Latest / RetinaPro / #205 Avanços tecnológicos que estão revolucionando o cuidado com a visão - Dr. Gabriel Botelho e Dr. Edmundo Almeida
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- 0:00Boa noite meus amigos. Da retina pro boa noite
- 0:03internautas. Sejam bem vindos a mais uma live
- 0:06pontualmente às quartas-feiras, às 8 da noite.
- 0:10Meu nome é doutor Gabriel Botelho.
- 0:11Eu sou médico oftalmologista aqui da clínica, especialista em
- 0:15catarata e retino e vitro e doutor em ciências visuais pela
- 0:18unifesp. E hoje nós temos mais um tema de
- 0:21live. Muito interessante, né?
- 0:23É porque nas últimas décadas, a oftalmologia ela passou por
- 0:28várias revoluções tecnológicas, né?
- 0:31E a gente vai navegar hoje por inovações que transformaram o
- 0:35diagnóstico oftalmológico e a cirurgia, né?
- 0:40Ajudando a devolver visão pra várias pessoas.
- 0:43Então imagine que há 50 a 60 anos atrás a gente dependia
- 0:48basicamente de de poucos exames, né?
- 0:52Oftalmoscópio da lâmpada de fenda e hoje, em poucos
- 0:56segundos, nós temos aparelhos, né?
- 0:58Que conseguem imagens panorâmicas tridimensionais da
- 1:02retina e até mesmo da circulação ocular, sem nem mesmo tocar no
- 1:06paciente, né? São exames não invasivos.
- 1:09Não que o exame clínico, né? O exame clínico tradicional, ele
- 1:12fique de lado, pelo contrário, o nosso exame clínico.
- 1:15Oftalmológico dentro do consultório, ele é sempre
- 1:18primordial e ele nos guia para poder pedir os exames
- 1:21complementares, né gente? Então eu vou abrir um parêntese
- 1:23aqui na live que assim, nós temos muita tecnologia dentro da
- 1:27oftalmologia. Isso daí traz uma revolução, né?
- 1:30No tratamento. Mas nada vai substituir o nosso
- 1:33exame clínico que ele que nos guia tanto no diagnóstico quanto
- 1:37no tratamento e quanto na solicitação, né?
- 1:40Dos exames pertinentes. Então estamos aqui em mais uma
- 1:43live, né pessoal? Lembrando que aqui a gente traz
- 1:46conteúdo de qualidade, baseado em ciência e a gente também não
- 1:49está aqui para mudar a conduta de nenhum médico, né?
- 1:52A gente sabe que cada caso deve deve ser vir de forma pessoal.
- 1:56E hoje eu convido para você a vocês, o professor doutor
- 2:00Edmundo Almeida, né, que foi professor de muitos médicos aqui
- 2:04da cidade. Uma honra, professor, ter o
- 2:06senhor aqui com a gente. Ele é inclusive 11 dos
- 2:09fundadores da retina pró, né, que teve essa.
- 2:11Ideia brilhante a gente trazer nossa cidade pra nossa cidade,
- 2:15essa clínica aí que eu tenho muito orgulho de fazer parte.
- 2:20Boa noite, estamos aqui prontos, né?
- 2:22Eu sou Edmundo Almeida, médico oftalmologista da retina pro,
- 2:26sou professor da Universidade Federal do Pará e da estadual do
- 2:31Pará e tenho doutorado na universidade de Minas Gerais e
- 2:35pós doutorado na universidade da França.
- 2:38Mas o meu? Meu forte hoje é retina pró
- 2:41minha paixão. Então é assim, o doutor Edmundo,
- 2:49né? Ele teve o prazer de de mudar a
- 2:52participar da mudança na oftalmologia em várias eras, né,
- 2:54professor? Conta um pouquinho aí da da sua
- 2:57história, né? Quando o senhor voltou lá da
- 2:58França, né? Do seu pós doutorado, o senhor
- 3:00trouxe uma. Um aparelho chamado lâmpada de
- 3:03fenda, né? Praticamente No No colo, né?
- 3:05Do avião, eu acho. Interessante, foi exatamente
- 3:08isso que você falou. Trouxe no colo com a minha
- 3:11filhinha recém nascida, Marina, de 2 meses, no colo e trouxe a
- 3:17lâmpada de fenda dessa forma. Sabe?
- 3:19Porque a lâmpada de fenda era uma lâmpada de fenda Suíça, né?
- 3:22Que era até hoje é é uma lâmpada de fenda assim.
- 3:25Fantástica, né? Pra vocês terem ideia.
- 3:28Eu tenho essa lâmpada de fenda 45 anos, ela nunca teve um
- 3:31defeito, né? Tão maravilhoso ter um aparelho
- 3:34assim de uma durabilidade incrível.
- 3:37Agora a lâmpada de fenda é Gabriel.
- 3:40Ela revolucionou a oftalmologia. Por que que ela revolucionou a
- 3:45oftalmologia? Porque ela é colocou o
- 3:51microscópio para ver o olho, né? De uma forma fantástica, que até
- 3:56hoje é usada, né? Esse indivíduo que bolou esse
- 3:59aparelho chama se gullystran alvo, argullystran um sueco
- 4:04nascente tocol que imaginou essa lâmpada de fenda.
- 4:07E até hoje ela tem. É claro que Ela Foi modernizada,
- 4:12mas o princípio dela é que é fazer um corte ótico de todas as
- 4:16estruturas do olho e vê la no microscópio.
- 4:19Então é por isso que é chamado biomicroscópio microscópio em
- 4:23vida, né? Então isso revolucionou a
- 4:25oftalmologia. Mundial e até hoje esse
- 4:28aparelho. Vocês veem que até hoje esse
- 4:30aparelho é usado? Ele é mandatório.
- 4:32Todo oftalmologista tem esse aparelho, tem que ter esse
- 4:34aparelho, porque ele que ele que permite que você é.
