Latest / BrunetCast / BrunetCast #261 - Crianças atípicas: Do diagnóstico à superação
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- 0:00Um grande psiquiatra, amigo meu, e ele estava me falando o
- 0:03seguinte, que nunca na história é crianças e adolescentes
- 0:10desenvolveram tantos transtornos psiquiátricos.
- 0:23Sejam bem-vindos a mais um bruncast, nós estamos aqui
- 0:26diretamente do nossos estúdios hoje, trazendo um assunto para
- 0:31te ajudar com seus filhos e também para ajudar a sociedade,
- 0:36né? Muita gente tem dificuldade,
- 0:39seja por ignorância, falta de conhecimento ou por algum tipo
- 0:43de resistência, de lidar com pessoas que são diferentes da
- 0:47gente, né? Muitas pessoas escolheram ser
- 0:50diferentes, outras não tiveram opção, nasceram assim e nós
- 0:53vamos falar sobre hoje? As crianças atípicas, os pais
- 0:57atípicos e como lidar com tudo isso é um é um tema que tem
- 1:01mexido muito comigo e que certamente vai mexer com você.
- 1:04Então já chama todo mundo pra assistir o brunect de hoje, que
- 1:08é muito especial. O que nós vamos discutir aqui?
- 1:12Eu tenho o privilégio de termos 4 convidados aqui. 3 deles, com
- 1:16exceção da doutora que vai ser a nossa especialista do dia aqui
- 1:19no assunto. Os 3 que estão aqui fazem parte
- 1:22do Destiny mind, que é o meu projeto de empreendedores.
- 1:26A gente tem um projeto chamado Destiny mind, que é uma mentoria
- 1:30de 12 meses para empresários, empreendedores, e a gente tem
- 1:34centenas de empresários do Brasil e outros outros países
- 1:37também. No Destiny mais e 3 estão aqui,
- 1:40o Joaquim, o Rafa e o Átila, e os 3 têm algo em comum, além de
- 1:45estar no destino demais. Eles são pais atípicos.
- 1:49E nós vamos falar sobre isso hoje.
- 1:51Quero também dar as boas-vindas a doutora Carmen Lídia.
- 1:54Obrigado por estar aqui aceitar nosso convite pra gente é sempre
- 1:57bom escutar o que os profissionais têm.
- 2:00É a nos dizer sobre, é assuntos específicos, né?
- 2:05Ainda mais assuntos delicados. A doutora Carmem, ela é pedagoga
- 2:09e psicóloga, ela é pós-graduada em terapia familiar sistêmica, é
- 2:13especialista em inclusão escolar e também no mercado do trabalho.
- 2:17Tá bom? Então a gente vai ter muito que
- 2:19aprender hoje aqui, tanto que a doutora Carmen quanto com os
- 2:22pais atípicos aqui, que fazem parte desta imagem, Deus abençoe
- 2:25vocês, obrigado por estarem aqui, tá?
- 2:28Primeira pergunta que eu quero fazer, aliás, deixa eu falar,
- 2:30porque eu tô fazendo esse podcast?
- 2:33Existe uma coisa na bíblia chamada compaixão, que foi uma
- 2:37invenção de Jesus. Ninguém sabia o que que era
- 2:39compaixão antes de Jesus, mas Jesus deixou claro o que que
- 2:43era, que compaixão é você sentir o que o outro está sentindo e ao
- 2:47perceber que você não saberia lidar com aquilo que a pessoa
- 2:51está sabendo lhe dar, você vai lá e ajuda ela fazendo a vida
- 2:55dela mais fácil. A primeira vez que aparece Jesus
- 2:59está olhando uma multidão que está com fome, que não tem como
- 3:02voltar para casa. E os discípulos fala, bandeiras
- 3:04falam, manda eles embora logo, porque isso vai dar confusão pra
- 3:07gente. Jesus fala assim, eu não
- 3:08consigo, porque eles estão perdidos, eles são como ovelhas
- 3:11que não tem pastor, como é que eu vou?
- 3:13Eu vou mandar eles desorientados do jeito que eles estão, como é
- 3:15que eu vou mandar eles pra casa com fome?
- 3:17E aí acontece a multiplicação dos pães de peixe, né?
- 3:19A famosa multiplicação dos pães de peixe, ou seja, a compaixão,
- 3:23ela faz com que você sinta o que o outro está sentindo e você não
- 3:26consegue seguir teu caminho sem fazer alguma coisa por essas
- 3:29pessoas. Então eu, eu.
- 3:33Eu comecei a receber muitas mensagens de seguidores nossos,
- 3:36tanto é ouvintes aqui do Bruno e cast quanto alunos do café com
- 3:39destino. Nosso programa matinal no meu
- 3:42canal do YouTube é de pais que são atípicos.
- 3:45Eu não. Não estou sabendo lidar.
- 3:47Eu não tenho certeza se é isso mesmo.
- 3:49O médico falou que é, não sei. Eu acho que não é.
- 3:51Mas foram tantas mensagens e também eu comecei a conviver com
- 3:56pessoas que eram pais atípicos, são pais atípicos e eu comecei a
- 4:00ver, caramba, eu tenho 4 filhos que graças a Deus não tem nenhum
- 4:03problema e é tão difícil criar filho, ou seja, eu tenho
- 4:07condição financeira. Graças a Deus eu tenho Deus no
- 4:10coração, eu tenho família estruturada.
- 4:13E é muito difícil criar filho, então como é que estão as
- 4:17famílias que estão desestruturadas?
- 4:18E quem não tem? Deus no coração, né, que tem que
- 4:20ter a fé pra seguir. E quem tem alguma dificuldade,
- 4:23como 11 criança atípica? Então eu, quando eu comecei a me
- 4:28colocar no lugar dessas pessoas, eu comecei a direcionar muito do
- 4:31meu conteúdo para essas 3 coisas.
- 4:34As pessoas precisam crescer, as pessoas precisam crescer
- 4:36espiritualmente para ter mais fé para enfrentar essa vida.
- 4:39As pessoas precisam estruturar sua família para ter base
- 4:41emocional para seguir, né? Eu não estou falando.
- 4:44Montar a família por causa de religião, não estrutura
- 4:47emocional e as pessoas precisam aprender a lidar com.
- 4:52Com o que a gente não escolheu, mas aconteceu, por exemplo, né?
- 4:55Ninguém escolheu ter um filho atípico.
- 4:57Deus presenteou a gente com isso e a gente agora tem que lidar,
- 5:01né? Então vamos escutar aqui é,
- 5:04quero começar pelo Joaquim Joaquim.
- 5:06O que que você faz da vida? EEO que que o seu filho tem?
- 5:10Eu sou contador, é. Empresário na área contábil,
- 5:14auditoria tributária, vice-presidente do conselho
- 5:17federal de contabilidade. Sou pai do André e do Joaquim
- 5:20neto. O André é, foi O Presente de
- 5:24Deus em nossas vidas, um garoto atípico, autista.
- 5:28Diagnosticado de forma precoce com 1 ano e 3 meses, e isso é um
- 5:34ponto que eu quero aqui destacar hoje, cientificamente, é provado
- 5:39que a intervenção precoce tem o resultado uhum, EEE.
- 5:45Ele foi diagnosticado com 1 ano e 3 meses, então, só que naquela
- 5:49época EEE, você colocou uma coisa muito certa, é é Tiago.
- 5:54Há, há uma precipitação muito grande.
- 5:58No diagnóstico? E eu me lembro há 7 anos atrás,
- 6:02de que Oo. Os primeiros aconselhamentos
- 6:05médicos que eu e minha esposa, Ana Cláudia buscamos, os médicos
- 6:10foram muito claros. Olha, é, existe sinais de que
- 6:13ele está no transtorno do espectro do autismo.
- 6:16Mas eu só posso diagnosticála aos 3 anos, porque até lá tem um
- 6:20processo de maturidade e desenvolvimento.
- 6:24É o tea, né, que o pessoal. Chama transtorno do espectro
- 6:27autismo porque são várias síndromes dentro do transtorno,
- 6:30aham dentro do espectro. EE então é naquele momento eu
- 6:37tive 11 direcionamento. Tem sinais de autismo, então
- 6:43vamos fazer uma intervenção precoce, que é algo que não tem
- 6:47efeito colateral, Hum, inicia as terapias, inicia as terapias e
- 6:51vai dando. É é, é regulação aos
- 6:54comportamentos inadequados, vai é, é suprindo a.
- 7:01As deficiências e aí, inquieto há 7 anos atrás, Tiago e demais
- 7:08convidados. Nós não tínhamos literatura como
- 7:11temos hoje. E eu me lembro que eu saí
- 7:12comprando os 7 livros, que era o que tinha no Brasil.
- 7:16Estudei todos os livros e num deles, célebre autista.
- 7:21Eu encontrei uma frase que me impactou muito grande.
- 7:25É que a causa não estava ainda determinada.
- 7:29Então a ciência não estava conclusa para qual era a causa
- 7:35do audiência. Por isso, uhum.
- 7:37Então também não se tinha ainda uma profilaxia ou não.
- 7:41Se tinha ainda 111. Tratamento é efetivo efetivo.
- 7:47Ou seja, tudo poderia mudar. Uhum.
- 7:50Então, diante daquela informação.
- 7:53Aquela informação de que tudo poderia mudar é.
- 7:57Eu me lembro muito bem que eu chamei a Ana Cláudia no dia que
- 8:00o médico disse, olha, ele tem sinais de autismo e eu quero que
- 8:03vocês investiguem. Eu olhei para Ana Cláudia e
- 8:06disse assim, meu bem. Nós temos 2 caminhos a partir de
- 8:10hoje. O do drama.
- 8:14Ou do processo? Vamos escolher viver o processo.
- 8:19E ali foi a chave da aceitação. É bom porque você falando isso,
- 8:26eu, eu. Eu Acredito muito o seguinte, ó,
- 8:30é. Deus não castiga ninguém, ele dá
- 8:33a vida que você precisa para cumprir o teu propósito.
- 8:36Então tem pessoas que esse já estava conversando com um amigo
- 8:40meu, que o filho dele nasceu com uma deficiência na perna e ele
- 8:43está falando cara, pô, parece que é um castigo Divino.
- 8:46Eu falei, cara, você não tem a mínima ideia do testemunho que
- 8:48isso vai ser no futuro. Como é que você está falando a
- 8:49palavra castigo? E se é, se é isso, é isso que
- 8:53você precisa para ser escutado no futuro, pro seu filho,
- 8:56desenvolver habilidades que ele jamais desenvolveria.
- 8:58Se não tivesse esse problema, a gente tem.
- 9:01É uma mania que eu considero feia de achar que todo mundo vai
- 9:05sair igual e que se sai diferente.
