Latest / Galinha Viajante - Videogames / Galinhonomicon #03: Ramuh (Final Fantasy)
Transcript
- 0:01SPEAKER_01: Olá, ouvintalhada maravilhosa! Boas-vindas ao terceiro volume deste compêndio místico chamado Galinho Nomikon.
- 0:10SPEAKER_01: Se você está conhecendo o Galinho Nomikon pela primeira vez através desse episódio aqui, eu vou recomendar que você ouça esse episódio até o final, mas volte lá nos outros dois que nós já temos o primeiro sobre a Shiva, o segundo sobre o Wefret, e acompanha já tudo o que foi falado.
- 0:25SPEAKER_01: Nesse volume de hoje, a gente vai investigar melhor e entender a história do velhinho, o sábio, o quase avatar dos raios e trovões.
- 0:37SPEAKER_01: Ramu.
- 0:47SPEAKER_00: E dos arquivos mais secretos do galinheiro, o livro mais oculto de todos.
- 0:54SPEAKER_00: Descoberto por Abdul Algalinha, com tradução para o português brasileiro pelo estudioso Doutor Leon Cleveland.
- 1:01SPEAKER_00: As palavras proibidas entram em sua mente através dos seus inocentes ouvidos.
- 1:08SPEAKER_00: O livro das entidades cósmicas, interplanetárias e supradimensionais.
- 1:15SPEAKER_00: O Galinho Nômico.
- 1:18SPEAKER_00: Volume 1: Assumons de Final Fantasy.
- 1:36SPEAKER_01: Diferente dos primeiros casos que a gente viu aqui no Galinho Nomikon, o Ramu segue por uma direção bem única.
- 1:45SPEAKER_01: Ele é assim uma deliberada farofa de referências e possíveis misturas de raízes múltiplas e muito, muito diferentes.
- 1:54SPEAKER_01: Então, nesse episódio do Galinhonomicon, a gente vai analisar o Vovô Trovão diante de três pontos diferentes.
- 2:01SPEAKER_01: Primeiro, a gente vai falar do arquétipo do velho sábio, que é algo muito comum nos folclores e mitos pelo mundo.
- 2:07SPEAKER_01: A gente vai falar também das raízes etimológicas, porque tem bastante coisa a ver com isso, a origem do nome dele.
- 2:14SPEAKER_01: E, por fim, o que foi provavelmente a figura mitológica que inspirou, vamos dizer assim, o cerne, né?
- 2:20SPEAKER_01: O núcleo do que é o Ramu.
- 2:22SPEAKER_01: Independente de onde veio ou não, o arquétipo do velho sábio é uma das coisas mais comuns no imaginário coletivo de todos nós.
- 2:29SPEAKER_01: Seja por causa do arquétipo Jungiano.
- 2:31SPEAKER_01: Jung vai falar que arquétipos são formas de enquadrar e definir as coisas que, na verdade, nós evitamos de ser no mundo.
- 2:40SPEAKER_01: Ou também as múltiplas figuras literárias, tipo Merlin, Gandalf, e alguns jogos e coisas que não são necessariamente literatura, como por exemplo, Fisbão Fabuloso, Eu Minster e muitos outros velhos sábios.
- 2:54SPEAKER_01: Se eu pedir pra você imaginar um velho barbudo, um velho sábio barbudo, você vai provavelmente imaginar a imagem de algo muito próximo do Ramu.
- 3:04SPEAKER_01: E esse arquétipo, ele concentra nele mesmo muito símbolo e muito significado.
- 3:10SPEAKER_01: Tradicionalmente de, como o nome sugere, sabedoria, né?
- 3:12SPEAKER_01: Aquele que pode e normalmente faz ajudar as pessoas, seja o protagonista, o herói em sua jornada ou a humanidade como um todo.
- 3:21SPEAKER_01: No próprio Final Fantasy, o Ramu desempenha esse papel, né?