- 4:39Avalie todas as estruturas do olho, né?
- 4:42Desde desde os cílios da pálpebra, conjuntiva, córnea,
- 4:47Câmara anterior, Iris cristalino, Vitor retina,
- 4:50nevotti que enfim, todas as estruturas do do olho são
- 4:53estudadas neste aparelho, né? Então ele realmente.
- 4:57Revolucionou esse homem brilhante que foi gullying.
- 5:02É, e até hoje, né, professor? A sua sala lá, a que tem a sua
- 5:06lâmpada de fenda que o senhor trouxe lá da da França, é a
- 5:09preferida dos médicos, né? Então a gente tem um carinho
- 5:12muito grande também por essa lâmpada de fenda do doutor
- 5:14Edmundo, que tem que deixar exatamente do jeito que ele, ele
- 5:18tá acostumado a deixar, né, professor?
- 5:20Dá para ver aí ela na. Imagem.
- 5:26Tá disponível pra todos os colegas que que quiserem usar.
- 5:30Eu não sou egoísta, né? Não sou egoísta desse ponto.
- 5:34Os aparelhos são pra gente dividir e dividir conhecimento,
- 5:37né? Então é muito bacana isso.
- 5:40Tá, então eu acho que a gente abordou bem, né, gente?
- 5:44A lâmpada defenda ela faz parte do exame clínico oftalmológico
- 5:46microscópico que a gente vai ampliar todas as estruturas do
- 5:49olho, né? O cristalino que é a nossa lente
- 5:52natural, né? Onde Oo olho consegue focar a
- 5:54imagem? A Íris, a córnea, a conjuntiva.
- 5:58Então a gente consegue ver de modo muito amplo todas essas
- 6:03estruturas e anotar isso daí, tudo no prontuário do paciente,
- 6:07pra gente ter evolução, né? E através também de uma lente
- 6:10condensadora, né, uma lente de 90 ou 78 de alptrias, a gente
- 6:15consegue com essa lâmpada de fenda fazer o exame de fundo de
- 6:17olho, né? E a gente consegue ver detalhes
- 6:19do nervo ótico, da retina, do paciente e fazer um exame bem
- 6:23completo, legal. E a gente tem que lembrar também
- 6:26que a gente tem um Cronômetro que pode estar acoplado essa
- 6:28lâmpada de fenda e a gente vai medir a pressão do paciente.
- 6:31Então ela consegue nos dar muitos detalhes, né?
- 6:34Muitas informações específicas de cada caso.
- 6:37E a gente já passou pela lâmpada de fenda.
- 6:39Vamos comentar agora sobre o microscópio cirúrgico, né,
- 6:42professor? A revolução também, que que o
- 6:45doutor Edmundo acompanhou até chegar nesses microscópios
- 6:49atuais. O senhor quer comentar,
- 6:52professor? Gabriel.
- 6:54É eu quando falo para os meus estudantes, tanto da federal
- 6:58quanto da uepa, né, eu digo para eles que na época que eu comecei
- 7:04residência, que eu fiz a residência médica, só tinha este
- 7:07aparelho. E aquele aparelho que a gente
- 7:10coloca na cabeça, que é o oftalmoscópio binocular
- 7:12indireto. Não tinha mais nada além disso,
- 7:14né? Então, assim, não tinha
- 7:16retinógrafo, não tinha OCT, enfim.
- 7:22Não tinha nenhum aparelho mais, né?
- 7:23Hoje nós temos um parque de aparelhos que nos ajudam muito,
- 7:27né? A ciência médica, ela evoluiu
- 7:30muito com a tecnologia, né? Todas, toda parte da ciência
- 7:34médica hoje, qualquer especialidade.
- 7:37Hoje eu estava conversando com um colega que é é dono do
- 7:40laboratório aqui em Belém, né? Então eu estava dizendo,
- 7:43engraçado, quando a gente era estudante, o único aparelho que
- 7:46nós tínhamos era o raio x, não tinha nem nem ultrassom, cara.
- 7:50Então, assim, era propedeu de captura, era olhar o paciente,
- 7:54né, examinar o paciente, auscultar o paciente, palpar o
- 7:57paciente, enfim, e aí, mas a tecnologia veio avançando, é de
- 8:02uma tal forma, invadindo todos os órgãos, que hoje você não
- 8:06vive sem ela, né? No entanto, tem um lado que não
- 8:08é muito bom disso, que encareceu também a medicina, né, porque
- 8:12esses aparelhos são super caros, né?
- 8:14Você tava falando agora, por exemplo, da cirurgia 3D que a
- 8:17gente tem na retina pro, né? Que a gente.
- 8:19A gente coloca um óculos, né, 3 DE vai, vai operando olhando lá
- 8:23Na Na tela de televisão, vai operando, olho aqui, ó, essa
- 8:26foto aqui, né? Interessante, quer dizer, é uma
- 8:30é uma é 11 tecnologia assim, fantástica, né, fantástica, você
- 8:34fica com sem a câmera, está acoplada ali, só nos dando no
- 8:38projetando na tela, né? E você vem em 3D, é isso em 3
- 8:42dimensões, é um negócio assim, de um avanço sensacional.
- 8:46É possível também fazer um microscópio?
- 8:48Claro que é, né? Mas essa tecnologia também veio
- 8:51da um plus mais, né? Principalmente para ensinamento,
- 8:54né? Porque você pode colocar várias
- 8:56pessoas dentro da da sala cirúrgica, cada um com seu
- 8:59óculos. 3 DE também ensinar, mostrar o que você está fazendo
- 9:02e todo mundo está vendo ao mesmo tempo, né?
- 9:04Isso é uma coisa muito legal também para o ensino, sabe?
- 9:08Exatamente, professor. Então, né, a gente tem a parte
- 9:11cirúrgica, o todo oftalmologista para operar o olho.