- 9:07É castigo Divino. E se for processo pra gente ser
- 9:10pessoa, uma pessoa melhor pra nossa família, você não.
- 9:14Você não vê o futuro, Deus vê o futuro, a gente não vê.
- 9:17Se não fosse assim, talvez seria pior.
- 9:19Isso é a primeira coisa que eu quero falar.
- 9:21A segunda coisa que eu quero falar é que você usou uma
- 9:22palavra aí que eu quero trabalhar muito, que é
- 9:24diagnóstico precoce. A gente conseguir diagnosticar o
- 9:29quanto antes eu estava conversando essa semana com um
- 9:30grande psiquiatra. Daqui a pouco eu vou colocar.
- 9:33A doutora Cármen na discussão. Um grande psiquiatra, amigo meu,
- 9:37e ele estava me falando o seguinte, que nunca na história
- 9:42é crianças e adolescentes desenvolveram tantos transtornos
- 9:47psiquiátricos, o. Então assim, é é síndromes
- 9:52psiquiátricas que antigamente é passavam longe da Juventude.
- 9:58Hoje, a própria ansiedade e a depressão é uma prova disso, mas
- 10:01coisas mais complexas, como a mitomania, que é AA mania de
- 10:07mentir, doentia, a pessoa vir um mentiroso compulsivo é o toque,
- 10:13transtorno obsessivo compulsivo. Então, está tendo casos absurdos
- 10:20em criança, criança com ataque de pânico, criança com.
- 10:24Crise de ansiedade. Como pode se isso é preocupação
- 10:26de adulto? Criança não deveria ter essa
- 10:28preocupação que leva a esse transtorno.
- 10:30Então é, ele me falou algo interessante.
- 10:32Quanto mais cedo diagnosticar, mais chance tem de resolver.
- 10:37Como o câncer, sim, como qualquer outra doença que quanto
- 10:40mais cedo você descobre, mais cedo, mais rápido ou mais
- 10:43efetivo será o tratamento. Obrigado pela sua história,
- 10:46Joaquim. Então OOOO diagnóstico, hoje
- 10:49oficial do seu filho, qual é? Autismo é, eu não preciso ainda
- 10:54colocar aqui Tiago, que na época ele foi diagnosticado como um
- 10:57autista severo, uhum, não verbal.
- 11:02Estereotipado, com complexidades cognitivas, sociais,
- 11:06comportamentais e de comunicação.
- 11:08Então era uma autista severo, o autista severo é aquele que tem
- 11:12uma necessidade, uma dependência muito grande pra uhum cumprir
- 11:16até as suas atividades básicas. Uhum.
- 11:18E aí tem uma história com o que ele é hoje, mas.
- 11:21A gente vai chegar. Lá, enquanto eu quero te dizer
- 11:23que esse. Primeiro diagnóstico, autismo
- 11:25severo autismo severo está aqui também comigo, o Rafa.
- 11:28Rafa, o que que você faz, né? Lembrando que todos eles fazem
- 11:31parte do Destiny mind, que é. Projeto de empresários de
- 11:35empreendedores ficou 12 meses acompanhando eles, a família e
- 11:38os negócios. Rafa também faz parte, já é o
- 11:40segundo ano com a com a gente, aliás, Átila, também segundo
- 11:43ano, segundo ano. É você também, né?
- 11:44É todo mundo aqui está no segundo ano comigo.
- 11:47Então rapaz, o que que você faz e o que que o seu filho tem?
- 11:52Então é o meu nome é Rafael. Eu tenho restaurantes também sou
- 11:56mentor de donos de restaurantes, sou casado, pai de 3 filhos e um
- 12:00dos meus filhos, que foi o primeiro que nasceu Luís
- 12:03António. Ele tem síndrome de down e aí
- 12:06essa temática aqui do diagnóstico precoce.
- 12:09Síndrome de down diferente do autismo, existe um exame para
- 12:12realmente detectar se tem ou se não tem.
- 12:15Chama carioca tem na gravidez, mas na gravidez a gente fez esse
- 12:20exame e não descobriu. Ah tá, e depois?
- 12:23Conhecendo muitos pais de crianças com síndrome de down, a
- 12:26maioria acaba não descobrindo uhum e a gente descobriu quando
- 12:28nasceu o que aconteceu. Ele nasceu no primeiro dia, a
- 12:32gente estava no quarto com ele, chegou a enfermeiro olhou
- 12:35desesperada, o que IA acontecendo com ele?
- 12:36Ele engole alguma coisa e tal, porque ele estava roxo e a gente
- 12:38não percebeu e aí levaram ele para AUTIE.
- 12:42Aí quando voltou, voltou uns 10 médicos, a gente, meu Deus, que
- 12:45que está acontecendo? E aí, ó.
- 12:47Ele está com um problema respiratório.
- 12:49E a gente vai investigar e diagnosticar o que que é.
- 12:52Aí se passaram 4 dias para eles entenderem o que que estava
- 12:55acontecendo. E aí descobriram que ele tinha 2
- 12:58problemas no coração que 50% das crianças com síndrome de down
- 13:01tem problemas no coração e falaram, olha, tem
- 13:04características de síndrome de down.
- 13:06A gente vai fazer o exame para confirmar.
- 13:08Só que naquele momento ali, a única coisa que a gente queria
- 13:10que o nosso filho ficasse vivo, claro.
- 13:12Então, a síndrome de down começou a ser algo que ficou em
- 13:15segundo plano, lógico, então a gente.
- 13:17Quando tem uma notícia pior, você acostuma com a.
- 13:20Com a menos, pior. Exatamente.
- 13:22E aí ele ficou 24 dias na UTI até que ganhou alta.
- 13:25É tomando muitos remédios aí nesse meio tempo a gente recebeu
- 13:29diagnóstico de fato. Ele tinha síndrome de down
- 13:31porque a síndrome de down também.
- 13:32Diferente do autismo, eles têm características físicas, né?
- 13:36Os olhos amendoados, a língua, uhum.
- 13:39Aqui essa parte central do rosto, ela é um pouco menor a
- 13:42orelha. A implantação da orelha é um
- 13:44pouquinho mais embaixo, então tem características, e aí até os
- 13:476 meses ele tomou muitos remédios até.
- 13:50Os 6 meses fazer a cirurgia no coração.
- 13:53Então essa foi a nossa história, então é, ficou em segundo plano,
- 13:56mas mesmo assim, desde o segundo mês, quando ele já saiu do
- 13:59hospital, a gente já começou com as terapias, ele já começou a
- 14:03fazer. É fisioterapia.
- 14:06TO é fonoaudióloga, então isso ajudou a desenvolver muito e uma
- 14:10coisa que a gente entendeu lá no começo, que que é que a gente
- 14:14via, né? Crianças adultos com síndrome de
- 14:16down e às vezes não tão desenvolvidos e o que é que a
- 14:19gente descobriu justamente? Porque antigamente se tinha um
- 14:22preconceito ainda maior. Hoje, muito menos antigamente,
- 14:26ainda mais, então, muitos países tinham vergonha e escondiam
- 14:29essas crianças. É e não levavam para terapias,
- 14:32não desenvolviam, não faziam exames para descobrir, por
- 14:36exemplo, ele tem é tireoide. Então a tireoide na síndrome de
- 14:40down afeta o cognitivo, então, se não tratar, ele vai ter mais
- 14:45dificuldades cognitivas. Então essa questão de investigar
- 14:48e já começar também foi fundamental para o
- 14:51desenvolvimento que ele tem hoje.
- 14:53Muito bom. Átila, o que que você faz EE
- 14:56qual o diagnóstico do seu filho? Sou empresário no ramo da
- 15:00reciclagem. Meu filho foi diagnosticado com
- 15:04com autismo. Aos 10 meses, foi foi
- 15:07precocemente como a gente estava falando aqui, a gente detectou
- 15:12que ele não respondia aos estímulos, que ele não, que ele
- 15:16demorava. A gente mandava um comando a ele
- 15:21e ele não respondia. Ele também tem 11 estereótipo de
- 15:25ficar, de ficar, pegar uma rota. E ficar rodando, rodando,
- 15:28rodando. Aí a gente foi investigar.
- 15:30A gente foi investigar. Levamos a diversos profissionais
- 15:33e ele foi diagnosticado aos 10 meses. 10 meses.
- 15:38Aos 10 meses e a gente começou a estimular ele, a gente começou a
- 15:42ler também, é? E sobre o assunto sobre o
- 15:46assunto, a minha esposa, Ela Foi muito efetiva nisso aí, então
- 15:51ela começou a ler, começou a pesquisar, começou a.
- 15:54Frequentar centros de estudos. Pra gente ver o que que era
- 16:00melhor, o que que era pra aplicar naquele momento.
- 16:03Então a gente viu que o autismo precisava de muito estímulo.
- 16:06Coordenação motora é início da fala.
- 16:10Meu filho só foi falar com 3 anos e a gente estimulou muito,
- 16:14investiu muito em profissionais dentro de casa.
- 16:18TO psicopedagoga, psicólogos, fono.
- 16:23Em esse acompanhamento precoce foi fundamental para o nível de
- 16:28evolução que meu filho teve hoje.
- 16:30Muito bom, doutora Carmem. É, queria já dirigir a primeira
- 16:34pergunta à senhora, que é o seguinte, como é que a
- 16:37sociedade, por exemplo, eu não sou pai atípico, mas tenho
- 16:41muitos amigos, só que tem 3 pessoas que têm contato diário
- 16:44comigo, que são amigos, fazem parte da minha mentoria.
- 16:47Que são como a gente, a sociedade que não é pai de filho
- 16:52atípico, deve lidar com isso. Ou seja, qual?
- 16:55Quais são os termos que a gente tem que usar?
- 16:57Por exemplo? Eu perguntei aqui pro rapaz, o
- 16:59que que seu filho tem aí? Depois eu aperfeiçoei.
- 17:02Qual o diagnóstico do seu filho que eu pensei, será que o que
- 17:04que seu filho tem é, pode falar, sabe essas coisas, então é
- 17:08importante que a senhora nos Oriente, é de antemão é como
- 17:13lidar com os amiguinhos dos nossos filhos.
- 17:16Aliás, meu filho joga bola com teu filho, ou seja, o filho
- 17:19dele. É autista, mas a gente mora no
- 17:21mesmo condomínio. E jogam bola junto.
- 17:23Às vezes se encontram ali No No campo e tudo.
- 17:26Ou seja, são amiguinhos e tudo consegue se relacionar.
- 17:28Mas como lidar, por exemplo, o meu filho é muito carinhoso,
- 17:31então eu tenho um privilégio do meu filho José.
- 17:34Ele, quando ele identifica que a criança tem algum tipo de de
- 17:37limitação, ele abraça automaticamente.
