Latest / Chá de coragem, com Elisama Santos. / EP. 78 - POR QUE HOMENS SÓ PERCEBEM O ERRO TARDE DEMAIS?, Chá de Coragem de Elisama Santos
Transcript
- 0:00Por que os homens costumam perceber que podiam ter feito
- 0:03mais pela relação só depois que ela acaba?
- 0:07Que mecanismo social é esse que mantém uma dor que machuca a
- 0:13pessoa e todo mundo ao redor? E o que que a gente faz quando
- 0:18percebe que perdeu a chance de cuidar de algo muito precioso?
- 0:25Aceita o chá de coragem? Olá, tudo bem?
- 0:41Tenho 34 anos e escrevo para compartilhar um relato pessoal
- 0:45que foi muito atravessado por um episódio do seu podcast sobre
- 0:48culpa, erro e responsabilidade. Ouvir aquele conteúdo foi um
- 0:53divisor de águas para mim. E de tantos vídeos, podcasts e
- 0:57conteúdos que encontrei tratando a pessoa que erra sempre com o
- 1:01vilão da história, o seu foi o que trouxe uma visão diferente,
- 1:05a visão de quem erra, do que fazer depois do erro e de como
- 1:09lidar com as consequências sem se destruir por completo.
- 1:12Por isso, escrevo também como forma de agradecimento e, se
- 1:16possível, prover o que está com o seu.
- 1:19Tive um relacionamento de aproximadamente 3 anos.
- 1:22Desde o começo sempre existiu uma conexão forte de parceria,
- 1:26amizade, companheirismo e carinho entre nós.
- 1:30Eu sempre fui um cara carinhoso, parceiro e amigo ao mesmo tempo.
- 1:34Ao longo de todo o relacionamento, minha ex
- 1:36companheira era quem mais puxava a manutenção da relação,
- 1:40conversas difíceis, ajustes de comportamento, alinhamento de
- 1:44expectativas, observações sobre atitudes minhas e dela.
- 1:48Ela sempre foi muito ativa nesse cuidado com o relacionamento.
- 1:52Eu, por outro lado, sempre fui mais travado para me expressar.
- 1:57Tenho muita dificuldade de argumentar, de colocar
- 1:59sentimentos para fora e falar sobre o que me incomoda.
- 2:02Tenho medo de ser mau interpretado, de perceber de
- 2:05parecer bobo, infantil, de gerar conflito, de virar uma briga ou
- 2:09até de provocar um término. Por conta disso, muitas vezes eu
- 2:13preferia engolir o que sentia, empurrar os problemas para
- 2:15debaixo do tapete e fingir que dava para relevar.
- 2:18Enquanto ela trazia até coisas pequenas para conversar,
- 2:21pensando no bem da relação, eu acabava negligenciando a
- 2:24manutenção no relacionamento por imaturidade e medo de confronto.
- 2:28Comecei a fazer terapia, incentivado Por Ela.
- 2:31Inicialmente, o foco era trabalhar muito minha
- 2:33autossabotagem. Minha tendência é de colocar
- 2:35para baixo um padrão de estagnação que é desenvolvido
- 2:37depois de um período de depressão.
- 2:38Na Juventude. Ela sempre me apoiou muito nesse
- 2:42processo, me incentivando, me colocando para cima e estando
- 2:45presente. A terapia me ajudou a começar a
- 2:48me abrir mais com ela, a falar um pouco mais das conversas
- 2:51difíceis e anão ficar em silêncio quando surgiram
- 2:53problemas. Ainda assim, esse processo foi
- 2:56eleito. Dentro do relacionamento,
- 2:58existiram questões mais profundas e delicadas.
- 3:01Uma delas foi meu vício em pornografia quem impactou
- 3:05diretamente nossa vida sexual? Eu sempre tive desejo Por Ela,
- 3:09sempre senti tesão, mas eu desenvolvi ejaculação tardia por
- 3:12conta desse hábito, o que fez com que muitas vezes ela
- 3:15gozasse. E eu não.