- 9:14É uma estrutura, uma estrutura muito pequena de precisa de
- 9:16algo, vai ampliar. A gente vai usar um microscópio,
- 9:19né? Então nós temos um microscópios
- 9:20convencionais que fazem ajudam a gente AA visualizar as
- 9:25estruturas intraculares durante a cirurgia e nós temos também um
- 9:29sistema de 3D que a gente mostrou a foto aí né, que é uma
- 9:32estrutura acoplada, um microscópio vai trazer imagem
- 9:35para uma TV de alta definição e a gente com óculos.
- 9:38Que vai conseguir enxergar em 3 DEA gente, vai ter diversas
- 9:42vantagens em sistema, né? A gente está aí na la clínica, a
- 9:44gente é bem apaixonado por operar em 3D, é o no dia das
- 9:48cirurgias eu fico bem empolgado, né?
- 9:50A gente está ali, nem parece que está trabalhando, né, está
- 9:52fazendo o que a gente gosta. E qual é a vantagem do 3D, né?
- 9:55Primeiro pra pro cirurgião, a gente consegue ter mais conforto
- 9:59durante a cirurgia, tem uma postura mais ereta, isso é bom
- 10:01pra nossa coluna, né? É a iluminação, a gente pode
- 10:05reduzir também a iluminação que é, é, é.
- 10:08É incidida no olho, né? EE aplicar uma iluminação maior
- 10:12na tela, a gente tem uma ampliação um pouquinho mais mais
- 10:16maior do do da profundidade e do campo, né?
- 10:20Ou seja, a gente tem uma esteropsia, uma visão 3D melhor
- 10:23das estruturas, a toda equipe está acompanhando, né?
- 10:26Então é muito legal lá na gente, na prova, a gente tem uma equipe
- 10:28muito bem alinhada no centro cirúrgico, né?
- 10:30Nós temos profissionais fantásticos lá que trabalham com
- 10:33a gente, tem enfermeira, a Leide né, AAO ataque, sempre vai com a
- 10:37gente lá. E todo mundo está olhando a
- 10:40cirurgia, então está atento. Então às vezes eu estou
- 10:42operando, eu não, não preciso nem falar, né?
- 10:45O próximo passo da cirurgia, que está todo mundo alinhado,
- 10:47olhando na TV, eles já vão abrindo os instrumentos ou então
- 10:51os materiais, a gente nem fala, né?
- 10:53A gente só é gesticula. A gente consegue ter mais
- 10:57dinâmica durante a cirurgia e tem um fato muito interessante,
- 11:00né, que AA questão da documentação, a gente consegue
- 11:04filmar essas cirurgias. E ter 11 reprodução depois em
- 11:084K, seja pra apresentar algum caso interessante no Congresso,
- 11:12a gente tem uma reunião clínica lá Na Na Na clínica toda, todo
- 11:16mês, né? Então a gente discute os casos
- 11:18diferentes entre os médicos. A gente pega outras opiniões pro
- 11:22paciente sair ganhando, né? E ter várias opiniões de um caso
- 11:25só. Isso daí é muito bom pro nosso
- 11:28crescimento também, né? Como médico, né, que aqui
- 11:30ninguém é dono da verdade, a medicina é constante.
- 11:35Tem tem uma pergunta aqui do Danilo né, qual?
- 11:38Qual tecnologia a medicina está trabalhando para tratamento da
- 11:41moscas volantes? Lamentável com uma medicina
- 11:43menospreza, né? Esse tema, isso correndo minhas,
- 11:48isso está corroendo minhas saúde psicológica.
- 11:52Olha, ê ê Danilo, eu queria dizer pra você que tem live
- 11:55sobre isso, então a gente não menospreza esse esse tema não,
- 11:59até porque. Muitas vezes as moscas volantes
- 12:03são vem são oriundas de roturas retinianas que levam a escola
- 12:07média de retina. Toda pessoa que vai com essa
- 12:10queixa de mosca volante, a gente faz um mapeamento de retina pra
- 12:14ver se tem alguma alguma alteração na retina periférica e
- 12:19trata com laser. Agora é o habitual é que a
- 12:24partir de 50 anos todo mundo tenha mosca volante.
- 12:29Aí você pergunta, né, tem tratamento?
- 12:31Tem, tem tratamento, que é a visitractomia, que é uma
- 12:34cirurgia que a gente faz, mas assim é o que eu costumo.
- 12:38Ainda hoje eu falei com uma paciente e disse, olha, você tá
- 12:40com um monstro Rolante, mostrei Pra Ela isso aqui AO seu
- 12:43cérebro, vai se acostumar com isso, você não vai, tá?
- 12:46Nenhum prejuízo, é, eu acho que se eu operei em 2 casos na minha
- 12:51vida de 40 anos de oftalmologia, é, eu acho que se eu operei em 2
- 12:56casos, foi muito, porque é. Você sabe que se toda cirurgia
- 12:59tem seu risco e como a gente tem a experiência, né?
- 13:02De tantos casos que a gente viu já de mosca volante, que sabe
- 13:05que o paciente vai se adaptar muito bem, a gente não indica de
- 13:10cirurgia, exceto talvez no caso seu que você tá tá corroendo
- 13:14como você fala a sua saúde psicológica?
- 13:16Então eu sugiro a você que é consulte com retinólogo e aí ele
- 13:22decide se vai fazer anistectomia ou não.
- 13:24Lembrando sempre que esse é uma cirurgia, né?
- 13:26Não existe Oo IAG laser, que é um tipo de laser que a gente
- 13:30pode usar para fragmentar essa mosca volante torná las
- 13:35mosquinhas, digamos assim, né? Às vezes também não é
- 13:38satisfatório, né? Mas tem, certamente sim, e isso
- 13:41nunca foi menos vazado não, viu? Daniel, tá bom, e nós temos live
- 13:45sobre isso, se você procurar lá é moscas volantes, você vai ver
- 13:49live sobre isso, tá bom, um abraço.