- 17:40Ele é bem paternal. Ele, ele, ele vira amigo e ele
- 17:44percebe, ele é o defensor, ele, mas nem todo mundo foi treinado
- 17:49ou criado para ser assim. Tem gente que coloca de lado e
- 17:51tudo estão dando boas-vindas. A senhora é?
- 17:54Como a gente lida com isso? Bom, em primeiro lugar, Tiago,
- 17:57eu estou muito feliz de estar aqui para poder compartilhar com
- 18:01todos, né? Esse momento, que é um momento
- 18:04assim muito especial, da gente abrir realmente uma discussão na
- 18:07sociedade do que pode ser feito, como pode ser feito?
- 18:11Né? E você abriu falando da
- 18:13compaixão. Uhum.
- 18:14EE eu fico imaginando que a educação geral de todas as
- 18:19crianças em todas as escolas, em todos os momentos, deveria ser
- 18:24pautada por isso. Hum, porque se você ensinar uma
- 18:27criança, ela vai se tornar um adulto que sabe ter essa forma
- 18:33de se relacionar com os outros. Uhum, super importante, super
- 18:37importante porque. Saber lidar, eu vou até dar umas
- 18:42dicas com relação, como que a gente se refere às pessoas, mas
- 18:46tem muito mais a ver com o coração da gente, né?
- 18:50Eu eu costumo dizer que a Acessibilidade ela é muito mais
- 18:55emocional do que qualquer coisa. Então, quando você
- 19:00emocionalmente. Acessível e se coloca no lugar
- 19:03do outro e desenvolve uma relação de compaixão.
- 19:05Não importa que tenha uma escada para você levar uma cadeira de
- 19:08roda, não importa que a criança aconteia vai ter uma crise ali,
- 19:13vai se descompensar e você vai administrar isso.
- 19:17Como você está lá no seu restaurante, tranquilo
- 19:19almoçando, né? Com a sua vida seguindo, então
- 19:23é, é o ponto principal. É esse como a gente se refere.
- 19:28Pessoa com deficiência PCD, pessoa com deficiência, então é
- 19:33assim que a gente se refere. Tá?
- 19:35Então você é falar da deficiência, não é hoje algo
- 19:39pejorativo? Hum, não, absolutamente, entende
- 19:42quer dizer, a sua criança tem uma deficiência.
- 19:45Ela qual é a deficiência que ela tem e como que você lida com
- 19:49isso? E quanto mais naturalmente a
- 19:51gente lida com isso? Tanto melhor é, e eu costumo
- 19:55dizer, aí depois de muitos anos nessa estrada que nada acontece
- 20:00por acaso, uhum, né? Então eu concordo plenamente com
- 20:03isso e que as pessoas envolvidas com as pessoas com deficiência.
- 20:07Seja por serem pais familiares, seja por terem escolhas
- 20:12profissionais, elas têm uma das grandes funções.
- 20:17É mostrar isso pra sociedade, mostrar como mostrar com
- 20:21Alegria, mostrar com disponibilidade, mostrar com
- 20:25aquele olhar da Conquista, não da da, da do menos mostrar o
- 20:30mais, entendeu? Então assim, eu acho que isso é
- 20:33uma super assim, função que todos nós temos, né?
- 20:38E. Realmente, você vai ajudar muito
- 20:40mais quando você se coloca desta maneira.
- 20:43Uhum, né? E aí, olha que bacana, o seu
- 20:46filho, seu filho, é um menino inclusivo, é um menino que olha
- 20:49para o outro, EEE consegue administrar aquele momento para
- 20:54que o outro fique bem, uhum. Isso é muito bonito.
- 20:57As escolas todas deveriam ser direcionados para isso.
- 21:02Mas isso é uma coisa que se aprende em casa, não é?
- 21:06Eu acho que se aprende em todo o lado, né?
- 21:08Tiago? Eu acho que se aprende em casa e
- 21:09na escola também. Uhum, né?
- 21:11E nas próprias clínicas também. Né?
- 21:13Então, é muito difícil uma criança.
- 21:15Eu tô falando das crianças, né? Que não vêem os pais dando o
- 21:18exemplo. De de compaixão?
- 21:23Serem compassivas, verdade, entendeu?
- 21:25Então é eu procuro não falar com meus filhos, sejam compassivos.
- 21:30Eu procuro fazer com que eles me vejam ajudando as pessoas exato
- 21:34e então, sempre quando tem alguma pergunta é minha, minha
- 21:38filha passou pela é pela psicóloga da escola, né?
- 21:41Todo todos os alunos passam ali por uma entrevista com a
- 21:44psicóloga no final do ano e tal, e ele falou assim, Ah, e o que
- 21:47que você gosta no seu pai? Ela falou assim, Ah, meu pai
- 21:50trabalha muito e ele se preocupa muito com as pessoas, isso.
- 21:54Pra mim foi uma recompensa, né? Primeiro quero me ver como
- 21:57trabalhador. Segundo que ela me vê como
- 22:00alguém que está se preocupado com as pessoas, tipo, eu não
- 22:02estou fazendo só por mim, eu não estou fazendo só pela minha
- 22:04família e, mas também em casa eu mostro isso é.
- 22:09Partindo do princípio que Oo básico da Acessibilidade é é a
- 22:15compaixão é ver realmente você está preocupado com o outro,
- 22:18como é que nós podemos, nós que estamos assistindo agora, pais e
- 22:21mães e tal, ensinar nossos filhos na prática, como a gente
- 22:26ensina nossos filhos a lidar com as diferenças desse mundo,
- 22:28porque são muitas diferenças, a gente pode falar que de
- 22:31deficiência física, gente que não tem o braço, gente que não
- 22:34fala, gente que não enxerga, gente que não tem a perna, a
- 22:36gente pode falar de das limitações cognitivas.
- 22:38A gente vai falar de autismo, a gente pode falar de síndrome de
- 22:40down, de síndromes psiquiátricas, porque é o
- 22:43problema da síndrome psiquiátrica que é pra mim é
- 22:45mais assustador, é porque a pessoa fisicamente é totalmente
- 22:49normal na cabeça dela, ela é um, pode ser um monstro.
- 22:54E você não consegue identificar esse monstro de primeira só na
- 22:57convivência, o narcisista é a pessoa que tem um transtorno, é
- 23:02compulsivo, é o próprio. Esse transtorno da mentira.
- 23:07A mitomania, a pessoa começa a te contar muita história e
- 23:11quando demora muito tempo você juntar os pontos e descobrir que
- 23:14é mentira, que tudo que tá, que a pessoa tá falando?
- 23:16Então como a gente lida com essa diversidade de deficiências no
- 23:21mundo de hoje? Então só retomando um pontinho
- 23:24lá. Eu tenho muita experiência em
- 23:26escola, né? Eu trabalho muito com educação,
- 23:29escola, inclusive. E vou dizer uma coisa pra vocês,
- 23:32as crianças ensinam os pais. Eu tive já muitas situações
- 23:37assim. Aonde você via a família
- 23:40fragantemente preconceituosa e com dificuldades para lidar com
- 23:44as diferenças. E você vê aquela criança levar
- 23:48aquilo e modificar, transformar a família.
- 23:52Então o poder da educação, seja em qualquer lugar que nós
- 23:57estamos, ele é fantástico. E assim eu acho que com relação
- 24:03ao a, como a sociedade. Pode se comportar a?
- 24:08Sociedade, acho que a gente tem que repartir de 2 premissas, né?
- 24:11O mundo é de todo mundo, né? A gente não é melhor do que
- 24:15ninguém. A gente não tem o direito de uma
- 24:17coisa que o outro não tem, né? E quando a gente pensa na pessoa
- 24:21com deficiência, pensar naquela frase que eu gosto muito, nada
- 24:25de nós sem nós. Entendeu por quê?
- 24:29Porque esta voz esta voz ativa, é uma voz que todos têm no
- 24:36mundo, que é de todo mundo. Ai puxa vida.
- 24:39Mas isso é utópico? Talvez seja, mas eu acho que tem
- 24:44que ser a meta tem que ser onde nós temos que chegar, tem que
- 24:46ser o nosso propósito. Uhum, né?
- 24:48É realmente fazer com que essa criança tenha toda orientação
- 24:53possível para que desenvolva o melhor possível seu potencial,
- 24:57né? E que a sociedade também se
- 25:00enriqueça com isso, porque a diversidade enriquece a todos e
- 25:05digo mais, o que é bom pra uma criança que tenha uma
- 25:09necessidade específica é bom pra todas as crianças.
- 25:13Não deixa de ser bom pra todo mundo, entende?
- 25:15Quer dizer, você consegue fazer um ambiente que tenha essa
- 25:21possibilidade, né? Então assim eu vejo isso é o
- 25:24trabalho da formiguinha, é o trabalho, é o teu trabalho.
- 25:28Né? No teu dia a dia é o meu
- 25:30trabalho no dia a dia, é o trabalho de vocês pais que
- 25:32tiveram o privilégio de receber essa bênção de poder.
- 25:37Hoje o Joaquim tava falando pra mim, nossa, se eu pudesse, se eu
- 25:40tivesse que voltar no tempo, eu pediria pra ter um filho
- 25:43altíssima, sabe? Eu achei a Coisa Mais Linda,
- 25:46entende? Porque realmente é isso, sabe?
- 25:49A gente tem que olhar pra pra essas essas oportunidades que
- 25:53Deus nos dá. É, olha só, eu recebi aqui,
- 25:56doutora, um tempo atrás, um. Hoje um grande palestrante no
- 26:00Brasil chamado Marcos Rossi, Hum, o Marcos Rossi nasceu com
- 26:04uma doença rara. Ele nasceu só com tronco e a
- 26:08cabeça. Só que aí é ele falando, é muito
- 26:12engraçado que ele fala assim, ele.
- 26:13Ele ficou em cima dessa cadeira aqui.
- 26:15Só o tronquinho em cima dessa cadeira.
- 26:16Ele fala assim, gente, não bastando Deus me mandar só com
- 26:19um tronco e com a cabeça, eu ainda nasci com problema no
- 26:22pulmão, eu tive que arrancar um e com problema na coluna e com
- 26:25meses de idade eu tive que implantar uma coluna não sei.
- 26:29Não sei se é ferro metal e tal, então eu sou Mini robô, aí todo
- 26:33mundo começa a rir e tal, e ele fala o seguinte, só que é o
- 26:36seguinte, eu decidi desde o da de quando eu comecei a me
- 26:40entender por gente anão me fazer de vídeo.
- 26:43Então, hoje eu sou só um tronco e estou trabalhando mais do que
- 26:46muita gente que tem braço, que tem perna.
- 26:49Estou sustentando minha família, tenho 2 filhos, 3 filhos, sei lá
- 26:52na mesma quantidade de filhos que eles têm.