- 3:17Quando isso? Isso começou a gerar
- 3:20questionamentos, eu me abri e falei sobre o vício.
- 3:22Foi um baque para ela, mas mesmo assim ela ficou do meu lado,
- 3:26apoiou, incentivou e tentou me ajudar.
- 3:29Troquei de terapeuta, tenho que encontrar o profissional que
- 3:31tratasse especificamente esse tema.
- 3:33Hoje eu sigo acompanhamento com avanços reais, mas é um processo
- 3:37longo e que desgastou muito emocionalmente ela, a ponto de
- 3:41alguns momentos ela sentia que estava lutando contra a
- 3:43pornografia dentro do relacionamento.
- 3:46Houve um episódio que me marcou profundamente, uma noite que
- 3:49estávamos desconectados emocionalmente, meio no
- 3:51automático, e ela acordou de madrugada chorando e pedindo pra
- 3:54que eu fosse embora da casa dela.
- 3:56Aquilo me pegou de surpresa. Eu fui pro sofá, fiquei pensando
- 4:00no que eu tinha feito, mas decidi não ir embora.
- 4:02Voltei, abracei, acolhi e deixei ela colocar tudo pra fora.
- 4:06Não soube falar muito, mas estive ali presente.
- 4:09No dia seguinte, conversamos e eu disse o quanto aquilo me
- 4:11doía, o quanto eu não queria vê la daquele jeito e que eu IA
- 4:14lutar pela gente. Hoje eu reconheço que aquilo foi
- 4:17uma grande alerta, mas minha mudança de postura ainda foi
- 4:19lenta, falta o time maturidade. Numa virada mais profunda da
- 4:24minha parte, no fim do ano passado, as coisas começaram a
- 4:27mudar. Elas ficam mais distante, ao
- 4:29mesmo tempo, mais insistente na manutenção da relação.
- 4:33Hoje eu entendo isso como uma espécie de luto dentro da
- 4:35relação, uma atleta de viu a final quase desesperada de
- 4:38salvar algo que já estava muito frágil.
- 4:41Eu não percebi isso na época. Continuei cego por imaturidade e
- 4:45por não conseguir enxergar a gravidade do momento.
- 4:49O estopim no término aconteceu por conta do meu comportamento
- 4:52no Instagram. Já havíamos tido uma conversa
- 4:54meses antes sobre limites, valores e comportamentos em
- 4:56redes sociais. Quando a seguir de volta uma
- 4:59pessoa que conhecia Anjos do relacionamento.
- 5:01Na época, não levei aquela conversa tão a Sério, tão a
- 5:04Sério quanto deveria. Depois descobri que ela
- 5:08descobriu que eu estava curtindo fotos de mulheres que eu
- 5:10conhecia. Por mim, curtir fotos de pessoas
- 5:14que eu conhecia prevencia algo normal, sem nenhuma intenção.
- 5:17Para ela, isso foi uma quebra de confiança e de um valor
- 5:20inegociável. A lealdade.
- 5:23Ela se sentiu desrespeitada, desconsiderada e terminou o
- 5:27relacionamento dizendo que não vinha mais futuro entre nós.
- 5:30Hoje eu entendo que, independente da minha intenção,
- 5:32o impacto disso foi grande em abrir interpretações e feridas
- 5:35que eu negligenciei após o término.
- 5:39Entrei num período intenso de culpa, arrependimento, vergonha
- 5:42e autocrítica. Na primeira semana eu fiquei
- 5:44muito mal. Na segunda, procurei ela pra
- 5:46pedir desculpas e me responsabilizar pelo que fiz.
- 5:49Ao mesmo tempo, comecei a buscar conteúdo sobre o tema e me vi
- 5:52sempre colocado no lugar do vilão, o que me afundava mais
- 5:55ainda. Seu podcast foi o primeiro que
- 5:57me trouxe outra lente, a de que o erro não me define, mas me
- 6:00responsabiliza, que a culpa paralisa enquanto a
- 6:03responsabilidade transforma e que se algum dia houve um
- 6:06recomeço com ela. Isso é uma relação nova com
- 6:09cicatriz que precisa ser cuidada, não?
