Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #385 Jingle no Brasil - uma viagem pela música publicitária
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- 0:04Olá, tudo bem? Marcelo abud chegando para
- 0:07pilotar a nave e trazer mais uma bagagem de velhas novidades.
- 0:13Hoje nossa viagem é pela música comercial, ou melhor, pela
- 0:19música publicitária. Eu vou trazer uma playlist com
- 0:23jingles que marcaram época e que continuam na mente de muita
- 0:29gente. Será que é o seu caso?
- 0:31E na segunda parte, você vai acompanhar um trecho de palestra
- 0:35que eu fiz sobre o tema para Universidade Católica de
- 0:39Petrópolis. Por lá tem campanhas de café
- 0:42seleto, cobertores, Paraíba. Pepsi e o clássico silêncio de
- 0:48um Chevrolet, entre outras lembranças.
- 0:51Bom, mas antes vamos mostrar um lado não muito conhecido de Rita
- 0:57Lee. É claro, a gente não poderia
- 1:00deixar de homenagear a Rita Lee. Aliás, se você for ao Facebook
- 1:05da malaveia, né? Malaveia na web.
- 1:07O Facebook você vai encontrar ali.
- 1:10Uma história sobre o lado DJ da Rita Lee, a lita ri a DJ que
- 1:16participou de um programa chamado rádio amador na 89 FM.
- 1:20Bom, lá tem essa história e aqui eu trago um outro lado que
- 1:25também foi marcante na carreira da Rita Lee, a gravação de algo
- 1:30mais da Shell, música que se tornou conhecida em campanha da
- 1:35Shell em 2008. No boletim Rádio Escuta peças
- 1:38raras. Que era transmitido pela rádio
- 1:42malaveia web. Destacamos 2 jingles criados
- 1:46para Shell no final dos anos 60. Essas músicas tiveram o objetivo
- 1:51de aumentar a adesão do público jovem pela gasolina da Shell,
- 1:56né? É, eram nomes que faziam a
- 1:58cabeça da moçada da época e foram os intérpretes dos jingles
- 2:04de Shell no finalzinho dos anos 60.
- 2:07Além dos mutantes, tem também o rei Roberto Carlos.
- 2:12Vamos relembrar? Passei num posto Shell e botei
- 2:17gasosa. Com ICA, minha caranga está uma
- 2:21brasa, mora? O Roberto Carlos tá por dentro,
- 2:26pessoal? Só nos postos Shell você
- 2:28encontra gasolina com ICAO, aditivo que não lhe custa um
- 2:32centavo a mais, isto é. Ou não é algo mais?
- 2:39Você pode confiar na Shell, mora?
- 3:14Bom, você ficou aí com uma lembrança das campanhas da Shell
- 3:18e ainda com a versão estendida da música algo mais, que figurou
- 3:23nas campanhas da empresa no final dos anos 60.
- 3:27Assinam essa composição os próprios integrantes dos
- 3:30mutantes. Arnaldo Batista.
- 3:33Rita lia, nossa homenageada lembrada hoje, e Sérgio Batista.
- 3:38A gravação é de 1969 e foi lançada no LP que teve o mesmo
- 3:42nome da banda, mutantes. Bom, e eu vou aproveitar a
- 3:48paixão por carros do nosso patrão aqui no podcast.
- 3:52Malaveia puxar um pouco o saco, né?
- 3:54Pra fazer um Salto no tempo e falar de outro jingle que tem
- 3:59uma história parecida com essa dos mutantes.
- 4:03Só que este jingle foi criado décadas depois.
- 4:08Você vai conhecer a história de uma das músicas publicitárias
- 4:12recentes que fez o maior sucesso.
- 4:16Tudo começa com o anúncio da volta de uma banda que havia
- 4:20feito um tremendo barulho no mesmo período dos mutantes.
- 4:26Eu estou falando de dancles, que em 2006 figurou no YouTube com o
- 4:33clipe de será que é pra mim? É o que você ouve ou relembra
- 4:38agora aqui no podcast malaveia curta só.
- 4:46Não existe paixão.
- 7:28E junto com o clipe esse clipe que você conferiu, que foi
- 7:31lançado no YouTube em 2006, um grande alvoroço começou a se
- 7:36desenhar em torno da volta do the ancos.
- 7:39Entrevistas em páginas inteiras de jornais, chamadas nas
- 7:44emissoras de rádio que anunciavam eu nunca vou
- 7:46esquecer. Eles voltaram, é verdade, o
- 7:50grande grupo pop dos anos 70 está de volta.
- 7:54E aí vinha o refrão, né? Não tem cara de tiozão.
- 7:58Mas conquistou meu coração. Aí IA, né?
- 8:01Para você ter uma ideia da repercussão, nós vamos ouvir uma
- 8:05entrevista com os próprios integrantes da banda the ancles
- 8:09lá naquele momento, em meados dos anos 2000.
- 8:13Bom, eu e o João somos de hammond, né?
- 8:16No interior de São Paulo, é, nós estudamos juntos e foi na escola
- 8:20que a gente resolveu montar uma banda e a gente começou tocando
- 8:23em bailinho e animávamos, festas, casamentos, qualquer
- 8:27tipo de aglomeração. Em 75 já veio o primeiro
- 8:30sucesso, né? Na verdade, foi lançado em 76.
- 8:32Nós gravamos em 75. Diga me que me ama, diga me que
- 8:38me. Quer?
- 8:40Eu vou, eu vou agora. Vocês devem lembrar, o que
- 8:47aconteceu, no fim das contas é que ramant ficou um pouco
- 8:49pequena demais para nós depois de 76, então a gente acabou indo
- 8:54para o Rio de Janeiro, que é onde as coisas aconteciam
- 8:56naquela época, né? E aí, por incrível que pareça,
- 8:59logo de cara a gente acabou emplacando mais um sucesso que
- 9:02era o ring ring, né? Até vocês lembram do ring ring
- 9:11ele quer. Cantar a Capela hoje ele tá?