- 26:54Mas tem filho, tem não sei o que trabalho todo dia dou palestra
- 26:58todo dia e tal. Ou seja, apesar.
- 27:01Apesar das nossas deficiências, aí ele toca a guitarra sem
- 27:04braço, é surfista sem braço e perna.
- 27:08Assina livro. O livro dele vendeu best-sellers
- 27:10no Brasil. Ele falou, eu vou assinar, ele
- 27:12bota 111 ferro aqui. Impressionante.
- 27:16Então o cara usa tecnologia a favor dele e tal.
- 27:18Ele fala assim de vítima, nunca vamos fazer.
- 27:20Se Deus me fez assim, tem um propósito e tal.
- 27:22Hoje eu dou Alegria para os meus pais.
- 27:23Não sei o que eu fiquei olhando assim, gente, pelo amor de Deus,
- 27:27a gente tem tudo pelo menos fisicamente e fica botando
- 27:30desculpa para ir trabalhar no outro dia.
- 27:32É? Verdade, uhum.
- 27:33O cara com super limitação está fazendo e acontecendo como a
- 27:39gente, como pai de vocês. Como pais, não se vitimizar, não
- 27:44se fazer de coitado por causa da situação.
- 27:47Da limitação das. Crianças, acho que é muito.
- 27:50O que AA nossa especialista que falou é olhar o lado positivo,
- 27:55né? Então eu realmente vejo meu
- 27:56filho como uma bênção, já é uma característica minha sempre
- 27:59olhar as coisas pelo lado positivo.
- 28:01Então não olhar pelo lado da limitação, por exemplo, ele
- 28:04cognitivamente, ele é. Ele entende qualquer comando.
- 28:07Se eu falar Pra Ele, vai lá no, no meu quarto, no segundo andar
- 28:11e pega uma caneta na gaveta de baixo, ele vai lá, pega e traz,
- 28:15agora, fala ele ainda não desenvolveu, ele ainda tem
- 28:17dificuldade, ele tem a praxia da fala, então ele está fazendo
- 28:20agora 6 anos, esse mês ele ainda não fala, então eu poderia ficar
- 28:23agoniado olhando só porque não falam, não, eu tô vendo as
- 28:26coisas positivas que ele faz, né?
- 28:28Então eu acho que a gente enxergar o lado bom das coisas
- 28:30pra tudo na vida faz. Diferença?
- 28:32E outra coisa, você vê como é que é as coisas hoje?
- 28:35Oo, Bruno, é Cash, é um dos pontos casting mais escutado do
- 28:38Brasil, né? E vocês estão aqui sendo
- 28:40entrevistado não pelo negócio que você tem, não que é
- 28:42vice-presidente, não sei o que não, porque vendeu uma empresa
- 28:45por milhões, não porque tem restaurante, mas porque são pais
- 28:48de quem são o filho de vocês colocou vocês aqui, então você
- 28:51vê que se e fora os outros lugares que ele ainda vai
- 28:54colocar vocês o que antes podia ser limitação, só Deus faz isso
- 29:00transforma em portas abertas que a gente nunca nem imaginou.
- 29:04Então, assim, amar o próximo tem que começar na nossa casa.
- 29:08É isso aí. Exato, não é?
- 29:09E às vezes eu tenho um filho, filho adolescente, né?
- 29:14E às vezes, AO adolescente de alguma forma te te confronta ou
- 29:18fala alguma coisa. Você não queria fazer, me dá
- 29:19vontade de reagir, né? De falar, você mora debaixo da
- 29:23minha casa, o que que os nossos pais falavam enquanto você
- 29:25estiver aqui, você comendo a minha comida, mas eu lembro que
- 29:28quando eu era adolescente eu era igualzinho, aí quando você usa
- 29:30um pouquinho de compaixão, você fala, espera aí, não vou
- 29:32responder da mesma forma que meu pai falava, não, eu vou colocar
- 29:35mais amor nas palavras e vou explicar Pra Ela contando uma
- 29:37história que ela não precisa reagir assim, quando der um
- 29:40comando tal, e aí a gente vai se melhorando.
- 29:44É impressionante aí, por causa da compaixão, amar os outros
- 29:47como a nós mesmos. Mas tem que começar dentro da
- 29:49nossa casa. Se a gente não começar mandos de
- 29:51casa, ou seja, perdoando-os de casa.
- 29:55Eu, eu acho impressionante, né? Por exemplo, é minha avó morreu
- 30:00depois minha mãe morreu e tanto minha vó quanto minha mãe
- 30:03guardavam muita coisa boa assim para as visitas, comprava a
- 30:07melhor louça para quando a visita veio, acabou, quando
- 30:10morreu, ficou um Monte de coisa lá sem usar.
- 30:12Era um hábito, não, não, não. A melhor é para casa.
- 30:15As visitas acompanham a gente sim, então o melhor tem que ser
- 30:19para minha casa, vou pegar o melhor copo que eu tenho hoje
- 30:21para os meus filhos, amar o próximo quem está mais próximo,
- 30:24inclusive do que a tua família e tem um outro versículo bíblico
- 30:27que é assustador, que diz assim, ó.
- 30:29Se você não fizer os bem Oo bem, primeiro para a sua família, se
- 30:34você não cuidar da sua família primeiro, você negou a fé e é
- 30:39pior do que o infiel. Então, assim, nós temos uma
- 30:42obrigação com a nossa casa, com a nossa família.
- 30:44E quem decidiu quem seria nossos filhos?
- 30:48Deus não foi a gente. A gente só decidiu fazer, né?
- 30:52Mas Deus decidiu quem seria e Deus não erra.
- 30:57Então, partindo desse princípio, como é que a gente pode ajudar,
- 31:00doutor? Agora pra doutora Carmem, como é
- 31:03que a gente pode ajudar as pessoas que estão nos escutando
- 31:06e não sabe e percebem que o filho tem algum problema, seja
- 31:10psiquiátrico? Físico, mental, qualquer
- 31:14deficiência, não necessariamente o autismo ou down, mas a gente
- 31:18percebe, meu filho não é normal, ele fala os negócio, será que é
- 31:20uma deficiência? O pai e a mãe está desconfiado
- 31:23que sua criança ou seu adolescente tem algum problema?
- 31:26O que que ele tem que fazer agora?
- 31:28Primeiro passo. Primeiro passo é aceitar que
- 31:32existe algo para ser investigado, certo?
- 31:36Sim, isso é o ponto número 1. A gente tem que se voltar pra
- 31:42profissionais que entendam de determinadas situações, então
- 31:46muitas vezes falam pra mim assim, Ah, mas quem faz o
- 31:50diagnóstico? Quem entende?
- 31:52Parece meio óbvio, mas não é. Não entendeu?
- 31:55Então vocês têm que buscar pessoas que entendam esses
- 32:00diagnósticos. Eles têm que ser feitos de uma
- 32:02forma muito objetiva, com estratégias baseadas em
- 32:07evidências científica, porque já tem muito estudo para isso, né?
- 32:12E dentro dos critérios, porque todas essas vamos dizer, essas
- 32:16questões. Todos nós temos um ou outro
- 32:20ponto de todas essas coisas, tá? Então, se você pensar, por
- 32:23exemplo, numa questão psiquiátrica, todos nós temos
- 32:26carregamos carregar uma coisa. Carregamos um pouco, agora, só
- 32:29não. Evoluiu?
- 32:30É o que que é o quadro? É uma questão de análise de
- 32:36frequência, de intensidade, de, de presença, dos aspectos
- 32:40envolvidos e que é o profissional que entende de
- 32:43aquilo. É que vai poder.
- 32:44Avaliar aí é, é preciso uma avaliação multidisciplinar.
- 32:49Isso é muito importante, né? Então vamos.
- 32:53Dizer o diagnóstico, quem quem dá o diagnóstico é o médico, tá?
- 32:57Um médico que entende, Ah, pode ser?
- 32:59O pediatra pode, se ele entender do autismo, ele pode sim, é o
- 33:03nosso sonho de consumo. Todos nós que trabalhamos aí com
- 33:06educação e trabalhamos, qual é o meu sonho de consumo aqui, o
- 33:10pediatra entenda disso, porque o pediatra tá perto de tudo que é
- 33:14criança, né? Então, assim pode pode mais.
- 33:18Normalmente é o neurologista, normalmente é o psiquiatra, são
- 33:21profissionais mais voltados pra essa área, então tá atento pra
- 33:25isso quando forem. Buscar uma, vamos dizer, uma
- 33:29avaliação multidisciplinar ter sempre esse cuidado de tá
- 33:33trabalhando com práticas baseadas em evidências.
- 33:36Então hoje se fala muito, você estava falando, né?
- 33:39Do aba, né? Que que é?
- 33:40O aba é análise do comportamento aplicado.
- 33:43O que é isso? É uma ciência isso?
- 33:46Então, na verdade, às vezes o pessoal fala assim, Ah, o método
- 33:49aba não é um método, é uma ciência que embasa.
- 33:52Como você modifica comportamento e como você instala
- 33:57comportamento? Então, isso e comportamento que
- 34:00o habe é tudo, Hum, não é tudo que você vai fazer na vida,
- 34:03então hoje o que que a gente tem de mais moderno é exatamente
- 34:07isso, são essas avaliações baseadas em evidências
- 34:10científicas que vão dar padrões comparativos com os Marcos do
- 34:14desenvolvimento. Então vai, você tem uma criança,
- 34:17por exemplo, você está falando que o teu menino, ele tem uma
- 34:21boa compreensão. Ele é um bom ouvinte, mas ele
- 34:24ainda não é um falante, né? Então tem que fazer uma
- 34:27avaliação, ver quais são os requisitos de cada uma das
- 34:30habilidades que ele ainda não tem, montar um programa que
- 34:34chama plano de ensino individual, que é o conhecido p,
- 34:37né? Todo mundo que está na área já
- 34:40começa a olhar para isso e aí fazer uma terapia.
- 34:44Que vá exatamente trabalhar essas aquisições, o
- 34:49desenvolvimento da habilidade, então esse processo todo que eu
- 34:52falei pra vocês é, é, tem sido assim, muito utilizado pro ter,
- 34:57mas não é exclusivo do ter. Aí ele funciona.
- 34:59Pra qualquer tipo de qualquer coisa, tá?
- 35:01Entende? Então assim, o que que a gente
- 35:04deve fazer é perceber e depois que é feito esse esse, esse
- 35:09diagnóstico a. Ter, vamos dizer, aceitar o
- 35:15diagnóstico, ter a aceitação, né?
- 35:18Porque? Tudo na vida depende da
- 35:22aceitação. E fica revoltado, não vai mudar
- 35:24nada, né? Só vai piorar, né?
- 35:27Mas só vai piorar, entende? Quer dizer, então assim é, é, é,
- 35:29você está falando e eu, eu, eu compartilho disso também, né?