- 6:12Simples voltar ao que era, porque não tem como ser como
- 6:15antes, pois teve um acontecimento ali.
- 6:18Encontrei algumas âncoras para atravessar esse período.
- 6:21Música que me colocava para cima do seu episódio do podcast que
- 6:24eu ouvi em loop sempre que é a ansiedade batia.
- 6:28Isso me ajudou a sair do lugar da alta punição e ir para um
- 6:30lugar de consciência. Passei a enxergar com mais
- 6:33clareza o quanto foi imaturo no relacionamento, o quanto
- 6:35negligenciei a manutenção da relação, o quanto negligenciei
- 6:39meu comportamento fora da relação e o quanto isso teve
- 6:42consequências reais para outra pessoa.
- 6:44Comecei com ela novamente, de forma mais honesta e emocional
- 6:47do que jamais tinha conseguido ser, não para manipular ou
- 6:50reconquistar, mas para ser verdadeiro sobre o que eu sentia
- 6:54e reconhecia curiosamente. Foi enquanto parei de tentar
- 6:58falar certo e falei do meu jeito emocional que a conversa fluiu
- 7:01de forma mais leve. Saí dessa conversa mais
- 7:04tranquilo, consciente do que causei, consciente da dor que eu
- 7:08gerei e consciente de que agora existe um processo que não se
- 7:12resolve com palavras para adoecer, cuidar de mim, entender
- 7:17meus padrões e mudar meus comportamentos no futuro.
- 7:20Queria compartilhar esse relato com você para agradecer pelo
- 7:22impacto do seu trabalho e, se possível, e seu pitaco sobre
- 7:25esse processo. Obrigada pela escuta, pelo
- 7:27conteúdo que você produz. O impacto foi real para mim.
- 7:30PS, realizou uma bacaninha, AI, gente, não é incomum na
- 7:40realidade. É muito comum que os homens
- 7:43quando chegam num processo de terapia, quando chegam num
- 7:46processo de reconhecimento do do fim da relação que eles nomeiam.
- 7:53Nossa, eu não fiz. O que eu podia ter feito para
- 7:56cuidar da gente? Eu deixei passar os avisos dela.
- 8:00Eu não notei quando ela me falava isso e isso, e isso que
- 8:03era Sério. A gente tem muitas questões
- 8:07envolvidas nisso. A primeira delas é que os homens
- 8:09não são ensinados a cuidar da relação.
- 8:12Os homens, na realidade, eles não são ensinados ao cuidado de
- 8:15uma forma geral. Então, a mulher, a menina, ela é
- 8:20direcionada na infância a cuidar, ela aprende que ela tem
- 8:23que cuidar. Ela treina cuidando da
- 8:26bonequinha, ela aprende que ela tem que cuidar da família, que
- 8:28ela tem que cuidar da casa, que ela tem que cuidar dos outros,
- 8:31tá? As brincadeiras voltadas para as
- 8:33meninas são brincadeiras mais direcionadas ao cuidado.
- 8:36A gente vê as posturas das meninas, pensando o tempo
- 8:40inteiro nesse carinho de cuidado, de como é que você tá,
- 8:43você tá bem de observar o outro. Isso é um treino, gente.
- 8:47Isso não é uma habilidade que a gente vai falar assim, Ah,
- 8:50nasceu quando mulheres. Não é uma habilidade que nasceu
- 8:55com as mulheres, é uma habilidade que é exacerbadamente
- 8:58treinada nas mulheres e pouquíssimo treinada nos homens.
- 9:02E não é à toa que a gente vê nos cursos sobre relacionamento.
- 9:08Se vocês abrirem hoje os comentários aqui, vocês vão ver
- 9:11quantos comentários são de homens, quantos são de mulheres,
- 9:14vocês vão ver quantos comentários dos meus livros são
- 9:16de um homem, são de mulheres? Sim.
- 9:18A diferença, gente, é exorbitante, é uma diferença
- 9:22enorme. Porque o cuidado ficou no lugar
- 9:26da mulher e a manutenção numa relação é cuidado.