- 13:52Exatamente, é, olha, é sobre as mosca volante, é, a gente recebe
- 13:56muito no consultório, então é um tema muito discutido entre os
- 13:58médicos, né, sobre o tratamento, a medicina, ela está em
- 14:01constante a evolução, inclusive está acontecendo um Congresso
- 14:04mundial de pesquisa e oftalmologia.
- 14:06Endenver, né? Arro e sempre tem alguma coisa
- 14:09nova lá sobre o mosca volante, quando eu estava fazendo
- 14:11doutorado lá na unifesp, há uns 8 anos atrás, mais ou menos,
- 14:15tinha um colega que ele estava estudando o yague laser para
- 14:18mosca volante, só que. Começou a ter alguns efeitos
- 14:23colaterais, como rasgaduras na retina, né?
- 14:25Porque você dispara um laser ali numa gelatina e essa gelatina tá
- 14:29aderida. Às vezes na retina ela pode
- 14:31contrair e dar um rasgaduras, então isso é um risco, né?
- 14:34Então todo procedimento que a gente faz em medicina, seja ele
- 14:38muito leve, ele tem um risco associado.
- 14:40Então quando a gente indica qualquer cirurgia, o
- 14:42procedimento, a gente tem um risco e benefício.
- 14:44O outro tratamento, né? Claro que o IAG laser é algo que
- 14:47ficou muito de lado, né? Tem casos muito específicos, né?
- 14:50Isso ainda é estudo, ainda não tá tanto assim na prática
- 14:54médica, é a vitractomia, conforme o doutor Edmundo
- 14:57comentou, né? É, mas isso daí a gente vai
- 15:00fazer mais pra aqueles casos que estão com muita Opacidade no
- 15:03vidro, que a mosca é muito grande, né?
- 15:04É muito densa e. De fato.
- 15:08Central atrapalha a vida. Só que assim a cirurgia segura
- 15:12é, mas ela tem riscos pequenos, mínimos, tem.
- 15:15Só que às vezes o paciente ainda fica com alguma mosca, volante,
- 15:18residual, né? Às vezes o paciente ele é muito
- 15:20sensível, tem uma visão muito boa, ele acaba tendo, mas isso
- 15:24daí eu acho que teu caso tem que ser personalizado, né?
- 15:26Tem que ser avaliado e a gente vê o que que seria.
- 15:29Melhor jabri tem uma outra pergunta aqui sobre o buraco de
- 15:32mácula, se tem um aparelho pra buraco de mácula, né?
- 15:36Então responda aí pra nós, por favor.
- 15:39Vamos lá, Márcia Cruz, boa noite Márcia.
- 15:41Que prazer ter você aqui com a gente.
- 15:43Bom, se tem algum aparelho para buraco de macro, eu entendi que
- 15:46seria algum exame pra pra diagnosticar o buraco de macro,
- 15:50certo? É então assim é o que que
- 15:55acontece. A mácula gente é AA região
- 15:57central da retina, onde a imagem é formada de maneira mais,
- 16:01digamos assim, delicada, mais é, é fidedigna.
- 16:08E se a gente tem uma condição chamada buraco macular, a gente
- 16:10vai ter uma falha nesse buraco, nessa, nessa mácula, né?
- 16:13Então, uma interrupção da retina, uma falha chamada buraco
- 16:17macular. E o que que a pessoa pode ver?
- 16:19Ela pode ver naquele olho que ela tem um buraco, ela pode ser
- 16:2211 mancha no centro da visão, uma falha na visão, né?
- 16:26E isso daí a gente vai diagnosticar esse buraco macular
- 16:30no exame que a gente comentou agora de fundo de olho, né, que
- 16:32pode ser com a biogrucho p de fundo, com a lâmpada de fenda.
- 16:35A gente vai ver uma área vermelha no centro da retina,
- 16:38que vai ser aquele buraco. E a partir daí a gente vai é
- 16:42documentar esse buraco com 2 exames.
- 16:44Um vai ser a retinografia, que é uma fotografia da retina, e o
- 16:48outro vai ser a tomografia de coerência óbvia com o famoso CT.
- 16:52Não é um tomógrafo igual aqueles que tem de hospital 11, aparelho
- 16:55menor. É um exame super seguro, né,
- 16:59indolor, e ele vai delimitar o tamanho do buraco, né?
- 17:03Como é que tá assim, 111 buraco macular de de grande tamanho e
- 17:07de pequeno tamanho e vai é, digamos assim, guiar a gente no
- 17:11tratamento, saber se esse tratamento vai ser cirúrgico, o
- 17:14que que a gente pode poder fazer?
- 17:15No geral, os buracos maculares. O tratamento realmente é
- 17:19cirurgia, né? A cirurgia é segura, a gente faz
- 17:21uma cirurgia chamada vitrectomia.
- 17:24E a gente, em geral, a gente tira a atração que tem ali na
- 17:28borda do buraco, né, na, na, na retina, removendo uma membrana e
- 17:33colocando um gás dentro do olho. Onde esse gás, em resumo, ele
- 17:36vai pressionar a borda do buraco e esse buraco ele vai tender a
- 17:41fechar, né? Aí a Márcia continuou aqui a
- 17:44pergunta, para operar com mais certeza de fechamento, o exame
- 17:48seria realmente uma CT de macro? A gente mede, né, o tamanho do
- 17:51buraco e consegue ter aí fatores.
- 17:53Prognóstico, né? A chance do buraco fechar,
- 17:56então, depende muito do tamanho dele, né?
- 17:58Quanto maior, menor a chance, né?
- 18:01Mas cada caso tem uma técnica específica, apropriada para a
- 18:04gente ter uma maior taxa de sucesso na sua cirurgia.
- 18:06O senhor quer comentar alguma coisa, professor?
- 18:12Não, não. Acho que está correto.
- 18:13Agora é assim. É uma cirurgia que é arrojada,
- 18:18né? Digamos assim.