- 35:33Na verdade, assim é a oportunidade que eu tenho de
- 35:36aprendizado, então, se eu estou ali, está acontecendo isso
- 35:39comigo, o que que eu posso fazer para aproveitar o melhor
- 35:42possível dentro disso? Ótimo, agora uma coisa
- 35:46interessante, né? Que eu comecei falando o
- 35:48seguinte. Que eu, eu propus esse brunect
- 35:53por. Não ser pai de criança, não ser
- 35:57pai atípico, né? Não não ter nenhum filho com
- 35:59deficiência é, mas olhando para os meus amigos que tem me
- 36:03colocar no lugar dele, falar, poxa, se é difícil pra mim,
- 36:06imagino como tá pra eles agora. Eu quero que vocês façam uma
- 36:08reflexão, vocês que têm filhos com deficiência.
- 36:14Deixa eu só terminar a pergunta, já queria refletir sem a
- 36:16pergunta? É ansioso?
- 36:18Aí? É transtorno de ansiedade, né?
- 36:20Aí aí eu já diagnotiquei já. Eu nem fiz a pergunta, ele já
- 36:25era. Eu quero.
- 36:28Reflita em cima disso aqui. Olha só, seu filho tem dar o
- 36:32filho de vocês. Tem autismo?
- 36:34Mas é o seguinte, irmão, vocês 3 moram em Alphaville.
- 36:39Vocês têm condições de ter uma babá cuidando da criança para
- 36:45você poder trabalhar tranquilo agora, quero que vocês, se na
- 36:49mesma forma que eu me coloquei no teu lugar, quero que vocês se
- 36:51coloquem no lugar da pessoa lá da comunidade carente, que não
- 36:54tem nada e além de não ter nada, o filho veio deficiente.
- 36:58Enquanto a gente estava falando antes, eu estava justamente
- 37:01pensando nisso, porque eu fiquei pensando no seguinte, EE, eu
- 37:04acho que o ponto não é nem condição financeira.
- 37:07Tiago, o ponto é mentalidade. Também?
- 37:10Esse eu acho que o principal, porque depende da mentalidade
- 37:12que acontece, nega. Que é esconder, diz que não é.
- 37:17E aí não busca o desenvolvimento, não busca
- 37:19informação, então a mentalidade ainda mais.
- 37:22Por exemplo, quando a gente morava lá em Balneário Camboriú,
- 37:24lá tem uma sensação chamada amor pra down.
- 37:27Então a prefeitura financia a paz, também financiam, fazem
- 37:30doações. EE é uma clínica incrível com
- 37:33todas as as necessidades ali para uma criança com síndrome de
- 37:36down, então e era gratuito. Então o ponto é que muitos nem
- 37:41chegam, porque a mentalidade não permite.
- 37:43Não, eu entendo isso, tá? Ou seja, o.
- 37:46Hoje a gente tem projetos sociais.
- 37:48Que ajudam muitos pobres, mas o que eu estou querendo dizer é o
- 37:51seguinte, é no dia a dia, é aquela mãe junto com um menino
- 37:56ou com a menina dela, porque provavelmente é aqui pelas
- 38:00estatísticas, né? O que eu acho?
- 38:01O pai vai embora na favela é assim, a gente sabe.
- 38:06E a mãe vai segurar o filho sozinha ali, financeiramente, só
- 38:09que não tem condições nenhuma financeira.
- 38:11Aí tem a questão de mentalidade ainda.
- 38:14Ah, mas aí é muito, tá? Enfim, o que que nós podemos
- 38:18hoje fazer pra gente sair um pouco da?
- 38:21Da teoria para a prática, o que que nós podemos fazer, além de
- 38:24despertar as pessoas que estão nos escutando aquilo?
- 38:27Brunecas pra todos esses casos de crianças, adolescentes e já
- 38:31adultos com algum tipo de deficiência, como é que nós
- 38:34podemos incluí-los, fazer o mundo ser menos sofrido?
- 38:37A gente não vai resolver o problema do mundo.
- 38:39O mundo já no maligno, mas a gente pode diminuir o sofrimento
- 38:42das pessoas. Eu sempre falo isso, o mundo não
- 38:44tem mais jeito, mas as pessoas têm sim.
- 38:46Dá pra melhorar as pessoas que que a gente pode fazer na
- 38:49prática. Joaquim, você que é é?
- 38:52Tem vários projetos já já toca empreendedorismo em várias
- 38:57áreas, que que você sugere que a gente pode fazer para ajudar?
- 39:02Os pais atípicos. Eu acho que o primeiro ponto é
- 39:07alcançar o máximo de pessoas que nós possamos com o nosso
- 39:11testemunho. Sensibilizar e socializar o que
- 39:16é o autismo. Bom.
- 39:18É? Tem um dado, e aí nós estamos
- 39:21falando de 2002, 1004, 2024 em 2004.
- 39:30De acordo com a central diagnóstico dos Estados Unidos,
- 39:35era uma a cada 150 crianças que nasceu autistas.
- 39:39Uhum. Hoje, 2024, 2 décadas depois.
- 39:43Pelo grande avanço diagnóstico e uma a cada 36 significa 2.8% da
- 39:50população. Uau, o censo do Brasil mostra
- 39:55que é 1% tem 10% da população com deficiência geral e 10%
- 40:01dessa população com deficiência, portanto, 1% é autista.
- 40:05Então nós estamos falando aí de 2000000 por esta pesquisa.
- 40:09E o censo agora incluiu AA. A pergunta da família, se tem 11
- 40:15pessoa com autismo? É possível que, diante dessa
- 40:17pesquisa, a gente chegue a 6000000 de autistas no Brasil?
- 40:21E aí é, eu vou trazer aqui Tiago na prática, porque o que você
- 40:26falou é muito verdadeiro. Nós somos, além de escolhidos
- 40:31por Deus, abençoados por podemos dar a condição desta evolução
- 40:36para os nossos filhos. E é claro que eu preciso dizer
- 40:41de que essa escolha de Deus transforma A Vida da Gente.
- 40:46Eu sou um outro homem. Depois de ser pai do André,
- 40:50indiscutível. Minha esposa, Ana Claudia.
- 40:54É outra mulher, então nós temos um potencial de famílias
- 40:58melhoradas. Uhum, bom, e o que que nós
- 41:02decidimos fazer? Se a gente sabe que é uma
- 41:06deficiência muito grande da oferta de de de políticas
- 41:09públicas e de serviço público para atender, eu vou falar do
- 41:13meu estado do Piauí. Hoje eu moro em São Paulo para
- 41:15dar uma condição melhor de tratamento, mas a ama, que a
- 41:19associação dos. Pais e amigos de autismo, atende
- 41:22100 EE 50 crianças e tem uma fila de espera de 600.
- 41:28E sabe o que está acontecendo com esses 600, eles estão
- 41:31perdendo AAA evolução da maturidade do tempo para a
- 41:34intervenção do aprendizado. Eu e minha esposa decidimos
- 41:39voluntariamente que o projeto social escolher comunidades
- 41:42pobres onde não tem acesso, às vezes nem ao pediatra para poder
- 41:47olhar a criança na escola e a gente fazia um programa de só de
- 41:51sensibilização. Uhum.
- 41:53Visitar e olha, vou te dizer é drástico, porque dessas visitas
- 41:57a gente encontra crianças amarradas.
- 41:59Não, eu já. Eu já presenciei isso nas.
- 42:02Comunidades a gente encontra, é pais, é que abandonaram como
- 42:05você falou, mas que que surraram AO filho porque não compreende o
- 42:09que é. Não entendem, não entendem, e aí
- 42:12a gente faz um programa e aí é um.
- 42:14É uma ação voluntária, um programa nosso de durante 12
- 42:18meses fazer uma palestra. Por mês, levando 11 psicólogo,
- 42:24levando o fundo, levando um médico voluntário com essas mães
- 42:27dentro da escola. E agora?
- 42:29Veja só, a gente começa ali com 17 famílias, encerra com 5, com
- 42:336. Mas olha o ponto positivo.
- 42:36Essas que encerram, vão diretamente buscar o
- 42:38diagnóstico. Uhum, então é eu penso que nós
- 42:42precisamos, nós que temos a oportunidade de você, Tiago que
- 42:45é, é isso, ficou muito marcado Na Na minha mente, quando você
- 42:48colocou assim, eu tenho 4 filhos e nenhum tem deficiência, eu
- 42:52preciso fazer algo é porque não dá para esperar pelo poder
- 42:56público. Ah, sim, não dá.
- 42:59A gente está, a gente está no país do empreendedorismo, a
- 43:00gente mesmo faz. Então, então, então nós temos
- 43:02que ir lá e fazer. Porque a gente?
- 43:04De transformação, porque artes é na hora que um v um move os
- 43:09demais. Ah, sim, sim, sim, é o que falta
- 43:11é a visão. Por isso que eu perguntei, o que
- 43:13que vocês acham que ele tem que fazer a conscientização então?
- 43:15Ficou claro que a conscientização mais importante,
- 43:17ou seja, a gente criar meios de comunicação para desde os mais
- 43:21pobres, aos com mais condição, tenham mentalidade é de Socorro
- 43:27a ao, a criança, ao adolescente. Fazer rapidamente o diagnóstico,
- 43:32aceitação do diagnóstico, como a doutora Carmem falou e já
- 43:35começar o trabalho é de evolução.
- 43:39Uma coisa que a gente tem que lembrar gente, biblicamente
- 43:41falando é que cada um tem sua Cruz para carregar, tá?
- 43:45Por exemplo, você falou assim é, os seus 4 filhos, não tem
- 43:47nenhuma deficiência, mas eu tenho outra Cruz para carregar
- 43:50que você não tem. Então lembre-se, é isso que o
- 43:54mundo é injusto, mas Deus é justo, Deus dá cada um à Cruz
- 43:57que a gente aguenta carregar, então tem coisas que eu carrego
- 44:01na minha vida, desde traumas da infância até coisas que eu tenho
- 44:04que fazer hoje que talvez você não aguentaria, mas você carrega
- 44:07uma coisa que talvez eu não aguentaria, Deus sabe pra quem
- 44:09dá a Cruz sim. E se cada um carregar a sua
- 44:13Cruz? O que a bíblia diz né?
- 44:14Simplesmente aceitar carregar? Não, não, não.
- 44:17É só aceitar. Nosso filho agora é dar um
- 44:20destino para esse filho. Ou seja, a gente pode ficar se
- 44:24lamentando ou se é martirizando, ou se vitimizando a vida toda,
- 44:28ou pode fazer igual o Marcos Rossi que eu dei aqui é o
- 44:31exemplo. Aliás, bota a imagem do Marcos
- 44:33Rossi quando veio aqui no brunecast, bota na edição aqui
- 44:35para vocês verem o Marco Rossi é vou, vou voltar com ele aqui
- 44:38alguma vez ou você vira o Marcos joses da vida cara, só com.