- 9:29E a manutenção numa relação pede algo que os homens não tem
- 9:33aprendido a lidar, a enxergar e assumir que é a própria
- 9:38vulnerabilidade. Os homens não são ensinados a
- 9:41ser conectado com as próprias emoções.
- 9:42Não que a mulher seja ensinada a se conectar com as emoções dela,
- 9:46mas a mulher ela desenvolve lugares mais seguros pra se
- 9:49conectar com as próprias emoções.
- 9:51Os homens não. Existe ali uma emoção que ela é
- 9:56validada, ela é permitida que a raiva, então o cara pode ficar
- 10:00puto, ele pode sentir raiva, todo o resto ele não pode.
- 10:03E aí os homens crescem se reconhecer quando eles estão com
- 10:06medo, quando eles estão tristes, quando eles estão angustiados,
- 10:09tudo vira uma ira, uma irritabilidade que você não sabe
- 10:13direito a nomear. A gente tem aí uma outra
- 10:17questão. Quando a gente fala da teoria do
- 10:19apego, tem um episódio aqui falando da teoria do apego, por
- 10:21sinal. Gente, naquele episódio eu falo
- 10:23que são 3 tipos de apego e um quarto.
- 10:25O quarto atrapalha o nome é apego desorganizado, tá?
- 10:29É porque eu falo rápido, muita coisa na minha cabeça, e aí eu
- 10:33falo que o apego é ambivalente, seguro, ambivalente, evitativo,
- 10:40ambivalente, ansioso, evitativo e falo do terceiro nome que eu
- 10:44lembro qual foi, mas é desorganizado.
- 10:47Eu quero focar aqui em 2 tipos de apego principais, que é os
- 10:51que a gente mais vê nos adultos. A gente vê teoricamente 3 tipos
- 10:55de apego, o seguro. O seguro não é um apego
- 10:57perfeito. O seguro é aquela pessoa que
- 11:00considera seguro e está na relação, sabe?
- 11:03Ela sabe que ela pode contar com o outro, ela sabe que o outro
- 11:06pode contar com ela. Então tem uns percalços na
- 11:08relação. Ela sabe que a relação não vai
- 11:10ser perfeita, que relações são difíceis, mas ela tem
- 11:13ferramentas internas para lidar com isso.
- 11:16São as pessoas de apego seguro. Grande parte de nós não tem
- 11:19apego seguro e aí a gente sai se dividindo entre o apego ocioso e
- 11:24um apego evitativo. Por questões sociais, as
- 11:29mulheres tendem a ter o apego ansioso.
- 11:32O que é esse apego ansioso? É um apego em que eu sinto que
- 11:38eu preciso. Eu tenho uma sensação que eu
- 11:40preciso estar presente na tua vida o tempo inteiro e você tem
- 11:43que estar se provando para mim. Para eu saber que a gente está
- 11:46junto, então o que que eu faço agora?
- 11:47O erro é meu, não é pego ansioso, eu penso sempre assim,
- 11:49Ah, o que que eu podia ter feito?
- 11:51Como é que eu conserto isso? O que que eu, eu, eu, eu, eu
- 11:53faço? Esse é o apego da maioria das
- 11:56mulheres, a gente tem uma tendência a esse apego.
- 11:59Ansioso por quê? Porque a gente foi treinada para
- 12:01o cuidado, a gente foi treinada, por que que a gente pode fazer
- 12:04na relação? A gente foi treinada para tentar
- 12:06salvar o outro, por mais que nós estejamos, estejamos treinadas
- 12:12para sermos salvas por um homem. Nós temos a tendência, temos
- 12:16treinadas para salvar o outro no cuidado e et cetera.
- 12:21Os homens são, na sua maioria, evitativos.
- 12:27O que é o apelo evitativo? O apelo evitativo é aquele em
- 12:31que, sabendo que não é seguro estar com você, eu entro naquele
- 12:36lugar de por mim eu nem queria mesmo.
- 12:39Então eu paro de ter a minha necessidade emocional.