- 9:16Demais a. Gente fez uma que não emplacou
- 9:20como a gente queria e fizemos outra que chegou perto, né?
- 9:24Verdade é muito. Rápido, mas a gente não.
- 9:25Não tinha a menor ideia do que podia acontecer.
- 9:27Né, as coisas foram. Acontecendo muito rápido é a
- 9:29mesma. Coisa logo de cara impactante, o
- 9:31negócio você toma aquele sudo, você falei agora no que que como
- 9:34é que a gente vai andar, né? Vindo do interior de uma cidade
- 9:37grande, né? Quer dizer, a gente conhecia e
- 9:38tal. A gente não tinha essa
- 9:39experiência, essa vivência da cidade grande, né?
- 9:42Então, fui sair na rua. Você é reconhecido?
- 9:44É, mas a gente não tinha maturidade para isso, né?
- 9:46Foi depois do SOS é que a coisa começou a pegar mesmo.
- 9:49Aí a gente era bem reconhecido sim, na rua, né?
- 9:51Sair na rua? Não podia andar na rua?
- 9:54Mas foi com OSOS. Na verdade é que o Brasil viu
- 9:56que a gente não era uma banda de um sucesso só.
- 9:59Isso é que foi bacana para nós. Foi muito, muito importante que
- 10:02a gente mesmo é. Nós nos firmamos enquanto grupo,
- 10:06e aí é que a gente começou AA poder seguir um pouco.
- 10:08Aliás, OSOS muita gente deve lembrar, né?
- 10:17Que era. É, depois do dance a gente
- 10:25resolveu, né? Foi, foi o dance.
- 10:27Foi o grande sucesso, né? Esse foi o arrebatadora.
- 10:30Né, todo mundo ficou conhecendo a gente com danc.
- 10:32É aquela pauleira de show todo final de semana e viagem a gente
- 10:35passava. Em casa para trocar de mala e.
- 10:38A Vida da Gente diferente. Também, né?
- 10:39A gente não parava em casa de. Repente, começamos a ter.
- 10:42Família, os temas foram mudando e aí chegamos uns visitantes que
- 10:45é. É, os visitantes foram.
- 10:46Mudaram, mudou a linguagem. Né bem de?
- 10:48Diferente a gente também estava. A nossa linguagem estava
- 10:50começando a mudar a linguagem do mundo, começou a mudar muito o
- 10:52mundo todo. É o que aconteceu.
- 10:53Foi que em 2000 a gente recebeu uma proposta milionária para
- 10:56poder voltar. E eu realmente, eu estava fora
- 11:00da música, estava fazendo outras coisas, estava muito feliz,
- 11:03inclusive fazendo isso. E eles vieram.
- 11:06De propostas milionárias, começou a encher um pouco a
- 11:09gente. Porque nunca foi por dinheiro.
- 11:11Né, a gente não fazia, a gente fazia pelo.
- 11:14Tesão de estar junto, que era um barato, que a coisa fluía, que a
- 11:17gente criava, criava, criava, criava.
- 11:20Em 2006, nós realmente, efetivamente voltamos e
- 11:23começamos a trabalhar de novo juntos.
- 11:25E justamente o será que é para mim, que é que tá aí no ar, né,
- 11:28que é nosso novo hit, surpreendentemente, não
- 11:30surpreendeu também, né? Surpreendeu a todos é isso é um
- 11:33processo mundial, né? O polícia acabou de de voltar
- 11:36também, né? Há uma série de bandas que estão
- 11:38voltando, né? Voltou com o primeiro vocalista
- 11:41da minha. Informação.
- 11:42Tem uma série de bandas, né? Estão aí se juntando.
- 11:44Pink Floyd está vindo fazer show no Brasil agora, né?
- 11:47Então é uma coisa que está acontecendo agora.
- 11:49Parece uma necessidade mundial. Não só é a te dar um estilo, um
- 11:54único estilo e a um único país, né?
- 11:57Aí A Entrevista com os integrantes da banda, que fez
- 12:00muito sucesso nos anos 70, dancles o resultado desse
- 12:06alvoroço foi que os garotões chamaram a atenção de uma
- 12:10agência de publicidade ATBWA, que resolveu gravar com eles uma
- 12:16nova versão da música e do clipe.
- 12:19Isso com uma super produção, né? Logo, será que é para mim?
- 12:23Virou o jingle da campanha do Nissan centra em 2007.
- 12:29Acompanhe como ficou esse comercial?
- 13:26maravilhoso. Chegou o Nissan centra, o sedan
- 13:30que veio para mudar o sedan. E eu lembrei dessa campanha
- 13:33porque acho que tem muitos paralelos com a dos mutantes pra
- 13:38Shell. E você lembrava do sucesso que o
- 13:41de ancoes havia feito nos anos 70?
- 13:45Pois é. Agora, um detalhe que eu vou
- 13:47revelar, os tiozões da banda são atores e músicos que foram
- 13:53contratados para participar da campanha publicitária.
- 13:57Na verdade, nos anos 70 não existiu uma banda com esse nome.
- 14:02E aí é que está a grande sacada para gerar essa confusão, um
- 14:07mergulho em como eram os nomes das bandas nos anos 70 e, além
- 14:13disso, a paixão por carros de quem era adolescente naquela
- 14:16época foi fundamental para que, nos anos 2000 de ânclos
- 14:22parecesse algo que fosse muito familiar.
- 14:26Então, deancles não era um nome muito diferente de outras
- 14:30bandas? Olha, tinha the ventures, the
- 14:33jordans, The Beatles e as versões em português também, os
- 14:37próprios mutantes, né? Os almôndegas de onde saiu o
- 14:41Cleiton e kledir, é isso? Acho que é isso, né?
- 14:44E por aí afora, tá aí uma fake news que não causa perigo, ao
- 14:50contrário, é uma grande diversão.