- 44:42Um tronquinho a cabeça pega e faz sucesso no Brasil, aí decide
- 44:45o que quer, né, doutora? Problemas é transtornos
- 44:51psiquiátricos. Se a senhora trabalhou com
- 44:53escola, é a senhora vê muito transtornos, é psiquiátricos em
- 44:59crianças e adolescentes. É é uma coisa comum, está
- 45:03evoluindo mais. Agora, como é isso?
- 45:05Então eu acho que as nossas crianças estão muito sozinhas.
- 45:11Eu percebo isso. Uhum, tá, digo, crianças
- 45:13típicas, uhum, que as crianças com deficiência, elas são muito
- 45:17mais acompanhadas da ciência. Temos aí n situações, mas a
- 45:21receptividade, o trabalho que é feito, a continuidade desse
- 45:25trabalho é muito mais cuidado. Nesse sentido, então eu vejo que
- 45:30as nossas crianças típicas estão muito sozinhas, né?
- 45:33Eu acho que a gente tem que olhar para isso com muita
- 45:35atenção, então fica como um terreno propício para
- 45:40desenvolver determinadas questões.
- 45:42Você entende? Quer dizer, é, então assim há
- 45:46novamente, né? Estão havendo os mais
- 45:49diagnósticos, tem, temos problemas de diagnóstico.
- 45:52Temos, mas é fato que a criança está sozinha, que tem um índice
- 45:57maior de suicídio ainda em crianças jovens que hoje no dia
- 46:01a dia você percebe claramente crianças com depressão, crianças
- 46:06com crises de ansiedade, você percebe claramente e crianças
- 46:11que a gente sabe que têm. Teoricamente, um potencial
- 46:15maravilhoso, né? Ela não tem problemas
- 46:17cognitivos, ela não tem problemas motores, ela tem, ela
- 46:21é uma criança típica. No entanto, há há há
- 46:24funcionalidade da da vidinha dela, tá às vezes muito mais
- 46:29comprometida do que por uma criança que tem deficiência.
- 46:33Impressionante isso. O que eu.
- 46:34O que eu percebo, é o seguinte também, gente, a troca de
- 46:37geração foi muito forte nessa da geração dos meus pais.
- 46:43Para minha geração foi uma troca muito forte, por exemplo, da
- 46:46geração do meu vô para geração do meu pai.
- 46:48AA troca cultural a mudança de de de da da civilidade tudo foi
- 46:55muito pouca do meu pai. Para mim foi uma mudança
- 46:58absurda. Por exemplo, eu apanhei a minha
- 47:02infância toda. Do meu pai, e não era violência
- 47:06doméstica. Era educação e eu amo meu pai.
- 47:09Meu pai chegava do quartel. Se eu tivesse feito alguma coisa
- 47:11errada na escola, não sei o que. IA, me pendurava de cabeça para
- 47:14baixo, me arrebentava bem meus 3 irmãos.
- 47:16Ninguém tem trauma, ninguém. Se fizer isso hoje, além de ser
- 47:19violência doméstica, você vai, vai traumatizar as crianças.
- 47:21Por quê? Porque teve uma mudança.
- 47:23O acesso à internet, o acesso à informação é a.
- 47:26As crianças ficaram muito mais fracas e emocionalmente, né?
- 47:30Hoje, se você falar alto com teu filho, ele já fica
- 47:32desestruturado. Antigamente, a gente apanhava de
- 47:34Vara de Goiabeira. EE estava abraçando o pai no
- 47:36final do dia, dando boa noite, pai, tá tudo certo.
- 47:39Então, teve uma mudança drástica de é cultura, é é de educação,
- 47:45formato educacional, estado emocional.
- 47:49Evolução de de doenças, por exemplo, você acabou de ler aí
- 47:54que antigamente era de 1 a pra a cada 125 150 pessoas nessa
- 48:00autista agora, de 1 a cada 36 tá evoluindo Oo os transtornos
- 48:03psiquiátricos. Os transtornos cognitivos, é, é,
- 48:07é, tá ou seja, mais pessoas atípicas, deficientes estão
- 48:12nascendo. Como a gente vai ter que lidar
- 48:14com isso? Não é?
- 48:15Nós vamos ter que criar. É é da mesma forma que a gente
- 48:20educa as pessoas para vencerem através do empreendedorismo ou a
- 48:23gente educa as pessoas através da fé a terem acesso à
- 48:26eternidade. A gente vai ter que treinar os
- 48:28pais a lidarem com os seus filhos.
- 48:30Os típicos e os atípicos, porque os pais, por causa da mudança
- 48:35drástica de educação de uma geração pronta, não sabe o que
- 48:37fazer. Por exemplo, meu pai na minha
- 48:39cabeça me educou muito bem, mas eu não consigo replicar o que
- 48:42meu pai fez comigo. Meus filhos.
- 48:43Não dá mais, não cabe a educação que meu pai me deu para os meus
- 48:45filhos. Meu pai falava assim, não vai
- 48:47pra festa e acabou. Não tinha, não tinha, não tinha.
- 48:51Conversa, se eu fizer isso hoje, com a minha filha de 14 anos,
- 48:54rapaz, é um problema. EE tal e pá.
- 48:57Hoje você tem que dar Liberdade. Tem uma série de coisas, ou
- 48:59seja, e quando antigamente o pai gritava hoje em dia tem que
- 49:02conversar, dialogar, mudou muito a técnica educacional EE,
- 49:07lógico, tem coisas que a gente mantém ainda, né?
- 49:09Tipo, isso não pode, não pode OOO.
- 49:12Os valores não precisam mudar, né?
- 49:13Mas a forma mudou muito. Então nós, pais, você que está
- 49:17em casa, é pai e mãe não está, não estão sabendo como lidar com
- 49:21os filhos, porque a forma que você aprendeu não vale mais.
- 49:25E ainda tem a maioria das pessoas nem aprenderam que o pai
- 49:29foi ausente. A mãe foi narcisista e, et
- 49:31cetera, et cetera. Então, como a senhora vê como
- 49:34educadora, pedagoga, psicóloga, trabalhou muitos anos com
- 49:38educação, como a senhora, o que que a senhora acha que que os
- 49:41pais têm que fazer hoje para? Lidar com essa mudança
- 49:44educacional, ou seja, a forma como os meus pais me educaram,
- 49:46não servem mais. Então eu, onde eu pego base, né?
- 49:51Fora o nosso público aqui, são muito católicos, evangélicos e
- 49:55tal, mas. Fora a base bíblica, que é a
- 49:58nossa maior base tecnicamente onde eu pego base para a criação
- 50:02dos meus filhos. É, é excelente essa pergunta,
- 50:06informação, conhecimento. Isso é fundamental, é
- 50:10transformador, né? Então, é preciso que haja esse
- 50:14trabalho. Inclusive eu sou terapeuta de
- 50:16família também. Trabalho muito com terapia de
- 50:19família, EEE sei o quanto isso auxilia Na Na mudança da
- 50:25mentalidade, na mudança do desenvolvimento ali, da
- 50:29funcionalidade da família. O que que é a funcionalidade da
- 50:32família é a família, dá para aquele indivíduo uma referência
- 50:36e entender que ele vai para o mundo com as condições que ele
- 50:38tem com que ele captou da família com as bases que ele tem
- 50:42e que ele vai fazer e vai construir a vida dele.
- 50:45Então, assim, eu acho muito importante também que os filhos,
- 50:50os pais, olhem para os seus filhos.
- 50:52Hoje nós temos uma questão que eu acho muito séria, entende?
- 50:55As pessoas não estão juntas, elas estão ali, mas não estão
- 50:59juntas, tá? Cada um com seu celular, não é?
- 51:02Quer dizer, não tem tempo para olhar para o seu filho, para
- 51:05para trocar uma ideia. Não adianta chegar para o filho
- 51:08só para cobrar. Você tem que.
- 51:12Compartilhar, comentar, ver como o seu filho pensa, entender como
- 51:17que está a sua criança, você tem o seu jovem.
- 51:20Com quem se dá, né? Com quem ele está se dando?
- 51:23Quem são as pessoas, né? Quem são os formadores de
- 51:26opinião na vida dele? Porque o que acontece?
- 51:29Você está falando? Antigamente, o que acontecia?
- 51:33Muito menos. Demanda, né hoje?
- 51:36Em menos estímulos também as crianças não estavam na.
- 51:39Tela o gente era um. Programa de televisão por dia,
- 51:41pô, a gente vê as chaves agora, repete com 1000 coisas
- 51:44diferentes. Chão desenvolver essa, essa
- 51:47Harmonia. Ela é construída, então precisa
- 51:51haver o convívio, precisa haver o olhar, o olhar pra sua, pro
- 51:55seu filho, olhar pra sua família, um olhar mais como é
- 51:59que eu vou dizer? Participativo, né?
- 52:02Porque é como o Tiago falou realmente, cada vez mais a.
- 52:06Só vai calar fundo no indivíduo aquilo que fizer sentido Pra
- 52:10Ele, né? Quer dizer, autoritarismo é
- 52:14muito complicado. As escolas hoje sofrem muito com
- 52:17isso. Né?
- 52:18Por quê? Porque ou você vai ser uma
- 52:21autoridade na vida do seu aluno na vida do seu filho, uma
- 52:26autoridade, pelas competências que você demonstra, e isso tem a
- 52:30ver com o que ele vai se desenvolver ou não.
- 52:33Vai ser com autoritarismo. É, é.
- 52:35Não vai ser. Eu, eu e eu queria trazer 11
- 52:38componente é não sei se o Rafa e o agla tem um segundo filho,
- 52:42tem, tem tem. Então eu queria trazer esse
- 52:44componente. É na família você ter um filho
- 52:48atípico e um. Típico, é?
- 52:54AO policiamento que nós temos que fazer, nós, pais, para poder
- 52:59gastar a mesma energia para poder é fazer as compensações
- 53:04até da solidão às vezes, porque a gente gasta com energia muito
- 53:08grande para poder fazer a terapia para poder dar.
- 53:11É é ensinar mais ainda é, é, é as as suas é compensação das
- 53:17suas deficiências e aí fica ali o segundo filho, o terceiro
- 53:20filho. E na no crescimento dele na
- 53:23forma, ele sente. Ó, vou te dar um exemplo, eu
- 53:26tenho. Eu tenho 4 filhos, o meu
- 53:27terceiro filho, Joaquim, não é 11 diagnóstico nem nada, mas ele
- 53:32tem um atraso. É, tem várias explicações.