- 3:24SPEAKER_01: Mais notoriamente no Final Fantasy VI, onde ele serve de guia e intermédio pra Terra, Terra, no caso, a personagem do Final Fantasy, e os Jespers, que é uma outra coisa.
- 3:34SPEAKER_01: E eu não vou falar muito pra não dar spoiler do Final Fantasy VI, mas é isso aí.
- 3:38SPEAKER_01: E olha, como vocês sabem, eu sou grande fã de Taru, então eu vou ter que falar aqui que o arquétipo do Velho Sábio está presente na carta do Eremita, um dos arcanos maiores, e ele simboliza bem esse arquétipo.
- 3:51SPEAKER_01: E assim, pra além dos exemplos que eu já citei, eu vou puxar a sardinha aqui pro Digimon, porque, enfim, galinha o nome com quem faz sou eu, então a gente vai ter que lidar com isso.
- 3:59SPEAKER_01: O velho sábio aparece em vários lugares, e no Digimon ele aparece na forma de um Digimon também, Pasmin, que é o Digimon.
- 4:05SPEAKER_01: Tem esse nome porque o Jissan seria avô, né?
- 4:08SPEAKER_01: Então o Digimon seria uma forma carinhosa de falar o monstrinho que é um vovô.
- 4:15SPEAKER_01: Sempre que o Digimon aparece, nos jogos de Digimon, ele é uma figura que tá guiando os Digimons e o mundo analógico sempre junto.
- 4:25SPEAKER_01: E o outro exemplo clássico disso é o It's Dangerous to go alono lá do Zeldin.
- 4:30SPEAKER_01: E se a gente junta o arquétipo com as possíveis raízes etimológicas do Vovô Trovão, as coisas vão ficando cada vez mais claras nesse sentido.
- 4:39SPEAKER_01: Não seria a primeira e nem a última vez que Vovô e raios vão estar juntos nesse episódio e no mundo inteiro.
- 4:48SPEAKER_01: Tudo leva a crer que, na verdade, o Ramu teve inspirações de várias entidades, sendo as mais fortes das mitologias mesopotâmicas e hindu.
- 5:22SPEAKER_01: Existem vários palpites diferentes para a origem do nome do Ramu, o vovô Trovão.
- 5:29SPEAKER_01: Alguns deles são acho que felizes coincidências.
- 5:34SPEAKER_01: Por exemplo, um anjo no livro de Enoque que se chama Ramiel, e esse nome significa o trovão de Deus em hebreu, né?
- 5:43SPEAKER_01: E do lado hebraico das coisas ainda, Ram significa Trovão.
- 5:48SPEAKER_01: E ele é provavelmente uma das possíveis raízes etimológicas do nome Ramu por si só.
- 5:56SPEAKER_01: Um outro palpite que a galera costuma ter em relação ao Ramu é a semelhança óbvia com o nome do rei do mitológico continente afundado Mu.
- 6:09SPEAKER_01: O nome do rei de Mu era Ramu.
- 6:13SPEAKER_01: Uau! Pois é.
- 6:15SPEAKER_01: Mas eu já vou dizer pra vocês que essa é só uma coincidência super feliz também.
- 6:20SPEAKER_01: Porque o rei de Mu não tem nada parecido com o nosso querido Vovô Trovão, a não ser o nome.
- 6:27SPEAKER_01: Mas eu acho que a principal fonte etimológica do nome Ramu se vem dos espíritos mesopotâmicos chamados de Lamu.
- 6:37SPEAKER_01: Os Lamu são uma classe de espíritos que protegiam a morada de alguém contra demônios, basicamente.
- 6:44SPEAKER_01: Então, embora os seus poderes e campos de patronagem estejam mais relacionados ao lar e às águas, tem gente que pensa também que Lamu não era só relacionado às águas, mas o controle do tempo que envolvia afastar tempestades não muito bem-vindos.