- 14:53Você concorda? Foi divertido, então tá bom,
- 14:57muito, muito, muito legal ter a sua companhia nessa nossa viagem
- 15:01aqui na malaveia com essa bagagem única, única e
- 15:05exclusivamente pensada em você. Bom, depois desta introdução
- 15:11deste lado a do nosso programa, você segue com outras campanhas
- 15:16publicitárias históricas. Eu faço o convite para que você
- 15:20acompanhe um trecho da palestra que eu fiz.
- 15:23Diz durante a pandemia, né? É online, é pra Universidade
- 15:29Católica de Petrópolis. Fique, fique aqui e divirta se
- 15:34com muitas outras lembranças e até a próxima.
- 15:38Então, no dia 22/09/2021 eu participei de uma palestra
- 15:46online a convite da professora Kátia Zanatta, da Universidade
- 15:50Católica de Petrópolis. O tema da conversa, jingle ou a
- 15:55trilha sonora da sua vida? E nesta edição eu divido com
- 15:59você o conteúdo recheado de músicas publicitárias para você
- 16:04lembrar e se emocionar. Então, a commodity, onde você
- 16:09estiver, ajuste o fone de ouvido e vem comigo.
- 16:14O jingle, a música publicitária faz parte de da vida de todos
- 16:21nós de alguma forma, mesmo quando a gente não percebe.
- 16:24E essa um pouco a jornada que que eu pretendo levar hoje nessa
- 16:30noite. Então eu já vou começar com um
- 16:34jingle com uma lembrança que fez parte da minha infância.
- 16:40Infância, quanto tempo será que faz isso, Hein?
- 16:42É bom, vamos lá e. Mas é muito anterior ao meu
- 16:48tempo de criança e eu geralmente pergunto para as pessoas se há
- 16:54alguma memória em relação a isso.
- 16:56Hoje em dia, inclusive para os jovens, para os meus alunos,
- 17:00para as minhas alunas, isso vem muito à tona.
- 17:03Então vou fazer um exercício aqui com quem já está é
- 17:07presente. Na questão de pensar em uma
- 17:11música de ninar, uma música que é de repente, a avó, o avô,
- 17:20alguém que quando, né? A gente ainda tava ali no nos
- 17:26primeiros anos de vida, na hora de dormir, entoava alguma
- 17:30canção. E se essa canção começava mais
- 17:33ou menos com. Algo do tipo já é hora de
- 17:39dormir, não? Espere aí, papai, mamãe, vovô,
- 17:45Vovó. Mandaram adaptando pra quem
- 17:48estivesse cantando, né? Então é talvez alguns de vocês
- 17:53se lembrem de dormir ouvindo esse essa música, né?
- 17:59Como sendo uma música de ninar e que na verdade foi criada.
- 18:05Há bastante tempo foi criada. Fomos pensar 51 pra casa, 70
- 18:10anos, há 70 anos é e é anterior até a memória que a gente tem
- 18:18desse jingle quando acompanha a ele no YouTube, por exemplo.
- 18:24Então eu vou, vou colocar é vou pedir aqui.
- 18:50Aconchegante maciez de puralan para a sua.
- 18:53Família cobertores, Paraíba. Muito bem ficou conhecido como
- 19:00jingle de cobertores Paraíba, mas na verdade ele nasceu como
- 19:06uma música da TV Tupi. TV Tupi.
- 19:10Em 1950 18/09/1950 entrou no ar, eu tô aqui em São Paulo, então
- 19:14foi aqui no Sumaré, aqui pertinho da onde eu estou.
- 19:16E de repente, quando a televisão chega, ainda poucas casas tinham
- 19:19aparelhos. Mas quando?
- 19:28Efetivamente, as crianças passam a ter acesso à televisão.
- 19:32Aí nós já estamos falando de 52. Algumas casas tinham aparelhos
- 19:37de TV. É, as mães e pais começam a
- 19:42ficar desesperados e a TV Tupi começa a receber uma enxurrada
- 19:45de cartas. É assim abismadas com o que
- 19:49estava acontecendo na família, a destruição da família brasileira
- 19:52por causa da televisão. Aquela criança que antes IA
- 19:55dormir cedo, agora só quando a televisão saísse do ar e nem
- 19:59quando saísse do ar, porque a televisão só transmitia à noite.
- 20:02Era ao vivo, né? Mas mesmo assim a criança ficava
- 20:05hipnotizada por aqueles chuviscos na tela, então a
- 20:08criança não dormia mais depois que a televisão surgiu.
- 20:11Aí o que acontece? A TV Tupi, né?
- 20:15Cria uma vinheta, que é essa que nós conhecemos agora como
- 20:19jingles de cobertores, Paraíba, que vai ser adquirida.
- 20:22Na década seguinte, por cobertores Paraíba, mas foi
- 20:25criada na TV Tupi pelo erlon chaves, que era o maestro, e
- 20:29também é a ideia mesmo do Mario fanuc, que é na verdade era o
- 20:35cenógrafo da TV Tupi. Estamos em 1951.
- 20:38A televisão brasileira tem 1 ano de idade.
- 20:41Durante esse ano todo, a direção da emissora recebeu reclamações
- 20:45dos pais. Porque não consegui mandar as
- 20:51crianças dormir, anão ser que terminasse toda a programação de
- 20:55televisão, pois IA ser um carrego animado ou uma discussão
- 21:00política, fosse o que fosse a televisão ligada a criança tava
- 21:04lá. Então o Cassiano gavas Mendes,
- 21:07diretor da televisão, me chamou e disse, Mário, pessoas que
- 21:10fazer qualquer coisa, escreve em telefone, pede para ele te
- 21:14ajudar. Como é que ele pode fazer para
- 21:16te dizer que? Sei lá, nossas crianças não
- 21:20podem ver televisão. Aí eu saí de lá, não é onde
- 21:24disse nada. Encontrei o erro, que era meu
- 21:27parceiro em todas as invenções. Nos fazia, se erro, fosse um
- 21:31gingle para mandar as crianças para a cama.