- 12:43É validada, em vez de falar assim, você tem que tem que
- 12:46atender a minha necessidade emocional, eu preciso ser amada
- 12:49por você apegocioso, o apego é habitativo falar não, eu não
- 12:52preciso ser amada por ninguém necessidade emocional, o que que
- 12:55isso come? Eu sinto o apego habitativo é
- 12:58aquele apego falar eu não preciso do outro e aí a
- 13:02tendência é se fechar. A tendência é falar pouco sobre
- 13:05as as próprias emoções, a tendência é se abrir pouco para
- 13:11o outro. A tendência é se abrir um pouco
- 13:14pra si, porque não aprende a evitativo o que que você aprende
- 13:18a fazer. Você aprende a olhar pra emoção
- 13:21e falar, o problema é se eu sentir, se eu parar de sentir,
- 13:25Ah, se eu parar de sentir, não vou precisar de ninguém, não
- 13:27tenho problemas, OPA, não sinto mais.
- 13:30E aí você vai desenvolvendo mecanismos ao longo da sua vida
- 13:34pra fugir ou sentir, pra fugir da conexão, pra fugir da
- 13:38necessidade de estar com outro. Socialmente falando, nós somos
- 13:42incentivadas mulheres ao apego ocioso por conta dessa tendência
- 13:45toda, do cuidado e homens a esse apego evitativo por conta dessa
- 13:50coisa de você não tem que sentir.
- 13:52Você é homem, é um saco de batata, né?
- 13:54Você é bicha? Para você tá chorando com isso
- 13:57tudo que a gente já homem não chora, tudo que a gente cresceu
- 14:00ouvindo, então para o homem. Existe uma distância muito,
- 14:05muito grande do próprio sentir. E olha, eu já falei aqui da
- 14:08dança, pego evitativo ansioso, né?
- 14:10A pessoa ansiosa quando ela fala, conversa comigo, vamos
- 14:14trocar sobre a nossa relação, vamos discutir aqui o que a
- 14:17gente precisa fazer para melhorar a relação.
- 14:20Ela está dizendo assim, eu estou me sentindo desconectada de
- 14:23você, eu tenho medo dessa desconexão, a gente não, se não
- 14:26se resolver mais, vamos sarar a nossa conexão, vamos ver como a
- 14:30gente fica junto, aí a pessoa é evitativa.
- 14:33Ela ouve o seguinte, você tem que fazer mais, só que a pessoa
- 14:38evitativa, ela tem medo de ser vista como alguém que fez
- 14:42besteira, ela tem medo de errar, ela tem medo de tudo que
- 14:45desperta grandes emoções. O que que ela faz?
- 14:46Ela se encolhe, ela se esconde dentro dela, então, ansioso, vou
- 14:50falar por favor, por favor, conversa comigo, vamos se
- 14:52resolver aí o evitativo sem falar, ele tá falando assim, eu
- 14:56vou ficar aqui quietinho, me deixa aqui quieto, no meu canto,
- 14:59porque quieto eu não corro risco de fazer besteira.
- 15:02Se eu ficar aqui bem quietinho, bem em silêncio, eu não pioro as
- 15:06coisas e pior, as coisas é muito ruim, já que eu não sei como eu
- 15:09vou melhorar as coisas, eu também não vou piorar as coisas,
- 15:11eu vou ficar quietinho. Não existe fingir que não está
- 15:15acontecendo, para de morto, para de morto, para de morto, eu
- 15:17evitativo, entendeu? Algumas vezes, esse evitativo
- 15:20vai ser grosseiro, vai colocar a culpa no ansioso, falar não é,
- 15:25você está demorando demais de mim, você quer demais, porque
- 15:28assim o problema não sou eu. Eu não sinto isso é você, o
- 15:31problema está em você. Quando o evitativo faz isso, o
- 15:37ansioso fica mais ansioso e pensa, meu Deus do céu, a gente
- 15:42está realmente muito desconectado.