- 7:04SPEAKER_01: Lamu também significava peludo ou feupudo, né?
- 7:08SPEAKER_01: Na língua deles, na língua mesopotâmica, mas todas as vezes que um Lamu era representado, chuta qual era a representação deles: um velho barbudo.
- 7:19SPEAKER_01: Há também a galera que acha que Ramu poderia ser um amálgama de nomes de Rama e Vishnu.
- 7:26SPEAKER_01: Rama é o protagonista de um épico hindu super famoso, que é o Ramayana, e até os dias atuais, cultuado como o sétimo avatar de Vishnu.
- 7:35SPEAKER_01: Pra quem não tá ligado, o avatar é a representação que um devil, deus hindu, decide usar na Terra em momentos específicos, ou porque simplesmente quer.
- 7:45SPEAKER_01: E Rama, que era esse personagem aí do épico, seria o sétimo desses avatares.
- 7:52SPEAKER_01: O Hamayana, ele segue a história do Rama da vida dele, é tipo vida e aventuras do Rama mesmo - Do nascimento a sua morte, e como ele teria sido e transformado num dos maiores regues de toda a Índia.
- 8:05SPEAKER_01: Agora, a questão de Vishnu é interessante, porque eu mencionei lá no episódio da Shiva que era parte de uma trindade que eu já tinha falado antes também, que era o Trimurti, que é composto por Brahma, o criador, Shiva, o destruidor, sendo Vishnu o preservador.
- 8:23SPEAKER_01: Ou seja, Brahma cria, Vishnu cuida para que aquilo siga o fluxo natural até que Shiva venha a destruir.
- 8:33SPEAKER_01: Eles são aparentemente a mesma pessoa e não são ao mesmo tempo.
- 8:38SPEAKER_01: É uma questão muito curiosa essa de divindades que possuem várias facetas, porque às vezes elas são a mesma faceta, às vezes elas não são a mesma faceta.
- 8:47SPEAKER_01: Ponto é que a amálgama talvez seja do fato de que Vishnu e Rama eram o Mariada Puroshtama, que significa o homem ideal, sábio e comedido, empático e firme.
- 9:02SPEAKER_01: E essa empatia e firmeza de espíritos que o Ramu apresenta pra gente são não por coincidência relacionados também a um outro deus.
- 9:15SPEAKER_01: E esse é o que eu acredito ser a grande inspiração.
- 9:20SPEAKER_01: Talvez a maior e mais importante inspiração pro vovô Trovão.
- 9:24SPEAKER_01: Eu tô falando de Indra, o rei dos delas.
- 10:10SPEAKER_01: Vai um pouquinho além do fato de que, nas primeiras traduções, o Ramu veio com o nome de Indra, aqui para o ocidente.
- 10:19SPEAKER_01: Indra é na religião védica, que é mais como se fosse uma versão beta do atual hinduísmo.
- 10:24SPEAKER_01: Ele é o Deva, que é o deus dos raios, chuvas, rios e trovões.
- 10:30SPEAKER_01: A descrição física do Indra varia bastante.
- 10:33SPEAKER_01: Geralmente transitando entre aqueles seres andrógenos de cabelos ondulados que a gente vê em imagens impressas do hinduísmo até estátuas que estão.
- 10:44SPEAKER_01: como se fosse um pré-buda, sabe?
- 10:47SPEAKER_01: É bem curioso porque uma figura tão imponente como Indra não é tão frequente nos jogos, né?
- 10:55SPEAKER_01: Indra vai ser mencionado e é um personagem atuante do antigo anime Shurato, porque Surato ele usa a religião védica como um todo ali para.
- 11:05SPEAKER_01: Para os mitos védicos, né?
- 11:07SPEAKER_01: Pra embalar o seu lore.
- 11:10SPEAKER_01: Mas fora isso, a gente vai ver o Indra, basicamente em alguns jogos da série Shimegam Temsei, como era esperado.
