vai para um banho químico com cobre dissolvido. Os defeitos capturam o cobre, e uma camada finíssima desse metal cresce apenas no caminho desenhado pelo laser. Na última etapa entra o metal líquido, uma liga de gálio, índio e estanho, misturada com grãos microscópicos de ferro. O gálio reage com o cobre e forma uma espécie de âncora, que prende o metal líquido às trilhas. No resto da peça, a mistura simplesmente escorre. As trilhas ficam com cerca de cinquenta e oito milésimos de milímetro de largura. E, como o centro do circuito é líquido, um corte não é fatal. O ímã puxa os grãos de ferro, que arrastam o metal líquido por cima da falha, como se fosse uma costura. A corrente volta a passar na hora. Nos testes, a lagarta, movida por campos magnéticos variáveis, avançou três centímetros e meio em quinze segundos e subiu uma rampa de trinta graus. Ela também se desloca sobre a água. Outro protótipo, um pequeno torpedo oco, foi impulsionado por luz infravermelha e fez curvas fechadas sem nenhum motor a bordo. A camada metálica tem ainda outras utilidades. Ela eliminou mais de noventa e nove por cento de duas bactérias comuns, a Escherichia coli e o Staphylococcus aureus. E bloqueou com eficiência a interferência eletromagnética, o ruído que pode atrapalhar aparelhos eletrônicos. Segundo os autores, o método dispensa salas limpas especiais e fornos de alta temperatura. A peça pode ser impressa durante a noite em equipamento comum, e os circuitos gravados a laser em minutos. Mas ainda há passos antes de chegar à indústria. Os banhos e as pinceladas feitas à mão precisam virar processos automáticos, como a pulverização. E, para usos médicos ou em roupas, será preciso garantir que os metais não se soltem e passem para o corpo. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.