- 18:19Uma cirurgia muito delicada, né? E como você falou, nem sempre a
- 18:23gente consegue fechar o buraco. É evidentemente que tem uns
- 18:26dados que a gente usa o que vem do exame do OCT, né?
- 18:31Pra medir o tamanho do buraco, né?
- 18:34Ver se vale a pena operar ou não, né?
- 18:36Mas é uma cirurgia segura, no entanto, é, às vezes a gente não
- 18:42consegue fechar o buraco pronto, aí tem que levar isso em conta,
- 18:45né? Mesmo com toda a tecnologia
- 18:47hoje. Às vezes a gente tem tem
- 18:50dissabores, né? Não é uma cirurgia, digamos
- 18:52assim, absolutamente, é que vá fechar, entendeu?
- 18:56Mas o tratamento do buraco macular é cirúrgico e 2 coisas
- 19:01importantes, então vamos vamos resumir aqui, um pra pra dar o
- 19:04diagnóstico de buraco macular é OACT ponto e a retomografia
- 19:08também ajuda. E o outro, a cirurgia, em função
- 19:12dessas medidas, seria indicada ou não?
- 19:14E aí, é 111. Orientação do próprio médico,
- 19:19que vai dizer, olha a chance de você fechar o de fechar o buraco
- 19:21nessa cirurgia x ou não, né? Mas não é uma coisa, digamos
- 19:25assim, 100% segura que vai fechar, né?
- 19:29Você tem às vezes casos que você não consegue, né?
- 19:32Principalmente aqueles buracos mais antigos, de grande tamanho,
- 19:35né? Por aí vai.
- 19:39Isso aí vamos aproveitar, falar um pouquinho do oct.
- 19:41Professor, o que que o senhor acha?
- 19:43É, você tem Maia tava hoje conversando com um colega, esse
- 19:46colega médico que tava comigo hoje, mostrando Pra Ele como
- 19:50como ele revolucionou, né? A retinologia, né?
- 19:55Essa parte da retina da análise, né, só pra até a gente ter uma
- 19:58ideia AOA, retina, histologicamente, ela tem em
- 20:03torno de 1 mm, né? Então ele consegue esse
- 20:05aparelho, consegue e ela tem histologicamente 10 camadas.
- 20:12Então esse esse aparelho, ele consegue mostrar todas essas
- 20:15camadas, né? EE, assim, a gente, cada camada,
- 20:19digamos assim, alterada, a gente casa com uma doença, né?
- 20:22A doença x casa atinge mais essa camada interna ou doença y
- 20:27camada mais externa. Então assim, foi um exame assim
- 20:31que revolucionou, né? A propedêutica, né?
- 20:35Da retina, sobretudo da mácula, né?
- 20:38E também é dando prognósticos também das doenças, né?
- 20:42Em função dos achados que a gente tem e a gente tem mais
- 20:46modernamente, né? OOCTA, quer dizer, a tomografia
- 20:50angeógrafa que a gente chama, né, que mostra os vasos da da da
- 20:54região macular. É um trabalho, é um é um
- 20:57aparelho muito interessante, sobretudo por aquelas pessoas
- 21:00que tem diabete, tem hipertensão, que fazem oclusão
- 21:04de veio oclusão de artéria que a gente.
- 21:08Analisa áreas de isquemia nesse aparelho, o que é interessante.
- 21:11Gabriel, eu acho que tem que frisar muito bem pros nossos
- 21:14internautas é que todos esses aparelhos que nós falamos até
- 21:17agora, nenhum toca no olho, né? Isso é legal, né?
- 21:20Então assim, você não precisa ter medo, você sobe o queixo lá
- 21:23e a gente vai fazer o exame, né? O técnico vai fazer o exame a
- 21:26gente, mas sem tocar no olho, né?
- 21:28Porque às vezes a pessoa pensa, Ah, será que vão tocar no olho?
- 21:31É uma tomografia, eu vou entrar no aparelho, não existe isso, a
- 21:33pessoa coloca o queixinho lá No No.
- 21:36No No aparelho, o aparelho capta essas imagens e depois manda pra
- 21:40gente. Pra gente é, é examinar, né?
- 21:44Então assim, é um exame que a gente chama de exame não
- 21:47invasivo, né? Então é é excelente, né, um
- 21:51negócio assim fantástico, né? Eu sou apaixonado por essa
- 21:54tecnologia que a gente consegue mostrar essas estruturas tão
- 21:57pequenas de uma forma maior, de uma forma bem estudada, né, pra
- 22:01definir as doenças e consequentemente definir os
- 22:04tratamentos, né? Exato.
- 22:07Então o professor resumiu, muito é, né, AOOCT, né?
- 22:11Que é a tomografia que a gente tem do nosso olho.
- 22:15E a gente tem também OOCT angiógraph, né?
- 22:17Que é a tomografia combinada com a Geografia, só que sem a
- 22:21necessidade da injeção, do contraste.
- 22:23Então vai ter AOCTEA, gente. Vai estudar os vasos da retina,
- 22:28né? E aí, como é que funciona essa
- 22:31tecnologia? Ele utiliza o movimento das
- 22:33hemácias pra mapear a microvasculatura da retina e
- 22:37também da coroide, né? Então é um exame fantástico que
- 22:41a gente tem aí, né? Ele é um exame de de grande
- 22:43ogular que a gente tem na, na, na clínica, ou seja, ele
- 22:47consegue mapear todas as áreas, os ângulos da retina, que antes
- 22:51regiões mais periféricas, nos aparelhos mais antigos, eles, a
- 22:55gente não conseguia enxergar essas regiões pelo ACT, né?
- 22:57Então. Lesões antes passavam
- 22:59desapercebida, né? Despercebidas, quer dizer, e
- 23:03hoje a gente consegue ver com OCT áreas de de isquemias
- 23:06periféricas, né? Alterações da retinas
- 23:08periféricas e eu acho interessante, né, que a gente
- 23:11vai, com esses aparelhos novos, redescobrindo a forma como as
- 23:15doenças se comportam no nosso olho, né?