- 53:36Os médicos me deram várias explicações, uma porque a gente
- 53:39morou nos Estados Unidos. É AA primeira infância dele e
- 53:44ele. Ele aprendeu inglês, não
- 53:46aprendeu português? Quando a gente voltou pro
- 53:48Brasil, deu um choque na mente dele.
- 53:50Por algum motivo. Ele ficou um ano sem falar.
- 53:53Então assim, com 3 aninhos, ele falava inglês fluente, falava
- 53:56com a gente em inglês, dos 4 aos 5 ele não falou nada, nem
- 54:00inglês, nem português, ficava só gritando, Ah, by.
- 54:05Ah, pai, pai, mãe gritando aí, pronto.
- 54:07Fizemos todo o tipo de diagnóstico nele.
- 54:11Que que é, que que é, que que é? Nessa mesma época, um pouquinho
- 54:16antes a gente percebeu que ele só pegava tudo com A esquerda,
- 54:18então a gente percebeu que ele era canhoto.
- 54:20Todo mundo lá em casa é destro, aí.
- 54:24É? A gente passou por vários
- 54:27diagnósticos, não deu nada e o médico falou, é só um atraso,
- 54:30não tem uma explicação ainda científica, mas realmente ele
- 54:33tem muita. Ele está com 6 anos, tem muita
- 54:35dificuldade de aprender a ler e escrever.
- 54:37Já era para estar lendo, escrevendo e tal, tal tal.
- 54:40Por causa disso, por causa desse atraso, por exemplo, por ele ser
- 54:43canhoto, ou seja, coisa tão pouca e ele fica assim, pai, eu
- 54:47escrevo diferente de todo mundo. Eu pego com essa mão.
- 54:49Eu queria ser jornal do futebol, mas jogando futebol só chuta com
- 54:52A direita, porque mentira o Messi chuta com A esquerda.
- 54:53Eu fico tentando, mas não adianta, né?
- 54:55Ele tá desenvolvendo alguns complexos.
- 54:56Eu fico trabalhando na mente dele, só essas pequenas coisas
- 54:59me fizeram dar um pouco mais de atenção nele por causa desse
- 55:01desenvolvimento, gerou um problema com meus outros filmes.
- 55:05Que que eles falaram? O joquete é o preferido, né?
- 55:07Não, porque o Joaquim chega na escola, você pega ele no colo,
- 55:10não pega ele no colo, porque eu sei que na escola ele sofre uns
- 55:12bulezinhos. Eu eu preciso já dar amor Pra
- 55:14Ele. Você chegou em casa, está num
- 55:15ambiente seguro e tal, é, mas você vê que não, não é nenhuma
- 55:19deficiência, ou seja, é um probleminha que a gente está
- 55:22tratando, mas não é nenhuma deficiência e já gera problema.
- 55:25Então essa questão de você dividir o tempo com os atípicos
- 55:28e cursos típicos para não ser injusto, né?
- 55:31No na divisão ali do amor, da atenção, deve ser realmente
- 55:34complexo, isso aí você que está em casa me assistindo, você
- 55:37imagina o quanto a gente tem que aprender.
- 55:39Sobre educação de filho é um mundo de informação.
- 55:43Nossos filhos têm todo o mundinho emocional deles.
- 55:48Tem a parte física se desenvolvendo.
- 55:51Ou seja, pros meus 2 filhos mais velhos, já estou explicando
- 55:54sobre sexualidade para a de 14, eu explico desde os 11.
- 55:58Desde os 11, eu sento com ela, explico tudo sobre sexualidade,
- 56:00né? Aí o corpo desenvolvendo a
- 56:03espiritualidade, manter eles tementes a Deus, conhecedores da
- 56:07palavra, porque eu sempre falo isso.
- 56:10Se no final das contas, descobrir que Deus não existiu,
- 56:12a gente vai ser. Nós fomos cidadãos, cidadãos
- 56:15melhores, só porque Lemos a bíblia, não matamos, não
- 56:17roubamos, não fizemos mal a ninguém e não prejudicamos a
- 56:20vida de ninguém, né? E quem faz isso em nome da
- 56:23bíblia, tá descumprindo a bíblia, né?
- 56:24Que a bíblia, aliás, a bíblia diz que nem falar dos outros,
- 56:27nem fofocados dos outros. Você pode até os fofoqueiros não
- 56:29existiram se a gente. Cumprisse a palavra, então eu
- 56:32estou. Eu luto para passar toda essa
- 56:34educação emocional, física, espiritual, financeira.
- 56:38É. É pros meus filhos desenvolver o
- 56:40cognitivo deles, fazêlos pela experiência e tudo, mas sempre é
- 56:44muito difícil. E olha que eu tenho um cara, eu.
- 56:46Eu sou uma pessoa que tem uma certa estrutura.
- 56:48É é de conhecimento e de apoio técnico para fazer, mas eu me
- 56:53coloco no teu lugar que está em casa.
- 56:56Trabalho dia, todo ganho salário mínimo, não tenha quem pedir
- 57:00ajuda, chega e tem que enfrentar o problema com os filhos.
- 57:03O que que eu estou falando com você através desse Brunet?
- 57:07Aliás, é uma coisa que você precisa saber é que 2024 nós
- 57:12vamos lançar o nosso maior projeto até hoje e um dos
- 57:15projetos que já escrevemos é tem a ver com a sua família.
- 57:20Nós estamos construindo A Terra Prometida, que é a nossa central
- 57:24de estúdios. É 4100 m² de estúdios,
- 57:29escritórios e auditório. Um auditório para 1600 pessoas,
- 57:32onde nós vamos diariamente transmitir para mais de 70
- 57:37países e 6 idiomas diferentes, desde café com destino que é o
- 57:41nosso programa matinal, até outros programas que vamos
- 57:44começar diariamente fora a bruneca e outras coisas.
- 57:47Além disso, vamos lançar programas gratuitos,
- 57:51treinamentos gratuitos online e presencial para como ser homem
- 57:54de verdade, como ser pai, família, como como educar filho,
- 57:57nós estamos aqui só provocando material, porque nós queremos
- 58:01revolucionar. O nosso país, através da
- 58:04educação e a partir da educação bíblica, que é a verdade que
- 58:09acreditamos, né? Mas nós precisamos da da, da, da
- 58:12conectividade de todas, todos os tipos de educação.
- 58:15Por exemplo, hoje a psicologia para mim.
- 58:19É. É uma das ciências mais
- 58:21importantes para a nossa geração, porque é eu não sou
- 58:27psicólogo, mas estudei. Leio muito sobre psicologia,
- 58:30tenho muitos amigos, psicólogos, terapeutas.
- 58:33É, eu acho que sem a psicologia hoje em atividade, o mundo
- 58:37estaria muito pior. E se novos psicólogos e bons
- 58:41psicólogos e psicólogos, terapeutas bom não se
- 58:44levantarem, a gente vai ter um problema daqui a 10 anos.
- 58:46Sério, porque os transtornos vão aumentar.
- 58:49E terapia vai deixar de ser tabu, que foi dar por muito
- 58:51tempo, vai virar obrigação. Que eu já faria isso, eu já
- 58:55colocaria como obrigação. Aí eu acho que eu não tenho
- 58:57nenhum problema, não tenho problema, não faz terapia perder
- 58:59você não vai sabe uma terapia porque vai te ajudar.
- 59:02Outra coisa é foi fazendo terapia que eu coloquei muitas
- 59:07ideias, muitas coisas que estavam desordenadas na minha
- 59:11cabeça, no lugar. Foi fazendo terapia que eu
- 59:15aprendi AA. Me colocar no lugar do meus
- 59:19filhos e ter cuidado com as palavras que eu usar, é lógico.
- 59:21Ah, mas tá escrito na bíblia, eu sei, mas na prática você às
- 59:23vezes esquece, mas tem um profissional ali te lembrando,
- 59:27não só o que está escrito, mas o que você tem que fazer na
- 59:30técnica para que as coisas funcionem.
- 59:32Então existem muitas profissões hoje que não não são tão
- 59:37valorizadas como deveriam ser, tá?
- 59:40Então a gente já passou de 1 hora de programas, a gente tem
- 59:43que encerrar. Eu queria deixar as palavras
- 59:44finais. Então, começando pelo Átila, a
- 59:47gente vem dando a volta até até pra doutor encerrar, se é a
- 59:50última palavra, Átila, qual é a palavra final que você deixa pra
- 59:53todo mundo? Tá nos assistindo que tá hoje
- 59:55com filho atípico ou com problema familiar?
- 59:59Você é um cara de fé. Se quiser falar um pouco da tua
- 1:00:01fé, não tem problema. A palavra que eu deixo é que a
- 1:00:04gente tem que se apegar a Deus sempre.
- 1:00:08É porque se enfé, como é que uma mãe dessa não vai passar por.
- 1:00:10Isso você não tem como passar por isso você não tem como a se
- 1:00:14desafiar no dia a dia que. É um baita de um desafio, e a
- 1:00:19espiritualidade é conseguiu equilibrar esse desafio.
- 1:00:24Uhum, meu filho. A gente é costuma dizer que tudo
- 1:00:28é o que tudo é. É o exemplo.
- 1:00:30Então a gente está sempre buscando a Deus.
- 1:00:32Estão sempre exercitando a fé. Meu filho desenvolveu 11
- 1:00:37sensibilidade espiritual muito grande e isso é.
- 1:00:43Ajudou a gente a equilibrar. Ter esse equilibrio, a saber
- 1:00:48essa habilidade. Então você que tem 11, pai, um
- 1:00:51você que é pai ou mãe de um filho atípico a espiritualidade
- 1:00:57me ajudou e desbloqueou muita coisa.
- 1:01:00Então é eu aconselho, a gente está o quê?
- 1:01:04Pautado sempre em Deus, Deus em primeiro lugar, você tem um
- 1:01:08problema, Deus está ali, Deus é a solução e não se vitimizar
- 1:01:13não, você não pode se fazer nunca, que você é uma vítima
- 1:01:17como você falou. Que está te castigando?
- 1:01:19Que Deus, não? Isso é o que é um privilégio,
- 1:01:22então Deus dá o quê? Deus dá oportunidade para você
- 1:01:25desenvolver habilidades e com essas habilidades, você ajudar
- 1:01:29as pessoas e. E Atila, vou te falar uma coisa,
- 1:01:32porque o seu filho tem quantos anos ele.
- 1:01:34Fez 9 anos. Agora, 9 anos, ele já orou por
- 1:01:36mim. Sim, e uma as orações mais
- 1:01:40sinceras e bonitas que eu já recebi na minha vida foram de
- 1:01:43crianças autistas. Eu adoro quando as crianças oram
- 1:01:45por mim, que é muita criança, me conhece por causa do YouTube,
- 1:01:48por causa do Instagram, e aí geralmente a criança autista,
- 1:01:51que é cristã, quer orar por você.