- 21:35Sentamos ao lado do piano. Ele ficou batendo em pianos, uma
- 21:41atenção de ninar. Aí eu cheguei pensando ser
- 21:50castelo. Nós fizemos uma prova lá com
- 21:53aquela menina que era, que era do trio Tupi, e gravou com voz
- 21:58de criança, você não quer ouvir? Ele disse, não põe no ar às 9:00
- 22:03da noite, você não vai ouvir, não põe no ar.
- 22:06Aí eu cheguei, como é que eu vou pôr no ar um gingle?
- 22:10Aí eu desenhei o indiozinho deitado numa retinha, né?
- 22:15Focar dele com a anteninha pendurada do lado da tal de uma
- 22:19luazinha lá atrás da janela. Fiz OOOGT verão, mandei projetar
- 22:27e manda soltar o gingel. Foi a primeira vez que saiu.
- 22:30Ele ficou 12 anos no ar como institucional.
- 22:34Depois foi vendido para cobertores.
- 22:36Paraíba ficou mais 10 anos ou mais em 2002, na Copa do Mundo
- 22:42do. Brasil, Coreia e Coreia.
- 22:46A telefônica comprou o ginga direitos para usar no
- 22:50despertador da telefônica, me pagou direitos autorais que eu
- 22:54fiquei a ter listado, e no ano seguinte eles renovaram o
- 22:58contrato e eu dei metade da verba para a família do ern, que
- 23:02já havia Aparecido há muito tempo, né?
- 23:05Eu não. Então, 50 anos depois da criada,
- 23:09ela rendeu. Mais do que na primeira, porque
- 23:11a primeira não deu salariado ganhei nada, ganhei sim.
- 23:16Na hora que eles fizeram um disco, cobertores, Paraíba, e
- 23:20publicaram lá na no disco, tinha já a hora de dormir ENN, quer
- 23:25dizer, não nominado. Aí eu fui reclamada, escuta, não
- 23:30nominado, tem atores. O Jorge abuts, era um diretor da
- 23:34agência, abuts propaganda. Ele disse, claro que sim, em
- 23:38direito. Vamos pagar quando ele pagou os
- 23:41direitos naquela época, até aí, duro era, mas que meu salário,
- 23:44mais um gênero e. Essa.
- 23:47História do agora todo mundo diz assim, Ah, eu me lembro.
- 23:52As crianças odiavam quando eu fiz o meu livro sobre televisão.
- 23:57A minha parte, que era o Inter programa, eu intitulei esse
- 24:01capítulo de. Uma canção de ninar que
- 24:07despertava a raiva soube. Depois.
- 24:22Que o um dos diretores da telefônica que aquela música na
- 24:26cabeça desde criancinha? E ele que sugeriu a compra da
- 24:30coisa? Então o Mário falou que pensou
- 24:49numa música que era. Essa de ninar pra mandar as
- 24:53crianças pra cama. Então quando a gente fala de
- 24:56trilha sonora da vida, a gente já vai pensando em como o jingle
- 24:59muitas vezes está presente no nosso dia a dia e No No nosso,
- 25:05em cada momento do nosso dia, melhor dizendo, né?
- 25:09Então AO jingle de cobertores, Paraíba tem muito essa função e
- 25:14até hoje, né? É é cantado aí pra que algumas
- 25:19crianças possam. Dormir e ter um sono mais
- 25:23tranquilo é assim. A gente começa a pensar em como
- 25:28o jingle está presente no nosso dia a dia de forma tão forte,
- 25:35né? Tão, tão é marcante.
- 25:39E vamos continuar essa jornada pensando em alguns jingles,
- 25:42tentando entender por que que eles ficaram na história e até.
- 25:47E no final, nós vamos ouvir alguns atuais e que são muito
- 25:50bons, mas não necessariamente nós vamos nos lembrar deles no
- 25:54ano que vem. E a gente vai fazer um pouquinho
- 25:56esse exercício também, tá bom? É bom o próximo jingle.
- 26:02Ele também conversa com as crianças de uma maneira que hoje
- 26:07seria chamada de politicamente incorreta.
- 26:09Talvez é um jingle de refrigerante de uva para
- 26:13crianças. E o que que tem de interessante?
- 26:16Quando a gente pensa em trilha sonora?
- 26:19A gente pensa que, por exemplo, num filme, muitas vezes, se a
- 26:23gente assiste ao filme sem o som, a gente não tem a emoção
- 26:28daquela cena, né? Ela fica uma cena sem muito
- 26:31sentido e a música é, às vezes vai antecipar algum
- 26:36acontecimento da cena seguinte e tudo mais.
- 26:39E aí a gente começa a ter então a trilha sonora, né?
- 26:42Realmente compondo aquela situação.
- 26:45Então imagine um jingle que é feito para que a criança desafie
- 26:53outra criança a cantar que que a gente poderia usar como
- 26:57artifício numa criação como essa.
- 27:00Aí vem. A questão do trava-língua não é
- 27:03que é uma brincadeira. Toda criança fica tentando ali
- 27:07desafiar a outra. AA falar rapidamente alguma
- 27:10coisa tal. E nesse trava-língua você acaba
- 27:14nessa brincadeira lembrando do produto.
- 27:16Então, na verdade é, minha mãe está com 87 anos.
- 27:22Eu conversei muito com ela sobre esse jingle em particular e a
- 27:25lembrança que ela tinha era que na hora.
- 27:28Que tinha um intervalo ou que estava brincando com outras
- 27:31amigas, com amigos, é? Em determinado momento, quando
- 27:35fazia uma pausa, eles ficavam brincando de trava-língua e
- 27:38vinha lá. O quem bebe grapete repete
- 27:40grapet grapet é gostoso demais, você pode fazer aí, você que
- 27:42está acompanhando no YouTube, rapidamente vou contar até 13, é
- 27:46assim, quem bebe grapete repete grapet grapete é gostoso demais,
- 27:49é simples, quem bebe grapete repete, repete, repete, enrolou
- 27:53tudo. Então é nesse desafio.