- 23:18Eu acho que isso é muito legal. Esse exame, ele veio também pra
- 23:20aqueles pacientes que tinham alergia ao contraste, por algum
- 23:23motivo, não queriam fazer o contraste, né, pra fazer a
- 23:26Geografia tradicional com o contraste.
- 23:29Ele veio aí pra ajudar a gente com esses pacientes aí que não
- 23:32não podiam por algum motivo específico, né?
- 23:34Não fazer OOO contraste e o aparelho que ele é muito útil
- 23:39pra pacientes que tem diabetes, né?
- 23:42É, principalmente a gente não pode ter a diabética, né, que é
- 23:44AA alteração do olho causada pela diabetes.
- 23:48Às vezes mesmo, caso que a gente olha no consultório, são muito
- 23:51iniciais, a gente coloca nesse exame.
- 23:53A gente já vê que tem alterações mais profundas, né, no CTA, nas
- 23:57angiografias. A gente é usa também pra
- 24:01oclusões venosas, né? Pra uveytes.
- 24:04A gente usa também pra uma doença chamada degeneração
- 24:07macular relacionada à idade que cursa um paciente com mais de 70
- 24:12anos. É muito importante a gente ter
- 24:13esse exame e também pra diversos pacientes, né, que quer ver se
- 24:16tem uma miopia um pouquinho alta, né?
- 24:19E a gente quer estudar melhor aí a retina desses pacientes.
- 24:22Então a gente tem diversas indicações pronto.
- 24:27O senhor quer comentar agora, professor, sobre a evolução da
- 24:31retinografia? É a retinografia não existia na
- 24:35época que fez residência, sabe Gabriel?
- 24:38Ela veio depois, né, que também é um exame invasivo, não
- 24:41invasivo, né? É um exame que faz uma
- 24:44fotografia do fundo de olho, né, que é extremamente útil.
- 24:48Eu tava dizendo pra esse meu colega hoje que a gente tava
- 24:50conversando, trocando ideia, né? E assim como os nossos, é
- 24:54antecessores, né? Eram muito espertos, muito
- 24:58inteligentes, né? Eles conseguiu, com aquele
- 24:59oftalmoscópiozinho pequeno, focando no olho, né?
- 25:02Fazer o desenho das doenças, né? Eu tenho livros assim, antigos,
- 25:06né, que mostra Oo desenho, que que eles faziam um negócio assim
- 25:11é fantástico, né? Como é que o cara com aquele
- 25:14oftalmoscópiozinho IA cirurgia de retina, viu, Gabriel?
- 25:17Era operada com aquele aparelhinho assim.
- 25:19Né? Olha só, né, que evolução nós
- 25:21tivemos, né, que evolução nós tivemos.
- 25:23Então isso realmente nos dá melhorou muito, né?
- 25:27A recuperação das doenças oftalmológicas é em função de um
- 25:32diagnóstico mais preciso também, de um tratamento mais preciso,
- 25:36né? Então é muito interessante de
- 25:38você ter essa tecnologia, né? Problema que essa tecnologia é
- 25:43cara, né, Gabriel? Então assim a gente, né, tudo é
- 25:47muito caro, né? Você tem 111 parque de de de
- 25:52aparelhos como nós temos, precisa reunir assim uns 10
- 25:54colegas pra poder comprar um aparelho desse.
- 25:57Fazer empréstimo é pagar no primeiro ano, né e tal, e
- 26:01pagando com juros subsidiados, porque senão também você não
- 26:04consegue comprar, né? Mas nos dá uma segurança
- 26:08profissional muito grande, né? E assim a gente projeta lá na
- 26:11clínica, na retina pro, a gente. Pega esse exame que é feito e
- 26:16projeta na televisão, mostrando pro paciente, olha, aqui você
- 26:18tem um buraco, tá vendo? O tamanho do seu buraco é muito
- 26:20grande, olha aí a altura com a largura, então é o prognóstico,
- 26:24não é bom de operar, eu acho que não tem mais indicação de operar
- 26:26você ou tem, entendeu? Então a pessoa tá vendo aquilo,
- 26:30ela não tá só olhando pra você e acreditando em você, ela tá
- 26:35vendo, é ao vivo, digamos assim, né?
- 26:38Olha, tá aqui o seu buraco, né? Tá aqui a sua, a sua alteração
- 26:41estrutural da sua retina, tá aqui a sua vascularização que tá
- 26:45comprometida, né? Então assim, é muito legal,
- 26:47porque essa interação com o paciente é fica muito fácil, né?
- 26:52Por exemplo, hoje essa a mosca, vamos voltar lá na mosca volante
- 26:55hoje era uma colega médica, falei e ela tinha uma mosca
- 26:59volante que estava incomodando, era uma mancha que tem no
- 27:01centro. Aí eu mostrei para ela com exame
- 27:03que realmente a mancha fica bem no centro, sabe?
- 27:06Eu digo, olha. Aí tem 2 opções, eu acho que o
- 27:09teu cérebro ainda vai se acostumar com isso, porque eu
- 27:11também tenho mosca volante, como conforme eu disse, todo mundo
- 27:14acima de 50 anos vai ter mosca volante é fisiológico e eu
- 27:18conheço as minhas moscas. Se eu olhar pra uma superfície
- 27:20branca, por exemplo, se eu tiver deitado e olhar pro teto, que é
- 27:22branco, eu vejo as minhas mosquinhas todinhas.
- 27:24O problema é, eu conheço as minhas moscas, já sei que tem
- 27:28aquele a quantidade de mosca, agora apareceu um bando de
- 27:30mosca, aí corra no médico que é alguma alguma coisa aconteceu.