- 11:16SPEAKER_01: Mas o mais legal de todos, se eu pesquisando, não conheci esse jogo, pesquisando para esse episódio - um jogo de navinha, onde a gente controla o que seriam o Indra lutando contra o principal inimigo dele, que é o Vritra.
- 11:30SPEAKER_01: Mesmo assim, Indra é a divindade mais mencionada no Rig Veda.
- 11:35SPEAKER_01: Que são os hindos que deram origem à religião védica.
- 11:39SPEAKER_01: Em todas as versões, de qualquer maneira, seja por aparições em jogos, mídias alternativas, algo é muito comum e aparece sempre: o Vajra.
- 11:59SPEAKER_01: Vajra é literalmente o termo sânscrito pra Relampa.
- 12:03SPEAKER_01: E é a arma do Indra.
- 12:05SPEAKER_01: Você já deve ter visto o Vajra em alguns jogos e mídia no geral.
- 12:09SPEAKER_01: Imagina como se fosse um cabo de uma arma, uma espada, alguma coisa assim, mas só o cabo.
- 12:15SPEAKER_01: E nas duas pontas você tem como se fosse uma massa, né?
- 12:20SPEAKER_01: Pros dois lados.
- 12:21SPEAKER_01: Isso é o Vajra.
- 12:22SPEAKER_01: Aquele negócio que o Chorato segura, sabe?
- 12:25SPEAKER_01: Isso, isso é o Vajora.
- 12:26SPEAKER_01: Dá um tempinho pra você pesquisar aí na internet que você vai ver.
- 12:28SPEAKER_01: É meio chatinho de escrever ele mesmo.
- 12:30SPEAKER_01: Mas o Vajora, ele sempre vai aparecer como uma arma de força, simbolizando, geralmente, olha lá o que eu falei lá em cima: firmeza de espírito e poder espiritual bruto.
- 12:44SPEAKER_01: Não à toa, por exemplo, em Slade Spire, Vajora é um artefato que aumenta o dano dos seus ataques, né?
- 12:49SPEAKER_01: E aí, nos mitos, né, o Vajra não é empunhado pelo Indra só como sinal do status do rei dos Devas, né?
- 12:57SPEAKER_01: Mas também porque ele é o único que aguenta o tranco de fazer isso.
- 13:01SPEAKER_01: Num dos mitos mais clássicos do Indra, e talvez o que a maioria das pessoas vão considerar aí o principal mito dele: O Senhor dos Devas enfrenta o seu arque inimigo, que é o Vritra.
- 13:12SPEAKER_01: E o Vritra teria se enroscado numa montanha, fazendo com que os rios, sete rios que fluíam por ali, cessarem o seu fluxo.
- 13:23SPEAKER_01: Então não tinha mais rio, os rios secam, basicamente, presos na montanha através do corpo do Vritra.
- 13:29SPEAKER_01: E a humanidade entra em total desgraça, basicamente, né?
- 13:33SPEAKER_01: Fome, peste, sede, doença e a porra toda.
- 13:36SPEAKER_01: Pois é, mas uma simples porrada do Indra com o Vajra foi o suficiente, não só pra matar o Vitra, mas pra explodir a montanha e fazer com que os rios fluíssem novamente.
- 13:52SPEAKER_01: Indra ele era, antes de tudo, o rei dos devas, mas mais do que isso, ele era o protetor da humanidade.
- 14:02SPEAKER_01: A humanidade só prosperou novamente, de acordo com o Rig Veda, porque Indra fez isso.
- 14:10SPEAKER_01: Não só o deus dos raios e protetor da humanidade.
- 14:14SPEAKER_01: Indra é também um Deva - e o julgamento de Vretra só terminou com uma execução sumária através de um relâmpago, certeiro e poderoso bastante pra matá-lo no mundo.