- 27:56Na hora do Recreio na escola, por exemplo, quando as escolas
- 28:00vendiam refrigerante de uva adoidado, as crianças lembravam
- 28:05de grapete. E essa é a grande brincadeira
- 28:08desse jingle. Recentemente a gente teve o
- 28:10refresco de fruta é fresco. Refresco de fruta é fresco, que
- 28:15foi inspirado em quem bebe grapete repete grapete e
- 28:18grapete. É gostoso demais.
- 28:20Então, ao criar essa brincadeira, a gente faz com que
- 28:23o produto, a marca, seja lembrado, né?
- 28:27No momento em que as crianças queriam, estavam com vontade de
- 28:32consumir. Vamos ouvir o jingle de grapete?
- 29:05Muito bem, então, é? O jingle era lembrado, né?
- 29:09Pelas crianças no momento de brincadeira, de diversão,
- 29:14fazendo com que ele se tornasse não só uma música publicitária,
- 29:17mas algo que realmente entrava na vida dessas pessoas.
- 29:22É e bom, ainda nesse ritmo de refrigerante pensando em trilha
- 29:30das nossas vidas, né? Tem outro que é bastante
- 29:34marcante, mas para um público já jovem, para adolescentes, que
- 29:39estavam, na verdade se posicionando no momento em que o
- 29:45país vivia um cerceamento, né? Muito forte.
- 29:49A gente tava no meio da ditadura militar e aí vem uma marca,
- 29:53chega aqui no Brasil. E quando ela chega, existem 2
- 29:57refrigerantes que já estavam bastante consolidados, que eram
- 30:00a Coca-Cola e o Guaraná Antártica.
- 30:03E aí a Pepsi vai entrar no mercado brasileiro e para isso
- 30:07ela decide que não vai falar com toda a família.
- 30:11Como era a Coca-Cola ou Guaraná Antártica.
- 30:14Época, né? Eram refrigerantes da família
- 30:16brasileira. E aí de repente a Pepsi vai se
- 30:19direcionar. Ao público jovem.
- 30:21E para isso, vai usar alguns elementos que faziam parte dessa
- 30:25cultura lá no final dos anos 60 e nos anos 70.
- 30:29E para traduzir essa mensagem para o jovem, a Pepsi vai adotar
- 30:35um trio, né? Vai contratar o Sá Rodrigues e
- 30:39Guarabira. O Rodrigues é o Zé Rodrigues que
- 30:43depois se torna um dos principais compositores de
- 30:46jingle no país, né? Criou a voz do Brasil que.
- 30:50Até hoje existe o Zé Rodrigues, infelizmente é não, não está
- 30:54mais aqui, né? Entre nós, mas a produtora é uma
- 30:58grande referência na publicidade brasileira e cria para Pepsi,
- 31:02então Sá Rodrigues e Guarabira o que era chamado de rock rural.
- 31:07Aí quem lembra? A gente tá falando de jingle,
- 31:09né? Rock rural, lembra de da
- 31:11abertura de um programa para crianças?
- 31:13Provavelmente vocês que estão aqui acompanhando o Júlio nagá e
- 31:18tá. A bicharada no cococo oral é o
- 31:22rock rural do cocoricó, né? Que tá lá na abertura tal.
- 31:26Então o rock rural era a versão country, talvez da da música
- 31:31brasileira, né? E nos anos 70, para falar com
- 31:34jovens. Então alguns elementos, como o
- 31:37cabelo que não tava ajeitadinho, a calça jeans que era um símbolo
- 31:43de resistência, tudo isso é citado na música.
- 31:46É no momento também em que se fala muito de paz e amor que a
- 31:51gente tava vivendo essa questão, né?
- 31:53Do festival de Woodstock, para quem tem a minha idade, entende
- 31:58um pouco o que que foi esse? A importância, né?
- 32:00Mas de toda forma, os jovens acreditando em paz e amor no
- 32:04mundo mais solidário. E tudo isso está refletido nesse
- 32:08jingle de Pepsi. Hoje existe tanta
- 33:09E o sucesso era tanto que essas músicas saíam incompactos, né?
- 33:14LPs com 2 músicas, por exemplo. E as pessoas juntavam tampinhas
- 33:19do refrigerante para trocar por esses LPs e guardar essa música
- 33:24para sempre ali no seu repertório.
- 33:26E o público pedia nos shows. O Zé Rodrigues deu uma
- 33:29entrevista, é falando sobre essas músicas publicitárias.
- 33:35E como em todo show, ele tinha que cantar la casa no campo, por
- 33:39exemplo, que ficou famosa com a Elis Regina, mas também músicas
- 33:44da Pepsi e outras que nós vamos ouvir daqui a pouco aqui que
- 33:48eram criações dele juntamente com o pessoal da voz do Brasil,
- 33:52né? Então, a força que tem esse tipo
- 33:55de de mensagem e a importância é quando bem construídas as
- 34:01músicas. É um período em que a gente
- 34:02começa a ter. O jingle passando por uma
- 34:07transformação e sendo mais elaborado como música também.
- 34:12Coisa que hoje a gente tem alguns bons exemplos, né?
- 34:15A gente tem, por exemplo, abra a Felicidade da Coca-Cola ou mesmo
- 34:19as músicas da copa de 2010, né? Que o Skank cantou, por exemplo,
- 34:25que também foi para Coca-Cola, que são muito Fortes e que.
- 34:29Expandem essa questão do jingle de 30 segundos pra algo que a
- 34:34gente consome como música mesmo tocando no rádio, né?
- 34:37Então, Sá Rodrigues e Guarabira tem uma grande importância nessa
- 34:40trajetória aí do da música do jingle.
- 34:43E que é essa música publicitária de curta duração que a gente se
- 34:48acostuma, né? E a repetição que faz com que
- 34:51isso fique como um chiclete, né? Na mensagem na nossa cabeça, que
- 34:56é uma das funções também do jingle.
- 34:58É na sequência eu vou trazer outro jingle que está presente
- 35:05como trilha sonora e que as pessoas, quando iam de repente
- 35:11viver esse momento do seu dia, é usavam o produto ou não usando o
- 35:17produto, também lembravam. Então, na hora de tomar banho,
- 35:22existia um jingle que fazia muito sucesso.