- 27:35É isso aí eu me chamo atenção porque a gente fala que é
- 27:38fisiológico e que todo mundo vai ter, mas tem hora que não tem
- 27:41hora que é um achado importante. Uma hemorragia Vita, por
- 27:45exemplo, pode dar isso, né? Um rompimento de vaso pode dar
- 27:48isso. Um rompimento da retina também,
- 27:50que vai levar um descolamento de retina, pode dar esse sintoma.
- 27:53Então, assim, mosca volante, tem que fazer mapeamento de retina,
- 27:58ponto, e o colega vai ver, olha, né, essa mosca volante é
- 28:01fisiológica. Né, escola bem, duvida?
- 28:04E fisiológicas formas é fisiológicas.
- 28:07Não se preocupe, né? Agora apareceu, mas aí não, aí
- 28:11já é diferente. Aí você vai ter que saber a
- 28:12causa disso, né? O senhor contou algo muito
- 28:16interessante? Professor, eu tinha um paciente,
- 28:18eu tenho ainda um paciente e tinha umas moscas rolantes.
- 28:21Isso incomodava muito. Ele era pouco e eu sempre
- 28:24acompanhava ele com a retinografia panorâmica, né?
- 28:27Ele realmente não tinha nenhuma ruptura, nada.
- 28:30E ele tinha o meu telefone, né, porque ele estava muito
- 28:32preocupado com essas moscas. Até que próximo, no Natal, ele
- 28:35mandou uma mensagem, numa quinta à noite, ele disse, doutor, esse
- 28:38olho da mosca. Eu comecei a ver um raios de
- 28:40sangue, OPA, aí é aí, OPA. Eu fiquei alerta, falei, olha,
- 28:44tu vai amanhã, 8 horas lá na clínica comigo.
- 28:47Aí ele foi lá, ele tava com uma hemorragia vítrea e no
- 28:50ultrassom, que é um exame que a gente faz quando a gente tem
- 28:53Opacidade de meios ou uma catarata muito alta ou
- 28:55hemorragia vítrea que a gente não consegue ver a retina.
- 28:59A gente faz o exame de ultrassom e nesse ultrassom eu vi a
- 29:01hemorragia vítrea, a gente ainda estava colada, só que tinha uma
- 29:03rasgadura na retina. E aí gente, quando a gente tem
- 29:07um caso assim, né, uma hemorragia vítrea com uma
- 29:09rasgadura na retina, a gente considera uma cirurgia de
- 29:13urgência e eu fiz na mesma manhã, quando eram 11 e meia, a
- 29:16gente já estava com ele entrando no centro cirúrgico, né?
- 29:18Eu consegui operar ele na hora do almoço e eu operei, né?
- 29:21A gente removeu o sangramento com AA vitractomia, a fragileza
- 29:25na rasgadura. Terminou OOO olho com com gás
- 29:29né? Pra esse gás pressionar
- 29:30rasgadura evitar que tenha descolamento e cicatrizar o
- 29:33laser e ele evolui o bem no pós operatório e muito feliz porque
- 29:37consequentemente eu removi a gelatina dele né o sangramento e
- 29:41sumiram a mosca volante. Eu achei interessante que esse
- 29:44cara eu nunca mais encontrei, eu encontrei ele um dia desses no
- 29:46clube, eu falei assim, epa, como é que tá esse doutor?
- 29:48Eu tô muito feliz por isso que eu não vou mais lá com o senhor
- 29:51né? Então eu achei interessante, foi
- 29:53algo que aconteceu né? E que no final das contas, até
- 29:56veio pro bem dele, né? Que agora ele está muito mais
- 29:59feliz depois da cirurgia, porque ele não tem mais as moscas dele.
- 30:02Mas foi uma condição, né, que necesse toda a cirurgia, né?
- 30:07E aí seria mais ou menos esse o raciocínio.
- 30:09Então a gente está indo pros minutos finais.
- 30:11Professor, o senhor quer comentar aí sobre a evolução das
- 30:13cirurgias de catarata? As cirurgias de catarata foi
- 30:18revolucionou, né? O tempo que eu aprendi catarata.
- 30:21Só pra você ter ideia, Gabriel. A gente abria, fazia uma incisão
- 30:25no olho de 10, 12 mm para tirar a catarata, tirava com um
- 30:30aparelho chamado krill, congelava a catarata e puxava
- 30:33para fora. Não existia a lente entocular, a
- 30:35gente não implantava a lente, né?
- 30:37Então olha a evolução que houve, né?
- 30:39Depois veio a cirurgia com as incisões menores.
- 30:43Depois apareceram as lentes entoculares reabilitando todo
- 30:46mundo que opera de catarata, né? E agora a gente está numa fase
- 30:50mais avançada ainda. Nós temos lentes, vocês estão
- 30:52vendo aí os internautas, eu estou sem óculos porque eu estou
- 30:55operado de catarata e foi implantado em mim uma lente de
- 30:58foco estendido que a gente chama que dá uma boa visão de perto e
- 31:02também uma boa visão de longe, né?
- 31:04Então assim, essa recuperação, né?
- 31:07É diante dessa, desse progresso da ciência, sobretudo
- 31:11tecnológico, né, mostrando que a hoje, né, a gente não operar
- 31:16ninguém sem implantar lente. Foi curioso, Gabriel, quando eu
- 31:19cheguei aqui é que começou a lente entocular.
- 31:22Um colega meu de de Belo Horizonte disse, olha, eu vou
- 31:25ter agora nos Estados Unidos, Oo negócio lá é lente entocular.
- 31:29Aí eu digo, vou aí contigo. No outro dia eu peguei o avião,
- 31:31fui pra lá aprender a fazer com ele, né?
- 31:33E vi ele fazendo e depois ele veio aqui dar um curso pra nós,
- 31:36operou, meu pai inclusive, né? E aí foi uma revolução.