- 14:47SPEAKER_01: Se chama Rai do Julgamento, Judgment Bolt, e acho que já ficou bem claro pra quem tá ouvindo o porquê do nome Judgment Bolt, né?
- 14:55SPEAKER_01: Mas não custa reforçar.
- 14:57SPEAKER_01: É uma mistura bem legal, porque olha só, quando você mistura o arquétipo do velho sábio com os mitos de Indra e algumas dessas que talvez sejam, talvez não sejam coincidências, deixam o Ramu sem espaço pra dúvida.
- 15:11SPEAKER_01: Ele é de fato um juiz e os inimigos são os reais condenados a sofrerem a execução através de uma das coisas mais divinas em todos os mitos pelo mundo: de Zeus, a Thor, de Avé, a Huramasa.
- 15:28SPEAKER_01: Todos os líderes, deuses, frentes vão aparecer com a forma do velho sábio empunhando, ou algo que o sirva, como relâmpago.
- 15:39SPEAKER_01: E isso é pra demonstrar a beleza do seu posto e ao mesmo tempo o confulminante e fulgorante.
- 15:49SPEAKER_01: E demonstrar quem é que manda ali.
- 15:51SPEAKER_01: E o mais legal é ver essa mistura toda acontecendo, porque o Ramu nos Final Fantasy sempre vai aparecer como esse arquemago, né?
- 16:00SPEAKER_01: Essa coisa que sempre vai conjurar a magia do seu cajado, que é uma coisa muito comum na imagem do velho sábio.
- 16:07SPEAKER_01: E a figura do mago, além do velho sábio, é uma figura sempre de quem entende e não só entende, mas demanda inteligência e sabedoria pra conversar com.
- 16:19SPEAKER_01: Na maioria das vezes o Ramu vai invocar da ponta desse cajado, que é um outro símbolo do velho sábio também.
- 16:24SPEAKER_01: Os relâmpagos e trovões pra fuder com a vida de todo mundo e destruir geral.
- 16:29SPEAKER_01: Eu acho que a minha versão favorita disso, no entanto, seja a do Final Fantasy XV, e que é muito climático, né?
- 16:39SPEAKER_01: O Ramu começa a aparecer, o céu começa a se fechar, os relâmpagos meio púrpura começam a surgir, ele abre os céus ali e ele pega o cajado, que na ponta do cajado eu tenho o X-1 do Final Fantasy X, mandando um abraço pro nosso unicórnio relâmpago, e aí ele joga o cajado dele, ele bate com o cajado dele como se fosse um relâmpago de fato, fulminando geralmente no campo de batalha.
- 17:07SPEAKER_01: E essa é uma parada legal porque esse gesto de bater com o cajado no chão é uma coisa que o velho sábio também vai fazer sempre para demonstrar a sua importância.
- 17:19SPEAKER_01: Ele fala assim, ó.
- 17:20SPEAKER_01: Ei, minha vez de falar.
- 17:22SPEAKER_01: A diferença é que o Ramu, quando ele faz, geralmente vem isso junto.
- 17:51SPEAKER_01: E com isso, terminamos o terceiro fascículo, o terceiro volume desta obra mística, que é o Galinho no Mikon.
- 17:59SPEAKER_01: Agradeço demais você que ouviu, você que tem ouvido e você que está comentando e gostando demais desse projeto.
- 18:06SPEAKER_01: Eu tô me amarrando muito em fazer.
- 18:08SPEAKER_01: E coloque aqui nos comentários qual é a tua versão favorita do Hamu.
- 18:12SPEAKER_01: E a gente se vê no próximo Fascículo.
- 18:16SPEAKER_01: No próximo volume do Galinho no Mikon.
- 18:19SPEAKER_01: E é melhor vocês se prepararem, porque essa summon que a gente vai ver agora, ele fora do mundo de Final Fantasy, ele é considerado um velho sábio.
- 18:29SPEAKER_01: But no mundo de Final Fantasy is considerado demais.