- 35:25E que, inclusive, eu lembro quando criança, que era cantado
- 35:28em festa de aniversário. É uma coisa impressionante,
- 35:30difícil de acreditar hoje, mas mas acontecia.
- 35:34E aí tem a brincadeira, né? De dando banho em tanta gente,
- 35:39falando da concorrência, né? Essa marca dava banho em tanta
- 35:43gente e tudo mais. E também outro recurso já dos
- 35:48anos 80 que começa a se sobressair.
- 35:52É a questão da sonoridade. Já a captação melhor do áudio,
- 35:56que permitia, por exemplo, que se cantasse com alguns sons que
- 36:01remetessem a própria ao ao próprio, é resultado do do
- 36:06produto, né? Então a gente vai ter o colinos
- 36:08com o som da refrescância lá. O então já era uma renovação.
- 36:13Imagina o slogan que era, na verdade, o que eles queriam
- 36:17passar de refrescância, né? E aqui a gente vai ter um outro
- 36:21produto que na hora do banho as pessoas cantavam e aí olhavam
- 36:27pra cima pra ver, será que eu estou tendo esse banho tão
- 36:31agradável? Esse banho de água quente
- 36:34realmente, e o quente como se fosse um chuveiro no final
- 36:38também na forma de cantar. Então nós vamos ouvir o jingle,
- 36:42que foi muito marcante e que as pessoas tomavam banho cantando.
- 36:48Será que alguém sabe qual que é aqui pra colocar no nos
- 36:52comentários? Será que alguém já um banho de
- 36:56Alegria no mundo de água quente? Será?
- 37:00Será? Será?
- 37:01Vamos ouvir. E se você lembra desse jingle
- 37:06aqui também na hora de tomar. Banho.
- 37:14Pego uma canção e vou cantando sorridente bruxas corona, um
- 37:18banho de Alegria no mundo de água quente.
- 37:22Abro a bananeira bem, a gente sente bruxa.
- 37:29Corona um banho de Alegria no mundo de água bem.
- 37:41Muito bem, pessoal tá participando aqui.
- 37:43A Raquel Lima falou que a mãe acertou, o Rafael pergunta se é
- 37:47corona, acho que foi antes, né? Do de de começar o jingle hoje.
- 37:52O corona, infelizmente tem um significado tão complexo, né?
- 37:55Mas, enfim, é essa Alegria aí de tomar um banho de água quente
- 37:59gostoso, que representava esse jingle e essa questão se sentia
- 38:05na natureza, né? Quando via toda essa emoção,
- 38:08isso era muito tocado no rádio para que as pessoas.
- 38:11É, tivessem na mente a música e na televisão tinha esse apoio,
- 38:16né? Dos clipes feitos também pra que
- 38:19a gente tivesse uma sensação que se quisesse transmitir com esse
- 38:24produto bom, se na hora de dormir.
- 38:27A gente tinha uma música ali específica, que até hoje é
- 38:30marcante, que é o já é hora de dormir, não espere a mamãe
- 38:34mandar. E é legal a gente pensar, né,
- 38:36que é um recurso que até hoje existe.
- 38:38Quem tem criança perto a eu lembro quando meu filho era
- 38:42pequeno, agora tá com 14 anos, que havia em todos os canais
- 38:46infantis aquele momento de mandar a criança para cama.
- 38:50Então, por exemplo, o DOC, né? Do do.
- 38:55O DOC é do qual canal meu do Discovery Kids.
- 38:59O DOC IA lá e cantava uma música para mandar as crianças para
- 39:02cama no Disney. É Júnior também.
- 39:06Os personagens da Disney, o Pateta, o Mickey, iam se
- 39:10preparando, arrumando o quarto para dormir.
- 39:12Então essa essa questão que surge lá nos anos 50 e que até
- 39:17hoje, né, tem a sua função, até porque hoje a televisão é 24
- 39:21horas, então, senão. Fizer alguma coisa pedindo pra
- 39:25criança ir dormir. EE quem é da minha idade lembra
- 39:29de ir dormir, por exemplo, com o já é hora de dormir, que a gente
- 39:32mostrou lá no comecinho e hoje tem até uma poxa, eu obedecia,
- 39:36isso obedecia, né? Passava era hora mesmo que a
- 39:40televisão tava, a gente não ouvia se a mãe ou o pai mandasse
- 39:43dormir, mas a no caso da televisão a gente obedecia, né?
- 39:49Bom, é. Então, na sequência, a gente vai
- 39:54agora para um momento de bastante emoção.
- 39:56Se na hora de dormir tem o jingle que ficou conhecido como
- 40:00cobertores Paraíba, que foi adquirido nos anos 60 pela marca
- 40:03cobertores Paraíba, né? Na hora de acordar, muitas vezes
- 40:08o pai ou a mãe ou o avô ou quem tem o costume de fazer o café em
- 40:13casa até hoje, muitas vezes assobia uma música.
- 40:18É ou canta? Cantarola essa música enquanto
- 40:21está ali. Coando o café, né?
- 40:24É. E é interessante porque é uma
- 40:28música que não fala de café. E aí também também está um
- 40:32segredo dos dos jingles que ficam pra pra posteridade, né?
- 40:38Ele não fala do café como normalmente as campanhas de
- 40:41café. É acabam remetendo ao produto,
- 40:45né? Não fala como um produto para
- 40:46dar energia para acordar, não fala de café, na verdade do
- 40:51momento do café da manhã. O que que isso representa do
- 40:54carinho da família? A mesa na hora de tomar o café,
- 40:58um momento importante para essa reunião familiar.
- 41:01E também lembra as crianças de escovar os dentinhos ao acordar,
- 41:06coisa tão difícil de se conseguir, mas que o jingle
- 41:09fazia com que as crianças. Já tivessem esse despertar para
- 41:151 dia, né? Mais é alegre, mais preparadas
- 41:21para esse dia e que. Sem que se precisasse, né?