- 1:01:53Eu amo esse tipo de oração porque a sinceridade, a verdade,
- 1:01:57a pureza, a pureza do que ele está pedindo ali é uma coisa
- 1:02:00assim, Sobrenatural. Eu lembro quando seu filho orou
- 1:02:02por mim, ele falou umas coisas assim que me me assim me motivou
- 1:02:05muito e tu vê que é pureza, o garoto tem 9 anos, vai fazer 9 é
- 1:02:09autista, ele não, se ele não consegue medir fama, Ah, eu tô
- 1:02:12falando isso porque o Tiago é famoso, ele não consegue medir
- 1:02:14isso na cabeça dele, não tem ideia do que é isso.
- 1:02:16E o que ele me falou assim foi muito certeiro, então você vê
- 1:02:18que a pureza das crianças, né? A bíblia diz Jesus falou que se
- 1:02:22a gente não for como criança, a gente não pode nem entrar no
- 1:02:25Reino dos céus, é verdade. Então obrigado por essa palavra.
- 1:02:27EE isso que o Átila falou é verdade.
- 1:02:29Sem fé é muito mais difícil levar essa vida, Rafa.
- 1:02:33Eu queria falar, principalmente para os pais de crianças com
- 1:02:36síndrome de down que descobriram recentemente, né?
- 1:02:39A gente até tem uma humoridade de final de semana, a gente
- 1:02:41conheceu um casal que a bebê deles tinha um ano e eles ainda
- 1:02:45estavam com algumas agonias, algumas coisas.
- 1:02:48E aí a gente mostrando o. O Luís António, que é o nosso
- 1:02:51filho. Contando, eles saíram daquela
- 1:02:53conversa muito mais leve. Então, às vezes quem olha de
- 1:02:57fora diz nossa, deve ser um peso, ter um filho com
- 1:02:59deficiência, eu não. Realmente.
- 1:03:01Eu não vejo dessa forma. Cada filho é de um jeito, eu
- 1:03:03tenho 31, é bebezinha, tem 5 meses, mas o outro irmão dele,
- 1:03:07que é uma criança típica também, a gente tem dificuldades com ele
- 1:03:12de personalidade. Ele é uma criança difícil de
- 1:03:15lidar, não é difícil, ele é, ele é desafiador porque ele nos
- 1:03:18desafia, nos testa, então assim cada filha é diferente, OK?
- 1:03:21Ele tem a deficiência, tem essas diferenças aqui, o.
- 1:03:25O outro que é típico, vai dar um trabalho também.
- 1:03:27É. Então é.
- 1:03:29Eu, eu. Eu sempre busco levar de uma
- 1:03:31forma leve, claro. Como você falou, né?
- 1:03:33A gente tem uma condição, então a gente tem 11, estrutura que
- 1:03:36nos ajuda nisso, mas na minha realidade eu entendo realmente
- 1:03:40que é tratar cada um da forma que precisa tratar.
- 1:03:43Antes tu falou assim, poxa, mas às vezes o filho vai dizer, ai,
- 1:03:46você quer tratamento especial, isso e aquilo a gente tem que
- 1:03:49cuidar, como que a gente comunica isso para os filhos,
- 1:03:51mas a gente não pode tratar os diferentes de forma igual, né?
- 1:03:53A gente precisa tratar os diferentes de forma, tipo, cada
- 1:03:55um na sua peculiaridade, mas. Em que todos se.
- 1:03:58Sintam, amados. Muito bem, muito bem, obrigado,
- 1:04:01Rafa Joaquim. A minha palavra para os pais,
- 1:04:05para as famílias, é de Esperança.
- 1:04:09É de Esperança. É.
- 1:04:11Eu iniciei dizendo que o André foi diagnosticado como um
- 1:04:15autista severo, não verbal, estereotipado.
- 1:04:19E no amor, na fé de acreditar, sem duvidar.
- 1:04:28De que nós iríamos de que aquela semente, que é o André, iria
- 1:04:34fazer com que a se nós semeássemos ela, nós teríamos
- 1:04:40excelentes frutos, não para a família, porque hoje eu sempre
- 1:04:43digo, o André não é mais pertencente, só a Ana Cláudia,
- 1:04:46ao Joaquim, ele é da ciência. Ele é da evolução das pessoas,
- 1:04:51porquê? Porque uma criança diagnosticada
- 1:04:54como foi sem oralizar? Até os 7 anos de idade.
- 1:05:00É só veio olhar o nos meus olhos aos 2 anos, com complexidades
- 1:05:05comportamentais e depois de toda a intensidade terapêutica de
- 1:05:09depois de toda de um programa especializado individual e numa
- 1:05:14virada de chave. Tiago, quando a gente foi para
- 1:05:17os Estados Unidos, para o centro de excelência em autismo, e que
- 1:05:20a gente lá na Flórida e que a gente é fez uma imersão, e
- 1:05:25quando eu recebi 11 palavra da doutora Ellen, que é a
- 1:05:30fonoaudióloga responsável lá pelo centro.
- 1:05:34Aqui nós vamos criar um programa para o seu filho com base nas
- 1:05:39habilidades e não na deficiência.
- 1:05:43E aí esse programa. Esse programa foi um programa.
- 1:05:47Que potencializou as habilidades dele, porque todos nós temos
- 1:05:49habilidades, uhum. O que você está planejando para
- 1:05:522024 com um programa de treinar pessoas para a vida?
- 1:05:57É estimular ao ao potencial das habilidades e pode ter certeza,
- 1:06:02Tiago vai reduzir a as deficiências bem, e hoje o André
- 1:06:07fala 14 línguas, então ele ficou 14 línguas, não com influência,
- 1:06:13aham, mas tem uma noção de 14 línguas.
- 1:06:17Faz contas de cabeça, é um comunicador.
- 1:06:21Era era não oral. Ele não oralizava.
- 1:06:24É um comunicador, escreveu o primeiro livro dele essa semana
- 1:06:27está escrevendo o segundo, que vai ser lançado em abril e
- 1:06:32passou a ser Esperança para aquelas pessoas porque tem o
- 1:06:37autista leve, tem um autista moderado e o severo, o severo é
- 1:06:40o mais complexo. E aí onde nasce o luto, e aí,
- 1:06:42onde não há aceitação, então a minha palavra, as famílias é de
- 1:06:48amor. De Esperança é de muita fé, e.
- 1:06:53Gratidão porque aqueles pais que recebem um filho com diagnóstico
- 1:06:59de autismo eu vou voltar a dizer o que?
- 1:07:01Isso? Para a professora Carmem hoje,
- 1:07:03se eu pudesse voltar atrás, dobrava o meu joelho ao chão e
- 1:07:07pediria a Deus que me desse novamente um filho autista para
- 1:07:11eu me tornar uma pessoa melhor e poder contribuir para um mundo
- 1:07:15melhor. Então essa é a semente.
- 1:07:17Obrigado, Joaquim. Muito obrigado, doutora.
- 1:07:21Eu. Eu gostaria de deixar aqui a
- 1:07:24parabenizar a ação aqui do do Tiago, porque é uma ação
- 1:07:28maravilhosa, porque realmente o que faz a diferença?
- 1:07:32A informação é conhecimento, é possibilidade de troca.
- 1:07:37Então, se tiver uma estrutura aonde isso não esteja
- 1:07:41necessariamente, dependendo da condição financeira de cada um,
- 1:07:45que isso possa chegar em todo o mundo, com certeza nós vamos ter
- 1:07:49aí um mundo melhor, tá? É, está muito claro para mim que
- 1:07:54a família é a maior, é o maior investimento que a gente tem que
- 1:07:59fazer na família. Tá, porque a família, seja em
- 1:08:03que condição for, são AAA é aquele núcleo que vai permanecer
- 1:08:08junto com aquela pessoa ao longo da vida.
- 1:08:11Então, às vezes, esta família. Não teve a oportunidade de fazer
- 1:08:19a sua os seus desenvolver um conhecimento e entender seu
- 1:08:22filho EE isso vale para todas as crianças, vale para asa típicas
- 1:08:27e vale para as típicas. Então, o que fica aqui, para mim
- 1:08:30é assim. Que bom.
- 1:08:33Que tem uma pessoa como o Tiago que está pensando nisso e que
- 1:08:37realmente vai fazer acontecer. Obrigado, doutor.
- 1:08:41Inclusive eu quero é uma das formas que eu quero contribuir
- 1:08:45com a causa dos pais atípicos é, a gente vai escolher um programa
- 1:08:49aqui no Brasil que esteja realmente fazendo um trabalho.
- 1:08:53Salvador com essas crianças e nós vamos doar parte do próximo
- 1:08:56método Destiny para essa instituição, então, em breve nós
- 1:08:59vamos anunciar qual vai ser a instituição, uma instituição que
- 1:09:01realmente esteja ajudando as crianças.
- 1:09:04O método Destiny acontece agora em janeiro, de 27 a 29 de
- 1:09:09janeiro. Então vai ser o primeiro método
- 1:09:11deste do ano. Você tem que participar.
- 1:09:13Eu já deixo aqui apalavrado com vocês.
- 1:09:16Que parte é do nosso, das nossas entradas?
- 1:09:20Nós vamos, é 2527, tá? É, estou me corrigindo aqui a 25
- 1:09:25a 27 de janeiro, tá? Eu falei 27 a 29 é, mas é de 25
- 1:09:30a 27 de janeiro, o método Destiny, vou deixar o link aqui
- 1:09:33tanto no YouTube quanto No No Spotify, para você fazer parte
- 1:09:37desses 3 dias de imersão comigo e parte da da nossa, da nossas
- 1:09:41entradas nós vamos doar por uma instrução à nossa causa esse mês
- 1:09:44de janeiro vai ser as crianças atípicas.
- 1:09:48E somente fazendo método Destiny, você que é empresário,
- 1:09:51empresário, você que é empreendedor somente fazendo
- 1:09:53método Destiny, você tem acesso de 1 dia de entrar no nosso
- 1:09:55grupo de elite. Que é o Destiny mind que eles 3
- 1:09:58fazem parte, então se você é empresário e empresária, além de
- 1:10:02você receber todo o conhecimento do método deste lá, eu vou abrir
- 1:10:04a oportunidade para você fazer parte do nosso grupo seleto de
- 1:10:08empreendedores durante 12 meses. Você participar do Destiny mind,
- 1:10:12tá bom? Todas as informações estou no
- 1:10:14link aqui abaixo. Eu quero agradecer meus amigos
- 1:10:16que vieram, doutora Carmem. Obrigado Carmem Lídia e que Deus
- 1:10:20nos abençoe. Eu desejo paz e prosperidade pra
- 1:10:22vocês e até o próximo brunecast.