- 15:44Olha só o que está acontecendo aqui, eu quero conversar com
- 15:46você, eu quero trocar. Eu tenho necessidade de sentir
- 15:49que a gente está junto nessa e você também, fazendo se
- 15:53afastando de mim. E se você se afasta de mim, eu
- 15:55entendo o que você não quer estar comigo, eu fico mais
- 15:57ansiosa. Aí que que a pessoa do apego
- 16:00ansioso faz, ela aumenta o comportamento de apego dela,
- 16:05aumenta a forma dela de conseguir apego, ela fica mais
- 16:07ansiosa e ela cobra mais. E aí o que que o evitativo faz?
- 16:12O evitativo fica, aumenta o comportamento de apego dele, ele
- 16:15fica mais evitativo, ele fica mais apavorado, ele fica mais
- 16:18com vontade de fugir, de se esconder.
- 16:21Tem uma autora que ela é fantástica sobre relação e sobre
- 16:24criação. É educação com apego, não sobre.
- 16:28AI, gente, sobre a teoria do apego, eu esqueci o nome dela.
- 16:34Climatério, querida, é você, eu esqueci o nome dela.
- 16:37Mas ela fala que a apóca a dança da relação.
- 16:42O inimigo da relação não é o evitativo nem o ansioso.
- 16:46O inimigo da relação é essa dança que os 2 entram.
- 16:50E a forma da gente lidar melhor com a relação é a gente
- 16:53identificar a dança e falar, OPA, pera aí.
- 16:56Alguns dos 2 tem que ter lucidez para falar, a gente está
- 16:58entrando naquela dança, um que eu fico ansiosa e aí você fica
- 17:03me evitando porque eu estou ansiosa, eu fico mais ansiosa
- 17:05que você está me evitando e a gente briga, vamos começar.
- 17:08E aí, como é que a gente lida com isso?
- 17:11Isso é o que? Relação madura, uma relação
- 17:13madura, essa relação que a gente consegue sentar, nomear os nossa
- 17:17forma de apego, a forma que a gente aprendeu a lidar com as
- 17:20relações. E falou, olha, eu sei lidar
- 17:22assim e eu quero aprender a lidar diferente com nós 2.
- 17:25Como eu disse, a maioria dos homens aprendeu Oo apego
- 17:27evitativo e aí na relação a mulher sobrecarregada com
- 17:32cuidado fica nessa dieta. Ela é quem chama pra Dr, ela é
- 17:36quem fala, eu estou incomodada, ela é quem fala, a gente pode
- 17:39melhorar, ela é quem busca terapia, busca um curso, marca
- 17:43uma viagem, é sempre ela e o cara, ele tá sempre assim, Ah,
- 17:48as coisas vão se resolver, me deixa quieto como eu não sei o
- 17:50que eu vou fazer e gente, essa dança, ela não é consciente, tá?
- 17:54Não é a mulher pensando, Ah, essa é a hora de eu fazer assim
- 17:58e cobrar e cuidar. E não é o cara pensando, eu vou
- 18:00me esconder aqui, fica quietinho, não é?
- 18:0211 construção social que a gente vai desenvolvendo essas
- 18:07ferramentas e a gente fica preso e preso nelas.
- 18:11Estou falando aqui de mulher e homem, gente, mas enfim, tem as
- 18:15suas exceções, as suas construções diferentes.
- 18:17Eu estou falando de forma geral, como a sociedade construiu, como
- 18:20a gente é socializado eSIM, a gente é socializado de uma forma
- 18:23muito dual. O que que eu quero trazer aqui
- 18:26para você é tão importante o momento em que a gente olha para
- 18:33os nossos erros, que nomeia e aprende com eles, sabe?
- 18:39Pois é, você, provavelmente, pela sua descrição aqui aprendeu
- 18:43o teu apego apitativo. Você aprendeu que não é seguro
- 18:48se abrir, que não é seguro falar.
- 18:51Que não é seguro nem mostrar sua vulnerabilidade.
- 18:54Aquilo não é seguro ser vulnerável você aprendeu a
- 18:56contar para você a história de que você não tem
- 18:58vulnerabilidades, vulnerabilidade, amor, o que é
- 19:01isso? Não, não sinto nada desse
- 19:02negócio, não sou muito forte, obrigada.