- 41:24Só lembrando da música, já fossem escovar os dentes e se
- 41:28preparar para tomar café, que não era um produto para criança,
- 41:30mas que acabava tendo essa essa questão da família toda.
- 41:35Então nós estamos falando de um café.
- 41:37Que será que alguém sabe qual é esse café?
- 41:41Que tinha um jingle criado lá nos anos 70 e que.
- 41:48Já é bastante comum de ser lembrado de 74 é comum de ser
- 41:53lembrado. É nesse momento do do despertar
- 41:57mesmo tudo. Será que alguém, alguém mata
- 42:00essa charada, né? É esse jingle foi criado pelo
- 42:03orquimedes Messina, outra. Saudosa memória da publicidade
- 42:09brasileira, né? Que medes Messina, que fez
- 42:11campanhas pra Varig, fez o jingle do Silvio Santos, agora é
- 42:16hora de Alegria, vamos sorrir e cantar.
- 42:19É o café seleto? Muito bem é.
- 42:22A professora Kátia não vale, né? Ela vai matar tudo.
- 42:25O pessoal pensou que era pilão, a Raquel Lima falou, pilão.
- 42:29Vamos ouvir então o café seleto em 1974, com a campanha.
- 42:35Que ficou marcante e que até hoje é um jingle forte.
- 42:39É uma trilha sonora do amanhecer de muita gente.
- 42:45Deu saudade daquele café delicioso?
- 42:48Né? Ele voltou e está melhor
- 43:45Só fazendo 11 ajuste aqui. Esta é a versão mais recente,
- 43:49que é de 2013. E o vídeo anterior, na verdade,
- 43:52é que é de 1974. Então em 74 a gente pode ver Oo
- 43:56vídeo. Também de 74.
- 45:01Então aí a gente tem a versão original, né?
- 45:04Lá de 74 é de café seleto, que foi bastante marcante.
- 45:09E aí a gente tem essas questões também, né?
- 45:12De de marcas que criam músicas que fazem muito sucesso e voltam
- 45:17décadas depois. Até porque nós estamos numa
- 45:20crise hoje, né, gente? É, é só pegar, fazer versão de
- 45:24música conhecida, tal. Então esses jingles realmente
- 45:28criativos, originais, eles estão menos comuns, né?
- 45:34Além da questão da veiculação, porque antes isso era veiculado
- 45:38por décadas, né? Então também fazia com que a
- 45:41gente se lembrasse hoje é criado para um momento específico, pode
- 45:45ser veiculado durante. Uma semana às vezes é o
- 45:48lançamento de uma campanha e nunca mais você vai ouvir aquele
- 45:51jingle. Então, por mais genial que ele
- 45:53seja, muitas vezes ele tem aquela função muito específica.
- 45:57Hoje, com tantas mídias, tantas questões, né?
- 46:00Mas café seleto voltou em 2013 e tem uma questão interessante que
- 46:06houve uma adaptação foi feita é pelo Studio Plate again, essa
- 46:10adaptação do do jingle e lá em 74 falava na hora de.
- 46:16Tomar café é o café seleto que a mamãe prepara com todo carinho.
- 46:21E na versão de 2014 2013 já é o café que a gente prepara, né?
- 46:29Não é mais a mamãe não tem mais essa questão que era bastante,
- 46:33né? A questão da família muito
- 46:35estruturada numa formação, né? Enfim, machista tudo tal e hoje
- 46:41não necessário a mamãe todo mundo faz o seu café, né?
- 46:45Também. Então eles fizeram algumas
- 46:47adaptações na letra para trazer para um momento mais atual, né?
- 46:53É bom. Na sequência também alguns
- 46:57jingles que remetem a momentos bem específicos e que fizeram
- 47:01muito sucesso e por isso, um deles, inclusive, recentemente
- 47:06foi regravado. Para uma marchinha de Carnaval.
- 47:10Então agora a gente vai dar uma refrescada aqui, falar um
- 47:14pouquinho de refrigerante de novo.
- 47:15Quem tiver com sede EE, tenho uma curiosidade que é nos anos
- 47:2190, Guaraná Antártica não tinha nada de de novidade, não tinha
- 47:27nenhuma inovação para comunicar. Então foi feita uma campanha que
- 47:32na verdade, buscava reposicionar esse refrigerante.
- 47:37Junto, inclusive, ao público jovem.
- 47:39Porque, segundo é os criativos desta campanha, o Guaraná
- 47:45Antártica, ele era ou para criança ou era pediátrico ou
- 47:52geriátrico, né? Ele atingia as crianças e os
- 47:56idosos. E os jovens não tinham tanto
- 47:58hábito de consumir Guaraná Antártica como a marca gostaria
- 48:03de reposicionar. Então foi feita uma campanha.
- 48:05É associando Guaraná Antártica a momentos específicos.
- 48:10E essa campanha veiculada muito no rádio, com as pessoas
- 48:14aprendendo a cantar a música e depois na televisão em momentos
- 48:18específicos. Então o pipoca com Guaraná, por
- 48:22exemplo, é era muito veiculado antes das sessões de filme de
- 48:26grande sucesso na televisão. Então você já associava que
- 48:30quando fosse comer pipoca, assistir a um filme.
- 48:34É, o Guaraná seria uma boa companhia?
- 48:37No caso da do pizza com Guaraná, que é um outro comercial desta
- 48:41mesma campanha, ele era veiculado na hora do jogo de
- 48:46futebol. Então, antes do futebol tinha o
- 48:49pizza com Guaraná. Até hoje, fazendo uma pesquisa
- 48:52aqui no bairro, o databudi, a gente percebe que as pizzarias
- 48:57ficam abertas. Até um pouco mais tarde, às
- 49:00quartas-feiras, do que nos outros dias da semana.
- 49:02Por quê? Porque quarta-feira tem futebol
- 49:04e muita gente ainda tem o hábito de lembrar de pizza e Guaraná no
- 49:08dia do futebol. Então vamos ver, vamos ver.