- 31:40Agora, o que é curioso, né, como as pessoas às vezes tem uma
- 31:43preconceito contra o avanço, né? Eu tinha paciente que eu não me
- 31:46coçava, doutor, eu quero operar, catara conseguiu, mas eu não
- 31:48quero que implante lente. Olha, eu teve 1 hora que eu fui
- 31:51tão eu fui sendo radical, eu digo olha, então a senhora vai
- 31:53procurar outro colega que eu não vou operar, porque a diferença é
- 31:56muito grande. A senhora não tem ideia, né?
- 31:59Eu tenho uma foto da minha sogra, eu tenho uma foto da
- 32:03minha sogra com aquele óculos fundo de garrafa, sabe?
- 32:06Aí eu eu tinha autorização, obviamente dela, eu mostrava
- 32:09essa, essa é minha sogra aqui, Ela Foi operada numa época que
- 32:12não existia lente, olha o óculos que ela tem que usar, né?
- 32:14O peso desse óculos na base do nariz, né?
- 32:17É o óculos de 16°, né, 18°, né, muito elevado, né?
- 32:22Então assim é, tão é tão lindo, né?
- 32:25Eu ter acompanhado assim, ver toda a evolução dessa
- 32:28oftalmologia, cara, é um negócio surpreendente, né?
- 32:31Agora a gente tem que buscar, né?
- 32:33Tem que estudar, tem todos esses métodos aí que vem.
- 32:36E olha, Gabriel eu soube recentemente, tem o disco de
- 32:39Plácido, né, que a gente faz, que é o princípio da da
- 32:43ceratometria, né? Princípio da é então da
- 32:47topografia de córnea, né? Aí eu fui ver Oo Plácido, ele
- 32:51pegou 111 prato, né? E pintou uns anéis, um preto, um
- 32:55branco, um preto e branco. Pegou o Sol e iluminou os olhos
- 32:59da pessoa, né EE aí AA luz que. É essa reflexão da luz na
- 33:05córnea, da pessoa distorcida e disse assim, olha, isso é um
- 33:07problema na córnea desse paciente, por isso que ele não
- 33:09enxerga. E aí eu fui interesse dando aula
- 33:12na federal, eu fui descobrir quem é plástico, né?
- 33:15Não tem nenhuma foto do plástico, ele é português, cara,
- 33:19e até hoje esse princípio do disco de plástico é o princípio
- 33:24da topografia de córnea, né? Um negócio muito legal, né?
- 33:27Isso foi em 1920 mais ou menos que ele inventou essa história,
- 33:29né? Então assim, uma evolução bacana
- 33:33da gente ver de onde veio, né? EE foi assim, normalmente são os
- 33:37os, os ingleses, os suecos, os suíços, que inventam essas
- 33:40tecnologias, né? Isso foi o português, cara,
- 33:42fiquei muito feliz de saber, é Plácido, não tem nenhuma
- 33:45fotografia dele, cara, eu não consegui, nem até na Iara
- 33:49procurei não, não tem, não tem, não tem foto do Plácido não
- 33:52existe, então tá bom, é legal isso, foi recentemente que eu vi
- 33:58isso. Então é isso?
- 34:01Pessoal aqui já parou de mandar as perguntas, professor, o
- 34:04senhor tem aqui alguma frase aí de de dica de encerramento para
- 34:08os internautas sobre essas tecnologias, né?
- 34:12De como a oftalmologia evoluiu alguma coisa?
- 34:14Um recado que o senhor quer dar, afinal aí para os nossos
- 34:17internautas? Olha, eu acho que o recado
- 34:20importante é dizer para vocês, o internautas, que a gente nunca
- 34:23pode perder essa relação médico paciente que transmite
- 34:27confiança, né? Tranquilidade para o paciente,
- 34:30não é? E tem exame, né?
- 34:32A gente primeiro examina todo o paciente para pedir exame, né?
- 34:36Não sair pedindo exame, às vezes exame desnecessário, né?
- 34:39Eu vejo muita paciência, às vezes que já vem com pacote
- 34:42exame, exame que não tem, não tem muito a ver com a com a com
- 34:45a queixa e com a doença que ele tem, sabe?
- 34:48Então, assim, a tecnologia veio para nos dar suporte, né?
- 34:52O avanço dela é fantástico, nos ajuda muito, nos ajudou muito a
- 34:56compreender. As doenças em si ajudou muito AA
- 35:00compreender o tratamento das doenças, né?
- 35:02Efetivo né que a gente tem hoje né?
- 35:05Eu vi no início, parece que tinha uma alguma alguma
- 35:08colocação sobre chip né, que de pra pessoas que não enxerga é
- 35:11coisa que vai avançar, né não, não vamos parar aqui né, o
- 35:15avanço da ciência é um avanço absolutamente dinâmico, né?
- 35:19Você não para nunca, né não para nunca, por isso que o médico
- 35:21nunca para pode parar de estudar, né?
- 35:23Tem que estar sempre se atualizando porque sempre tá
- 35:26com. É surgindo coisas novas, né?
- 35:28Então, um abraço a todos. Muito obrigado pela participação
- 35:31de todos. Um abraço, um.
- 35:34Abraço. Então a oftalmologia, ela levou
- 35:37o luz de forma extraordinária, né?
- 35:38Pessoal? A gente já tem hoje exames
- 35:40panorâmicos que vem o olho, a retina como um todo, cirurgei de
- 35:43entredê e a gente consegue diagnosticar mais cedo, tratar
- 35:46com precisão mais, oferecer mais segurança e qualidade aos
- 35:50pacientes. Então pessoal, não esquecer.
- 35:52Se se tiver qualquer dúvida, pode deixar a nossa caixa de
- 35:55pergunta. Não esqueçam de nos seguir nas
- 35:57redes sociais e compartilha isso com amigo, com parente, porque
- 36:01pessoas bem informadas, né? Que tem informação.
- 36:03Elas têm sempre a melhor decisão a tomar.
- 36:06Então é isso, pessoal. Até a próxima quarta que vem, às
- 36:098 da noite aqui, pontualmente a gente vai ter a nossa live.