- 19:05E aí você não tem contato com seu sentir, o que não quer dizer
- 19:09que você não sente, quer dizer apenas que você não aprendeu a
- 19:12nomear, cuidar do seu sentir e que o seu sentir determina
- 19:15comportamento seu. Sei que você perceba e quando a
- 19:19gente finge que a gente não tá sentindo?
- 19:21A gente costuma magoar, as pessoas estão nos redor.
- 19:25Eu não entrei aqui no vício de pornografia porque infelizmente
- 19:30é um vício muito, muito comum, que precisa ser tratado, que
- 19:36precisa ser olhado. Eu tenho muita Esperança que a
- 19:41vida sexual dos nossos meninos não comece como começa
- 19:48normalmente, com contato com. Um sexo que não existe contato
- 19:54com o sexo, que é uma performance violenta com a
- 19:57mulher, enfim. Mas o que eu quero trazer para
- 20:01você é que coisa importante conseguir olhar a as relações e
- 20:07aprender como é que você funciona, entender o que que
- 20:10você leva para as próximas relações, porque nem sempre as
- 20:15coisas que a gente fez na relação, elas são possíveis de
- 20:17serem consertadas, sabe? O que não quer dizer que você
- 20:21não vai aprender para as próximas.
- 20:24O que não quer dizer que todas as sua reflexão, todo seu
- 20:26cuidado, todo seu aprendizado, não está servindo para nada.
- 20:30Porque o que eu vejo é muitas vezes o homem, após o fim da
- 20:34relação, querer mudar e aprender.
- 20:36Mas é Por Ela ainda, ainda é para voltar para a relação.
- 20:40E você precisa aprender e mudar e se aprimorar por você, porque
- 20:45não sendo ela, com você vai vir uma outra pessoa.
- 20:49E você precisa saber o que você tem para ofertar na relação,
- 20:51sabe? E você precisa saber os seus
- 20:53medos para você conseguir conversar com essa pessoa é,
- 20:59você precisa saber as suas ansiedades para você conseguir
- 21:02conversar com ela. Você precisa saber as suas
- 21:04dificuldades para você falar, olha, pois é, teve essa
- 21:06tendência aqui e eu não quero agir assim com você.
- 21:11Vamos pensar, como é que a gente constrói isso de um jeito
- 21:13diferente aqui em casa? A gente tem um desenhadinho
- 21:16assim, ansiosa e o habitativo, sabe?
- 21:19Eu acho que hoje eu já consegui construir com o Isaac um vínculo
- 21:23mais pro seguro. Muito da minha parte.
- 21:27Ele ainda tem 11, construção bem evitativa.
- 21:29E hoje a gente já consegue olhar e falar, ó, estamos entrando
- 21:32naquela dança que a gente não quer mais entrar.
- 21:35Vamos conversar sobre isso, mas se o nosso relacionamento um dia
- 21:42não der certo, a gente sai dessa relação com muito aprendizado,
- 21:45sobre como cada um de nós dessa funciona, sabe?
- 21:49E eu sei, eu já sentei com ele e vou sentar com qualquer cara que
- 21:53eu me relacionar na minha vida ou qualquer pessoa que eu me
- 21:56relacionar na minha vida e falar, eu sou uma pessoa que
- 21:59precisa de de gestos, de carinho, que gosto de abraço,
- 22:03gosto de beijo, gosto de palavras, gosto de conversar
- 22:06sobre a relação. E eu quero falar isso logo no
- 22:09começo, porque se se isso for um problema, eu não quero começar a
- 22:12relação com ninguém. Porque a gente tem uma tendência
- 22:16de achar que se eu ficar quietinha e eu não contar o que
- 22:18eu preciso na relação, a gente vai se resolver lá para frente e
- 22:23não vai, entendeu? E aí você aprendeu que você tem
- 22:26uma tendência a evitar a relação, que você não aprendeu a
- 22:28cuidar dela. E essa responsabilidade, amor, é
- 22:30toda sua. Cuidar dessa cuidar disso é
- 22:32responsabilidade sua. Eu fiz toda essa explicação
- 22:36sobre o apego, sobre a sociedade, sobre como os homens
- 22:39são ensinados. Não é para você usar isso como
- 22:42justificativa, você, homem, usar isso como justificativa é para
- 22:46entender. Eu não aprendi isso.