- 49:12É pizza, pipoca com Guaraná primeiro e depois pizza com
- 49:16Guaraná. 2 jingles que fizeram muito sucesso nos anos 90 com.
- 49:22A Antártica. Pipoca na panela começa a
- 49:26arrebentar Mas o mais curioso quando a
- 50:26gente fala de pizza com Guaraná, pipoca com Guaraná, é que mais
- 50:32do que o sucesso que esses jingles fizeram e renderam ao
- 50:36Guaraná Antártica, foi um outro que falava DeX, tudo X-tudo com
- 50:41Guaraná. Então tinha questão de associar
- 50:46o sanduíche. Né?
- 50:48Um grande sanduíche de 2 andares ao lado de uma garrafa de
- 50:52Guaraná Antártica. E isso fez com que, no Brasil,
- 50:56durante 2 décadas, o McDonald's abrisse uma exceção a um
- 51:02contrato mundial com a Coca-Cola.
- 51:04E aqui no Brasil, a gente teve Guaraná Antártica nas
- 51:07lanchonetes da. Do do McDonald's por causa desta
- 51:14campanha, por causa da associação de uma imagem de
- 51:17sanduíche com Guaraná. E as pessoas iam ao McDonald's e
- 51:22pediam Guaraná Antártica. O Guaraná que tinha ali era o
- 51:26Guaraná taí da Coca-Cola antes do kuat.
- 51:29E isso criava uma revolta. As pessoas saiam da loja, não
- 51:33queriam comer o sanduíche se não fosse com Guaraná Antártica.
- 51:37Coisa que deu muito resultado para Antártica entrar, né?
- 51:41E depois os concorrentes do McDonald's vieram justamente com
- 51:45essa estratégia de ter Pepsi e Guaraná Antártica na mesma
- 51:48distribuidora nas suas lanchonetes.
- 51:50Então, a força que uma música pode ter associada a momentos do
- 51:55nosso dia, por isso a trilha sonora da nossa vida aí.
- 51:59Presente, né? Bom, é deixe me ver o que que
- 52:03nós nós já vamos chegar. Ao momento mais atual e depois
- 52:09abrir justamente para perguntas. Então, na sequência, um jingle
- 52:13que ele quebrou a estrutura da música mais simples, mais
- 52:19chiclete, para uma música que lembrava grandes canções de
- 52:24festivais da música popular brasileira, que é o silêncio de
- 52:28um Chevrolet feito pelo Zé Rodrigues.
- 52:31O Zé Rodrigues, ele dizia que. Ele um dia entrou no carro,
- 52:37fechou os vidros, o trânsito fora muito agitado tal, e ele
- 52:42percebeu como era prazeroso estar dentro de um Chevrolet e
- 52:47vivendo aquele prazer de um carro silencioso.
- 52:51É um carro onde ele se sentia bem confortável.
- 52:56E aí surgiu o silêncio de um Chevrolet.
- 52:59Nós vamos ouvir a versão original.
- 53:01Né, que é lá dos anos 80 de 1988.
- 53:03E depois a versão que foi feita em homenagem ao Zé Rodrigues
- 53:08pela Chevrolet, porque foi a música mais forte de todos os
- 53:12tempos, criada para marca. Então, quando o Zé Rodrigues
- 53:15falece, eles criam uma campanha de Camaro usando o silêncio de
- 53:20um Chevrolet. Numa versão muito é diferente.
- 53:23Como a gente vai acompanhar, então?
- 53:27Primeiro com o Zé Rodrigues e depois com.
- 53:31O Frejat cantando Frejat e eu não vou lembrar é quem que era
- 53:38do ira, mas enfim, vamos ouvir essas 2 versões de silêncio de
- 53:42um Chevrolet, que são músicas clássicas também.
- 53:45Que tem essa questão da cidade agitada, tudo tal e dentro do
- 53:50carro, o prazer de estar no silêncio de um Chevrolet.
- 56:48Então aí é a versão de 2011 em homenagem ao Zé Rodrigues, né?
- 56:54Quando ele faleceu, pela importância que esse jingle teve
- 56:57na história, justamente da Chevrolet.
- 57:00E então ganhou essa homenagem, né?
- 57:03O Zé Rodrigues é a Aurora borbata, falando que foi vizinha
- 57:09dele no Rio de Janeiro. Eu convivi com o Zé Rodrigues, é
- 57:13até o finalzinho da vida aqui em São Paulo também.
- 57:17Ele, inclusive, enfim, compôs uma música que foi gravada pelo
- 57:20ira. Aí a gente tem o scandur aí, né?
- 57:23É que foi feita pelo Reinaldo Bessa, juntamente com o Zé
- 57:27Rodrigues, que é puro amor. Foi o último sucesso assim do Zé
- 57:31Rodrigues Na Na música brasileira, um pouquinho antes
- 57:34de de falecer. Ele compôs e enfim, e de mulher
- 57:40para mulher. Marisa também, por exemplo, é
- 57:44uma criação do Zé Rodrigues e muitas, muitas outras músicas,
- 57:47muitas, muitos clássicos da propaganda.
- 57:49E nos shows. Ele dedicava um momento do show,
- 57:5310 minutos só para cantar jingles que o povo.
- 57:57IA junto, né? Então é bastante interessante
- 58:00ver essa força da da música publicitária bem feita.
- 58:04Então nós falamos lá de Pepsi, por exemplo, só tem amor quem
- 58:07tem amor para dar agora o Chevrolet, né?
- 58:10Marcas que o Zé Rodrigues deixou aí na publicidade, muito Fortes,
- 58:15muito Fortes, tá bom? Então um pouquinho do que eu
- 58:17queria dividir, mostrando que a música está muito forte, as
- 58:21produções, os podcasts estão investindo bastante.
- 58:25Começando agora, né? Em trilhas originais.
- 58:28E acredito que é um momento que vai ainda ter é a sua, o seu
- 58:34auge, tá?