- 22:49Eu quero lidar com essas mulheres que estão cada vez mais
- 22:52conscientes do que elas querem na vida.
- 22:54Cara, eu vou precisar aprender. E não é uma crítica pessoal a
- 22:59você, né? Falando você é um incompetente,
- 23:02não é sobre você, é sobre Oo que você aprendeu socialmente
- 23:05falando e o que você vai fazer com isso.
- 23:09Sabe porque para nós, mulheres, que nos relacionamos com homens,
- 23:13a gente está só pensando assim, o que que vocês vão fazer com
- 23:15isso? Porque de verdade, só saber não
- 23:20muda, sabe? O homem precisa decidir o que
- 23:23ele vai fazer isso com relação, ele precisa aprender a se
- 23:26vulnerabilizar e aprender a se vulnerabilizar.
- 23:28Não é botar uma saia e um coque como fica no hype aí, sabe, não
- 23:33é pintar unha, não, é falar que você.
- 23:35É um homem super feminista? Não é sobre isso.
- 23:40É aprender a dar nomes pros sentimentos, se responsabilizar
- 23:44por eles. É aprender que você não aprendeu
- 23:47a escutar mulheres, que você não aprendeu a cuidar, que você tem
- 23:51uma tendência a se defender das coisas que acontecem com você, a
- 23:55se defender das emoções, a achar que tudo é uma tentação no seu
- 23:58espaço, que achar que tudo é cobrança demais, que você tem
- 24:01essa tendência. Você quer aprender a dar uma
- 24:04respirada e ir além desse padrão e ir além da sua tendência?
- 24:07Isso é se responsabilizar. Isso, cara, você vai levar pra
- 24:13vida. Você disse 34 anos, tem um Monte
- 24:16de vida pela frente. Que bom que você aprendeu ou tá
- 24:20aprendendo, né? Essa parte da lição aí tá feita.
- 24:24É isso, meu amor. Se você quer meu pitaco, manda
- 24:29manda o teu e-mail manda a tua história aí.
- 24:31Que eu vou dar o meu pitaco na tua história.
- 24:34Se você acha que essa história pode ajudar alguém, envia, bota
- 24:38agora pro teu marido ou pro teu namorado, pros homem que você
- 24:42conhece, manda aí, ó, vamos conversar sobre isso aqui?
- 24:46Você acha que existe essa dança na nossa relação?
- 24:49Você acha que a gente faz isso aqui?
- 24:51Você acha que eu sou assim? Eu acho que eu sou assim, eu
- 24:53acho que você aqui em casa é diferente, acho que você usa
- 24:56você ou sua evitativa, vamos pensar aqui como é que a gente
- 24:58conversa? Ou eu acho que aqui a gente tem
- 25:002 ansiosas, amiga, Ah, o que que a gente faz da vida?
- 25:02Ah, 2 evitativas, meu Deus do céu, evitativo normalmente não
- 25:05se misturou com o evitativo, não tá evitativo normalmente tá com
- 25:08ansioso, ansioso, já se mistura com ansioso, mas evitativo com
- 25:12evitativo não, porque quem mantém a relação 2 evitativos
- 25:15tem que ter a colinha do ansioso, tem que ter o vizinho
- 25:18do ansioso aí pra manter essa relação, mas enfim, manda pra
- 25:21quem se relaciona com você e vamos conversar, tá bom?
- 25:26Manda pros amigos todos também, porque aí os amigos, conversa
- 25:29com os amigos aí, gente, olha que delícia, deixa o seu
- 25:31comentário, tá? Segue fazer essas coisas todas.
- 25:33Você sabe o que você vai fazer? Um beijo.
- 25:35Eu tenho uma próxima mensagem.